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João Vieira Lopes diretor-geral da Unimark; presidente da ADIPA (Associação dos Distribuidores de Produtos Alimentares)
A situação económica do país e, naturalmente, o poder de compra dos portugueses são sempre influenciados pelo que sucede na economia internacional. Assim, como consequência da guerra no Médio Oriente, tem existido uma subida do preço dos combustíveis e do gás, que afetou toda a economia e, em particular, quer os transportes de passageiros e de mercadorias, quer ainda os cidadãos que se deslocam em viaturas automóveis para o emprego ou em lazer. O mercado automóvel, apesar do crescimento das viaturas elétricas, permanece ainda globalmente dependente dos combustíveis fósseis.
Esta situação afetou o poder de compra, quer em termos reais, quer até psicológicos, havendo alguma retração dos consumidores, que todos notámos. Acresce ainda outra situação que está a atingir o comércio alimentar: o aumento significativo de preços, nomeadamente, em tudo o que tenha a ver com a agricultura. Mesmo que existam, a curto prazo, acordos de paz, as consequências económicas manter-se-ão por vários meses ou anos, conforme os sectores. Não podemos, por isso, esperar grandes facilidades fiscais ou outros benefícios financeiros em grande escala por parte do Governo. Devemos, sim, contar com cada um de nós e pressionar as organizações que nos representam, como a ADIPA, para serem ativas na defesa das nossas reivindicações.
É também importante promovermos, pelo menos uma vez por ano, um evento comercial e de convívio como a Convenção do Aqui é Fresco, que realizámos recentemente em Aveiro, com êxito assinalável em termos comerciais, mais uma vez com a colaboração ativa dos nossos parceiros fornecedores. Mostrámos, também assim, aos governantes, que nos deram a honra da sua presença, que o comércio alimentar de proximidade, a que muitos chamam tradicional, tem capacidade para organizar grandes realizações comerciais e está a ter uma modernização efetiva na área tecnológica e digital.
Mas é também na nossa atividade do dia a dia que nos devemos centrar para fazer valer as nossas características distintivas junto do consumidor. Tanto mais que, desde a Covid-19, se tem acentuado a abertura de pontos de venda de pequena ou média dimensão das grandes organizações comerciais. Assim, gostaria de relembrar alguns pontos que julgo importantes para a nossa relação com o consumidor:
• Temos de fazer um esforço para manter as lojas limpas, bem iluminadas e organizadas, para o consumidor encontrar facilmente os produtos. Todos estamos de acordo, mas, por vezes, alguns de nós facilitam nestas áreas.
• A proximidade ao consumidor é uma das nossas maiores vantagens. Uma rede como o AeF é muito flexível na gama, o que permite adaptá-la facilmente a cada local. Esta é uma mais-valia que devemos explorar, a da personalização, já que as grandes organizações, com gamas fixas e nacionais, não o podem fazer.
• Temos de exigir à gestão da rede AeF condições comerciais cada vez mais competitivas, assim como uma prioridade clara nas promoções de produtos de rotação. Não nos devemos inibir de dialogar, pois este é um projeto coletivo e, por isso, precisa da colaboração e da intervenção de todos.
Tenho a certeza de que continuaremos a procurar os caminhos para que o AeF funcione cada vez melhor, adaptando-se e modernizando-se para acompanhar a evolução do mercado.
REVISTA AQUI É FRESCO
DEPÓSITO LEGAL N.º: 396902/15
N.º DE INSCRIÇÃO NA ERC: 126837
PERIODICIDADE: Semestral
PROPRIEDADE: Aqui é Fresco - Sociedade de Desenvolvimento Retalhista, S.A.
NIPC: 514 282 770
DIRETOR João Vieira Lopes
DIRETOR ADJUNTO Carla Esteves
EDITOR Bruno Farias
Rua Dom Nuno Álvares Pereira, N.º 4 – 4A, Bloco 4, 5.º Piso 2695-445 Bobadela
ESTATUTO EDITORIAL
DISPONÍVEL EM: https://aquiefresco.pt/estatuto-editorial/
SEDE DE REDAÇÃO
Rua Dom Nuno Álvares Pereira, N.º 4 – 4A, Bloco 4, 5.º Piso 2695-445 Bobadela
TELEFONE: 219 533 860 WEBSITE: www.aquiefresco.pt E-MAIL: geral@unimark.pt
TIRAGEM: 2 mil exemplares
IMPRESSÃO: Yellowmaster, S.A.
MORADA: Av. Alm. João Azevedo Coutinho, 643, 2775-101 Parede
ADMINISTRAÇÃO
Presidente:
Malaquias - Distribuição Alimentar, Lda. Vogal: M.Cunha & Ca, S.A. Vogal: Armazéns da Santa, S.A. Vogal: Marabuto - Prod. Alimentares, S.A. Vogal: Amaral & Filhos – Distribuição, S.A. Acionistas com 5% ou mais % do capital do Aqui é Fresco, SA: Amaral & Filhos - Distribuição S.A. - 12,1% M Cunha & Ca. S.A. - 12,1% Malaquias - Distribuição Alimentar, Lda - 12,1% Marabuto - Prod. Alimentares, S.A. - 12,1% Pereira & Santos, S.A. - 12,1% Soprei CRL - 12,1%

15 Anos Aqui é Fresco
6
Década e meia a reforçar a nossa competitividade
UP: sustentabilidade com percurso
8
Sustentabilidade como compromisso estrutural da UP

Aqui é Fresco 2.0
Escala e eficiência, sem perder proximidade no AeF 2.0
Inteligência
Artificial no Retalho
22
IA ao serviço do retalho de proximidade

Clientes
12 58
Lojas da rede Aqui é Fresco aquecem o frio da serra
A Fechar
Rede unida prepara futuro com entusiasmo

XV Convenção AeF
26
Comércio independente em novo ciclo de crescimento
Prémio Carreira
32
Carlos Mendes Gonçalves distinguido
Fornecedores
40
Testemunhos dos nossos fornecedores


As nossas iniciativas
A rede Aqui é Fresco assinalou 15 anos de atividade com uma campanha nacional de aniversário e uma ambição reforçada para 2026: continuar a crescer, modernizar processos e aumentar a competitividade dos retalhistas independentes que integram a insígnia.
Com cerca de 650 supermercados e minimercados distribuídos por todo o país, o Aqui é Fresco consolidou-se como uma das principais redes nacionais de retalho alimentar de proximidade. Criado, em 2012, pela Unimark, nasceu com o objetivo de dar escala ao comércio independente, reforçando a capacidade negocial junto do sector grossista e dos fornecedores, sem retirar autonomia nem identidade aos comerciantes.
“Estes 15 anos demonstram que o retalho independente, quando trabalha em rede, consegue ganhar dimensão, eficiência e relevância no mercado, sem perder a sua ligação às comunidades locais”, afirma Carla Esteves, diretora executiva do Aqui é Fresco.
Uma campanha para celebrar com os clientes No âmbito das comemorações do 15.º aniversário, o Aqui é Fresco lançou a campanha “Compre e Ganhe”, uma iniciativa nacional que pretende premiar a fidelidade dos consumidores e reforçar a ligação da rede às comunidades em que está presente.
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A mecânica era simples: por cada compra mínima de 20 euros em produtos incluídos nos folhetos

promocionais especiais da campanha, os clientes ficavam habilitados a ganhar um dos dois vales de compras atribuídos por loja aderente, um no valor de 50 euros e outro no valor de 30 euros. A campanha decorreu entre 14 de janeiro e 22 de fevereiro de 2026.
“Quisemos celebrar este aniversário ao lado dos nossos retalhistas, reconhecendo a sua fidelidade e reforçando a ligação de proximidade que caracteriza as lojas Aqui é Fresco”, acrescenta Carla Esteves.
A campanha também ganhou expressão dentro das próprias lojas, com materiais de comunicação dedicados, decoração alusiva ao aniversário e uma forte presença visual das cores da insígnia. O objetivo foi transformar a data num momento de ativação no ponto de venda, envolvendo lojistas e consumidores numa celebração comum.
Ao longo dos últimos anos, o Aqui é Fresco tem vindo a reforçar a sua proposta de valor através de vários eixos: maior capacidade de negociação, melhores condições de compra, reforço da marca própria UP e parcerias estratégicas com empresas que oferecem vantagens adicionais aos retalhistas.

A nossa marca
A sustentabilidade tem vindo a afirmar-se como um dos pilares estruturais da marca UP. Mais do que uma resposta conjuntural às novas exigências do mercado, este posicionamento resulta de um percurso construído ao longo dos últimos anos, assente em decisões concretas, consistentes e alinhadas com uma visão de maior responsabilidade ambiental e social.


Essa orientação tem sido visível em várias frentes. A redução do uso de plástico nas embalagens, a valorização da produção nacional, com a maioria dos fornecedores a operar em Portugal, e o reforço de parcerias com impacto social são alguns dos exemplos que demonstram a forma como a marca tem vindo a integrar a sustentabilidade no seu desenvolvimento.
Este caminho ganha agora novo impulso no segmento profissional, com o lançamento de uma gama de detergentes com certificação ecológica Ecolabel. Trata-se de uma certificação europeia atribuída com base em critérios ambientais rigorosos, que distingue produtos capazes de garantir um desempenho eficaz, enquanto reduzem o seu impacto ambiental ao longo do ciclo de vida.
A nova gama integra soluções essenciais para o quotidiano dos profissionais, como desengordurante de cozinhas, detergente multiusos perfumado, lavaloiça manual e limpa-vidros multiusos. São produtos pensados para contextos em que a eficiência, a segurança e a responsabilidade ambiental assumem um papel cada vez mais relevante, nomeadamente na restauração, hotelaria, comércio alimentar e outros espaços de utilização profissional.




Mais do que acompanhar uma tendência, esta aposta traduz a consolidação de uma estratégia que procura conciliar desempenho técnico, qualidade e consciência ambiental. Num sector em que a eficácia dos produtos continua a ser determinante, a UP reforça a ideia de que a sustentabilidade não deve ser vista como um compromisso separado da funcionalidade, mas como parte integrante da proposta de valor.
Paralelamente, a marca tem vindo a alargar a sua oferta de produtos descartáveis desenvolvidos a partir de materiais mais sustentáveis. Esta gama responde a novas necessidades de consumo, como o take-away, os eventos, os momentos ao ar livre ou as soluções práticas para o canal profissional. Copos em papel, talheres em madeira, talheres CPLA, pratos
e taças em cana-de-açúcar são alguns exemplos que integram esta evolução. A presença do selo “100% biodegradável” reforça esse posicionamento junto do consumidor e dos operadores profissionais.
Vertente social sempre presente
A vertente social continua igualmente presente no ADN da insígnia. Em 2026, após a convenção Aqui é Fresco, que foi um sucesso a todos os níveis para a marca, a UP apoiou duas instituições – a FAM e a Refood Aveiro – através da doação de diversos produtos alimentares, contribuindo de forma ativa para causas com impacto direto na comunidade. Deste modo, a UP mantém uma abordagem integrada, em que sustentabilidade, inovação e responsabilidade social coexistem de forma natural. A marca não se limita a acompanhar as exigências do sector: procura afirmar-se como um agente ativo na construção de soluções mais conscientes, mais responsáveis e mais alinhadas com os desafios do futuro.
A sustentabilidade na UP não surge como uma resposta pontual, mas como parte de um percurso que combina inovação, responsabilidade ambiental e compromisso social
















Num mercado cada vez mais competitivo, o retalho alimentar de proximidade enfrenta desafios exigentes. A pressão sobre as margens, a concorrência das grandes cadeias, a necessidade de maior eficiência operacional e um consumidor cada vez mais informado obrigam o comércio independente a encontrar novas formas de ganhar escala, sem perder aquilo que o distingue: a proximidade, a relação de confiança e a identidade local.
É neste contexto que surge o programa Aqui é Fresco 2.0, uma nova etapa estratégica para a rede, pensada para reforçar a competitividade dos retalhistas, melhorar a ligação entre a central de compras, os associados, os cash & carry e as lojas e criar mais valor para o consumidor final.
A lógica é simples: num sector em que a dimensão conta cada vez mais, negociar isoladamente representa uma perda de força competitiva. A união através de uma central de negociação permite criar escala, melhorar condições comerciais, reforçar margens e assegurar maior suporte logístico, mantendo, ao mesmo tempo, a autonomia e a identidade de cada loja.
Uma estratégia comum para uma rede mais forte
O Aqui é Fresco 2.0 nasce com o objetivo de unir os retalhistas em torno de uma estratégia comum, assente em sete pilares fundamentais: integração de faturas efetuadas no cash & carry, integração dos folhetos Aqui é Fresco, fidelização, imagem corporativa, formação, marca própria e benefícios da rede.
Estes pilares procuram responder a alguns dos

principais desafios identificados na operação diária: a falta de integração entre os diferentes intervenientes da rede, a dificuldade em medir o comportamento dos retalhistas e o ainda reduzido aproveitamento dos dados de faturação e da relação entre os cash & carry e as lojas.





















