Edição nº 154 A Revista do Gestor Escolar
ano 15 | Dezembro e Janeiro 2020 www.direcionalescolas.com.br
Direcional Escolas - Dezembro e Janeiro 2020
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Nesta Edição: 08 10
Coluna - Christian Coelho
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Posicionamento estratégico 2020
Coluna - Jane Patricia Haddad
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Especial Fornecedores Como escolher o fornecedor ideal para a sua escola?
Dica: Biblioteca e Brinquedoteca Múltiplos aprendizados
Levando minha “criança” interior para brincar
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22 Coluna - Vanessa Chaib
Dica: Saúde Combatendo a obesidade
Absenteísmo e presenteísmo
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24 Coluna - Leo Fraiman
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As competências socioemocionais do educador
Dica: Ensino Híbrido Metodologia pedagógica
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Editorial Tempo de renovação! Todos os anos, como em um ritual de passagem, elegemos o último mês do ano – dezembro – como um período de profunda reflexão. Nesse momento, como em uma espécie de retrospectiva, avaliamos os principais acontecimentos que atravessamos ao longo do ano, tanto no aspecto pessoal como no âmbito profissional. Desafios, superações, frustrações, alegrias, tristezas, conquistas, ganhos e perdas, aparecem, em nossas memórias, como ações e emoções que constituíram o nosso ano de 2019.
Pensando em uma aproximação com o nosso público, sobretudo em nossa era dinâmica e tecnológica, criamos, também neste ano, um WhatsApp da Direcional. Através dessa rede, enviamos, com frequência, dicas, eventos, artigos de especialistas em áreas diversas da educação, reportagens especiais, reflexões e sorteios, através do WhatsApp para os/as nossos/ as leitores/as. Esse serviço é gratuito e pode ser solicitado através do número: (11) 96849-1739.
Dessa forma, com um olhar retrospectivo, relembramos algumas temáticas que trabalhamos em nossa produção editorial deste ano, como: bullying e cyberbullying; acessibilidade e inclusão; educação internacional; educação financeira; as implicações e adaptações da BNCC no contexto escolar; as interações e aproximações entre família e escola; inadimplência, retenção e o trabalho de marketing; além de coberturas especiais em eventos renomados, como GEduc (Congresso Brasileiro de Gestão Educacional), Congresso e Feira Crescer, Escolas Exponenciais e Bett Brasil Educar.
Concluímos este editorial agradecendo a você, caro(a) leitor(a), por prestigiar nossa publicação e fortalecer o elo de confiança que transmitimos a cada nova edição. Encerramos este ciclo, com nossa revista de nº 154 Dezembro/ Janeiro, acreditando e reforçando votos positivos e esperançosos de um novo ano que abre suas portas e nos recebe de braços abertos.
Rafael Pinheiro
Jornalista Responsável
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Este ano representou, também, sinônimos de celebração e sucesso em nosso corpo editorial: nossa revista completou 15 anos de existência! A Direcional Escolas, que possui um trabalho voltado para a gestão escolar, elabora, mensalmente, matérias interessantes ao seu público-alvo, além de alimentar nosso portal com materiais para os diversos setores educacionais. Reverberando todo esse rico material em nossas redes sociais diariamente – Facebook e Instagram – que, a cada dia, recebe um número expressivo de seguidores/ as que acompanham nossas postagens.
Boas Festas e Feliz 2020!
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores
A Revista do Gestor Escolar
Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro
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Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP
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POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO 2020
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s escolas regulares vivem o mesmo fenômeno ocorrido com o ensino superior. O aumento de alunos impulsionado pela melhora do poder aquisitivo e os investimentos públicos do FIES proporcionaram o nascimento de grandes conglomerados que consolidaram mais de 60% do mercado. Com a redução dos investimentos governamentais e a consolidação do mercado, há alguns anos os investidores olharam para as escolas regulares que possuem uma estimativa de 60 bilhões anuais somente em mensalidades, inadimplência reduzida se comparada ao ensino superior, maior tempo de vida útil do aluno e baixa consolidação do mercado (cerca de 3%).
