Edição nº 105 ano 11 | Fevereiro 2015 www.direcionalescolas.com.br
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Alex Santos & Paula De Pierro
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Totalmente Conectados. A palavra conexão nunca esteve tão viva como nos últimos tempos. Computadores, notebooks, tablets, smarthphones são utilizados com um único propósito: entrada livre ao universo ilimitado virtual. O ingresso à esse mundo fantástico reflete, além de uma necessidade real contemporânea, uma amplitude em diversas esferas sociais e culturais – principalmente no início desse ciclo, a escola. Adentrar e compreender os mecanismos que envolvem os meios digitais é uma alternativa para a melhoria que tanto prevemos para um futuro próximo (e promissor) para a educação e o desenvolvimento da aprendizagem. E, assim, com o aumento de recursos facilitadores em ferramentas móveis, aplicativos e programas para crianças e jovens, que estão a cada dia mais conectados e plugados em novas tecnologias, a reflexão sobre novas propostas pedagógicas se faz necessária. Os discursos abrangentes na relação ensino-virtual começam a ganhar força em certas instituições com o intuito de estreitar o fio condutor entre o professor e o aluno, que demonstra um interesse maior pelo dinamismo e no-
vos métodos e maneiras de explorar o conhecimento. Nesta edição de 2015, construímos um panorama especial sobre os desafios do Aluno 2.0, totalmente conectados e ávidos pela rapidez. Mas, a questão é: estamos realmente preparados para essa (r)evolução tecnológica? Nesse panorama, traçamos conflitos, resultados e propostas em um campo sedento por olhares e fronteiras significantes e que possamos, de fato, colocar em prática. Redescobrir a educação é reinventar valores, conhecimentos e reconhecer as diferentes necessidades. Interligando, conectando, expandindo conhecimento e compartilhando ideias. Acreditamos na educação como fonte de descobertas, sem fronteiras, mutável e instigante. As inúmeras possibilidades que nos levam a um novo patamar indicam uma esperança que cresce a cada dia, demonstrando uma preocupação exacerbada e necessária. Caminhamos, então, por um rumo certeiro, a passos calmos e desafiadores, aguardando ansiosamente a propagação da excelência educacional – singular e coletiva.
Boa leitura e ótimo 2015,
Alex Santos & Paula De Pierro Diretores
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Nesta Edição: 14.
Conversa com o Gestor Totalmente conectados: A Realidade Virtual no Ambiente Escolar
06.
Coluna - Christian Coelho Como gerenciar seu tempo na Escola
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Dica: Playgrounds: Normas Técnicas
Playground: Segurança e Diversão
08.
Coluna - Gustavo Borges Gestão 2.0
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24.
Coluna - Mara Gabrilli Universidades mais universais
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Coluna - Reinaldo Domingos Educação Financeira muito além da matemática
28.
Dica: Conhecimento além da Sala de Aula
Passeios, Visitas Monitoradas e Conhecimentos além do Livro
Dica: Gráfica
Produção e Consumo Sustentável
Fique de Olho
Brindes
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COLUNA / CHRISTIAN COELHO como gerenciar seu tempo na escola
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empre ouvi falar que depois dos 20 anos o tempo passa voando, meses transformam-se em anos, que viram décadas e quando nos damos conta e olhamos para trás reclamamos que a vida é curta demais e nos indagamos: Por que temos a sensação de que o tempo passa rápido demais?
O que realmente é importante são as ações que trazem resultados efetivos para a nossa vida. Ações feitas hoje, que fazem a diferença no trabalho, na vida pessoal e para as pessoas que vivem conosco. Algumas atitudes podem contribuir para melhorar a gestão de tempo e reduzir as atividades urgentes e circunstanciais:
É porque gastamos o tempo em atividades que nada têm a ver com nossos objetivos, sonhos e com a nossa missão de vida. Na maior parte do tempo não fazemos nada significativo.
Importantes: Priorize Coloque data e prazo
Neste ano, quais atividades você realizou que realmente fizeram a diferença? Durante o dia, perdemos muito tempo com tarefas circunstanciais, isto é, atividades que somos levados a fazer em função de situações que independem da nossa vontade, como atender às pessoas sem hora marcada e ser interrompido inúmeras vezes para responder perguntas ou consultas.
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Ainda pior é passar o tempo resolvendo urgências que, se não forem executadas imediatamente, irão gerar algum tipo de problema. É comum existirem pessoas que se alimentam de atividades urgentes, pois estas, quando resolvidas, deixam a sensação ilusória e pontual de salvador da pátria e super-herói, alimentando o ego e melhorando a autoestima. Porém, com o passar do tempo, além do prejuízo à saúde, deixa a sequela da sensação de missão não cumprida e ocasiona falhas na gestão de processos devido à centralização e perda de autonomia do grupo.
Urgentes: Descrição de função e organograma Monitoramento e Checklist Circunstanciais: Delegue Aprenda a Dizer Não
Planilha de Gerenciamento de tempo semanal A planilha de gerenciamento de tempo tem a finalidade de auxiliar na organização da semana por meio da visualização e do controle de tarefas e funções. Para que auxilie na redução de interrupções do trabalho dos líderes da instituição (direção, coordenação e orientação) pelas famílias e pelos próprios colaboradores, confeccione a planilha em formato de cartaz e fixe em local visível na sala dos professores e dos demais líderes. A planilha remete apenas às funções mais importantes, com o objetivo de criar uma rotina que melhore a organização. Dica: Geralmente os problemas aparecem no início de cada período (ex.: falta de professores), por isso, evite marcar tarefas com horários fixos.
