ANO 2 . Nº 11 . DEZEMBRO 2021 . REVISTA MENSAL . PREÇO: 5€
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ENTREVISTA
“A EVOLUÇÃO DO FORMATO DOS ENCONTROS DE INVESTIDORES DA DIÁSPORA PODE EXPLICAR-SE EM QUATRO EXPRESSÕES: MAIS DINÂMICO, MAIS EMPRESARIAL, MAIS SOCIAL E MAIS DIGITAL” BERTA NUNES SECRETÁRIA DE ESTADO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
ECONOMIA
POLÍTICA
DESTAQUE
FÁTIMA RECEBE NOVOS ENCONTROS PNAID
PORTUGUESES ESCOLHEM O GOVERNO JÁ EM JANEIRO
O NATAL DOS PORTUGUESES PELO MUNDO SIGA-NOS EM WWW.REVISTACOMUNIDADES.PT
Lusofonia, Cooperação, Desenvolvimento Angola Belas, Benguela, Cazenga, Huambo, Kilamba, Kiaxi, Luanda, M’Banza Congo | Brasil Belém, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador | Cabo Verde Assomada, Praia, Ribeira Grande de Santiago, Sal, São Filipe, São Vicente/Mindelo | China Macau | Espanha Santiago de Compostela, Olivença | Guiné‑Bissau Bafatá, Bissau, Bolama, Cacheu, Gabu, Governo Civil da Região de Oio Moçambique Angoche, Beira, Chibuto, Chokwé, Ilha de Moçambique, Inhambane, Mandlakazi, Maputo, Nampula, Quelimane, Vila da Praia do Bilene, Xai‑Xai | Portugal Almada, Angra do Heroísmo, Braga, Cascais, Coimbra, Covilhã, Guimarães, Lisboa, Mértola, Odivelas, Oeiras, Ponta Delgada, Porto, Sintra | São Tomé e Príncipe Santo António do Príncipe, São Tomé/Água Grande Timor‑Leste Díli, Oécussi‑Ambeno
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1 associação, 56 cidades, 26 empresas, em 10 países em 5 continentes em comum a Língua Portuguesa
DESTAQUES
4 EDITORIAL COMUNIDADES 05. MENSAGEM DE NATAL
SU MÁ RI
5. Mensagem de Natal do Presidente da República 6. PALCUS lança campanha para reforçar apoio à comunidade luso-americana 8. Pedido online do registo de nascimento alargado a todos os portugueses que residem na União Europeia
GRANDE ENTREVISTA 14. Berta Nunes, Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, em entrevista à REVISTA COMUNIDADES 21 A 34 DESTAQUE
21 A 34 ENCONTROS PNAID
35. ELEIÇÕES LEGISLATVAS
ENCONTROS PNAID 2021 23. Mensagem de Boas-Vindas 24. Médio Tejo - Vive o Empreendedorismo 26. Investimento da diáspora, um investimento com marca 28. Programa 30. Fátima, uma cidade para visitar no Centro de Portugal
POLÍTICA 35. 30 de janeiro, eleições legislativas - Não votar para quê?
62. GLÓRIA JÁ ESTREOU
14. BERTA NUNES, SECRETÁRIA DE ESTADO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS, EM ENTREVISTA À REVISTA COMUNIDADES
54. NATAL DOS PORTUGUESES
36. ABC do Eleitor no estrangeiro
LUSOFONIA 44. Marcelo quer dedicar-se a migrantes e a projetos na CPLP depois de sair de Belém 46. PR da Guiné-Bissau defende unidade dos guineenses para estabilidade e desenvolvimento 43. Expo 2020 Dubai
ECONOMIA 49. Ourém um concelho de relevante pujança económica e turística
NATAL PORTUGUÊS 54. Um Natal à portuguesa, com certeza! 59. O curioso caso dos 3 pais natais eslovenos
CULTURA 60. Artistas lusófonos “bem recebidos” em feira de arte dedicada a África em Paris
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EDIT RIAL
são muito boas e, seguramente, vamos esperar mais uma “manobra” de António Costa, a juntar a tantas outras e que o salve desta situação, uma vez que o PSD está em plena convulsão interna para fragilizar ainda mais o partido.
RUI RIO, POSSÍVEL FUTURO GOVERNANTE, QUE DÁ PRIORIDADE A PORTUGAL ABÍLIO BEBIANO
DIRETOR
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om o “chumbo” do OE2022, o Presidente da República dissolve a Parlamento e marca eleições para 30 de janeiro de 2022, em nome dos superiores interesses de Portugal. Uma medida acertada face aos “malabarismos” de António Costa com os seus “aliados” Bloco de Esquerda e Partido Comunista, parceiros na afamada “geringonça”, que permitiram a governação do Partido Socialista nestes últimos seis anos, e que agora romperam.
Para o próximo ato eleitoral gostaríamos que os principais partidos políticos, PS e PSD, se entendessem no que toca a assuntos de interesse nacional, para benefício do país e dos portugueses que governam. No entanto as previsões não
Tem o PSD à frente do partido, Rui Rio, um homem sério, honesto, com experiência em governação e que já várias vezes tem demonstrado não estar na política para enriquecer, mas sim para servir o País. A oposição interna no partido, formada por várias “capelinhas” de barões e baronetes, nunca o deixam governar e colocar o partido em situações favoráveis para eleições, nem tão pouco para fazer a oposição ao PS. Vem agora um “representante” dos barões e baronetes saudosos dos cargos, benefícios e demais benesses do Estado, candidatar-se a líder do partido, interrompendo um período que deveria ser dedicado a preparar as próximas eleições, uma vez que as condições políticas, pelos erros cometidos pelo PS e a sua tropa, são demais evidentes para uma mudança de poder. Do candidato Rangel apenas o conhecemos por ser figura do aparelho e de sempre ter vivido à sombra do partido, pelos sucessivos mandatos de deputado em Portugal e na EU. Obra, ou experiência em governação? Não, não conhecemos. Apenas como deputado só tem experiência em oratória, o que não é manifestamente suficiente para um cargo de primeiro-ministro.
Felizmente, nas eleições diretas do partido, no passado dia 27 de novembro, foi reeleito Rui Rio. É absolutamente notório que os militantes base, na sua esmagadora maioria, quiseram mudar de sentido e deram a vitória a Rui Rio para um Portugal melhor. Os apoiantes de Rangel, apenas tinham a ver com interesses pessoais e não com interesses do partido e, muito menos com os interesses nacionais. É este o país e a maioria dos políticos que temos, motivo mais que suficiente para não nos desenvolvermos como Nação e avançarmos em termos económicos e sociais. Os portugueses que trabalham e pagam impostos, que paguem a fatura do déficit e o seu aumento com a governação da geringonça, os cargos e respetivas mordomias, taxos e demais benesses dos políticos e suas troupes. É a nossa sina. Portugal tem, na Assembleia da República, 230 deputados para representação de uma população de pouco mais de 10 milhões de cidadãos. Destes, apenas 4 (quatro) representam a emigração. Considerando que existem 1.549.380 portugueses inscritos no estrangeiro, como se justifica um tão baixo número de deputados para representarem estes portugueses? Fica a pergunta aos partidos políticos, porque, desde as últimas eleições (presidenciais), ainda não vimos nenhum político preocupado com este assunto. Esperemos que na próxima Legislatura haja a coragem de algum partido, ou deputado levantar este problema para rever esta situação.
FICHA TÉCNICA
Nº 11 | ANO 2 | DEZEMBRO 2021 OCS inscrito na ERC: 127492 www.revistacomunidades.pt
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Estatuto Editorial: https://comunidadeslusofonas.pt/estatuto-editorial / Propriedade e Edição: Cevid - Cedilha Evidente, Lda Registo empresa jornalística na ERC: 224051 / NIF 515951960 (gerente: Abílio Bebiano) / Sócios com mais de 5% do capital – Abílio Bebiano 100% / Sede de Editor e Redação: Rua João de Ruão, nº 12 – Esc 121 – 3000-229 Coimbra /geral@cevid.pt / www.revistacomunidades.pt Diretor: Abílio Bebiano (CPTE 1206) / Coordenação editorial: Maria João Costa / Design e Paginação: Navega Vale, Lda (info@navegavale.pt) / Tiragem: 26.000 exemplares / Impressão: Gráfica Ediliber, Lda – Parque Empresarial de Eiras, Lote3 – 3020-265 Coimbra / Depósito legal: 472172/20 / Distribuição nacional e internacional: CTT e Garland. Siga-nos diariamente em www.revistacomunidades.pt e nas redes sociais
REVISTA
COMUNIDADES
MENSAGEM DE NATAL DE SUA EXCELÊNCIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARA OS LEITORES DA REVISTA COMUNIDADES Apesar das diferenças em diferente escala, é importante sublinhar a atitude altruísta que – a título individual ou coletivo, pessoal ou profissionalmente – a grande Família Portuguesa empregou na mobilização de esforços e vontades. Recebi inúmeras manifestações de entreajuda, chegando relatos de muitos e inspiradores atos de cidadania e solidariedade de compatriotas espalhados pelo mundo.
Caras e Caros Compatriotas, Uma vez mais neste mês de dezembro, d i r i j o - m e a Vó s p e l a s p á g i n a s d a COMUNIDADES, uma revista feita por Portugueses, para Portugueses, mas com vocação Universal, abraçando também o espaço que é a comunidade da Lusofonia. O a no que a gor a cheg a ao f im tem sido um ano feito de desafios, vividos no espaço físico de Portugal ou fora das suas fronteiras, à medida que nos vamos libertando dos efeitos da pandemia e ansiando por aquilo que temos descrito como o regresso à normalidade. Estes desafios, por natureza coletivos, não a feta r a m todos por t u g ueses da mesma maneira. As saudades, tal como os efeitos da pandemia, são sempre mais intensos à distância.
O ano que se avizinha não deixará de trazer, para nós Portugueses, novos e ambiciosos reptos. Desde logo, na rec uper aç ão económica e social que já começámos e queremos continuar com a ajuda e o empenho de todos, independentemente do local que escolheram para viver ou trabalhar. Empenho que se traduzirá, já em janeiro, na mobilização cívica para a participação nas eleições legislativas. Todos os votos contam, todos temos o direito de expressar a nossa opinião política e todos temos o dever de votar. Agradeço, por fim, à COMUNIDADES a oportunidade de, através das suas páginas, Vos transmitir votos de um Feliz Natal e de um Ano Novo cheio de esperança.
Marcelo Rebelo de Sousa Presidente da República Portuguesa
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COMUNIDADES
PALCUS LANÇA CAMPANHA PARA REFORÇAR APOIO À COMUNIDADE LUSO-AMERICANA O Conselho de Liderança Luso-americano, PALCUS, tem em curso uma campanha de angariação de fundos para “expandir” e reforçar as suas áreas de atuação no território norte-americano, com vista a apoiar os interesses da comunidade luso-americana.
A
iniciativa passa pela angariação de fundos, através de donativos, com vista ao alargamento do trabalho desta organização junto da comunidade luso-americana, “para melhor, e de maneiras mais específicas, fornecer apoio à nossa cultura, idioma, herança e interesses comerciais” no país refere a PALCUS. Ângela Simões, presidente deste Conselho de Liderança Luso-americano, salienta que esta é mais uma iniciativa com o intuito de fazer com que “indivíduos e empresas possam criar ou deixar o seu próprio legado” na organização e comunidade e, consequentemente, “promover a nossa herança cultural”.
para “aprender sobre nossa história, idioma e cultura”, bem como oportunidades atuais e futuras, como negócios, finanças, investimentos, governo, direito, medicina e academia. Fundada em 1991 em Washington, a PALCUS intervém junto dos órgãos do poder americano em assuntos de interesse para as comunidades luso-americanas. A sua atuação estende-se ao apoio aos luso-descendentes, através de um programa de estágios, promovendo iniciativas que visam o estreitar dos laços entre Portugal e os Estados Unidos e à divulgação do talento português no país.
A responsável refere que através destes donativos, a comunidade poderá contribuir para “alavancar a organização”, os recursos e alcance da PALCUS nas mais diversas áreas de atuação junto das comunidades nos EUA.
Entre estas iniciativas, que se concentram em três categorias - Liderança, “Advocacy” e Comunidade - estão o programa de bolsa de estudos com a Universidade Católica para alunos luso-americanos; estágios presenciais em Portugal e também estágios virtuais; a Academia NextGen onde estudantes e jovens empreendedores podem obter apoio e recursos mútuos.
A PALCUS tem em vista o lançamento de mais programas, incluindo a organização e execução de um programa anual “Heritage Portugal” onde jovens luso-americanos com idades entre 18-35 passariam 10-15 dias em Portugal em apresentações e atividades de campo
A PALCUS promove ainda a educação em língua portuguesa em escolas e outros locais, luta por melhores serviços consulares portugueses nos EUA, para que a comunidade obtenha passaportes e cartões de cidadão mais rapidamente, por exemplo.
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REVISTA
COMUNIDADES
Angela Simões, presidente da PALCUS
Patrocinadora de pesquisas periódicas para “entender os problemas da comunidade”, a organização trabalha com pessoas “no poder” e Amigos de Portugal no Senado americano, em articulação com o Departamento de Estado e o governo português, numa variedade de questões. Nas ações desta organização está ainda incluído o desenvolvimento de webinars e boletins informativos, como atualizações sobre viagens a Portugal, atualizações sobre a Covid e perguntas e respostas consulares. A PALCUS mantém também bases de dados de recursos como funcionários governamentais, empresas luso-americanas, empregos para falantes de português e redes como para estudantes, mulheres, saúde e outros, e encoraja luso-americanos a votarem com mais frequência nas eleições locais, estaduais e nacionais.
COMUNIDADES
OPINIÃO
TONY AMARAL: FUNDADOR E BENEMÉRITO DA COMUNIDADE PORTUGUESA DE PALM COAST DANIEL BASTOS
A
comunidade lusa nos Estados Unidos da América (EUA), cuja presença no território se adensou entre o primeiro quartel do séc. XIX e o último quartel do séc. XX, período em que se estima que tenham emigrado cerca de meio milhão de portugueses essencialmente oriundos dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, destaca-se hoje pela sua perfeita integração, inegável empreendedorismo e relevante papel económico e sociopolítico na principal potência mundial. No seio da numerosa comunidade lusa nos EUA, segundo dados dos últimos censos americanos, residem no território mais de um milhão de portugueses e luso-americanos, destacando-se vários percursos de vida de compatriotas que alcançaram o sonho americano (“the American dream”). Entre as várias trajetórias de portugueses que começaram do nada na América e ascenderam na escala social graças à capacidade de trabalho e de mérito, destaca-se o percurso inspirador e de sucesso de Tony Amaral, benemérito e fundador da comunidade portuguesa de Palm Coast. Natural do concelho de Ovar, distrito de Aveiro, António Amaral emigrou
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HISTORIADOR
para a América em 1964, com 13 anos de idade, na companhia da mãe e dos quatro irmãos, ao encontro da figura paterna que emigrara três anos antes em demanda de melhores condições de vida para uma família de lavradores marcada pelo espectro de grandes carências, na esteira da larga maioria da população que durante a ditadura portuguesa vivia na pobreza, quando não na miséria. A chegada a Nova Jérsia, para onde o pai emigrara no alvorecer dos anos 60, e onde o jovem ovarense haveria de conhecer a esposa Maria, também emigrante, natural de Viseu, e com quem se casou aos 18 amos, marca o início de um percurso de vida de um verdadeiro “self-made man”, que começou por ajudar o pai na mercearia no nordeste dos EUA. A capacidade empreendedora, impelida no limiar da década de 1980 pelos sobressaltos que viveu nessa época aquando de uma série de assaltos à sua loja, num período em que já era pai, levaram António Amaral, mais conhecido como Tony, em 1983 para Palm Coast, cidade localizada no estado da Flórida, no condado de Flagler, onde na altura já tinha um terreno. Dotado de rasgo e visão, um ano depois, Tony Amaral abriu em Palm Coast uma construtora, e começou a dedicar-se à compra e venda de terre-
REVISTA
COMUNIDADES
nos. Em particular a emigrantes lusos radicados em Nova Jérsia e Connecticut, numa época em que a Flórida se assumia como uma terra de oportunidades, e Palm Coast, onde atualmente a comunidade luso-americana ronda os cinco mil habitantes, acolhia a chegada dos primeiros portugueses através da ação empreendedora nos sectores da construção e do imobiliário da Amaral Custom Homes. O sentido de esforço, trabalho e dedicação, permitiram ao fundador da comunidade portuguesa de Palm Coast construir nas últimas décadas um império empresarial com bases sólidas nas áreas da construção civil e imobiliário, que foi capaz de obter dividendos do crescimento populacional da Flórida, um dos maiores entre os estados americanos, e simultanea-
mente resistir à crise do subprime que acometeu os EUA na primeira década do séc. XXI.
ACADEMIA DO BACALHAU DE NEW YORK COMEMOROU 15ª ANIVERSÁRIO NO CLUBE PORTUGUÊS DE MOUNT VERNON
Radicado há mais de cinquenta anos nos EUA, o sucesso que o empresário alcançou ao longo dos últimos anos no mundo dos negócios, tem sido acompanhado de uma singular dimensão benemérita em prol da comunidade luso-americana. O espírito solidário de Tony Amaral, fundamental para a construção do Portuguese American Cultural Center of Palm Coast, foi paradigmaticamente consubstanciado em 2006, quando o empresário ovarense constituiu a Fundação Amaral, que além de atribuir bolsas de estudo a jovens de origem portuguesa, possui igualmente uma vertente humanitária, expressa durante este período de pandemia no fornecimento a agregados carenciados de alimentos e produtos de higiene.
AAcademia do Bacalhau de New York, que atua na área do condado de Westchester, comemorou recentemente a passagem do seu 15o aniversário de existência com um jantar no salão nobre do Clube Português de Mount Vernon.
Os relevantes serviços de cidadania e o reiterado orgulho nas raízes portuguesas, sentimento pátrio que incitou Tony Amaral em 2017, no decurso dos incêndios de Pedrógão Grande, a dinamizar um movimento que arrecadou milhares de dólares para ajudar as vítimas, concorreram para que recentemente, no dia 25 de julho, Dia do Município de Ovar, a autarquia do distrito de Aveiro entregasse ao seu filho ilustre a Medalha Municipal Prata. Uma das figuras mais proeminentes da comunidade luso-americana, o exemplo de vida de Tony Amaral inspira-nos a máxima do escritor Franz Kafka: “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.
Para além do jantar, à base de pratos de bacalhau, a que estiveram presentes cerca de 150 pessoas, houve ainda uma cerimónia onde se apagaram as velas de um bolo de aniversário alusivo à efeméride, com os elementos diretivos todos reunidos junto ao palco.
As academias do bacalhau desempenham um papel associativo de carácter humanitário, recolhendo fundos nos seus eventos para causas de solidariedade.
RANCHO FOLCLÓRICO ‘SONHOS DE PORTUGAL’ DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL PORTUGUESA COMEMOROU O SEU 40º ANIVERSÁRIO
O Rancho Folclórico ‘Sonhos de Portugal’, da Associação Cultural Portuguesa de Kearny, no estado de New Jersey, comemorou o seu 40º aniversário de existência. A efeméride levou 270 pessoas ao salão nobre do Sport Club Português de Newark, que serviu de palco para o convívio. “Trata-se de um grande marco para todos nós”, nota o diretor António Cardoso, natural de Vale, Arcos de Valdevez. “A bem dizer, quando
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a pedido do meu pai me juntei ao rancho, nunca pensei que, quatro décadas depois, ainda aqui estaria – e estou com muito gosto.” O grupo folclórico, que tem Anthony Santos como ensaiador, congrega agora cerca de 40 elementos de várias faixas etárias e conta também com uma componente infantil, apostando num repertório basicamente centrado no Alto Minho.
