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Edição 153 – Novembro/19

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Edição nº 153 A Revista do Gestor Escolar

ano 15 | Novembro 2019 www.direcionalescolas.com.br


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Editorial Alfabetização midiática

Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as fake news têm 70% de chance a mais de se propagarem do que notícias verdadeiras. Além delas, outras questões em pauta são a falta de confiança nas fontes que divulgam informações e veículos de comunicação tendenciosos. Para a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), a alfabetização midiática e informacional desde a infância é essencial para promover o acesso igualitário a informação. Observando a urgência de trabalhar esse tema, alguns colégios brasileiros começam a inserir ações e atividades multidisciplinares nas grades curriculares, adaptando, assim, o ensino sob o olhar contemporâneo. Nessa proposta, o colégio bilíngue e multicultural Humboldt (SP), desenvolveu um projeto para os alunos do Ensino Médio sobre como identificar as fake news. A ideia é que os alunos, inicialmente, reflitam e posicionem-se sobre o tema em uma redação e, em um segundo momento, tenham acesso a algumas notícias falsas durante as aulas de Língua

Portuguesa, para que sejam orientados acerca de como identificá-las. “Esse projeto apresenta essas questões para que os alunos saibam avaliar uma notícia e eventualmente identificá-la como uma fake news e aprendam, dessa forma, investigar e verificar a idoneidade de sua origem. Depois disso, a proposta é conduzir os estudantes a uma nova reflexão acerca dos interesses e motivações que sustentam essa prática, o que culmina na percepção daqueles que se beneficiam ou se prejudicam com isso”, afirma Marcelo Milani, Coordenador de Tecnologias Educacionais do colégio. Tendo a escola como um campo de debates plurais, propiciar uma alfabetização midiática, bem como os cuidados com fontes não confiáveis e veículos tendenciosos, auxilia no desenvolvimento de jovens críticos, que analisam e selecionam conteúdos nos meios digitais de forma reflexiva, criteriosa e consciente.

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável

Direcional Escolas - Novembro 2019

A atualidade nos mostra que, cada vez mais, o advento tecnológico e a crescente democratização de acesso aos dispositivos móveis – e suas respectivas funcionalidades – refletem em alterações significativas no que tange aos fenômenos socioculturais, e que afetam, de certa maneira, o denso espaço educacional. Se, por um lado, as facilidades e interações propostas pelos ambientes digitais destacam pontos positivos, por outro percebemos algumas problemáticas que despontam na sociedade da informação: a proliferação de fake news, ou seja, notícias falsas.


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Nesta Edição: 08 10

Coluna - Christian Coelho

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A psicologia de aprendizagem para adultos

Coluna - Cristine Soares

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Conversa com o Gestor Bullying e cyberbullying: como erradicar essas práticas nas escolas?

Dica: Toldos e Coberturas Conforto térmico e harmonia estética

Metodologias ativas e a renovação da educação

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22 Coluna - Marina Adell e Claudia Porto

Como a arquitetura pode agregar valor ao ensino e quais pontos valorizar?

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Coluna - Eduardo Shinyashiki

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A linguagem não verbal na sala de aula

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Dica: Prevenção Cuidado e segurança

Dica: Games Novas interações com a aprendizagem


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

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Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

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A PSICOLOGIA DE APRENDIZAGEM PARA ADULTOS

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á escutei docentes dizerem que não precisam aprender, pois têm muita experiência em educação. “Quem está acostumado a ensinar às vezes tem dificuldade em aprender”. O educador, quando escuta as palavras “treinamento”, “capacitação”, “palestra”, “monitoramento”, ou qualquer outro sinônimo, pode regredir ao condicionamento de suas experiências escolares anteriores, colocar o chapéu da pendência, cruzar os braços, encostar-se na cadeira e dizer: “pode me ensinar”.

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Adultos trazem consigo uma carga de experiência muito grande. E, à medida que acumulam estas experiências, tendem a criar hábitos mentais, preconceitos e pressuposições que costumam fechar a mente para novas ideias, percepções mais atualizadas e alternativas. Para qualquer tipo de reestruturação acontecer, é necessário que todos os colaboradores estejam abertos a mudanças de atitudes e quebrem seus paradigmas. É neste momento que o entendimento da psicologia de aprendizagem para adultos (ou andragogia) pode auxiliar e atuar como facilitador para que etapas sejam cumpridas com a menor resistência possível – e que as novas experiências provoquem sensações positivas, como o aumento de interesse, o desenvolvimento da autoestima e o espírito de equipe. A palavra “andragogia” tem a sua origem na Grécia Antiga: andra (adulto) e agogé (condução). Segundo a defini-

