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Revista Direcional Escolas Edição 55 – Fevereiro/2010

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EDiTORiaL DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida

Caro leitor,

EDITORA Rosali Figueiredo PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO diretores e compradores PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral TIRAGEM 20.000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL Rosali Figueiredo MTB 17722/SP jornalista@condominio.inf.br CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado ASSISTENTE DE ARTE Nathália Tadiello ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço

Valorizar a educação apresenta-se como compromisso urgente e inadiável ao Brasil. Ranking divulgado pela UNESCO em janeiro mostra que o País ocupa apenas o 88º lugar em acesso e qualidade na educação básica. A rede privada, que supre muitas lacunas deixadas pelo Estado, tem um desafio ainda maior, pois é preciso investir em formação e qualidade e, ao mesmo tempo, viabilizar-se como empreendimento. Neste número, a Direcional Escolas aborda temas pertinentes a essa imensa tarefa, como a necessidade de capacitação dos educadores e de ampliação dos serviços oferecidos aos alunos (salas de informática, sistemas de segurança e escolas de esportes). Esta primeira edição do ano trata ainda da gestão propriamente dita, abordando o planejamento tributário e algumas estratégias de marketing (brindes). E deixa, neste espaço, uma dica: o Prêmio SESI de Qualidade da Educação, com inscrições abertas até o dia 14 deste mês. Segundo a gerente de Educação da Rede Escolar SESI de São Paulo, Maria José Zanardi Dias Castaldi, os candidatos serão avaliados conforme a prática pedagógica; a atuação do diretor (gerenciamento desta proposta pedagógica e formação dos educadores, entre outros); o ambiente educativo (infraestrutura adequada à aprendizagem e mediação de conflitos); e os resultados observados pelas avaliações internas e externas. Finalmente, aproveitamos para divulgar os ganhadores da pesquisa promovida pela revista em 2009, lembrando que neste ano iremos repetir a experiência, dando nova oportunidade àqueles que não puderam participar ou que não foram contemplados. Uma boa leitura a todos. Rosali Figueiredo Editora

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Filiada à

Tiragem auditada por

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Dica

FiquE DE OLHO

Sala de Informática

Sistemas de Segurança

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Dica

Escolas de Esportes

Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

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GEsTÃO Planejamento Tributário

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Dica

EspEciaL

Brindes

Capacitação

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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.

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Fotos: Sônia Inakake

pesquisa 2009

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índice Acessórios – 22 Agenda – 14 Alambrados – 27 Alarmes – 33 Artigos Esportivos – 6 Assessoria Contábil – 23 Auditório - 23 Bebedouros – 21, 24 Bolas – 6 Brindes - 13, 24 Brinquedos Educativos – 24 Câmeras - 25, 33 Circuito Fechado de TV – 25, 33 Coberturas – 34 Coleta Seletiva de Lixo – 22 Computadores - 7, 25 Controle de Acesso – 25, 33 Construtora – 30 Escola de Idiomas - 10 Estudo do Meio – 26 Eventos - 25, 27 Filtro – 21, 24 Gerador – 24 Gestão Escolar – 21, 23, 33 Gráfica – 14, 25 Grama Sintética – 31 Impressos Escolares - 14, 25 Informática – 7, 25 Laboratório – 26, 27 Lavadoras de Alta Pressão – 22

Lousa – 25 Manutenção Predial – 30 Material de Limpeza – 22 Microscópios – 26, 27 Microcomputador – 7, 25 Modelos Anatômicos – 26, 27 Móveis – 2ª capa, 30, 4ª capa Ônibus - 27 Palestra - 27 Passeio – 25, 27 Pintura – 30 Pisos – 29, 30, 31, 3ª capa Playgrounds – 1ª capa, 31, 32 Produtos e Equipamentos para Limpeza – 22 Projetores – 25 Quadras – 27 Quadros – 25 Radiocomunicação - 33 Redes de Proteção - 27 Revestimentos - 31 Serralheria – 32 Sistema de Gestão – 5, 33 Sistemas de Segurança – 33 Tapetes – 22 Terceirização - 33 Toldos - 34 Transporte - 27 Tratamento Pisos - 22, 33 Turismo - 25, 27

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Dica: saLa DE inFORMÁTica - EquipaMEnTOs

inovações desafiam escolas, mas melhoram desempenho tecnológico e econômico

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ssim como a biblioteca e a sala multimídia, o laboratório de informática tornou-se um item obrigatório às escolas, mas também uma permanente fonte de demandas. As inovações não dão trégua e haverá um momento, inclusive, em que ele será “agregado” às salas de aula, prevê Edson Alves de Souza, professor de sistemas de informação e que atua como orientador de informática educativa da rede municipal de ensino de São Paulo há oito anos. “A cada dois anos há uma troca do processo tecnológico, atualizam-se o HD e a placa de vídeo, deixando-os capazes de rodar os programas mais modernos”, analisa. Uma configuração mínima de uma estação convencional de trabalho por aluno exige atualmente, por exemplo, HD com 300 gigabytes de memória, monitor de vinte polegadas em LCD, placa de vídeo com interface em três dimensões (3D), além de dois gigabytes de memória RAM. Outro aspecto a ser considerado, observa o professor, é o emprego de acessórios que dispensem fios, como mouse, teclado, webcam e microfone. “Quanto menor a fiação, melhor”, diz. Mas as escolas contam hoje também com inovações que dão uma alternativa mais econômica de configuração de sala de informática em relação a essas estações completas. Se o desktop convencional permite que se trabalhe com o que há de mais moderno em termos de softwares, como jogos em 3D, a opção por subestações de trabalho propicia uma redução substancial nos custos de manutenção e consumo de energia, afirma Thamara Hessel, técnica em sistemas de informação. Thamara fala de pequenos equipamentos que estão disponíveis no

