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Edição 149 – Junho e Julho/19

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Edição nº 149 A Revista do Gestor Escolar

ano 15 | Junho e Julho 2019 www.direcionalescolas.com.br


Editorial O que pode a Educação? O célebre educador e pensador Paulo Freire (1921-1977), conhecido – e reconhecido – internacionalmente como Patrono da Educação Brasileira, possui, entre as dezenas de obras publicadas, uma frase extremamente significativa: “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. E pessoas transformam o mundo”. Tomando essa ideia como referência, podemos expandir o nosso olhar para pensar as transformações que a atualidade reflete em todos nós, inclusive (e sobretudo) na área educacional. Na última década, em especial, avistamos um fluxo crescente de transformações que atravessaram todas as camadas sociais – cultural, econômica, política – e também no campo pessoal, profissional e educacional. Um fenômeno notório, que contribuiu (e ainda contribui) para as metamorfoses diárias, é o crescimento veloz de práticas, envolvimentos, relações e experiências provocadas pela tecnologia. E, dessa ideia, não há contestações: a tecnologia é um dado de realidade em nossas vivências cotidianas. E, de certa forma, a compreensão da tecnologia carrega, em seu interior, o anseio por inovações. Recentemente, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o relatório “Measuring Innovation in Education 2019” (“Medindo a Inovação na Educação”), que observa os novos serviços, tecnologias, processos e competências por instituições de ensino que levem à melhora de aprendizagem, equidade e eficiência. De acordo com o relatório, a inovação não deve ser vista como um fim, mas como um caminho para melhorar os resultados educacionais. Em média, os

países avaliados que mudaram as práticas pedagógicas conseguiram melhorar os resultados acadêmicos dos alunos e aumentaram o nível de satisfação na escola – o que se aplica, também, ao contexto dos educadores. Nessa edição impressa de nº 149 da Direcional Escolas, meses junho/julho, trouxemos um especial que dialoga com o futuro da educação, bem como estratégias para a inovação em todos os processos educacionais (da pedagogia até a administração), modelos de gestão e soluções tecnológicas, além de iniciativas que potencializam a aprendizagem dos alunos e as diversas formas de capacitação para os educadores. Esse especial, à qual me refiro, integra a nossa cobertura da 26ª Bett Educar, que ocorreu entre os dias 14 e 17 de maio, em São Paulo. Considerado o maior evento de educação e tecnologia da América Latina, a Bett Brasil Educar pautou-se pelo tema “Transformando a Educação” para criar um ambiente propício ao diálogo, a reflexão, o compartilhamento de saberes diversos e novos caminhos para uma educação do futuro.

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável


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Nesta Edição: 16 08 10

Coluna - Christian Coelho

Consolidação do mercado educacional 2º parte

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Bett Educar 2019 promoveu palestras inspiradoras, estratégias em inovação, conhecimentos variados e soluções para o cotidiano escolar

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Dica: Agenda Digital Comunicação dinâmica

Coluna - Eduardo Shinyashiki O educador que transforma desafios em conquistas

Especial Transformando a Educação

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Dica: Playgrounds Atividade física e diversão

Coluna - Jane Haddad Luto: um trabalho de tecer

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26 Coluna - Ana Paula Siqueira

Direcional Escolas - Junho e Julho 2019

Como lidar com brigas de crianças na escola

Dica: Acessibilidade Escola acessível para todos


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores

A Revista do Gestor Escolar

Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

w w w.direcionalescolas .com . br

Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO foto cedida pelo colunista

Consolidação do mercado educacional - 2ª PARTE

C

novos

Pós-atendimento – Além do webmail,

cias e não somente comunicar acidentes, co-

concorrentes com grande po-

enviar pelo correio um convite personali-

branças e problemas.

tencial

em

zado para visitar a escola e no pós-visi-

fa-

ta mandar um brinde de agradecimento

Ambiente diferenciado – Criar ambien-

para a casa do prospect.

tes decorados, como biblioteca, laboratório

om

o

surgimento de

de

investimento

infraestrutura

e

gestão,

z-se necessário buscar a ex-

de informática, sala de descanso e pátio co-

celência na prestação dos seus serviços. Apresentarei as principais ações para im-

Personalização

plantar uma política que resulte na melhora

queta ou crachá personalizado nos vi-

significativa do desempenho da instituição:

sitantes pelo

Visão

holística:

Os

vínculos

afetivos

para

–

Colocar

que

nome.

todos

Além

uma

os

disso,

eti-

chamem

esta

ação

demonstra preocupação com a segurança.

e a proximidade com os processos redu-

Nomenclaturas ros

o

marketing

–

Usar

para

sem

identificar

exageespa-

ços e atividades já realizadas pela escola há muito tempo. O laboratório se

zem a percepção dos líderes. É neces-

Proporcionar

sário possuir uma visão global da insti-

renciado

tuição, de todos os seus colaboradores e

nado

atividades, que resulte em uma represen-

e com produtos naturais. A cantina da

Premiar os notáveis – Institucionalizar a

tação única da organização. Para atingir

escola pode participar deste projeto.

política de premiar feitos significativos reali-

Autenticidade

sou as expectativas da empresa e dos clientes

e,

–

um Sirva

coffee um

dife-

cardápio

preferencialmente,

sem

refi-

Mas antes realize os seguintes exercícios: a

no

atendimen-

– Proporcionar uma experiência de

merece uma recompensa.

organizacio-

acolhimento em um local decorado, iso-

nal – Nenhuma instituição alcançará a

lado, iluminado, com poltronas, cadeiras

Cuidado com os excessos, a embalagem

excelência

com design diferente e sofás.

não pode ser melhor que o serviço ofe-

sem

cultura

pedagógico em learning for projects.

zados pelos colaboradores. Quem ultrapasto

Incentivar

transformou em labspace e um projeto

frituras

a excelência, sugiro seguir algumas ações.

estar

organizada,

com

gestão de tempo e supervisão constante.

