UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL BACHARELADO EM RÁDIO, TV E INTERNET
LEONARDO MARCO NAYARA ARIODANTE RHERISSON REIS
TRAUMA um fashion curta do pós amor... TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
SÃO PAULO 2021
Leonardo Marco Nayara Ariodante Rherisson Reis
RGM: 1937125-0 RGM: 1867434-8 RGM: 1964251-2
TRAUMA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao bacharelado em Rádio, TV e Internet, da Universidade Cruzeiro Do Sul, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Bacharel em Rádio, TV e Internet. Orientadores: Profª Ma Krishna Gomes Tavares Prof Me Alexandre Henrique
SÃO PAULO 2021
FOLHA DE APROVAÇÃO
BANCA EXAMINADORA _____________________________________ Profª _____________________________________ Profº _____________________________________ Profº
Dedicamos este trabalho a todas as pessoas que depositaram sua confiança em nós, e a todo apoio que as mesmas nos ofereceram durante toda nossa trajetória.
AGRADECIMENTOS Gostaríamos de começar agradecendo a faculdade Cruzeiro do Sul por toda infraestrutura e ajuda para a realização do projeto, não só no TCC mas também por toda ajuda durante esses anos de curso. Queremos Agradecer aos nossos professores orientadores, Professor Bruno Rogério, Professora Krishna Tavares e todos os professores que estiveram conosco durante o curso, pois sem a ajuda deles também não estariamos aqui hoje. Em especial queremos agradecer ao professor Alexandre Henrique, que abraçou nossa ideia e decidiu nos ajudar nesse projeto experimental e maluco. Gostaríamos de agradecer também a todos nossos familiares e amigos que sempre acreditaram em nós e nos apoiaram para que hoje pudéssemos estar no lugar onde estamos. E para finalizar queremos fazer dois agradecimentos especiais. O primeiro vai para João Pimenta que cedeu o figurino para que pudéssemos realizar nosso projeto, e também ao Antonio, que não só realizou toda a maquiagem, mas também nos ajudou nas gravações, uma ajuda muito especial que agradecemos muito.
RESUMO Este estudo tem o objetivo de unir três formatos audiovisuais sendo eles o fashion filme, o vídeo arte e o curta metragem tornando-os em um formato híbrido e experimental. Um personagem principal a conta essa história de modo conceitual em que as peças de roupa expressam e dialogam com a ambientação mental, no qual se encontra depois de ter passado por um período de amor romântico ruim. O personagem que recebe o nome Narcisio é o responsável por nos guiar no processo de autoconhecimento recorrente a evolução perante aos seis atos, vivia uma melancolia interna até chegar no seu estação de ascensão. Palavras-chave: Pós Amor.Sentimento.Audiovisual, Trauma, Amor.
ABSTRACT This study aims to unite three audiovisual formats. Which are fashion film, video art and short film, making them into a hybrid and experimental format. A main character tells this story in a conceptual way in which the clothes express and dialogue with the mental environment in which he finds himself after having gone through a period of bad romantic love. The character who receives the name Narcisio is responsible for guiding us in the process of recurrent self-knowledge the evolution before the six acts, lived an internal melancholy until arriving at his station of ascension. Keywords: Post.Love.Sentiment.Audiovisual, Trauma, Love.
SUMÁRIO 1 Introdução…………………………..............................................18 2 Produtora Rhena…………………..............................................22 2.1 Logo………………………………..............................................25 2.2 Missão…………………………..................................................26 2.3 Visão…………………………….................................................26 2.4 Valores………………………………..........................................26 2.5 Organograma……………………..............................................28 2.6 Mini Currículo..…………………................................................30 2.7 Portfolio………………………....................................................36
3 Fundamentação Teórica………………........................................38 3.1 Historia do Fashion Film..........................................................40 3.1.1 O começo...........................................................................40 3.1.2 A evolução..........................................................................41 3.1.3 A industrialização...............................................................42 3.1.4 O conceito..........................................................................43 3.2 União dos formatos..................................................................44 3.3 A moda e a influência sob aspectos sentimentais...................48 3.4 Desenvolvimento do cinema e sua relçao com a moda..........48 3.5 A industrialização do cinema e o surgimento do do termo Fashion Film.............................................................49 3.6 Sintomas do trauma psico emocional......................................50
4 Bíblia……………………………..................................................55 4.1 Título do projeto……………………...........................................58 4.2 Justificativa…………………………...........................................60 4.3 Objetivos……………………………….......................................61 4.3.1 Objetivos Gerais…………..................................................61 4.3.2 Objetivo Específico……………..........................................61 4.4 Sinopse…………………………….............................................62 4.5 Storyline…………………………................................................62
SUMÁRIO 4.6 Argumento……………………………........................................62 4.7 Descrição dos personagens.....................................................63 4.8 Atos……………………………..................................................65 4.9 Sinopse dos arcos……………..................................................65 4.10 Videografismo e estética de arte....…....................................66 4.10.1 Conceito Visual………………..............................................66 4.10.2 Referências Estéticas…………...........................................68 4.10.3 Estética Figurinos................................................................70 4.10.4 Conceitos e estética............................................................74 4.10.5 Adaptações dos Figurinos...................................................88 4.10.6 Figurinos JOAO PIMENTA..................................................96 4.10.7 Beleza de Antonio Machado...............................................96 4.12 Plataformas de veiculação…..............................................…98 4.13 Classificação indicativa…………............................................98 4.14 Público Alvo....…………….....................................................98 4.15 Orçamento…………………....................................................99 5 Anexo.......................................................................................102 5.1 Roteiro....................................................................................102 5.2 Autorização de imagem..........................................................108 Referências Bibliográficas…………..............................................110
INTROD
DUCAO
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INTRODUÇÃO Este projeto de conclusão de curso foi pensado de forma conjunta entre os alunos Rherisson e Nayara que se uniram para abordar o tema do universo do pós-amor que busca introduzir uma forma híbrida de relacionar gêneros do audiovisual. Por meio de uma análise de meio pertencente ao campo da arte, o presente estudo busca investigar a interação entre a arte, o amor e o trauma. Tem-se como escopo esquadrinhar em qual medida e de que forma o trauma participa do processo de criação de um projeto audiovisual relacionado à moda. O projeto tem como objetivo fazer uma união entre linguagens audiovisuais para enfim trazer uma visão atípica do que se conhece e se vê em fashions filmes existentes, fazendo com que o público desvincule o fashion filme do âmbito publicitário e veja o lado sentimental de estar usando uma peça de roupa que mostre de forma direta o que o indivíduo sente conforme o projeto traz uma história. Existem algumas linguagens audiovisuais que se aproximam do intuito do projeto e que farão parte da base de criação. O curta metragem o próprio fashion filme e um pouco do vídeo arte se aproximam mais do formato proposto e do caminho que o projeto irá fazer até sua conclusão. A direção de arte será bastante importante nessa montagem do projeto, as cenas que contarão com poucos elementos, abrangem toda a parte estética do filme, desenvolvendo uma unidade visual para a narrativa neste fashion curta. A direção de arte é o ponto de maior importância no projeto, tem como papel transmitir toda a linguagem visual para transportar o telespectador para a atmosfera de cada um dos seis atos. Pelo fashion curta se passar em um estúdio de fotografia e ter poucos elementos adicionados para composição cênica, as mudanças presentes na atmosfera de cada um dos seis atos ajudam a transmitir a sensação e sentimento do personagem. Para isso utilizamos diferentes fotografias, paleta de cores, ambientação sonora e o figurino, que é utilizado como a principal ferramenta narrativa. O uso da paleta de cores em tons frios e quentes presentes no figurino nos ajuda a dizer como o personagem está se sentindo, como por exemplo o uso da cor vermelha que transmite a paixão que é sentida por Stella.
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Outra coisa importante no projeto será a fotografia que é a área que controla o processo de construção e registro das imagens de um filme, levando para a tela toda a atmosfera e a linguagem imaginadas na pré-produção, por meio de ferramentas técnicas como iluminação, filtros, lentes, movimentos de câmera, enquadramento, cor e exposição, contudo trabalhará com planos variados, mas explorando de forma mais intensa os planos mais fechados que irão possibilitar o enquadramento dos detalhes da cena. As pesquisas necessárias para execução deste projeto que vieram dos campos do fashion film, curta metragem e vídeo arte contaram também com artistas plásticos, performances, instalações e diretores cineastas que trabalham com universos fantasiosos e pragmáticos no desenvolvimento da arte final do filme.
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RHE
ENA
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A PRODUTORA RHENA Esta produtora nasceu de uma vontade de criar e misturar formatos, inventar novas formas de apresentar a arte para o público que aprecia uma coisa conceitual que traz uma interação atemporal do que se vive e se vê. Rhena é a junção de dois nomes, Rherisson e Nayara que levam essa ambiguidade de criações até nessa união. Formar a palavra RHE+NA traz justamente voz para o que queremos dizer, traz união de duas coisas e pessoas distintas, mas que se completam. Consequentemente, o nome faz alusão a uma rena, que é um animal que se permite andar em dois solos diferentes. Recentemente tivemos uma adição e Leonardo faz parte dessa nova formação, trazendo uma base mais técnica para os projetos. Sempre visando essa estética, buscamos conduzir as produções ao teor da individualidade que se cruza em mundos dessemelhantes.
