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Direcional Escolas, abril/05
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Direcional Escolas, abril/05
EDITORIAL
Editores Sônia Inakake Almir C. Almeida Jornalista Responsável Luiza C. Oliva MTB 16.935 Diretora de Arte Thais Moro
Assistentes de Arte Adriano Vespa Samantha Audi Bernardo Contatos Publicitarios Claudiney Fernandes Evander Alves Valéria Alves Atendimento ao Cliente Juliana Jordão João Marconi Impressão Oceano Público Leitor: Diretores, professores, coordenadores e compradores Circulação Nacional Assinatura Bienal: R$ 180,00
Tiragem de 10.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está a disposição dos interessados
Não é permitida a reprodução total ou parcial da matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais As matérias assinadas são de inteira respon sabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da Revista Direcional Escolas. A Revista Direcional Escolas não se res ponsabiliza pelos serviços e produtos oferecidos pelos anun ciantes.
Rua Joaquim Távora, 679 CEP 04015-011 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573 8110 - Fax.: (11) 5084.3807 atendimento@condominio.inf.br www.direcionalescolas.com.br
Caro leitor,
Sônia Inakake
Direcional Escolas chega ao número três com uma grata surpresa. O retorno que temos recebido de diretores, professores e profissionais da educação em relação à revista não poderia ser mais animador. Todos destacam a qualidade editorial e gráfica da publicação, além da facilidade de encontrar inúmeros produtos e serviços através de nossos anunciantes. Alémdereportagensqueinteressamaomantenedoreaosorientadores educacionais, queremos a cada edição oferecer uma orientação ainda mais completa. Nesta edição, iniciamos a publicação da seção Agenda, com eventos de todo o País. Envie para nossa redação a programação de seu curso, congresso ou palestra. Estamos abrindo espaço também para a participação de professores. Se você tem algum trabalho ou artigo interessante, que gostaria de ver em nossas páginas, envie para nós. Seja um colaborador da revista! Nesta edição, preparamos uma matéria especial sobre a renovação das bibliotecas escolares. Novo visual, aliado ao uso da tecnologia, faz das bibliotecas fonte de consulta constante dos alunos e um ambiente socialmente interessante. Vale a pena investir nesse espaço de saber para nossas crianças e jovens. Saiba também como funcionam as parcerias entre escolas de línguas e instituições de ensino, uma maneira de fortalecer o ensino de idiomas nas escolas. No Perfil da Escola deste mês, conheça a Escola daVila, um projeto que segue além dos limites das duas unidades do colégio: através do seu Centro de Estudos, ela oferece cursos de formação para escolas de todo o País. Não deixe de ler, ainda, nossas matérias que tratam da estrutura física da escola. Nesta edição, saiba mais sobre playgrounds, equipamentos para laboratórios e produtos de limpeza. E se quiser nos conhecer melhor, compareça à Educar/Educador, de 18 a 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. Estaremos lá!
Boa leitura e até breve, Os editores Direcional Escolas, abril/05
Coordenador de Arte Leonardo Piva
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SUMÁRIO
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ENTREVISTA
CAPA
ALIMENTAÇÃO
SoniaSimõesColombo: Desvendandoagestão escolar
Bem-vindo ao mundo dos livors
Refeição na escola: nutrição com sabor
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PERFIL DA ESCOLA
ENSINO DE LÍNGUAS
Escola da Vila
Parcerias para um ensino sólido
04 Indice de Produtos, 06 Agenda, 14 Fique de Olho/Playground, 26 Dicas/Limpeza-Produtos, 27 Dicas/Laboratórios, 28 Dicas/Materiais Artísticos
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ÍNDICE DE PRODUTOS & SERVIÇOS
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Acampamento 29
Engenharia do Trabalho 30
PCMSO 30
Acessórios 2ª capa, 6, 29
Equipamentos para jardinagem 6
Piso 31, 32
Alarmes 5, 31, 33
Escola de Idiomas 22, 23
Playground 32
Alambrados 29
Espelho 29
PPRA 30
Assessoria 30
Exames Médicos 30
Portão(Automatização,Manutenção,Instalação)31
Bebedouro 30
Feira 3ª capa
Prevenção de Incêndio 30
Brigada de Incêndio 30
Ferramentas 6
Produtos de Limpeza 2ª capa, 29
Câmaras 5, 31, 33
Fita Anti derrapante 6, 29
Projetor 33
Caixa D´água ( Limpeza ) 30
Ginástica ( Equipamentos ) 31
Carrinho 2ª capa, 6, 29
Iluminação de Emergência 31
Quadra Poliesportiva (Projeto, Manutenção e Reforma) 29
Cerca Elétrica 5, 31, 33
Impermeabilização 33
Cesta de Alimentos 30
Interfone 31, 33
CIPA 30
Laboratório 6, 27
Circuito Fechado de TV 5, 31, 33
Lâmpada 31
Coletor para Reciclagem 2ª capa, 6, 29
LTCAT 30
ControledePragas(Dedetização,Descupinização,
Lavadora de Alta Pressão 6, 29
Desinsetização,Desentupidora,Desratização)30
Lixeiras 2ª capa, 29
Controle de Acesso 5, 31, 33
Material Elétrico 31
Curso 30
Mop´s 2ª capa, 29
Elevadores (ManutençãoeEmbelezamento)30
Móveis 34, 4ª capa
Quadros de Aviso 29 Radio Comunicação 33 Redes de Proteção 29 Reforma 30 Ronda 34 Segurança do Trabalho 30 Sistema de Segurança 5, 31, 33 Sensor de Presença 31 Tapete 2ª capa, 29 Terceirização de Serviços 26, 28, 34 Tratamento de Piso 34
AGENDA
Aprender e Ensinar Matemática Data: 14/05 (início) Duração: 4 sábados, das 8h00 às 17h00 Local: Colégio Arquidiocesano - Rua Domingos de Moraes, 2565 Organização: Centro Marista de Estudos e Projetos (CEMEP). Certificado pela PUC do Paraná, o curso será ministrado pelos docentes Kátia Stocco Smole, Maria Ignez Diniz e Humberto Luiz de Jesus e visa a discutir o letramento em matemática e sua relação com outras áreas do conhecimento. Valor: R$360,00 para educadores, que pode ser pago em duas parcelas de R$185, 00, e R$330,00 para educadores de escolas públicas, maristas e estudantes. Detalhes do programa e inscrições no endereço www.marista.org.br/educadores ou pelo e-mail educadores@marista.org.br.
PEDAGÓGICA GO Congresso Internacional de Educação – Exposição de Produtos e Serviços Educacionais Data: 3 A 5 de Junho Local: Centro de Convenções de Goiânia (GO) Público-alvo:Educadores,coordenadores,supervisoresediretoresdeestabelecimentos de ensino de educação infantil e ensino fundamental, Pedagogos, psicopedagogos, psicólogos e estudantes universitários. Principaisconvidados:BernardCharlot(França),AlmerindoAfonso(Portugal),Cristina Almeida (Escola da Ponte – Portugal), Frei Betto (DF), Kátia Stocco Smole (SP), Maria Lúcia da Silveira (MG) , Nilbo Nogueira (SP), Roberto Carlos Ramos (MG),Tânia Zagury (RJ), Vasco Moretto (DF), Yves de La Taille (SP) Organização e informações para inscrição: Conexa Eventos - Rua Antônio de Albuquerque, 749 – loja 11 - Funcionários – 30112-010 – Belo Horizonte – MG - Tel: (31)3225-7678 - Fax: 3282-1802 www.conexaeventos.com.br - conexa@conexaeventos.com.br
Seminários
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Data: 02/06/05 - das 9h00 às 17h00 Local: Hotel Green Place - Rua Dr. Diogo de Faria, 1201 - São Paulo - SP Seminário 1: Aspectos Jurídicos nas Instituições de Ensino Público Alvo: Mantenedores, Reitores, Diretores, Coordenadores e Advogados. Seminário 2: Gestão da Marca nas Instituições de Ensino Público Alvo: Mantenedores, Reitores, Diretores, Coordenadores, Profissionais das áreas de Comunicação e Marketing. Realização: Humus Consultoria Educacional Informações: www.humus.com.br ou (11) 5535-1397
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Se você quer divulgar algum curso, palestra ou seminário dirigido a educadores, encaminhe seu material para luizaoliva@ajato.com.br.
ENTREVISTA
Sonia Simões Colombo Foto:Divulgação
Desvendando a gestão escolar Consultora educacional e organizadora de congressos e seminários, Sonia Colombo acredita que muitas escolas ainda estão engatinhando no conceito de gestão educacional.
Há três anos, quando a psicóloga e administradora Sonia Simões Colombo, diretora da Humus Consultoria Educacional, organizou o I Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, o assunto ainda causava espanto entre muitos mantenedores e dirigentes de escolas particulares. “Muitos achavam que gestão era um termo voltado só para empresas”, recorda Sonia. Este ano, em sua terceira versão, o Congresso reuniu 600 representantes de instituições de ensino. Além dos blocos temáticos e dos workshops, uma novidade foi a Jornada do
Além da gestão, outro assunto tem atraído o interesse do setor educacional: o uso de tecnologias. Justamente por perceber esse nicho de mercado, a Humus partiu para a organização do TecEduc@tion, congresso e exposição voltados para a tecnologia educacional, que este ano ganha sua segunda edição. Sonia é autora dos livros Escolas de Sucesso (Editora STS), lançado em 1999, A Família 5S Vai Visitar Sua Casa, um livro paradidático para crianças, que orienta como implantar a
Marketing Educacional, que mostrou soluções de especialistas e gestores educacionais em ações de fortalecimento de marca, captação e fidelização de alunos. Sonia considera que hoje o tema gestão educacional já é assunto de debates e cursos, porém é muito mais assimilado pelas universidades. “As instituições de ensino básico ainda estão engatinhando nesse novo olhar das escolas”, avalia.
ferramenta de qualidade dos 5S no dia-a-dia (Editora Kids), Gestão Educacional: Uma Nova Visão e o recém-lançado Marketing Educacional Em Ação, os dois pela Editora Artmed. Na semana que antecedeu o III Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, Sonia recebeu a reportagem de Direcional Escolas para conversar sobre a gestão de escolas.
