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EDItorIAL DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida
Caro leitor,
EDITORA Rosali Figueiredo
Até o final de maio o governo brasileiro deverá encaminhar ao Congresso Nacional a
PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO Diretores e Compradores
proposta do Plano Nacional da Educação para o próximo decênio (2011 a 2020). A expectativa é do secretário executivo adjunto do Ministério da Educação (MEC), Francisco das Chagas
PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral
Fernandes, um dos principais envolvidos na intensa mobilização que tomou conta do setor nos últimos dois anos na busca de subsídios para a elaboração do documento. O novo Plano irá substituir a Lei no. 10.172/01, a qual instituiu a versão que vigora até o final deste ano,
TIRAGEM 20.000 exemplares
contendo diretrizes plurianuais voltadas “à erradicação do analfabetismo, à universalização do atendimento escolar, à melhoria da qualidade do ensino, à formação para o trabalho e à
JORNALISTA RESPONSÁVEL Rosali Figueiredo MTB 17722/SP jornalista@condominio.inf.br
promoção humanística, científica e tecnológica do País”, conforme estabelecido pelo artigo 214 da Constituição Federal.
CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais
Mas o Plano que se encerra não atingiu grande parte das 295 metas estabelecidas, reconhece Chagas, lembrando que a próxima lei precisará conter objetivos que possam ser
DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado
avaliados e monitorados. A proposta do governo será definida a partir das conclusões da
ASSISTENTE DE ARTE Nathália Tadiello
participação de cerca de três mil delegados e o debate de 5.300 sugestões extraídas de
ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço
no Brasil uma visão sistêmica da educação, segundo avaliam alguns movimentos, em que
Conferência Nacional de Educação (CONAE), finalizada em 1º de abril em Brasília, com a encontros que mobilizaram um milhão de pessoas em todo País. Começa a tomar corpo os diferentes níveis escolares (desde a pré-escola até a pós-graduação), esferas de governo
CONTATOS PUBLICITÁRIOS Denise Ferreira Silvana Tesser
(federal, estaduais e municipais) e segmentos (educadores, pais, alunos e gestores) passam a se comunicar.
ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão
Do ponto de vista da rede privada, o Plano Nacional da Educação irá funcionar como um guia das diretrizes a serem seguidas, defende César Callegari, presidente da Câmara de
IMPRESSÃO Prol Gráfica
Educação Básica do Conselho Nacional da Educação (CNE), vinculado ao MEC. Entre elas, instrumentos de valorização do magistério, tema este de fundo da reportagem sobre Gestão publicada nesta edição da Direcional Escolas, que aponta algumas das grandes dificuldades
Conheça também a Direcional Condomínios www.direcionalcondominios.com.br
Filiada à
Tiragem auditada por
que as escolas privadas encontram para adotar um plano de carreira, além dos critérios que utilizam para definir cargos e funções. Outro assunto pertinente às discussões do Plano envolve os padrões de qualidade a serem atingidos em cada etapa escolar. Nesse sentido, entra a defesa da interdisciplinaridade, transversalidade e formação integral do estudante como linhas mestras dos programas pedagógicos, abordagem também presente na matéria especial sobre o Hino Nacional. Entretanto, as instituições particulares precisam encontrar formas de se viabilizar e responder a toda essa expectativa, por isso a Direcional Escolas traz o relato de uma
Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br
experiência bem-sucedida, a trajetória recente mas vitoriosa do Colégio Dom Bosco, segundo case de seu Perfil da Escola. Também apresenta dicas sobre economia de energia, trabalho com o livro infantil e prevenção de doenças, sempre com a preocupação de contribuir efetivamente para o dia a dia do gestor. Finalmente, o Fique de Olho expõe uma boa vitrine das opções que o mercado de playground e gramas oferece às mantenedoras. Uma boa leitura a todos, Rosali Figueiredo
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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.
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sUMÁrIo
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07 DICA
fIQUE DE oLHo
GEstÃo
Livros Infantis
Economia de Energia
Playground/Grama
Cargos, Funções & Plano de Carreira
DICA
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DICA
PErfIL DA EsCoLA
EsPECIAL
Prevenção de Doenças
Grupo Dom Bosco
Hino Nacional Brasileiro
ÍnDICE Acessórios – 22, 23
Lousa – 28
Alambrados – 31
Material de Limpeza – 22, 23
Artigos Esportivos – 7
Microscópios – 25, 26
Assessoria Contábil – 24
Modelos Anatômicos – 25, 26
Bebedouros – Capa, 3ª capa
Móveis – 14, 26, 4ª capa
Bolas – 7
Passeio – 24
Brindes – 5, 24
Pisos – 27, 28, 29
Brinquedos Educativos – 23
Playgrounds – 9, 29, 30, 31
Coberturas - 33
Produtos Antissépticos - 15
Coleta Seletiva de Lixo – 22, 23 Estudo do Meio – 25 Eventos - 24 Filtro – Capa, 3ª capa Gel Antisséptico - 15 Gerador - 26 Gestão Escolar – 24, 32
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Grama Sintética – 29, 30, 31 Informática – 26
Produtos e Equipamentos para Limpeza – 22, 23 Projetores – 28 Quadras – 31 Quadros – 28 Radiocomunicação – 32 Redes de Proteção – 28 Revestimentos - 28 Serralheria – 32 Sistema de Gestão – 32 Tapetes – 22, 23, 32
Jogos – 9, 29, 30, 31
Terceirização - 32
Laboratório – 25, 26
Toldos – 33
Lavadoras de Alta Pressão – 22, 23
Tratamento de Pisos – 32
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Na linguagem escrita, sensorial e imagética, o entendimento do mundo
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segunda pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, promovida entre os anos 2004 e 2008 pelo Instituto PróLivro, identificou que o País apresenta um potencial de 95 milhões de leitores e 77 milhões de não-leitores. Percebeu também que o gosto pela apreciação de uma obra literária aumenta conforme a idade, mas que 36% dos não-leitores não sentem prazer quando lêem. E que quanto maior a escolaridade, mais tempo se dedica à leitura. Assim, parece inevitável atribuir à escola o grande desafio de expandir o hábito e o gosto pela leitura. Mas no mês em que duas datas (2 de abril é o seu dia internacional e, 18, o nacional) homenageiam o livro infantil, a Direcional Escolas ouviu dois especialistas na área para ampliar um pouco mais a percepção de sua importância junto às crianças e adolescentes. “O livro constrói toda uma significação nesta junção entre texto e imagem, em que o formato, a cor e o tipo de papel não devem figurar como meros chamarizes ou acessórios, mas representar elementos de sentido”, afirma o professor Edmir Perroti, do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP, autor de estudos relacionados à literatura infantil, ao hábito de leitura e de vários títulos voltados à garotada, como “Atirei o Pau no Gato” ou “Cântigo dos Cântigos” (esgotado), ambos pela Editora Paulinas. O momento da leitura proporciona uma construção interna, anota Perroti, e mobiliza repertórios (significados) ligados ao afeto, à emoção e à memória. “Às vezes um estímulo olfativo te traz um mundo de significados, assim como uma cor, uma palavra.” Uma experiência que, segundo a socióloga Dolores Prades, gerente de literatura infanto-juvenil do grupo editorial SM, representa “a porta de entrada ao
Ilustração: Jonas Coronado
DICA: Livros Infantis
reconhecimento do mundo e de si mesmo, a possibilidade de incentivar a criatividade, o acesso a experiências alheias”, parâmetros com os quais a criança irá pensar sobre a realidade que a cerca além da própria, interna. Mas o professor da USP chama a atenção para a maneira correta de se trabalhar o livro junto ao público infantojuvenil. Em primeiro lugar, a leitura não se resume a uma atividade motora, não implica necessariamente em movimentos, pois há crianças, por exemplo, que gostam de estabelecer uma relação silenciosa neste processo, o qual demanda um tempo próprio de apreensão e elaboração de ação. Neste aspecto, as oficinas de leitura devem considerar a singularidade de cada uma, recomenda Perroti. “O professor precisa estar atento, pois cada uma se relaciona e se expressa de uma forma, pela comunicação oral, pelo desenho ou pelo movimento físico. Não se pode amarrar a atividade a um código único”, diz. Também os aparatos tecnológicos que acompanham a obra não devem funcionar como “engenhoca ou jogo”, mas se articular enquanto linguagens diferenciadas (como o texto, a ilustração e o som) que se cruzam e ampliam a experiência de aquisição do sentido. Para a gerente Dolores Prades, há uma tendência cada vez mais forte de predomínio do chamado livro-álbum, no qual a imagem se sobressai, apropriando-se um pouco do formato da história em quadrinhos (HQs), no entanto mais extenso no desenvolvimento do enredo. Quanto às versões digitais do livro (e-book), Dolores observa que ocupam outro lugar na experiência cotidiana, impulsionando novos sentidos, sem substituir o papel. “O livro de papel permite o manuseio, o contato e a referência com toda uma tradição cultural”, observa. (R.F.)
