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Revista Direcional Escolas Edição 49 – Junho/Julho/2009

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EDITORIAL DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida EDITORA Luiza Oliva

PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral TIRAGEM 20.000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL Luiza Oliva MTB 16.935 jornalista@condominio.inf.br REPÓRTER Rosali Figueiredo CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais DIREÇÃO DE ARTE Thais Moro ASSISTENTE DE ARTE Aline Casassa Bruno Moreira Gabriela Maciel Hugo Leonardo Paulo Toledo CONTATOS PUBLICITÁRIOS Denise Ferreira Patricia Freitas Silvana Tesser ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão IMPRESSÃO Prol Gráfica Conheça também a Direcional Condomínios www.direcionalcondominios.com.br

Filiada à

Tiragem auditada por

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

Caro leitor, Discute-se muito, no cenário da educação brasileira, a urgente formação de nossos professores. Porém, é necessária também a discussão a respeito da formaçãodosgestoreseducacionais. FoiesseoobjetivodoIColóquiodeReflexão e Formação de Gestores da Educação da Infância, ocorrido em maio em Águas de Lindóia (SP). O evento reuniu 370 educadores, entre diretores de departamento, diretoresdeescola,coordenadoresesupervisores,representando109secretarias de educação, de cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Acre. “É importante discutirmos o papel da gestão no contexto histórico da educação brasileira. No Colóquio não organizamos simplesmente palestras, mas trocas de ideias e vivências de práticas coletivas”, comenta a professora Emília Cipriano, diretora da Aprender a Ser ao lado do professor Claudio Castro Sanches e organizadora do evento. Em mais de 300 avaliações escritas que recebeu dos participantes a respeito do Colóquio, Emília percebeu a necessidade de existir um espaço de discussões para o gestor escolar. Prova disso foi a formação, a partir do evento, de uma rede de gestores que se comunicará pela internet, trocando notícias e informações, e a criação de uma escola de gestores da infância. “A gestão, pautada na liderança e intencionalidade, fundamentada nas ciências, nas concepções de infância, homem, mundo e cultura, traz conhecimentos, reconstrói e constrói teorias e práticas, qualifica as ações pedagógicas”, avaliam Emília e Claudio. Ao lado da formação pedagógica do gestor escolar, é fundamental que esse profissional conte também com ferramentas que o auxiliem nas questões estruturais da escola. A revista Direcional Escolas é um desses instrumentos. Em nossas páginas, diretores, coordenadores e compradores podem encontrar suporteparaexercerseutrabalhocotidianocommaiortranquilidadeequalidade. Nesta edição dupla, que chega agora às suas mãos, dedicada aos meses de junho e julho, você poderá se informar sobre o que o mercado disponibiliza em relação à tecnologia. Na reportagem Tecnologia na Educação & Educação Tecnológica conheça as novidades apresentadas na 16ª Feira Internacional da Educação, a Educar, realizada de 13 à 16 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo. Lousas interativas, carteiras informatizadas e robótica estão entre os artefatos que podem auxiliar gestores, professores e alunos no dia a dia escolar. Desejamos a todos os nossos leitores boas férias, e que todos possam receber seus alunos em agosto com uma escola melhor e renovada!

Um abraço, Luiza Oliva Editora

Direcional Escolas, Junho/Julho 09

PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO diretores e compradores

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SUMÁRIO

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DICAS

Coleta Seletiva

Direcional Escolas, Junho/Julho 09

ÍNDICE

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DICAS

Sala de Música

Acessórios – 07, 08, 09, 11 Agenda – 14, 15 Alambrados – 32 Alarmes – 32 Artigos Esportivos - 31 Assessoria Contábil – 10 Auditório – 9 Bebedouros – 07, 10 Brindes – 11, 12 Brinquedos Educativos – 11 Circuito Fechado de TV – 32 Coberturas – 32, 33, 34 Coleta Seletiva de Lixo – 08, 09 Comunicação Visual – 34 Controle de Acesso – 32 Construtora – 16, 32 Cortina - 24 Crachás – 09 Cursos – 13 Elétrica – 15 Ensino a Distância - 13 Estudo do Meio – 13 Feira – 3ª capa Filtro – 07, 10 Fotografia - 11 Globo - 15 Gráfica – 14, 15 Grama Sintética – 1ª capa, 28, 29, 30 Informática – 16

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ESPECIAL EDUCAR Tecnologia na Educação & EducaçãoTecnológica