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A maior fatia de investimento está localizada nas escolas de 500 a 1000 alunos em regiões onde predominam as classes B e C com valores muito abaixo do mercado e diferenciais como o período estendido, programa bilíngue e material didático incluso. A aposta da criação de escolas em rede é a possibilidade de reduzir custos, melhorar a qualidade da gestão e vendas, lançar novas tendências e fortalecer a imagem. Marcas como Decisão, Escola Mais, Vereda, Luminova, entre outras, quando aportam em uma região, fazem com que as instituições existentes percam alunos devido às novidades, boa infraestrutura e preços abaixo do mercado. Mesmo os alunos que se mantêm tendem a pleitear mais descontos. Diante disso, algumas escolas que sentiram na pele esses novos competidores, seguiram a mesma tendência de reduzir preço e aumentar os custos com investimento em serviços complementares, como programas bilíngue e socioemocional. O problema é que não é possível seguir a mesma estratégia das redes sem ser uma rede. Então, o que fazer diante desse cenário? Não existe milagre
quando se aumenta a oferta e se mantém a demanda, mas alguns cuidados podem ser tomados para reduzir os impactos, como ter clareza do seu posicionamento estratégico: Posicionamento estratégico significa possuir um diferencial competitivo e claro para a comunidade. Um posicionamento claro somente ocorrerá se a escola tiver ciência das suas limitações e qualidades. A Rabbit lançou o treinamento “Posicionamento Estratégico”, para auxiliar suas escolas parceiras nesta tarefa: 1ª etapa – Utilize o método Brainstorming (Alex Osborn, 1965), que visa encorajar as pessoas a utilizarem o pensamento divergente e assumir riscos na investigação de novas ideias. Este trabalho deve seguir as regras: • Divida os participantes em times e peça para cada time responder as perguntas: Atualmente qual o principal diferencial da sua escola? E como a escola quer ser lembrada daqui a dois anos? (a escola quer ser a melhor em quê?). • Divida a lousa em duas colunas com os títulos, iguais as perguntas. • Escreva as respostas correspondentes às perguntas sem repeti-las. É necessário investigar o maior número possível de ideias. Quanto mais ideias, maior a probabilidade de encontrar uma solução criativa. • Avalie e discuta as respostas relacionadas aos diferenciais atuais da escola e elenque os três principais com ênfase no mais votado. Depois faça a mesma coisa com a pergunta de como a escola quer ser lembrada. Conclusão – Se as respostas forem iguais nas duas colunas, já existe um posicionamento que precisa
ser enfatizado. Caso haja respostas diferentes, pode ser o momento de corrigir o posicionamento da sua escola. 2ª etapa – Com a informação “aonde a escola quer chegar”, aplique uma versão da análise SWOT (uma ferramenta de autoconhecimento empresarial muito utilizada no mundo, que possui a finalidade de reduzir as chances de tomadas de decisões equivocadas) adaptada para o projeto. Regras para execução da atividade: • Desenhe a matriz SWOT em um local visível. • Peça para o time envolvido preencher os quadrantes – FORÇAS: neste quadrante a escola deve repetir a resposta da primeira etapa do exercício: como a escola quer ser lembrada daqui a dois anos – OPORTUNIDADES: que oportunidades estão e estarão disponíveis? Que tendência a escola pode aproveitar? – FRAQUEZAS: o que e onde podemos melhorar para atingir o resultado esperado? O que os clientes e o mercado veem como nossas fraquezas? – AMEAÇAS: quais são as principais ameaças atuais e que poderão surgir nos próximos dois anos? Essas atividades podem ser feitas somente com os líderes das escolas, como coordenadores, diretores e gestores, com o corpo docente ou com todos os colaboradores. As etapas requerem uma grande dose de criatividade e são aplicadas separadamente, a qualquer momento, para resolver qualquer problema, e até na vida pessoal.
O Colunista
CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / CHRISTIAN COELHO
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COLUNA / JANE PATRICIA HADDAD
INTERIOR PARA BRINCAR
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omo admiradora das crianças, eu não poderia deixar de contar esta história, já que faço questão de manter viva minha criança interior – ora machucada, ora feliz, ora atenta, ora desatenta – assim como toda e qualquer criança que tenta encontrar na vida adulta a “belezura”, o sentido de crescer, amadurecer e morrer.
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No mês de outubro, período em que comemoramos o Dia das Crianças, resolvi levar minha criança interior para realizar um sonho antigo, e me aventurar pela magia da Disney. Em tempos de desesperança, eu precisava recarregar as minhas esperanças mesmo que temporariamente, então, finalmente seguimos para Orlando rumo a Disney, o ponto de chegada seria o encontro com velhos amigos “desconhecidos” presencialmente – entre eles, tinham sempre os meus prediletos, Mickey, Minnie, Pateta, Pato Donald e Margarida, Pinóquio... Amigos invisíveis de uma infância, parceiros constantes dos meus jogos de faz-de-conta, entre dentro e fora de aulas enfadonhas que eu era submetida na escola. Foi na minha infância, que encontrei professores que me ensinaram a ver além do ato fisiológico. Foi na infância do faz-de-conta que aprendi a poética da esperança, foi com aqueles personagens que eu conversava no calar da noite quando me sentia sozinha e com medo, não é à toa que adoro a Alice no País das Maravilhas.