Saiba mais – Dolores Prades – dolores.prades@grupo-sm.com Na próxima edição: Cursos de Férias
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os 106 anos, um dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino de São Paulo, o Colégio Elvira Brandão, resolveu modernizar suas instalações, que têm 36 anos de vida. Está também ampliando a infraestrutura com novas salas, laboratórios, quadras, estacionamento e auditório. E aproveitou a oportunidade para reduzir o consumo de energia elétrica. Localizado na Chácara Santo Antônio, zona Sul de São Paulo, o colégio levará ainda três anos até a conclusão de todo o projeto, mas começará logo a colher os frutos de algumas soluções adotadas nesta área. “Estamos refazendo toda a instalação elétrica e hidráulica”, revela Fernando Caiuby, diretor administrativo e de marketing, neto dos fundadores da instituição. Fernando destaca que além da utilização de novos materiais na rede elétrica, adotou procedimentos e soluções que resultarão em economia de energia. “As luminárias instaladas nas salas de aula são de um tipo que refletem muito bem a luz. As lâmpadas são acesas por fileiras e o projeto arquitetônico contempla a iluminação natural. O teto foi pintado de branco e as paredes em tonalidade creme, contribuindo para refletir mais a luz”, descreve. “A telha é termoacústica e os monitores da sala de informática são em LCD, não aquecem tanto o ambiente e exigem menos do ar condicionado.” Para o engenheiro eletricista Airton Dudzevich, empresário da área de projetos ambientais, há uma série de soluções triviais e baratas que as escolas podem adotar para reduzir o consumo de energia e o tamanho da conta mensal. Um dos pontos centrais é a iluminação, destaca Airton, lembrando que a primeira grande objeção a ser feita é contra salas de aula escuras (do ponto de vista arquitetônico). Se há algum nível de ilu-
minação natural, pode-se então adotar procedimentos básicos, como: utilizar sensores de presença acoplados a sensores de luz natural para que as lâmpadas permaneçam acesas somente quando necessário; dotar as salas com circuitos elétricos independentes, de forma que haja vários interruptores (nem sempre é necessário acender todas elas); utilizar modelos de luminárias que tenham capacidade de refletir a luz para baixo; optar pelos modelos fluorescentes mais finos, pois potencializam a reflexão da luz; escolher reatores de qualidade, “com alto fator de potência, porque melhoram o aproveitamento da energia elétrica”; e, quando possível, adotar as lâmpadas tipo LED. Esta versão, observa o engenheiro, apresenta vida útil superior às demais lâmpadas do mercado, mas garantem também a economia porque não geram calor. “Elas são um dispositivo eletrônico que emite luz, por isso evitam o aquecimento do ambiente, diminuem a demanda por refrigeração e levam à redução do consumo.” Quanto ao projeto arquitetônico ideal das salas de aula, Airton comenta que não há segredo: elas devem ser o mais clara possível, de preferência tetos e paredes brancas. “O branco potencializa a luz sobre o plano de trabalho, melhora a qualidade de iluminação.” “Neste cálculo, considera-se até que o piso deveria ser branco, mas não dá para exigir isso das escolas”, comenta Airton. No quesito refrigeração, um dos vilões do consumo de energia, o engenheiro recomenda substituir os aparelhos de ar condicionado por um climatizador evaporativo, que consome apenas 10% da energia exigida pelo primeiro e realiza o resfriamento do ar pela evaporação da água. “É uma tecnologia já antiga, mas de uso recente, capaz de manter o ambiente entre 20º e 22ºC”, afirma. (R.F.)
Saiba mais – Airton Dudzevich – Airton.dudzevich@ecoplano.com.br Na próxima edição: Segurança Predial
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Soluções simples e equipamentos adequados fazem a diferença
Ilustração: Jonas Coronado
DICA: ECONOMIA DE ENERGIA
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FIQUE DE OLHO: PLAYGROUND/GRAMA
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mentos comerciais que atuam junto às escolas, oferecendo estruturas completas ou acessórios, gira-giras, casinhas, camas elásticas e pisos, entre muitos outros, produtos com opções variadas de cores, tamanhos e materiais (plástico, ferro, fibra, madeira, tubulares ou mistos). Confira aqui alguns destaques e diferenciais apresentados pelos fabricantes e/ou revendedores. A BrinQi destaca os itens de fabricação própria, como o Kiddie Play (playground projetado conforme o espaço, com estrutura de ferro galvanizado e peças de polietileno rotomoldado), os jogos “gigantes” e os playgrounds espumados. Sabrina Andréa, gerente de vendas e assessora de imprensa, diz que as novidades deste ano são os playgrounds espumados e uma nova linha dos jogos “gigantes”, juntamente com a remodelação do show room. Há 15 anos no mercado, a BrinQi comercializa ainda grama sintética, piso em EVA, mobiliário escolar e brinquedos pedagógicos. “O atendimento especializado, a qualidade e a preocupação com a segurança das crianças são os diferenciais que fazem da BrinQi uma empresa de excelência no mercado”, avalia. Na Brinque Mais, o portfólio inclui brinquedos em ferro, madeira, fibra e plásticos, de “todos os tamanhos”, diz o gerente Samuel Ferreira de Oliveira. “Para as escolas, os principais são os de fibra, novidade em 2010”, afirma. A empresa trabalha com grama sintética e piso emborrachado. Samuel destaca que seus diferenciais residem na “pontualidade e qualidade” dos serviços prestados há 31 anos.