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COMUNIDADES
CAC ALARGA SERVIÇO PARA A COMUNIDADE PORTUGUESA RESIDENTE NOS PAÍSES BAIXOS
O Centro de Atendimento Consular (CAC) é uma iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, no âmbito do programa Simplex+. Tem como objetivo uniformizar e transmitir de forma padronizada a todos os destinatários residentes no estrangeiro, informação consular relevante para a sua vida, através de atendimento telefónico e correio eletrónico num ponto único. Foi criado em abril de 2018 e inicialmente dirigido à comunidade portuguesa residente em Espanha, tendo alargado o seu funcionamento, em abril de 2019, aos portugueses que residem no Reino Unido. Existem neste momento 7 CAC, para Espanha, Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Luxemburgo, Itália e Países Baixos, dando cobertura a 10 países (o CAC Itália abrange os países da área de jurisdição da Secção Consular da Embaixada de Portugal em Roma: Malta, San Marino e Albânia).
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PEDIDO ONLINE DO REGISTO DE NASCIMENTO ALARGADO A TODOS OS PORTUGUESES QUE RESIDEM NA UNIÃO EUROPEIA
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pedido online de registo de nascimento já está disponível para cidadãos portugueses residentes na União Europeia que pretendam que seja atribuída a nacionalidade portuguesa aos seus filhos nascidos num país da UE ou no Reino Unido. Esta iniciativa conjunta das áreas governativas dos Negócios Estrangeiros e da Justiça, que agora é alargada aos portugueses residentes em todos os países da UE, estava disponível desde dezembro de 2020 para o registo dos filhos de portugueses residentes no Reino Unido e em França. Prevê-se que a medida abranja progressivamente toda a comunidade portuguesa no estrangeiro. O acesso online ao registo de nascimento é feito através do Portal da Justiça, em https://justica.
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COMUNIDADES
gov.pt/Servicos/Registar-nascimento , e permite que os progenitores solicitem o registo de nascimento dos seus filhos, de forma gratuita, sem necessidade de deslocação ao Posto Consular em cuja área de jurisdição residam. O pedido aplica-se apenas a menores de um ano de idade, filhos de portugueses que possam proceder à autenticação através de Chave Móvel Digital ou com Cartão de Cidadão, neste caso recorrendo a um leitor de cartões e aos códigos PIN da morada e de autenticação. A par de outras medidas, como a entrega do Cartão de Cidadão por via postal aos cidadãos nacionais residentes no estrangeiro, esta medida encontra-se também prevista no Novo Modelo de Gestão Consular, que visa facilitar a relação dos cidadãos com a rede consular através da desmaterialização e simplificação de atos administrativos.
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COMUNIDADES
GALO GIGANTE DE BARCELOS INAUGURADO NO LITTLE PORTUGAL EM TORONTO
FUNDAÇÃO “NOVA ERA JEAN PINA” ASSINA PROTOCOLO PARA DISTRIBUIÇÃO DE CABAZES DE NATAL À COMUNIDADE PORTUGUESA NA VENEZUELA
Foi inaugurado em Dundas West, Toronto, Canadá, um Galo de Barcelos gigante, um dos símbolos mais conhecidos da cultura portuguesa. Inserido no “ano da arte pública”, o objetivo da iniciativa da autarquia de Toronto, que envolve mais de 15,000 artistas, é “celebrar a arte e a comunidade“. Com mais de dois metros de altura e com cerca de 100 kg, o símbolo da cultura portuguesa surgiu graças ao trabalho coletivo da comunidade e é “uma oportunidade única para revitalizar a Business Improvement Area (BIA)” e “atrair os consumidores ao pequeno comércio”. PUB
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Fundação “Nova Era Jean Pina”, representada pelo presidente da instituição, o empresário português em França, João Pina, o Governo português, através da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e do presidente da Federação Iberoamericana de Luso Descendentes, Jany Ferreira, assinaram no passado mês de novembro, em Lisboa, um protocolo que vai resultar na distribuição de 200 cabazes de Natal a famílias portuguesas e lusodescendentes residentes na Venezuela. Este apoio, concretizado através da oferta de 200 cabazes de Natal por parte da Fundação Nova Era Jean Pina, uma instituição que assume
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COMUNIDADES
como principal missão a promoção de uma cultura e rede de solidariedade na Diáspora, será entregue e operacionalizado pela Federação Iberoamericana de Luso Descendentes, em articulação com a rede diplomática e consular de Portugal na Venezuela, tem como objetivo melhorar o Natal de famílias portuguesas que vivem com graves dificuldades na Venezuela. Refira-se que a cerimónia de assinatura do protocolo realizou-se em paralelo em Lisboa e em Caracas, e que a Fundação Nova Era Jean Pina, ao longo dos últimos anos tem apoiado, quer na Diáspora, como em Portugal, o desenvolvimento de projetos de solidariedade em prol das pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças institucionalizadas e desempregados.
ENTREVISTA
BERTA NUNES, SECRETÁRIA DE ESTADO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS, EM ENTREVISTA À REVISTA COMUNIDADES
“ENCONTROS DE INVESTIDORES DA DIÁSPORA TÊM-SE REVELADO COMO IMPULSIONADORES DE NEGÓCIOS E PARCERIAS” Num período de governação especialmente complicado em consequência dos efeitos da pandemia da Covid-19, que teve como consequência um empobrecimento e uma vulnerabilização das comunidades, quer enquanto pessoas individuais, quer enquanto pessoas coletivas, Berta Nunes, Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, não baixou os braços e continua na luta para apoiar os emigrantes, a promoção da língua portuguesa, a implementação do novo modelo de gestão consular e em recuperar a economia das empresas da Diáspora na sua relação com Portugal. ENTREVISTA CONDUZIDA POR ABÍLIO BEBIANO | FOTOS: REVISTA COMUNIDADES
Revista Comunidades (RC): Das recentes visitas efetuadas a comunidades portuguesas em vários continentes, que conclusões tirou, em termos gerais, sobre a situação dos portugueses nos diferentes países de acolhimento? Berta Nunes (BN): Embora a situação das comunidades portuguesas não seja igual em todos os países, podemos dizer que os emigrantes portugueses estão bem integrados nas sociedades que escolheram para viver e trabalhar. São comunidades que muito nos orgulham, são trabalhadoras e adaptam-se bem às realidades dos países de acolhimento, cujas populações e governos têm uma imagem muito positiva dos portugueses que ali residem. Nas visitas às comunidades posso, a cada vez, testemunhar também a heterogeneidade que compõe hoje a Diáspora portuguesa, composta tanto pelas primeiras gerações de emi-
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grantes como por aqueles que podemos hoje designar como jovens em mobilidade, frequentemente muito qualificados e académica e profissionalmente bem posicionados. Na recente viagem que fiz à Alemanha pude testemunhar no terreno esta heterogeneidade, em particular através da ação da ASPPA – Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha, que procura, de uma forma muito interessante, criar vínculos com a comunidade e com o movimento associativo dito tradicional. Temos nas comunidades portuguesas situações delicadas que merecem toda a nossa atenção, como o caso da Venezuela, comunidade à qual temos prestado particular atenção. Continuaremos a fazê-lo e apoiar a comunidade ali residente. Estamos naturalmente atentos aos que possam estar mais vulneráveis, também como consequência da pandemia, mas de um modo geral, a nossa diáspora está bem e bem integrada.
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COMUNIDADES
ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA RC: Em relação ao ensino do português no estrangeiro, principalmente para lusodescendentes, entende necessária uma política mais eficaz para defesa da língua portuguesa, não apenas para a internacionalização, mas também como língua materna, de herança? BN: O ensino da língua portuguesa no estrangeiro é, naturalmente, uma das nossas prioridades. A questão do ensino do português como língua materna ou língua de herança constitui, mais do que uma questão teórica, uma questão que deve ser pensada relativamente a cada aluno. É fundamental que a Rede EPE possa oferecer a cada aluno a modalidade de ensino mais adequada para cada caso. Se um aluno, apesar de lusodescendente, não falar ou compreender a língua, o ensino do português como
A QUESTÃO DO ENSINO DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA OU LÍNGUA DE HERANÇA CONSTITUI, MAIS DO QUE UMA QUESTÃO TEÓRICA, UMA QUESTÃO QUE DEVE SER PENSADA RELATIVAMENTE A CADA ALUNO língua materna não será, certamente, a opção mais adequada. Nós queremos chegar a todos e só conseguimos fazê-lo na medida em que correspondermos ao nível e às necessidades dos alunos. Um caminho que temos feito e que julgo que é preciso continuar a fazer, tendo como meta dois objetivos essenciais: manter presente o português entre os portugueses e lusodescendentes no estrangeiro e conquistar mais falantes fora das comunidades portuguesas, contribuindo para a sua valorização com uma das línguas mais faladas em todo o mundo. A Língua portuguesa é, no mundo globalizado de hoje, uma ferramenta de trabalho e um fator de valorização pessoal e profissional muito valioso, que a nossa diáspora mais qualificada, por exemplo, tem sabido usar, e bem, a seu favor. RC: Que nos pode dizer sobre o que respeita à implementação do novo modelo de gestão consular e à utilização das novas tecnologias aplicadas ao ensino da língua portuguesa no estrangeiro?
BN: Todas as vertentes do Novo Modelo de Gestão Consular registaram progressos muito significativos no período do mandato. Em outubro de 2019 existiam dois Centros de Atendimento Consular (CAC), um na Espanha (desde abril 2018) e outro no Reino Unido (desde abril 2019). Nos últimos dois anos foram criados cinco novos CAC: Irlanda (outubro 2020); Bélgica (outubro 2020); CAC Luxemburgo (novembro 2020); Itália (junho 2021) e Países Baixos (novembro 2021); Em outubro de 2019 a estrutura CAC dispunha de 15 funcionários num centro de atendimento localizado em Lisboa; em novembro de 2021 a estrutura CAC conta com 42 funcionários (+180% do que no final de 2019), tendo sido criado o polo de língua francesa no interior do país (Alfândega da Fé).
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A capacidade de atendimento do CAC teve um reforço exponencial, passando de 72 mil atendimentos no segundo semestre de 2019 para 252 mil no primeiro semestre de 2021 (+250%). Em março de 2020, já durante esta legislatura, foi lançado o e-visa, que está disponível em 6 línguas (português, inglês, francês, russo, ucraniano e mandarim). Está em utilização em 84 postos consulares, com alargamento a prosseguir, registando, até ao passado dia 30 de setembro, 36.635 utilizadores e 21.618 pedidos de visto efetuados. Quanto ao novo sistema de gestão consular (e-SGC), este já se encontra em funcionamento na totalidade da rede consular. Com o e-SGC pôs-se fim à duplicação de inscrições consulares, ha-
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ENTREVISTA
vendo apenas uma inscrição com base no número de CC que acompanha o utente. Desde a entrada em funcionamento deste sistema, foram transferidas, até ao dia 30 de setembro de 2021, 40.892 inscrições únicas entre postos e foram praticados mais de um milhão de atos consulares. O agendamento online, no final de 2019 estava disponível em 38 postos. A 30 de setembro de 2021 o agendamento online era usado por 76 postos (+100% do que no final de 2019). Nos primeiros nove meses de 2021 foram feitos 491.101 agendamentos online, o que representa: +43% dos efetuados na totalidade do ano 2020 (343.101 agendamentos); +92% dos efetuados na totalidade do ano 2019 (209.363 agendamentos). Em relação à Nova Rede de Pedidos de Visto (e-RPV), está em curso o desenvolvimento aplicacional para entrar em funcionamento até ao final do primeiro semestre de 2022. No que diz respeito à e-Cônsul, a nova plataforma informática de interação direta com o utente consular destinada a possibilitar a prática de atos consulares desmaterializados, diretamente, via Portal das Comunidades, ou via aplicação para telemóvel ou tablet, assim como os pagamentos eletrónicos, decorrem reuniões técnicas para finalizar caderno de encargos para a contratação de empresa de consultadoria. Em relação à utilização das novas tecnologias aplicadas ao ensino da língua portuguesa no estrangeiro, O Camões, I.P. disponibiliza uma oferta na área de ensino à distância com recurso à utilização de uma plataforma tecnológica em contexto web, possibilitando a aprendizagem da língua portuguesa em qualquer parte do mundo, com níveis de tutoria
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(...) CONTINUAMOS A APOIAR O MOVIMENTO ASSOCIATIVO ATRAVÉS DO CONCURSO ANUAL, CUJAS CANDIDATURAS DECORREM ATUALMENTE ATÉ 31 DE DEZEMBRO diferenciados. A pandemia veio acelerar bastante a transição digital no ensino do português no estrangeiro, tanto no que diz respeito à adaptação e formação dos professores como na disponibilização de materiais pedagógicos adequados. Caminhamos para uma complementaridade – e não para uma substituição – entre o ensino presencial e o ensino à distância que é cada vez mais essencial para servir as comunidades.
IMPACTO DA PANDEMIA NA DIÁSPORA RC: A pandemia da Covid-19, teve como consequência um empobrecimento e uma vulnerabilização das comunidades, quer enquanto pessoas individuais, quer enquanto pessoas coletivas. Piorou a vida dos emigrantes portugueses e o património associativo é incerto, havendo associações que arriscam nunca mais abrir, deixando incerto o destino do seu património material, decorrente do esforço ao longo dos anos. Tem o Governo delineada alguma estratégia para salvaguardar este património e apoiar a recuperação do movimento associativo? BN: O Governo português tem vindo a acompanhar a situação do movimento associativo das comunidades, nomeada-
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COMUNIDADES
mente através das visitas que fiz a vários países, nas quais as associações têm sido sempre uma das prioridades. Além disso, continuamos a apoiar o movimento associativo através do concurso anual, cujas candidaturas decorrem atualmente até 31 de dezembro. Podem candidatar-se associações e outras pessoas coletivas nacionais ou estrangeiras constituídas há mais de um ano, sem fins lucrativos ou partidários, que proponham a realização de atividades que resultem em benefício das comunidades portuguesas, sendo condição prévia a credenciação da entidade junto da DGACCP. É importante que as associações usem este instrumento que têm à sua disposição. Toda a informação sobre estes apoios está disponível no Portal das Comunidades. O movimento associativo ressentiu-se com a pandemia, como era expectável, mas veja-se que, em relação aos apoios concedidos em 2021, o concurso registou um aumento considerável de candidaturas recebidas: 141. Dessas, 99 foram aprovadas com o montante total de mais de 668 mil euros, atingindo o valor mais elevado e o maior número de candidaturas aprovadas desde 2017/2018.
Esta crise do movimento associativo da diáspora cria, por outro lado, um paradigma de mudança que já se tinha iniciado. É muito importante que o movimento associativo continue ativo, visto que é uma das estruturas fundamentais da vida das comunidades portuguesas e terá de se adaptar à evolução destas e àquilo que elas são hoje. Julgo que é muito importante deixar que os mais novos tragam novas ideias, apoiar a diversidade dos membros a aproveitar o potencial das ferramentas digitais que são cada vez mais importantes na interação entre os membros das comunidades portuguesas. RC: A pandemia trouxe ainda dificuldades acrescidas ao nível do funcionamento dos postos consulares, que é algo que sempre precisa de estar acompanhado com maior proximidade e atenção. Os seus efeitos, apenas agravaram os constantes problemas que os emigrantes têm sistematicamente na interação com consulados portugueses há vários anos e em que os desafios não estão a ser devidamente reconhecidos e tratados pela tutela. Como pensa a Secretaria de Estado das Comunidades reverter esta situação tão recorrente? BN: Em primeiro lugar, é importante reconhecer que o volume de trabalho adicional com que se deparam os postos consulares decorre, como é compreensível, das fortes restrições resultantes do surgimento e combate à pandemia Covid-19. Num primeiro momento, houve a necessidade de reduzir os atendimentos às situações absolutamente essenciais. Posteriormente, foi e é necessário assegurar o cumprimento das regras em vigor nos vários países, com impacto, desde logo e a título de exemplo, no número de utentes que é possível ter em salas de espera e no número de atendimentos diários.
No entanto, os últimos indicadores de que dispomos são positivos: depois do forte condicionamento causado pelo surgimento da pandemia em 2020, a atividade da rede consular ficou marcada por uma recuperação significativa na primeira metade do ano de 2021 face ao período homólogo do ano anterior, tendo-se registado um crescimento de 36% no número de atos consulares praticados (616.380 no primeiro semestre de 2021 contra 454.551 no período homólogo de 2020). Sem prejuízo do acompanhamento atento da atividade da rede consular e da sua capacidade de resposta, que constituem prioridades constantes, é absolutamente fundamental pensar a estrutura e a resposta da rede em todas as suas dimensões e é por isso que temos desenvolvido um trabalho de melhoria em várias frentes: na modernização da rede através do novo modelo de gestão consular; na desmaterialização de atos e consequente dispensa da necessidade de deslocação ao posto; e no reforço dos recursos humanos ao serviço na rede diplomática e consular. Neste sentido, e para consagrar esta visão, entrou em vigor no passado mês de setembro o novo Regulamento Consular, que representa o próximo passo na relação dos serviços consulares com os cidadãos, ao estabelecer que todos os atos consulares que não exijam a presença da pessoa utente nos serviços consulares podem ser praticados por via eletrónica com recurso a meios telemáticos e plataformas móveis colocadas à disposição pelo Estado (algo que irá ser assegurado com o novo modelo de gestão consular). Ao mesmo tempo, fizemos uma forte aposta no alargamento às comunidades de medidas de desmaterialização que foram implementadas para os residentes em território nacional, nomeadamente:
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Assinatura eletrónica digital com atributos profissionais, implementada em 2021, traduz-se na desmaterialização de aproximadamente 400 mil atos consulares por ano, dispensando a deslocação presencial dos utentes e assegurando um serviço mais célere. Registo de nascimento online: disponível desde o dia 21 de dezembro 2020. Na primeira fase abrangeu os 1,2 milhões de portugueses residentes em França e no Reino Unido e, desde 1 de novembro, está disponível para os cidadãos nacionais residentes em todos os países da União Europeia. Envio do cartão de cidadão para a morada do requerente: esta medida foi implementada em março de 2021 para os residentes no estrangeiro (Portaria n.º 47/2021) e possibilita o envio do cartão de cidadão (CC) diretamente para a morada dos requerentes residentes no estrangeiro, dispensando assim a deslocação ao posto para levantamento do CC. Em simultâneo, nos últimos dois anos demos sequência ao investimento que vem sendo feito desde 2016 no reforço dos recursos humanos. Em 2020 e 2021 foi autorizada a abertura de concursos para 201 novos postos de trabalho (102 dos quais autorizados em 2021 com procedimentos em curso ou a abrir). A 30 de junho de 2021 havia mais 141 funcionários na rede externa do que no final de 2016, o que representa um aumento de 12% nos últimos 5 anos.
ELEIÇÕES RC: Tem o Governo algumas propostas para melhorar a participação das comunidades em como alargar as modalidades de voto — presencial, voto postal ou do voto eletrónico?
