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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 16 de Dezembro de 2010 | ed. 133 |0.50 euros

Évora

Mora

Juventude

Évora

Moradores descontentes

Prémio jovens investigadores

Depois da Taça, volta a II Divisão

Portas nas conferências AlemTejo

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Grandioso concerto de Natal na Sé de Évora este domingo

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Na sessão de amanhã, em Évora

Assembleia Municipal vai ratificar saída das Águas do Centro Alentejo - Entrevista com o vice-presidente da Câmara Municipal de Évora, Manuel Melgão. - Extratos da ata da última reunião pública da autarquia. Amanhã, sexta-feira, reúne-se a Asembleia Municipal de Évora. Entre os vários pontos da ordem de trabalhos ressalta a votação da proposta de revogação da concessão de fornecimento de água à empresa Águas do Centro Alentejo. Dada a composição da Assembleia Municipal, onde há uma larga maioria de eleitos

do PS e da CDU (partidos que na Câmara votaram a favor da proposta) esta decisão deverá ser favorável ao fim do contrato, pelo que a partir de 1 de Janeiro - segundo refere a proposta do Executivo - o fornecimento de água e a recolha de efluentes domésticos voltará a ser da responsabilidade da autarquia em

todo o concelho. Por esclarecer está ainda a forma como se pocessará esta transição de serviços e ainda como se vai resolver o problemas das dívidas da Câmara às AdCA que a empresa diz ser de 6 milhões de euros, mas que a Câmara contesta.

PS aprova “Declaração de Évora” para “promover a regionalização”

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Reportagem

Évora: mercado em tempo de crise Em vésperas de Natal fomos ao mercado e só ouvimos falar de crise. “Isto está mau,” queixam-se feirantes e fregueses. Mas a lógica consumista impõe-se e para as prendinhas da praxe ainda se vai gastando o pouco que há.

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Depois da exposição de escultura hiper-realista No Alentejo os presépios de rua começam a fazer parte da “tradição”. Depois de Monsaraz, é agora Borba que aposta em decorar o seu Centro Histórico com algumas dezenas de figuras da autoria de um artista local. Para ver até ao dia 6 de Janeiro. 15

Os monstros de Witkin na Galeria Two Heads Chicken

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16 Dezembro ‘10

A abrir Crónica Editorial

O caso do açúcar desaparecido

Carlos Júlio

Um dos temas centrais desta edição do REGISTO volta a ser a água em Évora. Depois da decisão tomada há uma semana, e de que demos conta no último número deste semanário o assunto vai voltar a ser debatido amanhã pela Assembleia Municipal. Dada a relação de forças neste órgão espera-se a ratificação da proposta aprovada pela Câmara e que levará já mo próximo dia 1 de Janeiro a autarquia a assumir o controlo na distribuição de água e no tratamento de esgotos em todo o concelho. As dúvidas que existem ainda são muitas: como se vai processar esta transferência; que meios técnicos e financeiras vão ser precisos; o que vai acontecer às AdCA depois de mais este abandono? Nesta edição tentámos perceber o que se vai passar e ouvimos o vicepresidente da Câmara de Évora, bem como o presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, que é vogal na administração da empresa Águas do Centro Alentejo. Revelamos também alguns excertos das tomadas de posição dos diversos vereadores durante a sessão de Câmara da passada semana, que estão exaradas em acta. Nesta edição do REGISTO fomos em reportagem ao Mercado de Évora, que costuma estar a “abarrotar” de clientes nesta altura do

Natal, mas todos se queixam do negócio. Fala-se da crise, das pessoas que passam e não compram. É um discurso generalizado num momento em que se anunciam mais aumentos de preços e que vão começar a vigorar os cortes salariais. Mas de Natal, com ou sem crise, se fala muito neste jornal, sobretudo, ao nível das festas, dos concertos, dos espectáculos. Por todo o Alentejo, dezenas de iniciativas assinalam esta quadra, em que merece destaque o grande concerto que a Fundação Eugénio de Almeida vai organizar este domingo na Sé de Évora. Um outro olhar vai para a exposição de fotografia que a Galeria Two Head Chicken, em Évora, abriu ao público. Uma exposição de nível internacional trazida a Évora por uma entidade que, ainda há alguns meses, foi a responsável pela mostra de escultura hiper-realista que tantos visitantes conseguiu atrair. Por último, uma referência ao Juventude. Depois da derrota frente ao Porto, do passado fim de semana, a equipa regressa aos jogos do campeonato da 2ª Divisão. À hora do fecho desta edição, o Juventude estava a jogar com o Reguengos de Monsaraz, num derby distrital sempre de interesse renovado.

40 graus à Wikileaks - Slowlyleaks

Já lá dizia o adágio popular que “em terra de cegos...”. Pois aqui em Évora é mais ou menos assim. Logo que chega alguém e se põe a fazer perguntas e a publicar notícias incómodas, pregam-lhe logo com um rótulo na testa. Contaram ao 40 graus que aqui os vizinhos do REGISTO são vistos assim como que os pontas de lança (defesas centrais, também serve) de uma coligação que está aí fortemente empenhada em derrubar o PS da Câmara de Évora e que junta o PSD e a CDU, a dita ADU que tantas vezes no Alentejo se tem coligado. Os vizinhos do REGISTO falam disso e fartam-se de rir, tal como há meses aqui no 40 graus nos fartámos de rir com a “central de informação” que o presidente da Câmara de Évora dizia estar montada na cidade para denegrir o seu (dele) trabalho e o da autarquia. No outro dia encontrámo-nos com os vizi-

Pedro Henriques Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Efeméride 20 Dezembro

Dia Internacional da Solidariedade Humana No âmbito da celebração da primeira Década das Nações Unidas para a Erradicação da Pobreza (1997-2006), a 22 de Dezembro de 2005 a Assembleia Geral das Nações Unidas, decidiu proclamar 20 de Dezembro de cada ano Dia Internacional da Solidariedade Humana (resolução 60/209). Nessa oportunidade, recordou que na Declaração do Milénio, os Chefes de Estado e de Governo, entre outras coisas, consideraram que a solidariedade era um dos valores fundamentais e universais em que se deveriam basear as relações entre os povos no século XXI.

nhos aqui do REGISTO. Estávamos já fartos de tanto rir quando alguém se lembrou de uma anedota. “Será que não haverá nenhuma notícia sobre a Câmara de Évora no Wikileaks?”. “E então sobre a EMBRAER, não haverá nada?”, lançou outro. Para rematar a história houve que dissesse que como aqui o tempo anda mais devagar, se calhar temos de esperar. “Pelo Slowlyleaks”.

Afinal o Movimento Pijaminha era falso!... A Internet, como espaço de solidariedade, é importante, mas é também um local onde fluem noticias que nunca existiram e opiniões que nunca foram dadas. Há dias aqui no REGISTO houve quem abrisse um mail oriundo do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas de uma Câmara do Alentejo onde era solicitada a máxima divulgação para uma mensagem de solidariedade na qual se referia que eram “necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia. São necessários (principalmente) pijamas Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se ra-

pidamente. Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é chamada *Movimento Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos”. No REGISTO houve quem tivesse ficado sensibilizado, mas, pouco tempo depois, um novo mail da mesma Câmara Municipal referia que o tal “Movimento Pijaminha” afinal era falso e fora mesmo objecto de um desmentido oficial, através de comunicado, pelo Instituto Português de Oncologia, que, sensatamente, aconselhava a todos os que querem mostrar a sua solidariedade, “no futuro, por uma questão de precaução, seja confirmado sempre junto da Instituição quaisquer campanhas realizadas em nome do IPO”. Os 40 graus reafirmam esta necessidade de confirmação, tal é o volume de emails “de solidariedade” que todas as semanas recebem. E que, regra geral, são um embuste. E uma autêntica fraude.

Pita Ameixa: de corda ao pescoço?

O PS de Évora está apostado em colocar a regionalização de novo no discurso político. Mais. Quer que Évora se assuma claramente

como “capital da regionalização”. Já em campanha para a presidência da Federação de Évora, Capoulas Santos prometera fazer do tema um dos seus principais cavalos de batalha, o que tem cumprido. No último sábado cá juntou os presidentes de cinco federações distritais do PS que subscreveram a “Declaração de Évora”, nome pomposo dado ao documento em que consideram a regionalização como “um dos instrumentos principais para superar a crise”. O 40 graus esteve lá, contou as presenças e não lhe passou desapercebida a ausência de... Beja, pois claro. Já se sabe que Capoulas Santos anda falando alto e em bom som da regionalização, o que também deve agradar à Federação de Beja. Andar a meter Évora na frente da carroça... aí é que Pita Ameixa não alinha de certeza. E com o andar da carroça, às tantas ainda vamos voltar a ver no Parlamento os deputados do PS Beja de corda ao pescoço, tal como Agostinho Moleiro e Gavino Paixão quando estes se “enforcaram” na Assembleia da República na altura da aprovação do referendo da regionalização sem contemplar o Baixo Alentejo.

Neste jornal alguns textos são escritos segundo o Novo Acordo Ortográfico e outros não. Durante algum tempo esta situação irá manterse e as duas formas de escrita vão coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espaço de tempo se tenda para uma harmonização das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo


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Cidade Obras na linha do comboio geram insatisfação no Chafariz d’El Rei

Moradores descontentes lançam abaixo-assinado Paulo Nobre

Luís Pardal

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Um grupo de moradores do Chafariz d’El Rei, junto à Somefe, utilizador das passagens de nível rodoviária e pedonal sem guarda da linha que futuramente ligará Sines a Elvas, está descontente com a proposta apresentada para a futura passagem de peões e outra de veículos. Um abaixo assinado dirigido à Câmara de Évora e à REFER está na rua. José Manuel Noites, fundador da Somefe, morador na zona, encabeça este protesto contra as alterações que estão a ser feitas nas passagens de nível na linha de comboio contígua às habitações do bairro, futura ligação Sines/ Évora/Elvas. “Foi-nos cortado um caminho rural e quebrada a continuidade para a rede viária da cidade e as alternativas que estão a ser criadas são completamente estúpidas e irracionais”. Os moradores entendem haver soluções mais simples para resolver quer a passagem rodoviária, quer a passagem pedonal. “A solução rodoviária podia ser resolvida por um caminho muito mais

Moradores dizem-se prejudicados com as novas passagens de nível na linha Sines-Elvas.

fácil”, enquanto que a passagem pedonal “não necessitava daquela megaestrutura”, diz José Manuel Noites referindo-se ao projeto de passagem pedonal superior construída com materiais metálicos e inclui dois elevadores. Além de considerarem que os

Árvores de Natal Recicladas

Câmara de Évora promove concurso A Câmara Municipal de Évora, em nota de imprensa, “convida a população” a participar no concurso “Árvores de Natal Recicladas”, promovido pela autarquia, que decorre entre os dias 20 de Dezembro de 2010 e 6 de Janeiro de 2011. O processo de eleição do melhor trabalho será realizado entre os dias 20 de Dezembro e 5 de Janeiro de 2011 pelos visitantes da exposição através de boletim de voto, no Espaço Municipal da Juventude, situado na Rua do Menino Jesus, onde estarão patentes os trabalhos a concurso. Será sorteado no dia 6 de Janeiro entre todas as pessoas que votaram para a eleição do melhor trabalho um telemóvel Samsung E2550, oferta da TMN. A entrega dos prémios e o sorteio terão lugar no dia 6 de Janeiro no Espaço Jovem Municipal, Rua do Menino Jesus. Todos os prémios para os participantes no concurso das árvores são oferta da TMN. Irão estar patentes no referido concurso 43 árvores, provenientes de nove jardins-de-infância e escolas do concelho, designadamente: Jardimde-Infância do Bairro de Santo António; EB 2,3 de Stª Clara; EBI/JI da Malagueira; JI e EB1 da Vendinha; EB 2,3 André de Resende; EB1 de São Sebastião da Giesteira; EB1 de São Mamede; Centro de Actividade Infantil de Évora; e EB 2,3 Conde Vilalva. Estão envolvidas neste projecto 770 crianças (dos jardins de infância e escolas do 1ºciclo), 514 jovens (2º e 3º ciclos) e 39 professores e educadores. A inauguração da exposição/concurso terá lugar amanhã, dia 17 de Dezembro, pelas 16 horas, sendo precedida de uma intervenção proferida pela Vereadora do Pelouro, Cláudia Sousa Pereira. w

materiais não são adequados, também é contestada a localização da passagem pedonal. “Não se justifica fazer as pessoas deslocarem-se dezenas de metros a mais e além disso no verão deve ser um calor infernal e à noite é complicado com a segurança”.

Évora adere ao Simplex Autárquico Câmara Municipal de Évora aderiu ao Simplex Autárquico, contabilizando-se, neste momento, mais de uma centena as edilidades que estão juntas neste processo de modernização administrativa. Tal como o Programa Simplex (administração pública central), a versão autárquica tem também presentes os três grandes objectivos dos programas de simplificação legislativa e administrativa: facilitar a vida aos cidadãos, diminuir os custos de contexto que sobrecarregam as actividades económicas e modernizar a administração. Na presente edição, o município de Évora aderiu a cinco medidas: uma intersectorial (depende da colaboração entre a administração central e local) e quatro municipais (exclusivas de um município ou de uma freguesia). A medida intersectorial é a Rede Comum do Conhecimento que visa promover o espaço colaborativo da Rede Simplex Autárquico, reconhecendo e distinguindo todos os membros que se destacarem pela sua participação activa, enquanto as medidas municipais são: recibo de vencimento electrónico, inquéritos de satisfação internos, Balcão Único de Atendimento e o Projecto Obramais. Para a Câmara Municipal de Évora esta adesão ao programa constitui um meio privilegiado de reforçar o compromisso do Município, com a dinâmica da modernização e simplificação administrativa, pautado por um sentido de responsabilidade, mas também de desafio.

Quanto à localização os moradores preferiam que a passagem ficasse mais próxima da casa da guarda ali existente.

