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Revista Direcional Escolas Edição 70 – Agosto/2011

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EDITORIAL DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida

Caro leitor,

EDITORA Rosali Figueiredo

Estudiosos da história recente da educação brasileira costumam dizer que o ritmo frenético de mudanças na

PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO Diretores e Compradores

área remonta ao processo de universalização do ensino público, desde os anos 70 para cá. De fato houve um

PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral

frequentando a escola. Desta forma os debates se deslocaram do enfoque quantitativo para o qualitativo,

grande avanço, pois o Brasil entrou no século XXI com 97% das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos preocupação que, inclusive, perpassa boa parte das metas do novo Plano Nacional da Educação (PNE), em tramitação na Câmara dos Deputados.

TIRAGEM 20.000 exemplares

A expansão deixou grandes desafios, entre eles, a adaptação do currículo a contextos sociais diferenciados e/

JORNALISTA RESPONSÁVEL Rosali Figueiredo MTB 17722/SP jornalista@condominio.inf.br

ou realidades regionais. Levou ainda a se colocar a necessidade de ampliação da carga horária obrigatória de

ESTAGIÁRIO Rafael Lima (Jornalismo)

tramita na Câmara dos Deputados).

CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

por exemplo, elas se mantém em compasso de espera, pois se o Exame vier a prevalecer como principal

estudos, de democratização do acesso ao ensino superior (em que o ENEM se transformou em uma das principais ferramentas, além das políticas de cotas) e de financiamento ao ensino técnico (matéria que também

DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado

Para as escolas privadas, essas políticas geram contínuas mudanças e interrogações. Em relação ao ENEM, mecanismo de acesso ao ensino superior, muitas adaptações terão que ser feitas no currículo, na planilha de custos e na carga horária. Discute-se também em Brasília a adoção de um mínimo de 960 horas anuais obrigatórias, contabilizando-as como hora-relógio (60 minutos) e não hora-aula (50 minutos). Nesse caso,

ASSISTENTE DE ARTE Fabian Ramos Rodrigo Carvalho

muitas instituições terão que oferecer uma hora a mais por dia sobre seu atual currículo ou proporcionar um recreio monitorado, o que certamente impactará em toda sua organização.

ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço

Mas outra fonte de profunda mudança vem da própria sociedade, que transferiu para as instituições a responsabilidade pela formação moral das crianças, jovens e adolescentes. Com os pais absorvidos pelo mercado

CONTATOS PUBLICITÁRIOS Alexandre Mendes Paula De Pierro Silvana Tesser Sônia Candido

de trabalho e diante do pouco tempo de convívio com um núcleo familiar mais amplo, os estudantes chegam às escolas carentes de referências comportamentais. Este é o tema da reportagem especial desta edição, em que especialistas apontam que não há saída a não ser preparar-se para lidar com a nova realidade. Nesse

ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão

aspecto, modelos de parcerias bem sucedidas entre as escolas e as famílias tornam-se boa alternativa para trabalhar essas questões e construir uma sintonia entre os valores e as expectativas de ambos os lados, tema

IMPRESSÃO Prol Gráfica

que está sendo abordado, por sua vez, em nossa reportagem de gestão. Também o perfil do Colégio Albert Sabin, publicado nas páginas 15 e 16, deixa ótima contribuição aos leitores, na medida em que revela como a escola busca construir uma relação de “encantamento” dos alunos não apenas com a instituição, mas com a própria aprendizagem, o que acaba gerando comprometimento e um ambiente mais harmônico.

Conheça também a Direcional Condomínios e Direcional Educador www.direcionalcondominios.com.br www.direcionaleducador.com.br

Para anunciar, ligue: (11) 5573-8110 Filiada à

Completa esta edição a abordagem de outras mudanças, como a incorporação definitiva das tecnologias de informação no desenvolvimento do currículo escolar; o uso de fontes alternativas de energia; a ampliação dos serviços escolares por meio de cursos complementares de artes, música e teatro; e os suportes variados oferecidos pelo mercado de gráficas, impressoras, copiadoras e duplicadores. É, de fato, um ritmo frenético de transformações, uma educação em movimento.

Tiragem auditada por

Uma boa leitura a todos, Rosali Figueiredo

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.

Editora

As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

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Direcional Escolas, Agosto 11

Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais.

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SUMÁRIO

ESPECIAL

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GESTÃO

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CUIDAR DO ALUNO. ATÉ ONDE A ESCOLA PODE IR?

Com menos tempo para ficar em casa, acompanhar a vida do filho e ter um convívio maior com a chamada “família estendida” (avós, tios e primos), os pais têm deixado, voluntaria ou involuntariamente, a formação de valores básicos sob a responsabilidade das escolas. Estas se sentem sobrecarregadas, mas os educadores apontam que não há outro caminho senão assumir também esse papel, construindo de maneira coletiva o juízo moral que funda as relações humanas.

PERFIL DA ESCOLA

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PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA VIDA ESCOLAR

Quatro experiências de parcerias entre escola e família são reportadas aqui, como a dos coordenadores de pais em dez escolas estaduais da zona Leste de São Paulo, as visitas de professores às casas dos alunos em Taboão da Serra, oficinas de literatura com pais, estudantes e familiares em Santa Bárbara D’Oeste e o Dia da Família do Colégio Magister. Modelos que conseguiram gerar um comprometimento maior de todos pela aprendizagem.

COLÉGIO ALBERT SABIN

FIQUE DE OLHO

Uma instituição ainda jovem, com apenas 18 anos de vida, o Colégio Albert Sabin incorporou o dinamismo próprio da juventude e mantém aprimoramento contínuo de seu projeto pedagógico, através do investimento na carreira e formação docente, no clima organizacional e na infraestrutura. Uma escola viva, assentada em quatro pilares sólidos: a excelência no conhecimento; a fluência em pelo menos um idioma estrangeiro; a qualidade de vida dada pela prática esportiva e vivência cultural; e o “encantamento” com a instituição.

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GRÁFICAS, COPIADORAS E DUPLICADORES DIGITAIS

Para atender à demanda por materiais impressos que circulam interna e externamente, tanto os administrativos e de marketing quanto os pedagógicos, as mantenedoras encontram no mercado um suporte bem variado de produtos e serviços, de gráficas que entregam material pronto até locadoras de equipamentos. Confira.

DICAS

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SOFTWARES (MAPAS, GLOBOS, JOGOS ETC.)

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As Tecnologias da Informação e Comunicação estão sendo, definitivamente, incorporadas ao projeto pedagógico das escolas, por meio de softwares, games e recursos interativos da web 2.0, ampliando as possibilidades de exploração e reconstrução do conhecimento.

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ATIVIDADES DE LIVRE ESCOLHA

Cursos extracurriculares de música, teatro e demais atividades lúdicas e artísticas reforçam as opções de serviços que as escolas podem oferecer aos seus alunos, com vistas a despertar talentos e habilidades e favorecer a inserção social. Mas eles trazem outro importante benefício: estimulam a concentração e a disciplina.

ENERGIA (GERADOR & BOILER) Fontes alternativas podem reduzir custos e evitar os transtornos gerados pelos frequentes apagões na rede elétrica. Duas possibilidades são a energia fotovoltaica (solar) e os geradores, mas é importante que as instituições façam estudos prévios antes de se definirem pela melhor solução.

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ESPECIAL: CUIDAR DO ALUNO

Ilustração: Fabian Ramos

ATÉ ONDE A ESCOLA PODE IR?