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O mercado dos playgrounds é um dos mais diversificados seg-
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fIQUE DE oLHo: PLAYGroUnD/GrAMA
Pioneirismo, por sua vez, é uma das marcas da Dedobrinquedo, que lançou o e-commerce no segmento. Criada há 6 anos para atender exclusivamente a escolas, a Dedobrinquedo oferece cama elástica, piscina de bolinhas, casinhas, infláveis, playgrounds e espumados para bebês, incluindo os importados, como as marcas Little Tikes e Step 2. “São produtos exclusivos e diferenciados, muitas vezes com prazo de entrega mais curto que os nacionais”, destaca a empresária Denise Carareto de Oliveira Silva, lembrando que realiza a importação direta das peças. Na Emilia Playgrounds, o foco recai sobre a linha em eucalipto, “mais durável porque não enferruja”, afirma Sandra Alves, gerente comercial. A Emília trabalha também com playgrounds em madeira e ferro, “mas a maioria das escolas que atendemos tem feito a substituição pelo eucalipto”, relata. A empresa restaura e faz a manutenção de todos os tipos de materiais, serviço que representa um dos seus diferenciais, observa Sandra. Neste ano, a Emília começou a atuar com jogos educativos e a instalação de alambrados, pisos em EVA e grama sintética. A Fábrica de Educação atende, por seu lado, a um nicho específico, os berçários. Comercializa “painéis espumados para proteção de paredes, colchonetes feitos sob medida e centros e circuitos de atividades” para crianças entre 6 meses de idade e 2 anos, afirma o gerente Ângelo Potenza Neto. “Os produtos são fabricados com estrutura de madeira, revestidos em espuma e encapados com lona vinílica impermeável e atóxica”, destaca Ângelo. Com 5 anos de mercado, a Fábrica dá um “atendimento personalizado do orçamento ao pós-venda”. Com a Fantasy Play, o cliente encontra boa variedade de produtos e serviços, como “playground, mobiliário infantil, pisos de borracha e grama sintética”, afirma o diretor Ricardo Alvite. Neste ano, a empresa introduziu novos itens entre os importados das marcas Little Tikes e Step 2, “com projetos diferentes e relação custo benefício excelente”, destaca. Criada há pouco mais de 6 anos, a Fantasy tem entre os importados um de seus principais diferenciais, mas apresenta ainda uma “ampla linha de esporte e lazer, como mesa de jogos”, diz. Na Fibrasmil, estruturas e acabamento em fibra de vidro representam o seu foco há quase 20 anos. Desde 2006 a empresa fabrica brinquedos em fibra, apresentando hoje gira-giras, gira-carrosséis tematizados, escorregadores, gangorras, além de jogo de basquete de mesa educativo (Basketoy) e jogo da memória estilizado, enumera o empresário Vando Balduino. Os brinquedos são exclusivos, destaca o presidente da Fibrasmil, trazendo “qualidade e baixo custo” e dispensando “a preocupação com a manutenção”. Em 2010, está apresentando modelos diferentes de gira-giras, anuncia Vando.
Já a Megabrink traz no próprio nome o seu principal diferencial. “Somos a maior empresa na comercialização de playgrounds do Brasil, que investe cada vez mais no atendimento personalizado aos clientes”, afirma o diretor Rodrigo Lopes. A empresa disponibiliza
ESPECIALIZADAS EM GRAMAS SINTÉTICAS Com o Grupo Placar, a expertise está na venda e instalação de gramas sintéticas, uma história que começou há 10 anos junto às escolas, condomínios, buffet e centros de treinamento de atletas em estádios, afirma Patricia Teixeira, consultora de vendas. Para as escolas, a empresa oferece grama com espessura entre 10 e 12 mm, além de linhas específicas para a prática esportiva. “O Grupo Placar se destaca neste mercado. Trabalhamos com profissionais experientes, garantia de 24 meses e fios tratados contra os raios solares”, ressalta a consultora. Outra empresa que atua na linha de gramas sintéticas para playground é a SportBrasil, também há 10 anos no mercado, período em que se especializou na fabricação e instalação de pisos esportivos de alta performance. No caso dos gramados destinados aos playgrounds, são disponibilizadas linhas com 10, 12 e 20 mm, nas cores verde, amarelo, azul, branco, vermelho e preto, afirma o gerente comercial Bruno Orsini. Nas escolas, o piso pode ser utilizado na área de recreação, na esportiva e no paisagismo. “Estes gramados são desenvolvidos para prática de futebol e podem ser instalados, também, com as demarcações para o vôlei”, diz. Assim, a versatilidade torna-se um dos principais diferenciais da empresa junto ao mercado, conforme destaca Bruno, juntamente com a densidade da grama oferecida, que vai de 62.500 pontos por metro quadrado (para 12 e 20 mm) a 113 mil (para 10 mm). A partir do próximo mês, a SportBrasil estará em um novo endereço comercial, no bairro do Pacaembu, zona Oeste de São Paulo, onde terá um show room com as opções de cores e tamanhos de gramado para pronta entrega, anuncia.
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pliando as opções aos educadores. Neste mês, a Xalingo está lançando cerca de 100 novos produtos, como a linha playground Disney (balanços, gangorras, baús etc.), fabricados em plástico resistente e cores vivas. (R.F.)