Soluções mais baratas José Manuel Noites assegura ter

propostas e soluções “muito mais baratas” que além de evitarem “um longo caminho e encargo” evita também que os moradores da zona sejam obrigados “a conflituar” com o trânsito dos moradores do bairro de São José da Ponte. Os moradores do Chafariz d’El Rei junto à Somefe querem conhecer “urgentemente os arranjos exteriores, quer na zona urbana, quer na zona rural confinantes com a passagem de nível” e dizem que “insistentemente” têm pedido à Câmara de Évora para que lhes seja mostrada a solução final, já que a “autarquia deve certamente conhecer a solução final, não acredito que a REFER não tenha dado conhecimento à autarquia do ordenamento dos espaços contíguos à ferrovia”. Até agora José Noites assegura que até agora não obtiveram qualquer resposta da autarquia, pelo que a solução encontrada em reunião de moradores é avançar com um abaixo-assinado que pretendem entregar ao presidente da Câmara de Évora e ao presidente do Conselho de Administração da REFER. w

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EDITAL LUÍS MANUEL CAPOULAS SANTOS, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ÉVORA: -----------------------------------------------------------------------------------------------Faz saber, nos termos do n.º 1 do art.º 49 da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, que convoca uma reunião ordinária da Assembleia Municipal de Évora para o dia 17 de Dezembro de 2010, às 21,00 horas, a levar a efeito no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a seguinte ORDEM DO DIA:

1. Informação do Presidente da CME acerca da actividade do Município, bem como da situação financeira do mesmo; 2. Deliberação sobre as propostas da CME relativas às Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011; 3. Deliberação acerca do Mapa de Pessoal da Câmara Municipal de Évora para o ano de 2011, proposto pela mesma; 4. Deliberação sobre a proposta da CME para a concessão da distribuição de TV por cabo; 5. Deliberação acerca da correcção dum erro material do n.º 3 do art.º 25º do Regulamento do Plano Director Municipal (PDM) e respectiva planta complementar de ordenamento, proposta pela CME; 6. Deliberação sobre a cessação da concessão existente a favor da Águas do Centro Alentejo, SA., proposta pela CME; 7. Tomada de conhecimento do relatório de revisão semestral às demonstrações financeiras do Município de Évora. Évora, 07 de Dezembro de 2010 O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Luís Manuel Capoulas Santos Site: www.evora.net/ame E-mail: assmunicipal.evora@mail.evora.net


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Opinião O Portugal Positivo vencerá a pesada herança? Carlos Sezões Gestor/Consultor

Nos tempos de crise em que estamos submersos, a expressão “Portugal Positivo” poderá parecer uma heresia ou uma divagação lunática. Mas não, caro(a) leitor(a), é apenas a descrição justa e apropriada para determinadas realidades que, se forem promovidas, acarinhadas e multiplicadas, poderão ser a chave do nosso futuro enquanto estado-nação. Todos conhecemos o nosso retrato mais negro (e verdadeiro…e actual!): um país com défices de educação e literacia tremendos (pois, não estou eufórico com os resultados do PISA, considero-os apenas um bom indicador), com uma justiça indescritível

Globalização e Estados-nação Sónia Ramos Ferro

Jurista e Deputada Municipal

Por estes dias, os Ministros das Finanças da UE reunidos em Bruxelas, procuram soluções para acalmar os mercados financeiros, nervosos com a solidez do Euro, que atraiu, pelas piores razões, a atenção internacional. Esta crise financeira reporta-nos para a actualidade e pertinência dos Estados-nação, enquanto organização territorial e da sua eficácia na resolução dos problemas globais. A propósito da temática ambiental, Viriato Soromenho-Marques explora o concei-

em termos de ineficiência e morosidade, um sistema de saúde com um custo insustentável que tarda em reorganizar-se para os níveis de serviço pretendidos, com uma economia pouco competitiva e produtiva, com enormes “custos de contexto” que não atraem o investimento estrangeiro, uma administração pública que todos os “simplexes” do mundo não conseguem reformar, um território desordenado e um património urbano altamente degradado e finanças com um endividamento externo brutal, que poderá comprometer o futuro das próximas gerações…Enfim…já chega! Mas temos um outro Portugal que passa ao lado deste cenário e, apesar de tudo, mostra as nossas competências, capacidades de inovação, de empreendedorismo e de obter resultados no exigente patamar da economia global. Exemplos? Aqui vão, de forma não estruturada…. Para começar, ressalvar aquilo que nos foi dado, sem termos qualquer trabalho.

Temos um país abençoado pela geografia física (o clima, as paisagens naturais, a extensa costa marítima) e pela geografia humana (história e respectivo património, gastronomia e hospitalidade). Conheço vários gestores internacionais que se radicaram em Portugal, encantados por estes nossos “factores de atracção”. Depois, no esforço dos últimos 35 anos, construímos condições para os nossos muitos casos de sucesso. Temos empresas conceituadas a nível mundial, muitas apenas de dimensão média, como a YDreams (tecnologia interactiva), a Critical Software (soluções de informática que asseguram o suporte a sistemas críticos), a Euronavy (tintas e revestimentos), Renova (papel doméstico) ou a Bial (farmacêutica). Temos produtos de qualidade que se afirmam nível global como o vinho, a cortiça o calçado até software de gestão. Temos estratégias emergentes e já bem sucedidas na área das energias (renováveis) e nas soluções de mobilidade eléctrica. Temos o

Talento português a triunfar em exigentes palcos como a diplomacia (Barroso, Guterres), o desporto (Ronaldo, Mourinho) ou a alta finança (Borges, Horta Osório). No caso concreto dos recursos humanos, e passando para além destas celebridades, milhares de jovens profissionais, extremamente capazes e qualificados, triunfam por esse mundo fora, em Barcelona, Londres ou Nova Iorque. A pesada herança, de que todos os governos se queixam quando chegam ao poder é estrutural e uma entropia real ao sucesso do país – a incapacidade de o Estado e a Sociedade se prepararem para os desafios deste século XXI. Mas, neste ponto, não irei gastar mais latim…todos os diagnósticos já foram feitos! Ou alteramos este “quadro geral” no prazo de 8-10 anos, ou não haverá muito mais a fazer. O “Portugal Positivo” mudar-se-á de armas e bagagens para bem longe e ficaremos apenas um país de sol, praia, resorts e empregados de mesa.

to de património comum da humanidade, evidenciando o contraste e a assimetria existente entre a propensão globalizante da questão ambiental e o “mundo das soberanias,” necessariamente dividido e partilhado pelos Estados-nação, impotentes para, de per se, tomarem medidas concretas na prossecução da defesa ambiental, dado que o carácter transfronteiriço inviabiliza qualquer medida isolada. Por isso, o conceito de justiça e de direito, que assume agora uma nova acepção, face às responsabilidades diluídas dos agentes e sujeitos e aos interesses difusos de numa sociedade global, deverá descolar-se de uma perspectiva tradicionalmente institucionalizada e jurisdicional, para ser considerada em qualquer decisão tomada pelo aparelho político, quer a nível nacional quer a nível internacional. A nova e crescente consciencialização do carácter global dos problemas lança as bases para uma

“reorientação das instituições e políticas no sentido de um sistema socioeconómico responsável do ponto de vista ambiental.” Este mesmo raciocínio (abrangência da globalização versus limitação do Estadonação¬¬¬) pode ser aplicado, por analogia, à crise financeira que vivemos e aos desafios que hoje se colocam à União Europeia na procura de instrumentos jurídico-políticos, suficientemente eficazes e democráticos, adaptados a uma economia transnacionalizada, que saiba conciliar os vários interesses em jogo, equilibrando as disparidades, aplanando os interesses contraditórios dos Estados, de forma a tornar exequíveis, em tempo útil, as decisões tomadas pelos órgãos competentes. No entanto, tal objectivo encontra um sólido obstáculo no profundo antagonismo existente entre o modo de organização territorial actual, da maior parte dos Estados e a nova concepção da vida, proposta pelo

modelo global, que questiona o Estado nação característico dos países ocidentais. Sabemos hoje que o fenómeno da globalização fez inquinar inevitavelmente esse modelo, brasonado pela soberania, para dar lugar a uma nova comunidade global, em que progressivamente o Estado perde poderes e enfrenta o problema da sua própria legitimação. Boaventura de Sousa Santos propõe o princípio das soberanias recíprocas e democraticamente permeáveis, como forma de ultrapassar as soberanias absolutas e as hierarquias que entre elas a história se encarregou de desenhar. Um princípio que reconstrua a soberania como noção aberta e recíproca e o conceito de Estado, que se impõe seja reestruturado, “pela re-significação da democracia e da cidadania”, face às necessidades actuais e conjuntura mundial. O futuro forçar-nos-á a esta discussão.

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Destaque O aumento do preço da água é o motivo principal para o abandono do sistema multimunicipal de abastecimento público de água anunciado pela Câmara de Évora . A falta de crescimento da empresa Águas do Centro Alentejo torna a fatura insustentável para o município. Mas há mais. A autarquia eborense tem dúvidas quanto à dívida de seis milhões de euros reclamada pela empresa das águas.

Câmara de Évora explica decisão de abandono da Águas do Centro Alentejo

Alto preço da água e divergências no valor da dívida às AdCA Paulo Nobre

Câmara às Águas do Centro Alentejo? O passivo neste momento anda na ordem dos seis milhões de euros.

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Em entrevista ao REGISTO o vereador Manuel Melgão, vicepresidente da autarquia, garante que a ministra do Ambiente, as Águas de Portugal – principal acionista da Águas do Centro Alentejo – e as restantes autarquias desde junho conhecem a posição da Câmara de Évora. Manuel Melgão afirma que o afastamento da autarquia nada tem a ver com a falta de qualidade da água para abandonar o sistema multimunicipal e assegura que o município tem condições para assegurar o fornecimento de água à cidade a partir de 1 de janeiro. Como é que a Câmara de Évora tenciona conduzir o processo de saída das Águas do Centro Alentejo? O processo foi levado à reunião de Câmara e pela explicação que foi dada e que foi acolhida, tem a ver exatamente com o facto do sistema multimunicipal criado em 2003, ao qual Évora aderiu, abranger no início seis municípios, mas que se previa que ganharia escala a todo o distrito e se tornaria mais sustentável. Foi nesse pressuposto que a Câmara de Évora entrou nas Águas do Centro Alentejo, porque achámos que era útil e importante já que só assim foi possível o investimento de muitos milhões para criar infraestruturas de qualidade desde as ETAR’s, às estações de tratamento de água, de esgoto, ou as adutoras novas. Com tantas vantagens, porque sai a Câmara de Évora? Esta autarquia é um contribuinte largamente maioritário representando cerca de 60 por cento dos consumidores, mas pelo facto de o sistema não ter evoluído para a abrangência de mais mu-

Esta saída não implica também o pagamento de uma compensação à empresa? Isso é matéria que está a ser alvo de avaliação e possivelmente será alvo de muita discussão e de muita conversação acerca da maneira como o processo terminará. Este será um processo que correrá o seu tempo e neste momento não tenho condições para dizer o que vai acontecer. Depende da vontade das partes.

Melgão diz que CME tem condições para iniciar distribuição em janeiro.

nicípios a faturação à Câmara de Évora está a tornar-se incomportável. Isso está a fazer com que a autarquia, financeiramente, não suporte mais esta situação. Portanto, agora, depois de tomada a decisão pela Câmara, esperamos pela ratificação da Assembleia Municipal. As Águas do Centro Alentejo, o Ministério do Ambiente e quem mais de direito, já têm conhecimento da decisão da Câmara de Évora? Este é um processo que vem de trás. Não estamos a sair completamente de surpresa. Em junho deste ano numa reunião que o senhor presidente da Câmara de Évora teve com a senhora ministra do Ambiente, com o presidente das Águas do Centro Alentejo e com o presidente das Águas de Portugal, na presença de outros

autarcas, foi dado conhecimento à senhora ministra da asfixia financeira que a Câmara de Évora atravessava. Foi comunicado o descontentamento da autarquia e dito que se não fossem encontradas soluções adequadas, não restaria outra alternativa à Câmara senão sair. Dissemos isto em junho à senhora ministra e reafirmámos em outubro em carta escrita dizendo que não tendo havido resposta, nem havendo resposta, a partir de 1 de janeiro de 2011 nós teríamos forçosamente de sair do sistema depois de pormos o assunto à consideração dos órgãos autárquicos. De maneira que não é nenhuma surpresa esta tomada de decisão. Seis milhões: dívida contestada Neste momento qual é a dívida da

Será mais uma questão jurídica que política? Naturalmente que terá, se calhar, de cair mais no foro jurídico que político. A decisão política está tomada com o desejo de sair face à não alteração daquilo que considerávamos uma solução adequada. Quanto às questões legais e processuais, terão de ser os técnicos e os juristas a definir e analisar como serão essas situações acauteladas. Isso não será impeditivo para a saída da autarquia das Águas do Centro Alentejo na data anunciada? Da nossa parte está fixada a data de 1 de janeiro. Agora, naturalmente que sair não quer dizer que a situação processual possa terminar exatamente a 1 de janeiro. Poderá haver matérias de negociação do ponto de vista de investimentos ou de outras situações. Do ponto de vista processual concreto não se pode dizer que tenha hora marcada, que hoje à meia noite termina e amanhã começa. O desejo de sair é concreto, o passo está dado,

aguarda-se a validação da Assembleia Municipal. Não seria mais desejável dirimir a questão antes uma saída unilateral? Esta não é propriamente uma saída unilateral. Há questões de relacionamento entre as Águas do Centro Alentejo e a Câmara Municipal que eu também não posso estar aqui a explicar. Há divergências até quanto aos valores apurados da dívida. Nós não reconhecemos a dívida como as Águas do Centro Alentejo nos apresentam e isso até já está a ser alvo de litígio, portanto esta não é uma situação que se tivesse criado ontem. Tem-se arrastado, nós temos vindo a fazer sentir junto de quem de direito que é uma situação que não nos agrada, é insustentável e que desse ponto de vista não nos resta outra alternativa senão a saída. A data para a saída é 31 de dezembro sendo avançado o dia 1 de janeiro para a transferência para a autarquia retomar o processo de captação e distribuição da água. Tecnicamente é possível essa transferência em 15 dias? Tecnicamente, do ponto de vista da capacidade dos serviços, é possível. Há uma avaliação feita pelos serviços para refazer as equipas que ainda existem qualificadas na Câmara Municipal. Nós aderimos ao sistema multimunicipal, mas a maior parte dos funcionários permaneceram na autarquia e os serviços concluíram que rapidamente será possível refazer as equipas. Já estamos a trabalhar nisso para que tudo esteja pronto a 1 de janeiro. Os aspetos práticos da transferência serão colocados imediatamente a seguir à decisão da Assembleia Municipal. w

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16 Dezembro ‘10

Opinião

A crise não pode ser manta para cobrir tudo João Bilou

Presidente da SOIR Joaquim António D’ Aguiar

No passado dia 8 comemoraram-se 110 anos da data em que, um grupo de jovens operários músicos fundaram, num quarto de um deles na Freiria de Cima, a Sociedade Operária de Instrução e Recreio Joaquim António D’Aguiar. Nessa altura, e a partir das últimas décadas do século dezanove, a maioria do povo português vivia com grandes dificuldades. Os operários, os agricultores, os trabalhadores rurais e os outros trabalhadores da cidade e do campo, estavam cada vez mais pobres, e os ricos cada vez mais ricos. A situação provocava grande agitação e mal-estar. Os sucessivos governos da monarquia liberal, mostravam-se incapazes de melhorar as condições de vida da população e, para garantir os privilégios dos poderosos, abrasavam o povo com impostos. O descontentamento da população era naturalmente grande! Em resposta a este amargo estado de coisas, na madrugada de 4 de Outubro de