Calendário semanal - Horários Fixos Segunda 7h - 8h
Recepção de professores e alunos
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Recepção de professores e alunos
Recepção de professores e alunos
Recepção de professores e alunos
Recepção de professores e alunos
Atendimento aos Pais
Coaching Individual
Atendimento aos Pais
Atendimento aos Pais
8h - 9h 9h - 10h 10h - 11h
Assistir às aulas
Assistir às aulas
11h - 12h
Reunião de monitoramento
Assistir às aulas
12h - 13h 13h - 14h
Recepção de professores e alunos
Recepção de professores e alunos
Recepção de professores e alunos
Coaching Individual
14h - 15h 15h - 16h
Recepção de professores e alunos
Reunião de monitoramento Assistir às aulas
Assistir às aulas
16h - 17h
Recepção de professores e alunos
Assistir às aulas
Atendimento aos Pais
Planejamento semanal
O Colunista
Christian Rocha Coelho Formando em comunicação, especialista em andragógia e neuropsicologia. Diretor do Grupo Rabbit Educação. www.rabbitmkt.com.br
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COLUNA / Gustavo Borges
Gestão 2.0
R ternet
ecentemente um importante diretor da uma gigante empresa da internet, a Google, afirmou que “a invai desaparecer”. Explico.
O que ele quis dizer, nas entrelinhas, é que a internet como conhecemos vai desaparecer, isto é, praticamente não será mais percebida de tão incorporada à vida das pessoas. É neste contexto que crianças e adolescentes, alguns jovens adultos também, estão nascendo, crescendo e se desenvolvendo no mundo de hoje. Esta geração foi apelidada de “geração 2.0”, fazendo alusão a denominação de softwares e sua atualização, que tem como característica principal estar embebida no contexto digital e telemóvel, ou seja, conectado.
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Claro que isso impacta totalmente a escola e como o estabelecimento lida com estas questões. O fato é que torna-se praticamente inevitável que a conectividade e a utilização desses recursos como ferramenta educacional estejam presentes no dia-a-dia da escola e no negócio. Lembrando que parte desta geração 2.0 já estão chegando ao mercado de trabalho, aqueles que nasceram a partir de meados da década de 90 por exemplo, não sebe o que é vida sem computador. No que se refere aos alunos dois pontos são importantes observar. O primeiro diz respeito a como a tecnologia, o contexto digital, o aprendizado se dá a partir da utilização destes recursos.
Será que basta fazer altos investimentos em equipamentos como tablets, por exemplo, como muitas escolas vem fazendo? Claro que não. O mais importante é termos claro que estes recursos, como dito, são alguns meios pelos quais o aprendizado pode ocorrer, e não tem um fim em si mesmo. O segundo ponto importante e, mais do que isso, determinante para uma boa utilização da tecnologia na sala de aula, diz respeito às competências dos profissionais (professores) em lidar com esse novo, mas nem tão novo assim, contexto. Vale lembrar que, em geral, há um choque bem grande de gerações entre professores a alunos, que viveram em momentos diferentes em sua formação, isto é, o não digital para o totalmente digital. Este choque pode ser uma armadilha para a escola e o gestor precisa estar atento para não ficar “parado no tempo”. A escola deve assumir esta nova condição que se estabeleceu e se preparar tanto do ponto de vista da forma como vai construir o conhecimento em parceria com seus alunos, quanto da preparação do seu corpo profissional para saber lidar com estas ferramentas tecnológicas a favor do aprendizado.
O Colunista A Metodologia Gustavo Borges conta com uma equipe de profissionais especializados em natação. Liderada pelo ex alteta olímpico Gustavo Borges, desenvolve uma proposta de ensino incluindo soluções para operação aquática de escolas,clubes e academias.
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COLUNA / Mara Gabrilli
Universidades mais universais
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os últimos anos, o Brasil cresceu significativamente em termos de conscientização sobre a acessibilidade. Mas, para tornar esse tipo de informação viral é preciso disseminá-la por aqueles que mais têm sede de transformação: os jovens. As universidades assumem um papel fundamental para a construção de uma nação de fato mais participativa e inclusiva.
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Infelizmente, hoje, menos de 1% das pessoas com deficiência conseguem cursar uma faculdade. Embora nos últimos tempos o ensino superior no Brasil tenha passado por transformações significativas, a pessoa com deficiência ainda não se beneficiou. No último Censo do IBGE, quase 20 milhões de brasileiros com deficiência declararam possuir alguma ocupação. No entanto, somente 330 mil estão trabalhando com carteira assinada. Muitas destas pessoas não tiveram sequer acesso à educação básica. Quando nos referimos a uma formação superior a realidade é ainda mais desafiadora. É comum que as barreiras continuem a existir ao universitário com deficiência. Recebo muitos relatos de estudantes que não conseguem circular por muitas áreas do campus por falta de acessibilidade. Ou que tenham de ser carregados pelas escadas para as aulas em andares superiores, onde não há elevador. Este preparo por parte da instituição vai refletir na maneira como os outros alunos vão lidar com seus colegas com deficiência. A informação em um lugar como a universidade é muito importante para engendrar o respeito e provocar o olhar para a outro. Além
disso, cursos como o de Arquitetura e Design devem ter em suas grades disciplinas como Desenho Universal, além de conteúdos para se diagnosticar Autismo nos cursos de Medicina. Essa obrigação de conteúdos inclusivos é uma das propostas da Lei Brasileira da Inclusão (LBI), projeto que relatei e que pretendemos votar no início deste ano legislativo. A LBI ainda propõe a reserva de 10% de vagas às pessoas com deficiência nos processos seletivos de cursos de ensino superior (graduação e pós-graduação), educação profissional tecnológica e educação profissional técnica de nível médio, em instituições públicas federais e privadas. Universalizar o ensino é dar acesso às pessoas aos espaços, mas atendendo suas diferentes necessidades. Como diria Mauro Chaves “A acessibilidade é o instrumento arquitetônico da dignidade”. Quantas pessoas com deficiência você conhece na sua universidade? Já foi atendido por um advogado cego? Ou teve aulas com um professor cadeirante, por exemplo? Precisamos universalizar o ensino para universalizar as oportunidades. Tá aí nossa primeira lição!
