INAUGURADO EM 2017, NO DIA DA ARQUITETURA, COM EVENTOS DE CONTEÚDO E RELACIONAMENTO DESDE MARÇO DE 2018, O CIDAD3 JÁ RECEBEU MAIS DE 1300 PESSOAS, 200 PESSOAS POR MÊS
ENTREARQUITETOS, DESIGNERS, PROFISSIONAIS DA ÁREADE COMUNICAÇÃO, GASTRONOMIA, LIDERANÇAS
EMPRESARIAIS,ENTRE OUTROS.
MOSTRA CIDAD3 EXPERIENCE
B2B Vinte e um espaços apresentados por renomados escritórios de arquitetura.
Foto: Leonardo Finotti
SÃO PAULO | RIO DE JANEIRO | SALVADOR | CAMPINAS | SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Sumário
18 | design de produto
Khaya Woods, Mogno Africano
26 | design
Suzana Schermann
54 | exterior
design de interiores | 44
Patricia Marinho
design de produto | 49
Maximiliano Crovato
48 | coluna
Renata Tilli por Raquel Silveira
60 | calendário
20 | casa Karim Akl
16 | ontem por Sergio Zobaran
exterior | 36
René Fernandes
coluna | 14 por Victor Megido coluna | 43 por Marcelo Gama
recicle | 42
Elias Lanzarini
arte | 50
Oskar Metsavaht
32 | arte
Tatiana Coutinho
recomendações| 58 por Mariana Bacci
Renata Tilli | 54
René Fernandes | 36
Studio OM.art | 50
Expediente 136
direção geral
Renato Marin de Oliveira renato.marin@cidad3.com.br
Novos tempos , muitas ideias e um foco: colocar em prática os ensinamentos da nova era. Organicid ade, praticidade, ob jetiv idade, leveza, simplicidade. Marcela, Victor e Mariana, noss o jovem time de jornalistas , foi a camp o atrás de novid ades em projetos inéditos: uma fazenda chic-simples , uma cobertura despojada, um mini-apartamento de praia, um jardim lindo e fácil de
www.revistadecorar.com.br
facebook.com/revistadecorar
@revistadecorar
Revista Decorar
manter. Nossos colunistas viajaram: da resiliência ao Rio e até à Sicília. Noss os diretores de arte Daniel e Ivan embalaram tudo em pap el kraft e criativid ade neste verão pé no chão da de•cor•ar – cheio de arquitetura, dé cor, desig n e arte. Estamos no impresso e na internet, em noss o ap p, porque a vid a em altas temperaturas é real e v irtual ao mesmo tempo. Aproveite!
SERGIO
colaboração
Ancar Barcalla
Daniel Poliello
Davide Filia
Gustavo Xavier
Hitoshi Yoda
Jomar Bragança
Livio Rizzo
Marco Antônio
Matthias Scheiber
MCA Estudio / Denilson
Machado
Paula Constante
Phillip Rittmann
Renata Schermann
Renato Navarro
Renato Parada
Rômulo Fialdini
Salvador Cordaro
Valentim Studio
Valentino Fialdini
Wagner Valim
de•cor•ar é uma publicação de Editorial Magazine Publicações e Publicidade.
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Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias publicadas nesta revista sem a expressa autorização da Editorial Magazina Publicações e Publicidade.
Foto: Salvador Cordaro
Você Arquiteto ou Designer de Interiores! Participe e concorra a uma viagem para Índia. Confira mais informações no site www.kiantapetes.com.br/vocenaindia
Colaboradores
Raquel Silveira @raqsilveira
Arquiteta e interior designer, vive entre o Brasil e os Estados Unidos, de onde escreve sua coluna sobre lifestyle para a De.co.rar com seu apurado olhar
Sergio Zobaran @sergiozobaran
Além de editor da De.co.rar, o jornalista Sergio Zobaran é RP, autor de livros de decoração e comunicação e curador de mostras como Modernos Eternos, SP - da qual é sócio-fundador .
Victor Falasca Megido @_acaminhada_
Consultor e organizador do livro “A Revolução do Design – conexões para o século XXI” (Editora Gente), e escreve sobre design sob a ótica do mercado.
Marcelo Cardoso Gama @vienna.gamanacasa
O instagramer Marcelo Cardoso Gama é diretor cênico de óperas e artista-curador. Brasileiro de São Paulo, radicou-se em Viena há 30 anos, onde começou carreira como músico e ator. Realizou obras ligadas à cultura brasileira na Finlândia, Suíça, Luxemburgo, Polônia, África do Sul e Brasil, além da Áustria, onde um dos maiores in uencers em interior design e arquitetura, viagens, vinhos e cultura.
O poder da resiliência viva
PROJETOS FEITOS COM O CORAÇÃO
Todo mundo fala, mas o que é de verdade a resiliência? Ser resiliente “é a capacid ade que temos de enfrentar as adversid ades , os p ercalços da vid a, e enxergá-los de uma maneira diferente, acreditando que pode surgir uma s olução criativa a par tir deles ” (Lisete Barlach, doutora em psicolo gia social pela USP). Resiliência é como o fogo que arde em nós e se alimenta de obstáculos , pensava assim o imperador lósofo romano Marco Aurélio.
A criativid ade é uma característica d a resiliência. Ela não serve só para que a pessoa pense em saídas fora da caix a, mas também para que poss a ver o próprio problema de outros âng ulos. Como fazem os ar tistas , arquitetos e cineastas qu ando br incam com a perspectiva. Mas p or que essa virtude é dif ícil de vestir? Porque não dá para percor rer caminhos novos e difíceis sem, antes, olhar para dentro,
enfrentar os próprios medos , do gmas e crenças limi tantes. Um jei to para sair desse labirinto é usar o incômodo como um poderoso aliado para aprender a lidar melhor com as própr ias emo ções e assim ser menos vulnerável às turb ulências. Esse processo nos leva diretamente à fonte dos amores e desamores, nos permite desenvolver compaix ão, e a par tir desse turning point , ter consciência dos problemas alheios . Ouvir de verdade o outro. Pois o maior inimigo de um projetista é o próprio paradig ma de referência que o leva à miopi a de ver o mundo segundo os próprios padrões estético e ético, esquecendo- se de s ua missão, que é servir ao outro. Falamos tanto de desig n thinking e empatia. Eu digo que o projetista do século 21 precisa de compaix ão para tornarse um criativo solucionador de problemas reais para uma s ocie dade menos desigual
“A criatividade é uma característica da resiliência”
que ho je conta com 54,8 milhões de pobres, 13 milhõ es de desempregados e 11,46 milhõ es de analfabetos (IBG E). Onde, nos últ imos 50 anos, 20% da vege tação da Amaz ôni a já desapareceu e populações globais de animais selvagens diminuíram em mé dia 60% em pouco mais de 40 anos (WWF).
Se desig n em 2019 é projeto sustentável não s omente e conomicamente mas também socialmente e ambientalmente, então de verdade precisamos impl antar novas habilid ades nos ambientes cor porativos ancorados em uma c ultura de pura e ciência e comp etição “vencedorperde dor ”. Educar ao novo olhar p ede um cole tivo corajos o atuante com o coração. E pede uma nova disposição das lideranças a a br irem-se ao novo mundo das inteligências c riativas.
