Edição nº 108 ano 11 | Maio 2015 www.direcionalescolas.com.br
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Alex Santos & Paula De Pierro
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SOCIOEMOCIONAL EM QUESTÃO Repletas de rotinas e aprendizados tradicionais, as salas de aula recebem diariamente um grande volume de alunos e também de professores que, movidos por uma equipe pedagógica e um material especializado, ministram conhecimento em várias matérias. Além das tradicionais disciplinas, algumas escolas estão empenhadas em trabalhar cada vez mais o desempenho e a inteligência emocional dos seus alunos. Para muitos especialistas da área da educação, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais são tão - ou mais - importantes para a formação dos alunos. Pois, se não forem bem trabalhadas, acabam interferindo ou até mesmo prejudicando o aprendizado cognitivo. Com uso de técnicas da psicologia e da pedagogia, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais permite aos alunos que eles reconheçam suas próprias emoções e a maneira mais adequada de como lidar com elas. Mas, e os professores? Eles estão preparados e academicamente qualificados para lidar com questões de relacionamentos com os alunos? Um estudo inédito realizado pela Comunidade Internacional de Cooperação na Educação (MindGroup) com professores de 11 estados do Brasil, revelando que apesar de bem qualificados, muitas vezes não se sentem preparados para o dia a dia da sala de aula.
O professor passa muitos anos se preparando para a docência: 66% dos pesquisados têm especialização LatoSensu e 13% investe em mestrado e doutorado, mas o dia a dia da sala de aula vai muito além dos livros. A pesquisa revelou que 68% dos docentes demonstraram ter alguma dificuldade de vínculo com seus alunos: 1 em cada 3 professores percebem-se com um alto nível de dificuldade. Não é à toa que a motivação desses professores está em baixa e o aumento da ansiedade surpreende até os mais experientes. O estudo apontou que cerca de 74% dos profissionais da rede pública mostraram traços de desmotivação e ansiedade, o que reflete diretamente na autoeficácia, ou seja, confiança em si mesmo, sendo que mais de 50% dos professores pesquisados revelaram um dado alarmante: eles admitem ter baixa autoconfiança. É necessário, então, através de uma autorreflexão, intensificar a consciência de novas atitudes para um melhor aproveitamento tanto do aluno como de todos os setores pedagógicos que integram as instituições de ensino, como: adotar os trabalhos de psicopedagogos, motivar diariamente os professores e instigar, sempre que possível, mecanismos que auxiliem tanto o desenvolvimento socioemocional como o cognitivo.
Alex Santos & paula de pierro Diretores
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Nesta Edição: 08
Coluna - Christian Coelho Como melhorar a gestão da instituição e tornar seu corpo docente uma equipe de alta performance
10.
Coluna - Gustavo Borges Inove nas aulas de natação da sua escola
12.
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14.
Coluna - Mara Gabrilli Lei Brasileira da Inclusão e o ir e vir de todos
Coluna - Reinaldo Domingos Educação Financeira em escolas públicas: Um projeto mundial
16.
Conversa com o Gestor O psicopedagogo na instituição escolar
20.
Dica: Entretenimento
22.
Dica: Curso de Férias
Entretenimento como Educação
Novos caminhos do conhecimento
24.
Dica: Brinquedos Pedagógicos A Arte de Brincar
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO Como melhorar a gestão da instituição e tornar seu corpo docente uma equipe de alta performance parte I
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coaching pedagógico e educacional é uma ferramenta desenvolvida pela Rabbit. O programa é fundamental para quem busca a evolução dos colaboradores e, por consequência, o aperfeiçoamento da prestação de serviços educacionais, por meio da correção de deficiências, gestão organizacional, liderança e motivação da equipe. O programa segue uma sequência de etapas que visam gerar o posicionamento estratégico e a melhora do desempenho da equipe.
mento de distribuir as funções, é importante que a maioria das atividades operacionais seja delegada aos subordinados, com exceção de atividades que envolvam algum tipo de risco, como o atendimento aos pais insatisfeitos. Operacionais são as atividades que dependem somente da própria pessoa e que necessitam mais do que uma hora diária para serem executadas. Enquanto que atividades gerenciais estão ligadas ao desenvolvimento de planejamentos, à análise e ao trabalho em equipe que necessitem de gerenciamento e liderança dos colaboradores.
PRIMEIRA ETAPA – Gestão organizacional
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A primeira etapa do coaching tem a finalidade de gerar as bases organizacionais para que todos os colaboradores saibam e assumam a autoria de seus atos, tenham uma visão holística da instituição e comecem a desenvolver a gestão compartilhada ou em rede.
As funções de coordenação raramente são diárias. Se o coordenador tiver muitas atribuições constantes, sobrará pouco tempo para gerir e liderar sua equipe.
O corpo docente, por ser mais complexo, exigirá maior empenho da coordenação na elaboração do organograma de responsabilidades. A utilização da ferramenta de descrições de funções auxilia na distribuição mais equilibrada das tarefas e evita que algumas atividades sejam esquecidas. No momento de distribuir as funções, é importante que as atividades operacionais sejam delegadas aos subordinados, com exceção de atividades que envolvam algum tipo de risco, como o atendimento aos pais insatisfeitos.
Atribuições constantes e orgânicas Funções é o conjunto de atribuições (afazeres) e responsabilidades de cada pessoa, dentro de uma organização. Em uma instituição de ensino existem atribuições constantes e orgânicas. As atribuições constantes são as principais tarefas que o indivíduo deve desempenhar durante todo o tempo que estiver trabalhando. Geralmente são fixas, predeterminadas e relacionadas diretamente ao cargo. As atribuições orgânicas são atividades pontuais com começo, meio e fim, que podem mudar de responsável conforme a necessidade ou o desempenho. As atividades orgânicas tendem a evoluir e, em alguns momentos, mudar durante a sua aplicação.
