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EDiToriAl DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida
Caro leitor,
EDITORA Rosali Figueiredo
A Direcional Escolas abre o 2º semestre letivo abordando a inclusão e a acessibilidade
PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO Diretores e Compradores
em duas de suas principais pautas. O momento é oportuno; no próximo mês, a sociedade certamente debaterá o assunto, por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa com
PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral
Deficiência (comemorado em 21 de setembro). Vem aí também uma nova legislação na cidade de São Paulo para garantir o cumprimento do decreto federal da acessibilidade (5.296/2004) e do municipal (45.122/2004). Às escolas caberá a aplicação integral desses
TIRAGEM 20.000 exemplares
instrumentos, conforme antecipa o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário. Na prática, aquelas que não se adequaram à norma
JORNALISTA RESPONSÁVEL Rosali Figueiredo MTB 17722/SP jornalista@condominio.inf.br
federal encontram-se vulneráveis às multas previstas no Decreto Municipal 45.122/2004 e assim permanecerão. E para consolidar a questão, as novas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para
CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais
a Educação Básica, publicadas em 14 de julho, reafirmam a Educação Especial “como
DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado
integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto político-pedagógico da
modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino”, como “parte unidade escolar”. O sistema de ensino deve estar apto a receber os alunos com necessidades
ASSISTENTE DE ARTE Nathália Tadiello Sergio Willian
especiais, disponibilizando não apenas o acesso físico (acessibilidade), mas todos os recursos pedagógicos necessários à sua formação integral.
ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço
A rede pública conta, de certa forma, com instrumentos de apoio, a exemplo do que acontece na Escola Estadual Romeu de Moraes, que foi tema de nosso perfil na edição de
CONTATOS PUBLICITÁRIOS Alexandre Mendes Paula De Pierro Rogério Guerra Silvana Tesser
junho/julho e volta a essas páginas porque se tornou uma referência em inclusão no Estado. Sua proposta, na verdade, supera o próprio conceito embutido nas deliberações oficiais, ampliando-o a uma perspectiva social, cultural e econômica. A inclusão é tomada como sinônimo de combate à evasão, aprendizagem efetiva e acesso à formação integral, qualquer
ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão
que seja a necessidade ou o perfil do aluno (do ponto de vista físico, motor e intelectual ao emocional, cognitivo e social).
IMPRESSÃO Hawaii Gráfica
Na rede privada, no entanto, a questão que se coloca é “quem paga a conta?”. Como montar uma estrutura de apoio que dê conta de um amplo arco de necessidades especiais? A reportagem da Direcional Escolas traz exemplos de como é feito o processo em algumas
Conheça também a Direcional Condomínios www.direcionalcondominios.com.br
Filiada à
Tiragem auditada por
escolas, além da opinião de especialistas, que defendem a perspectiva da educação inclusiva, independente das dificuldades práticas que isso coloque. Segundo eles, todo o coletivo escolar usufrui de ganhos quando se trabalha nessa linha, então o esforço vale a pena e é necessário. Nas demais páginas, publicamos o perfil de uma escola que se consolidou como modelo de gestão participativa e construção coletiva do conhecimento, o Colégio São Domingos, de São Paulo; dicas sobre entretenimento, gráfica e material didático de Física e Química; além dos softwares de gestão administrativa e acadêmica que promovem cada vez mais a
Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br
integração da comunidade escolar. Para o mês de setembro, iremos preparar uma edição especial que circulará no XIV Congresso e Feira de Educação Saber, entre os dias 16 a 18, no Centro de Exposições Imigrantes, zona Sul de São Paulo. O evento representa mais uma grande oportunidade para o contato entre os nossos anunciantes e o seu público leitor. Uma boa leitura a todos, Rosali Figueiredo Editora
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Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.
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SUMário
DICA
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Material Didático (Física & Química)
A articulação entre o clássico e o novo, o conhecimento e a sua aplicação prática, devem nortear o desenvolvimento dos recursos pedagógicos nessas áreas, em livros, apostilas, laboratórios e até mesmo portais, blogs e redes sociais, de forma a atender às exigências atuais de transversalidade e interdisciplinaridade do ensino.
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Gráfica
A área administrativa e pedagógica das escolas exige diariamente uma infinidade de impressos, indispensáveis à sua rotina, desde papéis timbrados a simulados, boletins informativos, comunicados, cartilhas, apostilas etc. Há quem até possua um setor próprio, mas as possibilidades de se trabalhar com o material gráfico vão além e envolvem brindes personalizados, publicações e produtos institucionais e promocionais.
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Entretenimento
Atividades com contadores de histórias, encenações teatrais e musicais, viagens culturais ou a parques de diversão, entre outros, proporcionam um momento festivo de quebra de rotina da agenda escolar. Melhor ainda se estiverem associadas a uma proposta de educação lúdica, nova perspectiva metodológica que surge não apenas para as escolas, mas também para o ambiente corporativo e coletivos, com a 3ª Idade.
especial
GESTÃO
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Acessibilidade
O Decreto Federal 5.296/2004, promulgado em dezembro de 2004, deu 48 meses de prazo para que os estabelecimentos se adaptassem às normas de acessibilidade arquitetônica, possibilitando a frequência de alunos com necessidades especiais. Mas segundo pesquisa do MEC baseada no Censo Escolar de 2009, menos de 30% da rede privada e de 15% da pública cumpre com o disposto. O desafio permanece e a inadequação pode render pesadas multas mensais aos mantenedores.
FIQUE DE OLHO
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Acessibilidade Inclusão
As novas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica reafirmam a perspectiva da inclusão, processo ainda controverso junto a algumas escolas, mas de apoio consensual entre educadores. A reportagem aborda experiências que aplicam o conceito de forma ampliada, traz a opinião de especialistas e mostra os recursos necessários ao acesso universal ao ensino básico.
PERFIL DA ESCOLA Softwares de Gestão
Reportagem traz o perfil da AIX Sistemas, Fanny’s Informática e Nova Consultoria, empresas com pelo menos 15 anos de mercado e responsáveis por softwares que se adaptam às necessidades de cada cliente, em soluções que vão do controle contábil e de notas à integração dos produtos via WEB, disponibilizando, a cada ano, novas ferramentas aos gestores, pais e alunos.
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Colégio São Domingos
Uma instituição diferenciada, de origem comunitária e gestão participativa, escola completa 50 anos em agosto, oferecendo ao sistema de ensino um paradigma bastante oportuno de construção coletiva da aprendizagem. Sem abrir mão dos resultados, sua prioridade é envolver os alunos e pais em uma proposta pedagógica baseada na interdisciplinaridade, na integração com o ambiente e em um projeto de futuro.