recido. A implantação das sugestões não Uniformes – Saia da mesmice, use a

precisa ser de uma vez. Inicie pelas ações

Incentivar a cultura analítica – Estudar

criatividade desde o porteiro até o cor-

que requerem menos investimento.

detalhadamente todos os dados estatísticos

po

disponíveis em pesquisas e apresentar os

alinhadas com a cultura da empresa.

docente,

com

roupas

que

estejam Engajamento: Fazer com que colabora-

resultados para todos os colaboradores.

dores e alunos tenham o sentimento altruísta, Vivência – Oferecer aos clientes a opor-

consequentemente aumenta a empatia entre

Definir e divulgar a cultura institu-

tunidade de se colocarem no lugar dos

a escola e o cliente, intensifica o valor da

cional – Identificar quais são as principais

alunos por meio de uma aula rápida.

marca e reduz os pedidos de descontos.

características, a essência e as qualidades

Utilize a tecnologia disponível. Trabalho em rede: Aprimorar as es-

que fizeram com que a escola fosse criada

Direcional Escolas - Junho e Julho 2019

berto que foge do convencional.

e ainda permaneça funcionando. Para que

Festas temáticas – Propor encontros e fes-

tratégias

isso ocorra, é preciso definir os valores, o

tas com temas diferenciados e não somente

– manter a individualidade da propos-

propósito e a proposta pedagógica que

nas datas comemorativas convencionais.

ta pedagógica, cultura institucional e re-

norteiam e conduzem a corporação.

novas

escolas

em

rede

gionalização, e promover encontros para Colaboradores

nota

10

– Registrar

Gourmetização: Palavra oriunda do setor

e divulgar a capacitação continuada dos

alimentício, é sinônimo de produtos e serviços

funcionários

Premium, que aumentam seu valor agregado.

do a coordenação assiste a uma aula, o

No caso das escolas, é o equilíbrio entre a qua-

atendimento

lidade do atendimento e os serviços educacio-

e os professores de formações.

como,

por

participa

exemplo, de

discutir

redução

de

custos,

otimização

de recursos e troca de experiências.

quan-

treinamentos,

nais, isto é, a embalagem tem que estar à altura do conteúdo. O cliente novo e as famílias

Estreitar os relacionamentos – Ligar

não devem somente ser atendidos, precisam

periodicamente para os pais e dar boas notí-

passar por uma experiência diferenciada.

das

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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O educador que transforma desafios em conquistas

S

er professor é um trabalho com uma missão muito especial, pois educar os jovens de hoje – os adultos de amanhã – é uma prioridade fundamental para a sociedade como um todo. Porém, isso não significa ser uma tarefa fácil.

O professor precisa procurar equilíbrio entre as diversas exigências dos alunos, pais, da instituição, opiniões externas, programas de ensino, mudanças contínuas, exigências da vida pessoal, entre tantas outras que vão se acumulando e aumentando os desafios.

Direcional Escolas - Junho e Julho 2019

Ensinar não é fácil e todos sabem disso, mas podemos nos concentrar no que cada educador precisa fazer para garantir um ensino de qualidade e contribuir na construção de uma escola que mantém viva seu papel como agente fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Deve-se não só sonhar, mas construir e desenvolver a escola para que seja capaz de fazer os alunos se sentirem bem, permitindo a eles aprender a pensar, estimulando a curiosidade e a perseverança, orientando-os em direção ao futuro. Uma escola que ajude o aluno a ser ele mesmo, a se descobrir e a se realizar nas suas potencialidades, indo em direção aos seus sonhos com coragem e confiança. Uma educação que, além de oferecer a preparação ao aluno para que ele

passe no vestibular, tenha conhecimentos sobre as diversas matérias, se preocupe também com o desenvolvimento humano, para que os jovens se tornem pessoas seguras, com autoestima, com empatia, com capacidade de enfrentar as frustrações e preparados para estabelecer seus projetos pessoais. Para isso, nós, educadores, podemos desenvolver e focar alguns pontos de reflexão e diálogo: • Primeiro oferecer e depois exigir. Oferecemos aos alunos o respeito, a atenção, a coerência e a compreensão. Como educadores, devemos primeiro ganhar a confiança e o respeito das crianças; • Alimentar e manter sua motivação, sua paixão pelo seu trabalho e gostar daquilo que está ensinando; • Entrar na sala de aula sempre com entusiasmo. O entusiasmo é contagiante! Mas fique atento: desânimo e tédio também são; • Faça uma autoavaliação. Atualize-se, leia, estude, troque ideias com colegas;

• Trabalhar as próprias competências socioemocionais é essencial para que se possa viver o próprio poder pessoal e, assim, sermos referência para os alunos; • A aula perfeita é aquela que se constrói junto com os alunos. É um diálogo, não um monólogo. O aprendizado começa com a participação e o envolvimento dos estudantes; • Reconhecer a importância dos aspectos emocionais no aprendizado. A emoção é o que nos move; Um educador deve estar disposto a ver além do que a criança aparenta, desprendendo-se de julgamentos, e ser capaz de ver como única nas suas habilidades e capacidades para ajudá-la a fortalecer sua identidade e autoestima e a manifestar o melhor de si mesma, motivando-a e transmitindo-lhe o mais importante: o desejo de aprender e de se apropriar do direito de escolher o próprio futuro.