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PorLuizaOliva
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ENTREVISTA DIRECIONAL ESCOLAS – Quais instituições de ensino participam dos congressos que a senhora organiza, voltados para gestão e tecnologia educacional? SONIA SIMÕES COLOMBO – Temos visto muitas universidades nos nossos congressos. As escolas de ensino básico também participam. Mas as universidades representam 60%, e o ensino básico 40% dos participantes dos nossos dois eventos. O ensino superior tem uma estrutura mais profissional e mais recursos financeiros para investir. Na escola de educação infantil às vezes é a própria dona que cuida de tudo. Fica difícil ela se ausentar da escola para participar de congressos. A estrutura pequena dificulta a participação. Em que medida esse tipo de participação em seminários e congressos ajuda o mantenedor da escola? A grande riqueza da participação em seminários e congressos é reciclar conceitos, adquirir novos conhecimentos e, por último, o networking, ou seja, ouvir experiências de outras escolas, de outras regiões, trocar cartões e, depois dos eventos, continuar se comunicando, trocando idéias. No dia-a-dia, o mantenedor pode, sem dúvida, precisar de alguma continuidade. Ele pode precisar implementar algo na escola, e às vezes não dispõe de uma equipe preparada. Nesses casos, ele pode contratar uma consultoria ou reestruturar a equipe. Nos nossos seminários sempre procuramos dar conceitos e “receitas”, isto é, ferramentas práticas. Não queremos que o seminário seja uma aulinha. Convidamos especialistas que, além do conceito, têm uma vivência prática na atividade.
Direcional Escolas, abril/05
Ainda existem escolas muito grandes com estruturas administrativas pequenas? Existem. No passado, havia poucas vagas nas escolas e muitos alunos. Era tudo muito tranqüilo, as escolas ganhavam muito dinheiro. Hoje, não é essa a realidade. Tem vaga sobrando nas escolas do ensino básico e nas universidades. A não ser nas grandes universidades, de primeira linha, é muito tranqüilo conseguir uma vaga. Com todo esse cenário, os mantenedores viram que é importante cuidar da gestão. É preciso ter um olhar cuidadoso para a qualidade dos cursos e também uma estrutura de gestão mais compatível com a realidade atual. Se preocupar com marketing, por exemplo. Montamos uma jornada de marketing dentro do congresso, só para discutir aspectos como concorrência, estratégias de fidelização e captação de alunos. Se fôssemos falar disso há 10 anos, as escolas questionariam para quê. As instituições tinham filas de alunos nas portas, havia um exame para entrar. Muitas escolas de Ensino Médio tinham vestibulinho, que deixavam alunos para fora. Mudou muito a realidade da escola enquanto negócio. Com isso, o mantenedor também passa a se preocupar e a se envolver mais com os aspectos de gestão.
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Para a escola do ensino básico, há um certo pudor em se ver como negócio? Sim. Há muito idealismo. A própria formação acadêmica do professor e do pedagogo não é voltada para enxergar a escola como um negócio como outro qualquer. Se bem que a escola é um negócio muito diferenciado e muito nobre quando comparado a qualquer outro. Não é um produto de prateleira. Os clientes estão envolvidos diretamente no desenvolvimento do “produto”. Tudo é muito diferente, mas não deixa de ser um negócio, que envolve o pagamento de tributos, de funcionários, e que precisa gerar resultados para continuar sobrevivendo. Então é um negócio, mas diferenciado.
Como é visto em outros países esse aspecto empresarial das escolas? Noanopassadotrouxemosumcongressista americano da maior universidade ame ricana, em termos de número de alunos e número de campi. Ele deu uma mensagem muito interessante, da visão que eles têm de gestão. A mensagem dele foi bem pragmática: que a instituição de ensino é um negócio, precisa ser gerida com eficácia, baixos custos e otimização de processos. Isso foi um case da maior universidade americana. Porém, no ensino básico, mesmo em outros países, também há uma visão mais romântica da escola. Uma pedagoga forma inicialmente uma escola, pequena. Ela começa a dar resultados, o marido e os filhos vêm trabalhar com ela, em uma estrutura bem familiar. Há algumas exceções, de instituições que já nascem grandes. No caso da empresa familiar, é ainda mais complicada a profissionalização da gestão? Vejo a transição como o grande problema da empresa familiar. Na geração inicial, a escola é feita com muito sonho, empenho e dedicação. É a vida daquele mantenedor, daquele educador. É até bonito de se ver. A escola é a alma dele. O conflito começa a surgir quando o filho está numa fase adulta e toma as rédeas do negócio. Os conflitos surgem porque o filho vê a escola de uma outra maneira. Talvez porque ele não tenha feito uma escolha natural de tomar conta daquelenegócio,diferentedomantenedor queescolheuaquelaescola.Sãoconflitosde ideais, de percepções, de outras formações acadêmicas. Existem casos em que contratar uma pessoa de fora é mais indicado do que o herdeiro assumir a gestão? Chegamos a sugerir, mas é difícil o pai ou a mãe aceitar. Eles sempre preferem os filhos. É difícil ter o olhar de que o filho não é a pessoa mais indicada. O que é uma escola de sucesso? É a que consegue atingir o objetivo a que se propõe. Não é só aquela que tem cinco
mil alunos. É efetivamente aquela que tem objetivos bem claros, dirigidos para uma comunidade. A escola concretiza seus objetivos de maneira bastante eficaz, por meio da satisfação dos pais, dos alunos e da comunidade. Mesmo sendo uma escola pequena ela pode ser uma escola de sucesso. Não é só retorno financeiro que garante o sucesso. Ele está ligado à satisfação da comunidade, ao retorno financeiro e à imagem institucional, ou seja, o respeito alcançado. Só é uma escola de sucesso a que alcança todos esses componentes. Quando é hora de procurar uma consultoria? Há escolas que estão bem e que procuram uma consultoria para continuar bem. Procuram ajuda porque querem continuar melhorando a qualidade e porque enxergam que seus concorrentes não estão parados no tempo. Esse é um perfil de escola sintonizada com a realidade atual. Outras, não conquistaram alunos, ainda perderam outros e estão preocupadas. Outras, ainda, estão no desespero, perdendo alunos há anos e enfrentando alta inadimplência. Essas estão muito preocupadas com a continuidade do negócio. Muitas escolas estão fechando. Há menos crianças, o número de escolas aumentou e algumas já instaladas passaram a oferecer outros cursos. Há um inchaço de opções, aliado à queda de poder aquisitivo dos pais, que começam a migrar para a escola pública. Diante dessa tendência, pode ser mais interessante para a escola não crescer, não aumentar sua oferta de cursos? Sim. Na Humus temos cinco clientes que têm muito claro que não querem crescer, não querem expandir suas atividades para outros cursos. Por mais que os pais peçam, uma quer só ficar na Educação Infantil. Outra quer oferecer apenas Educação Infantil e Ensino Fundamental, não quer partir para o Ensino Médio. Se a escola aumenta sua estrutura, aumenta também seu custo. Depois, se há uma queda no número de alunos, a escola fica com aquela estrutura enorme e um problema nas mãos. Há escolas de primeira linha, que pairam acima da concorrência. É possível uma escola se diferenciar? Percebonessasescolasquesediferenciamumaobstinaçãopelaqualidadeemtudoeumaequipe altamentecompetente.Eaequipecompetentefazpartedaobstinaçãopelaqualidade.Setiver profissionaismedíocres,incluindotodasasáreasdainstituição,aescolatambémserámedíocre.
Como garantir treinamento adequado para os professores? Oferecemos muitas capacitações de professores. São cursos de gestão na sala de aula onde trabalhamos a competência do professor. Ela envolve quatro atributos: os conhecimentos (o professor precisa estar atualizado, porque o aluno chega em sala de aula às vezes com conhecimentos mais atualizados que o professor em determinada área), as habilidades (ligad as à didática, a maneira como ele vai conduzir a sala de aula, para que o processo de ensino-aprendizagem flua de maneira eficaz), as atitudes do professor com os alunos (os relacionamentos, como ele trata os alunos e como é tratado, como é visto perante os demais professores), e a motivação (ter uma energia motivacional cativante, para cativar os alun os, e transmitir entusiasmo em sala de aula). Com os quatro atributos bem integrados tem-se o bom profissional. Algumas escolas dão treinamento para seus professores, mas só investem no conhecimento. É um erro. As escolas que são exemplos de excelência investem em todos os atributos do professor.
Contatos com Sonia Simões Colombo: sonia@humus.com.br
Direcional Escolas, abril/05
“Uma escola de sucesso se consegue com a satisfação da comunidade, retorno financeiro e imagem institucional.”
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CAPA
Bem-vindo
ao mundo dos
livros!
Muitos colégios tiraram das bibliotecas aquele ar sério e sisudo que até pouco tempo foi sua marca registrada. Cores, móveis modernos e muita tecnologia ajudam a incentivar a leitura.
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2005
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éoAnoIbero-AmericanodaLeitura,que noBrasilrecebeuonomedeVivaleitura.OMinistériodaCulturaacenacom acriaçãodemilbibliotecasemcidadesqueaindanãocontamcomespaços onde os livros são as estrelas. Fazem parte do Vivaleitura muitos outros projetos,comooArcadasLetras,iniciativadoMinistériodoDesenvolvimento Agrário,quepretendelevar855minibibliotecasparaomeiorural.Enfim,o Vivaleituraquerpromoverumagrandemobilizaçãonacionalemfavorda leitura. Melhor momento não há, portanto, para investir na biblioteca de sua escola. E investir, no caso das bibliotecas, significa valorizá-las dentro douniversoescolar,torná-lasambientesondeascriançasgostemdeestar. IsabelMoniz,coordenadorapedagógicadaEscolaCarlitos,afirmaqueas criançasdocolégiofreqüentamabibliotecaassimcomofreqüentamopátio. Na unidade da instituição que atende alunos até a quarta série do Ensino Fundamental,háduasbibliotecas.Oespaçoparaospequenos,deumacinco anos,tempoltroninhas,ondeelesfazemrodasdeleituraeassistemvídeos. Os livros de literatura ficam em caixas baixas, ao alcance de todos. Já a biblioteca utilizada pelas crianças do pré à quarta série tem três ambientes:umcomcadeiras,mesas,prateleirascomlivrosecaixasnaaltura dascriançasparaoslivrosdeliteratura,umsegundolocalcomcomputadores emaisumaarenaquefuncionacomoumpontodeencontro.“Naarena,as criançassentamparaescutarhistóriaseconversarsobreoslivros”,dizIsabel.
