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EDITORIaL
Caro leitor,
DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida EDITORA Luiza Oliva PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO diretores e compradores PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral TIRAGEM 20.000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL Luiza Oliva MTB 16.935 jornalista@condominio.inf.br JORNALISTA Rosali Figueiredo CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado ASSISTENTE DE ARTE Nathália Tadiello ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço CONTATOS PUBLICITÁRIOS Denise Ferreira Patricia Freitas Silvana Tesser ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão IMPRESSÃO Prol Gráfica
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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.
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SUMÁRIO
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índice
Acessórios – 18, 19 Agenda – 22 Alambrados – 32 Alarmes – 32 Areia Colorida - 9 Artigos Esportivos - 20 Assessoria Contábil – 18, 3ª capa, 4ª capa Bebedouros – 07, 18 Bolas - 20 Brinquedos Educativos – 21 Circuito Fechado de TV – 32 Coberturas – 34 Coleta Seletiva de Lixo – 18, 19 Controle de Acesso – 32 Construtora – 23 Cortina - 6 Cursos – 23, 31 Elétrica – 23 Estudo do Meio – 19, 25 Filtro – 07, 18 Gel Antisséptico - 31 Gerador – 23 Gestão Escolar – 21, 33, 3ª capa Gráfica – 22 Grama Sintética – 28, 29 Informática – 22 Laboratório – 23, 24 Lavadoras de Alta Pressão – 18, 19
Lousa – 25 Manutenção Predial – 23 Mapas – 25 Material Didático - 17 Material de Limpeza – 18, 19 Microscópios – 17, 23, 24 Microcomputador – 22 Modelos Anatômicos – 17, 23, 24 Móveis – 1ª capa, 2ª capa, 26, 27 Passeio – 19, 25 Persianas - 06 Pintura – 23, 28 Pisos – 9, 14, 15, 18, 28, 29, 30 Playgrounds – 9, 30, 31 Primeiros Socorros – 31, 33 Produtos Antissépticos - 31 Produtos e Equipamentos para Limpeza – 18, 19 Projetores - 25 Quadras – 32 Quadros – 25 Redes de Proteção – 32 Serralheria – 33 Site de busca – 32 Sistema de Ensino - 5 Sistema de Gestão – 21, 33, 3ª capa Sistemas de Segurança – 32 Tapetes – 18, 19 Toldos – 33
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Por Rosali Figueiredo
O
índice de inadimplência nas escolas particulares no Estado de São Paulo mantém-se superior em relação às médias apuradas em 2008, mas a expectativa é que os percentuais caiam no decorrer deste ano em comparação com o apurado durante os meses anteriores, em função do período de matrículas, avalia o advogado Célio Müller, especializado em direito educacional. Conforme o dado mais recente divulgado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP), a média do Estado caiu ligeiramente no mês de agosto em relação a julho, de 10,49% para 9,95%. Segundo a advogada Regina Menezes, do SIEEESP, a principal dúvida das escolas refere-se ainda hoje à obrigatoriedade ou não da renovação da matrícula do aluno inadimplente. De acordo com a chamada Lei das Mensalidades, dispositivo federal que completa dez anos em 2009 (Lei 9.870), as instituições podem recusar a sua matrícula ao final do ano. Assim, muitos pais ou responsáveis procuram as escolas neste período para resolver a situação. “Sempre orientamos para que se busque a possibilidade de acordo, que a escola observe se a situação é temporária e tente chegar a um denominador comum”, pondera. “Mas, infelizmente, há pais que matriculam os filhos em uma instituição diferente a cada ano.” Célio Muller lembra que, segundo a lei, a situação de inadimplência para efeitos de sanções legais somente fica caracterizada a partir de 90 dias de atraso. Neste momento, torna-se possível realizar cobrança judicial, providenciar as restrições cadastrais de crédito sobre o nome do pai ou responsável, terceirizar o processo de cobrança e recusar a matrícula. Mas antes que se completem os 90 dias, o advogado aconselha aos administradores recorrer à “cobrança amigável”. “O aluno nunca pode sofrer sanção”, destaca. Nesse sentido, a assessora jurídica do SIEEESP, Regina Menezes, observa que, mesmo inadimplente, o estudante tem o direito de participar da vida escolar até o final do ano.
A diretora administrativa Sandra Regina de Oliveira, da Escola Castanheiras, localizada no Tamboré, zona oeste da Grande São Paulo, afirma que os pais inadimplentes vêm procurando a instituição para negociar os débitos e, assim, garantir a matrícula. “É uma época em que eles correm para fazer o acerto.” A instituição costuma celebrar o contrato de negociação da dívida sob orientação jurídica. E as modalidades de cobrança variam; “ela pode ser feita com promissórias, boletos ou cheques”, diz. Na verdade, acrescenta, raramente a escola chega à via judicial. “Estipulamos no contrato social a comunicação do débito via carta a partir do décimo dia de vencimento”, diz. “É uma cobrança sistemática, que vai diretamente para o pai ou responsável, observando que a secretaria está sempre disponível para negociar o débito.” De acordo com Sandra, “o fato de fazermos o comunicado facilita muito nesse processo, porque muitas vezes o pai ou responsável deixa o pagamento sob responsabilidade de colaboradores e desconhece o atraso”. “Mandamos a carta para a casa dele, a rotina de mandar mensalmente o comunicado de débito tem funcionado”, ressalta. Criada em 2005 por três pedagogas da Escola Ursinho Branco, a Castanheiras atua no Ensino Fundamental I e II e já conta com 450 alunos. As mensalidades variam entre R$ 1.350,00 e R$ 1.800,00. Na verdade, o advogado Célio Müller defende mesmo que a inadimplência “seja resolvida antes que ocorra”. Ou seja, que o “gestor educacional prepare-se para evitar contratos mal elaborados, procedimentos de matrículas mal planejados e a aceitação irrestrita de alunos”. “A escola particular tem o direito de avaliar a ficha do aluno e da família antes de aceitá-lo”, afirma. De qualquer maneira, a partir do momento em que se configuram atrasos e dívidas, o melhor caminho é a “solução amigável, por meio da conciliação, levando-se em consideração, é claro, as necessidades da escola”, recomenda.