A Colunista Mara Gabrilli, 46 anos, é publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora na Câmara Municipal de São Paulo e atualmente é Deputada Federal. Empreendedora social, fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apoia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas e projetos sociais.
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Educação financeira muito além da matemática
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educação financeira nas escolas já é uma realidade em boa parte das instituições de ensino do país, se esta constatação é muito positiva de um lado, por outro, nos obriga a dar um salto sobre o debate deste tema, que parte diretamente para a análise de como vem sendo a abordagem desse junto às escolas.
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Uma preocupação muito grande que tenho em relação ao tema é quando ele é abordado de maneira simplesmente cartesiana, levando ao entendimento de que educação financeira se resume a entender melhor as operações matemáticas. Esse é o principal erro que se pode ter em relação à educação financeira. Digo isso porque, em minha longa experiência na aplicação da temática na vida das pessoas, tenho como certo que a matemática tem sua importância, mas que o principal, para que haja eficácia na implementação e assimilação desses conceitos, é o entendimento de que estamos lidando com uma questão comportamental. Isto é, estamos falando das vontades e motivações das pessoas, da capacidade de fazer escolhas e de consumir de forma consciente. A matemática, assim, se torna apenas uma ferramenta (importante, é verdade!) para que se atinjam os anseios.
Outro ponto relevante é uma ideia de que essa temática está relacionada ao mundo adulto, outro engano. No mundo atual, não há como blindar as pessoas do mundo do consumo; as informações e ofertas chegam pelos mais variados meios, diariamente, impulsionando desejos e anseios e fazendo com que cada vez mais cedo se torne necessário entender o processo de funcionamento da aquisição de bem na sociedade capitalista. Então, como implantar o tema de forma adequada? O melhor caminho é expandir o mesmo dentro da grade curricular, seguindo, para isso, os princípios de transversalidade e interdisciplinaridade, estabelecidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), e foi concebido de modo a permitir aos alunos estabelecer relações entre a Educação Financeira e as mais diversas áreas do conhecimento. Hoje, observo o grande sucesso em ações que alinham o assunto aos chamados temas transversais do ensino – Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual. Na experiência dos meus trabalhos, também observei a importância de dividir o conteúdo em seis eixos temáticos: Família, Diversidade, Sustentabilidade, Empreendedorismo,
Autonomia e Cidadania, fazendo com que esses dialoguem com os pilares da educação mundial no século XXI (Aprender a Ser, Aprender a Conviver, Aprender a Fazer e Aprender a Aprender). Enfim, para uma implantação adequada do tema educação financeira nas escolas, é fundamental quebrar paradigmas, esquecer a velha ideia de que o dinheiro é um tema praticamente profano, entender que a compreensão do mesmo é necessária cada vez mais cedo e que lida com um mundo que vai muito além das contas, tratando principalmente de sonhos e objetivos. Só a partir disso se terá a real compreensão do tema dos jovens, que levarão esses conteúdos para o resto de suas vidas.
O Colunista Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP de Educação Financeira e da Editora DSOP, autor dos livros Terapia Financeira, Eu Mereço Ter Dinheiro, Ter Dinheiro não tem Segredo, Livre-se das Dívidas, da primeira Coleção Didática de Educação Financeira no Ensino Básico, e das séries infantis O Menino e o Dinheiro e O Menino do Dinheiro, todos pela Editora DSOP.
Crédito da Foto: Anthony Caronia
COLUNA / REINALDO DOMINGOS
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CONVERSA COM O GESTOR Totalmente Conectados: A realidade virtual no ambiente escolar Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação
“ No Colégio São Luís, os alunos são incentivados no bom uso da internet.
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esenvolvimento, mudanças, reestruturação, reflexão, diálogo, interação. A educação, inserida em uma engrenagem de conhecimento, apresenta, desde seu ensino base, mudanças relevantes e significativas que permeiam as instituições escolares. Com um cenário atualizado e repaginado, o sistema educacional atravessa um período de reestruturação, de novos caminhos e maneiras de observar gestões de ensino, formação pedagógica, aparecimento de meios digitais em sala de aula e até mesmo a maneira como as aulas são ministradas.
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Descontruir práticas pedagógicas tradicionais e inserir novos mecanismos de aprendizado é uma das tarefas extremamente complexas e, em grande parcela, demoradas. Devemos,
Entrada do Colégio São Luís, em São Paulo.
Na sociedade do conhecimento, o ritmo da informação mostrase cada vez mais acelerado. A era tecnológica atual indica movimentos e mudanças para uma geração conectada a todo instante, que consome informação em tempo real, ávidos por um novo panorama – principalmente educacional.