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índice Acessórios – 22, 23 Acessibilidade - 12 Alambrados – 30 Artigos Esportivos – 10 Assessoria Contábil – 24 Auditório - 22 Bebedouros – 1ª Capa, 23 Bolas – 10 Brindes – 18 Brinquedos Educativos – 23 Casas de Madeira - 24 Câmeras – 5 Cerca Elétrica - 5 Coberturas - 33 Coleta Seletiva de Lixo – 22, 23 Elevadores - 12 Entretenimento - 11
Estudo do Meio – 25, 26 Feiras – 3ª Capa Filtro – 9, 22, 23 Gestão Escolar – 32 Gráfica – 6, 7, 25 Grama Sintética – 29, 30, 31 Informática – 5, 9, 24 Jogos – 30, 31 Laboratório – 25, 26 Lavadoras de Alta Pressão – 22, 23 Lousa – 25 Manutenção Predial - 25 Material de Limpeza – 22, 23 Microscópios – 25, 26 Modelos Anatômicos – 25, 26 Móveis – 27, 4ª Capa Parque – 2ª Capa
Pisos – 21, 27, 28 Playgrounds – 29, 30, 31 Produtos e Equipamentos para Limpeza – 22, 23 Projetores – 25 Quadras – 30 Quadros – 25 Radiocomunicação – 33 Redes de Proteção – 30 Revestimentos – 21, 27, 28 Segurança - 5 Sistema de Gestão – 32 Sistemas de Segurança – 5, 33 Softwares – 9, 24, 32 Tapetes – 22 Terceirização - 32 Toldos – 33
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Articulando o
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clássico e o novo O atual modelo do ENEM, a grande tica e a Relatividade junto aos estudantes incorporação das tecnologias de informação no cotidiano das pessoas e o avanço das pesquisas irão obrigar a mudanças do material didático de Física e Química, bem como nas abordagens em sala de aula, nos laboratórios e nas avaliações. No entanto, é preciso reforçar o conhecimento clássico e saber articular “a aplicação prática e tecnológica das teorias”, defende o professor de Física Jacó Izidro de Moura, do Colégio Oswald de Andrade, da zona Oeste de São Paulo. Na área da Química, o professor Luiz Octavio Stocco, diretor do Colégio Dom Bosco, de Curitiba, sugere “resgatar livros paradidáticos que abordam o seu cotidiano”. Mestre em Física pela USP, Jacó Izidro é autor do blog 12ª Dimensão (http://12dimensao.wordpress.com), colocado à disposição de seus alunos para que se discutam as descobertas mais recentes e tratem de assuntos que às vezes não encontram espaço nas aulas, como as características físicas da bola Jabulani ou o fenômeno da invisibilidade. “É um novo espaço de interlocução com o aluno, uma forma de continuar a aprendizagem fora da sala de aula, mas não se deve abrir mão do laboratório clássico”, diz. Segundo Izidro, tanto a Física quanto a Química acomodaram-se a “um ensino muito desatualizado, que acabava no século XIX”. Mas o novo perfil da educação e a sociedade tecnológica engendraram um processo de mudança no material didático, ainda assim “lento”, observa o professor. Um dos empecilhos para se avançar um pouco mais reside na falta de conhecimento de Matemática, “de uma bagagem que esse ensino exige e os professores não têm”. Izidro reconhece a complexidade de trabalhar a Física Quân-
Ilustração: Jonas Coronado
DICA: MATERIAL DIDÁTICO – FÍSICA & QUÍMICA
e a impossibilidade de testar boa parte de seus pressupostos nos laboratórios escolares, mas defende que o material didático traga “uma abordagem mais prática”. “A Física clássica deve servir como base para isso tudo, o que começa a mudar é que as pessoas não ficam mais restritas a uma única área.” Assim, nos anos finais do Ensino Fundamental II (8º e 9º), é importante abordar noções básicas de estrutura da matéria, “sem entrar no modelo atômico, mas mostrando como esta pode se decompor e como a ciência traz modelos explicativos”. A ideia é estimular a curiosidade científica, diz o professor. Já no Ensino Médio, os conceitos são aprofundados, “avançando nos modelos explicativos, mais abstratos, integrando-os a outros fenômenos e mostrando como a Física vai se aperfeiçoando”. A abordagem prática deve estar presente também na Química. “O aluno deve ser capaz de reconhecer a aplicabilidade das substâncias em seu cotidiano”, observa o professor Luiz Octavio Stocco, licenciado pela Unicamp e Engenheiro Químico pela mesma universidade. Ou seja, “conhecer a função do bicarbonato de sódio está muito mais ligado ao seu dia a dia do que saber apenas se é composto molecular ou iônico”, explica. Stocco sugere, por exemplo, vincular a Química às discussões em torno da exploração do petróleo na camada do pré-sal. Além disso, “ela é hoje uma ciência transversal e deve dialogar com a Matemática, a Biologia e a Física”, ressalta. O diretor recomenda às escolas adotar livros paradidáticos, como “Vaidade, Vitalidade, Virilidade – a ciência por trás dos produtos que você adora comprar”, de John Emsley (Jorge Zahar/2006) ou as obras de Peter W. Atkins. (R.F.)
Saiba mais – Jacó Izidro de Moura – jacoim@hotmail.com Luiz Octavio Stocco – luizstocco@dombosco.com.br Na próxima edição: Material Didático – Biologia
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A
estrutura é a de uma minigráfica. Com seis funcionários (um operador de máquinas gráficas, dois diagramadores, dois revisores e um supervisor), impressoras a laser de médio e grande porte, guilhotina industrial, picotadora, encadernadora, entre outros, o Departamento de Publicações do Colégio São Luís precisa atender diariamente a 50 ordens de serviços e reprodução de dez mil cópias, revela o diretor administrativo-financeiro da instituição, Jairo Cardoso. Mesmo assim, a impressão da revista interna bimestral é feita em uma gráfica terceirizada, tamanha demanda gerada pelos setores administrativos e pedagógicos de uma instituição do porte do São Luís. “Todo maquinário é informatizado”, afirma Jairo, respondendo pela impressão do material de escritório, como papéis timbrados (A4, envelope, formulários, cartas, diplomas etc.); pedagógico (cartilhas da Educação Infantil, eventuais livros, revistas e jornais resultantes das atividades dos alunos, apostilas e livretos); promocionais (folders); e informativos (boletins aos pais e alunos). Mas a relação não pára aí, pois é grande a quantidade de provas, simulados, avaliações continuadas e “testões” gerados pela área de ensino. Uma das mais tradicionais instituições de São Paulo e implantado há 143 anos, o Colégio São Luís possui 2.200 alunos, do Maternal à 3.ª série do Ensino Médio. No seu caso, a opção por um serviço gráfico próprio traz vantagens, observa o diretor, ainda que o custo possa “não ser menor”. “No entanto, as demais vantagens compensam os gastos, como a eficiência, a agilidade, a garantia no cumprimento dos prazos, a busca de soluções inteligentes para as adversidades que surgem e o zelo pela norma culta da língua, pela identidade da organização e pela confidencialidade de documentos.”
