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Edição 146 – Março/19

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Edição nº 146 A Revista do Gestor Escolar

ano 15 | Março 2019 www.direcionalescolas.com.br


Editorial Empoderamento na educação Gestoras, Diretoras, Mantenedoras, Coordenadoras, Educadoras. Todas essas profissões aqui indicadas compõem o mesmo eixo de ligação: são funções ocupadas por mulheres. Múltiplas (e potentes) são as faces da mulher brasileira na atualidade que ocupa, cada vez mais, espaços, cargos e territórios nas diversas áreas sociais – inclusive no âmbito educacional. Sob uma ótica histórica, observamos densos movimentos sociais pela equidade de gênero, marcado por reivindicação de direitos, autonomia sobre o próprio corpo, lutas cotidianas, organizações, ativismos e marcações que evidenciam bens essenciais de vivências para meninas e mulheres em todo o planeta. Dessa forma, é preciso recordar e reafirmar, não somente no mês de março (ou, especificamente, no dia 08 de março) que o processo de desenvolvimento social-cultural instituído para as mulheres denota uma distinção explícita (econômica, social, racial e sexual), bem como a negação de direitos e possibilidade de igualdade, rejeitando autonomias e fomentando discursos que descaracterizam as potências e os trabalhos das mulheres. Como escreve a ONU Mulheres (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, criada em 2010), “a igualdade de gênero não é apenas um direito humano básico, mas a sua concretização tem enormes implicações socioeconômicas. Empoderar a mulher impulsiona economias mais prósperas, estimulando a produtividade e o crescimento”. Nesse sentido, pensando no empoderamento feminino voltado para a

educação, nós, da revista Direcional Escolas, estamos em festa: neste mês de março de 2019 comemoramos 2 anos de vida de nosso blog intitulado “Empoderadas na Gestão”. Este blog temático reúne reflexões de gestoras, diretoras, coordenadoras, mantenedoras e especialistas em educação que compartilham dados, materiais interessantes, experiências, estudos, matérias especiais, dicas e conhecimentos que atravessam todas as áreas da educação – do ensino infantil ao estudo acadêmico. Nosso projeto também segue um modelo colaborativo, pois acreditamos que a luta feminina pelos espaços é uma tarefa diária e merece ser dividido – principalmente no processo primordial da construção pessoal e social: a educação. E, para nós, toda contribuição é sempre bem-vinda! Acesse e saiba mais: https://empoderadasnagestao.wordpress.com Participe. Compartilhe. Empodere-se!

Rafael Pinheiro

Jornalista Responsável


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Nesta Edição: 08 10

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Especial Digital

Lousas digitais e as novas dinâmicas de ensino

Coluna - Jane Haddad Educar: uma aposta humana que leva tempo

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Educação financeira: administração dos rendimentos, consumo consciente e gestão de gastos nas escolas

Coluna - Christian Coelho

Cultura analítica: como alcançar as metas e objetivos necessários para o crescimento sustentável

Conversa Com o Gestor:

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Dica: Bebedouros e Filtros Água com qualidade nas escolas

Coluna - Elisabete da Cruz Elaboração de projeto pedagógico

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A escolha do piso ideal

Coluna - Ana Paula Siqueira Justiça faz corporações da internet pagarem por isenções em casos de “nudes”

Dica: Pisos

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Fique de Olho

Direcional Escolas - Março 2019

Segurança escolar em foco


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EXPEDIENTE Diretores Alex Santos & Paula De Pierro Público Diretores e Compradores Periodicidade: Mensal exceto Junho / Julho e Dezembro / Janeiro

A Revista do Gestor Escolar

Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável Rafael Pinheiro | MTB 0076782/SP

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Circulação São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Cultura Analítica: Como alcançar as metas e objetivos necessários para o crescimento sustentável

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m uma época em que as escolas oferecem serviços semelhantes – e com difícil percepção de diferencial – devemos chegar ao limite da excelência na prestação dos serviços. Por isso, é importante saber o que os alunos e familiares querem, que valores estão dispostos a pagar, se conseguem identificar os diferenciais, qual a produtividade da equipe de vendas e a qualidade do professor em sala de aula. Embora muitas escolas estejam adotando a cultura analítica, somente algumas alcançaram a proficiência. Nestas instituições a mensuração de dados faz parte do seu DNA, direcionando o planejamento estratégico, os recursos humanos e as principais tomadas de decisões. Os colaboradores estão acostumados a trabalhar em busca de metas e serem avaliados de forma concreta e objetiva.

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Para atingir a excelência e estar um passo à frente da concorrência é preciso buscar o aprimoramento constante por meio de análise de dados e feedbacks concretos. Além do know-how e feeling, as tomadas de decisões precisam ser feitas embasadas em evidências tangíveis e ferramentas de medições qualitativa e quantitativa para que a subjetividade e o empirismo não fiquem em destaque. Apresente os dados para os colaboradores nas reuniões de feedbacks e utilize métricas para mensurar seus desempenhos e calcular as remunerações e recompensas. E, após estabelecer uma política embasada em práticas organizacionais, o próximo passo é instaurar a cultura analítica da empresa por meio de monitoramento constante e reuniões de feedback com análise de desempenho. Monitoramento – É o acompanhamento próximo das principais atividades de um colaborador pelo seu superior di-