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O que fazer na renovação da matrícula?
foto e ilustração: Jonas Coronado
dica: INADIMPLÊNCIA
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montagem: Jonas Coronado
DIca:MÓVEIS DE EScRITÓRIO
Pela saúde, segurança e conforto dos colaboradores Por Rosali Figueiredo
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adeiras giratórias e com rodízios, ajustáveis na altura e no encosto, mesas com plataformas para computadores, além de revestimentos em tecidos adequados ao clima são alguns dos requisitos básicos dos móveis a serem utilizados para equipar a área administrativa das escolas. Segundo a arquiteta Liz Andrea Kawahara Belhot Chen, que atua com mobiliário de escritório para a área corporativa, não há como escapar dos critérios ergonômicos, de segurança e de conforto no momento de montar esse tipo de estrutura. Esses são os aspectos que ela levou em conta na composição dos ambientes de trabalho do Colégio Mirassol, localizado na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Segundo a fisioterapeuta Selma Andrea Bossolani, a falta de adequação do mobiliário às características “antropométricas e biomecânicas” acarreta “vícios posturais”, prejudicam a saúde e promove “inquietação”. Mesas e cadeiras devem propiciar posturas eretas do tronco, diz. Além disso, a pessoa, ao se sentar, deve ficar com os pés apoiados no chão e sem compressão dos músculos, para não prejudicar a circulação sanguínea. “O músculo, sem irrigação sanguínea, se fadiga rapidamente”, observa. Por outro lado, ao sentar, as “más posturas da coluna vertebral são causadoras de dores nas costas, principalmente nas regiões cervicais, glúteas e lombares”, acrescenta. “A mesa está numa altura adequada quando temos os pés apoiados no chão e mantemos ombros e braços relaxados e o antebraço apoiado sobre ela.” A arquiteta Liz Andrea comenta que a altura padrão das mesas disponíveis no mercado fica em torno de 73 cm. Recomenda que estejam acompanhadas por suportes para os monitores dos computadores, além de cadeiras giratórias com rodízios e ajustes de altura e no encosto. A fisioterapeuta Selma explica, nesse sentido, que o encosto regulável proporciona apoio para a região lombar. Ele deve ter uma altura de 30 cm, pros-
segue, além de um espaço livre de 10 a 20 cm entre o assento e esta base. Mas não só: a parte inferior do encosto precisa ser vazada ou apresentar uma forma convexa, “para acomodar a curvatura das nádegas”. Já a parte giratória e os rodízios reduzem “a necessidade de torcer o tronco, permitindo maiores variações de postura e prevenindo a fadiga”. “É recomendável ainda que as cadeiras não tenham braços, pois o apoio deve estar nas mesas.” Finalmente, na postura sentada, “é importante que não se encoste a região poplítea (parte posterior do joelho) no assento da cadeira, evitando problemas circulatórios”. Quanto ao acabamento, a arquiteta Liz Andrea destaca a necessidade de se garantir a segurança e o conforto. “O revestimento das cadeiras deve ser feito em tecido adequado ao clima e ambiente.” Locais sem ar condicionado, por exemplo, devem evitar superfícies sintéticas. Já mesas, escrivaninhas, gaveteiros e prateleiras, entre outros, não podem ter quinas ou cantos. “A fórmica continua sendo de grande utilidade, por causa da limpeza, custo e acabamento. Com ela, você consegue utilizar fitas de borda e evita que fiquem arestas, prejudicando a circulação sanguínea do usuário.” Entretanto, mesmo em móveis com madeira, a arquiteta recomenda o uso de um acabamento arredondado, “por meio de uma fita em PVC”. Já com o MDF é possível “usinar a borda com este tipo de acabamento”, observa. Ainda no acabamento, Liz Andrea destaca a necessidade de se escolher cores e tonalidades que “passem a ideia de organização”. É bom fugir da coloração escura, “que cansa muito”. Para demais móveis, como gaveteiros e arquivos, a arquiteta sugere estruturas com volantes (rodízios). “Os arquivos em módulos deslizantes, com roldanas, são ideais; eles possibilitam um melhor aproveitamento do espaço”, diz. Na área de acessórios, Liz Andrea considera indispensável o uso de chaves nas gavetas.