1 - Montagem do Organograma de Responsabilidades - O organograma tem o papel de criar uma organização visual (imagem mental) de todos os membros e as funções da equipe, fazendo com que seus integrantes assumam a autoria de seus atos, sem perder a visão global do processo. Para isso, os organogramas devem estar fixados em locais visíveis para todos os colaboradores. Periodicidade e tipo de função - No mo-
Coachee apoiador - Às vezes, pessoas da equipe com características de liderança podem ser confundidas com pessoas difíceis, reclamonas ou com comportamentos negativos. Segundo os estudos etológicos, o homem como todo mamífero social, vive em grupos ou clãs subdividos em castas. No topo da pirâmide encontramos o líder Alfa, que atingiu este posto devido a algumas características de liderança desenvolvidas. Para que a equipe continue a se
desenvolver, sempre existirão jovens com características de liderança prontos para substituir o líder alfa, caso este não tenha mais condições de cumprir o seu papel. Dentro das equipes, no mundo moderno, o coordenador ou gestor, quando identificar um líder beta, não deve tolher suas características e, sim, utilizá-las em benefício do grupo por meio das técnicas de envolvimento, como delegar uma função que exija liderança restrita. Ex: Shadow management, coleta de determinado relatório, seleção de peças para análise, etc. É importante salientar que, para a instituição não correr nenhum risco de problemas trabalhistas, as atividades de apoio deverão ser pontuais e de curta duração (até três meses). Shadow management (sombra)Colaboradores de boa conduta e alta performance que acompanham e treinam os novos contratados, auxiliando os coordenadores e gestores. Em troca são capacitados na arte de liderança, reconhecidos como modelos positivos e mais próximos de promoções que os demais. Checklist - Utilizar o organograma de responsabilidades como lista de verificação nas reuniões de monitoramento, é uma poderosa ferramenta de gestão de todas as ações e estratégias desenvolvidas pela equipe naquele momento. Gestão em rede - A sobrecarga é comum nas equipes que são geridas de forma tradicional, nas quais o cargo superior comanda e fiscaliza os demais. A implantação do organograma, monitoramento e checklist de funções favorecem o desenvolvimento da gestão em rede. A gestão em rede deixa claro para todos os integrantes da equipe quem cometeu alguma falha, pois cada um tem ciência das atribuições e responsabilidades do outro. Por este motivo, a própria equipe faz o papel do coordenador, enquanto que este passa a atuar como mediador de conflitos.
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COLUNA / Gustavo Borges
INOVE NAS AULAS DE NATAÇÃO DA SUA ESCOLA
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s estratégias e estruturas pedagógicas englobam sempre a questão da ludicidade. Na natação, para que a aula não seja uma coisa maçante, os professores devem utilizar brinquedos pedagógicos e amarrar esta utilização às histórias, contos, enredos e personagens. Sabese que esse processo ajuda a criança a ter uma experimentação livre e como consequência o desenvolvimento do aprendizado ocorre de forma espontânea e natural.
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Na natação os brinquedos pedagógicos são utilizados de acordo com o grau maturação do aluno. A utilização de números e letras, por exemplo, podem auxiliar no desenvolvimento de crianças que estão passando por processos de conhecimento a aprendizagem dos mesmos. Figuras flutuantes, transformam o ambiente da piscina em um lugar de fantasia e brincadeira e podem ser coladas nas bordas, janelas, tapetes, colchões, pranchas, criando um ambiente lúdico e motivante. Cursos de férias ganham destaque e crescimento em alguns ambientes de aprendizagem como a piscina. Os estabelecimentos atendidos pela Metodologia Gustavo Borges tem usado a Colônia de Férias como estratégia para atrair alunos. Em uma dessas unidades essa ação teve a duração de uma semana com três horas de duração por dia, onde havia duas ativida-
des diferentes no período (Natação e Judô, Dança e Capoeira, além de Oficinas de Artes). O foco estava em crianças de 03 a 10 anos com objetivo de trabalhar o conceito de coletivo dos pequenos e valores virtuosos, com a liderança fundamental dos professores. Utilizar recursos externos podem ser também de bastante valia para melhorar a adesão à natação na escola. Nesta linha, trabalhar com temas e personagens da atualidade aumenta o interesse dos alunos nas aulas. Os Jogos Olímpicos do Rio 2016 pode ser tema para diversos momentos e aulas. O professor precisa fazer uso de sua criatividade para inserir contextos externos como este para tornar sua aula mais interessante para os alunos.
O Colunista A Metodologia Gustavo Borges conta com uma equipe de profissionais especializados em natação. Liderada pelo ex alteta olímpico Gustavo Borges, desenvolve uma proposta de ensino incluindo soluções para operação aquática de escolas,clubes e academias.
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COLUNA / Mara Gabrilli
Lei Brasileira da Inclusão e o ir e vir de todos
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provada recentemente pela Câmara dos Deputados, a Lei Brasileira da Inclusão (LBI), projeto que tive a honra de relatar e agora tramita no Senado, prevê mudanças importantes na mobilidade urbana das cidades de todo o Brasil. A garantia de acessibilidade plena no transporte é uma delas. Com a aprovação da Lei, os serviços de transporte coletivo - seja terrestre, aquaviário ou aéreo - terão de ser totalmente acessíveis. O mesmo valerá para terminais, estações e pontos de parada.