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LOGO O logo da produtora Rhena surgiu através da alusão ao animal Rena, que o nome da produtora faz. Essa alusão não foi proposital e surgiu inesperadamente após a ideia do nome da produtora ser criado. A ideia do nome veio dos primeiros integrantes da produtora e seguindo essa linha, a logo foi criada. O objetivo da produtora é criar projetos mais conceituais e abstratos, dai surgiu a logo-marca. Criado por Nayra Ariodante, seguindo o estilo da produtora, o nome foi colocado em meio às chifres da Rena, deixando-o assim estilizado e diferente de qualquer outra coisa que estamos acostumados. Apenas a cor branca foi utilizada, seguindo a linha de pensamento em criar algo clean e minimalista.
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MISSÃO Produzir conteúdo audiovisual experimental misturando formatos já existentes que falem sobre diversos temas com olhar desenvolvido através de uma criação conceitual.
VISÃO Ser referência em projetos conceituais, sejam eles em vídeo, criação, pesquisa, consultoria, mostrando sensibilidade aos assuntos que possam vir a ser abordados.
VALORES Ética, criatividade, conceito, responsabilidade afetiva, respeito pelas ideias apresentadas pela equipe, equilíbrio de conhecimento, construção de ideias em conjunto e entrega de resultados com possam de alguma forma criar identificação com o público.
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Leonardo Marco 21 anos, brasileiro e morador de Santo André - SP, cursa RTVI na faculdade Cruzeiro do sul. Já atuou como estágiario de edição de vídeos na faculdade Impacta de Tecnologia. Hoje em dia trabalha com design gráfico e corte a laser
Nayara Ariodante 26 anos, vem da zona norte de São Paulo, lugar de onde nunca saiu. Cursa rádio, tv e internet, na Cruzeiro do sul, já realizou trabalhos com fotografia voltado ao mundo da moda e estágio em análise de transmissão de mídia.
Harry Reis Rherisson Reis, 28 anos, morador de Osasco. Cursa Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul. Já realizou trabalhos artiscos no ramo da moda.
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Editor de vídeo Ass. Direção Produção Câmera
Direção Produção Produção executiva Direção de Fotografia Câmera Roteiro Figurino
Direção Produção Produção executiva Direção de Arte Roteiro Figurino
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31 Leonardo Marco 2018/1 Programa de videoclipes “Indiezando” - Atuou como operador da mesa de som durante o programa 2018/1 Radionovela “Além da vida”- Foi de mesa e editor 2019/1 Revista Eletrônica “Em cena”- Neste projeto atuou como editor, câmera de gravações externas e também roteirista 2019/2 Programa de TV “Beija Eu” - Foi assistente de produção, câmera em gravações externas e durante o programa ao vivo foi operador da mesa de corte 2020/1 Documentario “Hiato distópico - Atuou com editor do projeto 2020/1 Atuou como estagiário de edição na Faculdade Impacta de Tecnologia 2020/2 Websérie “Ster” - Foi ator e assistente de produção durante as gravações do projeto
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33 Nayara Ariodante 2018/1 Programa de videoclipes “backstage” - Atuou como diretora 2018/1 Radionovela atuou como roteirista e locutora 2019/1 Revista Eletrônica “REC”- Neste projeto atuou como uma das entrevistadoras/apresentadora, roteirista e produtora 2019/2 Programa de TV “Beija Eu”- Foi apresentadora, roteirista e produtora 2020/1 Documentario “Hiato distópico - Atuou como roteirista, foi uma das entrevistadas, câmera, produtora e diretora de fotografia 2020/1 Atuou como estagiária de análise de transmissão de mídia na empresa SINO 2020/2 Websérie “Ster” - Foi atriz, roteirista, produtora, figurino, maquiagem, ass de fotografia durante as gravações, câmera em algumas cenas e ass de edição na abertura da série.
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FOTO
35 Harry Reis 2018/1 Programa de videoclipes “Indiezando” - Atuou como apresentador do programa 2018/1 Radionovela “Além da vida” - Neste projeto atuou como roteirista 2019/1 Revista Eletrônica “Em cena” – Atuou como produtor e roteirista 2019/2 Programa de TV “Beija Eu” - Foi diretor de arte, produtor, figurinista 2020/1 Documentario “Hiato distópico - Atuou como roteirista e diretor de arte 2020/1 Atuou como assistente de produção executiva do desfile da marca João Pimenta no SPFW 25 anos 2020/2 Websérie “Ster” – Neste projeto atuou como diretor, diretor de arte, diretor de fotografia, figurinista e produtor
36 O programa piloto Rec traz um universo geek que conta com dicas dos últimos lançamentos do cinema, lugares e exposições, dicas audiovisuais com convidados a toda semana que informam e convidam o telespectador a contemplar e explorar a cidade de São Paulo usufruindo da cultura geek.
A revista eletrônica produzida pela produtora APA tinha como objetivo explorar as diversas linguagens artísticas que existem, focando em cada episódio uma linguagem específica.
Este programa nasceu de um conceito no qual a produtora percebeu que existia uma falta de programas que visavam a população jovem-adulta em sua maioria. De uma maneira descontraída, o programa tinha como objetivo levar uma diversão de maneira leve e descontraída, conversando com o jovem na linguagem que ele entende e proporcionando diferentes reações ao público.
37 No ano de 2020 em meio a pandemia, os integrantes da produtora Rhena pertenciam à produtora APA, e com ela produziram o documentário “Hiato distópico”. O documentário tem como assunto central a pandemia do COVID-19, trazendo consigo uma visão otimista para a população que está passando por este momento.
A websérie contou com um piloto dividido em dois episódios que contam a história de Ster, Nina e Pedro. Nina vem enfrentando problemas em seu relacionamento com Pedro. O rapaz decide chamar Ster, uma amiga antiga que chegou no Brasil recentemente, para apimentar as coisas.
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FUNDAME TEOR
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ENTACAO RICA
40 História do Fashion Film O começo A relação da moda com a imagem é algo que caminha junto. Função desempenhada por pintores desde a época da realeza tinha como objetivo captar a opulência e a moda da época até a criação da fotografia em 1826. E então, em 1888, uma maquina que registra imagens em movimento é criada pelo percussor do cinema, o Britânico Le Prince, o dispositivo fazia imagens de até 3 segundos. O avanço tecnológico e desenvolvimento da imagem em movimento gerou um grande crescimento da indústria da moda. Um aglomerado de acontecimentos na época como a revolução industrial, a invenção da eletricidade e do motor, movimentos migratórios e a crise decorrente da primeira guerra mundial gerou uma grande modificação na forma em que as indústrias trabalhavam o que era produzido em pequena quantidade, aumento e se padronizou. Porém era preciso convencer o consumidor que o produto tinha qualidade e para isso o cinema foi o maior aliado. Com a Revolução Industrial, a moda torna-se um sistema de fato, pois, pela primeira vez na história da humanidade, se estabelece um sistema em condições de se auto sustentar e auto alimentar, técnica e financeiramente, e, sobretudo capaz de expandir-se, impondo a competição e a emulação no campo da inovação (CALANCA, 2008) A partir desse avanço tecnológico e social novas experimentações foram realizadas gerando um destaque da moda nas mídias audiovisuais fazendo – as andarem juntas. Um dos primeiros relatos de filmes com o apelo fashion foi o de Serpentine Dance de 1895, um curta-metragem estadunidense estrelado pela atriz e dançarina Annabelle Moore, dirigido por William K.L. Dickson (1860-1935) e William Heise (18471910), para o Edison Studios, do empresário e inventor Thomas Edison (1847-1931); neste filme o figurino é o elemento de maior destaque pois, aliado aos movimento realizados por Annabelle o tecido age como um elemento de ligação entre movimento e visual (GRAHAM Mhairi. All aboute Serpetine Dance 2014).
41 A evolução Contudo com o passar do tempo apelo estético dentro do gênero começou a evoluir assim ganhando ares mais sofisticados. Percebendo a sutileza nos movimentos as cores foram acrescentadas manualmente em um processo de pós-produção, experimentando diversas técnicas de cor sob o negativo. Contudo a linguagem Fashion Film foi de grande contribuição para o cinema no desenvolvimento tecnológico, enquanto o cinema impulsionou a moda com a sua projeção que atinge uma gama maior de telespectadores (UHLIROVA, Marketa. 100 Years of the Fashion Film: Frameworks and Histories 2013). Em 1898 um cineasta francês chamado Félix Mesguich [FOTO DELE NA BIBLIA EM FORMATO REVISTA] teve a ideia de criar o que chamou de “posters animados”. Precursor da técnica de Videomapping [NOTA DE RODAPÉ EXPLICANDO], projetou em um outdoor ao ar livre, em um lugar alto do edifício de Montmartre em Paris, algumas imagens em movimento. Essa relação entre o cinema e a moda começa a ser desenvolvida quando o cineasta entende que unir essas duas indústrias resultaria em um experimento criativo e inovador. No entanto outro desenvolvimento de ideia acontecia, o chamado Fashion Film que ganhou a contribuição do ilusionista e cineasta George Meliés, quando ele projetou o primeiro Fashion Film em uma tela colocada sobre a entrada do Teatro Robert-Houdin, exibindo o Fashion Films Mystère Corsets” [REFERENCIA NA BIBLIOGRAFIA].