reto, como, por exemplo, a coordenação assistir a uma aula, uma gestora comercial acompanhar um atendimento de pais novos ou o gestor financeiro escutar as ligações de cobrança de inadimplentes. Depois de capacitar o colaborador com as instruções necessárias para desempenhar suas funções, o monitoramento tem o papel de ensiná-lo a aplicar o que aprendeu. Apesar de inicialmente incomodar ambas as partes, o objetivo é nobre: auxiliar as pessoas a melhorar a qualidade das suas funções através de uma visão externa vinda de uma pessoa mais experiente. O monitoramento deve ser realizado com periodicidade, que varia de acordo com a necessidade. Assistir às aulas – Nenhuma atividade da coordenação é mais importante que o monitoramento em sala de aula, pois é nela que o ensino e a aprendizagem acontecem. A coordenação precisa assistir às aulas com constância para verificar se os professores ensinam corretamente e os alunos aprendem de verdade. Reuniões de feedback – Uma das principais dúvidas que surgem é como fazer reuniões periódicas produtivas e não repetitivas. Para que isto não aconteça e desmotive o líder e seu time, é importante seguir uma pauta com metas claras e pontuais: • Descrição de funções – Ter em mãos e utilizar como checklist para verificar se as principais tarefas são realizadas a contento. • Emergências – Resolução de problemas que necessitam de ações imediatas. • Ata da reunião anterior – Verificar se os combinados da reunião anterior foram efetuados. É importante registrar em uma ata os principais tópicos discutidos.

• Análise de desempenho – Verificar se as metas semanais ou mensais foram alcançadas, como número de pós-atendimentos, aulas assistidas, postagens nas redes sociais etc. Elogiar o que foi positivo e corrigir eventuais falhas. • Funções orgânicas – Listar as atividades que necessitam ser realizadas durante determinado período e que podem ser delegadas, como festa do Dia das Mães, reunião de pais, pesquisa de satisfação etc. Em acordo com a equipe pedagógica e com o gestor de comunicação, divida e delegue as atividades de cada pessoa e monitore nas reuniões periódicas a sua evolução. Análise de desempenho – Somente o que é medido pode ser gerenciado, o restante fica a cargo do empirismo, que dificulta a visualização dos problemas e propicia a baixa qualidade nos serviços. Sem saber aonde se quer chegar (objetivo), como conseguir (metas) e se o caminho está certo (análise de desempenho), não existe necessidade de se movimentar. Segundo Malcolm Knowles em seu livro “The Adult Learner”, “sem um objetivo claro o adulto não tem motivo nem motivação para mudar de atitude ou progredir”. Quando o colaborador assume o compromisso de atingir as metas e seus objetivos estão alinhados com os da instituição, o nível de responsabilidade tende a aumentar.

O Colunista CHRISTIAN ROCHA COELHO Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br


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EDUCAR: UMA APOSTA HUMANA QUE LEVA TEMPO Diz o Coelho para Alice: – Oh, meu Deus! Eu vou chegar muito atrasado!

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rocuro me apoiar em uma das minhas histórias prediletas – Alice no País das Maravilhas – para pensar nossa missão ética diante da educação contemporânea. Gosto muito da leve e direta abordagem sobre Ética apresentada por Mário Sérgio Cortella: “A ética é uma questão absolutamente humana! Só podemos falar em ética quando se fala em humano, porque a ética tem um pressuposto: a possibilidade de escolha. A ética pressupõe a possibilidade de decisão, ética pressupõe a possibilidade de opção”. Então, pensar em ética é pensar na aposta humana diária de uma ESCOLA. Realmente apostamos nas novas gerações?

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Em tempos de Educação 4.0 se faz necessário apostar nas relações “líquidas” humanas e conectadas a uma proposta ética. O mundo mudou e, gostemos ou não, teremos que acessar esse “novo” mundo se quisermos ainda nos conectar aos nossos estudantes. Vivemos um momento novo na história da humanidade: sociedade da informação, ausência de modelos universais e transição de valores e crenças. Impossível? Será? Educar eticamente é parte de um projeto HUMANO, educa-se na vida e para a vida, e seu início se dá no primeiro ambiente de aprendizagem, a FAMÍLIA, seja ela a composição que tiver. Os primeiros encontros se dão no seio familiar, junto aos adultos, que acreditamos serem nossos “heróis”, isso é necessário para a formação psíquica daquele ser que chega desamparado e, ao longo dos seus primeiros anos, experimenta o “amparo”. É assim que

devemos refletir junto ao nosso projeto de educação escolar: a Escola como segundo ambiente de aprendizagem, onde as crianças entram em contato com outras instituições. Talvez encontremos nas duas instituições que ainda servem como refência aos mais jovens: escola e família a chave para pensarmos as novas gerações. É nessa humanidade que teremos a continuidade de nossa história. Portanto, educar é uma aposta humana, logo é uma aposta ética. Ser ético é ser humano e ser humano é ser ético, simples assim. Qual é a parte que nos cabe? Sugiro que possamos buscar tal questão dentro das nossas instituições, para que o leitor faça sua própria interpretação. E para recomeçar tal discussão, sugiro rebeldemente a leitura do clássico livro de Lewis Carroll e também assistam o filme Alice no País das Maravilhas, dirigido por Tim Burton – é dessa forma que encontrei uma conexão com o mundo contemporâneo, muitas vezes perdido em tantas ofertas e diversidade de valores e crenças. Como pensar em uma educação que contemple as semelhanças-diferenças? “A melhor maneira de explicar é fazer”, diz: Alice “Dizem que o tempo resolve tudo. A questão é: Quanto tempo?” Acredito em uma educação ética, desde que saiamos dos discursos pessimistas de “fim da história”, de “o mundo acabou”, “não existe mais família”, “já não se fazem mais alunos como antigamente”, “essa geração está perdida”... e a única saída são as tecnologias