Hoje, ao escrever esta coluna, vejo e revejo meus caminhos na educação, ao longo dos meus vinte e tantos anos como educadora dentro de escolas e mais treze anos pelas estradas e céus deste mundão, eu me pergunto: e agora, por onde irei? Eu irei pelo mundo encantado, não tão ingênuo, mas também não tão duro, vou no sentido contrário do vento, vou colocando sementes-palavras no circuito da vida e também da morte, continuo falando fácil, descomplicando o que é tão complicado, faço escolhas diárias e não me rendo ao pessimismo do momento. Essa viagem que fiz foi em nome da minha criança, o que eu vi lá, naqueles parques, me renovou - eu vi idosos brincando de serem crianças, eu presenciei crianças ditas “normais” ajudando seus colegas ditos “especiais” a brincarem, eu chorei ao ver crianças em tratamento de câncer, brincando com seus personagens e esquecendo o que lhes aguardava nos próximos dias, eu senti a emoção de crianças com paralisia cerebral que me ensinavam a rir com o coração. Ali, naqueles parques, eu brinquei no reino da fantasia, onde todos eram iguais em oportunidades, eu fiz de conta que a compaixão dali viria comigo, eu criei uma comunhão de olhares, eu vivenciei cada minuto daquela viagem. Naquela noite, ao chegar na Disney, sentei e chorei, chorei de soluçar, chorei por ver e sentir que eu estava viva,
a magia que me fez estar na educação não havia morrido, estava ali bem viva. Naquela noite, eu vi que não adianta querer explicar o que não tem explicação. Naquele mundo do faz-de-conta, não havia separação de idades e nem de doenças, ali, não existiam notas e nem padrão de beleza, todos eram saudáveis em “realizar”, mesmo que momentaneamente, seus sonhos infantis. O que eu trouxe de aprendizagem? Respeite o que ainda resta de inocente em você. E, como dizia o menino-homem Walt Disney, “não deixe que os seus medos tomem o lugar dos seus sonhos”. Enfim, voltei para o meu país, voltei para a minha realidade, mas... eu voltei uma pessoa melhor. Acreditem!
A Colunista Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).
E-mail: janepati@terra.com.br
foto cedida pela colunista
LEVANDO MINHA “CRIANÇA”
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COLUNA / VANESSA CHAIB
foto cedida pela colunista
ABSENTEÍSMO E PRESENTEÍSMO
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absenteísmo é uma palavra que começou a ser utiliada a partir da Revolução Industrial e trazia como causa principal as faltas dos funcionários, suas dores físicas pelo trabalho braçal e repetitivo.
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Hoje, faltas, atrasos e saídas antes do horário, já se revelam como absenteísmo e as causas foram identificadas a partir de uma infraestrutura deficiente, problemas de saúde física e mental, dependência química, clima organizacional não favorável, assédio moral, preferencialismo, imaturidade profissional e até a falta de comprometimento. Níveis fixos de absenteísmo giram em torno de 3% ao mês, sendo considerado aceitável até 5%. Esse cálculo é muito simples é feito pela divisão das horas de absenteísmo pelas horas contratadas x 100. Como é fácil de mensurar, no absenteísmo a empresa tem a oportunidade de substituir o funcionário antes de maiores prejuízos. Já o presenteísmo é muito mais pernicioso, pois acontece silenciosamente no ambiente de trabalho, e de diversas formas. Um funcionário está fisicamente na empresa, mas procrastina, adia tarefas e está mental e emocionalmente ausente, afeta o clima organizacional com sua falta de motivação, não traz resultados, além de contaminar o restante da equipe, já que seu trabalho acaba sendo realizado por outro colega que muitas das vezes sabe que o presenteísta não produz.
Como, então, podemos identificar o presenteísta? Os gestores de área devem observar os sintomas, como trabalho acumulado mesmo com equipe completa, motivação zero em um ou mais colaboradores, falta de atenção às tarefas pertinentes ao cargo, reuniões nada produtivas, desgastando ainda mais o clima, discussões rotineiras e sem causa relevante.
conseguirá seguir vencendo essas batalhas contra o adoecimento?
Os presenteístas são considerados como vítimas, pois não faltam ao trabalho mesmo doentes. Podem estar com fortes dores de cabeça, dores nas costas, irritação, dores musculares, cansaço, ansiedade, angústia, irritação, depressão, insônia, estresse, distúrbios gástricos, etc. – mas estão presentes.
As organizações devem abrir um canal de comunicação direto e honesto entre a gestão, ou setor de recursos humanos, com os demais trabalhadores da empresa.