SERVIÇO BRINQI 11 - 2204 3101 www.brinqi.com.br brinqi@brinqi.com.br BRINQUE MAIS 11 - 3832 3630 www.brinquemaissp.com.br brinque.mais@yahoo.com.br DEDO BRINQUEDO 11 - 2784 4384 www.dedobrinquedo.com.br vendas@dedobrinquedo.com.br EMILIA PLAYGROUNDS 11 - 2499 0089 www.emiliaplaygrounds.com.br contato@emiliaplaygrounds.com.br FABRICA DE EDUCAÇÃO 11 - 2043 1827 neto_angelo@globo.com
GRUPO PLACAR 11 - 4033 9999 www.grupoplacar.com.br patricia@grupoplacar.com.br MEGABRINK 11 - 2116-3842 www.megabrink.com.br diretoria@megabrink.com.br ORIMAD PLAYGROUND 11 – 5581- 8262 www.orimad.com.br orimad@orimad.com.br donizetti@orimad.com.br SPEED KIDS 16 - 3839 2295 0800 709 9888 www.speedkids.com.br comercial@speedkids.com.br SPORTBRASIL 11 - 3269-3900 www.sportbrasil.com.br sportbrasil@sportbrasil.com.br
FANTASY PLAY 11 - 2601 7525 www.fantasyplay.com.br contato@fantasyplay.com.br FIBRASMIL 11 - 4704 1800 www.fibrasmil.com vendas@fibrasmil.com
TOY PLAY 11- 2052-5304 www.toyplay.com.br atendimento@toyplay.com.br XALINGO 51 - 3719 9800 www.xalingo.com.br vendas@xalingo.com.br
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uma consultoria prévia aos clientes no sentido de identificar a sua real necessidade, observa o diretor, atribuindo a isso a liderança de mercado conquistada em 2009. Seus produtos vão dos playgrounds, jogos de mesa e cama elástica aos equipamentos de festa. Estabelecida em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, a empresa facilita o pagamento e anuncia, para o final deste mês, o lançamento de brinquedos educativos. Na Orimad Playground o carro-chefe são os conjuntos acoplados, contendo casinha panorâmica, escorregador, balança “do Tarzan”, cadeirinha baby, balanços, escada em forma de túnel, vai e vem, triângulos e barra de trapézio. Fabricante com grande matriz localizada no interior de São Paulo, a Orimad está há 28 anos no mercado e apresenta como novidade este ano a produção dos acessórios acoplados em plástico. “Nosso diferencial reside cada vez mais na prestação do serviço, com pronto atendimento e qualidade”, destaca Aparecido Donizetti Santos, diretor comercial da empresa. A Orimad oferece ainda peças avulsas, como casinhas, gangorras e gira-giras, entre muitos outros. A Speed Kids também fabrica seus produtos, com três principais linhas de playgrounds de alta perfomance, “próprios para serem expostos ao ar livre”, afirma a gerente comercial Fernanda Romano. São elas a Superplay (de “tecnologia americana, com peças metálicas recobertas por resina de PVC”); Popplay (“ideal para creches e escolas”); e Ecoplay (“de madeira reflorestada e tratada”). Com 10 anos de mercado, a Speed lançou em 2010 o Poplay KSY (de 2 andares) e o Ecohouse (com casinha acoplada). Os produtos seguem normas de segurança internacionais e da ABNT, “dando tranqüilidade aos pais e escolas”. Os brinquedos são modulares, destaca Fernanda, que oferece aos clientes a consultoria de uma arquiteta. Na Toy Play, o atendimento às escolas é feito pelo e-commerce, em itens como playground, livros, grama sintética, tanques de areia e brinquedos pedagógicos, entre outros. Segundo a administradora Márcia Ivone da Silva, seu grande diferencial fica por conta de uma opção a mais dada aos clientes, os produtos em madeira. Com 10 anos no segmento, a Toy Play vende estruturas completas ou acessórios e destaca a possibilidade de fazer a entrega imediata de muitos de seus itens. Finalmente, na Xalingo, um dos fabricantes mais antigos do mercado brasileiro, “qualidade, tradição e confiabilidade” são os grandes diferenciais, ressalta Alexandre Marques, gerente de vendas. Aos 63 anos de vida, a Xalingo apresenta uma imensa variedade de produtos. Entre os playgrounds, Alexandre destaca a Casa Tropical, o Castelo Medieval, os escorregadores e os trenzinhos da alegria. Há ainda jogos educativos de madeira, comenta, am-
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GESTÃO: CARGOS, FUNÇÕES & PLANO DE CARREIRA
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o longo de 2009, movimentos ligados à educação realizaram inúmeras conferências municipais, intermunicipais e estaduais com o propósito de levantar sugestões a serem levadas à Conferência Nacional de Educação (CONAE), servindo como base para a elaboração de um Plano Nacional para vigorar nos próximos dez anos. Realizada entre 28 de março e 1º de abril em Brasília, a CONAE debateu 5.300 propostas elaboradas nessas conferências, reunindo três mil delegados, entre pais, estudantes, profissionais e gestores. Um dos pilares dessas contribuições e do futuro Plano reside na valorização do magistério, a qual, na perspectiva do Movimento Todos pela Educação, um dos principais articuladores destas discussões, deve estar assentada em um salário inicial atraente, plano de carreira, formação inicial e continuada e condições de trabalho. As próprias Diretrizes Nacionais de Carreira para os professores da rede pública, estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC) em maio de 2009, por meio da Resolução no. 2, prevê uma série de medidas que atendem a esses pontos, entre eles a “progressão salarial na carreira, por incentivos que contemplem titulação, experiência, desempenho, atualização e aperfeiçoamento profissional”. Segundo um dos relatórios produzidos pelo Todos pela Educação e apresentado aos jornalistas em São Paulo no dia 2 de março passado, os países que conseguiram dar um salto de qualidade na educação “o fizeram porque conseguem atrair os jovens mais talentosos e preparados do Ensino Médio para a carreira do magistério”. No Brasil, as carreiras mais valorizadas em algumas universidades
federais no ano passado foram Medicina, Direito e Ciências da Computação, em detrimento de Pedagogia e Licenciatura. Em 2009, enquanto a pontuação mínima para a carreira de Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi de 8,29 pontos, Pedagogia registrou uma nota de corte de 4,74, enquanto Licenciatura em Matemática ficou com 3,29. O movimento Todos pela Educação aponta também um significativo déficit de professores, especialmente nas disciplinas de Química, Física e Matemática. Já o Conselho Nacional de Educação, vinculado ao MEC, propõe, em documento divulgado pela Portaria no. 10/2009, o qual também traz subsídios para a discussão do próximo Plano Nacional, a valorização dos profissionais da Educação Básica via implantação de planos de carreira, “abrangendo funcionários de escola, professores e especialistas em educação”. As discussões têm como pano de fundo o contexto da educação pública, no entanto, segundo César Callegari, presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, o Plano Nacional da Educação deverá nortear as ações mesmo nos estabelecimentos privados. “A educação não é política de um governo, mas do Estado, um compromisso de toda a sociedade brasileira”, defende. Por outro lado, a demanda por qualidade “estará cada vez mais organizada na sociedade, pois a inserção do Brasil no contexto global alterou a percepção dos pais e alunos quanto ao ensino e ao desenvolvimento de habilidades e competências”.