mercado e realizam parte do trabalho da CPU. São caixas pouco maiores que os roteadores, acompanhadas por monitores e acessórios como teclados e mouses, entre outros, que se vinculam à rede central, dispensando a CPU, o HD e o CD-ROM. Caso a estação central opere com o Windows XP, é possível desmembrá-la em até dez subestações de trabalho, sem prejuízo da operação com os softwares mais utilizados pelos estudantes. “No lugar da estação completa por aluno, esta solução representa uma economia de 70% nos custos com energia e manutenção”, afirma Thamara. Segundo ela, o desempenho pedagógico não é prejudicado, pois boa parte da capacidade de processamento dos HDs costuma ficar ociosa no uso escolar, observa. A ideia é a multiplicação de usuários por desktop, conceito que poderá, no futuro, ser expandido às próprias salas de aula. Nestas, porém, é possível ainda trabalhar com os chamados netbooks, observa, por sua vez, o professor Edson Alves. Cada aluno teria o seu equipamento, um computador portátil de baixo custo, capaz de operar com os programas mais utilizados na área pedagógica, além do acesso à internet. Na realidade, em muitas instituições o computador já chegou às salas de aula, como na Escola Carlitos. Com duas unidades localizadas nos bairros centrais de Santa Cecília e Higienópolis, o Carlitos disponibiliza estações de trabalho em cada sala de aula do Ensino Fundamental I e II, afirma Eduardo Yoshi, consultor da instituição. Em relação às salas de informática, Yoshi destaca que é realizado um trabalho de manutenção preventiva e corretiva visando à redução no consumo de energia, por meio da remoção de aplicativos e arquivos ociosos. (R.F.)

na próxima edição: sala de informática - softwares

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anuncio Rodrigo

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FIQUE DE OLHO: SISTEMAS DE SEGURANÇA

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Sensores de passagem e presença, circuito interno e ex-

terno de CFTV, cerca elétrica, controle de acesso com catracas eletrônicas e monitoramento 24 horas. Esses são alguns dos recursos de segurança que deixaram de ser exclusividade dos prédios comerciais, industriais e dos condomínios residenciais e chegaram às escolas, como forma de garantir seu patrimônio e proporcionar um pouco de tranquilidade às famílias. Pesquisa divulgada no final de janeiro pelo Movimento Nossa São Paulo indica que 87% dos paulistanos sentem-se inseguros ao viver, trabalhar, estudar e circular na Capital. Realizado entre os dias 2 e 16 de dezembro passado pelo Ibope, o levantamento aponta que apenas 3% entre os 1.512 entrevistados revelaram-se totalmente satisfeitos com a segurança na metrópole. Com os modernos sistemas adotados pelas escolas, existe a possibilidade, inclusive, de os pais receberem informações em tempo real sobre o horário de entrada e saída dos filhos no estabelecimento. Na Alarm Line, empresa que oferece há dezoito anos soluções na área, o ano de 2010 começou com novidades entre os softwares de controle de acesso, “onde os pais poderão ser informados pelo celular quando o filho entra e sai”, afirma o empresário João Luiz Cicoti. Também há “novos modelos de servidores de imagens, que proporcionarão maior rendimento no armazenamento de dados, e novas câmeras Infra RED com visão noturna”, diz. A Alarm Line atua com um amplo portifólio de produtos, envolvendo quatro campos: a proteção da periferia (muros e grades, com sensores ativos e cercas elétricas) e das áreas internas e portas (com sensores de passagem e presença, gerenciados

por centrais de alarmes monitoráveis 24 horas); o monitoramento por câmeras de vídeo (fixas e móveis, controladas por sistemas digitais, servidores de gravação com acesso LAN/ WAN e internet), e; controle de acesso dos alunos (via catracas, gerenciadores e servidores de dados) e dos prestadores de serviço (relógio de ponto). Segundo João Luiz, as câmeras de vídeo constituem o item principal de todo o sistema e devem ser “posicionadas interna e externamente, pois produzem resultados relevantes tanto na área de segurança quanto administrativa”. O controle de acesso é outro recurso indispensável, já que “pode informar, a qualquer momento, se o aluno ou o prestador de serviço encontra-se dentro ou fora da escola”. O empresário ressalva, entretanto, que as soluções precisam considerar as características de cada instituição. “Temos competência especial para atender escolas, dada a experiência adquirida ao longo dos anos. Conhecemos suas necessidades, os melhores produtos e soluções a serem aplicados.” Segundo ele, o objetivo da Alarm Line é o de fornecer “produtos de alta tecnologia, imagens nítidas e ampliáveis, armazenamento seguro dos registros capturados e mobilidade linear para acesso de imagens ou dados.” A empresa atende na Capital e demais municípios próximos, a uma distância até 150 quilometros, “com rapidez, eficiência, instalações estruturadas e equipamentos de ponta”, destaca o empresário. Com quinze anos de atuação junto ao mercado, a AMF Segurança Eletrônica tem o seu core business focado nos sistemas de CFTV digital. O empresário Albano Lopes chama a atenção dos mantenedores quanto à necessidade de se estabelecer