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FIQUE DE OLHO: REcURSOS aUDIOVISUaIS
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As salas multimídia, também conhecidas como “salas do
futuro”, vêm ganhando uma importância crescente entre os recursos pedagógicos e compõem cada vez mais a estrutura física das escolas, tanto da rede privada quanto pública. “Existem instituições de ensino que começaram com a experiência de apenas uma sala multimídia e, com o passar dos anos, implantaram de duas a cinco ao ano, pois sentiram a necessidade desse investimento”, observa Renato Augusto Grassi, proprietário da Eduq Imagem & Cia. Segundo ele, o sistema audiovisual gera “motivação, interatividade e dinamismo” e proporciona “uma aula diferenciada e de qualidade”. “Ela ajuda ainda os professores a prepararem suas aulas com antecedência, e com a ajuda da internet e de softwares educativos, alguns até em três dimensões, auxiliam ainda mais no aprendizado.” A Eduq Imagem & Cia. foi criada há 20 anos para atuar junto ao mercado de escolas e há 12 está no segmento de audiovisuais. A empresa trabalha com venda, instalação e manutenção e apresenta grandes clientes em sua carteira, incluindo instituição de ensino superior além de escolas municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Entre seus produtos, a Eduq Imagem & Cia. oferece desde salas completas de multimídia a equipamentos diversos, como projetores, telas, notebooks, filmadoras e câmeras digitais. Mas também comercializa acessórios, como lâmpadas, cabos de extensão, microfones, câmeras digitais, amplificadores e mesas de som, entre outros. De qualquer maneira, as salas multimídia representam a menina dos olhos da empresa. Renato observa que é muito melhor para as instituições criar esse espaço, com projetor afixado no teto, transmitindo a imagem do computador já com DVD em uma tela comum, em
um quadro branco ou interativo, do que ter que carregar os equipamentos a cada aula interativa. A montagem da sala multimídia inclui também a sonorização com caixas de som e amplificador. “Com ela as escolas trabalham de forma mais objetiva, já está tudo preparado, basta ao professor apenas ligar os equipamentos.” Por isso, as escolas investem cada vez mais neste tipo de ambiente, “porque apenas uma ou duas salas não atende mais à demanda”. O empresário lembra que os computadores, softwares e DVDs educativos junto com os projetores multimídia apareceram no mercado nacional há cerca de uma década, “com o intuito de renovação no sistema de ensino”. De lá para cá, a Eduq Imagem & Cia. chegou a instalar 12 salas em uma única escola. “Os mantenedores compreenderam a necessidade da compra do projetor (datashow) e de se ter uma aula diferenciada com telas grandes e, por consequência, da implantação das salas multimídia para substituir cada vez mais o giz e a lousa.” Renato destaca que a empresa especializou-se no atendimento às instituições de ensino, oferecendo a mais completa linha de projetores da marca Sony, Epson e Sanyo, com garantia. Além de fornecer os equipamentos e acessórios, sua equipe realiza serviços como cabeamento, suporte e instalação. “São profissionais qualificados para atender as necessidades da rede de ensino pública e privada”, finaliza.
SERVIÇO Eduq Imagem & Cia 11-3781-1137 www.imagemeduq.com.br eduqimagem@uol.com.br
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Alguns pontos parecem hoje obrigatórios entre os diferentes sistemas de ensino presentes na rede privada e pública no Brasil: apoio de farto material impresso, de multimídia e de portais na internet, além de uma constante assessoria pedagógica às escolas conveniadas. Muitos deles, no entanto, estão agora voltados a promover alterações para se adaptar à nova configuração do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Pois além das mudanças no conceito da própria prova, aumentou o número de universidades que o utilizarão como forma parcial ou única de ingresso em seus cursos. “A grande novidade do ENEM a partir deste ano é a utilização do conteúdo como instrumento na avaliação das habilidades e competências”, observa a professora Elaine Bueno Silva, consultora do Iesde e especialista em gestão escolar. “O Exame observava competências e habilidades e era falho nesta parte do conteúdo, que ficava para os vestibulares. Agora ele juntou as duas abordagens”, acrescenta a educadora. Os conteúdos estão divididos em quatro grandes áreas de conhecimento: Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos e Matemática, com suas respectivas tecnologias. Elaine Silva participou do Saber 2009, promovido pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP) entre os dias 17 e 19 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes. Criado em Curitiba há dez anos, o Iesde foi um dos grandes expositores da feira, juntamente com Anglo, FTD, Objetivo, Unix (Opus Master e Unificado), Pitágoras e Positivo, demonstrando a força dos sistemas de ensino no mercado educacional. Entre os destaques apresentados em seu estande, esteve justamente o curso preparatório para o novo ENEM, já em uso pelos alunos em 2009. A partir de 2010, o Inteligência SAE (sistema de ensino criado pelo Iesde) incluirá as aulas contextualizadas no material didático do Ensino Médio, tanto em seu suporte impresso quanto em tecnologia digital, conforme o novo perfil do ENEM. Segundo Elaine, o Inteligência SAE se caracteriza como uma “rede de relações baseada no conceito de competências”. Para isso, ele conta com livros didáticos estruturados sobre o conteúdo curricular comum e também sobre áreas como a astronomia, cultura musical, robótica, comportamento empreendedor, entre outros. “São materiais de ampliação do aprendizado”, diz. Pelo
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cOBERTURa FEIRa SaBER 2009 novo ENEM, a ideia é que o conhecimento seja convertido em um “saber”, e este saber no “fazer”. “Para ser competentes, precisamos dominar conhecimentos. Mas também devemos saber mobilizá-los e aplicá-los de modo pertinente à situação. Tal decisão significa vontade, escolha e, portanto, valores. E essa é a dimensão ética da competência”, explica. Assim, espera-se, qualquer que seja o conteúdo, que o aluno seja capaz de comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias e diagnósticos, entre outros. Segundo Elaine, neste contexto, uma das grandes mudanças proporcionadas pelo novo ENEM “está relacionada à performance do professor em sala de aula, que precisará ser mais ativo e qualificado. Ele terá que correr atrás de uma capacitação continuada para trabalhar com novas tecnologias e não mais somente o giz”. O Iesde, por exemplo, utiliza um vasto suporte multimídia, como DVDs com videoaulas complementares e o próprio portal na internet. “O uso da tecnologia digital pelo Inteligência SAE é um diferencial único no mercado editorial, pois é muito evidenciado o uso desse novo tipo de linguagem na Matriz de Referência para o novo ENEM.” A produção é toda feita pela instituição, em quatro estúdios de gravação, dois de áudio e doze ilhas de edição. Sua equipe oferece assessoria pedagógica e em gestão escolar às conveniadas, “porque estamos também interessados no sucesso do empreendimento”. Elaine considera o ENEM um recurso muito importante para que as escolas façam sua auto-avaliação e não o utilizem como mero instrumento de competição entre as instituições.