George Meliés (1861 - 1938)
42 A Industrialização O surgimento de espaços espaços construídos especificamente para o espetáculo de projeção de imagens é caracterizado em 1910. Nesta década a moda já colecionava referências em seus processos, técnicas e design. A indústria audiovisual quando presenciou a revolução projetada pelo cinema com os curta-metragens, médias, propagandas, podia contar com notícias dos cinejonais, documentários e diversos formatos híbridos para divulgar seus produtos e conceitos. Neste mesmo ano a propaganda do espartilho Warner desenvolve um formato convencional de curta-metragem e produz uma impressionante seqüência de animação stop-motion1 que mostra o produto escolhido, o espartilho, a fim de ensinar a usar, mostrar a riqueza dos detalhes e a exclusividade do design desenvolvido. O ano de 1911 foi marcante para o Fashion Film, além de ter sua terminologia criada foi também a época em que surge uma coleção inteira utilizando audiovisual. O estilista francês Paul Poiret, inspirado na cultura persa, resolve promover uma festa a fantasia e aproveita para realizar o fashion film de sua coleção. O evento se chamou “A Festa das Mil e Duas Noites”. Para entreter o público, no evento havia uma “profetisa” com dentes incrustados de diamantes que lia e previa a sorte dos convidados e um mágico que fazia as coloridas frutas desaparecerem e depois reaparecer. O filme promocional produzido por Paul Poiret em 1911, faz a “cobertura” da festa e inclui imagens de seus manequins. Ao que tudo indica, a utilização do audiovisual para o lançamento de uma coleção de moda encontra em Paul Poiret o pioneirismo que então amplia a linguagem de Fashion Films englobando o lançamento de uma coleção inteira, em detrimento de poucas peças somente, como era comum encontrar em curta-metragens ou propagandas. Após este início, podemos encontrar diversos exemplos. Seguindo assim em diante percorrendo os séculos, sofrendo diversos processos de evolução até os dias de hoje. Em 1911 um jornal impresso chamado estúdio Pathé-Fréres que realizava semanalmente um cinejornal usa pela primeira vez o termo fashion filme. Este cinejornal era parte do Pathé Journal, o “telejornal” exibido no cinema em diversos países de língua inglesa e seu formato obtinha mudanças para cada país o jornal era exibido, de acordo com o perfil e os costumes da região.
1 Stop Motion em inglês ou quadro-a-quadro é uma técnica de animação muito usada com recursos de uma máquina fotográfica ou de um computador.
43 Em pouco tempo o principal concorrente da Pathé, o Estúdio Gaumont, inicia a produção de Fashion News, incluindo notícias, filmes e tendências de moda em sua programação. É nesta época que é produzido o primeiro Fashion Film com o objetivo de lançar uma coleção de Moda. Um ano depois, em 1912 surge o filme “Women´s Shoes in Lafayette Galleries” [REFERENCIA NA BIBLIOGRAFIA] mostrando um close de um calçado feminino, em primeiro plano e plano detalhe com o mínimo de movimento. Na sequência da cena outros calçados são exibidos, mantendo-os em planos que exibissem seus detalhes da melhor forma. Começa-se então a era de um meio que se testava criando uma nova linguagem estética, focalizando assim no produto e não na ação. Neste mesmo ano formasse uma aliança entre o fashion e a indústria do cinema que por sua vez se beneficia dos meios do mercado aumentando as vendas dos produtos exibidos além de trazer cada vez mais o público feminino as novas exibições.
O conceito A experimentação passa a ser o principal elo entre as indústrias, alguns produtos começam a ser desenvolvidos e passam a entrelaçar a moda e o cinema, embora este não seja o fator principal, os artistas passam a mostrar o figurino como linguagem e clímax, por isso alguns trabalhos como “Entre Ato (1924)” de Rener Clair e o longa-metragem Sangue de um Poeta (1930) de Jean Cocteau [COLOCAR NAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS], mostram bem esse novo visual, que leva em conta estes elementos, para que possam ser considerados de fato um filme de moda, isto é, utilizando uma linguagem comum pertencente ao original, a raiz do gênero e sua estreita relação com a arte e os processos de sua criação. A partir destes experimentos e novas criações, obtivemos os principais padrões e estruturas da criação do Fashion Film. Sua ligação com a arte, amplia a linguagem na propaganda, como forma de lançamento de uma coleção ou imersa em uma experiência do consumidor no qual ele participa a partir do despertar de outros sentidos com o suporte técnico da multimídia. Após diversos tipos de experimentações relevantes que buscavam unir as indústrias moda e cinema, surge então a ideia de substituir o desfile ao vivo por um filme. O principal nome que se empenhou em incorporar essa nova linguagem foi Paul Poiret que em um ato ambicioso juntou-se a Man Ray que introduziu a multimídia a essa ideia.
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Paul Poiret (1879-1944)
Man Ray (Emanuel Radnitzky) (1890-1976)
A partir deste recorte, é possível compreender a multiplicidade de linguagens que o Fashion Film adquiriu na era do cinema digital e suas principais características, sendo assim considerado muito mais do que um produto que apenas exibe uma peça, buscando contar sua história por trás da criação, levando o consumidor se interessar e avaliar cada vez mais suas escolhas. Para compreender o início deste gênero o artigo chamado 100 anos the Fashion Film, estrutura e histórias, de Marketa Uhlirova [REFERENCIA NA BIBLIOGRAGIA] é essencial para entender que a princípio a pesquisadora reconhece que Meliés utilizou dançarinos de salão de música, com chapéu da marca Delion e peças de espartilhos Mystère, mostrando detalhes das peças, trazendo o olhar do publico para algo que não tinha grande atenção até então.
O curta metragem e suas variações Para ser considerado curta para a academia do Oscar, o formato pode ter até 40 minutos incluindo créditos, já no Sundance podem ter até 1 hora de duração, em outros países, mais precisamente nos Estados Unidos, baseadas na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o American Film Institute 5, esse formato permite uma duração maior. Essas obras costumam ser idealizadas por cineastas independentes, geralmente
45 com um teor experimental de uma nova linguagem, um novo jeito de comunicar a sétima arte. Contando com um investimento baixo, é habitual que o dinheiro designado para um curta seja dos próprios cineastas. Em outros momentos, ele pode ser bancado por organizações sem fins lucrativos, pelo governo ou por um patrocinador que deseja fomentar a cultura. Esse baixo orçamento serve como estímulo criativo para os cineastas driblarem a falta de recursos como nos curtas. No Brasil, você tem obras como Di (1977), o curta do Glauber Rocha sobre o enterro do pintor Di Cavalcanti, ou ‘’A Velha a Fiar’’ (1964), do Humberto Mauro que são dois curtas-metragens considerados obras-primas e ‘’Ilha das Flores’’ (1989), de Jorge Furtado. Com a chegada da internet e das plataformas de streamings os vídeos curtos ganharam ainda mais destaque, pela fácil e rápida comunicação. Hoje um cineasta independente pode produzir sua obra e divulgá-la em uma rede social, por exemplo. A edição da Video Viewers lançada em setembro de 2019, revelou que este consumo de vídeos cresceu 165% nos últimos 5 anos. Esse advento faz com que novos cineastas e jeitos de se comunicar surjam. Nesse contexto, ele pode ter objetivos diferentes. Ou seja, pode tanto educar, informar, apresentar uma estética diferente, como também divulgar uma ação ou uma marca como no caso do Fashion Film.
Como se comunica o videoarte O lançamento da primeira câmera portátil de vídeo, a Portapak da Sony, em 1965, impulsiona a videoarte no mundo. No início dos anos 1970, o brasileiro Antônio Dias expõe publicamente obras de videoarte na Itália. Em território nacional, um dos primeiros exemplos dessa arte é M 3X3, realizado por Analívia Cordeiro com auxílio da TV Cultura em 1973. Nos anos seguintes artistas como Sônia Andrade, Ivens Machado, José Roberto Aguilar e Letícia Parente consolidam a videoarte no Brasil. Já na década de 1980 desponta a geração do vídeo independente. O desenvolvimento tecnológico e a chegada das novas mídias renovam o cenário da videoarte no Brasil e no mundo. A arte que nasce subvertendo o uso comercial da televisão hoje utiliza os mais diversos meios digitais e eletrônicos. Equipamentos de captação e reprodução menores e com cada vez mais qualidade, o uso da realidade virtual e do vídeo 360º aliados ao poder da internet trouxeram novas possibilidades para a videoarte. “A arte com o vídeo nasce nesse entrelaço com outras formas de arte. E a poesia é uma delas. A poesia sempre esteve junto com o vídeo”, diz Almir Almas
46 Existem dois tipos de videoarte: single-channel e installation. O single-channel se aproxima mais da ideia de televisão que nós temos, de um único vídeo sendo exibido, uma única imagem, através de monitores ou telões. Esse tipo de vídeo arte é apresentado geralmente em superfícies planas, e podem ser reproduzidos de maneira analógica ou digital. Uma vídeo-instalação já está mais ligada ao ambiente, com a exibição de vários vídeos, várias imagens, combinando a arte com a tecnologia. Esta é a mais comum, chamadas aqui de vídeo instalação, muitas vezes combinada com as performances e também podem ser feitas em vários lugares, e se comunicando com várias linguagens diferentes, como arquitetura, escultura, programas digitais e etc.