Mas quem opta pela terceirização, encontra no mercado gráficas especializadas desde a produção dos materiais administrativos até brindes (como cartões fotográficos com a imagem dos alunos), agendas, calendários, jornais e informativos diversos, folders, cartazes, convites ou flayers (folhetos simples), blocos de rascunho, entre muitos outros. O processo de trabalho envolve, em geral, o desenvolvimento da arte final, a pré-impressão, impressão e o acabamento (corte e vinco, intercalação e encadernação por meio de colagem, grampo ou espiral). Existe ainda a possibilidade de contratar um tratamento especial ao material, com a aplicação de verniz ou plastificação. O importante é que as escolas estejam atentas à concepção prévia do produto. “Isso depende do tipo de mensagem que querem passar, do uso que darão e do impacto que pretendem junto aos pais e alunos”, avalia o designer gráfico Victor Peixoto Meira, graduado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo ele, um impresso de abordagem institucional (reforçando os valores da escola) deve receber tratamento mais sóbrio em relação ao promocional, que visa a conquistar novos alunos. Definido o perfil, o mantenedor encontra no mercado diversas opções de impressão, com ampla variedade em formatos (tamanhos e dobras), papéis (foscos, translúcidos, transparentes e metalizados), tintas (existem as fluorescentes, que brilham no escuro), cores, gramaturas e texturas (lisas ou rugosas, com ou sem marcas d’água). Mas existe algo que deve ser comum a todos eles e tratado com bastante critério: o logotipo. “É a peça principal de toda comunicação, o carro-chefe da identidade da empresa e a representação imagética da instituição”, destaca Victor, que exibe um portfólio com criações para a Universidade Mackenzie. (R.F.)
Saiba mais – Victor Peixoto Meira – peixotomeira@gmail.com Na próxima edição: Sala de psicomotricidade
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Suporte à vida escolar e à imagem das instituições
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DICA: GRÁFICA
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FIQUE DE OLHO: SOFTWARES DE GESTÃO
SOLUÇÕES DESENHADAS
SEGUNDO O PERFIL DO CLIENTE Por Rosali Figueiredo
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O
tamanho do cliente é o que menos importa hoje no mercado de softwares de gestão para escolas. Os fornecedores estão cada vez mais envolvidos no desenvolvimento de soluções que atendam aos mais variados perfis de instituições, com serviços na área administrativa, de tesouraria, pedagógica e até biblioteca. O propósito é atender com qualidade independente se a escola “possui 50 ou 5 mil alunos”, mantendo seu custo versus benefício e apresentando “sugestões de melhorias e implementações do produto”, diz Nilton Paiva de Carvalho, diretor técnico da Fanny’s Informática, empresa com 16 anos de atuação. A Fanny’s é reconhecida por um dos principais softwares de gestão escolar do mercado, o Acadesc, o qual é dividido no módulo secretaria e tesouraria. Hoje ela oferece ainda o LibWin, para bibliotecas, e projeta o lançamento, em 2011, de “um novo produto caracterizado pela mobilidade e portabilidade em sistemas operacionais, focado na interatividade das informações, com o qual pretendemos criar um novo perfil de atendimento escolar”. Atuando em todo Brasil, Angola e Japão, a empresa possui um departamento de suporte técnico, responsável pela análise das sugestões dos clientes e a sua implantação futura. “Portanto, oferecemos uma interatividade entre as reais necessidades dos usuários e o desenvolvimento de novos recursos ou a melhoria do produto, o que torna nosso software competitivo e cada vez mais aceito pelos gestores escolares.” Segundo Nilton, o Acadesc tem custo acessível à maioria das escolas, facilidade de manuseio, possibilidade de controle integrado entre secretaria e tesouraria, é multiuso (a quantidade de usuários dependerá da estrutura da rede do colégio) e oferece uma “gama completa de recursos” (cadastro de alunos, emissão de boletins e históricos escolares, impressão de atas e relatórios estatísticos e de notas, emissão de boletos bancários e sua devida baixa no plano de pagamento de cada aluno, cadastro de fornecedores, contas a pagar, cartas de cobrança, listagens de inadimplentes e adimplentes, entre outros). Na Nova Consultoria, empresa com 15 anos de mercado, o foco também recai sobre as necessidades das mantenedoras. “Com a filosofia de que os clientes não querem produtos e sim soluções, buscamos otimizar a administração e a efetividade das instituições, tanto enquanto empresas quanto fornecedoras de serviços educacionais”, destaca Rodrigo Nicolau, diretor geral da empresa. Os dois principais produtos disponibilizados à rede de ensino são o Notas Online e a Biblioteca. O primeiro “resolve a administração escolar, deixando para os diretores e coordenadores aquilo que é da sua mais alta especialidade e estima: o ensino”. Integrado à internet, em uma solução definida como “100% WEB”, o software possibilita aos professores digitar as notas e ocorrências pela rede, de qualquer lugar em que estejam, e permite aos pais e alunos acompanhar o desempenho de cada um. Outra ferramenta dá aos gestores acesso a informações analíticas e sintéticas, proporcionando-lhes “uma visão holística tanto na área pedagógica quanto na financeira”. Rodrigo Nicolau desta-
ca ainda que a interatividade acaba aproximando toda a comunidade, os gestores da equipe pedagógica, os professores dos coordenadores, os clientes das escolas, “solidificando o relacionamento”. Neste ano, a empresa surgiu com uma novidade, os produtos Câmeras na Internet e Biblioteca. Destacando a eficiência no atendimento ao cliente como seu grande diferencial, a Nova Consultoria atende em todo o Brasil e tem parceiros na Argentina e no Paraguai. Outra empresa com ampla atuação de mercado é a AIX Sistemas, com sede em Belo Horizonte (MG), mas escritórios distribuídos nas principais cidades brasileiras, incluindo São Paulo. Criada há 19 anos, a companhia destaca-se pelo produto ERP AIX, um sistema de informatização completo que permite um controle integrado das áreas acadêmica, pedagógica, administrativa, contábil e financeira, de instituições de pequeno a grande porte, de toda a educação básica, além de escolas profissionalizantes, cursos livres e instituições de ensino superior, descreve o gerente de marketing, Reginaldo Rosa da Costa. Um dos principais destaques do ERP AIX é a sua integração à WEB, por meio dos portais do aluno e do professor. Este permite aos docentes digitar as notas, faltas e conteúdo ministrado, facilitando o trabalho da secretaria, “que pode disponibilizar os dados para os alunos e os seus responsáveis com mais agilidade”. Já o portal do aluno funciona integrado ao site da instituição, dando acesso a dados financeiros, acadêmicos e bibliotecários pela internet. Neste ano, a empresa introduziu no espaço uma ferramenta para o agendamento de reuniões. Outra novidade foi a criação da função cronograma e planejamento das aulas no portal do professor. A AIX Sistemas atua também com softwares de ensino a distância (o Moodle), destacando-se “pela amplitude de nosso catálogo de produtos e por oferecer uma solução completa”, desde o controle de frequência e contábil, à integração entre o desempenho dos alunos nas plataformas de EAD e no ensino presencial.