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OBJETIVO No Objetivo, o material está sendo reformulado para 2010, afirma Márcia Carvalhinha, coordenadora pedagógica da área de convênios. “Mas já tínhamos muita coisa, pois o Ensino Médio estava todo voltado para essa configuração do novo ENEM”, destaca. De qualquer maneira, o Objetivo preparou neste ano quatro apostilas exclusivas para o Exame, para cada área do conhecimento, acompanhadas de cadernos de exercícios. Em 2010, haverá suportes complementares de reforço e revisão, observa Márcia. Com mais de 30 anos de mercado, o Objetivo conta com escolas próprias, além das conveniadas. Segundo a coordenadora pedagógica, isto se caracteriza em um importante diferencial do sistema de ensino, “pois nossos autores são professores que estão em sala de aula, que serve de laboratório e como espaço de aprimoramento”. A experiência em unidades próprias “já nos dá um conhecimento da prática sobre como trabalhar em
ANGLO Com mais de 60 anos de tradição, o Sistema Anglo de Ensino realiza uma atualização constante do material didático, destaca Helena Serebrinic, supervisora do Departamento de Convênios. “Uma equipe de profissionais de primeira linha desenvolve e atualiza o material, levando em conta, inclusive, as sugestões dos professores da rede. Isso se dá por meio dos encontros regionais, em que os autores e as escolas conveniadas trocam informações”, observa. Quanto ao novo ENEM, Helena observa que o Anglo vem se posicionando com “cautela e profundidade”. “Criamos um grupo de trabalho, que está em contato permanente com os órgãos oficiais do governo e os autores do sistema. Promovemos uma série de ações de apoio às escolas, enfatizando sempre a importância do trabalho realizado em sala de aula”, relata a supervisora. Segundo ela, com base nesta interface entre a área oficial e os profissionais do próprio sistema, serão definidas as ações “transitórias e definitivas em nossas atividades e orientações às escolas”. Mas, “independente da mudança, todo o trabalho desenvolvido no sistema tem como foco a formação do aluno”, explica. O Anglo baseiase “no método aula dada, aula estudada, onde, em sala de aula, o aluno aprende e, em casa, ele estuda e entende”. Assim, o apoio aos professores se configura em um dos principais focos e diferenciais do sistema, incluindo as demandas agora apresentadas pelo ENEM. Ainda sobre o Exame, Helena relaciona algumas ações desenvolvidas pelo sistema neste ano: elaboração de
rede”, destaca. Márcia Carvalhinha diz que um dos principais focos do sistema de ensino é que o professor seja bem assistido. “Temos uma rede de assessores e de suporte pedagógico que mantém um vínculo muito próximo com as conveniadas, além de vários instrumentos de capacitação dos professores.” Para alunos e professores, o Objetivo oferece um amplo leque de materiais, incluindo apostilas impressas, cadernos de exercícios, CDs, DVDs, o portal na internet e a TV Web, mantida pela Universidade Paulista (Unip). “O portal nos dá desde recurso para pesquisa, conforme indicação feita pelo material didático, até orientações de estudo, aulas para recuperação, obras literárias e exercícios extras. Ele propicia uma ampliação do conhecimento e do conteúdo. Já a TV Web viabiliza chats com professores, videoconferências e muitos outros instrumentos de capacitação.” Segundo Márcia, os suportes incluem atividades desde a Educação Infantil ao curso pré-vestibular.
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FTD Prova de que os sistemas de ensino estão garantindo seu espaço tanto nas escolas públicas como nas particulares é o fato de grandes editoras de livros didáticos estarem desenvolvendo seu próprio material de sistema de ensino. É o caso da FTD, editora de livros didáticos há 108 anos, e que há dois anos desenvolveu o FTD Sistema de Ensino. Os executivos da empresa citam entre os diferenciais da marca a força do nome, a qualidade editorial do material, parque gráfico próprio, autores renomados assinando os livros e pontos de distribuição e vendas em todo o País. Em seu estande no Saber, a empresa lançou o material destinado à Educação Infantil. Com uma proposta lúdica, o programa faz uso de situações do universo infantil para compreender as áreas de Linguagem, Matemática e Natureza e Sociedade. O material de Educação Infantil foi elaborado pelas autoras Milena Clementin e Liz Andréia Giaretta, e integra as coleções Infantil I e Infantil II. Outra novidade apresentada na
SISTEMA DE ENSINO OPUS MASTER & UNIFICADO Neste ano, a Unix, empresa estabelecida há 35 anos em Curitiba por meio da Editora Unificado, apresentou uma novidade ao mercado durante a feira Saber: o Opus Master, sistema lançado no começo de 2009 e que já vem adaptado à nova realidade de ensino no País. Inicialmente, o material atende da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II, mas para o próximo ano será disponibilizado também para o Ensino Médio, focado no novo ENEM, diz o diretor comercial Clovis Magnoni Filho. Na verdade, o Opus incorpora o know how “de mais de 20 anos” adquirido pela empresa com o Sistema de Ensino Unificado, voltado para o Ensino Médio e prévestibular, e também com o curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA/antigo supletivo), o grande carro-chefe da Unix. “Somos uma das principais referências em EJA no Brasil”, destaca Clovis, lembrando que este material está sendo atualizado para 2010. Já o Unificado está dentro da nova configuração do ENEM. E o Opus Master trará o conteúdo organizado em torno das quatro grandes áreas de conhecimento avaliadas pelo Exame. A metodologia dos sistemas de ensino da Unix é colocar o professor como mediador entre o conteúdo e o desenvolvimento das habilidades e competências dos alunos. “É o nosso grande diferencial. O conteúdo sozinho não consegue mais atender a demanda, precisa ser gerenciado por uma tecnologia de ensino. Ou seja, por sua utilização eficiente, preparando o estudante para a vida e o trabalho.” Clovis ressalva, no entanto, que tecnologia, no caso, relaciona-se mais à forma e ao método de se trabalhar este conteúdo que propriamente à ferramenta técnica, “à máquina”. “A nossa tecnologia representa a compilação da ação do professor a partir da sua experiência em sala de aula, é uma ‘obra de mestre’”, destaca. Mas o diretor comercial afirma que a Unix irá oferecer todo o suporte técnico necessário para a capacitação do professor e também a aprendizagem do aluno. A capacitação visa a que “o professor saiba utilizar o potencial desta tecnologia”. Ela acontecerá por meio de reuniões de implantação, aulas e atendimento via portal na internet. Segundo Clovis, “não adianta entupir a garotada de mídias se não houver esse pano de fundo proporcionado pelo professor, o qual representa 99% do aprendizado”. Para os usuários do Opus Master, incluindo pais e alunos, o portal pretende disponibilizar banco de provas, projetos pedagógicos, artigos e notícias da área educacional, acesso a pedido de materiais online e calendário escolar, além de um espaço especial para as escolas conveniadas publicarem seus informativos.