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1910, iniciou-se em Lisboa, a partir de pequenos grupos de conspiradores - membros do exército e da marinha, oficiais e sargentos, alguns dirigentes civis e grande número de populares armados - a Revolução Republicana de 1910, a primeira grande revolução portuguesa do século XX. Com a implantação da Republica, associações de cultura como a Joaquim António d’Aguiar, e outras associações desportivas e de solidariedade social, foram então fundadas e passaram, com a sua actividade meritória, a servir Évora e a Região. Com o regime repressivo do chamado estado novo, uma vez mais, o povo português enfrenta a crise e o agravamento das suas condições de vida a favor do enriquecimento dos mais ricos. Ao mesmo tempo o regime enceta um processo de domesticação das associações populares de cultura e desporto, promovendo a folclorização da sua actividade e levando à extinção muitas associações socioculturais. O concelho e a região ficavam assim ainda mais pobres! Com a madrugada libertadora do 25 de Abril de 1974, de novo o povo se levanta em armas para repor a liberdade e a esperança de melhores condições de vida para a população. E de novo, à semelhança com o período da 1.ª Republica, a população cria associações populares de cultura e despor-

to, de moradores, de solidariedade social, cooperativas de habitação, de produção e consumo. Uma vez mais o povo organizase em torno da defesa dos seus direitos e contra a crise que, em detrimento dos seus direitos de cidadania, durante cerca de cinquenta anos, lhe tinha sido imposta. Dezembro é um mês pródigo em aniversários de associações de cultura e desporto na cidade de Évora. Gostaria de referir a acção de duas associações que comemoraram recentemente os seus aniversários, nos quais participei: o grupo Desportivo Diana e a Associação Cultural do Imaginário, duas associações que desenvolvem uma importante actividade desportiva e cultural. Em ambas assistimos ao importante papel que exercem junto da população e, em particular, dos jovens. Assistimos igualmente ao reconhecimento de jovens atletas que, apesar de treinarem sem condições, obtiveram óptimos resultados em competição, ou ainda jovens músicos que, apesar de todas as dificuldades com que o Imaginário se debate, são músicos exímios que desenvolvem um trabalho relevante. Num momento em que enfrentamos uma outra crise, e mais uma vez as classes trabalhadoras e empreendedoras são sacrificadas em benefício dos mais poderosos, de novo o movimento associativo se confronta com a acção daqueles que demagogica-

mente dizem reconhecer a sua importância mas que, a pretexto de que as associações devem procurar outras fontes de financiamento, as empurram para o definhamento. A crise não pode ser manta para cobrir tudo! A oferta cultural no nosso concelho volta de novo a estar em causa dado que as associações contribuem para a sua quantidade e qualidade, de uma forma determinante. Os poderes públicos apregoando, alto e em bom som, que o que conta é a produtividade e o lucro, esquecem que o investimento feito na acção sócio cultural e desportiva das associações, é altamente lucrativo, reduzindo o risco de comportamentos desviantes, reduz o investimento muito mais elevado que será depois necessário fazer pela reinserção social e no combate à toxicodependência. É preciso inverter este estado de coisas! O movimento associativo tem que demonstrar aos poderes públicos que não se deixa instrumentalizar nem precisa de esmolas, mas sim de apoio para a actividade que, ao longo dos tempos, ano após ano, vem desenvolvendo pelo progresso e qualidade de vida da população do Concelho e da Região. Esse apoio, de acordo com a Constituição da República, é um direito!


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Destaque Águas do Centro Alentejo refutam acusações de falta de qualidade da água

“Análises comprovam qualidade da água” Paulo Nobre

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A empresa não se pronuncia sobre a intenção da Câmara de Évora de abandonar o sistema de abastecimento intermunicipal. Refuta as acusações de falta de qualidade da água de consumo público. A empresa Águas do Centro Alentejo “desmente categoricamente o conteúdo das notícias que põem em dúvida a qualidade do serviço que presta, e assegura à população de Évora que a água fornecida pela empresa cumpre os valores paramétricos de qualidade fixados para a água de consumo humano”. A empresa ainda não se pronunciou acerca da intenção da autarquia de Évora em abandonar o sistema intermunicipal, mas em comunicado enviado às redações apressou-se a refutar as acusações feitas pelos vereadores da CDU sobre a qualidade da água. Na altura, o vereador Eduardo Luciano - baseando-se num relatório interno da autarquia, da responsabilidade da Divisão de Águas e Saneamento (que o REGISTO divulgou há uma semana) -, tinha afirmado que, em causa, estava não só a qualidade, mas também a potabilidade da água fornecida a algumas freguesias rurais. Segundo a empresa, a “água fornecida pela Águas do Centro Alentejo é monitorizada, não só diariamente em Laboratório interno de processo, como também de acordo com a regularidade estipulada pelo D.L.

306/2007 de 27 de agosto, no âmbito do Programa de Controlo da Qualidade da Água (PCQA) aprovado anualmente pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos”. A empresa garante ter efetuado em 2009 quase mil e quinhentas análises tendo registado “um nível de cumprimento dos valores paramétricos de 99,86%” de acordo com os dados reportados pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos no Relatório Anual do Setor de Águas e Resíduos em Portugal. Também o vereador Manuel Melgão descarta a questão e assegura que a decisão da Câmara de Évora nada tem a ver com a falta de qualidade ou mesmo potabilidade da água, como diz o próprio relatório interno citado pelo vereador da CDU Eduardo Luciano. Para o vicepresidente da autarquia esse relatório apenas reflete a posição da técnica que o assina. “É evidente que o relatório é dos serviços, é o relato quanto ao andamento, à maneira como, ao longo destes anos, evoluíram

as capacidades de resposta das Águas do Centro Alentejo, com todo um calendário de investimento, construção de infraestruturas. Nesse relatório são referidas pela técnica algumas situações que, do ponto de vista dela, lhe parecem poderem ter ocorrido algumas anomalias individualmente, aqui ou ali”. “Do meu ponto de vista – reforça Manuel Melgão - a qualidade da água não está em causa. Trata-se da opinião de algumas pessoas e que a meu ver também não traduz ali uma afirmação de que haverá falta de qualidade da forma como alguns querem cavalgar e fazer passar a ideia”. Ouvido pelo REGISTO, o presidente da Câmara de Reguengos, José Calixto, que é também representante dos autarcas na administração da Águas do Centro Alentejo, recusa admitir haver falta de qualidade na água distribuída pela empresa. “As análises periódicas nunca revelaram nada”, assegura Calixto, pelo que “do meu lado afasto completamente essa matéria”, sublinha o autarca. w

Depois do anúncio da saída de Évora

PCP diz que AdCA têm “viabilidade posta em causa” Redação

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“O Sistema de Águas e Saneamento do Centro Alentejo tem a sua viabilidade e a sua utilidade posta em causa, independentemente do que Ministra do Ambiente venha a decidir sobre o assunto. A cessação da concessão por parte do Município de Estremoz e de Évora e a não adesão de Portel e Vila Viçosa arrasa um sistema que, dadas as premissas em que se baseia, o PCP sempre afirmou ser inviável”, afirma a Direcção Regional de Évora do PCP. Em comunicado, os comunistas referem que “tal como o PCP

afirmou desde o início, o processo de privatização da água e do saneamento através do sistema multimunicipal apenas satisfaz interesses económicos privados, prejudicando populações, as autarquias e o interesse de preservação da água como bem público. Depois de em 2004 ter avançado com o processo de privatização, a posição da gestão PS de Évora agora assumida confirma que a privatização servia apenas os interesses do negócio da empresa Águas do Centro Alentejo, tendo sido frustradas

todas as expectativas criadas e promessas feitas às populações, nomeadamente a da garantia de qualidade da água fornecida”. A DOREV do PCP “reafirma o seu empenho e determinação na luta pela defesa de abastecimento de água pública para consumo humano, apela às populações envolvidas por este sistema que lutem contra a usurpação do serviço público”e revela que “ o PCP através do seu Grupo Parlamentar e do Deputado João Oliveira vai de imediato questionar o Ministério do Ambiente” sobre este assunto. w

Presidente da Câmara de Reguengos na expectativa

Calixto espera que negociação trave saída da CME O presidente da Câmara Municipal de Reguengos espera que a Câmara de Évora tenha “motivos fortes” para abandonar a empresa Águas do Centro Alentejo, responsável pela gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Centro Alentejo, para captação, tratamento e distribuição de água em “alta” para consumo humano, e para recolha, tratamento e rejeição de efluentes domésticos dos municípios de Alandroal, Borba, Évora, Mourão, Redondo e Reguengos de Monsaraz. José Calixto, que é também o representante dos municípios na administração da Águas do Centro Alentejo, não admite que esta saída, “a confirmar-se”, venha a implicar um novo aumento dos preços a cobrar aos municípios. “Quando foi aprovado o documento orientador da empresa para este ano eu como representante dos municípios votei contra e fiz declaração de voto, portanto estou à vontade para afirmar que não admito nova atualização dos preços”, afirma o autarca de Reguengos considerando que atualmente são

já bastante elevados e muito mais altos no interior que no litoral do país. “Como se calcula, é muito mais caro distribuir água pelas várias freguesias rurais que num prédio grande em Lisboa”. Para resolver este problema, José Calixto entende que deve um sistema de per-equação como existe na energia elétrica, no fundo uma repartição de custos para que o preço da água distribuída não seja mais cara em zonas já de si deprimidas. “Para que isto aconteça terá de haver uma intervenção do Estado através de uma lei emanada da Assembleia da República”, afirma o autarca. Apreensivo com a decisão tomada pela autarquia eborense, José Calixto espera que “haja bom senso de ambas as partes” e que seja ainda possível negociar antes da saída definitiva de Évora da Águas do Centro Alentejo. Para o autarca de Reguengos crê que o problema da distribuição de água no interior A saída de Évora, que representa cerca de 60 por cento das receitas, deixa a empresa Águas do Centro Alentejo com problemas de viabilidade e para prosseguir a atividade a solução poderá passar pela união a outra ou outras empresas que no alto e baixo Alentejo se ocupam do sistema multimunicipal das águas e saneamento. w P.N.

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Destaque A Assembleia Municipal de Évora deverá amanhã à noite ratificar a saída da Câmara de Évora da empresa Águas do Centro Alentejo. É o passo que falta para o abandono do Sistema Mulimunicipal de abastecimento público de água. A decisão foi aprovada na última reunião pública da autarquia com os votos a favor do PS e da CDU, registando a abstenção do vereador do PSD, ficando apenas dependente da ratificação dos deputados da Assembleia Municipal. Após a aprovação, os vereadores da autarquia fizeram declaração de voto, que constam da Ata oficial da reunião pública. Aqui se transcrevem algumas das mais importantes passagens do que foi dito por cada um dos intervenientes. Declaração de voto de Vereador Eduardo Luciano, CDU

Declaração de voto do Vereador António Dieb, PSD

Declaração de voto do Vice-Presidente Manuel Melgão

“Seis anos depois dessa decisão do PS que considerámos errada e que logo dissemos que levaria a uma situação de descalabro financeiro (…) vem o Presidente da Câmara propor a cessação da concessão e o abandono do sistema Multimunicipal de abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais do centro Alentejo. (…) [É] na comunicação interna do Departamento de Águas e Saneamento para a Divisão de Ambiente e Qualidade que se encontram as mais ponderosas razões para a cessação da concessão. (…) Nessa comunicação faz-se uma descrição cronológica dos problemas que afretaram a qualidade da água e que foram sistematicamente omitidos à população e à Câmara, durante estes últimos seis anos. (…) A situação é de tal forma grave que pode estar em causa a saúde pública, nomeadamente nas povoações rurais, onde a população andou estes anos a consumir água que não tem garantida a necessária potabilidade.”

“(...)Lamento ter que dizer que não me parece ser a forma adequada de fazer as coisas. “(...) [Quando] no dia 1 de janeiro, os Serviços da Câmara assumirem a responsabilidade, sem que tenham sequer ponderado onde vão buscar os funcionários que faltam, sem que tenham sequer ponderado qual o plano de atualização de competências que têm de fazer, qual o tipo de investimento que vai ser necessário, onde vão dispor dos equipamentos técnicos de que não dispõem. (…) Acho que não houve o mínimo de ponderação nem de planeamento ou preparação desta deliberação. Há apenas a constatação de que não há dinheiro para pagar. (…) Verifica-se agora, ao contrário do que sempre foi dito ao longo dos tempos, que não é apenas a falta de dinheiro mas também o mau serviço. (…) Se foi um mau serviço, que justifica rescindir este contrato, então vamos exigir o ressarcimento disso.”

“(...)Ao longo dos anos, e sem querer pôr em causa a qualidade mínima da água que nos tem sido fornecida, a qualidade do serviço tem sofrido várias falhas e incumprimentos por parte da empresa, conforme é referido na nota interna produzida pelos nossos serviços.”

Proposta apresentada pelo VicePresidente da Câmara, Manuel Melgão “(...) [A] não integração de dois Municípios – Estremoz e Portel – no Sistema Multimunicipal de abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais do Centro Alentejo (...) e, deste modo, a alteração anormal das circunstâncias, torna insustentável a manutenção do Município de Évora no mesmo Sistema. (…) [A] não concretização da parceria significa que será o Município de Évora que continuará a custear, a grande parte dos custos de exploração e gestão do Sistema(...) mediante o pagamento de tarifas de valores incomportáveis. Esta conjuntura coloca o Município de Évora numa situação financeira desastrosa ameaçando seriamente a sua sustentabilidade económico-financeira(...) Por tudo isto(...) propõe-se que a Câmara Municipal de Évora delibere aprovar a cessação dos respetivos contratos de concessão deixando de integrar o Sistema(...)”.

Declaração de voto da Vereadora Cláudia Sousa Pereira, PS “Queria só afirmar, por ter sido referido várias vezes, que nenhum de nós estava aqui no início deste processo com a Águas do Centro Alentejo, mas que não estando cá, considero que a decisão de entrada da Câmara Municipal de Évora na Águas do Centro Alentejo foi considerada, na altura, a melhor solução para a questão das águas. Tal como agora, passado todo este tempo, e depois de feito o balanço, se pensa ser o momento certo para sair”.

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CONFERÊNCIAS ALEM TEJO PROGRAMA

14.15 – Abertura Dr. Luís Assis 14.30 - O turismo e o interior: perspectivas para o seu desenvolvimento Dr. Telmo Correia 15.00 - Debate 15.15 - Agricultura no Alentejo: novas perspectivas de financiamento Dr. Luís Valente 15.45 - Debate 16.00 - Segurança: necessidades das forças policiais no interior, sua reorganização Dr. Nuno Magalhães 16.30 – Debate 16.45 - Saúde e cuidados paliativos: uma necessidade numa população envelhecida Dra. Isabel Galriça Neto 17.15 - Debate 17.30 - O problema do emprego e o desenvolvimento económico no interior: perspectivas e formas de resolução Dr. Luís Pedro Mota Soares 18.00 - Debate 18.15 - Encerramento Dr. Paulo Portas 19.30 – Jantar de Natal da Distrital de Évora com a presença do Dr. Paulo Portas Inscrição: Conferência: Gratuita, mediante contacto prévio para inscrição para o tlf: 964370614 – 919316103 – mail: distritalevora.cds@gmail.com (entrada mediante inscrição prévia obrigatória e sujeita à capacidade da sala) Jantar: por pessoa €: 18,00 – jantar buffet Local e Data: Évora, Hotel Évorahotel, 18 Dezembro 2010 Organização: CDS-PP Destinatários: militantes e simpatizantes

São os votos da Freguesia da Malagueira

Junta de Freguesia da Horta das Figueiras Meus Amigos:

Concelho de Évora

A época de Natal está chegar!... Os sonhos, a magia, as prendas e o mundo das guloseimas preenchem a vossa imaginação. - Quantos dias faltam para a noite de Natal? As respostas surgirão sempre acompanhadas de surpresas!... Pois bem, enquanto sonhamos com esse dia mágico, deveremos ter sempre presente no nosso coração os que não têm Natal, os que a nosso lado não têm direito a uma prenda e todos aqueles que no mundo são vitimas das injustiças dos homens!... Como vosso Presidente, eu, os eleitos e funcionários desta Freguesia, Desejo-vos um Santo Natal e que o Ano Novo vos traga alegria, esperança e Paz. Votos extensivos à Vossa Família e alargados ás crianças de todo o Mundo!...