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ENTREVISTA
A EVOLUÇÃO DO FORMATO DOS ENCONTROS PNAID PODE EXPLICAR-SE EM QUATRO EXPRESSÕES: MAIS DINÂMICO, MAIS EMPRESARIAL, MAIS SOCIAL E MAIS DIGITAL BN: As alterações à legislação eleitoral são da competência da Assembleia da República. Por iniciativa do Governo, desenvolveram-se trabalhos tendo em vista a execução de um teste piloto de voto não presencial. Contudo, sem serem efetuadas alterações legislativas o referido teste piloto não poderá ser executado, não obstante estarem concluídos alguns trabalhos técnicos prévios necessários. Quanto ao voto postal, a utilização do porte pago, já anteriormente assegurado, nestas eleições legislativas continuará a verificar-se, sendo essa indicação escrita nos envelopes em francês e em inglês, conforme as normas europeias. RC: Com o anúncio de novas eleições para a Assembleia da República, os portugueses que vivem no estrangeiro têm muito poucos dias para garantirem que vão poder votar. Milhares de eleitores emigrantes têm a morada errada ou desatualizada no Cartão de Cidadão, o que significa que não vão receber os boletins de voto e não vão poder votar. Segundo a Administração Eleitoral, em 2019 vieram devolvidos mais de 300 mil boletins de voto. Com a marcação das próximas eleições para
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30 de janeiro, as alterações de morada teriam que ser feitas até 30 de novembro. Após essa data ficam congeladas e não podem ser corrigidas. Que medidas tomou o Governo para corrigir esta situação e avisar atempadamente os eleitores emigrantes? BN: Os eleitores residentes no estrangeiro devem verificar e, caso seja necessário, atualizar a morada associada ao cartão de cidadão, podendo fazê-lo presencialmente ou online, a todo o tempo. No entanto, a atualização de morada no cartão de cidadão só produz efeitos no recenseamento eleitoral se a confirmação da mesma ocorrer até ao 60.º dia anterior à data da eleição ou até ao dia da publicação do decreto Presidencial de marcação da eleição, se este for posterior. Em www.eueleitor.mai.gov.pt os cidadãos podem obter a chave móvel digital associada ao seu cartão do cidadão e, após registo, consultar a morada.
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A atualização da morada pode ser feita junto do posto consular ou online, em https://eportugal.gov.pt/servicos/alterar-a-morada-do-cartao-de-cidadao (utilizando para o efeito a chave móvel digital ou o cartão de cidadão + PIN). Esta informação foi divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pelo Ministério da Administração Interna, bem como pelos postos diplomáticos e consulares, junto das comunidades portuguesas, da comunicação social e do movimento associativo.
ENCONTROS PNAID RC: Os antigos Encontros de Investidores da Diáspora vão ser retomados em dezembro, agora com nova identidade, Encontros PNAID 2021. Que mudanças significativas houve em relação aos Encontros anteriores? BN: A evolução do formato dos Encontros pode explicar-se em quatro expressões: mais dinâmico, mais
empresarial, mais social e mais digital. Mais dinâmico porque inclui sessões plenárias transversais e diversificação de sessões temáticas paralelas; exposição de serviços, entidades e empresas do ecossistema empreendedor e dinâmicas de aceleração de parcerias e negócios. Mais empresarial porque vê aumentado o número de momentos dedicados ao networking, apresentação de ideias, projetos e soluções de investimento. Estão também previstas visitas a empresas. Mais social porque privilegiará momentos de interação social que permitam debates de ideias e cocriação. O programa inclui jantares sociais e ainda uma gala organizada pela Câmara de Comércio Franco-Portuguesa. E mais digital porque o online é uma das apostas desta edição. Foram realizados dois Webinars de antecipação no contexto do evento e está prevista a transmissão em live streaming de parte das sessões. Por outro lado, apostámos também na criação de um site específico para o evento, destinado a facilitar o acesso a toda a informação sobre o mesmo, incluindo programa e inscrições. E também iremos disponibilizar uma app, que estará ativa antes, durante e depois do evento, que permitirá aos participantes estarem atualizados em permanência sobre o que está a passar-se no evento, gerir a sua agenda, conhecer melhor os outros participantes e estabelecer contactos, ficando essa informação disponível para consulta posterior. RC: Que importância revestem estes Encontros na dinamização e internacionalização das empresas portuguesas? Tem exemplos concretos de êxitos empresariais de Encontros
ESPERO QUE A SITUAÇÃO PANDÉMICA PERMITA QUE OS CIDADÃOS NACIONAIS NO ESTRANGEIRO POSSAM, SE ASSIM O DESEJAREM, PASSAR O NATAL EM SEGURANÇA EM PORTUGAL. anteriores que possa referir, como forma de motivar o interesse dos empresários nacionais e da diáspora? BN: Os Encontros de Investidores da diáspora têm-se revelado como impulsionadores de negócios e parcerias, e um meio de divulgação importante das prioridades políticas, de oportunidades de negócio e de instrumentos de financiamento disponíveis. A edição de 2020, que realizámos em formato virtual devido à pandemia, teve um impacto muito positivo. Tivemos mais de 1200 inscrições, e um número de visualizações que ultrapassou as 24.000. Temos testemunhos de investidores que por terem participado neste evento virtual conseguiram entrar em mercados onde normalmente demorariam anos a entrar. Temos ainda diversos testemunhos de investidores que começaram a pensar em investir em Portugal em virtude desse evento, pelas experiências partilhadas por outros investidores, mas também pela perceção das políticas favoráveis e das oportunidades disponíveis neste âmbito.
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Nos Encontros PNAID 2021, pela primeira vez vamos realizar atividades especificas de aceleração de negócios, investimentos, contactos, e exportação através da diáspora. Pensamos, assim, amplificar o efeito na motivação dos investidores da diáspora para virem investir em Portugal, e em especial no interior do país, bem como das empresas nacionais em exportarem através da diáspora. RC: Para finalizar tem alguma mensagem especial de Natal e Ano Novo que queira dar, através da revista Comunidades, aos portugueses e lusodescendentes que trabalham e vivem no estrangeiro? BN: Espero que a situação pandémica permita que os cidadãos nacionais no estrangeiro possam, se assim o desejarem, passar o Natal em segurança em Portugal. Recomendamos que estejam atentos à evolução da situação e às recomendações que serão oportunamente divulgadas pelo Governo. Em qualquer circunstância, desejo a todos um feliz Natal.
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OPINIÃO
COMUNIDADES INTEGRADAS: EMIGRANTE AO REGRESSAR E ESTRANGEIRO AO CÁ CHEGAR QUER INOVAR, PARA MELHOR MUDAR! JACK SOIFER
CONSULTOR INTERNACIONAL DE EMPRESAS
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s emigrantes que viveram décadas no Norte da Europa, quando regressam, trazem os hábitos e valores aí adquiridos e, muitos estrangeiros, quase ou já reformados, que já estiveram em Portugal, acabam por adquirir cá a 1ª e até uma 2ª habitação. Vêm porque apreciam o clima, a segurança, a gastronomia, os vinhos, a simpatia e porque a maioria dos portugueses fala inglês. O que não acontece em Espanha, ou na Grécia. São muitos os estrangeiros que se estabelecem em diversas localidades em Portugal, formam grupos ativos, unidos pela mesma língua. E é comum promoverem atividades, nessas comunidades, através das redes sociais e também em almoços ou cafés-convívio. Muitos desenvolvem ações de apoio junto de ONG´s, de entidades sociais, no seu concelho, envolvendo-se geralmente em ações de recolha de roupa, alimentos, até material de construção, para distribuir nessas organizações. Nalgumas aldeias formam comunidades (um pouco ao estilo da coletividade comunitária isrealita de kitutz), hortas comunitárias, permacultura, centros desportivos. Com tijolos e mão de obra local constroem casas, com materiais
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e técnicas inovadoras. Em oficinas e espaços públicos partilham destrezas com a população das aldeias vizinhas, e não só. Trazem ferramentas novas, compósitos, nanocarbono. Ensinam as melhores práticas desde a agrotech à cybersecurity. Insistem no trabalho fixo na aldeia, mas a venda é lá para a Europa. E quando visitam a sua prole, abrem-se novos horizontes, para o estágio ou exportação de cá. Temos PME´s, diretores de empresas, experts em teletrabalho que começam a delegar nos filhos o dia-dia da empresa, com uma 2ª habitação cá. Antes renovavam a casa dos avós, agora querem a proximidade de pessoas com a mesma visão. Já têm o que precisam. Querem qualidade de vida, SER e não TER. Uma recente investigação mostrou que estes grupos gastam, por família,
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NÃO É FÁCIL ADQUIRIR TERRAS ABANDONADAS E DAR AO INTERIOR DE PORTUGAL A INOVAÇÃO NECESSÁRIA PARA EXPORTAÇÃO. TODOS GANHARÃO SE SE MODERNIZAR A LEI DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO. cerca de 250mil euros na construção de casa própria, 2.500 euros por mês em alimentação, em serviços como uber, limpeza, jardinagem, atividades desportivas, massagem, fisioterapia, etc. Travam a especulação imobiliária e mediadores. É comum ver estes grupos ensinarem piano às crianças, guitarra a jovens, apoiar produtores de bioalimentos locais, artesanato, artes e ofícios que são depois vendidos lá fora. Querem partilhar com as comunidades as destrezas que lhes trouxeram sucesso. Mas... não é fácil adquirir terras abandonadas e dar ao interior de Portugal a inovação necessária para exportação. Todos ganharão se se modernizar a lei de ordenamento do território.
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9 a 11 de dezembro de 2021 Centro Pastoral Paulo VI – Fátima Participação gratuita, sujeita a inscrição. Lugares limitados. Inscreva-se já em encontrosdiaspora.pt
Uma iniciativa:
Organização:
Financiamento:
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MENSAGEM DE BOAS-VINDAS LUÍS MIGUEL ALBUQUERQUE
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nosso território está historicamente ligado à emigração e ao contributo que os emigrantes sempre fizeram questão de manter, mesmo à distância, pese embora o afastamento provocado por anos e anos longe de casa. Precisamente por reconhecer o sacrifício assumido por milhões de portugueses que encontraram solução na emigração, mas também por privilegiarmos a criação de condições que antes não existiam, congregamos esforços no sentido de estimular a economia local, através de um conjunto de medidas capazes de atrair novas empresas e novos investimentos. Estamos conscientes do impulso que os Investidores da Diáspora podem emprestar à economia local. Felizmente, temos bons exemplos desta estratégia no nosso Concelho. E queremos mais. O Município assume-se, por isso, como um parceiro privilegiado das empresas e empresários disponíveis para investir no nosso território. Sabemos reconhecer, agradecer e valorizar o esforço e o contributo destes empresários. Permitam-me, então, que dirija uma palavra especial aos Investidores da Diáspora, por continuarem a privilegiar o nosso Concelho enquanto palco para
PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OURÉM
ESTAMOS CONSCIENTES DO IMPULSO QUE OS INVESTIDORES DA DIÁSPORA PODEM EMPRESTAR À ECONOMIA LOCAL. FELIZMENTE, TEMOS BONS EXEMPLOS DESTA ESTRATÉGIA NO NOSSO CONCELHO. E QUEREMOS MAIS. os seus negócios em Portugal, ajudando a criar riqueza, gerando postos de trabalho e criando condições para que cada vez mais famílias consigam fixar-se no nosso território. O Município de Ourém é um dos 13 que integram a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, cuja ação está sustentada na defesa, promoção e valorização de um território vasto e pleno de potencialidades e oportunidades, exponenciadas por uma localização geográfica privilegiada pela centralidade e pela proximidade à capital administrativa do país, bem como à faixa litoral e à própria fronteira com Espanha. Também porque integra a sub-região do Médio Tejo, Ourém beneficia de con-
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dições únicas para a fixação de empresas. É um Concelho empresarial e a sua pujança económica reflete-se no número de empresas detentoras de estatuto PME Líder e PME Excelência. A nossa atividade empresarial assenta essencialmente no trabalho desenvolvido por pequenas e médias empresas, resultando numa grande diversidade de produtos, sem esquecer o contributo precioso do setor turístico. Ourém cresceu 31% nas exportações entre 2017 e 2019, sendo esta outra prova cabal de que o nosso território está preparado para responder às vossas ambições empresariais. Sejam bem-vindos à Cidade de Fátima e a este nosso Concelho de Ourém. Bons negócios!
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DESTAQUE | ENCONTROS PNAID 2021
MÉDIO TEJO
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VIVE O EMPREENDEDORISMO
Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tem como uma das suas principais atribuições o crescimento e o desenvolvimento social, ambiental e cultural do território. Considerando estas áreas de atuação como um dos pilares para alcançar um crescimento e um desenvolvimento integrado e sustentável, promovendo a coesão e competitividade territorial, foram e continuam a ser implementados projetos e ações que visam fazer face aos desafios que se colocam nestes diferentes domínios. Um dos âmbitos com especial enfoque nas áreas de intervenção da CIM do Médio Tejo é o crescimento económico e o apoio prestado ao empresário. O objetivo desta CIM é estimular o desenvolvimento da economia regional de forma integrada e sustentável e promover, igualmente, o empreendedorismo, com especial enfoque nos públicos em idade escolar. Por outro lado, outra missão é a de facilitar o acesso à criação de empresas e emprego nesta região, através da oferta de uma assistência técnica especializada e dar a conhecer o forte potencial existente, ao
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nível de zonas industriais e incentivos financeiros existentes, para a incrementação de novas oportunidades de negócio e criação de postos de trabalho no nosso território. APOIO ÀS EMPRESAS E AO EMPREGO Dinamização do ecossistema regional baseado na confluência de esforços através de iniciativas para a promoção do empreendedorismo ao longo de todo o ciclo de vida das pessoas, das empresas e de outras entidades de âmbito social e cultural. INVESTIR NA REGIÃO Conheça a região do Médio Tejo e os incentivos que os Municípios de Abrantes, Alcanena, Constância Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Mação, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres
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Novas, Vila de Rei e VN da Barquinha têm para os investidores. Fique a conhecer! VIVE O EMPREENDEDORISMO Dinamização do ecossistema regional baseado na confluência de esforços através de iniciativas para a promoção do empreendedorismo ao longo de todo o ciclo de vida das pessoas, das empresas e de outras entidades de âmbito social e cultural. EMPREENDEDORISMO EM REDE Promove o empreendedorismo através da implementação de ações suportadas em rede de parceria que integram os municípios associados e um conjunto de entidades regionais e nacionais com competências em áreas específicas de atividade.
MÉDIO TEJO
Acessibilidades PEDROGÃO GRANDE
Como chegar? O Médio Tejo está no centro do país. Apresenta ótimos acessos, com inúmeras ligações ao resto do país, salientando-se os 23 nós de acesso nas autoestradas A1, A13 e A23.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA ECONOMIA REGIONAL
OLEIROS
IC8 8
FIGUEIRÓ DOS VINHOS
POMBAL ALVAIÁZERE
SERTÃ
A13
As viagens pelo território abrangem, igualmente, itinerários complementares como o IC3, IC8 e IC9 e as estradas nacionais (N1, N2 e N3, entre outras), bem como diversas vias regionais e municipais.
IC8 PROENÇA-A-NOVA
FERREIRA DO ZÊZERE VILA DE REI
OURÉM
IC9
TOMAR
EN2
MAÇÃO
A23
SARDOAL NISA
CONSTÂNCIA
TORRES NOVAS ALCANENA
VN BARQUINHA
ABRANTES GAVIÃO
ENTROCAMENTO
GOLEGÃ
SANTARÉM
CHAMUSCA EN2 PONTE DE SOR
A área geográfica de atuação abrange 13 municípios: 3.344,0 km2 no centro do país com um total de 247.330 habitantes (censos 2011). - 12 -
A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tem como uma das suas A rede de caminho de ferro no Médio Tejo é constituídaprincipais por um total de 26 atribuições estações e o cresciapeadeiros ativos, situados ao longo dos 4 eixos ferroviários, que atravessam 8 concelhos mento e o desenvolvimento social, e asseguram o transporte de passageiros e mercadorias na região. ambiental e cultural do território. Uma região com ligações rodo e ferroviárias entre o Litoral e Espanha, que está a uma hora do aeroporto de Lisboa e a duas horas do aeroporto do Porto, tendo ainda uma grande proximidade ao aeródromo municipal de Ponte de Sor.
A CIM Médio Tejo trabalha em prol do desenvolvimento dos municípios de: Abrantes; Alcanena; Constância; Entroncamento; Ferreira do Zêzere; Mação; Ourém; Sardoal; Sertã; Tomar; Torres Novas; Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha
INVESTIR NA REGIÃO O empreendedorismo característico das suas comunidades aliado ao dinamismo das autarquias que gerem os 13 municípios situados no Médio Tejo, fazem da região do Médio Tejo um interessante polo de desenvolvimento e competitividade. As diversas atividades económicas instaladas na região são o ref lexo de uma estratégia de desenvolvimento sustentado, promovida pelos autarcas locais e executada no terreno pelos agentes empresariais, que apostam nas potencialidades, recursos endógenos e nas capacidades das populações do Medio Tejo. As diferentes zonas industriais situadas nos vários concelhos do Médio Tejo têm-se revelado locais apetecíveis de investimento, sobretudo pela sua localização geográfica privilegiada no centro do país e pela rede rodoviária segura, cómoda e eficaz de pessoas e bens que têm ao seu dispor.
APOIO ÀS EMPRESAS E AO EMPREGO A CIM - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo disponibiliza uma lista de todas as ofertas de emprego do CEFP MT - Centro de Emprego e Formação Profissional do Médio Tejo. Esta lista é atualizada semanalmente pela CIM em articulação com a equipa do CEFP MT. O Centro de Emprego e Formação Profissional do Médio Tejo está inserido na Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo e tem como área de intervenção os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, Vila de Rei.
Motivada pelo entusiasmo e expectativas positivas das suas gentes, é uma região cada vez mais industrializada que aposta na modernização tecnológica e na eficácia das respostas face às necessidades dos empresários sediados no seu território.
Moradas dos Serviços de Emprego do Médio Tejo:
Investimentos públicos e privados, em áreas tão diversas como o ambiente, a saúde, a inovação, as novas tecnologias, a educação, as acessibilidades ou a requalificação urbana, têm, nos últimos anos, gerado impactos positivos na economia local, capazes de atrair um número significativo de agentes económicos que decidem estabelecer-se na Região.
Tomar – Rua de Santa Iria nº 38, 2300 Tomar (abrange no Médio Tejo os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Ourém).
O espírito empreendedor aliado a políticas publicas pró-ativas e diferenciadoras constituem a marca identitária do território do Médio Tejo, região que promove a união perfeita entre qualidade de vida e crescimento económico.