No cotidiano da rede privada
Para José Antonio Figueiredo Antiório, responsável pela
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atrai o professor para a nossa escola é a possibilidade de desenvolver um trabalho pedagógico diferenciado, em salas de aulas pequenas”. Com cerca de 220 matriculados, a diretora administra hoje um quadro de um profissional para cada quatro estudantes. Em seu organograma, distribuem-se os cargos de diretor (que responde pela área administrativa e pedagógica), a coordenação do berçário e Educação Infantil, a coordenação do Ensino Fundamental, o quadro de professores, uma secretária, um auxiliar de coordenação, um orientador educacional, uma professora do período integral (orienta estudos, lições de casa etc.), o profissional da informática, além de alguns professores com acréscimo de cargas (é o caso da equipe de Língua Portuguesa e do professor de Ciências, responsável pelos laboratórios). A gestão financeira fica a cargo dos mantenedores. “Esse é um formato muito comum entre as escolas”, observa Regina. Segundo José Antiório, “as escolas pequenas apresentam muita incorporação de função por um mesmo profissional e, conforme crescem, desenvolvem um organograma” (ver reportagem sobre o Colégio Dom Bosco, nas páginas 16 e 17). No Colégio Marco Polo, o orientador educacional acaba desempenhando também as funções do inspetor de aluno, assim como a auxiliar de coordenação. O dirigente José Antiório afirma que a estrutura mínima da escola envolve direção, coordenação, equipe de docentes e secretaria, mas conforme cresce vai desenvolvendo um organograma contemplando diretores e coordenadores de áreas, gerências, chefias de seção e outros. Às voltas com a definição da Convenção Coletiva do próximo biênio (2010/2011), o Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO) não manifestou sua posição sobre a adoção de planos de carreiras para os professores. Mas, em seus comunicados, vem defendendo a remuneração dos docentes pela carga extra de trabalho proporcionada pela introdução das tecnologias de informação e comunicação (TICs) como um dos itens prioritários nas rodadas de negociações com as escolas. A posição do SIEEESP é a de que ainda não houve acréscimo significativo de carga, pois a informatização de uma série de procedimentos teria, inclusive, diminuído a demanda por hora de trabalho. Para o SINPRO, no entanto, há sim uma carga adicional, incluindo novas modalidades de exercícios e atividades no desenvolvimento do programa pedagógico.
Saiba mais Advogada Josiane Siqueira Mendes Jurídico – SIEEESP jjosiane@yahoo.com.br Atendimento jurídico SINPRO-SP advogados@sinprosp.org.br
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área jurídica do SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), presidente do Conselho Fiscal da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) e diretor-presidente do Colégio Padre Anchieta, localizado no centro de Osasco, “é muito difícil” instituir plano de carreira nos estabelecimentos privados. “Cada escola tem uma forma de ser, é um universo muito heterogêneo”, observa. Em geral, acrescenta, o instrumento costuma ser adotado nas instituições que oferecem também cursos superiores ou nas escolas grandes e tradicionais, que o utilizam como uma maneira de reter o profissional mais qualificado. O próprio Colégio Padre Anchieta chegou a ter um plano de carreira, afirma José Antiório, na década de 70 e princípios de 80, quando havia uma valorização muito grande dos cursos técnicos e, consequentemente, necessidade de atrair profissionais do mercado que tivessem ainda formação acadêmica para atuar junto ao ensino profissionalizante. Em outro momento, nos anos 90, as entidades representativas das escolas e dos professores também ensaiaram a formação de uma comissão conjunta com o intuito de desenvolver um formato de plano de carreira. Mas a iniciativa não avançou. Na posição atual do SIEEESP, o plano de carreira seria desnecessário diante de avanços obtidos pelos professores na Convenção Coletiva que rege as relações de trabalho, afirma Antiório. De qualquer maneira, segundo ele, o Sindicato orienta as escolas interessadas em oferecer um plano para que criem titularidades para as disciplinas, valorizando os professores conforme o tempo de casa, títulos de pós-graduação, participações em simpósios e congressos, publicações e outros. O plano deve ser formulado de maneira a não ferir a isonomia salarial, garantida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tampouco o dispositivo que estipula uma jornada máxima de quatro horas consecutivas em sala de aula ou seis horas alternadas, observa o dirigente. Diretora do Colégio Marco Polo, a pedagoga Regina Almada relata que o estabelecimento chegou a ter um plano de carreira no final dos anos 90, quando atendia a três vezes mais alunos e oferecia o Ensino Médio (hoje atua com Educação Infantil e Ensino Fundamental). Localizado na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, o Marco Polo foi atingido pela crise econômica da virada do milênio e teve que reduzir sua estrutura. “Tínhamos quatro unidades que foram condensadas em duas. Houve uma quebra em todas as escolas particulares”, lembra Regina. A intenção da mantenedora é retomar o plano, mas ainda sem um prazo definido. “Não temos como oferecer hoje, por exemplo, um regime de exclusividade ao professor. A mobilidade é outra grande dificuldade para a implantação do plano, pois não existe mais aquele valor entre os profissionais da educação de permanecer um longo tempo em uma mesma escola.” Segundo Regina Almada, a ideia é propor, no futuro, um adicional a cada cinco anos de casa, mas por enquanto, “o que
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Organização Mundial da Saúde (OMS) manteve o alerta de pandemia em torno da gripe suína, em decisão anunciada no final de março. Segundo a OMS, a proximidade do inverno nos países do Hemisfério Sul traz riscos de aumento da transmissão do vírus influenza A (H1N1), fato que deve levar as escolas a manterem os mesmos procedimentos de prevenção adotados em agosto do ano passado. A Escola Graduada (Americana), localizada no bairro do Morumbi, zona Sul de São Paulo, afixou aparelhos tipo dispenser nos corredores, contendo álcool em gel, disponibilizou recipientes com o produto nas salas de aula, substituiu os bebedouros tradicionais por galões de água e copos descartáveis e instalou lavatórios nos pátios, afirma Neusa Bueno, supervisora de limpeza da instituição. Segundo a enfermeira Vanessa Grandin, professora de um curso técnico na área e pós-graduada em urgência e emergência, a utilização de álcool em gel e demais produtos antissépticos no ambiente escolar ajuda a prevenir a transmissão de doenças. Há, no entanto, outros procedimentos básicos que devem ser adotados por todos, não somente nas escolas: “lavar as mãos frequentemente, evitar locais onde haja aglomeração de pessoas sem ventilação adequada, ter uma hidratação adequada, limpar secreções nasais e fazer a detecção e o tratamento precoce das afecções mais comuns no inverno”. No caso do álcool em gel, Vanessa ressalva que o produto atua sobre a “eliminação das bactérias que estão nas mãos, mas não as protege de novas contaminações”. Assim, o ideal é aplicá-lo sempre que as mãos ficarem sujas ou contaminadas – “após espirrar, por exemplo”. Entretanto, a enfermeira aconselha, quando possível, substituí-lo
pela higienização com água corrente e sabonete, “de preferência de glicerina”. O uso contínuo do produto pode ressecar a pele, observa Vanessa, “mesmo quando o produto tiver hidratante”. Na Escola Graduada, a supervisora Neusa Bueno lembra que o álcool é utilizado diariamente na limpeza das maçanetas das portas e corrimãos das escadas. Comandando uma equipe de 40 funcionários, que trabalham em quatro turnos, Neusa destaca ainda que os mais de cem sanitários da Escola passam por seis manutenções diárias (com o uso de cloro e desodorizador), além de duas lavagens completas semanais. A área da Educação Infantil recebe, por sua vez, uma atenção especial, com a limpezadiáriae“minuciosa”(emálcool)de todos os brinquedos. Segundo a enfermeira Vanessa Grandin, os cuidados auxiliam no combate a outras manifestações comuns no inverno, como os resfriados, outros tipos de gripes, além de “alergias, rinite, faringite, laringite, pneumonia, asma e meningite”. No verão, quando há grande incidência de doenças causadas pelo rotavírus e Hepatite A, os procedimentos mudam um pouco. “Esses casos aumentam no período porque as pessoas passam a ter mais contato com água contaminada”, observa. “Como o vírus - tanto da Hepatite A como do Rotavírus - é transmitido por via oral-fecal, a melhor forma de prevenir é lavar as mãos ao sair do banheiro, cozinhar bem os alimentos, lavar as tampas das latas e garrafas de plástico antes do consumo e procurar beber apenas água filtrada, clorada ou fervida”, diz. Em qualquer período e local, entretanto, a enfermeira alerta sobre a necessidade de se “buscar auxílio médico para o diagnóstico de situações graves e orientação da medicação adequada”. (R.F.)