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Sociedade A regionalização esteve em cima de mesa durante o seminário organizado pela JS e pela distrital de Évora do PS, no passado fim-de-semana. Estiveram presentes cerca de uma centena de jovens de todo o país e diversos dirigentes nacionais e regionais do partido. No final foi elaborado um texto, em defesa da regionalização, subscrito pelas federações distritais do PS de Évora, Portalegre, Porto, Algarve e Setúbal.”. Reformar o Estado para vencer a crise

Socialistas retomam regionalização Carlos Júlio/Lusa

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A “Declaração de Évora” foi o documento “substancial” que saiu deste encontro. Assinado por cinco presidentes de federações distritais socialistas,o documento refere que “ a regionalização é um instrumento fundamental para superar a crise”. Agora os organizadores deste fórum pretendem “alargálo a todo o país”. Para isso está já marcado um novo encontro, em Setúbal, para o dia 5 de Fevereiro do próximo ano. Aos jornalistas, o presidente da Federação de Évora, Capoulas Santos, um dos organizadores deste seminário disse que o encontro e a “Declaração de Évora” pretendem “recolocar o problema da regionalização na agenda política regional e nacional”. Os subscritores do documento, explicou, propõem-se “estabelecer uma plataforma de diálogo e de troca de informações permanente, cujo primeiro objetivo é, naturalmente, debater as questões políticas e tendo como prioridade o combate à crise económica e financeira”. “Entendemos que é possível, com uma administração reformada, mais eficaz e próxima dos cidadãos, racionalizar recursos, ser mais eficazes e reduzir despesa pública”, argumentou Capoulas Santos. Segundo o líder da Federação Distrital de Évora, que é também vice-presidente da Comissão Política do PS, este documento em prol da regionalização vai, agora, ser alargado aos 21 presidentes de federação distritais e regionais do partido. “Este é o primeiro passo para que a componente regionalista do partido assuma uma posição mais forte no seio” do PS, que lhe permita “liderar e recolocar na agenda este importante tema da regionalização”, frisou. Capoulas Santos disse que os subscritores pretendem que “este movimento transvaze para a sociedade”, assumindo que vai procurar “estabelecer contactos com os demais partidos políticos e com cidadãos e organizações da sociedade”. O objetivo é promover “um debate sereno, tranquilo, que permita recolocar o tema na agenda e criar condições para o referendo” e, sobretudo, procurando que “esse referendo tenha condições

O secretário de Estado José Junqueiro presidiu à sessão de encerramento do forúm.

de ganhar por larga expressão”. “Estamos convictos de que os problemas da crise económica e financeira, das assimetrias e da interioridade, podem resolverse com uma administração mais reduzida, mais eficaz, mas reformulada. A criação das regiões implicaria, desde logo, uma redução drástica do Governo central”, concluiu Capoulas Santos.

A experiência espanhola Durante os dois dias em que o seminário decorreu passaram pelo “Fórum Regionalização e Interioridade” vários intervenientes políticos de “primeira linha” do Partido Socialista, incluindo dirigentes nacionais, membros do governo, militantes ligados ás regiões autónomas, um repre-

sentante da Extremadura Espanhola, que veio dar conta do sucesso da regionalização no país vizinho. O antigo vice-presidente da Junta da Extremadura espanhola, Ignacio Sánchez Amor, Sánchez Amor falou da experiência espanhola de criação das comunidades autónomas, considerando que a extensão da regionalização

em Espanha foi “um grande sucesso para o conjunto do país”. Sánchez Amor, atual membro do grupo parlamentar socialista na Assembleia da Extremadura espanhola, reiterou a importância da ligação, através de TGV, entre as duas capitais ibéricas, através da Extremadura e do Alentejo, dizendo que “o TGV vai pôr Lisboa ao alcance de muita gente”, lembrando que a ligação ferroviária de alta velocidade entre Madrid e Sevilha “praticamente acabou com o avião”. O secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, que presidiu á sessão de encerramento, disse que a regionalização tem “toda a oportunidade e atualidade”, considerando que “é preciso criar um novo impulso na sociedade portuguesa, que envolva todos os cidadãos que acreditam que regionalizar significa mais progresso, aplicar melhor os nossos recursos, menos despesas e melhores oportunidades para o desenvolvimento”. Intervieram ainda neste seminário personalidades como o ministro da Agricultura, António Serrano, o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, a secretária de Estado do Ordenamento do Território, Fernanda Carmo e o secretário-geral da JS, Pedro Alves, entre outros. w

Declaração de Évora: o texto O PS, enquanto partido do Governo, tem estado à altura das responsabilidades do momento, agindo com coragem e determinação. Portugal sofre, desde 2008, os efeitos da maior crise económica e financeira que a Europa e o Mundo conheceram nas últimas décadas. O momento político que vivemos exige uma atitude próactiva do PS e uma reforçada mobilização, capaz de responder à acção concertada da direita, cujo único objectivo é a conquista do poder a qualquer preço, e da esquerda radical, sua objectiva aliada. Nestes termos os Presidentes das Federações do PS Algarve, Évora, Portalegre, Porto e Setúbal, reunidas em Évora a 12 de Dezembro de 2010 deliberaram:

ca, através nomeadamente de iniciativas políticas visando a reforma do Estado e da sua Administração do Território, em especial a Regionalização, enquanto instrumento de desenvolvimento, de racionalização e de aumento de eficácia dos recursos; 3. Desenvolver esforços para alargar este espaço de cooperação reforçada a todas as estruturas federativas distritais e regionais do PS; 4. Agendar o seu próximo encontro para o dia 5 de Fevereiro de 2011, em Setúbal. O momento da assinatura da “Declaração de Évora”.

1. Acordar no estabelecimento de um mecanismo de consulta, debate e troca de informações permanente no sentido de harmonizar posições, visando

reforçar a dinâmica a favor das regiões dentro do PS; 2. Estabelecer como prioridade da sua acção política o combate à crise financeira e económi-

Federação Distrital do Algarve Federação Distrital de Évora Federação Distrital de Portalegre Federação Distrital do Porto Federação Distrital de Setúbal Évora, 12 de Dezembro de 2010


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Sociedade

Évora: gestão autárquica em questão

Troca de “piropos” entre PS e PSD Redação

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“O PSD teme que o actual executivo municipal não esteja, ele próprio, à altura das suas responsabilidades pelo que, se tal se vier a confirmar, o PSD não deixará de, durante o ano de 2011, assumir a sua responsabilidade de exigir ser altura para os eborenses considerarem uma mudança de executivo na Câmara de Évora”, refere uma moção aprovada pelos militantes da Secção de Évora do PSD, reunidos em Assembleia, no passado dia 9. Os sociais-democratas consideram que “o Partido Socialista conduziu Portugal para uma crise financeira e económica sem precedentes na nossa vida democrática. Os efeitos sociais da crise, que já se fazem sentir nos níveis de desemprego nunca antes experimentados em Portugal, serão devastadores e tenderão a pressionar os orçamentos das autarquias para que estas respondam às necessidades de emergência que muitas famílias sentirão, o que afectará mais ainda municípios como Évora, com um desequilíbrio orçamental assustador, consequência da desastrosa gestão socialista”. Circunscrevendo o seu olhar ao nível concelhio os militantes sociais-democratas refer que “como a capacidade orçamental do município de Évora é cada vez mais limitada, pelo galopante acumular da dívida e diminuição das receitas, será de esperar que as condições de vida dos eborenses se venham a degradar mais intensamente a partir de 2011, decorrente da ausência de obra feita ao longo dos 10 anos em que o PS governou a Câmara de Évora em abundância de recursos”. E dão exemplos. “O trânsito na cidade de Évora piorou a cada

PS acusa o PSD de ter “uma aliança” com o PCP.

dia, sendo hoje verdadeiramente caótico, o estacionamento que acolhe os turistas, visitantes e trabalhadores de outros concelhos ocorre em verdadeiros descampados esburacados, o Rossio de S. Brás está inundado de água e lama por não ter sido nem requalificado, nem melhorado minimamente o seu piso, as prometidas condições para a prática de desporto resumem-se a uma vedação para propaganda eleitoral, os agentes desportivos e culturais abandonam a actividade, por incumprimento do pagamento dos contratos por parte da Câmara, a animação comercial resume-se a mais lojas encerradas em cada mês, a animação cultural do concelho resume-se ao anúncio do fim definitivo do cinema, o Centro Histórico perde em cada inverno vários edifícios que a UNESCO classificou e desertifica-se por ausência de uma política de repovoamento que nunca a Câmara ousou ensaiar, apesar das promessas repetidas em 3 campanhas eleitorais, a sujidade e as águas pluviais acumulam-se pelas

ruas e passeios por onde deveriam poder circular com agrado os residentes e turistas. E, por isso, concluem que, “em tempo de crise, exige-se à gestão municipal criatividade, imaginação, iniciativa e redobrado empenho na procura de recursos para construir soluções que estejam à altura das exigências de um concelho com a importância de Évora”. PSD e PCP têm aliança para derrubar a Câmara Poucas horas depois, a Secção de Évora do Partido Socialista reagiu a este comunicado, considerando que, com ele, se constata que o PSD “assume aliança com PCP para derrubar Câmara Municipal de Évora”Segundo os socialistas. “o PS foi confrontado com declarações do PSD local onde este ameaça derrubar o executivo da Câmara Municipal de Évora em 2011. Tal só é possível através de uma aliança com o PCP. Um partido como o PSD, que continua, após as últimas eleições, a ser uma força residual no Concelho (1 ve-

reador em 7 e 5 deputados municipais em 40), põe assim às claras um eventual acordo secreto com o PCP, numa aliança contra-natura e que resulta no quanto pior melhor”. “Julgávamos que o PSD tinha ganho maturidade nestes últimos anos ao ter desistido de um caminho que culminou há uns anos na coligação entre o PCP de Abílio Fernandes e o ex-vereador do PSD Carmelo Aires que lhe serviu de muleta, coligação com os resultados desastrosos que se conhecem e já por três vezes recusados pelos Eborenses. Julgávamos que o PSD tinha ganho maturidade e sentido de responsabilidade, querendo afirmar-se como alternativa de poder ao PS. No entanto o PSD local prepara-se para voltar a aliar-se ao PCP e, na impossibilidade de por si ganhar a CME, ajudar a que os comunistas voltem ao poder” afirmam os socialistas neste texto divulgado à comunicação social. Ainda segundo este comunicado da secção de Évora do PS “não podemos deixar de registar com espanto e apreensão esta mudança no PSD local, coincidente com a eleição de novos dirigentes nos órgãos locais do próprio PSD. Espanto porque temos contado com a razoabilidade e responsabilidade do vereador eleito pelo PSD, o Dr. António Dieb, que tem aprovado e viabilizado as principais propostas do PS na governação da Câmara e contribuído para a estabilidade política que Évora precisa para ultrapassar todas as dificuldades. Apreensão porque não vemos tanto do PSD como do PCP vontade ou capacidade em propor alternativas que combatam efectivamente a situação em que a crise mundial colocou todo o País”. w

PSD acusa Governo de agravar efeitos da crise no distrito de Évora w

Dois comunicados marcaram a semana em Évora. Depois do anúncio de que a Câmara pretendia sair das Águas do Centro Alentejo, em Assembleia de Militantes, o PSD Évora aprovou uma moção onde se afirma que o PS pode não ter condições para manter a Câmara em 2011. O PS regiu prontamente e , em comunicado da Secção de Évora, veio acusar o PSD e o PCP de terem uma aliança para derrubar o executivo camarário, onde o PS dispõe de três mandatos, a CDU de outros três, e o PSD de apenas um.

Redação

Em comunicado, o PSD de Évora “reprova a política do Governo Socialista, o qual transfere cada vez mais competências para as autarquias mas não cumpre com elas os seus compromissos financeiros, antes reduz cada vez mais as transferências que tão necessárias são ao distrito de Évora no auge da crise que o Governo Socialista criou. Mas as Câmaras Municipais geridas pelo PS e pela CDU no distrito de Évora são igualmente responsáveis pela calamitosa situação orçamental que vivem hoje e que as estrangula financeiramente, limitando a sua capacidade de apoio social aos munícipes, quando estes mais dele necessitam”.“O PSD teme que o desprezo do governo socialista pelo distrito de Évora e o desequilíbrio financeiro a que o PS e a CDU irresponsavelmente conduziram as Câmaras Municipais no distrito, agrave nas famílias e nos residentes os efeitos negativos da crise que se prevêem devastadores em 2011”, considera a nova distrital do PSD, recentemente eleita, e presidida por António Costa da Silva. Para os sociais democratas “é urgente mudar o rumo desta política desastrosa por parte do Governo Socialista e das câmaras do distrito de Évora, cabendo ao PS e à CDU a assunção de responsabilidades pela situação financeira dos municípios, mas também é urgente a tomada de medidas que corrijam a situação a que nos conduziram”. Conclui o PSD que “a situação a que chegámos é deveras preocupante, espelhada nas manobras orçamentais dos Municípios para 2011, procurando corrigir em desespero os desequilíbrios financeiros decorrentes dos exercícios anteriores, numa altura em que se esperam dos municípios medidas bem mais enérgicas de apoio social para responder às crescentes necessidades de uma população cujas condições de vida se degradam com o agravamento da crise económica”.


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Reportagem Luís Pardal

As pessoas passam, perguntam o preço mas compram pouco. Uma constante no mercado da 2ª terça-feira do mês em Évora.

Último mercado antes do Natal

Todos se queixam da crise mas o ritual das prendas mantém-se José Pinto de Sá/Luís Pardal Luís Pardal

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Em plena crise, toda a gente se queixa das “contingências orçamentais”, mas o modelo consumista manda mais e o ritual das prendas natalícias continua a impor a sua lógica. No dia 14, em Évora, o Rossio de S. Brás acolheu o habitual “mercado da segunda terçafeira” de cada mês”, que era afinal o último antes do Natal. Portanto, era de esperar que a clientela afluísse e se fizessem negócios chorudos. Na verdade, a clientela ainda era numerosa, pelo menos em relação às demais edições, mas havia claramente menos gente a abrir os cordões à bolsa. Os fregueses passavam, olhavam, cobiçavam, até perguntavam o preço, mas na hora de comprar retraíam-se. “Está tudo muito caro,” queixava-se uma cliente, claramente alguém das redondezas que viera à cidade para o efeito. “Caro?” discordava a tendeira. “Onde é que você não arranja mais barato?” Há crise, pois, e é bastante sensível, não só em termos de clientela, mas sobretudo de negócios. Todos estão de acordo, e não se cansam de o dizer. “Isto está uma miséria,” é o que se ouve por toda a parte.