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caderno com 320 questões para o 2º e 3º anos, terceirão e pré-vestibular; workshops sobre o tema para os professores; vídeos informativos; simulados (com duas provas com 90 questões cada e uma redação, iniciativa que reuniu cerca de 50 mil estudantes da rede pública e particular); e maratona ENEM, evento nacional que ofereceu simulados gratuitos para alunos do 8º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio. A rede de apoio aos diretores, coordenadores e professores das conveniadas inclui, segundo Helena, a elaboração de calendário escolar, plantão permanente para esclarecimento e encaminhamento de dúvidas, críticas e sugestões, visitas e atendimento nas escolas, workshops, reuniões regionais, congresso de educadores, além de canais de comunicação, como o portal e a TV Web Anglo. No portal, com mais de 15 mil acessos por mês, estão disponibilizados recursos didáticos no formato de animações em multimídia, fascículos, manuais para a preparação das aulas, subsídios para provas e simulados, entre outros. Existe ainda a possibilidade de se fazer contato com os autores do material didático, para tirar dúvidas ou dar sugestões. Já a TV Web também pode ser acessada pelos vestibulandos, com programas temáticos ou orientações sobre vestibulares, profissões e saúde.
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feira foi o projeto de Inglês para as séries iniciais do Fundamental. A metodologia tem como foco a apropriação da segunda língua por meio de temas que fazem parte do cotidiano dos alunos. O material inclui recursos de áudio que auxiliam o professor no processo de aprendizagem. Além do material didático, o sistema oferece às escolas conveniadas suporte administrativo e comercial realizado através dos pontos de venda, assessoria pedagógica, portal e encontros regionais (cursos, palestras, oficinas pedagógicas). Para o Ensino Médio, um dos diferenciais é o GPS – Gerenciador de Provas e Simulados, software gerenciador de questões de vestibulares com 68.520 questões atualizadas semestralmente. Quanto às alterações do ENEM, o sistema FTD elaborou instrumentos de suporte às escolas, como um caderno com as 693 questões dos onze anos de Enem já realizados, em que questões aparecem classificadas por habilidade. “Publicamos ainda um infomativo ENEM 2009, contendo as orientações do MEC, respostas às dúvidas mais frequentes e também os simulados INEP. Aliás, em nosso site, disponibilizamos um simulado ENEM com questões inéditas e também o link para acesso direto aos simulados do INEP”, afirma a diretoria. “Acreditamos que o que faz a diferença não é a reestruturação de um material pela prova em si, mas a capacidade de a escola promover um trabalho que vise à aprendizagem, ao desenvolvimento e, assim, à boa formação do aluno, entendendo boa formação não somente como o trabalho desenvolvido na série final do Ensino Médio, mas sim um trabalho sólido e de qualidade durante toda a educação básica. Nesse caso, temos a certeza de que estamos oferecendo os melhores recursos para ajudar as escolas nessa tarefa.”
PITÁGORAS O Pitágoras, sistema de ensino que atua em cerca de 600 escolas pelo País, apresentou no Saber as novas capas do seu material, criadas pelo artista plástico mineiro Rogério Fernandes. Suas agendas, temáticas, irão trabalhar valores como transparência, integridade, inovação e relacionamento (da Educação Infantil até o 6º ano) e inovação tecnológica (7º a 9º ano e Ensino Médio). Segundo o diretor de Relações com as Escolas da Rede Pitágoras, Alessandro Marques, o sistema tem importantes diferenciais. “Temos uma solução integrada, não entregamos somente o livro para a escola.” Ele cita os coordenadores regionais, com apoio pedagógico in loco, o Programa de Formação Integrada (conjunto de serviços e produtos interligados que compõem a solução Pitágoras), o PAERP, Programa de Avaliação educacional da Rede Pitágoras (“um poderoso instrumento de gestão para a escola”), e a pós-graduação Pitágoras, um investimento na qualidade dos educadores das escolas integradas. “Inédito na história das escolas integradas, o programa oferece cursos de pós-graduação gratuitos nas áreas de Educação e Gestão, aumentando o nível de empregabilidade e capacitação profissional dos educadores”, explica. Alessandro complementa que os livros da Coleção Pitágoras dialogam entre si e valorizam o professor. “Trabalhando com a Rede Pitágoras, a escola mantém sua identidade e conta com o suporte de uma organização experiente e certificada pela ISO 9001.” Todos os livros são organizados em torno de uma proposta pedagógica única, que os articula nas séries, disciplinas e segmentos. A Coleção é atualizada anualmente, “como uma resposta à velocidade do mundo contemporâneo”, acredita o diretor. “O aluno, ao estudar esses livros,
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CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES PARA O ENEM Dentro da modalidade de ensino a distância, o SIEEESP, em parceira com o Saber TV, está promovendo um curso de capacitação de professores para o novo formato do Enem. Segundo uma de suas organizadoras, a empresária Martha Ghizellini, especialista em EAD pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC SP), o curso apresenta uma carga horária de oito horas/aula e trabalha com textos em PDF, áudio, vídeo e flash (programa de animação gráfica). Os tutores (docentes) atendem os alunos através de e-mails e chats pré-agendados, diz Martha. Existe ainda a possibilidade de se programar vídeo conferência, conforme o número de participantes interessados nesta troca de experiência. Os cursos são certificados pelo SIEEESP e podem ser acessados por meio do endereço http://www.saber.tv.br/. Outra dica é assistir a um vídeo sobre como funciona o ambiente de aprendizagem na internet (acessá-lo no link http://www.centraldoscursos.com).