PorLuizaOliva
Emoutraunidade,aCarlitostemmaisumabiblioteca,utilizadadequintaa oitava série. Emtodasasbibliotecas,umamargaridafixadanaparedeutilizaamesma identificaçãoencontradanasprateleirasdoslivros.Paraascriançasatécinco anos,sãousadasapenascoresesímbolosnamargarida.Dopréàquartasérie, coresenúmerose,paraoEnsinoFundamentalII,sónúmeros.Isabelexplicaque, àmedidaqueosalunosvãocrescendo,ganhammaiorautonomiadentrodo espaço. “Queremos que eles aprendam a fazer pesquisa”, comenta. Entreosobjetivosdaescola,estãofazercomqueascriançasconheçam o acervo (por isso ele é acessível), ampliem seu repertório literário (desde o pré eles retiram um livro por semana para ler em casa) e participem da gestãodabiblioteca.“Naquartasérie,elespreparamummanualdeusoda biblioteca,queédistribuídoparaasoutrasclasses,epesquisammateriaisque poderiamfazerpartedonossoacervo.Podemosatécomprarlivrossugeridos pelosalunos,desdequeelesapresentemumaargumentaçãoconsistente”, pondera a coordenadora. As crianças de pré à quarta série participaram tambémdaescolhadonomedasuabiblioteca.Depoisdeumapesquisae votação,TatianaBelinkyfoiaeleitaparadarnomeaoespaço,chamadopela escoladeBibliotecaeCentrodeDocumentação(BCD),jáquereúneoutros documentos além de livros. Crianças participando ativamente da biblioteca, computadores dividindo espaço com livros. Assim como na Carlitos, essa é a realidade
Fotos: Divulgação
Ensino Fundamental II e Ensino Médio. OprojetofoifeitoemparceriacomaEscoladoFuturodaUSPeconcluídoem2000.Segundo FranciscoEduardoAguirra,coordenadordoEnsinoFundamentalIIdoPeretz,aidéiafoiacoplaro máximoderecursosnomesmoespaço.Assim,háumauditório,umasalaambienteparatrabalhos emgrupo,umlaboratóriodeinformáticacom16microcomputadoreseatéumapracinhacom jardimebancos.Logonaentradadamidiateca,confortáveissofásconvidamàleituraedividem espaçocomquatromicrocomputadoresutilizadosempesquisas.Oacervoéabertoaosalunos:há mesasdetrabalhopróximasàsprateleirasdelivros.“Queremosqueoespaçosejaomaisagradável possível.Mesmocomumarecentereformaocorridanacantinadaescola,osalunoscontinuam achando a midiateca o espaço mais aconchegante do colégio”, afirma Francisco. Ana Maria define a midiateca como um local de convívio social. Não é mais necessário o silêncio absoluto, mas é preciso seguir regras. O aluno tem acesso ao livro mas não deve colocá-lonovamentenaestante.“Oregulamentofoifeitojuntocomosalunos.Elessabem,por exemplo,quenãopodemcomeraqui,poisatraiinsetosepodetrazerdanosaoacervo”,comenta abibliotecária.Ofundamental,naopiniãodaprofissional,équeosalunosnãosóadquiramo hábito de ler mas gostem de adquirir conhecimento. ParaRicardoTomasielloPedro,bibliotecáriodoColégioArquidiocesano,existeanecessidade
Em meio às mudanças por que passam as bibliotecas escolares, as revistas continuam com lugar garantido nas prateleiras. Revistas semanais de informação, de educação, científicas, turísticas e de interesse geral podem ser separadas em caixas ou cestos para facilitar o acesso dos alunos. Não podem faltar, é claro, os gibis. Para saber mais sobre como montar uma revistoteca, acesse o site da Associação Nacional dos Editores de Revistas (ANER). Através do projeto Revista na Escola, a entidade já doou 240 mil revistas, em dezembro passado, para a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo. Movimente a revistoteca de sua escola: peça doações para os alunos (há famílias que compram ou são assinantes de revistas, que acabam indo para o lixo) e incentive a troca com outras escolas.
Direcional Escolas, abril/05
emoutrasescolas.NoColégioI.L.Peretzabibliotecamudouatédenome:setransformouem midiateca.“É a biblioteca moderna. A tradicional trabalhava apenas com o suporte papel. A midiatecaconciliainformaçõesnomeioeletrônico,comoCDseDVDs,enotradicional,como jornais,revistaselivros.Hojeainformaçãoémuitorápida.Umadolescentenãoficarestritosó aoslivros”,justificaAnaMariaAraújoLima,bibliotecáriadamidiateca,queatende500alunosdo
Um espaço para as revistas
Dois ambientes do Colégio Dante Alighieri: à esquerda, biblioteca com visual atual e, abaixo, Sala do Conto.
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Fotos: Divulgação
CAPA
Ambientes da midiateca do Colégio I.L.Peretz: local de convívio social.
Direcional Escolas, abril/05
Importância do Bibliotecário
Crianças da Escola Carlitos: participação ativa, para aprender a pesquisar.
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Toda biblioteca deve ter um bibliotecário. A afirmação é correta, porém não reflete a realidade das escolas regulares. Muitas, por necessidade de redução no número de funcionários, adaptam um professor ao trabalho na biblioteca. O resultado, defendem os bibliotecários, não é o ideal. “Um bibliotecário estuda quatro anos para saber lidar com a informação, e continua estudando. Ele é um administrador que seleciona a aquisição de material, prepara e divulga esse material e incentiva crianças e adolescentes a ler”, pondera Ana Maria Araújo Lima, bibliotecária do Colégio I.L.Peretz. Na opinião de Ricardo Tomasiello Pedro, bibliotecário do Colégio Arquidiocesano, ainda prevalece nas escolas uma visão antiga da biblioteca e do bibliotecário. “A biblioteca era um lugar onde nem se podia espirrar, e a bibliotecária, uma senhora de óculos e coque. Hoje, o espaço deve ter um lay-out diferenciado e a função do profissional é facilitar o processo pedagógico. Ele deve contar estórias, ao mesmo tempo em que faz um trabalho técnico que não aparece”, diz. Compartilhar idéias entre seus pares e manter-se informado também é recomendado ao bibliotecário. Ricardo comenta que há um grupo informal de bibliotecários de escolas particulares de São Paulo que se reúnem para trocar idéias. Há cerca de 80 escolas inscritas no grupo. “As boas escolas estão mantendo seus bibliotecários. Muitas, porém, acabam optando por adaptar um professor”, lamenta, lembrando que, diferente das bibliotecas universitárias, as escolares não são exigidas pelo MEC nem sofrem qualquer tipo de fiscalização. Marilda Ogata Mitsui, bibliotecária do Colégio Dante Alighieri, explica que o profissional atua tanto na formação do acervo quanto incentivando o gosto pela leitura. Marilda comenta que, para atingir esses objetivos, tem um contato estreito com os coordenadores do colégio: “Eles ajudam a esclarecer se um livro é interessante para o acervo.” Todo cuidado é pouco, exemplifica Marilda, com a atualização dos livros de literatura dirigidos para o Ensino Fundamental II. “É preciso avaliar bem a linguagem utilizada. Há muitos livros de mistério e terror que devem ser bem analisados”, acredita. Num colégio com cinco mil alunos e mais de 31 mil metros quadrados de área construída, Marilda se preocupa em pulverizar a divulgação dos livros novos. “Providencio cópias coloridas das capas, coloco nos murais de cada prédio da instituição e também nas salas dos professores, além da divulgação no site”, conta. Marilda coordena uma equipe de 13 funcionários – entre eles, mais três são bibliotecárias, outras três auxiliares de biblioteca e uma professora de biblioteca. “A professora dá apoio pedagógico nas pesquisas já que o bibliotecário não tem vivência didática”, esclarece.
