Edição nº 152 A Revista do Gestor Escolar
ano 15 | Outubro 2019 www.direcionalescolas.com.br
Direcional Escolas - Outubro 2019
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Nesta Edição: 16 08 10
Coluna - Christian Coelho Política de preços, desconto e posicionamento
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Dica: Uniformes Conforto, identidade e sustentabilidade
Coluna - Janine Rodrigues
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Dica: Quadras Poliesportivas Instrumento pedagógico e convívio social
Coluna - Ana Paula Siqueira Ciência e técnicas da violência em sala de aula
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Especial Crescer
Coluna - Josias Silva
Leitura - Sem hábito não há leitor, sem desejo não há hábito
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Acessibilidade, inclusão e tecnologia assistiva: novas perspectivas
15º Congresso e 6º feira educacional Trabalhando agora as competências do futuro
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Conversa com o Gestor
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Dica: Seguros Seguro educacional e respaldo financeiro
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Editorial Mediação em sala de aula
Sob essa ótica – e estabelecendo uma relação com outras formas de aprendizado – localizamos em algumas instituições de ensino algumas mudanças significativas que atravessam o cotidiano escolar em toda a sua estrutura, como o desejo por um olhar humanizado a todos os estudantes, a compreensão da individualidade de cada aluno e aluna, bem como o fomento da mediação em sala de aula como uma prática eficaz de ensino. Seguindo os preceitos do professor e psicólogo Reuven Feuerstein, que afirmava que “a inteligência não é uma estrutura estática, mas um sistema aberto, dinâmico, que pode continuar a se desenvolver ao longo da vida”, o Colégio Divino Salvador (localizado em Jundiaí/SP) aliou aos fundamentos de Feuerstein a humanização da educação, formando, assim, uma escola mediadora, com estratégias que transcendem para o cotidiano. “Olhamos para a classe e para cada aluno, e como eles se comportam diante de uma nova situação ou aprendizado. Afinal, entendemos que todo mundo é capaz de aprender sempre”, explica Evandro Grioles, Diretor Pedagógico do colégio. De acordo com o diretor, este novo olhar para o desenvolvimento
pessoal e com uma intervenção positiva é essencial para estimular o aluno a trabalhar todo o seu potencial. “O principal objetivo é mostrar que cada criança ou jovem tem capacidade de aprender igualmente, cada um no seu ritmo e no seu tempo. E todos os nossos funcionários, desde a portaria até a direção, estão buscando conhecer os fundamentos de Feuerstein para utilização entre colaboradores e estudantes”. Em Jundiaí, o Colégio Divino Salvador é um dos primeiros a estudar e aplicar os conceitos de Reuven Feuerstein para ser uma escola mediadora. “Esse passo valida nossos valores de educar com o humanismo solidário, colocando o aluno no centro da educação, com intervenções mediadas e tornando-o interdependente e responsável por desenvolver as próprias atitudes”, reflete o diretor. Retomando a questão que abre este Editorial, a educação nos motiva, diariamente, a pensar em novos caminhos, em planejar trajetos que propiciem experiências positivas, em propor estratégias relevantes que envolvem todos e todas durante o extenso desenvolvimento da aprendizagem. A Educação é, então, a força motriz de toda mudança – seja ela interna ou externa.
Rafael Pinheiro
Jornalista Responsável
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O que pode a Educação? Talvez esta seja, dentre outras, a pergunta inserida no epicentro da contemporaneidade. Diante de tantas demandas atuais, de interações e mudanças sociais, do crescimento tecnológico exponencial e dos debates e das reflexões que permeiam as competências (de diversas áreas) nas instituições de ensino, acompanhamos, na atualidade, um forte movimento de questionar, compreender, problematizar e propor novas (outras) formas de vivenciar o processo educacional.
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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores
A Revista do Gestor Escolar
Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro
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POLÍTICA DE PREÇOS, DESCONTO E POSICIONAMENTO
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m um mercado caracterizado por uma disputa implacável, competir no preço é fácil, mas também é um buraco sem fundo. Um exemplo claro é a política de concurso de bolsa, que nada mais é do que um incentivo ao desconto. Muitas empresas começam a compreender o despropósito que é fazer negócio reduzindo o preço. Conceder desconto pode aumentar a receita, mas diminuirá o lucro. Por isso, quando baixa o valor, a empresa é obrigada a vender mais.
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Ao se deparar com a falta de dinheiro da população devido a recessão econômica, a cultura da barganha tornou-se epidêmica. Os pedidos de descontos se transformaram em chantagens explícitas. É comum os colaboradores das escolas escutarem: “Se não me der um desconto eu vou mudar de escola” ou “A escola X me deu 30% de desconto, o que você pode fazer para que eu matricule meu filho?”. Desafio conseguir identificar os motivos dos descontos. Desconto emocional – Muitas vezes, quando uma família pede desconto, também busca a sensação de se sentir especial e diferenciada em relação às outras. Comparação entre as escolas – A qualidade dos serviços de uma escola é difícil de quantificar, por isso também é complexo de precificar. O segredo é ser assertivo, coloquial, demonstrar o custo-benefício e aumentar o valor agregado utilizando argumentos sólidos, como a proposta pedagógica, a experiência e formação dos profissionais e as ferramentas de apoio. Necessidade – Existem os pedidos reais de descontos e bolsas. São as famílias que gostariam que seus filhos estudassem em uma boa escola, mas não provêm de recursos financeiros suficientes naquele momento.