Ilustração: Daniel Maioli | @maiolid aniel
Aqui e além-mar
O VINTAGE BRASILEIRO
FAZ SUCESSO LÁ E CÁ
Ostarchitect argentino Luis Laplace, radicado na França des de 2004, já descobriu –em Por tugal – onde encontrar peças de design vinta ge brasileiro orig inal como mesas e estantes assinadas p or Geraldo de B arros , cadeiras de C arlo Hauner e Mar tin Eisler, espelhos e mesas de S ergio Rodrig ues, ou uma p oltrona tripé de Lina Bo Bardi: o espaço de 140m ² que omaz Saavedra inau gurou em junho de 2018 no antigo Consulado do Brasil em Lisboa. O prédio de arquitetura Pombalina no Bairro Alto, que ho je abriga em seus dois pr imeiros andares o ho tel-bout ique Le Consulat, foi o p onto de par tid a deste pr imeiro brasileiro a comercializar, na terrinha, o noss o mobiliário moder nista de época tão valor izado em todo o mundo. E virou referência para marchands, donos de outros antiquár ios (ou ‘modernarios ’, como diz em os es panhóis), arquitetos e colecionadores do Velho Continente, especialmente franceses, italianos e alemães, além de por tugueses, naturalmente. “Foi ótimo para conhecer
o mercado ”, a rma o homem à frente do omaz Saavedra Arte e Decoração, que mantém, ainda, um depósi to aberto ao público com hora marcada, à beira-mar na zona p or tuária chamada Cruz Quebrada, entre Cascais e Estor il. A lternando s ua v ida pro ssional entre dois meses em Lisboa e um em São Paulo, onde tem seu grande showroom em um prédio de três andares no Alto da Lapa , o car ioca a gora procura um lugar maior na capi tal lusitana para ex por suas preciosid ades: “quero uma lo ja ao rés do chão, preciso expandir os hor izontes!”. A nal, ap enas dois meses depois d a inau guração de seu primeiro espaço alémmar, teve que levar para lá cor rendo, de avião, uma nova leva de p eças , pois o s ucesso inicial de vendas foi g rande. Enquanto isso, durante este verão, omaz ambientou um novo multi-espaço pop up, com direito a galer ia de arte e restaurante, na R ua Os car Freire, nos Jardins, em São Paulo. onde todos os s eu móveis estão à venda. Vale a v isita. ■
Pedacinho da exposição ‘Posteridade IIuma se eção de a fic es d cada a d cada pelo século XX’
acima da média BELEZA
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Esqueça aquele mo gno avermelhado que se ass ociava aos índios brasileiros e, infelizmente, a móveis de gosto duvidos o – essa madeira está em ex tinção e não pode mais ser ex traíd a no Brasil. Viva o Khaya Ivorensis, o mo gno africano, ameaçado em seu continente de origem, e que começou a ser pl antado há 11 anos no Brasil p or um grupo de dez empresários mineiros ao nor te do seu estado, a par tir de mudas da Embrapa . Hoje já são 1.400 ha crescendo em fazendas destes investidores e em outras compradas p or eles justamente para este pl antio que visa sua ex tração após 18 anos . Acontece que, aos 10 anos de id ade, é necessário abrir espaço e fazer um desbaste na mata para que algumas ár vores maiores desta madeira nobre e macia
consigam receb er o sol e se alimentar dos nutr ientes do s olo, subindo sem disputas até 17 m. Faz-se então um inventár io d as que não irão crescer tanto... E estas já vêm sendo cortadas p or um de seus produtores, Raphael Valle Cruz, através de s ua empresa, a Khaya Woods: “Estamos desenvolvendo um painel maciço formado p or várias r ipas que são secadas em estufas , col adas e de pois prensadas , resultando em um revestimento excelente para interiores, bancadas e móveis ”, ele diz, acrescentando que não se trata de madeira boa para pis o ou p eças de área ex terna . A belez a do mo gno chamou a atenção de diversos desig ners procurados pela marca, e as p eças que eles vêm criando têm sido ex postas em inúmeras mostras e feiras como a Hig h Desig n, realiz ada em São Paulo, a Semana Criativa de Tiradentes e a Moder nos E ternos de Minas Gerais, e a Mostra + Sustentável de Campinas , SP, entre outras . “Os camp os onde plantamos eram antigos pastos de gradados , e o que ex traímos tem manejo sustentável, na terra que cumpre seu ciclo de regeneração da oresta”. ■
Texto: Sergio Zobaran | @sergiozobaran
Para expor e organizar, a estante compôs um ambiente da Casa Cor Minas de 2018
Foto: Jomar B ragança
A estante se destaca no delicioso ambiente de Bruna Figueiredo na mostra Modernos e Eternos de BH, em 2018
Bar no ambiente de Márcia Carvalhaes na terceira edição da mostra Modernos e Eternos de BH
Fotos: Gustavo Xavier
Refrescante!
CONFORTO E SIMPLICIDADE ANDAM JUNTOS NO APARTAMENTO DO GUARUJÁ
Gostoso, funcional e com um toque Saint Tropez no décor. Assim o arquiteto Karim Akl resume seu projeto para o apartamento de veraneio localizado no Guarujá, litoral paulista. São 110 m² divididos em ambientes uidos, idealizados para um casal so sticado de meia idade que ama viajar e desejava aproveitar ao máximo o clima prai ano.
Integrado com jantar e cozinha, o living tem vista da varanda, separada por portas de correr envidraçadas. Seus tons de branco e azul evocam o mar, tanto nos revestimentos quanto no mobiliário –como sofá de linha da Clami ou poltrona Charles Eames, que repousam sobre uma composição de tapetes da by Kamy
Ao lado, a varanda de 4,5 x 11 m é composta com mobiliário da família. As almofadas fazem parte da coleção Corais, da Cecília Dale
No detalhe, os objetos decorativos, obras de arte e artefatos do casal compõem uma decoração afetiva
O imóvel passou por algumas importantes mud anças estruturais, como a eliminação da parede entre estar e cozinha, garantindo maior integração e melhor circulação, ou o extreme makeover de um banheiro que virou bar, para os momentos de confraternização. Três quartos se transformaram em dois – para os an triões e seus possíveis hós pedes – maiores e mais confortáveis. E para evidenciar a sensação de amplitude, Akl pensou também em um revestimento único de piso, escolhendo o porcelanato branco para todos os ambientes . Neutro e prático. Mesmo toda a madeira foi pintada de branco, solução
que, segundo ele, preza a leveza. Para contrapor e evocar o mar, o projeto trouxe muitos detalhes marcantes em azul, como na lareira restaurada, nos tape tes, nas almofadas e nos ob jetos.