ção creditada a Malcolm Knowles, em seu livro “The Adult Learner”, andragogia é definida como a ciência de orientar e motivar adultos a adquirir novos hábitos, conhecimentos e atitudes. Linderman, Knowles e Wlodowski, três dos principais pesquisadores da educação de adultos, apresentam em seus trabalhos algumas explicações para essa diferença e sugerem que a motivação dos adultos para aprender é a soma dos seguintes fatores: 1 - Confiança e Monitoramento: Quando acompanhado, o adulto sente-se confiante em sua capacidade de experimentar ou adquirir um novo hábito, pois não está sozinho nesta empreitada. 2 - Autoestima e satisfação: Adultos são motivados a aprender à medida que percebem que as necessidades e interesses que buscam estão e continuarão sendo atendidos. Além do reconhecimento formal (elogios) nas reuniões de monitoramento e dos ganhos por méritos (premiações), a comunicação e o marketing pedagógico podem ter um papel importante na valorização da equipe, por meio das divulgações de seus trabalhos para os demais colaboradores, alunos e familiares. 3 - Objetivos definidos: Sem saber aonde se quer chegar (objetivo), como conseguir (metas) e se o caminho está certo (análise de desempenho), não existe necessidade de se movimentar. Sem um objetivo claro o adulto não

tem motivo nem motivação para mudar de atitude ou progredir. 4 - Visão do todo: Os adultos têm uma profunda necessidade de se autodirigir, isto é, de serem responsáveis pela sua aprendizagem e estabelecerem seus próprios percursos educacionais. Para isso, é importante que eles tenham uma visão holística do processo e a ciência do planejamento estratégico. 5 – Autonomia: O adulto sente-se motivado quando participa da tomada de decisão e tem autonomia para agir em busca de seus objetivos. 6 - Aprendizado experiencial: A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender. Praticamente todo o conteúdo necessita ser de utilidade prática e imediata, porém, deve resultar em mudança de atitudes e aperfeiçoamento de habilidades passíveis de gerar resultados em longo prazo. O adulto aprende aquilo que faz e vivencia, sendo a experiência seu próprio livro-texto. 7 - Valorização da empresa em que trabalha: As pessoas, de uma forma geral, motivam-se quando fazem parte de uma equipe de ponta, que alcança seus objetivos e é reconhecida por isso.

O Colunista

CHRISTIAN ROCHA COELHO Formado em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / CHRISTIAN COELHO


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COLUNA / CRISTINE SOARES RENOVAÇÃO DA EDUCAÇÃO

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á tempos que a educação vem anunciando uma necessidade urgente de inovar seus processos pedagógicos. Em congressos e palestras, era um consenso entre os especialistas dialogarem a respeito da defasagem que a educação passava, especialmente se comparada a outros setores da sociedade, como as instituições bancárias, a chegada de aplicativos que facilitavam e modernizavam a forma de vida das pessoas. Só em 2017, houve 42 congressos importantes que traziam como temas a transformação na educação, tecnologia, edtechs, invenção e criatividade, aprendizagem por competência e inovação no ensino.

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Além disso, os resultados de avaliações como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), e demais avaliações nacionais denotavam resultados muito aquém do esperado. Em todo mundo, estudos e experiências exitosas começaram a despertar os olhares de educadores para novas possibilidades: O que países como Finlândia e Japão estão fazendo para terem resultados tão elevados no ensino? Os estudos em neurociências aplicadas a educação também foram de grande importância para a compreensão de como o cérebro aprende, oferecendo caminhos mais assertivos para a apropriação de conhecimento. Diversos estudiosos contribuíram para esse novo olhar, como por exemplo de