Mais do que um programa operacional, o Aqui é Fresco 2.0 pretende criar um verdadeiro ecossistema integrado de dados, comunicação e gestão. A integração entre faturas, folhetos, fidelização, imagem e formação permite que os diferentes módulos se alimentem entre si, gerando informação mais útil, decisões mais rápidas e campanhas mais ajustadas ao comportamento real dos clientes.
Dados ao serviço da fidelização
Um dos principais ganhos desta nova abordagem está na capacidade de conhecer melhor o consumidor. Ao analisar padrões de compra, preferências e histórico de consumo, torna-se possível desenvolver campanhas mais direcionadas, promoções mais relevantes e uma comunicação mais personalizada. Neste contexto, o cartão de fidelização assume um papel central. Ao recompensar hábitos de consumo e incentivar a repetição de visitas, contribui para aumentar a recorrência de compra, o ticket médio e a retenção de clientes, fatores particularmente importantes num mercado em que a proximidade tem de ser acompanhada por propostas de valor claras e competitivas.
Vantagens para retalhistas e consumidores
Para os retalhistas, os benefícios passam por uma maior eficiência operacional. A automatização da recolha e integração de dados de faturação e campanhas reduz duplicações, minimiza falhas humanas e permite tomar decisões com base em informação mais atualizada. A isso junta-se uma gestão de marketing mais personalizada, apoiada nos dados de consumo e orientada para campanhas inteligentes, baseadas no histórico e nas preferências de compra.
A uniformização da imagem corporativa é outro eixo relevante. Ao reforçar o reconhecimento da marca Aqui é Fresco, contribui para transmitir uma perceção de qualidade, confiança e proximidade junto do consumidor final, sem apagar a identidade de cada comerciante.
Para o consumidor, a principal vantagem está numa experiência de compra mais personalizada. Com base nos dados recolhidos, torna-se possível receber ofertas mais ajustadas ao seu perfil e histórico de compras. A centralização de benefícios através do cartão de fidelização permite ainda acumular pontos e descontos, criando um ciclo de recompensa mais tangível e valorizado.
Crescer em rede, sem perder proximidade O Aqui é Fresco 2.0 traduz uma visão de futuro para o comércio independente: mais tecnologia, mais dados, mais integração e mais capacidade de resposta, mas sem nunca perder a proximidade que caracteriza a rede. Num sector em profunda transformação, a competitividade já não depende apenas do preço ou da localização. Depende também da capacidade de conhecer o cliente, simplificar processos, criar valor e trabalhar em rede. É esse o caminho que o Aqui é Fresco 2.0 procura consolidar.
“O Aqui é Fresco 2.0 pretende criar um ecossistema integrado de dados, comunicação e gestão, reforçando a competitividade dos retalhistas sem comprometer a identidade local das lojas”















O programa Aqui é Fresco 2.0 coloca o cartão de fidelização no centro da relação entre lojas e consumidores, com novas funcionalidades, acumulação de pontos, acesso a descontos em parceiros nacionais e locais e campanhas mais direcionadas. A aposta pretende transformar a proximidade numa vantagem ainda mais concreta, aumentando a recorrência de compra, o ticket médio e o conhecimento do cliente.
Num contexto em que conquistar novos clientes é um desafio, a fidelização assume um papel estratégico. É precisamente nesse território que o Aqui é Fresco 2.0 pretende reforçar a proposta de valor da rede, colocando o cartão de fidelização como uma das
principais ferramentas para estreitar a relação entre as lojas e os consumidores. Mais do que um simples cartão de descontos, a nova geração do cartão Aqui é Fresco pretende funcionar como uma plataforma de ligação contínua ao cliente. Através da acumulação de pontos, do acesso a campanhas específicas, da consulta de histórico de compras e da oferta de vantagens em parceiros, o objetivo é incentivar a repetição de visitas, valorizar a preferência do consumidor e transformar compras ocasionais em hábitos recorrentes.
A lógica é clara: se a proximidade continua a ser o maior ativo das lojas Aqui é Fresco, essa proximidade deve ser reforçada com instrumentos capazes de criar valor tangível. O cliente que já reconhece a loja pela conveniência, pelo atendimento personalizado e pela confiança passa também a ter uma razão adicional para regressar: ser recompensado pelas suas compras.
Mais vantagens, mais conhecimento
O cartão de fidelização tem uma importância central na estratégia Aqui é Fresco 2.0. O programa permite criar um cartão comum da rede, com pontos, descontos, histórico de compras e campanhas direcionadas, tendo como finalidade aumentar a frequência de compra, o ticket médio e o conhecimento do cliente.
Esta última dimensão é particularmente relevante. Ao permitir conhecer melhor os padrões de consumo, as preferências e o histórico de compras dos clientes, o cartão ajuda a transformar dados em ação comercial. Ou seja, a rede e os retalhistas passam a estar em melhores condições para desenvolver campanhas mais ajustadas, promoções mais relevantes e uma comunicação mais próxima das necessidades reais dos consumidores.
Num mercado em que o preço continua a ser importante, mas já não explica sozinho a escolha da loja, a fidelização permite acrescentar outras camadas de valor: conveniência, reconhecimento, recompensa e personalização.
Pontos que se transformam em benefícios
Entre as novidades previstas para o cartão Aqui é Fresco está a atribuição de pontos por compras realizadas em artigos do folheto da rede. Por cada 10 euros em compras de artigos do folheto Aqui é Fresco, o consumidor acumula um ponto, que poderá depois ser utilizado para aceder a vantagens através de uma plataforma com mais de 500 parceiros nacionais e locais.
O funcionamento foi pensado para ser simples e intuitivo. A loja informa o consumidor, o cliente utiliza o cartão no momento da compra, acumula saldo virtual, recebe pontos, troca esses pontos por benefícios e usufrui das vantagens nos parceiros aderentes.
A plataforma inclui áreas como saúde e beleza, hotéis e restauração, lazer e aventura, produtos e serviços. Deste modo, o cartão deixa de estar limitado à loja e passa a acompanhar o consumidor noutros momentos da sua vida, aumentando a perceção de utilidade do programa.
Ferramenta para valorizar a proximidade
A aposta no cartão parte de uma leitura clara sobre o comportamento atual do consumidor. Os clientes valorizam cada vez mais a proximidade, a confiança e recompensas reais. Ao mesmo

tempo, as compras tendem a ser mais frequentes, com cestos mais pequenos e maior recurso a lojas próximas de casa, capazes de responder a necessidades imediatas do dia a dia.
As lojas Aqui é Fresco têm uma vantagem que as grandes cadeias dificilmente conseguem replicar na mesma escala: conhecem os clientes, estão inseridas nas comunidades, oferecem um atendimento personalizado e respondem a missões de compra rápidas e convenientes. O cartão vem reforçar essa relação, dando-lhe uma dimensão mais estruturada. O cliente continua a ir à loja pela confiança, pela conveniência e pela relação humana, mas passa também a acumular benefícios concretos por essa preferência.
Campanhas mais inteligentes O novo cartão permite ainda desenvolver ações diferenciadoras, desde brindes exclusivos a sorteios, reconhecimento dos melhores clientes e campanhas de cross-selling inteligente.
Estas iniciativas têm uma dupla função. Por um lado, criam estímulos adicionais para a utilização regular do cartão. Por outro, permitem às
A transparência nas promoções evita frustrações e potencia a confiança. Campanhas complexas, ou mal sinalizadas, geram desconfiança e prejudicam a perceção de valor
lojas e à rede conhecer melhor o comportamento dos clientes, identificando oportunidades para campanhas mais eficazes e para uma oferta mais adequada ao perfil de consumo.
A fidelização deixa, assim, de ser apenas uma mecânica promocional e passa a ser uma ferramenta de gestão. Ajuda a perceber quem compra, o que compra, com que frequência compra e que tipo de incentivo pode gerar nova visita. Para o retalhista, esta informação pode ser decisiva para melhorar a eficiência comercial e aumentar a rentabilidade.
Parceiros locais reforçam ligação à comunidade Uma das dimensões mais interessantes do novo cartão Aqui é Fresco está na possibilidade de integrar parceiros locais na plataforma de benefícios. Qualquer loja da rede pode colaborar com a sugestão de novos parceiros da sua zona, permitindo adaptar o programa à realidade de cada comunidade.
Esta abertura é particularmente relevante para uma rede de comércio de proximidade. Ao envolver parceiros locais, o cartão não se limita a replicar um modelo centralizado de vantagens. Pelo contrário, pode tornar-se uma ferramenta de dinamização do comércio local, aproximando lojas, serviços e consumidores no mesmo território.
Deste modo, a fidelização deixa de acontecer apenas entre a loja e o cliente. Passa a criar uma rede mais alargada de valor, na qual a loja Aqui é Fresco funciona como ponto de entrada para benefícios que podem ser utilizados noutros operadores da região.
Uma nova etapa para o cartão da rede
O Aqui é Fresco já dispunha de um programa de fidelização, mas a evolução prevista para 2026 introduz uma nova ambição. A rede pretende melhorar o sistema existente, reforçar o back-office, acrescentar novas funcionalidades e atribuir mais vantagens ao consumidor, potenciando o aumento de vendas através dos pontos acumulados.
A grande diferença está na passagem de uma lógica essencialmente assente em campanhas para uma lógica mais contínua de relacionamento e conhecimento. O cartão deve ser usado sempre, independentemente de existir ou não uma campanha ativa num determinado produto. Quanto mais o cliente utilizar o cartão, maior será a capacidade da rede para conhecer o seu comportamento e maior será também o valor acumulado pelo consumidor.
Esta mudança é essencial para criar hábito. O cartão torna-se parte natural da experiência de compra, não apenas um instrumento ocasional de desconto.
Valor para consumidores, lojas e rede
Para o consumidor, a vantagem é direta: acumular pontos, aceder a descontos, beneficiar de campanhas e receber ofertas mais ajustadas ao seu perfil. Para o retalhista, o cartão permite aumentar frequência, estimular compras adicionais, conhecer melhor os clientes e reforçar a ligação à loja. Para a rede, representa uma
ferramenta de escala, dados e ativação comercial.
Esta lógica tripla é uma das grandes forças do programa. O cartão só cria valor se for útil para todos os intervenientes. O consumidor tem de sentir que ganha algo por o utilizar. A loja tem de perceber que a ferramenta ajuda a vender mais e melhor. A rede tem de conseguir transformar a informação recolhida em campanhas mais eficazes e numa proposta de valor mais competitiva.
Fidelização: futuro da proximidade
O cartão Aqui é Fresco traduz uma das grandes ideias do programa
Aqui é Fresco 2.0: o futuro do retalho independente passa por combinar proximidade com dados, relação humana com tecnologia, identidade local com força de rede.
Num mercado em que a concorrência se intensifica e em

que os consumidores comparam mais, compram de forma mais racional e valorizam recompensas concretas, a fidelização torna-se uma ferramenta crítica. Não substitui o atendimento, a confiança ou a conveniência. Mas acrescenta-lhes uma dimensão mensurável e recorrente.
Ao reforçar o cartão de fidelização, o Aqui é Fresco procura transformar a relação diária com o cliente numa vantagem competitiva mais sólida. Porque, no comércio de proximidade, cada visita conta. E cada cliente fiel é mais do que uma compra: é uma ligação que fortalece a loja, a rede e a comunidade em que ambas estão inseridas.







Em 2026, CHOCAPIC, a marca icónica de cereais da Nestlé, comemora este ano 40 anos à mesa das famílias portuguesas e tornou‑se um verdadeiro ícone no segmento de cereais no país, acompanhando gerações e mantendo-se como uma referência de sabor e confiança.
Hoje, a marca faz parte da rotina de muitas famílias em Portugal, que saboreiam, todos os anos, mais de 51 milhões de taças CHOCAPIC, que se traduzem em 51 milhões de momentos que começam com o mesmo aroma e sabor, capazes de tornar as manhãs mais felizes.
Ao longo deste percurso, CHOCAPIC evoluiu lado a lado com os consumidores, adaptando-se às mudanças nos hábitos alimentares e às crescentes preocupações com a saúde e a nutrição — sempre sem comprometer o seu sabor inconfundível, responsável por criar memórias à mesa ao longo de várias gerações.
A marca tem vindo a reforçar o seu compromisso com a melhoria nutricional dos seus produtos e nos últimos 10 anos CHOCAPIC reduziu em 31% o teor de açúcares e em 38% o teor de sal, respetivamente, mantendo intacta a experiência de sabor que os portugueses tão bem conhecem.
A NOSSA GAMA
SABOR FORTE EM CHOCOLATE
COM CEREAIS INTEGRAIS
PARA TODA A FAMÍLIA


Em paralelo, aumentou em 18% a quantidade de cereais integrais e em 4% o teor de fibra, reafirmando o objetivo de oferecer opções cada vez mais equilibradas — e sempre deliciosas — para o pequeno-almoço.
Quarenta anos depois, CHOCAPIC continua a reinventar-se, preservando aquilo que o torna único: o sabor irresistível do chocolate, agora aliado a um perfil nutricional melhorado que reflete as expectativas das famílias de hoje.
CHOCAPIC continua a transformar pequenos-almoços em momentos especiais — sempre forte em chocolate.