que tirarão os estudantes de um marasmo de aulas chatas e monótonas... tais queixas ou lamentações não nos levarão a nenhuma efetiva mudança e muito menos a uma proposta e aposta ÉTICA que realmente liberte nossos pequenos grandes e inquietos estudantes. Sim, a transição é um fato e o tempo que passou não volta mais. O que temos hoje são diversas possibilidades e muitos convites abertos. Cabe nos perguntarmos: “para onde caminha a educação?”. Tal desafio, dentre outros, é que nos impulsiona a ir além da mera constatação e da prescrição estreita, que de alguma forma continuamos fazendo da educação atual. Um passo a frente: esse é o meu convite! Adentrar os subterrâneos de nossas instituições educacionais, bem como estabelecer bases e articulações para propor as relações reflexivas sobre si mesmo e sobre o outro. Não estaríamos diante de um grande desafio? Como estamos acolhendo essa nova geração nas nossas famílias e nas nossas escolas? Fecho, então, este pequeno artigo com essa questão: “[...] a única maneira de compreender a verdadeira novidade do novo é analisar o mundo pela lente do que era ‘eterno’ no velho.” (Slavoj Žižek)

A Colunista JANE PATRICIA HADDAD Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998).

foto cedida pela colunista

COLUNA / Jane haddad


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Elaboração de Projeto pedagógico

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pesar de todo o planejamento desenvolvido com a equipe de educadores, o ano retoma com força e necessidades específicas. A adequação do currículo à nova BNCC, as temáticas anuais e tantas outras exigências – que já faziam ou passaram a fazer parte das necessidades atuais – se tornaram pequenas sementes de mudanças. As demandas surgem para nos provocar, para criarmos novos projetos engajados com a era da educação transformadora. E claro, com isso, vem os desafios. E como dar conta de todas as demandas? Como se criar projetos inovadores e cumprir prazos de entregas apertados se mal temos tempo de melhorar nosso repertório?

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Professores dedicados, gestores comprometidos, pais envolvidos, cenário perfeito para este desenvolvimento, mas sabemos que, na maioria das vezes, não funciona assim. Se faz necessário, além de todos os estudos e aperfeiçoamentos, buscarmos o que está acontecendo no mercado, assistir o que nossos alunos assistem, entender as novas tendências e, para esta ampliação de repertório, precisamos de tempo. Com ou sem tempo, acredite, já tem muita gente dando conta do recado! Se você traçar um planejamento estratégico anual e criar um “fio condutor” para o desenvolvimento das suas ações, isto pode ficar bem mais fácil.

E o que vem a ser um “fio condutor”? Simbolicamente ele é um norteador para qualquer ação. É como se cada ideia dos envolvidos – sejam eles educadores, família ou alunos – fossem pequenos retalhos de tecido. Depois de totalmente feito o levantamento destas hipóteses, selecionamos os tecidos que se harmonizam, os que temos condições de entrega, o que faz sentido com a filosofia de nossa escola e “costuramos”, unindo cada pedacinho em uma grande ação. Independente da metodologia ou sistema que você utiliza, ou se sua escola é inovadora e antenada com as mais novas tecnologias, ele, o fio condutor, vai te ajudar a conquistar um trabalho mais rico, com mais envolvimento de todos. A ideia deste conceito, envolve, durante a preparação de um planejamento, o pensamento macro para enxergar desde a escolha de um livro paradidático atual, com o frescor da contemporaneidade, que atenda seu conteúdo e que converse com a criança, até o estudo do meio ou saída pedagógica, culminando em um trabalho que seja apresentado à própria criança para que ela se sinta protagonista e desenvolva cada vez mais seu potencial criativo. Além disso, as famílias precisam entender todo seu esforço, este é o melhor modelo de conquistar mais alunos, mostrando que, o que você faz, realmente tem significado. É este significado que todos estamos buscando.

O que diferencia sua escola das centenas que existem ao seu redor, é o que realmente você provoca nos seus alunos. É auxiliá-los ao sentido da vida. É empoderá-los para ser um ser pensante e protagonista de sua própria história. Já existem cursos e formatos específicos a serem trabalhados, assim como empresas especializadas para te ajudar a encontrar este tão aclamado fio condutor. Vejo as escolas investindo em empresas de gestão, em sistemas de ensino, em marketing para trazer mais visibilidade, em sistema de automação em empresas de treinamento para os educadores, mas vejo poucas escolas investindo em uma consultoria que amarre todas estas pontas e se preocupe no aluno, no que ele está buscando. Pense nisso: o sucesso da sua escola está na satisfação do seu melhor cliente, seu aluno. Será um prazer te ajudar a se conectar com estas novas tendências!

A Colunista Elisabete da Cruz Pedagoga com especialização em educação transdisciplinar, pós-graduada em Literatura e Contação de histórias e autora de literatura infantil e infanto-juvenil. Em 2000 fundou a Eloin Educação pela Experimentação, que desenvolve consultoria pedagógica para escolas de todo o Brasil. Seu trabalho consiste em auxiliar as instituições a desenvolver um fio condutor na elaboração de seus projetos unindo a literatura, o estudo do meio e a experimentação como elemento disparador para o desenvolvimento do protagonismo de crianças e adolescentes. www.eloin.comr

foto cedida pela colunista

COLUNA / Elisabete da Cruz


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COLUNA / ana paula siqueira

Internet pagarem por isenções em casos de “nudes”

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situação do uso abusivo e descontrolado de dispositivos móveis demanda que todas as instituições de ensino tenham um programa educacional digital e políticas de compliance fortes. Não podem contar com a boa vontade da rede social. Apenas a força da decisão judicial poderá obrigar as redes sociais a fazer ou deixar de fazer, enquanto menores sofrem as consequências da lavagem de mãos das grandes corporações.