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FIQUE DE OLHO: SISTEMAS DE SEGURANÇA

as aulas de balé de sua filha na escola. “Isso é possível sem riscos, através de uma senha que nos é fornecida pela instituição. Os pais podem assistir às atividades dos filhos”, diz. Mas a empresária ressalva que as soluções devem acompanhar o perfil de cada estabelecimento. “O CFTV pode ser instalado em qualquer escola, pequena, média ou grande; já o controle de acesso apresenta um melhor custo beneficio para um maior número de alunos”, observa. De qualquer maneira, a tendência é que os preços caiam, pondera Kátia, lembrando que “no sistema de acesso as leitoras biométricas estão cada vez mais confiáveis, e com preços mais acessíveis”. A E-Network procura desenvolver soluções que atendam às necessidades das mantenedoras, pondera a empresária. Baseada em valores como “transparência, honestidade e ética”, a empresa trabalha com fabricantes e distribuidores de primeira linha, orienta os clientes a fazer o seguro dos equipamentos e oferece um suporte diferenciado na instalação, “pensando em minimizar os problemas futuros de manutenção”. “Sempre solicitamos a eles o aterramento das tomadas elétricas.” A E-Network atua em todo o Estado de São Paulo como instaladora, mas comercializa os produtos para as demais cidades brasileiras, tendo inaugurado, neste ano, sua loja virtual (a www.confiraaqui.com. br), com assessoria via telefone, skype e email.

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parcerias com empresas qualificadas para trabalhar com este tipo de suprimento e serviços. “É muito importante que a escola procure empresas especializadas no projeto, venda e instalação do sistema de CFTV” e fuja, conforme observa Albano, dos “kits comercializados nos famosos bolsões de pirataria e contrabando do centro de São Paulo”. Nesses casos, acrescenta, é comum que o cliente, ao precisar dos arquivos de uma imagem, perceba que ela não foi gravada ou “é de péssima qualidade”. Isso impossibilita “ver” o evento e deixa “a falsa impressão que o sistema de CFTV é inútil, mas na verdade foi feita uma péssima compra buscando somente preço, como se o CFTV fosse um aparelho de TV que se adquire na loja e você mesmo instala”. “O sistema requer acompanhamento de profissional especializado tanto na consultoria e projeto quanto na instalação, pois exige uma rede de infraestrutura dedicada para o cabeamento das câmeras e, principalmente, checar a qualidade, procedência e vida útil dos equipamentos”, afirma. Neste ano, a AMF traz como novidade o sistema de circuito fechado de TV com até 32 câmeras por gravador digital, anuncia o empresário. Albano destaca ainda a “larga experiência da empresa em consultoria e execução do projeto”, bem como o fato de “trabalhar com a marca própria AMF®”. “Assim o cliente tem certeza da qualidade dos equipamentos utilizados.” Os procedimentos da AMF junto aos clientes englobam desde a vistoria e análise de risco no estabelecimento, “determinando os pontos importantes para a cobertura por câmeras”, ao fornecimento e instalação dos equipamentos. A venda é feita para todo o País, mas a instalação somente entre as escolas da Capital e Grande São Paulo. A integração dos sistemas representa, por sua vez, um dos principais diferenciais da E-Network Sistemas e Tecnologia, estabelecida há oito anos no mercado. Nesse sentido, os sócios Kátia Cotait e Alexandre Camargo destacam seu know-how em integrar o controle de acesso (com catracas, leitoras de porta, torniquetes e cancelas para controle de veículos, dotado de “software contendo o banco de dados dos alunos, funcionários e professores”) e o circuito de CFTV digital. “Por meio das câmeras, podemos armazenar as imagens, visualizá-las nos computadores da rede intranet ou acessar remotamente via internet”, observa Kátia. Segundo ela, além da segurança, os produtos facilitam a operação da escola no controle de entrada e saída, eliminam a necessidade de haver muitos funcionários disciplinando os estudantes, observados por meio das câmeras, e propiciam um serviço a mais aos pais. Ela própria, complementa, pode acompanhar do escritório, através da internet e do circuito de CFTV,

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Dica: EscOLas DE EspORTEs – TERcEiRiZaR Ou nÃO?

Parceiros ajudam a ampliar portifólio de serviços

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Escola Cidade Jardim/Playpen, no bairro do Morumbi, e o Colégio Mater Dei, no Jardim América, ambos estabelecidos na zona Sul de São Paulo, encontraram na terceirização das atividades esportivas extracurriculares uma forma de complementar seu horário integral ou “estendido”. “Oferecer atividades extras na própria escola é uma maneira de facilitar a vida das mães e familiares em uma cidade de muito trânsito como São Paulo”, afirma Célia Tilkian, diretora administrativa da Escola Cidade Jardim. O formato escolhido pela instituição permite ampliar as opções aos alunos, além de evitar que a escola “despenda energia e saia de seu core business”, diz. No Mater Dei, a parceria viabiliza a oferta de “outros tipos de modalidades que não entram no currículo regular”, observa, por sua vez, Lucila Cáfaro, coordenadora da Educação Infantil. “Além de proporcionarmos um serviço especializado às crianças, podemos contar com profissionais extremamente qualificados, 100% voltados à sua atividade.” A terceirização da escola de esportes é o recurso que muitas mantenedoras utilizam para “ampliar seu portifólio de serviços e se posicionar diante da concorrência com mais vantagens”, analisa Maurício Costa Berbel, consultor de marketing e gestão estratégica junto às instituições de ensino. Entretanto o modelo funciona mais “no sentido do posicionamento de mercado, enquanto diferencial, do que como fonte de receita no curto prazo”, ressalva. De fato, Célia Tilkian destaca que a ampliação das atividades extras não visa a fins lucrativos; representa mais uma “prestação de serviços aos pais”. Segundo Maurício Berbel, a terceirização viveu um boom nos anos 80