Como a IA pode ajudar o comércio de proximidade a ser mais eficiente, competitivo e próximo do cliente?
A inteligência artificial já não é um conceito distante, reservado às grandes multinacionais ou aos gigantes do comércio digital. Está cada vez mais presente no dia a dia das empresas, muitas vezes de forma discreta, quase invisível, mas com impacto direto na forma como se tomam decisões, se gerem recursos e se responde às necessidades dos consumidores. No retalho, a IA começa a afirmar-se como uma ferramenta essencial para ganhar eficiência, reduzir o desperdício, antecipar
tendências e melhorar a experiência de compra e personalizar a relação com o consumidor. Segundo a consultora McKinsey, a inteligência artificial generativa poderá gerar entre 344 mil milhões e 567 mil milhões de euros por ano em valor adicional para o retalho e os bens de grande consumo, através de ganhos em áreas como o marketing, as vendas, o atendimento ao cliente, a gestão de inventário e a cadeia de abastecimento.
Mas, quando falamos de comércio de proximidade, a pergunta impõese: que papel pode ter esta tecnologia numa rede como o Aqui é Fresco?
A resposta é clara: pode ter um papel decisivo. Não para substituir o retalhista, nem para retirar humanidade à loja, mas para libertar tempo, melhorar a gestão e reforçar aquilo que sempre diferenciou o comércio local: a relação próxima com o cliente.
Gestão de stocks mais eficiente Uma das áreas em que a inteligência artificial pode ter maior impacto é na gestão de stocks. Através da análise do histórico de vendas, da sazonalidade, dos dias da semana, das campanhas promocionais e até de fatores externos, como feriados ou condições meteorológicas, é possível prever com maior precisão que produtos terão maior procura em determinado período. Para uma loja Aqui é Fresco, isso pode significar
menos ruturas, menos excesso de mercadoria, menos desperdício e maior rentabilidade. Produtos frescos, artigos de mercearia, bebidas, congelados ou produtos sazonais podem ser geridos de forma mais inteligente, garantindo que a loja tem o produto certo, na quantidade certa, no momento certo. Num sector em que as margens são muitas vezes apertadas, esta capacidade de previsão pode fazer uma diferença significativa.
A McKinsey estima que a IA pode reduzir os níveis de inventário entre 20% e 30%, através de uma melhor previsão da procura, segmentação dinâmica e otimização de stocks. Este dado é particularmente relevante para o comércio alimentar, onde o equilíbrio entre disponibilidade e desperdício é crítico. Um exemplo concreto é o da cadeia britânica Morrisons, que implementou uma tecnologia para previsão da procura e reposição automática. A solução passou a analisar dados de vendas, meteorologia e feriados, permitindo prever a procura por produto e por loja.
O retalhista reduziu em 30% as falhas de produto em prateleira e diminuiu em dois a três dias o stock mantido em loja.
Para uma rede como o Aqui é Fresco, a lição é direta: mesmo sem replicar sistemas complexos de grandes cadeias, a lógica pode ser adaptada à escala da proximidade. Uma loja pode usar dados simples, como vendas por semana, campanhas, sazonalidade, histórico de ruturas ou produtos de maior rotação, para tomar decisões mais rigorosas.
Campanhas mais estratégicas e relevantes
A IA também pode apoiar o planeamento promocional. Ao analisar campanhas anteriores, a tecnologia consegue ajudar a perceber que produtos tiveram melhor desempenho, que promoções geraram maior adesão, que categorias atraíram mais clientes e em que alturas do ano determinadas ações fazem mais sentido. Isto permite às lojas desenvolver campanhas mais ajustadas à realidade local e menos baseadas apenas na intuição. Num contexto de consumo mais racional, em que o preço continua a ser um fator importante, mas em que a conveniência, a confiança e a relevância também pesam na decisão de compra, esta capacidade de personalização torna-se especialmente importante. Uma campanha bem desenhada não é apenas uma descida de preço. É uma resposta concreta a uma necessidade real do cliente.
Além disso, a proximidade também se constrói através da comunicação. Com ferramentas de IA, é
possível criar mensagens mais ajustadas a diferentes momentos, campanhas e perfis de cliente. Desde folhetos digitais a mensagens para redes sociais, newsletters, WhatsApp ou comunicação em loja, a tecnologia pode ajudar a tornar a comunicação mais regular, clara e relevante.
Para uma rede como o Aqui é Fresco, esta dimensão é especialmente importante. A comunicação deve manter o tom humano, simples e próximo, mas pode beneficiar de ferramentas que ajudam a planear melhor, escrever mais depressa e adaptar mensagens a diferentes públicos.
Melhor conhecimento do consumidor
O comércio de proximidade sempre conheceu bem os seus clientes. A IA pode ajudar a transformar esse conhecimento empírico em informação mais estruturada. Que produtos são mais comprados por determinados perfis de cliente? Que categorias crescem em certas alturas do ano? Que artigos costumam ser comprados em conjunto? Que oportunidades existem para melhorar o sortido? Estas respostas podem ajudar o retalhista a tomar melhores decisões, desde a organização da loja até à seleção de produtos, passando pela comunicação e pelo atendimento.
Numa rede com o perfil do Aqui é Fresco, em que cada loja está inserida numa comunidade específica, esta leitura local é essencial. Uma loja numa zona urbana, uma loja numa aldeia, uma loja junto a uma escola ou uma loja numa área mais envelhecida podem ter necessidades muito diferentes. A IA pode ajudar a respeitar essa diversidade, oferecendo ferramentas que tornam cada loja mais adaptada ao seu território.
A IA pode ter um papel decisivo para libertar tempo, melhorar a gestão e reforçar aquilo que sempre diferenciou o comércio local: a relação próxima com o cliente

Apoio à decisão do retalhista
Em Portugal, a digitalização das PME tem vindo a crescer, mas continua a existir margem para acelerar a adoção de ferramentas mais avançadas. O relatório “Digital Decade 2025” da Comissão Europeia sobre Portugal refere que a intensidade digital básica das PME portuguesas tem aumentado nos últimos anos, incluindo a adoção de cloud computing, análise de dados e inteligência artificial. Este ponto é importante para redes como a Aqui é Fresco. A IA não precisa de começar por sistemas caros ou altamente complexos. Pode começar por ferramentas acessíveis, integradas em software de gestão, plataformas de encomendas, soluções de CRM, análise de vendas ou apoio à comunicação. O essencial é criar uma cultura de dados. Ou seja, garantir que a informação da loja é recolhida, organizada e usada para melhorar decisões. Muitas vezes, o maior valor da tecnologia não está em substituir processos, mas em simplificar decisões. Num negócio de proximidade, o retalhista acumula múltiplas funções: gere a loja, acompanha equipas, faz encomendas, atende clientes, resolve problemas, analisa margens e prepara campanhas. A inteligência artificial pode funcionar como uma espécie de assistente de gestão, ajudando a identificar alertas, oportunidades e prioridades. Pode sugerir produtos a reforçar, categorias a rever, campanhas a repetir, artigos com baixa rotação ou oportunidades de venda cruzada. Isto permite que o retalhista deixe de reagir apenas aos problemas e passe a antecipá-los com maior segurança. Mais uma vez, a tecnologia não substitui a identidade da loja. Ajuda a expressá-la melhor.
Oportunidade para melhor competir O comércio de proximidade enfrenta hoje desafios exigentes: concorrência intensa, consumidores mais informados, pressão sobre preços, custos operacionais elevados e necessidade permanente de modernização. A inteligência artificial pode ser uma ferramenta para nivelar o campo de jogo. Aquilo que, durante anos, esteve apenas ao alcance das grandes cadeias pode agora ser adaptado a redes de menor dimensão, com soluções mais simples, acessíveis e orientadas para resultados concretos.
Para o Aqui é Fresco, a IA pode representar uma oportunidade de reforçar a competitividade das lojas, sem perder a sua identidade. Mais do que substituir o fator humano, pode ajudar cada operador a ser mais profissional, mais eficiente e mais próximo.
Revolução com os pés na loja A inteligência artificial pode ser vista como uma revolução, mas no comércio de proximidade deve ser uma ferramenta prática. Não se trata de transformar uma loja de bairro num laboratório. Trata-se de usar a tecnologia para resolver problemas reais: evitar ruturas, reduzir o desperdício, melhorar margens, planear campanhas, conhecer melhor o cliente e ganhar tempo. E esse tempo é, talvez, o maior ganho de todos. Tempo para atender melhor, para ouvir o cliente, para gerir com mais tranquilidade, para reforçar a confiança que está na base do comércio de proximidade. No futuro do retalho, a tecnologia será cada vez mais importante. Mas, numa rede como o Aqui é Fresco, continuará a fazer sentido apenas se estiver ao serviço das pessoas. A inteligência artificial pode ajudar a loja a ser mais eficiente. Mas é a relação humana que continuará a torná-la próxima.

Meia Pag AEF_choco_AF.pdf 1 07/04/26 10:58


A XV Convenção Aqui é Fresco voltou a confirmar a força económica e relacional do comércio alimentar independente em Portugal. Realizada nos dias 31 de maio e 1 de junho, no Parque de Exposições, em Aveiro, a edição deste ano reuniu cerca de 1.500 participantes, contou com 88 stands e gerou 17,5 milhões de euros em encomendas junto dos fornecedores presentes, ultrapassando o recorde alcançado no ano anterior. Num contexto marcado por pressão sobre o consumo, instabilidade internacional e maior exigência das famílias, a rede apresentou o Aqui é Fresco 2.0 como resposta estratégica para modernizar as lojas, reforçar a eficiência dos associados e manter vivo o papel do comércio de proximidade nas comunidades locais.
A Convenção Aqui é Fresco voltou a Aveiro com números de crescimento, mas também com uma mensagem clara: num mercado mais instável, mais pressionado e mais competitivo, o comércio de proximidade quer afirmar-se não apenas pela conveniência, mas pela capacidade de adaptação, relação humana e conhecimento do consumidor.
Perante cerca de 1.500 participantes, entre retalhistas, grossistas, fornecedores, parceiros e entidades institucionais, Carla Esteves, diretora executiva da rede Aqui é Fresco, começou por enquadrar o momento vivido pelo sector. O último ano, lembrou, foi particularmente exigente, marcado por fenómenos climáticos extremos que atingiram várias lojas e associados, pelo agravamento das tensões internacionais e por uma pressão económica ainda sentida pelas famílias portuguesas.
“Temos um consumidor muito mais atento, mais racional e muito mais exigente, procura promoções, compra exatamente aquilo que é essencial para fazer face àquilo que são as suas necessidades e valoriza cada vez mais a conveniência, a proximidade e o conhecimento”, afirmou Carla Esteves, que sublinhou que é, precisamente, neste contexto que o canal de proximidade pode ganhar relevância.
A responsável defendeu que, perante consumidores que vão mais vezes às compras, mas com cabazes mais pequenos, a resposta passa por aquilo que distingue o comércio local: a relação diária, a confiança e a capacidade de conhecer cada cliente. “Temos a proximidade, temos a relação humana, temos o conhecimento do cliente, porque o conhecemos pelo nome, e temos, no fundo, uma presença diária nas várias comunidades”, destacou.
Recorde de vendas
A edição deste ano atingiu um novo máximo histórico, com cerca de 17,5 milhões de euros em volume de negócios direto, resultante das encomendas realizadas junto dos fornecedores presentes. O valor supera os cerca de 17 milhões de euros registados na edição anterior e confirma a Convenção Aqui é Fresco como uma plataforma de negócio relevante para o comércio alimentar independente.
Ao longo dos dois dias, o evento reuniu algumas das principais empresas e marcas nacionais e internacionais do sector, distribuídas por 88 stands, dos quais 78 standard e 10 premium. Mais do que um encontro de negócios, a convenção afirmou-se como espaço de networking, apresentação de novidades,





campanhas promocionais e soluções comerciais adaptadas a um mercado em transformação.
Também a marca própria UP registou o maior volume de encomendas de sempre numa edição da convenção, reforçando o seu papel estratégico dentro da rede. Carla Esteves recordou que a marca conta já com cerca de 700 referências e que continua a ser trabalhada com uma lógica de competitividade, qualidade e resposta às necessidades dos consumidores.
“À data de hoje, temos cerca de 700 referências.
São mais de 70 referências do que no ano passado, quando subi a este palco, e refletem uma aposta na qualidade com competitividade”, afirmou a diretora executiva do Aqui é Fresco.
Tecnologia, eficiência e rentabilidade
Um dos momentos centrais da convenção foi a apresentação do Aqui é Fresco 2.0, projeto que pretende dar um salto qualitativo à rede, dotando os associados de novas ferramentas de gestão, comunicação, fidelização e eficiência operacional.
Segundo Carla Esteves, o Aqui é Fresco 2.0 assenta em sete pilares estratégicos. Entre eles estão a integração da faturação via associado, a integração automática dos folhetos Aqui é Fresco, a fidelização através do cartão da rede, a criação de uma plataforma de descontos, a formação online gratuita para as lojas, a imagem corporativa e o reforço da marca própria.
A responsável explicou que a integração da faturação permitirá que, quando o cliente faz compras junto do associado, a fatura seja automaticamente integrada, facilitando a preparação da loja para a venda. Já a integração dos folhetos, num total de 25 campanhas anuais, passa a ser feita centralmente, simplificando processos e libertando tempo às lojas.
Na fidelização, o cartão Aqui é Fresco será reforçado com uma plataforma de descontos, permitindo aos consumidores aceder a benefícios junto de outros parceiros, em áreas como desporto, lavandarias, limpeza ou oficinas. A formação online, gratuita para as lojas, foi também destacada como uma ferramenta importante para responder às obrigações legais e melhorar competências.
“No fundo, trata-se de ter mais união, mais tecnologia, mais rentabilidade, porque juntos conseguimos chegar muito mais longe. Quem não evoluir nos tempos que correm vai parar no tempo”, afirmou Carla Esteves.
A ambição, acrescentou, é clara: “Queremos que as lojas da rede Aqui é Fresco 2.0 estejam na crista da
onda, estejam na carruagem da frente para conseguir fazer face àquilo que é a evolução tecnológica do mundo”
Fator de coesão territorial
A relevância do comércio de proximidade foi também sublinhada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que marcou presença no jantar de gala. Na sua intervenção, afirmou que a presença do Governo na convenção tinha uma razão central: “prestar-vos homenagem”
“O comércio de retalho tem pela frente um trabalho difícil”, disse o ministro, reconhecendo que os comerciantes têm conseguido crescer e contribuir para a economia num ambiente “muitíssimo difícil, muito exigente e muito competitivo”
Manuel Castro Almeida enquadrou ainda o momento económico, marcado por turbulência internacional e pressão inflacionista. Ainda assim, sublinhou que, em Portugal, o aumento dos salários tem sido superior ao da inflação. “No primeiro trimestre deste ano, a inflação situou-se em 3,3, mas os salários, comparados com o primeiro trimestre do
ano passado, subiram 6,6. Portanto, há um acréscimo real do poder de compra”, afirmou.
Mas o ministro deixou também um alerta: a média não reflete todas as realidades. Há consumidores com aumentos salariais abaixo da média e famílias expostas a produtos com inflação superior à média, pelo que o Governo deve manter uma atenção particular a estes casos.
Numa intervenção muito centrada no papel social do comércio local, Manuel Castro Almeida foi
“Queremos que as lojas da rede Aqui é Fresco 2.0 estejam na crista da onda, estejam na carruagem da frente para conseguir fazer face àquilo que é a evolução tecnológica do mundo”


além da dimensão económica. “Aquilo que vocês trazem ao país não é apenas negócio, rendimento e Produto Interno Bruto”, salientou, sublinhando que a presença do comércio nas cidades médias, vilas e aldeias é essencial para a coesão, a animação das ruas e a identidade dos territórios. “Há muitas ruas que não existiriam se não fosse o comércio local”, acrescentou, defendendo que o pequeno comércio e o comércio de retalho têm “uma missão essencial a cumprir”
A XV Convenção deixou
uma mensagem de valorização da proximidade, da confiança e da relação humana, assim como de transformação, na digitalização, na fidelização e na capacidade de modernizar as lojas sem lhes retirar identidade
Aveiro reconhece o valor dos comerciantes Também Rui Manuel Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro, deixou uma mensagem de valorização dos empresários e comerciantes. Perante a sala, destacou a satisfação do município por voltar a receber a convenção e reconheceu o Aqui é Fresco como “um grupo forte, pujante e que revela, de forma bem clara, o trabalho de proximidade e a importância do trabalho em rede” Oriundo de uma família de empresários e comerciantes, o autarca fez questão de deixar “uma palavra de reconhecimento aos empresários, aos comerciantes, a todos aqueles que carregam e puxam pelo país, todos os dia,s nas suas empresas, nos seus comércios”
Rui Manuel Santos rejeitou ainda leituras redutoras sobre os pequenos empresários, defendendo que o valor das pessoas não se mede apenas pela formação formal, mas pela honra, dignidade, trabalho e capacidade de entrega. “Deixar aqui uma palavra de força, de respeito, de carinho a todos os empresários portugueses, a todos os comerciantes, a todos aqueles que constroem as suas terras e o país, todos os dias”, afirmou.