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primeiramente, observar as atualizações e ferramentas distintas que começam a ganhar vida no âmbito escolar, perceber evoluções aparentes na sociedade atual e, acima de tudo, diagnosticar as mudanças ocorridas no modo de pensar e agir dos alunos – seus anseios, questionamentos, conflitos e lacunas que podem (e devem) ser preenchidas na esfera de ensino. O advento tecnológico, as transformações metodológicas, as novas práticas pedagógicas e as alterações constantes nos objetivos dos alunos constroem, em nossa realidade, uma perspectiva ampla – e diferente, em relação às formas tradicionais estabelecidas. O Colégio Santo Américo, localizado na região sul de São Paulo, acredita no protagonismo, na colaboração e interação dos alunos como fatores
fundamentais para o alcance de uma excelência no ensino. “Com ou sem o uso das novas tecnologias, é necessário que o projeto pedagógico da escola preconize a aprendizagem resultante da interligação dos saberes, da contextualização de conhecimentos. Que as aulas priorizem a interação, a discussão e a aplicação de conceitos em atividades engajadoras. Que o conhecimento acadêmico seja construído a partir de situações-problema, envolvendo sempre a reflexão e a argumentação”, salienta Elenice Lobo, diretora pedagógica do colégio. O panorama atual, composto por recursos avançados, facilidades tecnológicas e sistemas modernos, compõem um cenário contemporâneo: a utilização de novos métodos em todos os âmbitos, principalmente en-
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16 cessidade de criar (ou adaptar) ferramentas adequadas à cada aula proposta, estreitando a relação existente entre o aluno e o conhecimento, promovendo o aluno ao título de protagonista de seu aprendizado, sem esquecer, é claro, da união que deve existir entre professor-aluno.
Estrutura do Colégio Santo Américo para atender os alunos
tre as relações sociais e culturais. E, nesse processo de (re)estruturação, a didática utiliza o campo tecnológico como uma sustentação aos recursos e inovações nas salas de aula. “Acreditamos que a inserção tecnológica em sala de aula deva potencializar a aprendizagem, permitindo a expansão de habilidades, saberes e conhecimentos. É essencial que promova a expansão do pensamento e da criatividade, e não se restrinja à realização de atividades mecânicas”, destaca Elenice.
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Para acompanhar essa nova geração de alunos cada vez mais ligados à internet e à tecnologia, os métodos escolares começam a avaliar os novos recursos que ganham as salas de aula e, gradativamente, começam a se aproximar do cotidiano do aluno. O Colégio São Luís, instituição de ensino jesuíta, localizado na região central de São Paulo, acredita na tecnologia como um instrumento de mediação: “A tecnologia em si (ou o seu uso) não pode ser encarada como sinônimo de qualidade. Ela é, antes de tudo, um instrumento de mediação que pode - ou não - ajudar na construção de conhecimento. A maneira como ela será empregada é que pode trazer resultados significativos. Apenas adotar dispositivos tecnológicos não garante nada”, afirma Myrta Garcia Pradel Biondo, coordenadora de tecnologia educacional.
Tendo o reflexo da globalização como base construtiva para uma educação inclusiva, dinâmica e instigante, esses processos de mudanças são notórios. O interesse tecnológico no ensino é uma forma de reconstruir sua metodologia, evoluindo os papeis de aprendizagem e os substituindo por uma nova postura, moderna e necessária. Produzir esse mecanismo é uma forma de pensar (e, consequentemente, realizar) uma educação que transcenda as relações internalizadas entre professor -aluno e desembarque na pluralidade do ato pedagógico em si, carregado de implicações sociais e compromissos, destacando-se pela formação de um cidadão e todos os questionamentos, soluções e descobertas que uma evolução pedagógica pode propiciar. Myrta Garcia, coordenadora de tecnologia educacional, afirma que os meios digitais propiciam um nível de interação em caráter elevado. “’Ver’ uma figura geométrica se construindo (ou desconstruindo) pode ajudar a entender conceitos de maneira muito mais fácil - isso para se falar apenas de um dos usos da tecnologia. Mas isso não significa que o meio impresso não tenha valor ou não seja mais necessário”. Observar as modificações nas práticas de ensino é uma forma de interligar desejos e disseminar conhecimento de forma ampla e ilimitada, como a própria rede tecnológica propõe. Constatamos, então, uma ne-
“O que os recursos digitais fazem é facilitar o entendimento de conceitos. Por outro lado, quando o aluno se apropria do recurso digital para expressar-se através dele, pode sentir também um incentivo maior. Os papéis se invertem: o aluno deixa de apenas consumir tecnologia (assistir um vídeo ou usar um simulador, por exemplo), para ele mesmo produzir seus próprios materiais”, diz Myrta Garcia.
INTERATIVIDADE
EDUCACIONAL
Elenice Lobo, diretora pedagógica do Colégio Santo Américo, afirma que os alunos possuem uma afinidade maior com os materiais digitais, pois são mais próximos ao cotidiano deles fora do ambiente escolar. “Os meios digitais propiciam maior interatividade, maior apelo visual, facilidade no acesso a imagens estáticas ou em movimento, e acompanhamento imediato pelo professor, inclusive com acesso a relatórios abrangentes que tabulam os mais variados índices”. Esses mecanismos que surgem no mercado voltados à educação, apresentam uma infinidade de opções para desfrutar, em sala de aula, elementos atrativos, que possam encantar os alunos para a aprendizagem. Ou até mesmo transportar o teórico da matéria para visualizações e interações multimídia, favorecendo, assim, tanto o ensino para os professores, como o aprendizado para os alunos. A coordenadora de tecnologia educacional do Colégio São Luís, Myrta Garcia, ressalta a importância em avaliar qual ferramenta é adequada ao aluno e qual ajudará em seu desenvolvimento. “Os recursos vão surgindo de maneira muito rápida e não adianta adotá-los sem um propósito
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No Colégio Santo Américo, diferentes aulas usam a tecnologia para suas propóstas pedagógicas e para o engajamentoe estudantil
É importante destacar que os recursos tecnológicos devem servir de apoio à aprendizagem que acontece nas aulas presenciais, e não apenas para transmitir as mesmas informações que antes o professor introduzia no quadro negro. A base de comunicação entre o professor e o aluno deve se concretizar através de discussões, diálogo, resolução de questionamentos, produção de textos e toda e qualquer problematização que possa ocorrer. “O uso de qualquer dispositivo móvel é sempre uma decisão do professor, seguindo o que ele pretende desenvolver. Se é adequado e necessário para o momento, é usado. Caso contrário, não”, completa Myrta Garcia. A coordenadora Elenice Lobo acredita que o uso de novas tecnologias na escola deve ocorrer sempre que potencializar o desenvolvimento cognitivo dos alunos. “Há estudos que comprovam sua eficácia no desenvolvimento da criatividade, na compreensão de fenômenos da natureza, quando utilizadas por crianças com dificuldade na
aquisição de letramento, entre muitos outros. No entanto, discordamos da obrigatoriedade de incluir, por exemplo, o tablet em todas as situações de sala de aula, pois corremos o risco de reduzi-lo a uma ferramenta de entretenimento, como acontece na maioria das vezes fora do ambiente escolar”. E, com um acesso ilimitado por meio de ferramentas tecnológicas, os colégios realizam orientações de como utilizar a internet corretamente. No Colégio São Luís, o Departamento de Tecnologia Educacional reforça as orientações desde as séries iniciais, além de obter assessoria jurídica específica na área de direito digital. Este projeto vem sendo desenvolvido com toda a comunidade, incluindo os pais dos alunos. Já no Colégio Santo Américo, O DOFE (Departamento de Orientação e Formação Ética), desenvolve um trabalho visando o uso seguro, responsável e ético da internet.
