editORiAl Diretores
Alex Santos & Paula De Pierro Editora
Leila Coronado Público
Diretores e Compradores Periodicidade: mensal exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral
Caro diretor
Tiragem 20.000 exemplares Jornalista Responsável
Leila Coronado - MTB 0070177/SP leila@agenciacoronado.com.br Circulação
Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Projeto Gráfico
Studio5
Direção de Arte
Jonas Coronado Assistente de Arte
Karla Dias e Sergio Willian Departamento Comercial
Alex Santos -
alex@direcionalescolas.com.br
Paula De Pierro paula@direcionalescolas.com.br Atendimento ao Cliente
Claudiney Fernandes Impressão
Prol Gráfica
Para anunciar, ligue: (11) 3881-3260 / 3881-3375
tiragem auditada
Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Disribuição gratuita - Venda Proibida Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se responsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anunciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 3º andar - cj.31 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tels.: (11) 3881-3260 / 3881-3375 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br
cada vez mais, vemos crianças estudando em período integral. É de grande auxílio para os pais poderem matricular seus fi lhos em escolas que oferecem esta opção, pois assim garantem a tranquilidade ao saírem para trabalhar, sabendo que seus filhos estão devidamente assessorados e assim, não precisam se desgastar tanto com o suporte que as crianças necessitam para obterem sucesso nos estudos. de acordo com os últimos dados do censo escolar do mec - ministério da educação, o número de alunos matriculados em período integral no ensino fundamental - nove séries que devem ser cursadas dos 6 aos 14 anos – saltou de 1,3 milhão em 2010 para 3,1 milhões no ano passado, representando um crescimento de 139%. se por um lado este fato possui as vantagens de melhorar a disciplina da criança, proporcionar maior aproveitamento no desempenho intelecto-social, ocupação de tempo ocioso e suprir carências de atividades físicas e culturais, por outro lado há a preocupação se esta é a melhor opção, se isso sobrecarrega a criança, se estão seguras e bem alimentadas. Nossa revista procura abordar diversas questões do cotidiano escolar para auxiliar
não só os gestores como também os pais, esclarecendo de que modo os profissionais da educação lidam com cada detalhe que envolve o ambiente escolar a fim de passar a devida confiabilidade aos pais dos alunos. Acompanhe as dicas sobre alimentação na qual tratamos da nutrição, além das pautas sobre segurança nos playgrounds e os cuidados com a manutenção predial da escola. Há também a conversa com o gestor, que trouxemos a questão da acessibilidade nas escolas. veja ainda nesta edição, pisos e acessórios para quadras na seção fique de Olho, as colunas de christian Rocha coelho e de gustavo borges. conte com o guia comercial para adquirir produtos e serviços de seu interesse. Já visitou o nosso site? www.direcionalescolas.com.br Está bem movimentado, com inserção de artigos e notícias que tratam de diversos assuntos que envolvem a área da Educação. E não deixe de curtir nossa página no facebook. uma boa leitura a todos.
leila Coronado
Editora
4
nesta edição: 08. Coluna Christian Coelho As inteligências múltiplas
10. Coluna Gustavo Borges sistemas de tratamento da Água x cloro x salinização x Ozônio e Temperatura
12.
Conversa com o Gestor Acessibilidade: Normas, leis e adequações
16. Dica - Playgrounds
Direcional Escolas - Abril 2014
segurança
20. Dica - Alimentação e Nutrição criança x Alimentação saudável
24. Dica - Manutenção Predial Zelar é Fundamental
26. Vitrine
6
Estamos no Facebook!
w w w.direcionalescolas .com . br No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores.
Veja como organizar o currículo escolar: Novas competências e práticas, para além do conteúdo básico.
Direcional Escolas - Abril 2014
Saiba mais em http://goo.gl/AcHvhv
Você curte a Direcional Escolas? Então dá um Like na nossa página e receba todas as informações direto no seu Facebook!
Tecnologia em processos escolares:
Dica - Ensino de artes:
O que se espera dessa nova formação superior?
Estrutura e Recursos
Saiba mais em http://goo.gl/x4N5c1
Saiba mais em http://goo.gl/X6DvWH
Direcional Escolas - Abril 2014
7
8
COLUNA / CHRISTIAN COELHO As inteligências múltiplas
A
Direcional Escolas - Abril 2014
té pouco tempo atrás, acreditava-se que as pessoas “inteligentes”, eram as que tinham mais facilidade em desenvolver o raciocínio lógico matemático e a linguística. Somente depois dos estudos do professor americano Howard Gardner as demais inteligências deixaram de ser consideradas dons particulares não encontradas na maior parte das pessoas para competências existentes em todos seres humanos. Hoje, a teoria das inteligências múltiplas considera a existência de oito inteligências, não limitada a novas descobertas:
Esta concepção nos fez perceber que a maioria das escolas privilegia apenas as duas inteligências “mais famosas” (linguística e lógico-matemática), considera outras como dons particulares (espacial, musical, corporal, naturalista e pictórica) e negligenciadas as inteligências interpessoais e intrapessoais.
pondo uma nova educação através do lidade e harmonia, sabendo avaliar as desenvolvimento dos aspectos essenciais ações das outras pessoas, coordenando estados de espírito e marcando o início da inteligência emocional: da sintonia interpessoal. Autoconhecimento - A importância do conhecimento de sentimentos próprios e utili- “Inteligência Emocional é saber viver com zação dos mesmos para a resolução de pro- as emoções e não viver em função delas” blemas que resultem na satisfação pessoal.
É muito comum escutarmos histórias de alunos brilhantes, acima da média, que quando chegam na fase adulta tornam-se infelizes e frustrados pessoal e profissionalmente. Para modelar nossas atitudes, decisões e ações com objetivo de alcançar o sucesso e a felicidade, as emoções tem o mesmo peso que o conhecimento.