Digitalização e responsabilidade social Para além da modernização operacional, o Aqui é Fresco quer continuar a reforçar a sua presença



digital. A rede está presente no Instagram, LinkedIn e Facebook, tem vindo a apostar mais nas newsletters e prepara o lançamento de um novo site, apresentado por Carla Esteves como “mais próximo, mais fresco, mais simples e com mais conteúdo”
A par da digitalização, a responsabilidade social mantém-se como um eixo estruturante da rede.
Carla Esteves recordou as parcerias com a Too Good To Go e com a Unidos Contra o Desperdício, bem como o apoio à FAM, à Fundação do Gil e à ReFood. A rede é também membro da GRACE.
“São pequenos gestos que vão satisfazer e alegrar a vida de muitas famílias”, afirmou a responsável, defendendo que este ADN solidário deve continuar a mobilizar associados, fornecedores e parceiros.
Uma rede preparada para a próxima etapa
Atualmente, o Aqui é Fresco reúne cerca de 650 supermercados e minimercados, distribuídos por todo o território nacional, representando uma área comercial superior a 111 mil metros quadrados. Em 2025, as lojas associadas ultrapassaram os 500 milhões de euros de faturação, consolidando a posição da insígnia como uma referência nacional
do comércio alimentar de proximidade. Integrada na estrutura da Unimark, a rede disponibiliza aos associados condições comerciais diferenciadas, apoio de marketing e comunicação, maior capacidade negocial junto dos fornecedores e acesso à marca própria UP.
Num mercado em mudança, a XV Convenção Aqui é Fresco deixou uma mensagem de continuidade, mas também de transformação. Continuidade na valorização da proximidade, da confiança e da relação humana. Transformação na digitalização, na eficiência, na fidelização e na capacidade de modernizar as lojas sem lhes retirar identidade. Como sintetizou Carla Esteves, o desafio passa por evoluir sem perder aquilo que torna o canal único: “juntos conseguimos chegar muito mais longe”
Utilize o seu smartphone para ver o vídeo e a galeria de imagens da XV Convenção da nossa rede




























Prémio Carreira
O CEO da Casa Mendes Gonçalves foi distinguido pelo seu percurso empresarial, pela capacidade de construir uma empresa assente em valores familiares, num gesto de reconhecimento que celebra não apenas uma carreira, mas também uma forma de fazer crescer marcas, pessoas e comunidades.
O Prémio Carreira Aqui é Fresco 2026 distinguiu Carlos Mendes Gonçalves, CEO da Casa Mendes Gonçalves, reconhecendo, assim, um percurso marcado pela visão empresarial, pela capacidade de transformar uma empresa familiar numa referência do sector e pela ligação consistente ao comércio de proximidade. Mais do que uma homenagem individual, este prémio valoriza uma história construída com sentido de missão, proximidade e compromisso. A trajetória de Carlos Mendes Gonçalves interliga-se com a evolução da Casa Mendes Gonçalves e com a afirmação de uma cultura empresarial em que a inovação, a autenticidade e a relação com as pessoas assumem um papel central.

Ao longo dos anos, o responsável tem liderado um caminho de crescimento sustentado, assente na valorização das marcas, na capacidade de adaptação ao mercado e numa forte ligação ao território. A Casa Mendes Gonçalves é, hoje, reconhecida não apenas pelos seus produtos, mas também pela forma como integra tradição e modernidade, mantendo uma identidade própria e uma relação próxima com clientes, parceiros e consumidores.
No contexto do universo Aqui é Fresco, esta distinção ganha particular significado. O comércio de proximidade vive da confiança, da presença local e da capacidade de responder às necessidades concretas das comunidades. São também esses os princípios que têm marcado o percurso da Casa Mendes Gonçalves e a liderança de Carlos Mendes Gonçalves: estar perto, criar valor e construir relações duradouras.
O Prémio Carreira Aqui é Fresco 2026 reconhece, assim, um empresário que tem sabido aliar ambição e responsabilidade, crescimento e raízes, inovação e respeito pela história. Uma carreira feita de decisões, desafios e conquistas, mas também de uma visão humanista da empresa, entendida como espaço de trabalho, de criação de valor e de pertença. Ao homenagear Carlos Mendes Gonçalves, o Aqui é Fresco distingue uma figura cuja história é também a história de uma “casa” construída por muitas mãos, com o contributo de uma equipa, de uma família empresarial e de todos os que, ao longo dos anos, ajudaram a consolidar o percurso da Casa Mendes Gonçalves no mercado português.
O Prémio Carreira Aqui é Fresco 2026 reconhecen um empresário que tem sabido aliar ambição e responsabilidade, crescimento e raízes, inovação e respeito pela história. Uma carreira feita de decisões, desafios e conquistas, mas também de uma visão humanista da empresa, entendida como espaço de trabalho, de criação de valor e de pertença




Entrevista
Num sector agroalimentar onde se fala cada vez mais de propósito, poucas empresas conseguem ligá-lo tão bem às origens como a Mendes Gonçalves, detentora da Paladin. A partir da Golegã, a empresa transformou um pequeno negócio familiar num grupo de marcas com ambição global, mantendo sempre o foco nas pessoas, no território e na forma como nos alimentamos. Conversámos com Carlos Gonçalves, CEO da Mendes Gonçalves, sobre o poder das raízes, a importância de errar para inovar, o papel da empresa na região e o futuro de uma casa que quer deixar um legado para lá dos produtos, através de marcas fortes, de parcerias e de uma fundação que garante continuidade.

A Mendes Gonçalves é, há muitos anos, um dos exemplos mais notáveis de crescimento sustentado no agroalimentar português. Que princípios têm guiado esse percurso e que valores são hoje inegociáveis na cultura da empresa?
No essencial, são os mesmos de quando arrancámos. Começámos por fazer um vinagre de figo em Torres Novas e, ainda hoje, embora de uma forma diferente, as nossas matérias-primas, as nossas pessoas e este orgulho em “fazer com as nossas coisas” mantêm-se. Começámos com um produto que ninguém fazia – penso mesmo que ninguém faria no mundo –, completamente diferente. Pensávamos que a pior coisa seria ser “mais um” no mercado. Hoje, fazemos exatamente a mesma coisa: queremos inovar.
Na altura, nem se falava de inovação, hoje fala-se de transformação, mas o nosso foco é o mesmo: acompanhar a evolução do mundo e, se possível, antecipá-la. Os nossos princípios básicos são esses: estar na nossa terra, com a nossa gente, a querer inventar o futuro da alimentação.
Como é que olha para o trajeto da Mendes Gonçalves e, em particular, da Paladin, desde o nascimento até se tornar uma referência nacional e cada vez mais internacional?
Com um orgulho muito grande naquilo que fizemos. Começámos com uma estratégia muito clara, longe de sabermos que íamos chegar onde estamos, mas com uma ambição enorme de todos os anos fazermos mais e melhor.
Durante cerca de 20 anos, fizemos sobretudo vinagres. Depois, passámos aos molhos e costumo brincar dizendo que “todos os malucos têm sorte”. É sempre preciso sorte na vida, claro, mas também é preciso trabalhar muito para estar ali, à frente, quando o comboio passa. A nossa sorte foi que, quando começámos a fazer molhos, seis meses depois estávamos a produzir a Paladin. Na altura, a marca não era nossa, era da F. Lima. Mais tarde, comprámo-la e, a partir daí, tudo mudou. Aqui, tenho de fazer uma homenagem ao João Pilão, o grande artífice da transformação da Paladin. A Paladin era uma referência de mostarda nas roulottes, na “barriguinha”. Hoje, é a nossa marca principal, que suporta toda a inovação. Entretanto, também crescemos muito em pessoas. Nessa altura, não tínhamos ninguém com formação superior, hoje temos dezenas. É o nosso maior orgulho: as pessoas que se juntaram à casa e com quem continuamos a inovar a partir da Golegã para o mundo.
Hoje, a Mendes Gonçalves é claramente uma house of brands, uma casa de marcas. O que motivou essa evolução estratégica?
Em grande parte, aprender com o mercado e estar na linha da frente. As marcas passaram a ser muito importantes para nós. Quando criámos os picantes, por exemplo, fizemo-lo como submarca da Paladin. O mesmo aconteceu com os vinagres Moreno. Hoje, consideramos que é fundamental ter cada marca no seu segmento, para sermos realmente relevantes: a Paladin continua o seu caminho nos molhos; nos picantes, temos o Sacana; nos vinagres, o Moreno e agora queremos fazer com a Diese um caminho semelhante ao da Paladin.
Na prática, o que muda na forma como se pensa e gere um portefólio muito mais vasto, com várias personas de marca? É mais desafio ou oportunidade?
Os desafios são sempre oportunidades. E a nossa resposta passa por focar muito bem cada segmento: ter uma marca relevante em tudo o que seja temperos picantes, a Sacana; com a Moreno, trabalhar o vinagre como condimento tradicional, mas levando-o a outras utilizações e valorização; com a Paladin, continuar a crescer nos molhos; e, com a Diese, liderar a alimentação saudável.
As marcas não podem dizer tudo, nem estar em todo o lado. Transformar a Mendes Gonçalves, S.A. na Casa Mendes Gonçalves é isso: ser uma casa de marcas fortes e, ao mesmo tempo, a “casa de todos nós”, com uma dimensão social muito presente.
“As marcas não podem dizer tudo, nem estar em todo o lado. Transformar a Mendes Gonçalves, S.A. na Casa Mendes Gonçalves é isso: ser uma casa de marcas fortes e, ao mesmo tempo, a “casa de todos nós”, com uma dimensão social muito presente”

