ticação, funcionalidade e atendimento diferenciado.
Mais que um showroom, é um espaço pensado para transformar projetos em experiências únicas, elevando cada ambiente a um novo patamar de estilo e elegância
Em espaços compactos, o morar bem se revela na inteligência do projeto.
Neste studio de 25m², o pé-direito de 3,70m orienta a criação de um mezanino que eleva o dormitório e libera o térreo para uma convivência fluida e funcional, ampliando a percepção de espaço com leveza e sofisticação.
Assinado pela Dimare Arquitetando, o projeto traduz precisão técnica e excelência na execução, comprovando que morar bem não está na metragem, mas na qualidade de um projeto pensado nos mínimos detalhes.
Avenida Pacaembú, 1165
SUMÁRIO
arquitetura | 16
Johnny Viana
design | 25
Design em foco
arquitetura | 28
Patricia Bergantin
entrevista | 32
coluna | 34
Natália Hetem
decorar + | 37
Vivan Coser
decorar + | 38
OKA Arquitetura
redesign | 39 LG
decorar + | 41
Rafaella Manso
JOHNNY VIANA | 16
PATRICIA BERGANTIN | 28
UM NOVO ANO, NOVAS HISTÓRIAS PARA CONTAR
A primeira edição de 2026 abre com a convicção de que arquitetura e design são, antes de tudo, uma arte humana, capaz de transformar espaços em refúgios e projetos em retratos de quem os habita. Na capa, o arquiteto paulistano Johnny Viana apresenta um apartamento feito de conforto real e acolhimento genuíno para uma família.
Nas páginas seguintes, Patricia Bergantin leva ao litoral paulista, onde uma casa de veraneio de 800 m² ganhou nova alma com luz, texturas naturais e design brasileiro como fio condutor. Nos Jardins, Raphael Wittmann assina o Apartamento Ripas, 320 m² onde música, memória e brasilidade se entrelaçam em cada ambiente.
A edição traz ainda entrevista com Tiago Brito, CEO da Ledwave e WE OOH. A colunista Natália Hetem reporta os destaques da Maison&Objet em Paris, e a revista celebra a cobertura completa do 17º Prêmio Decorar. E tem muito mais, lançamentos, novidades e conteúdos que tornam esta edição ainda mais especial. Boa leitura!
Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas nesta revista sem a expressa autorização do Cidad3.
COLUNISTAS
MÁRCIA HOLLAND
Formada em artes, arquitetura e urbanismo, possui mestrado e doutorado na área de cores, além de especializações em neurociência e metodologias de projeto. Para se aprofundar nas questões de cores e percepção, participou de programas de aperfeiçoamento nas universidades de Harvard, Montreal, Salamanca, SUNY-NY e Inteligência Artificial pela UNICAMP. Membro do CMG USA - Color Marketing Group, atua como consultora em diversos setores produtivos e é professora universitária há 40 anos. Atualmente, ocupa o cargo de diretora de pesquisa do Portal de Tendências.
NATÁLIA HETEM
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Ribeirão Preto, cursou “Smart Cities & Engineering for Sustainable Architecture” sediado na EPF École d’Ingénieurs, Troyes e na ESTP École Speciale des Travaux Publics, du Bâtiment et de L´Industrie, em Paris, França. Doutora pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com a tese intitulada: “Análise da Presença das Mulheres na História da Arquitetura e Design de Mobiliário no Brasil e em Portugal: uma Trajetória do Moderno ao Contemporâneo”. Esteve como investigadora visitante no ISCTE, em Lisboa, Portugal. Atualmente, é docente no curso de Arquitetura e Urbanismo da UNAERP, e atua na área com escritório próprio, na cidade de Ribeirão Preto.
SILVIA GRILLI
Designer formada em Desenho Industrial, com especialização em Design de Interiores na Scuola Lorenzo de Médici, em Florença, construiu uma trajetória marcada por mais de 30 anos de inovação. Atuou em empresas e estúdios no Brasil e na Itália, onde estagiou com Enzo Mari. Fundadora de seu próprio estúdio de design, acumula prêmios e coleções de móveis presentes nas principais lojas do país. Hoje se dedica a pesquisas, curadoria, palestras e ao desenvolvimento de linhas autorais, além de lecionar como professora convidada no Senac e no IED.
arquitetura | Johnny Viana
CIRCULAÇÃO FLUÍDA
ASSINADO PELO ARQUITETO JOHNNY VIANA, PROJETO TRANSFORMA COBERTURA DUPLEX DE 300 M² EM SÃO PAULO A PARTIR DE UMA REFORMA QUE REORGANIZA A PLANTA, INCORPORA SOLUÇÕES DE ACESSIBILIDADE E INCLUI DETALHES PENSADOS PARA A CONVIVÊNCIA DA FAMÍLIA COM SEUS PETS
Com liberdade total para intervenções estruturais, o arquiteto Johnny Viana reconfigurou o layout e criou uma área social verdadeiramente integrada. A paleta neutra em tons de bege e cinza serve de base para detalhes em verde distribuídos com precisão nos tapetes, quadros e elementos decorativos
Areforma da cobertura localizada no bairro Tatuapé, em São Paulo, partiu de uma análise minuciosa das necessidades da família. O projeto precisava acomodar diferentes rotinas: a presença da mãe de um dos moradores, com mobilidade reduzida, a convivência com três cachorros que fazem parte do dia a dia do casal, além de espaços dedicados ao filho. Outro pedido importante da cliente para o arquiteto Johnny Viana foi a presença do verde na
cozinha, cor que remete às memórias de sua infância. Com liberdade para intervenções estruturais, Johnny reorganizou o pavimento superior. Paredes mudaram de posição, banheiros foram realocados e os sistemas hidráulico e elétrico passaram por revisão. A nova configuração tornou os ambientes mais funcionais e mais adequados à rotina dos moradores. Entre as principais soluções está o elevador panorâmico, projetado para garantir autonomia à mãe
arquitetura | Johnny Viana
de um dos proprietários. Além da função de acessibilidade, o equipamento integra o projeto e se destaca na sala de estar ao conectar visualmente os dois pavimentos.
A base da paleta de materiais reúne tons neutros de bege combinados com amadeirados. O verde aparece em pontos específicos, em resposta ao desejo dos clientes. Outro elemento importante é a pedra exótica utilizada no projeto. Escolhida inicialmente para o tampo da mesa de jantar, ela também aparece na estante da sala, nos degraus da escada e no lavabo, criando unidade visual entre os ambientes.
A cozinha segue o estilo provençal, com predominância do verde solicitado pela cliente. A marcenaria apresenta frentes almofadadas e puxadores metálicos, combinados a revestimentos em madeira que aquecem o ambiente. No centro, uma ilha com tampo claro organiza as atividades do dia a dia e funciona como apoio para preparo e convivência. Na área externa, uma estrutura metálica com fechamento em vidro protege o espaço. Um painel de madeira com jardim vertical esconde as condensadoras de ar-condicionado e contribui para a composição do ambiente. O ofurô completa a área de lazer da cobertura.
Alguns detalhes do projeto também consideram a convivência com os pets. Na suíte master, a cama desenhada sob medida inclui um nicho inferior para os três cachorros da família. Na porta do quarto, uma pequena abertura permite a circulação dos animais entre os ambientes.
Com 300 m², a cobertura passou por uma reforma que priorizou funcionalidade, acessibilidade e organização dos espaços, com ambientes adequados às diferentes necessidades da família.