Para mais Informações de formar o aluno para a informação.“O professor não tem formação de pesquisador.Oalunoprecisasaberselecionarinformações,utilizandovídeos, revistas,jornaiseocomputador”,aponta.OArquidiocesanotem3.500alunos e duas bibliotecas: a infantil e a juvenil.“Na infantil, acontece o trabalho mais importante, o de sensibilização para a leitura. Nela, trabalham dois funcionárioscomformaçãosuperior,umempedagogia,outroemletrascom especialização em literatura infanto-juvenil”, destaca Ricardo. A juvenil foi construída em 2000: tem 640 metros quadrados, com livreacessodosalunosaoacervo,23salasdeestudocomarcondicionado eisolamentoacústicoemaismódulosdeestudoindividualquecomportam 80alunos.AInternetpodeserconsultadaemnovetotensespalhadospela biblioteca.Ailuminaçãoindiretaégarantidaporlumináriasdesenvolvidas especialmenteparaolocal.Doiscantoscompufesdescontraemoambiente. Ricardo planeja agora uma reconfiguração do espaço (concebido para suportarmais15anosdecrescimento).Elepretendemontarumambiente comsofásconfortáveiseinvestiremnovomobiliário.“Umabibliotecatem que ser esteticamente bonita”, afirma. Porano,passampelabibliotecadoArquidiocesano25milalunos.Ricardo temumaequipedeseisfuncionários.Umdiferencialdocolégio,segundoo bibliotecário,éavideoteca,umacervodevídeoseDVDsqueosprofessores usamcomosuportepedagógico.Sãocurtasmetragens,documentáriose filmescomerciaisquepodemsereditadospelavideotecáriaparaummelhor aproveitamento em sala de aula. Quanto aos livros, ele comenta que o bibliotecárioprecisatercoerêncianaseleçãodoacervo.“Atualmente,nenhuma bibliotecatemtudo.Precisamosatenderousuárioetambémterumpouco doqueacontecenomundo”,avalia.Éessencialadotarumapolíticaeficiente de descarte dos livros, completa:“As escolas resistem a aceitar que o livro envelhece,desatualiza,ficasemcondiçõesdemanuseio.Encaminholivros assim para uma obra social da própria escola ou para reciclagem.” MarildaOgataMitsui,bibliotecáriadoColégioDanteAlighieri,concorda comRicardoeacrescentaqueoslivrosdidáticosficamdesatualizadoseos
Colégio Arquidiocesano arquidiocesano.imprensa@marista.org.br www.marista.org.br Colégio Dante Alighieri dante@colegiodante.com.br www.colegiodante.com.br Colégio I.L.Peretz peretz@peretz.com.br www.peretz.com.br Escola Carlitos unidade1@escolacarlitos.com.br www.escolacarlitos.com.br
clássicosdaliteraturabrasileirasãodescartadospordesgaste:“Substituímos os clássicos por uma edição mais nova. A capa muda, o visual melhora.” A hemeroteca (reunião de recortes de publicações), um processo muito trabalhoso,hojeémuitomenosutilizada,jáqueasbibliotecastêmacesso àInternet.“Mantemosapenasosrecortesdefatoshistóricos”,dizMarilda. Coleçõesderevistassemanaisdeinformaçãosãomantidasemacervono Dante por cinco anos. Quando há opção em CD-rom, Marilda prefere a versão digitalizada. Acompanhando a tendência de modernização das bibliotecas, o Dante também modificou sua Biblioteca Central.“Precisávamos de mais espaço,tantoparaoacervo,de50milvolumes,quantoparaosalunos.Tudo mudou”,comemoraabibliotecária,satisfeitacomosmóveisclaros,dedesign moderno,oarcondicionadoeailuminaçãoeficiente.Oacervoéfechadoe fica em esteiras deslizantes, economizando espaço. Outrosambientes,anexosàbiblioteca,tambémforamreformulados. Asaladeestudos,muitousadapeloEnsinoFundamentalIIeEnsinoMédio, temvídeoeDVDeseuusoéagendadopelosprofessores.Tambéméondeos alunosrecebemautoresdelivros.JáoCentrodePesquisaMultimídiaéuma bibliotecacomacervovirtual.Osalunosoutilizamnoperíodoopostoaode aulas.“Oalunopesquisanabibliotecaecomplementaaqui”,explicaMarilda. HátambémaBibliotecaInfantil,parasegundaàquartaséries.“Fazemosum trabalhodecontadoresdehistóriascomessasséries.Acriançalevaumlivro paracasaedepoiscontaparaosamigosoqueleu,massemrevelarofinalda história.Todoalunoqueparticipaganhaumafloroufolhaevaicolocando numa árvore que fica na biblioteca. No final do ano, eles ganham um diplomaporterparticipadodoprojetoContadordeHistória.Éumamaneira de envolver os alunos”, conta a bibliotecária. Mas, a menina dos olhos de MarildaéaSaladoConto,ondeascriançasdaPré-escolaedaprimeirasérie têm seus primeiros contatos com o mundo dos livros. As crianças ouvem estórias,dramatizaçõescomfantoches,escutamCDs,assistemDVDseCDroms. “Aqui é onde tudo começa”, completa.
Direcional Escolas, abril/05
Fotos:IvanilceOliveira
Biblioteca infantil do Arquidiocesano e o bibliotecário Ricardo (à esq.)
Associação Nacional dos Editores de Revistas (ANER) www.aner.org.br info@aner.org.br
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FIQUE DE OLHO/PLAYGROUND
Caminho
livre para a
diversão Brinquedos para ambientes externos e internos, em plástico, madeira e ferro. Anote algumas opções para incrementar o playground da escola.
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T
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odoplaygrounddeveoferecerumambienteseguroeatraenteparaascrianças.Omercadoestárepletode brinquedos, fabricados em plástico, metal e madeira, prontos para atender a qualquer solicitação das escolas. Hácincoanos,aInstrutoyoferecemodelosnosdiversosmateriais.“Vendemostambémpeçasdemadeiraemetal, mas90%dosbrinquedoscomercializadossãoempolietilenorotomoldado”,afirmaGilbertoGaspar,proprietário daempresa,querevendeprodutosdeplásticodaMundoAzul,FresoeXalingo,todosfabricantesnacionais.“Hoje nossobrinquedonãodevenadaaosimportados.ElesrecebemproteçãocontraraiosUVepodemficarexpostos ao sol”, garante. Gaspar salienta que é importante orientar o cliente quanto ao espaço necessário para instalar o brinquedo.Umarecomendaçãoimportanteérespeitarodeslocamentodabalança–amaiorcausadeacidentesem playgroundséjustamenteochoquedabalançanumacriançaquepassaatrásdobrinquedo.“Comasbalançasde plásticoresolveu-segrandepartedoproblema.Umabalançaempolietilenorotomoldadoémuitomaissegurado queumademadeira”,avaliaGaspar,queapontaoutravantagemdosbrinquedosdeplástico:mesmoosplaygrounds maiores podem ser transportados de um lugar para outro. Espaçosinternosdaescolatambémpodemseraproveitadosparaacriaçãodebrinquedotecas.Paraesseslocais, aInstrutoyoferececaminhaselásticas,piscinasdebolinhas,infláveisdepequenoporte,gangorrasdeplástico,lousas e mesinhas. No piso, o ideal é instalar placas de EVA. Tambémparaambientesinternos,aDedoBrinquedooferecemódulospsicomotores.Fabricadosemespumae forradosdecourvin,sãoideaisparaberçáriosepré-escolas.“Sãomaisde25modelos,desdetrocadoresatémódulos emformadeponte,arco-íris,cilindro”,contaDouglasdeOliveira,sóciodaempresacomsuasirmãsDenisedeOliveira eDaniladeOliveira.DanilaépedagogaeDenise,psicóloga–asduasajudamnodesenvolvimentodosprodutos, fazemocontatocomclientesevisitasnaregiãodaGrandeSãoPaulo.Jáescolasdeoutrasregiõespodemutilizara loja virtual da DedoBrinquedo. A empresa também dispõe de colchonetes em espuma revestidos com courvin, ideais para forrar pisos. Os colchonetespodemformardiversosdesenhos,comocaminhão,trenzinhoouquebra-cabeça.“Jáatendemosumaescola queforroutodaabibliotecacomeles”,lembraDouglas.Naáreadeplaygrounds,aDedoBrinquedorevendemodelosda Mundo Azul e Freso, além de opções em ferro e tronco de eucalipto, piscinas de bolinhas e banco no modelo lápis.
SERVIÇO
DedoBrinquedo Playgrounds Moriá 11.6197.4965 11.6724.9147 www.dedobrinquedo.com.br playgroudsmoria@ig.com.br Instrutoy 11.3021.5356 www.instrutoy.com.br
Speed Kids 0800.709.9888 www.speedkids.com.br
Umplaygroundresistente,quenãodesbota,nãoresseca,nãoracha,equetambématendeàs normasinternacionaisdesegurança.EssaéapropostadaSpeedKids,fabricantedeplaygrounds em polietileno rotomoldado com proteção anti-UV e antiestática. São duas linhas de produtos: a Superplay e a Pop Play. Na linha Superplay, de playgrounds de grande porte, as peças de chapas metálicasrecebemumbanhodePVC,chamadodePlasticover.“OPVCrecobretodaapeça,garantindo resistênciacontraamaresia,tornandoobrinquedoantivandalismoeantiderrapante”,apontaFernanda Romano, gerente de marketing da empresa. Já a Pop Play é composta de playgrounds menores. A Pop Play Kids tem brinquedos com umabasequadrada,deondesaemquatroatrações.APopPlayAdventurepossuiumaplataforma sextavada,paraseisatrações.Todososplaygroundssãomodularesemontadosconformeavontade docliente.“Podemosmexernaconfiguraçãodobrinquedo,colocandoocomponentequemaisagradaràescola”, informaFernanda.AempresaatendeclientesdetodooBrasil.Bastainformaraáreareservadaparaoplayground,que umaarquitetadaempresamontaoplaygroundmaisindicado.Ainstalaçãoésimplificadaepodeserfeitapelopróprio cliente. Entreasnormasdesegurançaseguidaspelaempresanafabricaçãodosplaygrounds,Fernandacitaasgrades sempre no sentido vertical e sem barras intermediárias – grades no sentido horizontal facilitam que a criança escaleouseapóieparasaltar.Asescadassãofechadas,semvãosentreosdegraus(aumentandoasegurançapara criançaspequenas)eosescorregadorespossuemumadesaceleraçãonofinal.Ofinaldoescorregadornãoérenteao chão,evitandoqueacriançacaiasentada,oquepodecausarlesõesnacoluna,afirmaagerentedaSpeedKids.Os playgrounds têm três anos de garantia para as peças plásticas e um ano para as demais. Mesmocomaimensavariedadedeplaygroundsemplástico,amadeiraeoferrotêmlugargarantidonomundo dadiversãoinfantil.APlaygroundsMoriáéfabricantedeplaygroundsemmadeiradelei.Sãoutilizadasperoba,ipêou garapeiranafabricaçãodebrinquedoscomotico-tico,pica-pau,minhocão,casadoTarzanecasadebonecas.Éfeito umtratamentonamadeiracomfundoespecialnivelador.Depois,osbrinquedossãopintadoscomesmaltesintético, principalmente nas cores primárias - azul, vermelho e amarelo.“Se um brinquedo de plástico perder a cor, não é possívelrecuperá-la.Jáamadeirapodeserlixadaepintadanovamente”,comparaOscarNunesCampos,proprietário da Moriá. Ele recomenda que uma vez por ano os brinquedos sejam pintados, num trabalho de prevenção. Todososbrinquedossãofeitosàmão.Oscarexplicaqueascasinhasdebonecatêmassoalho,portasejanelas comfechadurasenormalmentesãopintadasderosaebrancoounascoresprimárias.“Ascasinhasfuncionamcomo umcomplementoidealparaomultibrinquedo,quereúne14atividades,comogangorra,escorregador,cordade escoteiro,canodebombeiro,balança,pranchavai-e-vem,escadahorizontal,escadaverticalepneu”,enumera.Uma opçãomaiseconômicasãoosbrinquedosemferro:gira-gira,escorregadoregangorra.Oscarcomentaquetodosos seusescorregadorestêmoleitoemmadeira,quenãoesquentanosol,evitandoqueimaduras.“Nãodeixamosquinas vivasnempontasdeparafusos.SeguimostodasasnormasdaABNT”,assegura.Osbrinquedoscomváriasatividades sãodesenhadoscomumsistemadetravamento:umapeçaéaparafusadanaoutra,garantindoestabilidade.Em caso de pisos de areia ou grama natural, apenas o pé do escorregador é fixado no chão. Um manual de instruções acompanha o brinquedo, para que o próprio comprador possa montá-lo.
