Issuu on Google+

EDIÇÃO ESPECIAL * PRIMEIRO ANIVERSÁRIO * REVISTA 21

SETEMBRO 2012 | #13

FOTOGRAFIA

ANA GONÇALVES POR LUÍS COSTA

FOTOGRAFIA EXTRA * DETINHA AVELINO * POR CINTIA ASSUNÇÃO


REVISTA 21 VERSÁRIO *

ANI L * PRIMEIRO

EDIÇÃO ESPECIA

| #13 SETEMBRO 2012

FOTOGRAFIA

ANA

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO

S

GONÇALVE POR LUÍS COS

FOTOGRAFIA

TA

INHA AVELINO

EXTRA * DET

* POR CINTIA

ASSUNÇÃO

FICHA TÉCNICA DIRECTOR Tiago Matos COLABORADORES Luna Santos Mariana Carvalho Sérgio Neves Sílvia Silva Susana Veríssimo CRONISTAS Detinha Avelino Juvenal FICÇÃO Eva Duarte FOTOGRAFIA Cintia Assunção Luís Costa SÍTIO WEB www.revista21.net CONTACTO revista21@revista21.net PERIODICIDADE Mensal

E

stamos de parabéns. Comemoramos nesta edição o nosso primeiro aniversário e fazemolo com a sensação de dever cumprido. Esperamos que não leve a mal, mas, doze edições depois, permitimo-nos um mês egoísta, uma edição egocêntrica em que nos centramos quase exclusivamente em nós próprios, apresentando-lhe grande parte da equipa que tornou possível a Revista 21.

Fazemos ainda o balanço do ano, dando-lhe a conhecer 21 curiosidades sobre a revista. Isso mesmo, somos o nosso próprio perfil do mês. Mas há mais: sendo uma edição especial, não temos uma, mas duas produções fotográficas. Na capa, é Ana Gonçalves que brilha, ajudando-nos a celebrar o aniversário num ensaio urbano concebido por Luís Santos. A segunda produção, mais pequena, é um presente para todos os leitores que nos fizeram o pedido ao longo dos últimos 12 meses. A sua protagonista é a nossa cronista brasileira preferida: Detinha Avelino. Por falar nisso, temos ainda, como habitualmente, as irreverentes crónicas de Juvenal e da própria Detinha, e mais um conto de fantasia obscura imaginado pela sempre competente Eva Duarte. Esperamos que se juntem à festa e apreciem a nossa edição de aniversário. Prometemos que não repetiremos a graça. E, se puder, aproveite em grande o final do Verão. Parece que vai estar calor.

Tiago Matos


índice

38 FOTOGRAFIA

SETEMBRO 2012 NOTÍCIAS 6 PERFIL REVISTA 21 10 ESPECIAL ANIVERSÁRIO 14 FOTOGRAFIA DETINHA AVELINO 24 LETRAS EVA DUARTE - GÉNESIS 32 CRÓNICAS JUVENAL - A PALAVRA DO SENHOR 8 DETINHA AVELINO - CONHECENDO UM CHULO 30


www.facebook.com/revista21


notícias Por: Susana Veríssimo VANESSA HUDGENS EM VERSÃO STRIPPER

Vanessa Hudgens, famosa pelos seus filmes da Disney, irá interpretar uma stripper no filme The Frozen Ground, com estreia ainda este ano. Parece que a actriz está decidida a mudar de imagem e interpretar papéis mais sensuais e adultos. No filme participam também Nicolas Cage e John Cusack.

NEPALÊS MATA COBRA À DENTADA

Um agricultor nepalês, de 55 anos, defendeu-se de uma cobra venenosa matando-a à dentada. Mohamed Salmo Miya estava a trabalhar numa plantação de arroz quando foi mordido pela dita cobra e, estando irritado por esta o ter mordido, decidiu retribuir a «graça» até a matar.

POLÍTICO TRAI MULHER COM ESPOSA DE OPOSITOR O político Jeremy Hilton traiu a esposa e chegou mesmo a sair de casa para ir viver com uma mulher 24 anos mais nova que, por acaso, é também a mulher do seu opositor, Kevin Neal, do partido trabalhista. Neal descobriu a traição em Agosto.

APANHADO A FAZER SEXO ORAL NUM VIBRADOR

Brian Wutschke, um americano de 45 anos, foi preso ao ser apanhado em flagrante pela polícia a fazer sexo oral a um vibrador enquanto conduzia. Além do vibrador, as autoridades encontraram diversos pares de cuecas, alguns penduradas no espelho retrovisor e outros na manete das mudanças.

FACEKINI: BIQUÍNI PARA A CARA

O Facekini é uma espécie de máscara usada para proteger a pele do rosto na praia. É já um sucesso entre as mulheres asiáticas, que, ao contrário do que acontece no ocidente, não vêem o bronze como ideal de beleza, já que está habitualmente associado aos trabalhadores do campo.

6

ASSALTADA AO FAZER QUEIXA DE ASSALTO Uma americana foi assaltada enquanto estava a pedir indicações para fazer queixa de um assalto anterior. A mulher, de 72 anos, foi assaltada a primeira vez numa mercearia. A segunda vez aconteceu quando parou o carro para pedir indicações, tendo-lhe sido levada a carteira.


7


crónica Por: Juvenal

www.sobpressaonaoconsigo.blogspot.com

a palavra do

senhor

D

arwin inventou aquela coisa da evolução porque a mulher dele era muito feia. Não que ele não fosse bem apessoado, porque era, mas consta que tanto escolheu que depois lerpou e teve de ficar com o que havia e até já andavam a dizer que ele era paneleiro como o Diogo Infante que nunca mais casava e depois foi-se a ver e era mesmo e toda a gente sabia que o Darwin não queria acabar como director do Maria Matos. Vai daí e ele começou a dizer que ela só podia vir era dos macacos lá duma aldeia em África que, ainda por cima, só procriavam dentro da própria família. Isto só para ver se ela ficava arreliada e o deixava em paz para ele se poder dedicar à sua grande paixão: o curling. Que, como toda a gente sabe, é o oposto do alisamento japonês. Momentos de humor como este deveriam ser estimados e acarinhados e guardados em pequenas caixinhas de porcelana porque são raros e podem nunca mais voltar. Há até gente que acha que é melhor não voltarem mesmo. Quer dizer, neste momento em que estou a escrever isto ainda não há, mas «vai vir» quem ache e há que ir ali ao coisinho dos comentários deixar comentários sobre este ou outros assuntos paralelos ou perpendiculares.

8

A evolução não era uma coisa em que ele acreditasse propriamente. Saiu-lhe aquilo. E depois como não queria dar parte de fraco, levou aquilo avante (mas sem os comunistas, o cheiro a chulé e o vinho de pacote). Até porque ele era uma pessoa viajada e conhecia sítios e nada levava a suspeitar de a gente vir da macacada. Hoje, com a Benfica TV, a história já seria outra. Mas, que se saiba, o Darwin não era assinante. E mesmo que não propusesse a evolução como propôs, proporia qualquer coisa como um ramal daqueles da autoestrada de como quando um gajo vai e faz só uns quilómetros para não pagar portagem porque é bué tinhoso e acha que «eles a mim não me fodem» e atira-se pela nacional que faz a parte de cima do crânio recuar e o maxilar inferior tornar-se proeminente. Até há estudos que mostram que A origem das espécies era para se chamar A origem do faz-me espécie que era, segundo fontes seguríssimas, o que o Darwin estava sempre a dizer à mulher. «Faz-me espécie que tenhas essa cara de cu.» Quem acredita na evolução, acredita em fantochadas. Eu vou ao Jardim Zoológico vai para cima de vinte anos e aquilo continua tudo a ser macacos.


