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Revista Direcional Escolas Edição 5 – Junho/2005

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Direcional Escolas, junho/05


EDITORIAL

Editores Sônia Inakake Almir C. Almeida Público Leitor Diretores, professores, coordenadores e compradores Circulação Nacional

Caroleitor,

Jornalista Responsável Luiza C. Oliva MTB 16.935 Diretora de Arte Thais Moro Coordenador de Arte Leonardo Piva Assistentes de Arte Adriano Vespa Samantha Audi Bernardo Contatos Publicitários Claudiney Fernandes Evander Alves Valéria Alves Atendimento ao Cliente Juliana Jordão João Marconi Divulgação João Henrique Gonçalves Assinaturas Ismael Robles Junior Revisora Daniela Lima Impressão Oceano Assinatura Bienal: R$ 180,00 Filiada à

Tiragem auditada por

Tiragem de 10.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira respon­ sabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ ponsabiliza por serviços e produtos oferecidos pelos anun­ciantes.

Rua Joaquim Távora, 679 CEP 04015-001 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 atendimento@condominio.inf.br www.direcionalescolas.com.br

Sônia Inakake

Fala-se muito na capacitação contínua do educador. Sabemos, porém, que a imensa maioria dos professores cumpre dupla ou tripla jornada de trabalho, e que as profissionais mulheres ainda se desdobram em suas funções de donas de casa, mães e esposas. Quando, então, se reciclar? As palestras realizadas em congressos educacionais são uma excelente opor­ tunidade para ouvir grandes especialistas e trocar idéias com outros professores e diretores, vindos das mais diversas regiões do país. O último Congresso Internacional de Educação, o Educador, realizado em maio, em São Paulo, foi uma dessas ocasiões mais recentes, reunindo palestrantes brasileiros e estrangeiros. Gabriel Chalita, secretário de Estado da Educação de São Paulo, fez a palestra de abertura do evento para um auditório lotado de educadores. Para Chalita, o professor é a alma da educação. “Se o professor é o maestro dessa orquestra, ele precisa conhecer todos os seus instrumentos. Para isso, ele tem que estudar e as mantenedoras têm que investir na formação dos seus professores. É isso que resolve a educação”, garante. Chalita considera essencial num educador quatro qualidades: ter entusiasmo, ter capacidade de entusiasmar, acompanhar o processo da educação com paciência e ter humildade para assumir que errou.“Se você conseguir tocar na alma do aluno, tudo é mais fácil. Ele percebe que você é o maestro e que ele precisa daquela regência”, conclui. Direcional Escolas espera todos os meses poder contribuir para o trabalho dos educadores, trazendo artigos e reportagens de qualidade, além das indicações dos melhores serviços dirigidos para escolas.

Boa leitura e até a próxima edição! Os editores

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Periodicidade Mensal

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SUMÁRIO

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ENTREVISTA 1

CAPA

ENTREVISTA 2

Yves de La Taille Em busca dos valores morais e éticos

Rumo ao futuro

Cláudia Oliveira Como vender com eficiência

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ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

PERFIL DA ESCOLA

O que eu vou ser quando crescer

Arquidiocesano: histórico, porém moderno

04 Índice de Produtos, 06 Agenda, 16 Fique de Olho, 25 Dicas/Elevador, 26 Dicas/Limpeza, 27 Dicas/Coleta Seletiva de Lixo

ÍNDICE DE PRODUTOS & SERVIÇOS Acampamento 29 Acessórios 3ª capa, 28, 29 Alarmes 5, 34 Alambrados 29 Assessoria 30 Bebedouro 30 Brigada de Incêndio 30 Câmaras 5, 34 Caixa d´Água (Limpeza) 31 Carrinho 3ª capa, 28, 29 Cerca Elétrica 5, 34 Cipa 30 Circuito Fechado de TV 5, 34

Direcional Escolas, junho/05

Coletor para Reciclagem 3ª capa, 28, 29

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Elevadores (Manutenção e Embelezamento) 25, 31 Engenharia do Trabalho 30 Equipamentos para Jardinagem 28 Escola de Idiomas 23 Espelho 3ª capa, 28, 29 Exames Médicos 30 Ferramentas 28

PCMSO 30 Piso 32 Playground 32, 33 PPRA 30 Prevenção de Incêndio 30 Produtos de Limpeza 2ª capa, 28, 29, 32 Projetores 2ª capa, 27

Fita Antiderrapante 3ª capa, 28, 29

Quadra Poliesportiva (Projeto, Manutenção e Reforma) 29

Ginástica (Equipamentos) 30

Radiocomunicação 33

Iluminação de Emergência 34

Redes de Proteção 29

Impermeabilização 30, 32

Reforma 30

Laboratório 32

Ronda 34

Lâmpada 32

Segurança do Trabalho 30

LTCAT 30

Sistema de Segurança 5, 34

Controle de Pragas (Dedetização, Descupinização, Desinsetização, Desentupidora, Desratização) 31

Lavadora de Alta Pressão 3ª capa, 28, 29

Sensor de Presença 34

Lixeiras 3ª capa, 28, 29

Tapete 3ª capa, 28, 29, 34

Controle de Acesso 5, 34

Material Elétrico 32

Terceirização de Serviços 26, 34

Curso 30

Mop´s 3ª capa, 28, 29

Tratamento de Piso 33

Móveis 32, 4ª capa


Direcional Escolas, maio/05


AGENDA II Congresso Internacional de Formação Continuada Pesquisa e Saberes Docentes

II Congresso Nacional de Docência no Ensino Superior

Data: 28 de junho a 1º de julho de 2005 Local: Atlântico Hall – Marina Park Hotel – Fortaleza – CE Contato: (83) 3242-3331 www.apicebr.com.br

Data: 14 a 16 de julho de 2005 Local: Faculdades Integradas Torricelli – Guarulhos – SP Realização: Didática Assessoria em Educação Contato: (19) 3665-2177 www.didaticaa.com.br

III Simpósio Internacional de Educação

II Feira e Congresso Educacional Didática 2005

Data: 4 a 6 de julho de 2005 Local: Faculdade 7 de Setembro – Fortaleza – CE Realização: VC Eventos Contato: (85) 3433-8467 vceventos@vceventos.com.br

II Seminário de Educação de Santa Catarina

Direcional Escolas, junho/05

Data: 8 e 9 de julho de 2005 Local: Florianópolis – SC Realização: Aprender a Fazer Produções Educacionais Contato: (41) 3312-4090 www.aprenderafazer.com.br

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Data: 21 e 22 de julho de 2005 Local: Centro de Exposições e Eventos de Londrina – PR Realização: Alfa Marketing e Eventos Contato: (43) 3347-6652 alfaeventos@sercomtel.com.br

IV Jornada Internacional de Educação do Estado do Rio de Janeiro Data: 21 a 23 de julho de 2005 Local: UERJ Campus Maracanã – Rio de Janeiro – RJ Realização: Futuro Congressos e Eventos Contato: (41) 3668-6949 www.futuroeventos.com.br

Jornada Internacional de Educação de Belo Horizonte

V Jornada Internacional de Educação da Bahia

Data: 8 a 10 de julho de 2005 Local: Belo Horizonte – MG Realização: Futuro Congressos e Eventos Contato: (41) 3668-6949 www.futuroeventos.com.br

Data: 28 a 30 de julho de 2005 Local: Centro de Convenções da Bahia – Salvador – BA Realização: Futuro Congressos e Eventos Contato: (41) 3668-6949 www.futuroeventos.com.br

III Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação

IV Congresso Inaciano de Educação

Data: 14 a 16 de julho de 2005 Local: Frei Caneca – São Paulo – SP Realização: Futuro Congressos e Eventos Contato: (41) 3668-6949 www.futuroeventos.com.br

Data: 26 a 29 de julho de 2005 Local: Florianópolis – SC Realização: Colégio Catarinense Contato: (48) 3251-1500 www.colegiocatarinense.g12/congressoinaciano

Se você quer divulgar algum curso, palestra ou seminário dirigido a educadores, encaminhe seu material para joaohenrique@condominio.inf.br


ENTREVISTA

Yves de La Taille

Em busca

dos valores

morais e éticos ParaopsicólogoYvesdeLaTaille,especialistaemdesenvolvimento moral, o mal-estar existencial, típico da sociedade moderna, se traduz em indisciplina e violência. Nesta entrevista, ele fala de como as escolas deixaram de lado temas como a moral e a ética, e por que é necessário retomá-los.

Para o mestre e doutor em psicologia escolar pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) Yves de La Taille, falta apráticadaeducaçãomoraleéticanasescolas.Segundooespecialista,existeemnossasociedadeumademandaparaadimensãomoral, ou seja, a dos deveres, das obrigações, dos imperativos, do certo e do errado.“O que é proibido numa sociedade pode ser liberado noutra. Quem garante a moralidade é o indivíduo, portanto deve haver um sentimento de obrigatoriedade interno, não apenas o medo de uma punição”, avalia. SegundoYves, as escolas não fazem educação moral mas abusam das regras.“A regra em si não diz nada. As escolas não conseguem obediência porque seus princípios não ficam claros”, diz. Uma dimensão maior, que dá sentido à moral, é a ética. “A palavra ética é mais chique, enquanto moral lembra moralismo, conservadorismo. Na nossa sociedade, tem sido comum usar moral e ética como sinônimos”, aponta. “A pergunta da ética é: que vida quero viver. É a busca da felicidade e como alcançá-la”, completa. Numa pesquisa recente feita pelo psicólogo com alunos do Ensino Médio, os adolescentes tinham que responder à seguinte questão: como eles se imaginavam daqui a dez anos, enfim, qual era o seu projeto de vida para o futuro. “De cerca de 200 respostas, percebi que em dois terços das redações o outro não aparecia. Ou seja, no projeto de vida desses jovens o outro não entra. E, se entrar, ele dá um jeito de passar por cima dele”, aponta. Para Yves, nossa sociedade não está feliz. Em sua opinião, o crescimento da indústria do divertimento é mais do que um sinal de que muitos buscam esquecer da vida, da falta de vontade de viver, do tédio. “Os jovens encontram um vazio no sentido da vida. Se perguntam para que estudar, para que a política. Não é a escola que dirá qual seu projeto de vida mas sem dúvida ela pode ajudar esse jovem a se situar”, conclui. Yves de La Taille é professor de psicologia do desenvolvimento moral na USP, co-autor dos livros Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão e indisciplina na escola (Summus Editorial) e Cinco estudos de educação moral (Casa do Psicólogo) e autor, entre outros, de Limites: três dimensões educacionais (Editora Ática) eVergonha, a ferida moral (EditoraVozes). No 12º Congresso Internacional de Educação/Educador, realizado em maio, em São Paulo, Yves falou a educadores. O assunto foi “Formação de valores: uma atribuição da escola?”. Leia a seguir a entrevista que Yves de La Taille deu à Direcional Escolas sobre o seu tema de estudo.