Howard Gardner, com as Inteligências Múltiplas, que nos mostram a necessidade de personalização do ensino. As Metodologias Ativas atendem a muitas das demandas que os estudantes levam, hoje, para a escola. Seja a facilidade em lidar com as ferramentas digitais, ao autodidatismo para aprender o que querem no ritmo e da maneira que mais lhes convém, são mais críticos e, por isso, pedem mais contextualização e o porquê de estarem aprendendo este ou aquele assunto. As abordagens em Metodologias Ativas refletem muito mais uma concepção de ensino, do que técnicas estanques ou receitas de como fazer. É necessário ter clareza dos objetivos e do que se pretende em cada ação pedagógica proposta. Todas elas colocam o aluno, de fato, como protagonista da aprendizagem. É ele quem vai pesquisar, checar, analisar, discutir, repensar e concluir. São os estudantes que, de forma colaborativa, vão encontrar soluções para os problemas apresentados e, para tanto, precisarão buscar os dados, informações e conteúdos teóricos que trarão base para se chegar aos resultados. Com as Metodologias Ativas essa lógica muda, o aluno tem um porquê, uma motivação, um problema para resolver, e vai aprender para trazer uma solução, seja ela fictícia ou verdadeira. Se essa solução for possível de ser aplicada na sua comunidade, seja de cunho ambiental ou social, isto é, que de fato gere um impacto na sociedade, os alunos terão um engajamento nunca visto antes.

Algumas Metodologias Ativas têm ganhado grande adesão nas escolas, dentre elas a sala de aula invertida, PBL (Problem Based Learning), Design Thinking, Ensino Híbrido, Aprendizagem baseada em projetos, rotação por estações, e aprendizagem em times. Estas propostas têm em seu cerne a transformação da relação com a aprendizagem, tendo o professor no papel de mediador, acompanhando os processos e auxiliando os alunos a alcançarem o seu melhor. Habilidades como criatividade, busca por soluções, empatia, autoconhecimento, comunicação, relacionamento interpessoal, colaboração e liderança, são alguns dos benefícios em se trabalhar com as Metodologias Ativas. Quais paradigmas você precisa quebrar para se reinventar? Vamos juntos?!

A Colunista Mestre em Educação (Currículo Inovador) pela PUC/SP, especializada em neuroaprendizagem e psicopedagogia pelo Instituto Saber. Graduada em Pedagogia pela PUC/ SP e CEO da VIVA Metodologia Ativa. Diretora Pedagógica há 16 anos em colégio inovador, reconhecido pelo MEC pela Inovação e Criatividade na Educação Básica, sendo referência no Brasil. Um projeto de sua autoria foi apresentado no congresso RIDEF - Suécia - julho/2018. Autora de material didático voltado para Metodologias Ativas, palestrante sobre Metodologias Ativas e Ensino Inovador, e formadora de profissionais da área da educação.

foto cedida pela colunista

METODOLOGIAS ATIVAS E A


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COLUNA / MARINA ADELL E CLAUDIA PORTO

AO ENSINO E QUAIS PONTOS VALORIZAR?

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om a nova educação, as escolas se deparam com o fato de que o ensino se ampliou e vai além do professor versus aluno. Há um ditado sueco que diz que “uma criança tem 3 professores: o primeiro são as outras crianças, o segundo é o professor e o terceiro é o ambiente”. O espaço físico e a arquitetura do local têm papel fundamental de implementar o ensino complementando a proposta pedagógica da escola. As salas, a circulação, os parques e o mobiliário, têm papel essencial para pontuar a linha de ensino, agregar elementos de aprendizado e propiciar o desenvolvimento.

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Não restam dúvidas de que o aprendizado das crianças é melhor absorvido em ambientes interessantes, estimuladores e divertidos, portanto, os padrões de exigências dos prédios escolares estão cada vez mais altos. Começando pelo layout das salas de aula, deve-se considerar que, diferente de antigamente, quando o professor se colocava sempre à frente da sala, em cima de um palanque, na atualidade, o aluno é o protagonista. Cadeiras enfileiradas não funcionam mais. O ideal é propor um layout que possa se modificar, com lousas interativas (conectando com a esfera tecnológica), itens que possam ser mudados de lugar de acordo com o tema que esteja trabalhando em sala de aula – ou seja, são infinitas as possibilidades.

“A atenção detalhada ao mobiliário, faz com que se tornem ferramentas para o professor”. Considerando o que foi dito, mobiliário e marcenaria merecem extrema atenção por serem peças fundamentais para desenvolver esse conceito. Quando exploramos essa temática, 4 características ganham destaque por serem essenciais no projeto e desenvolvimento desses espaços: Ergonomia – cada idade tem sua média de altura e, por isso, é importante pensar de forma específica; Segurança – cantos arredondados, tomadas fora de alcance e outros, podem evitar acidentes; Durabilidade – a escolha correta dos materiais é determinante nesse aspecto; Cores – trará charme aos espaços, ludicidade e mais estímulo ao aprendizado em diferentes aspectos. Refletindo sobre corredores e escadas, se bem pensados, funcionam como uma extensão da sala de aula, como ambientes de convívio, e, além desses usos, ainda podem, por exemplo, serem destinados para armazenar mochilas de forma inteligente, evitando uma possível confusão visual ou acidentes decorrentes de desorganização. Outro espaço que merece atenção redobrada são parques e pátios. Podemos explorar diversas ferramentas