O Colunista EDUARDO SHINYASHIKI

• Fazer as crianças sentirem que você quer ajudá-las e que você está interessado nelas; • Mantenha as regras claras e respeite-as;

Palestrante, consultor, escritor, conferencista nacional e internacional e presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki. É Mestre em Neuropsicologia e Liderança Educadora e referência em desenvolvimento das Competências de Liderança e da Performance Humana. Mais informações: www.edushin.com.br

foto cedida pelo colunista

COLUNA / EDUARDO SHINYASHIKI


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COLUNA / Jane Haddad

“Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte” Sigmund Freud

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alar de morte não é algo que agrada os professores – o assunto é quase sempre evitado, já que, na maioria das vezes, as pessoas não sabem como lidar com o enlutado, com a dor e o sentimento de perda. Não é fácil receber a notícia de que “perdemos” alguém que amávamos, porém, todos os dias temos que lidar com essas perdas nas escolas. Recebo inúmeras mensagens de professores e orientadores educacionais me perguntando: Como falar de morte na escola? E sempre respondo: Como vocês lidam com a morte? E completo: A morte é a única certeza que temos na vida e a única coisa que negamos o tempo todo. Morrese todos os dias, a morte é um encontro sem hora marcada e não podemos negar esse tema nas escolas. Abrir espaço para falar sobre o tema pode ajudar crianças e adultos a passar pela dor da perda. A perda e seu processo de luto pertencem à condição humana, ou seja, basta estar vivo para poder morrer. Sem contar que hoje, em nosso mundo contemporâneo líquido (como diz o sociólogo Bauman), a violência é mais presente na sociedade e consequentemente nas nossas escolas. Conhecemos diversos casos de pessoas que saem de suas casas e jamais retornam, seja por um assalto, acidente, infarto e até mesmo massacres... Ela está presente em toda privação, nas rupturas matrimoniais, nos rompimentos com amigos, na mudança para outro país e até na mudança de escola. Portanto, o assunto deve ser discutido na escola e fazer parte dos nossos currículos. A BNCC, em suas entrelinhas, nos sinaliza a importância de educarmos as crianças para as perdas como ciclo da vida. Se pararmos para refletir sobre as habilidades socioemocionais, elas nos colocam em posição de reconhecimento de nossas emoções – sejam elas frustrantes ou não – e teremos que encontrar uma forma em lidar com cada uma delas. Como acolher quem passa por uma

perda súbita, como a que vimos no massacre de Suzano? A morte é parte VIVA da vida, pensar e sentir sobre a morte não é algo fácil e nem prazeroso, porém necessário. Trabalhei por anos diretamente em sala de aula e em Coordenação, onde pude vivenciar perdas de crianças, pais e professores, jamais esperadas pela lei natural. Desde aquela época, me sentia tocada pelo assunto e ao mesmo tempo sem muitos recursos para falar sobre o tema. Foi quando comecei a estudar formas de “provocar” o debate, primeiro entre meus pares para depois construir um projeto que se chamava: TECENDO MEUS PONTOS DE DOR, onde trazíamos músicas, poemas e textos sobre perdas, lutos e saudade. Uma vez por semana sentávamos em roda, sem pressa, entregues a um tempo com o tempo, e cada um de nós trazia seus retalhos, tesouras, agulhas, canetinhas... e tecíamos nossos pedaços, falando, contando de nossas experiências, juntando e experimentando o que nos tocava. O projeto foi tocante e mudou a forma de lidarmos com o luto. Saíamos de lá sensibilizados com nossas vivências, o que nos mobilizava a levar as experiências para nossas salas de aula. Sempre tecíamos algumas questões, como: Você quer falar sobre isso? Quer que eu converse com seus colegas? Quando a criança “enlutada” pede que a turma seja comunicada, lá vamos nós, uma roda com as crianças onde a palavra era o ponto de partida e aos poucos as conversas e cantigas sobre a dor (que sentiam, logo aparecia). A dor nos aproxima de algo que não aprendemos colocar em palavras, mas podemos experimentar! Gosto muito de trabalhar com os professores a obra de Elizabeth Kubler Ross , considerada uma pioneira nos estudos sobre a morte e o morrer, onde ela apresenta em seus estudos o luto em cinco fases, que não necessariamente ocorrem em sequência. Para a autora, essas etapas seriam: nega-

ção, raiva, barganha, depressão e aceitação. Elas indicam uma evolução da maturidade de lidar com a morte, e temos que aprender com quem sofre, além de considerar que o luto é como se fosse uma existência à parte: quando a vida de todos à volta parece continuar, a do enlutado parece estar em outra frequência, o tempo parece girar ao contrário, em câmera lenta. Isso é real, a dor de cada um, por isso a importância de falar e ser escutado. Elizabeth enfatiza muito a ideia de processo, um processo necessário que ninguém poderá fugir. O luto tece pedaço por pedaço de sonhos perdidos, histórias interrompidas e possibilidades de uma costura que borde as bordas de uma ausência. As escolas podem construir um espaço que legitime o luto como um recurso de saúde não só para o enlutado, mas também para os que convivem com ele. O processo de luto (bem elaborado) devolve ao enlutado a chance de reconstruir sua história e ressignificar sua dor. Acolher perdas importantes nos ensina a falar e expressar sobre a vida, sobre o tempo e sobre a urgência de abrirmos espaços de ESCUTA. Afinal, a vida é apenas uma sucessão de começos e fins. Experimentem TECER O LUTO DE CADA DIA!

A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).

E-mail: janepati@terra.com.br

foto cedida pela colunista

LUTO: UM TRABALHO DE TECER


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COLUNA / Ana Paula Siqueira

crianças na escola

O

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conflito de personalidades, as disputas de propriedade e os desentendimentos naturais muitas vezes culminam em desentendimentos, que por vezes acabam com troca de socos, chutes, pontapés e uma dose assoberbada de palavras de baixo calão. É importante que o educador saiba a diferença entre um desentendimento pontual e os casos de bullying, sendo certo que em todas as hipóteses, medidas de cunho sociopedagógicas precisam ser tomadas e, dependendo da gravidade do caso, é necessária a intervenção jurídica de advogados para evitar que o conflito seja judicializado. Ao saber que o filho ou filha está brigando no colégio, muitos pais assumem uma postura reativa e altamente agressiva contra os professores, coordenadores, orientadores e direção. A consequência vem na forma de ofensas em redes sociais, xingamentos nos malfadados grupos de mães do WhatsApp e reuniões intermináveis e exaustivas com a equipe pedagógica. Ao final, essas ações somente inflamarão ainda mais a situação no âmbito escolar. Para romper com esse ciclo – no qual vem à tona comportamentos como ódio e negação – o ideal é a instituição adotar previamente um protocolo depois da gestão inicial do conflito. Independente da aplicação de penalidades pelo fato em si, o recomendável

