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Revista Direcional Escolas Edição 48 – Maiol/2009

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EDITORIAL DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida EDITORA Luiza Oliva

PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral TIRAGEM 20.000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL Luiza Oliva MTB 16.935 jornalista@condominio.inf.br REPÓRTER Rosali Figueiredo CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais DIREÇÃO DE ARTE Thais Moro ASSISTENTE DE ARTE Bruno Moreira Débora Galvão Gabriela Maciel Hugo Leonardo Paulo Toledo CONTATOS PUBLICITÁRIOS Aline Garcia Amilton Araujo Denise Ferreira Patricia Freitas Silvana Tesser ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão IMPRESSÃO Prol Gráfica Conheça também a Direcional Condomínios www.direcionalcondominios.com.br Filiada à

Tiragem auditada por

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais. As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Escolas. A revista Direcional Escolas não se res­ponsabiliza por serviços, produtos e imagens publicados pelos anun­ciantes. Rua Vergueiro, 2.556 - 7ª andar cj. 73 CEP 04102-000 - São Paulo-SP Tel.: (11) 5573-8110 - Fax: (11) 5084-3807 faleconosco@direcionalescolas.com.br www.direcionalescolas.com.br

Caro leitor, A escola dos dias atuais precisa dar conta de inúmeras áreas. A educação ambiental é uma delas. Veja na matéria da página 14 como escolas públicas e particulares estão vencendo a batalha contra o desperdício e economizando água. O esforço para economizar água inclui instalação de equipamentos, como torneiras com temporizadores e válvulas de descarga mais modernas, mas vai além disso. Passa até mesmo pela conscientização de pais e da comunidade. Ou seja, o uso racional da água pode se transformar em projeto pedagógico e em mote para a participação das famílias na escola. E como anda a sala de Artes? Em outra matéria desta edição, abordamos a montagem ideal para este espaço e a importância da Educação Artística para as diversas faixas etárias. Duas especialistas na área - Maria Regina Araújo Travassos, supervisora de ensino em São Vicente (SP), e Adriana D’Agostino, professora do Liceu Coração de Jesus, escola localizada na região central de São Paulo -, apontam a necessidade do ensino de Artes como forma de desenvolver a expressão e a criatividade do aluno. Deixando um pouco de lado o pedagógico, vamos tratar também das instalações e da infraestrutura da escola. Será que sua instituição tem pessoal treinado em primeiros socorros? Profissionais do setor apontam que é essencial dar um pronto atendimento adequado ao aluno acidentado ou doente. Saiba mais lendo a matéria da página 29. Há muito mais para você, leitor, nesta edição de Direcional Escolas. Os geradores e os diversos tipos de lousas são outros temas de nossas matérias. Se o gestor está em busca de um produto para melhorar o aspecto pedagógico de sua instituição, ou propondo melhorias na parte física de suas instalações, qualidade é essencial. E é nessa procura pela qualidade que Direcional Escolas funciona como uma importante ferramenta. Levamos ao diretor informação qualificada e um mix de produtos e serviços indispensáveis às boas escolas. Citamos Luiz Marins, antropólogo empresarial, e palestrante do 5º Educador Management – Seminário de Gestão em Educação: “A qualidade do produto ou serviço não se discute mais. Sem qualidade é impossível vencer.” Para o especialista, não há crise que deva esmorecer o educador. “Em épocas de crise, a educação se torna mais necessária e vital para reanimar a sociedade e fazê-la agir em busca de soluções criativas dentro das oportunidades que toda crise oferece”, analisa. O 5º Educador Management faz parte da 16ª Educar - Feira Internacional de Educação, que acontece entre os dias 13 e 16 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. Na próxima edição, traremos as principais novidades deste evento. Boa leitura a todos e nos vemos no próximo número! Um abraço, Luiza Oliva Editora

Direcional Escolas, Maio 09

PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO diretores e compradores

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SUMÁRIO

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DICAS

Geradores

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DICAS

FIQUE DE OLHO

DICAS

DICAS

Economia de Água

Lousas

Sala de Artes

Primeiros Socorros

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ÍNDICE

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Acessórios – 06, 07, 08 Agenda – 14, 16 Alambrados – 28 Alarmes – 31 Assessoria Contábil – 08 Auditório – 08 Bebedouros – 05, 11 Brindes – 09, 16 Brinquedos Educativos – 12 Circo - 34 Circuito Fechado de TV – 31 Coberturas – 31, 32 Coleta Seletiva de Lixo – 06, 08 Comunicação Visual – 32 Controle de Acesso – 31 Construtora – 20 Divisórias - 08 Elétrica - 13 Estudo do Meio – 2ª capa, 11 Filtro – 05, 11 Fotografia - 13 Gerador – 10 Globo - 11 Gráfica – 14, 16 Grama Sintética –22, 26, 27, 28 Informática – 16