A queixa é comum em escolas públicas e privadas: elas se sentem sobrecarregadas por terem que trabalhar cada vez mais o chamado conteúdo atitudinal nas crianças e adolescentes. Ressentem-se ainda pela falta de apoio de muitos familiares à disciplina mínima necessária para o convívio coletivo e a escolarização. Mas segundo especialistas, não há outro jeito senão “abraçar” o papel da formação emancipadora do caráter. Por Rosali Figueiredo

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m dos desabafos mais ouvidos dos gestores e educadores é o de que as escolas estão cada vez mais sozinhas no trabalho de formação do caráter em crianças, jovens e adolescentes, papel antes exercido predominantemente pelas famílias. Para piorar o quadro, eles dizem que muitos pais não dão respaldo às normas de comportamento e estudo das instituições, como horários e/ou materiais que devem ser levados às aulas. E que, paralelamente, há um aumento na intolerância entre os próprios estudantes. “Na verdade, tem ocorrido um jogo de empurra, um diálogo de surdos. Escolas e pais reclamam, uns e outros, que a tarefa de formação do caráter não é exclusivamente sua”, aponta a psicóloga Luciene Regina Tognetta, doutora pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp. “A obrigação de educar moralmente é da escola, da família, dos professores e das próprias crianças, que começam a participar dessa regulação no convívio social”, defende Luciene. A psicóloga coordenou o projeto Reizinhos Felizes, desenvolvido nas redes municipais de ensino de Santa Bárbara D’Oeste e Valinhos, no Interior de São Paulo, com vistas a “reorganizar o ambiente escolar”, a trabalhar relações mais éticas entre alunos, professores e familiares.

Baseado em três livros de sua autoria (“O reizinho e ele mesmo”, “O menino e a mãe do menino” e “Era outra vez um reizinho ... e seus vizinhos”, da coleção Falando de Sentimentos, da Editora Adonis), o projeto foi realizado em 2010 com 3.600 estudantes de ambos os municípios (Leia mais sobre o assunto na reportagem de Gestão, nas páginas 8 a 10 desta edição). Segundo Luciene, se tradicionalmente compete à escola trabalhar a escolarização, de outro lado, “do ponto de vista das relações humanas e interpessoais, também cabe a ela outro conteúdo, legalmente atribuído pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), que é a ética e os demais valores”. A psicóloga pondera, é claro, que é papel da família atuar sobre a “formação do caráter da criança, porém, com as mudanças históricas, ela não sabe mais como fazer isso”. Assim, é preciso que as escolas compreendam a necessidade de assumir esse compromisso em seu ambiente, proporcionando formação adequada ao professor. “Há necessidade de sensibilizá-lo, abrir um espaço para que ele fale de suas angústias, oferecer momentos de estudos e de aproximação com essa nova tendência, mostrar que a criança mudou e debater como fazer isso porque não é de uma hora para outra que se consegue”, observa.

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ESPECIAL: CUIDAR DO ALUNO

COMPARTILHAMENTO DE RESPONSABILIDADES

O recreio monitorado foi uma maneira interessante que o Centro Educacional Pioneiro encontrou para estimular o desenvolvimento da autonomia e trabalhar as regras de convívio e trocas de responsabilidades entre os alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A escola, localizada na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, vem dando a eles a oportunidade de definirem, por meio de assembleias, as atividades esportivas e os jogos de tabuleiro que querem praticar em parte do recreio. Eles distribuem isso ao longo da semana, definem ainda quais estudantes ficam encarregados de guardar o material bem como a distribuição do espaço físico. Também são responsáveis pelo rateio financeiro para a compra das bolas e demais equipamentos. Os professores apenas supervisionam e o resultado tem sido “uma integração muito forte entre eles”, avalia Vera Lúcia de Felice, diretora da Educação Infantil e Ensino Fundamental I da instituição. A diretora destaca que o Pioneiro sempre teve um trabalho fortemente baseado no desenvolvimento dos valores. E que estes não mudaram, senão “a valorização que se dá aos valores”, porque “os pais saíram para trabalhar, o contato com a criança é muito

menor e eles atribuem sim esse papel à escola, deixando muitas vezes a criança em período integral. Diante desta grande mudança social, entrou a necessidade de complementar ainda mais a formação do cidadão”, observa Vera Lúcia. E para que a parceria dê certo, a diretora diz que é indispensável haver sintonia entre escolas e familiares. Caso contrário, “se os pais não acreditarem na instituição, se perde a confiança e o aluno percebe isso”, tornando-se mais difícil o desenvolvimento das responsabilidades. O Centro Educacional promove diferentes ações junto às famílias ao longo do ano, “para que entendam esses valores que estão sendo trabalhados”. “Não é fácil, pois isso envolve limites, como desenvolver a responsabilidade de estudo via lições de casa, algo que a família deve supervisionar. Observar se fez todo dever, se interessa pelo que o filho está estudando, assistir o estudante dentro das tarefas que lhe são atribuídas”, ressalva a diretora. No Colégio Pentágono, as professoras da Educação Infantil resolveram criar um grupo de estudos que se reúne toda segunda-feira, no período noturno, “para aprender a lidar com essas questões”. Segundo a diretora da Educação Infantil da Unidade Perdizes, Claudia Damiani Mileo, as escolas vêm percebendo que é preciso “abraçar algumas coisas que dizem respeito à formação” e passaram a “buscar a consultoria de especialistas para entender os conflitos e compreender como se trabalha esse conteúdo atitudinal”. Segundo ela, “não dá para a escola se eximir deste papel, pois é no seu espaço coletivo que os valores recebidos em casa são praticados. E hoje estamos mais preparados conceitualmente para fazer valer esses valores junto das famílias, trazendo-as para perto”, finaliza Claudia. SAIBA MAIS CLAUDIA DAMIANI MILEO Claudinha@colegiopentagono.com ERNESTINA CONCEIÇÃO ZANQUETA KINSUI ernestina.educacao@santabarbara.sp.gov.br LUCIENE TOGNETTA lrpaulino@uol.com.br VERA LÚCIA DE FELICE vera@pioneiro.com.br

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Luciene destaca que “não existe mais a família ‘estendida’, ela está sozinha, a criança não convive com pais, tios, primos e avós, o que proporcionava toda uma orientação. Então a escola precisa dar conta de trazer essa família”, reitera. Isso significa mostrar aos pais que existe “outra forma de educar que não a permissividade ou a violência”. Mas é preciso também estabelecer uma interlocução diferenciada com as crianças, para que elas conheçam os “princípios pelos quais as regras são feitas, possam se expressar e tomem consciência de suas ações”. “As escolas devem pensar como construir as regras com as crianças, sentindo suas necessidades através de avalições diárias ou assembleias escolares. Quando os alunos ajudam a construir uma regra, eles se responsabilizam por ela.” Chefe do Departamento de Estudos e Normas Pedagógicas de Santa Bárbara D’Oeste, a educadora Ernestina Conceição Zanqueta Kinsui comenta que a responsabilidade das escolas aumentou pela própria expansão das redes de ensino no Brasil, o que gerou mais diversidade, um contato maior com as diferenças. Também as famílias mudaram bastante. “Com quatro a seis meses de idade as crianças já estão matriculadas no ambiente escolar e é nesse momento que surge o conflito sobre a quem compete educá-las”, diz. “Acontece aí um abandono dos pais em função de seu desconhecimento de que é possível ser competente profissionalmente e também como educadores, pois nem que seja por apenas duas horas diárias, eles devem se mostrar efetivamente presentes enquanto referência de valores e de parâmetros comportamentais”. Desta forma, “aumentou muito o trabalho para as escolas, ficou um jogo de empurra, em que não se conscientiza que esta é uma tarefa de todos, que somente pelo convívio na sociedade se poderão definir valores e normas de conduta, desenvolvendo um juízo moral”. Segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o “aprender a viver com os outros” e o “aprender a ser” compõem dois dos quatro pilares fundamentais da educação na sociedade do século XXI, incorporados que foram ao “aprender a conhecer” e “aprender a fazer” em relatório coordenado por Jacques Delors e publicado em 1999.