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Por uma agenda integrada à educação lúdica
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ontadores de histórias, palhaços, shows, viagens a parques, espetáculos teatrais, jogos e sessões de autógrafos em feiras de livros, entre outros, costumam integrar a agenda de entretenimento das escolas, constituindo-se em uma oportunidade de reunir de maneira festiva toda a comunidade. Em geral, essas atividades apresentam uma conotação de quebra da rotina, criandose uma separação entre o momento da aprendizagem e o espaço da diversão. “O entretenimento é importante no desenvolvimento da sociabilidade, mas as escolas poderiam organizar esses eventos como experiência cultural”, defende a professora Paula Zurawski, dos cursos de graduação e Pós em Pedagogia do Instituto Superior de Educação Vera Cruz. Graduada em Teatro e mestre em Didática pela USP, Paula integra o elenco do grupo de espetáculo musical Furunfunfum há 18 anos. Ou seja, explica Paula, seria interessante associar essa agenda a uma proposta de educação lúdica e adequála ao projeto pedagógico, “de forma a atender às diferentes necessidades das crianças e jovens”. Paula lembra que especialmente as crianças “não separam a atividade cognitiva da corporal, o brincar do estudar”. Mas observa que boa parte das instituições ainda estabelece um corte rígido entre a hora da aprendizagem e a da diversão ou recreação. “Basta observar a postura quase imóvel exigida em sala de aula, ao passo que as atividades de parque são soltas, mas pouco assistidas pelos educadores.” É preciso trabalhar as diferentes linguagens artísticas (música, dramaturgia, artes visuais etc.) e incorporar a “ludicidade” ao processo do ensino, defende a pedagoga e atriz, processo que, segundo ela, forneceria critérios às escolas para a organização de uma agenda de atividades culturais. Para tanto, há necessida-
Ilustração: Jonas Coronado
DICA: entretenimento
de de preparar os professores, pois “lhes falta intimidade com essas linguagens, repertório e informação histórica”. Segundo José Ricardo Grilo, mentor e coordenador do curso de Pós-Graduação em Educação Lúdica do ISE Vera Cruz, pioneiro no País, a proposta pedagógica de educação lúdica baseia-se na Teoria do VER, um tripé composto pelo objeto que se vivencia (filme, música, sessões de pintura etc.), pela experiência usufruída e relatada pelos participantes, e pela reflexão. Parece simples, mas ela precisa estar colada a uma perspectiva de construção coletiva do conhecimento, em que os educadores trabalhem valores como solidariedade, colaboração, e respeito ao ritmo de aprendizagem de cada um; e explorem as potencialidades dos envolvidos, “percebendo que esses ritmos são diferentes”. Na prática, a intenção é criar um “estado de ludicidade”, o qual favoreceria a aquisição do conhecimento, explica José Ricardo. “Na educação lúdica, o foco é promover um mundo melhor, desenvolver pessoas em suas competências técnicas, mas também capazes de repensar os valores, formando cidadãos críticos e autônomos em seu processo de busca do saber e do crescimento profissional e pessoal.” Consultor de grandes empresas, onde também trabalha com a metodologia, empregando para isso, por exemplo, os jogos cooperativos, José Ricardo percebe hoje o uso da educação lúdica como tendência do mercado, mas não gostaria de ver nisso apenas mais uma estratégia de marketing das instituições. “A dica que deixo para os mantenedores é que se comprometam com ela para a transformação desse mundo, que a gente acha que pode ser melhor ainda”, defende o coordenador, graduado em Pedagogia e Educação Física e docente de um MBA da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. (R.F.)
Saiba mais – José Ricardo Grilo – josericardo@unoeverso.com.br Paula Zurawski – mariapaulazu@gmail.com Na próxima edição: Uniformes
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GESTÃO: ACESSIBILIDADE
vistorias em 105 estabelecimentos municipais (como EMEF’s, EMEI’s, CEI’s e CEU’s). De acordo com o secretário Marcos Belizário, as edificações públicas já vêm sendo construídas ou reformadas conforme as regras da acessibilidade. Mesmo assim, entretanto, conforme um de seus técnicos, Eduardo Flores Auge, secretário executivo da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), sempre há correções a serem feitas. “É muito complexo, vai desde a sinalização de porta até a barra de banheiro”, observa Eduardo. Para o titular da pasta, Marcos Belizário, a rede privada de ensino possui mais agilidade que o sistema público para providenciar a adequação, já que tem menos unidades e menor burocracia para o acesso aos recursos financeiros.
CULTURA DA INCLUSÃO O fato, porém, é que boa parte das escolas privadas encontra dificuldade para atender integralmente à legislação, afirma Karin Martinho Nogueira, diretora administrativa e uma das mantenedoras do Colégio Magister, instituição com duas unidades localizadas no Jardim Marajoara, zona Sul de São Paulo. O problema, acrescenta, “não é a adaptação física ou de recursos técnicos, mas montar e bancar uma estrutura paralela de apoio ao aluno com necessidades especiais, principalmente auditivas e visuais, por exemplo”. Segundo Karin, o Colégio Magister encontra-se preparado para receber alunos com necessidades especiais locomotoras, como cadeirantes. Dispõe de uma estrutura interna de acesso de veículos para embarque e desembarque do estudante, próxima às rampas e elevador. Disponibiliza ainda equipe de apoio. Karin enfatiza que todos os espaços internos da escola são acessíveis ao cadeirante, incluindo banheiros e corrimãos adaptados. Uma de suas alunas, cadeirante, procurou por outras cinco instituições de ensino, mas encontrou apenas no Magister condições plenas de acesso. Já a adequação a outras
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O
prefeito Gilberto Kassab estuda uma nova proposta de legislação sobre a acessibilidade na cidade de São Paulo, consolidando o Decreto Federal 5.296/2004 e o Municipal 45.122/2004. A novidade será a criação do chamado “princípio da razoabilidade” para o pequeno comércio, de forma a garantir o pleno acesso e atendimento a todas as pessoas com mobilidade reduzida, sem, no entanto, exigir o cumprimento da totalidade das normas técnicas que regem o assunto. Entretanto, escolas, hospitais, serviços públicos, mobiliário urbano e grande comércio deverão continuar atendendo integralmente aos dispositivos de 2004, destaca o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário. “Na escola a acessibilidade precisa ser total. Se uma mãe fizer uma reclamação, tanto para a Prefeitura quanto para o Ministério Público, ela será obrigada a fazer as adaptações”, observa. Ou seja, passados mais de 48 meses da publicação do decreto federal, que ocorreu em dezembro de 2004, as instituições que não promoveram as adequações apresentam irregularidades passíveis de sanções. O prazo foi dado pelo parágrafo 2º do Inciso III, Artigo 24, do decreto federal. Já o municipal, que regulamentou o federal e demais leis da cidade, dando instrumentos à Prefeitura para notificar e aplicar multas, estabelece que auditórios, ginásios, recintos para exposições, entre outros, com capacidade para mais de 100 pessoas, devem “atender às normas de acessibilidade”, bem como estabelecimentos de ensino que reúnam público superior a 600 indivíduos (Artigo 2º). Mesmo as escolas que não atinjam a esse patamar, podem ser cobradas caso disponibilizem os espaços anteriormente elencados. Em caso de descumprimento da lei, estão sujeitas a multas mensais de R$ 3.558,50, “até a comprovação da adequação da edificação”. A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) realizou, desde o ano passado,
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GESTÃO: ACESSIBILIDADE necessidades exige mais do que investimento físico, ressalva. Para o secretário Marcos Belizário, a sociedade precisa ainda desenvolver uma “cultura da inclusão”, incorporando o chamado desenho universal em todas as edificações, incluindo o interior das moradias. Já a arquiteta Guiomar Leitão, conselheira do CREA, membro titular da CPA e coordenadora do GT de Acessibilidade do Instituto dos Arquitetos do Brasil em São Paulo (IAB/SP), destaca a necessidade de se eliminar a “barreira atitudinal”, existente em toda sociedade. No caso das escolas, é importante que observem, por exemplo, que eventualmente pais de alunos ou funcionários venham a ter alguma dificuldade de mobilidade, como a ne-
cessidade de uso temporário ou permanente de cadeiras de rodas. “Como ficará seu acesso a reuniões e eventos festivos e culturais, e do funcionário?”, questiona a arquiteta. “A acessibilidade física vale para todos, mas antes é preciso primeiro entender o conceito de inclusão”, acrescenta. Nesse sentido, a escola exerce um papel educativo fundamental, pois as crianças têm mais facilidade de conviver com a diversidade e podem se desenvolver e crescer incorporando esse valor ético. Vencida essa barreira, fica mais fácil realizar as adequações físicas, avalia, lembrando que “os recursos e a chamada tecnologia assistiva (como a automação e os sensores de presença) estão cada vez mais baratos e disponíveis”.