enquanto uma das principais estratégias administrativas de se manter o foco na atividade principal das empresas, deixando aos parceiros trabalhos como vigilância e limpeza. O modelo chegou às escolas nos anos 90, também nesses segmentos. Recentemente, as parcerias foram estendidas para a área pedagógica, mas o consultor adverte que cuidados devem ser tomados para que não se repasse aos terceiros a função maior da escola, a própria educação. O ideal, recomenda, é a terceirização das atividades complementares, como as escolas de esportes. “Terceirizar de maneira responsável é trazer um parceiro que tenha uma proposta coerente com o projeto pedagógico e que se acompanhe isso de forma adequada, trabalhando em função de uma educação melhor e não apenas em torno de objetivos comerciais.” Feita a ressalva, algumas vantagens sobressaem ao se adotar o modelo, observa Berbel. “Os terceiros são especialistas em sua respectiva área, em um nível de conhecimento que às vezes a equipe permanente das escolas não tem condições de obter em seu dia a dia.” Isso envolve as modalidades esportivas, algumas de prática mais recente no País, como badminton, além de tecnologia e até mesmo idiomas. Segundo o professor de Educação Física e coordenador em uma escola de esportes, Marcelo Mancini, parceiro de três instituições de ensino na cidade de São Paulo, os serviços incluem desde ministrar as aulas (de vôlei, tênis, futebol, natação, basquete, circo, dança e teatro) até seu planejamento anual e o acompanhamento pedagógico. Também faz parte do pacote realizar consultoria para a manutenção dos equipamentos e da infraestrutura esportiva. (R.F.)

na próxima edição: tanque de Areia

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GESTÃO: PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

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rabalhar com planejamento tributário é como “fazer a barba”. “Precisa cuidar todo dia”, observa o advogado, empresário e contador Celso Carlos Fernandes, conselheiro do CRC (Conselho Regional de Contabilidade) e membro do Conselho Municipal de Tributos, vinculado à Secretaria de Finanças da Prefeitura de São Paulo. “O Brasil acorda a cada dia com uma nova lei”, com “voracidade tributária”, complementa. Neste contexto, as empresas e instituições de ensino vêm aprendendo que uma lição bem feita pode render frutos e dividendos. “O planejamento tributário constitui uma ferramenta de gestão, mas antes dele é necessário que se faça um excelente planejamento econômico e financeiro, definindo, por exemplo, os critérios para a concessão de bolsas de estudo, sem ‘esse canibalismo de desconto’”, observa Fernandes. A advogada Flávia Maria Dechechi de Oliveira, especialista em assessoria jurídica empresarial, comenta, por sua vez, que o planejamento propicia às escolas “estratégias de redução de custos, visando diminuir o pagamento de tributos, tendo mais lucro e viabilizando o exercício de suas atividades”. Não é tarefa simples. Conforme Celso Fernandes, o conhecimento jurídico e contábil da legislação torna-se indispensável para que o contribuinte não pague mais tributos. Notadamente no caso da rede privada de ensino, isso representa um imenso rol de leis e normas não apenas da área fiscal e contábil, mas também trabalhista e pedagógica, por meio das quais o Estado exerce o controle sobre a atividade, “com critérios mais rígidos que sobre a própria escola pú-

blica”. É preciso, portanto, profissionalizar a gestão, realizar o planejamento econômico e financeiro e, no quesito tributário, realizar simulações, comparações e “uma pré-contabilidade” para que se faça a melhor escolha quanto ao regime a ser trabalhado. Mesmo porque, o próprio governo profissionaliza e informatiza cada vez mais a fiscalização e a arrecadação de tributos, tendo implantado, há cerca de um ano, o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), em substituição aos livros de escrituração mercantil pelos equivalentes digitais. A medida atinge empresas que faturam anualmente acima de R$ 3 milhões e recolhem impostos pelo lucro real, mas a expectativa é que as optantes pelo lucro presumido ou pelo Simples Nacional venham a ser incluídas no sistema. O SESCON (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo) observa hoje uma grande mobilização entre as pequenas e médias empresas para entender e aplicar o sistema. “Vem por aí o maior controle do mundo em termos de arrecadação de tributos, não somente para as escolas”, avalia Celso Fernandes. Outra tendência, segundo projeta o conselheiro, é que os impostos sejam unificados já em 2011, mas com redução de prazos de recolhimento. Dentro deste controle, “eventuais equívocos cometidos pelas escolas não passarão batidos”, destaca Fernandes. Atualmente, observa, grande parte das mantenedoras de Educação Infantil e Ensino Fundamental operam pelo Simples. A sugestão para as demais, segundo Fernandes, é que, dentro do atual escopo legal, optem pelo lucro real.