é dialogar, conversar com as crianças, antes de tudo, para entender o motivo pelo qual estão brigando. A intenção não é condenar como agressor ou ré, mas, sim, compreender o que a fez pensar que a briga era o melhor — ou único — caminho a ser seguido. A escola precisa criar um canal de diálogo em que o aluno se sinta seguro para dizer, de fato, o que aconteceu para motivar essa situação. A partir do momento que a escola entendeu a causa da briga, chega o momento de buscar soluções. Se foi verificado que se trata de caso de bullying, é importante que os trabalhos pedagógicos e jurídicos comecem imediatamente, sob pena de violar a lei 13.185/15 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, artigo 12, incisos IX e X. Em outros casos, o aluno pode estar apenas passando por um momento difícil, como luto, separação judicial dos pais ou mudança de residência, fatos que notoriamente aumentam a agressividade, especialmente nos adolescentes. Como solução, é possível investir em atividades extracurriculares, como as artes dramáticas, para que o jovem possa extravasar a tensão de forma lúdica. Mais do que punir, o colégio tem como papel a socialização dos alunos. No contexto atual, há desafio a ser enfrentado em muitos ambientes educacionais. Os educadores têm que ajudar a transformar comportamentos agressivos com a participação dos pais. E

estes, infelizmente, antes de serem vistos como omissos, devem ser aceitos como pessoas absurdamente envoltas na sobrevivência cotidiana. De toda forma, a mediação de conflitos escolares aparece como uma ferramenta para promover a resolução de desentendimentos; esse instrumento é importante para que a convivência no ambiente educacional seja tranquila e isso se reflita nas famílias e em toda a comunidade escolar. Diante desse quadro, é possível recorrer aos apoios psicológico e jurídico, para que possam ser aplicadas técnicas de mediação de conflitos escolares e justiça restaurativa. Reforçar valores institucionais e familiares a partir do diálogo é um exercício importante na educação dos jovens para que compreendam, com o tempo, sobre a importância do diálogo. Ao tratar a causa do problema e ao trabalhar pedagogicamente com a questão do conflito, diminuem as chances de que o evento se repita dentro e fora do estabelecimento de ensino.

A Colunista Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita Advogada, sócia fundadora de SLM Advogados, professora Mestre Pela PUC/SP e especialista em Direito e Educação Digital

foto cedida pela colunista

Como lidar com brigas de


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Especial Transformando a Educação Bett Educar 2019 promoveu palestras inspiradoras, estratégias em inovação, conhecimentos variados e soluções para o cotidiano escolar Por Rafael Pinheiro/Fotos Bett Educar-Divulgação

Refletir e compreender as problematizações que cercam todas as funções do desenvolvimento educacional é o ponto de partida para uma educação de qualidade, compatível com requisitos contemporâneos e anseio por uma transformação significativa. Nessa perspectiva, a Bett Brasil Educar 2019 agregou, durante os quatro dias de evento, experiências diversas, imersão de conhecimento, estratégias para inovação e soluções tecnológicas

A

ideia de transformação ganhou novas – e instigantes – roupagens na atualidade. E, de certa maneira, evocar uma ação transformadora tornou lugar de destaque em todas as nossas vivências, experiências e relações pessoais, profissionais e educacionais. Nesse processo de mutações que atravessamos, novos olhares para o fazer educacional reflete em debates, estudos, capacitações, trocas de experiências, além de trilhar outros caminhos para alcançar a excelência educacional.

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Localizado na região sul da capital paulista, o Transamerica Expo Center recebeu, entre os dias 14 e 17 de maio, a Bett Educar 2019. O evento, que chegou à sua 26ª edição, é considerado o maior evento de educação e tecnologia da América Latina. Com parceria global da Microsoft e parte do portfólio da ITE Group plc, a Bett Educar reuniu mais de 250 marcas nacionais e internacionais, e cerca de 20 startups, que exibiram novidades em soluções, serviços e equipamentos para gestores escolares. Além

Maria Alice Carraturi, curadora de conteúdo

da área de expositores, o Congresso Bett Educar discutiu, através de uma extensa agenda de palestras, a educação que o Brasil precisa. Os números oficiais do evento demonstraram dados significativos com relação ao público: Neste ano, a Bett Brasil recebeu mais de 30 mil visitantes, um crescimento de 37% em relação à edição de 2018, que chegou a 22 mil. Os congressistas, nesta edição, chegaram a 6.888, um crescimento de 25% em relação à edição anterior, que teve 5.447. Já os participantes do Fórum de Gestores, chegaram a 810, um crescimento de 60% em relação à edição passada, que teve 507. Além de ter, ao todo, 21 países representados. “Nesta edição da Bett Educar ficou mais uma vez evidente a importância que o evento tem ao criar um cenário exclusivo para a discussão sobre a educação de que o Brasil precisa”, ressalta Cláudia Valério, Diretora da Bett Educar. Confrontando o quão pouco uniforme é a realidade da aprendizagem no nosso País, conta a diretora, o evento apresentou “caminhos para mitigar esses contrastes oferecendo soluções de tecnologia e serviços capazes de revolucionar, como o ensino. Esta missão, a de colaborar com o presente e com o futuro da educação, nos motiva a planejar uma Bett Educar ainda mais próspera para 2020”. Aliando tecnologia e inovação, a Bett Educar reiterou o seu compromisso com a Educação – promovendo uma imersão de conhecimento, reunindo especialistas renomados do setor, propiciando ambientes específicos para discutir estratégias em inovação, conhecimento de soluções tecno-

26ª Bett Educar lógicas, além de um panorama diverso para adaptar o ensino às projeções futuras. “A Bett Brasil é a segunda mais importante em termos de tamanho e audiência”, afirmou em entrevista José Papa Neto, Chairman Global da Bett. Para ele, a plataforma Bett se insere em um importante contexto atual, mostrando e engajando dentro do panorama educacional um propósito em comum: a evolução do pensamento linear ao pensamento exponencial.