Laboratório – 16, 17 Lavadoras de Alta Pressão – 06, 07 Lousa –19 Manutenção Predial - 20 Mapas – 19 Material de Limpeza –06, 07 Microscópios – 16, 17 Microcomputador – 16 Modelos Anatômicos – 16, 17 Móveis – 1ª capa, 21, 24 Passeio – 21, 23, 33 Pintura - 20 Pisos – 25, 26, 4ª capa Playgrounds – 22, 23, 26, 27, 28, 32 Prenda de Festa Junina - 27, 28 Produtos e Equipamentos para Limpeza –06, 07 Quadras – 28 Quadros – 19 Radiocomunicação - 31 Redes de Proteção – 28 Revestimento - 08 Serralheria – 29 Sistema de Gestão – 13, 16, 3ª capa Sistemas de Segurança – 23, 31 Tapetes – 06, 07 Toldos – 31, 32 Ventilador – 06


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ACESSÓRIOS, AUDITÓRIO

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ASSESSORIA CONTÁBIL, COLETA SELETIVA, DIVISÓRIAS

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ASSESSORIA CONTÁBIL, AUDITÓRIO

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DICAS: GERADORES

Um reforço na segurança patrimonial Por Rosali Figueiredo

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ma escola implantada em 60 milmetrosquadradosdeárea,rodeada de muita vegetação e ao mesmo tempo dotada de labo­ratórios, salas com projeção mul­timídia, teatro e biblioteca, esta com amplo acervo e acesso a internet, precisa garantir o funcionamento ininterrupto de seu sistema de segurança. Nem que para isso opte por investimentos mais comuns às indústrias, hospitais, condomíniosresidenciaisecomerciais, como é o caso dos geradores. “Desde que construímos a unidade de Interlagos, há 10 anos, instalamos um gerador, que ocupa uma sala exclusiva, de 15 metros quadrados”, diz Ilse Sparovek, gerente de gestão patrimonial e de serviços do Colégio Humboldt, da zona Sul de São Paulo. A ideia é assegurar que os equi­ pamentosdesegurança,comoalarme, CFTV e a iluminação funcionem du­ ranteassituaçõesdequedadeenergia. “Ele é utilizado para socorrer as falhas nosuprimentodarede”,afirmaIlse.De acordocomotécnicoEdílsonRodrigues, queatuacomvendaemanutençãode gruposgeradores,asquedassãomuito frequentes na região de Santo Amaro, também na zona Sul. O investimento é elevado, pondera Edílson, pois um gerador com 150 Kva de potência custa em torno de R$ 40 mil, demanda gastos que podem chegar a R$ 20 mil para a sua instalação e um espaço físico próprio. No entanto, prossegue, o custo se justifica conforme o valor do patrimônio a ser protegido. Além da segurança contra roubos e furtos, mantémemoperaçãooslaboratóriose a rede de informática das instituições. O técnico afirma que os geradores já são comuns em colégios técnicos e universidades, justamente “pelo alto valoragregado”desuainfraestruturae dasatividadespedagógicas.Éocasoda

UniversidadedeSãoPaulo,quepossui aparelhos em suas muitas unidades, como a Reitoria, e da Unifesp. No Colégio Humboldt, o gerador supre mais as necessidades da área administrativa, comenta Ilse, mas também garante a iluminação nas salas de aula e o pleno funcionamento da área de informática, tanto da secretaria quanto da parte educacional. Até há pouco tempo, a escola mantinha apenas os equipa­ mentos de segurança ligados ao gerador. Agora, “interligamos todos os computadores, para garantir que não se perca trabalho, arquivos, e para assegurar a continuidade do serviço”. Mas Ilse chama atenção para a necessidade de revisão anual do equipamento, quando é necessária a expedição de laudo por parte de um técnicoresponsável.Olaudofazparte, porexemplo,dasexigênciasdoCorpo de Bombeiros para a renovação do AVCB (Auto de Vistoria). “Na sala em que temos o gerador, não podemos armazenar nenhum outro tipo de material”, destaca. Segundo Edílson Rodrigues, é fun­damental ainda que as escolas façam testes mensais das baterias, quadros de comando e do motor, para assegurar que estejam funcio­ nando nas situações de emergência. Osgerado­­resoperam,emsuamaioria, a óleo diesel e podem manter uma autonomia de uso entre 6 a 12 horas, dependendo da carga exigida. São ainda muito utilizados para li­ gar as bombas d’água em casos de transbordamentos causa­dos pelas chuvas fortes, quando é comum a in­ terrupçãodofornecimentodeenergia. As empresas que comerciali­zam e instalam o equipamento cos­tumam manter com os clientes um plano periódico de manutenção e vistoria.