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O QUE DIZ A LEI DECRETO FEDERAL 5.296/2004 (Regulamenta as Leis 10.048/2000 e 10.098/2000) Art. 11. A construção, reforma ou ampliação de edificações de uso público ou coletivo, ou a mudança de destinação para estes tipos de edificação, deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. § 2o Para a aprovação ou licenciamento ou emissão de certificado de conclusão de projeto arquitetônico ou urbanístico deverá ser atestado o atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica e neste Decreto. Art. 13. § 1o Para concessão de alvará de funcionamento ou sua renovação para qualquer atividade, devem ser observadas e certificadas as regras de acessibilidade previstas neste Decreto e nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. Art. 24. Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, áreas de lazer e sanitários. § 1o Para a concessão de autorização de funcionamento, de abertura ou renovação de curso pelo Poder Público, o estabelecimento de ensino deverá comprovar que: I - está cumprindo as regras de acessibilidade arquitetônica, urbanística e na comunicação e informação previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica ou neste Decreto; II - coloca à disposição de professores, alunos, servidores e empregados portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida ajudas técnicas que permitam o acesso às atividades escolares e administrativas em igualdade de condições com as demais pessoas; e III - seu ordenamento interno contém normas sobre o tratamento a ser dispensado a professores, alunos, servido-
res e empregados portadores de deficiência, com o objetivo de coibir e reprimir qualquer tipo de discriminação, bem como as respectivas sanções pelo descumprimento dessas normas. § 2o As edificações de uso público e de uso coletivo referidas no caput, já existentes, têm, respectivamente, prazo de trinta e quarenta e oito meses, a contar da data de publicação deste Decreto, para garantir a acessibilidade de que trata este artigo. DECRETO MUNICIPAL 45.122/2004 (Estabelece, entre outros, sanções ao não cumprimento do decreto federal e de legislações municipais) Art. 19. O não cumprimento das disposições da Lei nº 11.345*, de 1993, acarretará a imposição de multa mensal de R$ 3.558,50 até a comprovação da adequação da edificação. Art. 20. O não cumprimento das disposições da Lei nº 11.424, de 1993, alterada pela Lei nº 12.815*, de 1999, acarretará a imposição de multa diária de R$ 711,70 até a comprovação da adequação da edificação. *Lei 11.345/93: relativa à adequação das edificações à pessoa portadora de deficiência; Lei 12.815/99: diz respeito ao Certificado de Acessibilidade e Selo de Acessibilidade, que deverão ser obrigatoriamente apresentados pelos estabelecimentos conforme o decreto 45.552/2004 (regulamenta a questão).
SAIBA MAIS Guiomar Leitão Email: guiomar@glbprojetos.com (Guiomar coloca-se à disposição dos mantenedores para organizar cursos de orientação sobre o assunto, através do IAB/SP)
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no Diário Oficial da União, contendo as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, acaba de ratificar as normas anteriores de inclusão dos alunos com necessidades especiais no ensino regular. ”A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto políticopedagógico da unidade escolar”, determina o Artigo 29. Incluem-se “estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar ou suplementar à escolarização, ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de AEE da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos”, complementa o parágrafo primeiro. O documento publicado pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional da Educação (CNE) endossa o Decreto Federal 6.571/2008 e a Resolução 04/2009, específicos à educação especial. Também cumpre com recomendações de O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA/1990) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), que já defendiam a sua inserção no ciclo regular de ensino. No Estado de São Paulo predominam legislações que preveem a inclusão nos moldes propostos pelo arcabouço federal, o qual adota, na verdade, o conceito de Educação para Todos, que começou a ganhar corpo a partir dos anos 90, notadamente com a Declaração de Salamanca, na Espanha, em 1994. Está ainda muito vinculada à perspectiva dos direitos humanos, comenta Marília Costa Dias, pedagoga, mestre em Atendimento Educacional Especializado pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do curso de Pós-Graduação em Educação Inclusiva do Instituto Superior de Educação Vera Cruz. O marco desta política foi a
Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiências, realizada pela Organização das Nações Unidas em 2006 e ratificado pelo Brasil dois anos depois.