Sempre que solicitarem um desconto deve-se, no mínimo, inquirir sobre a razão e o valor do pedido. Se o pedido de desconto é muito alto, existe uma grande chance da pessoa não fazer parte do público-alvo da escola. Porém, se é igual ou inferior a 20% do valor da mensalidade, pode ser simplesmente uma tentativa de barganha. Outras estratégias importantes são: • Um desconto não será dado antes de muita luta; • Atrele as concessões à meritocracia. Nunca estimule seu time a dar descontos; • Ofereça de antemão os descontos compulsórios, como: brindes, desconto para irmãos, desconto para pagamento à vista, desconto por pontualidade e desconto por desempenho do aluno; • Caso haja algum pedido de desconto, proponha uma alternativa que não afete os valores das mensalidades, pois este irá se perpetuar e se tornar direito adquirido; • Uma estratégia que reduz esta contraindicação é pedir para a família formalizar a solicitação do pedido de desconto por escrito, com o valor requerido e os seus devidos motivos; Orçamento – Algumas escolas entregam uma tabela impressa com todos os preços, enquanto outras anotam no verso do seu folheto. Pesquisas revelam que, quando se trata de apresentação dos valores, quanto mais simples e didático, melhor. Posicionamento – É um mito equiparar seu preço aos da concorrência. O único momento em que é preciso nivelar
seus preços é quando não há diferença nenhuma entre você e as demais escolas. Dentro de cada microrregião existem três categorias de escolas. As escolas referências (que geralmente são mais caras), as intermediárias e as mais baratas. O importante é ser a melhor e com o preço mais competitivo do seu nicho. A primeira opção – A inovação é um fator muito importante para valorizar os serviços, desde que seja explicado: ensino híbrido, salas temáticas, mobílias modernas, utilização de tecnologia, salas diferenciadas, etc. O prestígio é um fator relevante para as escolas mais caras. O valor precisa ser reconhecido pelo público. Opção intermediária – Tende a crescer quando mantém um valor competitivo e se aproxima em qualidade dos concorrentes maiores e mais conhecidos. As mais baratas – Este nicho é muito perigoso, pois esta parcela da população é mais sensível a intempéries e perda de emprego, ficando mais suscetível a guerra de preços. A diferença dos valores não pode ser maior que 20% dos preços dos concorrentes do mesmo nicho. A experiência demonstra que muitas pessoas não se incomodam tanto em pagar um pouco mais se forem bem atendidas, convencidas de que a escola possui um serviço superior, diferenciais claros e participa de causas sociais.
O Colunista
CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragogia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
foto cedida pelo colunista
COLUNA / CHRISTIAN COELHO
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COLUNA / JOSIAS SILVA
COMPETÊNCIAS DO FUTURO As competências socioemocionais, como empatia, respeito e autocuidado podem ser desenvolvidas com eficácia na escola e são importantes aliadas para as mudanças trazidas pelo desenvolvimento tecnológico.
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m aluno que inicia o Ensino Fundamental hoje será um adolescente de 16 anos em 2035. Neste breve período futuro, o mundo como o conhecemos hoje terá mudado significativamente em várias áreas, sendo até imprevisível descrever o mercado profissional e os avanços tecnológicos da época. A tecnologia que permitirá nos locomovermos em milhões de veículos autônomos nas grandes cidades provocará uma avalanche de mudanças em outras áreas. Isso deve alterar a nossa forma de interagir com o mundo, reformulando padrões e relações na sociedade.
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O Fórum Econômico Mundial publicou em 2016 um estudo estimando que 65% dos jovens que estão hoje na escola trabalharão em uma profissão que ainda não existe. Além disso, a previsão é de que essas pessoas não terão apenas uma carreira ao longo da vida. Talvez sejam duas, três, quatro ou mais. A inteligência artificial, os chatbots e as máquinas farão trabalhos que antes eram exclusivamente humanos e isso mudará as relações profissionais, fazendo com que carreiras sólidas deixem de fazer sentido. Ter que se reinventar aos 20 anos é uma história, mas ter que se reinventar sucessivamente aos 30, 40, 50, 60 anos, será muito desafiador. Esse cenário exigirá autoconhecimento, muita resiliência e grande capacidade de regulação emocional para lidar com o estresse inerente às mudanças. A pergunta é: teremos ha-
bilidade para navegar nesse novo mundo? Ou aumentarão os índices de alcoolismo, depressão e suicídio? As habilidades socioemocionais – autoconhecimento, regulação emocional, resiliência, empatia e julgamento para decisões responsáveis – podem ser aprendidas da mesma forma que as crianças aprendem a ler, a escrever ou a fazer contas. Um estudo conduzido em 2011 envolvendo cerca de 450 mil crianças e adolescentes avaliou o impacto de programas estruturados de aprendizagem socioemocional nas escolas. Comparado com o grupo controle, os alunos melhoraram suas notas nas disciplinas tradicionais, em média, 11%. Resultados semelhantes foram encontrados em outro estudo de 2018 envolvendo cerca de 130 mil participantes. Em uma comparação, só para se ter uma noção do tamanho desse impacto na nota, em uma avaliação como o ENEM, o aumento de 11% na pontuação significa algumas centenas de posições na disputa por vagas nas carreiras mais concorridas. Uma questão em especial que me chamou muita atenção nesse estudo é que em um seguimento de 20 a 30 anos, as crianças e adolescentes se tornaram adultos com uma prevalência de transtornos mentais muito menor do que o grupo controle. Esses dados apontam com clareza que a aprendizagem socioemocional
impacta positivamente o desempenho acadêmico e a capacidade de lidar com os desafios que o século XXI já está exigindo. Ignorar essa realidade é omissão e descaso. Neste cenário, não há dúvidas sobre a urgência de olharmos o tema com a seriedade que ele merece. Se concordamos que para um futuro melhor é preciso investir nas crianças e adolescentes, concordaremos também que uma das formas de conseguir isso é investindo nos professores, que não foram preparados para ensinar tais competências. Tão importante quanto estruturar as habilidades socioemocionais nos alunos é também desenvolver essas habilidades nos professores. Afinal de contas, eles também estão no meio dessa revolução e mais do que nunca precisarão de muita resiliência e capacidade de regulação emocional para enfrentá-la. No meio de tantas incertezas e inseguranças sobre o futuro, é possível fazer uma previsão segura: nos próximos 20 anos, precisaremos de educadores mentalmente saudáveis, pois nunca foi tão importante aprender e nunca foi tão importante ensinar. É hora de despertar. O futuro bate à porta e o tempo não para.