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Por Luiza Oliva Fotos Almir Cândido

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ENTREVISTA

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DIRECIONAL ESCOLAS – Moral e ética são conceitos diferentes? YVES DE LA TAILLE – No nosso mundo ocidental,hoje,moraleéticacostumamser empregadoscomosinônimos.Porexemplo, “Se a norma não faz sentido, fala-se em códigos de ética, como códigos ela não é legitimada. O erro da normativosdecadaprofissão,ouemcomitê escola é não colocar o princípio de ética na pesquisa, como as leis que os pesquisadores devem seguir. Porém, um que está por trás da norma.” domínio é o domínio da norma, da lei, do dever. Outro domínio é o do sentido da vida, da felicidade, da vida boa. A questão da felicidade, do sentido da vida, não tem sido assimilada. Quase umapadronização,evitandosituaçõeshumilhantes.Éumaboarazão sempre,quandosefalaemnorma,nãosefaladosentidodavidaboa, numaescolaquetenhaesseperfil.Numaescolapública,outrarazãoé equandosefaladissonãosefalananorma.Existeumaesquizofrenia, porumaquestãodesegurança,paraidentificarosalunosnopercurso umaseparação.Dopontodevistapsicológico,aquestãodanorma, que fazem até o colégio através do uniforme. Essas crianças vão a pé como devo agir, e a questão da felicidade, como quero viver, estão paraaescola.Nãofazomesmosentidonumaescoladeclassemédia, relacionadas. ondenemsempreosalunosvãoapéparaaescola.Outroexemplo:não Apalavraéticatemumsentidomaiscorrente,“pega”melhordoquea fumar. Um argumento é porque faz mal, mas esse é um argumento palavramoraldentrodaeducação.Moraltemumsentidonormativo. autocentrado, é bom para a pessoa. Outro argumento moral é que Daminhaexperiênciaemconferênciasparaeducadores,ondeeufalo incomodaosoutros.Temquehaverumarededesentidosparaqueas do ponto de vista da psicologia, vejo que a demanda do público é normas tenham sucesso. por normas, notadamente baseada na queixa: meu aluno não me respeita,meualunonãosecomporta.Oprofessornãovêumanorma Nas escolas, existe essa transparência dos princípios? sendo respeitada por parte dos seus alunos. Namaioriadasescolas,osprofessoresnãotêmclarezadosprincípios.

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Essa situação exige uma mudança da escola ou da família? Umaalteraçãodessasituaçãodependedemuitascoisas.Emprimeiro lugar,seoalunonãorespeitanormas,provavelmenteessasnormas nãofazemsentidoparaele.Paraqueelasfaçamsentido,elastêmque estarrelacionadasaumprojetodevida.Setemosumapessoaviolenta etentamosresolveroproblemafalandoempaz,continuamosagindo no sentido normativo. A melhor maneira para fazer com que uma pessoadeixedeserviolentaéentenderosignificadoqueaviolência tem para ela, e não desfiando um discurso. Se a norma não faz sentido, ela não é legitimada. As pessoas não têmnemcomocriticaranorma,apenasnãosesentemintimamente motivadas a segui-la. Outra possibilidade é que ela não faz sentido porque se opõe a um outro sentido. É a diferença entre um aluno simplesmenteindisciplinadoeumalunorebelde.Anormaparaalguém podenãosomentenãofazersentidocomocontrariarosentidoque ela quer dar. Há duas possibilidades, portanto, de não fazer sentido: uma não faz sentido, cai no vazio, outra é contraditória com o que a pessoa acha. Muitasvezesasnormasescolarespodemnãofazersentidosimplesmente. O erro da escola é colocar apenas a norma e não o princípio que está atrás da norma. Por exemplo, usar uniforme. Qual o sentido dessa regra?Podeserevitarquealunosmaisricosfaçamdesfiledemodae deixemincomodadososalunosmaispobres.Colocandouniforme,há

Cito um exemplo de uma escola que me pediu para auxiliar no seu código de ética, que só tinha normas. Quatro quintos das normas eram destinadas ao comportamento dos alunos e apenas um quinto ao comportamento dos professores. Eram pessoas extremamente sinceras, com vontade de acertar. Foi uma divisão feitainconscientemente.Proibiramonamorodentrodaescola,mas nemsabiamexplicarexatamenteoporquêdessanorma.Odiscurso da escola não estava pronto e os alunos começaram a não gostar dessa norma. Faltou, a meu ver, o princípio. O princípio de uma decisão como essa é o que é vida pública e o que é vida privada. Outro exemplo é o do uso do celular. Na escola, estou num lugar ondeascoisassãopúblicas.Comoumarelaçãodenamoroestánum nível privado, não faz sentido na escola. O celular está invadindo o espaço público pelo espaço privado. Isso tem que ser revisto. Não o celular ou o beijo em si. Deve ser discutido o princípio. Com os meusalunosdaUSP,ondeeulecionopsicologiamoral,eupercebo duas coisas: o nível de reflexão sobre o tema é muito pequeno, simplesmenteporquenuncaumprofessorcolocouissocomotema em sala de aula. Por outro lado, se você encaminha para a questão doprincípio,rapidamenteelesentendemeconcordam.Costumo brincar com eles sobre uma norma de dormir durante a aula. Pergunto se pode dormir durante a aula. Eles levam para o lado técnico: não pode dormir porque perde aula, perde matéria. Por outro lado, dormir enquanto uma pessoa fala é uma falta


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come no meio da aula, se ele está com calor vai embora, como se o professor fosse alguém que elevêpelatelevisão.Enquantopessoapareceque o professor nem está lá. Tenho chamado isso de “A fobia de entrar em sala falta de saliência, você não vê o outro enquanto de aula é um fenômeno mundial. outro. É uma relação como ele tem com a TV, e é O aluno se relaciona com o arelaçãoqueaspessoastêmhojeemdia.Écomo professor como se ele o celular: você está conversando com alguém, estivesse na TV.” toca o celular. Você não dá prioridade a nada. Temos que ter um cuidado: às vezes os próprios professores agem assim e são culpados disso. O celular dele toca no meio da aula, ele pára a aula e o aluno também se sente como se estivesse diante da TV. de respeito, há uma dimensão moral no dormir durante a aula. Se fosse um aluno dando um seminário a situação de falta de O respeito seria o valor que está por trás de tudo isso? respeito seria a mesma. O respeito é o valor moral básico. O outro tem uma dignidade que As escolas têm receio de serem classificadas como autoritárias eudevorespeitar.Seooutronãoévistocomoumapessoadignade respeitonasuaindividualidade,asrelaçõesficamprejudicadas.No e por isso deixam de lado a discussão sobre a moral? O Brasil tem uma história bem específica a esse respeito. A famosa nosso mundo, hoje, não existe mais reparar na presença do outro. matéria de educação moral e cívica, imposta pela ditadura militar, Sobretudonasgrandescidades,hátantagente,tantosoutros.Citoo foi uma matéria malvista, inclusive se associando à moral e ao exemplo da USP, que eu conheço bem. Na década de 70, a USP não civismo um valor negativo, o que é uma pena, porque moral e era apenas um lugar de aprender, era um lugar de convivência. Os civismo são coisas importantes. Isso aconteceu nos anos 60/70, alunosvinhamaquiparaestudar,parafazermúsica,paraapresentar quandoajuventudeserebeloucontradeterminadasnormas.Sem peçasdeteatro,paraassembléiasdomovimentoestudantil,eraum dúvida nenhuma há um medo de voltar a educação moral e cívica, lugardesocialização.Issofacilitavaavisibilidade.Oprofessornãoera medodeserautoritário, mas quenão estádando certo. Essemedo só o professor. Hoje em dia os alunos vêm aqui para ter aula e vão criou o medo de entrar na sala de aula e de enfrentar os alunos. embora.Elesacabamdispersosnolugar,oqueacabasendoumfator Jogaram fora a matéria que era muito ruim, mas hoje todo mundo complicador para o que eu chamo de falta de saliência do outro. se queixa de incivilidade. Pergunto às escolas: tem educação cívica? Se queixam de desrespeito. Tem educação moral? Não. As escolas de Ensino Fundamental e Médio têm procurado Então não se queixem. O grande discurso costuma ser que a culpa fazer com que o aluno fique mais tempo na escola, para fazer é da família. É claro que a família tem muita responsabilidade, dela esse local de convivência. O que o senhor acha dessa iniciativa? mas não adianta culpar a família. Isso é muito fácil. Na escola particular, há algo ainda mais grave. O aluno se Isso é bom, mas nasce de uma coisa errada. Os europeus até assemelha a um cliente. Cada vez mais a escola se assemelha até a brincamdizendoqueopovobrasileirodevesermuitointeligente, uma espécie de shopping, tem loja, cantina. A escola é vendedora porqueemumperíodosódeaulasobrasileiroconsegueaprender de um produto que não é dela, ela vende um patrimônio cultural. omesmoquesuecos,franceses,alemães,italianosprecisamdedois A escola tem muito medo de enfrentar os pais e de perder aluno. períodosparaaprender.NoBrasilexisteumpecado,portanto,que é o da escola não ser oficialmente, legalmente, obrigatoriamente, Como o senhor avalia a fobia de certos professores em entrar em período integral. Então a escola cobra mais para os seus alunosficaremosdoisperíodos.Issogeraumasériedeproblemas. na sala de aula? Esse é um fenômeno mundial. Na França, por exemplo, tem Primeiro, o aluno chega muito cedo, às 7h30. Em geral as crianças professorquedesistededaraula.Nãoestáfácilenfrentar,inclusive não dormem mais tão cedo, em função de os pais chegarem tarde no terceiro grau. Há o medo de entrar em sala de aula, de não emcasa.Hádiversosestudosquemostramqueohoráriodeestudo ser respeitado. E nada pior do que não ser respeitado. O professor influi no nível de assimilação. Por outro lado, nem sempre a escola se sente humilhado. Na minha experiência com os alunos vejo particular é escolhida em função da sua localidade. Muitos alunos que não há reflexão a respeito disso. Muitos deles vão assistir a não freqüentam a escola do seu bairro, então rodam muito até uma aula como um direito deles, que é, mas se a aula é boa eles chegar à escola. assistem, se é chata eles vão embora. Se o aluno está com fome, ele Contatos com Yves de La Taille: ytaille@uol.com.br

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CAPA

Rumo

ao

futuro Em meio a dificuldades, como o investimento em equipamentos e, principalmente, em treinamento, a tecnologia vem ganhando espaço nas instituições de ensino. PorLuizaOliva

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ivros,cursos,palestras,seminárioseatéfeirasespecializadas.Atecnologia aplicadaàeducaçãoestáemtodas.Educadoresediretores,ávidosporinformação,têm inúmeroscaminhosparaaprendersobreoassunto,seatualizare,enfim,perceberemqueo usodatecnologianaescolaéumcaminhosemvolta.“Asescolasnãopodemmaisfingirquenão existecomputador.Crescerhojesemcomputadorécomocrescersemlápisepapel.Dapedagogiamais tradicionalàmaisavançada,baseadaemprojetos,todastêmmuitoaganharcomousodatecnologia”,atestaLuiz CarlosRischbieter,mestreemeducaçãopelaUniversidadeParisVeconsultorpedagógicodoportalEducacional. Para o especialista, a grande solução para o uso da internet nas escolas está em projetos de autoria e na possibilidadedecomunicaçãoentreescolas.ElecitaoexemplodasOficinasdoTextoqueacontecematravésdo portalEducacional:tomandoporbasedesenhosdeZiraldooudeLuísFernandoVeríssimo,alunosdeescolasque aderemaoportalcriamseustextos,quedepoissãoimpressosemformatodelivroseenviadosparaascrianças. Um dos projetos que possibilitam um intercâmbio entre escolas de todo o Brasil é o Nossa Região: cada turma participante(deEducaçãoInfantil,primeiraesegundasériesdoEnsinoFundamental)pesquisaeproduztextos, imagens e até arquivos de som falando sobre sua vida, família, amigos e também sobre sua cidade. MariaElizabethBianconcinideAlmeida,professoradetecnologiaemmídiasdigitaisdoCentrodeCiências ExataseTecnologiadaPUC-SP,doutoraemeducaçãopelaPUC-SPeautoradeváriaspublicaçõessobretecnologia, educaçãoadistânciaeformaçãodeeducadores,afirmaqueatecnologianãoéasoluçãoparatodososproblemasda educação.“Maselatrazumgrandepotencial,queéodoregistro,daatualizaçãoconstantee,omaisimportante,da autoriadoaluno.Alunoeprofessorsãovistoscomocriadores,possibilitandoacomunicaçãoentretodoserompendo comacomunicaçãomassificada.Oalunonãotemmaisadificuldadedeacessoàsinformações,masissonãogarante que,pedagogicamente,esserecursosejaeficiente.Ousodatecnologianumasituaçãodeensino–aprendizagem precisa ficar muito claro”, argumenta.