Para as corporações, os prejuízos de ter um trabalhador doente em sua equipe são grandes, já que existe uma perda em produtividade que é difícil de mensurar. Segundo a ISMABR (International Stress Management Association no Brasil), cerca de 23% da população adulta é presenteísta. E esse percentual chega a 35% quando falamos do setor industrial. Normalmente o trabalhador que lida com prazer naquilo que produz, consegue se abster de adoecer mesmo quando a organização do trabalho for excessivamente rígida, o clima organizacional for doente e ainda se não houver um programa de promoção de saúde mental dentro da empresa. Mas até quando esse indivíduo
Como o presenteísmo e o absenteísmo originam-se de diversos fatores, sua prevenção exige uma combinação de esforços dos gestores. A prevenção deve começar pela observação do próprio funcionário sobre si atentando para sua saúde física e mental.
Uma pesquisa de clima organizacional, por exemplo, pode ajudar a entender como os funcionários estão pensando e o que acham do ambiente organizacional e dos benefícios oferecidos. O mais importante é resgatar e garantir a motivação da equipe através de um clima saudável e agradável no ambiente de trabalho e, consequentemente, reduzir esse vírus silencioso.
A Colunista Gestora da área de saúde e seguros. Governança, compliance, negócios e MKT. Master of Business Administration (MBA) – Gestão de planos de saúde. Pós-graduação em gestão e Auditoria em saúde pública e suplementar. Coordenadora e Professora do Curso de Pós-Graduada de Gestão e Auditoria em Saúde Pública/Suplementar –ABOMG. Diretora de relações institucionais e governamentais da Associação Brasileira de Odontologia do Trabalho.
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COLUNA / LEO FRAIMAN DO EDUCADOR
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uito se tem ouvido falar sobre a importância das competências socioemocionais dos alunos para que se tornem seres protagonistas de seu futuro. Este tema ganhou força através do movimento de ajuste das instituições escolares à nova BNCC e com os debates realizados à ocasião do Fórum Econômico Mundial. Ambos os fatos deram tração ao debate que hoje vai se sedimentando e ganhando espaço na comunidade escolar. Para se ter uma ideia, a Metodologia OPEE, pioneira na construção de Projetos de Vida e Atitude Empreendedora, tinha, em 2016, cerca de 100.000 alunos, após 15 anos de existência. A previsão para 2020 é de 300.000 estudantes em mais de 1.500 instituições conveniadas. Está cada dia mais claro para professores, famílias e estudantes que se não formos capazes de criar uma mentalidade e uma atitude diante da vida que tenha em sua base o desenvolvimento destas competências, corremos o risco de ficarmos à deriva no que tange ao desenvolvimento socioeconômico mundial. Para além das crises Temos observado diversas crises na América Latina, que se por um lado tem, cada uma suas especificidades e resoluções, tem também algo em comum: elas eclodiram após a queda substancial do preço das commodities. Arroz, feijão, cobre e outras matérias-primas, proporcionaram aos países que as exportavam grandes fontes de riqueza. Com a crescente inovação tecnológica, hoje (e cada vez mais no futuro) a riqueza de uma nação se dará por sua
capacidade de gerar valor agregado e não somente contar com os recursos de sua terra. Yuval Harari, autor de “21 lições para o Século 21” e “Sapiens, uma breve história da Humanidade”, tido como um dos historiadores mais renomados na atualidade, nos aponta um grave perigo que pode decorrer da falta de investimento em competências de valor agregado: a dispensabilidade.
nossos desejos por vezes irrefreáveis de status, que podem desandar em compras insustentáveis. Seus professores de educação física podem contribuir com esta iniciativa promovendo uma semana da qualidade de vida, e os de artes com oficinas de sensibilização sensorial e empatia.
Ele explica em suas obras que se antes a riqueza vinha da terra e depois das máquinas e equipamentos, na atualidade (e com a chegada da inteligência artificial), fica clara a importância do desenvolvimento de novas competências, em especial a capacidade de aprender e reaprender, de criar e inovar, de conviver, de reutilizar recursos, de lidar com cenários complexos e imprevistos, de manter o foco e o equilíbrio emocional. Não nos bastarão os conhecimentos da matemática, da língua portuguesa e das ciências. As matérias escolares se tornam tão importantes quanto as competências de lidar com a vida em sociedade e com as nossas emoções.
Pequenas iniciativas, quando feitas de forma sistemática, podem causar uma transformação em toda a comunidade escolar. Se você quer que seus alunos possam ter uma chance de construírem uma vida com felicidade e sucesso, além da capacidade financeira de matricularem seus próprios filhos em sua escola daqui a 20 ou 30 anos, é bom começar já a transformar sua escola em um lugar bom e feliz – para todos. Seus professores são seu maior e mais importante recurso. Tecnologia é importante, mas desprezar a “pessologia” e a humanização pode ser desastroso. Que tal colocar isso em seu planejamento de 2020?
