VOL 03 2026
revista
DESIGN ARQUITETURA E PAISAGISMO
Tito
Criadores
HÍBRIDOS
III
“A argila conversa com o código, o tecido escuta a máquina, e o gesto artesanal se mistura à inteligência artificial. O híbrido não é apenas um conceito — é uma nova forma de existir, criar e perceber o mundo.”
III
Essa edição convida o leitor a se enxergar como parte desse movimento: uma geração de criadores que experimenta, mistura e transforma, desenhando o futuro com um pé na tradição e outro na inovação. Entre o humano e o digital, encontramos uma nova estética, uma beleza viva, mutante e em constante construção.
Entre o toque e o algoritmo Somos criadores híbridos, nem analógicos demais, nem digitais de menos. Aqui, a mão encontra o dado, o sentir orienta o criar, e a inteligência
artificial
substitui o toque.
amplia,
mas
não
A máquina calcula, nós
sentimos.
Ser híbrido é transformar ruído em linguagem, coexistir com o novo e celebrar a fronteira. É no gesto imperfeito, na textura viva e na ideia que pulsa que revelamos uma beleza mutante, viva e em constante construção.
Transformar Mutante Divino Expansão Algoritmos Códigos Futuro IA Toque Coexistência Fronteira Híbrido "Entre" Convergência Integração Ancestral
ANO 03
19
a z e r u t a n r o p o d i r b í 27 H
Projetando a alma
O T I U M
O D M É AL R A C N I BR 31
Neuroarquitetura
urbana
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rida na íb h a r u t e arquit
s o t n e v E e d a i f Cenogra
RAÍZES ANCESTRAIS
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florescears d em cama
60
18º
ENEPEA 8
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ANO 03
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mais
e d a d i ca i r Ac é m
r o d a i r C rido 73
Híb
a a d z be a feli s ão n a latin iz! l e f é e u q
Neuro design,
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TECNOLOGIA NO CUIDADO
tos 99 corporativos
IDENTIDADE DIGITAL
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DE SUAS PLANTAS 87
es, r e b sa e r t En gia:103 o l no c e t e
a i r é mat
A ARTE DO
MURALISMO 108
9
ANO 03
A N E U Q E A R S O O R T U L G RIE 168 B A G Felipe
XODÓ
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Dentro de casa!
A O C T E I T T O I L BIB -SE 199 RE I P S IN
especial o olhar de nossos futuros designers
118
TEMNATITO NETWORK 204
1°
O I F A S DE BILIÁ MO O T I T R I O 163 10
A
EDITORIAL
terceira edição da Revista DAP reafirma o compromisso do Senac Lapa Tito com uma Educação Profissional inovadora, ética e conectada com as demandas de um mundo do trabalho em constante transformação. Em um cenário marcado pela convergência entre tradição e tecnologia, nossos cursos e projetos se destacam por promover a formação de competências essenciais para o desenvolvimento pessoal e profissional de nossos alunos. Nesta edição, destacamos experiências que ilustram a potência da educação baseada em projetos reais. O Desafio de Mobiliário, realizado com as turmas do curso Técnico em Design de Interiores, exemplifica a aplicação da metodologia ativa, na qual os estudantes deixam de ser espectadores para se tornarem protagonistas do processo de aprendizagem. A sala de aula se transforma em um estúdio de criação, estimulando a reflexão crítica, a pesquisa de materiais, o desenho técnico e a confecção de protótipos. O projeto vencedor, que será exposto no evento Design Essencial do Senac São Paulo, evidencia o impacto da formação prática e colaborativa, aproximando o ensino do mercado de trabalho e das demandas sociais. A participação da unidade no 18º Encontro Nacional de Ensino de Paisagismo em Escolas de Arquitetura e Urbanismo (ENEPEA) representa o reconhecimento nacional das práticas desenvolvidas no Senac Lapa Tito. O trabalho apresentado, fruto de uma parceria com a organização social TETO, envolveu atividades na comunidade Porto de Areia, em Carapicuíba, integrando competências dos cursos técnicos em Paisagismo e Design de Interiores. Essa experiência interdisciplinar permitiu aos estudantes compreender questões sociais, ambientais e urbanas, fortalecendo a formação ética, crítica e cidadã.
Projetos como o “Florescer em Camadas”, desenvolvido na UC13 – Projetar Design de Espaço Efêmero, demonstram o compromisso com a sustentabilidade e a inovação. Utilizando papelão ondulado reutilizado e técnicas de corte a laser, os estudantes criaram estruturas modulares que valorizam a estética, a funcionalidade e a responsabilidade ambiental. A integração entre materiais reaproveitados, design inteligente e experiências sensoriais reforça a importância de soluções sustentáveis e acessíveis para o futuro do trabalho. A revista também evidencia a valorização da diversidade e da inclusão, com iniciativas como a oficina “Raízes Ancestrais: Etnobotânica e Paisagismo Afrorreferenciado”, que explora a arte da criação a partir da cultura afrodiaspórica, promovendo o respeito às diferentes identidades e saberes. Por meio de metodologias ativas, integração entre saberes tradicionais e tecnologias emergentes e do compromisso com a sustentabilidade e a inclusão, o Senac Lapa Tito prepara seus estudantes para um mercado de trabalho dinâmico e desafiador. O projeto de vida é o fio condutor dessa jornada, orientando escolhas, inspirando sonhos e fortalecendo o compromisso com um futuro mais justo, sustentável e inovador. Que esta edição inspire novos olhares, provoque reflexões e fortaleça o propósito institucional de formar profissionais capazes de transformar espaços, pessoas e realidades. Boa leitura!
Ulisses Defonso Matanó
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Diretor da unidade Senac Lapa Tito
EDITORIAL
P
alavra da Coordenação: formando
profissionais, projetando futuros É com grande orgulho que apresentamos esta edição da nossa revista, que reúne projetos desenvolvidos pelos alunos da área de Arquitetura e Urbanismo da unidade Senac Lapa Tito. Cada trabalho aqui apresentado é resultado de um processo formativo cuidadosamente conduzido por nossos docentes, cujo olhar atento e apurado foi fundamental para identificar potencialidades, estimular a criatividade e transformar desafios acadêmicos em experiências significativas de aprendizado. Mais do que projetos, estas páginas revelam trajetórias de crescimento, dedicação e desenvolvimento profissional. Os resultados alcançados refletem o esforço coletivo de uma equipe comprometida com a excelência educacional. Nossos docentes desempenharam papel essencial na orientação dos estudantes, incentivando a pesquisa, a inovação e a busca por soluções conectadas às necessidades da sociedade. Da mesma forma, destacamos a importante contribuição da Gerência de
Outro diferencial desta trajetória foi a participação de profissionais do mercado, que compartilharam suas experiências e proporcionaram aos alunos uma visão concreta da realidade da profissão. Suas contribuições permitiram compreender melhor os desafios enfrentados no exercício do Design de Interiores, aproximando os estudantes das exigências, responsabilidades e oportunidades que encontrarão em sua futura atuação profissional. Os projetos apresentados nesta edição são, portanto, o resultado da união entre talento, conhecimento, dedicação e colaboração. Agradecemos aos docentes, à equipe de apoio, à Gerência de Desenvolvimento do Senac, aos profissionais convidados e, especialmente, aos nossos alunos, que demonstraram comprometimento e excelência em cada etapa do processo. Convidamos você a explorar esta publicação e conhecer trabalhos que representam não apenas conquistas acadêmicas, mas o futuro da Arquitetura e do Urbanismo em construção.
Desenvolvimento do Senac, cujo apoio fortaleceu esta iniciativa e ampliou as possibilidades de aprendizagem e integração entre teoria e prática.
Tatiana Rallo
Coordenadora da área de Arquitetura e Urbanismo do Senac Lapa Tito
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revista Senac Lapa Tito
Ulisses Defonso Matanó Gerente da unidade
Rosana Regina Siqueira Cotter Coordenadora Administrativa
Tatiana de Moraes Rallo Coordenadora da área de Arquitetura e Urbanismo
Ana Elisa Borges Litcia Orellana Apoio técnico
Aline Fernandes, Alexandre De Angeli, Alexandre Ferreira Pedro, Bruno Carvalho, Flavia Vieira, Gerson Brancalião, Hamilton Fonseca, Iago Freires, Jeferson Potestino Louzavio, José Gilson, Letícia Borém, Lívia da Rocha Lima, Luis Motta, Luiza Leptich, Paulo Scheuer, Ronald Monreal, Tainã Dorea, Tatiana Zmyslowski, Thalita Carvalho, Vanderson Santos e Yan Azevedo Docentes da área de Arquitetura e Urbanismo
Alexandre Ferreira Pedro. Editoração/Diagramação
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LitciaOrellana
Ana E lisa
AGRADECIMENTOS Agradecemos profundamente a todos que contribuíram para a realização desta segunda edição da nossa revista. Aos nossos estudantes, docentes e à equipe que trabalhou incansavelmente, expressamos nossa sincera gratidão. Cada um de vocês desempenhou um papel crucial na concretização deste projeto que é apenas um resumo do que fazemos diariamente em nossa unidade do Senac. Esta revista é o resultado de um esforço coletivo, e estamos entusiasmados para compartilhar o fruto desse trabalho com vocês. Obrigado por fazerem parte dessa jornada conosco.
Equipe de Arquitetura e Urbanismo Senac Tito.
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híbridos com ia
2026
revista
DESIGN ARQUITETURA E PAISAGISMO
ALEXANDRE PEDRO EDITORIAL, PROJETO GRÁFICO E DIREÇÃO CRIATIVA
LÍVIA DA ROCHA LIMA EDITORIAL E DIREÇÃO EXECUTIVA
COLABORADORES DESTA EDIÇÃO
Aline Fernandes, Alexandre De Angeli, Bruno Carvalho, Flavia Vieira, Gerson Brancalião, Hamilton Fonseca, Jeferson Potestino Louzavio, José Gilson, Tainã Dorea, Tatiana Zmyslowski, Vanderson Santos.
DOCENTES DE ARQUITETURA E URBANISMO
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Halfin Roberto
Celen e Lima
FAÇA PARTE DA PRÓXIMA EDIÇÃO E
aDAPte-se! Revistadap#03
colaboradores Unidade tito DESTA EDIÇÃO
Xodó Felipe
MUITO ALÉM DO BRINCAR Bruno Silveira Carvalho
A
arquitetura de espaços infantojuvenis revela muito sobre a forma como cada sociedade enxerga a infância, o brincar e o uso do espaço coletivo. Mais do que áreas destinadas ao lazer, esses ambientes configuram-se como territórios de experimentação, descoberta e construção de vínculos.
No caso do Centro Santa Marta, localizado em São Paulo, a implantação dos espaços destinados ao público infantojuvenil parte de uma leitura da topografia e da vegetação existente. Essa estratégia reforça a presença do paisagismo como elemento estruturador do projeto. As árvores, além de fornecerem sombra e conforto térmico, filtram a luz natural e estabelecem uma relação direta entre o brincar e a natureza.
A escolha das cores desempenha um papel fundamental na construção da identidade dos espaços. O vermelho dos volumes edificados cria uma referência visual e contribui para a orientação espacial dos usuários. Ao mesmo tempo, os pisos com padrões geométricos e cores como azul, verde, branco e laranja reforçam o caráter lúdico do ambiente, funcionando como ferramenta de estímulo cognitivo e motor.
Os equipamentos lúdicos, como estruturas de escalada, barras e circuitos, são integrados ao espaço de forma orgânica, o que favorece uma experiência contínua, na qual o brincar não se restringe a um ponto específico, mas se espalha por todo o ambiente. As crianças e jovens são convidados a explorar, subir, descer, atravessar e inventar novas formas de interação com o espaço. Rampas, escadas e desníveis suaves não apenas garantem acessibilidade, mas também introduzem desafios e possibilidades de exploração. Esses elementos estimulam a coordenação motora, o equilíbrio e a percepção espacial, ao mesmo tempo em que criam percursos variados e interessantes.
O ambiente não se limita à preservação das árvores existentes, mas atua como elemento ativo na configuração dos espaços; o contato direto com a natureza favorece o desenvolvimento sensorial dos usuários, estimulando o tato, o olfato e a percepção das mudanças ao longo do tempo. A iluminação natural, filtrada pelas copas das árvores e pelas coberturas, cria jogos de luz e sombra que enriquecem a experiência sensorial. Ao longo do dia, essas variações transformam o espaço. Essa qualidade efêmera é importante em ambientes infantojuvenis, onde a curiosidade e a descoberta são constantemente estimuladas.