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As empresas de transporte só poderão de fato usar o Símbolo Internacional de Acesso nos veículos se tiverem a certificação de acessibilidade emitida pelo gestor público responsável pela prestação do serviço. É muito comum hoje encontramos ônibus que não contam com acesso algum, mas ostentam o símbolo de acessível e nenhuma fiscalização é feita quanto a isso. Outra medida prevista na Lei é que os sistemas de transporte das cidades brasileiras deverão oferecer meios de comunicação que disponibilizem informações sobre todos os pontos dos itinerários. Em São Paulo, por exemplo, uma lei de minha autoria enquanto vereadora, regulamentada este ano, já obriga que os 19 mil pontos de ônibus da capital paulista tenham informações sobre os coletivos que passam no local.
Também serão obrigadas a oferecer acessibilidade as empresas de transporte de fretamento e turismo. E o Poder Público, por sua vez, poderá através de incentivo fiscal promover a fabricação de veículos acessíveis e a sua utilização, como táxis e vans. A ideia é que a pessoa com deficiência tenha oferta de transporte acessível em todos os âmbitos.
Brasileira da Inclusão é uma construção coletiva. O projeto ficou mais de seis meses em consulta pública e recebeu mais de mil contribuições. O texto representa o anseio do que as pessoas querem para suas vidas e para suas cidades. Pense que um ônibus acessível para uma pessoa com deficiência será muito melhor para qualquer outra pessoa.
No caso das frotas de empresas de táxi deverão ser reservadas 10% de seus veículos acessíveis ao passageiro com deficiência. E será proibida a cobrança diferenciada de tarifas ou valores adicionais por esse serviço.
Queremos e vamos caminhar neste sentido. Com o cidadão com deficiência estimulando o respeito e melhorando os serviços existentes para todos. Em todos os cantos do país. Algo bem parecido que aconteceu com Londres, quando a metrópole ficou ainda mais acessível para sediar os jogos paraolímpicos, deixando um legado de respeito para todo o seu povo, independente de deficiências. Temos esse desafio à frente a enfrentar e vamos conquistar.
Já as locadoras de veículos serão obrigadas a oferecer 1 veículo adaptado para cada 20 veículos de sua frota. Todas essas mudanças farão uma grande diferença em outras áreas da inclusão. A educação é uma delas, já que facilitará o ir e vir de muitos alunos com deficiência para chegar na escola. Vale lembrar que a LBI parte da oferta de transportes, sinalização e serviços projetados a partir do conceito do Desenho Universal, cujo um dos preceitos é a comunicação óbvia, baseada em símbolos de entendimento de todos. O que já acontece em cidades como Japão e Londres, onde as pessoas conseguem identificar os locais mesmo sem enxergar ou entender o idioma. A Lei
A Colunista Mara Gabrilli, 46 anos, é publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e atualmente é Deputada Federal. Empreendedora social, fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas e projetos sociais.
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Educação financeira em escolas públicas: um projeto mundial
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importância de trabalhar o tema educação financeira nas escolas já é algo que está sendo bem assimilado, principalmente pelo atual cenário socioeconômico mundial. Mas um novo projeto vem somar forças para formar uma sociedade mais consciente e sustentável financeiramente: o “Sonhar, Planejar, Alcançar: Fortalecimento Financeiro para Famílias”. Essa é uma iniciativa da MetLife e a Vila Sésamo, em parceria com a DSOP Educação Financeira, que levará educação financeira a crianças, educadores e famílias ao redor do mundo, por meio de escolas públicas formais e espaços de educação não formais.
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A DSOP, com seu programa de educação financeira adotado por mais de 1500 escolas em todo o país, será responsável pela criação e implementação dos conteúdos e materiais voltados a crianças entre 3 e 6 anos e seus familiares. Para atingir esse púbico, os personagens dos Muppets, da Vila Sésamo, serão utilizados nas apresentações e materiais do projeto, utilizando linguagem lúdica para o diálogo e a construção de estratégias eficazes para controle de despesas, poupança, compartilhamento e doações. As famílias, por sua vez, terão contato com amplos conteúdos multimídia, incluindo animações, jogos online, revistas em quadrinho, clipes
musicais, almanaque de atividades e guia para orientações de cuidadores. O programa, que contribui com a ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira) e reforça sua relevância para a população como um todo, é uma grande oportunidade de o Brasil compartilhar toda a experiência acumulada em empoderamento financeiro nos últimos anos, uma vez que teve uma taxa média anual de crescimento de 3,5% na última década, permitindo que milhões de brasileiros participem ativamente de um mercado de consumo antes inacessível para a maioria. As atividades começarão, primeiramente, em São Paulo, Recife, e Belo Horizonte. Em 2016, na segunda fase, se estenderão para Campo Grande, Curitiba e Belém. Em 2017, na terceira fase, para Manaus, Maceió e Rio de Janeiro. Até 2018, o projeto planeja capacitar 15 mil famílias, além de impactar cerca de 12 milhões de pessoas. Além do Brasil, o “Sonhar, Planejar, Alcançar” será implementado em dez outros países nos próximos anos.
O Colunista Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP de Educação Financeira e da Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Eu Mereço Ter Dinheiro, Ter Dinheiro não tem Segredo, Livre-se das Dívidas, da primeira Coleção Didática de Educação Financeira no Ensino Básico, e das séries infantis O Menino e o Dinheiro e O Menino do Dinheiro, todos pela Editora DSOP.