Administração da vida emocional - Ser capaz de administrar a vida emocional, controlando impulsos, aliviando-se da ansiedade e direcionando a raiva à condição correta.
Inteligência Emocional - Daniel Goleman, psicólogo e escritor do livro Inteligência Emocional considera que a inteligência emocional e a ação conjunta das inteligências interpessoais e intrapessoal. Através de inúmeros experimentos Goleman demonstrou que ninguém pode ser inteligente sob todos os ângulos, e também ninguém é incapaz em qualquer das inteligências, pro-
Goleman
Podemos concluir que, para que um indivíduo possa se desenvolver de forma plena e equilibrada em busca de sua felicidade, terá que durante seu processo de aprendizagem ser preparado para adquirir e Automotivação - Capacidade de preser- administrar conhecimentos e emoções. var o positivismo mesmo em situações adversas e desafios. Empatia - Habilidade de se colocar no lugar do outro, entendendo-o e percebendo seus sentimentos e intenções não verbalizadas, ou seja, perceber legitimamente o que o outro sente, se colocando no lugar dele sem inferir com sentimentos próprios. Competência pessoal - Lidar com sentimentos em relacionamentos com habi-
O Colunista Christian Rocha Coelho é especialista em andragogia e diretor de planejamento da maior empresa de gestão, pesquisa e comunicação pedagógica do Brasil, a Rabbit Partnership. Mais informações: (11) 3862.2905 www.rabbitmkt.com.br rabbit@rabbitmkt.com.br
Direcional Escolas - Abril 2014
9
10
COLUNA / GUSTAVO BORGES Sistemas de tratamento da água: Cloro x Salinização x Ozônio e Temperatura
T
oda piscina precisa de um sistema de tratamento de água, principalmente quando é compartilhada por muitas pessoas. O cloro, a salinização e o ozônio são boas formas de garantirem a higienização. Essas três opções trazem benefícios, mas também podem proporcionar desconforto para algumas pessoas. Os usuários estão suscetíveis a desenvolver diferentes formas de complicações respiratórias ou infecções em geral. E o pior: pode ser a forma de tratamento de água que cause essas enfermidades.
Direcional Escolas - Abril 2014
1: Cloro
risco, porque é 10x menor que a concen- Mesmo que o uso do cloro seja necessátração da água do mar e ainda propor- rio nessas duas alternativas, sua quantidade é tão baixa que quase não apresenciona a produção de cloro natural. ta malefícios a quem entrar na piscina. Para isso, é preciso que na piscina esteja instalado um equipamento de célula Cuidado extra: eletrolítica, capaz de transformar o sal em cloro por meio do processo de ele- Com a limpeza da piscina em ordem, trólise. Dessa forma garantindo a higie- agora falta controlar a temperatura de nização da água de uma maneira mais acordo com quem a usa e o exercício natural e menos prejudicial às pessoas que lá será feito. sensíveis ao cloro industrializado. Para as aulas de condicionamento e treinamento, a temperatura da água deve ficar 3: Ozônio entre 27°C a 29°C, nas aulas infantis entre Por ser um poderoso oxidante e bacte- 29,5°C e 31°C e, para os bebês, 32°C. ricida, suas propriedades fazem dele uma alternativa muito eficiente e segura quando o assunto é limpeza e purificação da água. O melhor é que o ozônio não deixa resíduos na água e seu excesso é transformado naturalmente em oxigênio.
O cloro é usado desde 1918 pelas redes norte americanas de tratamento de água, sendo eficiente contra germes, coliformes fecais e microrganismos prejudiciais à saúde. Entretanto, quando usado em excesso nas piscinas, pode causar ir- Para entrar em ação na água, é preciso ritação nos olhos, alergias respiratórias que um equipamento gerador de ozônio e ressecamento da pele e cabelos. capte o ar do ambiente e quebre as moléculas de oxigênio para, então, criar o Para evitar esses pontos negativos, agente. No entanto, como seu excesso basta manter a concentração do agen- evapora, é preciso manter uma quantite na água entre 2,0 e 4,0 ppm. Algo dade de 0,5ppm de cloro na água. O que pode ser feito de forma automática que previne a contaminação do meio por meio de um dosador. Mas atenção, aquático e diminui muito a irritação mesmo assim é preciso conferir diaria- pelo cloro, devido à baixa quantidade. Vantagens do sal e ozônio: mente a qualidade da água.
2: Sal
- Diminuição do cheiro do cloro após as aulas No processo de salinização, o sal é de- - Menor irritação dos olhos positado na água numa proporção de - Os cabelos e pele não ressecam 4g a 5g por litro. Algo que não oferece - Não provoca alergias
O Colunista A Metodologia Gustavo Borges conta com uma equipe de profissionais especializados em natação. Liderada pelo ex alteta olímpico Gustavo Borges, desenvolve uma proposta de ensino incluindo soluções para operação aquática de escolas,clubes e academias. www.gustavoborges.com.br
Direcional Escolas - Abril 2014
11
12
Conversa com o Gestor
Acessibilidade: Normas, leis e adequações
Direcional Escolas - Abril 2014
A
educação inclusiva é o reconhecimento dos direitos do ser humano, que por conter alguma limitação física, não pode ser privado de ir à qualquer lugar, assim como à escola. A educação é um direito de todos e educação inclusiva é o exercício da democracia. A pessoa com deficiência tem o direito de ir e vir, assim como qualquer outro cidadão, mas infelizmente as vias de acesso a lugares comuns como shoppings, praças, escolas, restaurantes e transporte público ainda são escassas e quando há, não são respeitadas como deveriam. Nem todo ambiente está devidamente preparado para receber a pessoa com deficiência. Ainda que existam Leis e Normas que regulamentam este direito, vemos muito descaso quando o assunto é acessibilidade. A acessibilidade é regida pelo Decreto Federal 5.296/04 e a Norma criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, NBR 9050/04. O decreto estabelece o que e quem deve cumprir à lei de acessibilidade e a NBR estabelece como deve ser feita a construção ou adequação dos ambientes de um imóvel. Desde a calçada até o interior do imóvel, tudo deve ser adequado de acordo com a finalidade e uso de cada imóvel. Atualmente é importante garantir o acesso ao serviço e ao ambiente, diferente da antiga lei que previa apenas o atendimento ao serviço. Para estabelecimentos de ensino no art. 24 o decreto diz: “Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de todos os ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de deficiência (atualmente, pessoas com deficiência) ou com mobilidade redu-
Por Leila Coronado Fotos: Divulgação zida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, área de lazer e sanitários.” Portanto, a exigência da lei é ampla. O que a norma – NBR 9050/04 – vem orientar é como atender essa exigência com intervenções na arquitetura, corrigindo barreiras longitudinais e latitudinais. Além disso, existem também as orientações para conseguir dar o atendimento correto à pessoa através de profissionais treinados.