Iluminado e leve – como todo espaço de veraneio deve ser – o apartamento ganhou assim um décor na imbatível combinação do azul com o branco, e que une mobiliário cl ássico a outras peças que, garimpadas de viagens dos moradores, trazem um peso histórico. “Destaque para os pendentes dos quartos, vindos do Marrocos, e a
escultura de sereia da suíte do casal. Cada canto da casa tem algo literalmente trazido de memória da família”, aponta Akl, que se especializou em design na escola Parsons de Nova York. “Tudo ali foi arrematado com peças aconchegantes e também de design importante, como a Lounge Chair de Charles Eames”, ele completa. Sem esquecer de falar do indispensável: “Em uma casa de veraneio, é fund amental pensar nos condicionadores de ar. Por isso, todos os ambientes desse apartamento podem ser refrigerados, inclusive a varanda!”. A lareira apare ce para aquecer os dias mais frios... ■
Acima, a suíte do casal tem cortinas de linho e persianas rolô da Shadow Persianas e cabeceira de madeira pintada de branco. Os detalhes em azul trazem o ar praiano para dentro de casa
Fotos: Marco Antônio
Texto: Marcela Millan
“e u escolhi a Panor ama d ecor a çÕes po r que o a tendi m ento é sempre profis sio nal do pedi d o ao pó s vend a”
Julio Cesar Dantès
panoramadecor.com.br
Rua Costa Barros, 945 – Vila Alpina – São Paulo – SP
FOOD DESIGN REÚNE AMBIENTE, SABOR E EXPERIÊNCIA EM MESAS
DECORADAS PARA SOBREMESAS
Overão da simplicid ade p ede leveza nas produções, além d a combinação de estilos . Mar ieAntoine Carême, chamado de ‘o che f dos reis e o rei dos che fs’, já mostrava no século 18 que arquitetura e mesa se relacionam muito bem. As sobremesas que ele fazia eram consideradas p elos es pecialistas verdadeiras ‘obras arquitetônicas ’. Para dar vid a a este concei to, a desig ner de interiores Suzana Scher mann receb eu, com exclusivid ade para a de.cor.ar, os renomados che fes de
cozinha Talitha B arros , Rodrigo Albano e Rodrigo Ribeiro. Eles tiveram a missão de dar forma e s abor às espetaculares criações sobre ‘mesas de verão’. Em um cenár io perfei to para a ocasi ão, criados p or nossa desig ner-an triã, tivemos o pr ivilé gio de saborear três incríveis s obremesas em ambientes diferentes, em uma proposta de Food Desig n que proporciona uma ex periência que vai além do prato. Ingredientes frescos s aúdam o verão com sugestões lev íssimas e s audáveis
Ao ar livre, Suzana dá vida aos pratos em sua produção
Suzana S chermann
Publicitária de uma v id a inteira na TV e na R ádio Antena 1, a car ioca radicada em São Paulo apos entou- se e, anos atrás, se instalou na I lha bela, onde assinou o dé cor do hotel TW Guaimb ê, entre outros projetos . Porque seu hobby, a de coração, virou pro ssão. De volta a São Paulo, onde vive e trabalha , Suzana par ticipa de mostras de marcas como Quar tos&E tc. e Artefacto B&C – nelas
fez vitrines, como também para a Regatta e a Utilplast , esta premiada no Shop ping Iguatemi. E comanda workshops e produção em lo jas ao lado de seus projetos residenciais e comerciais em SP, Rio de Janeiro e Brasíli a. Escreveu o livro “Como decorei minha v id a”, e é (re)conhecid a pelo seu mix de cores e estampas.
Leve
Ao som da cascata à beira da piscina , a ale gria da estação vem por meio de cores vivas e de estampas ale gres. No ambiente, uma mes a ao ar livre traz a inspiração ‘navy’ em bande jas , bowls e pratos . Para comp or este cenár io, a che fe de cozinha Talitha Barros apresenta a levez a do b olo C hi on de limão servido com um refrescante sorb et de pitanga. Ingredientes frescos e leves insinuam do çura e praticid ade, o ideal para curtir o calor de pernas para o ar. Esta tendência segue por outras estações, como bem diz o che f três estrelas francês Alain Ducass e: “Um prato cor reto deve ter no máximo cinco ingredientes”. Simples assim.
O vermelho predomina na mesa de Suzana para Talitha, com louças da Souq
Talitha Barros
Cozinheira há 20 anos , Talitha B arros ho je é proprie tária do restaurante Conceição Discos & Comes no bairro paulistano Santa Cecília. Os discos long pl ay à venda entoam não só o clima da cas a, mas os momentos em que ela cozinha atrás de um balcão, em frente aos c lientes. Ela pass ou p or casas como La Cass erole e Mang iare
@talitha barros
Simples
Em sua sala de jantar, Suzana apresenta uma mes a comp osta p or elementos tropicais. A mesa tem folhas de costelade-adão, souspl ats transparentes e louças trazendo estampas de peixes e desenhos orais. O dourado nos talheres e nas taças enriquecem os de talhes . Tudo isto valoriza a criação do che fe Rodrigo Ribeiro, que transcende a estampa d a louça em todas as s uas nuances. O traço delicado comp õe o food styling desconstruído, em uma combinação que une clássicos d a confei taria com um toque de ing redientes cítricos e aromáticos. Inspirado em uma pavlova, o che fe Rodrigo utilizou kiwi, marshmellow de limão e creme de capim santo como base para sua recei ta. Suzana de u toque especial à criação de Rodrigo na es colha das louças. “Optei p or uma mesa bem de verão com um toque tropical, e uma louça delicada como esta sobremesa. Os talheres dourados s ão uma tendência que gosto muito também. Uma mes a, sem so sticação – é o simples chic ”, destaca.
A costela-de-adão serve como jogo americano para as louças e talheres da Doural
Ribeiro
O che fe tem 26 anos e formou- se em gastronomi a em 2011. Em 7 anos , pass ou p or 10 restaurantes atuando na el aboração, produção, criação, monta gem e naliz ação das sobremesas . Trabalhou em casas como D.O.M., Maní e O ro, onde teve muito contato com gastronomi a molecular, contemporânea e ing redientes brasileiros . Atualmente é o che fe de confei taria do restaurante Peti.
@rodrigor ibeirogour met
Rodrigo
O ambiente de descontração da cozinha traz o tom natural que comp õe esta sobremesa. É uma aposta na diversid ade de estilos, abrangendo materiais naturais no dé cor e nos ing redientes. A comp osição tem bowls e pratos de cerâmica orgânica customiz ada pintados à mão, com talheres ros é e guardanapos de linho envoltos , em que um delicado laço de sisal traz a delicadeza por meio de um ar ranjo de s uculentas. Para este momento saudável, Rodrigo Albano, che fe de cozinha especializado em gastronomi a funcional, apresenta uma tor ta vegana de chocol ate com g ranol a e frutas da estação. “Esta recei ta é comp osta por ing redientes funcionais e frescos , sem glúten e lactose. Ela é feita para comer sem culpa e a qualquer momento”, ele conta . A comp osição do ambiente segue a tendência de alimentação saudável. ■
Texto e Food Design: Mariana Bacci | @marianabacci
Produção: Roberta Schermann | @robertaschermann
Fotos: Wagner Valim | @wagnervalimphoto
A cerâmica orgânica da JRJ recebe e abraça a torta de chocolate e frutas frescas
Albano
Che fe de cozinha es pecializado em alimentação saudável, funcional e vegana , é também pr ivate che fe. A lém de cozinheiro, Rodrigo Albano é criador de conteúdo de lifestyle em plataformas dig itais e ministra cursos.
@rodrigoalbanod
Rodrigo
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Ela é particular
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Tatiana Coutinho é ousada. Poucos meses de pois de comemorar com uma ex posição, em São Paulo, a abertura de s ua galer ia virtual de ar te e desig n chamada Particular.art.br, a capix aba aca ba de fechar s ua pr imeira par ticipação internacional: no Fuori Salone de Milão, em paralelo ao Salão do Móvel de Milão. Tatiana , que é a pr imeira galer ista pr imordialmente on line do B rasil no setor, está feliz
em patrocinar a e dição de alg umas p eças de seu artista chileno Rodrigo Pinto para o evento, mais um degrau imp or tante na nova car reira que acontece em paralelo ao seu trabalho na arquitetura de b om gosto. Para Flávia Dalla Bernardina, advogada, escritora, e mestranda em Artes Visuais (UFES), “o projeto de Tatiana tem o intuito pr imeiro de compartilhar seu olhar, construído ao longo de uma trajetór ia de ap erfeiçoamento e pesquisa
no Brasil e no ex terior, para satisfação de um desejo, por assim dizer, par ticular”. E Tatiana completa, justi cando s ua op ção pr imeira pela internet: “A Particular é um sonho se materializando. Ao compartilhar meus sonhos , a galer ia de arte e design em pl ataforma dig ital se propõe a abrigar artistas e desig ners de relevância nacional e internacional, e ainda, descobr ir e opor tunizar espaço para novos talentos , em projetos s empre inéditos ”.