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Abrantes - Rua D. António Prior do Crato - 2200-086 Abrantes (abrangendo Médio Tejo os concelhos de Abrantes, Constância, Mação e Sardoal). Telefone: 241379820 / Fax: 241379821 / E-mail: cte.abrantes@iefp.pt
Telefone: 249310280 / Fax: 249310281 / E-mail: cte.tomar.drl@iefp.pt Torres Novas –Rua 25 de Abril nº 4, 2350 Torres Novas (abrange no Médio Tejo os concelhos de Torres Novas, Entroncamento, Alcanena e Vila Nova da Barquinha). Telefone: 249830630 / Fax: 249830639 / E-mail: cte.torresnovas@iefp.pt Sertã - Travessa do Ramalhosa, 6100 Sertã (abrange no Médio Tejo os concelhos da Sertã e Vila de Rei) Telefone: 274603546 / Fax: 274602316 / E-mail: cte. serta.drc@iefp.pt
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DESTAQUE | ENCONTROS PNAID 2021
INVESTIMENTO DA DIÁSPORA, UM INVESTIMENTO COM MARCA
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Quando avançámos com a organização dos Encontros PNAID 2021, o desafio que nos colocámos foi a construção de um programa rico em conteúdos, mas também dinâmico e interativo. Os objetivos destes Encontros passam por interagir, criar redes, gerar negócios, potenciar ideias. Por isso, integrámos no programa, para além das sessões plenárias e temáticas - que são importantíssimas e com toda a certeza serão muito enriquecedoras - sessões dinâmicas com abordagens tão diversas como a Ciência e Tecnologia, Talento Português, Geminação e Cooperação, Importação e Exportação, entre outras. O programa contempla ainda um espaço de mostra institucional e empresarial, incluindo mostra dos produtos endógenos inovadores. Nesta edição, junta-se ao evento o Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes, organizado pela CAPMAGELLAN (França), com aquela associação a coordenar uma das sessões dinâmicas, subordinada ao tema “O digital ao serviço da ecologia e inclusão dos jovens”, sessão que contará, também, com a colaboração da Rede de Associações de Pós-graduados e da Fundação AEP.
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Estes são apenas três dos parceiros dos Encontros PNAID 2021. Na lista encontramos outras entidades: a Rede Global da Diáspora; a ACTIVA - Groupe d’Amitié France Portugal des Villes et Collectivités territoriales; a Câmara de Comércio Franco-Portuguesa, a Minha Terra - Federação das Associações de Desenvolvimento local Minha Terra, e o Podcast Cruzamento - Ciência e Tecnologia.
ORADORES CONVIDADOS
A APRESENTAÇÃO DOS ENCONTROS DECORREU NO PASSADO MÊS DE JULHO. ENCONTROS PNAID SÃO UMA INICIATIVA CONJUNTA DAS SECRETARIAS DE ESTADO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS E DA VALORIZAÇÃO DO INTERIOR
Como oradores convidados nas sessões plenárias constam três nomes que, pelo seu percurso político e profissional, darão certamente um contributo valioso.
Nuno Santos é atualmente presidente do Conselho Diretivo da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, I.P., que tem como objetivo coordenar a
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COMUNIDADES
Nuno Santos
política de desenvolvimento regional e assegurar a coordenação geral dos fundos da União Europeia. Antes das atuais funções, que assumiu há cerca de um ano, teve, entre outros cargos, o de Assessor do Ministro da Presidência do XVI Governo Constitucional, acompanhando as matérias relacionadas com Governo Eletrónico e Sociedade da Informação, e o de Consultor na UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento. A intervenção de Nuno Santos terá como tema o quadro financeiro plurianual Portugal 2030. José Luís Carneiro, anterior Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, deixou um legado notável no exercício desse cargo, mas traz também um vasto conhecimento derivado das suas experiências como autarca, deputado e professor universitário. Colm Brophy, Ministro da Diáspora da Irlanda, trará aos Encontros a mais-valia de uma realidade diferente e do que tem sido a estratégia irlandesa para a diáspora. A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas tem desenvolvido esforços para perceber as melhores políticas de valorização das
José Luís Carneiro
maiores Diásporas no mundo, estando em curso um estudo específico no âmbito do Observatório da Emigração.
TEMAS Todos os temas do programa são igualmente importantes, e todos convergem direta ou indiretamente para focos comuns importantes: desenvolvimento sustentável (do ponto de vista da economia, mas também do ponto de vista do ambiente), aposta na tecnologia como aliada incontornável das empresas, coesão territorial e promoção da marca Portugal. Em todas as sessões temáticas o foco será nas prioridades políticas, incentivos e financiamento, concretamente orientadas para os investidores da diáspora, havendo sempre espaço para a partilha de ideias e testemunhos, com os investidores a serem chamados a intervir, não se limitando a um papel de espetadores passivos.
OUTROS MOMENTOS A DESTACAR • A apresentação, no dia 9, da Rede de Apoio ao Investimento da Diáspora (RAID), uma rede que liga serviços das
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Colm Brophy
diferentes áreas de governação, entidades regionais, municípios e associações de matriz empresarial que apoiam o investimento da diáspora, sendo já 300 as entidades envolvidas nesta rede. • Lançamento da APPE – Associação Portuguesa de Parques Empresariais, uma associação privada sem fins lucrativos que pretende ser a representante das estruturas de acolhimento empresarial, englobando parques tecnológicos, incubadoras, parques industriais, áreas de localização empresarial, centros logísticos e associações empresariais, responsabilizando-se pela promoção institucional nacional e internacionalmente dos seus associados.
NÚMEROS • MAIS DE 500 PARTICIPANTES • 100 ORADORES ENTRE SESSÕES PLENÁRIAS, TEMÁTICAS E DINÂMICAS • MAIS DE 40 EXPOSITORES DE ECOSSISTEMA EMPREENDEDOR E TERRITÓRIOS.PT
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DESTAQUE | ENCONTROS PNAID 2021
PROGRAMA 09 DEZEMBRO QUINTA FEIRA 08h00
Abertura da credenciação
. Presidente da Câmara de Comércio Franco-Portuguesa, Carlos Vinhas Pereira
19h00
Lançamento da APPE – Associação Portuguesa de Parques Empresariais | Sala Bom Pastor Jantar social
Café de boas-vindas e networking
Sessão de abertura - Plenário Auditório
. Secretária de Estado da Justiça, Anabela Pedroso
20h15
09h00
14H40
10 DEZEMBRO SEXTA FEIRA
. Presidente da C. M. de Ourém, Luís Miguel Albuquerque
Orador convidado: José Luís Carneiro, anterior Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
. Presidente Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Anabela Freitas
15h00
Sessões temáticas paralelas
. Presidente Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Teresa Almeida
Tema 3 - Turismo e sustentabilidade | Auditório
. Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno
. Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira
. Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes
. Apresentação e formalização da Rede de Apoio ao Investimento da Diáspora (RAID)
. Talento Português: Recrutamento e gestão de talento na diáspora - Sala 13 de Maio
Mensagem de Elisa Ferreira, Comissária Europeia para a Coesão e Reformas
. Investidores da Diáspora: Ideias e Negócios: apresentação de novos investimentos da diáspora - Auditório
. Importação e Exportação: apresentação de empresas nacionais que pretendem exportar e internacionalizar através da diáspora - Sala João Paulo II
10h00
10h10
Orador convidado: Nuno Santos, Presidente do Conselho Diretivo da AD&C
10h30
Pausa para café e network
11h00
Sessões temáticas paralelas
. Tema 1 - Agricultura e agroalimentar | Auditório
. Tema 2 - Indústria 4.0 e produção avançada | Sala Bom Pastor
12h30 Almoço 14h00
Sessão intermédia - Plenário | Auditório
. Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias
. Presidente ACTIVA, Hermano Sanches Ruivo
. Secretária de Estado da Inovação e Modernização Administrativa, Maria de Fátima Fonseca
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Tema 4 - Mar e Economia azul | Sala Bom Pastor
16h30
Dinâmicas de aceleração de parcerias e negócios a decorrer simultaneamente
Ciência e Tecnologia: apresentação de projetos de investigação e start-ups tecnológicas promovidos por portugueses pelo mundo - Sala João Paulo II
. Ecossistema empreendedor: apresentação de entidades de apoio ao empreendedorismo e investimento em Portugal - Sala 13 de Maio . Concurso de Ideias “O digital ao serviço da ecologia e inclusão dos jovens” | Sala 13 setembro . Geminação e cooperação: diáspora e eleitos de origem portuguesa como ativos para o desenvolvimento e internacionalização dos territórios - Sala Bom Pastor
09h00
Café de boas-vindas e networking
10h00
Sessões temáticas paralelas
. Tema 5 - Digital e Saúde | Auditório
. Tema 6 - Ideias e negócios nos territórios do Interior | Sala Bom Pastor
11h30
Pausa para café e networking
12h00
Orador convidado: Colm Brophy, Ministro da Diáspora da Irlanda
12h30
Sessão de Encerramento | Plenário – Auditório
. Presidente da Associação Cap Magellan, Anna Martins
. Rede de Associações de Pós-Graduados, Pedro Sampaio
. Presidente Fundação AEP, Luis Miguel Ribeiro
. Premiação ideias Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes
. Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa
. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva
13h30 Almoço 15h00
Programa cultural | Visita a empresas
Visitas a empresas da região (individuais e pequenos grupos)
Visita à Vila Medieval de Ourém
20h00
Jantar social
11 DEZEMBRO SÁBADO
. Territórios.PT: mostra de oportunidades de investimento em cada região do país - Sala Bom Pastor
09h00
Programa cultural
16h00
Visita a Tomar, cidade dos templários
18h50
Protocolo Câmara de Comércio e Indústria Franco-portuguesa com o Município de Ourém
20h00
Gala anual da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa
REVISTA
COMUNIDADES
WEBINARS DE ANTECIPAÇÃO AOS ENCONTROS PNAID 2021 Os Encontros PNAID 2021 terão lugar em formato presencial nos dias 9 a 11 de dezembro, mas decorreram, entretanto, dois webinars de antecipação deste evento.
O
primeiro, subordinado ao tema “Reabilitação e Habitação Acessível: novas oportunidades de investimento” foi realizado a 21 de julho. Este webinar foi organizado em parceria com a Secretaria de Estado da Habitação e teve como objetivo apresentar prioridades em políticas públicas relacionadas com o imobiliário, oportunidades de investimento (incluindo em obras públicas), financiamento e incentivos, boas práticas e exemplos. Teve como destinatários as comunidades portuguesas, em especial empresários e investidores, mas também a generalidade de investidores nacionais, administração pública local e entidades do ecossistema empreendedor português.
Participaram nesta iniciativa a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, a Secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, a presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Isabel Dias, e o presidente do IFRRU 2020 Instrumento Financeiro para a reabilitação e revitalização urbana, Abel Mascarenhas. O webinar incluiu ainda uma mesa-redonda sobre “Território, boas práticas, dificuldades e propostas”, moderado pela jornalista Paula Machado
(RDPi), que juntou em debate a Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, o Secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho, o vice-presidente da C. M. de Ourém, Natálio Reis, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, Carlos Vinhas Pereira, o presidente do IMPIC - Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção, Fernando Batista, e Miguel Pombeiro em representação da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, a que se juntaram dois empresários da diáspora que partilharam a sua experiência de investimento neste contexto, Christophe de Oliveira (Empresa Artisan Lofts Paris) e António Correia (Empresa Paris Sud). No dia 27 de outubro decorreu o webinar “Floresta e Recursos Naturais: Novas Oportunidades de Investimento”. Este webinar contou com as participações da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, da Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, e do Secretário de Estado da Conservação da Natureza, Florestas e Ordenamento do Território, João Catarino, a que se juntaram outras entidades públicas e privadas com responsabilidade na dinamização do setor das florestas e empresários da diáspora que deixaram os seus
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testemunhos. No âmbito dos Incentivos e financiamento foi possível ouvir os contributos de Jorge Brandão, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Miguel Galante, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I.P., Ana Seixas, Subdiretora-Geral do Território, e Carlos Tomaz, da Autoridade de Gestão do PDR 2020 – Programa de Desenvolvimento Rural. A mesa-redonda contou com a moderação do jornalista Luís Pires (Jornal Luso-Americano) e juntou para debater a “Floresta e valorização de recursos naturais, oportunidades e propostas”, o vice-presidente da C. M. de Ourém, Natálio Reis, Vasco Estrela, da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Carlos Fonseca, da FORESTWISE – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, Rui Gonçalves, da FlorestGal, SA.,Luís Braga da Cruz, da FORESTIS - Associação Florestal de Portugal, e Vítor Poças, da AIMMP-Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal, a que se juntaram os investidores da diáspora, Manuel Lemos, da Empresa Enline e António Sousa, do projeto Green Tech Novation. Os dois webinars estão disponíveis para v isualização em https:// w w w.encontrosdiaspora.pt/ streaming
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DESTAQUE | ENCONTROS PNAID 2021
FÁTIMA, UMA CIDADE PARA VISITAR NO CENTRO DE PORTUGAL O Centro de Portugal é uma região única, de beleza rara, repleta de história, roteiros e monumentos incontornáveis, dotada de uma gastronomia ímpar. São muitos os motivos para se deixar levar pelos encantos que esta região tem para oferecer e, se ainda não conhece, porque não começar por Fátima?
C
onheça uma das mais belas regiões do nosso país. Aqui, magníficas albufeiras, barragens e praias fluviais com características ímpares para a prática de desportos radicais, convidam a momentos de pura adrenalina e aventura. Descanse nas Aldeias de Xisto que permitem o merecido sossego e admire lendários castelos e um convento templário, Património Mundial da Humanidade. É na cidade “Altar do Mundo” que pode encontrar o melhor dos saberes e tradições do Centro de Portugal. Sugerimos conhecer o recinto do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, local onde, em 1917, Nossa Senhora do Rosário de Fátima, apareceu a três Pastorinhos: Lúcia de Jesus, prima dos irmãos Francisco Marto e Jacinta Marto.
No centro do Santuário, o monumento ao Sagrado Coração de Jesus, encontra-se rodeado de um fontanário cuja água vai saciando o corpo e o espírito. Contemple a Cruz Alta, as estátuas do Papa João Paulo II e do Papa Paulo VI. Entre na contemporânea Basílica da Santíssima Trindade concluída em 2007, a qual permite albergar grandes
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manifestações religiosas ao longo de todo o ano. Conheça os principais museus de Fátima. Como se sabe, Fátima é uma cidade onde a religião é o principal atrativo e motivo de tanto turismo e peregrinação. O Santuário de Fátima é o ponto turístico mais importante da cidade, então não seria de se estranhar se todos os museus da cidade estivessem dedicados ou tivessem como temática a religião. A gastronomia regional de Fátima é marcada por uma forte influência das Serras de Aire e Candeeiros, sendo de
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COMUNIDADES
destacar a morcela de arroz e os ensopados de borrego e cabrito. No roteiro gastronómico, pode contar com os saborosos queijinhos de cabra da Ramila, frescos ou secos, ou ainda com os bolos de ferradura e merendeiras populares. Depois de apreciar os sabores, e se o tempo permitir, siga para Aljustrel, uma das mais antigas povoações de Portugal. Duas colinas, um vale, casario em socalcos, paisagem a perder de vista e um passado milenar. Quem por aqui passa deixa-se deslumbrar com a vastidão dos campos, das paisagens, com a planície a perder de vista.
MUSEUS EM FÁTIMA CASA MUSEU DE ALJUSTREL É em Aljustrel que pode visitar a casa de Francisco e Jacinta Marto, uma casa de 1885, renovada em 2000, onde poderá encontrar alguns artigos originais e fotografias da família. Ou a casa de Lúcia de Jesus, que deixou a cidade aos 14 anos para se tornar freira, transformada em Museu, a Casa-Museu de Aljustrel exibe testemunhos materiais relativos ao quotidiano das populações ao tempo das aparições, bem como, fotografias e artigos da família da vidente. Passo a passo, assim se conhece a terra de Ourém, desde épocas imemoriais. Os caminhos percorrem todo o concelho e geram viagens distintas no íntimo de cada caminhante, sejam elas pelo tempo até ao período jurássico, pela memória popular ao imortalizar reis e condes ou pela esperança com a experiência da fé. Os trilhos mais antigos encontram-se nas lajes calcárias do Monumento Natural das Pegadas dos Dinossauros, a natureza manifesta-se na refrescante Praia Fluvial do Agroal e a história reflete-se na Vila Medieval de Ourém, que regista a passagem dos anos nas muralhas do castelo e do Paço do Conde, concretizando-se os sabores pelo Vinho Medieval de Ourém, no bolo do arco, na ginjinha e na Ucharia do Conde. Jornada inevitável e a peregrinação ao Santuário de Fátima, onde a devoção mariana se revela.
Sendo uma cidade católica, mas ao mesmo tempo muito turística, os museus retratam a importância da vida religiosa e têm como enfoque alguns temas bíblicos. O museu mais moderno é o museu de cera, também de temática religiosa.
MUSEU DE ARTE SACRA EM FÁTIMA O museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima exibe uma importante coleção de objetos religiosos de todo o mundo. Fica na Rua Jacinta Marto, 52, onde ficam quase todos os museus da cidade. Abre de abril a outubro das 10h às 19h e de novembro a março das 10h às 17, encerrando sempre às segundas.
O espetáculo interativo do Museu das Aparições de Fátima 1917
MUSEU DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA 1917 O Museu das Aparições de Fátima é dedicado a explorar e mostrar aos turistas como aconteceram as aparições da Nossa Senhora de Fátima, padroeira de Portugal, aos três pastorinhos. É um grande espetáculo que se faz com luz em volta de 31 estátuas. Fica na Rua Jacinto Marto. Abre de abril a outubro das 9h às 19h e de novembro a março das 9h às 18h.
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MUSEU DE CERA DE FÁTIMA O Museu de Cera é o museu mais conhecido para ir com as crianças já que representa as figuras importantes do catolicismo em cera. São 28 cenas, com um ambiente muito bem representado e as figuras cheias de detalhes. O museu fica na Rua Jacinto Marto. A entrada custa 7,50€ para maiores de 12 anos; 4,50€ para crianças entre 7 e 12 anos e entrada gratuita para menores de 7 anos. O horário de funcionamento é de abril a outubro das 9 h 30 min às 18 h 30 min e de novembro a março das 10h às 17h.
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DESTAQUE | ENCONTROS PNAID 2021
ANA MOURA NA GALA CCIFP Qualquer palco que pise, Ana Moura enfeitiça, com a sua voz singular, a multidão que está à sua frente. Seja essa multidão de nacionalidade portuguesa ou não entenda ela uma palavra de português. É que se o Fado é amor, e o amor é universal, a voz de Ana é o seu veículo mais expressivo. Ana Moura é a artista convidada para abrilhantar a GALA CCIFP 2021, integrada no programa dos ENCONTROS PNAID 2021, que vai ter Lugar no Hotel dos Templários, em Tomar, no dia 12 de dezembro. Criada em 2006 sob o impulso e iniciativa de grandes membros fundadores, com o objetivo de apoiar empreendimentos comerciais entre os dois países FrançaPortugal a Câmara de Comércio Franco-Portuguesa (CCIFP) congrega uma rede de mais de 400 membros, parceiros económicos e institucionais, empresas francesas e portuguesas de todos os sectores, desde pequenos negócios a multinacionais. O reconhecimento pelo Governo português da sua qualidade de utilidade pública desde 7 de março de 2019, confere à CCIFP legitimidade para trabalhar aprofundadamente no apoio às empresas em cooperação com outras organizações estatais e institucionais portuguesas.
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8ª EDIÇÃO DO ENCONTRO EUROPEU DE JOVENS LUSODESCENDENTES EM FÁTIMA
T
rata-se de um evento que se destina a jovens com idades entre os 18 e 35 anos. Este encontro acontece à margem dos encontros do Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID), uma iniciativa conjunta das secretarias de Estado das Comunidades Portuguesas e da Valorização do Interior, nesta edição coorganizados pela Câmara de Ourém e Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Tejo), em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. A 8ª edição do Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes centra-se na temática “A empregabilidade na Europa: o digital ao serviço da ecologia e da inclusão dos jovens”, que promove uma reflexão e debate sobre questões ambientas e ações relacionadas com os desafios globais inscritos na “Agenda 2030” da ONU.