A professora acredita que“colar”textos da internet é uma atividade que remete aos tempos dasenciclopédias.“Adiferençaéqueagoraoprofessornãoconseguemaisacompanharoconteúdo da internet”, compara. Por isso, conforme Elizabeth, o investimento em equipamentos deve estaracompanhado,necessariamente,dapreparaçãodoprofessor.“Nãoadiantasóinvestir emequipamentos.Devehaverumaperspectivadeformaçãocontinuadadoseducadores,o que exige um custo ainda maior para as escolas. O professor precisa ter um espaço para seaperfeiçoareseapropriardenovastecnologias.Oinvestimentodevesernotempodo professor, para que ele possa estudar”, avalia. A forma como o computador, conectado à internet, é introduzido em algumas escolas ainda é equivocada, na opinião da professora doutora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) Roseli de Deus Lopes. “São comuns as salas ou laboratóriosdeinformáticacomcomputadoresenfileirados,emqueosalunossópodem entraremrarosmomentosenormalmenteparaaprenderemausarprogramasespecíficos (‘aulas de informática’, do tipo aula de datilografia) ou para acessarem a internet para suas‘pesquisas’(navegar, copiar e colar)”, sustenta Roseli, coordenadora do Núcleo de Aprendizagem/Trabalho/Entretenimento(NATE)daáreadeMeiosEletrônicosInterativosdo LSI-EPUSP(LaboratóriodeSistemasIntegráveisdaEscolaPolitécnicadaUSP).Roselitambém écoordenadoradogrupoMeiosEletrônicosInterativosemEducação,umgrupomultidisciplinar que estuda o uso da tecnologia no processo de aprendizado. Segundo a professora, os meios eletrônicos evoluíram muito nos últimos anos, porém não houve uma resposta na mesma proporção para as aplicações sobre eles.“Mesmo em ambientes universitários,astecnologiasdainformaçãoecomunicação,pornãoestaremmaduras,aindanãosão utilizadascomopoderiam.Asferramentasdee-maildesoluçãotornaram-seproblema.Nomeiodealgumas mensagens úteis juntam-se centenas de inúteis. Os mecanismos de busca trazem tanta informação que a tarefaderastrearoquerealmenteéimportanteéàsvezesinsana.Osrepositórioscomeditoriasãoaindarestritos aoscomputadoresdasbibliotecasoutêmacessoindividualcomcustoselevados.Háumacarênciadeferramentase principalmentedeculturadeautoriacolaborativa.Amaioriadosestudantestemmuitadificuldadeemdesenvolver atividadesemequipe,provavelmenteporqueemsuatrajetóriaescolarnãotenhamsidoestimuladosatrabalhar colaborativamente”, aponta a coordenadora do grupo. ParaMaryGrace,pedagogapelaFaculdadedeEducaçãodaUSP,professoraconsultoradoprogramaParceiros naAprendizagemdaMicrosoftEducaçãoemembrodaequipedereferênciaemtecnologiaeducacionaldaSecretaria MunicipaldeEducaçãodeSãoBernardodoCampo(SP),oessencialparaaimplantaçãodetecnologianasescolas éaformaçãoeoacompanhamentocontínuodosprofessores.“Aformaçãopedagógicapormeiodatecnologia, e não um‘curso de informática’, é o que possibilitará entendimento sobre a aplicação educacional dos recursos tecnológicos.Háprofissionaisquesabemproduzirmaravilhascomoscomputadores,masnãosabemcomorelacionar o conteúdo e os objetivos que têm para sua turma com o uso da tecnologia, o que é mais importante”, afirma. Aindaexisteumapreocupaçãodistorcidaporpartedeeducadoresqueacreditamnatecnologiacomoumfator que“endurece”oambientedeensino.“Depoisdeanosdereservademercado,ficamoscomumadefasagemnouso detecnologias.Criou-seumestigmadeque,comtecnologia,nãosetemumambientelúdicodeaprendizagem”, constataClaudiaFrancoScheiner,distribuidoraautorizadanoBrasildaslousaseletrônicascanadensesSMARTe tambémparticipantedogrupoMeiosEletrônicos.Claudiaacreditaqueopreconceitoéinfundado.Elacontaque visitou salas de aula de Educação Infantil na Inglaterra repletas de estímulos, como papéis, recortes, bonecos, cheias de cor, mas também com a tecnologia presente nas lousas eletrônicas e em vários computadores com monitoresdecristallíquido.Justamenteporconheceromodelodeoutrospaíses,Claudiaacreditaquealousa

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CAPA

s ri a

ó

aa r a p

te c n ol o gi a

Em setembro próximo,

Um

af

e

não deve ficar restrita a uma sala multimídia ou de acon­ t ece a segunda edição da informática.“Alousadevefazerpartedodia-a-dia TecEduc@tion, um misto de feira e congresso da escola”, diz. O receio de muitos professores totalmente voltado para o uso da tecnologia nas em relação ao equipamento cai por terra instituições de ensino e na educação corporativa. “O congresso quandoelespercebemquealousafuncionaa tem a proposta de trazer novos paradigmas e tendências tanto para um simples toque das mãos.“A lousa é uma o processo ensino–aprendizagem como para a gestão educacional. Além ferramenta de autoria, onde o professor de oferecer palestras, o evento é inovador pois possibilita que o educador vaicriareguardarconteúdos,quedepoisé também faça oficinas específicas onde entra em contato com metodologias e viabilizadoparaoalunopelaescola”,conta. práticasmodernasutilizandoferramentastecnológicas”,contaSoniaColombo, NaúltimafeiraEducar,métodosdeensino diretora da Humus Consultoria, organizadora do evento, que nasceu de como o Anglo e o Positivo apresentaram uma parceria entre a Humus e a Visual Class, empresa que desenvolveu o conteúdospreparadosespecialmentepara software de autoria para projetos multimídia Visual Class. Para Sonia, a lousa eletrônica. cabe a mantenedores, diretores e coordenadores pedagógicos

Produção de conhecimento

conscientizarem os docentes da grande aliada que é a tecnologia para a eficácia do ensino–aprendizagem.“Hoje não há mais

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volta. A tecnologia faz parte do cotidiano escolar e

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Paracolocaraescolanaeratecnológicaomais das boas práticas educativas”, finaliza. importante não é o investimento feito numa grande quantidadedeequipamentos.“Qualquerescolapodedispor detecnologiaeoquemaisimportaéousocriativoesignificativo dosrecursosdequeaescoladispõe.Umcomputadormóvelparauma escoladeEducaçãoInfantil,porexemplo,quecirculepelasdiversassalasde aula, já pode ter um ótimo efeito. Se for possível ligá-lo a uma televisão, utilizando um transcoder, melhor ainda”, exemplifica.SegundoMaryGrace,nessafaixaetáriaémuitoimportantepriorizarasproduçõesdascrianças,aconstrução esocializaçãodoconhecimento.“Osalunospodemtrabalharemgruposamaiorpartedotempo,produzindomúsicas, livroseletrônicosouimpressos,animaçõescommassinha,gravarumvídeosobredeterminadoprojetoeatémesmo umapáginaparaaweb”,conta.Todasessasatividades,completaMary,exigemmuitomaistempoforadocomputador, durante o processo de realização, do que o uso direto da máquina. Paraapedagoga,háumapreocupaçãodoseducadoresemnãoapenasdisponibilizarolaboratóriodeinformática paraosalunosparacumprirhorárioousimplesmente“entretê-los”comousodequalquersoftware.“Temosexperiências, tantonaredepúblicaquantonaparticular,dealunosproduzindoconhecimento,atuandocolaborativamenteedivulgando suas produções para além da escola”, cita. Hoje, afirma a professora, é possível realizar tarefas por meio de propostas desafiadoras,queinstigamosalunoseosconvidamaassumirpapéis,comonocasodasWebQuests.“Aoproduzirum vídeo,criarumwebsite,umCDdeáudioouumblog,naposiçãode‘especialista’emdeterminadoassunto,oalunonão é mais tratado como alguém que precisa entregar a tarefa para o professor corrigir, mas alguém que utiliza a função socialdatecnologiaecompartilhaoseuconhecimentonaweb.Sentequenãoéapenasaluno,masalguémaindamais ‘importante’ e por isso envolve-se no processo de aprendizagem”, resume. Naimensamaioriadasescolasparticulares,osalunostêmemsuascasasacessoàinternetecontatoconstantecom tecnologias.“Ascriançasdehojetêmmenteshipertextuais,eoselementostecnológicossãopraticamenteextensões de suas cabeças”, explica Andréa Cecília Ramal, doutora em educação pela PUC-RJ, vice-presidente da Associação deEducaçãoCatólicadoRiodeJaneiro,assessoradaáreadeeducaçãodasEdiçõesLoyolaepesquisadoradoCentro Pedagógico Pedro Arrupe. A facilidade com que as crianças usam o celular – inclusive nas escolas – ilustra bem essa relação que têm com atecnologia.Longedeproporqueasescolasproíbamousodecelularespelosalunos,Andréasugereaintegraçãodas tecnologias na aula e seu uso como novos ambientes de aprendizagem.“Não se trata de usar o celular para as aulas,