Crédito da Foto: Anthony Caronia
COLUNA / REINALDO DOMINGOS
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CONVERSA COM O GESTOR Psicopedagogo na Instituição Escolar Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
“ Um dos prédios que compõem o Colégio Vital Brasil
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oda escola abriga uma extraordinária diversidade de alunos, com múltiplos interesses, aptidões, antecedentes e históricos culturais. Nesse espaço privilegiado, os alunos desenvolvem as indispensáveis competências para, em um futuro próximo, aprender uma profissão e inserir-se no sistema empresarial. Adquirem, também, instrumentos necessários para conviver sem maiores tropeços, tentando, ao máximo, polir seus relacionamentos interpessoais.
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Os alunos enfrentam, em uma carga horária altíssima e uma exigência indiscutível, dois desafios paralelos: compartilhar conhecimentos e habilidades de caráter universal e preservar a própria singularidade. É inegável admitir que os efeitos da
Espaços lúdicos facilitam o aprendizado e melhoram o ânimo dos alunos
Os processos de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos atravessam, em alguns casos, diferentes transtornos e dificuldades que afetam diretamente o aproveitamento dos estudos, interferindo, em vários níveis, fatores socioemocionais, comportamentais e relações interpessoais
globalização interfiram na educação, de forma literal. E reafirmar as bases da singularidade e identidade de cada aluno é um trabalho árduo, prolongado e suplica uma cooperação coletiva. Quando a reflexão é possível, podemos analisar e captar certos parâmetros que o inconsciente coletivo imagina e projeta para o âmbito educacional, tendo como principal rumo o aprendizado em primeiro plano, minimizando, assim, todos os impactos que cercam o cotidiano escolar: tanto nos corredores da instituição, nas salas de aula, nos momentos de lazer e nas dificuldades atravessadas – exterior ou interior. A escola é uma construção social organizada e, a partir dela, recebe-se estímulos, habilidades, mudança de
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comportamentos, interferência de diversos fatores (intelectual, físico, social, emocional e psicomotor), experiências significativas, autodescoberta e, também, dificuldades explícitas ou sutis que ganham força durante todo o extenso período letivo. Nessa interação, que recebe influência de uma infinidade de fatores, constrói-se um emaranhado de saberes, práticas, valores, crenças e conhecimentos. E, nessa rede, fortalecida no interior da instituição escolar, certas práticas e técnicas são utilizadas para diagnosticar, acompanhar e amenizar impactos e problematizações inerentes ao seres humanos. A inserção da psicopedagogia no ambiente estudantil auxilia e estuda as relações interpessoais, a aprendizagem (de crianças, jovens e adultos) e os trantornos que possam afetar a assimilação e o processo contínuo de ensino. De acordo com o Centro Psicopedagógico, a psicopedagogia busca na psicologia, psicanálise, psicolinguística, neurologia, psicomotricidade, fonoaudiologia, psiquiatria, entre outros, o conhecimento necessário para aprender como se dá o processo de aprendizagem nos indivíduos. É preciso, em tempo, desfazer o equívoco de que a psicopedagogia é a fusão da pedagogia com a psicologia, ou vice-versa. Ela vai além dos conhecimentos específicos de ambas as áreas.
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No Vital Brazil, cada espaço é adequado para o uso seguro pelos alunos
NAS
ESCOLAS
A instituição escolar, responsável em grande parte pela formação do ser humano, recebe o psicopedagogo com o intuito preventivo, no sentido de procurar competências e habilidades para a solução de certos transtornos. Nessa questão, o papel do psicopedagogo nas escolas é de suma importância e deve ser pensado a partir da instituição. Taís Lima, psicopedagoga e professora de ensino superior da Faculdade Paulista de Artes, acredita que o papel do psicopedagogo nas escolas pode ser desempenhado de duas maneiras: de forma preventiva, orientando e esclarecendo à equipe educacional, as questões relativas à aprendizagem para que haja uma abertura maior por parte dos professores e direção, no sentido de melhorar as relações entre professor-aluno, a fim de que esse binômio possa ser uma relação efetivamente de troca entre ensinante e aprendente, onde ambos ensinam e ambos aprendem. “Outra forma de se trabalhar é a terapêutica, que de acordo com minhas pesquisas têm um resultado muito melhor, quando o professor ou grupo de professores são atendidos pelo psicopedagogo para que possam aprender a lidar com as diferentes modalidades de aprendizagem, entenderem a própria maneira de aprender e resolverem primeiro as suas dificuldades”, destaca Taís. Segundo a psicopedagoga, os profes-
sores, muitas vezes, têm grande dificuldade para compartilhar seus conhecimentos e é impossível pensar em aprendizagem sem esse compartilhamento. Fazendo um trabalho psicopedagógico com o professor, à medida que ele se conhece como aprendente, pode se reconhecer como ensinante e assumir a autoria de sua obra, possibilitando que a aprendizagem ocorra. A educação, então, visualizada como um processo de construção do conhecimento que ocorre devido a uma complementação, constituindo a relação existente entre professor-aluno, reforça os laços dessa ligação, explorando um caráter seguro – tanto pelos alunos, como pelo próprio professor. Estabelecendo, assim, uma dinâmica confiável tanto pela transmissão/recebimento de aprendizagem, como fatores socioemocionais, que embate diretamente o aprendizado. Especialistas da educação afirmam que o desenvolvimento das habilidades socioemocionais são importantes para a formação dos alunos. Pois, se não forem bem trabalhadas, acabam interferindo ou até mesmo prejudicando o aprendizado cognitivo. “Pesquisas revelam que alunos com as habilidades socioemocionais mais desenvolvidas, com autoestima elevada, seguros, que conseguem gerenciar suas emoções, trabalhar perdas e frustrações, entre outros, possuem maior facilidade em aprender os conteúdos acadêmicos e administrar os conflitos e desafios de seu dia a dia”, diz Cristiane de Cássio
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PSICOPEDAGOGO
18 Ruivo, coordenadora pedagógica da Conceito Escolas Inteligentes. Irene Maluf, especialista em psicopedagogia, educação especial e neuroaprendizagem, afirma que “o Ser Humano é uno, apenas se divide teoricamente para fins de estudo. Assim, a maturação biológica, social e afetiva, caminham juntas e a aprendizagem depende fundamentalmente das trocas que cada criança, jovem ou adulto faz com o meio ambiente a todo instante. Essas informações advindas do meio exterior e das relações com os demais, para que se transformem em conhecimento, precisam passar primeiro pelo sistema límbico do cérebro, ou seja: é preciso emoção, sentimento, afetividade para aprender”. Alguns efeitos socioemocionais, dificuldades de relacionamento e certos distúrbios que percorrem a trajetória escolar e afetam diretamente o aprendizado pode receber o atendimento do psicopedagogo. Os casos de bullying, por exemplo, “são de caráter comportamental e, portanto, cabem aos psicólogos e não aos psicopedagogos.