ligada diretamente às sinalizações sem necessidade de obras civis, já em outros casos há a necessidade de instalação de elevador, construção de rampas, adequação de banheiros e então o custo acaba sendo um pouco mais elevado. Contudo é importante salientar que o que for considerado como custo de adaptação, na realidade é revertido como investimento, uma vez que com a escola apta a receber esses clientes, sua fonte de receita pode aumentar.
O arquiteto Eduardo Ronchetti de Castro diz que além dos projetos residenciais e comerciais, buscou um nicho de mercado e se especializou em projetos de acessibilidade. Desde sua formação acadêmica, viu a importância de pensar e trabalhar positivamente na intenção de proporcionar a inclusão às pessoas com deficiência, na atual situação urbanística em que vivemos. Ele explica que ao executar um serviço, antes de sua visita inicial, analisa-se a real necessidade do colégio, seja iniciativa própria do colégio ou por notificação do Ministério Público para atender a acessibilidade. Acontece então, a visita inicial, onde o arquiteto fará a medição da escola, identificando os pontos onde ocorrerão intervenções. Feito isto, e de posse destas informações, acontece um estudo inicial, que apresentará opções de realização do projeto, juntando a necessidade com o gosto do cliente e o estilo do arquiteto. Realiza-se o projeto e um organograma de execução das obras que será apresentado ao colégio e ao Ministério Público (quando necessário). Se aprovado, passa-se para a fase de execução do projeto. Os custos dependem muito da situação existente no imóvel, pois a adequação ocorre em áreas específicas e não em toda sua estrutura. Por exemplo, existem casos em que a adequação está
O colégio Nossa Senhora de Sion, situado em Curitiba – PR tem trabalhado arduamente para proporcionar a todos o direito à educação. A Coordenadora Pedagógica de Ensino Integral, Magda Lopes Bacellar, nos conta que a acessibilidade sempre foi uma preocupação e um desafio, pois a sede da instituição funciona em um prédio antigo. Num primeiro momento, as reformas foram para facilitar o acesso de pais e avós aos eventos da escola. Posteriormente, ocorreu a implantação de elevadores, rampas, e reformas dos banheiros. Mais tarde, com o início da faculdade, foi
13 aprender e se desenvolver.
Magda conta que no ano de 2013, iniciaram uma grande reforma para ampliar a área de educação infantil. Todo o projeto está dentro das normas de acessibilidade (NBR 9050), com rampas que levam ao piso superior, portas amplas para entrada de pessoas em cadeira de rodas e banheiros adaptados para crianças e portadores de necessidades especiais. O Colégio Nossa Senhora de Sion se preocupou também em fazer uma obra sustentável e, para que isso acontecesse, utilizaram materiais recicláveis e fizeram o reaproveitamento da água das chuvas. Um exemplo a ser seguido, de fato! O Colégio Sion aplica a metodologia montessoriana e isso se reflete na parte estrutural e pedagógica. Tudo é diferente do convencional. A começar pelo material didático, voltado para o aprendizado sensorial, utilização de jogos e associações. Maria Montessori decidiu estudar as crianças com deficiência e sinalizou para o fato de que, mais do que clínico, o problema era pedagógico. Em 1898, expôs suas ideias sobre este fato no congresso pedagógico de Turim. Todo o método Montessori está fundamentado nas diferenças que cada criança apresenta para
O Método Montessoriano A Coordenadora Pedagógica do Colégio Sion explica que este método busca a evolução da criança em um aprendizado diligente, no qual cada aluno assume sua obrigação de responder pelos próprios atos no processo pedagógico. O aprendizado não é imposto, mas construído com o apoio de livros e objetos didáticos. O aluno aprende a manipular este material e o professor estimula o saber de forma criativa, prazerosa e lúdica. Neste método o aluno tem a liberdade necessária para selecionar os artefatos com os quais irá trabalhar. Daí a preocupação de Montessori em desenvolver os recursos didáticos mais aptos para atrair a atenção da criança e incentivar a recepção do conhecimento. Proposta Pedagógica: Metodologia Montessori-Lubienska Magda Lopes Bacellar, se aprofunda um pouco no assunto para nos explicar sobre a metodologia da escola: O Colégio Nossa Senhora de Sion destaca-se pelo seu método diferenciado: o Montessori-Lubienska. Disciplina sem perda da liberdade. Desde a Educação Infantil, os alunos sionenses desenvolvem a capacidade intelectual, o exercício da reflexão e
o julgamento crítico. A filosofia montessoriana ensina: “Deixai as crianças livres para se mover, livres para escolher o seu trabalho, para interrompê-lo e recomeçá-lo. É pelo movimento que a criança organiza e constrói sua personalidade, pela escolha que aprende a decidir e tornar-se consciente através da liberdade. (...)”. “Partindo de atividades simples – como amarrar o tênis, andar sobre uma linha, formar palavras com letras – até elaborações complexas, o aluno aprende a ter o real domínio de si, construindo o homem consciente”. - Hélène Lubienska de Lenval O trabalho da LINHA é a base da Educação Montessoriana. Esta proposta acontece todos os dias nas turmas de Educação Infantil e Ensino Fundamental 1. A NORMALIZAÇÃO busca o ritmo biológico natural de cada criança, a quietude mental que proporcionará condições para a aquisição da aprendizagem, o desenvolvimento espiritual e o fortalecimento emocional. A LINHA proporciona à criança maior consciência do corpo na descoberta de tudo o que ela pode fazer com as mãos, braços, pernas, enfim, com o corpo todo, assim vai adquirindo a capacidade de interiorização, de coordenação e de equilíbrio neuromotor. Proposta: Pscicomotricidade Ramain - A pro-
Direcional Escolas - Abril 2014
necessário o ajuste às normas estabelecidas.