O compartilhamento de nudes por aplicativos móveis como o WhatsApp têm causado dor e transtorno aos envolvidos, especialmente do gênero feminino, sejam adultas, adolescentes e crianças. O Facebook no Brasil responde às notificações sempre com a mesma argumentação: que a transação de aquisição do aplicativo WhatsApp ainda não foi concluída e que o servidor está em outro país; não possui responsabilidade, pois o “Facebook Brasil” seria pessoa jurídica distinta do “Facebook Inc.”; e existe impossibilidade técnica de remoção de conteúdo. Falácias. A negociação já está sacramentada nas autoridades de valores americanas; o fato da empresa WhatsApp não possuir representação no Brasil não impede o ajuizamento da medida contra o Facebook, pois são claramente um grupo econômico. A jurisprudência demonstra a le-

gitimidade da empresa representada para figurar no polo passivo de ações, pois a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. foi constituída para atuar como representante da empresa norte-americana, possuindo controle para retirada de conteúdos indevidos do sítio de relacionamentos. Para entender a tentativa de Facebook de não ser o que de fato é importante se conhecer a teoria da aparência ou aparência de direito, definida pelo jurista Álvaro Malheiros como sendo “uma situação de fato que manifesta como verdadeira uma situação jurídica não verdadeira, e que, por causa do erro escusável de quem, de boa-fé, tomou o fenômeno real como manifestação de uma situação jurídica verdadeira, cria um direito subjetivo novo, mesmo à custa da própria realidade” (Aparência de direito. Revista de Direito Civil, Imobiliário, Agrário e Empresarial. São Paulo: RT, n.6, p. 46, 1978). No caso em apreço, é fato que o Facebook Brasil se apresenta aos consumidores utilizando a mesma logomarca da empresa americana. Além disso, ao digitar na rede mundial o endereço como sendo do Facebook Inc. (www. facebook.com) abre-se, na realidade, a página da Facebook Brasil. Diante dessa moldura fática é de se supor que o consumidor não distingue com clareza as divisas entre a empresa americana e sua correspondente nacional.

Diante dessa clareza já expressa em corte, a jurisprudência estabeleceu as bases dessas disputas. Sentenças têm demonstrado como não sendo razoável impor às pessoas em nosso país demandar contra o Facebook nos Estados Unidos, especialmente se a demora na retirada das informações de cunho sexual é fator preponderante para agravar sofrimento moral das vítimas. Outro aspecto já mudou. Como o Facebook sempre declara impossibilidade técnica para a remoção de conteúdo, as vítimas pedem e a Justiça determina a quebra de sigilo dos IP dos números de celular que constam nos grupos e perícia técnica judicial para que se obtenha êxito. O WhatsApp registra o número de telefone e o IMEI, que é o número de série do equipamento, por essa razão peritos forenses provam ser possível o rastreamento das mensagens enviadas.

A Colunista Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita Sócia de SLM Advogados e coordenadora do programa jurídico educacional “Protejase contra prejuízos do Cyberbullying”. Graduada em Direito e pós-graduada em Direito Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Professora Mestre em Direito Civil Comparado pela PUC/SP. Licensed Practitioner of NLP pela Sociedade Internacional de Programação Neurolinguística.

foto cedida pela colunista

Justiça faz corporações da


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conversa com o gestor Educação Financeira: Administração dos rendimentos, consumo consciente e gestão de gastos nas escolas Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

“O conhecimento sobre administração financeira é extremamente importante. E a educação financeira pode ser incorporada desde o Ensino Fundamental I, já as abordagens psicológicas, sociológicas do consumo, poupança e investimento podem evoluir seu aprofundamento a partir do Ensino Fundamental II até o Ensino Médio”, diz Fernando Oliveira Soares, economista e professor de Gestão no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)

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ideia de conhecimento perpassa, na atualidade, um conjunto múltiplo e heterogêneo no campo do saber – que evoca (não só) os conhecimentos tradicionais propostos diariamente pelas instituições de ensino, mas também aprendizados que envolvem áreas administrativas, de empreendedorismo e de finanças que mobilizam a vida adulta de todos e todas.

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Dessa forma, tendo o longo processo educacional como uma base constituinte de toda sociedade que se propõe a formar cidadãos, localizamos uma característica específica da educação que merece atenção especial: o estímulo da educação financeira nas escolas. “A importância do conhecimento financeiro, desde a escola, tem um fundamento de que, se nós tivéssemos esse conhecimento desde o ensino fundamental ou ensino básico, a nossa vida, quando adultos e quando precisássemos gerenciar o nosso dinheiro, seria muito mais fácil”, diz Diego Barbieri, professor de Gestão e Finanças do IBE Conveniada FGV. O conhecimento financeiro envolve, então, algumas características, como: a importância e a administração do recurso financeiro, o consumo, a poupança e, sobretudo, o fomento de uma nova cultura brasileira baseada na responsabilidade financeira. “Eu vejo que a criança, o adolescente, o jovem percebe desde cedo que precisa poupar, além de só gastar. Ele tem que ter o conhecimento de que aquele dinheiro que está ganhando e gastando foi difícil de ganhar – é um recurso escasso”, complementa Diego. Márcia Aparecida de Oliveira, economista, docente e coordenadora dos cursos de pósgraduação da Faculdade Estácio Cotia (SP),

acredita que a inclusão do ensino de educação financeira na grade curricular despertará nos alunos “o interesse em atingir seus objetivos, suas metas e, muitas vezes, a concretização de um sonho. É indispensável ter o hábito de analisar todas as necessidades de consumo, aprender a negociar valores e também centralizar o seu padrão de vida”. Segundo a docente, a implantação dessa disciplina nas instituições pode ocorrer gradativamente, acompanhando a evolução pedagógica – matemática e social. “A escola poderá desenvolver projetos com a finalidade de obter recursos através dos benefícios recebidos e aplicados em determinada necessidade escolhida pelo grupo. Aplicando conceitos da Economia Solidária, utilizando a multidisciplinaridade que trata a cooperação de várias disciplinas em um projeto, porém cada uma com seu método, para atingir o resultado determinado inicialmente neste projeto”. Refletindo sobre metodologias práticas – que podem ser incorporadas nas instituições de ensino – Fernando Oliveira Soares, economista e professor de Gestão no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) indica que a educação financeira pode ser incorporada desde o Ensino Fundamental I através de conceitos de matemática, como contar a quantidade de lados de um cubo, fazer experiências com conceitos geométricos, de área, volume e espaço, ou até mesmo com atividades lúdicas e divertidas. “A interpretação de gráficos e tabelas de consumo de energia elétrica, de água nas residências e gastos com supermercado podem ser transversais nas disciplinas de geografia,