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Para mais informações

Andréa Ramal aramal@idprojetoseducacionais.com.br massubstituiressanecessidadequeascriançastêmhojeporoutrosdispositivos tecnológicos,sobretudoainternet.Construirblogs,realizarpesquisasorientadas Claudia Scheiner ouparticipardedesafiosnawebpodemserformasdemotivaracriançaparao claudia@scheiner.com.br estudo,valendo-sedatecnologia.Éimportantequeacriançapercebaquepode estarconectada,poisseuinteresseéestabelecerumlinkcomalgoqueestáfora Luiz Carlos Rischbieter lucacwb@mps.com.br da sala de aula”, afirma Andrea, que é autora do livro Educação na cibercultura (Editora Artmed). Márcio Zenker RoselideDeusLopes,daUSP,comentasobreumprojetoquedesenvolve mzenker@terra.com.br em parceria com o Media Lab do Massachussets Institute ofTechnology (MIT) Maria Elizabeth e a Secretaria Municipal de Educação do Município de São Paulo, voltado à Bianconcini de Almeida soluçãodeproblemasreaisexplorandoopotencialdasdiferenteslinguagens. bbalmeida@uol.com.br “Trabalhamoscomumadiversidadedemateriaisacrescidosdecomponentes e materiais elétricos e eletrônicos, computadores, acessórios, como câmeras, Mary Grace mary_grace@uol.com.br filmadoras,ediversossoftwares,amaiorialivres.Nessesprojetos,ocomputador eainternetsãoutilizadosdeacordocomanecessidadedecadaprojeto,como Roseli de Deus Lopes ferramentapararegistroesocializaçãodeidéias,parabuscadeconhecimentos roseli.lopes@poli.usp.br que possam ajudar a formular soluções, como recurso para simulação e para acessarumdispositivocomoqualsedesejainteragirou‘programar’.Porexemplo, Sonia Colombo sonia@humus.com.br paraenviarcomandosaumaplacadecontroleemonitoramentocolocadapara automatizar uma maquete de um projeto”, comenta. Ousodosmeioseletrônicospermiteaaplicaçãodemúltiplaslinguagensem aula.“Algumaspessoastêmpreconceitoseacreditamquetrabalharnumasalamultimídiaéumdesestímuloàimaginação. Porém,éprecisousarosmeioseletrônicosparadarvidaaumaapresentação.Osprofessoresusamexcessivamentea linguagemverbal.Deve-sesensibilizaroscoordenadorespedagógicos,osprofessoreseosmantenedoresparaouso consciente de metáforas que facilitam o aprendizado”, acredita Márcio Zenker, psicólogo com pós-graduação em administraçãogeralerecursoshumanospelaFaculdadeGetúlioVargas(FGV-SP),diretordaZenkerTecnologiadaEvolução e também coordenador do grupo Meios Eletrônicos Interativos em Educação. Para Márcio, o professor deve se permitir sair de modelos extremamente acadêmicos e fazer uma educação voltadaparaavida.Emvezdeanalisar,refletireconcluir(quepressupõeousoexclusivo do intelecto), ver, sentir e aprender.“Figuras e metáforas partem do princípio de que ver é tão importante quanto ler no processo de estudar, entender e nos relacionarmoscomooutro.Nãonosquestionamos,muitasvezes,sobrea importânciadavisãoedeobjetosvisuaisparanossituarmosmelhorno contextodaeducação”,afirma.Realidadevirtual,multimídia,TVdigital, jogosinterativos,simulação,sãosegmentosdosmeioseletrônicosque criamumambientesedutor,atrativo,despertandooprazernosalunos epermitindoquemuitomaiscompetênciassejamtrabalhadasdo quenumaeducaçãocalcadaapenasnolivroenaavaliaçãoformal, sustentaZenker.“Éumpecadousarocomputadorapenascomoum livroeletrônico”,diz.Eelevaialém:atendênciaapontaparaumfuturo voltadoparaomundodigital,emcontrapontoaomundoanalógico (doqueépalpável,comoCDseDVDs).“Nãopodemosterresistências. No futuro, o professor vai compor o conhecimento. Se ele souber criar comosalunosessesmundosaseremexplorados,tornando-osacessíveis, então todos os recursos cognitivos e sensoriais serão utilizados”, completa.

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ENTREVISTA 2

Cláudia Oliveira

Como vender

com eficiência Um dos desafios atuais para as escolas é desenvolver competências para atender o consumidor do século 21.

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PorLuizaOliva

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Há 14 anos, Cláudia Oliveira fundou a Coplanning, uma empresadirigidaexclusivamenteàconsultoriaeducacional.Formada em letras pelo Mackenzie, pós-graduada em gerenciamento de recursos humanos e com especialização em qualidade total pela Faculdade Getúlio Vargas, Cláudia iniciou seu trabalho com o sócio José Augusto Vieira Tavares justamente prestando assessoria para o Senac Centro de Idiomas. Apesar das escolas de idiomas terem um perfil mais empresarial e serem mais agressivas no marketing e nadivulgação,diferentementedoscolégiosdociclobásico,Cláudia acredita que uma regra é geral em relação ao atendimento dado aosalunos.“Devehaverpersonalização.Aescoladevesediferenciar pelos detalhes, dar atenção às pessoas”, afirma. Cláudia tem acompanhado com atenção as alterações ocorridasnosúltimosanosnomercadoeducacional.Elaconsidera que, a partir de 1997, a concorrência tornou-se acirrada. “As escolas precisaram se conscientizar da necessidade de serem gerenciadas como empresas. Porém questões como lucro, venda, planejamento estratégico causavam e ainda causam uma certa repelência por parte dos gestores. Para eles, a escola não tem clientes, mas alunos”, comenta. Aconsultoraofereceparaasescolasprogramasdetreinamento parafuncionários,pesquisasdesatisfaçãodosclientes,diagnósticos organizacionais, desenvolvimento de centrais de atendimento e assessoria em processos internos de recrutamento e seleção. “Procuro conscientizar os gestores da necessidade de haver um equilíbrioentreaatençãodadaaopedagógicoeaogerenciamento. Historicamente, as escolas sempre se dedicaram mais à sala de aula. Esse cenário de desequilíbrio gerou justamente um despreparo da equipe de atendimento na hora de conquistar um aluno novo”, aponta. Leia a seguir, na entrevista que Cláudia concedeu à Direcional Escolas, onde as escolas erram e como podem conseguir melhores resultados em vendas e satisfação dos clientes.

DIRECIONAL ESCOLAS – As escolas não estão preparadas para vender? CLÁUDIAOLIVEIRA–Aescolaacreditaquenãovendecoisaalguma, que tem alunos e não clientes. O despreparo como empresário, comogestor,geraumreflexoemtodaaequipedeatendimentono momentodeconquistarumnovoaluno,envolvendodesdequestões básicas, ao telefone ou pessoalmente, como o que chamamos de venda consultiva. A escola trabalha com o bem mais valioso do ser humano, um filho e sua educação. Esse serviço requer um atendimentodiferenciado,consultivo.Hoje,ascoordenadorasque atendemospaisestãosepreparandoparaseremconsultoras.Jáfoi o tempo em que se informava apenas preço, instalações, material didático. A escola vende uma promessa de serviço que ainda será prestado,enãoumprodutotangível.Essacaracterísticarequerum perfil bem selecionado e diferenciado de quem atende os pais. A falta de treinamento está presente em escolas de todos os tamanhos? Independentedotamanho,aescolatemosmesmosproblemas,porém emdimensõesdiferentes.Essesproblemassão:recrutareselecionar pessoas,integrá-las,treiná-las,desenvolvê-las.Aequipetodadeve sertreinada:professores,secretaria,funçõesgerenciais.Aescolapode teromelhormétodopedagógico,asmelhoresinstalações,mas,se quem atende não estiver preparado, o cliente não volta. De que maneira a concorrência com outras escolas pode fazer o gestor aceitar a necessidade de treinamento para vendas? Asescolasviviamnumazonadeconfortomuitogrande.Hoje,para oseunegóciodarcertoodiretordeveseenxergarcomoempresário, como gestor. E, muitas vezes, há uma dificuldade em lidar com a comparação, com a concorrência. É preciso usar a inteligência competitiva,fazerpesquisasdemercado,declientes,ferramentasque


Como dimensionar o papel do treinamento de quem está atendendo os pais de uma simples empatia entre cliente e vendedor? Voltamos à questão de cuidar do perfil de quem vai atender. É precisoentenderqueoatendimentoéumafunçãoextremamente sensível na escola, que merece critérios de seleção adequados. A venda da educação começa a partir de quem chega e não de quem dá a informação. Uma mãe é mais rápida, outra é mais insegura, uma é mais detalhista, outra é mais crítica. Essa flexibilidade, essa capacidade de percepção do cliente tem que ser pré-requisito do perfil de quem atende. Por isso eu recomendo que as secretárias não façam o atendimento completo, mas sim as coordenadoras pedagógicas. Elas são as melhores vendedoras. Por mais preparo que a secretária tenha, a fala é diferente e a escuta também é diferente. A escola precisa atender como se fosse a primeira vez, commuitaenergiaevigor.Issorequerpreparaçãodepessoas,desde a portaria até o mantenedor, ou seja, preparar a equipe como um todo.Oatendimentoterácontinuidadenacantina,naenfermaria,na biblioteca,notransporteescolar,emtodasasáreas,daíanecessidade detreinamentoedeadequaçãodeperfildopessoal.Masissodepende dadisponibilidadedogestoreminvestirnotreinamentodelepróprio inclusive. Muitos mandam a secretária para um curso mas ele não participa. A raiz do problema está no desequilíbrio entre a atenção dada ao gerenciamento e ao pedagógico. Que cuidados a escola deve tomar nesta época do ano, de início de rematrículas e procura por pais novos? Cada vez mais os pais estão se antecipando em buscar uma alternativa de escola quando eles estão insatisfeitos com a opção atual. Existe por parte dos pais essa conscientização de antecipar a procura.Essaantecipaçãofazcomqueaescolatambémtenhaque antecipar seus processos internos de treinamento de vendas, que

deveenvolverduasfases.Aprimeiraéaabordagempararematrícula. Aoutraécomoserãoatendidosospaisnovos.Nessecontexto,valem pesquisasdesatisfaçãoparaospaisexistentes,paraidentificarfalhas. Aescolaperdealunospeloacúmulodepequenasinsatisfaçõesnão administradas no dia-a-dia. Ela não perde alunos por causa de um grande acontecimento isolado. Quando aplicamos pesquisas no meio do ano, as mães dizem que foi prometido na matrícula um acompanhamento específico para seu filho e que não houve esse retorno.Cadaclientebuscahojeapersonalização,aindividualização no atendimento. É difícil concretizar esse atendimento individual? Tudovaidependerdaequipedeintermediação.Tenhoentremeus clientesgrandescolégiosquetelefonamparaafamíliaquandoum aluno adolescente não aparece na escola. Esse tipo de confiança, defidelização,seconsegueatravésdaconscientizaçãodopapeldos coordenadores,dosprofessores.Oconsumidordoséculo21requer atenção especial. Se a escola não pode ligar, mande um e-mail ou um torpedo no celular. A escola que faz diferença é a que se faz presentenavidadafamília.Comaviolênciaurbana,seoalunofaltou a família deve ser avisada. É uma ação preventiva. Tratar o aluno comoindivíduo,mesmoemturmasnumerosas,éograndedesafio. Para alcançar esse objetivo, a equipe pedagógica deve deixar de ter uma ação puramente acadêmica e praticar mais o trabalho de campo, estar na hora da entrada e saída dos alunos. O argumento é que não há tempo para esse trabalho. Mas, muitas vezes, falta uma análisecríticadastarefasetambémumaformalizaçãonosprocessos internosdaescola.Esseexageroacadêmicodistanciaocoordenador dos pais, e isso não é bom. Em que sentido é importante treinar o pessoal da parte operacional da escola? Os funcionários da área operacional têm um poder muito grande, queéodediagnosticarmudançasdecomportamentosemalunos aindanoinício.Oporteiropodeseroprimeiroaidentificarseaquela criançaouadolescentealegre,queelevêdescendodocarrotodosos diasesempreocumprimenta,derepentemudadecomportamento. Ele deve ter orientação pedagógica para levar essa informação à coordenação, para que ela fique alerta. O trabalho com porteiros, faxineiros, inspetores envolve segurança e prevenção ao uso de drogas. Mesmo que a escola disponha de serviços terceirizados é preciso estar atento ao preparo desses profissionais. Contatos com Cláudia Oliveira: claudia@coplanning.com.br

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asempresasusamequeasescolasnãolançavammão.Nummesmo bairro,cadaescolapodealcançarumnichoeumestilodefamíliaque vaiseratraídaporaquelapropostapedagógica.Nãoadiantaquerer atingirtodasasfamílias,masaquelasquecompartilhamoseuperfil. Àsvezes,afamílianãotemclarezadoquequerexatamentedaescola. Aíentraopapelconsultivodaescolanahoradoatendimento.Ospais nãosãopedagogos,elesprecisamdemuitaajudaparaentenderem o que eles querem para a educação dos filhos e serem parceiros da escola.Amudançanoperfildoconsumidorenomercadoimpõeàs escolasumapreparaçãoparalidarcomele,nummomentoemqueo ser humano é o principal fator.