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POSITIVO tem contato direto com as transformações que o cerca no seu cotidiano.” Conforme o diretor, as atividades dos livros da Coleção Pitágoras proporcionam o resgate dos conhecimentos prévios dos alunos, o que lhes facilita apropriar-se do novo conhecimento a ser construído. “Isso possibilita aos alunos dar maior sentido ao que aprendem, estimulando a construção interativa do conhecimento, seu uso social. Por isso favorece a investigação, a reflexão e a criatividade a partir de um enfoque na educação empreendedora e ética e do trabalho com os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, voltados para o desenvolvimento de competências e habilidades.” Alessandro Marques ressalta que as transformações do ENEM não trouxeram alterações ao trabalho desenvolvido pelo Pitágoras. “As mudanças não afetaram o dia a dia das escolas parceiras e da Rede, pois há 12 anos o nosso projeto pedagógico valoriza a qualidade de um processo educativo sintonizado com as demandas da realidade atual, em harmonia com o projeto da escola. Porém, diversas ações foram realizadas juntos às escolas parceiras, visando potencializar este diferencial competitivo.”
O Sistema Positivo de Ensino lidera o segmento privado de Educação Básica no país, totalizando 2.100 escolas conveniadas. Ele foi desenvolvido a partir da metodologia criada pelos professores fundadores do Grupo Positivo, em suas unidades próprias, em Curitiba, na década de 1970. O Sistema é oferecido pela Editora Positivo, que também lançou, em 2006, o Sistema de Ensino Aprende Brasil, para escolas públicas, hoje presente em 1.550 escolas espalhadas em 144 municípios. “Os sistemas de ensino da Editora Positivo são constituídos por um conjunto de elementos que formam uma estrutura organizada e integrada: coleção de livros integrados, portal de internet - nos quais professores e alunos podem explorar conteúdos pedagógicos -, assessoria pedagógica e, no caso do Sistema Positivo de Ensino, amplo apoio em marketing. Para que o trabalho seja eficiente, corpo docente e técnico também recebem formação, por meio de cursos sistemáticos”, afirma Emerson Santos, diretor-geral da Editora Positivo. Este ano a Editora apresentou novas coleções de Livros Integrados da Educação Infantil, utilizadas pelo Sistema de Ensino Aprende Brasil e pelo Sistema Positivo de Ensino. Entre os destaques no Positivo, está a interatividade das obras, que acompanham jogos de tabuleiros, álbum de figurinhas, atividades em 3D e destacáveis, além de volumes exclusivos para o professor nas disciplinas de Artes (para os Grupos 4 e 5) e de Educação Física, e CD de músicas infantis relacionadas com o conteúdo do material didático. Outra novidade dos dois sistemas é o Projeto ENEM Positivo, formado por um pacote de 128 aulas audiovisuais para serem acessadas via internet e material didático impresso, cujo conteúdo é totalmente adaptado para o novo exame. Além de explicações sobre a metodologia que será utilizada pelo Ministério da Educação no novo modelo do Enem, as aulas contemplam a resolução de exercícios com conteúdos dos quatro grandes grupos nos quais as questões do exame se basearão: Linguagens, Códigos e suas tecnologias (24 aulas), Matemática e suas tecnologias (24 aulas), Ciências Humanas e suas tecnologias (28 aulas) e Ciências da natureza e suas tecnologias (52 aulas). O conteúdo é acessado pelo Portal Positivo e pelo Portal Aprende Brasil. “Além desse projeto, as escolas conveniadas ao Sistema Positivo recebem semestralmente, impressos no número de alunos de Ensino Médio, um kit de provas multidisciplinares para 1º e 2º anos do Ensino Médio e simulados para o 3º ano, dois deles voltados para a preparação para o Enem”, finaliza Emerson.
JOGOS EDUCATIVOS FAVORECEM APRENDIZAGEM
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Um dos espaços de maior integração proporcionados pelos expositores do Saber 2009 foi dado pelo estande que apresentou jogos educativos utilizados na alfabetização e no desenvolvimento das habilidades dos alunos. Ali, educadores e professores relataram um pouco suas experiências na utilização desses recursos. “Hoje pensamos em um perfil de educação em que a criança participe e para isso ela tem que ter um pouco de alegria”, observa Kelly Genu Chamone, coordenadora em uma escola da rede pública de Caieiras, localizada na Grande São Paulo. Kelly trabalha o jogo de cartas Pingo no I nos processos de alfabetização. Desenvolvido pelo empresário e músico Mauro César de Oliveira, o jogo traz 107 letras e dois coringas, que devem ser utilizados para montar canastras formando palavras. “É uma maneira gostosa de trabalhar diversos conteúdos”, diz a coordenadora. Aproveitando os bons resultados obtidos com o uso dos jogos, a rede municipal de Caieiras propôs um desafio aos estudantes do 4º e 5º ano do Fundamental I: a criação de séries temáticas inspiradas nos critérios do popular Super Trunfo. Assim, contos populares, cadeia alimentar, monstros e mitologia grega, entre outros, deram origem a jogos desenvolvidos pelos alunos, os quais serão avaliados e premiados conforme a coerência entre o tema e as informações pesquisadas, criatividade nas regras, layout e acabamento. O concurso acontecerá ainda neste ano e renderá ao vencedor a reprodução gráfica do material, além da distribuição entre os estudantes municipais. Para a professora Adriana Rieger, da rede pública de Santo André, município da Grande São Paulo, “o jogo é um favorecedor, uma estratégia e uma linguagem em que o lúdico está presente”. Especializada pela Universidade de São Paulo (USP) em Ensino Fundamental e pela Universidade Federal do ABC (UFABC) em gestão pública, Adriana aplica diferentes tipos de jogos nas aulas que dá para estudantes do 1º e 2º ciclo (entre 6 e 10 anos de idade). “Antes de expressar e escrever palavras, por exemplo, o aluno precisa saber que existem 26 signos que ele deve agrupar”, explica a professora. O jogo facilita o processo, pois não traz a carga da punição, ressalta. O empresário Mauro César levou ao Saber 2009 um novo recurso, desenvolvido em parceria com o educador Lino de Macedo, professor titular da USP: o Enigma Sudoku. São cartas que apresentam 72 desafios lógicos, em três graus diferentes de dificuldades, com quatro, seis e nove elementos, intercalando números, cores, símbolos e letras. (Por Rosali Figueiredo)
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SISTEMaS InTEGRaDOS
foto e ilustração: Jonas Coronado