Na pág. ao lado, obra de Camilla Roberta D’anunnziata com presença de Tatiana Coutinho. Acima, Contorcionista 18, de Gustavo Prado
Apaixonada por arte contemporânea e mobiliário moderno brasileiro, a colecionadora Tatiana possui, em seu acervo pessoal, artistas e designers de relevância no contexto nacional e inter nacional. Sua curadoria e seu olhar particul ar “traduzem a atemporalidade e ineditismo das peças e dos artistas selecionados para compor o acervo, com o prop ósito de conduzir ao incomum todos aqueles interessados em experimentar as sensações provocadas pela expressão da criação, seja pela arte ou pelo design, ou quando eles interagem”. O pontapé inici al da par ticular.art.br se materializou literalmente com a apresentação física de suas primeiras peças na Galeria Aura Arte Contemp orânea, em novembro de 2018. E contou/conta com artistas brasileiros como Antonio Bokel; Alva Design; Camilla Roberta D’anunziata; Ricardo Innecco e
Mari ana Ramos; Guilherme Wentz; Gustavo Neves; Juliana Vasconcellos; Leo Capote; Rodrigo Almeida e Vilar (Jos é Carlos Vilar), ao lado do chileno Pinto. As peças foram desenvolvidas especialmente para a ocasião, ou chegaram com exclusividade para venda através do site, em sua maioria. Outros nomes irão compor o acervo artístico da galer ia e as obras estão à venda pelo site www.particul ar.art.br. E também, em breve, em feiras de desig n e arte, em lojas selecionadas ou nos eventos temporár ios que a Particul ar participar E, depois de Milão, o próximo passo que está sendo planejado é a chegada ao Rio de Janeiro, com seu acervo prá lá de singular, pois ela é Particul ar.■
Texto: Sergio Zobaran | @sergiozobaran
Ghost, aparador de aço Mekal, assinado por Juliana Vasconcellos
Ao lado, a poltrona Ferro, de Léo Capote
Território Instável do artista chileno Rodrigo Pinto
Fotos: Rômulo Fialdim
Acima das nuvens
TERRAS ALTAS TRAZEM UMA FAZENDA DOS SONHOS
São 30 alqueires de terra mineira, a três horas de carro de São Paulo, em Gonçalves, município que atinge 2.100 m de altitude na Serra da Mantiqueira, em plena Mata Atlântica preservada. Lá está a fazenda do jovem casal paulista, com dois lhos. E sua sede “é uma casa brasileira, com certa nostalgia europeia”, de ne René Fernandes, autor do projeto, ao lado da sócia Adriana Rossi. O arquiteto explica: “o ar propositalmente ‘caipirachic’ re ete em seu despojamento –por dentro e por fora – os desejos dos donos, lhos de fazendeiros pelos dois lados”. Acompanhando a topogra a local, o único platô existente (“no limite do limite”) foi o lugar escolhido para implantar a construção de alvenaria de 600 m ² dividida em dois andares, en ada na terra e aberta em forma de U para a vista espetacular – e tão do alto que chega a car acima das nuvens.
A casa foi construída respeitando o relevo montanhoso e, para ressaltar a vegetação nativa, a área foi adornada com plantas de diferentes espécies
A terra da região, tão utilizada quanto as pedras locais , de u tex tura e cor à fachada que abriga interiores brancos como na grande sala e em mais duas áreas s ociais. E muita cor nas quatro suítes que surgem em ros a, verde e azul. A cozinha com seu fogão à lenha foi integrada à sala de j antar, e ainda tem as demais áreas de s erviço, e um sol arium. No pis o, tijolos à exceção dos banheiros , que receb eram ladrilhos hidráulicos ou c imento queimado. E todas as j anelas foram fei tas com madeira de demolição. Vigas roliças e de seção retangular, também de madeira, dão um belo movimento visual e o s upor te interno necessário ao telhado.O lugar paradisíaco com clima temperado de altitude – lareiras foram distribuídas l areiras pela cas a – é perfeito para quem ama estar junto no meio do mato, como essa família, para quem o lazer é a caminhada pelas tr ilhas, já que são andarilhos contumaz es.
As sacadas dos pavimentos superiores permitem a integração dos ambientes internos e externos. A fachada com tons terrosos traz rusticidade ao projeto
O estilo de vida do campo é caracterizado por diferentes elementos: o teto com vigas de madeira aparentes e a coifa acobreada sobre o fogão à lenha
MOEMA
Avenida República do Líbano, 2.248 (11) 5052 0767
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Loja 242 - Piso Térreo (11) 3043 9238
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SHOWROOM
Av Raimundo Pereira de Magalhães, 1780
Piqueri (11) 3990 2600
Com toques modernos mais evidentes, o sofá foi reformado e recebeu tecido de veludo do Empório Beraldin e couro da Novitá. Os pufes são também da o itá. randes ane as intensificam a iluminação natural
O banheiro ganhou peças antigas: o lustre e a mesa de cabeceira herdada da mãe do proprietário. Décor que dialoga com a madeira de demolição que reveste o piso
A piscina (noss a foto de capa) está ali meio disfarçada com seu trampolim de pedra, e a diversão maior é aprovei tar as diversas cachoeiras que o terreno poss ui. René pontua : “Neste caso sou um ‘arquiteto de família’, pois j á z algumas c asas para eles em uma década, e durante um ano inteiro ia toda semana até a fazenda para acompanhar a obra – foi um g rande prazer”. Note as ár vores do paisagismo de Laila Fernandes , entre algumas espécies plantadas , como os ál amos, pl átanos e os lindos liquid âmbares. Acompanhe pelas legendas d as fotos o mobiliário mix&match de coloni al brasileiro com móveis do século 18 que vieram de outras fazendas da família, além de móveis r ústicos assinados e peças garimpadas p or aí.■
Avenida das Nações Unidas | Torre Tarumã cj. 316 | São Paulo | SP | 04730-090
Elias agora é Elaya
O DESIGNER MORA NA PRAIA E CRIA PEÇAS SUSTENTÁVEIS PARA
A ELAYA WOODWORKS
Apr imeira San Diego a gente nunca esquece. A ssinada pelo ar tesão/ artista/desig ner catarinense Elias Lanzarini, a poltrona (foto) é fei ta de madeira, cordas náut icas e me tais retirados de barcos que já não podem navegar. E quem a apresentou a mim foi a fotógrafa baiana Flávia K., na mostra de inau guração do novo showroom da Toque da Cas a, em Salvador. Depois rev i a SD no simpático Garimpório, no Rio. E eis que um dia Elias veio me v isitar em São Paulo. Que g ura! Filho de um comerciante de ferro-velho, Elias mora na Praia do Estaleiro, em Balneár io Camboriú, SC, mas des de de 2015 passa temporadas de seis meses por ano em São Francisco, na C alifór nia, onde aprende u muito e colocou em prática s uas habilid ades: “Faço par te de um projeto sem ns lucrativos na constr ução de um navio de madeira de 132 pés; trata-se de um trabalho voluntár io e l á