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FIQUE DE OLHO

Sistemas

eletrônicos

de segurança

Gravação de imagens, proteção perimetral e controle de acesso podem prevenir as escolas de invasões.

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O

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s sistemas eletrônicos de segurança têm evoluído muito nos últimos anos e se transformaram em equipamentos indispensáveis para a prevenção da violência urbana. Residências,condomínios,empresasetambémescolas contamcomcâmeras,cercaselétricasesistemasde controle de acesso para evitar invasões. Para Frans Kemper, diretor de marketing e vendas para a América Latina da Bosch SistemasdeSegurança,todaescolaprecisa de um sistema de alarme contra intrusão e também de monitoramento através de circuitofechadodeTV(CFTV).“Ossistemas previnem não só a intrusão, já que as escolastêmobjetosdevalor,comotambém omonitoramentodasimagensduranteodia, dentroeforadoprédio,quandoaescolaestá em funcionamento”, avalia. A Bosch oferece um sistema de CFTV com gravação digital das imagens, para até oito câmeras, denominado EAZTO. “É um sistema de boa qualidade, para aplicações pequenas. É o único produto no mercado para oito canais, que grava também áudio. A instalação, no estilo plug and play, pode ser feita pelo próprio técnico de manutençãodaescola”,esclareceKemper.Aempresaofereceainda sistemasdecontroledeacessocomleitormagnéticodecrachá.Aescolapode limitaroacessodealunosouvisitantesportempo,pordiasda semana ou por ambientes. Kemper frisa que a Boschcontacomumdepartamentodeengenhariaquetemcondiçõesdefazerumprojetodesegurançasob medida para as necessidades da escola. A Bosch atende todo o Brasil, através de uma rede de distribuidores treinados pelo fabricante. Seaescolaoptarporinvestiremsegurança,deveprocurarequipamentosdequalidadecomprovada.“Hoje, aconselhamosainstalaçãodosistemadigitaldeCFTV,queoferecemaisfacilidadeemvisualizarasimagens


gravadas,acessando-aspordataehorário,emvezdoantigosistemaanalógico,quegravaemfitasdevídeo”, avaliaKátiaCotait,sóciadaE-Network,queoferecesistemasdeCFTVedecontroledeacesso.Noperímetrodo prédio, a E-Network coloca cerca elétrica ou sensores de infravermelho. Kátiarecomendaainstalaçãodecâmerasnasáreasdeacessodaescolaetambémnasáreascomuns (pátios,corredoresdeacessoàssalasdeaulaeatéemambientescomolaboratórios,bibliotecasesalasde artes).“Onde não é possível monitorar com funcionários, as câmeras permitem que a diretoria da escola possaaveriguarqualqueracontecimento”,acredita.Emescolasdeportemédio,recomenda-seainstalação mínimade16câmeras.Osdonospodemmonitorarascâmeras.Kátiacomplementa,ainda,queasimagens dedeterminadascâmeraspodemserdisponibilizadasparaospais,servindoinclusivecomoumapoderosa ferramenta de marketing. AAMFSegurançaEletrônica,hádezanosatuandonomercado,temrecomendadoparaescolasosistema digitaldeCFTVcomacessoremotoparaospais.Osistemanãotemnenhumcustoadicionalparaaescola,além dacompradosequipamentosedadisponibilidadedeumprovedordeacessoainternet,eéespecialmente indicadoparaberçárioseescolasdeEducaçãoInfantil.“Cadaservidorcomporta100acessossimultâneos,masse houvernecessidadepodemosinstalaroutrocomputadorquerepeteoacessoremoto,expandindoaquantidade deusuáriosatingidos”,explicaAlbanoLopes,diretordaempresa.Elerecomendaqueoscomputadores(“cérebros” do sistema de CFTV digital) fiquem num local reservado, normalmente na diretoria ou secretaria da escola, garantindo que a gravação fique preservada no caso de o prédio sofrer uma invasão. MárioYukioYoshimura,proprietáriodaYayosh,quetrabalhacomcentraisdealarmesmonitorados,cercas elétricasesistemasdegravaçãodeimagensháquinzeanos,completaquepodeserdeixadonaportariadaescola ummonitorcomacópiadasimagens.Paramaiorsegurança,ocomputadorpermanececomacessorestrito aosdiretoresoufuncionáriosdesignados.Aempresateminstaladosistemaseletrônicosemescolasvisandoà segurançapatrimonial,jáqueháumgrandeinvestimentoemequipamentos,comoprojetores,sistemasdesom ecomputadores.UmdosserviçosoferecidospelaYayoshéomonitoramento24horasdasimagens:emcasode disparodoalarme,umacentraldemonitoramentoéacionada,enviandoumaviaturaparaolocal(nocasodea escola ter optado pelo apoio de viatura). Márcio Missao Babazono, diretor da Flash Automação, lembra que o sistema de CFTV digital grava imagens continuamente ou apenas as que percebem movimento no local. O computador possui uma placa DVR de captura de imagens. “Salas com acesso mais restrito podem ser gravadas só quando o sistemadetectamovimento.Jááreascomunssãogravadassempre”,explica. Márcioorientaqueaescola solicite que os cabos sejam instalados com eletrodutos.“Há empresas que colam ou amarram os cabos. Nós utilizamos eletrodutos de PVC antichamas, mas há também a opção, com custo mais alto, de tubos deaçogalvanizado”,esclarece.Aempresatrabalhacommicrocâmerascoloridas.Emlocaismuitoescuros, segundo Márcio, são utilizados refletores com sensores de presença, para clarear o ambiente quando houvermovimentoepermitirumamelhorqualidadedagravação.“Depoisdeumavisitaàescola,fazemos um projeto de acordo com os locais que a diretoria pretende visualizar”, conta.

Serviço AMF Segurança Eletrônica (11) 294-0400 www.amfseguranca.com.br Bosch Sistemas de Segurança www.boschsecurity.com.br Contronics (11) 3868-2228 (São Paulo) e 0800-702-0080 (demais localidades) www.contronics.com.br E-Network (11) 3253-9303 e 3253-9719 info@e-network.com.br Flash Automação (11) 3982-9799 e 3981-4757 www.flashautomacao.com.br Yayosh (11) 6192-7311 e 6197-5213 www.yayoshalarmes.com.br

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Para monitorar o vigia

“Hoje, um dos principais aspectos observados pelos pais quando vão escolher uma escola é a segurança que ela oferece aos alunos.” A opinião é de André Santos, diretor-comercial da Contronics Automação, fabricante do Guardus, um controle de rondas inteligente. O equipamento, uma espécie de bastão, permite que a escola avalie o serviço do vigilante. Com o bastão, o vigia lê buttons ou tags de radiofreqüência (duas tecnologias distintas compatíveis com o equipamento), instalados em diversos pontos da escola. O equipamento é inteligente: ele lê os chips presentes nesses pontos, armazena os dados no próprio coletor, que depois são descarregados num computador. A escola pode, então, emitir relatórios, que irão servir de base para avaliar o serviço de segurança efetuado pelo vigilante.“Em escolas que possuem um serviço de vigilância humana, o Guardus é um equipamento fundamental”, atesta.

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ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

O que

eu vou ser

quando crescer? A orientação profissional está distante de ser um trabalho apenas focado na aplicação de testes vocacionais para escolha da profissão. O objetivo é investir no autoconhecimento do adolescente, para que ele saiba planejar seu futuro.

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ovensperdidos,semamínimanoçãode futuro, ou do que“serão quando crescerem”, influenciados pelas carreiras da moda ou pela opinião dos pais e, ao mesmo tempo, pressionadosparaobtersucessonovestibular. Diantedessequadro,asescolasestãosearmando para oferecer mais do que testes vocacionais, masumaorientaçãoquecapaciteosalunosase conheceremeformularemumprojetodevida que inclui a escolha da profissão. André Meller Ordonez de Souza, coor­ denadorpedagógicoeorientadoreducacional doprimeiroedoterceiroanosdoEnsinoMédio do Colégio Oswald de Andrade/Caravelas, localizado na zona oeste de São Paulo, afirma que há uma forte demanda por orientação profissional. “É algo que os pais solicitam e os adolescentes esperam que a escola possa ajudá-los”, avalia. No colégio, há um curso de orientação profissional dentro da grade curriculardoterceiroanoeatividadespontuais deorientaçãonosprimeirosesegundosanos do Ensino Médio. O colégio conta com uma equipedequatropsicólogosespecialistasem orientação profissional para a realização das atividades com os alunos. A idéia é fazê-los refletirsobreoquepretendemdavidadepois

PorLuizaOliva

docolégio.“Colocamosnamãodoadolescenteoseuprojetodeescolha,chamandoparasiuma responsabilidade”, diz o coordenador. O colégio organiza a Jornada de Profissões, onde profissionais convidados conversam sobre a sua área de atividade, com alunos da oitava série ao terceiro ano do Ensino Médio. No segundoanocomeçaumtrabalhomaisvoltadoparaasopçõesdecursosuniversitáriosepara quetipodeatividadeselesapontam.Noterceiroano,cadaclasseédivididaemduasturmaspara ocumprimentodeumprogramacomduraçãoatéagosto.“Noúltimoanodocolégio,pensamos emtrêsgrandeseixosdetrabalho.Oautoconhecimento,ondeojovempensanosseusprojetos pessoais, suas habilidades, dificuldades e interesses, a informação sobre cursos, faculdades, profissõesequaisospercursosparaatingirdeterminadasáreasprofissionais,easvisitasalocais


detrabalho,paraqueeletenhaumcontatomaispróximocomarealidade”,enumeraAndré.Na opiniãodocoordenador,mesmoosalunosquechegamaofimdoprogramacomdúvidasestão mais instrumentalizados para pensar sobre sua escolha. Sem dúvida, é papel da escola munir o aluno de informação para facilitar seu processo dedecisão.ParaSilvanaMekannadeCamargo,assessorapedagógicaespecializadanaáreade orientaçãoprofissionaldoSistemaObjetivodeEnsino,seojovemestáperdidoemtermosde escolhaprofissionaltambéméculpadaescola,quenãooconscientizoudaimportânciadessa decisão.“Escolheraprofissãoémuitomaisdoquepreencherumafichadevestibular.Épreciso mostrarqueéumaescolhaduradoura,equeelevaiperdertempoedinheirosesimplesmente prestar vestibular por prestar”, aponta.