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Por Rosali Figueiredo

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GESTÃO: PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

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Reduzindo custos Mas qualquer que seja o regime tributário é sempre possível empregar “artifícios lícitos para reduzir os custos”. Entre alguns optantes pelo Simples, exemplifica o conselheiro, torna-se passível de contestação o recolhimento do ISS pelo pico (5%) aplicado às faixas maiores de faturamento, quando cidades como São Paulo praticam taxas de 2%. Já a advogada Flávia de Oliveira lembra que cada escola deve ser estudada de maneira única, conforme seu modelo de negócio e também sua cultura de gestão. “Às vezes, quando se adota um planejamento, esta cultura precisa ser modificada.” A advogada realizou um levantamento de uma série de medidas que as mantenedoras (não optantes pelo Simples) poderiam adotar no sentido de reduzir custos. Mas ressalva “que cada caso deve ser tratado de forma personalizada, com a devida análise de documentos, considerandose todas as especificidades de cada instituição escolar”. Esses artifícios envolvem contestações judiciais a algumas cobranças, como da CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido), do COFINS, ISS, seguro-apagão e até mesmo do ICMS. No caso da CSLL, “as escolas particulares, enquanto prestadoras de serviços, foram atingidas pelo aumento determinado pela Lei nº. 10.684/2003. A base de cálculo da contribuição, que constituía 12% da receita bruta, aumentou para 32%, gerando uma elevação da carga tributária de 167%. O aumento é inconstitucional”, assevera. Em relação à COFINS, Flávia lembra que as escolas, “constituídas sob a forma de sociedade civil (denominada sociedade simples pelo novo Código Civil)”, estão “isentas”, situação que somente pode ser pleiteada mediante ação judicial. Ela recomenda às demais alterar seus contratos, “de modo a se enquadrar na hipótese de isenção”. Ainda em termos de COFINS, também pode ser contestado judicialmente “o aumento promovido pela Medida Provisória nº. 135/2003, que elevou a alíquota de 3,5% para 7,5%”. “Esse aumento, da mesma forma que o da CSLL, é inconstitucional, devendo permanecer a alíquota no patamar anterior”, observa. Impostos recolhidos há mais de dez anos também podem ser recuperados, solicitando-se, por exemplo, a exclusão, “da base de cálculo da COFINS e do PIS, os valores computados como receita e que tenham sido transferidos a terceiro, isto é, a outra pessoa jurídica”, no período entre fevereiro de 1999 a junho de 2000. Por meio de uma análise

precisa de jurisprudências, é possível ainda contestar o pagamento do ISS sobre a prestação de serviço pelas escolas franqueadas – “O STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça ) entendem que a franquia não é serviço”. A advogada destaca também que “as escolas, na condição de sociedades uniprofissionais, não estão sujeitas ao ISS de acordo com preço do serviço”, ou seja, ao ISS recolhido sobre o valor fixo. “Isso porque, os parágrafos 1° e 3° do Art. 9°, do Decreto-Lei n°. 406/68, que permitem a cobrança do ISS das sociedades uniprofissionais pelo valor fixo, não foram expressamente revogados pela LC n°. 116/2003.” Finalmente, figuram na lista de contestações possíveis, por razões diversas, o chamado seguro-apagão, a cobrança da COSIP (Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública dos Municípios) e do ICMS, neste caso para as escolas inseridas no Grupo A, que pagam “a demanda contratada”. Quanto ao ICMS, inclusive, Flávia ressalta que “as fundações sem fins lucrativos são imunes ao imposto, podendo recuperar o que foi pago indevidamente nas faturas de energia elétrica e telefone, dentre outras”. “O contribuinte tem o direito de estruturar o seu negócio da maneira que melhor lhe pareça, procurando a diminuição dos custos de seu empreendimento, inclusive dos impostos. Se a forma celebrada é jurídica e lícita, a Fazenda pública deve respeitá-la”, conclui a advogada.

SAIBA MAIS Celso Carlos Fernandes comercial@meirafernandes.com.br

Flávia Maria Dechechi de Oliveira flavia@afo.adv.br

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Dica: BRinDEs

Ação promocional busca vínculos duradouros

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pimenta grafica

ivros sobre técnicas de estudo, pendrives, luminárias, relógios de pulso e as tradicionais canecas personalizadas são alguns dos brindes que o Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida (CONSA), localizado em Moema, zona Sul de São Paulo, ofereceu aos alunos e educadores durante o ano de 2009. Entretanto o que mais chamou a atenção de sua clientela foi um ursinho de pelúcia vestido com o uniforme da escola, presenteado aos novos estudantes ou àqueles que fizeram a rematrícula. “O brinde é um importante recurso para a sustentação da marca pós-ação promocional, uma vez que a extensão residual de seu impacto perdura por vários meses”, afirma Auli De Vitto, vice-presidente executivo da AMPRO (Associação de Marketing Promocional). No CONSA, “o brinde está previsto em todos os planejamentos anuais de marketing”, revela Isabella Sprovieri, responsável pelo setor na Associação Cultura Franciscana, mantenedora do Colégio. Invariavelmente, eles são utilizados em quatro períodos específicos pela instituição: matrícula e rematrícula, Dia das Crianças (envolvendo alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I), Dia dos Estudantes (comemorado em 11 de agosto junto ao Fundamental II e Ensino Médio) e Dia dos Professores (com os mimos estendidos a todos os educadores de sua equipe). Nas demais datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Mães e dos Pais e Natal, são confeccionados cartões temáticos, alusivos a personalidades ou eventos. Em 2009, as peças homenagearam o 200º centenário do nascimento de Charles Darwin. Cada material é pensado conforme a faixa etária da clientela e a utilidade do produto, destaca a coordenadora de marketing. As canecas de plástico perso-