para promover a aprendizagem nesses locais. Pode-se optar por diferentes materiais, trabalhar com infinitas cores e formas, transformar essas áreas em espaços de exploração. E se pudermos ter verde, trazendo a natureza para a escola? Melhor ainda. É especialmente nessas áreas de diversão e lazer que se desenvolvem tanto os aspectos motores quanto os socioemocionais, através dos encontros, brincadeiras, convivência e tantos outros momentos. Além dessas características que transformam o ambiente em ferramentas de auxílio ao ensino, espaços bem pensados e bem cuidados também podem fazer com que os alunos se sintam donos dos espaços e o sentimento de pertencimento pode ajudar até mesmo na preservação da estrutura escolar. Pensando em tudo isso, não restam dúvidas de que o projeto arquitetônico é peça fundamental para o desenvolvimento das habilidades cognitivas, ampliando o ensino e implementando o desenvolvimento de cidadãos responsáveis e protagonistas dos próprios destinos.

As Colunistas

Arquitetas pela PUC (Campinas/SP), tiveram a oportunidade de trabalhar em renomados escritórios da região de Campinas e de São Paulo, onde puderam aprimorar seus conhecimentos e construir importantes parcerias que moldaram suas carreiras até hoje. Desde 2014, atuam à frente da Adell e Porto Arquitetura, que se especializou em projetos de arquitetura escolar.

foto cedida pelas colunistas

COMO A ARQUITETURA PODE AGREGAR VALOR


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COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI NA SALA DE AULA

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abemos que ensinar, hoje, está se tornando cada vez mais complexo por vários motivos – e um deles é a dificuldade de se comunicar com os alunos na sala de aula. Nos últimos anos o tema da comunicação se tornou um argumento central, um tema de discussão didática e de grande importância nos processos educativos em geral. Algumas pesquisas publicadas no National Education Association indicam que 82% do impacto da comunicação dos professores na sala de aula acontecem a nível não verbal. O professor Albert Mehrabian já evidenciou a importância da linguagem corporal, em 1967, quando publicou seu estudo demonstrando que só 7% do impacto da mensagem no processo de comunicação são transmitidos por meio das palavras, que oferecem os conteúdos do discurso, mas que representam só uma pequena parte do diálogo inteiro. Os componentes não verbais, o tom de voz, o ritmo, as pausas, são responsáveis por 38% da mensagem. Os componentes paraverbais, como a postura, o olhar, a mímica facial, os gestos, as expressões do rosto, os movimentos do corpo, são responsáveis pelos 55% do impacto na comunicação. Em 1994, o estudo dos neurocientistas G. Rizzolatti, L. Fogassi e V. Gallese, confirma a existência de neurônios-espelho no cérebro e a ligação desses com a linguagem do corpo, evidenciando a importância da linguagem corporal nas relações interpessoais. Eles são ativados quando alguém observa uma ação de outra pessoa e per-

mitem não apenas a compreensão direta das ações dos outros, mas também das suas intenções e emoções. Os estudos no assunto nos confirmam que a decodificação que fazemos das mensagens da linguagem não verbal é a base para as nossas reações em relação ao interlocutor. Segue uma técnica de comunicação não verbal que o professor pode utilizar no começo da aula, que é sempre um momento um pouco desafiador, para conseguir a atenção da turma e indicar que está na hora de começar: – Ao invés de entrar na sala e se movimentar falando frases para chamar a atenção, como: “pessoal, vamos começar”; “crianças, um pouco de atenção”; “quietos”; “silêncio”; “parem”; “sentem-se”, entre outras, o professor pode experimentar entrar na sala e ficar parado na frente dos alunos, em silêncio, no centro, e não se movimentar.

ples conseguir a atenção dos alunos, para poder dar sequência ao conteúdo, podendo, então, ir diminuindo o tom de voz gradativamente. Essa postura de presença “inesperada” do professor surpreende e aumenta muito a probabilidade que os alunos fiquem mais atentos no começo da aula. Esse é um exemplo da técnica de comunicação não verbal que eu criei chamada “Inner Vision” e que pode ser utilizada com eficácia dentro da sala de aula. Como educadores, temos um grande poder de influenciar nossos estudantes para favorecer seu crescimento e amadurecimento humano, social e intelectual, somos modelos para eles, às vezes os únicos que eles têm. É nossa responsabilidade manter vivos os sonhos dos nossos jovens para que eles manifestem seus talentos e descubram seus propósitos.