Luís Pardal

preços mais baixos, mas sobretudo a fraca qualidade do comércio tradicional. “Depois de ir às lojas, uma pessoa vai ao mercado e encontra lá coisas mais bonitas, e mais baratas.”

Ritual de oferendas

António Gomes

“Isto está mau” António Gomes que o diga. Tem 56 anos e vende nas feiras há quarenta, 36 dos quais “por conta própria”. Bate quase todos os mercados e feiras da região, sendo que em Évora, Vendas Novas e Reguengos não perde um. Por isso, é com o saber de experiência feito que o diz: “As pessoas estão a comprar cada vez menos.” Apesar de ser o último mercado antes do Natal, os bons negócios escasseiam. Em relação ao ano passado, Gomes está a vender metade, e acha que a tendência decrescente se vai manter. “Está mau, e vai continuar assim.” No entanto, nem toda a gente vê a questão pelo mesmo prisma. Maria Baptista, por exem-

Maria Baptista

plo, acha que a crise acaba por favorecer os mercados, já que, sendo os preços mais baixos que nas lojas, a freguesia não deixa de afluir. E cita o seu próprio caso. Vive perto do Rossio de S. Brás, mas apesar disso passa anos sem ir ao mercado. No entanto, no dia 14, foi dar uma olhada e acabou por comprar “muitas coisas”. Por tudo isso, entende que os feirantes são menos prejudicados que os lojistas, e que isso se deve, antes de mais, aos preços praticados. Maria do Rosário Ferreira também acha que a crise não terá afectado assim tanto a afluência ao mercado, de que se confessa cliente assídua. Na sua opinião, porém, o que atrai as pessoas não são apenas os

Adelino Fonseca, director do Departamento de Desenvolvimento Económico da Câmara de Évora, a entidade responsável pelo mercado, é claro que as “dificuldades orçamentais”, não deixando de se “repercutir em todos os aspectos”, também ali se fazem sentir. Reconhece que “os mercados têm vindo a registar uma baixa”, mas entende que àquele nível o resultado não é dramático. A verdade é que as pessoas, com crise ou sem crise, fazem das tripas coração e, chegado o Natal, gastam o que têm e o que não têm para cumprir a tradição das prendas. E Adelino Fernandes conclui: “A nossa cultura leva-nos a cumprir um ritual de oferendas, em Évora como em qualquer outro lugar.” Para já, é verdade. w

Roubo de cobre em Estremoz, Borba e Arraiolos Parece estar na moda. Três furtos de cobre foram registados na última semana, nos concelhos de Estremoz, Borba e Arraiolos, no distrito de Évora, cujo valor atinge cerca de 25 mil euros. Uma fonte do Destacamento Territorial de Estremoz da GNR disse à agência Lusa que no concelho de Borba registou-se um furto de cobre do interior de um posto de transformação elétrica (PT), avaliado em 12 300 euros. No concelho de Estremoz, ocorreu um furto de fio de cobre de linha elétrica da EDP, calculado em 7 500 euros, e na zona de Arraiolos, um furto de 1 500 quilogramas de cobre nas instalações de um empresa de reciclagem, cujo valor atinge 5 mil euros. Já nas últimas duas semanas de novembro, segundo a GNR, quatro postos de transformação elétrica (PT´s) foram furtados nos concelhos de Estremoz e Borba, cujo valor atingiu mais de 37 mil euros. O móbil do crime foi o aproveitamento dos componentes de cobre dos PT´s para posterior venda. Segundo um oficial da GNR, os furtos de material elétrico com componentes de cobre devem-se ao facto de se tratar de um material que “é muito procurado, tem um valor considerável e fácil de vender”. Nos concelhos de Estremoz e Borba têm ocorrido este ano, com alguma frequência, furtos de material elétrico com componentes de cobre, nomeadamente em pedreiras de mármore e pavilhões de fábricas desativadas, segundo a GNR, que procede a investigação.

Prémios para a Confraria Timbrológica Meridional A Federação Portuguesa de Filatelia divulgou, através de circular, os prémios de mérito filatélico de literatura respeitantes às publicações de 2009. A Confraria Timbrológica Meridional foi distinguida com: - Prémio “O PHILATELISTA” – Melhor Periódico Atribuído a “O Timbre” - Prémio “CARLOS TRINCÃO” – Outras Obras Atribuido ao Boletim e Catálogo da XX Filatélica Luso-Brasileira “Lubrapex 2009” “É com particular orgulho que a Direcção da Confraria Timbrológica Meridional vê distinguidas duas das suas publicações pela entidade máxima da Filatelia Portuguesa. O Timbre é distinguido pela 2ª vez com o Prémio “O PHILATELISTA” (1991 e 2010), sendo que a Federação Portuguesa de Filatelia premeia assim, mais uma vez, uma das mais importantes publicações filatélicas portuguesas, a qual vem sendo publicada desde 1989.Também nos apraz registar que “O Timbre” tem dedicado especial atenção à filatelia alentejana e à riquíssima história postal da região do Alentejo”, considera aquela associação em nota de imprensa.


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Negócios

Reportagem

Agricultura

Portugal quer maior apoio da União Europeia Redação/Lusa

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Portugal foi um dos 10 Estadosmembros da União Europeia que subscreveram em Bruxelas uma declaração a defender um aumento das verbas comunitárias de apoio ao rendimento dos agricultores dos países que menos têm beneficiado até agora da Política Agrícola Comum. O documento constitui uma tomada de posição face a um outro, subscrito há algumas semanas pela França e Alemanha, que defende a manutenção da atual chave de repartição entre países dos dinheiros da PAC. “Penso que esta declaração pode contribuir para o aprofundamento da discussão sobre o objetivo central que é o reequilíbrio dos fundos entre os Estadosmembros”, disse o ministro da Agricultura, António Serrano, depois de ter assinado a declaração conjunta. Portugal, Polónia, Bulgária, Chi-

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pre, República Checa, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia, Eslováquia e Suécia pretendem marcar a sua posição numa altura crucial das negociações que vão levar à reforma da Política Agrícola Comum (PAC), a partir de 2013. “A próxima reforma da PAC tem que ser uma reforma real que fará a PAC simples, justa, orientada para o mercado, sustentável e defensável”, segundo a declaração que a Lusa teve acesso.

Para o ministro da Agricultura, os dois grupos de países têm na maior parte dos casos objetivos comuns, como a simplificação da PAC, aumento da regulação do mercado ou manutenção dos dois pilares atuais (ajudas diretas aos agricultores e desenvolvimento rural), para só citar alguns. “Mas nós queremos garantir critérios realmente justos na distribuição dos fundos entre todos”, defendeu o ministro da Agricultura. A declaração agora assinada defende o estabelecimento de “um critério objetivo e justo de distribuição de apoio em envelopes nacionais no âmbito da PAC”. Portugal recebe atualmente 50 por cento das ajudas agrícola como apoio direto ao rendimento dos seus agricultores e os restantes 50 para o desenvolvimento rural, enquanto que no caso da França a distribuição é de 80 e 20, respetivamente. w


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Cabeção celebra vinho novo

O hino toca quando se abre o vinho em Cabeção Paulo Nobre

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Há 16 anos que é assim. Abre-se o vinho novo. Lança-se o convite. Vem gente de todo o país. Em Cabeção todos os anos há festa rija. A manhã nasce solarenga. O dia está agradável. Em Cabeção a praça junto ao pavilhão gimnodesportivo vai-se enchendo de gente. Rua abaixo desce a tuna de Beja. Chegam os músicos com os instrumentos às costas. Aproxima-se a hora da abertura oficial do vinho de Cabeção. Momento de festa na vila. Este ano vieram 47 produtores, incluindo o Grou. “Começámos com meia dúzia de produtores, mas hoje esta festa mostra a sua importância cultural e económica através do número de produtores que temos aqui”, revela Manuel Inês, presidente da Junta de Freguesia, também produtor de vinho, que há 16 anos lançou a ideia de fazer uma festa do vinho novo para “celebrar uma tradição se-

cular aqui na vila”. No pavilhão estão montadas pequenos stands. Em cada um deles, dois produtores têm em cima de um balcão improvisado meia dúzia de garrafas. Branco. Tinto. Alguns mostram as habilidades com uma ou outra garrafa mais... espirituosa. Lá fora decorre a cerimónia de abertura. A bandeira Portuguesa sobe no mastro. Ao som do Hino Nacional, porque isto do vinho novo vindo da talha quase merece honras de Estado. Enquanto se arruma a cerimónia lá fora, dentro do pavilhão soltam-se as rolhas do vinho saída das talhas de barro, engarrafado de propósito para a festa. Cada garrafa mostra o rótulo da XVI Festa do Vinho Novo de Cabeção. Por baixo, marca personalizada, está impresso o nome do produtor. Vinhos e petiscos “Este ano o vinho está bom”, afirma

Paulo Rasquete à medida que faz ‘rodar’ o vinho num copo de pé alto. “Pelo cheiro vê-se logo. E esta cor ‘tá a ver?”. Este produtor lá vai adiantando que já o ano passado o vinho estava bom, “mas este ano ainda está melhor”. Palavra de produtor amador que abraçou esta arte nas horas vagas. António Mendes é talvez dos mais velhos produtores no pavilhão. Possui uma pequena vinha “já velha” que lhe garante “a qualidade do vinho”. “Eu também tenho vinha nova, mas, não sei porquê, estas vinhas velhas é que fazem o vinho bom”, diz do alto da sua experiência. Em Cabeção permanecem abertas muitas adegas com as velhas talhas sempre prontas a encher todos os anos. “É uma coisa que esteve quase morta, mas com a reconversão da vinha, nos anos 90 e com esta festa que começámos a fazer, a tradição regressou em força”, assinala o presidente da Junta Manuel Inês.

À volta do petisco, munidos de um pequeno copo de vidro com o logo da festa comprado por euro e meio, centenas de pessoas vindas de todo o país provam o vinho da talha de Cabeção. Sem esforço encontramos gente de Évora, Arraiolos e de bem mais longe. Lisboa, Carregado, Caldas da Rainha, Setúbal... O forte odor dos vinhos da terra chegaram longe nestes 16 anos. Perto da uma da tarde, no pavilhão, os petiscos estão praticamente arrumados. As garrafas vazias. Os produtores contentes com a apreciação dos convivas. É tempo de sair para a rua. Apanhar ar e retemperar o estômago. Porque daí a menos de uma hora, começa a segunda parte da festa. Numa autêntica romaria pelas ruas da vila, um mar de gente percorre as adegas de Cabeção e prova o vinho saído das talhas. A festa dura dois dias. Um para beber. Outro para recuperar da bebida. w

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- Reparação de Máquinas e Alfaias Agrícolas - Equipamento para Pecuária - Serviço de Torno e Serralharia Civil - Corte e Quinagem de Chapa

Votos de um Feliz Natal e um próspero Ano Novo PARQUE Industrial e Tecnológico de Évora Rua do Azeite, nº 10 7005-422 Évora Tel.: 266 771 338 Fax: 266 771 838


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Artes Em Évora, Arraiolos e Estremoz

A encerrar o Ciclo de Outono

Vozes do Imaginário revivem Cantos ao Menino, Reis e Janeiras

Cantares ao Menino nas ruas de Montemor José Pinto de Sá

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José Pinto de Sá

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Com o Natal à porta, é tempo de reviver as ancestrais tradições musicais da época festiva, escutando os Cantos ao Menino, Reis e Janeiras interpretados pelas Vozes do Imaginário. Numa altura em que as ruas da cidade são assoladas pelos fantasmagóricos sons de “Jingle Bells” e outras desinteressantes importações anglo-saxónicas, as Vozes do Imaginário em boa hora decidiram participar na divulgação do acervo musical natalício português. A intenção é proporcionar ao público melodias que, cantadas à capela ou acompanhadas de instrumentos tradicionais, de banda ou tuna, podem genuinamente preservar a memória identitária nacional. Assim, o recital “Cantos ao Menino, Reis e Janeiras”, pelas Vozes do Imaginário, é o resultado de um percurso pela paisagem sonora que se estende por quase PUB

Gigabombos além-fronteiras

todo o espaço cultural e geográfico de Portugal. “Vozes do Imaginário” é um projecto musical de um grupo de mulheres que interpretam e divulgam o reportório das polifonias femininas da tradição portuguesa. Os “Cantos ao Menino, Reis e Janeiras” podem ouvir-se no dia 17 pelas 21h30 na Igreja dos Lóios,

em Évora, no dia 19 pelas 16h00 na Igreja de Misericórdia, em Arraiolos, e no dia 8 de Janeiro pelas 11h00 na Casa de Estremoz. Com este projecto, a Associação Cultural do Imaginário propõese divulgar e manter vivos estes singelos cantos que, carregados de humanidade, habitam ainda o imaginário da ancestral tradição das festas do ciclo natalício.

A Associação Cultural do Imaginário, sedeada na Estrada do Bairro de Almeirim, Armazém 4, em Évora, desenvolve um vasto leque de actividades criativas, com destaque para a música e o teatro. No passado dia 8, através do seu projecto Gigabombos, a associação passou uma vez mais além fronteiras, com o objectivo de divulgar a cultura portuguesa. Tratou-se agora de realizar uma Oficina de Percussões Tradicionais na cidade espanhola de Alburquerque. Nela participaram pessoas de várias faixas etárias que tiveram oportunidade de experimentar diversos sons e ritmos nos instrumentos disponibilizados pela associação. No próximo sábado, dia 18, e também em Albuquerque, terá lugar uma apresentação pública resultante do trabalho realizado nessa oficina, um evento enquadrado nas festividades natalícias da cidade espanhola. w

No sábado, o Coral de S. Domingos e o Grupo Coral “As Escouralenses” vão entoar Cantares ao Menino nas ruas de Montemoro-Novo, dando voz a um Natal tradicional, bem à maneira alentejana. Integrada no Ciclo de Outono 2010, tem lugar este sábado, 18 de Dezembro, a IX edição dos Cantares ao Menino. Esta iniciativa, que tem início às 21h00, no átrio da Câmara Municipal, conta com a participação do Coral de S. Domingos e do Grupo Coral “As Escouralenses”. Para além da música, haverá também poesia pelas ruas da cidade. As ruas e largos do Centro Histórico de Montemor-oNovo, adornados pelas luzes alusivas à época, num cenário verdadeiramente natalício, vão ganhar ainda mais vida e alegria, com os Cantares ao Menino 2010.


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Um olhar antropológico

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Entre espaço e território: tensão sem fim? José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

Paula Coelho interpretando o célebre “Cântico de Natal”, de Charles Dickens.

“Cântico de Natal”: este sábado e domingo, em Évora

Uma nova versão de uma história intemporal José Pinto de Sá

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Um velho homem de negócios, avarento, desumano e insensível, que só se preocupa com o dinheiro e o lucro, e que detesta o Natal, recebe a visita de três estranhas criaturas. Durante uma noite o velho avarento vive aventuras emocionantes com fantasmas que pretendem fazer dele uma melhor pessoa. Será que vão conseguir? É este o tema de “Cântico de Natal”, um espectáculo baseado na obra homónima de Charles Dickens, interpretado e ilustrado, simultânea e interactivamente, pela actriz Paula Coelho e pela artista plástica Marta Fernandes e Silva.