nalizadas, por exemplo, dadas às crianças do Infantil e Fundamental I, estavam associadas à ideia da sustentabilidade e à prevenção contra a gripe suína. Já o livro e a luminária representaram um estímulo ao estudo entre os adolescentes e jovens, enquanto que pendrives e relógios de pulso atenderam às necessidades de trabalho dos educadores. “Os brindes constituem instrumentos eficazes na obtenção de resposta ou comportamento desejado para um determinado público”, explica Auli Di Vitto, da AMPRO. O vicepresidente estima “uma infinidade de aplicações de acordo com o interesse das escolas”. Além das datas comemorativas, podem ser aplicados como recurso de estímulo para a atualização de dados ou a antecipação da matrícula, ou ainda como divulgadores de cursos de férias e serviços complementares. “Por serem produtos utilitários, possibilitam a visualização da marca várias vezes durante o dia, possibilitando uma elevada frequência de impactos da marca, fortalecendo o residual desejado”, destaca. Di Vitto ressalva, porém, que o brinde deve estar adequado à ação promocional pretendida. Segundo ele, o mercado acompanha a inovação tecnológica e também a demanda pela sustentabilidade, oferecendo novas opções aos clientes. Há desde pendrives contendo mensagens gravadas, a “itens ligados à preservação do meio ambiente e responsabilidade social”. O dirigente afirma que em 2009 o setor viveu grande mobilização em torno do desenvolvimento de produtos à base de plástico biodegradável, papéis reciclados, resíduos de embalagens e reutilização de sobras de materiais e reaproveitamento da água industrial. Um dos destaques foram as sementes e mudas, hoje disponibilizadas de maneira personalizada, com a logomarca do cliente. (R.F.)

na próxima edição: Biblioteca - estrutura

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lançamentos

Conheça alguns dos mais recentes lançamentos de literatura infanto-juvenil e de livros voltados à educação. Por Luiza Oliva

Histórias de Amado Livro: A ratinha branca de Pé-de-vento e A Bagagem de Otália www.companhiadasletrinhas.com.br

Autor: Jorge Amado

Editora: Companhia das Letrinhas

Ilustrações: Marilda Castanha

Preço: R$ 32,00

Pé-de-Vento é apaixonado pela mulata Eró. Como não é dado a galanteios explícitos, decide presentear a amada com sua ratinha branca adestrada. Depois de muito treino, o bichinho responde aos sinais de comando virando de costas e fechando os olhos, à espera de afagos na barriga. Com esse feito extraordinário, o rapaz dá como certo que conquistará o amor de Eró. Otália, recém-chegada à cidade, aparece no bar de Alonso apenas com a roupa do corpo. Pouco antes, na estação ferroviária, pedira a um homem bem-vestido que cuidasse de sua bagagem enquanto ia ao banheiro. Ao voltar, percebeu que foi roubada. Embora o sumiço da mala a preocupe, sua angústia está centrada em um embrulho de conteúdo misterioso que carregava na bagagem. As histórias foram extraídas de Os pastores da noite, obra publicada em 1964. Com adaptação de Mariana Amado Costa e ilustrações de Marilda Castanha, A ratinha de Pé-de-vento e A bagagem de Otália conserva a atmosfera do romance do escritor baiano, reunindo ao mesmo tempo elementos da narrativa infantil, por tratar do sonho, da diversão e da fantasia.

Olhar especial sobre o brinquedo Livro: O Brinquedo na Literatura infantil: uma leitura psicanalítica www.editorabiruta.com.br

Autor: Ninfa Parreiras

Editora: Biruta

Páginas: 200

Preço: R$ 38,00

Como unir literatura, psicanálise e educação tendo por objeto comum o brinquedo? Ninfa Parreiras, neste livro, tem as respostas muito bem engendradas para essa questão interdisciplinar. Psicanalista e especialista na Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Ninfa enreda seu leitor nos caminhos entrelaçados da história e do uso do brinquedo, da história da infância, da história e conceituação da literatura infantil, tendo como pontos de apoio as noções do brinquedo como transgressão, catarse, via de comunicação entre a criança e o adulto, entre o seu mundo externo e interno, edificador da subjetividade, retirados da psicanálise, tendo por base Freud, Sándor Ferenczi e Donald W. Winnicott.

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Convite à brincadeira

Sobre o afeto

Livro: Vamos brincar?

Livro: O colecionador de manhãs

Autor: Emilia Cipriano e Silmara Rascalha Casadei

Autor: Walther Moreira-Santos

Ilustrações: Lisie De Lucca

Ilustrações: André Neves

Editora: Escrituras

Editora: Formato

Preço: R$ 18,00

Preço: R$ 28,00

Páginas: 36

Páginas: 40

www.escrituras.com.br

www.formatoeditorial.com.br

Você já brincou de correcotia, amarelinha, pegapega,

Esta obra fala da relação entre pai e filho, avô e neto;

esconde-esconde, cadê o anel? O livro é um convite às

fala de mares, de nuvens e de manhãs. São duas histó-

crianças e um apelo aos adultos para que todos juntos

rias sobre o afeto – Você já viu um pastor de nuvens?

resgatem as brincadeiras livres da infância. As autoras

e O colecionador de manhãs -, aquele sentimento de-

destacam que o direito de a criança brincar é um pres-

licado, tal como um pássaro com a asa quebrada. O

suposto necessário à preservação da infância.

escritor é também dramaturgo, vencedor de mais de 60 prêmios literários.