14
Direcional Escolas - Abril 2014
posta Ramain, criada por uma francesa, Simonne Ramain foi elaborada no início do século XX. Ela se consolida como mais um diferencial do Colégio Sion. A metodologia Montessori procura trabalhar os alunos, respeitando a individualidade e o ritmo de cada um. Para complementar esse autoconhecimento, foi introduzida a metodologia Ramain que trabalha a relação da criança ou adolescente consigo, com o trabalho a ser feito e com o grupo. Cada exercício propõe um resultado prático que se origina num setor sensorial ou psicomotor muito simples, permitindo evidenciar certas atitudes na relação de cada pessoa com a situação proposta. A progressão dos exercícios pode ser classificada assim: • Exercícios que acentuam o domínio da ação (movimentos). • Exercícios de percepção, representação mental e psicomotricidade. • Exercícios que trabalham as transformações dos dados iniciais, modificando as orientações, as dimensões, exercícios de simetria, recortes, exercícios de imaginação, ginástica mental. O Ramain privilegia todos os aspectos da pessoa; físicos, psíquicos e emocionais.
Perfil da Escola: Colégio Nossa Senhora de Sion Localização (Unidade sede do Grupo): N o de alunos: 1500 Batel - Alameda Presidente Taunay, 260 Equipe de colaboradores (Diretores, Número de Instituições e unidades: coordenadores, assistentes, professoCom infraestrutura completa, o Sion possui res, apoio pedagógico como biblioteca duas unidades: Sion Batel e Sion Solitude. e laboratórios, apoio administrativo, manutenção etc.): 300 (entre faculdade, Fundação: Ano de 1906 Batel, Solitude e academia) Mantenedora: Associação do Colégio Mensalidades em 2013: a partir de Nossa Senhora de Sion R$600,00 Regime de aula: Infantil, Fundamental, Mé- Proposta Pedagógica: Metodologia Mondio, Integral e Superior tessori-Lubienska
Direcional Escolas - Abril 2014
15
16
DICA: PLAYGROUND
Segurança
Todo cuidado é bem vindo! Por Leila Coronado
Direcional Escolas - Abril 2014
C
rianças brincando é sinal de saúde, alegria e diversão. É gratificante ver como elas se entregam a este momento, esquecendo-se de tudo ao seu redor, não se lembram nem dos limites impostos e dos riscos que correm. É aí que entra a intervenção dos adultos, que devem estar atentos a cada movimento da criançada a fim de evitar acidentes. Dados informados no site da ONG Criança Segura, apontam que acidentes, ou lesões não intencionais, são a principal causa de mortes das crianças na faixa etária de 1 a 14 anos. O número de acidentes com crianças é alarmante! No total, cerca de 4,7 mil crianças morrem e 125 mil são hospitalizadas anualmente, segundo dados do Ministério da Saúde. E em torno de 504 hospitalizações são devido à acidentes em parquinhos. Alessandra Françoia, jornalista e coordenadora nacional da ONG, nos conta que a falta de cuidado é uma questão cultural, já que temos a tendência de pensar que algo não vai acontecer conosco. Ela alerta sobre a conscientização do risco, e deixa claro que é necessário tomarmos ciência da importância da prevenção, os adultos têm que ter um cuidado ativo, e ficar em observação constante. E lembra
que além da monitoria, todos têm que ter noções de primeiros socorros para o caso de haver algum incidente. Atualmente, os playgrounds são regulamentados pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), mas há um projeto de Lei que já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e agora tramita na Câmara antes de seguir ao Senado, e se aprovada, poderá virar lei. A coordenadora nacional da ONG Criança Segura, afirma que estão participando ativamente para que isto aconteça, e que fazem marcação cerrada para que este trâmite não demore, pois é interesse de todos que a segurança nos parques infantis vire Lei para o bem-estar das crianças e maior confiança dos pais. Alessandra Françoia ressalta que é importante a monitoria de adultos e cita alguns itens a serem observados: No parque infantil o piso deve absorver a queda, pode ser clássico, borracha, grama ou areia. Desde que seja areia limpa e higienizada. A areia exige maior manutenção, e deve ser coberta durante a noite. O piso tem que ser de acordo com a altura dos brinquedos, contendo maior absorção de impacto ao redor dos brinquedos mais
17 altos, por exemplo. A nivelação dos brinquedos também é importante. Brinquedos altos, destinados a crianças de maior faixa etária, devem ter os degraus mais espaçados para os pequenos não conseguirem acessá-los. As balanças podem ser um problema, por isso as cordas devem ser em formato de “V” para que não girem e enrosquem. Devem ser instaladas no canto para evitar colisão entre a criança na balança e alguma criança passando pelo local. O gira-gira deve ter uma atenção maior pois pega velocidade, deve-se ter o cuidado para as crianças não se enroscarem de alguma maneira nos vãos do brinquedo. As roupas das crianças não devem conter capuz ou cordões e não podem ser muito largas, para não enroscar nem serem puxadas por outra criança. A Diretora administrativa Karin S. Martinho Nogueira e a coordenadora da Educação Infantil Rosana Ziemniak, ambas do Colégio Magister, contam que os adultos que monitoram as crianças no parquinho, são orientados e capacitados para participar das brincadeiras junto com as crianças, favorecendo assim, um olhar e um acompanhamento mais sistemático. E dizem que é normal acontecer pequenos acidentes durante o brincar, e que quando isso acontece, agem com os procedimentos adequados, tanto com a criança quanto com os pais avisando sobre o ocorrido.