Mais do que um conjunto de brinquedos, projetos como o do Centro Santa Marta se configuram como espaços de aprendizagem ativa, onde cada elemento contribui para a construção de experiências significativas, demonstrando que a articulação entre arquitetura, design e paisagismo pode criar espaços que vão além do funcional. Ao integrar elementos naturais, soluções construtivas adequadas e uma linguagem visual coerente, proporciona um ambiente que estimula e possibilita o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças e jovens. Assim, os parques educacionais contemporâneos deixam de ser apenas áreas de recreação e passam a atuar como extensões do ambiente de ensino e convivência. Eles refletem valores, promovem inclusão e fortalecem a relação entre as pessoas e o espaço.
ILUST RAÇÃ OBOT ÂNICA
TP 34 UC2 Autor: Bruno Nery Nome popular: Ave-do-paraíso Nome científico: Strelitzia reginae Família: Strelitziaceae
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a z e r u t a n r o p o d i r b í H
Projetando a alma Roberto Halfin
Mas foi exatamente este desafio que o profissional de design de interiores e paisagismo assumiu quando ousou interpretar os sonhos alheios — e transformar isso em profissão. O domínio das técnicas é fundamental, mas é algo possível de se desenvolver com estudo e prática. Já a busca por novos métodos e a capacidade de estar atento para perceber o novo — ou até mesmo o óbvio — requerem um pouco mais de inspiração e, principalmente, atenção.
híbrido
O termo “híbrido” assumiu um significado audacioso e ajustado aos dias de hoje. Tem a ver com lidar com naturezas distintas e entender como a fusão delas pode gerar algo novo, que habita um terceiro ambiente. Complicado? Talvez.
É preciso ter atenção ao novo, ao próximo, ao entorno e à própria história. Isso só se conquista com amor e dedicação ao prazer de saber que as descobertas são fruto de resultados, não apenas de premissas. O risco do profissional de design é se distanciar do que ele tem de mais precioso: a sua alma e a sua essência. O domínio das ferramentas e as fusões utilizadas não podem se restringir apenas ao conhecimento técnico.
Inovação e criatividade sempre foram temas muito debatidos, mas sua real compreensão ficou restrita a poucos — e, por isso, é algo tão valorizado. No caso específico de designers de interiores e paisagistas, lida-se com diversas variáveis não controláveis: o sonho do cliente, seu orçamento e a cultura vivenciada por pessoas com histórias distintas. Adicione a essa fusão o processo de construção de espaços que irão se perpetuar por gerações. O grande desafio é a capacidade do profissional de se inserir no mundo e exercitar o descondicionamento do olhar, permitindo aliar sonho e realidade. Em outras palavras, saber fazer emergir em si a humildade, a alma e a veia artística que, muitas vezes, tentamos esconder atrás das técnicas — técnicas estas que continuarão se fundindo e mudando eternamente.
FINALISTAS! Aluna e ex-aluna do curso de design de interiores do Senac Lapa Tito, Patricia Brito e Amanda Lopes foram finalistas no Concurso Prêmio Salão Design com sua peça Banco Ban. Instagram: @patriciabritos_ @lopes.313
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-BANCO BAN
Patricia Brito, sentada no Banco Ban, e Amanda Lopes, criadoras do projeto.
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Inspirado em materiais e construções de valor oculto como o pinus, o pontalete de eucalipto e as casas de palafitas, nasce o BANCO BAN. Estruturas aparentemente simples que desafiam o chão, mas profundamente inteligente em sua maneira de se sustentar e elevar. O mobiliário revela a própria lógica de construção, criando um conjunto em que a rigidez, a suspensão e o encaixe não são apenas soluções técnicas, mas também linguagem e forma.
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-
Como vocês souberam deste concurso? Qual a importância dele para o mercado de design?
“Conhecemos o concurso por meio das redes sociais e, desde o primeiro contato, percebemos que ele poderia representar uma oportunidade que ia além da possibilidade de transformar nossos estudos em uma atuação profissional. Vimos no Prêmio Salão Design um espaço de reconhecimento, visibilidade e conexão com o mercado. Ao acompanhar o trabalho de designers de diferentes regiões do Brasil, compreendemos a importância de fazer parte de uma rede que aproxima estudantes, profissionais, empresas e pessoas que já possuem uma trajetória consolidada na área. Para nós, essa troca é especialmente valiosa, pois amplia repertórios, cria oportunidades de aprendizado e fortalece a construção de novos caminhos profissionais. Acreditamos que iniciativas como o Prêmio Salão Design têm um papel importante no mercado ao incentivar a inovação, valorizar diferentes perspectivas e abrir espaço para novos talentos. Participar desse processo também nos mostrou que o design pode ser um campo de possibilidades, reconhecimento e transformação.”
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Podem falar sobre o processo de criação? De onde buscam referências? “Embora atuemos em áreas distintas, compartilhamos a curiosidade e o interesse por conhecer novos lugares, experiências e formas de expressão, além de nos aprofundarmos nas referências e nas origens que ajudam a construir nossa identidade. Viver em São Paulo nos proporciona contato constante com exposições, shows, espetáculos, arquitetura e diferentes manifestações culturais, que influenciam, de forma direta e indireta, nosso olhar e nosso processo criativo.
No desenvolvimento do Banco BAN, o processo teve início a partir de dois desejos: explorar a técnica japonesa Shou Sugi Ban e valorizar madeiras que, muitas vezes, são consideradas simples ou pouco nobres. A partir dessas escolhas, iniciamos uma pesquisa sobre materialidade, técnicas construtivas e referências que dialogassem com o conceito que buscávamos desenvolver. Ao longo do processo, entramos em contato com a arquitetura das casas de palafita, que se tornou uma importante referência para o projeto. Sua estrutura, marcada pela leveza, pela adaptação ao território e pela inteligência construtiva, inspirou a forma e a linguagem do Banco BAN. Assim, o projeto foi sendo construído por meio da experimentação, da pesquisa e do diálogo entre materiais, técnicas e referências culturais.”
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MÖRSCH, S tephan.Occupation. 2010. Modificado por Chat GPT.
Um novo olhar sobre materiais subestimados, revelando sua potência estética e estrutural, representada pelo ângulo do encosto que ultrapassa os limites do assento, traduzido em suas dimensões generosas, para adaptar-se a distintas anatomias.
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LEGENDA 1. Casas de palafita 2. Técnica shou sugi ban 3. Eucalipto 4. Pinus 5. Carvão 6. Roldana 7. Tronco carbonizado 8. Chapa de metal 9. Tubo redondo de inox
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MOODBOARD
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Como foi todo o processo e como ele agregou à carreira profissional?
Esboço gerado via SketchUp.
“Foram meses de desenvolvimento até chegarmos à versão final da peça. Ao longo desse percurso, enfrentamos desafios, encontramos soluções e fizemos descobertas importantes que contribuíram significativamente para o nosso crescimento profissional.
O vão livre da estrutura reforça sua leveza visual em contraste com a imponência da madeira após a carbonização. A solução estrutural sustentaoassentoetambémorganiza oencosto, que envolve a peça de forma contínua, como um gesto de acolhimento.
Cada etapa exigiu aprofundamento em diferentes aspectos do projeto. Os estudos de ergonomia, materialidade e processos construtivos evoluíram conforme o projeto amadurecia, permitindo que cada decisão fosse tomada com mais embasamento técnico e sensibilidade projetual. Participar do Prêmio Salão Design foi uma experiência transformadora. Além de desenvolvermos um produto autoral, aprendemos a lidar com tomadas de decisão, resolução de problemas e aperfeiçoamento contínuo. Sem dúvida, o concurso acelerou nosso amadurecimento como designers e fortaleceu nossa confiança para desenvolver novos projetos.”
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Esboços gerados via SketchUp.
Imagens geradas via Chat GPT.
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LEGENDA 1. Tubo redondo ⅞ de aço inox 2. Pinus - técnica shou sugi ban 3. Pontalete de eucalipto
encosto de pinus com espessura de 25mm, corte de 15º para o encaixe do assento, proporcionando ângulo de 105º no encosto, com acabamento carbonizado, escovado e selado assento de pinus com espessura de 25mm, corte de 15º para o encaixe do encosto, com acabamento carbonizado, escovado e selado
pontalete de eucalipto de Ø 115mm com acabamento carbonizado, escovado e selado
tubo redondo ⅞ de aço inox soldado e escovado
parafuso de madeira com cabeça chata phillips 75mm com acabamento bicromatizado cavilha em pinus de Ø 10mm com acabamento carbonizado, escovado e selado barra chata de inox 40mm soldado e escovado
parafuso de madeira com cabeça chata phillips 35mm com acabamento bicromatizado
ponteira pé interno PVC ⅞
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A metodologia ativa, no processo de ensino aprendizagem do Senac, fez sentido em algum momento do concurso? Podem dar um exemplo?
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“Com certeza. Estar cursando Design de Interiores no Senac foi fundamental para o desenvolvimento do projeto. Muitos dos conteúdos aprendidos ao longo do curso puderam ser aplicados diretamente durante o concurso, especialmente em relação ao desenvolvimento projetual, escolha de materiais e viabilidade construtiva. Durante o desenvolvimento do Banco Ban, percebemos como a teoria aprendida em sala de aula se transformava em ferramentas concretas para tomar decisões de projeto. Outro diferencial foi o acompanhamento dos professores. Tivemos acesso a orientações projetuais e construtivas, além de indicações de fornecedores e apoio técnico em diferentes etapas. Estar próximo de profissionais com experiência de mercado nos deu mais segurança nas decisões e encurtou caminhos importantes durante todo o processo.”
Instagram: @patriciabritos_ @lopes.313
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ILUST RAÇÃ OBOT ÂNICA
TP 34 UC2 Autor: Wesley dos Santos Nome popular: Vitória-régia Nome científico: Victoria amazonica Família: Nymphaeaceae
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Neuro arquitetura Neuro arquitetura Neuro arquitetura urbana Neuroarquitetura
Hamilton Silva Fonseca
Neuroarquitetura
urbana é uma área que aplica os conceitos da neurociência ao planejamento das cidades, analisando como o ambiente construído (ruas, parques, prédios) impacta o cérebro, o comportamento e o bemestar dos cidadãos. Seu objetivo é criar espaços urbanos que reduzam o estresse e promovam saúde.
Um trabalho realizado na Dinamarca, avaliando mais de 810.000 crianças de 0 a 5 anos de idade, teve o intuito de verificar variáveis externas que podem contribuir ou não com o desenvolvimento de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). A pesquisa avaliou um raio de 300 m da casa de moradia destas crianças e revelou informações importantes: aquelas que, em sua infância, não tiveram contato com o verde (árvores, arbustos e forrações) tiveram chance 20% maior de desenvolver TDAH; o mesmo fator também influenciou mulheres em contato com verde em seus períodos de gestação, reduzindo o stress e favorecendo o baixo desenvolvimento deste transtorno no bebê, durante o período na barriga da mãe, evidenciando a importância de um jardim que leve o bem estar a pessoa bem como a presença de árvores e outros elementos nos passeios e espaços verdes.
urbana
Esta pesquisa avaliou também o dióxido de nitrogênio, que já foi constatado pela medicina por também influenciar o desenvolvimento de TDAH. Sendo que, em áreas com baixo ou nenhum índice de área verde, contribuiu a 21,28% na ocorrência deste transtorno em crianças. Neste caso, as árvores e vegetações arbustivas com alturas maiores funcionaram como uma barreira física em deter as moléculas e outros poluentes em suas folhas que, após uma chuva, são levadas ao solo e transformadas pelos microrganismos em nitrogênio assimilável pelas plantas, uma vez que estes elementos não são absorvidos pelas folhas das plantas.
Vegetações altas como barreira física de poluentes. Outro trabalho abordou o ruído do tráfego de veículos e avaliou 217 escolas na Espanha, revelando que aquelas que tinham ocasionalmente ou nenhuma árvore em seu entorno contavam com uma maior ocorrência de afastamentos médicos em crianças, devido à sua baixa imunidade, induzida pelos ruídos, diferentemente das escolas com ótima concentração de árvores. Esta pesquisa promoveu uma ação na prefeitura para a arborização ao redor de escolas, bem como para a melhoria no tráfego de veículos, colocando rotas alternativas para distribuir o fluxo.
Bem, pderíamos escrever aqui outras evidências da importância de espaços verdes, elaborados por profissionais da área, para promover o bem-estar das pessoas e seres vivos, não só em residências, mas em áreas urbanas. Atualmente, percebemos que, talvez por questões de habitação, tem diminuído o tamanho dos lotes de casas, ficando com fachadas de cinco metros, impossibilitando o plantio de árvores e dificultando ações de melhoria. Pergunto para onde vamos? Se você possui um jardim e consegue plantar uma árvore, tenha esta atitude e promova o seu bem estar e de todos que possam estar compartilhando ou passando perto de sua casa.
plante uma árvore. salve o planeta.