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FIQUE DE OLHO Laboratórios

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DICAS Enfermaria

Laboratório – 21, 23 Lavadoras de Alta Pressão – 09, 11 Livros - 25 Lousa – 23 Manutenção Predial – 16, 32 Mapas – 23 Materiais de Construção 34 Material de Limpeza – 09 Microscópios – 21, 23 Microcomputador – 16 Modelos Anatômicos – 21, 23 Móveis – 04, 05, 24, 4ª capa Passeio – 13, 25 Persianas - 24 Pintura – 16, 32 Pinturas Especiais - 28 Pisos – 2ª capa, 26, 27, 28 Playgrounds – 1ª capa, 28, 29, 30 Primeiros Socorros - 32 Produtos e Equipamentos para Limpeza – 09, 11 Quadras – 26, 30 Quadros – 23 Redes de Proteção – 30 Serralheria – 30 Sistema de Gestão – 13, 32 Sistemas de Segurança – 32 Tapetes – 09, 11 Toldos – 32, 33, 34


DICA: COLETA SELETIVA

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Além do benefício ambiental e social, programas geram valor Por Rosali Figueiredo

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eduzir, reciclar e reaproveitar constituem os objetivos centrais dos processos de coleta seletiva do lixo. A eles, no entanto, podem ser incorporadosaindaosverboseducar e produzir valor, especialmente quando acontecem no ambiente escolar. Integradaaosprogramasde conscientização ambiental, a coleta seletiva dos resíduos produzidos nas escolas tornou-se uma fonte alternativa de receita, mesmo que isso sirva apenas para compensar os gastos com o próprio sistema ou como estímulo aos alunos. O Centro Educacional Miudinho Segmento, localizado no bairro Santana, zona Norte de São Paulo, criouumamoedainterna,comvalores de R$ 0,10, R$ 0,50 e R$ 1,00, para remunerar os alunos conforme a quantidadedepapel,metaleplástico trazidosdecasa.“Elespodemutilizara moeda na cantina ou na compra dos uniformes”,dizRicardoMoraesBarros, diretor administrativo da escola. Já no Colégio Santo Américo, estabelecido no Morumbi, zona Sul de São Paulo, os valores arrecadados sãoreinvestidosnopróprioprograma ambiental e em obras sociais, afirma a professora de Ciências Maria Emília Cavalcanti, responsável pelo programaambientaldaescola.“Maso objetivomesmoéeducativo”,observa, lembrandoopioneirismodotrabalho do Santo Américo, iniciado em 1999. “Atuamos hoje em outra ponta, em repensaropadrãodeconsumo,quetem quesersustentávelenãopredatório.” O Santo Américo disponibiliza 25 contêineres de mil litros cada com vistas a recolher papel, plástico, vidro,metaleembalagenstetrapack. Um jogo deles foi instalado na parte externa do prédio, como ponto de coletavoluntária.Recipientesmenores estãodistribuídospelopátio.Omaterial édestinadoaumcatadorindependente, que construiu um galpão dentro da

favela Paraisópolis, gerando renda e empregoparaacomunidade.Tudoisso está articulado ao conteúdo progra­ mático e até mesmo à administração escolar. A professora conta que “o setor administrativo está realizando umprojetodereduçãodoconsumodo papel, enquanto os estudantes do 6º ano,porexemplo,estãodesenvolvendo um cálculo relacionando o consumo ao corte de árvores e à quantidade de acréscimo de carbono na atmosfera.” Entreasprópriasempresasdosetor de limpeza e coleta de lixo urbano, há quem tenha aderido à coleta seletiva, articulando seus benefícios econômicos e sociais. É o caso da Multilixo, que compra o material reciclável entre escolas, empresas e demais domicílios que reúnam pelo menos250quilosacadacoleta,afirma Tuca Andrade, gerente do programa implantado há dez anos. A empresa tem quase 500 funcionários ligados ao programa e pratica duas formas de remuneração:abateosvaloresgerados pela reciclagem do custo da coleta do material orgânico ou faz depósito em conta, como é o caso do Centro Educacional Miudinho Segmento. Nesta escola, pais e alunos estão orientados a separar os materiais e a apresentá-losemsacolasseparadas.O conteúdo é pesado, anotado na ficha doalunoeseusvaloressãoconvertidos na moeda interna. “Não temos lucro, apenas criamos um mecanismo para incentivar os alunos, que por sua vez instruem os pais”, observa o diretor RicardoMoraesBarros.“Comissotemos um giro muito alto”, complementa. O colégio possui hoje mil alunos, da Educação Infantil ao 9º ano. De maneirageral,“asescolasprecisamde apoiooperacionalsobrecomocoletar, armazenarevender”,afirmaAnderson Lúcio Thomaz, gerente de operações daMaxiService,empresadosegmento delimpezaquecostumaorientarseus clientes em relação à reciclagem.