Conceitos & suportes Isso tudo, observa a especialista, “colocou maiores desafios para as escolas, que têm que se adequar para contemplar toda a diversidade existente entre nós, pois as diferenças nos são inerentes. O conceito de inclusão abarca as diferenças de ritmo, emocionais, de personalidade, entre outros”, acrescenta Marília, também gerente técnica da APAE de São Paulo. A pedagoga defende, inclusive, que se adote a perspectiva da inclusão de alunos com dificuldades emocionais decorrentes da desestrutura familiar, como a criança de rua ou moradora de abrigos públicos, além das vítimas de violência física e/ou sexual. Nesse sentido, o lema Educação para Todos abraça o social, diz. Segundo a especialista, o País está bem servido em termos normativos e legais quanto às necessidades especiais mais específicas e encontra grande desafio para “traduzir isso em ações práticas”. Para o sistema público de ensino, as legislações preveem a oferta de recursos variados de apoio, como o próprio AEE, a formação de professores e a acessibilidade arquitetônica, nas comunicações e informações, nos mobiliários, equipamentos e nos transportes, entre outros. Em São Paulo, a Secretaria Estadual disponibiliza o Centro de Apoio Pedagógico Especializado (Cape) para a sua rede desde princípios da década, além de profissionais em cada Diretoria de Ensino (para orientação de oficinas pedagógicas) e salas de recursos e professores especializados para as escolas que apresentarem demanda. “Todas as escolas estaduais estão abertas para matricularem alunos com deficiência, altas habilidades e/ou superdotação e trans-
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A nova Resolução Federal 04/2010, publicada em 14 de julho
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ESPECIAL: ACESSIBILIDADE – INCLUSÃO torno globais do desenvolvimento e recebem recursos financeiros, materiais pedagógicos específicos, equipamentos e os responsáveis pelo trabalho pedagógico recebem formação continuada para isso”, informa o Cape, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria. De fato, na Escola Estadual Romeu de Moraes, localizada na zona Oeste de São Paulo, há uma sala de recursos e uma especialista para atuar individualmente com cada aluno que apresentar necessidade de apoio, sem, no entanto, tirá-lo do contexto de aprendizagem de sua turma. A pedagoga Maria Rosa de Sousa Pereira é quem dá esse suporte, atendendo, quando solicitada, ao próprio professor. A Romeu de Moraes tornou-se referência na rede em inclusão, acaba de receber um professor intérprete em Libras, passa por obras de adaptação para a acessibilidade física, mas aplica o conceito em uma perspectiva mais ampla, envolvendo a social. A Escola recebe muitos adolescentes provenientes de um abrigo da Prefeitura, localizado na região (Leia mais sobre o trabalho da Romeu de Moraes na página ao lado). Entretanto, a rede privada apresenta outra realidade. “Esta é uma grande discussão, pois se a inclusão exigir toda uma estrutura paralela de apoio, fica muito difícil para a escola bancar”, afirma Karin Martinho Nogueira, uma das mantenedoras do Colégio Magister, da zona Sul de São Paulo. Diretora administrativa da instituição, Karin conta que providenciou toda uma estrutura física que permitiu acolher uma aluna cadeirante, mas que para as demais necessidades especiais, procura conversar com os pais e buscar junto com eles outras opções em que os filhos possam ser mais bem acolhidos. “Orientamos e explicamos que em alguns casos o aluno não terá condições de ser bem atendido”, diz. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, “a rede privada tem autonomia para construir a sua proposta pedagógica sempre baseada nas legislações federais e nos Pareceres do Conselho Estadual”. A Deliberação 68/2007, do Conselho Estadual da Educação (CEE), recomenda que o aluno especial seja recebido “preferencialmente nas classes comuns” de todo sistema de ensino, no entanto, deixa uma porta aberta, ao orientar as instituições a buscar “intercâmbio e cooperação” com as demais escolas no sentido de “proporcionar o aprimoramento” das condições de qualidade da educação.
Na rede estadual, isso se traduz ainda em recursos como formação continuada dos professores (em diferentes modalidades, como Libra, Braille, atendimento a deficiência intelectual, educação física adaptada etc.), mobiliário e materiais didáticos próprios, equipamentos eletrônicos para o atendimento do aluno com deficiência visual, afora a sala de recursos e os especialistas.
Em sala de aula Na verdade, avalia a pedagoga Marília Dias, “em sala de aula, o professor precisa ter material e recursos adequados para qualquer aluno, incluindo os de necessidades especiais e a possibilidade de contratação de profissionais especializados quando houver necessidade”. Segundo ela, a política de inclusão exige da escola ou Estado um investimento continuado em formação e o suporte de direção, coordenação e até de um segundo professor em vários momentos da rotina. Duas outras especialistas na área, Márcia Icléa Bagnatori e Magali Bussab, ex-coordenadoras da Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (ADID) e pós-graduadas em Educação Especial pela USP, avaliam que há situações, como a deficiência auditiva e de fala, por exemplo, que exige um processo anterior de alfabetização com profissional especializado. Já nas deficiências múltiplas ou duplas (física e intelectual), o trabalho deve ser feito em outro ambiente, por meio de parcerias com entidades que atendam a esse perfil de público, observam. Mas nos demais casos previstos pela legislação, a grande barreira à inclusão reside na falta de profissionais qualificados e capacitados. “As universidades não fornecem cursos de capacitação, são os próprios professores que estão buscando essa formação, mas é difícil encontrar oferta.” O educador social Paulo Sérgio Miranda, professor da ADID, afirma que os próprios alunos os ensinam a encontrar “a melhor forma de passar as informações”. Já a professora Marlene Lugli Tatonetti Roder, com experiência de dez anos na ADID, aponta que a inclusão favorece a todos os alunos, que aprendem a conviver com a diversidade, “a ter mais paciência e a controlar a ansiedade”. “Os pais têm receio desse convívio, mas o ganho é maravilhoso para todos.”