A Convergência do Espaço e do
Código
a n a d i r b í h a r u t arquite
s o t n e v E e d a i f Cenogra a des Branc n a rn e F n Gerso
lião
Vivemos uma era em que o espaço físico já não é mais suficiente por si só. A experiência contemporânea exige camadas — visuais, sensoriais e digitais — que se entrelaçam para criar algo memorável. É nesse cenário que o conceito de híbrido digital ganha protagonismo, transformando a arquitetura e o design em plataformas vivas de interação.
Nos stands e eventos, essa convergência não é apenas tendência: é uma nova linguagem projetual.
A arquitetura efêmera, tradicionalmente voltada à materialidade e ao impacto visual imediato, agora dialoga diretamente com tecnologias imersivas. Telas interativas, realidade aumentada, inteligência artificial e ambientes responsivos tornam o visitante não apenas espectador, mas agente da experiência. Empresas como a Moment Factory e a TeamLab são referências globais nesse território, criando instalações onde luz, dados e espaço se fundem em narrativas sensoriais profundas. Já eventos como o South by Southwest evidenciam como o digital e o físico podem coexistir de maneira orgânica, ampliando o alcance e a permanência das experiências.
No contexto da cenografia de stands, essa integração abre possibilidades estratégicas. Um espaço deixa de ser apenas um suporte de marca e passa a ser um ecossistema interativo. Sensores que reagem à presença, conteúdos personalizados em tempo real e interfaces digitais que expandem o storytelling criam conexões emocionais mais profundas — e mensuráveis. O projeto arquitetônico passa a considerar não apenas fluxos físicos, mas também fluxos de dados, comportamento e engajamento.
Do ponto de vista do design, o híbrido digital exige uma mudança de mentalidade. Não se trata de “adicionar tecnologia”, mas de projetar experiências desde o início com essa fusão em mente. Conceitos como phygital (physical + digital) e experience design tornam-se centrais. Autores como Marc Augé, ao discutir os “não-lugares”, e Lev Manovich, ao explorar a linguagem dos novos meios, ajudam a fundamentar essa transição — em que o espaço deixa de ser apenas físico e passa a ser também informacional.
Para o profissional de arquitetura e cenografia, isso representa uma oportunidade poderosa. Projetar stands e eventos híbridos é, acima de tudo, criar experiências que transcendem o momento e permanecem na memória — e no digital. Um stand pode continuar existindo após o evento, seja em ambientes virtuais, seja nos dados gerados pela interação do público.
Em síntese, a sinergia entre híbrido digital, arquitetura e cenografia redefine o papel do espaço efêmero. Ele deixa de ser transitório para se tornar expandido. Deixa de ser cenário para se tornar experiência. E, principalmente, deixa de ser apenas visto — para ser vivido, compartilhado e lembrado.
ILUST RAÇÃ OBOT ÂNICA
TP 34 UC2 Autor: Glauco Grucci Nome popular: Inhame Nome científico: Colocasia esculenta Família: Araceae
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RAÍZES ANCESTRAIS Tainã Dorea
Etnobotânica e Paisagismo afrorreferenciado
A oficina Raízes Ancestrais: Etnobotânica e Paisagismo afrorreferenciado integrou a programação da Semana do Meio Ambiente promovida pelo Comitê Ecos. A atividade buscou explorar como o paisagismo é ferramenta de narrativa, memória e identidade, explorando a arte da criação a partir da cultura afrodiaspórica.
Além da abordagem sobre referências da paisagem negra para repensarmos a produção projetual, o exercício buscou abordar o uso simbólico das plantas como o Peregun (Dracena fragrans), Iroko (Figueira) e Apaoka (Jaqueira). Além disso, os participantes fizeram a pintura artística em vasos, inspirando-se na cultura afrodiaspórica.
florescer em camadas
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MÓDULO DE PAPELÃO UC13: PROJETAR DESIGN DE ESPAÇO EFÊMERO
TDI75 FLORESCER EM CAMADAS UM SISTEMA VIVO DE ENCAIXES E POSSIBILIDADES O projeto nasce da relação entre o crescimento orgânico das plantas e a lógica construtiva do papelão modular. Assim como uma flor se desenvolve em etapas, por sobreposição de pétalas e estruturas, o estande é formado por camadas encaixadas que se expandem progressivamente no espaço. A utilização do papelão como material principal reforça valores de simplicidade, leveza, transformação e sustentabilidade. Os módulos recortados criam ritmo visual e remetem à organicidade das formas naturais, ao mesmo tempo em que evidenciam um sistema construtivo inteligente, econômico e de rápida montagem. O visitante percorre o espaço como quem acompanha o florescimento de uma ideia, de uma marca ou de um processo criativo. Cada elemento revela continuidade, crescimento e adaptação, transformando o estande em uma experiência visual e sensorial. O resultado é uma estrutura efêmera, sustentável e de forte impacto comunicacional, com baixo custo, fácil transporte e montagem eficiente, valorizando tanto a estética quanto a funcionalidade do material.
ALUNOS
Ana Lucia Milan Anna Luiza Araujo Ester Zaine Fabiana Almeida Fernando Benhame Gabriele Sousa Lorena Tostes Priscila Soares
DOCENTES Alexandre De Angeli Jeferson Potestino Apoio: Beatriz Barradas e Eliane Flexa Leite (Espaço MakerS)
Imagem 3D do projeto
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SUSTENTABILIDADE O projeto prioriza o reaproveitamento de materiais descartados, reduzindo o consumo de matéria-prima e a geração de resíduos. Foram aproveitadas as abas das caixas para fazer um sistema em escala menor para interação com os visitantes. O sistema de encaixe dispensa cola e parafusos, permitindo montagem, desmontagem e reutilização dos módulos. Resíduos de papelão gerados após o corte
MATERIALIDADE
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Os módulos foram produzidos em papelão ondulado reutilizado, proveniente de caixas de autopeças. As embalagens foram desmontadas e preparadas para o corte a laser, garantindo precisão, leveza e resistência ao sistema modular. Como acabamento, alguns módulos receberam aplicação de adesivo vinílico com padronagens e grafismos, que podem ser personalizados conforme a identidade de cada cliente.
z
Material: Papelão ondulado Espessura: 6mm Processo de fabricação: Corte a laser Sistema: Modular e desmontável (DFD) Acabamento: Adesivo Vinílico
Corte a laser
ENCAIXE Estudo de estampas
Estampa escolhida
SISTEMA CONSTRUTIVO
Os encaixes foram dimensionados conforme a espessura do papelão (6mm), garantindo precisão no corte a laser e estabilidade estrutural. O sistema facilita a montagem, desmontagem e reutilização das peças.
O sistema é composto por duas peças modulares conectadas por encaixes por pressão. A repetição dos módulos permite criar diferentes configurações espaciais de forma rápida, estável e sem ferramentas. Sistema de encaixe
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REFERÊNCIAS
EXCLUSIVE
Módulo de Construção com Tortilhas (1998), de Damían Ortega. Inspirando soluções construtivas simples e criativas.
Flora Habilis (2019), do estúdio Milimbo. Transforma o espaço por meio de peças conectáveis, inspirando interação, criatividade e formas orgânicas.
CLIENTE A Floresceu é uma marca especializada em arranjos florais, oficinas criativas, decoração para eventos e produtos botânicos. Sua proposta valoriza experiências sensoriais, práticas sustentáveis e a conexão entre identidade da marca e espaço expositivo.
FUNÇÃO DO ESPAÇO O estande pode reunir exposição e venda de produtos, divulgação de oficinas e serviços, experiências sensoriais e atendimento ao público. O espaço também pode funcionar de forma integrada como vitrine, ponto de venda e ambiente de experimentação.
ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO Fortalecimento da identidade da marca Layout atrativo e flexível Exposição estratégica dos produtos Ampliação da visibilidade Interação e experiência do usuário
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LOCAL DE IMPLANTAÇÃO O projeto será implantado na biblioteca do Senac, unidade Lapa Tito, e poderá ser visitado por todos os alunos.
FLUXO E CIRCULAÇÃO O percurso em formato de “Z” proporciona uma circulação intuitiva, conduzindo o visitante pelos produtos, conteúdo institucional e experiências sensoriais. A área central é destinada à interação e demonstrações, enquanto a saída facilita a retirada de materiais promocionais e pagamento. O fluxo foi planejado para evitar cruzamentos e incentivar a permanência no espaço. Planta de circulação do projeto implantado Sem escala
Imagem gerada por inteligência artificial
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DESENHOS TÉCNICOS
0,09 0,45
0,45
0,45
1,35
0,10
0,10
0,45
2,26
VISTA FRONTAL 0
10
20
50cm
0,09
0,36
0,45
0,08
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1,40
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MÓDULOS 0
10
20
50cm
VISTA SUPERIOR 2,26
0
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50cm
OPÇÃO DE MONTAGEM
Vista frontal Sem escala
Vista Superior Sem escala
Isométrica Sem escala
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ILUST RAÇÃ OBOT ÂNICA
TP 34 UC2 Autora: Rute de Oliveira Martins Nome popular: Cacau Nome científico: Theobroma cacao Família: Malvaceae
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18º
ENEPEA Encontro Nacional de Ensino de Paisagismo em Escolas de Arquitetura e Urbanismo no Brasil
Senac Lapa Tito no 18º Encontro Nacional de Ensino de Paisagismo em Escolas de Arquitetura e Urbanismo no Brasil (ENEPEA) Um trabalho desenvolvido por docentes e estudantes dos cursos Técnicos em Paisagismo, Design de Interiores e Aprendizagem do Senac Lapa Tito será apresentado no 18º Encontro Nacional de Ensino de Paisagismo em Escolas de Arquitetura e Urbanismo (ENEPEA), realizado em Belo Horizonte. O artigo aprovado reúne uma experiência construída ao longo de 2024 e 2025 e demonstra como o ensino técnico pode ultrapassar os limites da sala de aula e aproximar os estudantes das realidades presentes nos territórios brasileiros.
O trabalho nasceu a partir de uma parceria com a organização social TETO, envolvendo atividades na comunidade Porto de Areia, em Carapicuíba. Durante a experiência, estudantes realizaram visitas de campo, caminhadas de reconhecimento do território, oficinas participativas, levantamentos das necessidades da comunidade e elaboração de propostas de paisagismo e design de interiores voltadas aos espaços coletivos. Além do desenvolvimento de projetos, os alunos puderam compreender questões sociais, ambientais e urbanas.
A atividade foi construída de forma interdisciplinar, integrando competências dos dois cursos técnicos. Enquanto os estudantes de Paisagismo desenvolveram estudos de espaços livres, vegetação e áreas de convivência, os alunos de Design de Interiores produziram propostas para ambientes comunitários, explorando materiais, organização dos espaços e representação gráfica. Essa integração visou mostrar que diferentes áreas do projeto podem atuar de forma complementar quando o objetivo é melhorar a qualidade dos espaços e das relações entre as pessoas e o lugar onde vivem. No segundo semestre de 2025 a comunidade passou por uma reintegração de posse, interrompendo parte das atividades previstas. Embora os projetos desenvolvidos com as turmas não tenham sido implantados, esse episódio tornou-se um dos principais aprendizados da experiência. Os estudantes compreenderam que projetar é também reconhecer que o território pode perpassar por disputas sociais, políticas e ambientais que influenciam diretamente a vida das pessoas.
Essa reflexão é um dos principais argumentos apresentados no artigo. Os autores apontam que experiências territorializadas fortalecem a formação ética, crítica e cidadã dos futuros profissionais, permitindo compreender a paisagem como resultado das relações entre sociedade, cultura e espaço. A participação no ENEPEA representa o reconhecimento nacional desse trabalho e também a importância das práticas desenvolvidas na unidade Lapa Tito. Além de compartilhar a experiência com pesquisadores e professores de diferentes instituições brasileiras, o evento permitiu trazer novas ideias para as atividades desenvolvidas nos cursos, fortalecendo a relação entre ensino, pesquisa e extensão.
Docentes: Aline Martins (AU), Thalita Castro (AU), Hamilton Fonseca (AU), Paulo Scheuer (AU), Lívia Lima (AU), Tainã Dorea (AU) e Iara Coelho (Aprendizagem).
Criador Híbrido para novos projetos Gilson de Carvalho
Para novos projetos, é fundamental adotar soluções inclusivas e sustentáveis no intuito de melhorar a interatividade entre usuário, espaço construído e meio ambiente. A busca por integração, layouts com acessibilidade e com ênfase em desenho universal é bem mais do que uma exigência normativa, é uma forma contemporânea de produção de espaços qualitativos e para todos.