Fernando Oliveira Soares história, química e matemática ao longo do Ensino Fundamental. Abordagens psicológicas, sociológicas do consumo, poupança e investimento podem ir evoluindo seu aprofundamento a partir do Ensino Fundamental II até o Ensino Médio”, explica o economista e docente. De acordo com Fernando, é interessante, no Ensino Médio, que o aluno trabalhe na resolução de problemas, bem como saber interpretar gráficos, ter noção da importância do planejamento para aposentadoria, “tomar decisões financeiras com criticidade, ou seja, levando em conta aspectos socioambientais, econômicos, psicológicos e sociológicos”. CONTEÚDO PEDAGÓGICO Estabilidade econômica, noção de juros e moras, controle de mesadas e prioridades na hora de escolher com o que gastar. Parece impossível, mas essas noções podem ser facilmente compreendidas por crianças e adolescentes quando ensinadas desde pequenas sobre a importância

O Liceu Coração de Jesus trabalha as atividades com brincadeiras e aplicações práticas


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18 da responsabilidade com as finanças. Fundado em 1885 e considerado um colégio tradicional de Ensino Infantil, Fundamental e Médio, o Liceu Coração de Jesus (localizado na região central de São Paulo) possui, no interior de seu currículo pedagógico, aulas com teor lúdico – para crianças a partir de 6 anos – para conhecimento das cédulas e o valor delas.

que vale mais a pena poupar e esperar, do que fazer um grande parcelamento”, complementa Luciano. De acordo com dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 32% da Geração Z está inadimplente. Essa geração abrange pessoas até 21 anos, cerca de 13 milhões,

“Índices esses que, por exemplo, se encontram embutidos nas taxas cobradas nos cartões de crédito, inseridas nos preços de todos os itens comercializados, em qualquer tipo de serviço prestado, tendo como consequência o aumento ou redução do poder de compra do cidadão”, pontua a educadora.

Angélica Biazioli, Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental, indica que as atividades propostas precisam ser realizadas com brincadeiras e aplicações práticas. “Criamos um mercadinho na sala de aula, com embalagens reutilizadas, colocamos os preços fictícios, e com cédulas de brinquedos os alunos são desafiados a ‘ir às compras’. Com essa atividade eles aprendem sobre prioridades, valores e desejo e necessidade na hora de comprar”, explica. Para os adolescentes e pré-adolescentes, o controle das economias é centrado na aproximação da realidade dos estudantes. Seja na compra de lanche na cantina da escola, ou no recebimento de valores pelos pais, para passeios com a turma ou escolha de presentes mais caros, esses “novos consumidores” precisam compreender o que significam os juros, e quais as

Para enriquecer as aulas e deixar os assuntos debatidos mais instigantes, o projeto é estendido aos pais/mães dos estudantes – que atuam no mercado de trabalho em diferentes segmentos, com valor médio de R$ 1.676,00 de dívida. Para os coordenadores dos dois colégios (que fazem parte da Rede Salesiana de Escolas), um caminho para minimizar a má administração dos jovens de hoje, e daqueles que estão se formando, é investir em educação financeira, em parceria com as famílias. Os resultados das aulas são animadores: cada vez mais crianças e adolescentes compartilham com seus pais o que aprendem, e reforçam que o caminho da educação é promissor em vários aspectos, inclusive no âmbito econômico. MÉTODOS DIFERENCIADOS

O Colégio Salesiano Santa Teresinha propõe a reflexão sobre as consequências da utilização do dinheiro

Direcional Escolas - Março 2019

consequências da má utilização do dinheiro. “Dentro da matemática podemos abordar juros simples e compostos, parcelamentos, o perigo de dever o cartão de crédito e as possibilidades de conquistar um produto dos sonhos com economia inteligente do dinheiro, e pesquisas de preços”, afirma Luciano Ishihara Soares de Castro, Coordenador Pedagógico na Colégio Salesiano Santa Teresinha – instituição localizada na região norte de São Paulo centrada na metodologia do Amor Educativo e no Sistema Preventivo. “Muitas vezes os alunos apresentam surpresa ao descobrir que os juros são altos e

de inserir os alunos às discussões diárias nos meios de comunicação sobre o cenário econômico brasileiro e mundial, sobre o pagamento de taxas ou impostos sobre cada produto adquirido, sobre o entendimento de algumas siglas tributárias, IPI, ICMS, entre outras, e taxas que balizam a inflação, como a taxa SELIC.