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UM PROFESSOR ESPECIAL Lançado no começo de julho em São Paulo, o livro “Projetos Especiais para alunos maravilhosos” (Arte & Ciência Editora), de Márcia Icléa Bagnatori, Magali Bussab e colaboradores, traz o relato minucioso da aplicação de 14 projetos diferentes projetos de aprendizagem na ADID (Associação para o Desenvolvimento Integral do Down), especializada no atendimento a crianças, jovens e adultos portadores da Síndrome, e localizada na zona Sul de São Paulo. As autoras, ex-coordenadoras da ADID, defendem a Pedagogia do Projeto como “alternativa bastante eficaz”
aos processos de ensino, “pois tem uma relação direta com a sala de aula”. Além da descrição dos projetos, no entanto, em áreas como produção de texto, de imagens em movimento, artes, aplicação de jogos, encenação de espetáculo musical, entre outras experiências, Márcia Icléa e Magali destacam na obra que “o professor que trabalha com alunos com necessidades especiais, ele também o é (especial”). Isto porque, este educador “reformula seu plano de ensino para dosá-lo de acordo com a capacidade de seus alunos”; “usa o material didático existente na escola ou elabora-o ou, ainda, solicita sua compra e/ou improvisa”; “avalia-se quanto à metodologia utilizada
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NA E.E.ROMEU DE MORAES, O “OLHAR DO RESGATE” Pesquisa divulgada no semestre passado pelo Ministério da Educação e baseado no Censo Escolar de 2009 revela que o índice de acessibilidade na rede pública é de 14,6% e, na particular, de 29,7%. Quem visita a Escola Estadual Romeu de Moraes, na região da Lapa, em São Paulo, sente bem as dificuldades para que se possa garantir a inclusão. É preciso um investimento diário em ações, que vão desde o suporte individualizado para cada aluno que venha apresentar alguma dificuldade de aprendizagem e inserção no meio, a obras físicas, como a implantação de rampas, corrimãos, pisos táteis, elevadores, banheiros adaptados, mesas, cadeiras, entre muitos outros recursos do mobiliário. Mas o principal desafio reside em um trabalho contínuo e persistente de formação do educador, em direção àquilo que a professora Maria Rosa de Sousa Pereira define como “o olhar do resgate”. “É quando o aluno começa a produzir, fazer atividades e a agir, saindo de um estágio de recusa”, explica. Por meio deste olhar, mobilizam-se os educadores, os próprios alunos e a comunidade no sentido de fazer com que a inclusão repercuta nos âmbitos social, cultural, emocional e, claro, também intelectual. Assim, merece destaque o trabalho feito junto aos estudantes para que aprendam a conviver com a diversidade, incluindo a cultural. Ali convivem diferentes tribos de jovens e adolescentes e organizamse grupos de apoio entre os próprios estudantes para atuar com os mais novos, de forma a auxiliá-los em suas dúvidas e conflitos cotidianos. Finalmente, o ciclo da inclusão é completado pelo estímulo ao trabalho do grêmio estudantil, responsável pela programação de festas e de campeonatos esportivos; e pelo encaminhamento para estágio (turmas finais do Ensino Médio), para a aulas extras de inglês oferecidas pelo Estado ou oficinas, programas e cursos prévestibulares disponibilizados pelos parceiros. “Somos uma escola inclusiva há 15 anos e sempre atendemos a pessoas com necessidades especiais, desde o emo-
tivo ao físico, auditivo, visual e intelectual”, afirma um de seus coordenadores, Arnaldo Aparecido Tiozzo. Ele ressalva, no entanto, que o enfoque cresceu e deu origem ao “Projeto Não Perderemos Você”, em que a inclusão se estende “ao cultural, econômico, social e ao conhecimento”, enfim, ao combate à evasão e à garantia de acesso à formação integral, acrescenta. O propósito, segundo ele, é “criar um ambiente favorável à escola, que muda a disponibilidade do aluno em relação à instituição” e abre caminho para esta inclusão mais ampla. O “Projeto Identidade – Quem Sou Eu?” ilustra bem esse processo diário de investimento no aluno. Cinco alunas do Ensino Médio desenvolvem atividades diárias e voluntárias, em horário invertido, junto aos colegas do Ensino Fundamental II. Elas aproveitam intervalos e algumas janelas do período para propor discussões, pesquisas ou produções em torno da identidade de cada um ou, simplesmente, bater papo. É um processo de amadurecimento, tanto delas quando dos menores, destacam Arnaldo e a vice-diretora Denise Ribeiro Rezende, o que ajuda o grupo “a acreditar e a apostar em alguma coisa, a gostar da escola”. O Projeto é integrado por Julia de Oliveira Amatuzzi, Bruna Barbosa Angelonio, Maria Clara Tarquínio, Francielle Franco Pereira e Rogéria Sousa de Oliveira, ela mesma protagonista de uma grande história de inclusão e superação. Aos nove anos, Rogéria vivia nas ruas com a mãe, até que conheceu educadores que lhe mostraram a opção de ir para um abrigo da Prefeitura. Mora lá desde então, está com 17 anos e estuda no Romeu desde a 5ª série, mas chegou e ficou durante um bom tempo “como aluna rebelde que precisava se incluir neste grupo”, observa a vice-diretora. Hoje Rogéria é ativista do Estatuto da Criança e do Adolescente, participou como delegada de conferências sobre o tema e integra a comissão organizadora dos encontros regionais.
SAIBA MAIS Magali Bussab Email: magalibussab@ig.com.br Márcia Iclea Bagnatori Email: miclea@ig.com.br Marília Costa Dias Email: mariliac@ajato.com.br Confiram ainda: mais informações no site da Direcional Escolas (www.direcionalescolas.com.br)
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e solicita ajuda, se necessário”; “durante suas aulas, participa integralmente junto aos alunos, independentemente da solicitação”; “detecta o que precisa melhorar na dinâmica escolar, sabendo administrar aspectos da interação professor/aluno, professor/professor, direção, coordenação, familiares e, ainda, em seu desempenho em sala, com o aluno.” (págs. 8 e 9) Segundo a equipe pedagógica da Escola Romeu de Moraes, este tem que ser um professor especial, pois além de “estar preparado e possuir conhecimento técnico, é preciso, sobretudo, boa vontade”. “Tem que querer”, finaliza o coordenador Francisco dos Santos.
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A experiência da aprendizagem como construção coletiva Modelo de gestão participativa, escola comemora 50 anos neste mês propondo-se a mapear os saberes dos pais e envolvê-los cada vez mais em uma proposta de ensino que valoriza a experiência concreta dos alunos e busca os resultados do desempenho apenas como conseqüência e não razão própria da aprendizagem.
Por Rosali Figueiredo Fotos João Elias
Também no Fundamental I, os alunos estudam a cidade de São Paulo (Permanências e Mudanças, no 3º ano), o meio ambiente (A Terra em Perigo, no 4º ano) e a formação étnica, social e cultural do País (Imigração, 5º ano). A partir do 9º ano, pratica-se a chamada Pedagogia do Projeto, com atividades no horário invertido. Segundo o coordenador da série e do Ensino Médio, Ricardo Francisco, os adolescentes desenvolvem alguns dos temas oferecidos pela escola, dentro “de um cardápio” que envolve atualidades, ciências, sociedade etc.. Outro projeto está em curso junto ao Ensino Médio, afirma, por sua vez, o diretor Sílvio. Será criada uma oficina de vídeo, com a colaboração de alguns pais. “Com o mapeamento dos seus saberes, os pais poderão atuar com a escola fortalecidos naquilo que eles têm, diferente do que acontece no ambiente competitivo, em que se olha inicialmente o que as pessoas não têm”, observa o diretor. O propósito é que o ensino esteja sempre integrado ao meio, procurando, nesta perspectiva, combater certo “comportamento blasé da juventude, que se mostra bastante despregado (desinteressado) da realidade e de um projeto de vida”. O problema é comum às escolas, comenta o diretor, lembrando que ao assumir os trabalhos no São Domingos, “constatávamos, do ponto de vista de sua expressão e comportamento, que havia um adolescente ocioso e rebelde”. O caminho escolhido para lidar com a situação foi o diálogo e o entendimento, diz.