Na próxima edição: ACESSIBILIDADE


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ACESSÓRIOS, AUDITÓRIO, CRACHÁS

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Direcional Escolas, Junho/Julho 09

ASSESSORIA CONTテ。IL, BEBEDOUROS

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Direcional Escolas, Junho/Julho 09

ACESSÓRIOS, BRINDES, BRINQUEDOS EDUCATIVOS, FOTOGRAFIA

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CURSOS, ENSINO A DISTÂNCIA, ESTUDO DO MEIO, GESTÃO ESCOLAR

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Ambiente exclusivo permite explorar sons, ritmos e... o silêncio

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DICA: SALA DE MÚSICA

Por Rosali Figueiredo

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lei 11.769/2008, que tornou novamente obrigatório o ensino de músicanaeducaçãobásica,comple­ tará um ano no próximo mês de agosto.Restarãoaindadoisparaque as escolas se adaptem ao dispositivo legal, em que a obrigatoriedade não significa exclusi­vidade e, desta forma, as instituições de ensino vêm se adequando e procuran­do, muitas vezes,criarambientesapropriadose associarmúsicaeteatro,entreoutras interfaces possíveis. A professora Maria Zeí Biagioni, especialista, instrumentista e autora de livros na área, afirma que os jogos e brincadeiras musicais que exploram o ritmo representam bons pontos de partida para a educação musical. “Eles desenvolvemogosto,asensibilidadee aapreciaçãoartística.Primeiroacriança vivencia a emoção, somente depois parte para o entendimento mental.” Segundo ela, “através do ritmo e dos sonsépossíveldesenvolveropotencial que está dentro de cada um, o que irá servir para o exercício de qualquer profissão. O cirurgião ou o carpinteiro precisam,porexemplo,desensorítmico e desenvolvimento motor fino”. Uma boa opção para as escolas, prossegueMariaZeí,éiniciarostraba­ lhos com a formação da bandinha, e posteriormente, quando houver oportunidade,participardefanfarras, além de organizar corais, conjuntos musicais e orquestra de cordas. A bandinhaseriamaisapropriadapara a pré-escola, a partir dos 4 anos de idade, enquanto que bandas ou conjuntospoderiamserdesenvolvidos no Ensino Médio. A bandinha requer instrumentos de percussão, como reco-reco, chocalho, tamborzinho, pandeiro, triângulo, coco, etc. Outro aspecto importante reside no ambiente destinado à educação musical, destaca Katia Cristina Murillo, coordenadora de arte e música das escolas Positivo e graduada em Educação Artística pela Universidade

Federal do Paraná. “A sala de música deveserumlocalquepermitaexplorar movimentos corporais, construir e explorarinstrumentosmusicais,ilustrar o que é estudado e trabalhar tanto os sons quanto o silêncio. Só o fato de estarem em outro local, diferente da sala de aula habitual, já propicia às criançasumasensibilidadeaotemaque o professor se propõe a ensinar.” No Colégio Santa Maria, localizado no Jardim Marajoara, zona Sul de São Paulo, as aulas de música acontecem em sala ambiente, equipada com diversosinstrumentos,aparelhodesom, TV, DVD, entre outros. Mas, conforme a necessidade, as atividades são desenvolvidas ao ar livre, diz Adriana Francato,bacharelempianopelaUnesp, licenciadaemeducaçãomusicalemestre emmusicologiapelaUniversidadedeSão Paulo.SegundoAdriana,professorado4º e 5º ano da escola, a música sempre fez partedagradecurriculardoFundamental I do colégio. Mas já na Educação Infantil ela aparece incorporada ao trabalho das professoras e, após o 6º ano, torna-se coadjuvante das aulas de teatro. “Procuramos também integrar a música a outras áreas do conhecimento, como no ensino da poesia ou no estudo da imigração.” Entreo1ºe5ºano,oensinodemúsica no Colégio Santa Maria está ligado ao movimentocorporal,relataAdriana.“No 1ºano,ocorrembrincadeiraslúdicase atividadesdesensibilização,associadas à questão rítmica do corpo. No 2º, acrescenta-se a produção vocal e o ensi­no dos instrumentos das orques­ tras. No 3º, inicia-se o estudo da flauta docee,no4ºano,háumavivênciamais intensa com os instrumentos, como a flautaepercussãovariada”,descreve. Finalmente, no 5º ano, o foco recai na criação e na produção artística, observaaprofessora,destacandoque os alunos criam pequenas melodias e sonoplastias,eentramemcontatocom instrumentos como o violão, além do conhecimentodalinguagemmusical.