Comece já para colher um dia
Na prática Para ensinar estes novos conhecimentos é preciso, antes de tudo, praticá-los. Que tal seus professores de língua portuguesa proporem uma leitura crítica de notícias na internet, comentando-as, refutando-as, verificando sua veracidade? Ou seus professores de matemática trabalharem a educação financeira dos colegas, oferecendo pistas sobre como planilhar os gastos, equacionar as dívidas e fazer compras mais conscientes? Eles podem até fazer isso junto com os professores de filosofia, que ajudariam a pensar nossos hábitos de consumo e
O Colunista É palestrante, psicoterapeuta, com mestrado em psicologia educacional e do desenvolvimento humano pela USP. É especialista em psicologia escolar e master em programação neurolinguística. Autor de diversas obras: Metodologia OPEE (editada pela Editora FTD), A síndrome do Imperador (Editora Autêntica e FTD) e Meu filho chegou à adolescência, e agora? (Integrare Editora). Integrante do Conselho Mundial de Educação para a Autonomia em Paris e integrante do Simpósio Internacional Formando Lideranças para o Desenvolvimento Futuro na ONU. Contato: comunicacao@leofraiman.com.br
foto cedida pelo colunista
AS COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
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ESPECIAL FORNECEDORES COMO ESCOLHER O FORNECEDOR IDEAL PARA A SUA ESCOLA? Por Rafael Pinheiro / Fotos Unsplash e Freepik
A gestão escolar constitui, dentre alguns atributos, atividades e responsabilidades, a escolha e a contratação de fornecedores de produtos e serviços para melhoria ou reestruturação do ambiente escolar. Nesse aspecto, tendo como ponto de partida a ideia de que é fundamental escolher um ótimo fornecedor para a instituição de ensino – seja para pequenos reparos, reformulações ou mudanças significativas – destacamos, nesse especial, algumas indicações para os/as gestores/as escolares com o intuito de auxiliar nesse processo, tendo, como resultado, uma experiência positiva e satisfatória na contratação de diversos produtos e serviços. 1. Planejamento
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Toda e qualquer mudança – seja ela estrutural, pedagógica, processual ou até mesmo de pequenos reparos e modificações – necessita, em um primeiro momento, de um planejamento claro e objetivo. Quando falamos em inserção, contratação ou alteração de produtos/serviços é preciso trilhar alguns caminhos até a sua efetivação. Recomendamos, então, uma análise primária de onde é possível melhorar, reparar ou adequar sua escola com o intuito de oferecer segurança, conforto e bem-estar aos seus alunos e funcionários. De maneira prática, observe de maneira minuciosa o entorno da instituição, como: fachada, entrada, portões, sistemas de segurança, jardins, acessibilidade, brinquedos e a edificação externa. Observe, também, as estruturas internas, como salas de aula, bibliotecas, brinquedotecas, mobiliário, filtros/
bebedouros, cantinas, corredores, áreas de lazer e sociabilidade, pinturas/sinalizações e cuidados internos. No âmbito administrativo – áreas como recursos humanos, comunicação e marketing, área financeira, gestão pedagógica e direção institucional – é possível realizar encontros semanais (com um funcionário responsável por cada área) para propor coletivamente melhorias para cada departamento. Já para a rotina pedagógica, a educação atravessa densas transformações, especialmente pela ascensão tecnológica, dessa forma muitas ferramentas e novidades surgem no mercado educacional apontando novas experiências com o aprendizado. Após densa análise de todos os aspectos que constituem a instituição escolar, reflita sobre alguns questionamentos: O que pode ser feito para melhorar/reformar determinada área? Como impulsionar a experiência positiva de alunos, pais/respon-
sáveis e funcionários na minha escola? A partir destes questionamentos, é possível estabelecer exatamente qual (ou quais) produto(s) e serviço(s) se adequa a sua escola. 2. Localizando o produto ou serviço Em nossa sociedade hiperconectada, podemos utilizar diversas facilidades digitais para localizar e descobrir empresas especializadas, produtos específicos e serviços diferenciados. Como as escolas – de diversas etapas de ensino – agregam, diariamente, uma gama plural de necessidades, notamos que, nos últimos anos, as ofertas mobilizadas pelo mercado educacional cresceram exponencialmente. E, paralelo ao crescimento, a diversidade de produtos também é uma realidade. Um dos mecanismos de busca mais utilizado é o Google – e, através dele, pode-
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18 -se pesquisar tanto por palavras-chave, como pesquisa avançada ou até mesmo nomes de empresas/prestadoras de serviços. E, na maioria dos sites das empresas, há formas de solicitar um catálogo virtual (ou impresso) dos produtos, com especificações, medidas, funcionalidades, valores, modos de pagamento e entrega.