José Papa Neto, Chairman Global da Bett “A tecnologia está criando uma disrupção total em todas as áreas da condição humana e a educação é o primeiro passo dessa mudança. As escolas, os sistemas de ensino e os processos pedagógicos estão sendo transformados radicalmente. Enquanto, historicamente, você tinha um engajamento passivo nas escolas, a tecnologia faz o oposto, ela traz um engajamento com desafios e interações”, reflete José Papa. CONTEÚDO SOB NOVA DIREÇÃO Uma das mudanças da edição 2019 da Bett Brasil Educar ocorreu em seu corpo institucio-


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Durante a cerimônia de abertura, que ocorreu no primeiro dia do evento (14), a diretora de conteúdo ressaltou a Bett como um amplo espaço de encontro para o debate acerca da educação que o Brasil necessita. “Esse é um tema urgente e a nossa ideia é construir juntos novas perspectivas para transformar o ensino e garantir a aprendizagem dessa futura geração que está nas escolas, assim como preparar esses jovens para um novo mercado de trabalho no ensino superior”. Através desse propósito, as palestras que ocorreram ao longo dos quatro dias de evento, abarcaram temas divididos em cinco eixos centrais: Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Reforma do Ensino Médio, Formação de Professores, Inclusão, Práticas de Sala de Aula e Gestão. Os macrotemas em destaque incluíram assuntos atuais, como a gestão de escolas dos novos tempos; a neurociência como aliada na aprendizagem; o pensamento computacional, tecnologia e cultura digital nos currículos de educação básica e como atrair e formar os jovens para as ciências da natureza. “Construir esse Congresso foi um grande desafio, mas trouxemos pesquisadores nacionais e internacionais com grandes experiências em sala de aula e nas universidades, para que todos saiam do evento transformados. O conteúdo do Congresso foi pensado para esses professores transformadores, que querem aperfeiçoar a sua prática de ensino”, completou Carraturi. Além do Congresso, a grade de conteúdo da Bett Educar apresentou o Fórum de Gestores, voltado para os mantenedores de unidades escolares e de ensino superior. Neste espaço, as palestras abordaram questões que incluem aspectos políticos, econômico-financeiros, marco regulatório e outras questões legais, bem como a transformação digital das instituições, dos modelos de formação e da adaptação do ensino e aprendizagem ao mundo de hoje e do futuro.

senvolvam variadas competências”, destacou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, durante abertura oficial do evento. Pontes destacou a importância do evento para o estímulo à inovação desde a educação de base e se comprometeu a lutar pela manutenção dos investimentos em pesquisas por parte do Governo Federal, citando projetos como “Ciência na Escola” voltado para o Ensino Fundamental. Durante a cerimônia de abertura, que reuniu mais de 300 profissionais da educação, o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, destacou o foco dos seus projetos voltados à inovação. “Acabamos de lançar o Inova Educação, que trará projeto de vida para os alunos e vamos apoiá-los para trilhar este caminho. Estamos levando tecnologia para a grade curricular de todas as escolas. É o maior projeto de inclusão deste modelo no Brasil. São mais de 2 milhões de alunos impactados”, anunciou o secretário. Segundo Rossieli, o Inova Educação estará disponível para toda a comunidade escolar a partir do próximo ano. Participaram da mesa de abertura: o presidente do Conselho Nacional de Educação, Luiz Roberto Liza Curi; a secretária de Desenvolvimento e Trabalho de São Paulo, Aline Cardoso; o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação de São Paulo, Luiz Miguel Martins; a presidenta do projeto “Todos pela Educação”, Priscila Cruz; o vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, José Augusto de Mattos Lourenço; a vice-presidente da Federação Nacional dos Escolas, Amábile Pacios; e o chairman global da Bett Educar, José Papa Neto. NATIVOS DIGITAIS O economista e consultor financeiro e de investimentos, Ricardo Amorim, ressaltou, durante

ESTÍMULO À INOVAÇÃO “Nossa maior preocupação é a formação dos jovens por meio da tecnologia, para que de-

Ricardo Amorim

Marcos Pontes, Ministro de Ciência e Tecnologia sua fala no Fórum de Gestores no segundo dia de evento (15), a potência da tecnologia em transformar os padrões de comportamento e os modelos de negócio. “A nova geração é nativa digital e, para essa geração, o padrão é tela touchscreen. Precisamos preparar as pessoas para esse mundo tecnológico que cresce exponencialmente em todos os setores”, destacou. Segundo o economista, é necessário compreender, primeiramente, como a transformação digital altera o que nós fazemos cotidianamente e como ela pode ser usada para melhor. “Na educação, em especial, nós temos inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual para melhorar o processo de educação, entre tantas outras ferramentas digitais. O digital cria a chance de tratar as pessoas de forma individualizada e a inteligência artificial pode ajudar nesse processo. E, cada vez mais, essas ferramentas serão utilizadas no cotidiano escolar”. Assim, nessa perspectiva, a educação se coloca em um olhar mais amplo, transcendendo a ideia de educar para a informação e focar, também, no desenvolvimento de habilidades já que, em um futuro próximo, com as demandas sociais pautadas pela tecnologia, diversas áreas sofrerão mudanças, como o mercado de trabalho e a própria educação. “Precisamos focar no desenvolvimento de habilidades, pois não sabemos como o mundo se tornará com tantas mudanças”, destacou Amorim. Nesse ponto, o economista elencou algumas características que podem auxiliar nesse processo de transformação: estimular a criatividade; ter mais empatia pelo outro; enfatizar as diversas formas de comunicação; trabalhar a resiliência; desenvolver atitudes empreendedoras, de se responsabilizar e enfocar no trabalho em grupo. “E ter em mente, de maneira muito clara, que o incentivo para a inovação,

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nal: Maria Alice Carraturi assumiu a área de direção de conteúdo do evento. Com vasta experiência na gestão da educação, Maria Alice é ex-diretora de formação de profissionais da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) e organizadora da Base Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, que está no Conselho Nacional de Educação.