Na próxima edição: SINALIZAÇÃO/ COMUNICAÇÃO VISUAL


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ELÉTRICA, GLOBO, GRÁFICA

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INFORMÁTICA, MANUTENÇÃO PREDIAL

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Stockxpert

ESPECIAL EDUCAR 2009

Tecnologia na Educação & Educação Tecnológica Suporte indispensável e cada vez mais interativo na relação ensino-aprendizagem, a tecnologia avança como conteúdo curricular e extracurricular por meio da informática e da robótica.

Norte,emSãoPaulo.SegundoestimativadaempresáriaAdriana Damus, da Hetchtech, único fabricante nacional de lousas interativas, o mercado na área da educação irá protagonizar um boom tecnológico na virada deste para o próximo ano. “As prefeituras estão adquirindo as lousas interativas para as suas escolas e mesmo as empresas privadas, para uso em salas de reuniões e centros de treinamento”, diz.

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m cenário tipicamente futurista vem tomando conta do ambiente das escolas brasileiras, que conjugam cada vez mais o uso da tecnologia na educação com o ensino da própria tecnologia. As duas vertentes estiveram presentes durante as exposições da 16ª Feira Internacional da Educação, a Educar, e também na programação das conferências de seu congresso, eventosrealizadosentreosdias13e16demaionoExpoCenter

Por Rosali Figueiredo Colaborou Luiza Oliva Fotos João Elias

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ESPECIAL EDUCAR 2009

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Lousa da Hetchtech: boom tecnológico.

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Criada há seis anos em Guarulhos (SP), a Hetchtech apresentou na Educar duas versões de sua lousa: a primeira delas manipulada com caneta digital e a segunda, com tecnologia touch screen, em que basta um leve toque na tela para a administração do conteúdo. “Em nosso produto, não é a tela que é interativa, como acontece com as importadas. Temos sensores em infravermelho nas laterais, que lêem o movimento dos dedos. Assim, se houver algum dano à superfície, basta trocá-la sem maiores custos”, observa. Alousainterativaconfiguraumsuporteque,demaneira geral, permite ao professor expor conteúdos digitais, dinâmicos e interativos produzidos pelos mais diferentes tiposdeaplicativosousoftwares,associandotextos,imagens, sonsemovimentos.AlousadaHetchtechvemacompanhada por um software que disponibiliza 50 mil imagens de apoio às aulas. “É um recurso que facilita o trabalho do professor. Até a década de 90, ele trabalhava de costas para o aluno quase que em 70% do tempo. A tecnologia veio para liberálo, ajudando-o a inverter esse papel”, avalia João Costa, diretor comercial e sócio da Facylit Line, de Ribeirão Preto (SP). A empresa levou a Educar a lousa digital Quadriline, em formato panorâmico e tamanhos que variam entre 4 e 12 metros de comprimento. A versão é subdividida em três partes:nocentro,aversãodigital,fornecidapelaHetchtech. Nas laterais, lousa branca quadriculada, que atua como suporte para que o professor registre as observações que surgem no decurso das aulas. João Costa foi professor, coordenadorediretordeescolaedurantemuitosanosatuou naáreacomercialdeumgrandesistemadeensino.Segundo ele,aáreadaeducaçãocomeçaalidarcomumnovoperfilde profissional,especializadoeminformáticapedagógica,que está auxiliando o professor a utilizar esse tipo de recurso. No Colégio Miguel de Cervantes, localizado na zona Sul de São Paulo, todas as salas de aula dispõem de lousa interativa, com acesso à internet e som ambiente, além de quatro computadores destinados às atividades dos