oferecem espaços para que outros diretores e gestores façam suas avaliações) e também em redes sociais, como o Facebook. Uma das opções das páginas de empresas/ marcas no Facebook são as avaliações – nelas, consumidores podem inserir comentários sobre suas experiências com a marca/produto e, ainda, avaliar o serviço de 0 a 5 estrelas. Nessa interação, avalie os comentários e as postagens de diretores/gestores que já consumiram os produtos e se as suas experiências foram positivas – ou negativas.
tes de contratar o fornecedor, a agenda e o cronograma semanal e mensal da escola, para que a instalação seja feita de forma tranquila, completa, e não provoque transtornos na rotina dos estudantes e funcionários. Vale ressaltar, também, o comprometimento da empresa com a entrega/instalação do produto. No processo de buscar as referências e avaliações dos fornecedores nos sites e redes sociais, observe se há reclamações no que tange as entregas dos produtos. E, ao assinar o contrato de prestação de serviço, verifique o prazo estipulado para a entrega.
4. Preço x Qualidade GUIA COMPLETO DE FORNECEDORES
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É possível utilizar, também, as redes sociais como opções de localização de um fornecedor. No Instagram, em especial, na área de busca há as “Tags” (abreviação de “Hashtags”, ou seja, palavras-chave ou termos associados a uma publicação) onde é possível localizar postagens principais ou recentes de determinado assunto. Por exemplo: com a busca #móveisescolares aparecerá postagens de empresas que produzem móveis especialmente para escolas, bem como colégios que modificaram seu mobiliário e postam os elementos de sua nova arquitetura. Dessa forma, a busca pelo Instagram pode servir para encontrar empresas especializadas, mas também para pesquisar inspirações de mudanças para o ambiente escolar. Além da localização, é importante verificar onde a empresa está instalada e seu respectivo CNPJ – para que não ocorra problemas com a emissão de notas fiscais. Observe, também, a abrangência de entrega. 3. Referências e avaliações Segurança, responsabilidade e idoneidade são características que devem estar nos valores de todas as empresas/prestadoras de serviços consultadas e, posteriormente, contratadas. Assim, para ter a convicção de que a empresa entregará o produto/serviço completo, busque referências dos fornecedores em sites de reclamação (priorizando os portais que
Há um ditado popular que diz: “o barato sai caro”. E, na maioria dos casos, esse ditado se concretiza. É interessante destacar que a contratação de um produto ou serviço leva em conta algumas características, como: seu valor, sua funcionalidade, a qualidade do material, sua instalação (mão de obra), formas de pagamento e a atenção e o cuidado que o fornecedor presta à escola contratante.
A busca por um bom fornecedor é fundamental para o sucesso diário de cada instituição de ensino. Dessa forma, disponibilizamos um guia completo e diversificado de empresas com seus respectivos serviços e produtos especializados para a rotina escolar. Criada com o objetivo de promover uma conexão entre escolas e fornecedores de pro-
Nessa espécie de “combo” de contratação, sempre fique atento a valores muito abaixo da média do mercado e, se possível, questione o fornecedor o motivo de um valor tão baixo em comparação a outras empresas e produtos. Verifique as especificações dos materiais e das matérias-primas do produto e avalie, também, os itens de certificação do produto. Lembre-se que qualidade e certificação são primordiais para a aquisição de produtos para instituições de ensino, sobretudo por promover segurança e bem-estar a todos e todas da comunidade escolar. 5. Prazos O cronograma anual de uma escola é repleto de atividades e atribuições importantes. Por isso, o prazo para a entrega final do produto, bem como sua instalação, deve cumprir o prazo que foi acordado em contrato. Aqui cabe ressaltar a importância de um bom planejamento, já que a instalação de determinados serviços, como por exemplo a restauração de fachadas ou limpeza de área específica, necessita um tempo maior para a realização do serviço. Assim, a programação de trabalhos que demandam um tempo maior para realização, devem ser agendados nos períodos de férias – dezembro, janeiro ou julho. Para as instalações de serviços de curto prazo, verifique, an-
dutos e serviços do segmento, a ferramenta Direcional Fornecedores possui diversas categorias, como acessórios e equipamentos; construção e reforma; esporte e lazer; festas e eventos; mobiliário; playgrounds e brinquedos; passeios e estudo pedagógico; serviços; segurança; e tecnologia. O guia é um portal dinâmico e funcional que visa facilitar o dia a dia do/a gestor/a escolar auxiliando, assim, na escolha dos serviços e produtos com segurança, para encontrar, em um único lugar, os melhores fornecedores.