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Fabricantes
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ALIMENTAÇÃO
Refeição na escola: nutrição com sabor É grande a preocupação com as refeições em escolas de período integral. Agradar o paladar infantil e fornecer pratos balanceados são os objetivos.
PorLuizaOliva
Direcional Escolas, abril/05
A
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alimentação infantil é um assunto que preocupa pais e educadores. Principalmente em escolas de período integral, as refeições – lanches, almoço e, às vezes, até jantar – é um assunto damaiorimportância.Alémdeofereceropçõesnutritivas,aescola pretende que a refeição seja um momento de prazer e alegria. Um cardápio saudável, porém agradável para o paladar infantil é o propósito de Neuza Scattolini, diretora dos Colégios Domus Sapientiae e Montessori Santa Terezinha. Há 27 anos Neuza oferece período integral, com almoço, jantar, lanche da manhã e da tarde. “Nosso jantar é mais leve, servido entre 17 e 17h30, visando a mãe que pega seu filho por volta das 18h30. O objetivo é que, depois, a criança sente na mesa com a família para jantar em casa”, comenta. As duas unidades contam com cozinha própria, cadaumacomcercade10funcionáriosresponsáveispelopreparo das refeições e lanches. O cardápio das escolas inclui arroz e feijão todos os dias, massas duas vezes por semana (macarrão e panqueca,porexemplo),saladascomtrêsvariedadesdelegumes ou verduras e um ou até dois tipos de carnes. De sobremesa, três vezes por semana são servidas frutas e, nos outros dias, doces ou gelatina. Frituras são evitadas e servidas no máximo uma vez por semana. “No lugar da batata frita, fazemos batata souté, purê ou batata no forno”, diz Neuza. Há também um cuidado na preparação dos legumes: todos são feitos no vapor, e nunca
cozidos. Pães doces para o lanche e sobremesas como torta de morango, de abacaxi e de banana são feitos na própria escola. Para os pequenos, há a preocupação em servir alimentos que possam ser mastigados, e não apenas papas.“O movimento feito para chupar uma laranja, por exemplo, é inclusive recomendado por fonoaudiólogos, pois ajuda no desenvolvimento da linguagem”, aponta. As sugestões das crianças são ouvidas pelas professoras e coordenadoras e levadas à direção. Pratos gratinados com queijo, lembra Neuza, fazem muito sucesso. Escutar as crianças na montagem dos pratos é garantia de prato limpo no final da refeição. No colégio CEB Comecinho de Vida, uma vez por mês o almoço é escolhido pelos alunos. A escola define quatro cardápios semanais (A, B, C e D), servidos ao longo de um mês. Em uma das semanas, um dos almoços será o mais votado pelos alunos.“Colocamos uma urna no refeitório para eles votarem. Normalmente, vence o estrogonofe”, explica Marta Brandão Zerlotti, diretora pedagógica da escola, que tem 560 alunos, todos estudando exclusivamente em período integral. Apesar da participação, Marta acrescenta que há, por parte do colégio, preocupação em ensinar que não se pode comer estrogonofe todo dia. “Mas, aliar o prazer à refeição também é importante. Numa escola de período integral, que é o que fazemos há 33 anos, a questão da alimentação tem um peso
Fotos realizadas na cozinha e no refeitório do Colégio CEB – Comecinho de Vida.
Objetivos Há casos de escolas nas quais a alimentação acompanha a proposta pedagógica da instituição. É o que ocorre no Colégio Oshiman, que visa desenvolver respeito, cultura artística, responsabilidadeecortesiaentreseusalunos.Ocolégionasceudo idealdeumgrupodeprofessoresdelínguajaponesa.“Atendíamos jovens em nossa escola de língua japonesa e os sentíamos muito perdidos.Antigamente,afamíliaeaigrejacuidavamdoemocional. Hoje, as crianças e jovens não vão mais para a igreja e a família não tem tempo. Resolvemos, então, abrir uma escola de período integral, há 13 anos, para sermos parceiros das famílias”, conta Mayumi Kawamura Madueno Silva, sócia diretora do Oshiman. Tudo que é feito na escola tem um objetivo, frisa Mayumi. A escola não tem refeitório: as crianças (do maternal à oitava série) almoçam nas salas de aula. Uma funcionária leva num carrinho de inox os pratos e talheres.Três ou quatro alunos são responsáveis porbuscaracomidanacozinhaelevarparaasala.“Elesagradecem a funcionária da cozinha, sabem que devem tomar cuidado com a comida e são orientados pela professora a como colocar o jogo americano, os talheres, o copo e o guardanapo na carteira”, explica. A professora, aliás, fica em tempo integral com os alunos e come com eles. A partir da quinta série, a professora é a primeira a se servir.“É uma questão de hierarquia e respeito”, diz.Todos só
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muito maior”, acredita. O jantar das quintas-feiras, por exemplo, é outra refeição esperada com entusiasmo pelos alunos. Nesse dia, sempre há um lanche, como esfiha, hambúrguer ou pizza, acompanhado de suco de fruta. De entrada, é servida uma sopa (principalmente para os pequenos). A sopa dos bebês do berçário também é preparada na cozinha. Próximo ao berçário, funciona o lactário, que só cuida de papas, leites e sucos e conta com um estoque de frutas. Atua na cozinha uma equipe de 13 funcionários, que conta com equipamentos como cortador e descascador de batatas, batedeira semi-industrial, liquidificador industrial, forno semi-industrial, fritadeira industrial e cortador de legumes. No CEB, os cuidados com a alimentação vão além dos limites da escola. Uma vez por ano, um grupo de alunos de, em média, 200 crianças a partir de dois anos de idade, viaja para um acampamento. O grupo é acompanhado inclusive de funcionários da cozinha, que preparam todas as refeições. O cardápio também é definido pela escola – sempre é servida uma sopa, no almoço e no jantar. No lanche da tarde, há gostosuras como milho cozido, bolo de cenoura ou pão de queijo. O café da manhã é do tipo de fazenda (com cereais, queijos, doce de leite, geléia, banana com aveia e mel, frutas e sucos). Na última noite das crianças no acampamento, uma festa arremata o passeio, com mesa de frios e pães, refrigerante e frutas.
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Com a palavra, a nutricionista
ALIMENTAÇÃO
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A definição do cardápio e do programa de alimentação e nutrição deve ser atributo do nutricionista, informa Mariam Husseim Daichoum, nutricionista há 21 anos e especializada em alimentação escolar. Aquisição de produtos, cuidados com higiene alimentar, qualidade e aspecto nutricional da alimentação são tarefas do nutricionista em escolas que contam com o suporte desse profissional. Mariam comenta que o profissional pode ser terceirizado, para definir o cardápio e depois supervisionar o trabalho dos funcionários. Outra opção para a escola é contar com um técnico em nutrição, que cuidaria do controle de qualidade da alimentação, desde a aquisição dos alimentos até a distribuição da refeição pronta. Na verdade, Mariam acredita que a escola deve, se possível, oferecer um programa completo de nutrição. “As crianças têm uma curiosidade grande sobre alimentação. E a idade escolar é propícia para oferecer uma educação nutricional. Por isso, se o nutricionista puder ir às salas de aula falar sobre alimentação, especialmente entre o material e a quarta série, e se a criança encontrar na cantina ou no restaurante da escola o que foi ensinado, estaremos contribuindo para os alunos adquirirem hábitos alimentares saudáveis”, constata. Outro item essencial diz respeito às instalações físicas de cozinha e refeitório. Segundo Mariam, a estrutura depende muito do cardápio definido. Se a escola não dispõe de espaço físico para produzir tudo que será consumido, alguns itens podem ser terceirizados como, por exemplo, sobremesas, sucos e massas. “A escola vai desenvolver fornecedores, e o nutricionista pode ajudar nesse processo”, avalia. Ouvir o funcionário responsável pela cozinha também ajuda a investir nos equipamentos corretos. “Assim, o projeto torna-se mais viável e econômico”, orienta. O mínimo necessário, porém, em relação aos equipamentos para uma cozinha escolar, inclui uma geladeira comercial de quatro portas, um fogão de pelo menos seis bocas industrial, um forno industrial e um liquidificador. Segundo Mariam, a cozinha deve ser azulejada, conforme as especificações da lei do município, possuir um estoque para alimentos não perecíveis, separado do local reservado aos materiais de limpeza, e um vestiário para os profissionais de alimentação, também isolado dos outros funcionários da escola.
começam a comer depois do último aluno ter se servido.“Até no acantonamento que fazemos com nossos adolescentes o grupo só começa a comer depois de todos terem se servido”, aponta a diretora. ComerverduraselegumesnãoéumsofrimentonaOshiman. “Todos têm que pegar, pelo menos, um fiapinho de verdura. Não se trata de sofrimento, mas a criança tem que experimentar de tudo. Até quiabo eles aprendem a comer”, acredita. No Oshiman, sete cardápios semanais, preparados por uma nutricionista, se alternam. Toda quinta-feira é dia de almoço japonês, que tem a participação de mães voluntárias na preparação dos pratos e no serviço. O sétimo cardápio é o da semana internacional: segunda-feira é o dia chinês, terça o árabe, quarta o espanhol e sexta o italiano, o preferido das crianças. De manhã, há um lanche leve e à tarde, a merenda é reforçada: sempre é servido um lanche salgado, um doce e um suco ou leite. Mas, para Mayumi, o jantar é sagrado e deve ser feito em casa, com a família.
PARA MAIS INFORMAÇÕES CEB Comecinho de Vida ceb@ceb.g12.br www.ceb.g12.br Colégios Domus Sapientiae e Montessori Santa Terezinha domus@domussapientiae.com.br www.domussapientiae.com.br montessori@santaterezinha.com.br www.santaterezinha.com.br Colégio Oshiman oshiman@terra.com.br www.oshiman.com.br Mariam Husseim Daichoum mariamhdaichoum@globo.com
PERFIL DA ESCOLA
Escola da Vila
Baseada no construtivismo, a Escola da Vila rende frutos, formando educadores de outras instituições através do Centro de Estudos da Escola da Vila.