9


perfil

Acompanhe-nos no balanรงo de aniversรกrio da Revista 21.

10


PERÍODO DE GESTAÇÃO

A Revista 21 nasceu a 1 de Setembro de 2011. Apesar de o parto não ter sido particularmente difícil, o período de gestação durou alguns meses. Na definição de temas e colaboradores, passou-se algum tempo a indagar: «Pode realmente uma revista portuguesa concebida a custo zero ter uma produção de nu artístico todos os meses?». Parece que sim.

PORQUÊ?

Um bebé nasce, na maior parte dos casos, por desejo ou acidente; uma revista pode também nascer por convicção. A intenção era provar que, mesmo numa época em que o dinheiro parece essencial para tudo, se podem criar e manter projectos interessantes e originais, sem apoios ou «piscadelas» a anunciantes. E tudo sem atrasos na publicação.

REGIME ROTATIVO

À excepção de Notícias, Crónicas e Letras, todas as secções da Revista 21 são potencialmente rotativas. O lote inclui: Perfil, Cinema, Música, Tecnologia, Teatro, Televisão, Sexo, Fotografia, Comportamento e Opinião.

EDIÇÕES TEMÁTICAS

Algumas das edições têm um tema central, que se reflecte em quase todos os artigos do mês. Em Dezembro, o Natal; em Janeiro, o Ano Novo; em Abril, a censura; em Junho, o discurso directo; em Agosto, a ficção; e agora, em Setembro, a própria Revista 21.

ZUZARTE

Todas as edições da Revista 21 têm 50 páginas. No conjunto das 13 edições publicadas até à data, são 650 páginas de conteúdo original. Depois da edição #21, serão 1050. Quase tantas como as da bibliografia actual de João Zuzarte Reis Piedade. Mas em bom.

APÓSTOLOS

No seu primeiro ano, a Revista 21 contou com 12 apóstolos na escrita: Detinha Avelino, Eva Duarte, Felipe Tazzo, Juvenal, Luna Santos, Maria Waddington, Mariana Carvalho, Sérgio

Neves, Sílvia Silva, Susana Veríssimo, Tiago Matos e Vera Caldeira. Para além do director, as únicas pessoas que participaram em todas as edições foram Eva Duarte e Susana Veríssimo.

FOTOGRAFIA

Rita Garcia foi a única pessoa a colaborar com a revista como modelo (edição #04) e fotógrafa (edição #06). Foi também a única mulher a assumir a função de fotógrafa para a revista. Para além dela, foram 8 os fotógrafos colaboradores: André Pires (duas vezes), David Simões (duas vezes), Filipe Vicente, Jiří Růžek, João Paulo Redondo, Luís Costa (três vezes), Pedro Costa e Quark.

VEÍCULO DE DIVULGAÇÃO

Ainda que muitos presumam o contrário, a Revista 21 não participa nas produções fotográficas que publica, assumindo unicamente o papel de veículo na sua divulgação. Apesar disto, muitas das produções publicadas foram feitas especialmente para a revista.

A EXCEPÇÃO «SUGARPIE»

Por conveniência, mais que por qualquer outra coisa, a capa da Revista 21 é habitualmente ilustrada com uma das imagens da sua sessão interior de nu artístico. Mas não tem de ser, como o comprova a capa da edição #02, com a entrevistada Rita «sugarPIE» Caetano.

MODELOS DE CAPA

Lista ordenada de modelos de capa da Revista 21 no seu primeiro ano: Isadora Bellavinha, Rita «sugarPIE» Caetano, Flor, Rita Garcia, Sra. Quark, Christina Branco, Cláudia Teixeira, Joyce Campelo, Filipa Silva, Anna, Maria João Lima e Valéria Matei. Ao 13.º mês chega Ana Gonçalves.

TOP+

As edições mais lidas da Revista 21 até agora foram as de Dezembro de 2011 (#04), Maio de 2012 (#09) e Setembro de 2011 (#01). As que obtiveram mais leituras nos respectivos meses de estreia foram as de Maio de 2012 (#09), Março de 2012 (#07) e Outubro de 2011 (#02).

11


PORQUÊ 21?

A questão que mais nos colocaram até hoje: «Porquê 21?». As respostas são tantas como as justificações para a ausência de cabelo no Homer Simpson. Podemos dizer, por exemplo, que, em numerologia, o 21 significa perfeição, que é um título compreensível em todas as línguas ou que o formato da revista é bem ao jeito do século XXI. No entanto, é mais provável que se deva ao nosso compromisso de fazer 21 edições e... desaparecer.

DETINHA AVELINO

A segunda questão que mais nos colocaram: «Para quando a cronista Detinha Avelino numa sessão fotográfica?». Sim, é uma questão um pouco estranha e até abusadora, que se explicará, provavelmente, com os assuntos «picantes» que a nossa colaboradora aborda mês após mês. Razões à parte, para todos os que nos enviaram o pedido ao longo do ano, temos uma surpresa nesta mesma edição. Se não acredita, passe à página 24.

JUVENAL, O ANORMAL

Não são propriamente questões, mas o nosso outro cronista, o ser autodenominado Juvenal, autor d’O Melhor Blog do Universo, também recebe vários e-mails. Claro que a maioria é hate mail, mas de vez em quando lá aparece um a falar bem. É como a Coca-Cola: «Primeiro estranha-se, depois entranha-se».

EVA DUARTE

A outra das nossas colaboradoras permanentes é a escritora Eva Duarte. Amante dos clássicos, tem como referência a inglesa Jane Austen, se bem que os seus trabalhos são, no geral, bastante mais negros. De conto inédito em conto inédito, já vai em 13 na Revista 21. E toda a gente sabe que ter 13 contos não era nada mau na moeda antiga.

ENTREVISTAS

Se há coisa que gostamos é de entrevistar gente que os outros não entrevistam. Lista de

12

entrevistados da Revista 21 até ao momento: Rita «sugarPIE» Caetano, Mark Boyle, Nereida Gallardo, Annita Yes, Erica Fontes, Miguel Pinho, Ivan d’Almeida, Annie Social e, claro, quase todas as nossas modelos de capa.

LETRAS E LIVROS

Nem só de entretenimento, fotografia, entrevistas, crónicas e ficção vivem os leitores da Revista 21. Há também a Opinião, referente a jogos, música, filmes, teatro e livros. Neste último campo, há que destacar a valiosa colaboração de Rita Correia, assessora de imprensa da Bertrand, que também nos permitiu organizar, em Julho, um concurso literário para novos autores.

FEIOS, PORCOS E MAUS

Também não gostamos só de coisas boas, e por isso, sempre que podemos, destacamos o que de pior se fez e faz pelo mundo da arte. Garantimos que não há muitas outras revistas que divulguem filmes como Troll 2 e Manos: The Hands of Fate, música como a de Lucia Pamela e Mr. Methane, ou livros como How to Avoid Huge Ships.

WWW.REVISTA21.NET

A 25 de Abril de 2012, estreámos um novo site e reformulámos quase por inteiro a natureza da Revista 21. Passámos de mera revista digital a portal de informação e entretenimento com actualizações diárias.