União dos formatos Após uma análise sobre qual formato seria inserido no projeto, foi decidido que a melhor fonte de interferências seriam os formatos de curta-metragem, fashion film e Vídeo Arte. A união desses formatos dará projeção a uma nova linguagem do que se espera de um fashion film. O projeto realizado pela produtora rhena tem como foco o fashion filme. A comunicação de moda com o produto audiovisual em formato curta metragem nesse projeto tem como apelo trazer um prisma conceitual dentro de um produto publicitário como o fashion film. A fim de desmistificar a ideia de que um fashion film só transmite uma linguagem publicitária que vende a peça de roupa, o projeto a ser trabalhado dará uma leitura diferente ao telespectador colocando-o em um lugar que mostra além de uma peça de roupa, ou seja, o sentimento que a personagem está vivendo perante uma situação, mostrando que além de vestir, uma peça de roupa pode mostrar o quanto a personagem pode se esconder nela em determinada cena ou até mesmo aparecer mais levando em conta toda a questão que está vivenciando. O resultado final de um Fashion Film se assemelha ao videoclipe, mas segundo o fotógrafo Jacques Dequeker a diferença se encerra no momento em que o videoclipe vende uma música, enquanto o filme de moda vende uma marca, um produto, ou até mesmo um estilo de vida. O Fashion Curta irá vender uma história em um contexto bastante conceitual que buscará o apelo sentimental do público, mesmo que envolva moda na extensão de um curta metragem, o foco principal será a história que o tema traz. O Fashion Curta será um produto audiovisual, comumente a curta metragens, que incorporam conceito, arte e experimentação do mercado fashion. Apesar desse conceito não estar no senso comum, um Fashion Curta não será simplesmente um curta-metragem com a moda envolvida no tema principal, nem uma
47 campanha publicitária. Ele nascerá de um conceito híbrido, pois os três tipos de produções que estarão em união utilizam recursos audiovisuais, têm roteiro, figurino e técnicas de fotografia e de cinema. As origens do fashion curta podem ser traçadas até a emergência do cinema, evoluindo para outras mídias como comerciais de moda. Sua popularização é recente, graças aos avanços da produção e disseminação da imagem digital (UHLIROVA, 2013). Turola (2015, p.5) aponta que “os fashion films surgem principalmente a partir da convergência entre as linguagens da moda, do vídeo, do cinema, da fotografia, da música e do corpo”². A autora também afirma que as experimentações artísticas distribuídas em plataformas de mídias digitais, sua visualização, disseminação e compartilhamento são facilitadas. Durante os anos 1910 e 1920, a tradicional prática de colocar uma câmera estática diante de sujeitos em movimento, gradualmente deu espaço para técnicas de edição mais complexas onde médias e longas cenas eram intercaladas com close-ups e 24 close-ups extremos, bem como cenas que utilizaram de técnicas móveis de captura (filmagem de cima para baixo, zoom in e zoom out, efeitos da íris, etc.). É evidente 25 26 que ao invés de representar o corpo vestido e estático, as equipes de filmagem buscavam capturar os movimentos do corpo e representar com mais detalhe e em diversos ângulos os itens mostrados nas filmagens (UHLIROVA, 2013, p.142, tradução livre). O diferencial do Fashion Curta é que ele tem apelo conceitual, e consequentemente mais livre, ousado e sem seguir tanto os padrões, trazendo claramente a ferramenta da história para executar o projeto de forma experimental. Por ser mais conceitual, toda a produção tem foco na imagem passada. Apesar de não serem novidade no mundo da moda, eles estão ganhando mais espaço inclusive em festivais específicos para a apresentação dos fashion vídeos. Em suas várias encarnações e disfarces, o fashion film sempre tentou mesclar interesses comerciais com entretenimento e prazer visual. Mais importante que isso: por vezes, vai além desse escopo, adentrando um mundo de experimentação e inovação genuínas (UHLIROVA, 2013, p.153, tradução livre). Com a internet, a moda ganhou um eixo digital, ganhando maior visibilidade a partir do surgimento do SHOWstudio (NEEDHAM, 2013). O SHOWstudio evidenciou a força do fashion film nesse novo ramo da moda, “oferecendo uma plataforma única que nutre e incentiva a moda a se envolver com a imagem em movimento na era digital”. (ÁVILA, 2017, p.30)
48 Quando possuem uma narrativa que mantém as pessoas envolvidas, os vídeos de moda conseguem conquistar a audiência, ganhar visibilidade e criar vínculos mais fortes com o consumidor, o Fashion Curta não vai ser diferente, contando com o envolvimento do público com a história, tornando o vídeo fashion, com identidade, mas com forte apelo de identificação psicológica com a trama. Com a chegada da internet e das plataformas de streamings os vídeos curtos ganharam ainda mais destaque, pela fácil e rápida comunicação. Hoje um cineasta independente pode produzir sua obra e divulgá-la em uma rede social, por exemplo. A edição da Video Viewers lançada em setembro de 2019, revelou que este consumo de vídeos cresceu 165% nos últimos 5 anos. Esse advento faz com que novos cineastas e jeitos de se comunicar surjam.
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50 A moda e a influência sob aspectos sentimentais A moda tem papel significativo no que se refere à identidade, atuando entre o indivíduo e a sociedade, pois por meio do vestuário é possível expressar-se e comunicar-se. Em muitos casos, ela funciona como símbolo de pertencimento, no caso específico do nosso projeto a personagem que vivencia um momento pós-traumático expressa em suas vestimentas como o sentimento interno pode influenciar em seu exterior e nas escolhas das roupas que toma durante este processo. De acordo com pesquisadores da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, essa cognição envolve a concorrência de dois fatores independentes: o significado simbólico das roupas e a experiência física de usá-las. E essa relação intrinsecamente humana entre nós e a nossa moda, que transforma a questão em algo político faz com que a todo momento, mesmo que inconsciente, façamos escolhas dentre as nossas peças que expressem o que sentimos. Isso no dia a dia, claro. No caso de uma produção ou um projeto além de querer expressar algo explicito do personagem, é interessante pensar nas cores que remetem a cada coisa que o diretor pensa em mostrar em cena.
Desenvolvimento do cinema e sua relação com a Moda Em 1898 um cineasta francês chamado Félix Mesguich teve a ideia de criar o que chamou de “posters animados”. Precursor da técnica de Videomapping1, projetou em um outdoor ao ar livre, em um lugar alto do edifício de Montmartre em Paris, algumas imagens em movimento. Essa relação entre o cinema e a moda começa a ser desenvolvida quando o cineasta entende que unir essas duas indústrias resultaria em um experimento criativo e inovador. No entanto outro desenvolvimento de ideia acontecia, o chamado Fashion Film que ganhou a contribuição do ilusionista e cineasta George Meliés, quando ele projetou o primeiro Fashion Film em uma tela colocada sobre a entrada do Teatro Robert-Houdin, exibindo o Fashion Films Mystère Corsets” . Para compreender o início deste gênero o artigo chamado 100 anos the Fashion Film, estrutura e histórias, de Marketa Uhlirova é essencial para entender que a princípio a pesquisadora reconhece que Meliés utilizou dançarinos de salão de música, com chapéu da marca Delion e peças de espartilhos Mystère, mostrando detalhes das peças, trazendo o olhar do publico para algo que não tinha grande atenção até então. 1 Video mapping ou mapeamento de vídeo é uma técnica que consiste na projeção de vídeo em objetos ou superfícies irregulares, tais como estruturas de grandes dimensões, fachadas de edifícios e estátuas.
51 A Industrialização do cinema e o surgimento do termo Fashion Film O surgimento de espaços espaços construídos especificamente para o espetáculo de projeção de imagens é caracterizado em 1910. Nesta década a moda já colecionava referências em seus processos, técnicas e design. A indústria audiovisual quando presenciou a revolução projetada pelo cinema com os curta-metragens, médias, propagandas, podia contar com notícias dos cinejonais, documentários e diversos formatos híbridos para divulgar seus produtos e conceitos. Neste mesmo ano a propaganda do espartilho Warner desenvolve um formato convencional de curta-metragem e produz uma impressionante seqüência de animação stop-motion [NOTA DE RODAPÉ EXPLICANDO O QUE É] que mostra o produto escolhido, o espartilho, a fim de ensinar a usar, mostrar a riqueza dos detalhes e a exclusividade do design desenvolvido. Em 1911 um jornal impresso chamado Estúdio Pathé-Fréres que realizava semanalmente um cinejornal usa pela primeira vez o termo fashion filme. Este cinejornal era parte do Pathé Journal, o “telejornal” exibido no cinema em diversos países de língua inglesa e seu formato obtinha mudanças para cada país o jornal era exibido, de acordo com o perfil e os costumes da região. Em pouco tempo o principal concorrente da Pathé, o Estúdio Gaumont, inicia a produção de Fashion News, incluindo notícias, filmes e tendências de moda em sua programação. É nesta época que é produzido o primeiro Fashion Film com o objetivo de lançar uma coleção de Moda. Um ano depois, em 1912 surge o filme “Women´s Shoes in Lafayette Galleries” mostrando um close de um calçado feminino, em primeiro plano e plano detalhe com o mínimo de movimento. Na sequência da cena outros calçados são exibidos, mantendo-os em planos que exigissem seus detalhes da melhor forma. Começa-se então a era de um meio que se estava criando uma nova linguagem estética, focalizando assim no produto e não na ação. Neste mesmo ano formou-se uma aliança entre o fashion e a indústria do cinema que por sua vez se beneficia dos meios do mercado aumentando as vendas dos produtos exibidos além de trazer cada vez mais o público feminino as novas exibições.