Comemorando 80 anos de trabalho em 2019, o Colégio Mary Ward, que possui uma infraestrutura diferenciada no bairro de Tatuapé (São Paulo), propõe a formação de cidadãos agentes de transformação. Nessa perspectiva, os estudantes da 1ª série do Ensino Médio (que possuem entre 14 e 15 anos) têm aulas de educação financeira que trabalham assuntos como Imposto de Renda, juros, mercado de ações, financiamentos, administração de finanças pessoais e, até mesmo, como se engajar em ações de micro empreendedorismo. Segundo a professora de matemática Patrícia Monari o conhecimento dos estudantes na área financeira “amplia o entendimento sobre a sociedade, bem como suas relações sociais ou econômicas, conscientizando o futuro pagador de impostos sobre sua responsabilidade no cenário econômico e político, bem como na eleição de representantes governamentais, que tenham posturas assertivas na condução do país”. A ideia de incluir esse projeto no currículo escolar, conta Patrícia, surgiu com a necessidade

como empreendedores, profissionais liberais, funcionários contratados sob regime celetista e afins – “que mostram aos alunos a importância de se empreender ou trabalhar no Brasil, bem como as oscilações das cotações da bolsa de valores, a variação do dólar ou outras moedas, as tributações sobre as empresas e serviços, os impostos pagos pelos trabalhadores, as taxas governamentais e bancárias e o impacto que todas essas variantes têm sobre a oferta de emprego e o montante de capital ou crédito disponível no mercado”, complementa Patrícia. A recepção à disciplina, reflete Patrícia, é positiva, já que os alunos dão depoimentos sobre ter aumentado o interesse em informações relacionadas às economias brasileira e mundial e o impacto que tais mudanças interferem em sua vida ou em seu ambiente familiar.

SAIBA MAIS Colégio Liceu Coração de Jesus marketing@salesianost.com.br Colégio Mary Ward cmw@colegiomaryward.com.br Colégio Salesiano Santa Teresinha marketing@salesianost.com.br Diego Barbieri oscar@ibe.edu.br Fernando Oliveira Soares fernando_soares@usp.br Márcia Aparecida de Oliveira prof.marciaoliveira8@gmail.com


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Imagem: Jornal Novo Dia

ESPECIAL DIGITAL

Lousas digitais e as novas dinâmicas de ensino

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atualidade é atravessada por uma era tecnológica: ferramentas, aplicativos e recursos digitais incorporaram em nosso cotidiano em todos os aspectos – pessoal, profissional e educacional. “Podemos afirmar que a inserção de ferramentas e aparatos tecnológicos é uma realidade cada vez mais presente em todos os ambientes, principalmente nos espaços de aprendizagens”, reflete André Bachiega, diretor da escola E.E.Professor José Edson Martins Gomes.

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A geração de alunos que adentram as escolas diariamente possui um volume de informação internalizada, conhecendo, utilizando e adaptando todo mecanismo digital em sua rotina. Mas, a inserção tecnológica em sala de aula, por exemplo, depende de uma infinidade de fatores que devem ser analisados criteriosamente. Lucas Grubba, analista de tecnologias da Rede Marista de Solidariedade (da Rede Marista de Colégios), afirma que implantar ferramentas digitais na escola envolve importantes análises que devem ser consideradas para determinar a melhor forma de promover essa nova etapa da instituição escolar. “Quando a tecnologia está alinhada a um objetivo pedagógico bem definido e ao domínio do seu uso, o ganho é para ambos os lados no processo de ensino e aprendizagem. O educador tem em mãos uma ferramenta compatível com a linguagem do seu público, capaz de coletar informações e fomentar o desenvolvimento de habilidades técnicas e pessoais”, ressalta o analista.

LOUSA DIGITAL De acordo com Esdras Santana, empresário do setor, há inúmeras vantagens na adoção de lousas digitais, especialmente na característica amigável ao ambiente educacional – já que é muito parecido com um quadro normal “e em determinados modelos é permitido receber a escrita convencional, deixando o professor confortável para escolher o momento certo para iniciar o uso da tecnologia”. Dessa forma, alguns recursos podem ser observados, como a visualização de vídeos, áudios, animações com a possibilidade de intervenções do professor ou aluno a qualquer momento, inserindo marcações, comentários e aplicações pedagógicas que o professor desejar. “Tudo é possível quando usamos uma solução completa dentro da sala, podendo até toda aula ministrada ser gravada com os comentários e intervenções pedagógicas e, no final, enviada para os alunos reforçarem nas tarefas de casa”, ressalta Esdras. Um ponto importante defendido pelo empres ário é compreender a lousa digi-

tal não apenas como um produto, mas sim um projeto a ser adotado pela instituição. Essa ideia de projeto prevê a implantação dessa tecnologia como uma experiência positiva, bem como a elaboração de um “plano eficaz de treinamento, c apacitação no uso

das ferramentas que compõem a solução digital, além de um acompanhamento pleno para tirar dúvidas e aumento de pe rformance, potencializando o ensino na instituição”.


21 Priorizando um ensino de qualidade aliando conteúdos pedagógicos às vivências e às questões sociais, o Colégio Agostiniano São José – que possui algumas unidades em São Paulo – atento às novas demandas na educação, iniciou a implantação das lousas digitais em 2009, a princípio apenas no Ensino Médio. E, posteriormente, todos os segmentos foram contemplados com esta tecnologia. “As lousas tradicionais não permitem a diversidade e a gama de ilustrações que a lousa digital oportuniza. A pluralidade de links e a possibilidade do manuseio com textos de tipologias diversificadas a um só tempo fazem com que o aluno desenvolva habilidades múltiplas que a lousa tradicional deixa de ofertar”, diz André Condes Ferreira, coordenador pedagógico do Ensino Fundamental II do colégio. O coordenador acredita que, na atualidade, os estudantes vivenciam a realidade digital e virtual no cotidiano, dessa forma, há uma facilidade na adaptação aos recursos tecnológicos, bem como a identificação com a interface das lousas digitais durante o aprendizado. Assim, a implantação de lousas digitais foi “uma das ações mais assertivas da instituição, visto a possibilidade de utilização de seus inúmeros recursos em sala de aula, beneficiando professores e alunos”, complementa André. MÚLTIPLAS PROJEÇÕES Completando 45 anos de história em 2019, o Colégio Notre Dame – considerado um dos mais tradicionais da Baixada Santista – possui, em seu alicerce, um projeto pedagógico aliado a filosofia humanista, permitindo o desenvolvimento de cada aluno através de uma ampla e variada infraestrutura que contempla, entre outras, salas equipadas com computadores, notebooks e lousas digitais, além de projetos orientados para a educação tecnológica. “A tecnologia está presente em toda a sociedade, inclusive nos materiais de estudo”, diz Camila Micheletti, diretora de comunicação do Colégio Notre Dame. “Detectamos a necessidade de ter uma ferramenta que nos auxiliasse em matérias que pediam mais dinamismo, interação. E a lousa digital foi a ferramenta que encontramos que mais atendeu essa nossa necessidade”.