Na próxima edição: COLETA SELETIVA


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BEBEDOUROS, ESTUDO DO MEIO, GLOBO

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BRINQUEDOS EDUCATIVOS

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ELÉTRICA, FOTOGRAFIA, GESTÃO ESCOLAR

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DICAS: ECONOMIA DE ÁGUA

Medidas de uso racional geram economia e reforçam ação educativa Por Rosali Figueiredo

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educação ambiental dentro das escolas tem força de lei. O dispositivo federal 9.795/99 diz, em seu artigo 3º, Inciso II, que compete às instituições promovê-la de forma integrada ao projeto pedagógico. A idéia é disseminar valores de preservação do meio ambiente e de uso racional e sustentável dos recursos naturais. No caso da água, muitas escolas resolveram ampliar seu campo de ação e mostrar aos alunos, na prática, como se faz o uso consciente deste bem, atualmente escasso a pelo menos 1,1 bilhão de pessoas, segundo projeções da ONU (Organização das Nações Unidas). Cerca de 500 escolas da Prefeitura de São Paulo estão implantando o Programa de Uso Racional da Água (PURA), da Sabesp, desde o final do ano passado, buscando uma economia mensal de 18 mil metros cúbicos. “É o suficiente para abastecer quase 1.300 famílias”, observa o engenheiro José Maurício da Fonseca Maia, gerente do Departamento de Gestão das Relações com o Cliente da empresa. Já a Escola Vera Cruz, instituição estabelecida na zona Oeste de São Paulo com três unidades de ensino, foi uma das pioneiras na implantação do programa, há 15 anos. “Em um ano e meio de trabalho, conseguimos uma economia de 25%”, afirma Luciana Bechara Sanchez, assessora patrimonial da escola. A Escola Vera Cruz não participa mais do programa, mas adotou o consumo racional como conduta básica em todas as unidades, postura que orientou a construção de seus prédios mais recentes, do Ensino Médio, naVila Leopoldina, em 1997, e da Educação Infantil, no Alto de Pinheiros, concluído em2008.Paralelamenteaescoladesenvolveumforteprogramadeeducação ambientaleabordaaquestãodaáguajuntoà4ªsériedoEnsinoFundamental. Esta preocupação foi uma das razões que a levou ao PURA, observa Luciana. “Na unidade mais antiga, construída em 1973, trocamos equipamentos. As mais novas já foram projetadas dentro desta preocupação.”Luciana destaca que a sede da Educação Infantil possui sistema de reuso de águas pluviais. Uma das bases do consumo racional é a utilização dos chamados equipamentos economizadores, substi­tuindo os antigos ou convencionais pelos hidromecânicos. O programa da Sabesp, por exemplo, baseia-se num