– Respirar mais profundamente e ajustar a postura, distribuindo o peso uniformemente em ambos os pés, que estão para frente, para ter uma postura mais firme e sólida, para dar uma mensagem de congruência, transmitindo a mensagem, “estou aqui e espero a atenção de vocês.” – Só depois de ajustar a postura, dar instruções verbais simples e sintéticas, para conquistar a atenção, como: “vamos começar”, com um tom de voz mais alto que o da sala, depois respirar e fazer uma pequena pausa. Desta forma se torna mais sim-

O Colunista Palestrante, consultor, escritor, conferencista nacional e internacional, e presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki. É Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora e referência em desenvolvimento das Competências de Liderança e da Performance Humana. www.edushin.com.br

foto cedida pelo colunista

A LINGUAGEM NÃO VERBAL


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CONVERSA COM O GESTOR BULLYING E CYBERBULLYING: COMO ERRADICAR ESSAS PRÁTICAS NAS ESCOLAS? Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

“É importante firmar uma parceria entre família e escola, bem como procurar o apoio de um psicólogo, pois, nestes casos, sofre quem é vítima do bullying, mas sofre também quem o pratica, porque seu prazer vem apenas do menosprezo e da vergonha que causa no outro, e é claro que esta criança e/ou adolescente não está saudável”, afirma Sueli Bravi Conte, Psicopedagoga, Doutoranda em neurociência, Mantenedora e Diretora do Colégio Renovação (SP)

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tos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas, são práticas que podem ser caracterizadas como bullying. O termo, do inglês bully (que pode ser traduzido como “valentão”, em português), emergiu na última década como uma rede complexa com graus de ridicularização, perseguição e humilhação em espaços de sociabilidades – espaços que envolvem, também, a escola.

da OCDE. O Brasil está entre os de índices mais altos do mundo, que têm se mantido estável nos últimos cinco anos.

De acordo com a diretora, uma possibilidade para erradicar o bullying na escola, é estabelecer uma parceria entre família e a instituição de ensino, “bem como procurar o apoio de um psicólogo, pois, nestes casos, sofre quem é vítima do bullying, mas sofre também quem o pratica, porque seu prazer vem apenas do menosprezo e da vergonha que causa no outro, e é claro que esta criança “Normalmente, quem pratica o bullying e/ou adolescente não está saudável”. observa comportamentos e atinge a pessoa no que mais irá lhe incomodar como, Além dessa rede de parceria, é interespor exemplo, a cor da pele, o cabelo, sante propor ações de prevenção que restatus social, manias, corpo, aprendi- duzam a incidência das agressões, com zagem, etc. Podemos dizer, em termos mobilização de toda a comunidade esmais simples, que é como se colocas- colar. “Na prevenção, a escola trabalha sem o dedo numa ferida e todos os dias com a conscientização dos alunos e da apertassem um pouco, fazendo sangrar família, deixando claro que o bullying é diariamente, intensificando a dor, até uma prática negativa e que, caso ocorra, a pessoa não suportar mais”, diz Sue- terá suas devidas penalizações para os li Bravi Conte, Psicopedagoga, Douto- agressores”, completa Conte. randa em neurociência, Mantenedora e POLÍTICAS ANTIBULLYING Diretora do Colégio Renovação (SP). No final do primeiro semestre deste ano, foi divulgada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) a pesquisa “Professores e Líderes Escolares como Eternos Aprendizes” (Talis, na sigla em inglês), que apresentou um dado preocupante: 28% dos diretores escolares brasileiros relataram ter testemunhado situações de intimidação ou bullying entre alunos, o dobro da média

Com o objetivo de impedir esse tipo de comportamento e fomentar uma consciência coletiva para além dos limites da escola, a Maple Bear criou políticas Antibullying com apoio de pais e responsáveis, supervisão da equipe docente e de funcionários das unidades e participação dos próprios alunos. De acordo com o CEO da rede, Arno