De dar água na boca Livro: Rimas saborosas Autor: César Obeid Ilustrações: Luna Vicente Editora: Moderna Preço: R$ 29,50 Páginas: 64 www.moderna.com.br Através de versos em cordel, o autor mostra para as crianças como pode ser divertido e gostoso se alimentar bem, longe dos fast-foods e salgadinhos. Dá até água na boca com as lindas ilustrações feitas com massinha de modelar. O livro traz curiosidades sobre os vegetais, informações nutricionais e receitas saborosas de pratos bem fáceis de fazer! A obra é ilustrada com a técnica da massinha de modelar e também traz a receita da massinha.

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ilustração: Jonas Coronado

ESPECIAL: CAPACITAÇÃO

Por Rosali Figueiredo

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O

s meses de fevereiro e março marcam o período de inscrição e início de muitos cursos voltados à atualização, reciclagem e aperfeiçoamento do educador no sentido de proporcionar-lhe os recursos necessários à melhoria de seu desempenho na formação dos alunos. Oferecidos por instituições de ensino superior, escolas privadas, entidades de classe, entre outros, visam a suprir desde lacunas graves deixadas na graduação pelos cursos de Pedagogia a introduzilos no mundo da tecnologia da informação, passando ainda pela inclusão. São cursos de especialização em nível de pósgraduação Lato Sensu, de extensão ou ainda workshops com cargas horárias variadas. Abordam questões práticas, como a postura certa diante da lousa ou a organização de painéis informativos em salas de aula, entre outros, até seu papel de educador em um mundo dominado pelas tecnologias de informação. A coordenadora da área de cursos do SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), Regina Di Stéfano, diz que é preciso, sobretudo, valorizar o professor, oferecendo-lhe instrumentos para que a própria escola possa cobrar, depois, a qualidade do trabalho. Regina observa hoje uma grande lacuna na formação prática dos professores, algo que anteriormente o antigo Magistério proporcionava. “Este era superior a muitos cursos atuais de Pedagogia, que não dão a aplicação prática da teoria, como o letramento, a fonética, o planejamento e o plano de aula, por exemplo.” Os cursos regulares do Sindicato “procuram suprir a lacuna e qualificar o professor”. Seus temas englobam Artes, Geografia, História, Matemática, linguagem visual e verbal, psicomotricidade, avaliação e planejamento, entre outros. Além desta programação, o Sindicato está com inscrições abertas para dois cursos de especialização Lato Sensu, um em Psicopedagogia (ver quadro), outro em Contação de Histórias

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(organizado e ministrado pelo professor Giuliano Tierno). Um terceiro curso, de carga horária de 428 horas, irá trabalhar a Didática da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Segundo Regina, “as escolas devem cobrar os professores em termos de formação e postura” e, aquelas que assim procedem, “observam um grande crescimento deste profissional”. Para a pedagoga Emília Cipriano Sanches, doutora em Educação e mestre em Psicologia da Educação, “não estamos conseguindo trazer a prática como grande exercício de reflexão da escola e, se isso continuar a acontecer, estaremos nos distanciando cada vez mais de nosso papel de formação”. Emília organizou um curso de especialização e aperfeiçoamento para professores da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental (ver quadro), que será oferecido ainda neste ano pelo SINPRO (Sindicato dos Professores de São Paulo). “Ele propõe a intervenção na prática pedagógica, trabalha o tempo todo a problematização da ação”, diz, apontando para noções aparentemente simples, como a organização do espaço da sala de aula, por exemplo. Isso não significa, porém, uma mera instrumentalização do profissional, mas um espaço que lhe permita “identificar suas opções de construir uma autoria”. Se atualmente há professores inseguros até mesmo para montar painéis em classe ou aplicar avaliações, o desafio está, conforme Emília sugere, em reconstruir sua identidade. É preciso, continua a pedagoga, reafirmar-se como referência diante dos alunos, mas se abrindo também ao aprendizado de “saberes diferenciados”, cientes de sua “intencionalidade” (sabendo o que e o porquê está ensinando) e “alimentando sonhos”. O SINPRO promove ainda cursos periódicos de extensão cultural, iniciando-os nos meses de fevereiro e agosto. “Eles procuram atender a todas as áreas do conhecimento e faixas de escolaridade. Seu objetivo principal é atualizar o professor em relação às novas metodologias”, afirma a pedagoga Rita Fraga, responsável pela Escola do Professor do Sindicato.

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Tecnologia – Um valioso recurso didático No mês de março, o Sindicato dos Professores iniciará também um workshop sobre o uso das tecnologias da informação em sala de aula. O tema é delicado, porque há uma resistência natural dos profissionais diante das novas ferramentas, avaliam os especialistas. “Mas o modelo giz, lousa e saliva está sumindo. A escola tem que investir nas novas tecnologias e surpreender os alunos com 3D, lousa digital,