junto aos pais dos alunos, que já foram conscientizados, juntamente com professores e funcionários.“Realizaremos um trabalho de sensibilização na comunidade escolar, mostrando o que foi feito aqui e orientando as pessoas a identificar vazamentos e a aplicar isso em suas casas.” “A lógica do uso racional da água passa pelo lado mais técnico, ou seja, demanda um plano de trabalho e soluções de problemas, mas também exige ações de educação ambiental”, explica o engenheiro José Maurício. O gerente da Sabesp destaca, neste caso, a necessidade de mudar a forma de cuidar das áreas verdes. “A rega deve ser feita no final da tarde, pois com a ação do sol a evaporação é maior. Podemos ainda utilizar plantas xerófitas, que retêm a água por mais tempo.” ParaoprofessortitulardaEscolaPolitécnicadaUniversidade de São Paulo, Ivanildo Hespanhol, doutor em engenharia ambiental pela Universidade da Califórnia (Berkeley) e em Saúde Pública pela própria USP, o Brasil precisa combater “a cultura de abundância”e começar a adotar os equipamentos economizadores. “Nossa cultura, por exemplo, não aceita muito o vaso sanitário com caixa acoplada, prefere a válvula, que apresenta maior vazão.” Segundo o engenheiro, as indústrias estão um pouco à frente nesta mudança de comportamento. “O consumo tornou-se uma questão de ecovantagem”, diz, lembrando que as necessidades de baixar custos as levaram a adotar práticas de conservação, reuso e economia. Mas o reuso é um item que requer cuidados, pondera Hespanhol. A sua aplicação não pode ser caseira ou amadora, porque demanda projetos de engenharia que assegurem o tratamento da água, como a da chuva,“extremamente contaminada com coliformes, resíduos de metais, gasolina e demais poluentes”.

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tripé que envolve“a normalização técnica, a inovação tecnológica dos equipamentos e a educação ambiental”, afirma José Maurício. As escolas iniciam-se no programa com um trabalho de gerenciamento do consumo da água. “É preciso levantar os indicadores e estabelecer um patamar razoável de 25 litros diários de consumo por aluno”, recomenda. Depois, são desenvolvidas ações internas com vistas a identificar as causas de eventuais excessos, como vazamentos noturnos, hábitos equivocados (lavar louças, talheres, verduras e legumes em água corrente) e o desgaste de torneiras e vasos sanitários. O diagnóstico é seguido por um trabalho de adequação dos equipamentos. É o caso das torneiras com temporizadores, com arejador (adequadas para cozinhas e dotadas de fluxo de ar, elas reduzem o consumo em até 30%) e da substituição de válvulas e vasos sanitários. O mais indicado é o vaso de descarga reduzida (VDR), o qual reduz para um terço a vazão da água, de 18 para 6 litros. Nas escolas municipais de São Paulo, os diagnósticos e a troca das instalações já permitiram uma economia próxima à meta estabelecida. “Elas são as maiores consumidoras de água da Prefeitura, por isso apresentam também o maior potencial de economia”, ressalta o engenheiro. Na EMEF Padre Manoel Paiva, localizada no Jardim Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, o PURA levou a uma redução substancial do consumo. “Não temos os números, mas desde fevereiro deste ano identificamos uma queda, porque não fomos mais notificados pela coordenadoria sobre o excesso do consumo”, diz Maria Cristina Borges Pinto, assistente de direção e responsávelpelaimplantação do programanaunidade.“Trocamos as válvulas dos vasos, instalamos torneiras econômicas e agora estamos trabalhando para identificar as causas de um vazamento”, completa. Concluída esta etapa, a escola irá desenvolver ações

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INFORMÁTICA, GRÁFICA, LABORATÓRIO

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FIQUE DE OLHO

LOUSAS Da tecnologia à sustentabilidade, produtos se adaptam aos novos tempos.

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rancos,verdes,quadriculadosouinterativos:osvelhosquadros negros,quedurantedécadaspermaneceramcomosímbolosinequívocos do ensino, mudaram de perfil e estão conferindo mais leveza às salas de aula. “Boa parte das escolas particulares já aboliu as lousas para uso de giz e as substituíram pelos quadros brancos”, anota Ubirajara Ramos Sanini, sócio da Board Solutions. A empresa fabrica os mais diferentestiposdelousasequadrosdeavisoshá12anos,“procurando atender a qualquer solução que o cliente venha precisar na linha de comunicação visual”. Nas escolas, um dos produtos mais indicados é o quadro branco, recomenda Ubirajara, por eliminar o uso do giz, ser mais higiênico e facilitaravisualizaçãodoconteúdoanotadopeloprofessor.Elaspodem encomendaraindaquadrosdeavisospersonalizados,imprimindoas coresealogomarcadainstituição.SegundoUbirajara,aspossibilidades de modelos e usos dos quadros são muito amplas, a exemplo de um painel dotado de cinco placas e trilhos que a Board Solutions está fabricando para um centro de treinamento de Brasília. Outra linha é a do quadro magnético, feito em estrutura metálica, que permite afixarosdocumentosatravésdeacessóriosmagnéticos.“Eleprotegeo documento,chamamaisaatençãoeconfereumvisualmaisatraente”, destaca Ubirajara. O empresário afirma que a Board Solutions adota uma política de melhoriaconstanteemsualinhadeproduçãoenaqualidade.Hojequase nãohárestosdasmatérias-primasutilizadasnoprocessodefabricação. “Reaproveitamos as sobras de alumínio, que vão para a reciclagem, e de MDF, que se transformam em peças de artesanato.”Neste ano, a Board Solutions pretende reforçar o foco na sustentabilidade”, diz o empresário. Também o plástico empregado nos acessórios de seus produtos provém de material reciclado, complementa Ubirajara. NaQuadros&Ciaanovidadeem2009ficaporcontadaintrodução dalousa interativa,afirmaHayltonRobertodeAraújo.Provenientedo fabricantecanadenseTeamBoard,elafuncionacomoteladeprojeção, além de quadro branco normal, inteligente (grava e salva todas as anotações)einterativo.“Ligadaaocomputador,permitefazertodasas funçõesapenascomtoquedosdedos”,descreveoempresário.Como resultado, os alunos vivenciam “uma dinâmica de aula muito melhor,