ESTATÍSTICAS

Quatro meses depois, o novo site da Revista 21 conta com 1081 publicações, mais de 600 comentários e mais de 540 mil visualizações.

ONE OF US

Graças à sua natureza essencialmente amadora, a Revista 21 está sempre à procura de novos colaboradores. Se partilha a filosofia da revista e quer ser um de nós, envie-nos um e-mail para revista21@revista21.net ou uma mensagem através da nossa página de Facebook.


13


especial

1.º Aniversário Revista 21

Em edição de aniversário, damos-lhe a conhecer, através de mini-entrevistas em formato livre, parte da equipa que tornou o primeiro ano da Revista 21 possível.

14


ÃO

ACÇ RED

SUSANA VERÍSSIMO Está connosco desde a primeira edição e costuma dedicar-se aos perfis, à música ou às notícias. Abriu as portas à maioria das edições. Conheça Susana Veríssimo.

Identidade QUEM É? Susana. 18 anos. Estudante. Viseu. O QUE FAZ? Nos tempos livres entre os livros da escola e outras coisas que normalmente escrevo, ouço música, toco guitarra ou leio. Também é preciso sair um pouco de casa, nem que seja para dar uma volta e organizar os pensamentos, ou então entretenho-me na Internet. DE QUE GOSTA? Uma das minhas paixões é a música. Gosto sobretudo de hard rock e a minha banda preferida é Scorpions. Também gosto de outros géneros musicais. É possível encontrar música boa em vários géneros, se procurarmos bem, apesar de não me agradar uma boa parte da mú-

sica que se faz actualmente. Também gosto muito de ler, em especial os clássicos, como Oscar Wilde, Fiódor Dostoievski e muitos outros. Tenho ainda um certo fascínio pelo nosso Fernando Pessoa e a sua obra literária. O QUE QUER? Gostava sobretudo de conhecer o mundo e a mim mesma. Estamos sempre a aprender, não é verdade? Gostaria de fazer da vida uma experiência interessante e ultrapassar as dificuldades para alcançar os meus objectivos. Em termos profissionais, ambiciono ser tradutora. Adoro línguas estrangeiras e estudá-las. Gostaria de traduzir todo o tipo de coisas, mas traduzir um livro seria o topo. É simplesmente espectacular encontrar a tradução certa, que encaixa perfeitamente ali.

Revista 21 QUE BALANÇO FAZES DA COLABORAÇÃO COM A REVISTA? Bastante positivo. Acho que é um projecto interessante que nos permite aprender mais e sobretudo trazer ao público uma revista interessante, com qualidade. E o facto de ser on-line permite que mais gente tenha acesso a ela. QUAL É, PARA TI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA NO ACTUAL CONTEXTO EDITORIAL? É importante haver projectos assim, pois, caso contrário, ficamos muito limitados ao que temos disponível à venda. Se houver projectos deste género, podemos ter acesso a mais diversidade e escolher o que realmente nos interessa. HOUVE ALGUM ARTIGO QUE TENHAS GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? Os conteúdos da Revista 21 costumam ser sempre

interessantes e não destaco nenhum em especial. E QUAL FOI O ARTIGO QUE MAIS TE AGRADOU ESCREVER? Gostei de escrever todos os artigos. Apesar de alguns darem mais trabalho que outros, no final é interessante ver o resultado e também aprender com os erros, conforme se evolui no trabalho. Aquele que achei mais engraçado foi o das publicidades [edição #09]. QUAL FOI, NA TUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? A do mês de Março [edição #07]. QUERES DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Continuem a ler e, se possível, a trazer novos leitores para a Revista 21. Não vos desiludiremos e traremos sempre o nosso melhor!

15


SÉRGIO NEVES Entrou há relativamente pouco tempo, em Abril, mas já deixou a sua inconfundível marca na revista, graças a um estilo muito próprio, baseado em crítica e ironia. Conheça Sérgio Neves.

Identidade QUEM É? Sérgio Neves, 22 anos, Lisboa e arredores, 1,84 cm de altura, conta bancária a negativo. COMO É? A minha mãe uma vez disse-me: «Não saíste bonito mas ao menos não saíste deficiente». O QUE FAZ? Designer e editor gráfico, ilustrador, fotógrafo, repórter, cronista, sonhador freelance e masturbador crónico. DE QUE GOSTA? Tenho ouvido muito Alt-J, Black Bombaim e Black Keys, podem partir daí, mas também

deviam estar atentos ao lançamento dos Surveillance. Quanto a filmes, aconselho vivamente o Sedmikrásky (1966), o Across the Universe (2007) e, sei lá, o Stealing Beauty (1996), a menos que vos pareça melhor o Garganta Funda (1972). O QUE QUER? Gostava de ser um gajo respeitado e bom no que faz. E de um dia ter dinheiro suficiente para comprar um helicóptero. Mas se não for possível, «um gajo quer é cona». TOP SECRET Sou um gato dentro de um gajo extremamente bonito, apesar do que a minha mãe diz. Ela é que tem standards muito altos.

Revista 21 QUE BALANÇO FAZES DA COLABORAÇÃO COM A REVISTA? Entrei há apenas alguns meses, só tenho de escrever um artigo por mês e mesmo assim já falhei a entrega de alguns. Não sei como é que ainda não fui despedido.

E QUAL FOI O ARTIGO QUE MAIS TE AGRADOU ESCREVER? O primeiro, na edição de Abril [#08], sobre as piores capas de álbuns de sempre. Foi uma risada procurá-las, e as piadas fluíram só de olhar.

QUAL É, PARA TI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA NO ACTUAL CONTEXTO EDITORIAL? É uma oportunidade para gente que gosta e que tem jeito para escrever, sem os condicionalismos de uma publicação estabelecida, o que, para os leitores, resulta numa leitura descontraída, movida pelo prazer da leitura. Um mini-paraíso, portanto.

QUAL FOI, NA TUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? Gostei mesmo muito da capa da edição de Dezembro passado [#04], mas agora não consigo precisar porquê, porque estou a escrever só com uma mão.

HOUVE ALGUM ARTIGO QUE TENHAS GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? Gosto muito dos artigos finais, da senhora do sexo. Estou para lhe enviar um e-mail, naquela de ver no que resulta.

16

QUERES DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Passo. Ou não posso? Epá, leiam muito e leiam com prazer, que deste lado escrevemos com a mesma pica. De resto, não se metam nas drogas, olhem para os dois lados antes de atravessar a rua, e dêem sempre gorjeta ao empregado!


MARIANA CARVALHO É obstinada, caprichosa e tem sempre uma opinião. Felizmente pertence à nossa equipa: não gostaríamos nada de a ter contra nós. Conheça Mariana Carvalho.

Identidade Sou a Mariana e gosto de coisas juntas. Ainda recém-nascida, consegui convencer os meus pais a abandonar a ideia de a esta hora vos estar a dizer, nesta página, que o meu nome é Maria Ana. Tenho 22 anos mas, em separado, com apenas 2, dizia que queria ser astronauta, ao contrário de todas as meninas bailarinas e cabeleireiras que havia no colégio. Não a considerando uma grande habilidade, consigo comer com os talheres ao contrário e só não fui esquerdina porque as freiras não me deixaram. Talvez esse trauma justifique eu só conseguir adormecer para o lado esquerdo. Nunca fui capaz de abandonar os meus amigos imaginários, algo que me diferencia da maioria das pessoas da minha idade, e às vezes desculpo certas atitudes com isso: «não fui eu, foram eles».