Ilustração: Fabian Ramos

NOVA FAMÍLIA, NOVOS PILARES EDUCACIONAIS

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GESTÃO: PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA VIDA ESCOLAR

Ilustração: Fabian Ramos

BONS MODELOS DE PARCERIA GERAM COMPROMETIMENTO COM FORMAÇÃO

Experiência de implantação de coordenadores de pais, desenvolvida pela Fundação Itaú Social em parceria com o Instituto Fernand Braudel e a Secretaria de Estado de Educação, revelou-se como grande estratégia de aproximação entre as famílias e as escolas. Também em Taboão da Serra e Santa Bárbara D’Oeste programas voltados às famílias têm se mostrado bons modelos de parcerias, assim como um conjunto de ações desenvolvidas pelo Colégio Magister, de São Paulo. Confira nas páginas a seguir. A EXPERIÊNCIA PILOTO DOS COORDENADORES DE PAIS

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ais de 80% dos pais dos alunos do Ensino Fundamental II e Médio da Escola Estadual Aquilino Ribeiro, localizada em Guaianazes, zona Leste de São Paulo, compareceram à reunião do primeiro trimestre deste ano, ou foram atendidos pela equipe docente em encontro posterior, conforme revela planilha apresentada pela coordenadora de pais Maria Aparecida Alexandre Custodio. Mas há três anos, quando a Fundação Itaú Social, o Instituto Fernand Braudel e a Secretaria de Estado da Educação iniciaram o projeto de coordenadores de pais em dez unidades da rede na região, dentro do Programa de Excelência em Gestão Educacional, a presença dos pais na escola “era quase zero”. Ex-funcionária terceirizada da Aquilino Ribeiro, mãe de quatro ex-estudantes e de uma aluna do Ensino Médio, avó de outro do 3º ano do Fundamental, Maria Aparecida ou simplesmente Cidinha mora há 27 anos no bairro e foi escolhida pela direção para desenvolver esse papel de coordenador de pais. “A proposta era chamá-los à participação na vida escolar dos filhos, mostrar a importância disso”, diz Cidinha, lembrando que durante o primeiro ano do projeto fez um mapeamento dos pais que nunca compareciam e foi atrás de cada família para identificar as razões disso. “A maioria alegava dificuldade de horário, então a direção ampliou o atendimento, que ocorre agora em período integral, das 7h às 21h”. Houve semanas, neste ano, que Cidinha realizou 80 atendimentos, fazendo a triagem dos casos e encaminhando os familiares a quem competia dar solução à sua demanda, professores e/ou coordenadores. A média é de 20 a 30 atendimentos semanais. A coordenadora é contratada e remunerada pelo Programa e cumpre com jornada semanal de 40 horas, montando uma agenda que possa contemplar as diferentes rotinas dos pais. Mas ela também realiza visitas domiciliares, cerca de 20 por mês. “Há situações em que eles não podem comparecer, cuidam de crianças pequenas ou portadoras de necessidades especiais”, explica. O importante, comenta, é estabelecer um vínculo e um compromisso do pai com a escola e com o próprio desenvolvimento do filho. “A participação começa em casa, com o seu envolvimento afetivo com tudo o que diz respeito à vida da criança”, observa. Vencida esta etapa, o pai começa a procurar a escola para tirar dúvidas e também a participar do Conselho de Escola ou da Associação de Pais e Mestres (APM), responsável pela destinação das verbas de custeio. “Na verdade, o coordenador de pais colabora para uma mudança da cultura, trazendo a família para a escola e facilitando a comunica-

Por Rosali Figueiredo ção entre esta e a comunidade, ou seja, ele ajuda a acolher esse pai”, explica Patrícia Mota Guedes, especialista em gestão educacional da Fundação Itaú Social. Inspirado em uma experiência desenvolvida em Nova York, o programa piloto da Fundação procurou trabalhar “com pessoas da própria comunidade”. “É um perfil profissional muito específico porque valorizamos o conhecimento local, além da capacidade interpessoal e de comunicação com os pais, as crianças e a equipe docente, com habilidades de mobilização que colaborem com ações de melhoria da escola”, diz. Assim, “o coordenador de pais se torna um grande aliado da equipe gestora, é um adulto que está próximo do aluno, o recebe na chegada à escola. Está próximo também do coordenador e professor, facilitando o contato destes com pais de alunos em dificuldades. Ele os envolve de forma propositiva com a escola, ajuda a organizar eventos e os convida para celebrarem as conquistas de seus filhos”, descreve Patrícia. O programa piloto da Fundação será concluído no final deste ano e, ao longo deste semestre, sua equipe estará debruçada sobre a análise dos resultados. “Serão avaliados impactos sobre a percepção dos pais em relação às escolas (acolhimento, acompanhamento do filho e compreensão da missão da instituição), os indicadores sobre o desempenho dos alunos, a melhoria na sua relação com os colegas e na mobilização”, diz a gestora. Para a coordenadora Cidinha, a trajetória de três anos já se mostrou vitoriosa, haja vista o retorno positivo que tem observado na mobilização em que está envolvida hoje: formar novos coordenadores de pais que possam atuar voluntariamente a partir de 2012, já que o governo do Estado não definiu se dará continuidade à experiência. “Foi muito difícil unir a comunidade, mas acredito que se ficarmos com cinco pais voluntários, já estará de bom tamanho.”

PROJETO INTERAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA: TABOÃO DA SERRA

Foram quatro mil visitas de professores às casas dos pais de alunos do Ensino Fundamental I em 2010, ou 36 mil em seis anos. Em 2011, em seu 7º ano, o Projeto Interação Família Escola da rede municipal de Taboão da Serra, município situado nos limites sudoeste da Capital paulista, está passando por reestruturação, mas a expectativa é que neste semestre haja a retomada das visitas domiciliares, as quais funcionam como importante “disparador de reflexão do professor em torno de sua prática pedagógica”, avalia Roberta Bellinato, supervisora de ensino e coordenadora do programa.

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GESTÃO: PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA VIDA ESCOLAR

PROJETO REIZINHOS FELIZES: SANTA BÁRBARA D’OESTE

Atuando há 33 anos com educação, a chefe do Departamento de Estudos e Normas Pedagógicas de Santa Bárbara D’Oeste, Ernestina Conceição Zanqueta Kinsui, acredita que a responsabilidade pela formação de valores em crianças, jovens e adolescentes deve ser “compartilhada por três pilares fundamentais: a família, a sociedade e a escola”. Nesse sentido, o Projeto Reizinhos Felizes, desenvolvido ano passado em 50 classes do 3º ao 5º ano, em 24 escolas da rede, procurou trabalhar, simultaneamente, a capacitação de professores e a conscientização de pais e alunos acerca das posturas éticas nos relacionamentos interpessoais. “Nas oficinas com professores e pais a abordagem foi a mesma: conscientizá-los da necessidade de proporcionar ao aluno parâmetros de valores de como se relacionar com o meio”, diz. Foram sete encontros com os docentes e um com os pais, baseados na leitura e discussão dos livros da coleção “Falando de Sentimentos”, de autoria da psicóloga Luciene Regina Tognetta, publicados pela Editora Adonis com apoio do Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo (ProAC). Entre os alunos, 1.700, o trabalho aconteceu em sala de aula também em torno dos livros da coleção, durante três meses, e envolveu a pre-

sença da autora, de contadores de histórias e do ilustrador das obras. A psicóloga Luciene Tognetta, que coordenou a implantação das oficinas, afirma que o objetivo central foi capacitar o professor “para trabalhar a indisciplina na escola, mas, para que ele possa fazer isso, as crianças precisam se conhecer, conhecer ética e aprender a resolver os conflitos coletivamente”. Foram propostas “situações em que as crianças pudessem, prazerosamente, manifestar sentimentos e emoções em prol de suas relações consigo mesmas e com os outros, visando a superação de condutas agressivas”. Já os encontros com os professores totalizaram 45 horas e, com os pais, divididos em 20 grupos, atividades de duas horas. Para a chefe do Departamento de Estudos e Normas Pedagógicas de Santa Bárbara, Ernestina Kinsui, “os resultados foram satisfatórios, porque ainda existem familiares preocupados com o desenvolvimento de valores em seus filhos”.