52 Sintomas do trauma psico emocional Constata – se que segundo a terapia Comportamental Cognitiva baseada na combinação de conceitos do Behaviorismo³ radical com teorias cognitivas, os sintomas geralmente encontrados em pessoas emocionalmente traumatizadas são divididos em três nichos, emocional, comportamental e cognitivo. Emocional ●Sentimentos de intensa tristeza/depressão: falta de entusiasmo pela vida, incapacidade de se sentir feliz e contente, incapacidade de desfrutar os pequenos prazeres da vida, sentir que você não pertence a lugar nenhum ou inabilidade de se conectar com a vida, viver apenas em “piloto automático”, para cumprir seus “deveres” ou com as expectativas dos outros; ●Desesperança: sentir-se fraco, impotente, incompetente, incapaz de ser amado; ●Culpa, vergonha e ansiedade; ●Sentir ódio de si mesmo, acreditar que tudo é culpa sua; ●Sentir-se como uma pessoa ruim ou fragmentada; ●Vulnerabilidade; ●Ataques de pânico; ●Problemas de intimidade: ter dificuldade de amar e aceitar a si mesmo, esconder ou sentir-se envergonhado de suas fraquezas/vulnerabilidades, reprimir emoções negativas, recusar-se a compartilhar o/a verdadeiro/a você com outra pessoa; ●Medo; ●Sentir-se fora do controle; ●Raiva; ●Dificuldade de confiar nos outros; ●Sentir-se desconectado ou distanciado das outras pessoas. Comportamental ●Autoagressão: cortar-se, arranhar-se, beliscar-se, queimar-se, bater-se; ●Comportamentos compulsivos e obsessivos: medo de ser contaminado por germes, de perder o controle e causar dano aos outros, de pensamentos e imagens intrusivas, de perder e esquecer as coisas, acumular lixo ou quinquilharias, verificar aparelhos e interruptores várias vezes antes de sair de casa, ter de manter tudo organizado de certa forma, passar tempo excessivo lavando e limpando, contar ou repetir certas palavras para reduzir a ansiedade; ●Vícios:abuso de substâncias, álcool, jogo, consumo desenfreado de mercadorias; manter-se concentrado;
53 ●Comportamentos autodestrutivos e autossabotadores: comportar-se de forma imprudente e irresponsável, automedicar-se com comida, álcool ou drogas para “lidar” com emoções negativas, procrastinar, dificuldade de cumprir metas de longo prazo e manter-se concentrado; ●Isolamento social: recusar a responder, iniciar ou manter contato social; ●Dificuldade parental; ●Dificuldades de relacionamento: escolher as pessoas erradas como amigos ou parceiros amorosos, identificar-se com estilos de relacionamentos caóticos, disfuncionais e dramáticos; ●Raiva reprimida: sentir uma raiva intensa em relação a alguém ou a uma situação que não diminui com o tempo; ●Distúrbios do sono: dificuldade de pegar no sono, acordar muito cedo ou no meio da noite. Cognitivo ●Dificuldade de lembrar as memórias traumáticas; ●Perder a noção do tempo; ●Dificuldade de tomar decisões; ●Falta de concentração; ●Memórias e pensamentos intrusivos; ●Pensamentos de suicídio; ●Reflexo de susto exagerado; ●Percepção tendenciosa: exibir uma forte tendência para interpretar feições, comportamentos e situações como negativas, ameaçadoras ou assustadoras.A ansiedade é auto sobrevivência A partir de pesquisas e análises de meios pertencentes à psicologia concluímos que um dos sintomas mais fortes e mais sentidos por pessoas emocionalmente traumatizadas é o sintoma que indica que a vida ainda pulsa. A ansiedade é um mecanismo de defesa, um meio de sobrevivência a luta ou fuga frente a situações perigosas. Sob a ótica darwiniana, são respostas adaptativas que evitam o não reconhecimento e a exposição do indivíduo a situações potencialmente perigosas. A ansiedade, portanto, está a serviço da preservação da vida.
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55 Amor abusivo Um relacionamento abusivo vai desde violência física até violência psicológica, e em muitos casos até a morte. Ninguém além de quem sofre é capaz de saber o peso que é viver em um relacionamento abusivo. O amor pode ser demonstrado de várias formas, e é com essa ideia que muitos casos de abuso ocorrem dentro dos relacionamentos. Nós temos incrustada na nossa sociedade a ideia de que o ciúmes, a desconfiança, a autoridade e até mesmo a violência em alguns casos, são demonstrações de amor e afeto “a maneira como o indivíduo sente, expressa e vivencia o sentimento amor está relacionada a um conjunto de ideias, fantasias, imagens e discursos ao qual ele tem acesso, no qual ele é inserido por intermédio da sua família e do(s) grupo(s) social(ais), com o qual ele se identifica”. (Chaves, 2003, p.92)
Com esta ideia em mente, podemos refletir sobre o caminho que um indivíduo percorre até cometer ou ser vítima de um relacionamento abusivo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) nós temos três categorias relacionadas a violência. São elas: coletiva, interpessoal e auto infligida. A violência coletiva está relacionada ao âmbito político, econômico e social. A violência interpessoal ocorre no ambiente familiar e também em relacionamentos afetivos. E por último a violência autoinfligida é o ato de automutilação, auto abuso e também o suicidio. Com base nas categorias apresentadas pela OMS, e relacionando ao trecho acima citado da autora Chaves. Podemos ver que o indivíduo é apenas um resultado de suas experiências. Uma pessoa que sofreu abusos na infância onde os pais alegavam estar cometendo por amor, irá crescer e acreditar que seu parceiro, quando cometer um ato violento, está fazendo aquilo porque a ama. A ideia não é justificar um ato de violência cometido em um relacionamento. Mas sim buscar a reflexão dos indivíduos da sociedade que vivemos, e dos valores que esta mesma prega. Sobre o que é o amor e como realmente deve-se demonstrá-lo e apresentá-lo.
56 “...o indivíduo sente, expressa e vivencia o sentimento amor está relacionada a um conjunto de ideias, fantasias, imagens e discursos ao qual ele tem acesso…”(chaves, 2003)
Temos que rever nossos valores sociais e culturais, para que dessa forma o amor seja realmente interpretado e vivenciado da maneira correta.
O que um amor ruim causa no nosso corpo Na cultura popular nós ligamos o coração ao amor, como sendo ele o provedor desse sentimento. Sabemos que isso é mentira, e que na verdade nosso coração é responsável pelo bombeamento do sangue. Apesar de não ter nenhuma ligação biológica comprovada com o sentimento do amor, o coração pode vir a sofrer diretamente por causa deste sentimento. A síndrome do coração partido é uma doença real. Seus sintomas são similares ao infarto, e ela é causada quando o indivíduo recebe uma grande quantidade de estresse, causada por uma perda, uma separação, geralmente algo inesperado e onde o indivíduo não tem capacidade de reação e se vê perdido. O estresse acaba causando a síndrome, que apesar de ser similar ao infarto, não apresenta sequelas e tem rápida recuperação.
O Fashion Curta .O projeto elaborado pela produtora Rhena é um curta-metragem que possui uma produção maior e que tem a moda como foco, partindo de um apelo conceitual e artístico vindo do vídeo arte, onde a fotografia, iluminação e planos exigem um critério maior para concretização conceitual; então a partir desse entendimento, o projeto é abordado como Fashion Curta que será um produto audiovisual, comumente a curta metragens, que incorporam conceito, arte e experimentação do mercado Fashion. A fim de revisitar a raiz do Fashion Film e transmitir o figurino como parte de arte e não apenas publicidade, o projeto tem como intuito unir sentimento e moda. Com apelo conceitual, e consequentemente mais livre, ousado e sem seguir tanto os padrões, trazendo claramente a ferramenta da história para executar o projeto de forma experimental.
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TRAU Título do projeto O presente trabalho retrata a vida de uma personagem que acaba de sair de um relacionamento abusivo, por isso o nome “Trauma” foi escolhido para nomear nosso projeto. Algumas pessoas têm medo de coisas simples do nosso cotidiano, como por exemplo a altura, insetos, escuro ou até mesmo coisas que fogem um pouco do dia a dia, como palhaços por exemplo. Esse medo vem do nosso inconsciente, onde ficam guardadas todas as experiências e momentos que já vivemos, ele é o responsável por guardar lembranças e sensações que nós mesmos nem temos conhecimento
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UMA Segundo Kusnetzoff (1982), o Inconsciente é a parte mais arcaica do aparelho psíquico. As representações contidas no inconsciente são chamadas de representações de coisa. Essas representações são fragmentos de reproduções de antigas percepções de todos os sentidos, dispostas como uma sucessão de inscrições, como um arquivo sensorial: um conjunto de elementos despidos de palavras, cuja inscrição foi feita numa época em que não existiam palavras (na primeira infância do sujeito) (Everton Fernandes, “O inconsciente em Sigmund Freud”, 2010)
O trauma deriva de um acontecimento marcante na vida de uma pessoa. Desde uma agressão física ou verbal, uma situação de extremo medo, traições, uma situação que causou um extremo nojo ou até uma situação vergonhosa.
62 O conceito de um trauma psicológico é real e quando se torna profundo, seus efeitos podem ser devastadores. Um trauma emocional ou psicológico se instala devido a sequelas deixadas por situações que causaram sofrimento ou dor, seja emotiva ou física, das quais as consequências foram tão grandes que acabam por afetar o pensamento e o comportamento da pessoa. (Luciene Fogaça. Tratamento para Traumas Emocionais)
Como foi dito pela Psicóloga Luciene Fogaça, o trauma psicológico é algo muito sério, pois pode trazer diversas dificuldades a vida daquela pessoa, como o isolamento social, depressão, ansiedade entre outros.