CAP MAGELLAN Fundada em Paris a 24 de novembro de 1991, a Associação Cap Magellan é a primeira e maior associação de jovens luso-descendentes, lusofónos ou lusófilos, que partilham o mesmo desejo de promover a língua portuguesa e a cultura lusófona. É uma associação pioneira em vários projetos e ações que valorizam as vantagens de uma
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COMUNIDADES
dupla-cultura numa sociedade em plena mutação. Dos primeiros fóruns franco-portugueses sobre a educação, a cultura e o emprego, passando pelos concertos dos melhores músicos lusófonos nas principais salas parisienses - como o concerto do grupo Resistência no Bataclan em janeiro de 2017 -, as campanhas de cidadania e de segurança rodoviária, os Rallyes Papers, as publicações mensais e anuais como o CAPMag e o Guía de verão, a co-organização da Gala celebrando a 1ª República de Portugal, no Hôtel de Ville em Paris, dedicada à comunidade lusófona, a associação participa ativamente na vida da comunidade franco-portuguesa e lusófona em França nas áreas da juventude, do emprego, da cultura e da cidadania. Ela assume igualmente um papel ativo no desenvolvimento das relações entre a França e Portugal, mas também com outros países de língua portuguesa como o Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor.”
À margem dos ENCONTROS PNAID 2021, a Cap Magellan vai realizar, em Fátima, entre 8 a 12 de dezembro, a 8ª edição do Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes
MÉDIO TEJO
Uma região para
INVESTIR no centro de Portugal
Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha
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P
POLÍTICA
30 DE JANEIRO, ELEIÇÕES LEGISLATIVAS - NÃO VOTAR PARA QUÊ?
S
TEXTO: COMISSÃO NACIONAL DE ELEIÇÕES
im, para quê não votar? Não é brincar com as palavras, é pôr a questão no sítio certo: vota-se para atingir um qualquer objetivo. Não votar pode também ter um objetivo, mas, se o não tiver, serve para quê? E esta é a questão primordial que se lhe vai colocar no futuro próximo, caro leitor – se tiver uma resposta, qualquer que ela seja, está no seu direito de não votar. Se não tiver, não perde o direito, mas, lá bem no fundo, algo fica “torto”.
30 de janeiro, a data anunciada para elegermos, uma vez mais, os deputados à Assembleia da República. Mal ou bem, serão eles que farão as leis por que nos vamos reger nos próximos anos e, muito embora não viva por cá há anos ou mesmo não pense sequer vir de visita, sempre haverá algumas dessas leis que poderão interferir com a sua vida e os seus direitos. Por isso, informe-se e vote. A menos que tenha escolhido votar presencialmente na Embaixada ou Consulado próximos de si, vai receber, em sua casa, a documentação para votar. O quê? Há anos que mudou de residência e deixou andar, nada fez para que se saiba onde mora de facto? Pois talvez, melhor, quase de certeza que
não vai conseguir votar – a documentação necessária vai ser enviada, pelo correio, para a morada conhecida e, portanto, vai perder-se. Se assim for, todos lamentamos, mas não culpe ninguém pelo que suceder, porque, se não disser a tempo, ninguém consegue adivinhar para onde se mudou. Sabemos que há dificuldades, por vezes intransponíveis, sabemos que não temos a melhor rede consular do mundo nem para lá caminhamos, mas hoje há maneiras de tratar as coisas sem sair de casa. Como? Isso da Internet não é para si? Mas há sempre um filho, um neto, a mão amiga de um vizinho que conseguem dar a volta. Confesse, há um certo desleixo nesta coisa de deixar a morada desatualizada nos registos para poder votar. Mas se tudo estiver certinho, vai receber em sua casa, pelo correio, a carta com documentos e instruções
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para votar. Leia tudo bem lido e siga as instruções. Não se esqueça, ponha a cruz onde lhe parecer melhor. E vote, perdão, bote tudo no correio, logo que possa, cedinho, porque as cartas demoram a chegar e a sua tem mesmo de chegar até ao dia 10 de fevereiro para poder contar. Bote no correio o boletim de voto com a sua escolha, dentro de um envelope branco sem mais nada lá dentro, junte a este, por fora, cópia do seu documento de identificação, tudo dentro de outro envelope mais largo (ou mais ancho, como dizem nalgumas das nossas terras) e que já vai dirigido à Secretaria-Geral do Ministério da Administra Interna, com o seu nome e número identificação no remetente. A escolha também é sua. Vote. Afinal, para que serve não votar?
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POLÍTICA
COMO VOTAR PARA AS ELEIÇÕES À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA ABC DO ELEITOR NO ESTRANGEIRO 1 - COMO INSCREVER-SE NO RECENSEAMENTO ELEITORAL?
PODEM VOTAR OS CIDADÃOS PORTUGUESES MAIORES DE 18 ANOS QUE SE ENCONTREM INSCRITOS NO RECENSEAMENTO ELEITORAL PORTUGUÊS, NO TERRITÓRIO NACIONAL OU NO ESTRANGEIRO
Todos os cidadãos nacionais que completem 17 anos e sejam possuidores de Cartão de Cidadão (CC), são oficiosa e automaticamente inscritos no recenseamento eleitoral, a título provisório, na comissão recenseadora/ posto correspondente à morada que consta do respetivo documento de identificação. Os cidadãos portadores de Bilhete de Identidade terão de fazer a sua inscrição no recenseamento eleitoral junto da Comissão Recenseadora/Posto consular da área de residência, comprovando esta com o documento de residência local.
2 - QUEM PODE VOTAR? Podem votar os cidadãos portugueses maiores de 18 anos que se encontrem inscritos no recenseamento eleitoral português, no território nacional ou no estrangeiro.
3 – COMO E ONDE VOTAR? O direito de voto é exercido ou por via postal ou no local onde o cidadão se encontra recenseado e que corresponde à morada constante no CC, que no estrangeiro, é o Posto consular da área de residência.
4 – QUAIS AS MODALIDADES DE VOTO PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA? Na eleição para a Assembleia da República pode votar: • por via postal, recebendo o boletim de voto na sua morada; • presencialmente junto da respetiva comissão recenseadora (CR) no
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mesa de voto, bastando indicar o nome e entregar ao presidente da mesa o documento de identificação civil: BI/CC. O número de eleitor foi eliminado.
estrangeiro, caso tenha optado por esta modalidade até à data da publicação em DR da marcação do dia da eleição. Pode alterar a sua opção a todo o tempo, exceto no período entre a data da marcação e a da realização da eleição.
5 - COMO SABER O LOCAL DE VOTAÇÃO QUANDO O VOTO SEJA PRESENCIAL? • através da Internet (https://www. recenseamento.mai.gov.pt); • por SMS (escreva a seguinte msg: RE <espaço> n.º de Identificação civil sem check.digito <espaço> data de nascimento AAAAMMDD exemplo: RE 1444880 19531007 e marque 3838), nos 15 dias anteriores ao dia da eleição; ou • através da APP MAI Mobile.
6 – QUAIS OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA VOTAR PRESENCIALMENTE? Na data da eleição, caso tenha optado por voto presencial, apresenta-se perante a
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COMUNIDADES
7 - COMO VOTAR PRESENCIALMENTE PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA? No dia marcado para a eleição, o cidadão deve dirigir-se ao local de voto/Posto consular e apresentar o seu documento de identificação na mesa do voto.
8 - COMO VOTAR POR VIA POSTAL PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA? A Administração Eleitoral do MAI remete a documentação necessária para votar, para a morada indicada no caderno eleitoral, pela via postal mais rápida, sob registo. O eleitor recebe um boletim de voto no qual assinala a sua opção de voto, um envelope de cor verde, onde deve introduzir o boletim de voto dobrado em quatro, e um envelope branco no qual introduz o envelope verde, bem como uma fotocópia do Cartão de Cidadão/Bilhete de Identidade, que fecha e devolve por via postal até ao dia da eleição. A devolução/envio do voto por via postal é feita pelo eleitor e é gratuita.
9 - O QUE SUCEDE AO BOLETIM DE VOTO APÓS O ATO DE VOTAÇÃO? Todos os boletins de voto são contabilizados em Portugal. Não há contagem no estrangeiro.
No voto por via postal, o boletim de voto deve ser remetido pelo eleitor até ao dia 29 de janeiro, usando o envelope postal recebido com o porte pago. Deve ser recebido em Portugal até ao dia 9 de fevereiro, véspera do dia da contagem dos votos provenientes do estrangeiro, o que ocorrerá a 10 de fevereiro.
10 – VOTO ANTECIPADO: QUEM PODE VOTAR? Podem votar antecipadamente todos os eleitores recenseados em território nacional, mas deslocados temporariamente no estrangeiro, nas seguintes situações: a) por inerência do exercício de funções públicas; b) por inerência do exercício de funções privadas; c) quando deslocados no estrangeiro em representação oficial de seleção nacional, organizada por federação desportiva dotada de estatuto de utilidade pública desportiva; d) estudantes, investigadores, docentes e bolseiros de investigação deslocados no estrangeiro em instituições de ensino superior, unidades de investigação ou equiparadas reconhecidas pelo ministério competente; e) doentes em tratamento no estrangeiro; f) cidadãos que vivam ou que acompanhem os eleitores mencionados nas alíneas anteriores.
11 - QUANDO SE REALIZA O VOTO ANTECIPADO? O voto antecipado decorre entre o 12.º e o 10.ºdias anteriores ao dia da eleição, ou seja, entre os dias 18 e 20 de janeiro de 2022, junto das representações diplomáticas ou consulares previamente definidas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. O cidadão deve levar consigo o Cartão de Cidadão, Bilhete de Identidade ou outro documento identificativo, como carta de condução ou passaporte. Não necessita de comprovativo ou justificação de qualquer entidade.
COMUNIDADES CONTRA FORMAÇÃO DE NOVO GOVERNO ANTES DA CONTAGEM DO VOTO DOS EMIGRANTES
O
Conselho das Comunidades Portugueses exortou o Governo a tomar medidas que evitem que o próximo executivo seja formado antes de contabilizados os votos das comunidades, como aconteceu em 2019, e defendeu medidas para aumentar o voto dos emigrantes. Numa carta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros, à secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, ao secretário de Estado do Ministério da Administração Interna e ao presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o conselho permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) aconselhou uma série de medidas para aumentar a participação eleitoral das comunidades. Segundo o CCP, “os elevados níveis de abstenção nas eleições legislativas”, na ordem dos 90%, devem-se a fatores como “o desinteresse do poder político em combater o insucesso do voto nas comunidades, as deficiências encontradas nos processos eleitorais, o crescente alheamento da vida política nacional, bem como à pouca divulgação dos atos eleitorais”. O CCP considera que estes fatores “não serão minimamente superados
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nas eleições legislativas” marcadas para 30 de janeiro de 2022. Este órgão consultivo do Governo para as questões das comunidades defendeu “uma intensa campanha de consciencialização para que todo cidadão no estrangeiro verifique se está recenseado”. O CCP recomenda que “a remessa dos boletins de voto postal seja feita ao respetivo posto consular do eleitor e neste sejam os votos apurados e contabilizados no dia 30 de janeiro, de modo a evitar-se, como em 2019, que o Governo esteja formado sem que os votos das comunidades estejam computados”. E lamenta que, mais uma vez, se depare com mais um ato eleitoral (mesmo que antecipado pela conjuntura política) sem que questões e alterações de fundo tenham sido discutidas e aprovadas pela Assembleia da República, tendo como principal objetivo uma maior participação política das portuguesas e dos portugueses nas comunidades, diminuindo a médio prazo o elevado nível de abstenção”.
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POLÍTICA
OPINIÃO
O CÚMULO DA DEMAGOGIA NA REDE CONSULAR JOSÉ CESÁRIO
A
cabámos de tomar conhecimento de uma nota informativa do Governo em que é divulgada a realização de concursos para a admissão de 102 funcionários para os serviços diplomáticos e consulares. Por si só, esta decisão, divulgada depois de se saber que dentro de dois meses se realizarão eleições legislativas, depois de um ano em que apenas um concurso se realizou para a contratação de um único funcionário, já cheira à mais profunda demagogia eleitoralista. Porém, a nossa indignação aumenta quando, consultado o portal diplomático onde tais concursos são divulgados, à data em que estas linhas são escritas e quando foi publicada a referida nota de imprensa, nos apercebemos que apenas estão abertos procedimentos concursais para 24 novos funcionários… Para já, não são os 102 referidos na nota informativa, mas apenas 24! Porém, quem acompanha estas questões e, sobretudo, os utentes dos postos, sabe muito bem que não há memória de os atrasos no atendimento serem tão graves como hoje. A situação nos grandes postos da rede é de perfeito desastre, havendo
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DEPUTADO DO PSD POR FORA DA EUROPA
SINCERAMENTE, ATÉ PARECE QUE O MINISTÉRIO IGNORA TOTALMENTE A SITUAÇÃO REAL QUE SE VIVE NO TERRENO E AS GRITANTES DIFICULDADES QUE SENTEM OS PORTUGUESES RESIDENTES NO ESTRANGEIRO, PARTICULARMENTE NOS PAÍSES DE EMIGRAÇÃO HISTÓRICA TRANSOCEÂNICA. vários casos em que os utentes, pura e simplesmente, não conseguem obter um simples agendamento para um cartão de cidadão ou um passaporte em menos de 6 meses.
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COMUNIDADES
Claro que tal deveria ter obrigado o Governo a tomar estas decisões não hoje, mas, pelo menos no início do corrente ano, dando respostas aos problemas que já então se notavam e para que muita gente, incluindo nós próprios, vinham chamando a atenção. Por outro lado, não se compreende também por que razão países como o Brasil, a África do Sul ou o Canadá, a título de mero exemplo, onde os problemas de atendimento são gravíssimos, são contemplados com um número tão reduzido ou mesmo nulo de novos recursos humanos… Sinceramente, até parece que o Ministério ignora totalmente a situação real que se vive no terreno e as gritantes dificuldades que sentem os portugueses residentes no estrangeiro, particularmente nos países de emigração histórica transoceânica. Assim não! Assim parece valer tudo para tentar iludir as pessoas, procurando fazer crer que estão a ser tomadas medidas, quando apenas se reage demagogicamente a reboque do calendário eleitoral. O que mais aí virá!... Basta de demagogia!
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POLÍTICA
EMIGRAÇÃO PORTUGUESA PARA A BÉLGICA MANTÉM CRESCIMENTO EM 2019
Segundo os dados da OCDE, foram 3,215 os portugueses que, em 2019, entraram na Bélgica. Esta organização contabilizou um total de 129,450 entradas de estrangeiros em território belga, representando os portugueses 2.5% desse total. Este foi o segundo ano consecutivo em que a emigração portuguesa para a Bélgica registou um crescimento (+4.6% em 2018 e +14.2% em 2019). Em 2013 o número de emigrantes portugueses entrados em território belga tinha atingido o valor mais alto deste século (4,332 entradas) muito díspar das 1,324 entradas registadas em 2000 (valor mínimo da série em análise). A tendência recessiva que se verificou nos últimos anos traduziu-se numa perda relativa de importância da imigração portuguesa: se em 2013 os portugueses representaram 4% das entradas de migrantes na Bélgica, em 2019 representavam 2.5%.
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AS NOVIDADES NO VOTO POSTAL E NO VOTO DIGITAL
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movimento Também Somos Portugueses (TSP) reuniu recentemente com o Grupo de Trabalho que está a implementar as mudanças no voto postal e o piloto de voto digital, e há muitas novidades. Foram apresentadas novidades muito relevantes, das quais se salientam as que dizem respeito às alterações no voto postal, ao piloto do voto digital (voto eletrónico à distância), e ao novo portal euEleitor. As alterações ao voto dos portugueses que vivem no estrangeiro estão a ser trabalhadas pelo Grupo de trabalho que inclui a Administração Eleitoral, do Ministério da Administração Interna (MAI), a Agência de Modernização Administrativa (AMA) e a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP). O voto postal tem vindo a ser melhorado, para evitar a devolução de boletins que aconteceu em 2019 e que afetou centenas de milhares de cidadãos. Na próxima eleição deixa de existir informação sobre o remetente nos envelopes, e a indicação de porte pago estará escrita em francês (norma internacional) e em inglês. Espera-se com isto que o número de votos da emigração pelo menos duplique. Está em preparação um teste piloto do voto eletrónico à distância (voto digital), por ocasião da próxima eleição do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP). A realização deste piloto
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COMUNIDADES
ainda está dependente da aprovação da Lei do CCP na Assembleia da República. Está em fase final de seleção uma aplicação segura e auditável, em que a autenticação dos eleitores será feita com a Chave Móvel Digital (CMD) e por biometria facial. Este piloto abrirá portas à utilização mais generalizada do voto digital na diáspora portuguesa. O MAI está a adicionar novas funcionalidades ao portal eleitoral euEleitor https://www.eueleitor.mai.gov.pt , que já permite ao eleitor conferir a sua situação eleitoral e alterar a morada para onde serão enviados os boletins para o voto postal. Estão previstas modificações que permitem também responder às necessidades dos portugueses residentes no estrangeiro, como a reativação/desativação do recenseamento, e a verificação /alteração do país de voto para o Parlamento Europeu. O movimento Também Somos Portugueses congratula-se com estas melhorias no sistema eleitoral, que fazem parte de um conjunto de recomendações já anteriormente feitas por este movimento. O TSP comprometeu-se a fazer a sua parte para aumentar a participação da diáspora na vida cívica e política portuguesa, nomeadamente na divulgação do portal euEleitor, e na adesão à Chave Móvel Digital, base para a nova geração de serviços digitais. O movimento Também Somos Portugueses é um movimento global que busca facilitar o processo de voto para os portugueses no estrangeiro.
OPINIÃO
CRISE POLÍTICA E ELEIÇÕES ANTECIPADAS PAULO PISCO
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ortugal está a atravessar um período de reconfiguração do cenário político-partidário, que está hoje mais fragmentado e em que se anteveem mudanças tanto à esquerda como à direita do PS, que se mantém como um referencial de estabilidade e responsabilidade.
Enquanto o PS se apresenta como um partido pacificado, focado nas eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro, virado para o futuro e para as suas responsabilidades com o país e com a União Europeia, os partidos à direita passam por convulsões internas e à esquerda enfrentam o risco de perda de inf luência no Parlamento e no país por, insensatamente, terem rejeitado o Orçamento de Estado para 2022, que era reconhecidamente o mais robusto dos últimos seis anos, com uma forte dimensão social e progressos assinaláveis a nível dos salários, pensões e rendimento disponível. Basta recordar propostas como o aumento extraordinário de 10 euros nas pensões até 1097 euros, na gratuitidade progressiva das creches, o aumento assinalável do abono de família, o aumento sem precedentes de 40 euros do salário mínimo, no alívio do IRS ou no fim do pagamento especial por conta, tão importante para a tesouraria das empresas.