A ESCOLA COMO LUGAR DE REFERÊNCIA PARA PAIS E FILHOS: MAGISTER

Este semestre promete para os estudantes das duas unidades do Colégio Magister, instituição que atua há 40 anos na zona Sul de São Paulo. Logo na primeira quinzena deste mês, está programado um Fórum da Juventude na sede da Rua Beijuí, Jardim Marajoara. Em setembro, por sua vez, as crianças menores receberão os avós na unidade Júnior, mas haverá outras atividades nas unidades até o final do ano, como o festival de esportes, a mostra cultural e um bazar de Natal. Em boa parte dos eventos, a participação direta ou indireta da família entra como um pilar indispensável à experiência empreendida com o aluno. “A escola vem desde o ano passado trazendo mais a família para o envolvimento formativo da criança, por isso desenvolvemos projetos de responsabilidade social e eventos em que haja a comunhão entre as partes”, afirma Carlos Enrique Garcia, professor de Teatro e coordenador das ações sociais na instituição. Neste ano, o Magister promoveu a segunda edição do Dia da Família, que desde 2010 substituiu as comemorações tradicionais do Dia das Mães e Dia dos Pais. Segundo a escola, a proposta atende a orientações da Unesco, no sentido de se criar oportunidades de colocá-la como local de referência para pais e filhos, “aquecendo, assim, o relacionamento familiar”. Pais e alunos participam juntos de momentos lúdicos, como brincadeiras e oficinas educativas. Outra proposta da escola é promover reuniões periódicas entre os pais e a equipe docente “com o objetivo de formação”, abordando-se temas específicos para cada série. Também são organizadas palestras abertas às famílias e à comunidade acerca de questões contemporâneas, definidas pela direção pedagógica e a coordenação. No semestre passado, o colégio realizou dois encontros, um sobre Mídias e Tecnologia, com a professora Maria da Graça Setton, da Universidade de São Paulo, e outro sobre como falar do consumo de drogas e álcool com os estudantes, tema desenvolvido pelo psicólogo Murilo Battisti, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Unifesp (Cebrid/Universidade Federal de São Paulo). O Colégio Magister vem registrando um aumento na participação dos pais em todos esses encontros, além de ter anotado bons resultados em sua estratégia de agendamento de encontros individuais. Segundo o professor Carlos Enrique, a importância educacional das escolas aumentou na medida em que as famílias passaram a ter menos tempo para lidar com as crianças. “A sua formação deveria estar mais centrada na figura da família, mas, infelizmente, a escola acaba tendo que abraçar dois papéis, o de educar e o da escolarização”, defende o professor.

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Pedagoga graduada pela Universidade de São Paulo, onde cursa mestrado em Pedagogia Social, Roberta afirma que a ideia é buscar na família elementos que permitam ao professor compreender um pouco mais o universo do aluno, e ao mesmo tempo facilitar uma relação de maior entrosamento e confiança entre escola, os pais e estudantes. “Em uma avaliação que realizamos com professores no final de 2010, 62% revelaram que houve melhora na aprendizagem após as visitas, 34% identificaram novo entrosamento e 66% modificaram, em algum ponto, a sua prática pedagógica”, apresenta Roberta. Segundo ela, as visitas possibilitam ao professor compreender o contexto sem culpar nem julgar o aluno, desencadeiam uma prática mais tolerante e ajudam a estabelecer as verdadeiras responsabilidades dos pais e da escola neste processo. “O professor percebe como a escola é importante para mudar a vida de uma criança, ao mesmo tempo em que a família passa a auxiliar o filho a se tornar um bom estudante, a construir uma postura de autoestima e confiança.” E nessa nova relação, mais próxima e aberta, “o aluno se sente mais a vontade para conversar, questionar e tirar dúvidas com o professor, o que é decisivo para a aprendizagem”. As visitas são feitas somente junto às famílias que aceitam receber o professor, através de um agendamento que ele próprio faz. “O laço de confiança entre escola e família se estreita, esta passa a entender a instituição de outra forma, a acompanhar o filho, a procurar o professor, ou seja, a visita favorece a integração.” Por outro lado, em sala de aula, muitas das situações observadas em casa ajudam a introduzir novas temáticas na abordagem dos conteúdos, “favorecendo uma prática mais real, contextualizada e articulada com a vida da criança”. É uma perspectiva educacional que considera o aluno como “indivíduo multifacetado, não apenas um ser cognitivo, mas perpassado por outras relações, que são afetivas, sociais, relacionais, ou seja, tudo aquilo que muitas vezes o professor não consegue visualizar apenas na sala de aula”, finaliza Roberta.

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GESTÃO: PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA VIDA ESCOLAR ESCOLA DISTRIBUI GUIA DE ORIENTAÇÃO AOS PAIS

A Escola Estadual Aquilino Ribeiro costuma distribuir aos pais de seus 1.600 alunos do Ensino Fundamental e Médio um guia com orientações simples de como lidar com o dia a dia da vida escolar do filho. O propósito é envolvê-los com a dinâmica da escola e deixar claro que eles devem procurar o coordenador de pais e a equipe docente em caso de dúvidas, reclamações e sugestões. Confira abaixo.

Este folheto tem algumas dicas sobre o que você pode fazer para participar mais da vida escolar do seu filho. Sabemos as dificuldades que todos nós temos que enfrentar: ser mãe, ser pai, trabalhar longe de casa, mas não podemos deixar de auxiliar nessa importante tarefa que é a de educar. Realização Instituto Fernand Braudel EE Aquilino Ribeiro 2011 LEIA AS DICAS ABAIXO: • Olhar sempre o caderno de seu filho, assim você pode saber se ele está fazendo as atividades e até mesmo se ele está indo para escola. É importante que você peça que ele sempre marque as datas das aulas. • Sempre que possível vá até a escola, converse com a coordenação para saber o andamento do seu filho na escola. • Peça sempre para ver as provas do seu filho. Isso ajuda você a saber quais são as datas das provas e, se possível, você pode fazer um calendário com estas datas. Procure deixar em local visível, isto ajuda seu filho a não esquecer as datas e a você pode verificar se ele está se preparando para a prova. • Procure conhecer os amigos de seu filho na escola, isso pode ajudá-lo a saber um pouco mais sobre o comportamento dele que, muitas vez, pode ser parecido com os dos amigos. • Converse com seu filho para saber suas opiniões, seus sonhos,

isto além de aproximá-los cria um vínculo de respeito e confiança mútuo. • Procure saber a rotina de funcionamento da escola tais como, horários de entrada, saída, intervalos, projetos em andamento/ eventos, entre outros. • É importante saber quem é a equipe de profissionais que trabalham na escola tais como professores, coordenadores, inspetores, equipe de limpeza, da merenda, direção, coordenador de pais, porque isso o aproxima um pouco mais da vida escolar de seu filho. • Qualquer dúvida, sugestão, reclamação, referente ao cotidiano escolar de seu filho procure a coordenadora de pais, Cidinha, para que ela possa direcionar o seu caso a pessoa certa. Cidinha está na escola: - Segundas, quartas e sextas - Feiras: Das 7h00 ao 12h30 e das 19h00 às 21h30 - Terças e Quintas: Das 7h00 às 16h00

NO WWW.DIRECIONALESCOLAS.COM.BR, LEIA Reportagem com o advogado Cristiano de Souza Oliveira, abordando as mudanças que aconteceram na legislação brasileira e passaram a estimular participação maior dos pais na vida escolar.