Fotos: Gael Oliveira
arquitetura | Johnny Viana
Os mobiliários da Dunelli definem a atmosfera deste ambiente com formas fluidas e elegância sutil. O sofá de linhas curvas dialoga com o tapete orgânico em tons de verde, enquanto poltrona e mesa de centro reforçam a leveza e a harmonia da composição. A iluminação da Roby Lustres arremata o projeto com delicadeza e sofisticação
A pedra natural do tampo da mesa de jantar antecipa a linguagem material que percorre toda a residência e estabelece coesão entre os ambientes. O pendente escultural dourado e o elevador panorâmico ao fundo traduzem a premissa do projeto: funcionalidade e estética em equilíbrio de•cor•ar
Fotos: Gael Oliveira
O painel de madeira que reveste o hall de entrada e se estende pela sala de estar funciona como elemento unificador entre os dois ambientes. A vegetação posicionada na transição entre os espaços reforça a fluidez do projeto, onde os limites entre os ambientes se dissolvem sem perder hierarquia
O elevador ocupa posição central na composição e revela a lógica do projeto: uma solução de acessibilidade elevada à condição de elemento arquitetônico. Ao fundo, a área externa se abre como extensão natural da sala
arquitetura | Johnny Viana
Fotos: Gael Oliveira
A marcenaria executada pela Bontempo Anália Franco, em verde profundo, revisita o estilo provençal com elegância contemporânea. As frentes almofadadas, os puxadores em latão e o amadeirado criam uma composição acolhedora e sofisticada, enquanto os eletrodomésticos em inox, da UD House, completam o ambiente com funcionalidade e leveza
arquitetura | Johnny Viana
A ilha central assume o protagonismo funcional na cozinha, com gaveteiros de fácil acesso e revestimento que suporta o uso cotidiano. As prateleiras abertas em madeira quebram a rigidez da marcenaria fechada e criam respiro visual sem comprometer a capacidade de armazenamento
A estrutura metálica com fechamento total em vidro garante luz natural, criando uma zona de transição entre o interior e a cidade. As jardineiras em aço organizam a paisagem e direcionam o percurso até o ofurô ao fundo
Fotos: Gael Oliveira
arquitetura | Johnny Viana
Na suíte master, a cabeceira estofada com desenho vertical em tom fendi estrutura a composição e define o eixo do dormitório. O piso em madeira escura aquece a paleta neutra de beges e off-whites, enquanto o revestimento texturizado na parede principal adiciona profundidade sem recorrer à cor
A integração entre closet e banho da suíte master dissolve os limites entre os dois ambientes, com a marcenaria em madeira de um lado e o revestimento em pedra clara do outro
A pedra sinterizada Coverlam, fornecida pela Eccomarmi, com veios lineares, ocupa do piso ao teto e cria um volume imersivo que envolve todo o ambiente. A banheira embutida concentra o gesto mais sofisticado do banheiro e reforça a linguagem metálica presente em todos os acabamentos da suíte
arquitetura
| Johnny Viana
Na varanda integrada, a área da churrasqueira amplia as possibilidades de convivência e lazer da família. O piso contínuo, da Portobello Anália Franco, percorre toda a área social e reforça a unidade visual do projeto
DESIGN EM FOCO
Matéria, gesto e identidade atravessam esta curadoria de lançamentos que revelam diferentes caminhos do design contemporâneo brasileiro. Entre processos artesanais e tecnologias de alta performance, as peças exploram transformação, memória e permanência.
METAMORFOSE EM FORMA
A Coleção 1, do PUUPA Studio, marca o início de um percurso autoral guiado pela ideia de transformação. Após um período gestacional dedicado ao design de mobiliário, o estúdio apresenta duas cadeiras, uma mesa de centro e uma mesa lateral que constroem sua linguagem inaugural, onde forma, corpo e intuição se entrelaçam em objetos de forte presença escultórica.
Foto: Gianfranco Vacani design
FLOR GRÁFICA
A coleção Fiori, da designer italo-brasileira Silvia Grilli, revisita o floral sob uma ótica minimalista e tropical. Em porcelana preta e branca, as peças trazem elegância descontraída à mesa posta, equilibrando rigor gráfico e leveza visual em uma leitura contemporânea do cotidiano brasileiro. A coleção integra o catálogo da Silvia Guimarães Table Decor.
ARQUITETURA AO AR LIVRE
Assinado por Alfio Lisi, o sofá Lumi, da América Móveis, propõe uma abordagem arquitetônica para o mobiliário outdoor. Ao eleger a placa cimentícia como material principal, a peça equilibra resistência, precisão construtiva e conforto, estabelecendo um diálogo direto entre design, paisagem e permanência.
ACOLHIMENTO PROFUNDO
A Poltrona Matilda, da Salva, traduz conforto como experiência sensorial. Com formas generosas e envolventes, a peça combina couro, tecidos e madeira para criar um objeto que acolhe o corpo e expressa a brasilidade da marca de forma sensível e sofisticada.
Foto: Outz Studio
TRAMA DA MEMÓRIA
O Centro de Mesa Rapadura, do Tiie Design, traduz a artesania brasileira em madeira de ipê de manejo sustentável. Formada por pequenos blocos maciços, sua superfície remete às esteiras das cozinhas tradicionais. Em versões retangular e quadrada, a peça combina trama precisa, estrutura metálica curvada e pés cilíndricos.
EQUILÍBRIO SIMBIÓTICO
Reeditada em comemoração aos dez anos da Uultis, a mesa de jantar Pin retorna como ícone da coleção Simbiose. Suas bases esguias se elevam como hastes estruturais que sustentam um tampo de presença suave, equilibrando força e leveza em um diálogo entre tempo, continuidade e evolução do design.
RAÍZES TECIDAS
Resultado da colaboração com a Associação Mulheres Coralinas, a coleção Ponto Raiz do designer Marcus Camargo apresenta mesinha lateral e banquinho onde o crochê deixa de ser ornamento para se tornar narrativa. Fios se expandem como raízes vivas, carregando ancestralidade, identidade e a expressão única de cada artesã.
arquitetura | Patricia Bergantin
LUZ E NATUREZA
NO LITORAL PAULISTA PATRICIA BERGANTIN TRANSFORMA CASA DE VERANEIO DE 800M² COM REFORMA QUE INTEGRA DESIGN BRASILEIRO, TEXTURAS NATURAIS E ILUMINAÇÃO ESTRATÉGICA PARA CRIAR REFÚGIO DESPOJADO À BEIRA-MAR
A fachada traz o equilíbrio entre privacidade e integração com a paisagem tropical do litoral. Revestimentos em madeira e pedra natural dialogam com coqueiros, enquanto a cobertura plana e as aberturas estratégicas reforçam a linguagem despojada do projeto
Areforma desta residência em Iporanga, Guarujá, nasceu do desejo de um cliente do ramo da moda por um refúgio de verão que equilibrasse sofisticação e despojamento. Patricia Bergantin assumiu o desafio de reimaginar completamente uma casa de 800m² construída em terreno de 1.300m² e renovou toda a dinâmica espacial do imóvel.
O ponto de virada do projeto foi o hall de entrada. Onde antes um corredor fragmentava a circulação, surgiu um elemento integrador coberto por vidro e ripado em madeira, que banha o espaço com luz natural suave
e conecta harmoniosamente as alas social e íntima.
A paleta neutra se revela em camadas de texturas naturais. Piso de pedra portuguesa branca perpassa os ambientes sociais, em contraponto aos painéis de madeira freijó que revestem paredes e forros. No gourmet, a pérgola em madeira sustenta forro de palha de tala de dendê e cria microclima agradável em diálogo com o deck e piscina. As fachadas ganharam nova identidade com revestimentos em madeira e pedra, que preservaram aberturas originais e aumentaram a privacidade.
O mobiliário celebra o design brasileiro. Peças assinadas por Jader Almeida e Alfio Lisi convivem com peças garimpadas e compõem ambientes que privilegiam a simplicidade sofisticada. Nos dormitórios – duas suítes de hóspedes no térreo, mais três no pavimento superior, incluindo a master e uma kids –painéis e cabeceiras em madeira mantêm a linguagem despretensiosa. A intervenção modernizou a infraestrutura essencial sem perder de vista o propósito maior: criar cenários onde luz e natureza protagonizam a experiência espacial.