uma clínica, na qual em casos de emergência o atendimento está em prontidão.
Denise Xavier, Supervisora de Serviços do Colégio Humboldt, comenta que a melhor forma de garantir a segurança, é adotar uma rotina diária de revisão por um profissional da manutenção, e a cada 6 meses, deve ser vistoriado por especialistas nestes reparos, renovando automaticamente o ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), garantindo a segurança dos usuários. Apesar de ainda não ser Lei, o Laudo Técnico é sempre indicado para garantir que as crianças estejam fora de perigo. Ela reforça dizendo “Os fabricantes devem O Colégio conta com uma ambulância seguir rigorosamente todas as normas que fica a disposição para qualquer de segurança previstas na ABNT. Além acidente mais grave. Além de dispor de disso, é imprescindível que a empresa forneça um ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, este documento é emitido por um engenheiro, garantindo segurança total do brinquedo”.
Veja na Pag. 18, pesquisa realizada em 2012, pelo Datafolha, a pedido da ONG Criança Segura que ilustra de que modo ocorrem os acidentes infantis, para servir de alerta aos pais e educadores. Com essas estatísticas podemos ter base da necessidade de nos conscientizar que a precaução pode evitar 90% dos acidentes, algo que vale ser repetido.
Direcional Escolas - Abril 2014
O fato é que todo cuidado é bem vindo, e para garantir a diversão da criançada, temos que estar bem informados e alertas a tudo que as envolvem.
18
tOdO CUidAdO quedas são acidentes infantis frequentes PRINCIPAIS TIPOS DE ACIDENTES
do total de acidentados
61%
meninos
39%
meninas
LOCAL DO ACIDENTE
casa Escola Rua
21% 20%
42%
FERIMENTOS COMUNS
Domingo
dia com mais registros de acidentes
cabeça braços/ pernas
48% 47%
QUEM ESTAVA COM A CRIANÇA
criança/ Amigo mãe soziha
31% 25% 19%
sAiBA mAis AlEssANdRA fRANçOiA
Direcional Escolas - Abril 2014
alessandra@criancasegura.org.br KARIN S. MARTINHO NOGUEIRA magister@magister.com.br ROSANA ZIEMNIAK
Fonte: pesquisa Datafolha encomendada pela oNg criança segura e realizada no hospital santa casa, vila maria, santa marcelina, sapopemba, campo limpo, entre ago. a nov. 2012, com 916 entrevistas
magister@magister.com.br DENISE XAVIER denise.xavier@humboldt.com.br Na proxima edição: Brinquedos pedagógicos
Direcional Escolas - Abril 2014
19
20
DICA: ALIMENTAÇÃO NUTRIÇÃO
Crianças x Alimentação Saudável Por Leila Coronado
Direcional Escolas - Abril 2014
E
m tempos em que o chamado junk food impera entre crianças, jovens e até mesmo adultos, é difícil ver uma criança que realmente goste de comer legumes. Parece uma questão de padrão cultural, pois nossos pais e avós consumiam alimentos mais saudáveis, quase não ingeriam produtos industrializados. Talvez por terem vivido num contexto diferente do atual, onde havia um contato maior com a terra, com o plantio. Antigamente as coisas funcionavam bem diferentes, um olhar mais rude de nossos pais e sabíamos que era para comermos os brócolis, ainda que não o considerássemos a sétima maravilha do mundo. Sabemos que os adultos são o espelho da criança. Ensinamos o melhor a eles, mas praticamos o que ensinamos? É necessário observar que as crianças seguem exemplos, por este motivo é possível ver tantas crianças imitando danças que viram adultos praticando, ou falando coisas que ouviram adultos falando. O mesmo acontece com a alimentação. Se quiser vê-los comendo legumes, tem que dar o exemplo e, além disso, buscar maneiras divertidas de introduzir a alimentação saudável ao dia a dia. A nutricionista do Departamento de Alimentação Escolar (DAE) do Município de São Paulo, Helena Maria Novaretti Ferreira, conta que
o DAE do Município de São Paulo tem como um de seus eixos de trabalho o incentivo às ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN). E aponta que é comum, por exemplo, observar que muitas crianças não têm o hábito de consumir verduras e legumes, problema que podemos atribuir, em grande parte, à falta de costume da própria família. Como a alimentação oferecida nas escolas do município de São Paulo é balanceada, variada e nutritiva, foi preciso fazer um trabalho motivacional para garantir o consumo. As ações de EAN podem acontecer de diversas formas: oficinas de alimentação, palestras com pais e professores, hortas escolares, visitas às cozinhas, etc. Os educadores são fundamentais para pensar na estratégia de ação e contam sempre com a colaboração dos nutricionistas do DAE. Helena diz que do interesse do Departamento de Alimentação Escolar de implantar cardápios cada vez mais saudáveis e apresentar aos alunos mais uma opção de alimento, surgiu a iniciativa de implantar merenda vegetariana. A Proteína Texturizada de Soja - PTS foi eleita para aquisição do DAE, por se tratar de alimento de fácil armazenamento e conservação, bom prazo de validade e bastante versátil para a elaboração de receitas. O DAE já vislumbrava instituir um dia sem
21
Essa introdução da PTS nos cardápios das Unidades Educacionais Municipais ocorreu de forma gradativa e mediante a avaliação de todos os critérios necessários para garantir a qualidade nutricional dos cardápios. A Nutricionista do DAE explica que num primeiro momento foi introduzida nos cardápios das Unidades Municipais de Educação Infantil e de Ensino Fundamental com gestão terceirizada, ou seja, cerca de 620 escolas, e 460.000 alunos matriculados recebendo esse alimento. Em 2012, foi realizada uma licitação para aquisição da PTS, estendendo-se os cardápios com esse alimento às Unidades Municipais de Educação Infantil e de Ensino Fundamental com gestão direta e mista e em 2013, os Centros de Educação Infantil também passaram a receber a PTS e incorporá-la aos cardápios. Hoje já são em torno de 900 mil alunos beneficiados com os cardápios vegetarianos em cerca de 2.700 unidades educacionais (base: setembro/2013).