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SAIBA MAIS CARLOS ENRIQUE GARCIA enrique@magister.com.br

MARIA APARECIDA ALEXANDRE CUSTODIO custodioaparecida@ig.com.br

COLÉGIO MAGISTER luciene_pereira@magister.com.br

PATRÍCIA MOTA GUEDES Patrícia.mota-guedes@itau-unibanco.com.br

ERNESTINA CONCEIÇÃO ZANQUETA KINSUI ernestina.educacao@santabarbara.sp.gov.br

ROBERTA BELLINATO be_nato@yahoo.com.br

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DE CONSUMIDORES PASSIVOS A PRODUTORES DO CONHECIMENTO Por Rosali Figueiredo

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Colégio Visconde de Porto Seguro está montando uma grande equipe de especialistas em Tecnologia da Educação, que deverá chegar ao número de 30 pessoas até o final deste ano e terá como finalidade fazer a inserção das chamadas TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) no desenvolvimento de seu projeto pedagógico. “Estamos olhando a tecnologia como meio e não como fim, como instrumento de trabalho do aluno e do professor, colocando ambos como autores e produzindo conteúdo através desses recursos”, afirma Renata Pastore, diretora de Tecnologia da Educação da escola, especializada em Mídias Digitais para a área. Já o Centro Educacional Pioneiro implantou um Programa de Informática Educativa para atender aos seus alunos do horário integral, mas dispõe de especialistas que auxiliam professores e alunos no uso dessas tecnologias em suas atividades curriculares. Os dois casos ilustram bem a expansão do uso de softwares, games e recursos interativos da web 2.0 como recursos de ensino-aprendizagem. Revelam ainda uma tendência e uma transição. Na transição, observa-se que as antigas aulas de informática, que tinham como foco apenas ensinar o aluno a usar a nova ferramenta, deram lugar a uma nova postura, de domínio e produção de conhecimento a partir da aplicação desses instrumentos. Já a tendência aponta para a incorporação crescente da tecnologia como componente indispensável ao desenvolvimento do projeto pedagógico. No Colégio Porto Seguro, que possui unidades nos bairros do Morumbi e Panamby, zona Sul de São Paulo, e no município de Valinhos, 1.200 máquinas estão hoje voltadas ao uso exclusivo pelo setor pedagógico, “100% delas com cobertura Wi-Fi”, diz Renata. Até o final deste ano, cada sala de

Ilustração: Fabian Ramos

DICA: SOFTWARES (MAPAS, GLOBOS, JOGOS ETC.)

aula da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental estará equipada com lousas digitais, mas todas as salas do colégio já dispõem de computadores. A equipe que está sendo montada pretende, justamente, dar suporte aos professores. Com 10.500 alunos nas três unidades, o Porto Seguro tem hoje cerca de 800 docentes. Parte da capacitação será realizada por meio de um convênio com a Microsoft, de formação de professores inovadores, mas há também educadores que já estão recebendo MacBook Pro, uma plataforma concorrente, para trabalhar com os alunos. Segundo a professora da equipe, Bianca Santana, pesquisadora, mestranda e especialista na área, a intenção é oferecer “diversidade” aos alunos e educadores, o que inclui até oficinas de desenvolvimento de novos hardwares a partir do reaproveitamento de materiais obsoletos. Nesse sentido, as diferentes plataformas, softwares (livres ou não), jogos e redes vinculadas à web 2.0 acabam compondo um rico mosaico de possibilidades de exploração e reconstrução do conhecimento. Segundo Débora Sebriam, coordenadora de Tecnologia Educativa do Centro Educacional Pioneiro, escola localizada na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, há forte tendência para um uso cada vez maior das redes sociais, como Twitter, You Tube e Facebook. Mestre em Engenharia de Mídias para a Educação, Débora revela, por exemplo, que neste semestre programou com os alunos o desenvolvimento de atividades com o

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RECURSOS LIVRES

Uma das possibilidades das escolas é optar por programas de uso livre, os quais se inserem na concepção dos chamados Recursos Educacionais Abertos. A educadora Bianca Santana, participante do Projeto REA-Br, afirma que este conceito atinge a qualquer material que o professor venha a utilizar em seu trabalho, de livros impressos a softwares. Segundo ela, os produtos têm um autor, que deve ser reconhecido e remunerado, mas a ideia é poder produzir algo novo em cima deste trabalho, dando ao professor a possibilidade de adaptá-lo a uma realidade ou região. “O professor sai então do papel passivo de consumidor para uma posição ativa de autor e pode convidar o próprio aluno a também se tornar um autor”, complementa. Mas Bianca defende que as escolas possibilitem o acesso dos estudantes a todos os tipos de softwares, mesmo os licenciados, “para mostrar aos alunos a diversidade dos sistemas operacionais, permitindo a eles ser fluentes em diferentes linguagens e plataformas móveis”. Bianca arremata que “autonomia” e “diversidade” são duas palavras-chaves em tecnologia educativa. “O papel da escola é convidar o aluno para ser sujeito da produção”, arremata a pesquisadora. SAIBA MAIS BIANCA SANTANA www.rea.net.br biancasantana@gmail.com DEBORA SEBRIAM http://iepioneiro.blogspot.com deborasebriam@gmail.com RENATA PASTORE rpastore@portoseguro.org.br Na Próxima Edição: Professor Tutor, Professor Mediador

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Twitter e produção de animações para publicação no You Tube. Os softwares, para sobreviver neste contexto, terão que se integrar às redes sociais, pois a grande vantagem destas, segundo pontua Débora, “é a possibilidade de abrir e compartilhar conhecimento, gerar debates, críticas e colaborações, inspirar outras iniciativas”. O Twitter, com sua limitação de 140 caracteres, auxilia no desenvolvimento de textos claros e objetivos. O Facebook, por sua vez, amplia a possibilidade de debate em um grupo, permite inserir notas e comentários. “Ele possui recursos para se transformar em uma plataforma educativa”, observa Débora, destacando que algumas instituições de ensino superior já o utilizam com essa finalidade. Na abordagem com os professores, o especialista procura orientar sobre qual dessas ferramentas melhor se adapta às ideias ou projetos. “Pode ser a web 2.0 (com blogs, redes sociais e recursos como o Google Earth ou Google Art Project), games ou softwares de autoria, como o Visual Class ou o Hot Potatoes, que fornecem possibilidades de se montar um roteiro inteiro de associações, palavras cruzadas, jogo da memória.” Ambos os softwares são indicados, por exemplo, para os processos de alfabetização, enquanto as redes sociais podem ser trabalhadas a partir do 5º ano. O 2º ano do Ensino Médio do Pioneiro utilizou a ferramenta Google Sketchup em suas aulas de Desenho Geométrico, quando foram tratados elementos como Prisma, Pirâmide, Cilindro e Cone (confira no link http://piomedio.blogspot.com/2011/06/2oem-usando-google-sketchup-nas-aulas. html). Os estudantes do 9º ano, por sua vez, conquistaram o 3º lugar em um concurso de produção de vídeos digitais, o KWN (Kid Witness News), promovido pela Panasonic, abordando o tema da comunicação e explorando os perigos ocultos e inerentes às redes sociais (confira em http://pioneironews.blogspot.com/2011/04/concurso-panasonic-kwn-2011-somos-3.html).

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DICA: SOFTWARES (MAPAS, GLOBOS, JOGOS ETC.)