O Colunista
Graduado em Letras pela USP, pós-graduado em Comunicação Corporativa pela FGV e mestre em Linguística Aplicada também pela USP, o Prof. Josias é docente universitário, coordenador pedagógico na Oracle Education Foundation e pesquisador na área de novas metodologias de ensino.
foto cedida pelo colunista
TRABALHANDO AGORA AS
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COLUNA / JANINE RODRIGUES
SEM DESEJO NÃO HÁ HÁBITO
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ma das coisas mais prazerosas da vida é o exercício da liberdade de escolha. E na educação não é diferente. Engana-se quem acha que os estudantes estão aptos somente a executar ações. Este formato de educação é frio, pouco participativo e efetivo, e ainda causa um dano enorme: o distanciamento entre o interesse e o fazer.
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Ouvimos muito que o brasileiro lê pouco. Mas pouco se fala sobre como acontece o processo de desenvolvimento do hábito da leitura. Leitores, em geral, são leitores porque tiveram exemplos. Que tiveram, de alguma maneira, os livros presentes em suas vidas de forma significativa: bibliotecas, salas de leitura, etc. e que participaram do processo de escolha de suas leituras. Visito muitas escolas e, na maioria, ainda vejo que a proposta de leitura pouco considera o “querer” dos estudantes. E, assim, podem dizer: “mas se for só por querer eles não vão ler nunca”. Vão sim. É um trabalho demorado e que demanda investimento de tempo e afeto. Não se desenvolve um hábito em poucos dias. Mas quero contribuir com ações práticas que podem ajudar muito no incentivo à leitura – aquela que está relacionada ao encantamento de ler e não aquela que simplesmente cumpre uma demanda curricular. – Leia! Se você deseja que seu estudante reconheça a importância e o prazer da leitura, leia. Ninguém dá o que não tem. Por mais coisas lindas que você fale
sobre a leitura, se você nunca lê nada, seus exemplos serão ilegítimos e todos ao seu redor perceberão isso. – Quantidade não é qualidade Não compare a quantidade e o ritmo de leitura entre pessoas diferentes. Elas são diferentes. Um estudante pode ler um livro e ter nesta leitura uma percepção de mundo muito maior que uma pessoa que leu três livros em um mesmo período. Conheço (e acho que vocês também) estudantes que leem um livro todo para fazer uma prova. Fazem a prova. Tiram nota acima da média e, um mês depois, se você pedir a ele para comentar algo sobre a história ele não consegue formular uma frase. – Processo de escolha participativo Criança e adolescente tem querer sim. Eles nem sempre tem capacidade de decidir tudo, pela idade, falta de experiência, etc. – mas isso não pode ser usado para tudo. Todas as pessoas, independente da idade, devem ter sua individualidade respeitada. Imagine fazer uma atividade e deixar que eles escolham o livro a ser lido. Ou que tal fazer uma prova de geografia com base no livro de literatura que estão lendo? Vai renovar o acervo de livros da biblioteca? Que tal escolher alguns estudantes, de diferentes idades, para participar da seleção dos livros? – Projetos baseados na leitura Muitas leituras indicadas na escola podem originar projetos e ações em
diversas matérias/núcleos de aprendizado. Percebemos em nossos projetos, por exemplo, que os estudantes se interessam mais quando as atividades se correlacionam, e sempre recomendamos aos coordenadores e professores que façam esta correlação entre todo o conteúdo que está sendo trabalhado naquele semestre/ano. Independente da idade, temos mais facilidade de compreensão e melhor aproveitamento dos aprendizados quando as diversas áreas/conteúdos conversam entre si. – Tenha afeto Pode parecer só poético, mas para além disso, nós, seres humanos, temos uma necessidade enorme de dar e receber afeto. Nenhum projeto, por mais maravilhoso que seja do ponto de vista do conteúdo e/ou proposta, fará sentido se o mediador for indiferente ao grupo com o qual está conduzindo a atividade. Ninguém aprende da mesma maneira e ao mesmo tempo. Perceba mais ouvindo do que falando. Os estudantes falam sobre eles mesmos quando falam de algum personagem literário. Ouça mais. Esteja atento.