alunos. Segundo o professor de Geografia Gilberto de Carvalho Soares, a escola oferece cursos preparatórios para o uso da tecnologia, a qual torna as aulas mais dinâmicas e enriquecem as possibilidades de visualização do conteúdo. “Além disso, os próprios estudantes podem apresentar trabalhos diferenciados, como blogs e vídeos, não apenas cartazes.” O professor lembra que o aluno se envolve com a aula, traz material pesquisado na internet e que a lousa permite checar, durante a própria aula, “a validade ou não de um site, de um conteúdo”. Outra variante da lousa digital foi apresentada pela Pimpão, grande fornecedor de materiais didáticos e pedagógicos sediado em Curitiba (PR). De origem chinesa, a lousa Traceboard foi exposta pela empresa com o diferencial de trazer painéis laterais e bandeja com ferramentas que dispensam o uso do menu virtual. “Ela confere funcionalidade em sua operacionalização”, destaca Douglas Ribeiro, da área comercial da Pimpão. Mas oferece também a possibilidade de acionar o conteúdo por meio do toque digital. Os mecanismos estão tão sofisticados que há empresas que se lançaram a desenvolver as próprias aulas interativas, da Educação Infantil à universidade, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (nos cursos de formaçãobásica)ouasdiretrizesestabelecidaspeloensino superior. A Conesul Plus, especializada em tecnologia educacional e estabelecida em Niterói (RJ), disponibiliza hoje um acervo de 5 mil aulas, revela Fernando Passoni, responsável pelo marketing da empresa. Ela desenvolve ainda simulações para empresas e fornece aulas virtuais parauniversidadesnorte-americanasouredesmunicipais de ensino no Brasil. TambémpresentenaEducar,aDesk,hámaisde30anos nomercadoproduzindomóveisescolares,especialmente modelos em resina plástica de alto impacto, através da sua divisão de tecnologia oferece uma proposta diferente para as escolas. Jellel Assaf, representante comercial da empresa, esclarece: “Procuramos atender a toda demanda de tecnologia das escolas, desde a adequação do espaço físico até o fornecimento de

João Costa, da Facylit Line: recurso facilita trabalho do professor.


ESPECIAL EDUCAR 2009

Lousa digital Quadriline, da Facylit Line.

Grupo Cequipel: carteira se transforma em computador.

mobiliário e da lousa interativa.” Assaf explica que os projetos envolvendo tecnologia nas escolas geralmente começam pela adaptação necessária aos laboratórios de informática para que recebam a lousa eletrônica. “Solucionamos da reforma e instalação do equipamento ao conteúdo. Fornecemos aulas interativas sob demanda, e para isso atuamos em parceria com a Conesul”, afirma, complementando que a Desk propõe para as instituições de ensino o uso da sala de informática como proposta pedagógica, inclusive com programas que controlam o uso das máquinas pelos alunos, evitando que acessem programas como msn e orkut. Além das lousas e dos computadores dispostos em salas de informática, o mercado ainda oferece outras apresentações para o uso da tecnologia. É o caso das carteiras informatizadas, apresentadas na Educar pelo Grupo Cequipel, maior fabricante de mobiliário escolar da América Latina e o terceiro maior do mundo. A novidade são as carteiras informatizadas individuais, uma versão compacta da carteira informatizada dupla. O modelo duplo das carteiras já está presente em mais de mil escolas em cidades como Florianópolis (SC), Camaçari (BA), Cidreira (RS), e Barueri e Hortolândia, ambas em São Paulo, entre outras. As carteiras são modelos híbridos, ou seja, basta girar uma chave que o móvel se transforma em um terminal de computador. “O produto oferece ótima relação custo-benefício, pois agrega mobiliário a uma política de segurança, já que os terminais dos alunos possuem controle de acesso através de um servidor”, explicaMárcioRossatto,representantedaOppitzSoluções

Tecnológicas, empresa do Grupo Cequipel. A empresa ainda apresentou a lousa eletrônica TouchBoard Oppitz, que utiliza tecnologia de interatividade por toque de caneta digital diretamente sobre a projeção. Ou seja, a tecnologia não está na superfície da lousa e sim na caneta e no receptor. Outra solução da empresa para apresentação de conteúdos pedagógicos é o monitor educacional. Tem entrada USB para pendrive e substitui osprojetoresmultimídia,computadoreseteladeprojeção a um baixa custo. Rossatto opina que, atualmente, as escolas só não dispõem de tecnologia para as atividades pedagógicas se não quiserem. “Os alunos estão trazendo para as escolas a necessidade de oferecer tecnologia. E não basta apenas jogá-la nas mãos dos alunos. Há várias medidas para promover a inclusão digital, passando sempre pela qualificação do professor, essencial para utilizar as ferramentas”, avalia. E para quem pretende desenvolver as próprias aulas e depoisdisponibilizá-lasparaosalunosemrede,viainternet, pode contar com outro tipo de tecnologia exibida na Educar: o sistema E-Caster, fornecido pela Magic Vídeos, de Campinas (RJ). Voltado ao ensino a distância, o produto é composto por “aulas gravadas em um servidor de alta segurançaeacessadasatravésdeterminaisdeconsulta,por meiodeloginesenha,queimpossibilitamcópias”,descreve Alexandre Chiaccio, consultor de marketing da Magics Vídeo.Aempresadesenvolveu,juntamentecomparceiros nacionais, “softwares exclusivamente desenhados para o compartilhamento de aulas com extrema qualidade de imagemetambémparaaediçãodeconteúdoaudiovisual”.