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O que o psicopedagogo pode fazer é atender às dificuldades de aprendizagem ocasionadas pelo bullying, uma vez que os aspectos sociais e emocionais têm grande interferência na aprendizagem”, ressalta Taís Lima.
muito reduzidos pela presença permanente da ação psicopedagógica na escola”, revela Irene Maluf, que complementa que “mais jovens estariam dentro do sistema escolar, a marginalidade decairia e as condições de vida futura seriam mais promissoras realmente para todos, como ocorre nos países aonde a educação é prioridade: lá a miséria e a contravenção juvenil são muito mais reduzidas”. PSICOPEDAGOGO
&
FAMíLIA
Taís Lima acredita que um dos conflitos mais recorrentes que surgem no âmbito educacional está na relação professor/aluno/família. “O professor acha que a família deve ‘fazer a lição’ com as crianças, o que é bem diferente de ‘participar do processo de aprendizagem do filho’. Tenho visto algumas lições de casa que, sinceramente, as crianças não sabem e não podem fazer sozinhas e os pais também não sabem ensinar como o professor ensina. São funções diferentes: pai e mãe devem ser pai e mãe e não professores. São sim, ensinantes de seus filhos, mas não são professores de seus filhos. Por outro lado, os pais querem que os professores eduquem seus filhos, tarefa essa que cabe a eles. No meio desse conflito fica a criança que já não sabe mais qual o papel de cada um”, salienta.
Além do bullying, “questões relativas a evasão escolar, ao mau aproveitamento pedagógico e até ao uso inadequado de recursos como materiais escolares , poderiam ser evitados ou
A família pode praticamente definir o sucesso ou o insucesso da ação interventiva não só do psicopedagogo mas da escola, da aprendizagem como um todo. Do apoio e confiança dos pais ao trabalho desses profissionais, de-
Laboratório Entrada do no Colégio Vital Brazil São Luís, amplia em São o aprendizado Paulo. em ciências
O Vital Entrada Brazil do foi Colégio planejado São Luís, para atender em São do Paulo. ensino fundamental ao médio
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As salas no Vital Brazil foram projetadas de acordo com a idade e a faixa de ensino
É frequente conseguirmos ajudar uma criança a partir de mudanças no comportamento de seus pais em relação a ela, os esclarecendo quanto, por exemplo, a expectativa de seu rendimento acadêmico, seu desenvolvimento maturativo, seus reais problemas de aquisição de habilidades e conhecimentos, etc”, afirma Irene Maluf. A família garante sua essencialidade, concebe suas raízes e torna-se capaz de elaborar as próprias competências. Nela, é constituída a primeira impressão de instituição social de ordem formadora. E, na escola, a criança encontra o alicerce para uma formação elaborada. Garantindo uma relação sólida e duradoura entre os dois lados, o resultado é satisfatório – tanto para os alunos, como pais e professores. Cabe, então, ao psicopedagogo mediar ou sugerir algumas mudanças na rotina da criança junto à família, com foco no melhor aproveitamento do aprendizado. “Quando, após o diagnóstico, damos a devolutiva à criança e aos pais, geralmente sugerimos algumas possibilidades para melhorar o aprendizado, mas, a minha postura como psicopedagoga é trabalhar mais com a criança. Sinceramente não acredito
que uma família possa mudar seus padrões de conduta, para atender às necessidades do filho”, ressalta Taís Lima. Segundo a psicopedagoga, faz parte do aprendizado lidar com as diferenças e há a possibilidade de mudança na escola, “mas não podemos a família. Não mudamos para resolver o problema do outro, mudamos para resolver nossos problemas. É isso que eu procuro trabalhar com as crianças e adultos que atendo: ‘eu quero aprender, apesar de......’”. Reconhecer o trabalho do psicopedagogo como um aliado para a promoção de um ensino sadio é uma forma de identificar a cooperação estudantil como compromisso total com o aluno e a recíproca é legítima. “Quando percebem seus progressos acadêmicos, os alunos se automotivam e passam a protagonizar o processo de ensino-aprendizagem. Todo objetivo com metas estabelecidas e com profissionais capacitados e engajados promove resultados surpreendentes”, finaliza Teresa D’Angelo Santos, coordenadora pedagógica (Educação Infantil e Ensino Fundamental I) do Colégio Vital Brazil.