PorLuizaOliva
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Fotos: Divulgação
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uandoaEscoladaVilainiciousuasatividades,pequenininha, com cinco classes de pré-escola e quinze alunos, a idéia de que os educadoresdainstituiçãodeveriammultiplicaroseutrabalho,ajudando na formação de professores de outros colégios, já era uma realidade. JuntocomaEscola,em1980,nasceuoCentrodeEstudosdaEscolada Vila.Comoconvidadodainauguração,ninguémmenosdoquePaulo Freire. Junto com a escola, o Centro prometia ser um espaço aberto às questõesdesaladeaulaededivulgaçãodasmaisimportantesteorias surgidas na área. Noinício,ogrupodefundadoras–10professorasqueimaginavam formar uma cooperativa de trabalho – fazia de tudo.“Não tínhamos coordenadorasetodasforamprofessoras”,lembraZéliaCavalcante,uma dassóciasremanescentesdafundação.Ocrescimentofoinaturalesurgiuatécomoumaexigência dospais.“Elesdiziamqueprecisávamoscrescer.Sabíamosquehaviaduasformasparaisso:crescer emvolumedealunosemultiplicandoonossotrabalho.Aidéiaeramanterinformaçãocontinuada paranossosprofessorescomoCentrodeEstudos.Resolvemosnoseducarpermanentemente”,diz. Acasatérreainicial,nobairrodaVilaMadalena(porissoonomedaescola),ficoupequena.Aequipe partiu em busca de uma casa com vasta área verde. Aprocuranãofoifácil,recorda-seZélia.Em1984,encontraramumafazendacomumacasa nomeio,repletadepalmeiraseeucaliptoscentenários,numespaçodecincomilmetrosquadrados no bairro paulistano do Butantã. Não poderia haver espaço que combinasse melhor com o métododeensino da escola, baseado no construtivismo. Os alunos da VilaMadalenaacompanharamaescolanamudança.Algumasfamílias acabaram se mudando também para a região, aproveitando uma fase dedesenvolvimentodobairro,comaconstruçãodeinúmerosedifícios residenciais. Novas salas de aulas foram construídas quando o colégio expandiu suas atividades até a oitava série do Ensino Fundamental. Alémdoprojetopedagógico,apróprialocalizaçãodaescola–próxima àUniversidadedeSãoPaulo(USP)–trouxeparaainstituiçãofamíliasda classemédiaintelectualizada,conformeZélia.“Sãopessoasbatalhadoras, que valorizam o investimento na educação de seus filhos”, afirma. Zéliaserecordaque,nosanos90,sefalavamuitodaEscoladaVila.Pioneira
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PERFIL DA ESCOLA
Fotos: Divulgação
Um pouco sobre
construtivismo
Paraoconstrutivismo,aaprendizagemnãoéumprocessopassivo.Ainspiraçãopara
o construtivismo vem principalmente do psicólogo suíço Jean Piaget. O aluno constrói ativamente seu conhecimento, através de suas interações com pessoas e objetos, e de acordo com suas possibilidades e interesses. O aluno reconstrói o conhecimento, ao invés de assimilar conteúdos passivamente. Sob esse ponto de vista, a escola deve ser um ambiente de construção do conhecimento, e não de mera repetição do que já está pronto. O aluno é o sujeito da sua aprendizagem.
no ensino construtivista, alguns mitos cercavam a escola. Um deleseraodequenãohaviavaganocolégio.Ospaisinteressados teriam que reservar a matrícula antes mesmo do filho nascer. Outromitoeraqueláascriançasfaziamoquequeriamemaisum diziaqueaequipepedagógicaresolviaqualquerproblema.Aluno comdificuldadedeaprendizagem?ErasómandarparaaEscola daVila...“Quanto à falta de vagas, acho que o mito surgiu desde o início da escola porque éramos muito pequenos. Já a idéia de sermosliberaisealternativoséreflexodequesomosumaescola que respeita e ouve o aluno, considerando o seu ponto de vista. Tambémficamosconhecidosporrecebertodososalunos,porque nãoaceitamosfácilofatodeumacriançaserprobemática.Muitos psicólogosnosindicamparaasfamíliasporquesabemquenosesforçamosparaolharomelhor dessa criança”, aponta Zélia.
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Investir nos professores
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QuandoaescoladecidiuimplantaroseuprojetopedagógicotambémnoEnsinoMédio,surgiu anecessidadedemaisumespaço.Assim,há10anos,aEscoladaVilacomprouaEscolaFernando Pessoa,coincidentementetambémlocalizadanumaantigafazenda,nobairrodoMorumbi.São setemilmetrosquadradosquehojeabrigam400alunos.Aescolaassumiuasdívidas,osalunose osfuncionáriosdaantigainstituição.“Mantivemosatéamesmamensalidadeeaospoucosfomos formandoumaescolasó.Muitosfuncionáriosestãoatéhojeaqui,porqueaceitaramsededicare estudar para fazer parte da Escola da Vila”, conta a diretora. No novo endereço passou a funcionar o Centro de Estudos, que se desenvolveu e fortaleceuparalelamenteaocrescimentodaescola.“OCentrofoiumamaneiradedivulgaro trabalhodaescola,decontribuirparaaformaçãodeoutrosprofessoresediretoresetambém paramanteranossaformação”,defineZélia,quetambémécoordenadorapedagógicado Centro de Estudos. Em25anosdeexistência,oCentroimplantouváriasformasdetrabalho.Hágruposde formação,queacontecemduranteoanotodo.Turmasdealfabetizaçãoeeducaçãoinfantil sempretêmpúblicogarantido,afirmaadiretora.Sóesteano,háduasclassesdeeducação infantil e mais uma de alfabetização. Em janeiro e julho há cursos de 20 horas, dirigidos a educadores de diferentes regiões do país. Os cursos mais procurados nas férias têm uma reediçãoemsetembro.ParaosprofissionaisdeforadeSãoPauloquetêmdificuldadesem
• 1200 alunos • 160 funcionários • Cursos: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Aulas extras de voleibol, dança, escalada, futsal, handebol e capoeira. • E-mail: info@vila.com.br site: www.vila.com.br
sedeslocar,sãoorganizadoscursosdeformaçãodelongaduraçãonolocaldesejado.“Nosso esforçoéparamostrarqueaformaçãodoprofissionalnãoacontecenumapalestra.Elepode atéparticipardeumapalestraeentendê-la,masissonãovaimodificarasuapráticaemsala de aula”, avalia. JáossemináriosinternacionaiscomeçaramaserorganizadospeloCentrodeEstudos nofinaldosanos80.EmíliaFerreiro,AnaTeberosky,DéliaLernereCesarCollforamalguns dos educadores que, além de participarem de seminários promovidos pelo Centro de Estudos,deramsupervisãoaotrabalhodaescolaeinfluenciaramsuaprática.“Trazíamos especialistasdeforaquandosefalavamuitodoconstrutivismo”,lembra.Hoje,osseminários setransformaramemencontrosentreprofissionaisbrasileiroseconvidadosextrangeiros, chamadosdeProsaPedagógica.“ColocamostambémprofissionaisdoBrasil,paradivulgar que aqui também se faz boa pesquisa na área de educação”, afirma Zélia. Mesmo com tantas formas de atuação, o Centro de Estudos começou a receber escolasquequeriamumaassessoriadaEscoladaVila.Eraminstituiçõesquesentiamseus professoresdesmotivados,pretendiamabrirumciclonovoouquebuscavamumamelhor gestão institucional e pedagógica de sua equipe. A partir dessa procura, surgiu a Zona de DesenvolvimentoProfissional(ZDP).“LevamosaexperiênciadaEscoladaVilanãoparasercopiada, masparaservircomoespaçodereflexão.Sãoescolasprivadasquequeremsedesenvolversem perder sua identidade, mas que se identificam com o nosso método de ensino”, constata. AsZonasdeDesenvolvimentoProfissionalreúnem120escolasnoBrasildivididasempólos. As escolas pólo são as sedes regionais dos programas de capacitação continuada e tornam-se responsáveisporpartedaorganizaçãoedifusãodoseventos.RecebemoscapacitadoresdaEscola daVilaeoutrasescolas.PorsediaraZDPemsuaregião,aescolapólocontacomumasupervisão da Escola da Vila em uma área escolhida.“O capacitador que realizará a jornada chega um dia antes à escola para dar uma supervisão de quatro horas”, comenta a diretora. Para as escolas parceiras da ZDP é concedida uma bolsa paraqualqueratividadedoCentrodeEstudos.Seusprofessores aindaobtêm40%dedescontonasatividades.Zéliacomentaque as instituições participantes da ZDP têm uma visão educativa da melhor qualidade. “Elas sabem que investir na escola é investirnosprofessores.Nãoqueremapenasaumentarfolhas no currículo, mas são empresas educacionais com uma visão estratégica”, avalia.
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Raio X da Escola
• 2 unidades em São Paulo, nos bairros do Morumbi e Butantã
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ENSINO DE LÍNGUAS
Parcerias para um
ensino sólido O mercado está repleto de opções para escolas que pretendam fortalecer suas aulas de idiomas – são parcerias dentro ou fora da grade curricular.