Fotos: Fran Parente
A varanda gourmet celebra a mistura entre conforto e natureza. Pérgola em madeira sustenta forro de palha de tala de dendê, que filtra a luz em padrões delicados sobre a mesa e cria microclima agradável. O paisagismo exuberante emoldura o espaço de convivência
arquitetura | Patricia Bergantin
arquitetura | Patricia Bergantin
A sala de estar revela o equilíbrio entre neutralidade e texturas naturais. Painéis de madeira freijó contrastam com o sofá branco generoso e o piso de pedra portuguesa, enquanto as poltronas Sopro, assinadas por Alfio Lisi, e luminárias em fibra natural reforçam a atmosfera despojada
A sala de estar se abre para o paisagismo e assume papel de área de transição. As amplas aberturas com cortinas leves diluem os limites entre interior e exterior, articulando o living ao deck e ao jardim tropical
Luminárias em fibra natural pendem sobre a mesa de jantar, enquanto o painel em madeira freijó organiza o espaço e estabelece continuidade com os demais ambientes sociais. O piso de pedra portuguesa branca unifica a circulação e amplia a sensação de amplitude
Fotos: Fran Parente
LUZ QUE TRANSFORMA ESPAÇOS
PAINÉIS DE LED NÃO SÃO APENAS FERRAMENTAS PUBLICITÁRIAS, SÃO ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS
QUE REDEFINEM A EXPERIÊNCIA DOS ESPAÇOS E DAS CIDADES
De fachadas corporativas a residências de alto padrão, a tecnologia em LED deixou de ser apenas um recurso técnico para se tornar protagonista nos projetos mais sofisticados da arquitetura contemporânea. À frente da LedWave e da WE OOH, Tiago Brito lidera esse movimento no Brasil, com soluções que unem design, inovação e impacto urbano. Em entrevista exclusiva à Decorar, ele revela como essa transformação acontece, do briefing à instalação final.
A tecnologia em LED passou a integrar a linguagem do projeto arquitetônico. Como a LedWave transforma inovação tecnológica em experiência estética e sensorial?
Na LedWave, entendemos que a tecnologia em LED transcendeu a simples função técnica para se tornar um elemento central na comunicação visual dos projetos arquitetônicos contemporâneos. Desenvolvemos projetos totalmente personalizados que garantem integração completa com a identidade visual do ambiente — nossos painéis não são apenas displays funcionais, mas superfícies expressivas que dialogam harmoniosamente com a arquitetura existente. Com o lançamento da linha Luxury Home Design by LedWave (LHD), elevamos ainda mais esse conceito, oferecendo uma fusão de estética, funcionalidade e excelência para clientes que desejam incorporar a última palavra em tecnologia de visualização digital em suas residências e espaços corporativos.
Como a LedWave atua em parceria com escritórios de arquitetura e design no desenvolvimento de soluções sob medida, da concepção à execução?
A LedWave funciona como um verdadeiro parceiro estratégico dos escritórios de arquitetura e design, acompanhando cada etapa do processo criativo. Oferecemos uma consultoria especializada que traduz a visão
Tiago Brito, CEO da LEDWAVE e WE OOH
criativa em soluções tecnicamente viáveis e esteticamente impactantes. Nossos executivos dominam as questões técnicas e fornecemos suporte completo em todas as etapas do projeto, essa abordagem integrada garante que o resultado final não apenas atenda, mas supere as expectativas dos mais rigorosos critérios estéticos e funcionais.
Quais cuidados são fundamentais para garantir integração estética, desempenho técnico e sofisticação na instalação de painéis em fachadas e espaços urbanos?
A instalação de painéis de LED em fachadas e ambientes urbanos deve ser pensada como parte integrante da arquitetura. Para garantir integração estética, é essencial que o painel dialogue com a linguagem visual do espaço, respeite proporções e não provoque poluição visual. Do ponto de vista técnico, a escolha de equipamentos eficientes e duráveis é fundamental — LEDs de baixo consumo, sistemas de controle automático de luminosidade e estruturas seguras asseguram desempenho confiável e sustentável. Quando bem planejados, esses elementos elevam a sofisticação do espaço e criam experiências imersivas que transformam a paisagem urbana em um ambiente mais dinâmico e envolvente.
Com o avanço do DOOH e o lançamento da WE OOH, de que forma os painéis de
grandes formatos estão redesenhando a relação entre arquitetura, cidade e comunicação visual?
Estamos testemunhando uma transformação profunda na forma como os grandes painéis digitais redefinem essa relação. Exemplos como Times Square, Piccadilly Circus e, mais recentemente, o Boulevard. Live em Brasília demonstram que painéis de LED de grande formato funcionam como catalisadores urbanos transformadores. O Boulevard.Live é emblemático desse novo paradigma: com 1.125 m², é o maior painel
de LED da América Latina e um novo ícone urbano em Brasília. A LedWave e a WE OOH entendem que painéis de LED não são apenas ferramentas publicitárias — são faróis de desenvolvimento, inovação e qualidade de vida urbana que iluminam o caminho para cidades mais dinâmicas, seguras e atrativas.
Boulevard Live, Brasília. Com 1.125 m², o maior painel de LED da América Latina transforma a paisagem do Eixo Monumental em um novo ícone urbano da capital
No showroom paulistano da LedWave, superfícies luminosas substituem quadros e revestimentos, prova de que o LED já ocupa, de vez, o vocabulário do design de interiores de alto padrão
CORES E TEXTURAS
SOB O TEMA “PAST REVEALS FUTURE”, A MAISON & OBJET REVELOU EM PARIS UM 2026 PAUTADO PELA
MISTURA DE CORES, TEXTURAS E MATERIAIS NATURAIS. ENTRE TRADIÇÃO E INOVAÇÃO, A FEIRA SINALIZA UM RETORNO À IDENTIDADE, AO FEITO À MÃO E À FORÇA DA PERSONALIDADE NOS INTERIORES
O espaço expositivo de Harry Nuriev, designer do ano na Maison & Objet 2026, traduz com força o tema Past Reveals Future. A proposta reflete sobre a durabilidade do que já existe, a transformação de objetos e a construção de um design com consciência, alma e identidade
A Maison & Objet ocorreu em janeiro de 2026 na cidade de Paris. A feira dá início aos eventos de decoração, design e arquitetura, destacando o que mais veremos no setor ao longo do ano. Seu diferencial é mostrar ao público, tanto mobiliários, quanto itens de decoração, sendo bastante abrangente. A feira é dividida em 6 setores (Projetos Assinados; Decoração e Design; Manufatura Artesanal de Luxo; Fragrâncias e Bem-Estar; Moda e Acessórios; Presentes e Jogos), com 7 corredores e 2.300 marcas expositoras, sendo que 500 são novatas no evento. Simultaneamente, na cidade de Paris, aproximadamente 100 lojas abriram suas portas para o público para evidenciar o melhor do design e da decoração.
Visitei a feira a convite da revista Decorar, e fiz o percurso “Maison & Objet in the city”. O tema do ano é “Past Reveals Future” e propõe refletir sobre a crise ecológica, o consumismo exagerado e a homogeneização globalizada. Dessa forma, a feira retrata essas questões em cada estande, com expositores que trazem um design diferenciado e com alma.
O trabalho do designer do ano, Harry Nuriev, reflete sobre a durabilidade do que já existe no mundo e sobre a possibilidade de transformar objetos existentes, em total diálogo com o tema.
Optei por iniciar minha visita pela feira e, nos outros dias, selecionei algumas lojas participantes nos bairros de Paris. Tive, assim, uma experiência imersiva no design e na decoração. Trago agora o que mais me chamou a atenção durante a visita.
De modo geral, ficou bastante claro que a personalidade dominará o ano de 2026. Houve muita cor, textura e misturas em todos os setores, tanto em itens decorativos, como nos mobiliários.
A 101 Copenhagen apresentou sua nova coleção como uma harmonia silenciosa entre tons quentes e terrosos e o contraste do cromado espelhado, onde a profundidade da natureza encontra a clareza da luz contemporânea
E também muito mobiliário com materiais brutos, como pedras e madeiras. O mais interessante foi o uso da madeira tingida e com acabamento em verniz, sendo esse um diferencial.