Um banco de dados não representa, por si só, nem informação nem conhecimento. É preciso associá-lo às diferentes necessidades da escola, buscar soluções tecnológicas de gestão e utilizá-lo em planejamento. Por Rosali Figueiredo
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Faltando um mês para o término do período de matrícu-
las, o colégio Sir Isaac Newton (Cosin), localizado na Vila Gustavo, zona norte de São Paulo, já contabilizava, no final de setembro, duas salas completas de 8º ano para 2010. A dúvida de seus gestores, comum em muitas escolas, era se abriria ou não novas turmas conforme outras matrículas se confirmassem. “Precisamos ter um número mínimo de alunos para não tomar prejuízo o ano todo”, afirmou, na ocasião, o diretor da instituição, Marcos Roberto da Ponte. A decisão pela formação ou não de mais classes seria tomada com o auxílio do sistema integrado de informações da escola, que revela o potencial de rematrícula dos estudantes registrados em seu cadastro. “O sistema integrado dá uma visão geral do que está acontecendo, ajuda na tomada de medidas. Ele dá a certeza de que você pode tomar uma decisão fundamentada”, observa Marcos. “Antes, gastávamos um dia inteiro para checar quem faltava rematricular”, lembra. Entretanto, Marcos observa que se a base de dados propicia mais segurança às decisões, ela não assegura o sucesso das ações. “O gestor nunca pode perder de foco que a instituição é uma prestadora de serviços educacionais. Ele tem que ter consciência e competência para assegurar antes um plano pedagógico baseado no ensino de excelência e qualidade além de um bom trabalho de gestão de pessoas, para então fazer a gestão da tecnologia.” O uso de computadores e softwares começou a ser largamente utilizado pelas instituições nos anos 1980, inicialmen-
te nos controles administrativos, como folhas de pagamento. Depois chegou à área pedagógica, afirma o consultor e especialista Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, mestre em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina. “Em um primeiro momento, houve a simples transposição dos processos administrativos, que já eram praticados, para a gestão eletrônica digital, sem grandes mudanças tecnológicas.” Não se observavam transformações nas posturas de condução dos negócios, ressalta Cassiano Neto. O termo “tecnologia”, segundo o consultor, diz respeito justamente à busca de soluções para as diferentes demandas institucionais, que vêm das áreas pedagógica, administrativa, contábil e jurídica. Segundo ele, o mero registro dos dados em uma base digital não se traduz em inovações no modus operandi do negócio. “Os dados organizados com critérios se transformam em informação. Mas somente a partir da sua ‘problematização’ temos a transformação em conhecimento, o qual, dentro do eixo da evolução histórica dos indicadores, se transforma em meta conhecimento que irá ajudar na tomada de decisões.” Na prática, exemplifica Cassiano, desde o momento em que um potencial cliente vai para a escola, há um primeiro ingresso de dados no sistema. “Mas isso não é informação se eles ficarem apenas arquivados sem que haja correlação, sem que se associe o número de filhos e futuros clientes com a faixa de renda familiar.” Esta sim será uma informação, prossegue, capaz de gerar conhecimento sobre o potencial efetivo de matrícula de uma determinada família. Assim, o
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gestor, analisando o potencial das demais famílias ao longo do tempo, poderá tomar algumas decisões de marketing, conclui Cassiano. “Temos assim a utilização das plataformas técnicas digitais pela tecnologia de gestão, a qual busca soluções para o problema fundamental, que é conquistar clientes.” Segundo o diretor do Cosin, as principais necessidades de gestão das escolas estão na desburocratização dos processos, na organização das rotinas de trabalho e na própria segurança na administração dos dados. Com a utilização de um sistema integrado, observa, cada nova matrícula precisa ser registrada apenas uma única vez para que este dado figure nos diferentes módulos administrativos e acadêmicos. Na parte pedagógica, auxilia no fechamento das médias das disciplinas que muitas vezes estão desmembradas em até três áreas do conhecimento, cada uma destas com um professor e métodos de avaliação diferenciados. Quanto à segurança, destaca que é preciso “implementar rotinas de trabalho entre os colaboradores”, por meio de treinamento e reciclagem, que mostre “a maneira correta de fazer”. “Está aí uma grande dificuldade que as escolas encontram, há uma barreira das pessoas contra as mudanças.” De outro lado, apesar de eventuais problemas que possam ocorrer nos processos de implantação, “a importância do sistema reside nisso: está tudo consolidado em uma ferramenta que me dá facilidade para a tomada de decisões fundamentais”. Para o consultor Alfredo José Marano, matemático graduado pela Universidade de São Paulo, co-autor do livro
Guia de Informática na Escola - Como implantar e administrar novas tecnologias (Alabama Editora), não apenas os colaboradores apresentam resistência à implantação dos sistemas. O próprio administrador ainda mantém uma postura tímida diante das possibilidades que ele oferece, observa. “Um diretor, por exemplo, precisa estar preparado para fazer a leitura do relatório de dados, de forma a utilizar isso no planejamento estratégico escolar.” Alfredo Marano destaca que há muitas opções no mercado, “sistemas que oferecem várias ferramentas que as escolas precisam, desde a parte pedagógica, como controle de notas e frequência, à área administrativa, como também há sistemas específicos para cada tipo de demanda”. No entanto, o mais importante é que “o diretor tenha acesso a este relatório, faça sua análise a partir não apenas do que aconteceu, mas das projeções, para que possa tomar decisões corretas”. O consultor sugere, inclusive, que os dados do sistema possam ser exportados para plataformas de domínio mais comum, como o Word e o Excel, pois facilitam o acesso aos dados. Alfredo lembra ainda que os sistemas oferecem duas opções de armazenamento dos bancos de dados. Na própria escola e na empresa contratada. Apesar do temor das escolas com eventuais quebras de sigilos de informações e de acessos indevidos, como ataques de hackers, o consultor recomenda a segunda opção. Finalmente, diz que é preciso que os softwares incorporem novas ferramentas, como prêmios e outros benefícios que venham a ser oferecidos aos professores e não estejam previstos na convenção coletiva.