Por simples definição, produção híbrida trata-se da fusão entre o artesanal e o digital aplicada à arquitetura e ao design de interiores. Ela mostra como ferramentas tradicionais e tecnologias avançadas podem coexistir num mesmo processo criativo, revelando um espaço onde o desenho manual, a modelagem física e os recursos digitais se complementam.
Nas escolas de arquitetura e design, em ritmo acelerado pós pandemia, são aprendidos e aplicados novos meios para a produção de projetos com ênfase em hibridação, do que é feito à mão livre e o digital, assim tornando o processo de aprendizagem mais intuitivo e criativo. Nos escritórios de arquitetura e design, inicialmente com técnicas mistas de produção, o conceito de híbrido vem sendo aplicado materializando projetos que misturam o analógico e o digital.
TAS N E M A R R FE RA CRIADOR
O D I HÍBR
PA
ETAPA
FERRAMENTA
FERRAMENTA
Concepção
Paint 3D, Miro, Notion AI
Caderno de esboços
modelagem
Sketchup, Revit, Blender
Lápis técnico, régua
prototipagem
Impressora 3d, laser, Gravity Sketch (VR)
Maquete física
apresentação
Enscape, Twinmotion, D5 Render
Painel de Materiais
Notion, Monday.com, Trello
Diário de obra
execução
D I G I TA L
ANALÓGICA
E s a i g o l o tecn s a i c n ê d n te
TECNO LOGIA
APLI CAÇÃO
IMPRESSÃo 3d
Prototipagem rápida de maquetes e componentes
Reduz tempo e custo de experimentação
realidade aumentada (ar)
Visualização de interiores e mobiliários
Facilita decisões de design em tempo real
modelagem paramétrica
Geração de formas complexas e sustentáveis
Otimiza desempenho estrutural e ambiental
croqui digital com tablet
Desenho expressivo com precisão técnica
Preserva o gesto artístico do arquiteto/designer
BENE FÍCIOS
Estabelecer um fluxo de trabalho híbrido, definindo quais etapas do seu processo exigem sensibilidade manual (como a escolha de materiais) e quais se beneficiam da tecnologia (como renderização e orçamento), torna o trabalho mais claro, fluido e autoral. Por exemplo, a visualização da tabela (workflow híbrido) ajuda a entender como equilibrar o uso de ferramentas artesanais (croquis, maquetes, painel com amostras de materiais) e digitais (modelagem 3D, VR, gestão online) para criar projetos mais completos e expressivos:
Em suma, desenvolver uma estrutura de trabalho híbrido leva-nos a uma experiência ampliada de ação e, além disso, torna-se essencial uma nova forma de pensar e agir para a criação e desenvolvimento de projetos de arquitetura e design de interiores — reaprender a pensar projeto com I.A.
Ser um criador híbrido em arquitetura e design de interiores significa unir o toque artesanal e sensorial do trabalho manual com o poder analítico e visual das ferramentas digitais, criando projetos mais satisfatórios e emocionalmente conectados. Essa abordagem permite que se explore tanto a experimentação física quanto a simulação virtual, otimizando tempo e ampliando possibilidades criativas para novos projetos.
reflexão
sobre dados, corpos e o que a cidade faz com a gente. Lívia Lima
"PARECE COMPLETAMENTE FALSO PARA QUEM MORA AQUI." Em abril de 2026, os noticiários anunciaram com algum entusiasmo: São Paulo foi eleita a cidade mais feliz da América Latina pelo Happy City Index 2026, levantamento internacional que avalia qualidade de vida e bem-estar urbano em cidades do mundo todo. O resultado, segundo os organizadores, deve dividir opiniões. Dividir é pouco. Quem vive em São Paulo sabe exatamente a reação que essa manchete provoca: uma mistura de incredulidade, ironia e aquela risada cansada de quem acabou de sair de duas horas no trânsito ou de esperar na calçada de uma avenida barulhenta para atravessar a rua. Mais feliz? Aqui? Mas antes de descartar o ranking, vale entender o que ele mede e o que ele não mede.
O que o índice vê O Happy City Index 2026 avaliou 250 cidades com base em 64 indicadores de qualidade de vida, considerando critérios como saúde, educação, bem-estar, inovação, acesso a serviços e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. O índice mede o desenvolvimento urbano em seis dimensões: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Nesse recorte, São Paulo tem argumentos. É a maior cidade do país, o principal motor econômico da América Latina, com uma rede de saúde pública que cresceu significativamente nos últimos anos, com oferta cultural sem paralelo na região e com um mercado de trabalho que atrai pessoas de todo o Brasil e do mundo. Tudo isso é real. Os dados são legítimos. E ainda assim, algo no resultado parece completamente falso para quem mora aqui.
O que o índice não consegue
medir
O ranking não mede apenas a percepção de felicidade dos moradores, mas considera indicadores ligados ao dia a dia urbano. Essa frase, que parece uma explicação técnica, é na verdade a chave de toda a contradição. Existe uma diferença enorme entre uma cidade que oferece condições para a felicidade e uma cidade que as pessoas experimentam como feliz. São Paulo está cruelmente posicionada entre esses dois mundos.
Pense na experiência cotidiana de se mover por São Paulo: o ruído constante que nunca para, a poluição que se sente no nariz e nos olhos, a falta de sombra nas calçadas, o concreto que irradia calor, a ausência de horizontes verdes, a sensação de que o espaço público não foi desenhado para você caminhar com prazer, mas apenas para você passar. A cidade é eficiente na escala da produção e profundamente hostil na escala do corpo.
O que a
biofilia tem a dizer sobre isso Há um campo de conhecimento que nos ajuda a nomear esse desconforto com precisão: a biofilia, conceito desenvolvido pelo biólogo Edward O. Wilson, que descreve a tendência humana inata de buscar conexão com a natureza e com outras formas de vida. Não é uma preferência estética. É uma necessidade biológica que a evolução inscreveu em nós ao longo de milênios. Durante quase toda a história, vivemos cercados por estímulos naturais. Nosso sistema nervoso foi moldado nesse contexto. Quando esse repertório é substituído por concreto, asfalto e ambientes artificializados, o organismo responde com estresse, fadiga e desconforto. São Paulo é uma das cidades que mais sistematicamente priva seus habitantes dessa conexão. Não porque seja mal intencionada, mas porque foi construída dentro de uma lógica que colocou a circulação de automóveis, a densidade construtiva e a produtividade econômica muito acima da experiência sensorial humana.
O design sensorial parte de uma pergunta simples: o que a cidade comunica para os sentidos de quem a habita? Não o que ela deveria comunicar na teoria, mas o que ela de fato entrega como experiência: o que se ouve, o que se cheira, o que se toca, o que se vê, como o corpo se move e responde ao espaço. Nesse registro, São Paulo é uma cidade que grita. O ruído de fundo é permanente e agressivo. As superfícies são duras e impermeáveis. A vegetação, onde existe, muitas vezes parece um detalhe decorativo inserido a contragosto entre a lógica das pistas e dos muros. O índice não captura algo fundamental: a qualidade da experiência sensorial cotidiana. Quantas vezes o morador encontra sombra, silêncio relativo, contato com a natureza ou espaços capazes de promover restauração física e mental? A resposta, para a maioria dos moradores, é: raramente.
O design sensorial e a questão da escala
Uma cidade pode ser melhorada A boa notícia é que essa não é uma condição imutável. Cidades ao redor do mundo têm demonstrado que é possível redesenhar a experiência sensorial urbana sem demolir o que já existe. São Paulo tem dado passos nessa direção, ainda que tímidos diante da escala do que falta. Quando um paulistano lê que vive na cidade mais feliz da América Latina e ri sem graça, ele não está errado. Ele responde com o único instrumento que o índice não acessa: o próprio corpo. Ser a mais feliz da América Latina é um ponto de partida. Construir uma cidade que as pessoas sintam como feliz é o trabalho que ainda está por fazer.
ILUST RAÇÃ OBOT ÂNICA
TP 34 UC2 Autor: Daniel Rodrigues Nome popular: Ave-do-paraíso Nome científico: Strelitzia reginae Família: Strelitziaceae
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TECNOLOGIA NO CUIDADO
DE SUAS PLANTAS Vanderson Santos
Eu, assim como muitos dos amantes de plantas que estão lendo esta matéria, já me deparei com problemas no cuidado das minhas amiguinhas verdes. Seja por regar demais ou de menos, seja por não ter a iluminação adequada, o fato é que, diante desses desafios cotidianos, um dos pensamentos mais comuns é o famoso: "Queria que minhas plantas se cuidassem sozinhas". Pensando nisso, convido vocês a buscarem comigo a solução deste problema pois, como dizia Platão, “a necessidade é a mãe da invenção”. Quando conversei sobre o problema da irrigação em sala de aula, os alunos apresentaram inúmeras soluções criativas: desde vasos autoirrigáveis e garrafas PET com furos até o uso de controladores de fluxo de soro hospitalar para dosar a água. Todas são soluções interessantíssimas e funcionais, dependendo da necessidade. Porém, quando começamos a discutir as especificidades de cada planta e a importância de deixar os poros do solo respirarem antes da próxima rega, nossa discussão partiu para o caminho da eletrônica. Afinal, com componentes eletrônicos conseguimos um controle muito maior das variáveis de cultivo.
O primeiro passo foi estudar projetos já existentes de irrigação automatizada e mapear quais componentes estavam disponíveis no mercado. Nosso objetivo não era simplesmente copiar, mas sim desenvolver algo que se enquadrasse perfeitamente nas nossas necessidades. Desse ponto surgiu nosso primeiro protótipo, composto por:
Sensor de umidade do solo: responsável por ler se a terra está seca ou úmida; Módulo relé: funciona como um interruptor eletrônico. Ele pode trabalhar no estado NA/NO (Normalmente Aberto/Normally Open), que ativa ao receber o sinal, ou no estado NF/NC (Normalmente Fechado/Normally Closed), que desativa ao receber o sinal; Minibomba d’água: bombeará a água para nossa irrigação Fonte de alimentação (5V 2A): para alimentar todo o sistema.
Montamos o circuito em uma protoboard e o resultado foi perfeito. Apesar de ser um sistema simples em que o sensor envia apenas uma resposta digital de "ligado" ou "desligado", é possível regular manualmente a sua sensibilidade à umidade com uma chave Phillips. Com isso, conseguimos adaptar a rega para diversos tipos de plantas: se o sensor for regulado para ser mais sensível, ele desligará a bomba rapidamente; se for menos sensível, deixará o solo mais molhado.
Com o sistema básico funcionando, veio a próxima etapa, que para mim é a mais divertida: usar nossa pesquisa para aplicar aprimoramentos. As possibilidades são praticamente infinitas. Por exemplo, para evitar que a bomba funcionasse a seco, pensamos em um aviso para o reservatório: bastou implantar outro sensor no fundo do recipiente conectado a um LED (ou a um buzzer, para emitir um sinal sonoro) que nos avisa quando a água acaba. Se quiséssemos ligar o sistema direto em um ponto hidráulico residencial, poderíamos trocar a bomba por uma válvula solenoide.
E olhem que estamos falando apenas de eletrônica digital simples, que segue instruções rígidas de hardware (componentes físicos do sistema). Quando incluímos microcontroladores como o Arduino, nossa gama de possibilidades aumenta drasticamente. O projeto passa a ter um “cérebro” capaz de tomar decisões inteligentes através da programação. Com o Arduino, em vez de regar tudo de uma vez, o sistema pode jogar um pouco de água, esperar ela se espalhar pelo vaso, realizar uma nova leitura e só então decidir se precisa de mais. Isso garante que a planta nunca fique encharcada. Podemos criar botões seletores com perfis predefinidos para plantas que gostam de muita, média ou pouca água. Além disso, associando o microcontrolador a uma grow lamp (luz de cultivo) e a um sensor de luminosidade, conseguimos detectar se a planta recebeu a quantidade de luz ideal no dia e, se necessário, suplementá-la com iluminação artificial e como podem notar existem inúmeras possibilidades para explorarmos.
Assim como os nossos smartphones, airfryers e aspiradores robôs surgiram exatamente dessas necessidades reais, reforço o meu convite para que você também seja o inventor ou a inventora que precisamos no futuro.
ILUST RAÇÃ OBOT ÂNICA
TP 34 UC2 Autor: Karen Vallejos Nome popular: Paineira-rosa Nome científico: Ceiba speciosa Família: Malvaceae
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Neuro design, IDENTIDADE DIGITAL
E CRIATIVIDADE NO DESENVOLVIMENTO DE AMBIENTES IMERSIVOS
TDI80 TDI80
Este trabalho apresenta os resultados da etapa final da Unidade Curricular UC02, voltada ao desenvolvimento de competências fundamentais em Design de Interiores. A atividade teve como objetivo a elaboração de um estudo preliminar projetual por meio da construção de um diorama (maquete física), integrando pesquisa, criatividade e soluções espaciais centradas na experiência humana.