O setor de Decoração e Design é o mais abrangente, com expositores de mobiliário, roupas de cama, tapetes, além de criadores de estampas para tecidos e papéis de parede. Os demais setores são menores, mas também trazem ideias e peças interessantes. Alguns nomes que, para mim, se destacaram, e merecem atenção no mercado, são: Rina Menardi (objetos em cerâmica); Vetrerie Empoli, Coralla Maiuri, Ursula Futura e Helle Mardahl (vidro e cristal); Uniqka, 101 Copenhagen, Talenti, Maison Drucker, Cane-Line, Eichholtz, Versmissen, Abhika Couture, Werns, Weldaad Interior, J-Line Decoration e Homa (mobiliário e decoração); Bo Bo Boom e Pikart (iluminação); Passion For Linen (roupas de cama e banho).
A presença de expositores europeus é muito maior em comparação com a de outros continentes. Há uma forte influência de marcas francesas, italianas, dinamarquesas, holandesas, belgas, alemãs e portuguesas (com grande presença na cerâmica).
A designer Emma Donnersberg integrou o circuito Maison & Objet In the City com sua galeria em Paris, um espaço criado para apresentar suas peças e abrir diálogo com pintores e escultores que compartilham sensibilidades e visões afins
coluna | Natália Hetem
coluna | Natália Hetem
Peças da BOBOBOOM em destaque na feira: luminárias de estética retrô e fabricação artesanal, que combinam vidro, metal e formas clássicas reinterpretadas com frescor atual
Porém, a América Latina estava representada, principalmente na decoração, pela Colômbia (Artesanías Del Atlântico), por exemplo, e também pelo Brasil (Yana Coelho Objetos e Rian Tricot).
O tema da feira também esteve evidente nas lojas da cidade. Nesse percurso, destaco as seguintes lojas e galerias visitadas: Emma Donnersberg, Rinck, Philippe Hurel e Prelle Cie. com Pierre Gonalons. Selecioneias por serem grandes representantes do “Savoir-Faire” francês, do luxo no mobiliário. Essas galerias e seus designers trabalham com uma releitura do mobiliário
clássico francês, trazendo inovações à contemporaneidade. Pierre Gonalons utiliza, em seu mobiliário contemporâneo, os tecidos de seda clássicos da empresa Prelle. A galeria Rinck executa novos mobiliários com a tradição da marchetaria. Emma Donnersberg inova nos formatos das suas poltronas. Philippe Hurel convidou 4 designers francesas (Constance Guisset, Pauline Le Prince, Sophie Dries e Victoria Maria) para reimaginar suas peças. Todos esses são exemplos que honram a tradição tão forte da França no setor de mobiliário.
Voltei ao Brasil inspirada, principalmente,
A Maison & Objet acontece duas vezes ao ano, em janeiro e em setembro. É uma experiência e tanto, além de um aquecimento para o Salone del Mobile de Milão, que acontece em abril. Se ficou com vontade de visitá-la, a próxima edição será entre os dias 10-14 de setembro de 2026.
A Eichholtz apresentou sua coleção que reforça sua visão de um lifestyle sofisticado e atemporal. Com mobiliário, iluminação e acessórios que unem a elegância clássica a uma leitura renovada porque a maioria dos expositores nos mostrou decorações com mistura de cores, tecidos e texturas. O que fica registrado é que não será preciso ter medo de ousar e ser original em 2026, muito pelo contrário. O mundo está ansiando por isso, por sermos quem somos e abraçarmos as individualidades. Realmente acredito que o futuro é revelado pelo passado, é preciso conhecermos a história para podermos seguir adiante. Não podemos esquecer ou ignorar o que já aconteceu, em todos os âmbitos, e também, como proposto pelo evento, essencialmente na arquitetura, na decoração, e no design. Afinal, essas são áreas que impactam diretamente o nosso estilo e qualidade de vida.
Fotos: Natália Hetem
decorar + | Vivian Coser | Bontempo
MATERIALIDADE NOBRE
ROCHAS
NATURAIS, MADEIRAS ELEGANTES E MARCENARIA DE ALTO PADRÃO, APARTAMENTO PROJETADO POR VIVIAN COSER CELEBRA DESIGN E NATUREZA BRASILEIRA
Painéis ripados deslizantes em madeira clara ocultam a televisão quando fechados, transformando o painel em elemento escultórico. O muxarabi dialoga com o forro em réguas do mesmo material, e a iluminação indireta aquece a paleta em tons de areia e caramelo
Na cozinha, a rocha natural em tom verde reveste ilha e painel de forma contínua, com presença escultural. O detalhe em madeira clara na borda suaviza a pedra, equilibrado pelas banquetas em couro caramelo e metal grafite
No closet, executado pela Bontempo, a marcenaria em madeira clara reveste paredes e módulos em total continuidade, enquanto o espelho de forma orgânica rompe a linearidade do conjunto
Assinado pela arquiteta Vivian Coser, o apartamento decorado de 263m², localizado nos Jardins, São Paulo, tem a brasilidade como fio condutor. Rochas naturais, madeiras nobres e uma curadoria criteriosa de materiais e mobiliários compõem uma narrativa que une design contemporâneo ao rico patrimônio brasileiro, criando ambientes ao mesmo tempo sofisticados e acolhedores. A marcenaria, executada pela Bontempo, assume papel protagonista em todos os ambientes. No living integrado, a estrutura do teto que segue até a cozinha reforça a fluidez dos espaços. Para a arquiteta, a parceria foi decisiva para o resultado final: “Uma experiência fora da curva, desde os primeiros atendimentos até os ajustes finais. Além de uma equipe muito capacitada e preocupada com os detalhes, os materiais e acabamentos foram surpreendentes”, enfatiza Vivian.
Bontempo @bontempo_oficial
Al. Gabriel Mont. da Silva, 2068 Jardim America, São Paulo - SP Tel: (11) 3882-8299
MADEIRA, PEDRA E DESIGN BRASILEIRO: OS INGREDIENTES DO PROJETO DO ESCRITÓRIO OKA ARQUITETURA QUE ABRAÇA QUEM CHEGA
Na sala de jantar, o forro ripado em madeira cria ritmo e profundidade, emoldurando o pendente escultórico que se torna a joia do ambiente. Cadeiras com estrutura em madeira, cortinas em voil e cristaleira embutida completam o espaço
Na cozinha integrada, a ilha com tampo em pedra natural e saia ripada convida ao convívio com elegância. O piso em porcelanato Aeterna Avorio da Portobello, no formato 120x120cm, percorre o ambiente em tons claros
No living integrado, painéis de madeira nobre revestem as paredes e emolduram a adega com cristaleira, um dos grandes destaques do projeto. O ambiente celebra o design brasileiro com personalidade em cada detalhe
Assinado pela arquiteta Mariana Maran, o Apartamento J&A traduz em 180m², no bairro de Perdizes em São Paulo, o sonho de um casal por um lar sofisticado e atemporal. O projeto equilibra o clássico e o contemporâneo por meio de madeiras nobres, pedras naturais e peças de design brasileiro consagrado. Cada ambiente, das suítes ao home office, foi pensado para refletir a identidade e o estilo de vida da família.
Nos revestimentos, o destaque vai para o porcelanato Aeterna Avorio da Portobello, em acabamento natural no formato 120x120cm, que percorre os ambientes conferindo leveza e refinamento ao projeto. A escolha reforça uma parceria de mais de 20 anos entre a arquiteta e a marca. “Para mim, a Portobello não é apenas um fornecedor, mas uma aliada na busca pela perfeição estética e técnica”, afirma Mariana.
Shop Santo André @portobelloshopsantoandre Rua das Esmeraldas, 334, Jardim, Santo André, SP Tel: (11) 2774-8600
OKA Arquitetura - Mariana Maran
marianamaran.com.br
@marianammaran | @oka.arquitetura 11 91795-7484
Fotos: Fábio Setimio
Portobello
redesign | LG | por Elisangela Peres
QUANDO A CASA PASSA A CUIDAR DE QUEM VIVE NELA
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DESIGN CONVERGEM PARA CRIAR UMA CASA QUE ENTENDE HÁBITOS, SIMPLIFICA ROTINAS E AMPLIA O CONFORTO COTIDIANO.