aprendi muito sobre processo construtivo, tanto de barcos como de mobiliários ”. Elias Lanzarini, que por força da língua ing lesa teve seu nome alterado na pronúncia e na gra a, ho je tem a empresa Elaya Woodwork s. Ele explica : “Minhas p eças s ão numeradas , exclusiva e assinadas e, para fazê-las à mão, resgato e reutilizo madeiras de embarcações abandonadas , naufragadas ou que sofrem manutenção. Redes de pesca e cordas eu busco em estaleiros de p esca em cid ades v izinhas ou com pescadores locais ”. Ao lado da SD, sua p oltrona C alypso – o nome vem de uma embarcação que desmontou –, Elias (ou Elaya), também cria mesas, cadeiras , bancos e até bande jas com seu mesmo visual natural, a par tir de seu desejo de fazer um desig n cor reto e sustentável. Hoje seus produtos tamb ém podem ser encontrados no sup er site boobam.com.br ■
Poltrona San Diego: a primeira criação de Elias Lanzarini
Sob o sol da Sicília
CRITA CERAMICHE, DESIGN
CONTEMPORÂNEO E TRADIÇÃO
DA FAIANÇA ITALIANA
Produção: @da ide.fi ia @matt ia.s e @liviogiudici
Aqui em Viena , em plena Europa central, a cada ano que pass a sentese mais e mais calor : enquanto a pr imavera há muito deixou de ser amena, o próprio verão se tor nou mais intenso, o outono sempre atras a e o White Christmas, aquele Natal todinho coberto de neve, cou pra trás nos s onhos de Irving Berlin, autor da famos a canção natalina . O mês de dez embro, que sem a neve não pass a de um cinza pra lá de desbotado, perde u seu antigo charme, acentuando a saudade do sol e o desejo de viver eternamente um verão caloros o e iluminado. Se alguma referência aos trópicos p ode parecer distante demais para aquecer esse inverno vienense... o Mediterrâneo está lo go ali! A Sicília, sua maior ilha , é famos a não só por alg umas das praias mais belas da Europa , pelas frequentes erup ções do vulcão Etna e p or seu limão perfumado e amarelinho, mas também pelo s olo riquíssimo em argila,
matéria pr ima de uma tradição ceramista milenar, reverenciada mundialmente. Multicolorid a e br ilhante pelo esmalte da faiança – ou ma jólica –, a cerâmica siciliana é produzid a pr incipalmente na p equena cid ade de Calta girone. Foi lá que também nas ceu Crita, a mais ele gante interpretação dessa verdadeira paix ão local, trazida recentemente para Viena p or seu trio de jovens empreendedores. No diale to siciliano, a pal avra crita quer dizer simplesmente argila, e é ex atamente essa purez a de estilo que o desig n escultural de Crita representa . Suas p eças únicas e inteiramente hand-made dão ênfas e à forma , à cor e à essência de objetos orig inalmente luxuriantes e muito mais ornamentados . Segundo seus criadores, é como se o espír ito barroco siciliano e a inquie ta alma s ulina quisessem se fundir com a linear id ade e simplicid ade do norte num g rande abraço cole tivo da Europa , sua histór ia e seus povos ■
Sicília é famosa também pelo solo riquíssimo em argila, matéria prima da cerâmica
Sem excessos
NO PROJETO DA COBERTURA EM SÃO PAULO, MENOS PÉ-DIREITO (ALGO RARO!) E ESQUADRIAS PARA UM RESULTADO MAIS ACONCHEGANTE
O apartamento era daqueles bem paulistas, sabe?”, brinca Patricia Marinho ao descrever seu projeto de reforma para um duplex na Vil a Nova Conceição. A família proprietária deixou o Rio de Janeiro, onde vivia em uma casa que incluía até um pomar, e veio para o espaço urbano de São Paulo. “Tinha pé-direito
duplo, laje curva, esquadria arredondada, o que deixava a sala meio estranha, sem privacidade”, conta Patricia. Para lidar com os pontos ‘desagradáveis’ do imóvel, os clientes a chamaram e con aram nela justamente por conta sua origem também carioca. Eles disseram: “Você vai entender o que a gente quer”. Foi o que aconteceu.
Logo de início, Patricia Mar inho preparou soluções para o apartamento como se foss e, segundo ela, um projeto para uma mostra de decoração, ou s eja, com total liberdade para criar aquilo que julgass e necessário. Dialo gando p osteriormente com os clientes, foram fei tos ajustes para que a obra cass e a cara dos futuros moradores. Por
exemplo: Patricia de cidiu remover a piscina do terraço e substituí-la por um espelho d´água , enquanto os proprie tários p ediram a instalação de um deck deslizante sobre sua s up erfície. “A con ança deles em mim e no projeto foi muito impor tante. E les ouviram as propostas e zeram sugestões”, lembra Patricia em tom de satisfação.
À esquerda, poltronas de Jader Almeida e Sérgio Rodrigues na Arquivo Contemporâneo e na Dpot. Na parede, obra de Macaparana, da Dan Galeria. Acima, o espelho d’água à frente do mural de Noel Marinho, com espreguiçadeira da Dedon, na Collectania
O terraço de 72 m² receb eu atenção especial. Ao espelho d´á gua , onde as crianças p odem brincar em s egurança , e os adultos descansar em espreguiçadeiras, foi incor porado um mural de az ule jos assinado p or Noel Marinho (1927-2018), grande arquiteto e pai de Patricia – uma obra de ar te para ser contempl ada também da área interna . Para ampli ar a utilização do espaço, foi instalada uma cobertura
de aço e vidro, onde se acomodam um balanço e sofás . A equipe de engenhar ia MpH foi designada para reduzir as esquadrias e mo di car o p é-direito, pois s uas proporções ex ageradas prejudicavam a obra. “A reforma foi radical mas , por conta do trabalho s util da engenhar ia, quas e não se perceb e”, a rma Patricia Marinho. A escada de acesso ao pavimento sup erior, local
As cortinas de linho são do Empório era din e os ro s da u a e . o do da Arq Design Rio sobre a estrutura da MPH Engenharia que acolhe o balanço da T idelli. O piso da área externa tem cerâmica Lepri
O projeto de iluminação é da Lumini. O sofá e a mesa de centro de Jader Almeida são da Arquivo Contemporâneo, e a poltrona azul é assinada por Sérgio Rodrigues, na Dpot
onde está a área íntima e o family room, também foi reformada, retirando- se uma estrutura me tálica pré-existente e uma d as paredes ao lado para redistribuir os degraus e proporcionar mais comodidade. Na de coração, o apartamento contou com ob jetos e mobiliário novos , adquiridos em s ua maior ia especialmente para a nova residência.
Toques de s o sticação como esse não fazem o projeto perder a s ua ess ência prática , sem excessos . “Acho que acertei a mão na mes cla entre os est ilos car ioca e paulista”, comemora a arquiteta. ■
Texto: Victor Hugo Felix | @vhbfelix
Todo o trabalho em madeira da escada foi desenvolvido pela Marcenaria Trindade. O piso é de mármore e as paredes são revestidas com papeis da Orlean.