PorLuizaOliva
Direcional Escolas, abril/05
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estereótipo de que inglês – e outras línguas – não se aprende na escola regular estácaindoporterra.Asescolasestãobuscandocaminhosparareforçaroensinodelínguase fazercomqueseusalunossaiamdocolégiofluentesnumsegundoidioma.Umadasopçõesé terceirizaroscursosdeidiomasparainstituiçõesespecializadas.Agrandemaioriadasredesde escolasdelínguasoferecealgumtipodeparceria,sejacolocandoseusprofessoresdentroda grade curricular, ou montando uma estrutura extracurricular. DéboraJaneSchisler,diretorapedagógicadaSevenIdiomas,lembraqueaterceirização de idiomas não é um processo recente.“Nos anos 50, já se terceirizava o francês em cursos regularesemSãoPaulo”,comenta.Desde1999aSeventrabalhadentrodecolégiospaulistanos. Os primeiros foram Oswald de Andrade e Logos. Hoje, a Seven atua em sete escolas: Colégio AugustoLaranja,OswalddeAndrade/Caravelas,ColégioMóbile,EscolaSantoInácio,Colégio CidadedeS.Paulo,InstitutodeEnsinoSantoIvoeEscolaGranjaViana.Emtodas,aSevenadota oesquemaintracurricular.Segundoadiretora,nosistemaextracurricularédifícilformarturmas emuitasvezesoalunonãodácontinuidadeaocurso.ASevenofereceàsescolastrêsprodutos: ointracurricular(aulasde75minutos,duasvezesporsemana,comnomáximo15alunospor turma e foco na produção oral), o Idiomax (com até 25 alunos por turma) e o Instrumental, dirigidoaalunosdoterceiroanodoEnsinoMédio.“Ocolégiopodeutilizarnossosprofessores oucontratá-los,masnóscuidamosdorecrutamento,seleção,capacitaçãoedacoordenação”, explica. OColégioAugustoLaranjaoptouporcontratarosprofessoresdaSeven.“Elessãopreparados pelaSevenmasfazempartedonossocorpodocente.Assim,épossívelfazerumtrabalhocoeso. Osprofessoresparticipamdetodasasreuniõespedagógicaseatendemàsnossassolicitações”, apontaRosaCostadePaula,diretoradecursodeoitavasérieeEnsinoMédiodoAugustoLaranja. As aulas de inglês (para oitava série ao terceiro ano do Ensino Médio) são dadas no período
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contrárioaoqueoalunoestuda.UmacoordenadoradaSevenficanaescolanoshoráriosem queháaulas.Rosafrisaqueaparceriasófoipossívelporqueasduasinstituiçõescomungamdos mesmosideaispedagógicoseducacionais.“Terceirizarnãoédelegaratarefaparauminstitutode idiomas, mas participar deste projeto conjuntamente”, completa Débora, da Seven. LuizOtávioGagliardi,diretordeorganizaçãoemarketingdoCentroBritânico,concorda que a relação intracurricular é delicada. “Não é fácil para um colégio deixar entrar em sua instituiçãoumaoutrafilosofiadeensino.Háumagrandenecessidadedeajuste.Ocolégiotem queencararaescoladelínguascomoumparceiroenãocomoumserviçoterceirizado.Estamos dividindooensino”,aponta.NocasodoCentroBritânico,seocolégiopreferir,seusprofessores podemseraproveitados.Elespassamporumtreinamentoeseráavaliadosealcançaramonível exigido pelo Centro Britânico. Alémdeescolasqueoptarampelointracurricular(comoPequenoReinoeAlphaJunior),há casosemquefoipreferidooextracurricular.OColégioBatistaBrasileiro,porexemplo,convidou oCentroBritânicoparamontarumaestruturadentrodaunidade.São12alunosnomáximopor classe,quepagampreçosdiferenciadosdospraticadosnasunidadesdaredeCentroBritânico. “A escola nos escolheu pela tradição de 35 anos que temos no ensino e porque aplicamos os examesdeCambridge.Játemos120alunosnaescola”,conta.ApesardoCentroterumaunidade própriapróximadoColégioBatista,odiretorachaaoportunidadeinteressante.“Hojeemdia, estar dentro de um colégio é uma alternativa de sobrevivência”, acredita. Caso a escola não sedecidanemporumnempelooutrométodo,GagliardidizqueoCentroBritânicotrabalha tambémprestandoconsultoria:sãoanalisadososlivrosadotados,oquadrodefuncionárioseé proposto ou um treinamento para a equipe ou a troca do método. A Cultura Inglesa também propõe o ensino de inglês em escolas tanto dentro da grade curriculardocolégiocomofora.“Atuamosnoextracurriculardesde1998.ÉocursodaCultura
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ENSINO DE LÍNGUAS
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pelos livros da Fisk (mínimo de 50 livros), tem direito a uma bolsa de estudosde100%(matrículaematerialnãoestãoinclusos)nasEscolas Fisk, transferível para uma pessoa indicada por ele.Todos os alunos e funcionáriosdainstituiçãodeensinotambémtêmdescontosde20% nasmensalidadesdaFisk.Asescolaspodemoptarsomenteporuma dasmodalidadesoferecidas,comoacompradomaterial,ocursopara professoresouosplantõesdedúvidas.ApenasnacidadedeSãoPaulo, aFiskpossui30escolas(18públicase12particulares)queutilizamseu material. Durante todo o ano letivo, os docentes podem recorrer ao plantão de dúvidas caso tenham alguma dificuldade.
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ministradodentrodocampusdocolégio,medianteumdescontopara osalunos.Atuamosem22colégiosemSãoPaulo”,contaDeniseAires, do departamento de marketing cultural da Cultura Inglesa. Se a opção for pelo inglês intracurricular, os alunos, a partir da terceirasériedoEnsinoFundamental,sãotestadoseniveladosdeacordo comseusconhecimentosdalíngua.“Umacriançadaterceirasériepode estudarcomoutradaquarta.Respeitamosaabordagemdecadafaixa etária”, completa. Desde 2003 a Cultura está firmando parcerias para atuardentrodagradecurricular.FoiaopçãodoColégioProgressoem Campinas,doAnglodeOsascoedoColégioCEB,nobairrodeMoema, em São Paulo. Entre as vantagens para a escola, Denise comenta que nãoéprecisomaistreinarosprofessores.“Nossosprofessoressãotodos especializadosemensinarcriançaseadolescentesepossuemcertificado internacional.ACulturaéespecializadanoensinodeinglêshá70anos”, sentencia. Deniseacreditanopotencialdasescolasparaasinstituiçõesdeensino delínguas.“Ospaispagamumcolégioe,namaioriadoscasos,seusfilhos saem de lá sem se comunicar em inglês. É uma situação de mercado”, frisa,completandoqueasparceriascomescolassãoadministradaspela filial da Cultura mais próxima da escola.“Os alunos do colégio podem usufruirdaestruturadafilialetambémsãoconvidadosafazerosexames de certificação da Universidade de Cambridge”, considera. AFisktambémoferecevantagensparaalunoseprofessoresdas escolasquefazempartedoProjetoAliança.Desdeadécadade80,através doProjeto,aFiskoferecematerialdidáticoeassessoriapedagógicapara estabelecimentospúblicoseparticulares.Oprofessordeinglêsqueopta
Mais qualidade Para Monica Toledo Silva, diretora e gerente de marketing do Cel-Lep,ospaiscobramdasescolasuminglêssólido.“Éumaexigência domercadooferecerqualidadenoensinodeidiomas.Éumprocesso irreversível”, constata. O Cel-Lep trabalha em 14 escolas de ensino regularemSãoPaulo,todasnoesquemaextracurricular.“Montamosum Cel-Lepdentrodaescolaeagrupamososalunosdeacordocomonível da língua e a faixa etária. Alcançamos uma adesão de 85% do nosso público-alvo”, afirma. Para os pais, o custo é muito menor do que o de umcursodoCel-Lepfora.“Usamosaestruturadocolégio.Nãotemos despesasadministrativas,nemcomaluguel,luz,IPTU,efuncionamos únicaeexclusivamentenoshoráriospré-determinadospelaescola”, constata. A primeira instituição onde o Cel-Lep se instalou foi o Colégio GuilhermeDumontVillares.“Adiretoranosprocurouporquetinhaum ideal:queseusalunossaíssemdoEnsinoMédiotendoconcluídoocurso básico do Cel-Lep”, lembra. A parceria já tem oito anos e se expandiu. Monica conta que no início o Cel-Lep atendia apenas os alunos do primeiroesegundoanosdoEnsinoMédionoDumontVillares.Hoje,há aulasparacriançasapartirdasegundasériedoEnsinoFundamental. Naverdade,aprópriahistóriadoCel-Lepestáintimamenteligada àsescolasregulares.Nosanos60,umdosfundadoresdainstituiçãoera professordocursotécnicoemeletrônicadoLiceuEduardoPrado.Como a maioria dos livros de eletrônica era em inglês, foi desenvolvido um
PARA MAIS INFORMAÇÕES
Centro Britânico perdizes@centrobritanico.com.br www.centrobritanico.com.br CNA convênios@cna.com.br www.cna.com.br Cultura Inglesa atendimento@culturainglesasp.com.br www.culturainglesasp.com.br Fisk marketing@fisk.com.br www.fisk.com.br Seven seven@sevenidiomas.com.br www.sevenidiomas.com.br Skill expansao@skill.com.br www.skill.com.br Yázigi ctieghi@yazigi.com www.yazigi.com
grade tanto do inglês quanto do espanhol em escolas. Porém, esse é umprodutoaindaemobservaçãoparaarede.Éprecisomuitocuidado ao entrar numa escola. Se não pudermos levar para essa parceria a qualidadeCNA,preferimosnãoentrar.”Silvioacreditaquemuitasredes deescolasdelínguasentraramdeformadesordenadanomercadode escolasregulares.“Oqueseriaumaparceriaacabousetransformando emfrustraçãoparaaescola,estragandoomercado.Temosumaimagem de responsabilidade pedagógica”, conclui. Assim, o CNA trabalha com o que chama de Parceria Cultural. “Montamosumpostoavançadodentrodocolégio.Nossofranqueado da região recebe treinamento para efetuar suas parcerias”, diz. Silvio comentaqueessasparceriastransformam-seemhistóriasdesucesso principalmente nas grandes capitais brasileiras, já que é muito mais cômodoparaospaisqueseusfilhosfaçaminglêsdentrodaescola.“A propostadasinstituiçõesdeensinoémanteromaiortempopossívelo alunodentrodaescola.Alémdisso,agregaràsuainstituiçãoumamarca como o CNA pode ser determinante para ganhar alunos”, constata. ASkillofereceapossibilidadedaprópriaescolaadministraruma unidadedeinglêsnainstituição,paraatenderasuacomunidade(alunos, familiaresefuncionáriosdaescola).ConformeCarlosEduardoPereira, gerentedeexpansãodaredeSkill,ocolégionãopagataxadefranquia. OsprofessoressãotreinadosesupervisionadospelaSkill,eaescoladeve investir num letreiro luminoso para a fachada. Além dessa forma de parceria, um franqueado da Skill pode assumir as aulas de inglês da escola,nossistemasintraouextracurricular.Aredetemparceriascom escolas há três anos.