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Desk: projetos completos de tecnologia para escolas.

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ESPECIAL EDUCAR 2009

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Pimpão: aposta em robótica vinda da Alemanha

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Educação tecnológica Mais do que suporte, entretanto, a tecnologia tornou-se conteúdo obrigatório na grade curricular ou extracurricular das escolas, conforme pôde ser visto junto aos expositores da Feira Educar. Dois deles lançaram projetos na área de robótica.AConesultrouxeaindaumsistemademinimáquinas funcionaisemmarcenaria,queconstroempequenosmóveis, animaiseobjetosemmadeira,umaespéciedeoficinaprática destinadaàaprendizagemdosalunos,desdeoiníciodoEnsino Fundamental.“ÉumlançamentomundialdaXendoll,empresa chinesa,daqualtemosexclusividadederepresentaçãoemtoda aAméricadoSul”,observaFernandoPassoni,daConesulPlus. Também da China, a empresa importou um sistema de robóticapedagógica,fornecidopelaGrandar.Destinadoao Ensino Fundamental e Médio, ele é composto por peças de montar,itensdeautomação,comolâmpada,circuito,fonte e chave, bem como um software, para programação dos movimentosdasmontagens.“Hávárioskits,quecrescemem complexidade.Okitintrodutóriotemacionamentomanual, masapartirdo6ºou7ºanoosalunostrabalhamcomsensores e programação.” Segundo Fernando Passoni, o sistema comercializadopelaConesulincluioprojetopedagógicoeum programa de capacitação permanente dos educadores. Já a Pimpão trouxe da Alemanha o seu lançamento em robóticapedagógica.FornecidospelaFischerTechnik,oskits disponibilizadospelaempresadividem-seemFundamental I (do 1º ao 5º ano), Fundamental II (do 6º ao 9º ano) e Ensino Médio, afirma Andréia Rabello de Souza, pedagoga especializada em tecnologias educacionais. Segundo Andréia, na frase introdutória, os alunos lidam mais com a partemecânicadasmontagens,emdezmodelospropostos pelo fabricante. Posteriormente, o estudante tem contato comosmotoreseaprogramação.APimpãotambémoferece capacitação para os professores, diz Andréia, destacando que há possibilidade de se fazer um uso multidisciplinar da robóticapedagógica,articulando-acomasdiferentesáreas do conhecimento que compõem a grade curricular.

Conesul: minimáquinas funcionais e robótica pedagógica.

SERVIÇO CONESUL PLUS 21 – 2711-1239; 11 – 3842-2221 www.conesulplus.com.br fernandopassoni@conesulplus.com.br DESK 11 - 3816-2000 www.deskmoveis.com.br FACYLIT LINE 16 – 3013-3434 www.quadriline.com.br vendas@quadriline.com.br GRUPO CEQUIPEL 0800 - 729 2626 www.cequipel.com.br HETCHTECH 11 – 3088-0876 www.hetchtech.com.br leticia@hetchtech.com.br MAGIC VÍDEOS 19 – 3756-4800 www.magicsvideo.com.br contato@magicsvideo.com.br PIMPÃO 41 – 3212-7833 www.pimpao.com.br pimpao@pimpao.com.br