SAIBA MAIS colégio são luís Myrta Garcia Pradel Biondo atendimento@direcionalescolas.com.br
Colégio Santo Américo Elenice Lobo samerico@csasp.g12.br
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definido. Pode ser que o impresso (que também é tecnológico) e o digital ainda convivam muito bem. Para dar um exemplo concreto, hoje nossos alunos fazem algumas avaliações por meios digitais e outras da maneira convencional, por escrito. Mas tudo depende da intenção da atividade, do que o professor pretende desenvolver”.
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Ilustração: Studio5
DICA: PLAYGROUNDS NORMAS TÉCNICAS
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Playground: Segurança & Diversão
iversão, entretenimento, conhecimento. Esses três elementos, tão importantes como necessários, ganham vida assim que o período escolar se inicia. As diversas matérias ensinadas, os laboratórios visitados e as lições de casa dialogam com o momento de descontração ansiosamente aguardado pelos alunos: a brincadeira.
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O movimento externo, livre e descomplicado que invade a sensação coletiva das crianças é um ato saudável, que aparece em brincadeiras e gincanas criativas, integração com os colegas de classe, eleva a experimentação, aguça a curiosidade e estabelece um momento divertido em grande intensidade. Além do bem estar e de todo aspecto positivo e gratificante que os brinquedos instalados nas escolas – externo como indoor – podem proporcionar, é preciso ressaltar a importância da segurança nos momentos de lazer. Os playgrounds, que podem ser confeccionados em ferro, madeira ou plástico em modelos que variam de acordo com faixa etária, são facilmente encontrados em parques, clubes, condomínios e escolas. Para garantir a segurança das
crianças no manuseio e entrosamento com os brinquedos, certas normas, cuidados, especificações e inspeções devem ser criteriosamente analisadas. De acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a norma NBR 16071-1:2012, define os termos utilizados para playgrounds e aplica-se aos equipamentos para uso em escolas, creches, áreas de lazer públicas (praças, parques e áreas verdes), restaurantes, buffets infantis, shopping centers, condomínios, hotéis e outros espaços coletivos similares: balanços, escorregadores, gangorras, carrosséis, paredes de escalada, playgrounds, plataformas multifuncionais, “brinquedão” (kid play) e redes espaciais. Baseada em normas inglesas, uma das mais rígidas do mundo, a cartilha das normas indica como deve ser um playground: ângulos dos brinquedos, fixação, tipos de piso e materiais adequados como plástico, aço ou ferro galvanizado e com pintura atóxica e madeira tratada. Pelas normas, todo playground deverá ter um livro de inspeção e um especialista que deverá emitir um laudo técnico a cada ano e o fabricante dos
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20 brinquedos terá que colocar uma placa de identificação no local. Dentre os destaques da norma regulamentada pela ABNT, a área de circulação ao redor do parquinho deve ter, no mínimo, 1,5 metros; parafusos e roscas salientes devem ter acabamentos de proteção; o playground deve ser dividido em áreas, conforme faixa etária das crianças; os cantos dos brinquedos devem ser arredondados; parquinhos de madeira devem ter acabamento liso, livre de lascas ou farpas; é necessário instalar barreiras de segurança ao redor dos brinquedos, para desencorajar as crianças a correr dentro da área do trajeto dos balanços. Tendo as orientações da ABNT NBR 16071-1:2012 como princípio básico para estruturação dos playgrounds no espaço escolar, o índice de segurança aumenta, minimizando, consequentemente, os riscos de acidentes.
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Monica Bernardino Mazzo, diretora pedagógica do Colégio AB Sabin, localizado na região oeste de São Paulo, destaca a preocupação do colégio em relação às normas de segurança: “Os brinquedos são projetados de forma que a chuva possa escorrer livremente, evitando acúmulo de água. Os espaços fechados e os túneis também são projetados de modo que não acumulem água. É importante que os brinquedos observem as dimensões e o grau de dificuldade da faixa etária a que serão dirigidos. Além disso, é necessário atenção para o tipo de piso a ser colocado, de preferência pisos que absorva impacto”. Após a instalação dos playgrounds, é necessário realizar uma vistoria diária dos equipamentos, para identificar avarias ou irregularidades. A sugestão é que anualmente haja uma vistoria técnica para verificar os requisitos de segurança. E, além da vistoria, é de extrema importância o monitoramento das crianças nos playgrounds. “É importante que observem se o brinquedo é apropriado para a faixa etária de seus filhos, se os cantos são arredondados, se o piso vai absorver adequadamente o impacto de uma queda. O acompanhamento visual sobre os movimentos da criança é fundamental”, destaca Monica Mazzo.