Sueli Bravi Conte Krug, o programa de ensino tem várias práticas e estratégias no sentido de prevenir e extinguir o bullying nas escolas, entre eles, a tutoria, que acontece em encontros semanais individuais entre o docente e os alunos do Ensino Fundamental e Médio. “Como referência em cidadania e educação, os professores da rede têm também a função de tutores, ou seja, asseguram o bem-estar emocional e social dos alunos individualmente em encontros semanais”, explica Krug. “Esse relacionamento mais próximo entre o professor e o jovem é essencial para que o bullying possa ser identificado, trabalhado e solucionado”, complementa. CYBERBULLYING De maneira geral, o cyberbullying pode ser definido como uma intimidação e hostilização de uma pessoa na internet. “A prática faz com que não existam fronteiras, uma vez que se torna muito difícil identificar os agressores por se valerem de apelidos, nicknames, nomes e perfis falsos”, descreve a advogada Christiane Faturi Angelo Afonso. Um dos ataques mais comuns, difundidos na rede, são cometidos por adolescente em ambiente escolar. De acordo com os dados da pesquisa TIC Educação 2017, do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), quatro em cada dez professores brasileiros (o equivalente a 40%), já ajudaram pelo menos um de seus alunos contra esse crime, fazendo do Brasil o


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Advogada Christiane Faturi Angelo Afonso dor de Tecnologia Educacional, Felippe Zancarli, com o objetivo de discutir questões relevantes do universo digital com alunos do 5º ao 9º ano. As orientações tanto são feitas diretamente em sala de De acordo com a advogada, o Brasil pos- aula como em palestras e workshops com sui o Programa de Combate à Intimidação pais e alunos, em momentos separados Sistemática, dentro da Lei 13.185/2015, e direcionados para cada público. que considera o bullying todo ato de violência física ou psicológica, intencional “Muito mais do que cercear o acesso à e repetitivo, que ocorre sem motivação informação, o projeto propõe a orientaevidente, causando dor e angústia à ví- ção dos estudantes sobre como utilizar a tima. “Nos termos do parágrafo único internet e redes sociais de maneira ética, do artigo 2º desta lei, ocorre o cyber- responsável e consciente. Infância e adobullying quando há intimidação siste- lescência são períodos de formação, e mática na internet com o intuito de criar esperamos que os ensinamentos obtidos meios de constrangimento psicossocial com o nosso projeto sejam incorporados dos mais diversos tipos, como exposição por toda a vida”, explica Zancarli. de fotos íntimas ou adulteradas”.

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segundo país no ranking mundial, com maior número de crianças e adolescentes que mais sofrem com o cyberbullying, perdendo apenas para a Índia.

A legislação estabelece uma série de ações para identificar e combater esse tipo de violência nas escolas. “Por meio do Judiciário é possível obter decisões liminares para determinar a retirada de conteúdos da internet, informações dos responsáveis dos aplicativos, sites ou provedores, tais como os dados do usuário, inclusive para informar o IP de origem da informação. Para isso, é importante a vítima fazer um boletim de ocorrência e coletar todo o conteúdo da intimidação virtual”, aconselha Christiane. USO CONSCIENTE DAS TECNOLOGIAS O Colégio Salesiano Santa Teresinha (SP) incluiu, ao lado de matérias tradicionais do currículo, um projeto voltado para o uso consciente das novas tecnologias de comunicação. Intitulado “@ssim, sim!”, foi desenvolvido em 2007 pelo coordena-

SAIBA MAIS ARNO KRUG redacao@markable.com.br COLÉGIO SALESIANO SANTA TERESINHA marketing@salesianost.com.br CHRISTIANE FATURI ANGELO AFONSO christiane@faturiangelo.com.br SUELI BRAVI CONTE contato@renovacao.com.br Para saber mais sobre a Lei 13.185/2015, acesse: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185. html As pesquisas e os indicadores da TIC Educação – de 2010 a 2018 – podem ser acessados através do Comitê Gestor da Internet no Brasil: https://cetic.br


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Imagem: Denis Ozdemir

DICA: TOLDOS E COBERTURAS

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CONFORTO TÉRMICO E HARMONIA ESTÉTICA

s dependências físicas e estruturais de uma escola – tanto interna como externa – denotam atenções e preocupações que envolvem todas as pessoas que circulam no ambiente escolar diariamente. Dessa forma, projetar espaços que consigam aproximar conforto, produtos de qualidade e harmonia estética, são características marcantes que devem ser notadas.