A Colunista
Janine Rodrigues é escritora, educadora e fundadora da Piraporiando – Editora de arte-educação cuja as obras literárias originam projetos focados na diversidade para uma educação antirracista, antibullying e sem preconceitos, alinhados à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), aos pilares da UNESCO e da ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável).
foto cedida pela colunista
LEITURA – SEM HÁBITO NÃO HÁ LEITOR,
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COLUNA / ANA PAULA SIQUEIRA
VIOLÊNCIA EM SALA DE AULA
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s sucessivas notícias sobre atos de violência dentro de salas de aulas permitem várias hipóteses para suas causas. Dentre as mais importantes, chamo a atenção para o que estes acontecimentos mais evidenciam. As falhas na prevenção para a possibilidade de agressões entre alunos e contra professores em um grau impensável até pouco mais de dez anos atrás.
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Os dedicados profissionalmente a estes ambientes têm noção – mesmo básicas – do natural destempero da infância e adolescência, e de como poderiam lidar com tais casos, satisfatoriamente, em um contexto diferente do atual. Mas esta outrora agressividade estudantil virou conflito (até de famílias das escolas), caso de polícia e motivo de processos judiciais de toda ordem. Há a constatação de se viver numa hostilidade dentro das escolas determinada pelas relações sociais do “mundo exterior”. Não cabe aqui se aprofundar nos vetores que incitam este quadro, mas demonstrar que se temos capacidades de perceber esse grau de influência negativa ao equilíbrio da nossa casa de ensino, algo precisa ser feito. Até este momento, a forma de lidar com tais situações de forma a envolver todos numa escola é a adoção de programas de mediação escolar. Clara e objetivamente estruturados e publicizados para
que a comunidade saiba que há, ao alcance de todos, um espaço ao qual recorrer nos momentos em que o problema pode estar se formando. A principal missão deste trabalho é constituir espaço para a auscultação dos fatos que interferem no ambiente. Ter subsídios para interpretação das informações que indiquem incômodos, descontentamentos, incitações, desavenças. Enfim, permita entender o que está começando a acontecer, processar o conjunto de informações e aferir o que pode vir à frente. Intervir, proteger e servir. Sim, a missão educacional está maior e com mais responsabilidade. Isso porque há sinais claros da necessidade de processos que estruturem um ambiente que “vigie” o “animus da comunidade escolar” capaz de gerar um tipo próprio de formação dos seus integrantes. Dessa forma, permitir que saiam da condição de observadores passivos críticos para a de atuantes que se importam em difundir a cultura de paz, e da importância da composição de conflitos para harmonizar o convívio e ensinar as vantagens e benefícios de usar a resiliência e suas técnicas no seu dia a dia. Enfim, construir soluções através do diálogo presencial entre os envolvidos e de atividades que expressam sentimentos com gestores, professores e demais integrantes da escola abertos a escutar e dialogar para disseminação de uma educação pela paz.
Uma escola viva é um ambiente onde há conflitos. Isso não é ruim. Faz parte. E lidar com os conflitos é a essência da aprendizagem explícita expressa em práticas que transferem conhecimentos, habilidades, atitudes, valores, emoções, significados e sensações. Viver é a aventura de enfrentar riscos. Aprender. Assim, o que se teme, então, é que um ambiente educacional inflamado pelo desequilíbrio ao seu redor determine a perca de controle sobre a aprendizagem implícita dos futuros cidadãos. Reativa, incidental, latente, alimentada pela forma como procedem os adultos, a educação implícita é a que transfere exemplos. Portanto, precisamos definir que tipo de interpretação vamos dar ao poema de Antonio Carlos Belchior, pois também agora quem deu a ideia de uma nova consciência e juventude também está em casa contando o vil metal; devemos perceber – muito mais agora do que antes – o risco de nossos filhos serem os mesmos, ou, a pior versão de nós mesmos.
A Colunista Sócia de SLM Advogados e coordenadora do Programa Educacional de Proteção contra Cyberbullying.
foto cedida pela colunista
CIÊNCIA E TÉCNICAS DA
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CONVERSA COM O GESTOR ACESSIBILIDADE, INCLUSÃO E TECNOLOGIA ASSISTIVA: NOVAS PERSPECTIVAS Por Rafael Pinheiro / Foto Eliott Reyna-Unsplash
“Acessibilidade define uma maneira de pensar os ambientes sociais de diversos pontos de vista de forma a permitir que todas as pessoas, independentemente de suas características individuais ou necessidades específicas, possam frequentar esse ambiente com o máximo de segurança e autonomia possível. A acessibilidade é primordial”, destacam Graziele Carvalho, Coordenadora do Fecap+ e Augusto Galery, Professor do Centro Universitário Fecap e Gestor do Fecap+
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o processo educacional, em especial, obtendo a máxima de que todos e todas possuem um direito inalienável à educação, (re)modulações ganham notoriedade em todos os mecanismos de ensino – desde espaço físico a métodos pedagógicos – com o intuito de orientar transformações, de fato, em sistemas educacionais inclusivos, registrando, dessa forma, uma evolução no acesso ao ensino regular.