Gosto de mudanças, desde que não envolvam transportar pesos, e para mim a Bíblia tem poucas páginas e o autor é Antoine de Saint-Exupéry, numa obra que fala sobre um pequeno príncipe loirinho. Já dizia Pessoa que «nenhum livro para crianças deve ser escrito para crianças». Adoro palavras e vivo disso, ainda que para convencer pessoas a escolher a marca e não as outras. Trabalho numa agência de publicidade digital, mas prefiro folhas de papel ao Word. Ouço Two Door Cinema Club porque me levanta da cama e tenho «vergonha» de dizer que sei de cor grande parte das falas do Moulin Rouge. Num futuro próximo, quero ter três crianças a berrar e a escrever nas paredes com o homem por quem até hoje já me apaixonei 1096 dias, se contar que isso aconteceu apenas uma vez por dia e também só a partir do momento em que me convenci disso.

Revista 21 QUE BALANÇO FAZES DA COLABORAÇÃO COM A REVISTA? Entrei como colaboradora da 21 aos 21 anos, por isso faço um balanço equilibrado deste percurso. HOUVE ALGUM ARTIGO QUE TENHAS GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? Gosto mais de escrever do que ler, mas o Juvenal faz-me soltar gargalhadas em todas as edições. E QUAL FOI O ARTIGO QUE MAIS TE AGRADOU ESCREVER? Como o primeiro é sempre o primeiro, «Estranhos Casos de Paternidade» [edição #06] foi o meu artigo de eleição. QUAL FOI, NA TUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO?

Não gosto de capas, prefiro contracapas, e já li muitos livros a começar pelo último capítulo. Se tem final feliz não leio e pego nesse livro mais tarde, quando já não me lembrar como acaba. Quero com isto dizer que quero um homem na capa numa edição próxima, e virado do avesso. QUERES DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? A todos os leitores, peço-lhes que, além de lerem, escrevam muito. Meio mundo anda perdido e a outra metade anda à sua procura, por isso escrevam nas mesas, nas portas das casas de banho, em post-its, em recados no frigorífico, e conheçam-se. Não façam o que mais gostam na vossa vida, tornem a vossa vida naquilo que mais gostam.

17


ÃO

ACÇ RED EX-

LUNA SANTOS Escreve sob pseudónimo e foi uma das colaboradoras originais da revista. Conheça Luna Santos.

Identidade Escolhi o pseudónimo Luna Santos por já o utilizar anteriormente na minha actividade na Internet. Tenho 21 anos, sou do Porto e interessome por tudo o que se relacione com Arte e Cultura. Por isso mesmo, quando me confrontei com o desafio de integrar o projecto 21, pareceume imediatamente uma boa ideia. Desde pequena que faço teatro, estive durante muitos anos inserida em grupos de teatro amador e, mais recentemente, surgiu a oportunidade de integrar um grupo profissional de teatro de revista no Porto. Lá estarei eu, em Dezembro, a pisar o palco pelo segundo ano consecutivo. Mas o meu percurso académico não esteve ligado directamente às Artes. Licenciei-me na área do Jornalismo e tenho andado a experimentar aquele fenómeno chamado «estágio» desde o fim da

Foto: Sílvia Silva

licenciatura. Para o futuro, se conseguir conciliar o teatro com o jornalismo, ficarei contente, mas se conseguisse (vem aí uma probabilidade tão incerta quanto ganhar o Euromilhões) dedicarme só ao teatro, aí estaria feliz. É rara a pessoa que me conhece e não sabe que sou fã da Emilie Autumn. Eu bombardeio todos os seres vivos ao meu redor com música, imagens e todo o tipo de informação acerca da Emilie Autumn. Escusado será dizer que o artigo que mais gostei de escrever para a 21 foi... o Perfil de Emilie Autumn [edição #06]! Também gosto de ler, escrever e passear. Sobretudo passear, conhecer sítios e as pessoas desses sítios e levar as memórias comigo quando regresso a casa.

Revista 21 QUE BALANÇO FAZES DA COLABORAÇÃO COM A REVISTA? A minha experiência na 21 durou cerca de meio ano e, na altura, estava a meio do curso universitário. Ter uma experiência destas permitiume «brincar a sério» ao jornalismo e integrar um projecto novo, que queria ter ideias novas e vozes novas para mostrar mais e mais diferente. QUAL É, PARA TI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA NO ACTUAL CONTEXTO EDITORIAL? A Internet torna toda a informação possível. O que fica de fora da imprensa tradicional, pode encontrar voz na Internet. Mas, mesmo assim, com tanta informação a circular, às vezes é importante organizar as ideias. Penso que a 21 tem feito um trabalho interessante, que está a aproximar um público principalmente mais jovem (pelo menos, tendo em conta o feedback que me foi chegando) que estava desiludido e desencontrado com os media tradicionais, cujas

18

propostas não arriscam e não pensam fora da caixa vezes suficientes. HOUVE ALGUM ARTIGO QUE TENHAS GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? Gostei particularmente do artigo sobre o Marilyn Manson [edição #03], porque é um cantor que aprecio, apesar de não ouvir diariamente, e que, sendo a personagem caricata que é, tem sempre algo mais a descobrir. E sempre hilariante! QUAL FOI, NA TUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? Gostei muito da primeira capa. QUERES DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Espero que continuem a ler assiduamente a revista e que partilhem as vossas opiniões com a equipa através do Correio do Leitor, porque é muito importante para quem está deste lado receber os comentários de quem lê.


SÍLVIA SILVA Determinada e sem complexos, como a própria se descreve, esteve connosco desde o início, até Fevereiro deste ano. Conheça Sílvia Silva.

Identidade QUEM É? Chamo-me Sílvia Silva, tenho 22 anos e sou do Porto. Moro em Canelas, Vila Nova de Gaia. COMO É? Sou determinada e sem complexos. Por isso, luto por aquilo que quero em determinado momento. Sou vegetariana e feminista e procuro agir de acordo com essas convicções, não as levando ao extremo. Interesso-me por artes e cultura, principalmente música, mas também por política, sociologia, ecologia ou até culinária, entre outros. O QUE FAZ? O hobbie principal é tocar saxofone. Toco saxofone há 10 anos e aí já se encaixaram inúmeros hobbies: bandas de rock, quartetos de saxofone,

Foto: Luna Santos

entre outros. Além disso, gosto de ouvir música, de compor e de escrever. Adoro passear em jardins, fazer compras no Porto ou conhecer novas cidades, e sempre a fotografar. DE QUE GOSTA? Apesar de não os considerar os meus favoritos, vou nomear três obras/artistas que tiveram uma grande influência na forma como vejo hoje a sociedade. Filme: Monólogos da Vagina de Eve Ensler; Livro: O segundo sexo de Simone Beauvoir; Músicas: todas de System of a Down. TOP SECRET Não gosto de Coca-Cola? [risos] Hum... Posso revelar que fui «educada» pela religião católica, mas sou verdadeiramente ateia.