FIQUE ATENTO A organização não governamental Criança Segura, com o objetivo de promover a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos, atuando, diagnosticando e alertando métodos de prevenção, dados sobre acidentes e notícias relevantes tanto a pais, como educadores, disponibiliza em seu site algumas dicas de precaução com crianças em parques e brinquedos, como: • Conheça os parquinhos onde as crianças brincam. Procure equipamentos apropriados para a idade das crianças e verifique se os equipamentos estão enferrujados, quebrados ou contêm superfícies perigosas. Denuncie qualquer problema à escola ou ao órgão responsável; • O parquinho dever ser instalado em piso que absorva impacto, como um gramado, um piso emborrachado ou areia fina. A areia exige maior manutenção, e deve ser coberta durante a noite. Jamais deve ser instalado em piso de concreto ou pedra; • Tire o capuz e o cachecol de todas as crianças para evitar perigos de estrangulamento nos parquinhos; • As regras de comportamento nos parquinhos, como não empurrar, não dar encontrões e nem se amontoar. Mostre quais são os equipamentos apropriados para a faixa etária específica; • Crianças menores que brincam em equipamentos destinados a crianças mais velhas têm mais chances de sofrer algum tipo de acidente. Elas devem estar sob constante supervisão de adultos durante a brincadeira no parquinho; • Brinquedos altos, destinados a crianças de maior faixa etária, devem ter os degraus mais espaçados para os pequenos não conseguirem acessá-los; • As quedas e lesões de grande ocorrência nos parquinhos representam a principal causa de hospitalização, por acidente, de crianças até 14 anos no Brasil;
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Playground instalado no AB Sabin
Seguindo as orientações recomendadas, as indicações da ABNT, o cuidado e monitoramento das crianças no contato com os brinquedos, os riscos de acidentes diminuem, intensificando, assim, a diversão segura e proveitosa. “Acidentes podem acontecer, porém, temos o dever de minimizá-los na medida do possível”, afirma a diretora pedagógica.
PRESERVAÇÃO E SEGURANÇA
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Segundo Monica Mazzo, além da regulamentação na ABNT, há a Portaria 338/2014 do Inmetro, que trata de uma análise do Impacto Regulatório para Equipamento de Playground, apresentando um laudo técnico interessante. A melhor forma de garantir a segurança total dos alunos é adotar uma rotina diária de revisão por um profissional da manutenção e, a cada 6 meses, deve ser vistoriado por especialistas nestes reparos, renovando automaticamente o ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Destacamos, então, algumas dicas para contribuir com a segurança das crianças e a durabilidade dos brinquedos, como: Manutenção deve ser preventiva, verifique sempre parafusos, encaixes, apertos e se os brinquedos estão chumbados de maneira adequada; A NBR 14350, parte 2, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelece que o playground deve ter livro de inspeção e inspeções diárias, semanais e mensais; É preciso também uma inspeção certifi-
cada pelo fabricante pelo menos a cada ano; Os brinquedos devem estar separados por pelo menos 1,30m; A durabilidade dos brinquedos varia conforme o material: os de plástico devem durar, em média, três anos, já os de plástico com estrutura metálica são mais resistentes, duram entre 15 e 20 anos; Cubra as caixas de areia ou uma outra alternativa é substituir a areia, o mercado já dispõe de uma areia especial atóxica, além de ser mais fácil de limpar; Pisos de borracha são a melhor alternativa, eles diminuem o atrito com o chão em caso de queda, melhoram a aderência dos brinquedos, proporcionando mais segurança; Lembre-se: cuidando dos brinquedos, eles terão vida útil maior, o que gera economia para o colégio. Para a implantação de um playground, além de todas as normas e especificações da ABNT, o colégio pode solicitar um Laudo Técnico que, apesar de ainda não ser lei, é uma indicação relevante para manter a segurança. O Laudo Técnico reforça a importância dos fabricantes seguirem rigorosamente todas as normas de segurança previstas na ABNT. Além disso, é imprescindível que a empresa forneça um ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, documento emitido por um engenheiro, garantindo segurança total do brinquedo. Brincadeira e diversão devem caminhar (e brincar) juntas! (RP)
SAIBA MAIS Monica Bernardino Mazzo rmmazzo@absabin.com.br
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DICA: CONHECIMENTO ALÉM DA SALA DE AULA
Passeios, visitas monitoradas e conhecimento além dos livros
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realidade contemporânea, à qual estamos intimamente conectados e interligados, reflete indícios de uma diminuição considerável do tempo e um distanciamento considerável de ações simples, prazerosas e palpáveis. Essa perspectiva representa a aceleração mundial (de forma ampla e plural) e os impactos podem ser observados em todos os setores sociais, inclusive na educação. O tradicionalismo pedagógico começa a abordar mecanismos para desviar desse panorama que, com o advento tecnológico e a busca incessante por um conhecimento dinâmico e diferenciado, reforçam gradativamente uma nova postura com relação ao modo de ensino e seus devidos desdobramentos. O ato de conhecer, enraizado em experiências peculiares e coletivas, destaca uma importância que passa as salas de aula e instaura-se no convívio coletivo, nos passeios e nas brincadeiras. “A escola precisa de renovação na forma de levar conhecimento para os alunos. Formar um cidadão que tenha a capacidade de assimilar e refletir o mundo, de maneira a atuar como mobilizador social, não é uma tarefa fácil. É necessário quebrar tabus e compreender que a atuação da escola vai muito além dos livros didáticos, provas... é levar o aluno a ser um sujeito pensante de maneira
analítica e prática. Essas grandes contradições são capazes de produzir grandes estímulos”, diz Lucas Alves, produtor de arte. Observando o conhecimento como fator central em nosso dia a dia podemos alinhar e projetar novos rumos pedagógicos, que intensifique todo e qualquer aprendizado. Os passeios e as atividades externas propõem a ideia de um conhecimento prazeroso, fluído e intrínseco. O aluno incorpora os conceitos com maior facilidade, estimula o raciocínio, a resolução de problemas e a investigação. Aliando a teoria desenvolvida na sala de aula com a prática nos passeios é uma possibilidade para alavancar novos métodos pedagógicos, aproximando, cada vez mais, de práticas saudáveis e experiências peculiares. “As atividades exteriores propõem a capacidade de tangenciar os conhecimentos apreendidos em sala de aula. Estimulam a percepção de observar, ler e compreender o que é ensinado em classe, é apenas uma parcela do conhecimento”, afirma Lucas. (RP)
SAIBA MAIS lucas alvez lucas.kaza@gmail.com
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Produção e Consumo Sustentável
desenvolvimento sustentável e as responsabilidades sociais que cercam esse conceito ganharam uma notoriedade impressionante nos últimos anos e, de certa forma, com um viés preocupante.