Saiba mais – Vanessa Grandin – vanessagrandin@hotmail.com Na próxima edição: Primeiros Socorros
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Gripe suína volta a exigir atenção mas cuidados evitam outras moléstias
Ilustração: Jonas Coronado
DICA: PrEvEnÇÃo DE DoEnÇAs
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PERFIL DA ESCOLA: GRUPO DOM BOSCO
A receita do crescimento
Ousadia, foco nos objetivos, espírito empreendedor e muito trabalho são os ingredientes que construíram o Grupo Dom Bosco, escola privada que iniciou há 15 anos com 70 alunos na Educação Infantil e hoje chega a quase 1.200 atendendo do Berçário ao Ensino Médio.
Por Rosali Figueiredo
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nquanto o Produto Interno Brasileiro (PIB) estagnou em menos 0,2% em 2009, o Grupo Dom Bosco cresceu a uma taxa de 4,7%, um pouco superior a de 2008 (3,5%). Os anos anteriores registraram índices ainda mais elevados, com o pico de 41,76% de 2005 a 2006, proporcionado pela introdução do Ensino Médio, nesta que foi uma das muitas decisões ousadas que marcam a breve mas intensa trajetória do Grupo. Iniciado entre o final de 1995 e começo de 1996, com a aquisição de uma pequena escola de Educação Infantil localizada na Avenida Santa Inês, bairro do Mandaqui, zona Norte de São Paulo, o Dom Bosco vem escrevendo, nestes 15 anos, uma história que desconhece acomodações ou linearidade. “O que mais precisamos fazer na vida é arriscar e ousar, com planejamento e responsabilidade”, diz Rosilene Teixeira Rodrigues, empresária, mantenedora, pedagoga e diretora geral da escola, com pós-graduação em psicopedagogia, gestão de pessoas e educacional. “Arriscar” e “ousar” resultaram, no seu caso, em uma escola com quase 1.200 alunos (do Berçário ao Ensino Médio), quatro unidades,
sendo uma própria, 170 funcionários (90 deles professores), opção de integral até o 7º ano e mensalidades entre R$ 350,00 e R$ 600,00. Seu organograma exibe uma estrutura com diretoria, gerência administrativa, operacional, assistência de direção, coordenação geral, de ciclos, assistência de coordenação, áreas de marketing, eventos e cursos extras, recursos humanos, secretarias, setor financeiro, de suprimentos, entre outros. A sede própria, recém inaugurada na Avenida Direitos Humanos, já está ampliando sua estrutura e, mesmo que a diretora fale que a partir de agora o Grupo entrará em uma fase de sustentabilidade do negócio, já projeta a introdução de novos cursos como meta para os próximos anos.
FOCO NOS OBJETIVOS
A roda de reinvestimentos não pára no Dom Bosco e, na verdade, essa história começou bem antes do que estes 15 anos contabilizados desde a aquisição da primeira unidade. “Aos 14 anos comecei a trabalhar como auxiliar em uma escola de Educação Infantil, pois aos 12 anos já queria ter minha independência financeira. Foi com esta experiência que tracei o objetivo de ter minha própria escola”, conta Rosilene. Não era simplesmente um sonho, mas uma decisão transformada em determinação, a qual levou a empresária a trocar de emprego aos 16 anos para que pudesse gerar um pouco de patrimônio capaz de gerar capital para sua formação e empreendimento futuro. “Trabalhei no setor bancário, comecei a fazer carreira na área administrativa, mas no último ano da faculdade de Pedagogia surgiu a oportunidade de assumir uma escola de Educação Infantil, a Lua de Cristal. Financiamos boa parte do valor, e o pagamento foi realizado com o próprio faturamento da unidade, e vendi o carro que tinha na época.” Rosilene já estava casada e contou com o apoio do marido Marcelo Rodrigues, administrador de empresa que acreditou no projeto e foi trabalhar com ela. Em dois anos, a empresária abriu um Berçário “modelo” ao lado
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Formas de gestão
A empresária observa que a expansão acelerada a obrigou a “aprender a delegar, porque com essa estrutura não se consegue estar em todos os lugares”. Mas Rosilene não abriu mão de circular rotineiramente pelas sedes. “Temos que estar presentes o tempo todo. Andar pela escola permite ao gestor identificar pequenas coisas que fazem a diferença. “Ao circular se consegue obter um feedback dos alunos. Gosto da escola ‘viva’, com os professores produzindo e expondo os trabalhos desenvolvidos com os estudantes.” Outro aspecto de gestão valorizado pela escola é a participação, tanto de pais e familiares quanto dos colaboradores. No primeiro caso, o Dom Bosco aproveita os eventos diversos, como as feiras culturais, para realizar essa aproximação com os familiares. Na Educação Infantil e Fundamental I são promovidas ainda reuniões individualizadas com os pais durante todo o primeiro bimestre, proporcionando um atendimento personalizado. Também o site auxilia no acompanhamento da vida escolar do aluno, “são mil acessos por dia, um facilitador”, aponta a diretora. Segundo Rosilene, a proposta pedagógica do Dom Bosco está baseada na formação in-
tegral do aluno, “não somente no desenvolvimento cognitivo”. “Os valores e princípios são formados nesta parceria com a família, que precisa ter sintonia com o nosso projeto.” Do ponto de vista dos colaboradores, o grande desafio do Dom Bosco foi implantar o seu modelo de gestão por competência. “Mapeamos cada uma de suas funções, conforme as responsabilidades (atribuições), o conhecimento técnico e o comportamental, e desenvolvemos um sistema anual de avaliação, com metas a serem atingidas. Cada gestor avalia seu funcionário e este se autoavalia. Nesse processo identificamos os pontos de maior dificuldade, para serem trabalhados em grupo ou individualmente.” Segundo Rosilene, no início as pessoas ficaram receosas diante do programa, mas depois que os colaboradores perceberam que a ideia é a de promover o desenvolvimento profissional da equipe, as resistências diminuíram. Sem ter definido ainda um plano de carreira (por estar em processo de expansão), o Dom Bosco criou um sistema de premiação às unidades que atingissem as metas em 2009, propondo um bônus de 10% sobre um mês de salário. A diretora avalia que as escolas, de forma geral, têm como grande desafio convencer os profissionais da educação de que é preciso gerir a instituição também como uma empresa com desafios e metas a serem atingidos no campo econômico, não apenas no pedagógico. “Por questões sociais e culturais, eles não conseguem ver a escola como empresa. As metas nos ajudam a identificar qual caminho seguir, por onde trilhar. Estabeleço metas, pois preciso gerir a escola com base em resultados”, os quais, até o momento, exibem uma taxa anual de crescimento em proporções chinesas, “ou altamente satisfatórias”.