Revista 21 QUE BALANÇO FAZES DA COLABORAÇÃO COM A REVISTA? Óptimo. Colaborar com a 21 permitiu-me praticar a escrita de artigos enquanto ainda estudava Ciências da Comunicação e ajudou-me a perceber melhor qual é a dinâmica de uma revista. Foi uma oportunidade excelente para publicar artigos assinados por mim e, sobretudo, sobre assuntos que são do meu interesse. QUAL É, PARA TI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA NO ACTUAL CONTEXTO EDITORIAL? É total. Primeiro porque ainda não existia nada assim em Portugal, o que é, uma vez mais, a prova de que Portugal anda atrasado. E segundo, porque precisamos de algo assim. As mentalidades precisam de evoluir, precisam ser confrontadas com as realidades que tanto tentam ignorar e asfixiar. Dar lugar a assuntos que ainda são tabu numa publicação de âmbito nacional, apesar de exclusivamente on-line, é de louvar.

HOUVE ALGUM ARTIGO QUE TENHAS GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? As 21 curiosidades sobre Emilie Autumn [edição #06] escrito por Luna Santos. E QUAL FOI O ARTIGO QUE MAIS TE AGRADOU ESCREVER? O artigo que mais gostei de escrever foi sobre as leis mais estranhas que se possam imaginar [edição #04]. Ou levava o assunto com muita indignação ou com muito humor, mas acabei mesmo por misturar um bocadinho dos dois e penso que ficou um artigo interessante. QUAL FOI, NA TUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? A capa mais bonita foi, sem dúvida, a da primeira edição, Setembro de 2011. QUERES DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Vivam, mas sem preconceitos e sem julgar os outros.

19


OS

RAF

ÓG FOT

DAVID SIMÕES FOTOGRAFOU AS SESSÕES DE CAPA NAS EDIÇÕES #04 E #07, CURIOSAMENTE DUAS DAS MAIS LIDAS DA REVISTA ATÉ AGORA. QUE BALANÇO FAZ DAS COLABORAÇÕES COM A 21? O balanço foi positivo, e estarei sempre disponível para participar, seja com um novo trabalho ou com algum antigo. COMO CORRERAM AS SESSÕES? ALGUMA HISTÓRIA ENGRAÇADA A PARTILHAR? As sessões correm sempre bem, felizmente ainda tenho o livro de reclamações limpo [risos]. História engraçada não existe, mas foi interessante o trabalho com a Cláudia Teixeira [#07], uma vez que não a conhecia. Foi o nosso primeiro contacto, por intermédio da Gisela Nunes (Makeup Artist). Foi também a primeira experiência da Cláudia enquanto modelo. Inicialmente existia algum receio da minha parte, mas a Cláudia veio a revelar-se uma pessoa muito dedicada e fácil de trabalhar. QUAL É, PARA SI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA? Acima de tudo, é importante para mudar mentalidades. QUAL FOI, NA SUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? Se a pergunta é apenas sobre a capa e não o ensaio em si, é a da edição #03, pela cor e pelo equilíbrio. QUE PROJECTOS ESTÁ A DESENVOLVER ACTUALMENTE? O Verão é sempre uma boa altura para fotografar em exterior, por isso tento aproveitá-lo ao máximo. Além disso, continuo lentamente com o projecto do meu livro, The Curves, e mais alguns projectos pessoais onde se inclui um novo. Trata-se de um Book Sensual direccionado a mulheres casadas ou numa relação estável que pretendam oferecer à sua cara-metade um prenda diferente, sexy, sensual e com glamour. QUER DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? A minha mensagem é curta: continuem a seguir a revista. É pena ainda ver tão poucas pessoas a segui-la no Facebook, por desconhecimento ou por não quererem assumir o seu interesse e admiração pelo nu artístico. A maldade está apenas nos olhos de quem vê.

ANDRÉ PIRES FOI O PRIMEIRO FOTÓGRAFO A COLABORAR COM A REVISTA [#01], E REPETIU-O JÁ ESTE ANO, EM ABRIL [#08]. QUE BALANÇO FAZ DAS COLABORAÇÕES COM A 21? As colaborações renderam boa exposição nos média para mim e para as modelos. QUAL É, PARA SI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA? Creio que a 21 é um canal de grande importância, pois a sociedade ainda confunde a arte do nu artístico fotográfico com fotografia erótica e/ou pornográfica. Através de projectos como este, os artistas têm mais chances de divulgar os seus trabalhos e o público tem a oportunidade de educar o seu olhar. QUAL FOI, NA SUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO?

20


LUÍS COSTA ESTE MÊS MARCA A TERCEIRA VEZ QUE FOTOGRAFA PARA A 21. QUE BALANÇO FAZ DAS COLABORAÇÕES? Tenho um enorme prazer em colaborar com a 21 já em três edições. Espero poder continuar a dar o meu contributo daqui para a frente com mais frequência, o balanço é francamente positivo. COMO CORRERAM AS SESSÕES? Todas as sessões efectuadas correram muito bem, na medida do possível, todas elas com temas completamente diferentes dentro do nu artístico, mas sempre com descontração, diversão e muita dedicação. QUAL É, PARA SI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA? A Revista 21 é a unica que aposta forte e se dedica à arte do nu artístico no seu geral, apoiando e divulgando novos talentos na área, tanto modelos como fotógrafos. LEMBRA-SE DE ALGUM ARTIGO QUE TENHA GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? Não vou destacar nenhum em particular, há imensos artigos interessantes em todas as revistas. QUAL FOI, NA SUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? Para mim, a melhor capa foi a da edição #01. Gosto também das capas das edições #03 e #07. QUE PROJECTOS ESTÁ A DESENVOLVER ACTUALMENTE? Neste momento estou dedicado às casas onde sou fotógrafo residente: o Concept Club em Brejos de Azeitão, o Concept Summer Spot na Costa de Caparica e a Loja Flame em Almada. Gostaria de dedicar mais tempo à fotografia, mas com o meu trabalho, tenho apenas de aproveitar todos os momentos que tenho livres para fazer aquilo que mais gosto. Um dos meus objectivos é continuar a fotografar para a Revista 21 e ajudar na medida do possível ao crescimento e afirmação da mesma. QUER DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Espero que continuem a acompanhar todas as edições da revista, e agradeço desde já todos os comentários que tenho recebido sobre a 21 e o trabalho que tenho desenvolvido para a mesma. Aproveito para agradecer a todas as modelos com quem tive o prazer de trabalhar por toda a paciência, a enorme dedicação, empenho e profissionalismo que tiveram no trabalho que efectuaram.

A da edição de Abril (#08), visto que fizemos o ensaio especialmente para a 21, pensando que aquela foto cairia muito bem na capa. QUE PROJECTOS ESTÁ A DESENVOLVER ACTUALMENTE? Nada em especial, sigo fazendo arte fotográfica e um pouco de fotografia comercial. QUER DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Espero, em breve, estar novamente na 21 com mais um ensaio.

21


ISTAS

N CRO

JUVENAL É o rei das crónicas controversas e do hate mail, embora exista também quem o considere um tipo com piada. Desde 2005 que mantém O Melhor Blog do Universo, e na Revista 21 contamos com ele desde a segunda edição. No entanto, parece que ainda não estão completamente esgotados os temas potencialmente ofensivos a abordar. Conheça Juvenal a.k.a. André.