entre outros, para que o aprendizado ocorra com mais facilidade”, recomenda Wagner Sanchez, mestre em Tecnologia da Informação, especialista em Educação e diretor acadêmico do Colégio Módulo, localizado no bairro da Lapa, zona Oeste de São Paulo. “Como se prepara o professor para isso? As crianças já nascem com a mão no mouse do computador. Não tem outra forma senão promover cursos de capacitação e oficinas objetivas de reciclagem. Além da instrumentalização, é preciso fazê-lo entender como a tecnologia pode fazer a diferença”, acrescenta. Segundo o POIE Edson Alves de Souza, Professor Orientador de Informática Educativa da rede municipal de ensino em São Paulo, “tão importante quanto aprender a usar a tecnologia, é a mudança de postura. Caso o professor não a domine, há um grande risco de ficar desacreditado diante do aluno. Ele é um imigrante digital, sendo que o aluno é um nativo digital”. Edson Alves, docente em nível superior de sistemas de informação e bolsista do MEC na Universidade Aberta, atuando junto aos cursos de Educação a Distância da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), afirma que a capacitação “deve fazer a ponte entre a tecnologia e o currículo escolar”. “Deve ensiná-lo a usar retroprojetor, DVD, MP3, máquina e lousa digital, além dos próprios softwares do computador. Mas deve também torná-lo um tutor (fazêlo usar o computador da forma como a um livro), desafiando o aluno a exercer a criatividade, usar recursos de pesquisa na internet, levantar história, contextualizar, comparar fontes, reunir os dados e expô-los por meio de ferramentas como vídeos e blogs.” No Colégio Módulo, por exemplo, está sendo aplicado o conceito de webquest junto aos estudantes do Ensino Fundamental II, atividades de pesquisa que empregam os recursos da internet. A escola realizou oficinas sobre a metodologia entre os professores, que, em 2009, por exemplo, propuseram aos alunos investigar a história do vampirismo e, a partir daí, conteúdos programáticos como os tipos sanguíneos e doação de sangue.

Inclusão – Uma grande procura A inclusão é outra área que tem propiciado uma grande demanda por capacitação. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina, em seu artigo 58, que os “educandos portadores de necessidades especiais” sejam atendidos, “preferencialmente”, dentro do sistema regular de ensino.

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Segundo Márcia Icléa Bagnatori, pedagoga, mestre em Educação Especial e especialista em projetos pedagógicos na área, “a demanda pela capacitação tem crescido muito, mas é preciso mais qualidade na oferta”. A especialista destaca o predomínio hoje de abordagens isoladas entre os cursos oferecidos (como o ensino da língua dos sinais) ou focalizadas na legislação, em lugar de propiciar orientação e mobilidade para quem vai trabalhar com deficiência visual ou ensinar a atuar junto a

crianças com dificuldades de leitura. Coautora do Livro “Projetos Especiais para Crianças Maravilhosas”, em parceria com Magali Bussab, a ser lançado neste mês pela editora Arte Ciência, Márcia sugere que a capacitação trabalhe o diagnóstico (quem faz?), a evolução do deficiente (até quando investir?), o próprio conceito de inclusão, a adaptação dos materiais, a integração da equipe, a avaliação (mitos e necessidades), a promoção e reprovação e a relação entre idade e série.

Confira dois cursos de especialização oferecidos pelas entidades de classe CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM PSICOPEDAGOGIA Ementa: O trabalho educacional e terapêutico apoiado em fundamentos cognitivos, das neurociências e psicossociais Organizador: SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) Coordenadoras: Lídia Lacava, Maria Irene Maluf e Vera Marcia Gonçalves Pina Início: 04/03/2010 Carga horária: 400 h/aula (3 semestres consecutivos) Local: SIEEESP/SP (Av. Dr. Altino Arantes, nº. 225 – Vila Clementino / SP) Parceria com as Faculdades Integradas Claretianas Mais informações: (11)5583-5555 / 5583-5500/5583-5523 E-mail: cursos@sieeesp.com.br

Ementa: rever o papel do professor em sala de aula, na escola ou na comunidade, incentivando-os a interiorizar o seu real valor em uma sociedade que tanto deles precisa; discutir, entre outros, os problemas de ordem filosófica, da psicologia e da didática, não só de ordem pessoal, como para instrumentalizá-lo para o aperfeiçoamento de sua ação educacional e profissional; novos e modernos aspectos da psicogênese da alfabetização e de seus inúmeros e importantes desdobramentos didáticos, pedagógicos e sociais durante todo o período da infância. Organizador: SINPRO (Sindicato dos Professores de São Paulo) Coordenadora: Emília Cipriano Início: a confirmar (início previsto no segundo semestre de 2010) Carga horária: 420 h/aula (4 semestres consecutivos) Local: Escola do Professor Mais informações: (11) 5080-5988 Endereço: R Borges Lagoa, 170/208 Vila Clementino – São Paulo/SP E-mail: cursos@sinprosp.org.br

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ESPECIALIZAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

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acEssÓRiOs

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ASSESSORIA CONTÁBIL, AUDITÓRIO

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BEBEDOUROS, BRINDES, BRINQUEDOS EDUCATIVOS, GERADOR

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EVENTOS, GESTÃO ESCOLAR, IMPRESSOS ESCOLARES, INFORMÁTICA, LOUSAS

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LABORATÓRIO, ÔNIBUS ESCOLAR, PALESTRA, passeios, QUADRAS

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MANUTENÇÃO PREDIAL, MÓVEIS, PISOS

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maq moveis 3 mod

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PISOS, PLAYGROUNDS, REVESTIMENTOS

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PLAYGROUNDS, SERRALHERIA

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RADIOCOMUNICAÇÃO, SISTEMA DE GESTÃO, SISTEMA DE SEGURANÇA, TERCEIRIZAÇÃO, TRATAMENTO PISO

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TOLDOs

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Revista Direcional Escolas Edição 55 – Fevereiro/2010 by Revista Direcional Escolas - Issuu