Cozinha Signature Kitchen Suite LG: ambiente de alto padrão com refrigerador InstaView™, cooktop a gás, coifa, lava-louças, micro-ondas e forno integrados, apresentada durante o LG InnoFest LATAM 2026, em Cancún, no México
Imagine chegar em casa depois de um dia intenso e encontrar um ambiente que parece entender exatamente o que você precisa. A temperatura está agradável, a iluminação cria uma atmosfera acolhedora e tudo ao redor funciona em perfeita sintonia com a sua rotina. Sem comandos complexos, sem ajustes manuais. Apenas a sensação de que a casa responde à sua presença.
Essa é a visão apresentada pela LG durante o LG InnoFest LATAM 2026, realizado em Cancún, no México. No encontro, a empresa mostrou como a tecnologia doméstica
começa a assumir um papel mais discreto dentro da casa: menos visível, mais integrada e cada vez mais alinhada à forma como as pessoas vivem.
No centro dessa transformação está o conceito de Inteligência Afetiva , que propõe uma evolução da casa conectada. Os sistemas passam a compreender hábitos e preferências, permitindo que televisores, refrigeradores, sistemas de climatização e soluções de lavanderia operem de forma integrada.
O serviço ThinQ® Care, que teve sua
disponibilidade ampliada na região, ilustra essa evolução ao realizar monitoramento constante e preditivo de todos os aparelhos conectados. A inteligência artificial identifica possíveis necessidades de manutenção preventiva e sugere padrões de uso mais eficientes, garantindo desempenho e durabilidade sem que o usuário precise se preocupar. Na prática, a Inteligência Afetiva aparece nos detalhes da rotina e o futuro da casa não será apenas inteligente. Ele será sensível!
As novas lava e seca, por exemplo, utilizam sensores capazes de reconhecer
Parte do portfólio de refrigeradores da LG, apresentados no LG InnoFest 2026 LATAM
peso e textura dos tecidos, ajustando automaticamente os ciclos de lavagem para preservar as fibras das roupas. Na cozinha, os refrigeradores analisam os horários de maior abertura de portas e adaptam seu funcionamento para manter os alimentos frescos por mais tempo.
Produtos para América Latina e nova fábrica no Brasil
Durante o LG InnoFest LATAM 2026, a empresa também revelou como está desenvolvendo produtos especialmente adaptados à realidade da América Latina.
Um exemplo é a nova geração dos modelos InstaView™, que evoluem em direção à personalização, com a função My Color, que permite ajustar a iluminação interna para diferentes ocasiões. Já o sistema Mini
Craft Ice amplia a produção de gelo esférico em formato menor, ideal para bebidas e momentos de celebração.
Outro anúncio estratégico apresentado em Cancún foi o fortalecimento da produção local. A LG confirmou o início das operações de uma nova fábrica no Brasil em 2026, dedicada inicialmente à produção de geladeiras.
Alto Padrão
Para projetos de alto padrão, a marca também destacou a Signature Kitchen Suite (SKS), sua linha de eletrodomésticos embutidos ultra premium que combina tecnologia avançada, design sofisticado e integração estética aos projetos de cozinha.
Entre os destaques estão refrigeradores com gavetas conversíveis, que permitem ajustes independentes de temperatura — podendo funcionar como freezer, adega ou despensa — e adegas equipadas com tecnologia Wine Cave, que reduz vibrações e variações térmicas para preservar vinhos finos.
Ainda não há confirmação sobre a chegada da linha SKS ao mercado brasileiro.
Fotos: divulgação
Daniel Song, CEO da região LATAM e presidente da LG Electronics Brasil
decorar + | Rafaella Manso Arquitetura
CONVÍVIO CONTÍNUO
ARQUITETA RAFAELLA MANSO TRANSFORMA APARTAMENTO DE 145M² COM LIVING INTEGRADO QUE REÚNE SETE AMBIENTES EM UM ÚNICO ESPAÇO FLUIDO DEDICADO AO ENCONTRO FAMILIAR
O living integrado do Apartamento Platô valoriza a fluidez entre estar, jantar e TV, com tons neutros, madeira natural e mobiliário que define usos sem compartimentações rígidas
Localizado em Santana, São Paulo, o Apartamento Platô nasce do desejo de reunir a família em um espaço acolhedor e integrado. Com 145 m² e projetado pela arquiteta da arquiteta Rafaella Manso, o imóvel passou por uma reformulação completa para favorecer o convívio entre pais e duas filhas e colocar a arquitetura a serviço da vida cotidiana.
O living ampliado se estabelece como o coração da casa e reúne estar, lareira, varanda, jantar e área de leitura em um espaço contínuo e fluido. Sem compartimentações rígidas, o ambiente se adapta aos diferentes momentos do dia: a mesa com banco convida a refeições informais, a lareira ecológica se conecta à estante de livros e a churrasqueira, nivelada ao piso interno, amplia o uso social com mesa embutida sobre rodízios.
O projeto valoriza áreas antes subutiliza-
das, como o nicho em mármore Calacatta que envolve a lareira e abriga a biblioteca do morador. O antigo shaft da sala ganha protagonismo ao se transformar em elemento arquitetônico, com prateleiras decorativas integradas à porta pivotante de entrada. A paleta aposta em cinzas aquecidos por madeiras, beges e tons terrosos, criando uma base neutra, atemporal e acolhedora.
As suítes infantis acompanham o crescimento, com bicamas, armários planejados e áreas de estudo integradas. A suíte do casal se apresenta como refúgio de descanso e leitura. A cozinha, com layout linear e eficiente, privilegia a ergonomia no uso diário, enquanto o hall de entrada evidencia o cuidado com os espaços de transição. Com linguagem contemporânea e sensível, o apartamento equilibra funcionalidade, materiais naturais e uma atmosfera convidativa.
A estante em madeira e o nicho em mármore Calacatta criam o ponto focal do living, enquanto a varanda integrada amplia o convívio com continuidade visual e paleta natural
O hall de entrada destaca o shaft ressignificado como elemento arquitetônico, com nicho iluminado e porta pivotante de acabamento invisível. A marcenaria em madeira clara organiza o armazenamento e conduz à transição sutil para o living integrado
A cozinha de layout linear otimizado combina bancadas claras, madeira natural e eletrodomésticos embutidos. Metais pretos e prateleiras suspensas acrescentam sofisticação, enquanto a continuidade visual reforça a integração com a sala de jantar
Fotos: Fernando Crescenti
A suíte do casal aposta em marcenaria que integra home office, rack e armazenamento. Tons de cinza, madeira e branco constroem a atmosfera serena, enquanto a cabeceira ripada e as prateleiras flutuantes adicionam textura ao espaço de descanso
O quarto de uma das filhas adota linguagem atemporal com papel de parede botânico e faixa terracota que adiciona profundidade ao espaço. A marcenaria sob medida organiza bicama e área de estudo
Na segunda suíte infantil, a paleta suave com papel de parede de margaridas e nuances rosadas imprime delicadeza ao ambiente. A composição equilibrada entre bicama e área de estudo integradas à marcenaria em madeira clara traduz leveza, personalidade e conforto visual decorar + | Rafaella Manso Arquitetura
BIOFILIA 2.0
Em ambientes que exigem concentração, utilizamos paletas com baixa saturação e materiais natuais. Deixemos as cores vivas para playground e outras áreas que exijam comportamento dinâmico. A cor neste ambiente foi mediadora da conexão sensorial proporcionando imersão, continuidade com referencial de ecossistemas naturais, redução de estresse
ABiofilia 2.0 representa uma evolução conceitual do design biofílico. Ao deslocar o foco do uso predominantemente visual da natureza, Biofilia 2.0 apresenta uma abordagem sensorial, corporal e sistêmica do ambiente construído. Esta aplicação é uma síntese entre evidências científicas, fenomenologia da percepção e estratégias projetuais contemporâneas, articulando cor, materialidade, luz, ventilação, água e experiência espacial como mediadores entre corpo humano e sistemas naturais. A análise dialoga com os princípios organizados de forma matricial, sem caráter prescritivo, propondo a biofilia como linguagem ambiental integrada e não como recurso superficial.