Classificado para maiores de 4 anos, o espectáculo tem lugar no sábado e domingo, dias 18 e 19, pelas 17h00, no espaço de A Bruxa Teatro, nos Antigos Celeiros da EPAC, em Évora. Publicado em 1843, “Cântico de Natal” é considerado a mais famosa das numerosas obras sobre a quadra natalícia que Dickens escreveu ao longo da vida, dando origem a um género literário muito popular nos países de cultura anglo-saxónica. Charles Dickens (18121870) foi o mais célebre dos romancistas ingleses do século XIX. Os seus contos e romances, entre os quais se destaca “David Copper-

field” e “Oliver Twist”, têm gozado de grande popularidade, originando vários filmes e séries televisivas de grande êxito. Embora os seus romances não sejam considerados muito realistas pelos padrões actuais, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. Integrado no projecto Contos Ilustrados, este espectáculo é uma produção da associação cultural CEPiA (Centro de Estudos Performativos i Artísticos). Tratase de uma criação plástica e multimédia de Marta Fernandes e Silva, com dramaturgia e encenação de Paula Coelho. w

Até 6 de Janeiro

Presépio embeleza Centro Histórico de Borba Mais de 30 figuras em tamanho real compõem este ano o Presépio instalado no Centro Histórico de Borba. As figuras encontram-se distribuídas pelas várias artérias, recriando o nascimento do Menino Jesus no estábulo, acompanhado pela Virgem Maria e S. José, uma vaca e um jumento, que representam a simplicidade do local onde Jesus nasceu, e os três reis magos provenientes do oriente que, guiados por uma estrela, vieram oferecer ouro, incenso e mirra ao recém-nascido. Para complementar, foram introduzidas figuras representando diversas profissões tradicionais, como a padeira, o ferreiro, o carpinteiro e o pastor, além de várias figuras características do povo, como o pes-

cador, a lavadeira, os guardas do Castelo, a tocadora de Lira, o tocador, o guardador de porcos e mais três representações femininas a transportar uma cesta de ovos, a transportar um cântaro, acompanhada por uma criança, e a retirar água de um poço. O presépio tem vindo a receber novas figuras de ano para ano, num trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela própria autarquia, através do artista Carlos Bacalhau, elaboradas com materiais recicláveis, tornando-se num motivo de atracção e fomento do comércio tradicional, juntamente com as iluminações, este ano bem mais reduzidas em virtude das restrições financeiras que afectam todos os municípios do país. As figuras podem ser vistas até ao dia 6 de Janeiro. w

Nestes últimos dias saíram mais uma vez para as ruas de Estugarda (SO da Alemanha) dezenas de milhares de cidadãos num protesto que dura desde 2007 contra “Stuttgart XXI”, o projecto de remodelação do centro da cidade. De um lado, os arquitectosurbanistas, do outro os cidadãos que recusam a sua transformação. Serão os primeiros irracionais? Ou os segundos insensíveis à Razão? Nem uma, nem outra coisa. Para entender o que ali se joga, recorramos a duas noções cuja confusão nos impediria de compreender estes conflitos: “espaço” dum lado, “território” do outro. “Espaço” é um objecto abstracto, resultado dum sistema de coordenadas. Os “espaços” a que estamos habituados definem-se em três dimensões, por exemplo “largura”, “comprimento”, “altura”. São os objectos característicos que produzem o traço no papel, a projecção de perspectivas… O “território”, ao invés, é sempre um objecto concreto: é uma porção determinada da realidade material que é apropriada por um indivíduo ou um grupo, que dela faz o seu “espaço próprio”. O “espaço” é o domínio dos poderes e o instrumento dos engenheiros, arquitectos, urbanistas: é o que permite estruturar o espaço dos outros. Os espaços dos poderes são (para o cidadão comum) dados a priori, planeados, obrigatórios. Os “territórios” são formas vivas, movediças, próprias às vivências de quem usa, percorre, contempla, e os altera de modo não planeado, em função de usos e necessidades concretas: e resistência à transformação tecnocrática. O centro de Estugarda, destruído a 70% pelos bombardeamentos da II guerra mundial e tão recentemente reconstruído, seria já “património”? Assim é: ao apoderar-se da sua cidade, os habitantes investiram o centro como seu território: o mesmo é dizer como seu património. A lição desse exemplo é clara: os cidadãos tiveram acesso a todos os planos e estudaram-nos; foram capazes de organizar-se frente a forças políticas e económicas proporcionais ao investimento previsto (mais de 4,5 mil milhões de euros). Se os tempos mudam, é que os “especialistas” dos “espaços” têm cada vez mais que contar com aqueles em nome de quem trabalham, mas sem que estes lhes tenham dado nem mandato expresso, nem cheque em branco. Coisas, em suma, bem familiares… *CIDEHUS - Universidade de Évora e Academia Militar


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Artes

PROGRAMA DO CONCERTO Merlin - Stephen Dodgson Sonata Eroica – Mauro Giuliani Sonata III – Manuel Maria Ponce Sonata “Omaggio a Boccherini” Mario Castelnuovo-Tedesco

Avis

Concertos de Natal, Ano Novo e Reis No âmbito das Comemorações dos 100 anos de Classificação de Património no Concelho de Avis, o Município convidou o Grupo de Cantares de Ervedal para três concertos que assinalam a quadra festiva. O Concerto de Natal está agendado para a Igreja de S. Barnabé, em Ervedal, no dia 26 de Dezembro, a partir das 16h30. O Concerto de Ano Novo realiza-se na Igreja do Convento de S. Bento, em Avis, no dia 2 de Janeiro, pelas 16h00. Finalmente, no dia 9 de Janeiro, às 16h00, a Igreja Matriz de Benavila recebe o Concerto de Reis. Do repertório a apresentar pelo Grupo de Cantares de Ervedal nos três espectáculos constam alguns dos mais belos temas de Natal, que prometem dar vida aos espaços históricos eleitos como palco e proporcionar momentos de alegria aos espectadores de todas as idades.

Astros em Reguengos A redução da iluminação de igrejas e das muralhas de Monsaraz é uma das medidas adotadas pela Câmara de Reguengos para diminuir a poluição luminosa no concelho, no âmbito de um projeto turístico pioneiro em Portugal. Trata-se da primeira Reserva Dark Sky portuguesa, que está a ser implementada em seis concelhos do Alentejo, nas margens da albufeira de Alqueva, entre os quais o de Reguengos, para captar turistas interessados na observação astronómica noturna.

Oitenta cantores e 75 instrumentistas em grandioso concerto na Sé de Évora José Pinto de Sá

Oitenta cantores e mais de 75 instrumentistas interpretam o grandioso concerto de Natal que a Fundação Eugénio de Almeida promove domingo à tarde na Sé de Évora. É “inspirada nos valores cristão de amor e entrega ao próximo” que a Fundação Eugénio de Almeida uma vez mais celebra a quadra natalícia com um grandioso concerto na Sé de Évora, a realizar no domingo, dia 19, pelas 18h00. O programa do concerto será preenchido com obras de grande religiosidade, com particular destaque para a Oratória “Le Roi David”, um salmo sinfónico que conta a história bíblica do Rei David, de Arthur Honegger, composta em 1921 sobre o libreto do poeta e dramaturgo René Morax. O compositor suíço Arthur Honegger (1892-1955) foi o autor de vários oratórios e de uma famosa Cantata de Natal. Fez parte do grupo de compositores considerado anti-romântico chamado

Fundação Eugénio de Almeida organiza Concerto de Natal na Sé.

Les Six (Os Seis). O recital será interpretado pelas 80 vozes dos coros da Escola Superior de Música de Lisboa e do Instituto Piaget e pelos cantores líricos Ana Paula Russo, Joana Nascimento e João Cipriano Martins. Os cantores serão acompanhados pelos mais de 75 instrumentistas da Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de

Lisboa (ESML), com direcção do Maestro Paulo Lourenço. Licenciado em Direcção Coral pela ESML e com um Mestrado nesta área pela University of Cincinnati-College Conservatory of Music, Paulo Lourenço é uma figura bem conhecida dos apreciadores de música eborenses. Em Junho último, dirigiu um workshop de Direcção Coral

promovido pela Eborae Musica. O espectáculo será narrado por Luísa Cruz, intérprete da telenovela “Espírito Indomável” e vencedora do Globo de Ouro para a Melhor Actriz de Teatro em 2005. A Fundação Eugénio de Almeida informa que o programa do concerto encerra com “algumas das mais belas e conhecidas canções de Natal”. w

Até 31 de Dezembro de 2010.

Fluviário de Mora vai premiar Jovens investigadores w

O Museu de Évora, todas as quintas-feiras à noite, com o apoio do Grupo de Voluntários, mantém-se aberto entre as 18 e as 22 horas. Hoje, quinta-feira, 16 de Dezembro, pelas 19 horas, os músicos João Diogo Leitão e Carlos David, alunos da Escola de Artes da Universidade de Évora, apresentam um concerto de guitarra. Às 20 horas, o Dr. Joaquim Oliveira Caetano (Museu Nacional de Arte Antiga) realiza uma visita guiada à exposição “Primitivos Flamengos. Mestres Flamengos e Luso-flamengos em Évora”. Para animar as conversas, ao cair da noite, serve-se um vinho tinto (Adega da Cartuxa - Fundação Eugénio de Almeida) no pátio do Museu. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone ou através do e-mail mevora@imc-ip. pt.

Fundação Eugénio de Almeida celebra o Natal

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Museu de Évora: 5ªS À NOITE

Redação

O Fluviário de Mora, através do seu Núcleo de Investigação (NIFM), encontra-se em período de aceitação de artigos científicos para o galardão Prémio Jovem Investigação 2010, com início em Setembro e a decorrer até 31 de Dezembro de 2010. Anunciado pelo Fluviário de Mora no seu 3ºAniversário, a 21 de Março de 2010, esta iniciativa única no país, visa distinguir, com um prémio no valor de 500 euros, um aluno de Doutoramento, Mestrado ou Licenciatura que, em 2010, tenha publicado, como primeiro autor, um artigo relacionado com a conservação e biodiversidade dos recursos aquáticos continentais (Estuários e Rios). Desta forma, procura-se valorizar e dar destaque à investigação científica que é feita em Portugal por jovens investigadores na temática da ecologia dos sistemas de água doce e salobra em territó-

Fluviário: artigos ciêntificos podem ser entregues até ao final do ano.

rio nacional. O vencedor do concurso, além do prémio monetário e do reconhecimento científico do seu trabalho, poderá ainda gozar a oportunidade de desenvolver um estágio não remunerado por um período máximo de três meses sob a supervisão do Núcleo

de Investigação do Fluviário de Mora. Até ao momento, registam-se já cerca de uma dezena de candidaturas válidas, número que é muito valorizado pela Comissão organizadora, quando sobra quase um mês ainda para a submissão dos artigos ao Prémio.

As candidaturas deverão ser submetidas até ao dia 31 de Dezembro e poderão ser feitas pelos professores orientadores, co-autores dos artigos ou pelos próprios alunos. Cada candidato só poderá submeter um artigo a concurso. As candidaturas deverão ser dirigidas ao NIFM através do seguinte e-mail: fluviariomora@ mail.telepac.pt. A selecção do artigo vencedor será feita por um painel de avaliadores escolhido pelo Director e restantes membros da Comissão Científica do NIFM, com base na contribuição para a conservação e biodiversidade de recursos aquáticos continentais, originalidade e qualidade científica. Com mais de 500 peixes de 55 espécies diferentes de todo o mundo em habitats naturais, aquáticos e terrestres, num percurso entre a nascente e a foz de um rio, o Fluviário de Mora já recebeu, desde Março 2007 mais de 490 mil visitantes. w


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“Um centro europeu da marioneta”

Portalegre

Bonecos de Santo Aleixo querem ter casa própria

Loja Social ajuda famílias carenciadas

José Pinto de Sá

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Os Bonecos de Santo Aleixo poderão dispor em breve de um espaço próprio, uma vez concretizado o projecto do Cendrev que visa criar em Évora “um centro europeu da marioneta”. O Cendrev, que detém os famosos Bonecos de Santo Aleixo, projecta proporcionar-lhes em breve um local autónomo, criando nesta cidade “um “centro europeu da marioneta”. Falando ao REGISTO, o director do Cendrev, José Russo, avançou que esse centro iria acolher os “setenta e tal bonecos” originais e o retábulo, além dos registos em diversos suportes realizados por Giacometti, por Alexandre Passos e por investigadores da Universidade de Évora. Além de funcionar como “um pólo de trabalho em torno da marioneta,” o espaço, dotado de um auditório, constituiria “um novo centro de animação cultural da cidade”, tudo isso “articulado com a Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME), conforme José Russo sublinha. A existência desse espaço facilitaria também a formação de

Cendrev quer criar Centro Europeu da Marioneta.

uma “nova família de manipuladores,” que a seu tempo assumiria o trabalho até agora desenvolvido por Ana Meira, Gil Salgueiro Nave, Isabel Bilou, José Russo e Victor Zambujo. Poderia ainda contribuir para a concretização de uma velha aspiração do Cendrev, nomeadamente a classificação dos Bonecos de Santo Aleixo como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO,

um processo que já deu os seus primeiros passos.