DIÁLOGO E ABORDAGEM CONTEXTUALIZADA Graduado em Pedagogia e História, ex-consultor do MEC e exgestor pedagógico em escolas privadas tradicionais de São Paulo, Sílvio Barini chegou ao São Domingos em 2007. Em lugar de trabalhar de maneira localizada os problemas disciplinares, Sílvio abriu a discussão e chamou os pais. “Precisávamos entender o papel da juventude na sociedade contemporânea, olhando não apenas para o comportamento do jovem, mas para o contexto, o qual apontou
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riado em 1960 por pessoas ligadas à Paróquia de São Domingos, em Perdizes, região Oeste de São Paulo, posteriormente laicizado e hoje administrado por um Conselho de Gestão, o Colégio São Domingos está mapeamento os saberes dos pais de seus 640 alunos. A escola pretende integrá-los ainda mais aos projetos desenvolvidos com os estudantes, a exemplo do que fez recentemente com o 1º ano do Ensino Médio, quando três pais os auxiliaram em uma auditoria ambiental da instituição, levantando quanto se gasta com água e papel, as possibilidades de economia e os recursos disponíveis para tanto. “A partir de uma situação concreta, os alunos recorreram ao conhecimento de química, física e biologia, que de uma forma convencional seriam tomados sem contexto algum”, observa o diretor Sílvio Barini Pinto, presidente do Conselho. Uma proposta de ensino integrada ao meio e à experiência concreta, com projetos interdisciplinares e articulação das diferentes linguagens e formas de expressão, compõe o caminho da aprendizagem no Colégio São Domingos. Assim, não causou estranheza aos seus educadores nem aos alunos quando o Ministério da Educação mudou o formato do ENEM em 2009, introduzindo a perspectiva interdisciplinar e prática aos enunciados das suas provas. “As mudanças do Exame Nacional vieram de encontro à proposta que já vinha sendo trabalhada pelo Colégio”, comenta Sílvio. Um dos principais eixos adotados, o desenvolvimento de projetos toma forma como trabalho coletivo e interdisciplinar e perpassa as atividades nas mais diferentes séries escolares. Um bom exemplo desta perspectiva é dado pela obra “O livro da Maria-fedida”, lançado no início do ano pela escola e que surgiu de uma inquietação no retorno das férias escolares dos 21 alunos do 1º ano. Os pequenos perceberam que havia ovos de um inseto junto à porta da sala de aula e, orientados pela professora, passaram a investigar a sua origem, a socializar os conhecimentos e a produzir em torno dos achados, dando origem a um livro ricamente ilustrado e a textos informativos.
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para o fenômeno da ‘adultescência’, de adultos vivendo uma adolescência tardia.” De acordo com Sílvio, isso cria muita confusão entre os próprios adolescentes, “pois essa fase, que deveria ser temporária, acaba eternizada, tirando deles as referências para o amadurecimento”. Do ponto de vista prático, o diagnóstico foi lançado à comunidade por meio de artigos publicados no site da escola e encaminhados via email. O Colégio promoveu ainda um encontro com a psicanalista Maria Rita Kehl e mais recentemente com a cineasta Laís Bodanzky e o roteirista Luiz Bolognesi, que lançaram neste ano o filme “As melhores coisas do mundo”, obra obrigatória para pais e adolescentes. “Ao lidar com os comportamentos inadequados dos adolescentes, tínhamos que olhar para nós mesmos. Ou seja, compreender o fenômeno de forma complexa para encontrar uma solução sistêmica e não simplesmente impor obediência às regras. Chamamos a atenção dos adultos para entender como poderíamos mudar a atitude”, diz. A questão é começar a dar novas referências aos estudantes, estimulando seu compromisso com a construção do próprio futuro. Pois, conforme destaca o diretor, “não interessa à escola um desempenho que atenda às metas de aprendizagem sob um sentido utilitário, mas que os resultados reflitam a ponta de algo maior, que venha do interesse do aluno”.
isso não libera os demais da participação. Além da contribuição aos projetos escolares, pais e alunos comparecem juntos às reuniões pedagógicas, em que três a quatro professores atendem individualmente aos familiares. São convidados ainda a participar da organização das festas e eventos coletivos, juntamente com os funcionários e os educadores. Ou a auxiliarem no diagnóstico de eventuais conflitos que surjam em salas de aulas. Cabe à direção fazer a gestão política entre as duas instâncias democráticas, tanto a participativa quanto a representativa, diz Sílvio Barini. “Nesse sentido, preciso me comunicar com a comunidade a respeito das questões que estão sendo debatidas, não posso esperar que apenas os representantes façam isso, o que traria risco de concentração de poder e lentidão”, comenta. Alguns mecanismos facilitam a interlocução, como a presença do professor tutor desde o 6º ano até o Ensino Médio, lidando mais diretamente com os alunos, orientando-os nos estudos e nos problemas em sala de aula, entre outros. Sílvio não deixa também de conversar diariamente com os professores, nem com os grupos de estudantes que eventualmente encontra no pátio ou que lhes solicitam reuniões para apresentar queixas ou demandas. “Há uma presença viva da liderança intelectual e afetiva do diretor junto aos alunos, fornecendo o parâmetro de uma relação mais informal e cooperativa, sem que isso tire, no entanto, a autoridade no momento em que precisar fazer valer nossos princípios e normas de convivência.” O Colégio São Domingos vive um momento autosustentável, revela Sílvio, o que significa uma boa notícia para a comunidade, já que em princípios dos anos 90, em dificuldades financeiras, quase fechou as portas. Sua mantenedora é a Associação Cultural São Paulo, vinculada, por sua vez, à Fundação São Paulo, a mesma que responde pela PUC. Com 47 professores e 640 alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, a escola se manteve graças à mobilização de alguns pais e hoje, aos 50 anos, comemora a impressão de sua marca diferenciada de gestão e de ensino na história educacional de São Paulo.
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DEMOCRACIA PARTICIPATIVA E REPRESENTATIVA Não é uma tarefa fácil, “é preciso envolver a comunidade com o projeto coletivo” e, sobretudo, “educar a demanda”. Ao mesmo tempo em que os pais ainda demonstram “grande apego à tradição, o que acaba pautando as escolhas de muitas escolas, há de outro lado a consciência entre eles que deve haver mudanças, uma bipolaridade”, aponta, problema agravado pela ansiedade em torno dos indicadores de desempenho. “A escola tem que se reinventar não apenas na gestão pedagógica e do administrativo, mas do conhecimento mesmo. Ele está hoje despregado da realidade. Devem-se planejar estratégias para que essa revisão aconteça, para não colocar em risco as instituições”, defende Sílvio. No São Domingos, há disponibilidade para a comunicação e o envolvimento de todos os atores (educadores, funcionários, familiares e alunos) em cada projeto e atividade. No aspecto formal, o Conselho de Gestão garante a representatividade desses segmentos nas decisões macro na área pedagógica e nos investimentos. Mas
SAIBA MAIS Sílvio Barini Pinto Email: direcao@sdomingos.com.br
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ACESSÓRIOS, AUDITÓRIO
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ACESSÓRIOS, BEBEDOUROS, BRINQUEDOS EDUCATIVOS
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ASSESSORIA CONTÁBIL, CASAS E MÓVEIS DE MADEIRA, INFORMÁTICA
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GRÁFICA, LABORATÓRIO, LOUSAS, MANUTENÇÃO PREDIAL
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Mテ天EiS, piSoS
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PLAYGROUNDS
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PLAYGROUNDS, QUADRAS
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SISTEMA DE GESTÃO, TERCEIRIZAÇÃO
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RADIOCOMUNICAÇÃO, SISTEMAS DE SEGURANÇA, TOLDOS
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