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SISTEMAS INTEGRADOS
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dica: PINTURA
Em cada ambiente, a escolha certa de tintas e colorações achadas, muros, salas de aula, pátio, quadras poliesportivas, biblioteca e laboratórios recebem um cuidado especial quando o assunto é pintura. Mas também banheiros, tetos e refeitórios merecem muita atenção. É importante adotar alguns critérios no momento de se escolher as cores e os padrões técnicos que serão aplicados. Nos tetos, por exemplo, “em tese seria possível optar por tintas econômicas ou standard, no acabamento fosco”, observa Douver Gomes Martinho, coordenador do Grupo de Trabalho de Tintas Imobiliárias do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp). No entanto, ressalva, “se o teto for de banheiro ou de áreas mal ventiladas, é necessário utilizar tinta que contenha mais fungicida e elimine a possibilidade do aparecimento de bolor”. Outro exemplo: nos refeitórios, em lugar das tonalidades neutras, “é interessante trabalhar com cores de comida, como o verde, o vermelho e o amarelo, quebrando o aspecto de desânimo”, orienta a arquiteta Alessandra Batistela. Alessandra sugere a aplicação de imagens de frutas e legumes nas paredes, “com cores vivas e estimulantes para a criança se alimentar”. Para os banheiros, nada de cinza ou bege. “Eles devem ser sempre brancos, incluindo as louças sanitárias, porque isso dá uma sensação de limpeza e higiene”, observa. Assim, as tonalidades, além das características físicas da tinta, devem orientar a pintura nas escolas. A arquiteta Alessandra Batistela recomenda tons pastéis nas salas de aula, para que transmitam conforto e tranquilidade. Uma boa pedida é o verde água ou azul claro, uma vez que tonalidades fortes “cansam e forçam a visão”. Na biblioteca deve prevalecer o mesmo perfil, “mas uma de suas paredes pode trazer tons mais quentes ou painel fotográfico que remeta ao tema da leitura”, ressalva. Já a brinquedoteca precisa apresentar “cores mais alegres, é um ambiente em que a criança fica pouco tempo”, justifica. Alessandra diz que o ideal mesmo é trabalhar o ambiente com contrastes, em cores quentes e frias, um jogo que estimula a criatividade, “principal-
mente nos tons de laranja e vermelho”. Este é o caso da brinquedoteca do Colégio Magister, uma verdadeira minicidade inaugurada no ano passado. Segundo Karin Regina Martinho Nogueira, diretora administrativa da escola localizada no Jardim Marajoara, zona sul de São Paulo, as cores utilizadas estão de acordo com a faixa etária e o projeto pedagógico. Réplicas de prefeitura, escola, clínica médica, casa, teatro, pistas de trânsito e salão de beleza, entre outros, estão pintadas de acordo com as suas finalidades. Para as áreas de circulação, como o pátio, corredores, muros e muretas, Alessandra defende o uso de colorações que “camuflem a sujeira, como marcas de mãos e pés”. “Pode ser um cinza chumbo ou um verde mais queimado. Além disso, elas são neutras, não estimulam nem apaziguam. O legal do verde é que se integra ao paisagismo local”, observa. No caso do cinza, a escola pode quebrar um pouco a sisudez da cor ao intercalar várias de suas tonalidades, ou, ainda, utilizar na altura de meia parede o padrão presente em sua logomarca ou identidade visual. Outro aspecto a ser considerado é a cor do piso; em lugar do contraste, “é importante que esteja em harmonia com o tom utilizado na parede, exceto na brinquedoteca”. Exceção também nas quadras poliesportivas, que podem ter pintura artística e temática, “contendo mensagens de otimismo e estímulo ao jogo, à competitividade”, diz. Quanto às características técnicas da tinta, Douver Martinho, do Sitivesp, sugere para os ambientes internos e fechados produtos de resina acrílica e acabamento acetinado, sem cheiro e de baixo odor. “Recomendamos também esmalte a base de água para portas internas, pois o produto tem baixo odor e é ecologicamente correto.” Para as áreas externas, como muros e fachadas, as tintas mais indicadas são as acrílicas de acabamento fosco, diz. “Caso a superfície esteja próxima de vias de grande circulação de veículos pesados e exista a possibilidade do aparecimento de fissuras de até 2 mm, é recomendável a aplicação de tinta com resina elastomérica”, que irá cobri-las e acompanhar a movimentação, complementa.
NaNa próxima próxima edição: edição: Pintura ???
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Por Rosali Figueiredo
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ACESSÓRIOS, ASSESSORIA CONTÁBIL
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ACESSÓRIOS, ASSESSORIA CONTÁBIL, ENTRETENIMENTO, GERADOR
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BRINQUEDOS EDUCATIVOS, COBERTURAS, CRテ,HAS, CURSOS, GESTテグ ESCOLAR
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GRテ:ICA
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INFORMÁTICA, LABORATÓRIO
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LOUSAS, MANUTENÇÃO PREDIAL, MÓVEIS, PASSEIOS
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PISOS, PLAYGROUND
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PLAYGROUND
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PLAYGROUND, PRIMEIROS SOCORROS, QUADRAS
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PRODUTOS ANTISSÉPTICOS, SISTEMA DE GESTÃO, SISTEMA DE SEGURANÇA
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PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO, SERRALHERIA, TOLDOS
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