A inovação é um traço muito visível da vossa história. O que significa, concretamente, inovar numa categoria tradicional como molhos e temperos? E como equilibra essa vontade de experimentar com a realidade do negócio –porque, no fim, tem de vender?
Para nós, o traço principal da inovação é a irreverência e a capacidade de correr riscos. Não há “iluminados” que acertem sempre à primeira. Falhamos muitas vezes e ainda bem.
O caminho da inovação é esse: querer estar, querer chegar primeiro às tendências da alimentação com o nosso espectro de produtos e marcas, sabendo que há um caminho de erro, de tentativa e erro, de aprender com cada falhanço. Temos uma regra muito simples: se o consumidor “não percebeu” o que fizemos, a culpa não é do consumidor – fomos nós que não percebemos o que ele queria. Quem manda é sempre o consumidor. Hoje, tudo é muito mais rápido. Experimentamos, medimos, percebemos que não está a funcionar e mudamos. Mas nunca abrimos mão da autenticidade: matérias-primas o mais próximas possível da nossa origem, parcerias com quem pode produzir melhor e um enorme respeito por aquilo que o consumidor realmente valoriza.
Um dos aspetos mais fortes da vossa identidade é o compromisso com as comunidades locais. Que papel têm a Golegã e o Ribatejo na forma como a empresa pensa e atua?
Somos ribatejanos e da Golegã com muito orgulho. Durante muitos anos, atendíamos o telefone dizendo “Mendes Gonçalves, da Golegã”. Hoje continuamos a falar em Casa Mendes Gonçalves, da Golegã. Quando começámos, a Golegã não estava tão perto de tudo como está hoje. Não havia esta facilidade de acessos. Mas quisemos estar ali, porque era a nossa terra. A zona industrial foi criada para podermos ter ali atividade.
Agora, a ambição é maior: queremos continuar a chegar da Golegã a todo o país e ao mundo, mas queremos, sobretudo, trazer qualidade para a Golegã, começando pelas pessoas. Temos muito orgulho em ver gente que estava em Lisboa a regressar à região para trabalhar na Casa Mendes Gonçalves. Temos jovens que voltaram da Holanda, da Polónia, da Alemanha, não para Lisboa, mas para trabalhar numa empresa de condimentos e temperos na Golegã. Isso diz muito.
O nosso modelo de desenvolvimento é esse: a partir da nossa atividade, ajudar a criar outras atividades, mais emprego, mais rendimento e melhor qualidade de vida numa terra pequena. É uma forma muito concreta de sustentabilidade.
Estão hoje presentes em vários mercados. Que aprendizagens retiraram da expansão internacional e que mercados vê com maior potencial de crescimento?
A primeira é humildade. Não vamos para lado nenhum com arrogância. O foco é sempre perceber como funciona cada mercado. Felizmente, não somos todos iguais. Há mercados em que estamos mais atrasados e podemos antecipar a evolução da distribuição, mas nunca vai ser igual ao que aconteceu em Portugal – o mundo é outro, essas culturas são outras.
O que queremos com a Paladin, a Sacana, a Moreno, a Peninsular ou a Diese é que sejam marcas daquele país, daquelas pessoas. O propósito e os princípios são os mesmos, mas o gosto, os formatos, a comunicação e o ritmo de evolução têm de respeitar cada povo.
E sim, o conhecimento do consumidor, derivado da nossa ligação ao retalho, é uma das chaves do sucesso. Antecipar necessidades, desenvolver produtos relevantes, recuar quando for preciso, mudar rápido.
O que significa, para si, liderar uma empresa familiar que conseguiu manter a alma empreendedora e, ao mesmo tempo, profissionalizar a gestão?
É um desafio para a vida. Hoje, quem dirige a empresa são quatro colegas meus – dois homens e duas mulheres na casa dos 30 a 40 anos – e eu. A mais nova tem 33 anos, o que é absolutamente fundamental. São pessoas brilhantes e muito mais bem preparadas do que a minha geração.
O equilíbrio está em juntar a experiência – os caminhos em que já batemos com a cabeça – com o mundo que é deles e delas. Sem arrogância, sem “eu fiz sempre assim”.
Somos hoje uma grande empresa em números, mas
queremos continuar com espírito de empresa familiar: relações próximas, confiança, responsabilidade. E, ao mesmo tempo, com gestão profissionalizada. Quanto ao meu papel, vejo-me cada vez menos como “o líder” e mais como alguém que está ao lado deles. Que fala quando faz sentido e que é mandado calar quando não faz. E eles têm essa liberdade.
A Fundação Mendes Gonçalves é uma das grandes decisões recentes. Foi a forma que encontraram para garantir continuidade e legado?
A preocupação com o futuro já vinha de trás, desde o meu pai. A fundação é a forma de a estruturar. Há um facto: muitas empresas familiares nascem, crescem e morrem. A passagem de geração costuma ser fatal, sem culpas para ninguém. A Fundação Mendes Gonçalves, inspirada em exemplos como Bosch, Carlsberg ou Lego, é uma inovação em Portugal: será dona da empresa. Garante que a casa vai continuar ali, com atividade económica rentável, numa terra pequena, durante muito tempo.
Não sabemos se daqui a 400 anos vamos comer maionese, vinagre ou outra coisa qualquer. O que queremos é que exista uma atividade económica forte naquela região.
“A Fundação Mendes Gonçalves, inspirada em exemplos como Bosch, Carlsberg ou Lego, é uma inovação em Portugal: será dona da empresa. Garante que a casa vai continuar ali durante muito tempo”
Ao mesmo tempo, há uma separação saudável: a empresa continua focada em produzir produtos alimentares de excelência e em gerar o maior rendimento possível – o lucro não é um pecado, é o que nos permite investir no futuro da casa –, e a fundação receberá parte desses rendimentos para investir em educação, regeneração e nutrição.
Mas quero sublinhar uma coisa: o facto de termos uma fundação não nos desresponsabiliza. A empresa mantém – e até reforça – o seu papel social com as pessoas e com a comunidade.










Em 2026, a Henkel celebra 150 anos de história. Fundada em 1876 na Alemanha como uma empresa familiar, evoluiu até se tornar um grupo multinacional líder a nível mundial, com presença em mais de 120 países e um portefólio de marcas reconhecidas nos setores de consumo e indústria.
Em Portugal, onde está presente desde 1970, consolidou a sua atividade nas áreas de cuidado do lar, cuidado pessoal e soluções adesivas e tecnologias industriais, desempenhando um papel relevante tanto no mercado profissional como no consumo diário.
Ao longo da sua trajetória, a empresa manteve uma visão estratégica baseada na inovação constante, na sustentabilidade e na responsabilidade corporativa. Estes pilares permitiram-lhe adaptar-se às mudanças nos hábitos de consumo, à transformação digital e às novas exigências sociais e ambientais, promovendo soluções mais eficientes, seguras e sustentáveis.


Schwarzkopf: 1.º CHAMPÔ EM PÓ
Schwarzkopf lança o primeiro champô em pó do mundo, democratizando o cuidado capilar face às soluções artesanais.
Em 1927, a marca dá um passo mais ao introduzir o primeiro champô líquido na Europa. Em 1995, a Henkel adquire a Schwarzkopf.
Persil: 1.º DETERGENTE ATIVO DO MUNDO
Persil introduz o primeiro detergente ativo, que permitia lavar sem esfregar nem usar lixívia, revolucionando a lavagem doméstica.
Em 1991, a Henkel adquire a Sociedade Nacional de Sabões, incorporando Sonasol no seu portefólio, e a marca celebra este ano o seu 75.º aniversário. 1907 1947 1951 1991
Poly Color: 1.ª COLORAÇÃO PARA USO DOMÉSTICO
Lançamento da primeira coloração capilar para uso doméstico, permitindo pintar o cabelo de forma fácil e aproximando-o do consumidor final.
Sonasol: PIONEIRO EM PORTUGAL
A história de Sonasol começa em 1951 com o lançamento do Sabão Ativado Sonasol para a limpeza da roupa.

As marcas da Henkel estão presentes em 8 em cada 10 lares portugueses, acompanhando as rotinas diárias no cuidado do lar, na higiene e no cuidado pessoal, bem como em múltiplas aplicações industriais. Desenvolvidas sob rigorosos padrões de qualidade, segurança e inovação, souberam evoluir juntamente com as mudanças nos estilos de vida e nas necessidades dos consumidores.
Graças ao seu foco na investigação e desenvolvimento, a empresa criou produtos que não procuram apenas eficácia, mas também sustentabilidade, reduzindo o impacto ambiental e melhorando a experiência do utilizador no dia a dia.

75 ANOS
Marca portuguesa de cuidado do lar, integrada na Henkel e presente nos lares desde 1951.





Com formatos mais convenientes, maior foco no consumo imediato e uma oferta ajustada às lojas de menor dimensão, a Coca-Cola Europacific Partners (CCEP) reforça a aposta no comércio local. A parceria com o Aqui é Fresco permite adaptar campanhas, acelerar inovação e responder com maior precisão às missões de compra rápidas e frequentes.
A CCEP tem vindo a reforçar a sua presença no comércio local, assumindo-o como um dos principais motores de crescimento e diferenciação. “Ao nível do portefólio, estamos a trabalhar uma oferta cada vez mais ajustada ao consumo imediato, com foco em categorias de elevada rotação e relevância local”, destaca. A aposta em formatos mais convenientes e eficientes é outro dos pilares da abordagem da CCEP, em resposta às dinâmicas de espaço, frequência de compra e perfil do consumidor deste canal. Ao mesmo tempo, a empresa reforça uma execução
comercial mais próxima e personalizada. “O objetivo é garantir que os nossos parceiros têm as marcas certas, no momento certo e no formato certo”, sublinha a engarrafadora.
A relação com a rede Aqui É Fresco surge, neste contexto, como uma parceria estratégica para fortalecer a ligação ao consumidor final. “O conhecimento profundo que os parceiros Aqui é Fresco têm do seu território é um fator crítico de sucesso, permitindo-nos adaptar campanhas, acelerar a inovação e gerar valor real no ponto de venda”
Mais do que distribuição, a CCEP reconhece na rede uma plataforma de confiança e proximidade, elementos essenciais para consolidar a relevância das suas marcas junto dos consumidores.
Escolhas mais equilibradas
A evolução das preferências de compra está a levar a CCEP a adaptar e reforçar o seu portefólio em três grandes eixos. Em primeiro lugar, na expansão de opções low e no sugar, respondendo à procura crescente por escolhas mais equilibradas.
Em paralelo, reforça categorias como ready-to-drink tea e outras propostas diferenciadoras, alinhadas com as ocasiões de consumo nas quais pretende afirmar a sua presença. Por último, aposta na simplificação e no foco, garantindo uma oferta clara, relevante e fácil de gerir para o retalhista.
A utilização de dados e a qualidade da execução em loja são igualmente determinantes para maximizar resultados.
A análise de padrões de consumo e perfis de loja permite ajustar sortidos, identificar oportunidades de crescimento e tornar a tomada de decisão mais eficaz.
Mas é na loja que essa estratégia ganha expressão concreta. “A boa visibilidade das marcas, a implementação eficaz de materiais e campanhas e uma organização do linear orientada para a conversão são fatores essenciais para maximizar vendas”, conclui a CCEP.



A Delta Cafés está a alargar a sua presença no comércio local. No canal Aqui é Fresco, a empresa reforça a ligação às comunidades através de um portefólio multicategoria e de soluções comerciais desenhadas à medida.
O comércio de proximidade tem vindo a afirmar-se como um território estratégico para a Delta Cafés e para o Grupo Nabeiro, pela capacidade de combinar conveniência, confiança e ligação às comunidades locais. Num canal em que a relação com o consumidor é mais direta, a marca tem ajustado a proposta às necessidades das lojas e aos novos hábitos de consumo. Para responder a esta evolução, a empresa tem diversificado a oferta para além do universo tradicional do café. “Hoje, somos um grupo multicategoria, com capacidade para gerir um portefólio ajustado a diferentes canais e perfis de consumidor”, sublinha. Esta abordagem traduz-se na aposta em cafés longos, produtos vegan e low sugar, através de marcas como Yogan e Swee, e também no reforço do café em grão.
A adaptação passa por soluções comerciais desenhadas à medida de cada cliente, com iniciativas tailor-made, flexibilidade e acompanhamento contínuo. O objetivo é criar valor para o retalhista e contribuir para o crescimento sustentável do negócio, sem perder a identidade de proximidade do Grupo Nabeiro.
Neste contexto, “a relação com a rede Aqui é Fresco é extremamente importante”. Para o grupo, esta parceria permite estar presente “num canal que conhece profundamente os seus consumidores e mantém com eles uma relação de confiança muito próxima”. Ao mesmo tempo, reforça a visibilidade das marcas junto do consumidor final.
A ligação emocional da Delta com os portugueses ganha, neste canal, uma expressão natural. “A proximidade sempre foi um dos pilares do Grupo Nabeiro” e traduz-se na forma como procura estar presente no dia a dia dos portugueses. Nas lojas Aqui é Fresco, esta ligação acontece através de espaços que fazem parte da vida das comunidades locais e que conhecem verdadeiramente os seus clientes.
É nesse ambiente que a Delta Cafés procura levar aos consumidores “não apenas produtos de qualidade, mas também os valores de partilha, autenticidade e proximidade” que caracterizam as suas marcas. A inovação na experiência de café é outro eixo central. A Delta tem vindo a reforçar a oferta “com propostas que combinam qualidade, conveniência e diferenciação”, desde novas referências em cápsulas até experiências de consumo mais personalizadas através de novos blends. Entre os exemplos estão o Delta Q Long, a edição especial Delta Q Melancia & Manjericão, pensada para consumo a frio, e a nova gama de café em grão Signature, “composta por dois blends e com um formato exclusivo para este canal”
Com ações com baristas, ativações de marca e campanhas promocionais exclusivas, a Delta procura enriquecer a experiência do consumidor e valorizar a categoria em loja.










Num cenário de compras mais frequentes, cabazes mais pequenos e consumidores atentos ao orçamento, a L’Oréal vê no comércio de proximidade uma oportunidade para tornar a beleza mais acessível. Formatos travel size, soluções on-the-go e produtos de confiança ganham espaço num canal onde a conveniência, a recomendação e a relação local fazem a diferença.
O cenário económico está mais exigente e o comportamento do comprador evoluiu de forma clara. “Existe hoje uma preferência clara por lojas de proximidade e de sortido curto, que permitem um maior controlo do orçamento através de visitas mais frequentes,
mas com cestas de compras mais pequenas”, refere a L’Oréal, que reconhece que a adaptação do portefólio a nível de formatos e conveniência é crucial.
A empresa tem vindo a ajustar a sua proposta através de soluções que reduzem a fricção no momento de decisão, nomeadamente, apostando em formatos que incentivam o impulso e a experimentação sem exigir um grande investimento inicial, como o travel size e on-the-go, não só em solares, mas também em cuidados de pele, como as mini águas micelares. Para a L’Oréal, a presença no comércio local abre novas oportunidades de crescimento numa categoria que era, historicamente, de compra planeada e com efeito de stockagem em grandes superfícies. Nomeadamente, as compras de urgência, com soluções rápidas tipo o Magic Retouch, e as novas missões de compra associadas a diferentes perfis de cliente, destacando-se o papel da Geração Z, que valoriza tempo e conveniência, e consumidores seniores, que procuram a confiança. “Em compras mais rápidas e pequenas, o shopper procura as suas marcas de confiança e está menos disposto a arriscar: tende a ser mais marquista e focar-se no essencial”.
A relação com a rede Aqui É Fresco assume um papel estruturante na estratégia. “A nossa missão é a democratização da beleza. Queremos chegar a todos os consumidores e garantir acessibilidade em todo o território”, afirma a L’Oréal. Neste contexto, a capilaridade da rede torna-se determinante para assegurar a presença junto do consumidor final.
Além da acessibilidade, nas categorias de beleza, a educação e a recomendação continuam a ser fatores decisivos. “Muitos lojistas tornam-se embaixadores das marcas e são os que melhor conhecem as propostas e inovações”, refere a empresa, sublinhando a importância da relação direta entre retalhista e cliente. “A rede Aqui é Fresco é o elo que nos permite ser uma marca de proximidade real, em que o valor da marca é reforçado pelo conhecimento e pela confiança de quem está na linha da frente junto do consumidor”