“O passo seguinte” A criação do centro virá culminar o trabalho de compilação, edição e catalogação dos textos que o Cendrev levou a cabo com a colaboração da Universidade de Évora. “Passado esse primeiro ciclo, é o momento de dar o passo seguinte,” entende

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“Auto do Nascimento do Menino Jesus”

Temporada de Natal decorre no Convento dos Remédios José Pinto de Sá

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Como já é tradição, é com o “Auto do Nascimento do Menino Jesus” que os Bonecos de Santo Aleixo festejam o Natal, numa série de espectáculos que decorre esta semana no Convento dos Remédios. Este ano, a habitual temporada natalícia dos Bonecos de Santo Aleixo decorre no Convento dos Remédios, em Évora, integrada no programa de animação da mostra “Michel Giacometti – 80 anos, 80 imagens”. De 14 a 19 de Dezembro, às 18h30, o Cendrev está a apresentar o “Auto do Nascimento do Menino Jesus”, que integra os reportórios do “Baile dos Anjinhos”, o “Passo do Barbei-

ro”, as “Saiadas” e a “Tourada”. A exposição sobre Giacometti, o etnomusicólogo francês que, na segunda metade do século XX, deu a conhecer ao mundo os Bonecos de Santo Aleixo,

José Russo. Nesse sentido, o Cendrev submeteu uma candidatura ao PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) com o apoio das associações Trilho e Monte. A companhia esperava obter financiamentos ainda neste quadro comunitário, que decorre até 2013, mas tal não foi possível. Em princípio, um projecto só pode ser financiado pelo PRODER se for desenvolvido num espaço rural, o que inviabilizaria a localização do centro em Évora. No entanto, o Cendrev entende que faz todo o sentido que o equipamento se localize na cidade, onde tem em vista um local no centro histórico. Por isso não desiste, e vai tentar fazer valer os seus argumentos junto da ministra da Cultura. O projecto já recebeu promessas de apoios, nomeadamente da Fundação Gulbenkian, e o Cendrev estuda a possibilidade de o candidatar a fundos comunitários através do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional). “Estamos muito entusiasmados,” diz José Russo. w

também acolhe uma pequeno mostra de títeres originais, que geralmente se encontram em depósito no Teatro Garcia de Resende. Referindo que esta série de espectáculos por ocasião do Natal “já entrou nos hábitos do público,” José Russo, director do Cendrev, revelou que a companhia gostaria de “fazer estes ciclos com mais frequência”, tirando proveito de uma “versatilidade de temas que se pode encaixar no calendário”. Assim, o Cendrev pondera apresentar pela Páscoa o “Auto da Paixão” e “Os Martírios do Senhor”, e pelo S. Martinho o sermão sobre as virtudes do vinho, embora não esconda que tem “alguma dificuldade em suportar esses encargos”. w

A Loja Social do município de Portalegre anunciou ter apoiado 180 famílias carenciadas e ajudado 520 pessoas daquele concelho alentejano, desde que abriu as portas, em outubro de 2009. Os responsáveis da Loja Social explicam que o projeto “conseguiu apoiar 180 famílias e ajudar 520 cidadãos com a entrega de 9 831 bens e produtos alimentares”. Inaugurada há mais de um ano, a Loja Social tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para combater a pobreza, através de apoios que assegurem a satisfação das necessidades das famílias. Uma das iniciativas que desenvolveu nos últimos tempos e que foi alvo de “grande aceitação pela população” foi a promoção de um Curso de Formação Contínua em Cozinha para pessoas carenciadas. Esta ação, desenvolvida em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre (EHTP), deu aos formandos a possibilidade de levarem para as suas casas as refeições confecionadas diariamente. Este curso tinha ainda como objetivo dotar os formandos de competências e formação na área da cozinha. A Loja Social, coordenada pela Divisão de Assuntos Sociais, Educação, Desporto e Juventude da Câmara de Portalegre, tem também articulado ao longo da sua existência sinergias com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para integrar as famílias no mercado de trabalho.


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Lazer HORÓSCOPO SEMANAL

Carneiro Carta Dominante: 10 de Paus, que significa Sucessos Temporários, Ilusão. Amor: Evite precipitar-se nas decisões que toma. Pense bem para que não se arrependa mais tarde. Saúde: Poderá constipar-se. Agasalhe-se bem. Dinheiro: Analise as suas finanças e veja como rentabilizá-las. Número da Sorte: 32 Dia mais favorável: Terça-feira

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Balança Carta Dominante: O Julgamento, que significa Novo Ciclo de Vida. Amor: Poderá suscitar paixões arrebatadoras, mas pense bem naquilo que realmente quer. Saúde: Cuidado com aquilo que come. Poderá colocar em risco a sua dieta. Dinheiro: Defenda-se de um colega mal intencionado, sendo honesto e consciente das suas capacidades. Número da Sorte: 20 Dia mais favorável: Quinta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro Carta Dominante: Valete de Espadas, que significa Vigilante e Atento. Amor: Procure não ter o seu coração tão fechado. Dê a si mesmo a oportunidade para conquistar a felicidade. Saúde: Previna-se contra as constipações. Dinheiro: Reflicta sobre uma proposta profissional que lhe poderá ser feita. Número da Sorte: 61 Dia mais favorável: Sexta-feira

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Escorpião Carta Dominante: Ás de Paus, que significa Energia, Iniciativa. Amor: Mantenha a alegria e o optimismo que o caracterizam. Motivará as pessoas que estão ao seu redor. Saúde: Maior tendência para se sentir sonolento e sem vigor físico. Dinheiro: Poderão surgir alguns problemas profissionais. Mantenha a calma, de modo a resolver os imprevistos da melhor maneira. Número da Sorte: 23 Dia mais favorável: Sexta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Gémeos Carta Dominante: 7 de Copas, que significa Sonhos Premonitórios. Amor: Procure fazer uma surpresa à sua carametade criando um ambiente romântico. Saúde: Procure descansar um pouco mais. Dinheiro: Evite comentar os seus planos profissionais. Guarde as suas intenções a sete chaves. Número da Sorte: 43 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Sagitário Carta Dominante: Os Enamorados, que significa Escolha. Amor: O amor marcará esta semana. Faça os possíveis para manter essa estabilidade. Saúde: Propensão para uma pequena indisposição. Se achar necessário consulte o seu médico. Dinheiro: As suas qualidades profissionais serão reconhecidas e poderá ser recompensado. Número da Sorte: 6 Dia mais favorável: Terça-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Caranguejo

Leão

Carta Dominante: Rei de Espadas, que significa Poder, Autoridade. Amor: Período favorável ao romance. Poderá surgir uma pessoa que se tornará importante na sua vida. Saúde: Cumpra o horário das refeições. Evite estar muitas horas sem comer. Dinheiro: Acautele-se contra possíveis perdas de dinheiro. Previna-se para não sofrer dissabores. Número da Sorte: 64 Dia mais favorável: Sábado

Virgem

Carta Dominante: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: A sua experiência de vida poderá ajudar um amigo a orientar a sua vida. Seja solidário com quem solicitar o seu apoio. Saúde: Procure o seu médico assistente com maior regularidade. Faça análises de rotina. Dinheiro: Seja mais dedicado ao trabalho. Procure não desistir dos seus objectivos. Número da Sorte: 55 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Carta Dominante: 6 de Ouros, que significa Generosidade. Amor: o pessimismo e a falta de confiança não favorecem a realização pessoal. Saúde: Descanse o máximo que puder. Se tiver oportunidade faça sessões de massagem. Dinheiro: Coloque em marcha um projecto muito importante para a sua carreira profissional. Número da Sorte: 70 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Aquário

Capricórnio Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Dedique mais tempo a si mesmo. Planeie um período de descanso a dois. Saúde: A sonolência e a preguiça irão marcar a sua semana. Tente travar essa tendência. Dinheiro: Seja mais compreensivo com os seus colegas de trabalho. Se agir dessa forma conseguirá conquistar um bom ambiente. Número da Sorte: 67 Dia mais favorável: Domingo

Peixes

Carta Dominante: 5 de Copas, que significa Derrota. Amor: Semana favorável ao convívio. Convide alguns amigos para saírem consigo. Saúde: Poderá sentir-se mais cansado que o habitual. Tome um duche quente e relaxe. Dinheiro: Assente os pés na terra e saiba aquilo com que conta. Pense bem antes de agir. Número da Sorte: 41 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Carta Dominante: Rei de Copas, que significa Poder de Concretização, Respeito. Amor: Aproveite os momentos com a família pois dar-lhe-ão um grande bem-estar emocional. Saúde: Cuide da sua alimentação com maior vigor. Dinheiro: Estará financeiramente estável, por isso, poderá satisfazer um capricho seu. Número da Sorte: 50 Dia mais favorável: Quinta-feira

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Artes Na Galeria Two Heads Chicken

Uma descida ao inferno mórbido e fascinante de Witkin José Pinto de Sá

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Depois de ter apresentado ao público eborense uma notável mostra de escultura hiper-realista, a Galeria Two Heads Chicken propõe agora uma exposição do fotógrafo norte-americano Joel-Peter Witkin, um dos artistas mais controversos da actualidade. O trabalho do fotógrafo norteamericano Joel-Peter Witkin, que pode ser visto até Fevereiro na galeria Two Heads Chicken, em Évora, tem sido considerado controverso e chocante, mas é sem dúvida incontornável no panorama artístico contemporâneo. A obra de Witkin aborda com frequência temas como a morte e a deficiência, através de composições complexas que muitas vezes citam episódios religiosos ou pinturas célebres de uma for-

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“Apolo e Dafne no Jardim das Oliveiras”, por Joel-Peter Witkin.

ma mórbida, fortemente marcada pela visão do pintor flamengo Jerónimo Bosch (1450-1516).

Witkin nasceu em Nova Iorque em 1939, de pai judeu e mãe católica, cuja incapacidade para

transcenderem as diferenças religiosas terá marcado a sua existência e influenciado o seu trabalho. Começou por trabalhar como técnico num estúdio fotográfico. Depois, cumprindo o serviço militar, foi fotógrafo do Exército, cobrindo a Guerra do Vietname entre 1961 e 1964. De regresso aos Estados Unidos estudou escultura, concluindo um mestrado em Belas Artes. Joel-Peter Witkin afirma que a sua peculiar visão foi determinada por um episódio testemunhado na infância, um acidente de viação que ocorreu diante da sua casa e no qual uma menina foi decapitada. Alguns dos seus trabalhos, nomeadamente os que envolvem cadáveres, tiveram que ser realizados no México, devido a restrições impostas pela legis-

lação norte-americana. Devido à natureza transgressora do seu trabalho, as suas imagens têm causado controvérsia e chocado a opinião pública. A sua técnica, baseada nos daguerreótipos do século XIX, inclui a raspagem dos negativos e o uso de corantes, bem como o recurso a métodos de impressão muito personalizados. Esta amostragem do trabalho de Witkin entre 1976 e 2003 é a segunda exposição organizada pela galeria Two Heads Chicken, inaugurada este ano em Évora, no Largo de São Miguel, junto ao Colégio do Espírito Santo. A galeria, dedicada à promoção e difusão das mais recentes tendências da arte figurativa a nível mundial, iniciou a sua actividade com uma exposição de escultura hiper-realista que constituiu um grande êxito. w


20 16 Dezembro ‘10

Roteiro

Para divulgar as suas actividades no roteiro Email geral@registo.com.pt

MÚSICA

EXPOSIÇÃO

TEATRO

OUTROS PALCOS

Redondo

Évora

Évora

Redondo

Évora

Concerto de Natal – Banda Filarmónica Municipal Redondense 18 de Dezembro de 2010 | 21h30m | Auditório do Centro Cultural de Redondo, pela Sociedade Filarmónica Municipal Redondense. Entradas Gratuitas

Sonhos em Português Até 23 de Dezembro de 2010 | Das 21h-24h | Sede da SHE | Praça do Giraldo, 72 | Évora

Faz de conta que é natal 18 de Dezembro de 2010 | PIM Teatro 10h | Localização: Centro Histórico de Évora | Palhaços Actores: Alexandra Espiridião | João Sérgio Palma | Diogo Duro

À tarde no Museu – Moldagem de figuras de barro 18 de Dezembro de 2010 | 15h00 | No Museu do Vinho | Entradas Gratuitas

Constrói o teu presente de Natal 22 de Dezembro de 2010 | 10h-12h Localização: Rua da Corredoura nº8, Évora

Évora Concerto de Natal 19 de Dezembro de 2010 | 18h | Sé de Évora | Inf: 266 737 144 | Email: geral@forumea.com.pt | www.fundacaoeugeniodealmeida.pt Inspirada nos valores cristãos de entrega e comunhão entre os homens, a Fundação Eugénio de Almeida assinala o Natal com mais um concerto especial: Coros da Escola Superior de Música de Lisboa | Coro do Instituto Piaget | Orquestra Sinfónica da ESML | Solistas: Ana Pula Russo | soprano: Joana Nascimento | contralto: João Cipriano Martins | tenor narrador: Luisa Cruz | Maestro Paulo Lourenço.

Exposição de trabalhos em óleo, acrílico e técnicas mistas da pintora, fotógrafa e designer gráfica Melanie Bund. Reguengos Ambiências II Até 9 de Janeiro de 2011 | Localização: Casa Monsaraz, na vila medieval de Monsaraz

Évora Faz de conta que é natal Até 19 de Dezembro de 2010 | 18:30 | Convento dos Remédios – Évora Inf: 266 703 112 | Email: geral@cendrev.com | www.cendrev.com

Nota: dos 6 aos 12 anos | máximo: 15 crianças Actividade concentrada na moldagem de figuras em barro tendo como finalidade a construção de um presépio em barro. Évora Concurso Árvores de Natal Recicladas 20 de Dezembro de 2010 e 6 de Janeiro de 2011. O concurso “Árvores de Natal Recicladas” , promovido pela Câmara Municipal de Évora | Organização: Câmara Municipal de Évora; | Apoio: Eco Escolas | Patrocinadores : TMN

Vila Viçosa Campeonato de Skate em 3 Jornadas 18 de Dezembro de 2010 | 09H00 | Skate Parque de Vila Viçosa (Campo da Restauração)

Évora

Na exposição “Ambiências II”, a pintora apresenta 12 quadros em óleo sobre tela que podem ser apreciados e adquiridos de quinta-feira a domingo entre as 10h e as 12h30 e das 14h às 17h.

Aproveitando a época festiva do Natal, os Bonecos de Santo Aleixo apresentam o “Auto do Nascimento do Menino Jesus”. Actores/Manipuladores: Ana Meira, Gil Salgueiro Nave, Isabel Bilou, José Russo e Victor Zambujo | Acompanhamento Musical: Gil Salgueiro Nave.