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Graziele Carvalho, Coordenadora do Fecap+ e Augusto Galery, Professor do Centro Universitário Fecap e Gestor do Fecap+ são enfáticos: “A acessibilidade é primordial”. Para eles, a acessibilidade é um conjunto de ações que perpassam (não só) o espaço físico, como também a comunicação realizada pela instituição, o acesso à tecnologia para todos e todas, além do acesso às didáticas em sala de aula, entre outros. “É preciso repensar toda a escola, não só seus espaços físicos. Investindo em acessibilidade todos ganham: a pessoa com deficiência, a família, o corpo de estudantes. Ganha-se visibilidade de mercado e confiança dos stakeholders”, destacam. Com o intuito de investir em acessibilidade para todos e todas, a Fecap instituiu há alguns anos o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, parte do Fecap+, que está o tempo todo preocupado em averiguar as condições de acessibilidade e propor novas ações para manter a acessibilidade em constante melhoria. Fecap+ é uma área da instituição que apoia a inclusão e diversidade; autonomia e espírito de pertencimento; e a promoção de ações de acesso, permanência e desenvolvimento. “O principal objetivo é garantir o acolhimento, a permanên-
cia e sucesso das alunas e alunos, por meio da humanização das relações e de ações de inclusão”, reforçam Carvalho e Galery. Dentre as principais ações de mudanças na instituição, destacam: Treinamento em inclusão para colaboradores e professores; colocação de pisos táteis; adequação de elevadores; rampas de acesso; identificação de salas com placa em Braille; banheiro familiar; tradutoras de Braille; e máquina de escrever em Braille. E, pensando em soluções personalizadas para se adequar da melhor forma à necessidade de cada estudante, a instituição adotou há um ano um dispositivo que gera mais autonomia para o aluno. “O dispositivo tem uso amplo, inclusive no reconhecimento de pessoas, para auxiliar o aluno. É uma tecnologia ainda em desenvolvimento, mas que, de acordo com o próprio aluno que o utiliza, tem auxiliado principalmente na leitura de livros”, afirmam. Esse dispositivo, em especial, lê textos (em português, inglês e espanhol) em qualquer superfície transformando em áudio, reconhece produtos e código de barras, identifica cédulas de dinheiro, reconhece rostos e cores, e informa a hora e a data. Esse dispositivo beneficia pessoas com deficiência visual, com déficit de leitura, pessoas com dislexia ou TDAH. TECNOLOGIA ASSISTIVA O estudante do curso de Administração da Fecap, Guilherme Chedide, de 21 anos, é deficiente visual desde nascença e utiliza o dispositivo em seu cotidiano. “O dispositivo traz uma possibilidade, principalmente, na área da leitu-
ra. Assim, eu uso esse dispositivo na leitura de livros que, até então, era complicado, já que o acervo de leitura Braille é muito escasso e o acervo de audiobooks não é grande”, conta. O dispositivo, conta Chedide, é utilizado em sala de aula, nas rotinas acadêmicas, como leituras de acervos na biblioteca da instituição e, também, em sua vida pessoal. “É uma tecnologia que surge para agregar às outras tecnologias que já temos, e não para substituir”. Desse modo, esse dispositivo utilizado pelo estudante pode ser caracterizado como uma “tecnologia assistiva”, ou seja, um equipamento que amplia habilidades funcionais de pessoas com deficiências, promovendo, assim, atividades do cotidiano com mais autonomia. “A tecnologia auxilia todas as pessoas. Para quem não possui nenhuma deficiência, a tecnologia é uma facilitadora, já para quem possui algum tipo de deficiência, a tecnologia torna algumas coisas possíveis – ela nos coloca em um parâmetro de igualdade. É muito importante discutir os assuntos de inclusão, acessibilidade e diversidade, e é interessante tratar desses temas, realizar investimentos nessa área com dispositivos que possam agregar e realmente incluir pessoas com deficiência, como a própria Fecap tem feito”, finaliza Chedide.
SAIBA MAIS AUGUSTO GALERY fecap.mais@fecap.br GUILHERME CHEDIDE guichedide@hotmail.com GRAZIELE CARVALHO fecap.mais@fecap.br
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ESPECIAL CRESCER 15º CONGRESSO E 6ª FEIRA EDUCACIONAL
Texto e fotos por Rafael Pinheiro
Organizado pelo Grupo Rabbit, a edição 2019 do Congresso CRESCER reuniu cerca de 4.000 congressistas de diversas regiões do país, entre gestores, mantenedores, coordenadores e diretores, durante dois dias de evento em São Paulo. “O evento superou todas as minhas expectativas. É muito bacana ver quantas pessoas estão interessadas na educação do nosso país”, destacou o idealizador do CRESCER, Christian Rocha Coelho
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conceito de gestão escolar nos transporta a um universo amplo, denso e plural que retira de nós qualquer pensamento superficial. Promover uma gestão de qualidade ou uma gestão pautada por competências e características que provoquem e estimulem habilidades em toda a estrutura escolar, assim como articulação, organização administrativa, avanço de processos educacionais, liderança e orientação para obtenção de resultados positivos em todos os espaços que compõem a instituição de ensino, é uma tarefa árdua, que solicita atenção redobrada e dedicação exclusiva.
região norte da capital paulista, nos dias 12 e 13 de setembro, o 15º Congresso Crescer e a 6ª Feira Educacional.