DEPUTADO DO PS ELEITO PELAS COMUNIDADES PORTUGUESAS NA EUROPA
O governo e o PS fizeram tudo para que o Orçamento fosse aprovado, indo ao encontro das propostas apresentadas pelos partidos de esquerda, aceitando até negociar questões que nada tinham a ver com o orçamento, como em relação ao Código do Trabalho ou ao Estatuto do SNS, e pretendia continuar o diálogo na especialidade após aprovação na generalidade, para se aproximar ainda mais do BE, PCP e Verdes. Mas a sua atitude inflexível de quererem tudo sem fazer quaisquer esforços de aproximação deitou por terra qualquer possibilidade de acordo. Agora, ao que parece, estão arrependidos e dizem que havia outras alternativas às eleições antecipadas. Mas não há, até porque o próprio Presidente da República disse que sem orçamento aprovado a Assembleia da República seria dissolvida. Mas se à esquerda do PS os partidos agora carregam o fardo de terem rejeitado um orçamento que era tão importante para os portugueses e que a grande maioria queria aprovado, como se depreende pelos inquéritos de opinião, à direita, os recém-chegados Iniciativa Liberal e o Chega vêm já a sua oportunidade para crescer, paradoxalmente, com a preciosa ajuda dos partidos à esquerda do PS. Ficará para sempre o mistério de o BE e o PCP terem provocado eleições, sabendo claramente que há o risco de serem ultrapassados pelo partido extremista
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É IMPORTANTE MANTER PRESENTE QUE A VIDA POLÍTICA DEVE DAR O EXEMPLO, PARA QUE NÃO CAIA NA LEI DA SELVA de Ventura, com os seus abomináveis propósitos fraturantes e provocatórios, com a perigosa disseminação do ódio à ideologia de esquerda e às minorias e a permanente manipulação da realidade. E se o CDS, um partido que acompanhou o percurso da democracia portuguesa, corre o risco de extinção com as suas lutas fratricidas, o PSD neste aspeto também não está muito melhor. Rui Rio e Paulo Rangel entraram numa disputa surreal pela liderança a pouco mais de dois meses das eleições. É normal que a política em democracia passe por transformações e que os partidos procurem os seus mecanismos de afirmação e sobrevivência. Mas é importante manter presente que a vida política deve dar o exemplo, para que não caia na lei da selva. E isso exige, sentido do bem comum, princípios, ética e valores, que nunca poderão deixar de estar no centro da ação política e da vida em sociedade.
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POLÍTICA
CANDIDATA SOCIALISTA À PRESIDÊNCIA DE FRANÇA INSPIRA-SE EM ANTÓNIO COSTA
A presidente da Câmara de Paris e candidata socialista à presidência de França, Anne Hidalgo, afirmou que tem como “fontes de inspiração” as políticas do primeiro-ministro português, António Costa, e do chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez. O apoio dos socialistas europeus a Anne Hidalgo surge num momento complicado para a sua campanha às presidenciais, em que não consegue subir nas sondagens. Nas últimas semanas, as sondagens atribuem à presidente da Câmara de Paris apenas 5% das intenções de voto, longe da possibilidade de concorrer a uma segunda vota, estando atrás de dois outros candidatos de esquerda, o ambientalista Yannick Jadot e o líder da France Insoumise (França Insubmissa, em tradução simples), Jean-Luc Mélenchon. As eleições presidenciais da França vão realizar-se em abril de 2022, em duas fases. A primeira ronda eleitoral vai decorrer em 10 de abril e a segunda em 24 de abril.
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MOVIMENTO AÇÃO ÉTICA ALERTA PARA O GRAVE PROBLEMA DEMOGRÁFICO
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s resultados preliminares dos Censos 2021, revelados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam uma quebra de 2% da população portuguesa.
estatísticas oficiais sobre a matéria. O problema da queda da natalidade tem sido agravado pela crise pandémica. No nosso país e nos primeiros três meses de 2021 nasceram menos 2.898 bebés do que em igual período de 2020 (menos 13,7%!), por sua vez, já pior do que em 2019.
Apesar de ter havido um saldo migratório positivo, este não foi suficiente para inverter a quebra populacional. Portugal tem 10.347.892 residentes, menos 214.286 do que em 2011.
O MAE chama ainda a atenção que: a taxa de fecundidade (número médio de crianças por mulher em idade fértil) atingiu, em 2019, o valor de 1,42 filhos/ mulher (a média mundial é 2,47), contra 3 filhos em 1970. Além disso, há um retardamento do nascimento do primeiro filho, que, em 1970, era aos 24,4 anos de idade da mãe e, agora, é aos 30,5 anos (a média mundial é de 28,1 anos).
Além disso, o nosso país tem há muito tempo um problema de fundo que que germina lenta e inexoravelmente: o défice de nascimentos. Estas e outras preocupações relacionadas com a questão demográfica serão em breve e em data ainda a anunciar, propostas à reflexão pelo MAE – Movimento de Ação Ética, aliás conforme anunciado no final da I Tertúlia MAE, realizada a 27 de maio último. O MAE, movimento cívico fundado por António Bagão Félix, Paulo Otero, Pedro Afonso e Victor Gil, considera que um país envelhecido, com poucas crianças, é um país enfraquecido e sem futuro. Talvez a melhor campanha que se poderá realizar para aumentar a natalidade seja a de valorizar a família enquanto instituição humana e pedra angular dos programas sociais do futuro e com futuro. Em 2020 nasceram em Portugal 84.426 bebés. Trata-se do número mais baixo desde 1935, ano a partir do qual há
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COMUNIDADES
A conjugação do declínio da natalidade e do aumento da esperança de vida tem vindo a provocar um maior grau de envelhecimento e um aumento da taxa de dependência dos idosos. Em 1970, havia em Portugal 34 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 jovens com menos de 15 anos. Em 2020 atingiu-se o valor de 161 idosos por cada 100 menores e estima-se que, em 2070, se chegará a números de consequências difíceis de imaginar, bem superiores a 300 velhos por cada 100 jovens. O MAE sublinha que a vida é o bem supremo, o maior de todos os bens e valores, constituindo um continuum desde a sua conceção até à morte. Desvalorizar qualquer dos seus momentos ou conformar-se com reduções estruturais da natalidade é pôr em causa o seu valor inalienável e intransferível.
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LUSOFONIA
MARCELO QUER DEDICAR-SE A MIGRANTES E A PROJETOS NA CPLP DEPOIS DE SAIR DE BELÉM Referindo-se à causa do acolhimento de migrantes, Marcelo Rebelo de Sousa descreveu-a como “a causa da inclusão social, da abertura em relação aos diferentes”
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urante uma conversa com alunos do Colégio do Sagrado Coração de Maria e da Escola Secundária Dona Filipa de Lencastre, na Livraria Barata, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que quer dedicar-se à integração das pessoas em situação de sem-abrigo, à defesa do acolhimento de migrantes e a projetos concretos na CPLP quando deixar o cargo de Presidente da República e apelou à participação dos jovens em movimentos sociais de base, o chefe de Estado falou dos seus próprios planos para depois de 2026. “Quando deixar de ser Presidente da República – é daqui a quatro anos e quatro meses, eu tenho tudo contadinho – eu tenho ideias muito claras sobre aquilo que tenciono fazer”, afirmou. Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que o seu futuro “não é dizer a opinião sobre quem for Presidente na altura, isso não é certamente, nem o Governo na altura, nem o parlamento da altura, não – isso é o mais vulgar de se ver nos políticos, é mesmo o mais tentador”. O que pretende é “fazer esse tipo de política de base, que é muito mais transformadora do que as pessoas pensam”.
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“E não vou voltar mais à televisão quando sair de Presidente. Passou, passou. Não há nada pior do que os velhos jarretas pensarem que voltam a ser jovens e tal. Acabou. Podem ser jovens noutras coisas, mas não daquilo que já fizeram”, acrescentou. O antigo comentador político televisivo e professor catedrático de Direito jubilado adiantou que pretende voltar a fazer voluntariado em unidades de cuidados intensivos, continuar a dedicar-se à integração das pessoas em situação de sem-abrigo e trabalhar em defesa do acolhimento dos migrantes. Além disso, manifestou a intenção de “fazer mais pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em termos de projetos concretos, quer dizer, para além dos políticos, dos diplomatas, das declarações, dos acordos”.
diferentes”, num tempo de crise em que “as pessoas ficam egoístas, têm medo, as sociedades ficam medrosas, com medo da doença, medo da morte, medo da diferença, medo de perder o emprego para outro, medo dos que vêm de fora e que são diversos”.
“E só há uma maneira: é ir conhecer – ninguém gosta se não conhece ainda mais do que já conhece – e circular nesse mundo, assim eu tenha na altura saúde e tempo para fazer isso, em projetos concretos. São maneiras de fazer política”, concluiu.
Antevendo que “cada vez mais haverá nas sociedades europeias, à medida que envelheçam, o medo do diferente, como se houvesse um europeu puro”, o Presidente da República propõe-se “fazer disso uma causa na base – não é no debate político, é na base, trabalhar para a situação concreta daqueles que têm de migrar”, procurando “fazer aceitar isso àqueles que recebem e acolhem”.
Referindo-se à causa do acolhimento de migrantes, Marcelo Rebelo de Sousa descreveu-a como “a causa da inclusão social, da abertura em relação aos
Marcelo Rebelo de Sousa termina o segundo e último mandato como Presidente da República em março de 2026.
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COMUNIDADES
OPINIÃO
NO MELHOR PANO CAI A NÓDOA – UM PRÉMIO NOBEL EM CAUSA VÍTOR RAMALHO
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té hoje, dez personalidades africanas foram galardoadas com prémios Nobel e quando se invocam os seus nomes vem-nos, desde logo, ao pensamento, Nelson Mandela e Frederik Willem de Klerk, pelos papéis que tiveram na transição do regime do apartheid para o de maioria na África do Sul. Os prémios Nobel foram instituídos em 1901, permanecendo até hoje e destinando-se a galardoar personalidades de referência para toda a humanidade, em múltiplos domínios, incluindo os da contribuição para a paz, como foi o caso de Mandela e de Frederik de Klerk, atribuídos simultaneamente. Ao invocarmos particularmente Mandela, temos presente o exemplo que representou a sua vida, dedicada à causa da não discriminação pela defesa da igualdade e da democracia, tendo sofrido durante 27 anos o cárcere nas prisões do apartheid. Em 2019, ano a seguir à tomada de posse do Primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, o Comité Nobel de Oslo atribuiu também a este africano o prémio Nobel da Paz pelo alegado contributo que deu à paz com a Eritreia. Esse alegado contributo à paz com a Eritreia, a libertação de numerosos
SECRETÁRIO-GERAL DA UCCLA
presos políticos, a par da nomeação de um número significativo de mulheres para o governo, propiciando a eleição de uma mulher para a Presidência da República, Sahle-Work Zewde, pareciam justificar o fundamento da decisão do Comité. A evolução da situação da Etiópia, do ponto de vista militar, político e social, vai hoje no sentido de sonegar os fundamentos da atribuição do Nobel a Abiy Ahmed e melhor se entende o acordo de paz com a Eritreia. É que as tropas deste país combatem em conjugação com as da Etiópia os movimentos insurrecionais que se desenvolvem no seu país. O conflito militar com os insurretos da Região de Tigré e agora também a Sul, na Região de Oromia, de onde aliás Abiy Ahmed é originário, tem como único objetivo derrubar o governo e não proceder a qualquer projeto cessionário, tendo já alcançado grandes avanços no terreno com domínio de cidades importantes. Ocorreram gravíssimos e muito condenáveis atropelos aos direitos humanos imputáveis à orientação do Primeiro-ministro da Etiópia de abusos sexuais a jovens, sequestros e toda a sorte de violações que têm sido relatados em órgãos de comunicação social insuspeitos, evidenciando a precipitação com que o Comité de Oslo lhe atribuiu o prémio Nobel.
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NO MELHOR PANO CAI MESMO A NÓDOA - REPITO - E, POR ISSO, O ATUAL PRIMEIRO-MINISTRO DA ETIÓPIA DEVE SER REFERIDO COMO CONTRAPONTO A QUEM DE FACTO É EXEMPLO PARA TODA A HUMANIDADE Dir-se-á que no melhor pano cai a nódoa, no caso uma exceção, que confirma a regra da humanidade se rever no exemplo da esmagadora maioria dos laureados, desde logo africanos, de Mandela a De Klerk. São os exemplos destas personalidades que engrandecem o contributo de África e dos africanos para a paz e que se registam de forma perene, como sucedeu com outros prémios atribuídos na literatura, desde logo ao tanzaniano Abdulrazak Gurnah, e ao sul-africano J M Coetzee, também ao médico ginecologista congolês Denis Mukwege ou ao egípcio Ahmed Zewail, neste caso Nobel da Química, entre outros. No melhor pano cai mesmo a nódoa - repito - e, por isso, o atual Primeiro-ministro da Etiópia deve ser referido como contraponto a quem de facto é exemplo para toda a humanidade e para África e para os africanos em particular, exaltando por esta via o berço da própria humanidade, que é o continente africano.
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LUSOFONIA
ANGOLA ABRE CENTRO TECNOLÓGICO PARA TESTAR EQUIPAMENTOS SUBAQUÁTICOS DE PETRÓLEO Angola abriu o seu primeiro centro de alta tecnologia para testes e manutenção de equipamentos subaquáticos para a produção de petróleo.
PR DA GUINÉ-BISSAU DEFENDE UNIDADE DOS GUINEENSES PARA ESTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO
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Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, pediu a unidade dos guineenses para concretizar o “desígnio nacional” de estabilidade e desenvolvimento do país.
Inaugurado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, o centro tecnológico instalado nos arredores da capital do país ajudará as petrolíferas a reduzir custos na manutenção de plataformas de perfuração, como antes era necessário para testar e calibrar equipamentos de exploração de petróleo bruto no exterior.
“Juntos, vamos fortalecer o Estado de Direito Democrático, estabilizar as nossas instituições políticas e desenvolver economicamente o nosso país, base sobre a qual o progresso social se constrói e se sustenta”, afirmou o chefe de Estado numa cerimónia de comemoração de mais um aniversário das Forças Armadas guineenses e de celebração do dia da independência.
Com a redução dos custos de reparo e o período de fecho das plataformas de perfuração, as empresas poderão aumentar a produção de petróleo no país, disse Pedro Godinho, CEO da Ake Solutions Enterprises, que investiu US$ 25 milhões para construir a infraestrutura.
“Para a concretização desse verdadeiro desígnio nacional, todos os guineenses - os residentes e os que vivem e trabalham no estrangeiro -, todos eles, sem exceção, são chamados a participar. Como Presidente de todos os guineenses contem comigo, e eu conto com cada um de vós”, afirmou Sissoco Embaló.
Localizada na costa atlântica na parte sul de África, Angola é o segundo maior produtor de petróleo africano. O setor petrolífero é um dos principais impulsionadores do crescimento económico do país.
O chefe de Estado lembrou também a juventude guineense “sacrificada” a quem enviou um abraço de “solidariedade” de “cumplicidade”, salientando que o seu futuro tem de ser melhor do que foi nas “quase cinco décadas” da independência nacional.
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“Muitas das promessas da independência, que acompanharam a minha geração, ficaram por concretizar.
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Limitadas oportunidades de formação, desemprego persistente, a dura experiência de frustração, de pobreza marcaram muito a minha geração”, afirmou o Presidente. Segundo chefe de Estado, a Guiné-Bissau perdeu quase metade dos anos de independência mergulhada em “crises políticas” que provocaram “impactos negativos nas instituições políticas e na vida económica” do país com “reflexos sociais graves”. “Foi um período longo e difícil que, só ficou encerrado pouco depois da realização das eleições presidenciais e da minha tomada de posse, no início de 2020. Desde então, a Guiné-Bissau soube recuperar plenamente as suas responsabilidades soberanas no concerto das nações”, sublinhou Umaro Sissoco Embaló.
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LUSOFONIA
LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE VOLTAM A LIGAR MOÇAMBIQUE E ZIMBABUÉ As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) vão retomaram os voos diretos entre Maputo e Harare, capital do Zimbabué, de acordo com o diretor-geral da companhia. “O horário dos voos nesta operação vão dar a possibilidade de conexão para destinos além de Harare”, adiantou João Carlos Pó Jorge, citado pelo diário Notícias.
CABO VERDE PREVÊ ENDIVIDAR-SE EM MAIS DE 272 M€ PARA FINANCIAR ORÇAMENTO DE 2022
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Cabo Verde prevê endividar-se em mais de 272 milhões de euros em 2022, para cobrir as necessidades do Orçamento do Estado, ainda fortemente marcado pelas consequências económicas da pandemia de covid-19.
A previsão consta dos documentos de suporte à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2022, que a Assembleia Nacional discutiu nas comissões especializadas, e aponta que 46,8% desse valor será financiado com a emissão de títulos do Tesouro, no mercado doméstico, no valor total de 14.149 milhões de escudos (127,5 milhões de euros).
AUMENTO DO PREÇO DA FARINHA FAZ AUMENTAR PREÇO DO PÃO NA GUINÉ-BISSAU
RUI SEMEDO É O PRIMEIRO CANDIDATO À LIDERANÇA DO PAICV
O aumento do preço da farinha levou ao aumento do pão na Guiné-Bissau, que passou a custar ao consumidor 200 francos cfa (0,30 euros), segundo o presidente da associação de panificadores, Braima Djaló. Numa ronda a alguns locais de venda do pão, de fabrico artesanal, mas de grande consumo para a maioria da população guineense, em Bissau, o produto passou dos 150 francos cfa (0,22 euros) para 200 francos cfa.
O presidente interino do PAICV, maior partido da oposição cabo-verdiana, Rui Semedo, é o primeiro candidato à presidência do partido, nas eleições de 19 de dezembro, realizadas após demissão de Janira Hopffer Almada, anunciou o próprio. “Tenho o prazer e a elevada honra de vos anunciar que, depois de profunda reflexão e ponderação, decidi abraçar o desafio de me candidatar ao importante cargo de presidente do nosso grandioso Partido”, anunciou Rui Semedo.
GOVERNO DE MOÇAMBIQUE PROPÕE ORÇAMENTO DO ESTADO PARA RECUPERAÇÃO O ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Adriano Maleiane, defendeu no parlamento que o Orçamento do Estado (OE) de 2022 deve estar centrado na recuperação da economia, após a desaceleração provocada pela pandemia de covid-19.
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AMAZÓNIA PRESTES A ENTRAR NUM PONTO CATASTRÓFICO E SEM RETORNO
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COMUNIDADES
A Amazónia está em “alerta vermelho”: ações concretas evitarão que a maior floresta tropical do mundo atinja um ponto catastrófico sem retorno nos próximos anos, disseram centenas de cientistas na conferência do clima COP26. Se as altas taxas de desflorestação, degradação do solo e queimadas registadas nos últimos anos forem mantidas, a maior floresta tropical do planeta desertificará.