Justificativa A pequena quantidade de pesquisas acadêmicas a respeito de um conteúdo em formato fashion filme entrelaçado com outro que no caso é o curta metragem, conta uma história conceitual através do âmbito audiovisual que viabilizou a elaboração de um projeto de pesquisa no tema. Este hiato acadêmico motivou o projeto, sendo importante ressaltar o vínculo pessoal que os autores possuem com o tema. Através de sua vivência num estado de amor que possui falhas mesmo sendo um sentimento muitas vezes considerado bom pela maioria das pessoas. Como trabalho de pesquisa considerado sólido por se tratar do tema trauma de um amor no seu pior sentido e ainda buscando mostrá-lo em um fashion film, acreditamos que isso possa incentivar pessoas se a se interessarem por explorar o tema que se faz tão presente na vida e na trajetória romântica de suas vidas, além de mostrar de forma artística e conceitual algo que não conseguimos visualizar em cenas, quando sentimos, ou seja, experimentar falar de algo em um formato audiovisual pouco convencional e que talvez seja ainda incompreendido por alguns, mas que pode vir a ser interessante a partir do momento que se enxerga que qualquer tema pode ser abordado de formas variadas assim como acontece em intervenções artísticas, instalações e etc. Acreditamos que podemos descrever um sentimento de forma visual trazendo uma identificação com o mesmo. Fazer o telespectador ver em uma cena o que é sentir algo, mostrar que quando a personagem está triste a tendência é se esconder por trás das roupas que usa ou quando se sente superado por uma situação no passado, seu
63 estilo muda, seu corpo está mais aparente e sua mente está te levando a isso, mesmo sem perceber. O tema e a abordagem escolhida são relevantes para mostrar que existe a possibilidade de o amor ser ruim e que quando passamos por esse processo fantasioso de sofrimento, ele pode ser transcrito para o formato audiovisual para que o público sinta aquilo de forma mais ‘’palpável’’ e se identifique com aquilo, trazendo a subversão do seu inconsciente para o estado consciente visualizando aquilo dentro da história da personagem.
Objetivos Neste tópico a produtora irá apresentar os objetivos que espera alcançar com o projeto de conclusão de curso
Objetivos Gerais A produtora tem como objetivo geral nesse projeto de conclusão de curso falar sobre um sentimento, no caso o trauma. O trauma que a produtora irá explorar em seu projeto é o trauma que é resultado de um amor ruim. Para realizar o projeto a produtora decidiu usar os formatos curta-metragem e fashion film.
Objetivos específicos Trauma: A produtora busca tratar o assunto de forma séria e realizar a produção do fashion-curta de maneira conceitual, utilizando-se das ferramentas disponíveis para criar no público sensações reais vividas pela personagem. União de formatos: Utilizar os dois formatos diferentes para criar algo novo. Com a junção do curta-metragem e fashion film a produtora espera construir uma linguagem única e conceitual
64 Sinopse Narciso é um jovem que viveu alguns envolvimentos românticos durante a vida, mas que após um período grande de relações, idas e vindas, pessoas diferentes resolve se aprofundar numa experiência de pós amor quando percebe que aquele sentimento não é só feito de coisas boas, Narciso percebe que o amor também é carregado de coisas ruins de sentir e que aquilo pode ser tornar um aspecto de evolução durante seu período de autoconhecimento.
Storyline Narciso é um homem que está em busca do amor, mas descobre que o amor que busca é por si mesmo.
Argumento Narciso está passando pela pior fase da sua vida, o pós - amor. Vestido de noivo foge do nada, do vazio de se ver só, de si mesmo. Cordas amarram seus pés enquanto corre desesperado no escuro do seu interior. Ao passar por essa melancolia, Narciso é puxado para um lugar gélido por seres sem rosto que o despem e escrevem em seu corpo palavras depreciativas; ele chora e grita muito, os sem rosto a sufocam com um tecido e Narciso luta para escapar. Ao conseguir escapar dos sem rosto seu caminho fica livre para caminhar até uma porta cujo número é 188. Ao chegar neste local, Narciso senta em frente a si mesmo, e conta como se sente, após a conversa um segura o coração do outro como um ato de união, fusão. Agora Narciso muito mais leve se vê em um sonho lúcido, onde é um Elfo que inspira liberdade enquanto dança ouvindo música em fones de ouvido. Ecoa o mantra Aum e é posta a “realidade”. Narciso assume uma postura confiante caminha em direção a penteadeira com seu vestido vermelho e começa a se arrumar enquanto tem lembranças do passado, gritos e insultos passam pela sua memória, mas Narciso não se abate. Continua se arrumando e sorrindo para o espelho, feliz com o que vê e com quem se tornou. E então Narciso surge vestido de coração gigante em um Sitcom e avista um palhaço Clown, sorri enquanto o palhaço faz um show de palhaçadas e gestos como quem pergunta o que ele está fazendo lá, Narciso o responde e então o palhaço tira uma arma de confetes e atira nele, que cai no chão e sorri.
65 Descrição dos personagens NARCISO – Protagonista Aspectos físicos: 25 anos, olhos verdes e cabelos escuros, magro com média de 75 kg, branco. Aspectos psicológicos: Narciso sofre de um trauma psicológico leve referente ao relacionamento afetivo vivido no passado, dentro desses aspectos, durante a trama os eventos e o crescimento de superação serão mostrados como se estivessem dentro da mente da personagem. NARCISO – Antagonista Este personagem é o próprio Narciso em seu estado oposto, é a personagem que aparece em cena para representar o que se sente quando consegue se ver de fora para dentro. SEM ROSTO São figuras de rosto totalmente preto e coberto representando seus medos. PALHAÇO CLOWN – Coadjuvante O palhaço é uma analogia com outros amores que ele vai encontrar na vida, que vão fazer ele rir, mas também vão ferir o coração dele e tem como característica a tristeza e em toda relação tem esses dois lados o amor representado por ele vestido de coração e a tristeza pelo clown vestido de palhaço. CASAL MASCARADO O casal mascarado são flashes de como ele se sentia com a pessoa em seu relacionamento passado, sufocado, mas ainda sim beijando, demonstrando amor, um amor que não existe. Estes personagens fazem parte da imaginação de Narciso, não possuem sexo, idade e condições físicas Sinopse: Narciso é uma jovem que viveu alguns envolvimentos românticos durante a vida, mas que após um período grande de relações, idas e vindas, pessoas diferentes resolve se aprofundar numa experiência de pós amor quando percebe que aquele sentimento não é só feito de coisas boas, Narciso percebe que o amor também é carregado de coisas ruins de sentir e que aquilo pode ser tornar um aspecto de evo
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67 lução durante seu período de autoconhecimento.
Atos Ato Ato Ato Ato Ato Ato
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- Fuga - Confronto - Autoconhecimento - Cura - Auto amor – Nirvana
Sinopse dos arcos Ato 1 A história se inicia com Narciso vestido de noivo após, ao que entendemos, um término de um casamento. Fugindo em volta por cordas que a impede de correr, a personagem chora e pede socorro. Ato 2 Narciso é puxado até um lugar com uma ambientação fria e artificial por seres todos cobertos de preto os “sem rosto”, estes seres o deixam apenas com a roupa de baixo e escrevem em seu corpo palavras depreciativas, com um tecido a sufocam, Narciso grita e pede para ser solto. Ato 3 Narciso se solta, quando consegue se acalmar, caminha para uma porta e a abre, lá encontra outro de si mesmo, que apenas o ouve e mostra que a força que precisa estar apenas em si mesmo. Ato 4 E então Narciso surge em um cenário fantasioso, dentro de um sonho, que o faz se reconectar com seu eu superior, um eu puro sem amarras e sem auto sabotagem, nesse lugar ele pode ser fiel a si mesmo.
68 Ato 5 O sonho acaba e encontramos um Narciso mais autoconfiante, que se olha no espelho com mais compaixão agora sabendo que o amor que tanto sentiu em perdeu foi o auto amor. Ato 6 Por fim encontramos Narciso vestido de coração em um cenário feliz com a companhia de um Clown, que o diverte, mas também atira em seu coração.
Conceito Visual A representação visual da informação tem os elementos visuais como base primordial na construção da mensagem. Estes elementos assumem um papel elementar, dentro da comunicação visual (ESTRADA; DAVIS, 2014). Sendo a moda o principal fator de um Fashion Film, o figurino tem extrema importância, pois, a partir dele construímos a narrativa. As cores das roupas juntamente com as luzes usadas e os planos transmitem o sentimento do personagem.
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70 Estética Figurinos
Ato 1 A escolha de um vestido de noiva branco tem como intuito mostrar a desilusão do personagem, que acaba de sair de uma relação.
Ato 2 O uso da underwear tem como objetivo mostrar a vulnerabilidade de Narciso que se despe da falsa ideia de amor
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Ato 3 O uso da bata hospitalar tem como intenção transmitir a sensação de recuperação da personagem que neste ato tem uma conversa com si mesmo, agora, vestido com um jaleco vermelho, a cor da força, do desejo, assim mostrando que o coração do personagem ainda continua pulsando
Ato 4 Neste ato Narciso vive um sonho, é pra transmitir isso a distopia é usada. Agora uma elfo Narciso usa uma calça verde é um corset, o que representa a sua liberdade e conexão
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Ato 5 Para este ato o uso da cor vermelha e rosa foram de extrema importância, Narciso se reaproxima da sua auto estima e amor próprio
Ato 6 Narciso neste ato surge como uma representação óbvia da paixão. Vestido de coração o personagem mostra a grandeza do amor e que o processo do pós amor a fez ser mais forte. Temos o clown um palhaço triste, essa escolha foi feita para representar os amores ruim que podem continuar surgindo na vida, o palhaço infeliz a faz rir, mas também atira no seu coração.