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Nas áreas externas, os toldos e coberturas, por exemplo, garantem uma proteção especial para os dias chuvosos, são ideais para corredores de acesso, entradas, cobertura para quadra poliesportiva, além de proporcionar uma estética diferenciada para o colégio. “É interessante destacar que tanto os toldos como as coberturas nas escolas garantem proteção especial para os dias chuvosos e ensolarados, e também nos corredores entre prédios, nas entradas e saídas. Além do conforto térmico para os diversos espaços, as coberturas também proporcionam uma estética diferenciada para a instituição”, afirma o arquiteto Fabrício Sanches. Atualmente, é possível encontrar no mercado diversas opções para coberturas e fechamentos dos espaços escolares e, assim, diversos materiais. Além da escolha dos materiais, é importante estabelecer um projeto e verificar com um profissional especializado, pois a cobertura do espaço deve ser regulamentada. “Cada instituição de ensino possui sua forma arquitetônica específica, assim como seus desejos e necessidades. Antes de realizar qualquer compra de material ou contratar uma empresa especializada, recomendo avaliar, junto com profissionais da área de arquitetura, as possibilidades e

as soluções para melhor implantação dos toldos e coberturas”, ressalta Sanches. A colocação de qualquer cobertura fixa deve seguir algumas cautelas, como a condição do local onde se pretende cada instalação em particular, a insolação propriamente dita, as condições de permeabilidade e as dimensões necessárias. Não é possível, por exemplo, cobrir uma área (gramado, jardim etc.) que faça parte da área mínima permeável exigida pela legislação. Ou seja, a verificação prévia das condições de isolamento é de suma importância. “Desde que seja instalada de forma correta, já que existem vários tipos de materiais e diferentes formas de instalações e limitações dos materiais, as coberturas trarão um ganho de beleza, sofisticação e modernidade”, garante Fábio José Brito, representante comercial em uma empresa que trabalha com coberturas. Para os/as gestores/as que desejam incluir, nas instituições, toldos e/ou coberturas, Brito ressalta algumas dicas para a escolha de fornecedores, como: “O ideal seria fazer uma visita na empresa para conhecer as instalações e se atende a necessidade da escola. Busque, também, informações de débitos municipais, estaduais e federais, tempo de mercado, etc.”. (RP)

SAIBA MAIS FÁBIO JOSÉ BRITO atendimento@direcionalescolas.com.br FABRÍCIO SANCHES fabricioreis.sanches@uol.com.br


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Imagem: Jose Fontano

DICA: PREVENÇÃO

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preocupação com a segurança é, sem dúvida, o pilar que sustenta e estrutura cada instituição de ensino. O sentimento de cuidado e proteção deve ser, cotidianamente, reforçado aos estudantes, professores, gestores e demais funcionários. Dessa forma, compreendendo a instituição um espaço que todos da comunidade escolar transitam diariamente, propiciar espaços físicos seguros e prevenções assertivas resultam em vivências saudáveis.

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Assim, construir uma escola segura deve, necessariamente, percorrer algumas características de adequação, como: utilizar corrimãos contínuos nas escadas, sinalizar todos os ambientes, aplicar fita antiderrapante, possuir extintores portáteis e confiáveis, eliminar desníveis, ter caixa de primeiros socorros e algum funcionário treinado para a utilização em caso de emergência, e propiciar o treinamento de todos e todas na prevenção de incêndios. É possível localizar, em diversas escolas, a preocupação diária de criar um ambiente sem perigos ou ameaças à saúde física das crianças, reforçando uma sensação de que, dentro da escola, os estudantes estão protegidos e são livres para experimentar, aprender e se desenvolver. “Fazemos isso planejando, supervisionando e organizando todos os espaços constantemente, garantindo, assim, condições ideais para as brincadeiras e aprendizados das crianças”, afirma Maria João Leser, Diretora da Maple Bear – Unidade SP Jaguaré. A segurança é uma prática comum nas escolas da rede, conta a diretora, e é empregada aos alunos desde os primeiros anos. Nas salas de aula, corredores e dependências das escolas, há

CUIDADO E SEGURANÇA um mapa de evacuação de incêndio e, para que esse projeto de segurança seja bem-sucedido, todos participam ativamente – professores e funcionários passam por treinamentos constantes sobre os procedimentos de entrada e saída de alunos, evacuação em caso de incêndio e primeiros socorros. “Ao fazermos os ‘fire drills’ (treinamento sobre planos de abandono em situações de risco, prevenção e capacitação em caso de incêndio), estamos preparando nossa equipe e alunos para saber como lidar com emergências e eventualidades. Esperamos nunca precisart, de fato, evacuar o prédio, mas, caso haja qualquer imprevisto ou emergência, estaremos preparados e todos já saberão o que fazer e poderão agir com segurança e tranquilidade”, destaca Leser. Nas escolas da rede, segurança física, psicológica e intelectual são vários aspectos de um mesmo foco: ajudar os alunos a desenvolverem ao máximo seus potenciais, com autonomia. Segundo Cintia Sant´Anna, Diretora Acadêmica da Maple Bear, os alunos não precisam apenas estar em um ambiente protegido fisicamente, que lhes dê condições para estudar e brincar em segurança e livres de acidentes, “mas acima de tudo nossos estudantes precisam se sentir emocionalmente confortáveis, seguros, felizes e acolhidos dentro da nossa escola”, explica. (RP)