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MAPAS, LOUSAS

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FIQUE DE OLHO Stockxpert

LABORATÓRIO Aulas experimentais com tecnologia e qualidade

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radicionaisaliadosnasrelaçõesdeensino-aprendizagem, oslaboratóriosescolaresdebiologia,física,química,matemática e fisiologia, entre outros, acompanham o desenvolvimento tecnológico e incorporam a informática e a eletrônica aos seus equipamentos.O Cidepe - Centro Industrial de Equipamentos de Ensino e Pesquisa estabelecido em Canoas (RS) - acaba de lançar o Software para Aquisição de Dados e Interface USB. “Elepermiteconectaraocomputadorosdiversossensoresque compõem nossa linha de produtos, oferecendo agilidade e versatilidadenaaquisiçãoeanálisedeinformações”,afirmaNei Kissmann, assessor técnico da empresa, ex-professor de física. “Emsaladeaulaouemlaboratório,osalunosprecisammedir grandezasfísicas,fazerexperimentoserepeti-losinúmerasvezes. Com o software, a interface e os sensores, a coleta de dados é facilmente realizada e repetida quantas vezes necessárias e de formarápida”,explicaKissmann.Ohardware(sensoreseinterface) e o software foram concebidos nos próprios laboratórios da empresa,formadahá12anosporumaequipequetrabalhahá35 em desenvolvimento de produtos para o ensino e a pesquisa. AatuaçãodoCidepesitua-sebasicamentenaáreaeducacional, bemcomoemprojetosespeciaisdepesquisadoresdeuniversidades e empresas, explica a profissional de vendas Eunice Teresinha Valmorbida.Seusprodutosatingemosmercadosinternoeexterno eatendemdesdeasdemandasdaeducaçãobásica,comooEnsino Fundamental,àpesquisaempecuária,engenharia,fisiologia,etc. Segundo Eunice, o diferencial do Centro Industrial reside justamentenapreocupaçãodeconceberequipamentosconformeas necessidadesdasinstituições.“Emnossoprimeiroano,trabalhamos de porta fechada para desenvolver uma família de produtos que contasse com novas tecnologias. Isto nos levou a um design diferenciado e muito criativo, resultando em várias patentes industriais e garantindo uma reserva legal em relação à pirataria.” Somentenosegundoanoaempresainiciouacomercializaçãode sua linha. “De lá para cá, a corrida tecnológica vem exigindo que a equipe‘domeváriosleõespordia’nointuitodelevarmosmelhorias condizentescomestastecnologiasaosclientes”,observa.Aempresa oferecetreinamentoaosprofessoresepesquisadores,tantoemseu centro quanto nas próprias instituições. Diante de um mercado tão competitivo, a Analista Química resolveutambéminvestireapostarnoatendimentoaosclientes.A empresa,estabelecidaemSãoBernardodoCampo,concluiráneste anosuamudançaparaumanovasede,“trêsvezesmaiorqueaatual”, afirmaoempresárioVicenteCatapanoJunior.Atualmentecertificada pelaISO9001:2000,aAnalistasurgiuem1987comopropósitode “agregarqualidadeaosserviçosprestadosnaáreadefornecimento demateriaisparalaboratório”.Ossóciosjáatuavamnosegmento,

lembra Vicente, mas queriam “mudar o foco da venda, que este deixasse de ser o pedido e passasse a ser o cliente”. A linha de produtos comercializada pela Analista é bastante ampla e envolve reagentes, vidrarias, equipamentos e modelos anatômicos,entreoutros.Aempresadesenvolveefabricaalguns dessesitens,emummercadoformadoprincipalmentepelaindústria (60% dos clientes) e a área educacional (30%). Entre as escolas, a configuraçãomínimadeumlaboratórioemgeralapresentaestufa, agitadores,chapasaquecedoras,capelasebalança,diz.AAnalista também oferece treinamento para os clientes. Tambématentaaomercado,aRosterestáapostandonesteano naampliaçãodesualinhademodelosanatômicos,revelaAmanda Gerda,gerentedevendasdaempresa.Entreseusclientes,figuram instituiçõesdediferentessegmentos,paraosquaisaRosteroferece microscópios,balanças,estufas,autoclaves,centrífugas,entreoutros; vidrariasemplásticoelâminas;alémdemodelosanatômicos,como esqueletos,torsos,manequinsdeenfermagemeórgãosemgeral. Noentanto,Amandadestacaqueaempresa,criadahádezanosem São Caetano do Sul, Grande São Paulo, está se “especializando no fornecimento de materiais para escolas e universidades”. ARosterprocuraoferecerpreçosespeciais,observaAmanda, “com a possibilidade de cobrir ofertas”. “Temos kits básicos para escolas e também uma linha ampla de equipamentos e modelos anatômicos com ótimos preços para que elas completem o seu laboratório. Mensalmente publicamos uma promoção em nosso site”, acrescenta. Segundo Amanda, os treinamentos oferecidos pela Roster são realizados na própria empresa, que atua com vendas diretas, sem representantes.