Oenormelequedeprofissõesàdisposição do estudante o deixa ainda mais em dúvida. Silvana frisa que muitas vezes há uma sutil diferença entre determinadas profissões. Passarumdianoambientedetrabalhodeum profissional ou assistir a algumas aulas como ouvinteemfaculdadessãoboassugestõespara direcionaraescolha.“Aperguntaqueojovem deve se fazer é o que ele faria para o resto da vidamesmoquenãoganhassedinheiro.Para isso,éprecisoautoconhecimento.Eleprecisa seconhecerparasaberporqueescolheuumae deixououtrasprofissõesdelado”,avalia.Silvana complementaqueojovemtemdificuldadeem pedirapoioequeoeducadordeveestaratento paraorientá-lo,serumagentefacilitadornesse momento da vida. “Escolher a profissão é apenasumadasescolhasquefazemosnavida, mas é a mais complicada. O jovem deve estar tranqüilo em relação à sua opção”, constata. A experiência das psicólogas Mila Motomura e Fabiana Duarte Takiuti lhes mostrouqueaansiedadepeladecisãodequal carreira seguir é comum a todas as classes socioeconômicas.FabianaépsicólogadaCasa doAdolescente,doProgramadoAdolescente daSecretariadoEstadodaSaúdedeSãoPaulo,

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Boas idéias para colocar em prática

O psicólogo Leo Fraiman dá algumas dicas de como auxiliar seus alunos na escolha profissional: • A escola deve, no mínimo, disponibilizar livros e guias de profissões para consulta dos alunos. • Convidar profissionais e ex-alunos que já estão formados ou na faculdade para debates é um excelente fator motivacional. • Criar um mural com reportagens e notícias sobre profissões ajuda a circular informações. • Ministre atividades transdisciplinares onde trabalho e carreira sirvam de tema. • Informe-se sobre as universidades que disponibilizam visitas monitoradas. É uma maneira de o adolescente conhecer o ambiente universitário. • Instituir estágios de observação para os alunos do Ensino Médio faz com que eles tenham contato com a carreira pretendida. O estágio pode ser oferecido inclusive por empresas de pais de alunos, criando um senso de comunidade na escola. • O diálogo com os pais deve ser estimulado sempre. • Atividades específicas voltadas para a orientação profissional preferencialmente devem ser ministradas dentro da grade curricular.

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Formandoempreendedores

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

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Ao lado da orientação profissional, outro conceito tem sido aplicado para alunos que vivem às voltas com a escolha da carreira: o empreendedorismo. Algumas escolas têm agregado ao seu currículo atividades que visam formar no adolescente um perfil empreendedor. Não se trata de desenvolver miniaturas de empresários. Segundo Flávio Lettieri, sócio da Somma Capacitação com Adriana Ferri e Adriano Nodari, empresa que cria trabalhos focadosnoempreendedorismoparaescolas,oobjetivoéqueojovem assuma para si uma responsabilidade. “Os jovens da geração ‘tô nem aí’não sabem como lidar com uma tomada de decisão. Queremos que eles tenham uma visão de longo prazo do seu sonho e que, a partir daí, pensem na profissão. Enfim, que ele esteja comprometido com sua escolha. Se o seu sonho é fazer medicina na USP, ele precisa construir um projeto de vida para chegar lá”, explica. Flávio comenta que o empreendedorismo ainda é novidade para muitas escolas. O tema é confundido com orientação vocacional e quando a Somma propõe uma viagem com os alunos – que, além de momentos de lazer, proporciona uma vivênciaempreendedoraparaosadolescentes–encontraresistência.“Muitasescolasjátêmestruturasmontadasparaseus estudos de meios. O ambiente escolar não está habituado a correr riscos”, afirma Flávio. OColégioGuilhermedeAlmeida,localizadoemGuarulhos(SP),foiumdosqueapostaramematividadesempreendedoras. “Para nós, empreendedorismo está ligado a uma visão de mundo, a capacidade de produzir mudanças, a atitude. O que nos motiva a trabalhar com empreendedorismo é buscar que o aluno seja autor do seu futuro, sem ficar à mercê de modismos ou do que seus pais querem para ele”, justifica Áurea de Oliveira, coordenadora pedagógica e orientadora educacional do colégio. No ano passado, alunos de sextaesétimasériesviajaramparaumacampamentocomaequipedaSomma.“Elesvoltaramdaviagemcomumaenormenecessidadede realizações.Comoconseqüênciasdoempreendedorismo,emsetembroalgunscomeçaramumtrabalhovoluntárionumacrecheeoutros instituíram a coleta seletiva de lixo na escola para angariar fundos para a formatura deste ano”, conta. Já com os jovens do Ensino Médio, foi feito um programa indoor. Segundo Áurea, o treinamento desperta o comprometimento, a persistência, o respeito e a ousadia calculando os riscos. “Jovens acomodados,superprotegidos,perdemacapacidadedeousar.Recebemtudomuitofácil,mastigado,eficampassivosdiantedetudoquese passa. O empreendedorismo é o arregaçar as mangas e ir em busca”, acredita. Stella, de 13 anos e atualmente na oitava série do Guilherme de Almeida, participou da viagem na sétima série. Ela lembra que as atividades desenvolvidas no acampamento a fizeram enxergar a real necessidade de buscar um objetivo quando se tem uma meta.“Aprendi ainda a trabalhar em parceria e a fazer o melhor, se dar ao máximo, sem desistir”, diz. Caio, de 16 anos, é outro adolescente que saiu da experiência diferente. Aluno do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Anglo, deTatuí, interior paulista, Caio participou este ano de um acampamento com a proposta do empreendedorismo e cita a importância de ter aprendido a estabelecer metas.“Continuo querendo prestar vestibular para química, mas agora tenho uma visão melhor do futuro, penso em fazer outros cursos depois e ter minha própria empresa. O curso nos direciona para ser feliz e me ensinou a saber errar, cair, levantar e seguir em frente”, resume.

e as duas já trabalharam com orientação de carreira para filhos de executivos através do ProjetoJovens,daAmana-key,umaempresa degestãoparaexecutivos.“Aentradadefinitiva dojovemnomundoadultosedápelotrabalho, pela carreira. É uma questão que se coloca paraqualquerfaixasocioeconômica”,avaliam as profissionais que, diante da demanda, formaramaOficinadeCarreira,umaconsultoria especializada na orientação de jovens para a escolha profissional. Atravésdeoficinasemgrupo,ojovemtem apossibilidadedeseencontrarcomseumundo interior,comoexteriorecomsuasrelações.São

analisadosquatrograndescamposqueinfluenciamaescolha:ainovação(ouastendênciasde futuro,asnovascarreiras),aação(oplanejamentoacurto,médioelongoprazos),astradições(os padrõesculturaisefamiliaresqueojovemcarrega,umacargahistóricaquenãonecessariamente precisaserdeixadadelado)easrelações(ouasconexõesqueojovempossui,comfamília,amigos easociedade).“Éimportantetambémqueojovemestejaconscientedeseustraumasemedos,por queelenãoquerirparaumaáreaouquermuitoseguiroutra.Abarcamosseusdesejosesonhos, oqueelequermudarnomundo,qualsuamissão.Osjovensestãoprecisandodeumideal.Eles têmumaapatia,muitasvezes,queésintomadomundomodernoemquevivemos”,acreditamas psicólogas.Apressãoqueosadolescentessentemnoperíododovestibulartambémélevadaem conta.“Apessoaqueestásobpressãotemqueseracolhidaefazemosisso.Diminuindoapressão, oproblemaficamaisrelativo.Elespercebemquepodemcomporaescolhaprofissionalcomoutros cursosouviagens.Osjovenstêmmuitomedodeerrarmasaomesmotempotêmumavisãorígida da profissão e acabam não refletindo sobre sua escolha”, definem. O psicoterapeuta Leo Fraiman, especialista em psicologia educacional e autor do livro


Alguns dados interessantes

Os dados abaixo atestam a necessidade de a escola 5%

oferecer orientação profissional aos alunos: • apenas 5%

dos jovens se sentem convictos com sua escolha

profissional;

75% 40%

• 75% dos brasileiros sonham em mudar de profissão; • 40% desistem da universidade nos dois primeiros anos do curso; • 59% não são absorvidos pelo mercado de trabalho formal;

André Meller Ordonez de Souza (Colégio Oswald de Andrade/ Caravelas) andre@oswaldcaravelas.com.br Áurea de Oliveira (Colégio Guilherme de Almeida) áurea@guilhermedealmeida.com.br Leo Fraiman leo@fraiman.com.br www.fraiman.com.br Oficina de Carreira www.oficinadecarreira.com.br Pueri Domus Escolas Associadas www.pdea.com.br ea@pdea.com.br Silvana Mekanna de Camargo silvanamek_camargo@unip.br silvanamek@yahoo.com.br Somma www.sommaonline.com.br flavio@sommaonline.com.br

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Meu filho vai prestar vestibular. E agora? (Editora Gente) e do CD-ROM Guia do estudante e educaçãoprofissional(EditoraAbril),concordaqueagrandemaioriadosalunosestáprecisando deumamotivaçãoedeumaorientação,nãosóvisandoàescolhadaprofissãomasdacarreira. “Ojovemestáperdidoequersedesenvolver.Agrandedificuldadeéfazercomqueoeducadorse conscientizedequedevefalarparaojovem,estabelecendoumarelaçãodeparceria,falandoao ladodojovem.Comatitudescertaseorientaçõespráticasaorientaçãoprofissionaldeveajudaro aluno a transformar seus sonhos em projetos”, sustenta Fraiman. Leo atua na área de orientação profissional há 15 anos e no último ano e meio treinou 80 escolaspeloBrasil.Emumasériedevinteencontros(queaescolaadaptaconformesuarealidade), elecapacitaeducadoresdainstituiçãoparaotrabalhocomosalunos.“Insistonaimportânciada capacitaçãodosprofessores.Ojovemdehojequertudojá,agora.Comoelepodeserpreocupar com o futuro? O jovem tem direito a escolher e a transformar essa escolha em sucesso. Eles se sentem gratos quando recebem essa orientação”, conta. AEscolaPueriDomuspercebeuanecessidadedeoferecerorientaçãoprofissionalaseus alunos. Professores da escola passaram pelo curso Orientação Profissional em Sala de Aula, ministradoporFraiman.“Queremosqueosestudantespassemaolharparaestemomentode escolha da profissão com mais clareza e que sejam orientados a observar a diferença entre carreiraeocupaçãoprofissional”,dizodiretordeensinodoPueriDomus,LuisLaurelli.Ocursodeu origemaumlivroparadidáticodemesmonome,adotadopelasescolasdoprogramaeducacional Pueri Domus Escolas Associadas a partir deste ano. O livro é formatado para ser utilizado em aproximadamente vinte aulas e supre uma lacuna do mercado, apresentando um método estruturado de orientação ao professor que vai trabalhar o tema em sala de aula. Segundo o psicoterapeuta Leo Fraiman, a escolha da profissão deve estar focada na ocupaçãoenãonaformação.“Omercadodetrabalhomudoueosalunosprecisamsaberdisso. Atendênciamundialapontaparaadiminuiçãodoempregoformal.Aomesmotempo,oBrasilé umpaísondefaltamão-de-obraqualificada.Nãoháaprofissãodofuturo,masháoperfilmais adequado”,argumenta.Ojovem–eaescola-nãodeveperderdevistaaformaçãohumana.“As pessoasmaisfelizessãoasmaisvirtuosas,queinvestememseremproativas,emsuaautonomia. Omundoédequemvêoportunidades”,conclui.AprópriahistóriapessoaldeLeoofezenxergara necessidadedaorientaçãoprofissional.Filhodeumadministradordeempresasbem-sucedidoede umapsicóloga,LeopassouporumtestevocacionalquandocursavaoEnsinoMédio.Opsicólogo queoentrevistougarantiuqueeleaindaeramuitoimaturoparatomarumadecisão.Eleacabou prestandoeconomia,porsermaisfácildepassarnovestibular.“Depoisdeumanodecurso,vique aquilonãotinhanadaavercomigo.Tiveoapoiodaminhafamíliaparapararecursarpsicologia”, recorda.Aclássicapergunta,“oqueeuvoufazerquandocrescer?”,naopiniãodeLeo,devedar lugar a uma nova: “o que eu vou fazer para os outros crescerem?”.