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curso de inglês para os alunos da instituição. Hoje, além da proposta extracurricular,oCel-Leptambémdáassessoriaeconsultoriaaocorpo docentedeescolasregulares.“Preparamosoprofessorparaqueeleseja umagentedemudançasdentrodaescola.Constatamosseépossível melhoroníveldelínguadele,ouseaescolasepropõeasubstituí-lopor umlinguisticamentemaiscompetente”,conta.Monicacitaoexemplo do Colégio Albert Sabin, para o qual o Cel-Lep prestou consultoria. “Depoisdetrêsanosdetrabalho,aescolaconstruiuumaalaespecífica paraoinglês,comumlaboratóriodelínguas,eabriuelamesmaoseu curso de inglês”, aponta. Para a diretora do Cel-Lep, simplesmente oferecer aulas com professoresdeumaescoladeidiomasnãosignificaqueosalunosestarão maisbempreparados.SegundoMonica,seasescolascontinuamcom30 a40alunosnumaclasse,certamentenãoterãobonsresultados:“ALei deDiretrizeseBasesabriuolequeparaqueasescolaspossamoferecer línguaseoutrasatividadesatravésdeterceirosespecializados.Oobjetivo devesermelhoraraqualidadedoensinodessasáreas.”Muitosaspectos influem nos resultados obtidos pela escola.“As próprias situações de interesse,motivação,envolvimento,disciplinaecrescimentodoaluno não são iguais dentro do Cel-Lep e dentro de uma escola regular”, avalia. NaredeYázigi,tambémpredominamasparceriasextracurriculares comescolas.SegundoMárciaPires,diretorademarketing,asescolas particularesdeprimeiralinhaestãooptandoporprofissionalizarseus cursos de línguas. OYázigi atua na área desde 1995, com o programa Education Center. Hoje, há cerca de 150 pontos da instituição em escolas–entreelashátambémuniversidades,comoaUnicsul.Márcia acredita que o sistema intracurricular é muito invasivo:“Cada escola tem uma dinâmica própria. A escola de inglês tem que se ajustar à culturadaescola.”NaopiniãodadiretoradoYázigi,édifícilvenderesse tipo de serviço, já que as escolas regulares querem terceirizar, porém sem interferências nas suas mensalidades. ParaSilvioMontesanti,coordenadornacionaldeparceriasdarede CNA (que tem 390 unidades franqueadas no Brasil e nove próprias), oprocessointracurriculardevesermuitobemavaliado:“Nosúltimos anospercebemosumaumentonaprocuraparaqueoCNAassumaa
Cel-Lep motoledo@cellep.com www.cellep.com
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DICAS / LIMPEZA - PRODUTOS
Resultado profissional
com produtos concentrados Comprar produtos de limpeza pode não ser uma tarefa tão simples quanto parece. Em escolas, assim como em muitos outros ambientes profissionais, ocorre o uso indiscriminado de produtos domésticos. Detergentes, desinfetantes, ceras, removedores, limpadores multiuso, água sanitária são comprados até de vendedores ambulantes, visando apenas o custo reduzido. Segundo OsmarViviani, consultor na área de higiene e limpeza profissional, essa atitude representa um grande prejuízo para as escolas:“Produtos
domésticos aumentam demais os custos. Além das embalagens serem muito pequenas, eles não possuem a condição técnica da diluição e o conseqüente aumento no rendimento operacional.” Naopiniãodoconsultor,muitasescolas compram os produtos solicitados pelos funcionáriosdalimpezacomreceiodequeo trabalhonãosejabemfeito.“Hádespreparo arespeitodoassunto.Muitosaindamedem o grau de eficiência de um produto pela espuma produzida. Isto é mais uma lenda a respeito da limpeza profissional”, garante.
Anote algumas dicas de Osmar para lidar com produtos de limpeza:
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• Muitos profissionais acham que misturar produtos aumenta a eficiência da limpeza, o que é um erro enorme. Essa mistura pode produzir gases tóxicos, níveis de calor perigosos, danos à saúde e ao meio ambiente, sem contar que a mistura pode neutralizar os produtos, invalidando a aplicação. • Para diluir soluções concentradas, o usuário deve seguir as orientações do fabricante, sempre distante de crianças e animais. Mantenha os produtos identificados. Eles devem ser conhecidos por seus nomes, e nunca por suas cores. • As diluições devem ser feitas com muito cuidado, evitando o respingamento de concentrados tanto no funcionário como no ambiente onde está sendo feita a manipulação.Algunsprodutospodemcausarirritaçõesnapele,olhosemucosase até queimaduras. • Fiqueatentoàsdosagensrecomendadas,umavezquenasdosagensmanuais podem ocorrer erros de diluição. • A solução deve ser armazenada em recipientes fechados.Todos os produtos devem ser guardados em local seco e fresco, ao abrigo da luz solar e de intempéries.
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Na próxima edição, leia mais dicas sobre Limpeza-Equipamentos
DICAS/LABORATÓRIOS - EQUIPAMENTOS
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Bem equipados e com segurança
As instalações dos laboratórios da escola devem seguir alguns padrões para garantir a segurança dos alunos. Quando as bancadas são equipadas com pontos de energia elétrica, água, gás e ar comprimido, é indicado instalar uma chave de segurança utilizada pelo professor para liberar ou bloquear a entrada de energia e gás para os alunos. Acapelaéoutroequipamentonecessário para os laboratórios de química.“Depois que o aluno experimentou a reação química, ele coloca o material na capela, que funciona como um exaustor para liberar gases tóxicos”, comenta Patrícia da Silva Michelini Muniz, coordenadora do Ensino Médio do Colégio Magister. Chuveiros de emergência e lavaolhos também são itens de segurança recomendados. Patrícia comenta que, antes de iniciar os trabalhos em laboratório com uma turma, o professor apresenta aos alunos as normas de segurança essenciaisaoespaço.Éocasodocuidado no manuseio das vidrarias, materiais indispensáveispara asaulas deQuímica.
As vidrarias são resistentes a até 1200ºC. Outros itens utilizados no laboratório de Química são a estufa para esterilizar os materiais e o bico de Bunsen para aquecer líquidos. Para os laboratórios de Biologia, não podemfaltarmicroscópios(pelomenos um por bancada), lâminas com material para observação e materiais que permitam a observação de seres vivos. A professora de Biologia do Ensino Médio do Magister, Helena Maria de Oliveira Souza, recomenda montar algum tipo de ecossistema, como viveiros ou aquários. No laboratório do Magister, por exemplo, há um inofensivo bichopau cuidado com zelo pelo assistente do laboratório e mais dois aquários de água doce. Outra opção é ter animais conservados em álcool a 70% ou formol –emseulaboratórioaprofessoraHelena dispõe de tubarão, polvo, cobra, rato e pássaros. Mais recentemente, o colégio optou também por animais fixados em caixas de acrílico e por um modelo de torso de corpo humano (com partes removíveis),emmaterialemborrachado.
Na próxima edição, leia mais dicas sobre Laboratórios - Móveis
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No Colégio Magister, o modelo de corpo humano é essencial para as aulas no laboratório de Biologia.
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DICAS / MATERIAIS ARTÍSTICOS
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Fotos:SolangeDelPozzo
Diversidade e organização
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Oferecer aos alunos a oportunidade de trabalharcomdiversosmateriais,adequados à faixa etária. Essa deve ser a proposta das aulas de artes, na opinião de Wanda Prado, coordenadora de artes de primeira à quarta série e professora de educação artística do Colégio Augusto Laranja. Entre os alunos de educação infantil, Wanda comenta que são comuns os trabalhos de modelagem (com argila, massinha de modelar ou até mesmo massadepão),pinturaemsuportesgrandes (como tela e papel) e muita pintura a dedo. “Essas ações são necessárias para estimular a coordenação motora fina dos pequenos”, define. Os professores utilizam a história da Arte, em suas diversas fases, para orientar os trabalhos. Já de primeira a quarta série do Ensino Fundamental, é ainda maior a variedade de materiais: pedrinhas de aquário, massa de biscuit, papel metier (um sanduíche de cartolina com isopor), EVA, CDs reciclados, tintas,canudinhosplásticos,arame.Nesteano, cadaturmavairealizarumatécnicaartesanal. Aprimeirasériefaráumfalsovitral;asegunda, mosaico com EVA, ligada ao estudo da arte romana;aterceirasériefaráumatexturacom
gesso acrílico e a quarta série, decoupage comguardanapo.Sãotécnicasquefuncionam muitobemnacriaçãodepresentesparaoDia dosPaisedasMães.“Todootrabalhosempre estáligadoàhistóriadaArte.Inspiradosnaarte indígena,porexemplo,ascriançasjáfizeram máscaras em telhas, peças de argila com pinturanoestiloMarajoaraeentrelaçamento usando palha de milho”, lembra Wanda. Paraospré-adolescenteseadolescentes de quinta à oitava série, o universo se amplia em relação ao uso de materiais. Sempre com a supervisão do professor, o aluno já pode manusearumapistoladecolaquente,goivas para trabalhar em pedra sabão, verniz ou produtos em spray. Para obter um bom resultado e fazer da aula de artes um momento prazeroso, é fundamentaltambémteràdisposiçãoumasala devidamenteequipadaeorganizada.Wanda recomendamesascoletivasparaosalunos.“Não gosto de separar os amigos durante a aula”, diz.Sãoessenciaispias,bancadasdematerial lavável,varaisparapendurarostrabalhoseum ventiladorparaagilizarasecagemdasobras.As criançasdevemvestiraventalouumacamiseta velha e confortável por cima do uniforme.
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ACAMPAMENTO, ACESSÓRIOS, ALAMBRADO
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ASSESSORIA, BEBEDOURO, CESTA DE ALIMENTOS, CONSTRUTORA, CONTROLE DE PRAGAS, ELEVADORES
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GINÁSTICA, INTERFONE, MATERIAL ELÉTRICO, PISO
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PISO, PLAYGROUND
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IMPERMEABILIZAÇÃO, PROJETORES, RADIOCOMUNICAÇÃO, SISTEMA DE SEGURANÇA
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MÓVEIS, SISTEMAS DE SEGURANÇA, TERCEIRIZAÇÃO, TRATAMENTO DE PISO
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