Identidade QUEM É? André só, como o Prince e a Madonna. Já não vou para novo e moro em Paio Pires. COMO É? Não tenho personalidade e sofro muito ao nível dos rins. O QUE FAZ? Masturbação. DE QUE GOSTA? Masturbação. O QUE QUER? Masturbação. TOP SECRET O meu pénis é minúsculo.

Revista 21 QUE BALANÇO FAZES DA COLABORAÇÃO COM A REVISTA? É como o teste do HIV do Freddie Mercury. Positivo. ACHAS QUE AS PESSOAS JÁ ENTENDEM O TEU HUMOR? Claro que sim. Menos os pretos. INCOMODA-TE O OCASIONAL HATE MAIL? Não há nada melhor que hate mail. Tirando a masturbação. QUAL É, PARA TI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA NO ACTUAL CONTEXTO EDITORIAL? Parafraseando o Zé Pedro dos Xutos, «é impor-

22

tante porque a revelância é tudo o que há de bom na vida como o papo-seco com manteiga». HOUVE ALGUM ARTIGO QUE TENHAS GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? Só os meus. QUAL FOI A CRÓNICA QUE MAIS TE AGRADOU ESCREVER? Nenhuma. Isto é um sofrimento. QUAL FOI, NA TUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? Uma em que apareça um nu meu. QUERES DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Masturbação.


DETINHA AVELINO É a nossa cronista brasileira preferida, mas mora em Portugal há tanto tempo que já trata as crónicas (e o sexo) por «tu». Conheça Detinha Avelino.

Revista 21

Identidade QUEM É? Detinha Avelino, completo 45 anos a 10 de Setembro, resido em Setúbal. COMO É? Sou determinada, teimosa e sonhadora. Mesmo quando nao estou a escrever, estou sempre, na minha mente, a fabricar «fantasias».

QUE BALANÇO FAZES DA COLABORAÇÃO COM A REVISTA? Adoro fazer parte desta equipa, embora a minha colaboração não seja muito grande. QUAL É, PARA TI, A RELEVÂNCIA DE PROJECTOS DESTA NATUREZA NO ACTUAL CONTEXTO EDITORIAL? É importantíssimo mostrar às pessoas que, apesar da crise, pode-se levar informações e entretenimento a todos que queiram, e isso sem pedir nada em troca.

O QUE FAZ? Sou escritora, isto é o que sou, todos os outros trabalhos que executo têm como finalidade proporcionar recursos ao que sou.

HOUVE ALGUM ARTIGO QUE TENHAS GOSTADO PARTICULARMENTE DE LER? Gosto de todos, mas adorei o artigo sobre as herdeiras mais ricas do mundo [edição #08].

DE QUE GOSTA? Nunca esqueci o filme Sensibilidade e Bom Senso. Sou muito eclética quanto a música, adoro Mozart, Beethoven e Pavarotti, que entretanto só posso ouvir quanto estou sozinha, pois o meu marido odeia. Por falar em odiar, também eu odeio música sertaneja brasileira. Essas sim, deixam-me doente e só consigo curar-me se me entrego ao som de Dire Straits. O livro de que nunca me vou esquecer é Se o Amanhã Chegar, de Sidney Sheldon, e actualmente estou a ler O Simbolo Perdido, de Dan Brown, versão em inglês, para aprender enquanto me divirto.

QUAL FOI A CRÓNICA QUE MAIS TE AGRADOU ESCREVER? A primeira [edição #03] é sempre inesquecível.

O QUE QUER? Pessoalmente tenho a ambição de ser totalmente conquistada; profissionalmente, quero publicar livros que façam as pessoas esquecerem os problemas e sonhar. TOP SECRET Embora não apresente todas as características do perfil, sou histriónica.

PORQUE PREFERE ESCREVER SOBRE SEXO? Não tenho preferência nesse assunto, mas de forma natural passo para as pessoas o que penso sobre isso. Embora ainda não tenham percebido, não escrevo sobre sexo, mas sobre mim. QUAL FOI, NA TUA OPINIÃO, A MELHOR CAPA DO ANO? A capa da edição de Janeiro [#05] foi espectacular. «Doze meses, uma mulher». O fotógrafo ousou e agradou. QUERES DEIXAR ALGUMA MENSAGEM AOS LEITORES DA REVISTA? Mantenham sempre a mente aberta a mudanças, o espírito desejoso de liberdade e o coração preparado para viver um grande amor. E, claro, agradeço a atenção recebida.

23


fotografia

24


Detinha Avelino Já conhece as suas crónicas mensais na Revista 21. Descubra agora a forma como ela as escreve.

Texto: Tiago Matos Fotografia: Cintia Assunção

25


26


27


28


29


crónica Por: Detinha Avelino

CONHECENDO

UM CHULO

Detinha Avelino é uma escritora brasileira, residente em Lisboa. Escrevendo em espanhol, publicou os livros Seduzca Me, de contos românticos e eróticos, e Pequeña Y Rara, onde relata engraçadas e problemáticas passagens do dia-a-dia. Os seus livros podem ser encontrados em detinhaavelino.bubok.es.

C

onfesso que não tinha noção do significado dessa palavra até ter ido outra vez sozinha à praia. Estava deitadinha a ler um livro quando percebi que um homem deitado ao meu lado me olhava fixamente. Por segurança, desisti do topless, já que estava na parte mais afastada da praia. O homem abordou-me quando fui à água, perguntando-me se conhecia um fitness por ali. Disse que não e continuei a andar. Ele acompanhou-me e disse que era um PT. Ora, queridos, algo que uma loura odeia é sentir-se loura e eu, naquele momento, pus-me a pensar o que raio seria um PT. Não perguntei, apenas sorri, e comecei a preparar-me para ir embora. Ele, insistente, disse que me conhecia de algum lugar e, acredite, conseguiu ligar o meu corpo quase nu a essa foto linda que aparece acima. Bem, inegavelmente a fama tinha-me alcançado. Sorri outra vez e ele disse que gostava imenso da Revista 21. Óptimo. Encaminhei-me para o carro com o jovem a acompanhar-me. Pediu-me o número de telefone e, não sei se por vaidade ou impaciência para me livrar dele, acabei por dar. Algo estranho se passava comigo naquele dia, estava com imensas saudades do meu marido, que nunca mais retornava do Brasil. Mas tudo ficaria por aí se, cinco minutos depois de sair da praia, o meu telemóvel não disparasse a receber SMS. Tive de estacionar e ler e responder e ler e responder e ler outra vez. Duas horas depois, continuava o homem a mandar mensagens, perguntas, respostas. Desliguei o telefone. No dia seguinte, estive na Baixa do Chiado logo pela manhã e novamente uma avalanche de «Onde estás?», «Queres vir ter comigo?», «Posso ter contigo?». NÃO.

30


Mais duas horas de mensagens e aceitei tomar um café ao pé do Cais do Sodré. Conversámos, ele a explicar a excitante vida de Personal Trainer e a querer compartilhar matérias para as minhas crónicas. Despedi-me, já com pouco tempo para conversar, e alguns minutos depois recomeçavam as mensagens: «O meu carro tem a suspensão avariada, emprestas-me duzen-

tos euros?» NÃO! Vinte e tantas mensagens de «por favor, preciso muito» e eu finalmente consegui entender a mensagem subliminar. Mulher madura, sozinha e com aparente boa situação financeira é presa fácil. Por essas e outras é que decidi mudar de praia, bloquear as chamadas do chulo e levar alguém comigo sempre que sair. Alinha?