SERVIÇO Analista Química

11-4341-4155 www.analista.com.br analista@analista.com.br

Cidepe

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Roster Equipamentos Laboratoriais 11-4224 3824 www.roster.com.br roster@roster.com.br ; roster@uol.com.br


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LABORATÓRIO, LOUSAS, MAPAS

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Mテ天EIS, PERSIANAS

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LIVROS, PASSEIO

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PINTURAS ESPECIAIS, PISOS, PLAYGROUND

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PLAYGROUND

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Direcional Escolas, Junho/Julho 09

PLAYGROUND, QUADRAS, SERRALHERIA

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DICA: ENFERMARIA Stockxpert

Prevenção, educação em saúde e primeiro atendimento

O

Colégio Bandeirantes em São Pauloadotouumainiciativainéditaentre as escolas brasileiras. Por meio de seu ambulatóriomédicoedoCPG(Grupode ProcessoemGrupo),responsável,entre outros, pelos trabalhos de orientação sexual e prevenção ao consumo de drogas junto aos alunos, desenvolveu umacampanhadevacinaçãoanti-HPV comasadolescentesdoEnsinoMédio. O Papiloma Vírus Humano é uma doença sexualmente transmissível, altamente contagiosa e está fora do calendáriooficialdogoverno,porque é muito cara, justifica a pediatra Beatriz Salles Aguiar, responsável pelo serviço médico da escola. Em sete dias de vacinação, ocorrida no início de junho, foram atendidas 261 alunas, cerca de um terço do público potencial, “número muito bom por ser uma primeira campanha”. Todo o trabalhofoiprecedidoporpalestrasde orientação aos professores e alunos, cartasenviadasaospaiseamontagem deumblognainternet(http://sextips. colband.blog.br/tag/hpv).Avacinação prevê outras duas doses, a serem ministradasatéomêsdedezembro.Mas até lá o ambulatório estará envolvido comnovosprogramas,“provavelmente sobrenutrição,aproveitandoosucesso do blog”, afirma Beatriz. “O ambulatório escolar deve ser destinado justamente à prevenção, educação em saúde e ao primeiro atendimento”, recomenda Angélica AzevedoRosin,enfermeiraesuperinten­ dente técnica do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) no Estado de São Paulo. “Nossa orientação é que fiquem bem claros os seus objetivos, que haja uma equipe preparada e semprepresenteequeoespaçoatenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.” Angélica Rosin refere-se à Resolução RDC 50/2002, a qual estabelece parâmetros para a organização física dos serviços assistenciais de saúde, incluindo as enfermarias ou ambulatório escolar. DeacordocomoSIEEESP(Sindicato

dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), o serviço não é obrigatórioeresultadeumdiferencial estabelecido por algumas escolas. No entanto, ressalva a superintendente do Coren, desde que oferecido, ele deve atender à Resolução e também à Lei Federal 7498/86 e ao Decreto-Lei 94.406/87, que tornam obrigatória a presença do profissional enfermeiro. No ambulatório do Colégio Bandeirantes são realizados de 80 a 100atendimentosdiáriosentrealunos, professoresefuncionários,dizamédica Beatriz Aguiar, na maior parte casos corriqueiros, de chicletes grudados no cabelo a cólicas, dor de garganta e pequenaslesões.Sãopoucososcasos graves, como um braço quebrado, diz. Todo o prontuário pode ser acompanhadopelafamíliaviainternet eosprocedimentossãorealizadosapós consulta à ficha médica do aluno e consentimentodospais.Especializada em hematopediatria, Beatriz Aguiar atende diariamente no local e tem o apoio de três profissionais da área de enfermagem. O serviço funciona das 6h40 às 21h30. ParaamédicaGlauraCésarPedroso, pediatra da Unifesp, presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo e Coordenadora do Programa Escola Promotora de Saúde do município de Embu, o ambulatório deve oferecer um primeiro atendimento e acionar os serviços de emergência nos casos mais graves.“Asescolaspodemorganizarsalas para atendimento com armário para guardaromaterialdeprimeirossocorros e eventuais medicamentos, fora do alcancedascrianças”,diz.Nalistadesses materiais, constam luvas descartáveis, gazeesterilizada,esparadrapooufaixa, água e sabão (“de preferência líquido ou em pequenos pedaços, para que o restantepossaserjogadoforaapósouso emferimentos”).SegundoGlaura,“outros equipamentospodemseracrescentados, dependendodonúmerodealunosede características específicas da escola”.

Na próxima edição: BIBLIOTECA

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Por Rosali Figueiredo

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PRIMEIROS SOCORROS, SISTEMA DE GESTÃO, SISTEMA DE SEGURANÇA, TOLDOS

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TOLDOS

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TOLDOS, TUDO PARA CONSTRUÇÃO

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Revista Direcional Escolas Edição 49 – Junho/Julho/2009 by Revista Direcional Escolas - Issuu