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74 Conceitos e estética A estética é o fator de maior relevância do Fashion-Curta TRAUMA, com figurinos cedidos pelo estilista João Pimenta que tem uma admirável carreira na moda brasileira, responsável por desmistificar o gênero na moda e questionar o que é feminino e masculino. Premiado no Prêmio APTR pelo seu trabalho feito nos figurinos das peças “Romeu e Julieta” e “Dogville”, topou nos dar o auxílio necessário para nosso projeto transmitir emoções e sentimentos ao decorrer da trama de acordo com as roupas e cores usadas. Para o projeto dividido em seis atos com linguagens distintas foram pensadas seis estéticas diferentes para uma crescente sentimental do personagem. ATO 1 – FUGA No início da estória temos Narciso vestido de noivo, com um costume bege e uma blusa vinho barroca bordada a mão, amarrado por cordas tentado se soltar e fugir de um ser que o puxa. Neste ato o figurino tem como papel trazer a necessidade de manter um relacionamento ruim independente de como se sente, apenas pela pressão social e católica, representada na roupa barroca.
75 Paleta de cores: As cores quentes utilizadas neste ato foram pensadas para trazer a sensação de calor do personagem que foge. Referência:
e ATO 2 - CONFRONTO Neste ato temos Narciso confrontando seus sentimentos em cenas caóticas, acompanhado do sem rosto que agora aparece usando uma máscara cravejada de diamantes nos olhos representando o poder que adquiriu fazendo mal ao personagem principal.
76 Aqui narciso parece primeiramente aparece de camisa de seda e corset, item que tem como objetivo transmitir a sensação de aperto, sufoco.
A mordaça vem como representação do direito de fala retirado durante um relacionamento abusivo.
77 Narciso se banha com seu próprio sangue e sente medo no começo, mas aqui começa a virar um ritual de reconquista do alto poder, quase como uma pintura de guerra.
Paleta de cores: As cores utilizadas tem como objetivo fazer a interligação narrativa do ato fuga com o confronto. Cores terrosas foram utilizadas quase como a tentativa de narciso de se manter com os pés no chão. Referência:
78 ATO 3 – Autoconhecimento Após se confrontar, Narciso embarca no autoconhecimento, onde ele passa a se ouvir mais, aqui representado por ele conversando com ele mesmo. Este ato tem como objetivo transmitir a sensação de psicólogo e paciente, devido a isso Narciso o principal de toda a trama veste uma camisa em uma azul quase hospitalar com muitos babados na parte superior e uma máscara rosa pink que tapa sua boca, trazendo assim a sensação claustrofóbica da bagagem emocional que o personagem carregou até esse ponto a estória.
E temos o outro Narciso que tem como intenção demonstrar o psicólogo que é mais sereno e observador. Usa uma camisa rosa claro com babados apenas na parte inferior e uma máscara florida verde e vermelha que não tapa sua boca. A camisa dessa vez tem como objetivo transmitir o oposto do figurino do outro Narciso, mais tranquilidade e polidez.
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Paleta de cores: O sutil contraponto do azul e do rosa, frio e quente tem como objetivo distanciar sentimentalmente os personagens. Referência:
80 ATO 4 – CURA Após confrontar seus sentimentos e embarcar no autoconhecimento, Narciso encontra a cura, representada neste ato em forma lúdica e fantasiosa. A fim de transmitir a sensação de transcendência o temos como um Elfo em uma dança evocativa para o Deus da floresta até chegar ao Nirvana. No inicio do ato temos Narciso Elfo em sua dança, vestindo uma calça larga de tapeçaria e um corset em cores terrosas. O figurino tem como objetivo passar o peso e o desconforto que foi chegar até ali e fazer uma interligação com o que já foi mostrado nos atos anteriores.
O Deus da floresta aqui é representado por um ser mascarado que caminha enquanto Narciso dança. Vestindo um blazer feito de palha e calças beges, tem como intenção trazer a terra, a força da natureza para o personagem principal que busca conexão.
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Por fim temos Narciso Elfo no estado de nirvana, onde transcende tudo o que passou e encontra a leveza em si mesmo. Aqui ele veste um macacão de segunda pele com bordados de plantas e aves, enquanto dança deitado em um tecido que flutua.
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Paleta de cores: As cores deste ato tem como objetivo transcender a linguagem narrativa utilizada até então, assim quebrando a obscuridade mostrada, portanto neste as cores são mais vivas. O verde e o marrom são as cores de mais destaque e nos trazem a sensação de conexão com a natureza.
83 ATO 5 – Auto amor No ato auto amor temos um Narciso mais liberto, que após a transcendência de seus sentimentos negativos começa a se amar e se divertir consigo mesmo. No início deste ato ele veste um blazer vermelho com escritas em silk e uma calça de paetê, figurino que tem como objetivo mostrar a força retomada por Narciso pelo uso do blazer com os ombros marcados e a calça de paetê que representa o brilho próprio. O uso do corset neste ato trás a unificação de tudo que foi mostrado, assim mostrando que agora Narciso, com uma postura mais rebelde usa o símbolo de opressão como arma de poder.
84 Paleta de cores: As cores desse ato são uma ode ao auto amor e poder pessoal, o vermelho é usado para transmitir a sensação de romance, um namoro de Narciso consigo mesmo. Referência:
ATO 6 – N!rvana No último ato da história temos um sit-com, onde Narciso encontra o real estado de tranquilidade com o amor, e entende que o amor às vezes é sofrido mas que não pode renuncia-lo. Representado por um palhaço Clown temos o novo “amante” de Narciso, que tem como objetivo mostrar que às vezes quem o faz rir pode roubar suas cores. No ato todo em preto e branco, o palhaço veste roupas clássicas de um Clown, meias listradas e uma jaqueta quadriculada com ombreiras. Paleta de cores: O rosa pink e verde limão, não trás o ar vibrante de quem está confortável com seu amor próprio. Paleta de cores (clown): Para enfatizar a aparência triste de quem tira a alegria de Narciso, Clown usa preto, branco, detalhes azul, vermelho e pouco amarelo na vestimenta inferior.
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Aqui Narciso aparece com uma aparência feliz e satisfeita, como se já conhecesse todo o ciclo que está prestes a entrar, usa um conjunto de jaqueta e shorts listrados e um coração gigante, como um outdoor ambulante do amor.
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Paleta de cores: Este ato é inteiramente preto e branco, a fim de nos transportar para época em que não existia cores na TV. Isso foi pensado para representar a perda das cores de narciso ao entrar em outro amor ruim. Créditos finais: Narciso aparece com a mesma roupa do ato N!rvana, afim de concluir que por ter passado por todo esse processo, ele conseguiu transcender sua relação com o clown e ganhar suas cores de volta.
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88 Adaptações dos Figurinos Devido a pandemia do coronavírus não foi possível seguir fielmente as primeiras ideias de figurinos propostas pela produtora. Tendo em vista a mudança no sexo do personagem como outro motivo para não conseguir seguir a risca as primeiras ideias. Tendo tudo isso em mente a produtora realizou adaptações nos figurinos.
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96 Figurino utilizado a partir dos conceitos de JOAO PIMENTA O estilista João Pimenta, 54 anos, é uma das grandes sensações do São Paulo Fashion Week, evento paulistano que dá espaço aos nomes da moda. Ainda menino, trabalhando como empacotador nas Casas Pernambucanas de Ribeirão Preto, se apaixonou pelos tecidos e logo estava montando as vitrines. Aos 18 anos, partiu para São Paulo atrás do sonho de ser estilista. Mesmo sem saber desenhar nada, conseguiu emprego como figurinista em uma loja de São Caetano, a rua das noivas, no centro da capital paulista. De 1992 a 1997 rodou o Brasil inteiro com o Mercado Mundo Mix, feira que reúne estilistas alternativos, até que uma amiga, que trabalhava numa agência de publicidade, perguntou se ele podia desenhar roupas para um evento da Honda. Assim que o convite foi feito não demorou muito para que o trabalho fosse visto e valorizado, hoje em dia possui diversos clientes como a Nokia, a Sony e a Volvo e continua produzindo como um dos principais estilistas nas edições do São Paulo Fashion Week. João tem um uma pegada muito conceitual em suas criações, coisa que veio certamente de encontro com os princípios das primeiras ideias do projeto do fashion curta, por tanto toda a estética e todas as cenas são constituídas com suas peças de acervo.
Beleza de Antonio Machado Antônio Machado, de 27 anos, o maquiador do nosso projeto TRAUMA agrega uma bagagem artística na linguagem visual para composição da narrativa. Maquiador desde os 15 anos de idade, veio de pequena cidade do interior de São Paulo, Cordeirópolis, para espalhar beleza para a cidade grande. Com suas palavras “Maquiagem pra mim é a arte de trazer para o externo o que o interno vibra mesmo que silenciosamente”
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98 Plataformas de veiculação Com o constante crescimento dos serviços de streaming e a liberdade que eles proporcionam, a produtora Rhena decidiu usar como meio de veiculação a plataforma de Streaming Mubi. Por sua assinatura de baixo custo, o que facilita para o público, e a estética conceitual que usa em muitas produções exclusivas, então a produtora escolheu o Mubi como sua plataforma para veiculação do curta. Fugindo dos blockbusters, o Mubi é um serviço de streaming feito para os verdadeiros fãs de cinema. Embora tenha semelhanças com os concorrentes, seu diferencial é o catálogo selecionado que mistura obras clássicas e produções independentes.
Classificação indicativa Tendo como base o Manual de Classificação Indicativa criado pelo Ministério da justiça (2012), decidimos que o mais apropriado para o Fashion Curta é a faixa etária de maiores de 16 anos já que o telefilme possui conteúdo com violência física e psicológica, drogas e linguagem inapropriada e vulgar. Nossa ideia é mostrar e transmitir o trauma de um amor ruim e como é a vivência dentro desse sentimento, por esses motivos a produtora optou por usar uma linguagem mais adulta e sem filtros, para que esse sentimento de trauma possa ser transmitido dentro do telefilme sem censura.