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“Precisamos entender a cultura da nossa escola”, disse Miguel Thompson, do Instituto Singularidades

sentou o seu Programa de Aprendizagem Criativa, que explora ferramentas como storytelling, design thinking e maker (atividades mão na massa), e que sua abordagem está totalmente integrada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). De modo geral, o programa apresentado consiste em: criar um espaço de aprendizagem que promove a criatividade das crianças, a partir de atividades integradas aos conteúdos curriculares; capacitar a equipe pedagógica da escola; e utilizar os conceitos de aprendizagem criativa para produção de micromundos temáticos, que são ambientes riquíssimos de construção e exploração.

de pensar e fazer as coisas de maneiras diferentes, é um ponto importante para trilhar os ÁREA DE EXPOSIÇÃO caminhos para o futuro”, enfatizou. Nesta edição do evento, mais de 250 marcas nacionais e internacionais, e cerca de 20 starAPRENDIZAGEM CRIATIVA tups trouxeram novidades em soluções, serviPesquisas internacionais já apontam a criativi- ços e equipamentos para gestores escolares. dade como uma competência importante para As empresas apresentaram inovações focadas os desafios do futuro. Especialistas na área de em sistemas de ensino, educação digital, robóeducação estão em busca de soluções inova- tica, programas de bilinguismo, metodologias doras que irão preparar as crianças a partir ativas, além de soluções para a gestão finande habilidades e competências fundamentais, ceira de escolas e outras ferramentas para como a capacidade de resolução de proble- auxiliar na aprendizagem e na experiência do mas complexos. Nesse cenário, a Faber-Cas- aluno em sala de aula. Destacamos, abaixo, tell identificou a oportunidade de ajudar pais, algumas marcas expositoras:

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professores e escolas a alavancar o potencial criativo das crianças: em 2017, criou seu Programa de Aprendizagem Criativa, uma iniciativa pioneira desenvolvida em parceria com o pesquisador Leo Burd, do MIT Media Lab, que já está em prática em escolas no Brasil. “Estamos passando por um momento bem importante na nossa história”, disse Leo Burd em entrevista durante o evento. “Vivemos em um mundo em que a transformação é muito constante e imprevisível. Então, cada vez mais, é importante que haja criatividade, que os estudantes saibam utilizar os materiais disponíveis de maneiras diferentes, que exista colaboração entre alunos para a construção de coisas mais complexas e, pra formar esse tipo de pessoa, o modelo educacional vigente não é mais adequado”. Segundo o pesquisador, precisamos incentivar todo o sistema escolar para a aprendizagem criativa – e, consequentemente, em sua produção de sentido. Criando, assim, espaços em que estudantes de várias idades tenham a oportunidade de experimentações variadas, interagindo com diversos materiais, colaborando com os colegas, “e é isso que vai ajudar a transformar o nosso mundo em algo melhor para todos”. Durante a Bett Educar, a Faber-Castell apre-

Sistemas de Ensino: A FTD Educação destacou seu conceito 360º, com produtos e serviços educacionais que vão de sistemas de ensino e livros didáticos/paradidáticos/literatura a serviços de formação de gestores e educadores; O SAS Plataforma de Educação lançou o +Atitude, ferramenta didática que incentiva, em sala de aula, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais; O Sistema Poliedro apresentou os novos recursos da plataforma P+, que oferece um plano “Ser professor de Educação Infantil, para mim, foi uma escolha de Deus”, disse o palestrante Celso Antunes

Leo Fraiman abordou as competências socioemocionais em palestra de estudos com base na performance individualizada e pode ser acessado de qualquer dispositivo com acesso à internet. Bilíngue: A Cultura Inglesa destacou, entre outros produtos, o programa Cultura Inglesa High School de dupla certificação do ensino médio. A proposta é que as escolas proporcionem aos estudantes cursar o High School simultaneamente ao ensino médio nacional e os alunos garantem dois diplomas, um brasileiro e outro norte-americano; O Grupo UNIP-Objetivo apresentou uma apostila “viva” de inglês batizada de “Objetivo Talks”; O Pueri Bilíngue destacou seu sistema de ensino que integra a grade curricular à plataforma bilíngue. Tecnologia: A Viamaker Education destacou o programa de Robótica Educacional Astromaker que traz tecnologias como realidade aumentada e virtual, atividades extraclasse e versão em inglês; A MundoMaker apresentou os cursos e workshops com aulas interdisciplinares de construções práticas inspiradas na cultura maker para crianças e jovens; CodeBuddy Schools lançou uma plataforma de ensino híbrido para inserir a aprendizagem de programação e da robótica na grade curricular das escolas; a XD Education apresentou a Robogarden, plataforma que permite ao aluno aprender codificação e programação. Este ano, a Bett Educar também inaugurou, em parceria com o Hub Educacional, a Innovation Village, um espaço interativo de experimentação e inovação. A área gratuita de mais de 1000 m² contou com diversas iniciativas de educação, criatividade e tecnologia. Já na Arena Startups, os educadores tiveram a oportunidade de conhecer o LEGO® Education Experience, que trouxe dinâmicas hands-on de metodologias realizadas com os famosos blocos LEGO®, e acesso a um auditório aberto de palestras com speakers nacionais e internacionais.


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20 a Bett Educar, que contribui significativamente para a educação brasileira”, afirma Alex Santos, diretor da revista. Destinada aos/as gestores/as, mantenedores/as, diretores/as e demais envolvidos na gestão escolar, a publicação possui uma tiragem de 20.000 exemplares/mês impressos distribuídos gratuitamente às escolas. “Além de temos algo em torno de 70.000 diretores por mês recebendo todo nosso conteúdo através dos nossos canais digitais”, complementa Alex.