Informações pelos telefones: 266 777100 – Gabinete da Juventude E-mail: palavraj@cm-evora.pt

Projecção de Vídeo – Um Conto de Natal 20 de Dezembro de 2010 | Cinema de Segunda Coordenação de Rita Felício Localização: Praça do Giraldo, 72 | Inf: 266 746 874 | Email: she.lab.evora@ gmail.com | www.she.pt Organização: Sociedade Harmonia Eborense


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Desporto Distrital de Évora

Futsal de Évora em franca expansão

Aposta na formação vai dar frutos Aníbal Fernandes

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Para os apreciadores mais fundamentalistas, vinho é tinto, o branco não conta para o campeonato. Também no futebol há quem olhe de lado para o futsal, mas a modalidade tem vindo a ganhar espaço e, nas regiões do interior, pode ser uma alternativa ao jogo de onze contra onze que exige mais recursos humanos e financeiros, duas coisas que escasseiam por estas bandas. O REGISTO falou com alguns dos dinamizadores do Futsal no distrito de Évora para traçar o retrato possível da modalidade e todos foram unânimes: está em franco crescimento e desperta cada vez mais interesse entre a juventude, raparigas incluídas. Óscar Tojo, responsável técnico da Associação de Futebol de Évora (AFE), refere que desde «há três ou quatro anos» a AFE tem vindo a tomar algumas medidas que visam o desenvolvimento da modalidade, nomeadamente, promovendo «cursos de treinadores a preços reduzidos, promovendo as selecções distritais e decidindo pela não obrigatoriedade de policiamento nos jogos». Os bons resultados da selecção nacional, a transmissão de jogos pela televisão e o facto de grandes clubes, como o Benfica e o Sporting terem aderido à prática do futsal, também não são alheios ao ressurgimento em força do velhinho «futebol de salão», mas o conforto proporcionado por uma modalidade «indoor», mais ao gosto das novas gerações, também

é um factor que pode explicar uma maior participação da malta jovem. Clemente Medeiros, treinador do Cabeção, faz parte de uma geração habituada a jogar futebol em pelados, ao frio e à chuva, mas abraçou com entusiasmo o lançamento do futsal na sua terra. «Por falta de pessoal e de verbas o futebol de 11 acabou há uma dezena de anos», recorda. Numa terra sempre habituada a ver «bola», o futsal apareceu há dois anos pela mão do Sport Cabeção e Benfica e tem sido acarinhado pela população. Em 2010, para além dos séniores e dos juniores, também as «meninas» entraram na dança e, por exemplo, no último jogo em casa, tinham mais de duas centenas de espectadores nas bancadas, muito mais do que em alguns campos de futebol de onze… Luís Papança também anda no Futsal há uns anos. Passou pelo Aldeia Velha, na III Divi-

são, e pelo Évora Futsal e, agora, está no Juventude. O técnico garante que o jogo «ao vivo é mais interessante do que na TV», mas mostra algum desânimo com a falta de adeptos no pavilhão. «Nas aldeias e vilas é mais fácil levar as pessoas a ver jogos», afirma, adiantando que a oferta de uma cidade contribui para desviar as pessoas que, ainda por cima, são cada vez menos. Acha que o nível do futsal distrital ainda não é nada de especial, mas aponta o trabalho na formação como potenciador do aumento da qualidade. Nélson Cardoso, treinador da equipa líder do campeonato distrital – Sporting de Viana -, acha que o futuro está na formação, e diz, com orgulho evidente, que este ano conseguiram ter equipas de todos os escalões: benjamins, infantis, iniciados, juvenis, juniores e seniores. Só falta a equipa feminina, mas o assunto não

está esquecido. No entanto, Nélson afina pelo mesmo diapasão que Luís Papança: é necessário que os técnicos ad-hoc que estão à frente das várias equipas invistam mais na sua própria formação, de forma elevarem o nível do futsal no distrito. Esta época são onze as equipas a disputar o Campeonato Distrital e a campeã subirá à III Divisão Nacional. Nos registos da Associação estão inscritos 153 atletas seniores masculinos, mas em todos os escalões são cerca de 500. Em femininos, os nove clubes que disputam a competição – Aliados de Vendas Novas, Almansor, Barbus, Cabeção, Casa do Benfica de Évora, Juventude, Luso Morense, Pavia e Associação Sou Jovem, de Sousel – somam mais de uma centena de praticantes. Em termos de campeonatos, nos infantis e iniciados competem seis equipas; nos juniores são sete e nos juvenis oito. w

Lusitano e Monte Trigo vencem Redondense e Escouralense E à décima jornada o Redondense perdeu a invencibilidade. Na deslocação à Herdade da Figueirinha, o ainda líder do campeonato baqueou frente ao Lusitano de Évora por dois zero e relançou a luta pelo título. No jogo de domingo o Lusitano entrou a controlar o jogo e ao bater da meia hora inaugurou o marcador. O jogo continuou igual até ao intervalo, com os de Évora a controlarem e os do Redondo a queixarem-se do relvado… Na segunda parte o Redondense correu atrás do prejuízo, e com a expulsão de um jogador do Lusitano, aos 76’, ainda procurou o golo com mais insistência. No entanto, foi o Lusitano que alargou a vantagem, marcando o segundo, aos 80’. Os ânimos exaltaram-se e a partida endureceu. Em consequência mais dois atletas, um de cada equipa, foram para o duche mais cedo – Henrique e Carlitos… Em Monte Trigo, a equipa da casa também se impôs ao ex-segundo classificado, por 3-0. Agora, na frente do campeonato, seguem quatro equipas separadas entre elas por apenas 3 pontos (Redondense, 25; Lusitano; 24; Escouralense, 23 e Monte Trigo, 22). Outros resultados da jornada: Giesteira, 0 – Sp. Viana, 1; Perolivense, 1 – Portel,0; Calipolense, 0 – Oriolenses, 0; Borbense, 0 – Bencatelense, 1; Santiago Maior, 3 – Canaviais, 1. Na próxima jornada o Lusitano vai jogar a Bencatel e o Redondense recebe em casa o Santiago Maior, tal como Monte Trigo e Escouralense que jogam, respectivamente, com o Giesteira e o Canaviais.

Futebol de formação

«Matraquilhos» imparáveis A equipa A do Intermarché-Lusitano é uma autêntica máquina de fazer golos: desta vez venceram por um expressivo 18-0 a turma do Santo António Geração Benfica, tendo ultrapassado, à sétima jornada, a cifra de 8º golos marcados. Marcaram pelo lusitano: Felipe Ramalho 6 golos; Sérgio Rita, 3 golos; Pedro Oliveira, Rui Ratinho e Diogo Oliveira, 2 golos; João Parreira, João Varela e António Ferreira, 1 golo.

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Desporto Distrital de Portalegre

Gavionenses assume comando Na série A do campeonato de Portalegre, o Gavionenses assumiu o comando da prova, após ter vencido o Monfortense por 4-0. O antigo líder, o Fronteirense, empatou em casa com o Portus Alacer (2-2) e soma agora 27 pontos, tantos como os de Gavião, mas esta equipa tem menos um jogo. O Castelo de Vide foi ganhar a Santo Amaro (0-1) e o Montargilense, a jogar fora «espetou» seis, sem resposta, ao Alpalhoense. Na série B, O Elvas continua sem perder. Desta vez foi a Portalegre defrontar o Estrela e venceu por 0-3. O Campomaiorense também não desiste: nova vitória em casa, frente ao Mosteirense, por 3-1. Outros resultados: Alegrete, 2 – Portalegrense, 0; Sta. Eulália, 4 – Esperança, 1; Arronches, 2 – Degoladense, 1.

Juventude eliminado pelo FC Porto (4-0) da Taça de Portugal

Dez minutos de glória Aníbal Fernandes

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O Juventude resistiu 10 minutos no Dragão, mas o onze que Vilas Boas escalou para defrontar a equipa de Évora, recheado de vedetas internacionais, deu «um sinal de respeito» para com a equipa de Miguel Ângelo. Era notória a diferença entre as duas equipas, mas, apesar disso, o treinador dos alentejanos foi ao Dragão jogar o jogo pelo jogo e, tal como disse no final do encontro, não estacionou a camioneta à frente da baliza. Nas declarações à imprensa, Miguel Ângelo mostrou-se conformado com o resultado – menos pesado do que o conseguido pelo Benfica, por exemplo – e satisfeito por ter «defrontado uma grande equipa que mostrou todo o seu potencial», agradecendo ao treinador do FC Porto o facto de ter permitido aos jogadores do Juventude medir forças com PUB

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atletas de topo mundial. A história do jogo, é a história dos golos: aos 11 minutos, Falcão inaugurou o marcador. Após uma perda de bola a meio campo, James correu pelo corredor esquerdo e centrou para o coração da área, onde apareceu o «matador» colombiano a empurrar a bola para o fundo da baliza do Juventude; o segundo também vai ficar na história pessoal de Moutinho, já que o ex-capitão do Sporting marcou pela primeira vez ao serviço do Porto; o terceiro, já na segunda parte, foi do «regressado» Álvaro Pereira e, a fechar a contagem, marcou o reforço Walter. No Juventude, deu nas vistas o guarda-redes Tiago que, apesar dos quatro golos sofridos, fez uma mão cheia de boas defesas. Para a história, fica também a formação do Juventude: Tiago Martins, Bruno Gambóias, Tiago Pires, Paulo Letras, Paulo

Martins (Vítor Martelo, 72’), Cao (Luís Barreiros, 85’), Carlos Mota, Malick Cissé, João Fonseca, Nuno Gaio e Sebastien (André Xavier, 72’). (Suplentes: Nuno Laurentino, Nelson Silva, Luís Barreiros, Carlos Gomes, André Xavier, Vítor Martelo e Viúla).

15 dias espectaculares Já em Évora, Amadeu Martinho, presidente do Juventude admite que pouco havia a fazer, para evitar a eliminação. No entanto, recorda os «15 dias espectaculares» em que o Juventude e a cidade de Évora foram falados em todo o país e, mais importante do que isso, o encaixe financeiro que esta eliminatória vai proporcionar ao clube. O presidente não sabe ao certo qual a verba que o Juventude arrecadará, já que no que se refere à divisão dos 75 mil euros referentes à transmissão televisiva, o Regulamento da Taça é omisso. Certo, certo é que o Dragão estava com meia casa, o que dará à volta de 25 mil espectadores: depois das contas feitas, deverá pôr mais umas dezenas de milhares de euros nos cofres do Juventude. «Muito mais do que uma época inteira», a jogar em Évora, revela Amadeu Martinho, acrescentando que «muitos dos jogos em

casa dão prejuízo», contribuindo para isso, a somar a outras despesas, o facto dos clubes terem de pagar uma verba fixa à Federação e à Associação de Futebol de Beja (AFE), quer tenham dois espectadores ou cinco mil». O valor a pagar a estas duas instituições é sempre o mesmo», revela Amadeu Martinho. «A AFE diz que aumentou o número de praticantes de futebol. É falso! Quem aumentou o número de praticantes no distrito de Évora foram os associados da AFE», os clubes, bem entendido, rectifica o dirigente do Juventude, explicando que isso significa ainda mais dinheiro para os organismos dirigentes. E acrescenta que pelo facto das Associações - nomeadamente a de Évora que votou contra à indicação do clube a que preside - não terem aprovado a Lei de Bases do Desporto, a Federação Portuguesa de Futebol perdeu o estatuto de utilidade pública o que implica que o Juventude ainda hoje esteja à espera de verbas referentes a deslocações que fez às ilhas, em Dezembro de 2009… Ontem, já depois do fecho desta edição, o Juventude acertou o calendário, no Sanches Miranda, num jogo em que os eborenses defrontaram a equipa do Atlético de Reguengos. w

III Divisão – série F

Moura empata, mas segura liderança O União de Montemor que se encontrava em queda há umas jornadas, foi até Moura, impor um empate a duas bolas, ao líder da série a par do Sesimbra. O Estrela de Vendas Novas, também não conseguiu melhor na Cova da Piedade (1-1), tal como o Odemirense que empatou (0-0), em casa, com o Sesimbra. Para não fugir à regra, o Aljustrelense – que já conta 7 empates – foi ao Barreiro defrontar o Fabril e empatou a zero. Na classificação o Moura e o Sesimbra lideram com 20 pontos, seguidos pelo Vendas Lovas e o Esperança de Lagos; com 18, Messinense, com 17; Odemirense e Aljustrelense, com 16; Fabril, Montemor e Pescadores, com 13, Cova da Piedade, com 10 e, por último, o Beira Mar de Monte Gordo, com zero pontos. Na próxima jornada o União recebe em Montemor o Aljustrelense; o Odemirense joga no Litoral com os Pescadores; e o Estrela de Vendas Novas vai até Lagos. No entanto, o grande jogo da jornada pões frente a frente, em Moura, os dois lideres da série.


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Évora

SEMANÁRIO

CDS discute o sul todo Paulo Nobre

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Começam este sábado em Évora as Conferências AlemTejo, umas jornadas onde o CDS pretende lançar a discussão sobre temas de interesse a todo o sul do país. “Há um traço que une todo o sul e o que nos interessa é debatermos o conjunto do sul país”, diz ao REGISTO Luís Assis, presidente da Distrital de Évora do CDS e organizador das conferências. Realizada num hotel da cidade, a conferência deste sábado está dividida em vários temas que passam pela segurança, turismo, agricultura, saúde, emprego e o desenvolvimento económico no interior. A Distrital de Évora quer que esta conferência seja aberta não só aos membros e simpatizantes do CDS. “Queremos que seja um chamamento à sociedade civil para que esta venha debater connosco os problemas que sentem e também criar consciência da força que podem ter, nomeadamente através do voto”, acrescenta Luís Assis. Como oradores convidados estão nomes fortes do aparelho centrista. Telmo Correia, Luís Valente, Nuno Magalhães, Isabel Galriça Neto e Pedro Mota Soares. O encerramento será feito pelo líder do partido, Paulo Portas, que participa também no jantar de Natal da Distrital de Évora. w

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Roubos e vandalismo no distrito de Beja

Nem a Igreja de Ourique escapou... w

Conferências AlemTejo, sábado, em Évora

Quinta-feira Max. 9 Min. -3

Redação/Lusa

O presidente da Câmara de Ourique, Pedro do Carmo, manifestou-se ontem preocupado com vários furtos e atos de vandalismo ocorridos no concelho nas últimas madrugadas, que estão a ser investigados pela GNR. “Estamos a encarar isto com muita preocupação. O problema de todos estes crimes é que não há furtos significativos. É só para fazer mal, supostamente pelo mesmo grupo”, afirmou o autarca à Agência Lusa. Segundo Pedro do Carmo, esta situação começou “na madrugada da passada quinta-feira”, na sede de concelho, quando “foram partidos os vidros de todos os automóveis” de uma determinada marca, “independentemente do modelo ser mais antigo ou mais recente”. “Na madrugada de sábado foi assaltada a igreja de Ourique e, na de terça-feira, o grupo suspeito foi a Garvão, onde causou estragos na junta de freguesia, na escola e partiu a caixa de esmolas e provocou prejuízos na igreja”, disse. Já hoje, segundo Pedro do Carmo, a câmara recebeu a indicação de que “várias vedações agrícolas apareceram cortadas”, em herdades espalhadas pelo concelho.

Pedro do Carmo preocupado com segurança.

“GNR está a investigar” Fonte da GNR garantiu que estes furtos e atos de vandalismo inspiram “preocupação”, sobretudo por terem ocorrido “num curto espaço de tempo”, e frisou que a investigação decorre. “A GNR está a exercer esforços, com reforço de meios de investigação e de patrulhamento, no sentido de detetar o quanto antes os suspeitos, se possível em flagrante delito”, asseverou. A fonte policial revelou que, “dadas as características dos furtos e dos vestígios”, presume-se que as ocorrências

sejam perpetradas “pelo mesmo grupo de indivíduos”, alegadamente formado por “jovens”. “Mas todas as linhas de investigação estão em aberto”, afirmou, adiantando ainda que, esta madrugada, houve “uma tentativa de furto, com recurso a arma de fogo, a uma senhora que ia na rua em Castro Verde”, mas a vítima “começou a gritar e o suspeito fugiu”. O pároco de Ourique, padre José Manuel, afiançou que, da igreja da sede de concelho, os assaltantes “não levaram nada, porque não havia dinheiro nas caixas de esmolas arrombadas”. “Mas, na de Garvão, os prejuízos devem rondar os dois mil euros. Arrombaram a porta, o sacrário, a caixa de esmolas e estragaram o lampadário, uma máquina de velas com moedas, que custou 1.350 euros e que era nova. Tínhamo-la colocado na igreja no dia 1 deste mês”, disse. “Estou preocupado, tanto que já comuniquei às outras paróquias ao meu encargo para que retirem tudo das igrejas”, afiançou. Quanto ao presidente da Associação de Criadores do Porco Alentejano, José Cândido, adiantou à Lusa que, em termos agrícolas, “em todas as freguesias do concelho”, há registo de “roubos de gasóleo, vedações cortadas, portas de vedações arrombadas e máquinas, como tratores, que foram mudados de sítio”. w

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