Público Alvo Público-alvo é um grupo formado por pessoas que possuem um mesmo perfil, em geral esse perfil é definido pela idade, classe social, gênero, entre outros aspectos. Tendo essa ideia em mente, a produtora decidiu voltar seu conteúdo ao público adulto, dos 25 aos 40 anos, sendo seu maior público mulheres de classe média que apreciam arte e podem vir a se identificar com a história contada no curta.
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102 “TRAUMA” HDV – 25 MIN
ROTEIRO DE HARRY REIS TODO O FASHON CURTA FOI FILMADO EM UM ESTÚDIO COM MUDANÇAS DE ELEMENTARES DE AMBIENTAÇÃO A CADA ATO. ATO 1 - DRAMA VÍDEO INTROD. CAMERA TREVELING/ FADE – IN: TRAMA TRAUMA
1. ESTÚDIO ESCURO/ SUPER SLOW/ LUZ REBATIDA AUDIO: SOM DE CAMINHADA PELA AGUA (REVERBE) 1) NARCISO CAMINHA POR UM CENÁRIO ESCURO AUDIO: MÚSICA CLÁSSICA 2) COM UM COSTUME BEGE, ENQUANTO É PUXADO POR CORDAS QUE AMARRAM SEU CORPO E APERTAM SUA PELE. 3) NARCISO SE SOLTA E CAI NO CHÃO 2. CORTE SECO/ DATALHE PELE VERMELHA/ VOLOCIDADE NORMAL AUDIO: RUIDOS/ GRITOS DESTORCIDOS/ SUSURROS 1) PLANO DETALHE DA ROUPA DO PERSONAGEM 2) CLOSE DO ROSTO NO REFLEXO DE UM ESPELHO
103 NARCISO OFF: “O amor é uma força, uma energia, que se manifesta Na alma como um sentimento de lembrança de algo Que a alma já teve, mas perdeu. Platão”
3) LAGRIMA ESCORRE DO ROSTO 3. TRANSIÇÃO/ PLANO GERAL/ ZOOM IN / LUZ DIRETA 1) PERSONAGEM SE LEVANTA 2) CLOSE NO PEITO QUE SANGRA 3) UMA MÃO COM LUVAS PRETAS A PUXA E TIRA SEU BLAZER 4) CLOSE PÉ PISANDO EM UM BUQUE DE FLORES _________________________________________________________
ATO 2 – TERROR 1. CENÁRIO ESCURO/ LUZES PISCANDO/ LUZ DIRETA 1) UM SER SEM ROSTO TODO COBERTO DE UMA ROUPA PRETA PUXA NARCISO PELOS BRAÇOS 2) NARCISO APENAS DE CALÇA É JOGADO NO CHÃO E GRITA POR SOCORRO COM UMA VOZ ABAFADA 3) IMAGEM DE UM CASAL MASCARADO SE BEIJANDO SURGE NA TELA POR 5 SEGUNDOS
104 NARCISO SOCORRO! SOCORRO! EU NÃO DEVERIA ESTAR AQUI. ME LIBERTA! NÃO AGUENTO MAIS SENTIR ESSA DOR! 2. ESTÚDIO ILUMINADO/ LUZ ARTIFICIAL/ PLANO GERAL AUDIO: MUSICA DE ACTING/ PHOTOSHOTING DE MODA 3) DOIS DOS SEM ROSTO COLOCA EM CIMA DE UM “QUEIJO”, NARCISO SE MATEM IMOVEL COMO UM MANANEQUIM EQUANTO ESCREVEM EM SEU CORPO PALAVRAS COMO “FRACO”, “TRAIDOR”, “LIXO”, “VIADO”, “LOUCO” E “MAU” 4) FLESHES SE INTERCALAM, NARCISO ESTÁ SENDO SUFOCADO POR UM TECIDO, TENTANDO FUGIR 5) CLOSE DO ROSTO DE NARCISO SENDO SUFOCADO, CAMERA ABRE O PLANO AOS POUCOS, ATÉ REVELAR TODO O TECIDO QUE O SUFOCA NARCISO OFF: ME SINTO CULPADO O TEMPO INTEIRO POR ALGO QUE EU MESMO NÃO SEI O QUE É... MINHA EXISTENCIA É UM FARDO... ME SINTO VAZIO... É COMO SE FALTASSE ALGO...
4) NARCISO SE LIBERTA DO SUFOCAMENTO, RESPIRA PROFUNDAMENTE E CAMINHA ATÉ UMA PORTA CUJO NUMERO É 188 3) PERSONAGEM ABRE A PORTA PLANO INSPIRADO NA OBRA ‘FIGURA NA JENALA DE DALI’ ATO 3 – DOCUFICÇÃO 1. PLANO GERAL/ AMBIENTE ILUMINADO
105 1) NARCISO SE SENTA EM FRENTE DE SI MESMO EM UMA MESA, UM USA DE AZUL E O OUTRO VERMELHO AUDIO: SOM DE RELÁGIO (TIC-TAC)/ AMBIENTAÇÃO HOSPITALAR 2) FOCO NO RELÓGIO DE PAREDE 3) PLANO DETALHE NO VASO COM FLORES MORTAS NA MESA INSPIRADO NA ORBRA ‘VASO COM 12 GIRASSÓIS DE VINCENT VAN GOGH’ AUDIO: BATIMENTOS CARDÍACOS ACELERANDO E AUMENTANDO O VOLUME 4) TRAVELING RÁPIDO NA MESA INTERMINAVEL ATÉ CHEGAR NO COLO DO PERSONAGEM NARCISO: EU SEMPRE DIGO QUE ESTOU FELIZ,EU MINTO PRA MIM. BUSCO ME PREENCHER COM AMOR DO OUTRO QUE NUNCA CHEGA, REPITO OS MESMOS CICLOS MESMO QUANDO ACHO QUE ESTOU FAZENDO TUDO DIFERENTE. EU... EU... ME QUESTIONO SE O AMOR ACABOU EM MIM, SE ELE ESGOTOU, PASSOU COMO ÁGUA NAS MIMHAS MÃOS, E EU NÃO CONSEGUI AGARRAR...
5) CAMERA SOBE ATÉ AS MÃOS DE NARCISO QUE SEGURA SEU PRÓPRIO CORAÇÃO SANGRENTO 6) CORTE – NARCISO SE SENTA NA MESA COM SUA ROUPA AZUL E SEGURA UM CORAÇÃO NA MÃO _______________________________________________ ATO 4 – FANTASIA 1. TRAVELING/ AMBIENTE SOLAR/ LUZ (SOPHIA COPOLLA) AUDIO: AMBIENTAÇÃO DE FLORESTA / PÁSSAROS CANTANDO/ MANTRA AUM/ ESTÚDIO
106 1) CAMERA NORMAL INTERCALADA COM PLANO DETALHE A ROUPA EM CAMERA LENTA, NARCISO DANÇA LIVREMENTE 2) FLASHES DE NARCISO VESTIDO DE “SER MÍTICO” APARECEM NA TELA EM CAMERA LENTA 3) A IMAGEM DO SER MÍSTICO GANHA MAIS TEMPO DE TELA 15 SEG 4) SER DA FLORESTA APARECE E VIRA O ROSTO PARA CAMERA (CLOSE) 5) “SER MÍSTICO” ENTOA O MANTRA AUMMM QUE PERDURA POR 10 SEG _____________________________________________________ ATO 5 – ROMANCE 1. PLANO GERAL/ CAMERA PARADA/ FUNDO INFINITO BRANCO AUDIO: MUSICA ELETRONICA CONCEITUAL/ ORQUESTRA NO FUNDO 1) NARCISO SURGE NO FUNDO BRANCO CAMINHANDO EM DIREÇÃO A UMA CADEIRA 2. ZOOM IN 2) NARCISO SE SENTA E TIRA DO BOLSO UM PEQUENO ESPELHO COM UMA POSTURA DOMINADORA E SENSUAL SE OLHA 3) FLASHES DE BOCAS GRITANDO SURGEM 4) NARCISO RI 5)LUZ VERMELHA, NARCISO DANÇA, SE AMANDO 6) CORTE SECO, BOCA DE NARCISO EM CLOSE QUE DIZ: RENDA – SE, COMO EU ME RENDI. MERGULHE NO QUE VOCÊ NÃO CONHECE COMO EU MERGULHEI.
107 NÃO SE PREOCUPE EM ENTENDER, VIVER ULTRAPASSA QUALQUER ENTENDIMENTO. 7) NARCISO SOBE NO “QUEIJO” COM SUA ROUPA BRILHANTE QUANTO AS LUZES BRILHAM ________________________________________________ ATO 6 – COMÉDIA 1. PLANO GERAL AUDIO: APLAUSOS (SITCOM) 1) NARCISO SURGE VESTIDO DE CORAÇÃO AUDIO: RISADAS 2) PALHAÇO CLOWN O OLHA E GESTICULA COMO QUEM DIZ “DE NOVO AQUI?” AUDIO: RISADAS NARCISO: SIM, ME PARECEU TÃO INCENSATO RENUNCIAR O AMOR... É COMO SE NOS DESENTERESSARMOS DA SAÚDE NA PROMESSA DE VIDA ETERNA. CLOWN: SORRI E ASCENA QUE NÃO COM A CABEÇA AUDIO: RISADAS E OHHHHH 3) CLOWN TIRA UMA ARMA DO SEU BOLSO COMO EM UM TRUQUE DE MÁGICA E ATIRA EM NACISO 4) NARCISO CAI NO CHÃO E SORRI AUDIO: AHHHHH E APLAUSOS FIM
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