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O evento, direcionado a mantenedores, diretores, coordenadores e gestores, foi organizado pelo Grupo Rabbit Partnership – uma holding composta por empresas voltadas ao mercado educacional com a finalidade de buscar constantemente a excelência das instituições de ensino. Recebendo cerca de 4.000 congressistas de diversas localidades do país, o Congresso Crescer 2019 disponibilizou uma extensa (e significativa) programação, com temas atuais abordados por mais de 30 palestrantes, além de 48 expositores Tendo como ponto de partida o estímulo e na área da Feira Educacional. a extensão do repertório de líderes educacionais, seu papel frente à administração, “O evento superou todas as minhas expecseu relacionamento e convivência com os tativas. É muito bacana ver quantas pessoprofessores, estratégias e caminhos esco- as estão interessadas na educação do noslhidos diante de problematizações, ocor- so país. Quantas pessoas se locomoveram reu no Expo Center Norte, localizado na e vieram até aqui para poder adquirir um
Augusto Cury, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor
CRESCER 2019 pouco mais de conhecimento que poderá ser aplicado no dia a dia de cada escola. Mas, em 2020, vamos em busca de mais novidades e trazer um CRESCER melhor do que já foi feito neste ano”, destacou Christian Rocha Coelho, idealizador do CRESCER e CEO do Grupo Rabbit. A programação de palestras do Congresso Crescer agregou, através de palestrantes renomados e atuantes em diferentes áreas do âmbito educacional, quatro eixos temáticos: pedagógico, socioemocional, bilíngue e liderança. Abordando as características pedagógicas, Katia Stocco (Mathema) abordou a matemática e os campos de experiências; Célia Godoy trouxe a perspectiva na BNCC com um olhar para a gestão escolar; Débora Vaz (Colégio Santa Cruz) apresentou a escola em tempos de transformações; Cristine Soares (Viva Metodologia) abordou o papel do professor em sala de aula; Altamar Carvalho (Caburé Assessoria) trouxe a coordenação pedagógica;
Christian Rocha Coelho, CEO do Grupo Rabbit
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Espaço Líderes – A perspectiva do mercado educacional para os próximos anos
Celso Antunes, com um olhar apurado, Elias (Eleva), Ricardo Tavares (FTD), Emerapresentou novas maneiras de ensinar e son dos Santos (Positivo) e mediação de novas formas de aprender. Christian Rocha Coelho (Grupo Rabbit). Destacamos, também, a presença do fiNa temática bilíngue, destacamos o pai- lósofo e escritor Luiz Felipe Pondé com a nel com Fernando Ferreira (2Ways), An- palestra intitulada “A era do ressentimento dré Alípio (Global Teaching Practice) e e a civilização dos mimados”. Rita Ladeia (Carpe Diem), e a palestra de Antonieta Megale (Instituto Singula- A escola católica, nessa edição em especial, ridades) com uma breve discussão do ganhou um espaço com a palestra de Ailton Melo (“Escola católica: espiritualidade, tracenário brasileiro sobre ensino bilíngue. dição e excelência”) mostrando os desafios Recorde de público, a palestra de Roberto da educação cristã em uma realidade atraShinyashiki com o tema “Desafios da edu- vessada por um mercado altamente comcação em tempos de crise” trouxe reflexões petitivo. Dessa forma, é interessante que as sobre liderança e gestão na contempo- redes e congregações católicas promovam raneidade. Outra apresentação com um uma educação modernista e adequada às volume alto de participantes foi do escri- características dos jovens que vivem em um tor e psiquiatra Augusto Cury (criador do contexto globalizado e tecnológico. Programa da Inteligência), que destacou uma das principais chaves de seu estudo: a Além das palestras e painéis, Emilia Cipriagestão da emoção e a formação de mentes no (Instituto Aprender a Ser) participou de emocionalmente saudáveis. uma sessão de autógrafos do seu recente livro “Saberes e Afetos do ser Professor” (Editora Cortez) – nesta obra, a relação enEDUCAÇÃO EM TRANSFORMAÇÃO tre saberes e afetos é analisada por vários Além dos eixos temáticos, o evento inte- ângulos por conceitos e experiências vivengrou painéis que discutiram temas que ciadas por mais de 30 anos de docência da permeiam a realidade das instituições de autora e educadora. ensino. Dentre as novidades dessa edição, destacamos o Painel EdTech discutindo o No segundo dia de evento (13 de setembro) uso das tecnologias em sala de aula, com ocorreu um encontro com dois palestrana participação de Anderson Morais (Agen- tes – Deibson Silva (Saraiva) e o Professor da Edu), João Leal (Árvore de Livros) e Le- Celso Antunes. Nesse encontro, o público onardo Prates (Studos); e o painel com a teve a oportunidade de conversar e trocar presença dos “edutubers” (canais de pro- experiências com os palestrantes. fessores na plataforma YouTube) Idelfranio Moreira, Noslen Borges e Gustavo Reis dis- FEIRA EDUCACIONAL cutindo como os educadores têm inovado Para complementar o ciclo de palestras, enpara atrair a atenção da geração Z. contros e painéis especiais, que ocorreram No âmbito da gestão, o Espaço Líderes ao longo dos dois dias, o evento contou trouxe uma reflexão da perspectiva do com a 6ª edição da Feira Educacional, com mercado educacional para os próximos vários expositores apresentando soluções anos, com Mario Ghio (Kroton), Bruno e novidades para as escolas. Dentre os
Painel Espaço EdTech – Youtubers de Educação
diversos estandes espalhados pelo espaço do Expo Center Norte, variados produtos e serviços estavam à disposição dos gestores e líderes educacionais para conhecer, aderir e implantar em suas instituições. Dentre as empresas que participaram da feira, destacamos: Metadil, Sistema de Ensino pH, Editora Moderna, FTD Educação, Mackenzie Educacional, Escola da Inteligência, Book Fair, Escola Web, Porto Seguro, Styllo, BrinQI, QI Solution, Argus Studio, Mathema, Estante Mágica, Saraiva, Nave à Vela, EduInfo, Instituto Singularidades, Eskolare, DSOP Educação Financeira, VIVA – Metodologia Ativa, Nutrebem, Piggy – Sistema de Gestão Escolar, entre outros.