Grupo Dom Bosco Unidades:
SEDE HORTO – Berçário e Educação Infantil SEDE IESI – Educação Infantil SEDE DIREITOS HUMANOS (própria) – Ensino Fundamental I SEDE BANCÁRIOS – Ensino Fundamental II e Médio
Saiba mais – Rosilene T. Rodrigues – www.grupodombosco.com.br direcao@grupodombosco.com.br
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da escola. No terceiro ano (em 1999) adquiriu mais uma escola de Educação Infantil, o IESI (Instituto de Educação Santa Inês), localizado na mesma avenida. No ano seguinte, em 2000, dobrou o número de matrículas do IESI. Mas as três unidades não atendiam a outro tipo de demanda que surgia forte na região: a abertura de vagas de Ensino Fundamental. “Não tínhamos estrutura física para isso”, lembra, dizendo que neste momento protagonizou o maior passo da trajetória do Dom Bosco: locou e reformou um pequeno shopping desativado próximo ao Horto Florestal, transformando seus 4 mil metros quadrados em escola. “Foi um investimento imenso, investi todo nosso capital e patrimônio, fiz empréstimo em banco e negociei longos prazos de pagamentos com os fornecedores, inaugurando uma nova escola ali, com Educação Infantil e os dois anos iniciais do Ensino Fundamental.” A unidade começou a operar em 2002 com 200 alunos e em 2005 não conseguia atender aos pedidos por mais vagas. Neste momento, o Dom Bosco já tinha três prédios e mais de 600 alunos. O jeito foi abrir outra unidade, desta vez a sede Bancários, um prédio que abrigava uma antiga fábrica de 3 mil metros quadrados e precisou ser totalmente reformado e adaptado para atender o Ensino Fundamental II e o Médio. Já se contabilizavam mais de 900 alunos e mesmo com esta nova estrutura, continuava faltando espaço para atender a demanda. Resumo: o Dom Bosco construiu uma sede própria, inaugurada no ano passado, a unidade Direitos Humanos, e reestruturou as demais unidades (ver quadro nesta página ), atingindo os quase 1.200 alunos em 2010. Mais do que os números expressivos, porém, Rosilene gosta de destacar que a instituição, hoje de médio porte, conquistou credibilidade e respeito entre os professores e os pais, construindo um bom conceito em uma região que oferece instituições tradicionais de ensino privado, “por desenvolver um trabalho sério, com comprometimento, dedicação e muito amor”.
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Ilustração: Jonas Coronado
ESPECIAL: HINO NACIONAL BRASILEIRO
Ensinando História, Geografia, Civismo e beleza poética Comemorado dia 13 deste mês, o Hino Nacional brasileiro representa um símbolo valioso para a aprendizagem multidisciplinar e a formação cidadã. Por Rosali Figueiredo
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s vocábulos “plácido, “fúlgido”, “brado”, “retumbante”, “penhor”, “impávido”, “vívido” e “florão”, alguns dos marcos inscritos no Hino Nacional Brasileiro, estão bem distantes do repertório utilizado hoje pelos estudantes e muitos de seus pais nas conversas e leituras diárias. Também expressões como “céu risonho” e “braço forte” remetem a uma conotação política bastante diferente da atual (Ver quadro na página 21). “A falta de compreensão de parte do vocabulário e do contexto histórico tiram a ‘emoção’ do estudante ao cantar o Hino”, diagnostica a professora de música Maria Zei Biagioni, instrumentista e autora do livro “Hino Nacional Brasileiro” (Editora Fermata). No entanto Maria Zei revela-se sua grande admiradora e considera os versos escritos há mais de cem anos por Joaquim Osório Duque Estrada “uma belíssima harmonia acompanhando a melodia, formando o Hino mais bonito entre todos os países”. Música e letra, acrescenta, representam um valioso símbolo de criação de identidade entre o estudante e o País, além de um recurso de aprendizagem multidisciplinar, relacionado à História, Geografia, Literatura e Artes. Dia 13 de abril homenageia o Hino Nacional Brasileiro, pois foi nesta data, em 1831, na partida de Dom Pedro I a Portugal, que a melodia de Francisco Manuel da Silva foi executada pela primeira vez, com letra de Ovídio Saraiva, segundo Maria Zei. A letra definitiva viria a ser oficializada às vésperas do centenário da Independência do Brasil, em 1922. Fora composta alguns anos antes, em 1909. Neste intervalo de cem anos, de 1822 e 1823, quando foi composta a música por Francisco Manuel, à oficialização da letra definitiva (em 1922), houve muitos percalços, como a tentativa de substituir a melodia em um concurso realizado em 1889, na proclamação da República. Após uma apresentação pública do que seria a nova versão, os brasileiros que assistiam à execução pediram o “velho Hino”. O presidente Marechal Deodoro da Fonseca disse, então, na ocasião, que também preferia “o velho”, lavrando posteriormente o decreto que oficializou a composição de Francisco Manuel.
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“É importante mostrar aos alunos que o nosso Hino foi escolhido pelo povo em aclamação pública”, destaca Maria Zei. Segundo ela, não há dificuldade para aprender a interpretálo, desde que os professores “saibam cantar certo”. Maria Zei recomenda a eles trabalhar “a interpretação da letra, passando-a para a ordem direta, para que a beleza das mensagens seja entendida e, ao cantar, que os alunos entendam todo o significado”. Já o escritor Marcos Vinícius Lúcio, professor de Educação Física e oficial da Marinha brasileira, propõe em seu livro “Cantando o Hino Nacional”, lançado no ano passado pela Cortez Editora, trabalhar o significado dos vocábulos e expressões como forma de explorar toda a beleza poética e a riqueza da Língua Portuguesa presentes nas estrofes de Joaquim Osório.