Experiência mexicana
O QUE RAQUEL SILVEIRA VIU
E SENTIU EM TULUM
Depois dos furacões do ano retras ado no Caribe, o turismo no México deu uma acelerada com a constr ução de novos hotéis e a chegada de tur istas mais exigentes, especialmente em Tulum. Fui para um cas amento de amigos brasileiros (e no mesmo m de semana aconteceram mais dois p or lá - Tulum é um dos destinos turísticos da mo da). O mais badalado dos ho téis é o Azulik, com seus restaurantes so sticados , como o Kin Toh’s Mayan, que tem um mix de comid a japonesa com temperos mai as , e um de comid a mexicana chamado Tseen Ja’s. Nele não se usa energia elé trica , e essa ex periência provoca uma desconex ão total e o contato direto com a naturez a, um verdadeiro detox. É pra quem ama o est ilo... A arquitetura é de matar, todos os materiais da constr ução são orgânicos , e o pôr-do- sol é o mais lindo do mundo. Os demais ho téis são pé na areia,
e tem um cinco estrelas no m da praia, na antiga cas a do tra cante colombiano Pablo Escobar, o Casa Malca , do marchand Lio Malca , que tem um bar com obras do Kei th Haring. Vale a visita para tomar uma tequila em seu bar. Me hos pedei no Nômade Tulum, onde quei com certo receio numa tenda, mas ao mesmo tempo tinha internet, ar condicionado, todas as facilid ades . Tulum tem um jei tão assim de Trancoso, com bares, lo jinhas , muito char me para quem quer entrar no clima . É diferente das ilhas do Caribe, e virou um paraíso para sul-amer icanos a bonados, que che gam lá de Miami com ap enas 1h30 de voo confor tabilíssimo nos quais você viaja deitado, com todo o confor to. E lá se encontram uma c ultura muito for te, uma praia maravilhos a, e um serviço excelente nestes ho téis da praia, com um outro know que nós não temos ■
O pulo do gato
MAXIMILIANO CROVATO
COMPLETA COLEÇÃO COM INSPIRAÇÃO MEMPHIS
No ano pass ado, o designer Maximili ano Crovato apresentou na feira M.A.D.E., de Waldick Jatobá, no Pavilhão da Bienal (Ibirap uera, SP), a linha de móveis que chamou de Geome tria, por causa de s uas linhas retas e curvas. Com inspiração no movimento Memphis – nas cido pela mão de alg uns arquitetos i talianos geni ais liderados p or Sotssass , em 1980 – Max buscou o uso das mesmas cores pr imár ias , mas também em suas variações na l aca s obre madeira. E deu muito certo: sucesso de mídi a aqui e fora do Brasil, e também de vendas.
Agora, o até então apaixonado p elos acrílicos , me tais e br ilhos dos anos 1970 virou a chave e, com olhar fresco e contemporâneo sobre a bas e europei a de uma década depois , completa sua linha formada em cilindros , pirâmides e pr ismas por um sofá, duas poltronas , cinco cadeiras,
dois taburets, um cons ole, e seis mes as –de j antar, de centro e laterais, além de um móvel-bar.
São verdadeiras es culturas a serem admiradas e ut ilizadas , produzidas artesanalmente em madeira (complementada por acrílico, vidro e me tal), na total contramão da enxurrada de móveis com estrutura de ferro e aço. O lançamento desta nova fas e da Geometria, que se soma a alg umas p eças da anterior, acontece em data única , fechado ap enas para lo jistas e arquitetos, no dia 6 de fevereiro, das 10h30 às 16h, no Jardim de Lina (B o Bardi), instalação de arquitetura efêmera onde acontecem poucos e b ons eventos , na emblemática C as a de Vidro do cas al Bardi, no Mor umbi, em SP. ■
Texto: Sergio Zobaran | @sergiozobaran
Cadeira Luca, cadeira Elio e cadeira Paolo
Mesa lateral Giuseppe e mesa lateral Franca
Bunker cultural
NO RIO, O JOVEM STUDIO OM.ART
AMADURECE COMO RESIDÊNCIA E RESISTÊNCIA DA ARTE BRASILEIRA
No início do verão carioca, Oskar Metsavaht abriu as portas de seu studio OM.Art para receber a revista de.cor.ar por uma tarde inteira de bate-papo. Instituição cultural contemp orânea, o local envolve o estúdio do artista Oskar e sua equipe 100% voltada
para a arte, e abriga exposições, além de residências culturais e outras experiências artísticas – um verdadeiro foco de resistência que pretende dar espaço à classe em suas mais diversas expressões. Leia aqui um pouco do que ele nos contou e corra para o nosso aplicativo, onde muito mais do estúdio espera por você. Fala, Oskar!
Se o studio OM.art não é uma galeria, embora já tenha realizado três mostras , qual é exatamente a sua proposta? O OM.art é o me u estúdio de ar te. Concei tualmente, um espaço multidisciplinar que abriga conteúdos de re ex ão contemporânea s obre arte, ciência e los o a, por meio do olhar de curadores e intele ctuais convid ados . E também tem um espaço que pode ser aberto ao público e abrigar ex posições de arte em geral, viodeoinstal ações, residências ar tísticas. É me u espaço, independentemente de qualquer outra ativid ade criativa minha que não seja arte. É onde tenho a lib erdade de tempo, de expressão e de uso. Onde realiz o me us ensaios em desenho, pintura, lmagens , performances, esculturas.
Obras que não tenham um p ensamento estratégico como no desig n e no branding. Não é uma galer ia, é um espaço me u de trabalho ar tístico que abro e compartilho com outras inst ituições, curadores e artistas para ex posições individuais ou cole tivas em que eu poss a ou não par ticipar -- às vez es, quando preciso usar todo o me u estúdio, não há ex posições. Quando acontecem, elas s ão par te do meu trabalho como artista, e servem como residência artística onde o concei to e espír ito de cada uma , dentro do meu estúdio durante 60 dias , me fazem mergulhar nelas e del as me inspirar diariamente. Como as ex posições Rho disl andia, do Helio Oiticica , e Dialé tica, por exemplo Ao chamar a arquiteta Bel Lobo para o projeto, qual foi o brie ng? Eu procurava um galpão ao redor do Jardim Botânico e do Hor to, para ter um espaço separado do meu estúdio de desig n na Osk len.
Durante três anos , até meados de 2018, me u estúdio de arte era em uma cas a na Gávea . E eu precisava de um espaço maior, para projetos me us de v ideoinstal ações, e que fosse perto da minha cas a, para eu poder ir de bicicle ta. Quando eu soub e da
Vila Por tugal, no Jockey, a Bel Lobo estava começando um projeto aqui –já havia projetado a forma de galpão combinando com as casas do l ado, para que tivesse sentido. Porém, eu precisava de um lugar mais amplo, e veio a ideia de fazer um subsolo e outro andar meu, para ter duas par tes de estúdio, para que a fotogra a e a pintura cass em em uma área , e as v ideoinstal ações em outra. Eu precisava que a par te de baixo foss e um
cubo branco e a par te de cima um es pelhado com luz natural. Queria um lugar em que pudesse ter confor to e receb er amigos . E ela uniu tudo isso. Pensei no verde-oliva da fachada por duas razões: uma , para que ele não sobressaísse e ocupass e visualmente todo o espaço. Em segundo lugar, porque a forma de contêiner verde sig ni ca para mim uma certa ‘guerrilha’: é um dos bunkers de resistência cultural no Rio de Janeiro.