Durante o processo, foram aplicados conceitos Vanderson Santos de neurodesign para a concepção de ambientes que promovem bem-estar, conforto e conexão emocional com os usuários, bem como técnicas de representação expressiva e composição de espaços criativos, funcionais e esteticamente qualificados. A proposta foi materializada em uma lâmina de apresentação contendo imagens do diorama potencializadas por recursos de Inteligência Artificial, referências de materiais e mobiliários e a descrição conceitual do ambiente desenvolvido.
O projeto foi orientado pelo tema do CRIA Senac 2026: “Identidade Digital: do que nos torna únicos ao algoritmo. Transformando tecnologia e criatividade em solução para problemas locais”, que propõe reflexões sobre a relação entre identidade, tecnologia, inteligência artificial e pertencimento social. A partir desse direcionamento, o ambiente projetado buscou traduzir espacialmente questões relacionadas à autenticidade, representação digital e às formas como os algoritmos influenciam a construção da identidade contemporânea.
Entre os trabalhos produzidos, destaca-se “Roda de Respiro”, ambiente que contrapõe a rigidez do concreto aparente ao espaço circular de acolhimento inspirado na roda de samba e no pandeiro. O projeto propõe uma pausa diante do ritmo acelerado da vida urbana, associando ancestralidade, encontro e bem-estar como elementos fundamentais para a reconexão humana. Aluna: Ana Paula Aranha Lima
Outro exemplo é “O Padrão Limita, a Diferença Liberta”, que aborda criticamente a influência dos algoritmos e dos padrões estéticos impostos pelas mídias digitais. O percurso afunilado simboliza a pressão pela adequação social, enquanto o elemento central, marcado por cores e texturas orgânicas, representa a diversidade e a singularidade humana, reforçando a importância da valorização das diferenças. Aluna: Ana Beatriz Gomes Carelli
co ne
xões
Já o projeto “Conexões” explora a relação entre identidade digital, cultura e memória coletiva ao dar visibilidade ao trabalho das rendeiras de Santana do Cariri, no Ceará. A proposta utiliza a metáfora dos fios que conectam pessoas, territórios e saberes, demonstrando como as tecnologias digitais podem atuar na preservação e difusão de manifestações culturais ameaçadas pelo apagamento social. O projeto evidencia que, mesmo em ambientes mediados por algoritmos, as imperfeições e singularidades humanas permanecem como expressões autênticas da identidade. Aluna: Raquel Ribeiro dos Santos
Os resultados demonstram a capacidade dos estudantes de traduzir temas complexos e contemporâneos em experiências espaciais tangíveis, utilizando recursos de modelagem física, representação gráfica e inteligência artificial para comunicar conceitos e narrativas. Além de consolidar competências técnicas e projetuais, a atividade evidenciou o potencial do Design de Interiores como ferramenta de reflexão crítica sobre as relações entre indivíduo, tecnologia, cultura e sociedade, alinhando criatividade e inovação à busca por soluções com significado e impacto local.
proje
tos corporativos
TDI73 TDI73
Projeto desenvolvido na UC de projetos corporativos. O projeto é um escritório de design de interiores, em que a aluna trabalhou bastante o uso de diferentes materiais, trazendo bastante as cores verde, terracota e azul, conferindo muito aconchego e cara de casa para o ambiente corporativo. Aluna: Giovanna Trevizan
Projeto desenvolvido na UC de projetos corporativos. O projeto é um escritório que integra design de interiores, fotografia, mobiliário autoral e maquetaria. Aluna: Livia Christh
ILUST RAÇÃ OBOT ÂNICA
TP 34 UC2 Autor: Wenderson Moreira Nome popular: Hibisco-vermelho Nome científico: Hibiscus rosa-sinensis Família: Malvaceae
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Entre saberes,
matéria e tecnologia:
uma experiência com design de interiores
sustentáveis
TDI73 TDI73 TDI75 TDI75
Pensar em sustentabilidade no Design de Interiores vai além da escolha de materiais considerados ecológicos. Envolve compreender a origem dos recursos, sua durabilidade, os conhecimentos envolvidos em sua transformação e as relações entre cultura, natureza e modos de habitar. A partir dessa perspectiva, foi desenvolvida a UC8 – Projetar Design de Interiores Sustentáveis, com carga horária de 60 horas, nas turmas TDI 73, do período da manhã, e TDI 75, do período da tarde. As duas turmas realizaram o mesmo percurso de aprendizagem, com estudos de caso de projetos sustentáveis, discussões sobre arquitetura vernacular, economia circular e design biofílico, além do desenvolvimento de uma proposta projetual com maquete e inteligência artificial. Como parte da ampliação de repertório, cada turma realizou uma visita diferente. A TDI 73 visitou a exposição “Mestres da carpintaria: habilidade e espírito”, na Japan House São Paulo, onde os estudantes puderam observar a relação entre técnica, trabalho artesanal, conhecimento da madeira e transmissão de saberes. Já a TDI 75 visitou o Museu das Culturas Indígenas, aproximando-se de diferentes conhecimentos e modos de construir relacionados aos materiais, ao território e às culturas indígenas. Embora realizadas em contextos distintos, as duas visitas contribuíram para ampliar a discussão sobre sustentabilidade, mostrando que muitas soluções associadas hoje à inovação também podem ser encontradas em conhecimentos e técnicas desenvolvidos e transmitidos ao longo de gerações.
Após essa etapa, os estudantes desenvolveram a proposta de um espaço de 3 × 3 × 3 metros, partindo da pesquisa de referências, moodboard e croqui. Em seguida, construíram maquetes utilizando materiais diversos, incluindo elementos naturais, fibras e materiais reaproveitados. A atividade funcionou como um exercício de experimentação, no qual conceitos discutidos durante a UC passaram a fazer parte das próprias escolhas projetuais. Por fim, as maquetes foram utilizadas como base para a criação de imagens com inteligência artificial. A tecnologia entrou como ferramenta de visualização de uma proposta já concebida e experimentada fisicamente, articulando repertório, trabalho manual e recursos digitais. A experiência mostrou que trabalhar sustentabilidade no ensino de Design de Interiores também significa ampliar as formas de pensar o projeto. Ao longo da UC, os estudantes foram convidados a olhar para diferentes modos de construir, para o uso consciente dos recursos e para as possibilidades de diálogo entre saberes tradicionais e tecnologias contemporâneas.
A ARTE DO
MURALISMO
A ARTE DO MURALISMO
Guaranás preguiçosos. Mural Artista: Xodó 2025
Perguntamos ao Muralista, e artista plástico, Felipe Xodó como foi o processo de ensinar a arte do muralismo aos estudantes. Nas próximas páginas encontraremos a percepção do docente com relação ao processo de ensino-aprendizagem e um pouco mais sobre o curso livre de Murais Abstratos que ministra no Senac Lapa Tito. Xodó
A ARTE DO MURALISMO
MBoi Pytã Mural Artista: Emmerson Martins 2025 @martinsemmerson
Senac: "Na hora de guiar a turma, qual é o limite entre intervir no mural do aluno para corrigir o ritmo e preservar a autoria criativa dele?"
Xodó: "Para responder essa pergunta, é necessário explicar o formato do curso, em suas duas edições. O curso é dividido em duas frentes: teórica e prática. E ainda, possui caráter profissionalizante, dada a natureza do Senac.
Assim, os temas teóricos englobam contato com cliente, precificação e elaboração do orçamento, reunião para levantamento de referências para desenho e paleta, apresentação de esboço e proposta de arte, etc. Superados esses temas, segue-se para a parte prática, que inclui materiais utilizados, preparação do material, envelopamento do espaço, e por fim, a pintura do mural.
“O curso é dividido em duas frentes: teórica e prática.”
E, por fim, o resultado final do curso é a confecção de um mural coletivo realizado pelos alunos (colab). Na primeira edição, antes da realização do mural, os alunos confeccionaram, para treinamento e aplicação das técnicas aprendidas, uma placa de madeira. Nessa placa, houve total liberdade de criação. Não houve nenhuma intervenção do docente. No entanto, para a confecção do mural em colab entre os alunos, houve intervenção e limites foram traçados por uma questão espacial e de harmonia da composição e da paleta de cores. Assim, foi solicitado que cada aluno desenhasse de um a três elementos sobre o tema proposto pela coordenação do Senac (botânico). A triagem dos elementos e a composição do mural, na primeira edição do curso, foi realizada pelo docente.
Painel desenvolvido por estudantes do curso livre de Murais Abstratos. Local: Senac Lapa Tito Docente: Felipe Xodó
Assim, houve intervenção. No entanto, na segunda edição do curso (Julho de 2026), a escolha dos elementos e a composição do mural foi realizada em aula, em conjunto com os alunos. Tanto nesta etapa, quanto na execução do mural, houve intervenções que estavam mais para sugestões, acerca do equilíbrio da composição, paleta, etc. Tudo decidido em conjunto, de acordo com a maioria.
“Eu sou um artista apaixonado por processo criativo.”
Quando houve o convite do Senac para o curso, fiquei bastante apreensivo. Porém, o material enviado pelo Senac, com a grade pedagógica e os nortes para o curso, me ajudou bastante na sistematização do curso. Eu sou um artista apaixonado por processo criativo, e o processo criativo de ensino me deixou fascinado. Acredito que minha didática seja extremamente eficiente, simples e objetiva. E é impressionante como existe uma troca entre os alunos. Eles acabam me ensinando, inclusive com mudanças no meu próprio processo criativo.”
Quando houve o convite do Senac para o curso, fiquei bastante apreensivo. Porém, o material enviado pelo Senac, com a grade pedagógica e os nortes para o programa, me ajudou bastante na sistematização do curso. Eu sou um artista apaixonado por processo criativo, e o processo criativo de ensino me deixou fascinado. Acredito que minha didática seja extremamente eficiente, simples e objetiva. E é impressionante como existe uma troca entre os alunos. Eles acabam me ensinando, inclusive com mudanças no meu próprio processo criativo.”
“... é impressionante como existe uma troca entre os alunos. Eles acabam me ensinando, inclusive com mudanças no meu próprio processo criativo.”
Senac: "E para você, o que muda no olhar do aluno ao terminar o curso?
“Creio que são inúmeros aspectos. Considerando que a grande maioria dos alunos já possui vivência artística, seja na área do muralismo, seja em outros ramos das artes visuais, o impacto é grande. O primeiro impacto é a profissionalização da carreira. As trocas nesse pontos são incríveis, sobretudo pela objetividade que o tema é tratado. Outro ponto que gera impacto é a autoestima criativa do aluno. Quebra-se o mito de que para você fazer um mural abstrato você precisa “desenhar bem”. E aqui, leia-se o desenhar como a cultura de décadas de elitismo acadêmico na arte, de necessidade de formação artística, de desenho artístico, etc. Qualquer pessoa pode fazer um mural abstrato, basta um direcionamento. E, por fim, os alunos saem com aquela vontade de descoberta do próprio processo criativo e de sua identidade artística, que é essencial para a formação de todo profissional que trabalha com arte.”
“Quebra-se o mito de que para você fazer um mural abstrato você precisa “desenhar bem”.
Painel desenvolvido por estudantes do curso livre de Murais Abstratos. Local: Senac Lapa Tito Docente: Felipe Xodó
especial
o olhar de nossos futuros designers
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Uma percepção visual sobre os olhares do design de interiores.
Juliana Vasconcelos TDI72
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Juliana Vasconcelos TDI72
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OLHARES
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Aluna do curso técnico de design de interiores
Estilos Sustentabilidade Notas em linhas Inovação Mente e coração
“O casulo protege, mas também transforma. Sempre que nos abrigarmos nele, será possível trilhar o caminho da cura. Rodeados de móveis, objetos, lembranças, tradições e histórias cheias de sentido, nos reabastecemos de confiança para seguir. O resgate das inteligências psíquica, ancestral, orgânica e manual energiza e devolve o que é artificial para a caixa de ferramentas. Mais que isso, nos prepara para atuar em um planeta em burnout, que não suporta tantas dissociações. Convida a fazer convergir duas grandes forças que nós, humanos, carregamos conosco e funcionam muito melhor se pulsarem juntas: a mente e o coração”.
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Design biofílico Ambiente pequena Amazônia Arquiteta Marta Calasans
Design contemporâneo Casa da Marcenaria Brasileira Arquiteto João Panaggio
Pet reciclado Palha de Carnaúba
Materiais inovadores e sustentáveis
MAAI Arquitetura integrada Ambiente Living ritmo vital O trio escolheu matériasprimas naturais, porosas e de envelhecimento honesto. Nas paredes e no teto, a palha funciona como superfície de amortecimento: absorve ruídos, filtra a luz e reduz a reverberação dos estímulos.