pois o professor tem condições de mostrar no quadro assuntos que no passado ficavam apenas na imaginação, como os movimentos de rotaçãoetranslação”.Noentanto,oinvestimentoaindaéelevadopara muitasescolas,queacabaminstalandooequipamentoemauditórios, ressalva o empresário. Haylton acredita, porém, que a tendência, no futuro, é que esteja presente em todas as salas de aula. A Quadros & Cia oferece garantia de cinco anos para a lousa e acesso à assistência técnica especializada. Entre os produtos convencionais, o empresário sugere o uso de lousasquadriculadas,verdesoubrancas,porque“melhoramaqualidade de escrita passada aos alunos”. Na Quadros & Cia elas são fabricadas com laminado melamínico próprio para lousa, de 1 mm de espessura, com base em fibra de madeira de 12mm e estrutura em alumínio anodizado. A empresa produz ainda um portifólio variado de murais e quadros de avisos. Haylton conta que a empresa utiliza na base um produtochamadocelotexde12mm.“Eleémuitoresistenteepermite a colagem de feltro ou cortiça e pode ser espetado inúmeras vezes. Alguns fabricantes utilizam estiropor expandido (isopor) ou papelão triplex, ambos com resistência muito limitada.” Estabelecida no mercado desde 1990, a Quadros & Cia se destaca pelaversatilidade,analisaHaylton.“Nossocrescimentofoicalcadoem qualidade,preçocompetitivoecumprimentodosprazospré-estabelecidos. Estatrilogiatrouxeimportantesescolas,universidadeseempresasem nossa carteira de clientes”, observa, lembrando que sua experiência anterior na área do marketing proporcionou-lhe “um grande suporte para que pudesse posicionar a empresa perante a concorrência”.

SERVIÇO

BOARD SOLUTIONS 11-3617-3661/ 3611-1330 www.boardsolutions.com.br contato@boardsolutions.com.br QUADROS & CIA 11-5041-8683/ 15-3276-6565 www.quadrosecia.com.br quadrosecia@fasternet.com.br


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MAPAS, LOUSAS

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MANUTENÇÃO PREDIAL, PINTURA

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Mテ天EIS, PASSEIO

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DICAS: SALA DE ARTES Stockxpert

Recursos para a expressividade e a criatividade Por Rosali Figueiredo

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m uma sala de pré-escola, a pro­ fessora de Artes Maria Regina Araújo Travassos ia trabalhar argila com as crianças, quando resolveu contar-lhes antes sobre o homem pré-histórico, mostrarpinturasrupestreseexibirtrechos dofilme“2001:UmaOdisséianoEspaço”. “Somente depois levei a argila para que pudessem criar. Expliquei a técnica e, ao final, além de prazer, diversão e encantamento, os alunos aprenderam com uma significação tão evidente que seuscomentáriossobreasprópriasobras ficarãogravadosemminhamemóriapara sempre”, relata Maria Regina. Graduada na área e pós-graduada em PsicologiaInfantilePsicopedagogia, Maria Regina conta a experiência para mostrar que a Educação Artística requer maisdoqueaassociaçãoentreoconteúdo programáticoeaspráticasdecolagemou o manuseio de materiais diversos, como a própria argila. É claro que cada etapa da vida escolar demanda dinâmicas e abordagensdiferenciadaseexigeespaços erecursosapropriadosparaisso,observa. “Mas falta uma conexão com o estudo da história e com um processo prazeroso e contextualizado, dando significação ao aluno”, explica. Supervisora de ensino em São Vi­ cente, litoral de São Paulo, a educadora recomenda que as salas de Artes sejam caracterizadas conforme a faixa etária. “A primeira infância deve trabalhar com contos diferenciados, canto de areia, caixasdesurpresas,cabideirodefantasias, tintas e papéis variados, para que as crianças possam explorá-los e sentilos.” Nesse sentido, acrescenta, a música torna-se uma linguagem fundamental e por meio de um baú de objetos, elas podem descobrir sons, instrumentos e ritmos variados, além de dançar, cantar, pular e brincar. No Ensino Fundamental, é preciso