ACESSE A FERRAMENTA NO SITE: direcionalescolas.com.br/fornecedores/
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Imagem: Denis Ozdemir
DICA: BIBLIOTECA E BRINQUEDOTECA
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leitura, os espaços reservados aos estudos, as interações com as obras literárias e as configurações estruturais destinadas ao aprendizagem, para além das salas de aula, constituem, de certa forma, um desenvolvimento relevante no processo pedagógico de cada instituição de ensino. A biblioteca “é vista como um ambiente de vivências, de convivência e de saber”, diz Suely Nercessian, Diretora Pedagógica do Colégio Vital Brazil (SP).
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Segundo a diretora, a biblioteca consegue agregar algumas características, como a utilização deste espaço de convivência social com regras de conduta que valem para todos, como fazer silêncio e utilizar o bem coletivo com cuidado e consciência. Além da descoberta de possibilidades diversificadas de aprendizagem, como por exemplo os saraus, as rodas de leituras, música, teatro, entre outras atividades.
MÚLTIPLOS APRENDIZADOS sátil para professores e alunos, agregando atividades de rodas de leitura, sarau, videoconferências com convidados do Brasil e do mundo, palestras e aulas temáticas com troca de conhecimentos teóricos e práticos. “Observamos que, desde sua inauguração, a biblioteca tem sido um espaço intensamente explorado tanto pelos alunos quanto pelos professores”, completa a diretora. CIDADE DA BRINCADEIRA Com duas sedes localizadas em Curitiba (PR), a Escola Atuação desenvolveu um projeto para retomar o aspecto lúdico da infância, ressaltando a importância do pensamento crítico e da criatividade. Assim, a instituição construiu uma “Cidade de Brincar”, pensando na “necessidade de resgatar a importância de uma infância leve, rica em emoções e aprendizagens para a vida”, conta Esther Cristina Pereira, Diretora e Psicopedagoga da escola.
No Colégio Vital Brazil, instituição que valoriza a construção do conhecimento de maneira ativa, autônoma e responsável, a biblioteca possui 235m² e permite atividades com turmas inteiras – desde contação de histórias na Educação Infantil até as pesquisas dos estudantes do Ensino Médio. O espaço, conta a diretora, passou por recentes mudanças com o intuito de perceber as demandas das novas gerações. “Vimos a possibilidade de oferecer um espaço de aprendizagem diferenciado, que permitisse aos nossos alunos explorar novos recursos e conhecimentos nas mais diversas formas”, conta Nercessian.
Nessa cidade, construída no próprio terreno da escola, espaços como “Casa da Construção”, “Casinha das 4 Rodas”, “Ateliê da Criação” e a “Casinha do Faz de Conta”, trabalham, respectivamente, o desenvolvimento motor, a área cognitiva, a socialização e a imaginação. “Pretendemos desenvolver a brincadeira, bem como o diálogo, a empatia e a imaginação, que são extremamente necessárias para a educação”, completa a diretora. (RP)
Dentre os diferenciais do espaço, há mesas individuais e coletivas, arquibancada ver-
SUELY NERCESSIAN atendimento@vitalbrazilsp.com.br
SAIBA MAIS ESTHER CRISTINA PEREIRA cris@escolaatuacao.com.br
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Imagem: Unsplash
DICA: SAÚDE
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COMBATENDO A OBESIDADE
iariamente, cada instituição de ensino insere práticas e atributos que compõem uma base privilegiada para o desenvolvimento do aluno. Assim, questões que envolvem a saúde e o bem-estar físico dos alunos devem ser abordados de forma sadia e criteriosa. Proporcionar, então, uma alimentação saudável na escola é uma contribuição para o crescimento pleno do aluno, bem como uma maneira de erradicar a obesidade.