Através dos recursos propostos pela lousa digital, conta Camila, os educadores utilizam os materiais interativos de seu sistema de ensino, acessam vídeos da plataforma YouTube, realizam visitas virtuais em museus e centros culturais espalhados pelo mundo, entre outras propostas. “A lousa digital é mais dinâmica. O professor pode usar de uma única vez o equipamento para projetar fotos, vídeos e escrever. Isso é muito enriquecedor e pode ser utilizado em diversas aulas, com vários propósitos diferentes. Precisamos lembrar que graças à internet e à evolução tecnológica, os conteúdos que temos hoje para auxiliar o meio pedagógico são muito vastos”, reflete a diretora de comunicação da instituição. Sobre as possíveis relações entre as aulas tidas como “tradicionais” e as aulas com os recursos digitais, Camila acredita que mesmo com o aumento de uma recepção positiva à tecnologia, não significa “que as aulas tradicionais estejam com os dias contados”, mas que é necessário manter um equilíbrio entre visões on-line e off-line – ou entre lousas digitais e convencionais. “Hoje, no Notre Dame, temos algumas salas equipadas com lousas digitais, que são usadas quando o conteúdo da aula pede mais interatividade e possibilidade de múltiplas projeções. Claro que tudo precisa de equilíbrio, então precisamos ficar sempre atentos para que a inclusão de tecnologia na sala de aula venha para somar no aprendizado, não diminuir. A partir do momento em que a tecnologia deixa de ser benéfica e passa a desviar a atenção dos jovens, ela não é mais bem-vinda na escola”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS André Bachiega andrebachiega@yahoo.com.br André Condes Ferreira andre.ferreira@casj.com.br Camila Micheletti central@colegionotredame.g12.br Esdras Santana esdrassantana75@globo.com Lucas Grubba lucas.grubba@grupomarista.org.br

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AULAS DINÂMICAS


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Imagem: Samara Doole

Dica: BEBEDOUROS E FILTROS

Água com qualidade nas escolas

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escola pode ser representada como uma base que edifica e desenvolve toda estrutura social. Nela – e através dela – constituem aprendizados para além de um ensino didático, demonstrando conhecimentos culturais, identitários, psicológicos, sensoriais, experimentais e, também, aspectos físicos. Neste espaço escolar, são observadas e verificadas questões que envolvem uma rotina saudável, promovendo o bem-estar físico dos estudantes e de todos que transitam na comunidade escolar. Adequar, então, todos os caminhos internos das instituições, disponibilizando produtos seguros, acessíveis e de alta qualidade são itens de extrema importância. Observando o cotidiano e, sobretudo, a necessidade de funcionamento do nosso corpo, é possível localizar um elemento vital para a hidratação do corpo humano: a água. Elemento primordial à vitalidade e funcionamento do organismo, a água regula a hidratação no corpo, elimina toxinas e serve como meio de transporte para alguns nutrientes. Assim, propiciar bebedouros que atendam à demanda escolar, com acessibilidade, cuidado na higienização e qualidade material no equipamento conduzem qualidade e saúde na rotina da escola. A primeira característica positiva que pode ser observada ao adotar bebedouros e filtros nas escolas é garantir, de fato, a saúde de todos os alunos e funcionários, já que a água potável, ao passar pela Estação de Tratamento de Água (ETA), pode receber uma adição exagerada de cloro e outros produtos. “O filtro e bebedouro vão fazer o trabalho de retirar esse cloro da água, eliminando gos-

to, cheiro e cor do líquido. Alguns filtros e bebedouros têm a capacidade de eliminar também as bactérias dessa água. É extremamente importante o uso de filtros e bebedouros em escolas, para levar saúde e evitar contaminações aos colaboradores e alunos por conta de uma água de má qualidade”, diz Leonardo Castelli, especialista em filtros, purificadores e bebedouros. Assim, algumas considerações devem ser adotadas por gestores/as que desejam inserir bebedouros e filtros nas escolas. Segundo o especialista, é importante se atentar ao fato de que o filtro/ bebedouro tem validade normalmente de tempo (6 meses) ou quantidade de água consumida (varia de filtro pra filtro, mas a média é de 3 a 5 mil litros de água). Sobre limpeza e processos de desinfecção no dia a dia, o especialista recomenda uma limpeza mensalmente em bebedouros aos quais é possível ter acesso ao reservatório, utilizando sempre luva, touca e máscara. Mas também faz um alerta: “ao abrir e mexer em peças dos purificadores após a higienização feita pela empresa especializada, o cliente acaba perdendo a garantia”. Assim, propiciar bebedouros/filtros acessíveis com equipamentos eficientes garantem a promoção da saúde e de água com qualidade nas escolas. Hoje, no mercado, os “bebedouros são mais completos, com design arrojado e que atendem o maior número de pessoas com água geladinha”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS Leonardo Castelli leocastelli.filtros@gmail.com


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Imagem: Myles Tan

Dica: pisos

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A escolha do piso ideal

instituição escolar é composta, em uma primeira observação, por uma densa e complexa estrutura arquitetônica com planejamentos específicos e cuidados precisos que percorrem salas de aulas, bibliotecas, brinquedotecas, áreas internas e externas, bem como uma atenção às características relacionadas aos ambientes, como, por exemplo, a escolha e o planejamento de pisos e revestimentos para escolas.