LEGISLAÇÃO O Hino tornou-se símbolo nacional brasileiro pela Lei Federal no. 5.700, em 1971. Conforme o artigo 25, sua execução é obrigatória sempre por ocasião do hasteamento da Bandeira, a qual, por sua vez, segundo o item 14, deve ocorrer pelo menos uma vez por semana em todas as escolas públicas e particulares estabelecidas no País. Além disso, conforme o artigo 39, “é obrigatório o ensino do desenho e do significado da Bandeira Nacional, bem como do canto e da interpretação da letra do Hino Nacional em todos os estabelecimentos de ensino, públicos ou particulares, do primeiro e segundo graus”. Uma nova Lei Federal (de no. 12.031), promulgada no ano passado a partir de um projeto proposto pelo deputado Lincoln Portela (PL/MG), modificou o artigo 39, colocando a obrigatoriedade de execução nos estabelecimentos de Ensino
Fundamental. A pedagoga Regina Célia Sylvestre, do Departamento Pedagógico do SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), aponta, entretanto, que o novo dispositivo gerou uma contradição. Pois mesmo ao incluir expressamente o Ensino Fundamental, a legislação não exime, porém, as instituições de Ensino Médio da execução semanal, já que o hasteamento permanece obrigatório para todos. Segundo Regina Célia, cada escola deve definir a melhor maneira de cumprir com a legislação. O trabalho pedagógico pode ser realizado dentro da sala de aula, conforme o andamento do programa das disciplinas, e a execução atender, em esquema de rodízio, às diferentes etapas escolares. O mais importante, observa Regina, é encontrar um formato que permita corrigir a interpretação das palavras, incluindo a conjugação verbal e fonética adequadas. Regina Célia admite que trabalhar o tema com o Ensino Médio é mais “difícil”, “mas o aluno tem que ter o conhecimento, é inconcebível que uma pessoa não conheça o Hino do seu País”. De outro modo, a pedagoga questiona a eficácia da obrigatoriedade de execução semanal – “a escola é que deveria organizar a sua proposta”.
RESPONSABILIDADE CÍVICA E SOCIAL Nas escolas do SESI em São Paulo, que inclui 180 unidades no Estado, a abordagem do Hino envolve três frentes de trabalho, afirma Maria José Zanardi Dias Castaldi, gerente de Educação da Rede Escolar da instituição. Cada unidade define o formato, mas em geral elas preveem a execução semanal, o trabalho em sala de aula, especialmente dentro da disciplina de Língua Portuguesa, além do Projeto Institucional de Hasteamento da Bandeira e Culto à Pessoa Humana, ativida-
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ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR A professora Maria Zei Biagioni sugere abaixo algumas possíveis abordagens em torno do Hino Nacional Brasileiro, para serem desenvolvidas dentro do programa curricular. - LITERATURA: destacar a forma poética (rimas, métrica e saudação literária), além da citação de versos de Gonçalves Dias; - HITÓRIA: mostrar o Brasil Imperial, seu processo de Independência, o I e II Impérios e a República; - GEOGRAFIA: abordar a localização do Brasil no mundo e na América do Sul, comparando as proporções de tamanho, capitais e oceanos. Estudar as constelações e a localização do Cruzeiro do Sul, além da flora comparada a de outros países; - CIVISMO: trabalhar a saudação e a declaração de amor à Pátria; - ARTES: canto e desenho da Bandeira (com as proporções geométricas no Ensino Médio ), armas, brasões etc.
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Saiba mais – Maria Zei Biagioni mariazei@hotmail.com
COMPREENSÃO DO HINO No livro “Cantando o Hino Nacional” (Cortez Editora, 2009), o autor Marcos Vinícius Lúcio lembra que a expressão “braço forte” refere-se ao processo de Independência, “proclamada contra a vontade de Portugal, de uma maneira um pouco forçada, meio na marra”. “Foi uma verdadeira queda de braço entre Brasil e Portugal, vencida por quem teve o ‘braço mais forte’.” A expressão “céu risonho”, por sua vez, representa uma figuração do “belo cenário” em que ocorreu a proclamação da Independência, “já que o céu resplandecia a imagem do cruzeiro”, sendo esta, por sua vez, outra metáfora. “Estamos falando da constelação do Cruzeiro do Sul, que sempre resplandece no nosso céu”. A professora Maria Zei Biagioni comenta que um dos erros mais frequentes no canto do Hino é justamente colocar plural em “braço forte”, em que o desconhecimento da metáfora historicamente contextualizada projeta o entendimento equivocado de que a expressão está se referindo aos braços enquanto membros físicos.
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de extracurricular vinculada ao Programa CQV (Cidadania e Qualidade de Vida). Por meio do CQV, que envolve o Ensino Fundamental II, são abordadas as questões históricas e de interpretação. “Para que tenhamos uma formação cidadã é importante criar a identidade com o País, com a comunidade e a sociedade, e isso se constrói à medida que a criança vai se apropriando de saberes, como os símbolos nacionais, entre eles a Bandeira e o Hino Nacional”, observa Maria José. “Ela vai percebendo que tem uma responsabilidade neste País, o qual se constitui das pessoas que aqui estão e não apenas das autoridades instituídas. A escola é o lócus privilegiado para ensinar esse conteúdo”, defende. No CQV, professores e alunos realizam trabalhos junto à comunidade, conforme suas principais demandas, afirma a gerente da rede escolar. “O objetivo é desenvolver posturas como a responsabilidade social e a apropriação do empreendedorismo, no sentido de mostrar ao estudante que é possível gerar conhecimento por meio de buscas e pesquisas.” Eles costumam convidar uma personalidade da comunidade, muitas vezes ex-alunos da própria escola, para que deem palestras e relatem a sua trajetória. Na unidade do SESI do Jardim Piratininga, em Osasco, por exemplo, os depoimentos são dados mensalmente, em cerimônias que envolvem o hasteamento da Bandeira e a execução do Hino, com a participação de todos os estudantes. Segundo a administradora da unidade, a pedagoga Rosemeire Soriano Zanini, o CQV é um projeto de construção da cidadania, conduzido por um professor auxiliar em horário invertido ao período de aulas. Outras frentes de atividades com o Hino envolvem a execução semanal (“temos um cronograma que reveza as turmas da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II, além dos horários”) e sala de aula. “Atingimos praticamente todas as séries e, conforme a faixa etária, utilizamos o livro ‘Juca Brasileiro e O Hino Nacional’ (de Patrícia Engel Secco, Editora Melhoramentos, 2001)”, diz Rosemeire. A administradora conta que na Educação Infantil, o Hino está presente nas rodas de conversa, nos desenhos e na simples audição da música; no Fundamental I, o professor de Língua Portuguesa desenvolve o estudo das estrofes; no Fundamental II, a abordagem é aprofundada e inclui também a disciplina de Artes (canto); e, finalmente, no Ensino Médio, “é apresentado o Hino no contexto de vida e de País”.
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ACEssÓrIos, BrInQUEDos EDUCAtIvos
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ASSESSORIA CONTテ。IL, BRINDES, EVENTOS
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GErADor, InforMÁtICA, LABorAtÓrIos, MÓvEIs
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PISOS, PLAYGROUNDS
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PLAYGROUNDS
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PLAYGROUNDS, QUADRAS
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RADIOCOMUNICAÇÃO, SERRALHERIA, SISTEMA DE GESTÃO, TAPETES, TERCEIRIZAÇÃO, TRATAMENTO PISO
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