ILHA DIRECIONAL ESCOLAS

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Completando 15 anos de existência no mercado de gestão escolar, a revista Direcional Escolas esteve presente em mais uma edição da Bett Brasil Educar. Com 70 m², a ilha da revista reuniu, ao longo dos quatro dias do evento, trocas de experiências e interações com o público. “A revista se mantém consolidada dentro de um ambiente educacional cada vez mais tecnológico. Ficamos honrados em participar de um evento tão grande como

Assim, a relação intrínseca entre Direcional Escolas e Bett Educar sinaliza uma característica em comum: a discussão e reflexão acerca da pluralidade atual no âmbito educacional. Além da cobertura jornalística e da extensa produção de conteúdo durante os dias do evento, a ilha Direcional Escolas reuniu, em seu espaço, seis empresas-parceiras anunciantes com o intuito de fomentar as diversas propostas e soluções para o cotidiano escolar, como: Dupay (hub financeiro que traz inovações para pagamentos, recebimentos, cobranças, faturas, transferências e administração de vendas de serviços e produtos); Dedo

Brinquedo (empresa com 15 anos de experiência no mercado de brinquedos para diversos segmentos); Learning Fun (franquia especializada no ensino bilíngue com metodologia e material didático próprios com fundamento na Teoria das Inteligências Múltiplas); Metadil (desenvolve e fabrica móveis de alta qualidade para o segmento educacional); New Quadras (empresa que vende e instala o mais moderno piso modular esportivo plástico fabricado no Brasil, indoor ou outdoor); P.A.E.S Programa Aluno e Escolas Seguros (sistema que certifica as escolas que cumprem as obrigações legais de não expor os alunos a riscos).

SAIBA MAIS Para saber mais sobre o evento, confira postagens, entrevistas e materiais exclusivos disponíveis em nossas redes sociais – no Instagram (www. instagram.com/direcionalescolas) e no Facebook (www.facebook.com/ DirecionalEscolas) da Direcional Escolas! A próxima edição da Bett Brasil Educar ocorrerá entre os dias 12 e 15 de maio de 2020 no Transamerica Expo Center (SP).


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Imagem: Plush Design Studio

Dica: agenda digital

Comunicação dinâmica

A

atualidade nos mostra que estamos, cada vez mais, conectados em diversas (e múltiplas) redes, plataformas e ferramentas digitais. Essa ascensão tecnológica, que ganhou notoriedade nos últimos anos, alterou aspectos significativos das esferas sociais, como também as relações pessoais e profissionais, além de integrar, em todo o processo educacional, ferramentas e aplicativos que facilitam a dinâmica entre pais/responsáveis, estudantes e instituição escolar.

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“O uso da tecnologia na educação não é uma tendência, já é uma realidade. Ela está presente em todas as esferas da sociedade, e também nas escolas”, afirma Arno Krug, CEO da Maple Bear. De acordo com o executivo, o uso da tecnologia traz grandes vantagens no ambiente escolar e a “grande questão é a utilização da tecnologia como uma facilitadora que faça sentido” para a instituição. Dentre as várias opções de soluções digitais criadas para o universo escolar, destacamos o crescimento de usuários de agendas digitais, que integra, de certa forma, todas as atividades diárias dos estudantes (faltas, notas, relatórios, notificações, boletim, etc.) disponíveis aos pais/responsáveis, auxiliando, também, na aproximação entre família e escola. “A principal vantagem é a de melhorar a comunicação entre a escola e os pais”, ressalta Krug. “Várias escolas Maple Bear utilizam agenda digital e gostam muito dos resultados, porque a agenda traz uma visibilidade para os pais das atividades e tudo que acontece com seu filho enquan-

to ele está na escola. Com o tempo cada vez mais escasso, essa proximidade traz mais segurança para os pais, e o acompanhamento em tempo real das atividades dentro da escola”, complementa. Pensando no dinamismo proposto pela tecnologia, Beto Silveira, diretor e fundador do Colégio Brasil Canadá – Educação Bilíngue, nos conta que desde 2011 o colégio utiliza alguns aparatos tecnológicos. “A tecnologia é algo que não dá para remar contra, mas ao mesmo tempo é importante saber como utilizá-la”. Já o aplicativo de agenda digital é utilizado há cinco anos pelo colégio e, na visão do diretor, a ferramenta contribui para a sustentabilidade, além de integrar todas as informações do cotidiano escolar em uma única ferramenta. “Atualmente não faz o menor sentido usar papel para enviar uma circular, por exemplo. Outro ponto é que no digital as informações estão no aplicativo. Antes, no papel, acontecia de os pais esquecerem de colocar a agenda na mochila do filho”, ressalta. Para ele, o processo educacional torna-se, assim, mais dinâmico. “Quando os pais olham aquela tag vermelha no aplicativo, indicando algo novo, eles visualizam a notificação. No modelo antigo, se eles não abrissem a mochila, a informação passava despercebida”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS

Arno Krug redacao@markable.com.br Beto Silveira colegiobc@colegiobrasilcanada.com.br


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Imagem: Bambi Corro

Dica: playgrounds

M

Atividade física e Diversão ovimento, interação, desen-

Colégio Palmares, por exemplo, o playgrou-

volvimento, diversão. Todas

nd é utilizado como um espaço de aprendi-

essas características são facil-

zado tanto da disciplina de Educação Física

mente encontradas em diver-

quanto dos projetos interdisciplinares do

sas escalas da composição escolar – da edu-

Integrale (opção do período do contra turno

cação infantil ao ensino médio. Diariamente,

da escola), sendo um instrumento de grande

como em um conjunto fluido, as instituições de

valia no desenvolvimento global da criança

ensino interligam diversos saberes, tanto em

(físico, socioemocional e cognitivo).

metodologias ativas em salas de aula como em atividades de descontração em áreas

“Pensando especificamente nos objetivos do

externas, como espaços com playgrounds.

desenvolvimento motor, o playground permite o progresso das capacidades físicas (re-

“O movimento é o elemento fundamental

sistência, força, agilidade) e habilidades psi-

para o processo de aprendizagem e desen-

comotoras (equilíbrio, coordenação motora

volvimento da criança”, afirmam os profes-

fina, coordenação motora global, lateralida-

sores de Educação Física, Leandro Alves e

de, consciência corporal, orientação espacial

Rodrigo Ferreira, do Colégio Palmares (SP).

e temporal)”, contam os professores.