uma sala ampla, de preferência circular, dotada de pia e torneiras, para que o estudante manuseie vários tipos de lápis (como o fusan, tipo carvão), pincéis, papéis e tintas. Finalmente, no Ensino Médio, Maria Regina sugere um espaço para artes cênicas, música e dança. “Assim podemos juntar as linguagens adquiridas nos anos anteriores e explorar a criatividade infinda destes adolescentes.” OsParâmetrosCurricularesNacionais (PCN’s) prevêem o ensino de Artes como meiodedesenvolvimentodasdiferentes formas de expressão e criatividade do aluno, para que desenvolvam uma visão ampliada do mundo, observa Adriana D’Agostino,professoradoLiceuCoração de Jesus, escola localizada nos Campos Elíseos, região central de São Paulo. Ilustradora e pós-graduada em História da Arte, Adriana destaca a arte “como uma janela que permite enxergar além da própria obra e observar a história da sociedade e da cultura”. OLiceuimplantourecentementeum espaço mais apropriado para o ensino de Educação Artística. A coordenadora do Fundamental II e do Ensino Médio da escola, Mirian Rosane Benatti Godinho, diz que no local foram instaladas mesas e cadeiras apropriadas para atividades com escultura e pintura, além de pias e prateleiras para guardar o material. Mas a sala ainda não está concluída, ressalva. “Estamos a caminho”, com­ plementa a professora Adriana, defen­ dendo que estes espaços tenham recursos multimídia próprios, como um instrumento a mais de conhecimento, estudo, releitura e recriação da arte. “Mas o principal é proporcionar o contato dos alunos com diferentes suportes, ou seja, com todo tipo de material que permita uma reelaboração e uma expressão artística.”

Na próxima edição: Sala de música


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PASSEIO, PLAYGROUND, SISTEMA DE SEGURANÇA

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PINTURA, PISOS, PLAYGROUND, PRIMEIROS SOCORROS

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PLAYGROUND

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PLAYGROUND, QUADRAS

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DICAS: PRIMEIROS SOCORROS

Contra emergências, conhecimento Treinamento pode diminuir danos e evitar comprometimentos futuros em casos de acidentes.

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que fazer quando uma cri­ ança cai na escola e fratura um braço, quando engasga com alimento ou algum objeto ou sofre uma crise respiratória? Diferentes situações ou acidentes podem comprometer a saúde do estudante nas escolas, exigindo habilidade e preparo dos funcionários. “É importante oferecer um treinamento de primeiros so­ corros, para que haja pessoas com conhecimento e tranquilidade su­ ficiente para organizar o atendimento e evitar procedimentos que possam causar mais danos”, afirma a médica Glaura César Pedroso, pediatra da Unifesp,presidentedoDepartamento de Saúde Escolar da Sociedade de PediatriadeSãoPauloecoordenadora

do Programa Escola Promotora de Saúde do município de Embu. A médica observa que “mesmo as crianças podem aprender as técnicas e transmiti-las a outras pessoas”. Os acidentes mais comuns observados pela pediatra referem-se às quedas, na faixa etária entre cinco e nove anos. “Mas isso pode variar, de acor­ do com as características de cada local.” O Departamento de Saúde Es­­colar do SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) aponta que cerca de 40% das ocorrências observadas nas escolas estão relacionadas a acidentes traumatológicos, e entre 25% e 30% a problemas respiratórios (como asma, bronquite, pneumoniaeresfriados).As