31


letras

Eva Duarte é uma jovem escritora portuguesa. Em 2010 publicou o romance infanto-juvenil Angelyraa – Humanidade de Cristal e o conto A Lua Também Chora. Se pretende obter uma das suas obras, entre em contacto connosco.

GÉNESIS I

Texto: Eva Duarte

sto que te vou contar tem início muito antes de qualquer um de nós. Começarei pela lenda que passou de geração em geração e servirá como contexto. No início, o mundo era novo e inexperiente em vida. Portanto, a deusa mãe estendeu os seus quatro braços e dançou pela primeira vez. As linhas do seu corpo formavam imagens tão belas que os céus emocionaram-se. A chuva caiu e misturou-se com a terra. Sem descanso, a deusa mãe moldou dois corpos da lama. Copiou as suas próprias curvas em ambos os corpos, dando-lhes, porém, apenas dois braços. Queria-as incompletas, para necessitarem uma da outra. Quando terminou, soprou-lhes para as bocas e deu-lhes o primeiro fôlego. Assim nasceram Lilith e Eva. A grande mãe abençoou ambas com tudo o que precisavam de saber para sobreviverem. Antes de partir, transmitiu-lhes os rituais sagrados da procriação, de modo a tornarem-se autosuficientes. Rapidamente, Lilith e Eva amaramse – equilibravam-se e eram as únicas a povoar a terra. Amarem-se era uma necessidade por falta de opções, mas isso não tornou o seu amor menos real; era apenas o único que existia. Só conheciam o que sentiam uma pela outra e o que sentiam pela grande mãe. Portanto, não havia espaço para lhes julgar a forma de amar. Na sua primeira menstruação, sabiam que estavam prontas para realizar o ritual de procriação. Acenderam a fogueira, queimaram nela flores brancas manchadas com sangue menstrual e dançaram para a grande mãe. Era suposto entregarem os seus membros à irracionalidade da dança, os seus corpos queriam-se tão selvagens como quando faziam amor e tinham de terminar ajoelhadas junto à fogueira, de braços erguidos ao céu. E assim, ao fim de nove meses nasceram as suas filhas. Gerações depois, cá estamos – tu e eu, criança. Eu sei que precisas de perceber por que fugimos, mas este enquadramento é importante, não só porque é meu dever contarto, tal como a minha mãe me contou, mas para que entendas a nossa situação agora. As nossas origens são importantes e deveslhes honras, mesmo que tenhamos entrado num mundo novo.

32


33


Bem, agora contar-te-ei da vida como me lembro. Estávamos bem adaptadas ao meio, pescávamos, caçávamos, dominávamos todas as ervas – as que matam e as que curam. Só a grande mãe sabe como algumas nos apaziguam as dores do parto. Passávamos grande parte do nosso tempo fora de guerras, era-nos mais agradável fazer amor. Era dessa forma que mais frequentemente prestávamos adoração à deusa mãe e isso deixáva-a feliz. Em alturas de grande excitação, ela juntava-se à euforia. No fim, dava-nos a honra de dançar para nós com os seus maravilhosos quatro braços. Nunca vi dançarina mais elegante. Não admira que ela tenha emocionado os céus. Porém, desiludímos a nossa deusa. Afinal, fomos feitas de matéria impura – água e terra conspurcadas. Se tivéssemos nascido de um só elemento, podíamos ser menos imperfeitas. Mas não penses que critico a grande mãe, ela sempre conseguiu perdoar todos os nossos erros. Excepto este... tenho de limpar estas lágrimas, não é? Se não houvesse erro, não te teria agora, minha criança. Como já percebeste, as instruções eram simples. Completávamo-nos umas às outras, éramos livres de amar e escolher quem amar e, quem quisesse procriar, só tinha de participar no ritual quando menstruada e a grande mãe abençoava-nos com uma criança. Mas nunca pensei que a determinação de algumas as levasse a tentar iludir a deusa mãe. O orgulho exacerbado leva-nos a julgar-nos capazes de ludibriar qualquer um, mas esta rapariga quis enganar a própria deusa. Ela, uma jovem de dezasseis, pecou por orgulho e desespero. Ainda não tinha sido abençoada com o sangue fértil, mas queria ser mãe, pois muitas da sua idade já tinham tomado essa decisão. Traçou então o plano que nos levaria a todas à desgraça. Como se não bastasse, teve medo de agir sozinha, portanto convenceu um grupo de crianças para se lhe juntar. Uma hora antes do ritual, ela guiou-as até ao mato e lá caçaram coelhos e aves pequenas. Mataram a modesta caça e, com o sangue dos bichos,

34

imitaram a benção da fertilidade. Juntaramse ao ritual em grande júbilo e mancharam as flores brancas com o sangue roubado, dançando com as restantes. O ritual terminou e durante os nove meses que se seguiram notámos uma estranha ausência da deusa mãe. Jamais esquecerei os gritos das parteiras ao darmos à luz. A anatomia da criança era-nos estranha, vinha com um apêndice como nem as anciãs alguma vez tinham visto. Choravam como bebés normais, mas o discreto delta vinha saído para fora, como um inchaço anormal. Pensámos que as crianças tinham nascido doentes, portanto rezámos à deusa. Ela desceu até nós e ouviu-nos com um pesar profundo, que lhe morria nos olhos e nascia no coração. Sem precisar que acabássemos de falar, tomou a palavra. Disse-nos que alguém tinha profanado o ritual com sangue impuro, com a esperança de a enganar. O desapontamento e a incompreensão da deusa era-nos palpável. «Porque enganaram quem sempre vos amou? Dei-vos tudo, filhas, excepto a imortalidade, mas só porque me foi impossível. Agora deixo-vos, porque a vossa traição condenou-me à morte. Isso que têm nos braços é um ser imperfeito, resultado da profanação. Agora, serão obrigadas a uma separação dolorosa da espécie; chamar-vosão mulheres e a eles homens. Para poderem procriar daqui em diante, terão de se unir a eles. Não me tornem a chamar; o meu poder enfraqueceu por me terem oferecido sangue de animal.» E a guerra culminou. Vozes exigiram a morte das culpadas, mas muitas delas tiraram a própria vida primeiro. Crianças foram mortas, rejeitadas. Foi uma questão de tempo até que as opiniões contrárias se defendessem com a espada. Foram exigidas demasiadas vidas, meu filho, portanto fugi para que mantivéssemos as nossas. Lamento que não conheças a deusa mãe, mas decerto terá nascido um novo deus, que ame ambos homens e mulheres.