Vegetariana”, que foi produzido para ajudar na divulgação e implantação da campanha Segunda Sem Carne (SSC), hoje adotada em São Paulo, Curitiba, Niterói e outras cidades, além do Distrito Federal. Hoje centenas de escolas oferecem uma merenda vegetariana ao menos uma vez por semana. No município de São Paulo, mais de mil unidades educacionais são contempladas com o programa, representando milhões de refeições livres de ingredientes de origem animal por mês. A jornalista e coordenadora do departamento de Publicações da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Raquel Ribeiro, explica “Para que essas escolas não apenas tirem a carne, nesse livro ensinamos 102 pratos saborosos e incentivamos os alunos e toda equipe escolar a “descobrir novos sabores”. Esse, aliás, é o lema da campanha. O livro ainda fornece informações sobre os benefícios da dieta para a saúde, sobre os impactos ambientais da produção de carne e sobre ética/respeito/tolerância pelas escolhas individuais, propiciando conversas e debates sobre essa opção alimentar”.
Ela diz ainda que uma alimentação vegetariana é de baixo custo e fácil acesso, pois o maior gasto do vegetariano costuma ser na feira. Legumes, grãos, frutas e cereais são a base da alimentação – e são os mesmos ingredientes usados por não-vegetarianos. A diferença é que não gastamos com a compra de carne, leite e queijos. Assim, podemos consumir castanhas, cogumelos, palmito e alcachofra, por exemplo. Ingredientes mais difíceis de encontrar, como os leites vegetais, podem ser preparados na escola. Ela conta que no livro além de conter essas receitas, tamMas e a proteína da carne? Meu filho bém são sugeridas várias atividades, como o passeio pela feira. Dar oportunidade para o ficará com carência de proteínas? aluno pegar, cheirar, provar os alimentos desperta seu interesse pelo novo. Dependendo A nutricionista Helena esclarece “Analisando o impacto nutricional da substituição da carne bovina pela PTS, constatou-se que a proteína de soja consiste em uma proteína de alto valor biológico associada a baixo teor de gordura, sendo, portanto, uma boa opção de preparação proteica para aumentar a diversidade dos cardápios. A frequência deste alimento no cardápio é quinzenal, e a determinação do porcionamento das preparações teve como critério o atendimento das necessidades proteicas do aluno, por faixa etária. Quando se implantou a PTS no cardápio associamos com uma sobremesa fonte de vitamina C na mesma refeição para aumentar a biodisponibilidade do ferro presente neste alimento”. Ano passado, foi lançado o livro “Merenda
Direcional Escolas - Abril 2014
carne nos cardápios e neste momento, vindo ao encontro à esta proposta, houve apoio da Secretaria de Educação, Câmara dos Vereadores, da Sociedade Vegetariana Brasileira e Universidade de São Paulo para efetuar a implantação. Hoje apresentam no cardápio preparações como “Escondidinho de PTS com purê de batata” e “Macarrão ao molho de PTS”. A Proteína Texturizada de Soja (PTS), foi introduzida no cardápio das escolas municipais de São Paulo em 2011, com frequência quinzenal, dando a oportunidade aos alunos de conhecer um alimento de alto valor proteico, de origem vegetal, aumentando a variedade dos cardápios.
22 da feira, há desde frutas exóticas a pratos regionais (caso da tapioca); ou seja, ela é um laboratório vivo. Também são interessantes, as oficinas culinárias para turmas de todas as idades: as crianças adoram comer o que fazem. Mas como implantar um cardápio “mais vegetariano”?