SAIBA MAIS

MARIA JOÃO LESER academico@maplebear.com.br CINTIA SANT´ANNA academico@maplebear.com.br


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Imagem: Click And Boo

DICA: GAMES

NOVAS INTERAÇÕES COM A APRENDIZAGEM

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desenvolvimento do aprendizado, nos últimos anos, ganhou novas/outras perspectivas – o crescimento da utilização de ferramentas digitais e a expansão das funcionalidades tecnológicas é uma das características que modificaram todos os aspectos e vivências sociais, inclusive no espaço educacional. Assim, avistamos o aparecimento de metodologias, dinâmicas, desenvolvimentos, (re)formulações e novos processos de aprendizagem que abarcam as gerações nativas digitais.

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Recentemente, a Pesquisa Game Brasil 2019 – realizada pelo Sioux Group, Blend New Research, ESPM através do Gamelab e Go Gamers – demonstrou que 66% dos entrevistados (de um total de 3.251 respondentes) utilizam jogos eletrônicos. Na relação de gênero dos jogadores, 53% são mulheres e 47% são homens. No que tange os hábitos de consumo, na categoria “Educativo”, 14,3% responderam que “Jogam muito”; 19,3% “Nem pouco, nem muito”; e 29,9% afirmaram que “Jogam pouco”. Já um estudo realizado pela startup israelense Matific, com 60 mil alunos das escolas públicas e privadas, mostrou que 91% dos estudantes aprendem mais quando utilizam recursos tecnológicos, como jogos virtuais, por exemplo. Observando estes dados, e tendo a contemporaneidade como referência, concluímos que os jogos eletrônicos fazem parte de uma parcela expressiva de usuários e, através dos desafios propostos pelos games, diversas áreas podem ser trabalhadas – inclusive a educacional. “A gamificação gera um maior interesse e participação dos alunos. Os games auxiliam as

crianças a lidar com a vitória e a derrota, a frustração e o êxito, a existência de regras, o compartilhamento de espaços e atribuições quando jogado com parceiros, a necessidade de criar estratégias e resolver problemas, e é por meio dessas situações virtuais que eles compreendem e lidam com momentos da vida presencial”, explica o Coordenador de Tecnologia Educacional da Sphere International School, João Luís Machado. A metodologia pautada pela gamificação (do inglês gamification) aparece para atender as necessidades de uma nova geração que adentra as salas de aula e demonstra interesse por uma educação moderna. Dessa forma, utilizando a estratégia dos jogos virtuais, aliando interatividade e ludicidade, os games conseguem atrair a atenção e desenvolver habilidades e conhecimentos em sinergia com diversas disciplinas. É possível que os estudantes aprendam álgebra, história, e até mesmo um novo idioma com várias atividades, como criação de avatares, quiz, entre outros. “A fórmula de sucesso das escolas do século XXI certamente envolve proporcionar mais autonomia e independência às crianças que, orientados por um professor ciente de seu novo papel, conduz os estudantes por um caminho em que, a cada descoberta, novas perguntas surgem, em um processo incessante de aprimoramento e busca por novos horizontes”, completa Machado. (RP)

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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, LIXEIRAS, TAPETES, VENTIL ADORES), ALIMENTAÇÃO, BRINDES, CONTABILIDADE, EVA


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ELEVADORES (ACESSIBILIDADE), GRÁFICA, GRAMA SINTÉTICA, LOUSAS


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LIVROS PERSONALIZADOS, MÓVEIS, PINTURAS ESPECIAIS, PRODUTOS DE LIMPEZA


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PAPEL DE PAREDE, PERSIANAS PISOS, PROTETOR DE COLUNA, SISTEMA DE SEGURANÇA, UNIFORMES


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PL AYGROUNDS

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MANUTENÇÃO PREDIAL, OBRAS (IMPERMEABILIZAÇÃO), TOLDOS E COBERTURAS


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Edição 153 – Novembro/19 by Revista Direcional Escolas - Issuu