O tapete do projeto Living Ritmo Vital é chamado de Via Star, confeccionado em tear manual com fibras de PET reciclado, na tonalidade chocolate. Este tapete é parte de um ambiente que valoriza a conexão com a natureza e a permanência, inspirado nas cosmologias indígenas.
Notas em linhas, por Rafaella Manso “Notas em Linhas" nasce de uma memória muito pessoal, mas fala de algo que reconheço como coletivo: a necessidade de voltar para aquilo que nos sustenta. O piano da minha avó deixou de ser um objeto e passou a ser um portal de afeto, uma forma de transformar história em arquitetura”.
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Há espaços que se sentem antes de serem vistos. Um ambiente com essa carga emocional não se constrói apenas com projeto. Ele se completa com arte, com objeto, com memória. Foi com esse olhar que o que transforma a rotina experiência. escritório de Marcelo Salum Design conduziu a curadoria da em Casa Brastemp, transformando cada canto em uma camada de sentido.
Casa Brastemp, por Marcelo Salum. 134
Um espaço de refúgio, cura e reconexão. 135
CASACOR MENTE E CORAÇÃO: O MOBILIÁRIO COMO EXTENSÃO DO SER EDIÇÃO 2026
Inspirações CASACOR: Todo mobiliário nasce muito antes da matéria. Ele começa como uma ideia que habita a mente: um traço, uma proporção, uma solução, um exercício de observação. É o pensamento que organiza, pesquisa, testa e constrói possibilidades. Texto e Fotos por Patricia Brito Tdi 72
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MENTE E CORAÇÃO: O MOBILIÁRIO COMO EXTENSÃO DO SER Todo mobiliário nasce muito antes da matéria. Ele começa como uma ideia que habita a mente: um traço, uma proporção, uma solução, um exercício de observação. É o pensamento que organiza, pesquisa, testa e constrói possibilidades. Mas é o coração que transforma essa ideia em algo capaz de tocar as pessoas. É nele que vivem a memória, o afeto, as experiências e os significados que tornam um objeto mais do que apenas funcional. Aqui estão alguns objetos que transmitiram essa sensação de uma forma leve e afetiva durante esse nosso percurso na CASACOR - edição 2026.
Foto por Patricia Brito
Quando mente e coração trabalham juntos, o mobiliário deixa de ser apenas um produto. Ele passa a carregar histórias, despertar emoções e criar conexões entre quem projeta, quem fabrica e quem utiliza. A técnica encontra a sensibilidade. A razão encontra a intuição. O desenho encontra a vida. Projetar e observar esse mobiliário é equilibrar esses dois universos: pensar com precisão e sentir com autenticidade. Porque as melhores peças não ocupam apenas um espaço, ocupam também um lugar na memória das pessoas.
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Nessa edição da CASACOR, os ambientes ultrapassam sua função prática e se tornam narrativas. Cada espaço é concebido para provocar sensações, despertar lembranças e estabelecer conexões entre as pessoas e o lugar que habitam. Nesse contexto, o mobiliário assume um papel essencial: ele deixa de ser apenas um objeto e passa a ser um elo entre a mente e o coração. A mente projeta, investiga e organiza. É responsável pela técnica, pela ergonomia, pela escolha dos materiais, pelas proporções e pelas soluções que tornam uma peça funcional e durável. É o pensamento que transforma uma necessidade em projeto. O coração, por sua vez, atribui significado. É nele que residem a memória, a identidade, a emoção e o afeto. Um móvel é capaz de guardar histórias, acompanhar diferentes momentos da vida e criar vínculos que atravessam o tempo. Ele acolhe, aproxima e convida à permanência.
Foto por Patricia Brito
Quando esses dois universos se encontram, nasce um design que vai além da estética. O mobiliário passa a dialogar com quem o utiliza, estimulando tanto a contemplação quanto a experiência sensorial. A matéria deixa de ser apenas estrutura e se transforma em linguagem, capaz de comunicar valores, cultura e identidade. Em uma mostra como a CASACOR, onde cada ambiente expressa uma visão de mundo, o mobiliário tornase protagonista dessa relação entre razão e emoção. Ele materializa ideias, mas também desperta sentimentos; responde às necessidades do cotidiano, sem abrir mão da poesia. Projetar, nesse contexto, é compreender que a verdadeira inovação não está apenas na forma ou na tecnologia, mas na capacidade de criar peças que estabeleçam conexões humanas. Afinal, o melhor design nasce quando a mente desenha e o coração dá sentido.
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Em uma mostra como CASACOR, onde cada ambiente expressa uma visão de mundo, o mobiliário torna-se protagonista desta relação entre razão e emoção. Ele materializa ideias, mas também desperta sentimentos; responde às necessidades do cotidiano, sem abrir mão da poesia. Foto por Patricia Brito
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Foto por Patricia Brito
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O coração, por sua vez, atribui significado. É nele que residem a memória, a identidade, a emoção e o afeto. Um móvel é capaz de guardar histórias, acompanhar diferentes momentos da vida e criar vínculos que atravessam o tempo. Ele acolhe, aproxima e convida à permanência.
Foto por Patricia Brito
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Foto por Patricia Brito
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Emely Cardoso Santiago Tdi 72
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Estilos de Decoração A CASACOR SP 2026 revelou uma rica diversidade estética, com ambientes que transitam entre diferentes linguagens de design. Escolhi dois estilos que gostei muito, pelo uso inteligente de materiais e pela capacidade de transformar espaços em experiências únicas e memoráveis.
Memórias Costuradas em Uso
Estilo Glamping
CABANA | Arquiteto Paulo Azevedo Ambiente 1 Fornecedor: Coral
O Camping Contemporâneo Barraca de tecido como elemento central. Telescópio, remos, cordas e mapa, remetendo à exploração e aventura. Iluminação quente e intimista. Materiais naturais, como madeira, fibras e tecidos. Objetos decorativos que contam uma história. Misturas de estilos: Escandinavo e Rústico
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Foto por Emely Cardoso Santiago
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Estilo English Cottage O Chalé Inglês Contemporâneo Papel de parede floral, típico do English Cottage. Móveis em madeira maciça. Biblioteca, lareira e objetos que remetem à história da família. Estampas e texturas em abundância. Tapetes orientais e tecidos naturais. Iluminação quente e acolhedora. Muitas obras de arte, fotografias e objetos decorativos que carregam significado. Misturas de Country Chic e Maximalismo
Casa Memórias Essencias
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Foto Foto por Emely por Emely Cardoso Cardoso Santiago Santiago
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Foto por Emely Cardoso Santiago
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Foto por Emely Cardoso Santiago
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Foto por Emely Cardoso Santiago
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CASA COR
2026
Danielle Araujo TDI72
JARDIM IKIGAI
A fogueira de pedra vulcânica é um dos destaques, trazendo conforto e um clima acolhedor ao ambiente. Esse tipo de equipamento utiliza uma queima mais limpa, sem produzir fumaça.
Além disso, as pedras vulcânicas distribuem e conservam melhor o calor, tornando o sistema mais eficiente e alinhado à proposta do jardim de unir bem-estar, funcionalidade e respeito ao meio ambiente.
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CASA COR 2026
MENTE E CORAÇÃO
por Ana Beatriz Souza Silva TDI72
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ESTÚDIO ÂMBAR
por Ana Beatriz Souza Silva TDI72
A ACESSIBILIDADE ATEMPORAL 153
MENTE E CORAÇÃO o lar como espaço de reconexão
por Ana Beatriz Souza Silva TDI72
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MENTE E CORAÇÃO o lar como espaço de reconexão
por Ana Beatriz Souza Silva TDI72
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ILUMINAÇÃO luminar, rever e sentir
por Ana Beatriz Souza Silva TDI72
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COR DA VIDA reconexão e ancestralidade
por Ana Beatriz Souza Silva TDI72
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CASA COR
2026
Xantipa TDI72 A CASACOR 2026 traduz o tema "Mente e Coração" em ambientes que despertam emoções e promovem bem-estar. A integração entre arquitetura, natureza e materiais sustentáveis cria espaços acolhedores, onde a funcionalidade se une à sensibilidade do design. Madeiras, fibras naturais, vegetação e iluminação quente reforçam a sensação de conforto e equilíbrio, convidando à pausa e à conexão consigo mesmo. Mais do que sofisticados, os projetos demonstram que o verdadeiro morar está em criar ambientes que cuidam da mente, acolhem o coração e incentivam um estilo de vida mais consciente e sustentável.
Este ambiente traduz o conceito de refúgio contemporâneo ao integrar arquitetura e natureza de forma harmoniosa. As amplas esquadrias valorizam a luz natural e a conexão com o paisagismo, enquanto a madeira, os tons terrosos e as formas orgânicas criam uma atmosfera acolhedora e sofisticada. A integração entre estar, jantar e cozinha favorece a convivência e a funcionalidade, complementada por peças de design e obras de arte que conferem personalidade ao espaço. A Mente se revela na integração fluida e funcional dos ambientes, promovendo praticidade e convivência. Já o Coração se expressa na escolha de materiais naturais, na paleta terrosa e nas formas orgânicas, que despertam conforto, acolhimento e bem-estar.
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CASA COR Luiza de Oliveira TDI:72
2026
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BIOFILIA
TROPICAL 160
BIOFILIA
TROPICAL 161
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1°
DESAFIO MOBILIÁ RIOTITO 163
Projetar uma peça de mobiliário vai muito além de ajustar dimensões ergonômicas ou buscar tendências estéticas: é um ato de leitura do mundo, de diálogo com as necessidades humanas e de transformação do espaço habitado. No desafio de Mobiliário do Senac Lapa Tito, promovido exclusivamente com as turmas do curso Técnico em Design de Interiores, a metodologia ativa atinge sua expressão máxima, transformando a sala de aula em um estúdio de criação real.
O aprendizado rompe com o modelo passivo da "educação bancária" e assume a reflexão crítica como motor do projeto. O desafio nasce da problematização da realidade: Para quem projetamos? Quais são as demandas de uso, ergonomia e espaço contemporâneo? Qual o impacto socioambiental dos materiais escolhidos?
DO DESAFIO PARA METODOLOGIA
Os estudantes deixam a posição de meros leitores de teorias e tornam-se sujeitos ativos do seu próprio aprendizado. A relação converte-se em uma troca dialógica contínua, onde a pesquisa de materiais, o desenho técnico, os croquis e a confecção de maquetes e protótipos estruturam uma práxis constante de ação-reflexão-ação. "Projetar não é impor uma forma estática ao espaço, mas escutar as necessidades do sujeito e transformar a matéria com propósito ético e social."
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1. TEMA E DESAFIO O grupo docente propõe um tema e desafio aos estudantes. O desafio consiste em produzir um protótipo de um móvel de apoio (que pode ser uma mesa de centro ou um apoio lateral). O grau de dificuldade está justamente na criação do mesmo, trazendo inovação e novas formas de pensar um mobiliário já tão “saturado” no mercado.
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PROCESSO APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS REAIS
2. APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS (PBL) + CHALLENGE DESIGN Traçando paralelos entre os indicadores da Unidade Curricular 09 e o mercado de trabalho, todo o processo de criação, especificação e referências estéticas estão entrelaçados às competências da UC, permitindo aos docentes criarem uma estratégia dinâmica de ensinoaprendizagem que se baseia em:
INSUMOS E REFERÊNCIAS CONCEITO E PROBLEMATIZAÇÃO
OTIMIZAÇÃO DA IDEIA VOLUMETRIA 3D ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PROTÓTIPO EM ESCALA REDUZIDA
VÍDEO “PITCH” COMERCIAL 165
3.CRITÉRIOS PARA O DESAFIO Para atingir os indicadores e criar uma coesão com o desafio, foram estabelecidos critérios para a triagem dos projetos, que foram abordados com os estudantes no decorrer da unicade curricular.
CRITÉRIOS TÉCNICOS Pranchas bem estruturadas sendo prancha de conceituação, detalhamentos e prancha com medidas e especificações. Apresentação da prancha, nome e indicação. Ergonomia. Adequação do materiais, estrutura e revestimentos.
INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE Diferenciação no mercado, uso de novas tecnologias. Preocupação com a fabricação sustentável.
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PROCESSO
ESTÉTICO E CONCEITUAL Ideação, criatividade, pesquisa de conceito, estética, adequação do conceito à peça e justificativa.
MERCADO E USO Viabilidade de construção, preço de fabricação, complexidade de fabricação. Estabilidade e uso.
PROTÓTIPO 3D Criação digital e miniatura física.
PITCH E APRESENTAÇÃO Desenvoltura, clareza na apresentação. Vídeo de até 1 min.