Como foi a sua j ornad a da moda em direção à arte? Da mesma forma como da minha car reira de médico para a de desig ner, de desig ner para estilista e agora para a de artista. Como tal, não considero a pl atafor ma em si do trabalho, mas s eu espír ito. Onde a criação vem de um desejo, de uma necessid ade e de uma forma de ver a vid a e de se expressar -- e assim me considero artista desde jovem. Arte e ciência sempre zeram par te de minha formação, porém a acadêmica foi em medicina, onde a los o a, a arte e as c iências s e encontram. Medicina nos faz compreender o ser humano: o bioló gico, e o espiritual e psicoló gico. A arte vem da cultura da minha família, de várias gerações, e desde jovem já fotografava, lmava e editava, além de fazer pequenos desenhos e pinturas. Minha cultura estética é r ica de histór ia da arte e los o a, pois s ou lho e ir mão de professores das duas áreas, que não estudei -- e de pai e ir mãos mé dicos acadêmicos. Se se observar no me u trabalho de maior de dicação até agora, a Osklen, p ercebe-se uma r iquez a estética e concei tual bastante consistente. A arte sempre fez par te do meu
processo criativo, na mo da e em todos os projetos em que me envolv i. Então não houve ex atamente uma pass agem. A arte é uma ex tensão natural na minha trajetória.
Qual a conex ão entre todos os seus diferentes negócios: marca, estúdio e também o hotel Janeiro? São somente diferentes pl ataformas onde poss o expressar me u estilo e criativid ade. Moda é percepção de comp or tamento da socie dade, e como me incluo nela e as p essoas também, ali é onde essas percepções são de codi cadas em design. No Janeiro acho que é a de receb er, de ter pessoas em um es paço onde a cenogra a é que seduz e envolve. O nde eu talvez expresse melhor o meu amor pelo R io, com visão da cidade de forma minimalista , fazendo com que as p essoas se sintam dentro desta experiência. O Janeiro é a minha p ercepção estética, que não tem diferença da que tenho em relação à moda e ao studio OM.art. Tudo é uma expressão do que sou. O studio OM.art é o ambiente onde tudo começa, antes do que acontece na Osk len e no
E como seu Brazilian Soul impacta na contemporaneidade? Esta minha expressão é do nal dos anos 1990. Com ela assino concei tos e elementos universais de noss a cultura, os quais identi co naquele momento. O BS é o ima ginár io do que somos , o resultado da mistura étnica e c ultural que temos: africana , indígena e e uropei a. Essa coleção de valores intangíveis que criou e cria quem somos , e nosso sentimento único e universal. O espír ito do brasileiro, o que nos torna orig inais .
Janeiro. O que sai de dentro do estúdio talvez possa inspirar a mim e as minhas equipes lá fora em outros projetos . É uma troca de lib erdade que tenho com outros artistas . O trabalho que sai daqui é algo que não codi co em mo da, arquitetura ou decoração.
Uma d as úl timas coleções da Osklen, tendo Tarsila do Amaral como tema, levou a arte brasileira das vitrines para o mundo. Como foi? Na coleção que z para a Osklen, inspirada na obra e vid a de Tarsila, minha equipe do studio OM.art realiz ou um projeto de co-branding Tarsila/Osklen/MoMa . E eu e minha equipe de desig n na Osk len criamos a coleção. Tarsila é um dos elementos do nosso ‘Brazilian Soul’, tanto quanto o Samba, a Cap oeira, a Amaz ôni a, e outros. Comparo conceitualmente o me u ‘Cool and Brazilian’ dos anos 90 ao ‘Tupy or not Tupy’ do Oswald de Andrade no manifesto antropofágico nos anos 1920. Cada um, em suas é pocas , nos fazem re e tir de uma forma ‘estrangeira’ noss a própr ia cultura. Olhar mos para nós mesmo s.
Oskar Metsavaht, empreendedor da criatividade
O ARTISTA, DESIGNER E DIRETOR DE CRIAÇÃO APRESENTA SEU BUNKER CULTURAL, NO RIO
“Não me considero um empresário. Sou um artista que empreende u sua criativid ade, seus elementos de estilo e concei tos através do desig n”, diz Oskar Metsavaht com s ua fala mans a e leve sotaque gaúcho de or igem. Cool e cult como ele só, e sup er jovial, ele é médico, mora no Arpoador, no Rio, é cas ado e pai de três lhos , e veste literalmente os próprios concei tos . Despojadamente car ioca em s ua T-shirt e jeans pretos – e um tênis bege velho da Osklen, marca que fundou –, ele começa explicando tudo com calma , segurança e uma simplicid ade que embute timidez . Muita, aliás , para quem já fez e faz tanto: “Criei uma d as marcas mais imp or tantes do B rasil, que com certez a faz par te dessa cultura noss a, brasileira, representada mundo afora. Empreendi minha c riativid ade em um momento da minha v id a por uma opor tunid ade com aquele pr imeiro casaco de neve (refere-se às s urpreendentes vitrines e araras com s uas criações para a neve ex postas em um es paço pioneiro,
em 1986, no calor à b eira-mar de B úzios, RJ), em que usei me us conhecimentos cientí cos de anatomi a, biofísica e ergonomi a para eu mesmo usar em uma ex pedição nos A ndes . E alguns anos após (1989), criei a Osk len não pensando comercialmente, mas sim com o desejo de mostrar o que eu havia fei to, os cas acos e as minhas fotos nas ex pedições dos A ndes aos A lp es. Sempre faço assim minhas coleções, gosto de expressar o que vivi ou ima ginei, e toda vez é iss o. É o que me move. Minha inquie tude não vem do empreender, vem do artista, vem do conhecer o mundo, viver ex periências e compartilhar com os outros o que sinto, vejo e perceb o”.
Com esta e tapa cons olid ada no brand cons agrado, com lo jas própr ias e franqui as no Brasil e no ex terior, vieram outras op or tunidades ao longo dos 30 anos de carreira -- o exercício d a me dicina só foi abandonado em 1996. De novo: “O ho tel Janeiro (inau gurado no m do ano pass ado no Leblon, R io
de Janeiro) e a própr ia Osklen não vieram para mim como uma pretensão de negócios . Ambos começaram pelo me u interesse em expressar em alguma pl ataforma os me us elementos de estilo. Os negócios vêm depois para manter os me us projetos e poder crescer. Eu não desenvolvo o business, tenho uma e quipe para isso. A minha c riativid ade e a minha arte vêm daí. O que eu empreendo é a minha c riativid ade e a minha vontade de fazer. A minha inquie tude vem da alma de artista, de sentir, compartilhar, aprender e criar”. E o artista pop, como ele se considera, ergueu desta mesma forma , no ano pass ado, um de seus atuais xodós: o studio OM.Art, que você pode conhecer mais p elas fotos e em sua entrevista nas outras pá ginas desta matéria, ou v isitando o local: R ua Jardim Botânico, 997 - em terreno lo calizado no Jockey Club do B rasil, no Rio. E, ainda, baixando no noss o aplicativo da rev ista de.cor.ar
É tudo tão simples
CHARME TOTAL COM ESPÉCIES DE MONTANHA EM UM JARDIM DE FÁCIL MANUTENÇÃO
Sentir o ar de campo, desacelerar, deixar as preocupações de lado. Esses eram os desejos desse casal e seus lhos, que adquiriram um terreno de 4 mil m² em um condomínio no interior do estado de São Paulo para ter como segunda casa . “O lugar deveria ser o mais despojado
possível, para se desfrutar os nais de semana com o mínimo de trabalho. Portanto o conceito rondou a simplicid ade”, comenta a paisagista Renata Tilli. Seu projeto de paisagismo buscou praticidade, com espécies que pedissem pouca manutenção. “Elas se adaptam a um clima de montanha,
seco, com noites frias e dias quentes”. Segundo Renata, essa é sempre uma es colha cientí ca : pr imeiro tem que se observar o clima e tipo de s olo, para permitir que as pl antas se desenvolvam em sua plenitude. Depois vem a estética . “O estilo é imp osto pelo lugar e para quem ele é fei to”,
explica . Assim, ela ado tou espécies como o Jacarandá Mimoso, Liquidâmbar, Nandinas, Neomár icas , Jasmins , Agapanthus. “Quando se tem uma pl anta, você tem um ser vivo a ser cuid ado para sempre. Por isso optei por aquelas que dariam menos trabalho de se manter”.