Para mais informações

• 70% não atuam na sua área de formação.

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PERFIL DA ESCOLA

Construído nos anos 30, na Vila Mariana, o Arqui mescla o antigo com o moderno e investe numa visão pedagógica atual.

Arquidiocesano:

histórico, porém moderno

Ao mesmo tempo em que mantém os valores maristas, como o estímulo à solidariedade, o Colégio Arquidiocesano propõe uma educação constantemente atualizada.

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U

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ma escola que reúne tradição e modernidade. Assim pode serdescritooColégioMaristaArquidiocesanodeSãoPaulo.Em2008, o colégio completará 150 anos de história, dos quais 100 anos sob a direçãodosirmãosmaristas.Ainstituiçãofoifundadaem1858como nomedeColégioDiocesano.Situava-senaavenidaTiradentes,nobairro daLuz,emSãoPaulo,eeraadministradoporfreiscapuchinhosepadres diocesanos.Em1935,aescolasemudouparaoprédioqueocupaaté hoje, na Vila Mariana. IsabelCristinaMichelanAzevedo,diretoraeducacionaldoArqui, comoocolégioémaisconhecido,comentaquesemanteratualizadaé umacaracterísticamarcantedainstituição.“OArquiconseguemanter um forte vínculo com os valores maristas, ao mesmo tempo em que acompanha as exigências dos novos tempos”, diz. Ela afirma que a ênfase que a instituição dá à educação vem desde o século 19. São MarcelinoChampagnat,fundadordocolégio,desejavaqueosirmãosse dedicassemapenasàeducação.Naquelaépoca,oseducadorespassavam por cursos de reciclagem nas férias escolares.“A escola já entendia a necessidadedaatualizaçãocontínuadosprofessores”,apontaIsabel. Essa perspectiva moderna prevaleceu também na escolha de um novo local para o colégio. O prédio da Vila Mariana começou a ser construído em 1929 e foi inaugurado em 25 de janeiro de 1935. “Quando construíram a escola na Vila Mariana, que na época era

Por Luiza Oliva Fotos Almir Cândido

constituída só de chácaras, os irmãos maristas foram chamados de loucos. Construíram um prédio no meio do nada. Mas eles tiveram uma visão de futuro ao encontrar o local apropriado para a escola. A cidade não só cresceu para cá como o colégio contribuiu para o crescimentodacidade.AhistóriadoArquiestávinculadaàhistóriado desenvolvimento da cidade”, acredita a diretora. Hoje,arquitetonicamente,oArquimesclaoantigocomomoderno. Convivemcomaconstruçãodosanos30doséculopassadoprédiosmais recentes,comooConjuntoDesportivoIrmãoLeão,oConjuntoAquático MaristaeoCentroCulturalMarista.Administraressagrandeestrutura exigiu uma modernização da organização. “Há dez anos, tínhamos umaestruturamuitocomumdeserencontradaemcolégioscatólicos. Trabalhávamos divididos por setores: administrativo, pedagógico, educacionalepastoral.Naverdade,umcolégioéumorganismovivoe émuitodifíciltrabalharcomsetorestãodivididos.Questõesdeordem educacionalinterferemnopedagógicoe,àsvezes,umaaçãodapastoral tem um efeito extremamente valioso com reflexos dentro da sala de aula”,apontaIsabel.Assim,em2000foiimplantadaanovaestruturade funcionamento,baseadaemnúcleos:opsicopedagógicoabarcatanto assuntospedagógicosquantoeducacionaisetemumavinculaçãodireta com o núcleo pastoral; e o núcleo de tecnologia e informação agrega laboratóriosdeinformática,biblioteca,salasdeestudos,multimeios,


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todos lidando com a informação.“Fizemos as transformações administrativas sem perder a vinculação com os nossos valores”, frisa a diretora. AênfasedadaaosesporteseàsarteséumacaracterísticadoArquidiocesano.Atividades esportivaseartísticasservemdepanodefundoparaapráticadasolidariedade.Anualmenteo colégiorealizaoFestivalChampagnat,comjogos,gincanas,oficinaseteatro.Aaçãoinicialpara ofestivaléacoletadefraldas,materiaisdehigiene,alimentoseroupas,quesãodestinadosa entidadesassistenciais.Em2004foramarrecadadas55toneladasdealimentoseroupas,oque tornoupossíveloatendimentode7.404pessoas,assistidaspor65instituições.Atéoanopassado osalunosdasextasérieaoterceiroanodoEnsinoMédiotinhampontuaçãoparaarrecadação. Esteanoocolégiodesvinculouaarrecadaçãodedoaçõesdapontuação,visandopotencializar as doações dentro da construção da cultura da solidariedade. Outra forma de trabalhar a solidariedadeentreosalunoséaTardedaAlegria.“Nossosetorculturalémuitofortee,todofim deano,realizaumgrandeespetáculounindotodasascoreografias,comcenáriosevestuáriosde grandenível”,comentaadiretora.Depoisdasapresentaçõesrealizadasduranteasemanaparaas famíliaseacomunidadedocolégio,nosábadooespetáculoéoferecidoparacriançascarentese suasfamílias.“Oferecemoslancheebrinquedosparaosconvidados.Éumdiamuitoespecialpara nós, porque oferecemos também cultura para quem precisa”, comenta. Éclaroque,numuniversode3.550alunos,háaquelesquecompartilhammaisativamente dessas atividades solidárias. Os alunos do Ensino Médio podem participar da Ação Social Solidária.Oalunosevinculaaoprogramaesemanalmentevisitaalgumadascrechesmantidas pelainstituição,pararealizaratividadeslúdicascomascrianças.Damesmamaneira,háfamílias quevalorizammaisotrabalhosolidário.Entreosfuncionários,Isabelafirmaquenãohábarreiras. “Háaçõesdaprópriaprovínciaparadivulgarafilosofiamarista,comoprogramasdeformação edehumanização,encontrosperiódicosdefuncionáriosdasmaisdiferentesáreas,queacabam difundindoessafilosofia.Aspedagogiasmaristasdapresença,doespíritodefamília,doamorao trabalho,sãopedagogiasqueagregammuito,sãoconciliadoras.Essafilosofiamaristaconsegue se impor às dificuldades”, aponta. Oforteaspectohistóricoeafirmefilosofiadetrabalhocentradanosideaismaristasnão impedequeoArquitenhaquelidarcomasmesmasdificuldadesenfrentadasporoutrasescolas particulares.Porexemplo,afaltadetempodospaisparaumaparticipaçãoefetivanavidaescolar dos seus filhos.“As famílias têm pouco tempo e isso é um fato. Elas têm menos contato com seus filhos. Mas há a preocupação dos pais com a formação das crianças e dos jovens. Eles sósesentemumpoucoperdidosemcomofazeressaformação.Háumdesejodafamíliaem poderparticiparmaiseserorientada”,acreditaIsabel.Aescolabuscaorganizaratividadesem queasfamíliassesintamenvolvidas.“Recentemente,fizemosumareuniãocomospaiscomo objetivodedefiniroperfildoalunomarista.Concluímosqueeleépreocupadocomapesquisa, comacomunicaçãoecomasolidariedade.Aadesãomédiadospaisfoide50%,emalgumas

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Raio X da escola

PERFIL DA ESCOLA

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• Uma unidade no bairro da Vila Mariana, em São Paulo. Isabel • 3.550 alunos. Cristina Michelan • Número de funcionários: 192 administrativos,164 docentes e 61 instrutores Azevedo, (Arqui Idiomas, Natação, Esporte e Fitness) diretora • Cursos: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. educacional do Arqui­diocesano Opção de período integral do Jardim I à quarta série. • Instalações: Seis laboratórios de informática, com um total de 61 computadores, além de dois micros em cada uma das nove salas de aula da Educação Infantil; um laboratório de robótica em parceria com a Lego; três laboratórios de física, com oito computadores; quatro laboratórios de ciências e biologia; planetário com capacidade para 45 pessoas; estação meteorológica; uma piscina coberta e aquecida; ginásio completamente equipado para ginástica olímpica, seis quadras – duas cobertas –, duas salas de dança, sala de música, sala de violão e guitarra, sala de xadrez, além dos anfiteatros e da chácara do colégio, localizada em São Bernardo do Campo, onde alunos e pais desenvolvem muitas atividades esportivas. • Atividades extracurriculares: Setor artístico: dança, jazz, balé clássico, corpo de baile, street dance (feminino e masculino), dança flamenca, teatro, violão, guitarra, coral infantil e adulto, ginástica olímpica, rítmica desportiva e aeróbica. Setor esportivo: nas categorias escolinha, mini, mirim, infantil e juvenil, há atividades como basquete, handebol, vôlei, futsal, xadrez, judô, além do esporte infantil, que prepara alunos do Jardim à segunda série para os esportes citados. Centro de Línguas com os cursos: inglês, espanhol, italiano, japonês, francês. • Contatos: www.marista.org.br e arquidiocesano.imprensa@marista.org.br.

sériesatémaior.Emboraasfamíliastenhamumadificuldadeconcretade tempo,quandoelaspodemháaparticipação.Éprecisodemandartempo eesforço,senãonossosalunosserãoformadospelomundoenãopelos nossos valores, não mais pelas nossas convicções”, acredita. NoArqui,umamodernavisãopedagógicaconvivecomaexistência dos limites, importantes para a formação humana, na opinião da instituição.“Numasaladetrintaalunostemostrintafamíliasatuando comseusvalores.Claroquealgumasfamíliasachamquesomosmuito firmes,outrasacreditamquepoderíamosseraindamaisfirmes”,comenta MarisaEsterAldecôaRosseto,assessorapsicopedagógicadoEnsino Médiodocolégio.Marisaapontaadisciplina,aordemeaorganização comofatoresessenciaisnaformaçãodocidadão.Aomesmotempo, elaconsideraaescolaextremamenteinovadorapedagogicamente,até ousada.“Fazemosavaliaçãocomintençãoformativa.Trabalhamoscom critérios.Nãotemosnotasesimconceitos,emtodososníveis”,conta. Um investimento da instituição é o plano de ação de formação continuadaparaosprofessores.Osprofessoresganhamtrêshorasa maisporsemana,paratrabalharpráticaeteoriajuntos.“Amantenedora investeparaqueosprofissionaismantenham-sesempreatualizados, tanto fora como dentro da própria escola”, conta a assessora. Um exemplorecentedesseinvestimentofoiocursodeespecializaçãopara formadoresdeprevençãoasubstânciaspsicoativasnasescolas.Seis profissionaisdoArqui,entreelesMarisa,fizeramocurso,comduração deumano,naCoordenadoriaGeraldeEspecialização,Aperfeiçoamento eExtensão(Cogeae)daPontifíciaUniversidadeCatólica(PUC)deSão Paulo.“Hácincoanosaescolareconheceuanecessidadedepreparar seus profissionais para a questão das drogas, do álcool e do tabaco. Isto é, há drogas no mundo em que vivemos e nós não estávamos preparados para lidar com isso”, diz.