35


opinião Por: Tiago Matos

LIVRO DO MÊS

A SORTE DE JIM KINGSLEY AMIS

S

ob o rótu lo de «o liv ro mais diver t ido d a s egund a met a de do s é c u l o X X », v ive o romanc e de est rei a de King sl e y Am is , vence dor do S omers et Maug ham Award e m 1955 e ele ito p el a re v ist a Time como um d os 1 00 mel hores l iv ro s de l íng u a i ng l e s a e s cr itos ent re 1923 e 2005. A histór i a c ent ra - s e na v id a de Jame s « Ji m » Dixon, um profess or u n ivers it ár io d e Histór i a Me di e va l que, a o c ont rár io do que o t ítu l o nos sugere, nã o s e s ente p ar t i c u l ar me nte s or tudo. Po de- s e inclus ive af ir mar que é p ar a ele qu as e uma tor tu ra manter a «d i g n i d a d e » ne c ess ár i a p ara p o der s obre v iver a o s e ve nto s d e a lt a s o c i e d a de qu e o c argo l he e xi ge. C om o est i g ma de u m e ventu a l desp e d i me nto a p ai r ar c onst antemente s obre a su a c ab e ç a , d e di c a o temp o a tent ar c air nas b o as g r a ç as d o re sp eit ado profess or Wel ch, a o me s mo te mp o qu e gere a di f íc i l rel a ç ã o c om a «namor a d a » Margaret. Tudo s e c ompl ic a , p oré m , qu and o con he c e B er t rand, o empro a do pi ntor, f i l ho d o profess or Wel ch, e a su a b el a mas f r i a na mor ad a, C hr ist ine. A p ar t i r d as c ompl ic a d as rel a çõ e s d e D i xon com as est r an has f igu ras qu e o ro d e i am , Am is const rói uma histór i a de c óm ic o s e quívo co s , ao b om j eito br it ân ic o.

EDIÇÃO: QUETZAL TÍTULO ORIGINAL: LUCKY JIM TRADUÇÃO: SALVATO TELLES DE MENEZES PÁGINAS: 368 PVP: 17,70 € ANO: 2012 ORIGINAL: 1954

«O livro mais divertido da segunda metade do século XX» Christopher Hitchens

Não s e p ens e, c ontu do, qu e A S or te de Jim é uma p e ç a d e humor e v i d e nte. A obra faz -s e va l er s obretu do nas subt i l e z as . As s itu a ç õ e s a l go d at a d as t r ans formam-na , s egundo o s p a drõ es a c tu ais , mais num d r ama românt i co que numa comé di a . Ai nd a ass im , qu em est ive r d isp o sto a apre ci ar a qu as e cr uel ma e st r i a foto g r áf i c a de Am is - vej a - s e, p or e xe mpl o, o ge n i a l re t r ato d e uma re ss a c a de s cr ito no s ex to c apítu l o - , enc ont rar á n’A S or te de Jim uma obr a muito ag r a d ável.

36


JOGO DO MÊS

DARKSIDERS II PARA: PLAYSTATION 3, XBOX 360, WII U, PC

I

mag ine-s e como Mor te. Sim, ess a mesma, a que chega de c ava lo p ara anunci ar o f im do mundo. S ó que dest a ve z o s eu prop ósito é out ro: provar a ino cênci a de Guer ra, s eu irmão, ac us ado de ante cip ar o Ap o c a lips e.

GRÁFICOS: 7

Atmosfera de «épico» fluida e bem conseguida, ainda que com problemas em certas texturas.

SOM: 8

Excelentes trabalhos de voz. Música ambiente sombria.

JOGABILIDADE: 9

Acção livre, com puzzles interessantes e combates divertidos, de controlo fluido.

INOVAÇÃO: 7

Os mapas são mais extensos, mas, no geral, muito vazios. Já o armamento «à RPG» é uma adição excelente.

REPLAY: 6

História bastante longa, mas algo repetitiva. Para terminar uma só vez.

E ste hack and slash p ara um j ogador (e que p ena é não exist ir um mo do co-op) é, à s emel hanç a do s eu ante cess or, um j ogo de at mosfera épic a que qu as e nos int imid a na su a tot a l lib erd ade de acç ão, at ravés de sucessivos e extens os cenár ios que, infelizmente, p e c am p or vazios. O j ogo resume-s e a dois p ontos: comb ates e puzzles. Para o pr imeiro p onto, cont amos com du as ar mas que ut i lizamos em a lucinantes combinaçõ es s empre que a lgum advers ár io nos surge no c amin ho. C om o de cor rer do j ogo, ap et re chamo-nos aind a com p o deros os feit iços. A ar maç ão «à RPG» (achamos, «roub amos» e e quip amos, tudo de for ma b ast ante simples e est r it amente s egundo a noss a vont ade) é uma d as inovaçõ es mais interess antes do j ogo. Q u anto aos puzzles, s ão muitos (o j ogo é b ast ante mais extens o que o ante cess or), mas a lgo c ans at ivos, j á que s e resumem, na su a maior i a, a abr ir p or t as, es c a l ar p are des e achar obj e c tos. Ap es ar diss o, na junç ão de amb as as p ar tes, encont ramos em D arksiders II um b om j ogo, dest inado a ag rad ar s obretudo os fãs de acç ão e aventura épic a.

37


fotografia

A Arte do Nu

ANA GONÇALVES Um cenário urbano, uma produção irreverente. Ana Gonçalves ajuda-nos a celebrar o aniversário. Texto: Tiago Matos | Fotografia: Luís Costa

38


39


OPINIÃO Por: Susana Veríssimo

NA MÚSICA.. . JOURNEY,

DEF LEPPAR D, WHITESNAKE

.

40


41


A...

NEM NO CI

IA… COMÉD ADORO ILME IMO F O O ÚLT I FOI QUE V . «TED»

42


43


44


45


NA ESCR ITA

JOANNA

«DORME

46

...

BRISCOE

COMIGO»

:

.


47


48


identidade visual

Ana Vanessa Gonçalves tem 28 anos, trabalha na área do Marketing e vive na Quinta do Conde, mas talvez não por muito mais tempo. Descubra de seguida o porquê.

QUANDO ME OLHO AO ESPELHO VEJO...

Não saber partilhar, nem se colocar no lugar do outro: egoísmo.

Sou uma pessoa com qualidades e defeitos, mas, acima de tudo, sou uma pessoa «humana», que gosta de ajudar os outros, a primeira a estender a mão. Considero-me sociável e tento sempre aprender algo com as pessoas que me rodeiam. Defeitos… Bem, talvez um bocadinho teimosa, mas a teimosia é algo que vamos aprendendo a controlar com as missões que a vida nos coloca… Aprender a ceder não é fácil de se fazer, mas é muitas vezes necessário para o bem-estar.

NÃO HÁ NADA MAIS SENSUAL QUE...

TENHO COMO PRINCIPAL AMBIÇÃO...

O meu principal desejo nesta fase da minha vida é emigrar, com o objectivo de construir um futuro melhor. A MINHA MAIOR CONQUISTA ATÉ HOJE...

Sou filha de emigrantes e, como tal, um dos meus maiores desafios foi obrigar-me a crescer sem ombro de pai ou colo de mãe. Com esforço e dedicação, hoje considero-a uma batalha vencida. O GRANDE PROBLEMA DA SOCIEDADE É...

Um bom olhar. Diz muito sobre uma pessoa. Já conheci muita gente vazia, infelizmente. POUCA GENTE O SABE SOBRE MIM, MAS...

Pareço de ferro… mas sou uma lamechas. [risos] PARA MIM, A NUDEZ É...

Algo normal e natural… Não é por acaso que foi assim que viemos ao mundo. SER CAPA DA 21...

Foi uma experiência enriquecedora, algo que desejava fazer há algum tempo. Agradeço a oportunidade que me foi concedida. Trabalhar com pessoas profissionais e que têm gosto pelo trabalho que desempenham são duas das características que mais aprecio e que levam a um resultado de sucesso. NO FUTURO PRETENDO...

Não sei… Vou andar por aí… Mas certamente estarei feliz e a fazer sempre algo que me faça sorrir muito.

49



Revista 21 | Edição 13 | Setembro 2012