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PERFIL DA ESCOLA: COLÉGIO ALBERT SABIN

EXCELÊNCIA NO CONHECIMENTO INTEGRADA AOS ESPORTES E CULTURA

Uma escola viva, em movimento e que visa ao encantamento dos alunos: a frase define bem o ambiente e a experiência de aprendizagem proporcionada pelo Colégio Albert Sabin, em São Paulo. A escola que nasceu há apenas 18 anos, sob o signo da modernidade, busca formar um jovem protagonista e autônomo, construtor de seu próprio futuro. Por Rosali Figueiredo Fotos Rafael Lima

dantes são habilitados também neste idioma para receberem certificação internacional. O terceiro pilar é a qualidade de vida, em que entra o Programa Sabin Mais Esporte e Cultura, tornando o Colégio referência em campeonatos esportivos estudantis e nas maratonas temáticas. Finalmente, o quarto pilar é o “encantamento”, descreve a diretora pedagógica Giselle Magnossão Vilar de Carvalho. “Buscamos construir uma convivência prazerosa, pautada

em valores, em que o aluno se sente respeitado. Procuramos ainda proporcionar um espaço leve, bem cuidado, que lhe dê prazer em estudar muito, estar com o colega e desenvolver as atividades.” Doutoranda pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em Linguística Aplicada, onde estuda a cultura escolar e o papel do diretor, Giselle destaca que os bons resultados obtidos no ENEM apenas sinalizam uma parte do perfil da escola, que é feito ainda deste investimento na gestão administrativa, no clima organizacional e na infraestrutura, incluindo “o capricho com a apresentação estética, a limpeza e os jardins”. Para tanto, o Colégio conta com uma estrutura de 301 funcionários, entre os quais 22 assessores pedagógicos por área do conhecimento e 145 professores. Seu espaço físico é privilegiado, com 17 mil e quinhentos metros quadrados de instalações novas, modernas e muito bem cuidadas. A vida escolar do Sabin se distribui entre os prédios Picasso (voltado às atividades complementares, tem ainda restaurante e anfiteatro) e Monet

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Colégio Albert Sabin ganhou notoriedade de mídia como uma das escolas melhor ranqueadas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), mantendo, ano a ano, sempre as primeiras posições entre as instituições públicas e privadas. Também se destaca pelas medalhas que seus alunos vêm obtendo em olimpíadas nacionais e internacionais de Matemática, Física, Química e História, ou ainda em campeonatos esportivos. Entretanto, o bom trabalho de uma escola também pode ser medido pela afinidade que os estudantes demonstram com o seu espaço, eventos, professores e demais colaboradores, além dos próprios colegas. Quando encerram as atividades escolares, não é difícil de observar grupos de jovens do Ensino Médio que insistem em permanecer na escola, reunidos no pátio, tocando violão, cantando, lendo ou conversando. Este costuma ser um bom sinal da relação de comprometimento e confiança que uma escola consegue construir com seus alunos. Fundado em 1993 no Parque dos Príncipes, o Albert Sabin não demorou em se tornar referência de ensino na região Oeste de São Paulo e hoje atende a 2.580 alunos em sua unidade principal, do Maternal ao Ensino Médio, e outros 254 em uma escola exclusiva de Educação Infantil localizada na Vila São Francisco. Seus mantenedores já preparam a construção de outra instituição, o futuro Colégio Vital Brazil, também na região Oeste, mas de perfil um pouco diferenciado, mais voltado ao conteúdo. No Albert Sabin, o projeto pedagógico está baseado em quatro grandes pilares. O primeiro é a excelência acadêmica do conteúdo, do conhecimento, em que fica clara a responsabilidade da escola em cumprir com seu papel de escolarização e preparo do jovem para o vestibular, o mercado de trabalho e a construção de um futuro. O segundo pilar é dotá-lo de fluência em pelo menos um idioma estrangeiro, especialmente o Inglês, para o qual o Colégio desenvolveu um centro exclusivo, com laboratórios e sala multimídia e uma metodologia própria, que torna o aluno capaz de obter certificação internacional no idioma ao concluir o Ensino Médio. Também o ensino do Espanhol recebe boa estrutura e os estudantes mais interessados podem frequentar aulas complementares no horário invertido. Segundo o colégio, os estu-

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PERFIL DA ESCOLA: COLÉGIO ALBERT SABIN (com salas de aula e outro anfiteatro), sete quadras externas, dois ginásios de esportes cobertos, quatro piscinas aquecidas (duas cobertas e duas descobertas), biblioteca, brinquedoteca, cozinha experimental, laboratórios, estação meteorológica, centro multimídia, sala de xadrez, entre muitos outros.

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A GESTÃO DA EXCELÊNCIA

Plano de carreira, formação continuada, monitoramento próximo e meticuloso do desempenho escolar de cada aluno e acompanhamento das aulas constituem as bases do processo de gestão da aprendizagem do Colégio Albert Sabin. A matriz curricular obrigatória e complementar dos estudantes costuma preencher boa parte de seus dias. Mas além do horário de seis a sete horas diárias (respectivamente no Fundamental e no Ensino Médio), a eles são oferecidos programas especiais de estudos em Matemática e Português (para o EF II e o EM); módulos preparatórios para as olimpíadas (do 6º ano ao EM); de aprofundamento para o 1º e 2º ano do EM, nas disciplinas de Português, Matemática, História, Geografia, Física, Química ou Biologia; e de aprofundamento para o 3º ano do EM, antecedendo os vestibulares, com aulas de segunda a sábado. Outros dois programas auxiliam os estudantes em algumas transições, como os ingressantes no Colégio ou em etapas como o Fundamental I e o Fundamental II. Finalmente, a escola proporciona oficinas de redação, aulas de apoio e plantões de dúvidas. De acordo com Giselle Magnossão, cerca de 90% de seus educadores possuem títulos de pós-graduação em lato ou stricto sensu, entre os quais, “grande número de mestres, oito doutorandos e quatro doutores”. “A pós-graduação é pré-requisito para integrar a equipe da escola”, diz Giselle. Além disso, o Colégio promove formação interna em Português, Matemática, Artes e História por meio de consultoria externa. “A cada ano, os assessores de área avaliam as necessidades da equipe e elegem um programa para o período seguinte”, explica. Finalmente, para os cursos de pós, o professor conta com subsídio do Sabin. “Temos muita gente aqui estudando o tempo todo”, complementa a diretora. A qualidade da própria equipe entra, assim,

como uma das bases da excelência acadêmica. É um processo sistemático de atualização e aprimoramento, coordenado de perto pelos 22 assessores de área, os quais identificam as lacunas a serem trabalhadas, lideram projetos, assistem aulas e acompanham as provas no sentido de orientar os professores. Também os assessores externos e os professores acompanham as aulas, uns dos outros. Segundo Giselle, cada departamento apresenta um caminho próprio, mas a ideia é que estejam todos envolvidos, o tempo inteiro, na construção do projeto pedagógico da escola. Por isso a diretora a define, apropriadamente, como “escola viva, em movimento”.

CUIDAR DO ALUNO

Em relação ao estudante, o acompanhamento e atendimento são individualizados, em que a própria diretora, ao menos no fechamento do trimestre, avalia o desempenho de cada um, o que evita o risco, sempre presente em uma escola grande, de “se perder alguma coisa”. O ponto alto deste trabalho é o bonito programa de apadrinhamento que os professores do 3º ano do Ensino Médio desenvolvem com seus alunos. “O jovem é quem escolhe aquele que deverá acompanhá-lo em um contato mais direto, orientando-o em relação à escolha profissional, ao vestibular, ao estresse da carga de estudos, entre outros”, explica a diretora. Eles se encontram fora do espaço das atividades, compartilhando, por exemplo, almoços no restaurante da escola. Outro aspecto relacionado ao cuidar do aluno está na parceria com as famílias. Gisele Piloto, pedagoga com especialização em Psicopedagogia e analista de atendimento às famílias, destaca que o Albert Sabin oferece uma programação esportiva extra aos pais no período noturno, entre 18h e 22h, permitindo-lhes vivenciar um pouco mais o ambiente escolar e conhecer uns aos outros. São pelo menos 300 pais realizando aulas de hidroginástica, vôlei, alongamento e ginástica, sob acompanhamento profissional, dentro do Programa Sabin Mais Esporte e Cultura. Todos os pais têm ainda sua entrada franqueada ao espaço escolar e uma agenda de pelo menos quatro palestras anuais, além de eventos como a festa junina, que chega a reunir sete mil visitantes, compartilhando o clima leve vivenciado diariamente pelos seus filhos. SAIBA MAIS GISELLE MAGNOSSÃO VILAR DE CARVALHO giselle@albertsabin.com.br GISELE PILOTO giselepiloto@albertsabin.com.br

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DICA: ATIVIDADES DE LIVRE ESCOLHA