SAIBA MAIS Com mais de 20 anos de experiência, o Grupo Rabbit Partnership é uma consultoria especializada em instituições de ensino com o objetivo de impulsionar as escolas a alcançarem a excelência na prestação dos seus serviços. Atendendo cerca de 1.500 escolas, o grupo disponibiliza em seu conjunto de serviços: planejamento, cultura organizacional, gestão pedagógica, criação, marketing e vendas, treinamento, pesquisa e gestão financeira. CRESCER (15º Congresso e 6ª Feira Educacional) rabbit@rabbitmkt.com.br http://www.rabbitmkt.com.br
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Imagem: Joseph Chan
DICA: UNIFORMES
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CONFORTO, IDENTIDADE E SUSTENTABILIDADE
o interior das políticas institucionais, bem como em seu panorama social estudantil, localizamos uma característica comum estabelecida em escolas de todos os segmentos, ciclos de aprendizagem e diferentes/amplas identidades e filosofias: o uso do uniforme escolar diariamente.
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Versatilidade, durabilidade, conforto e qualidade são requisitos imprescindíveis quando pensamos, em um primeiro momento, acerca de um vestuário utilitário. O uso da indumentária no universo escolar carrega em seu histórico pontos significativos, como nome, estética, tradição e simbologia de cada instituição, bem como uma estrutura que permita a movimentação livre de todos os alunos. “Características como organização, segurança e confiança podem ser passadas pelos estudantes por meio do uso do uniforme escolar. Usar as vestimentas que representam a instituição ajudam na segurança e identificação das crianças e adolescentes com a marca”, afirma Esther Cristina Pereira, Psicopedagoga e Diretora da Escola Atuação (Curitiba/PR). Segundo a diretora, outras características relevantes podem ser observadas na utilização de uniformes escolares, como praticidade, diminuição da diferença de classes (já que o uniforme é padronizado), diminuição de práticas consumistas, disputas de status, além de evitar, também, determinadas situações discriminatórias que incentivam o bullying. “Adotar o uso dos uniformes nas escolas facilita a união entre os estudantes conferindo-lhes o sentimento de coletividade, de pertencer e se identificar ao grupo de ensino do qual ele faz parte”, completa.
TROCA SUSTENTÁVEL Com o intuito de estimular o reaproveitamento de materiais em bom estado e de promover um ciclo de economia para as famílias, algumas escolas realizam ações de trocas de uniformes no final de cada período letivo. Na Escola Viva, em São Paulo, o “Projeto Reviva” é uma campanha realizada desde 2010 com o objetivo de colaborar para que as famílias possam oferecer os uniformes (em boas condições) que seus filhos não usarão mais e receber os cedidos por outras famílias. “O Reviva surgiu com uma perspectiva de reaproveitar de um ano para outro tanto uniformes quanto livros didáticos. Em uma parceria com as famílias, conseguimos dar um sentido maior para as relações de consumo e trazer a questão da sustentabilidade para o dia a dia da comunidade escolar”, explica Sonia Tokitaka, Coordenadora de Sustentabilidade da escola. Assim, qualquer peça do uniforme oficial da escola pode compor a mesa de trocas, contanto que esteja em bom estado de conservação, lavada e com o logotipo preservado. “Além de ser um alívio econômico para as famílias, é uma face reconhecível da questão da sustentabilidade. Nós percebemos uma adesão cada vez maior ao longo dos anos”, completa. (RP)
SAIBA MAIS
ESTHER CRISTINA PEREIRA cris@escolaatuacao.com.br SONIA TOKITAKA comunicacao@escolaviva.com.br
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Imagem: Chuttersnap
DICA: QUADRAS POLIESPORTIVAS
INSTRUMENTO PEDAGÓGICO E CONVÍVIO SOCIAL
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rotina escolar agrupa, em todas as suas ações e atividades, uma listagem diversa que privilegia o desenvolvimento completo de todos os estudantes. Diariamente, como em um fluxo complexo, avistamos movimentos pedagógicos nas salas de aula, trocas singulares, aprendizados que transcendem a teoria e momentos externos que exaltam a união de características como diversão, entrosamento, socialização, aprendizado e energia.