SAIBA MAIS Taís Lima taislima@globo.com
Irene Maluf irenemaluf2014@uol.com.br
Teresa D’Angelo Santos atendimento@vitalbrazilsp.com.br
Cristiane de Cássio Ruivo conceito@conceitoescolas.com.br
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pende, principalmente no caso de crianças, a segurança emocional e a formação do vínculo, indispensáveis para a aprendizagem acadêmica. “Se a criança tem um problema no aprender, qualquer que seja, a família deve não apenas ser informada, mas deve participar ativamente do processo de avaliação e intervenção psicopedagógica, assim como deve estar atenta diariamente ao desenvolvimento do trabalho escolar do filho.
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ENTRETENImENTO
ENTRETENImENTO COmO EdUCAçãO
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educação lúdica que leva o entretenimento aos alunos possui grandes vantagens como uma maior sociabilidade dos alunos, um aprendizado baseado na formação intercultural, entre outros. Na sala de aula o aluno não vivencia totalmente ao que está sendo estudado e com a possibilidade de atividades fora desse ambiente a interpretação, atenção e entendimento da matéria fica mais fácil de ser assimilada. Robson Alves dos Santos, professor do curso de pós-graduação em Gestão Escolar do Centro Universitário Senac, acredita que fora da sala de aula o aluno também pode explorar ao máximo seus sentidos sensoriais dando uma outra perspectiva do assunto abordado: “Os aspectos sensoriais são explorados em sua plenitude, num ambiente de maior liberdade e interação, onde o aluno pode, não apenas ouvir falar de uma árvore, por exemplo, mas tocá-la, vê-la ‘ao vivo e a cores’”. Com isso, o aluno ao reagir postivamente sobre o entretenimento fora da sala de aula, abre a mente para novas formas de conhecimento além do tradicional e, mais adiante possibilita a chance de se encantar pela cultura que o passeio agregou e olhar com outra visão as peças culturais. O professor do curso de pós-graduação em Docência no Ensino Superior do Centro Universitário Senac, Vincente Cândido, afirma que os alunos percebem nuan-
por Natalia Sayuri Melo
ces da obra ou passeio apresentado e levam isso cada vez mais para o dia a dia: “Se os alunos não conseguem perceber a perspectiva que o professor indicou para se apreciar uma obra de arte, por exemplo, o aluno continuará perdido e apenas visitando o museu como um visitante qualquer, sem nenhuma intenção acadêmica.” Aliar a agenda e rotina escolar com passeios, atividades práticas e culturais é possível se tiver o cuidado necessário. Robson Alves explica que os planejamentos para que os passeios culturais ocorram devem ser feitos com o mesmo zelo que os planejamentos de aulas em sala no ano letivo: “Múltiplas formas de aproveitar atividades externas, passeios, estudos do meio, agregando ensino à ludicidade que o próprio ato de ‘sair da escola’ já proporciona aos alunos.” O planejamento das atividades lúdicas deve ser feito com tanto ou mais cuidados do que um planejamento para aulas no cotidiano.” As atividades lúdicas devem levar o aluno para dentro da realidade da atividade apresentada e conseguir transformar o ensino em uma atividade mais empolgante.
SAIBA mAIS ROBSON ALVES DOS SANTOS contato@sp.senac.br
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NOvOS CAmINHOS dO CONHECImENTO
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conhecimento é apresentado, atualmente, em diversas ramificações, plataformas, sistemas, ajustes e, também, disponibilidade. Percebemos um avanço considerável de instituições que ampliaram sua grade curricular em várias áreas do saber para acoplar e sugerir alternativas acadêmicas à alunos que não possuem uma disponibilidade de horário integral, presença física ou até mesmo necessite de estratégias para concluir os estudos. Os meses de janeiro e julho são representados pelas férias escolares e também profisisonais. Nesse período, muitas opções são oferecidas, tanto para a diversão e lazer, como para os estudos. Especialistas acreditam que os cursos de curta duração são excelentes oportunidades para uma atualização ou conhecer novas áreas, já que as férias propõem um tempo livre significativo. Ana Kuller, coordenadora da área de educação do Senac São Paulo, afirma que “os cursos de férias têm sua duração mais concentrada, de forma que o profissional consegue finalizar um curso em menos tempo do que levaria, caso fosse realizado em um horário normal, durante o período letivo. Com o cérebro mais descansado e longe da correria do dia a dia de trabalho é mais fácil se dedicar ao estudo e ter um melhor rendimento”. Segundo a coordenadora, os cursos permitem
que as pessoas se qualifiquem ao longo de toda a vida, em uma perspectiva de educação continuada, uma vez que possibilitam a abordagem de temas específicos, que aperfeiçoam conhecimentos ou promovem uma formação inicial em determinada área. “Apesar de não serem cursos regulamentados, permitem que as pessoas mantenhamse e busquem aperfeiçoar-se em aspectos específicos de interesse e demonstram interesse por atualização profissional, o que é muito bem visto pelo mercado de trabalho”, destaca. O Senac São Paulo, em 2014, por exemplo, recebeu 210.000 alunos em cursos de curta duração, com maior procura em cursos de idiomas, aplicativos e áreas administrativas. Esse dado identifica dois fatores: a oferta destes módulos de curso se intensificando a cada ano, aumentando, assim, as instituições que oferecem esse tipo de programa em seu currículo e, consequentemente, a busca acelerada por especializações, destaque no mercado de trabalho ou conhecimento além de sua profissão. O público-alvo destes cursos, geralmente, são profissionais inseridos no mercado de trabalho, que desejam aprimorar conhecimentos ou buscar novos caminhos que complementem seu perfil profissional. “Os cursos são destinados a pessoas de qualquer idade ou escolaridade, interessadas em alguma área específica e que possuam os pré-requisitos
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Linda Derviche Blaj, diretora do curso Infantil do Colégio I. L. Peretz, diz que as atividades são direcionadas às crianças de 01 ano e meio aos 06 anos de idade. “A equipe conta com pedagogos e profissionais da área de Educação Física. Cada ambiente é planejado para que as crianças tenham: Atividades recreativas; Atividades esportivas; Literatura; Atividades artísticas; Culinária; Passeios; Filmes e Show de mágica. E as crianças fazem as refeições na escola com a supervisão de uma nutricionista”. O Colégio Santo Américo, localizado na região sul de São Paulo, disponibiliza, sobretudo nos departamentos de línguas estrangeiras, estímulo para realizar os estudos no período de férias. “No departamento de Espanhol, por exemplo, sugerimos, por meio da agência Experimento, Barcelona e Valência, durante quatro semanas de julho, para uma imersão em espanhol – língua e cultura. Um curso excelente, certificado pela Enforex, reconhecido internacionalmente, que nos dá a garantia de que nossos alunos estarão em boas mãos”, afirma Irene Reis, professora e supervisora do departamento de Espanhol do Colégio Santo Américo.