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A poluição da terra, da água e do ar, aumentaram os níveis de poluentes em algumas regiões, provocando deformidades, áreas degradadas e problemas gravíssimos para a saúde dos habitantes locais. Atualmente, o planeta emite sinais claros de que não suporta o ritmo como lidamos com nossa própria ecologia, agravando, nesse atual período, com a escassez da água e toda a sua problematização. Com tantos acontecimentos e fatos inusitados que se manifestam em relação ao clima e ao aparecimento de grandes problemas nas áreas produtivas de alimento do planeta, há uma preocupação em explorarmos os recursos naturais de outra maneira, inserindo, de fato, o cotidiano sustentável. Essa mudança deverá ser traçada através da implementação de programas com objetivo na promoção da educação ambiental e a importância da adoção de práticas que visem a sustentabilidade. Aplicar projetos que estimulem a importância da educação am-
biental, voltada, principalmente, para a compreensão ecológica nas escolas primárias, desenvolve-se, assim, uma nova geração com um instinto consciente. A educação ambiental ultrapassa barreiras e integra a educação em três grandes pilares, como questões ambientais, sociais e econômicas. Dentro desse processo educacional, é necessário pensar (e agir) de forma que garanta uma qualidade para o ecossistema por tempo indeterminado, atendendo nossas necessidades, sem esquecer das gerações futuras. Tendo esta perspectiva atual como base, algumas empresas apoiam o conceito ecológico, utilizando mecanismos e adotando um “novo comportamento”, adaptando e moldando o cotidiano de acordo com a necessidade de nosso meio ambiente. Uma medida simples, mas que gera uma importância significativa é o descarte de pilhas em locais específicos. Uma pilha simples, por exemplo, contém metais pesados (como chumbo, mercúrio, cádmio, cobre, níquel, zinco, cromo e manganês) e descartadas no lixo comum, as pilhas e baterias acabam em aterros e se espalham pelo solo, água, plantas, peixes e outros animais. A indústria gráfica brasileira, que completou 200 anos de existência em 2008, é um dos setores diretos que possuem plena consciência
Ilustração: Studio5
DICA: gráfica
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Gustavo Atala, designer, arte finalista e proprietário de uma gráfica em São Paulo, afirma que é possível evitar certos desperdícios de papel, principalmente no dia a dia: “antes da impressão, é bom observar e analisar o que será impresso e, se possível, salvar esse arquivo e imprimir em um, dois ou três arquivos juntos, garantindo uma economia tanto no cartucho como no papel”. Dentro do setor gráfico, existem papeis ecológicos e, segundo Gustavo, muitas empresas optaram pela utilização desse material. “Mas, por outro lado, o custo desse material chega a 30% a mais do que o papel convencional, graças ao demasiado imposto que o governo inclui nesse material. Esse papel ecológico deveria ser acessível, principalmente para as gráficas, que compram grandes volumes”, diz. Existem alguns certificados que acompanham os papeis finos e seus significados, demonstrando uma preocupação com todo o processo utilitário e sustentável. Dentre os principais certificados, podemos destacar a Certificação FSC, indicando que o papel atende às exigências do Forest Stewardship® Council’s para o manejo florestal responsável e sustentável. Este selo identifica que o papel é certificado pela SmartWood, um programa da Rainforest Alliance. O Certificado Green-e identifica produtos feitos com energia renovável certificada, incluindo, mas não se limitando a elas: energia do vento, energia solar, hidro-energia de baixo impacto ambiental e energia da biomassa. Já o Papel Reciclado assegura que o papel é feito, ao menos em parte, com fibras obtidas no processo de reciclagem de material pós-consumo. Todos os papeis com este selo especificam a quantidade de fibras recicladas e pósconsumo usados em sua fabricação.
Os clientes com esta preocupação podem solicitar às gráficas para utilizarem estes papeis e também aplicarem o selo em seus materiais”, afirma Ana Cristina.