Alémdocurso,ocolégiobuscouaassessoriadeumapsicóloga daFaculdadePaulistadeMedicina,quequinzenalmentevisitaaescola. Com1.100alunosnoEnsinoMédio,énaturalqueaescolasepreocupe emenfrentaradequadamenteoproblemadasdrogas.“Hoje,temos maisestruturaparaconversarcomasfamílias.Quandoénecessário, encaminhamos o aluno para terapia cognitiva, de preferência com umprofissionalcomexperiênciaemsubstânciaspsicoativas.Antes, recebíamos a família apavorada e não sabíamos como lidar com a situação”, avalia Marisa. Na opinião da psicopedagoga, ao mesmo tempo em que orienta as famílias e prepara seus alunos para uma vida solidária, o colégio não pode perder seu foco principal, que é o ensino formal. “A escola é o espaço de educação formal. A escola lida com a heterogeneidade de elementos da sociedade e se não tiver uma visãoplural,multirreferencial,elavaimorrer”,sentencia.Segundo a abordagem multirreferencial, o educador abre-se ao mundo, rompendo com o universo dos paradigmas. Marisa cita Joaquim Gonçalves Barbosa, doutor em educação pela PUC-SP, docente da graduação e da pós-graduação em mestrado em educação da Universidade Metodista de São Paulo, coordenador do livro Autores-cidadãos: a sala de aula na perspectiva multirreferencial: “Na multirreferencialidade, a função do educador é elaborar junto com o educando um‘sentido para o mundo’, de forma que sejam respeitadas as diferenças culturais e todas as maneiras de sentir a realidade, sem imposição de modelos que funcionem como‘caminho de mão única’para a aquisição e assimilação de uma verdade excludente”. Para Marisa, a multirreferencialidade é a saída estratégica para a educação – e um rumo para que o Arquidiocesano continue trilhando seu histórico caminho.


DICAS / ELEVADORES

de conservação, que não in­cluem peças utilizadas,eosdemanutenção,queincluem peças e podem ser total ou parcial (nesse últimocaso,aspeçasquenãoestãocobertas pelovalorpagomensalmentedevemestar especificadas). Especialmente para os elevadores seminovos e para os antigos (acimadequinzeanosdeuso),sãoindicados os contratos com peças inclusas, evitando gastosaltosesporadicamentequepodem atrapalhar o caixa da escola. Tomecuidadotambémcompropostas queoferecemgratuidadedemensalidade, preços muito abaixo do mercado e preste especialatençãoàcláusulaquedizrespeito ao cancelamento do contrato. O Sindicato dasEmpresasdeConservação,Manutenção eInstalaçãodeElevadoresdoEstadodeSão Paulo (Seciesp) alerta para contratos que possuemprazosdevigênciaextremamente longos de até cinco anos, com multa rescisóriaproporcionalaoperíodorestante.O clienteacabasabendodessamultasomente no processo de rescisão.

Na próxima edição, leia Dicas sobre Elevador – Modernização

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Se a sua escola conta com elevador, a manutenção do equi­ pamento é um item que deve ser tratado com o máximo cuidado. Por ser um equipamento que transporta vidas humanas, o custo damanutençãodeumelevadornão pode ser comparado ao de outros itens prediais. A escola precisa firmar contrato com uma empresa de manutenção que garanta rápido atendimento, preferencialmente com assistência técnica 24 horas – e nunca pautar essa escolha visando apenas ao menor preço. É importante verificar se a estrutura da empresa é suficiente, com profissionaiscapacitadoseveículos,ambos emnúmeroapropriadoparaaquantidade deelevadoressobsuaresponsabilidade,se háumengenheiroresponsável,comregistro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), além de instalações adequadas e seguro de responsabilidadecivil.Outroitemessencial: a empresa deve ser cadastrada no órgão fiscalizador de elevadores do município (no caso de São Paulo, o Contru, ligado à Secretaria da Habitação). Além da manutenção corretiva – quandooelevadortemqueserconsertado emergencialmente–aempresaprestadora de serviços faz a manutenção preventiva dosequipamentos,geralmenterealizando uma visita mensal à escola. Esse tipo de visita garante que o elevador funcione corretamente e com segurança, evitando paralisaçõesporquebras.Umamanutenção preventiva eficiente si­ gni­ fica inclusive economia com troca de peças. O custo das pe­­ças, aliás, é outro item importante que deve ser analisado ao ser fechado o contrato. Existem os contratos

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Item de segurança

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DICAS / LIMPEZA – PROCEDIMENTOS

Treinamento da equipe, um

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investimento necessário

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Limpeza é a remoção de qualquer corpo indesejável (visível ou não) de uma superfície,semalteraçãodascaracterísticas originaisdoobjetoqueestásendotratado, lembrando ainda que esse processo não deve ser nocivo ao meio ambiente. Para tanto, além dos produtos e dos equipamentoscertos,éfundamentalqueo pessoalresponsávelpelalimpezadaescola receba treinamento adequado. Segundo Osmar Viviani, consultor na área de higiene e limpeza profissional, os objetivos principais desse treinamento são: aperfeiçoamento de funcionários, com apresentação de novas técnicas; aumento da eficiência e da economia; mudança de hábitos relativos a produtos; profissionalização efetiva do setor de higiene e limpeza; satisfação de auxiliares, encarregados e supervisores, pelo êxito na participação e pela perfeita resolução dos problemas; quebra da resistência para mudanças nos métodos e sistemas anteriores; melhoria das habilidades; e espírito de trabalho em equipe. Introduzir o conceito de especialistas emlimpezatornaaatividademaisprodutiva e bem-vista, valorizando o aprendizado. “Escolasdetodososníveisestãoinvestindo em higiene e limpeza, usando estratégias para tornar o ambiente mais agradável. Pesquisas apontam que para alunos, pais e funcionários a limpeza dos ambientes escolares está entre as características mais importantesdosespaços,influindoinclusive na busca da qualidade total”, conclui o especialista.

Antesdeseiniciarqualquerprocesso delimpeza,higieneeconservação,deve-se obedecer sempre os seguintes critérios: • Análise do tipo de superfície a ser limpa. •Análisedotipodesujidadeaserremovida (soltasenãoimpregnadas,quepodemser removidas com um simples processo de varrição, ou solúveis em água). •Escolhadoproduto,adequadoàsuperfície e à sujidade. • Determinação das diluições do produto. • Análise das necessidades de outras variáveis para auxílio no processo. Éfundamentalfazerumaprogramaçãodas atividadesdelimpezadaescola.Atravésde um gráfico são definidos os locais a serem limpos,asatividadeseoperaçõesexecutadas ecomquefreqüência.Porexemplo,limpeza e desinfecção de vestiários e sanitários, tratamento de pisos frios, limpeza em áreas esportivas, de pro­ ces­samento de da­ dos ou limpeza e tratamentode piscinas.

Na próxima edição, leia Dicas sobre Piso – Playground


DICAS / COLETA SELETIVA DE LIXO

Conheça uma iniciativa Implantar a coleta seletiva de lixo e ir além. Essa foi a proposta do Colégio Magister, quando instituiu há um ano a coleta seletiva. Envolvendo funcionários, professores e alunos, a escola implantou o programa, e o dinheiro arrecadado com a vendadolixoédoadoparaaAssociaçãoPróBrasil,queauxiliaumacomunidadecarente em Parelheiros, São Paulo. “Auxiliamos a comunidade em várias frentes, realizando palestras de higiene bucal, arrecadando retalhosparaumacooperativadecostureiras local que trabalha com patchwork e organizandoumacooperativadecatadores delixonobairro”,explicaCarlosEnriqueRuiz Garcia,coordenadordeeventosdocolégio. NaopiniãodeGarcia,aconscientização ambientaldeveestarnapautadasescolas. “Hoje,pensarnaquestãodolixoéobrigatório para escolas de médio e grande porte. As pequenas,quegerampoucovolume,também encontramquemrecolhaseulixoepodem fazer a sua parte”, aponta, completando que a questão da armazenagem e seleção do lixo na escola ainda assusta alguns mantenedores. É importante escolher um localparaarmazenagemdistantedosalunos e que seja de fácil acesso para a retirada. Garcia lembra que, quanto mais separado o material estiver, maior o valor de venda. NoMagister,olixoéretiradosemanalmente pelos compradores. OprojetodoMagisternasceudodesejo da direção em implantar a coleta seletiva. “Nosreunimoscomaequipedeprofessores de ciências e biologia, que abraçaram a idéia.Decidimosquetipodematerialseria coletado. Evitamos apenas trabalhar com vidro.Aescolainvestiuentãonacomprade

latões,para lata, papel e plástico”, diz. Todososlatões trazem escrito os materiais que podem e os que não podem ser reciclados. É fundamental a participação da equipe dos funcionários de limpeza do colégio. Nas salas de aula do Magister, por exemplo, só há latas de lixo azuis para papel. A coordenação é informada se os funcionários encontram materiais estranhosnessescestos.Oscoordenadores conversam, então, com as classes, soli­ citando maior empenho na coleta. Garcia recomenda também a realização de atividades que envolvam o assunto meio ambiente.NoMagisteraconteceaGincana de Ciências, com alunos da quinta série ao Ensino Médio. “Movimentamos a escola de maneira lúdica em torno do tema, comprovasdeconhecimentoeatividades físicas. O evento termina no dia 3 de junho, justamente o Dia do Meio Ambiente”, comenta o coordenador.

Na próxima edição, leia Dicas sobre Elétrica – Iluminação

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bem-sucedida

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ACAMPAMENTOS, ACESSÓRIOS, ALAMBRADOS

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ASSESSORIA, BEBEDOURO, COBERTURA, CONSTRUTORA, GINÁSTICA

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CONTROLE DE PRAGA, DEDETIZAÇÃO, ELEVADOR

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HIGIENE E LIMPEZA, IMPERMEABILIZAÇÃO, LABORATÓRIO, MATERIAL ELÉTRICO, MÓVEIS, PISO

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PLAYGROUND, RADIOCOMUNICAÇÃO, TRATAMENTO DE PISO

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SISTEMA DE SEGURANÇA, TAPETE, TERCEIRIZAÇÃO

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