Além disso, ressalta a coordenadora, a busca constante por novos conhecimentos e por aprimoramento profissional é uma característica necessária no mercado de trabalho atual, uma vez que os processos tecnológicos e de trabalho vem mudando muito rapidamente. E nesse panorama cíclico, o ensino a distância se faz presente em todos os espaços. Construir o ensino a distância aponta uma circunstância real, deixando de lado uma sutil tendência educacional, mesmo que esteja em processo de evolução. “Há vários cursos de curta duração via web. Porém, muita gente opta por cursos presenciais exatamente pela possibilidade da troca. A troca em ambiente pessoal é diferente da troca em ambiente virtual. Durante o ano, por falta de tempo, opta-se por cursos via web e, nas férias, muita gente prefere cursos presenciais e fora do país, já que o tempo disponível é maior”, diz Irene Reis, professora e supervisora do Colégio Santo Américo. Acreditar e consolidar um curso de férias é uma maneira de explorar os caminhos do conhecimento em um período propício, já que o rendimento é eficaz devido à ausência de sobrecarga física e psicológica. “Aproveitar a época das férias para um curso, desde que seja bem direcionado, bem escolhido, que além de ensinar conteúdo também valorize o ócio criativo, é perfeito”, finaliza Irene. (RP)
ENSINO A DISTÂNCIA O sistema empresarial, bem como grande parte de nossa sociedade, está em um ciclo efêmero, transformador, observando minuciosamente os novos empregados, suas rotinas, desejos e objetivos de realização. E, nesse ciclo, o ensino a distância instaura sua missão e destaca-se, aos poucos, no mercado de trabalho. “É possível fazer cursos de
SAIBA MAIS Ana Kuller contato@sp.senac.br
Linda Derviche Blaj arperlov@uol.com.br
Irene Reis samerico@csasp.g12.br
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apontados para cada um dos cursos – não há um requisito único, mas ele é definido para cada curso, em função de seu foco de abordagem e de sua complexidade”, ressalta Ana Kuller. Além das instituições acadêmicas, alguns colégios promovem cursos de férias oferecendo atividades diferenciadas para alunos do ensino infantil. O Colégio Itzhok Leibush Peretz, com uma trajetória de mais de seis décadas de ensino e compromisso com o conhecimento, possui entre suas ações anuais a Colônia de Férias Infantil, que ocorre nas primeiras semanas do mês de julho.
curta duração a distância. Como destacam aspetos específicos de uma área ou de um fazer profissional, permitem uma abordagem bem focada, que facilita aos interessados buscar um curso bastante alinhado aos seus interesses e necessidades”, destaca Ana Kuller, coordenadora da área de educação do Senac São Paulo.
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Ilustração: Studio5
Brinquedos Pedagógicos
A Arte de Brincar por Rafael Pinheiro
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uando começamos a refletir sobre a educação, em si, e as diversas problematizações que cercam e desdobram diariamente no cotidiano de tantas instituições de ensino, focamos, em caráter imediato, o ensino, o aprendizado, a lição de casa e o conhecimento.