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ECONOMIA
OURÉM UM CONCELHO DE RELEVANTE PUJANÇA ECONÓMICA E TURÍSTICA
O
TEXTO: LUÍS MIGUEL ALBUQUERQUE, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OURÉM
de Fátima e do seu parque hoteleiro, potenciador de congressos, encontros, eventos e reuniões, verdadeira montra de oportunidades de negócio.
urém é um concelho empresarial e a sua pujança económica está plasmada no número considerável de empresas detentoras de estatuto PME Líder e PME Excelência. A nossa atividade empresarial assenta, essencialmente, no trabalho desenvolvido por pequenas e médias empresas, resultando numa grande diversidade de produtos, sem esquecer o contributo precioso do sector turístico e sua grande expressão no desenvolvimento económico do próprio país. Porque Ourém valoriza o futuro e constrói oportunidades, continuamos empenhados no apoio às empresas que apostam no nosso território. Privilegiamos a revitalização dos nossos parques industriais e o sucesso dessa estratégia está forjado naquilo em que se transformou a Zona Industrial de Ourém, que é hoje uma área em franca expansão, dotada de empresas pujantes e em constante crescimento. Em breve, sairá do papel a construção da futura Área de Acolhimento Empresarial de Freixianda, com 23 lotes numa primeira fase e forte possibilidade de expandir para acolher mais empresas no futuro. A nossa aposta é transversal ao comércio local e está bem refletida nos apoios concedidos à instalação de novos estabelecimentos, através dos quais comparticipamos as rendas em 50%,
Ourém é um Concelho em franca expansão económica e em plena modernização, graças a obras estruturantes, recentemente inauguradas, e outras que muito em breve também o serão.
no primeiro ano de atividade, e 25% no segundo, com a benesse de estes apoios poderem ser majorados em mais 25% no caso de jovens empresários, ou seja, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.
Somos referência também do ponto de vista turístico, sendo Fátima a porta de entrada para um território com uma oferta histórica e cultural riquíssima, bem patente na Vila Medieval de Ourém, no Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios, na Praia Fluvial do Agroal ou no recém-inaugurado Teatro Municipal de Ourém.
Ourém é um dos 13 municípios do Médio Tejo, um território pleno de potencialidades e oportunidades, sublimadas pela proximidade aos grandes centros decisores.
Os Encontros PNAID 2021 resultam da sinergia de esforços entre a CCDR do Centro, a CIMT e o Município de Ourém. Na qualidade de Presidente da Câmara Municipal, é de elementar justiça que agradeça o voto de confiança que é para nós receber um evento desta dimensão no nosso Concelho.
Fruto da localização geográfica, o nosso Concelho beneficia de condições únicas para a fixação de empresas, sendo uma delas a centralidade e os bons acessos rodoviários e ferroviários, que colocam as nossas zonas industriais relativamente perto de Lisboa e Porto. Isto sem esquecer a importância
Que estes Encontros PNAID sirvam para que os investidores da Diáspora conheçam melhor o nosso território e as suas potencialidades, na certeza de que o Município de Ourém será sempre um parceiro privilegiado na conceção e execução de estratégias capazes de alavancar os vossos negócios.
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ECONOMIA
OURÉM CELEBRA ACORDO DE COOPERAÇÃO COM FRANÇA Considerando as fortes ligações existentes entre Portugal e França que favorecem claramente a consecução de novos negócios e a geração de oportunidades promissoras, o Município de Ourém celebra um Acordo de Cooperação com a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa (CCIFP). A aposta de Ourém em apoiar o empreendedorismo, manter a relação com a diáspora portuguesa, particularmente com os empresários portugueses em França naturais da região, e na promoção e internacionalização do tecido empresarial da região, com vista ao aumento da exportação de produtos nacionais, são, segundo Luís Miguel Albuquerque, presidente da Autarquia, “uma aposta de grande valor estratégico para o território” Já Carlos Vinhas Pereira, presidente da CCIFP, considera que este acordo tem como objetivo promover a internacionalização das empresas de Ourém junto do mercado francês e divulgar as potencialidades de Ourém para a atração de Investimento francês. A Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa promove a ação empresarial entre Portugal e França, apoiando as empresas interessadas no comércio bilateral em aceder às práticas, conselhos e contactos ajustados às suas necessidades.
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REVISTA COMUNIDADES TRANSMITE ENCONTROS PNAID 2021 EM DIRETO
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s Encontros PNAID 2021, que terão lugar entre 9 e 11 de dezembro, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, vão ser transmitidos em direto pela Revista Comunidades, a única publicação de língua portuguesa presente transversalmente em todo o espaço da lusofonia, e media partner deste evento. A Revista Comunidades, que tem sido porta-voz das diferentes organizações destes encontros, desde 2016, com o objetivo de levar informação aos investidores, empresários e empresas portu¬guesas na Diáspora, contará com um estúdio multimédia no local para fazer entrevistas e cobertura em direto, destes Encontros, que poderá acompanhar através da página da revista no Facebook. O espaço, a partir do qual este órgão de comunicação dirigido aos portugueses e lusodescendentes a residir no estrangeiro fará a apresentação das ideias, projetos e soluções de investimento, conta com o apoio do MILLENNIUMbcp. Os Encontros PNAID, que dão continuidade aos Encontros de Investidores da Diáspora, realizados desde 2016, são uma iniciativa conjunta da Secretaria de Estado das Comunid¬des Portuguesas e da Secretaria de Estado da Valorização do Interior. Em 2021 os Encontros PNAID são coorganizados pela Câmara Municipal
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COMUNIDADES
O ESPAÇO, A PARTIR DO QUAL ESTE ÓRGÃO DE COMUNICAÇÃO DIRIGIDO AOS PORTUGUESES E LUSODESCENDENTES A RESIDIR NO ESTRANGEIRO FARÁ A APRESENTAÇÃO DAS IDEIAS, PROJETOS E SOLUÇÕES DE INVESTIMENTO, CONTA COM O APOIO DO MILLENNIUMBCP de Ourém e pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. O Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID) é uma iniciativa governamental de valorização das comunidades portuguesas que promove o investimento da diáspora, em especial no Interior do país, bem como as exportações e a internacionalização das empresas nacionais através da diáspora. Saiba mais em https://www. encontrosdiaspora.pt
OPINIÃO
START UP VISA: O VISTO LOW COST DE QUE NINGUÉM FALA ISOLDA BRASIL
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onrando a sua tradição de acolhimento a estrangeiros, investidores e trabalhadores, Portugal lançou programas de residência que visam atrair investimento. Os investidores, e os seus familiares, podem habilitar-se à residência através de investimentos imobiliários, investimentos de capital, empreendedorismo ou criação de empregos. O programa de visto mais popular é o Golden Visa, lançado em 2012. No entanto, uma série de desvantagens associadas a este tipo de visto têm desencorajado muitos interessados em adquirir residência no país. Não obstante, existem alternativas mais económicas que o Golden Visa que conferem os mesmos benefícios aos interessados em investir e adquirir residência em Portugal, como é o caso do STARTUP VISA. O programa Startup Visa é relativamente novo em Portugal e é um visto de residência para empresários que procura atrair talentos e soluções inovadoras para o país de forma rápida e económica. Este tipo de visto concede os mesmos direitos de residência que o Golden Visa, mas os custos são significativamente mais baixos, uma vez que não requer investimento no sentido tradicional (propriedade, investimento de capital, criação de empregos, etc.).
ADVOGADA
até 5 anos após a vigência do contrato de incubação, um determinado volume de negócios e / ou um determinado valor patrimonial por ano.
O programa destina-se a empresários estrangeiros, sem residência permanente no Espaço Schengen, que pretendam desenvolver o seu projeto em Portugal mesmo não tendo estrutura empresarial ou que, já a tendo, pretendam exercer a sua atividade em Portugal. O procedimento é simples e comporta apenas duas etapas: o processo de certificação, que é a avaliação inicial do projeto de Startup por uma incubadora certificada pelo Governo, e o processo de candidatura, que consiste na submissão do projeto à avaliação do IAPMEI, entidade reguladora. Os empresários estrangeiros que pretendam candidatar-se ao programa Startup Visa devem focar-se em desenvolver atividades de produção de bens e serviços inovadores com perspetiva de internacionalização, e os projetos / empresas devem focar-se em tecnologia e conhecimento, com perspetiva de desenvolvimento de produtos inovadores. Outros critérios a ter em conta são o potencial de criação de empregos qualificados, a capacidade de constituição de empresa e o potencial da Startup atingir,
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O Startup Visa não requer um montante mínimo de investimento, sendo este totalmente determinado pelo investidor. Quaisquer outros custos associados (que são opcionais) são basicamente em serviços: os serviços de uma equipa multitask para ajudar a desenvolver, estruturar e gerir uma Startup em Portugal. No entanto, o investidor pode fazê-lo por conta própria, pois não se trata de um requisito para a concessão do visto. O programa Startup Visa tem os mesmos benefícios do Golden Visa, ou seja, dispensa de visto para entrar em Portugal, autorização para viver, trabalhar e estudar em Portugal, dispensa de visto para viajar dentro dos países do Espaço Schengen (26 países), possibilidade de residência fiscal em Portugal e acesso ao regime de residente não habitual, reagrupamento familiar, possibilidade de residência permanente ou cidadania portuguesa após 5 anos. As taxas administrativas para o programa Startup Visa, nomeadamente, taxas de inscrição inicial, taxas de aprovação e taxas de renovação são cerca de 1% dos valores das taxas para o programa Golden Visa.
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ECONOMIA
BICICLETA “MADE IN PORTUGAL” LÍDER DO MERCADO EUROPEU
FEIRA EM MACAU PARA PROMOVER LUSOFONIA VOLTA EM DEZEMBRO
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Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau) 2021 (PLPEX, na sigla inglesa) vai decorrer entre 10 e 12 de dezembro, anunciou o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).
Um negócio “made in Portugal” com pedais para andar. A indústria de bicicletas está em plena expansão e Portugal é o líder da Europa. Em 2020, produziu 2,6 milhões de bicicletas, quase todas dirigidas à exportação. A pandemia e os confinamentos levaram a uma explosão na procura. Tradicionais ou elétricas, as bicicletas portuguesas estão à frente das produzidas em Itália ou na Alemanha. Em 2018, a empresa faturou cerca de 3 milhões de euros. Em 2019, faturou 50 milhões de euros, foi uma grande mudança! Em 2020, devido à Covid-19, perdemos muitas vendas porque não tínhamos acesso a peças devido ao confinamento. Atingimos 36-37 milhões de euros em vendas. O setor português é responsável por 8 mil empregos diretos e pretende continuar o bom desempenho. Portugal é conhecido pela experiência histórica na produção. Apesar da falta de peças de substituição, os problemas logísticos devem estar resolvidos até 2023 e as exportações ainda podem aumentar 30%.
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A PLPEX vai decorrer em simultâneo com a 26.ª Feira Internacional de Macau e a Exposição de Franquia de Macau 2021. O IPIM sublinha que os três eventos vão disponibilizar salas digitais para bolsas de contacto, associadas à Plataforma de Serviços das Bolsas de
Contactos Online do IPIM, entre 29 de novembro e 12 de dezembro. A Feira Internacional de Macau vai contar com Xangai como “município parceiro” convidado, com o intuito de consolidar o intercâmbio e a cooperação entre Macau e a cidade do leste da China. De acordo com o Presidente da Câmara de Desenvolvimento e Negócios Brasil-China, Bobby Chi, a edição de 2020 da PLPEX criou interesse na exportação de açái e patas de galinha do Brasil para a China, bem como na importação para solo brasileiro de uma vacina aviária de produção chinesa.
ANA VAI INVESTIR 14 ME NA REQUALIFICAÇÃO DO AEROPORTO DO PORTO SANTO A ANA-Aeroportos de Portugal vai investir 14 milhões de euros na renovação e requalificação do aeroporto da ilha do Porto Santo, adiantou o presidente do Governo Regional da Madeira. “O aeroporto vai finalmente ser renovado e requalificado. Uma grande notícia, sobretudo para uma ilha que tem feito do aeroporto uma porta de entrada essencial”, disse o presidente do Governo Regional que também manifestou satisfação pelo facto de a “ANA ter adotado uma produção de energia renovável, que neste caso será fotovoltaica”. A Madeira “vai conseguir alcançar quase 50% de produção de energia elétrica, em breve, acrescentou.
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COMUNIDADES
OPINIÃO
SALÁRIO EMOCIONAL: QUANTO VALE O BEM-ESTAR DE UM COLABORADOR?
State of the Global Workplace 2021 Report
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Em segundo lugar está o objetivo de retenção de talentos, o que contribui para proteger os custos financeiros da empresa, psicológicos e demais gastos relativos à baixa produtividade. O relatório “State of the Global Workplace 2021” da Gallup, realizou uma pesquisa com trabalhadores de todo o mundo e identificou que no último ano o envolvimento dos funcionários caiu aproxi-
A BE IC IB R E AR M A E C IN TH T A D N A
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Hoje gostava de partilhar alguns dados que podem, e acima de tudo, devem mudar a nossa forma de pensar enquanto gestores e líderes de equipa. O primeiro objetivo principal do investimento é a produtividade. Segundo um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, os trabalhadores felizes são 31% mais produtivos, três vezes mais criativos e chegam a vender, em média, 37% mais quando comparados com outros colaboradores
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comercial, ser reconhecida como uma empresa que oferece boas condições de trabalho e que está preocupada com o bem-estar dos seus colaboradores ajuda a atrair a atenção do consumidor, reforçando o branding, o que reflete nos resultados comerciais.
EASTERN EUROPE
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conceito de trabalho normalmente está associado à ideia de dedicar tempo, conhecimentos e experiências em troca de remuneração financeira. Contudo, o dinheiro não é o único instrumento utilizado para envolver os colaboradores. Pensar no bem-estar dos trabalhadores e no employee experience é essencial para as empresas que querem reter talentos e crescer com equipas motivadas.
CEO DA E-GOI
UN AN ITED D C A S TA NA TE DA S
MIGUEL GONÇALVES
Discover how employees around the world experienced life and work in 2020. Effects of the COVID-19 Pandemic | Employee Engagement and Life Evaluation Daily Negative Emotions | Environmental, Social and Governance
madamente 2%. Isto custou à economia global cerca de 8,1 triliões de dólares em perda de produtividade. Em terceiro e quarto lugar estão os objetivos de fortalecimento da marca enquanto recursos humanos e da marca comercial, respetivamente. Ao investir no salário emocional, é possível reduzir os custos com novas contratações, visto que o employee experience atrai as atenções dos melhores profissionais do mercado, que passam a buscar oportunidades nesta empresa, com menor investimento de tempo e recursos para a captação de novos talentos. Do lado
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Mais do que nunca, aprendemos a lição de que o salário emocional que tanto valorizamos – isto é, o conjunto de recompensas que vão para além do salário financeiro – deve ser construído dia após dia. A verdade é que como equipa, já investimos no salário emocional há muitos anos e, honestamente, sinto que esse trabalho permitiu-nos ter uma equipa muito mais unida e ligada agora. São valores que começaram a ser pensados em 1999, quando ainda éramos uma microempresa, de uma pessoa só. Hoje colhemos os frutos, com mais de 120 colaboradores em dois continentes, com o reconhecimento pela Revista Exame como a 10ª melhor empresa para trabalhar em Portugal. O salário emocional pode variar de empresa para empresa. Por isso, é importante perceber os objetivos da organização, os valores e o perfil da equipa para chegar a um ambiente ideal. Conversar com os colaboradores e entender as suas expectativas e necessidades, e ter empatia, são os primeiros passos para desenhar as ações que serão somadas ao salário económico.
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DESTAQUE | NATAL DOS PORTUGUESES PELO MUNDO
UM NATAL À PORTUGUESA, COM CERTEZA! Um presépio, um pinheiro enfeitado, azevinho, bacalhau e muito calor humano não podem faltar no Natal dos milhares de portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro.
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TEXTO: MARIA JOÃO COSTA
unte o presépio aos presentes, embrulhados com ternura, misture com o cheiro do pinheiro e o tremeluzir das velas. Acrescente a alegria das crianças à ementa festiva e sirva bem quente. Estes são os ingredientes para a melhor receita de Natal, com a família à volta de uma mesa repleta de iguarias e tradição. É nesta quadra que vemos chegar ao nosso país muitos emigrantes que anseiam pelo tão esperado abraço e reencontro com a família, sem dúvida o melhor presente de todos. Mas, seja pelos constrangimentos que ainda existem, devido à pandemia, ou pela dificuldade em conciliar a viagem com o trabalho nos países de acolhimento, muitos portugueses passam o Natal longe da terra, e das pessoas que os viram crescer.
portuguesa da consoada, aqueles que estão longe, ou simplesmente replicando os natais da infância.
Ainda que muitos não consigam vir a Portugal nesta altura, há tradições que os portugueses a residir no estrangeiro fazem questão de manter para colmatar a ausência e atenuar a saudade. A quadra natalícia continua a ser sinónimo de família e por isso a prioridade é juntar familiares e amigos “à volta da lareira” e conviver como se estivessem na terra natal, recordado a tradição
O Natal é, para os portugueses, uma das celebrações mais importantes do ano. Designada como a festa da família por excelência, é costume realizar-se a consoada depois da Missa do Galo. Assim, tal como acontece em Portugal, muitos portugueses além-fronteiras continuam a não prescindir da homilia de Natal, na noite de 24 para 25 de dezembro, mantendo a tradição da cele-
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COMUNIDADES
AINDA QUE MUITOS NÃO CONSIGAM VIR A PORTUGAL NESTA ALTURA, HÁ TRADIÇÕES QUE OS PORTUGUESES A RESIDIR NO ESTRANGEIRO FAZEM QUESTÃO DE MANTER PARA COLMATAR A AUSÊNCIA E ATENUAR A SAUDADE.
bração religiosa, mas também promovendo o encontro das comunidades e um momento de aproximação às sociedades dos países que os acolhem. A consoada, de grande singularidade gastronómica no nosso país, acontece sempre na noite de 24 de dezembro. Segundo a tradição portuguesa, a mesa não pode ser retirada e, assim, noite adentro, vão se juntando novos pratos e a mesa continua posta até o dia seguinte, em homenagem ao menino Jesus. São muitas as “Casas de Portugal”, organizações e coletividades culturais portuguesas espalhadas por toda a diáspora que realizam anualmente o jantar de Natal para as comunidades, onde não faltam as iguarias típicas da época. Segundo a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), apesar dos novos desafios que se apresentam no novo contexto económico e social, provocados pela pandemia Covid-19, “a exportação de produtos portugueses, registou ao longo dos últimos anos um crescimento constante, devido à atitude cada vez mais sofisticada, agressiva e reinventada das empresas nacionais, para enfrentar mercados de maior valor por parte dos produtos nacionais”. Em Newark, nos Estados Unidos, estabeleceu-se, por exemplo, uma rede de supermercados que pertence ao Grupo Seabra, detentores da importadora Triunfo (a maior importadora de produtos nacionais no país), que “presenteia” os portugueses nesta quadra com o bacalhau, polvo, enchidos, azeite, vinhos da Beira Alta, e doces típicos como a aletria, o leite creme ou o bolo-rei. Há uma vasta gama por onde escolher e garantir que o Natal vai ser celebrado com o devido “sabor a Portugal”.
Há, hoje em dia, em quase todas as comunidades espalhadas pela diáspora lusa, um acesso relativamente fácil a estes produtos, que muitos têm “a sorte” de encontrar em lojas, armazéns e supermercados locais, proporcionando aos nossos emigrantes um Natal à portuguesa, com certeza!