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A união dessas características localiza-se em momentos que propiciam e elegem atividades externas, trocas lúdicas e aulas práticas, desdobrando-se, principalmente, no período de lazer e recreação aspectos de aprendizagem e experimentações. Dessa forma, nas quadras poliesportivas são inseridas atividades que acabam gerando experiências significativas e positivas no que tangem o desenvolvimento de cada aluno e aluna, além de contribuir para o fomento do entretenimento em áreas amplas. De acordo com Paulo Rogério Vieira, Coordenador do Programa Sabin+ Esportes & Cultura do Colégio Albert Sabin, as quadras esportivas nas escolas funcionam, na prática, como um espaço facilitador de vivências da cultura da instituição. “A quadra, dentro da dinâmica escolar, ultrapassa a ideia do espaço apenas esportivo. Observo estes ambientes como polos de convívio social”, afirma. Através de uma perspectiva esportiva, a quadra poliesportiva – tanto interna como externa – proporciona, segundo o coordenador, um instrumento pedagógico precioso para o desenvolvimento da cultura do
movimento e linguagem corporal. Além de fomentar competências, valores, respeito às diferenças e conhecimento dos próprios limites por meio dos torneios esportivos e das atividades interdisciplinares que podem ser realizadas no espaço. No Colégio Albert Sabin, localizado em São Paulo, os alunos começam a ter contato com o espaço da quadra na Educação Infantil, por volta dos quatro anos. “As atividades desenvolvidas são planejadas respeitando a ideia de um currículo de progressão de conteúdo. Para cada ciclo escolar, temos atividades específicas que levam em consideração as características de cada faixa etária e as premissas da BNCC”, destaca Vieira. No que tange a criação de uma quadra na instituição de ensino, é preciso observar atentamente alguns critérios. Dentre as características básicas, o coordenador do colégio destaca: segurança (ambiente livre de obstáculos, bem cuidado, seco e limpo), piso (o calçamento deve ser plano e de um material não muito áspero), iluminação (deve garantir uma boa iluminação em situações diurnas e noturnas), marcação do piso e equipamentos que propiciem a prática dos principais esportes. “A manutenção de uma quadra deve ser feita por empresas especializadas. Pela nossa experiência, há uma demanda anual de reparos em alambrados, instalações elétricas e troca de equipamentos, como tabelas de basquete, redes de futebol e voleibol”, alerta. (RP)
SAIBA MAIS PAULO ROGÉRIO VIEIRA atendimento@albertsabin.com.br
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Imagem: Sabine Peters
DICA: SEGUROS
SEGURO EDUCACIONAL E RESPALDO FINANCEIRO
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preocupação com a segurança representa um atributo fundamental em nosso cotidiano. De forma geral, a ideia de segurança está atrelada a fatores de conforto e confiança e, consequentemente, promover as sensações de tranquilidade, amparo e cuidado destaca um elo de apoio preciso no âmbito educacional. Quando pensamos no funcionamento de uma escola, agregar uma proteção extra, sobretudo no que diz respeito à área financeira, é uma proposta relevante – e que vale ser discutida.
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Atualmente existem diversos tipos de seguros – educacional, estudantil, estudos ou proteção escolar. Todos eles com características específicas e objetivos diferenciados, como: auxílio no pagamento das mensalidades escolares em caso de dificuldades dos pais ou responsáveis, seguro de vida, acidentes pessoais, respaldo financeiro através de bolsas de estudo, entre outros. O Seguro Educacional, em especial, “tem como objetivo principal auxiliar nas despesas com educação, principalmente as mensalidades escolares, em caso de desemprego, invalidez ou morte do responsável pelo aluno. Dessa forma, garante o estudo de crianças e adolescentes, do maternal até a conclusão do curso superior”, diz Vanessa Alves, Diretora Comercial de uma empresa de seguros. Geralmente, colégios e universidades, conta Vanessa, em convênio com seguradoras, oferecem planos coletivos, no ato da matrícula, como alternativa à redução da inadimplência. Já os pais costumam aderir ao plano para garantir o estudo e o futuro profissional dos filhos.
“O seguro pode ser contratado de acordo com o ciclo de estudo dos filhos, ou desde o início da vida escolar ao término do ensino médio ou até a universidade. Também são oferecidas diversas coberturas adicionais, para outras despesas, desde o transporte do aluno para o colégio, quando estiver com dificuldades de se locomover por problemas de saúde, até assistência médica 24h”, explica a Diretora Comercial. Para o gestor/a que busca contratar esse tipo de seguro deve ficar atento a idade do aluno, como mínimo de 16 anos a máxima de 65 a 70 anos, conforme a seguradora contratada. O valor também varia conforme o ciclo de estudo. O contratante tem a opção, ainda, de optar pelas coberturas adicionais, com um pequeno acréscimo do valor. “É como uma bolsa de estudos que em alguns casos, dependendo da cobertura contratada, pode garantir o pagamento das mensalidades até o final do curso, e, assim, a instituição escolar garante o recebimento evitando o número de inadimplentes”, afirma Henrique Mol, Diretor Executivo de uma franquia de Corretora de Seguros. O executivo pontua que a dica é ler muito bem o contrato antes de assinar com qualquer seguradora e, dessa forma entender todos os detalhes que envolvem esse tipo de seguro, principalmente quando o assunto está ligado ao desemprego dos pais e/ou responsáveis. (RP)
SAIBA MAIS HENRIQUE MOL fatoseideias@fatoseideias.com.br VANESSA ALVES fatoseideias@fatoseideias.com.br
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ACESSÓRIOS (BEBEDOUROS, BRINQUEDOS, LIXEIRAS, TAPETES, UNIFORMES, VENTIL ADORES) BRINDES, EVA
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ASSESSORIA PEDAGÓGICA, ELEVADORES (ACESSIBILIDADE), GRÁFICA, LIVROS PERSONALIZADOS, LOUSAS
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ANÉIS DE FORMATURA, GRAMA SINTÉTICA, MÓVEIS, PL ANO DE SAÚDE, PRODUTOS DE LIMPEZA
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PROTETOR DE COLUNA, PINTURAS ESPECIAIS, PL AYGROUNDS
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PL AYGROUNDS
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PAPEL DE PAREDE, PERSIANAS, PISOS, OBRAS (IMPERMEABILIZAÇÃO), TOLDOS E COBERTURAS, UNIFORMES
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