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E claro que todo ensino é transformador, relevante e necessário, mas, se pensarmos na estruturação educacional como um complexo de multi fatores, diagnosticaremos outros requisitos tão importantes como o aprendizado – o desenvolvimento através da brincadeira, por exemplo. A arte de brincar possui um papel fundamental no desenvolvimento cultural da criança. Embora o tema seja considerado relevante pelos especialistas em educação infantil, nem sempre a brincadeira é utilizada no cotidiano pedagógico das instituições responsáveis pela educação da infância. Todo brinquedo, jogo ou brincadeira propostos para as crianças levam ao desenvolvimento cognitivo, desde que planejados e pensados com critério. “Quando se faz um jogo de movimento corporal, a criança está explorando, vivenciando e aprendendo uma série de coisas que a ajudarão a compreender o funcionamento de seu corpo e
seus limites”, diz a professora Roseclair Rodrigues. A fonoaudióloga e doutora em educação Adriane Kroeff acredita que as bases essenciais para o desenvolvimento das múltiplas linguagens estão pautadas no desenvolvimento humano e encontram na ludicidade suas diferentes formas de expressão. “O brinquedo é uma ferramenta que proporciona através do seu uso, ou seja, do brincar, construir e reconstruir significados possibilitando simular a vida real e oportunizar errar, arriscar, tentar de novo, mudar, arriscar, criar, inventar. Dessa forma, a criança, em seu desenvolvimento se apropria de conceitos na construção do seu EU”, destaca. Compreender a importância da brincadeira no programa diário de ensino é uma maneira de fomentar elementos lúdicos e, consequentemente, fluído: aprendendo e se divertindo. “É importante não só estabelecer um tempo para brincadeiras como a educação deve ser pautada na ludicidade, pois sabese que além de ‘aprender brincando’ ser muito divertido, o aprendizado é também mais efetivo”, ressalta Adriane. Segundo a especialista, em uma aula tradicional, a criança retém 5% do aprendizado e uma aula com utilização de brincadeiras e jogos, a retenção passa para 85%, ou seja, a diferença é significante. “Cada vez mais
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26 temos professores e escolas ampliando sua visão e abrindo espaço para a Educação Lúdica no Brasil, mas ainda enfrentam também muitas barreiras, pois muitos pais, por manterem a referência de como estudaram e não estarem esclarecidos sobre o assunto, pensam que brincar em sala de aula, não é aprender”.
VAMOS BRINCAR? Na educação infantil, existem muitos materiais e brinquedos intensamente utilizados. Alguns são mais comuns, como: Torre de Formas Geométricas, Material dourado, Blocos de encaixe, Quebra-cabeça silábico e Jogo Ludo. “Alguns jogos são usados em várias séries com dificuldades diferentes. Um exemplo é o jogo da memória, que pode ser usado desde o maternal, porém com temas, formas, figuras, materiais e quantidades de peças adequadas à idade e ao conteúdo que ser quer trabalhar”, diz a professora Roseclair Rodrigues. Existe uma classificação didática que divide os brinquedos por área de desenvolvimento e classifica os brinquedos para o desenvolvimento intelectuais em: Brinquedos de Despertar: trabalha a descoberta, a atenção, observação-escuta, registro, manipulação. Brinquedos de Aquisição: trabalha o aprendizado prático, aprendizado didático, cópia, repetição, limitação, concentração;
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Brinquedos de Raciocínio: trabalha o reconhecimento, combinação, experiências, dedução, comparação, atividades operatórias, atividades lógicas, estratégias. Recentemente, uma discussão e reflexão densa sobre os impactos da segregação dos gêneros na sociedade, elucidou um novo olhar sobre os tratamentos direcionados especificamente a brincadeiras (e brinquedos) de garotos e de garotas. Assim como as esferas sociais mudam, evoluem e constróem outros valores e perspectivas humanitárias, o reflexo na educação é
indiscutível. A professora Roseclair Rodrigues acredita que a criança brinca com o que lhe é oferecido e o preconceito geralmente parte do adulto. “Algumas vezes a criança já traz o interesse por um brinquedo ou outro, por uma cor ou outra, mas o professor e até mesmo os pais devem mostrar naturalidade e permitir que a criança experimente todos os brinquedos, independente do gênero para o qual foi feito sempre que ela quiser. Isto faz parte do jogo simbólico e permite que a criança construa seus conhecimentos baseados na prática e na experimentação, sem constrangimento ou preconceito. Com o tempo ela mesma vai classificando e escolhendo seus brinquedos preferidos”.
DIVERSÃO SEGURA É necessário observar certas características de segurança ao adquirir um brinquedo pedagógico, como a faixa etária indicada no brinquedo, se é de boa qualidade, pois as crianças usarão intensamente, se é aprovado pelo INMETRO e se corresponde ao objetivo proposto de forma clara e eficiente. De acordo com a especialista Adriane Kroeff, a maior segurança deve ser através do acompanhamento e observação dos pais ou adulto que está junto com a criança, além de observações e precauções como tintas tóxicas, pontas e arestas, peças que podem se soltar. “Com os bebês, o cuidado deve ser ainda maior, pois, levando tudo à boca, correm o risco de engolir ou engasgar-se com uma pequena peça que se desprenda até de uma roupa. Outro fato importante é descartar a embalagem, pois os sacos plásticos podem provocar sufocação se levados à boca ou enfiados na cabeça. É melhor evitá -los. Nem sempre será possível atender a todos estes pré-requisitos para fazer uma escolha. Mas, pelo menos é indispensável considerar e ficarem atentos”, finaliza. (RP)
SAIBA mAIS
ROSECLAIR RODRIGUES pautas11@pbdinfinity.com.br
ADRIANE KROEFF abrine@aknetzwork.com
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ACESSÓRIOS (HIGIENE BUCAL E TECNOLOGIA), ALIMENTAÇÃO, BEBEDOUROS, INFORMáTICA
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BRINDES, COPIADORAS (SISTEMAS DE IMPRESSテグ), ENGENHARIA E MEDICINA DO TRABALHO, INFORMテ。TICA
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MANUTENÇÃO PREDIAL, MÓVEIS, PLAYGROUNDS
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LABORATÓRIOS, PISOS, PLAYGROUNDS
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PISOS, PLAYGROUNDS
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32 PLAYGROUNDS
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PLAYGROUNDS, PROJEÇÕES EDUCATIVAS EM 3D, QUADRAS
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SISTEMAS DE SEGURANÇA, TOLDOS E COBERTURAS
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