Num momento em que o comércio de proximidade volta a afirmar-se como um canal essencial na vida dos consumidores, a Nestlé assume este universo como um eixo central da sua estratégia. É neste contexto que a companhia tem vindo a adaptar o seu portefólio, privilegiando sortidos essenciais, formatos ajustados à dimensão das lojas e soluções de elevada rotação. O objetivo passa por garantir relevância para o consumidor, mas também rentabilidade e simplicidade operacional para o retalhista. Como explica a Nestlé, através de Fernando Salema, C&C Channel Manager, a aposta tem sido feita “com foco em sortidos essenciais, formatos adequados ao espaço das lojas e soluções de rotação rápida”, garantindo uma presença mais eficaz num canal em que o espaço disponível é particularmente crítico. Esta adaptação traduz-se também numa estratégia comercial mais segmentada, assente numa “forte customização por tipologia de loja”, com grelhas comerciais, promoções e ativações no ponto de venda desenhadas especificamente para este universo. A ambição é clara: “simplificar a operação do lojista, potenciar o sell-out e reforçar a presença Espaço limitado, rotação rápida e missões de compra muito concretas estão a moldar a estratégia da Nestlé no comércio de proximidade. Com sortidos essenciais, formatos adequados e ativações desenhadas por tipologia de loja, a empresa procura simplificar a operação do retalhista e reforçar a presença das suas marcas no quotidiano das comunidades locais.

das marcas certas, no momento certo, para o consumidor de proximidade”
A relação com a rede Aqui é Fresco surge, neste quadro, como uma parceria estratégica. Pela sua implantação local, credibilidade junto dos consumidores e papel na dinamização do comércio tradicional organizado, a rede permite construir valor de marca de forma próxima, consistente e colaborativa. Para a Nestlé, “a rede Aqui é Fresco é um parceiro estratégico fundamental na construção de valor conjunto”. Através de iniciativas partilhadas, como eventos, formações, ativações promocionais e comunicação no ponto de venda, a empresa procura reforçar a visibilidade das suas marcas, gerar tráfego para as lojas e fortalecer a ligação emocional com o consumidor final. “Para nós, crescer com o Aqui é Fresco é crescer com o retalho português e com as comunidades locais”, sublinha a empresa.
Num canal em que o espaço é limitado e cada metro quadrado tem de gerar retorno, “a gestão de categorias de forma isolada é cada vez menos eficaz”. Por isso, a Nestlé tem explorado sinergias entre universos como café, indulgência, nutrição e momentos familiares, através de exposições cruzadas, ativações conjuntas e propostas comerciais integradas.
Para a Nestlé, as lojas de proximidade são também pontos privilegiados de captação e fidelização. Pela frequência de visita, conveniência e relação de confiança com o consumidor, este canal é decisivo para “recrutar novos consumidores, testar inovações, gerar experimentação e construir hábitos de consumo”. A presença consistente das marcas, aliada a uma execução cuidada, cria, assim, um ciclo de valor partilhado entre indústria, retalho e comunidades locais.

A P&G está a levar novas soluções às lojas de proximidade, adaptando sortidos, formatos e ativações às necessidades do canal. A parceria com o Aqui é Fresco permite acelerar a chegada da inovação ao ponto de venda e reforçar a relevância das suas marcas junto do consumidor.
A P&G vê no comércio de proximidade um canal estrutural para cumprir a sua missão de estar junto do consumidor, com produtos relevantes para o quotidiano e ajustados às missões de compra de cada loja. Num contexto em que este universo ganha peso pela conveniência, confiança e relação local, a empresa sublinha que continua focada em “servir o consumidor, garantindo que está onde este está, com produtos que realmente fazem a diferença no seu dia a dia”
Esta ligação ao canal não é recente. A companhia recorda que chegou a Portugal há mais de 35 anos e que, desde então, “o comércio de proximidade sempre teve um papel fundamental”. Por isso, adaptar portefólio, formatos e estratégia comercial às necessidades deste retalho faz parte da sua história. A resposta passa por uma seleção de sortido e formatos adequados, apoiada por equipas que trabalham os

planos com o objetivo de “ganhar no canal e servir o consumidor” Neste percurso, a relação com a rede Aqui é Fresco assume particular relevância. Para a P&G, o valor das suas marcas assenta na qualidade dos produtos, mas também na proximidade com parceiros e consumidores. A ligação à rede, que existe “há mais de uma década”, tem sido “fundamental, num trabalho de evolução constante de cooperação, aprendizagem e crescimento”
Essa parceria traduz-se em presença ativa nas ferramentas de comunicação da rede, como o folheto, as redes sociais e o cartão de fidelização, mas também no acompanhamento das lojas e na participação na convenção anual. Mais do que visibilidade, trata-se de construir valor no terreno.
A inovação é outro eixo central.
A P&G afirma que a sua inovação tem “um propósito claro de responder às verdadeiras necessidades dos consumidores”, através de marcas de qualidade superior e produtos que tornam o dia a dia mais simples. No último ano, o Aqui é Fresco recebeu lançamentos como Fairy Spray, Gillette Labs Body e Pantene Hydra, com um foco definido: “garantir que a nossa inovação está, desde o primeiro dia, em todas as lojas onde está o consumidor”
A escala global das marcas P&G permite desenvolver conhecimento e inovação, mas é o trabalho local que concretiza essa ambição. Como sublinha a empresa, “é a conjugação desta dimensão global, com o trabalho local que nos permite chegar aos consumidores, conhecê-los e construir a relação de proximidade que ambicionamos”.







A conveniência não tem de ser inimiga da valorização da categoria. É com esta visão que a Sogrape Distribuição reforça a presença no comércio de proximidade, através de marcas fortes, propostas de boa relação qualidade-preço e referências diferenciadoras.

Para a Sogrape Distribuição, “o comércio de proximidade é hoje um pilar central do retalho alimentar, pela sua conveniência e capacidade de resposta ao consumidor”
Com uma oferta equilibrada, pensada para garantir rotação, margem e valor acrescentado, a Sogrape Distribuição privilegia marcas fortes, formatos adequados a este segmento e propostas de valor que conciliam qualidade e acessibilidade. A estratégia comercial assenta ainda na ativação em loja, na simplicidade operacional e em planos promocionais desenvolvidos em colaboração com o Aqui é Fresco, alinhados com os momentos-chave do canal.
“A relação com o Aqui é Fresco é uma parceria estratégica assente na confiança, proximidade e visão de longo prazo”, refere a companhia, que considera a Convenção Aqui é Fresco como um momento essencial para desenvolver soluções conjuntas com impacto direto no terreno. “A força
da rede está na sua capilaridade e no profundo conhecimento dos territórios e dos consumidores. Essa proximidade permite às nossas marcas estarem presentes de forma consistente e relevante no dia a dia das pessoas”.
Valorização da categoria
Para a Sogrape Distribuição, a proximidade desempenha um papel determinante na democratização do acesso ao vinho. Apesar de este canal estar tradicionalmente associado à conveniência, a Sogrape Distribuição defende que “conveniência e valorização da categoria não são conceitos opostos, mas complementares”. Nesse sentido, a empresa aposta numa arquitetura de gama clara, com produtos de forte notoriedade e boa relação qualidade-preço, complementados por propostas diferenciadoras que acrescentam valor ao negócio.
A empresa acredita ainda que as lojas Aqui é Fresco podem desempenhar um papel importante na educação do consumidor e na promoção de vinhos premium e super premium. “O aconselhamento do lojista, aliado a uma oferta bem trabalhada, é um fator diferenciador que permite ir além da compra por conveniência. Através de informação clara no ponto de venda, storytelling simples e ações específicas, é possível despertar curiosidade e interesse por referências de maior valor acrescentado”, sublinha.
A Convenção Aqui é Fresco é, assim, um momento fundamental para partilhar estas abordagens, capacitar a rede e reforçar o papel do retalhista como verdadeiro embaixador da categoria junto do consumidor final.



Com marcas reconhecidas, inovação em sabores e formatos orientados para o consumo imediato, a Sumol Compal reforça a parceria com o Aqui é Fresco para gerar visibilidade, experimentação e crescimento sustentável.
A Sumol Compal olha para o comércio de proximidade como um canal cada vez mais relevante na relação com os consumidores e na dinamização das suas categorias. Num contexto em que a conveniência, a rapidez e a ligação local ganham importância, a empresa tem vindo a reforçar uma estratégia desenhada para responder à realidade destas lojas, em que gestão do espaço, rotação e adequação dos formatos são fatores decisivos.
A abordagem assenta numa lógica de simplicidade e eficácia. Como sublinha a empresa, “a Sumol Compal tem vindo a reforçar uma abordagem centrada na simplicidade, relevância e eficácia no ponto de venda”. Essa aposta traduz-se num portefólio equilibrado entre inovação e marcas de grande reconhecimento, acompanhado por formatos que privilegiam conveniência e consumo imediato. O objetivo é estar mais próxima dos clientes, com soluções ajustadas à realidade de cada loja, promovendo uma utilização mais eficiente do espaço e maior capacidade de gerar valor.
A relação com a rede Aqui é Fresco assume, neste percurso, uma

dimensão estratégica. Para a Sumol Compal, esta parceria permite estar próxima de “um universo relevante de retalhistas que valorizam marcas fortes e diferenciadoras”. Ao mesmo tempo, contribui para assegurar presença consistente no ponto de venda e reforçar a ligação ao consumidor final. Trata-se de uma plataforma de colaboração que permite implementar iniciativas conjuntas que “potenciam visibilidade, ativação e crescimento sustentável para ambas as partes”. Sendo uma empresa ligada aos hábitos de consumo em Portugal, a Sumol Compal reconhece também o papel do comércio de proximidade na dinamização das suas gamas. Este é, segundo a companhia, “um canal-chave para responder a momentos de consumo imediatos e frequentes”. A capilaridade da rede permite reforçar a presença das marcas em contextos de conveniência e proximidade, muitas vezes decisivos para gerar experimentação e fidelização.
A inovação é outro eixo central. A empresa assume que “a inovação é um pilar central da estratégia da Sumol Compal”, essencial para aumentar a rotação no universo Aqui é Fresco. Esse trabalho passa pelo desenvolvimento de novos sabores, extensões de gama e formatos adaptados a diferentes ocasiões de consumo, com enfoque no consumo on-the-go. Em paralelo, as dinâmicas comerciais e ativações em loja incentivam a experimentação e promovem a compra por impulso, contribuindo para uma maior dinamização do ponto de venda.

O reforço do consumo imediato está a orientar a estratégia do Super Bock Group no comércio de proximidade. A colocação de equipamentos de frio, a aposta em formatos práticos e o crescimento das opções sem álcool traduzem uma resposta às novas ocasiões de consumo, num canal em que a proximidade ao cliente final é decisiva para criar valor.

O Super Bock Group tem vindo a ajustar o seu portefólio às exigências do comércio de proximidade, apostando em soluções adaptadas às necessidades específicas deste canal. A estratégia passa pela criação de valor para os parceiros de retalho: “Privilegiamos soluções com elevada rotação, formatos práticos e propostas ajustadas ao perfil de compra do consumidor local”, destaca o grupo, que tem vindo a valorizar referências que facilitam a otimização do espaço em loja e promovem uma experiência de compra mais fluida.
Para o grupo, a parceria com a rede Aqui é Fresco representa uma oportunidade relevante de fortalecer a ligação ao consumidor final, pela capilaridade e confiança que constrói diariamente junto dos seus clientes. “Vemos esta relação como uma forte oportunidade de construção conjunta de valor, assente na colaboração, conhecimento do terreno e capacidade de adaptação”, sublinha. “Através desta parceria, conseguimos colocar as nossas marcas presentes nas várias ocasiões de consumo ao longo do dia e alinhadas com expectativas de conveniência, qualidade e proximidade”, acrescenta.
A parceria cria, assim, um contexto favorável para reforçar a notoriedade, experimentar as novidades e desenvolver as marcas com maior relevância no ponto de venda.
Conveniência impulsiona o canal
O Super Bock Group tem vindo a desenvolver a colocação de arcas de frio em loja, procurando disponibilizar produto fresco e potenciar a compra de ocasião. “Esta presença de equipamentos de frio contribui para melhorar a experiência do consumidor, estimular o consumo imediato e valorizar a categoria no espaço de loja”, refere a empresa. Paralelamente, o grupo continua a apostar em ações comerciais e em propostas ajustadas, com destaque para o segmento sem álcool, que continua a ganhar expressão nos pontos de venda da rede Aqui é Fresco. Neste contexto, amplia a oferta das gamas de cervejas e sidras sem álcool, acompanhando a procura crescente por opções para diferentes momentos do dia.
“Esta evolução do portefólio traduz o nosso foco em acompanhar as tendências de mercado. Acreditamos que estas categorias continuarão a ganhar relevância, desde que acompanhadas por boa execução em loja, visibilidade e uma comunicação simples e eficaz”




A Unilever Fima está a adaptar a sua presença às exigências das lojas de proximidade. A parceria com o Aqui é Fresco permite levar marcas de referência para mais perto do consumidor final, equilibrando acessibilidade, rentabilidade para o retalhista e soluções mais sustentáveis para o dia a dia.
O comércio de proximidade continua a ganhar relevância junto dos portugueses e a Unilever Fima tem vindo a adaptar o seu portefólio, formatos e abordagem comercial. O objetivo passa por consolidar uma oferta de soluções práticas, acessíveis e ajustadas à realidade das lojas de bairro.
“Privilegiamos um sortido mais focado e de elevada rotação, assente em marcas fortes e propostas de valor claras, ajustadas a missões de compra rápidas”, refere a Unilever Fima. A adaptação inclui também a disponibilização de embalagens mais compactas, adequadas ao espaço de loja e à frequência de compra deste canal. A empresa tem ainda reforçado a relação com cash & carry e wholesalers,
apostando na disponibilidade dos SKU core, em mecânicas simples orientadas para a rotação e na visibilidade em lojas de menor dimensão. “O nosso objetivo é ser um parceiro de crescimento para este canal, garantindo relevância para o shopper, rentabilidade para o cliente e crescimento sustentável para as nossas marcas”, sublinha. A parceria com a rede Aqui é Fresco assume, neste contexto, um papel estratégico, pela sua forte ligação às comunidades locais e ao cliente final. “Esta parceria permite-nos estar mais próximos do ponto de venda e compreender melhor as necessidades específicas deste canal”, destaca a empresa. Em simultâneo, a presença de referências em lojas de elevada confiança para o consumidor contribui para reforçar a notoriedade e a relevância no quotidiano dos portugueses.
Acessibilidade no centro
No universo Aqui é Fresco, a Unilever Fima procura equilibrar conveniência e rentabilidade para o retalhista. Mas a sustentabilidade e a acessibilidade mantêm-se igualmente como pilares centrais da sua estratégia. A empresa continua a investir na redução do impacto ambiental das embalagens e em formatos e escolhas de portefólio que permitam reduzir o desperdício e otimizar a logística em loja. No eixo da acessibilidade, a prioridade passa por garantir a disponibilidade das marcas em diferentes segmentos de preço, ajustada aos diversos perfis de consumo.
“Desta forma, conseguimos levar soluções sustentáveis a mais consumidores, sem comprometer a acessibilidade, reforçando o papel do canal de proximidade como um ponto-chave de democratização destas escolhas”, conclui.