Nos anos 1950, a hipótese da biofilia, formulada por Edward O. Wilson, estabelece que os seres humanos possuem uma afinidade inata com a vida e os sistemas naturais, resultante de processos evolutivos. A tradução desse princípio para o campo do projeto ocorre de forma sistemática a partir dos estudos de Stephen R. Kellert, que estrutura o design biofílico como um conjunto de relações entre ambiente construído, saúde e bem-estar. A Biofilia 2.0 emerge quando essa relação deixa de ser entendida como simples presença de elementos naturais e passa a ser concebida como experiência integrada, envolvendo múltiplos sentidos, ritmos biológicos e sistemas ambientais interdependentes. A Biofilia 2.0 se fundamenta na compreensão
de que a experiência espacial é mediada pelo corpo e não apenas pela visão. As conexões não visuais com a natureza tais como sons, variações térmicas, fluxo de ar e estímulos táteis produzem respostas psicológicas e fisiológicas mensuráveis, reduzindo estresse e favorecendo restauração cognitiva. Na Biofilia 2.0, elementos como água, ar e luz deixam de ser acessórios formais e passam a atuar como infraestrutura sensorial do projeto, algo pouco explorado em metodologias tradicionais de projeto. A presença da água, por exemplo, está associada à redução de respostas fisiológicas ao estresse e ao aumento da sensação de tranquilidade, conforme evidências compiladas em estudos de psicologia ambiental e neurociência. A ventilação
Este espaço deve apresentar elementos que proporcionem acolhimento. Diferentemente de outros espaços, o usuário traz ansiedade, expectativa, vulnerabilidade e, muitas vezes, medo. As cores auxiliam a reduzir carga emocional negativa, organizar a percepção do tempo e gerar segurança superando inclusive as tradicionais salas de espera presentes em hospitais
cruzada e a variabilidade térmica reforçam a percepção de conforto e bem-estar. Essas estratégias reafirmam a biofilia como relação sistêmica entre edifício, clima e corpo humano.
A materialidade assume papel central na Biofilia 2.0 ao mediar a relação tátil e simbólica entre o usuário e o espaço. Os materiais naturais ou minimamente processados, tais como madeira, pedra e fibras, ativam respostas sensoriais associadas à autenticidade e ao pertencimento. Nesse contexto, a cor deixa de ser aplicada como revestimento superficial e passa a emergir da própria materialidade, reforçando nuances cromáticas naturais, superando “variações de verde”. Com isso, cria-se uma
profundidade perceptiva, em consonância com os princípios de analogia natural e associação discutidos no livro CMF: A Essência das Cores (2024).
Biofilia, cognição e comportamento
A Biofilia 2.0 também se ancora em evidências neurocientíficas que demonstram como ambientes influenciam emoções, decisões e comportamentos. Pesquisas do neurocientista canadense Colin Ellard indicam que ambientes ricos em estímulos naturais promovem maior engajamento emocional e sensação de bem-estar. Suas pesquisas evidenciam que respostas cognitivas, psicológicas e fisiológicas ocorrem de forma simultânea, reforçando a necessidade de projetos
integrados, e não fragmentados. O projeto biofílico contemporâneo deve considerar clima, cultura, escala e uso, evitando soluções genéricas ou meramente estéticas. Portanto, não existem soluções universais, mas estratégias adaptáveis que devem ser calibradas conforme o contexto ambiental, funcional e humano. Ao ir além do verde, ela reposiciona a arquitetura e o design de interiores como mediadores entre o ser humano e os ecossistemas, promovendo ambientes mais saudáveis, significativos e resilientes. Essa evolução não nega os princípios clássicos da biofilia, mas os expande, alinhando-os às demandas contemporâneas de bem-estar, sustentabilidade e experiência sensorial.
coluna | Márcia Holland
design de interiores | Rawi Arquitetura + Design
RITMO HABITADO
APARTAMENTO PROJETADO PELO ESCRITÓRIO RAWI ARQUITETURA + DESIGN NOS JARDINS
TRANSFORMA MÚSICA E MEMÓRIA EM ARQUITETURA AFETIVA DE 320 M²
O projeto do arquiteto Raphael Wittmann exibe uma área de estar grandiosa que reflete a identidade dos moradores. Uma adega entrega imponência logo na entrada e possui duas portas que servem ao estar e à sala de jantar
OApartamento Ripas, assinado por Raphael Wittmann do Rawi
Arquitetura + Design, traduz a essência de uma família de músicos. Localizado nos Jardins, em São Paulo, o projeto vai além da estética para construir uma narrativa espacial onde cada ambiente respira personalidade, memória e brasilidade contemporânea.
O conceito nasceu de um detalhe técnico que virou protagonista: duas colunas revestidas em concreto ripado, que batizaram o projeto e estabeleceram o ritmo visual dos ambientes.
A integração total da varanda resultou em uma área social generosa, onde o sofá-ilha organiza dois ambientes distintos sem perder a fluidez espacial.
A marcenaria em painéis contínuos de carvalho americano perpassa os ambientes desde o hall privativo, criando narrativa visual coesa. Na área gourmet, a ausência da parede de churrasqueira inspirou solução criativa com churrasqueira a gás embutida na ilha com bancada marmorizada.
O lavabo social surpreende com monobloco de porcelanato contínuo assinado por Ruy Ohtake e misturador dos Irmãos Campana. Peças de design assinado pontuam os espaços: a Poltrona Wave de Crystian Freiberger evoca ondas, enquanto a Poltrona Tonico de Sérgio Rodrigues marca a sala de TV. Instrumentos musicais integrados ao décor celebram a paixão da família, criando uma sinfonia espacial onde, como resume Wittmann, “nada é padrão, tudo tem ritmo e alma”.
Fotos: Rafael Renzo
A música, parte inseparável da rotina dos moradores, se manifesta também no décor com o piano e a guitarra sendo integrados à composição do espaço
A antiga varanda deu lugar também a sala de jantar com vista para o bairro Jardins. O ambiente reúne mesa redonda, lustre trazido de viagem pelos moradores e aparador flutuante sob medida, que organiza louças e objetos de uso cotidiano
A sala de TV funciona como um espaço reservado da área social, combinando conforto e tecnologia, com mobiliário de design e uma estante em serralheria que organiza o ambiente sem bloquear a integração. Executada em chapa de 5 mm, soldada e pintada no local, a estante estabelece a divisão entre os livings e a sala de TV, mantendo a fluidez espacial
Integrada às salas sociais, a área gourmet adota churrasqueira a gás embutida na ilha com bancada Dekton e coifa complementada por serralheria suspensa. Uma mesa embutida de forma flutuante na ilha serve tanto para refeições rápidas no dia a dia quanto para ocasiões festivas
A cozinha ganhou espaço e integração com a demolição do antigo corredor de serviço, adotando layout otimizado, armários do piso ao teto, ilha compacta e soluções planejadas que equilibram funcionalidade e composição
O quarto principal foi reformulado com closet fechado para o casal, cama com inspiração japonesa, marcenaria em carvalho americano e persianas blackout automatizadas
A suíte da menina adota o tema constelação e abordagem montessoriana, com mobiliário acessível, espaço de estudos, armários planejados e soluções para conforto acústico e visual
O quarto do menino tem linguagem vibrante e despojada, com pintura inspirada no pingue-pongue, bicama com baú, área de leitura, espaço de estudos e elementos decorativos ligados ao esporte
Fotos: Rafael Renzo
coluna | Silvia Grilli
TODO DESIGN É AUTORAL
Criado nos anos 1950 pela cirurgiã-dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich, o famoso escorredor de arroz teve seu design patenteado e surgiu para lavar e escorrer grãos em um só recipiente, tornando-se um ícone das cozinhas brasileiras após chegar ao mercado em 1961.
Otermo “design autoral” popularizou-se para dar conta de um tipo de design pretensamente exclusivo, produzido em pequenas oficinas e/ou em pequenas séries, e tem sido fortemente empregado por influenciadores que, a fim de valorizar determinados produtos e seus criadores, associam a palavra autoral a algo colecionável e/ou de alto valor artístico. Muito bem, a confusão está armada.