Ao lado, espécies de cuidado simples foram adotadas por Renata Tilli nesse paisagismo – como dietes, capins, jasmins, agapanthus. Acima, para relaxar, nada melhor do que um balanço, que acolhe quase como um ninho e proporciona os momentos leves que o casal tanto desejava
O projeto ainda foi fei to em har monia com a arquitetura – que cou a car go de Fernanda Abs e Fred Benede tti. Toda a cas a foi planejada para que foss e possível admirar o ex terior, abr indo- se para ele. “Essa conversa entre arquitetura e paisagem acontece o tempo todo. Em qualquer cômodo que se está, é possível se sentir dialo gando com o camp o”, diz Tilli. Os arquitetos ainda pl anejaram uma piscina de p edras naturais da indonésia, um revestimento térmico que mantém a água em temperatura sempre agradável.
Ao lado da piscina revestida de pedra da indon sia um pergo ado fi tra os raios solares e traz ainda mais conforto
Renata
As plantas foram escolhidas de acordo com o clima da região: muito seco, com manhãs quentes e noites frias. Assim, as espécies conseguem se desenvolver, orescer e tra er toda e uber ncia.
Seguindo uma ling ua gem rústica , o mobiliário que comp õe a área ex terna é predominantemente de materiais naturais, com muito despojamento e simplicid ade.“Tudo o que eu faço é cuid ar da naturez a e acrescentar ao mundo, construindo a paisagem. Já pl antei um b ocado de ár vores e pretendo continuar pl antando muitas mais , para constr uir uma atmos fera melhor para o mundo em que vivemos ”, ela diz sorrindo. ■
Texto: Marcela Millan
Renata
por Mariana Bacci
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Toalhas e bolsa
Para aquele charme a mais à beira da piscina, a Casa Almeida apresenta a toalha de praia Marrocos, 100% algodão, com dupla face e franjas. A bolsa de praia em tricô se chama Barcelona
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Espreguiçadeira
A chaise Vincy é assinada pelo designer e fundador da Mac, Marcio Cecilio. Em cumaru maciço, ela é revestida em tela sling
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A cuba Marrakesh, da linha Artist Editions da Kohler Brasil, pintada à mão, é uma homenagem à antiga capital do Marrocos inspirada pela arquitetura mourisca encontrada nesta cidade mágica
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Linho
O minimalismo da basico.com traz o linho em uma coleção repleta de modelos leves e frescos, perfeitos para compor o clima do verão em qualquer ambiente
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por Victor Hugo Felix
Calendário
Até 10 de Fevereiro
32ª edição do Prêmio de Design MCB
Desde 1986 o Museu da Casa Brasileira premia peças de design inovadoras e instigantes. As 50 peças premiadas de 2018 estão expostas juntamente com outras 70 selecionadas pela comissão julgadora. Dezenas de cartazes selecionados pelo Concurso do Cartaz também estão à mostra, valorizando o design presente nas artes gráficas.
18 a 20 de fevereiro
Paralela
Em sua primeira edição de 2019, a feira reúne 30 nomes do design brasileiro, como Ana Penso, Célia Canosa, Somasse Pottery, Lu Barros, Estudio Dentro e A | Mobiliário. A proposta é reunir projetos que introduzam na indústria o design autoral. A programação inclui talks e ações para empreendedorismo.
5 a 26 de fevereiro
Poética expositiva: desenvolvimento e acompanhamento de projetos
Sonia Salcedo, arquiteta, urbanista, cenógrafa e doutora em artes visuais, ministra curso para estimular a criatividade de designers, artistas, produtores, curadores, pesquisadores e profissionais das áreas corre atas. Tendo as mostras de arte como campo central do processo criativo, os
Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ
mcb.org.br eavparquelage.rj.gov.br
Até 28 de fevereiro
Ateliê Aberto
Promovendo um espaço seguro para o desenvolvimento de ideias, o Sesc Interlagos oferecerá maquinário para conceber rea i ar e fina i ar pro etos de marcenaria e costura. Educadores estarão disponíveis para auxiliar nos
parqueibirapuera.org
Até 7 de abril
Architecture for Dogs:
Sob a curadoria do designer japonês
Kenya Hara, a exposição na Japan House apresenta casas de cachorro assinadas por nomes como Kazuo Sejima, Kengo Kumo e Sou Fujimoto. Criativas e contemporâneas, as casas e am re e ão sobre as re aç es da sociedade com os bichos. Para a
Até 14 de abril
Aranha, de Louise Bourgeois
Uma das mais importantes obras contemporâneas internacionais, a Spider de Louise Bourgeois chegou ao Instituto Inhotim (MG) após 20 anos sendo exposta pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/ SP). Pertencente ao Itaú Cultural, a obra de arte continuará em Minas Gerais ao longo do verão e de lá
Sesc Interlagos, SP
sesc.com.br
Japan House, SP
Instituto Inhotim, Brumadinho (MG)
japanhouse.jp/saopaulo inhotim.org.br
Fotos: Daniel Paoliello, Hiroshi Yoda, Phillip Rittmann, Renato Parada, Valentim Studio e divulgação
Conheça
OS AUTORES DOS 4 PROJETOS
Patricia Marinho
Formada em arquitetura pela Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com formação na faculdade UP7, na França, e no Politecnico di Milano, na Itália, Patricia Marinho tem dedicado seu escritório ao planejamento individualizado, garantindo que a participação ativa dos clientes garanta resultados mais satisfatórios.
Há 30 anos no mercado, René Fernandes, em parceria com Adriana Rossi, executou mais de 500 projetos. A dupla atua em residências, empreendimentos comerciais, escritórios, clínicas, hotéis, a m de cenografia estandes de endas e design de móveis.
Renata Tilli
Renata Tilli é a terceira geração de uma família dedicada ao cultivo de plantas, à reconstituição e à preservação da Mata Atlântica e ao paisagismo. Com conhecimentos em artes plásticas, arquitetura e especialização em botânica e horticultura, Renata sempre se pautou no respeito à essência da paisagem e das plantas. Ao longo dos anos trabalhou com vários arquitetos renomados como Marcio Kogan, Isay Weinfeld, Paulo Jacobsen e Arthur Casas, entre outros.
Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Belas Artes de São Paulo, com especialização em Design de Interiores na Parson School de Nova Iorque, Karim Akl tem um olhar cuidadoso em seus projetos. É especializado na renovação de mobiliário vintage, que em muito faz parte do seu estilo.
Contatos
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René Fernandes
A Artbel convidou grandes nomes da arquitetura e design tendências internacionais mais desejadas pelos profissionais
Centopeia, por Ana Lucia
Salama e Gerson Dutra de Sá
Silvia, por Silvia Bitelli
Patricia, por Patricia Duarte Doralice, por Júlio
Byblos, por Cristina Barbara Enrico, por Silvia
design para assinar uma coleção de estofados, alinhada com as ofissionais brasileiros. Abaixo, os sofás assinados pelos artistas :
Júlio Cesar Dantès Raia, por Ivan Moreira Pinto MON, por Eduardo Manzano
Silvia Grilli Nina, por Samia Sarayedine Testa Riachuelo, por Mi_estúdio
Uma verdadeira obra de design assinada por quem mais entende de tecnologia.