NATAL PORTUGUÊS NO MUNDO: TRADIÇÕES QUE SE MANTÊM FRANÇA
A comunidade portuguesa em França é a mais numerosa das comunidades portuguesas na Europa, e uma das principais (estrangeiras) estabelecidas no país, rondando um milhão de pessoas. O espírito natalício português é vivido, também aqui, e muitos emigrantes contam com inúmeros mercados de Natal espalhados um pouco por toda a França. O maior e mais conhecido é o Mercado de Estrasburgo, que ao longo do mês de dezembro acolhe visitantes de toda a Europa. Nestes mercados, os portugueses encontram geralmente doces tradicionais, como o bolo-rei, os sonhos, doces regionais e vinhos portugueses. Não faltam também artigos como os bordados de Castelo Branco, jóias em filigrana, guitarra portuguesa, artesanato, ícones da cultura portuguesa bastante procurados nesta altura.
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LUXEMBURGO
Portugal é tradicionalmente representado nos vários mercados de Natal da cidade do Luxemburgo, com vários produtos gastronómicos e culturais. Todos os anos, produtos portugueses são divulgados e vendidos nos stands do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), levando ao Natal dos nossos emigrantes um pouco da sua terra de origem. Muitos procuram estes mercados para “matar saudades” e degustar os típicos produtos gastronómicos e bebidas portuguesas, tais como castanhas assadas ou a famosa ginja de Óbidos, servida em copo de chocolate, mas também para conviver e comprar diversos produtos de artesanato para oferecer.
ALEMANHA
São mais de 130 mil os portugueses a residir atualmente na Alemanha. Para estes emigrantes, o melhor do Natal continua a ser o reencontro, os abraços, a família e os amigos, portos de abrigo para aqueles que não podem deslocar-se
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DESTAQUE | NATAL DOS PORTUGUESES PELO MUNDO
“à terra” nesta quadra. Assim, os portugueses juntam-se, “em casa uns dos outros”, preparam o bacalhau, capricham nas decorações das casas e deixam no ar o aroma da tradição lusa. Na Alemanha, é comum os portugueses visitarem os Mercados de Natal que se realizam nas principais cidades, como o a Feira de Natal no Gendarmenmarkt, em Berlim, onde encontram as tradicionais barraquinhas de artesanato e especialidades gastronómicas típicas da época. É também nestes mercados que muitos investem na divulgação da cultura lusa, como Ana Cláudia Färber, que começou a vender produtos de cortiça portuguesa em mercados de Natal da zona de Berlim e Brandeburgo há seis anos.
ANGOLA
É sabido que a quadra natalícia se tornou conhecida em Angola com a colonização. Na sequência da evangelização, o Natal passou a fazer parte das celebrações do país e é hoje assumido como “tradicional”. Comemorado em toda a parte é, no entanto, mais celebrado nas cidades, onde o nível social da população é mais elevado. O Natal aqui é tipicamente português, e não faltam os ingredientes característicos da gastronomia lusa, como o grão-de-bico, azeite, batatas, ovos, uvas, passas, amêndoas, nozes, pinhões, ingredientes para a confeção de bolos, e o fiel e tradicional bacalhau, sem faltarem as bebidas.
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Em Angola, também se celebra a missa na noite de 24 para 25 de dezembro e, durante o dia, é comum realizarem-se danças folclóricas que dão vida às cidades angolanas.
Ruas decoradas, em Macau
CABO VERDE
Sendo um país da diáspora, o Natal é também bastante festejado em Cabo Verde e, claro está, em família. É nesta altura que muita gente regressa ao país, ou à sua ilha natal, para comemorar a data junto de familiares. Nas zonas urbanas, as famílias preparam pratos típicos do Natal português onde se inclui o bacalhau, geralmente cozido com legumes, ou o peru assado no forno. Nas zonas mais rurais é tradição confecionar-se a “cabritada”. Refira-se que a ementa de Natal, em Cabo Verde, depende de ilha para ilha. Em Santo Antão e São Nicolau, por exemplo, é comum preparar-se o xerén e a chanfana e, no Fogo e Santiago, o djagacida e o tchacina, bem como os fidjose e os pastéis de milho.
MACAU As ruas de Macau enchem-se nesta altura de grandiosas decorações nos principais pontos turísticos, como o Leal Senado, o Largo da Sé e a avenida da Praia Grande. A árvore de Natal é um dos pontos altos da decoração natalícia
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da cidade, geralmente colocada no largo do Leal Senado e, o presépio, colocado tradicionalmente no Largo da Sé. Neste canto do mundo, famílias portuguesas decoram as suas casas com os elementos tipicamente alusivos a esta quadra e mantêm a tradição gastronómica da ceia de Natal, cuja ementa inclui as couves e o bacalhau cozido ou o peru assado no forno. Entre os doces que os portugueses fazem questão de ter à mesa, encontram-se as rabanadas, os sonhos e o bolo-rei. A noite de Consoada termina com a ida à igreja (Sé) para assistir à Missa do Galo.
A NÃO PERDER FESTA DE NATAL | 20 ANOS DA CASA DE PORTUGAL EM MACAU Dia 4 de dezembro a Casa de Portugal em Macau (CPM) assinala os seus 20 anos de existência e realiza, na Torre de Macau, o Jantar de Natal, convívio anual entre os sócios, família e comunidade. A CPM é uma referência para a comunidade portuguesa, mas também um elemento distintivo de cooperação com as demais comunidades do Território, reunindo cerca de 700 cidadãos de várias nacionalidades que são “Amigos da Cultura Portuguesa”.
A Festa de Natal e o jantar comemorativo dos 20 anos vão ser uma montra das atividades da instituição e o contributo para animar a comunidade portuguesa a residir no território. Os principais destinatários deste jantar são as crianças e vai a haver, para estas, a tradicional entrega de presentes.
BRASIL A festa da família, no Canadá
Emigraram para o Brasil em busca de novas oportunidades e condições de vida e, quando chega o Natal, os portugueses a residir neste país lusófono mantêm os laços com a cultura de origem. Enfeitam o pinheiro de Natal, montam o presépio, celebram em família a noite de consoada, assistem à Missa do Galo e não deixam passar em branco a troca de prendas. Porém, existe aqui uma diferença: em dezembro é verão no Brasil e esta época é vivida pelos portugueses num clima de muito calor, contrariando a tradição de um Natal tipicamente português, junto à lareira.
CANADÁ Neste país vivem cerca de meio milhão de portugueses e lusodescendentes, com uma forte relação com os Açores e o Minho, dois locais tradicionais
de origem dos emigrantes no Canadá. A véspera de Natal, para muitos portugueses a residir aqui, constitui uma oportunidade para juntar a família, muitas vezes espalhada por um país-continente, recordando a tradição portuguesa da consoada. Por isso, os preparativos para a festa são muito semelhantes ao que aconteceria em Portugal. O facto de grande parte dos emigrantes viver em centros em que estão em grande quantidade torna mais fácil fazer-se um Natal à portuguesa. Aqui têm geralmente acesso a todos os “condimentos”, como é o caso do fiel amigo bacalhau, que não pode faltar na ceia de Natal.
ESTADOS UNIDOS O Natal é vivido aqui “com toda a pompa e circunstância portuguesa”, conta à Revista Comunidades Carlos Ferreira, um português a residir em Newark (New Jersey) há 16 anos. Desde os pratos típicos, como o bacalhau “com todos”, ou o bolo-rei, passando pela celebração da missa do galo, a tradição mantém-se. A comunidade portuguesa está profundamente enraizada na costa leste dos Estados Unidos, “há missas celebradas em português diariamente e há produtos importados de Portugal
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Nos Estados Unidos, há produtos importados de Portugal para que os pratos tenham esse sabor a “casa Portuguesa”,
para que os pratos tenham esse sabor a “casa Portuguesa”, refere Carlos Ferreira. Normalmente a tradição americana dita que as prendas se abram no dia 25 de manhã, depois da “visita do Pai Natal”, mas, “os portugueses aqui nem dão tempo ao Pai Natal para descer a chaminé em condições”, conta o músico e jornalista, entre risos. Na ceia de Natal, marcada por um ambiente familiar, onde não falta boa gastronomia portuguesa “com sabor a nostalgia”, o clima é de solidariedade, com as típicas queixas de que o “mall” (centro comercial) estava “loucamente cheio” (no caso dos que deixam as compras para a última da hora). No dia 25, o prato mais apreciado é a célebre “Roupa Velha”, preparado com as sobras, que aviva memórias e prolonga o espírito da terra sentido no outro lado do Atlântico.
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DESTAQUE | NATAL DOS PORTUGUESES PELO MUNDO
O CURIOSO CASO DOS 3 PAIS NATAIS ESLOVENOS TEXTO: JOÃO COSTA , DIRETOR DA REVISTA LUSO ESLOVENA “SARDINHA”
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em sempre é mau viver entre culturas e bons exemplos encontram-se na época natalícia que, como na parte mais fria da Europa, tende a ser animada com vinho quente e amêndoas crocantes, música e muita animação para quebrar o por vezes longo Inverno. Na Eslovénia festeja-se o Natal durante todo o mês de dezembro para passar por cima de um novembro que costuma ser muito duro, com temperaturas baixas e semanas inteiras sem sol. Isto afecta qualquer um, daí que o “Dezembro Feliz” – “Veseli December” como lhe chamam por cá – é muito esperado. E com todas as celebrações por dezembro dentro perde-se a espetativa pelo dia 25. Há demasiados pais natais para os miúdos. O primeiro a chegar é o São Nicolau (em Esloveno, “Sv. Miklauš”), que vem a 6 de dezembro em vestes paroquiais, que traz um doce ou uma coisa pequena às crianças. Este é talvez o pai natal que deu origem aos seguintes, representando a forte tradição Católica por cá. As crianças não se importam com a simplicidade destes primeiros presentes. Os eslovenos em geral não são muito consumidores (pelo menos relativamente a brinquedos) e, crescendo neste contexto, as crianças também não esperam por muita coisa no Natal. Mas vão recebendo.
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Dedek mraz (que literalmente se traduz como o “avô frio”), o pai natal eslavo todo vestido de branco, que é popular da Eslovénia à Sibéria.
Porém, como o Tito detinha também uma boa relação com as Américas, o Pai Natal que conhecemos também era bem-vindo. Este veste-se nas cores da coca-cola, como todos sabemos, embora essa não fosses vendida por cá. Havia uma versão jugoslava desse refrigerante chamada Kokta, que como o nome indicia, é uma variação similar (como aliás existiu em muitos outros países do antigo bloco de leste). Este último é sem dúvida o mais consumista, em pouco diferente com o que temos em Portugal, mas chega já tão tarde que tem pouco impacto. Isto faz com que a véspera de Natal seja mais dedicada a família e a ir à missa do Galo. Como o Natal se celebra através de dezembro, a ceia da véspera de Natal em si não é um evento com o impacto do mesmo em Portugal. A família junta-se sim, e preparam-se pratos especiais como o Sarma – carne picada enrolada em couve envinagrada e levada ao forno.
O bacalhau seco em oferta Natalícia, num supermercado em Rijeka, na Croácia perto da fronteira com a Eslovénia. Sim, também se come bacalhau por cá.
Segue-se então o “Avô Gelo” ou “Dedek Mraz” em Esloveno, comum ao Croata e muitas outras línguas eslavas. Este é talvez o Pai Natal que veio da fria Rússia, durante a temporada Comunista do Tito. Este Pai Natal veste-se de branco numa fatiota muito parecida com a do Pai Natal que conhecemos, mas branca. Traz mais uns presentes e lembra dos tempos em que não se podia celebrar o Natal religioso.
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COMUNIDADES
E os portugueses que cá ficam e não vão “à terra” pelo Natal, tendem a cozinhar as preciosas postas de bacalhau que ainda guardaram de alguma visita Portuguesa ou que receberam pelo correio. Mas também se come por cá bacalhau no Natal, especialmente na Croácia. Vende-se seco no supermercado para fazer uma pasta cremosa com que se barra o pão e que serve de aperitivo. Também se pode cozinhar à moda portuguesa, mas não é de todo a mesma coisa. E não pode haver Natal sem bacalhau.
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CULTURA
ARTISTAS LUSÓFONOS “BEM RECEBIDOS” EM FEIRA DE ARTE DEDICADA A ÁFRICA EM PARIS Obras de artistas lusófonos como Malangatana, Shikani, Francisco Vidal, António Olé, José Chambel ou Reinata Sadimba estiveram presentes na feira AKAA, Also Known As Africa, que acolheu, em Paris, galerias dedicadas às diferentes faces da arte africana.
“A
presença dos artistas lusófonos é sempre muito bem recebida. Eles estão presentes desde a nossa primeira edição. Estes artistas têm lugar em França, há cada vez mais um desejo de descoberta”, afirmou Victoria Mann, fundadora da feira Also Known As Africa (AKAA).
Esta feira reuniu no Carreau du Temple, no 3.º bairro de Paris, 40 galerias de arte que representaram cerca de 140 artistas, entre eles mais de 20 de origem lusófona. Das galerias que decidiram marcar presença nesta sexta edição do evento, houve quatro com cariz lusófono: a galeria Perve, a galeria Movart, a galeria This is not a White Cube e ainda a Krystel Ann Art. Uma aposta importante destes galeristas que fazem face a um atraso no investimento no mundo das artes lusófonas, face aos universos francófono e anglófono.
no, desde há muito que do ponto de vista académico e político, existe uma agenda na promoção destes artistas e um investimento. No espaço lusófono, existe uma grande carência, o investimento é pouco e são as estruturas que vêm a este tipo e feiras que acabam por ir rasgando caminho”, disse Graça Rodrigues, diretora artística da galeria This is not a White Cube, com espaços em Lisboa e Luanda.
“Começa a haver uma presença importante, mas há um espaço desigual. O espaço francófono e anglófo-
Esta galeria levou até Paris obras da artista angolana radicada em Londres, Alida Rodrigues, do artista angolano
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REVISTA
COMUNIDADES
Luís Damião, que está atualmente em França a realizar uma residência artística, e Francisco Vidal, artista luso-angolano, que expõe obras da sua série sobre flores de algodão, incluindo uma instalação de pinturas sobre flores de algodão. O desconhecimento dos artistas lusófonos é ainda um problema, mesmo para os artistas mais célebres, segundo Carlos Cabral Nunes, diretor artístico da galeria Perve. “O problema da lusofonia e dos artis-
tas de referência de língua portuguesa, com exceção do Brasil, é que, para nós são figuras conhecidas, mas internacionalmente são desconhecidos”, indicou o curador. Para a AKAA, a Perve escolheu três gerações de artistas lusófonos, com obras do artista angolano Malangatana e do artista moçambicano Shikani, mas também da artista moçambicana Reinata Sadimba e do artista cabo-verdiano Tchalé Figueira. A Perve organizou ainda a primeira retrospetiva internacional do fotógrafo são-tomense José Chambel, apresentando junto do seu acervo de mais de 30 anos, uma nova série de estúdio. “A obra dele foi produzida ao longo dos últimos 30 anos e, agora, desenvolveu uma série chamada ‘O Ministro’, que é como uma conclusão e que toca uma série de temas. Desde logo são fotografias distintas, porque são fotografias de estúdio, encenadas. O ministro aparece com uma gravata, que é uma corrente, uma canga, e isso leva-nos a pensar na nova escravatura contemporânea, o aprisionamento dos povos em África por via desta figura do ministro ou o ministro ser também escravo de alguma coisa”, explicou Carlos Cabral Nunes. Esta exposição, numa área reservada da feira, foi acompanhada por uma performance do artista, que fotografou os visitantes presos pela canga, entregando as suas obras em formato físico ou digital, através de NFT, a moeda digital do mundo da arte. Esta feira assinalou ainda o regresso físico destas galerias ao contacto físico
com os seus clientes, após um ano que, devido à pandemia, limitou o contacto com o estrangeiro. “O mercado francês é maior do que o mercado português e achamos que é importante dar a conhecer estes artistas em França. Adoramos Paris porque atualmente é um sítio com menos burocracias como Londres, devido ao Brexit, temos aqui muitos clientes e contactos. Para conhecer os nossos artistas, estas feiras são muito importantes”, indicou Janire Bilbao, fundadora e diretora da Movart. Até Paris, esta galeria trouxe obras do artista são-tomense Kwame Sousa, do artista moçambicano Mário Macilau, do artista angolano António Olé e ainda da artista angola Keyezua, com uma série de fotografias que representam as mulheres africanas, The Great Mamaaan. Já a galeria Krystel Ann Art, sediada em Cascais, marcou presença na feira com Letícia Barreto, artista plástica e professora de arte brasileira que reside em Portugal.
PRÉMIO DE REVELAÇÃO LITERÁRIA UCCLA-CM LISBOA
As candidaturas para a nova edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa estão a decorrer até ao dia 7 de janeiro de 2022. O Prémio tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária.
A feira vai agora começar a abrir os seus horizontes não só a artistas africanos, mas todos os artistas com ligações a África, uma oportunidade para as diásporas lusófonas e para os artistas brasileiros também participarem nas próximas edições deste evento.
A participação na presente iniciativa deverá ser feita até às 24h00 do dia 07-01-2022, por correio eletrónico, para o endereço premioliterario@ uccla.pt nos termos previstos no Regulamento, disponível no link https://www.uccla.pt/sites/default/files/ regulamento_premio_revelacao_literaria_2021-2022.pdf.
“Agora o que nos interessa não é a geografia do artista, é o seu laço ao continente, que pode ser construída de formas muito diferentes. Pode ser uma laço identitário e cultural, mas pode ser também um lugar de herança e memória”, concluiu Victoria Mann.
Este prémio, criado em 2015, com o Movimento 800 Anos da Língua Portuguesa, conta com a parceria da editora A Guerra e Paz - que passará a responsabilizar-se pela edição da obra premiada - e da Câmara Municipal de Lisboa.
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CULTURA
DIA DE “GLÓRIA” PARA A FICÇÃO PORTUGUESA COM ESTREIA NO MESMO DIA EM 190 PAÍSES
R
ealizada por Tiago Guedes, “Glória” é um ‘thriller’ de espionagem e ação passado em Portugal nos anos finais da ditadura do Estado Novo e durante a Guerra Fria. É uma história de ficção assente num contexto e em factos reais. A ação concentra-se na aldeia da Glória do Ribatejo, onde durante décadas funcionou um centro norte-americano de transmissões (R ARET), que tinha como objetivo transmitir “propaganda ocidental para os países do Bloco de Leste”. A história é protagonizada pelo engenheiro João Vidal (o ator
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Miguel Nunes), filho de um alto dirigente do Estado Novo, recrutado pelo KGB, a polícia secreta de Moscovo.
inteiro e disse que “o mais importante é que a cultura e perspetiva portuguesas sejam conhecidas em todos estes países”.
A série conta com a participação de Victoria Guerra, Afonso Pimentel, Adriano Luz, Carolina Amaral, Joana Ribeiro, Albano Jerónimo, Marcelo Urgeghe, Stephanie Vogt e Jimmy Taenaka, entre outros.
“É sempre incrível ter no currículo a participação numa série da Netf lix. Entramos numa roda internacional que dá aos atores um bom eco e perspetiva para os agentes internacionais” sublinha o ator.
ESTREIA EM 190 PAÍSES DO MUNDO
Para Albano Jerónimo, “Glória” é um bom exemplo de “rigor, requinte, bom gosto e do trabalho excelente de Tiago Guedes”. O ator espera que a médio e longo prazo, a Netf lix mantenha o rigor e a urgência e que não caia no facilitismo de numa massificação de conteúdos.
O ator Albano Jerónimo, que interpreta “Dassaev”, um cientista russo que se torna espião em Glória do Ribatejo, destacou o “feito” de uma série portuguesa estrear no mesmo dia em 190 países do mundo
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COMUNIDADES
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