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4.OS FINALISTAS Os docentes da área de arquitetura e urbanismo do Senac Lapa Tito efetuaram uma triagem dos projetos participantes (04 turmas em andamento, abrangendo os 03 períodos - manhã, tarde e noite). A triagem foi realizada por pontuações nos quesitos listados na página anterior.
Os 05 projetos que mais pontuaram seguem para a fase final, onde convidamos os arquitetos Guto Requena e Gabriel Rosa para fazerem parte da banca avaliadora. Além dos arquitetos convidados, também farão parte do júri Johny Cerutti, Designer/Marceneiro, Ulisses Defonso Matano, gerente da Unidade Lapa Tito e Fernanda Florence, Gestão e Desenvolvimento do Senac São Paulo.
PITCH PARA JURADOS
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ESCOLHIDO O projeto escolhido será produzido em tamanho real por uma empresa parceira e ficará exposto no evento Design Essencial, do Senac São Paulo. Os estudantes também apresentarão a sua ideia ao público neste evento e estarão presentes nas mídias sociais da unidade Lapa Tito. Ao final desta revista, teremos uma matéria exclusiva com todos os participantes do projeto vencedor.
Os finalistas farão uma apresentação de até 05 (cinco) minutos para a banca avaliadora. Após esta avaliação, os jurados determinarão o vencedor.
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Guto Requena
CONVIDADO RESPONDE!
Arquiteto e designer brasileiro (nascido em 1979), formado pela USP, que fundou o Estúdio Guto Requena em 2008. Conhecido por integrar arquitetura, biofilia, tecnologia digital e interatividade.
Realizamos algumas perguntas aos nossos arquitetos convidados para entendermos um pouco mais como será a votação e o que procuram no mercado de design de interiores.
1.
Senac Tito: Equilibrar a urgência ecológica com a viabilidade comercial é o grande desafio da nossa década no design. No seu papel de jurado e mentor, como você aconselha esses jovens designers a navegarem nessa tensão para que as restrições de mercado ou de material sustentável não sufoquem a ousadia criativa?
Guto Requena: “Olha, eu acho que, na verdade, pensar a partir dos princípios, da sustentabilidade, da descarbonização, são uma mega ferramenta para estimular a criatividade. Eu não acho que são coisas separadas. Os desafios na hora de desenhar sempre existem e sempre existiram. Tem um briefing, tem um cliente, tem questões inerentes ao projeto. Quando a gente fala de sustentabilidade e descarbonização, eu acho que a gente tá abrindo um mundo de outras possibilidades. Os estudantes de design devem se alimentar desse desafio para criar projetos inovadores de fato! E ter a certeza que, no Brasil, a gente consegue aliar, de um lado, as novas tecnologias digitais, (pois somos uma cultura, um povo muito curioso por novas tecnologias) e do outro lado, a gente carrega esse nosso imenso legado de ancestralidade. Sendo um país com esse caldeirão de oportunidades quando a gente olha para nossa ancestralidade. Entender esse futuro tão desafiador de emergência climática, como uma grande oportunidade pra gente repensar e refazer tudo de uma maneira diferente, de uma maneira, não necessariamente nova, mas de uma maneira que a gente honre o passado e o futuro.”
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Guto Requena
CONVIDADO RESPONDE!
Senac Tito: Os 5 projetos finalistas passaram por uma triagem técnica rigorosa de pranchas, detalhamento e viabilidade. No entanto, para além do cumprimento dos requisitos do "briefing", o que você busca como o "fator X" ou a "alma do projeto" ao analisar essas propostas para coroar o vencedor?
Arquiteto e designer brasileiro (nascido em 1979), formado pela USP, que fundou o Estúdio Guto Requena em 2008. Conhecido por integrar arquitetura, biofilia, tecnologia digital e interatividade.
2.
Guto Requena: “Olha, para analisar esses projetos, eu busco inovação, eu quero ver coisas que eu ainda não vi. Eu quero ver um cuidado e uma consciência com o planeta, com o mundo que a gente vive, que a gente habita. Então, eu quero ver projetos que trazem ideias de sustentabilidade, de uma maneira interessante. E claro, quero me emocionar. Se tiver algum projeto que me traz emoção, com certeza esse vai ganhar.”
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Guto Requena
CONVIDADO RESPONDE!
Senac Tito: “Quebrar" os muros da sala de aula e colocar o design estudantil cara a cara com o mercado é um divisor de águas. Na sua visão, como esse intercâmbio de oxigênio criativo entre gerações fortalece e renova o design brasileiro?
Arquiteto e designer brasileiro (nascido em 1979), formado pela USP, que fundou o Estúdio Guto Requena em 2008. Conhecido por integrar arquitetura, biofilia, tecnologia digital e interatividade.
3.
Guto Requena: “ Super importante! Isso é muito a alma do Senac: aproximar de um lado a pesquisa, a área acadêmica, o ensino, do mercado de trabalho, do que acontece na prática, do que acontece nos escritórios e nas ruas. Essa é uma das grandes características do Senac e, claro, que os alunos só têm a ganhar porque eles vão aprender, de um lado, toda a parte histórica, conceitual, de fazer projetos, de pensar design, mas também vão pôr a mão na massa, vão para a rua, vão fazer estágios, vão fazer projetos! ... é fundamental essa troca. Só tem aprendizado quando a gente consegue levar os alunos para a rua, para observar in loco. E ambos se nutrem. Para os escritórios também que contratam estagiários, jovens formados, eles também se nutrem de uma outra visão de mundo.”
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Gabriel Rosa
CONVIDADO RESPONDE!
Realizamos algumas perguntas aos nossos arquitetos convidados para entendermos um pouco mais como será a votação e o que procuram no mercado de design de interiores.
Senac Tito: O repertório é criado pela vivência e experiências cotidianas. Na sua visão, como transformamos este olhar cotidiano em um repertório criativo para desenvolvimento de protótipos?
Gabriel Rosa formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 2023 pela Universidade Nove de Julho. Mas sua trajetória começou em 2019, ainda durante a faculdade, quando passou a desenvolver projetos que refletiam sua visão criativa de transformar espaços de maneira significativa. Em 2024, aos 22 anos, Gabriel estreou na CASACOR São Paulo como o arquiteto mais jovem da mostra – ocasião em que recebeu o prêmio de Melhor Ambiente.
1.
Gabriel Rosa: “Eu acredito que repertório seja sobre aprender a observar. A maioria das pessoas passa pelos mesmos lugares todos os dias, mas poucas realmente prestam atenção no que sentem, e principalmente no comportamento das pessoas sobre aquele espaço, isso influencia muito nossa forma de projetar, na maneira como a luz entra em um ambiente, nos materiais que envelhecem e nas soluções improvisadas que surgem naturalmente.”
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Gabriel Rosa
CONVIDADO RESPONDE!
Senac Tito: Os 5 projetos finalistas passaram por uma triagem técnica rigorosa de pranchas, detalhamento e viabilidade. No entanto, para além do cumprimento dos requisitos do "briefing", o que você busca como o "fator X" ou a "alma do projeto" ao analisar essas propostas para coroar o vencedor?
Gabriel Rosa formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 2023 pela Universidade Nove de Julho. Mas sua trajetória começou em 2019, ainda durante a faculdade, quando passou a desenvolver projetos que refletiam sua visão criativa de transformar espaços de maneira significativa. Em 2024, aos 22 anos, Gabriel estreou na CASACOR São Paulo como o arquiteto mais jovem da mostra – ocasião em que recebeu o prêmio de Melhor Ambiente.
2.
Gabriel Rosa: “Um bom projeto precisa funcionar, ser viável e responder ao briefing. Mas isso, sozinho, não faz dele inesquecível. Existe uma diferença e uma responsabilidade em desenhar mobiliário, de fazer um móvel que seja para o uso que entra todas as questões ergonômicas, ou fazer um móvel que seja uma obra de arte, que ele não necessariamente é ergonômico mas tem em si um conceito muito forte e uma proposta diferente. A técnica é o ponto de partida e também observo muito a coerência entre conceito e execução. Existe uma história sendo contada? As escolhas de material, forma, ergonomia e linguagem conversam entre si ou parecem decisões isoladas?”
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Gabriel Rosa
CONVIDADO RESPONDE!
Gabriel Rosa formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 2023 pela Universidade Nove de Julho. Mas sua trajetória começou em 2019, ainda durante a faculdade, quando passou a desenvolver projetos que refletiam sua visão criativa de transformar espaços de maneira significativa. Em 2024, aos 22 anos, Gabriel estreou na CASACOR São Paulo como o arquiteto mais jovem da mostra – ocasião em que recebeu o prêmio de Melhor Ambiente.
3. Senac Tito: Como estruturar a produção e a comercialização de um móvel inovador para garantir sua escalabilidade no mercado?
Gabriel Rosa: “Muitas vezes, designers criam peças extraordinárias, mas pensadas apenas como exercício criativo, sem considerar como serão produzidas, transportadas ou comercializadas. Por isso, acredito que a escalabilidade precisa ser pensada desde o primeiro desenho. É importante entender os processos industriais disponíveis, os materiais, os custos, a logística e a capacidade de adaptação da peça para diferentes mercados. E existe um ponto que considero ainda mais importante, que é construir desejo. Hoje, as pessoas não compram apenas um móvel. Elas compram a história, identidade que aquele produto representa.”
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GRANDE FINAL
Desafio de Mobiliário
Venha conhecer os projetos finalistas nas próximas páginas.
FINALISTAS! FINALISTAS: Mesa Ginga Mesa Ginga Mesa Essência Mesa Essência Mesa Maní Mesa Maní Mesa Jirau Mesa Jirau Mesa Lúmen Mesa Lúmen
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FINALISTAS!
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FINALISTAS! "Nós somos o começo, o meio e o começo." Nego Bispo
GINGA 176
FINALISTAS!
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FINALISTAS! “União da funcionalidade, sustentabilidade e identidade brasileira.”
ESSÊNCIA 178
FINALISTAS!
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FINALISTAS!
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FINALISTAS!
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FINALISTAS!
MESA JIRAU 182
FINALISTAS!
MESA LÚMEN CONCRETO
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FINALISTAS!
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QUEM SERÁ O PROJETO ESCOLHIDO DO DESAFIO DE 2026? VÁ PARA PÁGINA 205
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Dentro de casa!
Mais do que paredes e móveis, cada lar conta uma história. Acompanhe nosso designer de interiores em uma visita exclusiva pelas casas de nossos convidados, descobrindo as peculiaridades e os detalhes que tornam cada espaço único. por Alexandre Pedro
Convidado: Felipe Xodó @xodozeraaa foto: Karoline de Assis
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Felipe Xodó, Muralista e artista plástico, abre as portas de sua casa expondo a materialização do Maximalismo afetivo.
Felipe
XODÓ
foto: Karoline de Assis
Dentro de casa! por Alexandre Pedro
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heranças memórias garimpo
Longe do excesso desordenado, a tendência propõe uma curadoria onde o "mais é mais" é ditado pelo valor emocional, memórias de viagens, heranças de família e peças garimpadas.
valor emocional
O maximalismo afetivo consolida-se como uma das respostas mais autênticas do design contemporâneo ao rigor do minimalismo estéril.
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A CASA COMO BIOGRAFIA VISUAL
foto: Karoline de Assis
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MAIS QUE MORADA, UMA BIOGRAFIA EM CAMADAS Se para o modernismo a casa era uma "máquina de morar", na visão do muralista Xodó ela se converte em um altar tátil da memória. O morar aqui não é estático; é um organismo vivo pulsando em Maximalismo Afetivo. Esqueça as paredes frias e assépticas do minimalismo corporativo. Cada centímetro da casa funciona como um afresco moderno, onde a arte urbana encontra a ancestralidade afro-pindorâmica.
Paredes azul-profundo e terracota vívido servem de tela para um arranjo intencional: chapéus de palha, entalhes em madeira, máscaras, raquetes vintage e quadros com grafismos pretos e coloridos. Há um diálogo direto com o espírito tropicalista, a arte deixa de ser mero objeto contemplativo de galeria para se tornar experiência habitável, vestir o espaço e envolver quem nele pisa.
“...ARTE COMO EXPERIÊNCIA HABITÁVEL...” 190
“O excesso, quando conduzido pelo afeto, se transforma em pura poesia visual e acolhimento."
foto: Karoline de Assis
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O olhar apurado do muralista se revela nos detalhes das composições de parede: uma raquete de tênis clássica de madeira encontra uma cobra sinuosa e uma máscara esculpida; leques de estampas animais contrastam com pequenos quadros bordados. Harmonia entre o profano e o sagrado, o artefato urbano e o artesanato popular.
foto: Karoline de Assis
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"Literatura e arte popular: cabaças entalhadas repousam sobre livros de arte e ancestralidade, ressaltando o valor dos saberes tradicionais na casa contemporânea."
foto: Karoline de Assis
A brasilidade na decoração de Xodó passa longe do clichê tropical-chic de vitrine. Ela é resistência, identidade e raiz. Em um dos destaques visuais da casa, a bandeira ressignificada traz a síntese dessa poética: a palavra "KILOMBOALDEYA" cravada sobre o verde e amarelo, afirmando a convergência entre a matriz indígena e afro-brasileira na construção da nossa cultura.