Direcional Escolas - Abril 2014
Raquel dá a dica “A melhor forma de adotar a campanha é deixando de oferecer produtos de origem animal, substituindo-os por alimentos de origem vegetal. Se é a escola que fornece a alimentação, basta a nutricionista responsável fazer a substituição; se há cantina, deve-se pedir ao fornecedor para não oferecer carne e derivados e/ou facilitar o consumo de produtos vegetais (com alimentos atraentes e por um bom preço). Também sugerimos o envio de material informativo aos pais e responsáveis, incentivando-os a colocar na lancheira alimentos adequados ao movimento. Essas são as diretrizes básicas, mas a SSC é flexível e adaptável para todas as realidades; e a coordenação da campanha está aberta para estudar junto aos administradores da escola a melhor forma de adotá-la. A SVB ainda oferece periodicamente treinamentos com médico nutrólogo e chefe de cozinha para as instituições que desejam capacitar sua equipe na alimentação escolar vegetariana. Vale lembrar que o principal foco do Merenda Vegetariana são as escolas, mas creches, universidades, hospitais, casas de detenção ou simplesmente pais que querem ensinar hábitos alimentares saudáveis a seus filhos podem usar as receitas”. Cila Omine, nutricionista de uma conceituada empresa fornecedora de merenda escolar, dá dicas de como seduzir o paladar infantil, dizendo que o visual é muito importante para as crianças, por isso um prato colorido e interessante pode fazer realmente a diferença. “Além de oferecer alimentos variados, devemos procurar variar as formas de preparo, principalmente das frutas legumes e verduras, cuja aceitação geralmente não é satisfatória. A alface um dia pode ser oferecida na salada e no outro pode ser adicionado a um delicioso “bolo de maçã com alface”, a beterraba pode ser colocada no arroz o que o deixará rosinha e poderá despertar o interesse da criança, os legumes podem ser adicionados às tortas e as verduras podem ser acrescentadas a sucos, o de couve-manteiga com maracujá é uma ótima opção e os pequenos vão ado-
rar saber que esse é o suco do “Hulk”. O visual é importante e a atitude de quem está oferecendo esses alimentos à criança também é decisiva na sua aceitação, por mais que você não goste do alimento que está oferecendo, não “torça o nariz” nem diga que não gosta, pois isso irá influenciar diretamente a aceitação da criança. Vale contar histórias e transformar a sopa de legumes em uma interessante poção mágica”. Ela comenta que as crianças tendem a preferir alimentos com alta quantidade de carboidrato, açúcar, gordura e sal pela melhor palatabilidade e geralmente possuem baixo consumo de alimentos como vegetais e frutas, se comparados às quantidades recomendadas. Diante desta situação, a família desempenha papel crucial na formação dos hábitos alimentares e há algumas atitudes que devem ser tomadas. Primeiro, o exemplo dado em casa é tudo. A criança precisa ver a sua família consumindo alimentos saudáveis, não espere que a criança prefira água e sucos de frutas se a família costuma consumir refrigerantes. Cila Omine diz que é importante procurar envolver a criança nas tarefas que incluam as compras e a preparação das refeições, como levá-la ao mercado ou feira, e da elaboração dos pratos, tomando cuidado para não causar acidentes. Por fim, tentem sempre que possível sentar-se à mesa juntos para realizar as refeições. Pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriram que as crianças que faziam as suas refeições em família, comiam maiores quantidades de frutas, vegetais, leguminosas e alimentos ricos em nutrientes do que aqueles que comiam separados das suas famílias. Além disso, a hora da refeição representa um momento em que os familiares têm a oportunidade de conversar, trocar experiências e aprender uns com os outros.
SAIBA MAIS Helena Maria Novaretti Ferreira daecardápio@prefeitura.sp.gov.br
Raquel Ribeiro
raquel.ri@uol.com.br
Cila Omine
atendimento@direcionalescolas.com.br
Na proxima Edição: Higiene Bucal
Direcional Escolas - Abril 2014
23
24
DICA: Manutenção Predial
Zelar é fundamental Por Leila Coronado
Direcional Escolas - Abril 2014
E
m tempos de baixa nos níveis das mananciais, não se fala em outra coisa senão a economia de água. A manutenção preventiva é essencial para garantir que o imóvel esteja livre de vazamentos, além disso, pode evitar muitos outros problemas que um imóvel sem manutenção pode apresentar. Nas escolas este fato não é diferente,a manutenção das edificações é de suma importância para o bom funcionamento da instituição de ensino. A aparência de uma edificação diz muito do caráter de quem a utiliza. Prédios mal conservados remetem a uma instituição que não zela por seu patrimônio ou que não está em condições de mantê-lo nem se preocupa com seu público-alvo, ou seja, as crianças. A manutenção em dia, além de garantir um bom funcionamento das instalações, implica em redução de despesas, visto que quanto mais se demora a reparar os danos mais eles crescem.
José Pedro Abreu, Empreiteiro de Obras, explica que devemos sempre observar as instalações hidráulicas, que trazem despesas imediatas com o desperdício de água, as instalações elétricas devido à funcionalidade e segurança e ainda, telhados, calhas e impermeabilizações, que, se em más condições, só fazem crescer os da-
nos. Também se deve observar sempre as estruturas e alvenarias, que não devem apresentar trincas ou fissuras. Esquadrias e estruturas de madeira podem sofrer com a ação de cupins ou umidade, acarretando em custos elevados para sua substituição. Ele indica fazer semanalmente uma inspeção das instalações prediais, principalmente na hidráulica e elétrica. Telhados, calhas e lajes impermeabilizadas, quando estiverem sob árvores ou outras vegetações também devem ser inspecionados semanalmente. Estruturas e esquadrias podem ser inspecionadas mensalmente. Porém, o mais importante é que a manutenção seja feita o mais breve possível, para evitar danos ou desperdícios maiores. Banheiros com vazamento ou entupidos e luzes que não acendem são muito comuns em edificações escolares. A falta de cuidados com a edificação pode causar aumento de despesas com água e luz, possibilidade de incêndios decorrentes de curtos circuitos, sistemas de ventilações danificados, infiltrações, goteiras e pinturas danificadas. Esses são os problemas mais comuns decorrentes da má manutenção predial. Além do bem estar dos alunos e funcionários do estabelecimento que acaba ficando comprometido diante de tais problemas.