“Valorizamos a atividade física como uma das principais ferramentas para o benefício

Para complementar essa ideia, a direto-

da saúde, tendo em vista que, nos dias de

ra pedagógica Fabiana Zaparotti Bueno,

hoje, com o avanço da tecnologia nossos

do Colégio Brasil Canadá (Unidade São

alunos praticam cada vez menos atividades

Caetano do Sul/SP), acredita que “as ativida-

de forma natural, mudando os hábitos rela-

des físicas contribuem para a aprendizagem

cionados ao movimento e diminuindo as po-

dos nossos alunos, melhorando a capacida-

tencialidades físicas do corpo”.

de de concentração, fixação de conteúdo,

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raciocínio lógico e memória”. Assim, conta De acordo com os professores, o desenvolvi-

a diretora, o colégio realiza algumas ativi-

mento motor contribui para inúmeros benefí-

dades nos playgrounds, como corrida, yoga,

cios no desenvolvimento emocional e social

brincadeiras com bolas, caminhada, circui-

dos estudantes, como aprimoramento da

tos, danças, ginástica, atividades de circo,

integração e sociabilidade; inclusão social;

entre outros. “Toda atividade física é englo-

aperfeiçoamento do raciocínio lógico, cria-

bada por qualquer movimento corporal com

tividade e resolução de problemas; empatia;

gasto energético e é muito prazeroso, princi-

respeito às regras e ao próximo; favorecimen-

palmente para crianças”, finaliza. (RP)

to da autoestima, da autonomia e responsabilidade. “Entendemos que o desenvolvimento motor é imprescindível para promover a aprendizagem do aluno”, ressaltam. Assim, na atualidade, é possível localizar atividades

SAIBA MAIS Fabiana Zaparotti Bueno scs.pedagogico@colegiobrasilcanada.com.br

realizadas em espaços externos, como em playgrounds, que aliam desenvolvimento motor, aprendizagem e momentos lúdicos. No

Leandro Alves e Rodrigo Ferreira comunicacao@colegiopalmares.com.br


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Imagem: Paul Green

Dica: acessibilidade

Escola acessível para todos

N

o processo educacional, obtendo a máxima de que todos e todas possuem um direito inalienável à educação, (re) modulações ganham notoriedade em todos os mecanismos de ensino – desde espaço físico a métodos pedagógicos – com o intuito de orientar transformações, de fato, em sistemas educacionais inclusivos, registrando, dessa forma, uma evolução no acesso concreto e total ao ensino.

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No âmbito escolar, considerado um potente espaço de socialização, desenvolvimento e aprendizado, a arquitetura contemporânea trabalha para adaptar uma escola para todos e todas – com e sem deficiência – a partir dos parâmetros da acessibilidade. Além da preocupação com as modalidades pedagógicas e os modelos que serão adotados em diversas disciplinas; além dos passeios externos, dos cursos extracurriculares, das reuniões de classe e das avaliações no final de cada período, há uma necessidade urgente que deve ser lembrada e debatida: o acesso à escola. Flávia Albaine, Defensora Pública de RO e criadora do projeto “Juntos pela Inclusão Social”, acredita que a escola deve estar preparada para receber todos os alunos, respeitando as características de cada um e preparando-os para se tornarem cidadãos. “É necessário, também, promover uma efetiva inclusão desses alunos, adaptando os métodos pedagógicos para que o conteúdo programático seja repassado de forma eficaz também para os alunos com deficiência, assim como promover o respeito à diversidade dentro do ambiente escolar”, reflete a defensora.

De acordo com Flávia, uma escola sem acessibilidade é uma escola obsoleta, que não respeita os princípios da pedagogia moderna inclusiva. “Ademais, é uma escola que deixa de observar diversas legislações, tais como a Lei Brasileira de Inclusão, a Lei de Acessibilidade, dentre outras, o que pode fazer com que seja alvo de demandas judiciais para a observância de tais normas”. Para o/a gestor/a que deseja realizar mudanças na instituição (reestruturação física, eliminação de barreiras arquitetônicas, inserção de recursos e de tecnologias assistidas) e contratar empresas especializadas em acessibilidade educacional, Lívia Longhi Mussi, diretora pedagógica do Colégio Sussurana (SP), indica: “É preciso observar a necessidade da comunidade escolar para, assim, poder adaptar não só o ambiente, mas sim uma rotina escolar qualitativa para os alunos. Os riscos de uma escola que não é acessível para todos são de acidentes e, o maior de todos, a exclusão dos alunos, que serão privados de efetuarem todas as atividades oferecidas por não ter como se locomoverem”. “É de extrema importância que todos os materiais pedagógicos juntamente com os ambientes da escola estejam adaptados, pois trabalhamos a multidisciplinariedade estabelecendo contato com saberes diferentes”, finaliza a diretora. (RP)

SAIBA MAIS Flávia Albaine flavia.albaine@defensoria.ro.def.br Lívia Longhi Mussi colegiosussurana@gmail.com


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Acessรณrios (Bebedouros, Brinquedos, Lixeiras, Ventiladores, Uniformes), Alambrados e redes, Assessoria Esportiva, Brindes


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Brindes, cadeira anti refluxo, Cortinas, Fachadas e Letreiros, Persianas, Pisos


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Elevadores (acessibilidade), Pisos, Mรณveis


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32 grama sintĂŠtica, Playgrounds


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Playgrounds

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Plano de Saúde, Protetor de colunas, Tecnologia e consultoria em TI, Terceirização de Serviços, Toldos e Coberturas, Treinamento


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Edição 149 – Junho e Julho/19 by Revista Direcional Escolas - Issuu