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De acordo com um interessante estudo publicado em 2017, realizado pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de crianças e adolescentes (de 5 a 19 anos) obesos em todo o mundo aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas. Através do estudo, há uma ideia de que, se essa tendência continuar a crescer, haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022. No Brasil, em uma pesquisa divulgada no início do segundo semestre deste ano, revelou que mais da metade da população brasileira (55,7%) está acima do peso. Esse mesmo estudo, realizado pelo Ministério da Saúde, apontou que uma a cada cinco pessoas sofre com obesidade no país, problema que atinge principalmente adultos nas faixas de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos. E cerca de 13% dos meninos e 10% das meninas – entre 5 e 19 anos – sofrem com obesidade ou sobrepeso. “A obesidade infantil é muito preocupante, pois crianças obesas têm maiores chances de se tornar adultos obesos, o que aumenta muito o risco de doenças cardiovasculares”, afirma Marina Figueiredo Ferreira, nutricio-
nista da Escola Pecompê Educação Infantil. “Além disso, tem o estigma da criança com obesidade, podendo levar ao desenvolvimento de transtornos alimentares, devido às tentativas de adequar o peso da criança por parte de profissionais e pais”, complementa. Segundo a nutricionista, é importante que a escola se preocupe com a alimentação saudável de todos os estudantes, propiciando, assim, um cardápio com variedade na oferta de alimentos. Na Escola Pecompê, localizada em Santos (SP), há um planejamento alimentar para adequar todas as idades – no que tange a diversidade de alimentos naturais oferecidos, bem como sua preparação, cuidado, higiene e segurança alimentar. “Uma alimentação inadequada pode prejudicar a aprendizagem quando a criança consumir menor quantidade de nutrientes do que necessita. Mas o mais preocupante é quando a alimentação infantil é repleta de alimentos industrializados ultraprocessados e pobres em alimentos naturais”, destaca Ferreira. Além de todo cuidado com uma alimentação balanceada, a prática de atividade física deve ser estimulada para todas as idades. “Se a criança for acostumada a praticar exercícios regularmente e seguir uma alimentação saudável, vai crescer com esse hábito enraizado. Essas atitudes são essenciais para um crescimento e desenvolvimento adequado e ainda previnem a ocorrência de obesidade na infância, adolescência e vida adulta”, finaliza. (RP)
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MARINA FIGUEIREDO FERREIRA contato@escolapecompe.com.br
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Imagem: Click And Boo
DICA: ENSINO HÍBRIDO
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METODOLOGIA PEDAGÓGICA
os últimos anos, o fenômeno tecnológico cresceu exponencialmente e, assim como a mídia digital, os aplicativos e as ferramentas digitais adentram as salas de aula juntamente com as novas gerações de alunos – ávidos por conexões, experiências, relações dinâmicas e usuários assíduos das redes digitais. A principal questão que se coloca, nesse processo, é: Como equilibrar tradicionalismo pedagógico e inovação na escola?
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Com o intuito de propor mudanças significativas, algumas instituições começam a trilhar um caminho pedagógico pelo ensino híbrido, ou seja, a união da educação chamada de “tradicional” (tendo, de certa forma, o/a professor/a como detentor do conhecimento e o/a estudante como sujeito passivo no aprendizado) com suportes tecnológicos. O ensino híbrido pode ser definido como “uma organização didático-pedagógica que reúne o melhor dos dois mundos: presencial e a distância. Trata-se de uma composição de tempo, técnicas e metodologias que favorecem o melhor aprendizado e permitem uma experiência completa no processo educativo”, explica Janes Fidélis Tomelin, Diretor de Qualidade EAD na ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância). Dentre as especificidades desse ensino, Tomelin ressalta: presencialidade mediada por educadores, atividades estruturadas em metodologias ativas, interatividade garantida pelas tecnologias, uso de laboratórios, intensividade prática e aprendizagem colaborativa. “O ensino híbrido ganha força e passa a ser o novo patamar
de transição. Os cursos híbridos anunciam a mudança, mas ela não para por aí. É um momento singular, mas transitório para novas descobertas. Aprender é evoluir e isso só ocorre com a mudança. Premissa esta que serve tanto para a vida pessoal como para as instituições”, complementa. Nesse processo de mudanças e de novas interações no que tange as metodologias e os sistemas de aprendizagem, o ensino híbrido é visto, de certa forma, como um componente relevante para o futuro da educação. “Usar a tecnologia para aproximar o aluno do conteúdo, para facilitar a prática e o aprendizado é, sim, o caminho do futuro”, destaca Sylvia de Moraes Barros, Membro do Conselho (Board of Trustees) da Escola Lake Forest Academy e Coordenadora da Comissão de Educação da ABF. Segundo a coordenadora, os estudantes da atual geração, que são considerados nativos digitais, se relacionam com a tecnologia de outra maneira e “a educação tem a obrigação de acompanhar o desenvolvimento dos seus alunos. A única forma de se transmitir conhecimento legítimo é através do interesse e da curiosidade, e isso só é alcançado quando nós, educadores, conseguimos nos relacionar com nossos alunos transmitindo o conhecimento da forma como eles estão acostumados a lidar com as informações”, finaliza. (RP)
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JANES FIDÉLIS TOMELIN janesft@gmail.com SYLVIA DE MORAES BARROS redacao@markable.com.br
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