Entre Tortosendo, Verdelhos e a Aldeia de Santo António, o comércio de proximidade não se limita a vender produtos. Conta histórias de famílias, atravessa estradas de serra, desce às aldeias mais isoladas e mantém acesa uma ideia antiga, mas sempre nova: onde há uma loja aberta, há comunidade. A Quiel Cash & Carry, nascida da garrafeira e feita de distribuição, frio, frota e relação humana, é hoje uma das estruturas que dá corpo a essa resistência quotidiana. Em conjunto com os aderentes das lojas Aqui é Fresco, continua a trazer a imensidão do calor humano à serra que teima em cobrir-se de um manto frio durante muito tempo.
Há nas terras da Beira Interior uma espécie de grandeza silenciosa. Não é a grandeza ruidosa das avenidas largas, nem a pressa elétrica das cidades onde o dia parece sempre atrasado. É outra coisa: uma grandeza de granito, de frio limpo, de vales que se abrem devagar e que deixam passar o sopro quente no estio, de aldeias onde uma porta aberta ainda vale mais do que um letreiro luminoso. Aqui, entre a Covilhã, Tortosendo, Verdelhos, Sortelha, Sabugal e tantas povoações que o mapa assinala com discrição, o comércio não é apenas comércio. É conversa, recado, confiança, socorro, memória, tradição. É o café onde ainda se sabe quem entrou. É a mercearia onde a falta de um produto se resolve com promessa e serviço, não com

AF_SP_AquieFresco_Artiach Indulgence_210x149_FINAL.pdf 1 24/03/2026 17:21
indiferença. É o cash & carry que, por detrás da loja pequena, assegura escala, frio, entrega, sortido e continuidade. Foi neste território, onde a serra educa o olhar e a distância mede o valor das coisas, que António Ezequiel, CEO do Quiel Cash&Carry, fez a sua vida. Natural da Covilhã, cresceu no ambiente do negócio dos pais, entre mini-mercado, taberna e talho. “Nasci neste ambiente e senti-me bem”, recorda, resumindo numa frase aquilo que, na verdade, é quase uma linhagem comercial. Saía da escola e seguia para ajudar os pais.





Mais tarde, fez da distribuição alimentar o seu caminho. Hoje, aos 68 anos, quase 49 deles ligados ao sector, fala da atividade com a energia de quem ainda não fez as pazes com a palavra reforma. “Enquanto tiver saúde, vou continuar a trabalhar”, afirma, sem hesitar.
A empresa nasceu em 1987 e prepara-se para chegar aos 40 anos. Mas António Ezequiel não a descreve como ponto de chegada. Pelo contrário. Fala de expansão, de novos projetos, de continuidade familiar, com os filhos Joana e Nuno ligados ao negócio. E fala, sobretudo, de motivação. “A idade não é o mais importante, o mais importante é o espírito, é a motivação e termos saúde”, diz, como se a dureza do granito beirão tivesse passado da paisagem para o seu modo de estar.
A sede está em Tortosendo, onde o cash & carry soma cerca de 3.000 metros quadrados. Na Guarda, outro espaço acrescenta mais 1.000 metros quadrados a uma operação que serve retalho alimentar, hotelaria, restauração, cafés e instituições. Há 32 funcionários, uma equipa comercial que todos os dias se faz à estrada e uma frota de distribuição preparada para levar produtos em três temperaturas (negativa, positiva e ambiente), garantindo a cadeia de frio até às aldeias mais distantes. A operação comercializa cerca de 10.000 referências,

da mercearia aos laticínios, dos congelados à higiene, do pet food ao bazar. No frio, a capacidade de armazenagem chega aos 2.000 metros cúbicos.
Mas, antes de tudo, houve o vinho. A garrafeira está na origem da casa e continua a ser uma espécie de memória viva do negócio. “Desde o início da empresa, a categoria dos vinhos e das bebidas foi sempre o nosso negócio principal”, explica
António Ezequiel. Por isso, a Quiel mantém uma garrafeira de venda ao público, com cerca de 2.000 referências, instalada no espaço inaugurado em 2010.
A Quiel Cash & Carry é, por isso, mais do que um armazém. É uma engrenagem discreta que permite a muitas pequenas lojas continuarem abertas. E, no interior, uma loja aberta não é um dado adquirido. É uma conquista diária. É preciso vencer a dispersão da população, os custos da logística, a concorrência dos grandes operadores e a redução de clientes nas aldeias envelhecidas, salpicadas por outros sorrisos e alegria renovada quando chega o verão.
António Ezequiel sabe-o bem. Durante décadas, o interior perdeu gente. Mas o tempo, como o vento nas serras, nunca corre apenas numa direção. Nos últimos anos, nota alguma estabilização e até novos movimentos de chegada: imigrantes, residentes vindos de Lisboa e do Porto, nómadas digitais, pessoas à procura de outra qualidade de vida. “O consumidor que existe neste momento é diferente do que existia há uns anos”, reconhece. E, por isso, também o sortido, a oferta e o serviço têm de mudar. É neste cruzamento entre passado e futuro que entra o Aqui é Fresco. A Quiel é associada

da Unimark desde 2017 e, por essa via, integrou o projeto Aqui é Fresco. António Ezequiel encara a rede com otimismo, “apesar dos desafios e do aumento da concorrência”. Para ele, o Aqui é Fresco tem “um grande potencial de desenvolvimento” no apoio ao comércio de proximidade e ao comércio independente. Mais do que uma insígnia, é uma alternativa: “uma solução no sentido de o comércio tradicional e independente ter futuro”
Café Ponto Encontro
A estrada confirma aquilo que os números apenas sugerem. Em Aldeia de Santo António, no concelho do Sabugal, Maria da Conceição Amândio mantém aberto o Café Ponto Encontro. Já lá vão 33 anos. “Abri mais o meu marido; infelizmente, ele já faleceu e continuo a fazê-lo sozinha”, conta, sem ornamento, como quem sabe que a vida no comércio também se faz de perdas, continuidade e obrigação moral de honrar as origens.
A história vinha de trás: a sogra já tinha um pequeno negócio na Urgueira, um minimercado, uma pequena taberna. O casal continuou essa herança, primeiro “lá em baixo”, depois neste espaço mais visível, junto à estrada. A clientela vem da aldeia, da Urgueira, do caminho da Sortelha, da Ribeira da Nave, de quem passa e de quem ainda procura aquele ponto como quem procura uma referência. Mas a realidade pesa. “Já há pouca gente, há cada vez menos gente. Isto não está fácil”, admite Maria da Conceição.
A frase fica no ar como o vento frio que atravessa estas terras. Não é que falte vontade: falta gente. Antes havia mais movimento, mais casas ocupadas, mais quotidiano à volta da loja. Agora, é preciso continuar. “Tenho de me ir aguentando”, diz. E nesse verbo, aguentar, cabe quase toda a economia moral do pequeno comércio no interior: abrir todos os dias, atender quem entra, manter o café, comprar ao cash, disponibilizar os folhetos promocionais, ajustar a oferta, esperar pelo verão, pelos emigrantes, pelos dias em que a aldeia parece novamente cheia.
A relação com o Aqui é Fresco surgiu de forma natural, depois de
A rede Aqui é Fresco tem “um grande potencial de desenvolvimento” no apoio ao comércio de proximidade e ao comércio independente. Mais do que uma insígnia, é uma alternativa: “uma solução no sentido de o comércio tradicional e independente ter futuro”


ligações anteriores a outros operadores económicos. A relação com a Quiel é próxima e funcional. Quando lhe perguntam se é boa, responde sem hesitar: “Sim, é boa”. Os produtos UP têm saída, os folhetos ajudam e no verão há “um bocadinho mais de movimento” Pouco, talvez, mas suficiente para lembrar que, mesmo nos lugares onde o país parece ter encolhido, a loja continua a ser um pequeno centro de gravidade.
Minimercado Marcelino
Mais abaixo, em Verdelhos, no concelho da Covilhã, o Minimercado Marcelino guarda outra história de resistência. Adelino Freire Marcelino abriu o negócio em 1997, depois de ter restaurante e café. “Resolvi vir para este lugar”, conta, explicando a mudança de vida que transformou um talho e minimercado numa casa familiar, onde a esposa Gracinda e o filho Romeu também entram na história. Ali, a venda não se limita ao linear. Há queijo de cabra, há enchidos, há produtos que carregam o frio e o saber da serra. Todas as semanas, Marcelino vai buscar queijo de cabra puro, de pastor, e vende dezenas de unidades. “Todas as semanas vendo 60 a 70 queijos de cabra”, diz, com o orgulho de quem sabe que há produtos que fazem uma loja valer a viagem. Há clientes da Covilhã, de Manteigas e de outras localidades que chegam de propósito. Alguns levam 14, 15 ou 16 queijos.
Em Verdelhos, percebe-se com clareza aquilo que a cidade tantas vezes esquece: a proximidade também é especialização. Quem vai ao Minimercado Marcelino não procura apenas um pacote de arroz ou uma garrafa de óleo. Procura aquele queijo, aquele enchido, aquele produto que tem mão, território e confiança. A aldeia tem pouca população permanente, mas no verão o Parque Natural, as casas ocupadas aos fins de semana e os visitantes dão outro fôlego à loja. A serra, que no inverno isola, no verão chama.
A relação com o cash & carry surge, então, como uma continuação da paisagem. Não é uma operação abstrata, nem uma cadeia sem rosto. É o lugar onde se vai buscar o que falta, onde se encontra variedade, promoção e disponibilidade. O Aqui é Fresco trouxe

cartazes, folhetos, marca própria UP e promoções que mexem com a rotina local. Adelino Marcelino nota que há produtos que desaparecem depressa. “Há mercadoria que vem e, depois de um ou dois dias, não há nada”, diz, sinal de que, mesmo nas aldeias pequenas, o preço certo e a comunicação certa fazem mover clientes.
O
grande armazém existe para que a pequena mercearia continue a parecer pequena, mas próxima, reconhecível, humana. E talvez seja esse o segredo destas localidades: a modernidade só faz sentido quando não destrói a intimidade
É aqui que o cash & carry se revela na sua função mais profunda. Não substitui o comerciante, não lhe apaga a identidade, não lhe retira o nome da porta. Pelo contrário: dá-lhe retaguarda. Atrás da loja pequena está o armazém. Atrás do balcão está a logística. Atrás da conversa com o cliente está a capacidade de entregar, repor, assegurar frio, diversificar sortido, negociar preço, apoiar campanhas.
O grande armazém existe para que a pequena mercearia continue a parecer pequena, mas próxima, reconhecível, humana. E talvez seja esse o segredo destas localidades: a modernidade só faz sentido quando não destrói a intimidade.
A rede moderniza-se, com imagem, escala, marca própria e folhetos, mas sem perder “o enraizamento nas comunidades que serve”. O comércio de proximidade é descrito como mais do que retalho: “parte da vida social, da identidade e do bem-estar coletivo”. Em cada balcão, refaz-se o bairro; em cada loja, confirmase a vizinhança.
É essa matriz que a Quiel ajuda a sustentar na sua região. O Aqui é Fresco aparece como imagem, rede, marca, folheto, estrutura.
A Quiel entra como operação, relação e abastecimento. Mas, no fim, o que o cliente encontra é Maria da Conceição atrás do balcão, Adelino Marcelino a falar do queijo, Gracinda e Romeu a ajudarem a manter a casa, António Ezequiel a pensar no futuro de uma empresa que nasceu do comércio familiar e continua a acreditar no interior. Entre a cidade e as serras, Eça de Queirós talvez encontrasse aqui uma ironia luminosa: afinal, o progresso que importa não é o
Em Tortosendo, em Verdelhos ou na Aldeia de Santo António, o comércio de proximidade continua a fazer aquilo que sempre fez: servir. Mas hoje serve com novas ferramentas, novas marcas, novas rotas e novas exigências
que arranca o homem da terra, mas o que lhe permite ficar nela com dignidade. Não é a máquina pela máquina, nem a escala pela escala. É a frota que chega à aldeia, o frio que conserva o peixe, o folheto que ajuda a vender, a marca própria que dá preço, a garrafeira que oferece escolha, o cash que apoia a loja, a loja que, por sua vez, apoia a comunidade.
Em Tortosendo, em Verdelhos ou na Aldeia de Santo António, o comércio de proximidade continua a fazer aquilo que sempre fez: servir. Mas hoje serve com novas ferramentas, novas marcas, novas rotas e novas exigências. Continua a haver menos gente em muitas aldeias, é certo. Continua a haver inverno duro, estradas longas e margens contidas. Mas há também quem fique, quem regresse, quem invista, quem mantenha a chave na porta e a luz acesa ao fim da tarde. E enquanto essa luz se acender, haverá mais do que comércio. Haverá uma forma de país. Um país que não cabe apenas nas grandes superfícies, nem nos centros urbanos, nem nos gráficos de consumo.
Um país feito de balcões, carrinhas, câmaras de frio, garrafas alinhadas, queijo de cabra, enchidos de inverno, cafés de aldeia, folhetos dobrados sobre o balcão e nomes conhecidos à entrada.
Um país onde o cash & carry não é apenas armazém, mas raiz logística de uma economia afetiva. Um país onde cada loja Aqui é Fresco continua a dizer, contra a erosão do tempo e da distância: estamos cá.