Nos países europeus, especialmente naqueles onde há uma longa tradição em marcenaria, em serralheria, em cerâmica ou em outros ofícios, o termo “design autoral” indica que determinado objeto foi fabricado por quem o criou, por seu autor. O fato é que o mercado está repleto de “produtos com design autoral” fabricados por terceiros (não pelo próprio criador), inclusive mecanicamente, transformando o argumento de autoralidade numa farsa.
A palavra autoral geralmente indica o trabalho de alguém cujo traço, a linguagem ou o estilo são facilmente reconhecíveis, porém no cenário do design mundial está cada vez mais difícil identificar quem fez o quê.
de•cor•ar
Quando as lojas de decoração passaram a destacar a contribuição dos designers na criação de produtos originais surgiu o termo “design assinado”. Era comum encontrar, nessas lojas, banners e etiquetas indicando que este ou aquele objeto era um item “assinado” (embora muitas vezes o próprio nome do autor não estivesse em evidência). Assinado por quem? É evidente que quando algo carrega uma assinatura a percepção de seu valor aumenta muito. Sabe-se lá quando, como e porque o design assinado virou design autoral, então cabe aqui uma importante reflexão:
Tudo o que é produzido no mundo de hoje foi pensado por alguém, sendo esse indivíduo conhecido ou não. Todo design original, inédito, nascido a partir de uma inspiração, de uma tendência ou de uma demanda do mercado tem um AUTOR ou AUTORES.
Qualquer produto original de design, criado para ser fabricado em série, industrialmente ou artesanalmente, em maior ou menor escala, foi pensado por alguém. O designer que trabalha lá na fábrica, sem glamour, também é AUTOR. Existe livro sem autor? Até mesmo os livros didáticos, cujo conteúdo é um compilado
de informações com domínio público, exibem os nomes dos autores em suas capas.
Só existem duas alternativas para um design não ser autoral: ou é vernacular ou é cópia (cópia de conceito também vale aqui). Muitas empresas tentam disfarçar as cópias de produtos atribuindo sua autoria ao “Estudio Nomedamarca”. Que vergonha.
Nos países desenvolvidos a autoralidade do projeto (de escova de dentes a trator) é mencionada para o mercado, porque esta é uma forma de destacar sua originalidade e valorizar os produtos. Infelizmente aqui no Brasil as indústrias, as marcas, as lojas e principalmente os meios de comunicação só mencionam o autor do design quando este (ou esta) é famoso (ou famosa) de acordo com critérios pouco claros.
Tão importante quanto combater as cópias é RECONHECER O AUTOR, seja este conhecido ou não, porque produtos não surgem do nada. Todo design inédito e original tem um autor. TODO DESIGN É AUTORAL.
PROJETO DO ESCRITÓRIO COTTA ARQUITETURA E INTERIORES TRANSFORMA APARTAMENTO EM SÃO CAETANO DO SUL COM ÁREA SOCIAL AMPLA E MARCENARIA SOB MEDIDA DA MAREL ANÁLIA FRANCO
A área social integrada destaca a marcenaria da Marel Anália Franco, com painéis ripados em madeira que conectam estar e jantar, enquanto o sofá verde musgo acrescenta cor e textura ao ambiente
A cozinha integrada combina armários em laminado melamínico unicolor e marcenaria em madeira, formando um corredor funcional conectado ao living, com iluminação discreta e eletrodomésticos embutidos que reforçam o conceito contemporâneo do projeto
O espaço do bar se destaca pelo mobiliário que abriga adega climatizada e cristaleira, enquanto os pendentes circulares, inspirados na cultura japonesa, dialogam com poltronas terracota e tapete geométrico que tornam o ambiente acolhedor
Com 146m² em São Caetano do Sul, este apartamento passou por uma transformação radical comandada pelo Cotta Arquitetura e Interiores, escritório liderado por Carol Corrêa e Liandra Motta. A principal intervenção foi a demolição de todas as paredes que separavam cozinha, salas e terraço, criando um living totalmente integrado que dialoga com a rotina do casal, filhas e avó. A marcenaria executada pela Marel Anália Franco traduz o desejo por personalidade e aconchego, com acabamentos em madeira que contrastam com pedras marcadas e cores intensas. Destaque para os pendentes criados sob medida nas salas de jantar e estar, com design inspirado na cultura japonesa – uma homenagem afetiva ao falecido pai da moradora. O projeto também contemplou um escritório privativo, closet, espaço de costura para a avó e uma suíte infantil, concluído em 1 ano e 3 meses entre concepção e execução.
Marel Anália Franco @marel.sp R. Itapura, 1191 - Vila Gomes Cardim, São Paulo - SP Tel: (11) 4858-8057
ENTENDA AS DIFERENÇAS ENTRE O NATURAL, O LAMINADO E O VINÍLICO E AS VANTAGENS E
DESVANTAGENS DE CADA UM COM AS DICAS DA ARQUITETA SABRINA SALLES
Escolher um bom piso para casa deve levar em conta muito além da aparência, mas também a sensação que provoca no espaço. Para quem busca aconchego e uma atmosfera mais acolhedora, o piso com aparência de madeira costuma ser a melhor escolha. Isso porque contribui para a sensação de bem-estar, equilibra visualmente os ambientes e ajuda a criar espaços mais convidativos e atemporais. Apesar disso, nem todo “piso de madeira” é igual. Nos projetos residenciais, existem três opções que aparecem com mais frequência: o piso de madeira natural, o laminado e o vinílico. Cada um responde de forma diferente às exigências da rotina dos moradores, e é exatamente isso que vai ditar a escolha certa. Por isso, entender essas diferenças é essencial para fazer uma escolha coerente com o uso do espaço e o dia a dia da casa.
Piso de madeira natural: quando o material é protagonista
A madeira natural segue sendo referência quando o objetivo é criar ambientes sofisticados, acolhedores e com forte identidade. Seu principal diferencial está na autenticidade: veios, tonalidades e texturas únicas fazem com que cada piso seja exclusivo. Além do conforto térmico, a madeira envelhece bem e pode ser restaurada ao longo do tempo, o que amplia sua vida útil. Também costuma agregar valor ao imóvel e reforçar a sensação de permanência e qualidade no projeto. Por outro lado, é um material mais sensível à umidade, à incidência direta de sol e às variações climáticas, exigindo manutenção periódica e cuidados no uso diário. O investimento inicial, tanto em material quanto em instalação, também é mais elevado. É uma escolha indicada para áreas secas, como salas e quartos, e para quem valoriza materiais naturais, estética atemporal e longevidade.
Piso laminado: praticidade e custo acessível O piso laminado ganhou espaço nos projetos de interiores por unir rapidez de instalação e custo mais baixo. Visualmente, simula diferentes padrões de madeira e aparece com frequência em apartamentos e reformas com prazos mais curtos e orçamentos controlados. Quem opta por esse modelo garante um piso confortável ao toque, de fácil instalação e com boa variedade estética. Funciona bem em ambientes de uso moderado e onde não
há contato frequente com água. Sua principal limitação está justamente na baixa resistência à umidade. Além disso, o laminado não permite restauração: em caso de danos, a substituição costuma ser a única alternativa, o que impacta sua durabilidade ao longo do tempo. É indicado para dormitórios e áreas sociais secas, especialmente quando prazo e orçamento são fatores determinantes.