A presença de cabaças entalhadas, guias sagradas (como a conta vermelha sob a máscara de zebra), cobras decorativas e literatura focada na cultura negra e nos Orixás, cria uma ponte com o pensamento do Mestre Didi e a estética visceral de Carybé. Não se trata apenas de peças bonitas, mas de fincar estacas de pertencimento.
A vegetação densa — com jiboias descendo pelas estantes, espadas-de-são-jorge e anthuriums — evoca a força das florestas tropicais e a proteção dos terreiros, trazendo o axé para o centro do espaço urbano. foto: Karoline de Assis
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foto: Karoline de Assis
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TERRACOTAS, ERVAS E A CALIDEZ DA COZINHA DE RAIZ Na cozinha, o maximalismo se aquece no tom dos azulejos e paredes na cor terracota e laranja queimado — matizes que remetem ao barro, à terra vermelha e ao fogo. Prateleiras abertas de madeira expõem potes de mantimentos em vidro, pilões de pedra e cerâmicas artesanais.
A vegetação escolhida, antúrio, com suas folhas verde-escuras e brilhantes, pontua a cena ao lado de relógios analógicos e luzes quentes amareladas sob as bancadas. É a tradução contemporânea das velhas cozinhas de fazenda brasileiras, onde o tempo corre em outro ritmo e a preparação do alimento ganha contornos de ritual. Xodó transforma a praticidade do dia a dia em uma extensão da sua paleta de cores e de seu estilo de vida criativo.
foto: Karoline de Assis
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foto: Karoline de Assis
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foto: Karoline de Assis
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foto: Karoline de Assis
foto: Karoline de Assis
Morar na casa de Xodó é entender que a decoração contemporânea não precisa de regras assépticas, mas de alma escancarada. Ao costurar memória, ancestralidade e arte urbana com uma coragem estética visceral, o muralista prova que a brasilidade mais autêntica não nasce da simetria, e sim do encontro espontâneo entre o que fomos e o que criamos todos os dias. No fim das contas, seu manifesto maximalista nos deixa uma provocação calorosa e urgente: a de que a nossa casa só ganha vida de fato quando se atreve a contar, em cada detalhe, a história do nosso próprio axé.
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A C E T O I L BIB TITO
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Alguns livros se tornam verdadeiras referências por sua relevância, qualidade e capacidade de inspirar diferentes gerações de profissionais. Estas indicações reúnem títulos da Editora Senac que conquistaram um lugar de destaque no acervo da biblioteca e estão entre os mais procurados nas áreas de arquitetura, paisagismo, urbanismo e design. São obras que unem teoria e prática com muita inspiração, oferecendo um rico repertório para quem deseja projetar, transformar e compreender melhor os espaços que habitamos. Esses e outros títulos estão disponíveis para empréstimo na nossa biblioteca! Venha conferir e se inspirar para seus próximos projetos!
POR CELENE LIMA BASTOS
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INSPIRE-SE
A Biblioteca tem o prazer de compartilhar algumas indicações de leitura que são essenciais para quem está envolvido no universo do design de interiores e paisagismo.
Plantas tropicais: guia prático para o paisagismo sustentável Autora: Juliana ASCHWANDEN-VILAÇA Mais do que um catálogo botânico, Plantas Tropicais, de Juliana Vilaça, é um guia prático para quem deseja criar jardins exuberantes, funcionais e em sintonia com o meio ambiente. A obra reúne mais de 500 espécies ornamentais, ilustradas em mais de 700 fotografias, organizadas por grupos como arbustos, bromélias, herbáceas, palmeiras, rasteiras, suculentas, cactos e trepadeiras, tornando a consulta intuitiva e eficiente. Cada espécie apresenta informações essenciais sobre porte, luminosidade, características e possibilidades de uso no paisagismo, auxiliando arquitetos, paisagistas, estudantes e entusiastas na escolha das plantas mais adequadas para diferentes projetos.
Móvel moderno no Brasil Modern furniture in Brazil. Autora: Maria Cecilia Loschiavo dos Santos Mais do que narrar a evolução do mobiliário nacional, Móvel Moderno Brasileiro revela como o design de móveis se tornou uma importante expressão da cultura, da identidade e da criatividade brasileiras. Fruto de uma pesquisa aprofundada, a obra apresenta um panorama da formação do mobiliário moderno no país, resgatando sua relevância histórica, estética e cultural em um campo ainda pouco explorado. Ao percorrer desde as primeiras manifestações do modernismo, na década de 1920, passando pela produção inovadora entre as décadas de 1960 e 1980, até chegar às criações contemporâneas, o livro evidencia como o mobiliário acompanhou as transformações da arquitetura, do design e dos modos de viver. A publicação também valoriza a relação entre o fazer artesanal e a produção industrial, destacando a riqueza e a diversidade do design brasileiro.
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A bíblia do design gráfico: um guia histórico e contemporâneo Autor: Theo Inglis Com uma abordagem clara e amplamente ilustrada, A Bíblia do Design Gráfico, de Theo Inglis, é uma leitura essencial para profissionais e estudantes que desejam compreender a evolução da comunicação visual e sua influência no design contemporâneo. O autor percorre a trajetória do design gráfico desde suas origens até os dias atuais, explorando conceitos fundamentais como tipografia, composição, identidade visual, mídias e os impactos das transformações tecnológicas na forma de comunicar. Organizado em capítulos objetivos e repleto de exemplos históricos e contemporâneos, o livro oferece uma visão abrangente da teoria e da prática do design, conectando referências clássicas às tendências atuais. Mais do que um guia introdutório, a obra inspira um olhar crítico e criativo sobre a construção da linguagem visual, tornando-se uma valiosa fonte de consulta para arquitetos, paisagistas, designers e para todos os profissionais que compreendem o design como um elemento essencial na concepção de espaços, marcas e experiências.
Projetando cozinhas: do sonho ao design Autora: Miriam Gurgel A cozinha deixou de ser apenas um espaço funcional para se tornar um dos principais ambientes de convivência da casa, reunindo estética, praticidade e identidade. Em Projetando Espaços: A Cozinha, Miriam Gurgel apresenta um guia completo para o desenvolvimento de projetos que respondem às necessidades do morar contemporâneo, conciliando criatividade, ergonomia e aproveitamento inteligente dos espaços. Com linguagem acessível e abordagem didática, a autora conduz o leitor por todas as etapas do projeto, abordando a definição de layouts, estilos, mobiliário, eletrodomésticos, materiais, acabamentos, bancadas, ilhas, armários e soluções para ambientes compactos. A obra também destaca aspectos essenciais para a funcionalidade da cozinha, demonstrando como decisões bem planejadas podem transformar o cotidiano dos usuários.
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Polifonia urbana: arquiteturas, urbanismos e mediações Autora: Adriana Levisky Adriana Levisky convida o leitor a refletir sobre a cidade como um espaço de múltiplas vozes, desafios e possibilidades. A partir da trajetória do escritório Levisky Arquitetos | Estratégia Urbana, a autora apresenta projetos emblemáticos desenvolvidos ao longo de quase duas décadas, revelando como a arquitetura e o urbanismo podem atuar como instrumentos de transformação social e qualificação dos espaços urbanos. Mais do que reunir casos de sucesso, a obra propõe uma discussão sobre o papel do arquiteto urbanista como mediador entre diferentes interesses, articulando aspectos sociais, culturais, econômicos, ambientais e políticos na construção de cidades mais humanas, inclusivas e sustentáveis. Entre os projetos apresentados estão intervenções de grande relevância, como a Praça Victor Civita, o Plano de Expansão do Hospital Albert Einstein, a Reurbanização do Jardim Colombo e o Senac São Miguel.
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TEMNATITO NETWORK Estudantes de Design de Interiores e Paisagismo do Senac Lapa Tito 2026
e de d a a re começ a su s e r o d e i! nec for aqu
Projetos de Boiserie em Paredes Projeto e Instalação Materiais: Poliestireno e E.V.A 1196253-2160 @meuspazio_1607 Marcelo Feliciano de Andrade Design Floral para eventos corporativos 11969067097 @avencafloral Wenderson Silva Moreira Lettering e painéis para eventos 11958401995 @arts.dsza Danielle Souza de Araujo Persianas, Cortinas e pisos laminados 11956058546 @vasconcellos_persianas Celso Vasconcellos Florista/ Design Floral 11977244716 @lillys.flora Líllian Paula
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PROJETO ESCOLHIDO "Nós somos o começo, o meio e o começo." Nego Bispo
GINGA ANA SOUZA JULIANA VASCONCELOS PATRÍCIA BRITO
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A BRASILIDADE NO RITMO DA CAPOEIRA
O trio de estudantes de design de interiores, Juliana Vasconcelos, Ana Souza e Patrícia Brito, responsáveis pelo desenvolvimento da mesa Ginga.
Fizemos algumas perguntas para as vencedoras deste desafio para entender um pouco do processo na visão do estudante. Juliana Vasconcelos, Ana Souza e Patrícia Brito
imagem conceitual da mesa Ginga
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Esta dinâmica do desafio do mobiliário da UC9 contribuiu em algo para o ensinoaprendizagem, a criação de vínculos ou em outro aspecto? Poderiam nos contar mais?
“De longe, essa foi uma das melhores experiências que vivemos. Éramos três perfis diferentes de criação, porém com uma conexão e uma escuta muito sensíveis.
Patrícia Brito, Guto Requena, Juliana Vasconcelos, Ana Souza, Gabriel Rosa e Johny Cerutti.
Isso facilitou muito todo o projeto. Nenhuma ideia era descartada; pelo contrário, era colocada em prática na tentativa de encontrar o melhor caminho para o processo. Cada uma de nós tinha uma habilidade diferente, mas sempre respeitando as individualidades e contribuindo com o que cada uma tinha de melhor naquele momento. Foi um verdadeiro encontro.”
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Quais foram as dificuldades e soluções encontradas na atividade em grupo?
“Nosso processo foi muito natural e tranquilo. Acreditamos que o ponto-chave foi cada uma reconhecer as habilidades da outra e valorizar o processo que, mesmo sendo realizado em grupo, preservava as individualidades de cada uma.
Acreditamos que o mais importante foi não descartar nenhuma ideia, mas testá-las ao máximo, para que nada que pudesse ser importante para o projeto fosse deixado de lado.”
Juliana Vasconcelos, Patrícia Brito e Ana Souza.
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moodboard
O que diriam para os participantes dos próximos desafios? “Com certeza, foi um dos processos mais prazerosos que vivemos. Além de todo o processo ser muito bem estruturado, poder apresentar o projeto para profissionais e para toda a equipe de estudantes e professores da Tito foi emocionante. O feedback que recebemos de todo o corpo de jurados foi muito importante para validar ainda mais nosso crescimento ao longo do processo. Toda a estrutura montada para a apresentação também valorizou muito esse momento.
O que podemos dizer para os próximos estudantes é: não tenham medo de expor uma ideia, uma expressão, uma verdade. Expor-se e compartilhar suas ideias é uma oportunidade de externalizar aquilo que pensamos e sentimos para o mundo. Não percam essa oportunidade.”
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“Escutar o outro e acolher diferentes ideias, especialmente em trabalhos em grupo, pode enriquecer muito um projeto. Essa troca permite aprender uns com os outros, ampliar perspectivas e construir algo ainda mais significativo em conjunto; principalmente para quem vem de áreas completamente diferentes. Se permitir vivenciar, aprender e crescer com as experiências e conhecimentos das outras pessoas. ”
Ana Souza @ana_hinashi, Juliana Vasconcelos @jumobidesign, Patrícia Brito @patriciabritos_
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MOBILIÁRIOS
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FORMADOS Para o mercado de trabalho
Estudantes ganham o mercado com projetos reais. As ex-alunas Janaína Mendes e Luci Barros, trazem nas próximas páginas sua parceria de sucesso construída em sala de aula, ganhando agora espaço no mercado de design de interiores de São Paulo.
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PROJETO KETY
Um projeto de design de interiores não é somente estética, é uma jornada que envolve funcionalidade, conforto e bem-estar.
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PROJETO AUTORAL Detalhes da marcenaria ganham destaque no projeto totalmente personalizado.
Janaina Mendes e Luci Barros Designer de Interiores Turma de formação: TDI 70
@janainamendes7737 @luce_organizer
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III