Nova identidade corporativa e assinatura ‘Cuidamos da oigem. Alimentamos o futuro.’ traduzem uma visão comum e um compromisso duradouro com o setor, as pessoas e a sociedade.
No ano em que celebra 30 anos, o Grupo Lactogal assinala um momento estruturante da sua história. Esta evolução estratégica, acompanhada por uma nova identidade corporativa, um novo logótipo e pela assinatura ‘Cuidamos da origem. Alimentamos o futuro.’, traduz uma visão unificada para as empresas Lactogal Produtos Alimentares S.A., Pronicol, Etanor, Grupo Leche Celta e Queijos Santiago, refletindo a dimensão, a diversidade e a ambição do Grupo na Península Ibérica.
Fundado em 1996 a partir da união das cooperativas Agros, Proleite e Lacticoop, o Grupo Lactogal construiu ao longo de três décadas um legado profundamente enraizado na produção nacional e ibérica. Hoje, opera 12 unidades industriais na Península Ibérica, emprega cerca de 2.500 colaboradores e valoriza mais de 1.200 milhões de litros de leite por ano, provenientes de cerca de 2.000 produtores. Os produtos lácteos representam mais de 98% do volume de negócios do Grupo, que atua também nos segmentos de águas, bebidas refrigerantes e bebidas de extrato. Estes números refletem mais do que escala industrial: traduzem uma fileira viva, assente em produtores, comunidades, conhecimento acumulado e uma relação de proximidade com os territórios onde tudo começa. O leite, enquanto alimento essencial, desempenha um papel insubstituível numa alimentação equilibrada, segura e acessível — e a sua produção gera valor económico, social e cultural, ligando gerações e saberes.
“Esta nova identidade é mais do que um símbolo: é a expressão clara de quem somos e da responsabilidade que assumimos. Cuidar da origem - do leite, dos produtores, das comunidades e dos territórios - é inseparável de alimentar o futuro com confiança, rigor e inovação responsável”, afirma José Marques, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Lactogal. “Ao longo de 30 anos, construímos um Grupo com raízes fortes e visão de longo prazo, comprometido com uma alimentação equilibrada, acessível e sustentável para as próximas gerações”
Com esta nova identidade, o Grupo Lactogal reforça uma atuação orientada por valores de integridade, proximidade e confiança, assumindo um compromisso claro com a inovação responsável, a sustentabilidade ao longo da cadeia de valor e a criação de valor duradouro para o setor, para as pessoas e para a sociedade.

O Grupo Lactogal foi fundado em 1996 a partir da união das cooperativas de produtores de leite Agros, Proleite e Lacticoop e é atualmente o maior grupo lácteo da Península Ibérica. Em 2024, processou mais de 1.200 milhões de litros de leite recolhidos em Portugal e Espanha, provenientes de cerca de 2.000 produtores. O Grupo integra as empresas Lactogal Produtos Alimentares, Lacticínios Vigor, Etanor Penha, Pronicol, Leche Celta (Espanha) e Queijos Santiago, operando 12 unidades industriais na Península Ibérica e empregando cerca de 2.500 pessoas. A sua atividade está centrada na produção e comercialização de produtos lácteos — que representam mais de 98% do volume de negócios — atuando também nos segmentos de águas, bebidas refrigerantes e bebidas de extrato. Comercializa produtos nos mercados nacional e internacional através de marcas como Mimosa, Agros, Matinal, Gresso, Vigor, Pleno, Castelões, Milhafre dos Açores, Primor, Queijos Santiago, Alavão, Serra da Penha e Fresky, entre outras. O Grupo assume como missão contribuir para uma alimentação equilibrada e segura, valorizando a origem, promovendo práticas sustentáveis ao longo da cadeia de valor e apoiando a sustentabilidade da fileira leiteira, com foco nas próximas gerações.


Com uma procura crescente por soluções mais flexíveis e sustentáveis, os pontos Pickup & Drop-off e os lockers assumem um papel cada vez mais relevante no last mile. Em parceria com a rede Aqui é Fresco, a PUDO quer reforçar a proximidade ao consumidor e consolidar uma rede que alia conveniência, eficiência operacional e menor impacto ambiental.
O crescimento do e-commerce está a acelerar a adoção de novos modelos de entrega em Portugal. Entre eles, as soluções out-of-home, como lockers e pontos Pickup & Drop-off (PUDO), assumem um papel cada vez mais relevante, oferecendo maior flexibilidade aos consumidores e mais eficiência à logística urbana.
A rede PUDO24 tem vindo a afirmar-se como uma infraestrutura relevante para responder aos desafios do chamado last mile. Mais do que um complemento à entrega ao domicílio, os pontos Pickup e os lockers estão a redefinir a forma como as encomendas circulam nas cidades, permitindo consolidar entregas, reduzir falhas na primeira tentativa e tornar a distribuição urbana mais sustentável. “O crescimento da rede out-of-home em Portugal tem sido impulsionado, sobretudo, pela evolução do e-commerce e pela transformação das expectativas dos consumidores, que procuram soluções de entrega mais flexíveis, convenientes e sustentáveis”, explica a empresa.
Segundo o “Barómetro E-Shopper 2025 da DPD”, 75% dos portugueses já fazem compras online e 46% compram de forma regular. Ao mesmo tempo, cresce também a adesão aos lockers: 14% dos e-shoppers portugueses já recorrem a este modelo, um aumento de cinco pontos percentuais face a 2023. Nos dias de hoje, sublinha a PUDO, os consumidores valorizam cada vez mais a possibilidade de escolher onde e quando levantam as suas encomendas, sem depender de janelas horárias fixas ou da entrega ao domicílio.
Proximidade cria valor É neste contexto que a parceria entre a PUDO e a rede Aqui é Fresco ganha especial relevância. Com forte presença local e uma relação próxima com as comunidades, os retalhistas da rede tornam-se pontos estratégicos para integrar soluções logísticas no quotidiano das pessoas. “A colaboração com retalhistas de proximidade permite não só aumentar a capilaridade da rede de forma rápida e eficiente, como também melhorar a experiência do utilizador final, oferecendo pontos de recolha acessíveis, com horários alargados e localizações estratégicas”, diz a PUDO. “Além disso, esta parceria contribui para uma operação mais sustentável, ao concentrar entregas em locais já integrados no tecido urbano, reduzindo deslocações desnecessárias e aumentando a eficiência do last mile”.
A instalação de lockers permite gerar uma nova fonte de receita recorrente, sem qualquer investimento por parte do retalhista e sem interferência na operação diária. Ao mesmo tempo, cada recolha ou entrega de encomendas aumenta significativamente o fluxo de clientes na loja, criando novas oportunidades de contacto e compra
Para os associados Aqui é Fresco, esta integração representa também uma oportunidade concreta de valorização do ponto de venda. A instalação de lockers permite gerar uma nova fonte de receita recorrente, sem qualquer investimento por parte do retalhista e sem interferência na operação diária. Ao mesmo tempo, cada recolha ou entrega de encomendas aumenta significativamente o fluxo de clientes na loja, criando novas oportunidades de contacto e compra. “A integração de uma rede como a PUDO representa uma oportunidade clara para os retalhistas da rede Aqui é Fresco transformarem o seu ponto de venda num verdadeiro hub de serviços de proximidade, com impacto direto na rentabilidade e na atratividade da loja”, destaca a empresa. Outro fator diferenciador é a simplicidade operacional. Os lockers funcionam de forma totalmente autónoma, sem necessidade de intervenção pelas equipas da loja, garantindo uma operação eficiente e sem carga adicional.
Um modelo mais sustentável
A sustentabilidade tornou-se uma prioridade incontornável no sector logístico e o modelo outof-home tem assumido um papel fundamental na redução da pegada ambiental das entregas urbanas.

Ao concentrar encomendas em pontos Pickup e lockers, é possível reduzir deslocações individuais, diminuir o tráfego urbano e otimizar rotas de distribuição. Esta lógica permite aumentar a eficiência operacional e reduzir as emissões de carbono.
Na DPD Portugal, esta estratégia integra um plano mais amplo de descarbonização, que inclui a eletrificação progressiva da frota, a utilização de combustíveis alternativos, como o HVO, e a otimização tecnológica das operações. “Atualmente, contamos já com uma rede superior a 2.300 pontos Pickup, entre lojas e cacifos, o que tem um impacto direto na redução de emissões associadas às entregas urbanas”, detalha a empresa.
Mas a transformação do last mile não depende apenas da tecnologia. Exige também uma maior integração da logística no planeamento urbano e uma mudança gradual de hábitos por parte dos consumidores. “As cidades terão de assumir um papel mais ativo na criação de condições para operações mais eficientes, seja através da disponibilização de espaços para soluções out-of-home, da criação de zonas dedicadas à logística urbana ou da implementação de políticas de mobilidade mais adaptadas à realidade da distribuição de mercadorias”, defende a PUDO.
Redes multifuncionais
Nos próximos anos, a ambição da PUDO passa por continuar a expandir e consolidar a rede de lockers
em Portugal, reforçando a presença em localizações estratégicas e investindo em soluções mais tecnológicas e sustentáveis. “A nossa prioridade passa por tornar a rede cada vez mais inteligente, eficiente e integrada”, diz a empresa, nomeadamente, através de ferramentas que permitam otimizar a gestão da capacidade dos lockers, melhorar rotas em tempo real e integrar de forma mais fluida operadores logísticos e plataformas de e-commerce. Paralelamente, os próprios pontos Pickup & Drop-off deverão evoluir para infraestruturas multifuncionais, preparados para prestar múltiplos serviços, desde devoluções simplificadas até novas soluções de conveniência para o consumidor. “Estas redes têm vindo a afirmar-se como infraestruturas de proximidade cada vez mais relevantes no quotidiano das pessoas, o que abre naturalmente a porta a novos serviços e funcionalidades”, refere a empresa. “No futuro, estas redes tornar-se-ão multifuncionais, integrando no ecossistema urbano a transformação das cidades e as necessidades dos consumidores”
A visão é clara: os pontos PUDO deixarão de ser uma solução complementar para assumirem um papel central na logística urbana. Num sector em rápida transformação, a proximidade, a conveniência e a sustentabilidade serão fatores decisivos e os retalhistas locais terão um papel cada vez mais importante nessa nova geração do last mile.
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A Convenção Aqui é Fresco 2026 ficará, sem dúvida, como um dos momentos mais marcantes da história recente da nossa rede. Foram dias de grande entusiasmo, de partilha genuína de experiências, de reflexão estratégica e, acima de tudo, de reforço daquilo que nos une.
A grande adesão dos nossos Aderentes, Associados e Fornecedores Parceiros demonstrou, uma vez mais, a vitalidade, a confiança e a capacidade de mobilização que caracterizam o Aqui é Fresco. Num sector em constante transformação, esta forte participação é o reflexo de uma rede coesa, dinâmica e preparada para enfrentar os desafios do futuro.
Sob o tema “Inteligência Artificial que Transforma, Proximidade que Permanece”, debatemos uma realidade que já faz parte do nosso dia a dia. A tecnologia deixou de ser uma tendência distante para se tornar uma ferramenta indispensável na gestão dos negócios, na relação com os consumidores e na criação de novas oportunidades de crescimento. A Inteligência Artificial abre portas a processos mais eficientes, decisões mais informadas e experiências mais personalizadas.
Mas, ao longo desta Convenção, ficou igualmente claro que a verdadeira força do comércio de proximidade continua a residir nas pessoas. Na confiança construída ao longo dos anos. Na capacidade de conhecer cada cliente pelo nome. Na atenção, no aconselhamento e na relação humana que nenhuma IA consegue substituir.
É precisamente neste equilíbrio entre inovação e proximidade que assenta a nossa visão para o futuro.
Foi com esse propósito que apresentámos o Aqui é Fresco 2.0, um projeto estruturante que simboliza o início de uma nova etapa de crescimento e modernização. Mais do que uma evolução natural da nossa marca, representa uma aposta estratégica num modelo de retalho mais competitivo, mais eficiente e mais preparado para responder às exigências de um mercado cada vez mais desafiante.
O Aqui é Fresco 2.0 nasce para reforçar a capacidade dos nossos aderentes, potenciar novas oportunidades de negócio, modernizar ferramentas e processos e criar ainda mais valor para toda a rede. Tudo isto sem abdicar daquilo que sempre nos distinguiu: a autenticidade, a proximidade e a ligação às comunidades locais. Preparados porque temos uma rede sólida. Preparados porque contamos com parceiros comprometidos. Preparados porque sabemos inovar sem perder a nossa identidade. E preparados porque acreditamos que o crescimento só faz sentido quando é construído em conjunto.
O sucesso desta Convenção não se mede apenas pelo volume de faturação, pela qualidade dos conteúdos apresentados ou pelos projetos lançados. Mede-se, sobretudo, pela energia, pelo entusiasmo e pela confiança que todos levamos connosco para os desafios dos próximos anos.
O futuro do comércio de proximidade está a ser escrito hoje. E será tanto mais forte quanto maior for a nossa capacidade de unir conhecimento, inovação e espírito de parceria.
Porque a tecnologia/Inteligência Artificial transforma. A proximidade permanece. E é desta combinação única que nasce a força do Aqui é Fresco e a confiança para continuarmos, juntos, a construir o nosso/vosso futuro.
Contem sempre connosco!