Sabrina Salles
A madeira maciça, escolhida por Sabrina Salles neste projeto, reforça a durabilidade, o conforto térmico e a autenticidade do material natural na composição do espaço
COMPARATIVO ENTRE PISO DE MADEIRA NATURAL, LAMINADO E VINÍLICO
CARACTERÍSTICA MADEIRA NATURAL LAMINADO VINÍLICO
Aparência Autêntica, única, com veios naturais Simula madeira Simula madeira e outros padrões
Conforto térmico Alto Médio Médio
Conforto acústico Médio Baixo a médio Alto
Resistência à umidade Baixa Baixa Alta (não pode ser submerso)
Durabilidade Alta, com manutenção Média Alta
Manutenção Exige cuidados e manutenção periódica Simples Simples
Possibilidade de restauração Sim Não Não
Instalação Mais complexa Rápida Rápida
Custo Alto
Indicação de uso
Áreas secas e pouco expostas
Baixo a médio Médio
Ambientes secos e de uso moderado
Ambientes com uso intenso, crianças e pets
Piso vinílico: versatilidade para o dia a dia
Mais recente no mercado, o piso vinílico se destaca pela versatilidade. É resistente à umidade, oferece bom conforto acústico e é fácil de manter no dia a dia. Pode ser aplicado em áreas como cozinhas e lavabos, desde que respeitadas as especificações do fabricante — aceita pano úmido, mas não deve ser submerso em água. A instalação costuma ser rápida, com pouca interferência na rotina da casa. Apesar da evolução estética e do bom desempenho em durabilidade, ainda não entrega a mesma percepção de valor da madeira natural. Também exige um contrapiso bem preparado, nivelado e com espessura adequada, além de cuidados com calor excessivo e objetos pontiagudos. É uma excelente opção para famílias com crianças, pets e para quem busca praticidade sem abrir mão do conforto. No final, para a melhor escolha, é preciso optar pelo material que melhor responde ao uso e à rotina de quem vive no espaço.
Foto: Lucas Lamy Covolam de•cor•ar
PRÊMIO DECORAR CELEBRA 17 ANOS E REÚNE O MERCADO DE ARQUITETURA EM SÃO PAULO
CERIMÔNIA NO BOULEVARD JK
MAIS LEMBRADOS DA
PAULISTA E REGIÃO; ARQUITETO OLEGÁRIO DE SÁ RECEBEU TÍTULO DE ÍCONE DA ARQUITETURA
Omercado paulistano de arquitetura e design de interiores se reuniu na noite de 18 de novembro de 2025 no Boulevard JK, zona sul de São Paulo, para a 17ª edição do Prêmio Decorar. A premiação, que se consolidou como referência no setor, homenageou os profissionais mais lembrados por fornecedores e parceiros comerciais nas regiões de São Paulo, ABC, Alphaville e Granja Viana.
Baseada em pesquisa com 272 votantes do mercado, a edição deste ano premiou 52 escritórios divididos em três categorias: Fidelidade, Criatividade e Negócios. Os critérios consideraram o volume de
indicações e também o equilíbrio regional, com representatividade das diferentes áreas de atuação.
A noite teve como ponto alto a homenagem ao arquiteto Olegário de Sá, eleito Ícone da Arquitetura. Com mais de duas décadas de carreira, Olegário acumula projetos de reconhecimento internacional e é considerado uma das principais referências do setor por sua trajetória marcada pela inovação e excelência técnica.
A realização do evento contou com o apoio de patrocinadores. O Patrocínio Ouro foi assinado por Bed and Room, Bontempo,
By Kamy, Enjoy House, Ledwave e Vap Engenharia. Já o Patrocínio Prata reuniu Cuisinart Arkton, Neolith, CBM Mármores, Siligram e Sogna Kitchen. O Patrocínio Bronze teve Alliance Vidros, Alumnix Esquadrias, Art Soluções Planejados, Edy Planejados, Forma & Objeto e Martiniano VP Planejados.
Com 17 edições realizadas, o Prêmio Decorar se estabeleceu como um termômetro das relações comerciais e da reputação profissional no mercado de arquitetura paulistano, ao reconhecer tanto a criatividade quanto a capacidade de gestão e relacionamento dos escritórios premiados.
Ana Mageste, Raquel Blinovas, Fernanda Rodrigues e Paula Mageste
Angela Tasca, Rafaella Manso, Lucas Youssef e Thomas Mendonça
Attos Henrique e Érica Salguero
Daniela Trindade, Alice Martins, Rita Camilo e Ilana de Paula
Fabrizio Rastelli, Grace de Paula e Ana Paula Cunha
Fábio Saggese, Barbara Dundes e Andreia Oliveira Fábio Saggese, Breno Santiago e Andreia Oliveira Kamy e Júlio Dantès
Kátia Perrone e Robertos Salinas
Liandra Motta, Priscila Mattos e Érika Sesso Mariana Mattos, Silvia Grilli e Fernanda Mattos
Michael Siqueira, Rebeca Constantino, Eliane Silva e Bruna Bianchi
Rosmar Stedile, Ieda Korman e Karina Korman
Sandra Leise e Olegário de Sá
Sandra Leise, Nesrin Soueid e Faten Kamel
Daniela Marin e Alexandra Godoi
Vinicius Pego e Leonice Alves Fotos: Phoética
decorar + | Queiti Magalhães | Portobello Shop São Bernardo do Campo
ELEGÂNCIA INTEGRADA
ASSINADO POR QUEITI MAGALHÃES, PROJETO TRANSFORMA TERRENO TRIANGULAR DE 900 M², EM SÃO BERNARDO DO CAMPO, EM UMA RESIDÊNCIA CONTEMPORÂNEA, ONDE ÁREAS SOCIAIS, COZINHA E BANHEIROS REVELAM SOLUÇÕES BEM RESOLVIDAS DE INTERIORES
Em São Bernardo do Campo, a proposta traduz o desejo de uma família por espaços amplos, luminosos e fluidos. Implantada em um terreno triangular com 21 metros de desnível, a residência articula aconchego e sofisticação por meio de uma base material contínua e de uma planta que privilegia a integração. Nas áreas sociais, o porcelanato Portobello Barcelona Cristal estabelece unidade visual entre os ambientes. Na cozinha, o revestimento Artematica Minicotone imprime textura e personalidade às paredes. O banheiro master, revestido com Bianco Covelano, reforça a atmosfera clara e atemporal. A paleta sóbria, combinada a materiais naturais como madeira e pedra, percorre toda a casa e encontra nos revestimentos da um elemento de continuidade estética. “Trabalhar com a Portobello é ter a segurança de especificar produtos que aliam tendência, qualidade e confiabilidade. Além da estética bem resolvida, a marca oferece suporte técnico consistente, cumprimento de prazos e uma experiência que transmite tranquilidade tanto para o profissional quanto para o cliente”, afirma Queiti Magalhães.
Neste banheiro, Queiti Magalhães especificou o revestimento Portobello Ipanema, desenvolvido em parceria com Oskar Metsavaht, que imprime personalidade e uma geometria marcante ao ambiente. O espelho redondo, a bancada escura e os metais reforçam a estética urbana
Na área gourmet, o teto em pvc amadeirado com iluminação embutida, a estante ripada e o mobiliário em corda náutica criam um espaço acolhedor. O piso Portobello Barcelona Cristal garante continuidade visual e integração entre os ambientes
Na cozinha, a ilha central com bancada clara, metais pretos e detalhes em madeira ripada equilibra função e estética, enquanto o revestimento Portobello Artematica Minicotone adiciona textura às paredes
Queiti Magalhães
Portobello Shop
São Bernardo do Campo @portobelloshopsbc
R. Continental, 405, Jardim do Mar, São Bernardo do Campo, SP Tel: (11) 3181-7373
Arquitetura e Design @qm_arquitetura 11 99691-4619
David Aranha
Fotos:
CONHEÇA
JOHNNY VIANA
Com mais de 20 anos de atuação, o arquiteto Johnny Viana desenvolve projetos de arquitetura, interiores e gerenciamento de obras com alto padrão de entrega. Com escritórios no Jardim Paulista e no Tatuapé, em São Paulo, transforma sonhos em espaços reais e bem resolvidos.
PATRICIA BERGANTIN
Fundado em São Paulo em 2010, o Studio Patricia Bergantin Arquitetura desenvolve projetos que equilibram conforto, beleza e funcionalidade, com foco em criar espaços que valorizam a qualidade de vida.
RAWI ARQUITETURA + DESIGN
O escritório Rawi Arquitetura + Design, liderado por Raphael Wittmann, desenvolve projetos residenciais e comerciais com abordagem contemporânea e sensível, valoriza cultura, memória e estilo de vida e mantém foco em sustentabilidade e conforto ambiental.