DICAS SUSTENTÁVEIS Mesmo com o advento tecnológico e o aumento na procura de meios que dispensam o uso excessivo de papel no cotidiano, há uma necessidade em imprimir certos arquivos, documentos e diversos produtos gráficos. Para contribuir com nosso ecossistema e minimizar os impactos na natureza, separamos algumas dicas para facilitar o comportamento sustentável diário. Para garantir uma economia viável e ações ecologicamente corretas, destacamos algumas dicas que podem ser incorporadas por todos na rotina estudantil, como: Quando errar alguma impressão, não amasse o papel e jogue-o fora. Guarde-o para ser reutilizado; Sempre que possível, faça operações online ou utilize folhas que já foram usadas para fazer rascunhos; Existem fontes sustentáveis, como a “Ecofont”, uma alternativa para evitar o desperdício de tinta. A quantidade de tinta é poupada em até 25% na impressão; Nem todo e-mail que você recebe é necessário imprimir, reflita se sua impressão é realmente necessária; Folhas usadas que estejam limpas em um dos lados se transformam em ‘bloquinhos’ para anotações, e também podem ser utilizadas para alguns testes de impressão; E lembre-se: pequenas atitudes realçam um impacto enorme ao ecossistema. (RP)
SAIBA MAIS Gustavo atala gustavo.atala@gmail.com
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de impressão, tanto na economia de cartucho de tinta, como na utilização do próprio papel. Muitos clientes de gráficas exigem uma postura que minimizam impactos na natureza, com pequenas atitudes estratégicas e rentáveis, que acabam por aumentar cada vez mais a responsabilidade ambiental.
Ana Cristina Suriani, gerente de orçamento em uma oficina gráfica localizada em São Paulo, ressalta a procura por papeis que, em seu processo de produção, não gerou um impacto ambiental. “Hoje os clientes buscam os papeis certificados, nos quais garantem toda a cadeia de custódia, ou seja, desde o plantio até o impresso final.
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FIQUE DE OLHO Brindes & Recordação Escolar
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rindes, utensílios e objetos carregados de comunicação e identidade visual atraente são facilmente identificados em datas comemorativas, eventos, programas institucionais e diversas celebrações. A recordação escolar, por meio da criativi-
dade e inovação, eterniza um momento de maneira agradável, contribuindo com laços decorativos, sentimentais e até utilitários. Neste mês, separamos em nossa sessão do Fique de Olho, três empresas que apresentam diferentes modelos e sugestões para qualquer ocasião. Confira:
A Facioli Gráfica, fundada em 1968, desenvolve com criatividade diversos produtos voltados para a fotografia. Buscando inovação e elaboração de novas ideias, o maior compromisso da Facioli é com os profissionais que trabalham em escolas, fotografando crianças, transformando fotos em belas recordações escolares.
A Brindes Visão - O Rei do E.V.A. iniciou as atividades em 1981, como uma empresa de brindes diversos. Com a crescente demanda por produtos a empresa inaugurou, no ano de 2001, a loja de varejo, situado no Tatuapé.
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Qualidade e criatividade são fatores inconfundíveis da empresa, além da pronta entrega, considerado um diferencial marcante da Facioli, segundo a diretora de criação e marketing Elaine Bertoni. Dentre os principais produtos que a gráfica disponibiliza, destaque para os diversos modelos de recordação escolar, formatura, cartões de Natal, calendários, agenda escolar, presentes para datas comemorativas, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia dos professores, brindes para rematrículas, além de folders e pastas institucionais para escolas.
Fale com a Facioli: (11) 2957-5111 escolas@facioli.com.br www.facioli.com.br
“Com o intuito de atender a necessidade dos clientes, comemorando nossos 30 anos de existência, ampliamos nosso espaço físico e agregamos ao nosso catálogo de produtos úteis aos clientes, ofertando ao público linha de colas, tintas especiais, tesouras, glitter, lantejoulas, TNT, e muito mais”, ressalta Rodrigo Monticelli, responsável pelo atendimento corporativo. Nos principais produtos que
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Produtos personalizados representam uma importante comunicação entre a escola e seus diferentes públicos, especialmente entre professores, pais e alunos.
A Papel Toys é uma empresa especializada em atendimento a escolas com foco em materiais para artes, assim como em presentes para datas comemorativas,sempre com sugestões criativas e inovadoras.O grande diferencial é um atendimento para professores, clientes e gestores escolar com carácter personalizado, expertisse, profissionalismo e pontualidade na entrega.
O Rei do E.V.A. oferece, destaque para os painéis decorativos e temáticos para salas de aula e ambientes escolar diversos, brinquedos pedagógicos, linha de cartolinas, além de modelos estampados e os pisos/tatames de E.V.A., produto de maior demanda pelas escolas.
Dentre os principais produtos, destaque para embalagens em diversos modelos com aplicação do logo da escola, bolsa educador dobrável com aplicação de estampa, bolsa tiracolo em TNT resinado, bonés e bolas em E.V.A., canecas de louça com desenho ou foto, caderneta, chaveiros, cubo de acrílico porta retrato, squeeze com logo, porta lápis, sacola pet, diversos acessórios para massa de modelar, brinquedos pedagógicos responsáveis e com qualidade, brinquedos retrôs lúdicos e de alta qualidade, produtos especiais para lembranças de dias das mães e dias dos pais, produtos para berçário, entre outros.
Fale com O Rei do E.V.A: (11) 2941-0766 comercial@brindesvisao.com.br www.oreidoeva.com.br
Fale com a Papel Toys: (11) 2909-2400 contato@papeltoys.com.br www.papeltoys.com.br
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Bebedouros, Brindes, Elétrica, Feltro / TNT, Informática
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Inform谩tica, Laborat贸rio, Lousas Interativas
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M贸veis, Playgrounds
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Playgrounds, Projeções Educativas em 3D, Toldos e Coberturas
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