Na próxima edição: Enfermaria

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Por Rosali Figueiredo

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DICAS: PRIMEIROS SOCORROS

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demais atingem perturbações gastrointestinais (diarréia e vômito) e dores em geral. O especialista Marcos José de Campos Verde, instrutor de Resgate e Emergências Médicas do Centro de Formação de Soldados da Polícia Militar de São Paulo, recomenda que as escolaspromovam“treinamentosperiódicos e simulações de acidentes para capacitar os funcionários para o acionamento eficiente e um transporte rápido se necessário”. Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e mestre em Ciências pela Unifesp, o instrutor pondera que determinadas situações demandam todo um protocolo adequado de ação, como as paradas cardiorrespiratórias. “O curso de reanimação cardiopulmonar dura cerca de 6 horas/aula”, diz. Quando uma criança engasga, por exemplo, “existe uma manobra específica para desobstruir as vias aéreas”. Nos acidentes com traumatismos, é preciso saber imobilizar as articulações e providenciar o imediato transporte ao hospital. Durante um curso de primeiros socorros organizado recentemente pelo SIEEESP em Santos, Marcos José identificou uma preocupação maior das escolas pelos incidentes envolvendo engasgamento, convulsão e fraturas. OColégioSãoDomingos, localizado no bairro dePerdizes,em São Paulo, realizou no começo deste mês seu “II Curso Viver de Primeiros Socorros”, junto a professores, funcionários e alunos. “Voltamos a oferecer o treinamento pela necessidade que as escolas têm de que a primeira intervenção não prejudique o acidentado”, afirma Sílvio Barini Pinto, diretor do colégio, que possui 650 alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio. O curso foi ministrado pela enfermeira Vanessa Grandin, especializada em urgências e emergências, funcionária do São Domingos. Segundo ela, acostumadas “a lidar com crianças saudáveis”, as escolas são “um ambiente leigo em primeiros socorros”. “Assim precisamos de um processo de educação em saúde para qualificar nossos profissionais para atender em uma situação de emergência”, afirma. A médica Glaura Pedroso lembra que há procedimentos complexosdependendo do caso esugereàs instituições oestudo de obras de referência na área, como o Manual de Prevenção de Acidentes e Primeiros Socorros nas Escolas, editado pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. O material está disponível no endereço eletrônico http://ww2.prefeitura. sp.gov.br//arquivos/secretarias/saude/crianca/0005/Manual_ Prev_Acid_PrimSocorro.pdf . O próprio SIEEESP disponibiliza dois vídeos com orientações em casos de acidentes e de doenças infectocontagiosas, também disponíveis na internet (respectivamente nos endereços http://www.sabertv.net/ portal/mediacenter/view/333/primeiros-socorros-na-escola/ e http://www.sabertv.net/portal/mediacenter/view/157/doenasna-escola/). Os vídeos foram produzidos com o médico Marun

David Cury, responsável pelo departamento médico do SIEEESP e que atua com saúde escolar há 26 anos.

O que fazer? A seguir, a pediatra Glaura Pedroso recomenda algumas ações de primeiro atendimento em casos de acidentes: Picadas de insetos: se o ferrão estiver presente, remova-o imediatamente. Lave bem o local da picada com água e sabão, aplique compressas frias e úmidas no local da picada. Se houver qualquer reação, leve a criança ao serviço médico. Em caso de picada de carrapato, retirá-lo delicadamente. Se ele não se desprender com facilidade, não se deve puxá-lo. Se necessário, cubra-o com vaselina ou éter para depois puxá-lo. Traumatismos motivados por quedas: é preciso avaliar a intensidade e o mecanismo do trauma. Quedas com altura maior que 1,50 m, ou que levem a criança a bater com violência, principalmente quando atingem a cabeça e a coluna, requerem atendimento por serviço de emergência, com imobilização apropriada. Não se deve movimentar a criança, apenas acalmála e esperar o serviço médico. Quadros alérgicos: devem ser tratados pelo serviço de saúde ou, se a criança já for acompanhada, segundo orientação de seu médico. Em caso de inchaço ou falta de ar, deve-se chamar o serviço médico de emergência. E somente desligar o telefone quando autorizado, após as orientações necessárias. O instrutor Marcos José de Campos Verde observa que nas situações de paradas cardiorrespiratórias, o correto é também acionar o Serviço Médico de Emergência e aguardar as orientações. Contatos com o especialista podem ser feitos por meio do endereço marcos_verde@ig.com.br.


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RADIO COMUNICAÇÃO, SISTEMA DE SEGURANÇA, TOLDOS

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TOLDOS

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