25
Antônio Sérgio S. Anjos é diretor de obras de empresa especializada e conta que as vantagens de firmar contrato de vistoria regular para manutenção preventiva são muitas, pois além de estar contratando quem realmente entende do assunto, o que a escola vai gastar com uma Empresa em forma de contrato de manutenção para realizar a vistoria 03 vezes ao ano, é praticamente o mesmo valor se contratado um encanador para realizar a vistoria somente quando o problema aparece e ainda sem garantia alguma. O caminho do sucesso Para obter sucesso na manutenção preventiva e manter o imóvel em dia, citaremos algumas dicas para auxiliar nesta questão. - Fazer ao menos três orçamentos com empresas especializadas, antes de fechar contrato de vistoria regular; - Checar todas as cláusulas que regem o contrato para ter ciência do que é abrangido pelo contrato e o que fica de fora; - A manutenção regular é de suma importância, pois prevenir é a melhor solução para evitar grandes problemas; - Evite soluções paliativas, procure um especialista para resolver de fato; - Planeje as obras maiores para os períodos de recesso, isso evitará transtornos para os alunos e professores; - Se ainda não tem manutenção regular
SAIBA MAIS José Pedro Abreu
zepedroabreu@uol.com.br
Luciana Gomes
luciana.g@colegiomaryward.com.br
Antônio Sérgio S. Anjos
atendimento@direcionalescolas.combr Na proxima Edição: Gráfica - Promocionais
Direcional Escolas - Abril 2014
Luciana Gomes, Encarregada Adm. e financeira do Colégio Mary Ward, conta que no colégio há empresas contratadas que fazem a manutenção mensal nos equipamentos, porém, tratando-se do aspecto físico do prédio a manutenção é realizada sempre que houver necessidade. E ela ainda diz que ao fechar um contrato de manutenção predial é primordial analisar os termos do contrato para que estejamos cientes dos prós e contras.
contratada, faça as contas do gasto que houve com as reparações avulsas e veja o quanto compensa; - Faça uma agenda de manutenção preventiva, assim você poderá controlar melhor o que deve ser feito e qual o prazo ideal para cada tipo de manutenção (quinzenal, mensal, semestral, etc); - Dê prioridade para a economia de água: Checando válvulas de descarga, ou caixa acoplada, torneiras, registros, mictórios, chuveiros, reservatórios de água, instalações hidráulica em geral. Faça isso, pelo menos a cada 04 meses. Pois os reparos, para as peças citadas têm apenas 90 dias de garantia. - Sistema de gás deve ser checado para evitar que haja vazamentos. - Para os elevadores é obrigatório ter empresa especializada para a manutenção periódica. Checar se a empresa é cadastrada no Contru, e se emite o RIA - Relatório de Inspeção Anual dos elevadores, com Anotação de Responsabilidade Técnica do engenheiro responsável. - A cada 6 meses checar o sistema elétrico. Verificar se há aquecimentos nos fios, se estes se encontram com algum dano, como estar descascados ou se sofreu corrosão. Manter lacrado e organizado o quadro de força. Checar se há sobrecarga elétrica. - Contra incêndio: Hidrantes e extintores devem ser revisados anualmente. Portas corta fogo devem ser verificadas quanto à regulagem, fechamento e selo com identificação do fabricante. - A limpeza da Caixa d’água é obrigatoriamente anual. O ideal é a cada 6 meses para evitar que sujeiras desçam pelo encanamento e garantir água limpa. - Verificar regularmente se não há calhas obstruídas, telhas quebradas, ralos entupidos. Esse procedimento pode evitar infiltração ou inundação de ambiente. - A cada 5 anos é recomendada a lavagem de fachadas.
26
vitrine
Com o objetivo de complementar o processo de ensino - aprendizagem e estimular a troca de conhecimento de professores, comunidades escolares, alunos e seus familiares, o NET Educação oferece, gratuitamente, conteúdos como planos de aula, aulas animadas, games, áudios, notícias, entrevistas e reportagens.
Direcional Escolas - Abril 2014
Fale com a net: Tel: (11) 4004 - 8844 www.neteducacao.com.br.
A Fast Shop, uma das empresas de varejo eletroeletrônicos mais admirada do Brasil, conta com uma área totalmente voltada para o segmento educacional. Mais do que oferecer produtos de informática, linha branca, áudio e vídeo, o time desta divisão, dedica-se a oferecer sob uma visão consultiva, a construção de projetos customizados, para a realidade e as demandas específicas das escolas.
Fale com a Fast Shop: Telefones: (11) 3232-3299 (11) 3232-3079 E-mail: educacional@fastshop.com.br www.fastshop.com.br
O SUPERA é uma metodologia com base na neurociência e foco principal no desenvolvimento cognitivo do aluno. O objetivo é desenvolver habilidades essenciais para o aprendizado como atenção, concentração, memória e agilidade de raciocínio. O material didático inclui o ábaco, apostilas e jogos de tabuleiro. Os alunos desenvolvem as múltiplas inteligências com ferramentas lúdicas, conquistando autoestima e melhorando o comportamento. O SUPERA está no mercado há mais de oito anos, unindo a neurociência ao aprendizado em todos os estados do Brasil. Fale com o SUPERA: Tel.: (12) 3341-9929 gestaopublica@metodosupera.com.br www.metodosupera.com.br
27
Direcional Escolas - Abril 2014
Acess贸rios, Bebedouros, Copiadoras, Equipamentos
Direcional Escolas - Abril 2014
28
Inform谩tica (software), Laborat贸rio, Lousas
29
Direcional Escolas - Abril 2014
M贸veis, Produtos para crian莽as especiais
Direcional Escolas - Abril 2014
30
mAnutEnção prEDiAL (tELHADos), mAtEriAL DE LimpEzA, pinturAs EspEciAis, pisos, proJEçÕEs EDucAtiVAs Em 3D
Direcional Escolas - Abril 2014
Pisos
31
Direcional Escolas - Abril 2014
32 pLAygrounDs
Direcional Escolas - Abril 2014
pLAygrounDs
33
Direcional Escolas - Abril 2014
34
Playgrounds, Terceirização de Serviços, Toldos, Uniformes
Direcional Escolas - Abril 2014
35
Direcional Escolas - Abril 2014
36