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O primeiro procedimento que se deve ter em relação a especificação do piso a ser usado em uma escola é saber exatamente em qual área o produto será assentado e o tipo de público que fará uso desse material. “Cada característica do ambiente deve ser pensada para o bem-estar do usuário e a sua funcionalidade, assim como os outros revestimentos, existe um piso ideal para cada ambiente da escola”, diz o engenheiro especialista em projetos e atuante em reformas e reparos Aildo Ribeiro. Os pisos escolares, em sua maioria, conta Aildo, seguem uma padronização tendo como escolha quase sempre de pisos como granitina ou pisos vinílicos e pisos cerâmicos. “Em áreas molhadas ou que requer limpeza frequente, os pisos cerâmicos e antiderrapantes são as melhores opções. Nas salas de aula, corredores, bibliotecas e até mesmo laboratórios, os pisos vinílicos ou granitina são os mais utilizados devido a durabilidade e rápida instalação”. A professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Anhanguera de Niterói (RJ) e designer de interiores Carla Bastos ressalta que, além das indicações de pisos para as diversas áreas de uma escola, a questão es-

tética também é um fator relevante, já que o revestimento do piso deve estar em acordo com a proposta conceitual do projeto. “A cores e as formas escolhidas para a paginação do piso devem estar harmônicas com os demais componentes do espaço, assim como podem identificar e delimitar áreas. Através do revestimento de piso é possível criar uma atmosfera estimulante para os alunos, favorecendo o aprendizado e garantindo a segurança e o bem-estar de todos os usuários do espaço”, comenta Carla. A escolha do piso afeta diretamente a qualidade das atividades desenvolvidas e, dessa forma, algumas dicas são importantes para gestores e gestoras que desejam contratar serviços de empresas que fornecem pisos escolares. Assim, a professora e designer de interiores Carla Bastos elenca algumas recomendações: realizar pesquisa de mercado; pesquisar a qualidade do produto e da mão de obra; conferir a origem do material empregado; observar os certificados de garantia do serviço; e, sempre que possível, visitar clientes que já utilizaram o serviço da empresa. “Características como durabilidade, facilidade de limpeza e manutenção, PEI, antiderrapante, resistência à produtos químicos e esforço mecânico são palavras-chave na contração de pisos para ambientes escolares”, finaliza. (RP)

SAIBA MAIS Aildo Ribeiro contato@arjprojetos.com Carla Bastos carla_interiores@hotmail.com


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fique de olho: Segurança escolar em Foco O ambiente escolar é, sem dúvida alguma, o espaço onde as crianças passam o maior tempo durante o dia. No Brasil, os alunos passam, no mínimo, 30% de seu tempo no ambiente escolar e esse número tende a crescer, já que há um aumento nas ofertas de ensino em tempo integral. Tendo, como ponto de partida, o ideal de segurança – tanto no aspecto físico como no caráter preventivo – é de extrema importância, para a instituição escolar como um todo, promover um cotidiano protegido para todos os alunos, professores e funcionários. Nessa edição especial do Fique de Olho – Sistemas de segurança e controle de acesso destacamos uma empresa que possui, entre alguns destaques: soluções em segurança eletrônica, uma elaborada análise de risco e a melhor opção para cada necessidade, além de instalações rápidas com o que há de melhor em equipamentos. Confira: Allarme Segurança

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condominial; Proteção periférica “cer- de 1 ano (tanto nos equipamentos como ca elétrica”; Automação elétrica; Au- na mão de obra), atendimento personaliAtuando há 30 anos no mercado, a Allar- tomação residencial; Portaria virtual; zado e melhor custo benefício. me Segurança – especializada em consul- Monitoramento 24hrs. toria, venda e instalação de soluções em segurança eletrônica – disponibiliza um “Trabalhamos com profissionais exportfólio completo de produtos e servi- perientes, pontualidade na execução ços para equipar e monitorar a necessi- dos serviços, pós-venda, evolução perdade de cada cliente. Dentre os serviços manente e acompanhamento da cheoferecidos, o diretor da empresa Rogério gada, implantação e evolução tecnoFusco destaca: Sistemas de CFTV; Cen- lógica durante todos estes anos dos trais de alarme de intrusão; Centrais de sistemas eletrônicos de segurança em alarme de incêndio; Controle de acesso nosso país”, destaca Rogério Fusco. Contatos de portaria; Controle de acesso de gara(11) 3816.4973 / (11) 4032.7811 Com matriz em São Paulo e filial em Bragem; Infraestrutura “projetos e execução contato@allarmeseguranca.com.br gança Paulista (SP), a Allarme Segurança de tubulação e eletro calhas”; Rede lógiwww.allarmeseguranca.com.br oferece suporte técnico on-line, garantia ca e telefônica; Telefonia PABX; Interfonia


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Acessรณrios (Bebedouros, Brinquedos, Lixeiras, Ventiladores, Uniformes), Brindes, EVA


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Brindes, CONSULTORIA EM TECNOLOGIA E TI, Grama Sintética, Pisos


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Elevadores (acessibilidade), Fachadas e Letreiros, Mรณveis


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Escola de esportes (assessoria esportiva), Playgrounds, produtos de limpeza, Protetor de Coluna


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Playgrounds

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Terceirização de Serviços (Limpeza Escolar), Toldos e Coberturas, Sistemas de segurança (telefonia, alarme)


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