Ilustração: Fabian Ramos

DIVERSÃO NA APRENDIZAGEM Por Rafael Lima

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ursos extracurriculares de livre escolha podem transformar o colégio em um ambiente onde a arte, o lúdico e os esportes atraiam os estudantes, melhorem sua saúde física e emocional, despertem talentos e habilidades e favoreçam a inserção social. A escola Projeto Vida, localizada na zona Norte de São Paulo, promove há 20 anos atividades livres e hoje oferece 15 cursos, como violão, teatro, animação em 3D e circo. A aceitação dos estudantes tem sido ótima, avalia a coordenadora cultural Elisabete Vecchiato. “Temos 670 participantes nas várias modalidades. Portanto, mais da metade dos alunos procuram os cursos complementares”, diz. Segundo ela, as atividades visam à ampliação cultural dos alunos. “Elas estão alinhadas à proposta pedagógica da escola e contribuem para a formação deles, visto que promovem o aprendizado de habilidades e competências que nem sempre o horário escolar formal consegue suprir”. Outro ponto interessante é o fortalecimento da convivência entre os estudantes. E ressalta ainda que as atividades artísticas acabam despertando qualidades e habilidades que poderão ser aproveitadas por toda a vida. É o caso da música, que segundo a professora de canto Eliane de Freitas, favorece o desenvolvimento humano. “Um bom trabalho musical sensibiliza, acalma, alegra, ajuda na concentração e coordenação. Dessa forma, os benefícios para a escola e comunidade são inúmeros. Pessoas menos agitadas e violentas se tornam mais atentas e disciplinadas, também há melhora na postura do cidadão e no convívio em sociedade”, afirma. Eliane de Freitas atua como voluntária no ensino de canto coral em escolas públicas de São Paulo e também leciona musicalização infantil em colégios particulares. Em seu trabalho com a musicalização em bebês, por exemplo,

Eliane opta por canções interpretadas com movimentos rítmicos, o uso de brinquedos de diferentes texturas, formas e tamanhos que produzem sons (apitos, chocalhos, tambores, entre outros), além de jogos rítmicos com palminhas e movimentos corporais. Cursos que visam complementar a formação dos alunos no que diz respeito às matérias tradicionais também são uma possibilidade. O Colégio São Domingos, na zona Oeste de São Paulo, oferece programas de Expansão Cultural. “A grade é montada de acordo com a demanda da atividade e os objetivos propostos para o semestre”, diz o coordenador do Ensino Médio, Ricardo Francisco. A escola disponibiliza projetos de orientação para monografia aos alunos do 2° ano do Ensino Médio e outros voltados à política internacional e Filosofia para os estudantes do 9° ano. No entanto, a prática artística também encontra espaço na programação, por meio das atividades de artes cênicas e vivências corporais. Desta forma, a escola proporciona um ambiente onde a diversão e a aprendizagem andam juntas no desenvolvimento cultural, social e cognitivo das crianças e adolescentes, propiciando ainda tranquilidade e facilidade para a vida corrida dos pais. SAIBA MAIS COLÉGIO SÃO DOMINGOS www.sdomingos.com.br secretaria@sdomingos.com.br ELIANE DE FREITAS elianedefreitas33@hotmail.com ESCOLA PROJETO VIDA www.projetovida.com.br bete@projetovida.com.br Na Próxima Edição: Atividades de Livre Escolha (Esportes)

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FIQUE DE OLHO: GRÁFICAS, COPIADORAS E DUPLICADORES DIGITAIS

A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA Por Rafael Lima

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DESIGN

A Design Editora e Gráfica oferece grande variedade de produtos, tais como agenda personalizada com acabamento especial, fichário, folder, mala direta e informativos internos. “Estamos adquirindo máquinas mais modernas. Iremos atender os atuais e futuros clientes com maior rapidez e melhorar também nossa qualidade - que já é comprovada ao longo de 20 anos”, destaca o diretor Wagner Gaeta. Os materiais confeccionados na Design passam por um rígido controle de qualidade, a fim de garantir a excelência dos produtos. “Nosso carro-chefe são as agendas, devido à quantidade que, anualmente, movimentamos. Podemos atender desde uma escola que precisa de 200 unidades a uma rede de ensino que necessite de 15 mil”, afirma o empresário. A empresa atende a clientes de todo país. Fale com a Design: 11 2673-4444 www.graficadesign.com.br graficadesign@graficadesign.com.br

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FABRICOLOR

A Gráfica e Editora Fabricolor atua há 18 anos e oferece todos os tipos de impressão, agendas e envelopes. Localizada em São Paulo, preza pela eficácia de seus produtos e atendimento diferenciado. A mala direta personalizada, por exemplo, é um serviço com boa aceitação entre os clientes, conforme destaca a empresária Miriam Guerreiro. “A escola envia o seu banco de dados e os alunos recebem em casa este contato com a instituição”, pontua. Até o mês de setembro a Fabricolor manterá uma promoção nas agendas para leitores da Revista Direcional Escolas. No site é possível encontrar o portfólio da empresa, além do mailing dos seus principais clientes. O atendimento é realizado em diversos estados brasileiros mediante negociação. Fale com a Fabricolor: 11 5011-2000 www.graficafabricolor.com.br vendas@graficafabricolor.com.br

Ilustração: Fabian Ramos

ma logomarca forte pode trazer muita credibilidade à escola. Produtos como cadernos e agendas personalizadas também representam importante ponto de comunicação entre a instituição e seus diferentes públicos, especialmente professores, alunos e familiares. Além disso, datas comemorativas como o Dia das Mães e o Natal são oportunidades de apresentar brindes e presentes muito criativos, que servirão como ótimas lembranças aos pais e às crianças e atuarão como reforço da imagem. Esta jamais pode ser descuidada, mesmo quando se trata de impressão e cópias de materiais que circularão internamente. Conheça, neste Fique de Olho, gráficas e serviços de locação, compra e assistência técnica que oferecem os mais variados produtos às escolas, com qualidade comprovada e facilidades exclusivas de pagamento, propondo ótima relação entre custo e benefício.

FACIOLI

A Facioli oferece grande variedade de brindes, cartões e presentes personalizados para datas comemorativas. Também trabalha com agendas, calendários e demais impressos. Segundo a diretora de Criação e Marketing, Elaine Clemente, as datas comemorativas são boas oportunidades para conhecer os produtos da empresa, que preza pela qualidade, criatividade e boa relação custo benefício. “Em 2011 lançamos, para o Dia das Mães, bolsas personalizadas com foto. Para o Dia dos Pais temos uma linda caixa de ferramentas para a criança destacar e montar, com uma mensagem especial para o papai”, revela. Para o segundo semestre, a Facioli anuncia ainda novidades para recordação escolar e formatura, além de uma caixa personalizada para o Natal. Seus produtos podem ser elaborados com a logomarca da escola, foto do aluno ou texto comemorativo, destaca Elaine. A empresa comercializa para todo Brasil por meio da loja virtual ou telefone. Fale com a Facioli: 11 2957-5111 www.facioli.com.br escolas@facioli.com.br

FF SISTEMAS DE IMPRESSÃO

A FF Sistemas de Impressão tem o objetivo de oferecer mão de obra qualificada em consultoria e assistência técnica em sistemas de impressão, visando gerenciamento eficaz e redução de custos. Duplicadores, copiadoras, impressoras e multifuncionais estão entre os produtos disponíveis, e as opções são vastas. É possível, por exemplo, adotar os melhores equipamentos para médios ou grandes ambientes, além de monitorar as redes do sistema em tempo real. Com a FF a produtividade da impressão é potencializada e os custos planejados. A empresa atende a clientes em todo Brasil. Fale com a FF: 11 2026-1853 www.ffsolutions.com.br ffsolutions@ffsolutions.com.br

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FIQUE DE OLHO: GRÁFICAS, COPIADORAS E DUPLICADORES DIGITAIS FELIXCOP

A Felixcop comercializa copiadoras, multifuncionais e suprimentos das marcas mais conceituadas do mercado. A empresa também oferece locação dos equipamentos e assistência técnica. “Estamos no mercado há mais de 16 anos e temos profissionais capacitados para atendimento”, destaca o empresário Sérgio Felix. O site da empresa disponibiliza um descritivo detalhado dos produtos à venda. Neste ano, a Felixcop está realizando promoção exclusiva para diferentes multifuncionais. A empresa atende em todo Estado de São Paulo. Fale com a Felixcop: 11 2687-2162 www.felixcop.com.br sergio@felixcop.com.br

LASER SUL

Há 11 anos no mercado, a Laser Sul trabalha com locação de impressoras, copiadoras e multifuncionais, além de venda de suprimentos para os produtos e assistência técnica. Segundo o diretor comercial, Fábio Gonçalves, os serviços de outsourcing (locação) representam o carro-chefe da empresa. “Fornecemos equipamentos novos e adequados à demanda da escola, substituindo aqueles em uso, muitas vezes obsoletos e incompatíveis com o volume de impressão ou cópia exigido”, diz. É possível ainda gerenciar o que é impresso em qualquer equipamento ligado via rede. Ao contratar a Laser Sul, as escolas concentram todas as necessidades em um único fornecedor, o que representa redução de custos e facilidades no pagamento e organização, ressalta. A empresa possui a certificação de qualidade ISO:9001 e laboratório próprio para manutenção dos equipamentos. Também é importadora de peças. “Estamos plenamente capacitados para atender nossos clientes e manter a base de equipamentos sempre operante”, conclui o diretor, que atua com 15 estados brasileiros e presta serviços por uma rede de parceiros.

PIMENTA GRÁFICA

Há mais de 10 anos no mercado, a Pimenta Gráfica oferece a escolas produtos como agendas, folders e cadernos personalizados. Segundo o diretor comercial Sérgio Pimenta, as agendas representam uma grande força da empresa, devido a sua qualidade privilegiada e custo atrativo. Neste ano a Pimenta lançou uma linha completa de cadernos para linguagem, quadriculado e caligrafia, todos com o logo da escola. “Para compras acima de 200 agendas, personalizamos com a logomarca colorida da instituição e preços a partir de R$8,90”, anuncia Sérgio. A promoção é válida exceto para agendas datadas, e funciona por tempo indeterminado. A empresa atende em todo Brasil, não cobra taxa de entrega para a Grande São Paulo e facilita o pagamento em até três vezes. Fale com a Pimenta: 11 3384-8064 spimentagrafica@ig.com.br

PROMOPRESS

Para escolas, a Promopress atua na venda de folders, pastas, envelopes, fichas, calendários, cadernos, entre outros. A mala direta representa o carro-chefe da empresa, pois pode ser personalizada, se tornando um bom diferencial para o colégio. Este ano a empresa irá oferecer ainda serviços de impressão digital tanto colorida quanto em preto e branco. “Nosso maior objetivo é ter um atendimento diferenciado e orientado para se ter um produto final de excelente qualidade e com um custo adequado”, afirma o diretor comercial Jorge Tadei. A Promopress atende em todo país mediante transportadora ou Correios. Fale com a Promopress: 11 2366-6929 www.promopress.com.br diretoria@promopress.com.br

Fale com a Laser Sul: 11 2608-7950 www.lasersul.com.br lasersul@lasersul.com.br

Fundada em 1962, a Vallilo comercializa, entre outros, folders, agendas escolares e cadernos personalizados. Estes, por exemplo, podem vir com capa dura, texturizada e aveludada, além de serem impressos com a marca da escola. Funcionam como uma boa ferramenta para divulgar concursos, eventos e trabalhos realizados pelos alunos, além de fortalecer a marca do colégio. “Os pais poderão, a partir desse material, participar um pouco da vida escolar de seus filhos”, destaca o diretor Walemar Vallilo. Entre seus diferenciais, Vallilo destaca a qualidade dos produtos, seguida pela inovação. “O atendimento direto com a escola faz a comunicação ser mais fluída, de forma a garantir a diferenciação do serviço”, avalia o empresário. A empresa atende em todo o país e até o mês de setembro estará com preços especiais para pedidos confirmados. Fale com a Vallilo 11 3208-5284 www.graficavallilo.com.br comercial@graficavallilo.com.br

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Ilustração: Fabian Ramos

VALLILO

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DICA: ENERGIA (GERADOR & BOILER)

Ilustração: Fabian Ramos

FONTES ALTERNATIVAS REDUZEM CUSTOS E EVITAM APAGÕES Por Rafael Lima

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Qual a melhor maneira de gerar

energia elétrica ou se preparar para os momentos de apagão? Provavelmente, esta é uma das questões com a qual muitos diretores de escola se depararam ao longo do primeiro semestre do ano, em função das constantes quedas de energia provocadas pelos temporais e ventos fortes em grandes cidades do Sudeste brasileiro. Em um ambiente repleto de crianças, é necessário pensar na melhor solução, tanto em termos de custo benefício quanto para evitar interrupções das atividades com os apagões. As fontes alternativas de energia são variadas: por meio do sol, do vento, geradores a diesel ou óleo, entre outros. O engenheiro Edson Martinho sugere a energia fotovoltaica (solar) como a melhor para escolas. “Esta é acessível para pequenos sistemas, como é o caso. Portanto, é a minha opção”, diz Martinho, diretor executivo da Associação Brasileira de Conscientização para o Perigo da Eletricidade (Abracopel). Vale lembrar que antes de realizar mudanças é necessário um bom estudo. “As energias alternativas podem ser instaladas como fonte complementar de energia elétrica e precisam de uma avaliação profissional antes. O sistema fotovoltaico depende da presença do sol por um determinado tempo e de um sistema de armazenamento da energia que, normalmente, é composto por baterias.” O engenheiro recomenda às escolas manterem conexão com a rede elétrica para situações em que os sistemas alternativos não deem conta de atender a demanda (caso de baixa insolação, por exemplo). Já para os sistemas de geradores, Edson Martinho ressalva que esses dependem de combustível e esbarram na problemática ambiental. Então, o mais correto é usá-los de maneira racional. Para a arquiteta Denise Mazeto, im-

plantar um sistema de energia alternativa numa escola exige planejamento, investimento inicial um pouco superior ao usual e disponibilidade para quebrar paradigmas. “De imediato o custo é maior do que de uma obra convencional, pois depende de materiais e mão de obra adicional. Porém, o sistema se paga em algum tempo pela economia na conta de energia elétrica”, avalia. Mazeto implantou um projeto de fontes renováveis de energia na Creche Universo Infantil, no Jardim Guarani, zona Norte de São Paulo. Além de aproveitarem a água da chuva para ser usada na descarga dos banheiros, seus gestores começaram a utilizar um aquecedor de água solar de baixo custo. Outra economia simples foi dada pelas janelas amplas, que aproveitam o máximo da luz natural. Dessa forma, a conta ao final do mês caiu cerca de 40%. No entanto, a arquiteta observa que a grande vantagem de se trabalhar com tecnologias sustentáveis está na oportunidade de se vivenciar na prática uma nova visão de mundo junto aos alunos. “Todas as disciplinas escolares podem se beneficiar destas tecnologias, seja as voltadas para ecologia, economia ou social. Somos seres conectados em todas estas dimensões e interagir com cada uma delas - unindo a teoria com as experiências aplicadas - contribui significativamente no aprendizado dos cidadãos do futuro”, ressalta. SAIBA MAIS DENISE MAZETO denise.mazeto@gmail.com EDSON MARTINHO edson@lambdaconsultoria.com.br Na Próxima Edição: Energia: Instalações Elétricas

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ACESSÓRIOS, ANIMAÇÃO, ASSESSORIA CONTÁBIL, AUDITÓRIO

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BEBEDOUROS, BRINDES

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BRINQUEDOS EDUCATIVOS, COPIADORAS, GRテ:ICAS

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INFORMÁTICA, LABORATÓRIOS

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LOUSAS, MOLAS P/ PORTAS

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Revista Direcional Escolas Edição 70 – Agosto/2011 by Revista Direcional Escolas - Issuu