UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL JORNALISMO
DISCURSO E PRÁTICA DA VIDA MISSIONÁRIA NA COMUNIDADE CATÓLICA SHALOM
QUEILA SOFIA JESUS DIAS LAZO 1677936-3 LIBERDADE - MATUTINO
SÃO PAULO 2019
QUEILA SOFIA JESUS DIAS LAZO
DISCURSO E PRÁTICA DA VIDA MISSIONÁRIA NA COMUNIDADE CATÓLICA SHALOM
Relatório
de
fundamentação
teórica
e
metodológico apresentado a Universidade Cruzeiro do Sul como parte dos requisitos necessários para a obtenção do titulo de bacharela em Jornalismo, sob orientação do Prof. Dr. Nivaldo Ferraz.
SÃO PAULO 2019
DEDICATÓRIA
Para a manifestação da Glória de Deus.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus, por revelar sua vontade indicando um caminho seguro para a santidade através desse trabalho.
A minha família, em especial o meu irmão Cleber Lazo que cuidadosamente me orientou quando eu estava perdida.
Aos meus irmãos de comunidade que em meio à elaboração desse trabalho foram um consolo.
A minhas amigas de turma: Elioneide, Rauena, Joana, Adenize que dão sentido a todo esse tempo.
Ao meu melhor amigo e quase namorado, Luiz Felipe, que com suas piadas mais sem graças do mundo foi um ponto de paz em meio ao stress.
FICHA TÉCNICA
Queila Sofia Jesus Dias Lazo – Estudante do 7° semestre de Jornalismo na Universidade Cruzeiro do Sul. Estagiária de assessoria de imprensa pela secretaria da saúde do município de São Paulo, mas atuando diretamente na coordenadoria regional de saúde Leste. Possui em seu currículo cursos de informática (Ae Computação), Inglês básico (Mega Bit), curso complementar em serviços administrativos e comerciais (Jucip). Funções executadas – Repórter, pauteira, fotógrafa, produtora, editora. Rafael Galiza – Programação de Jogos Digitais com noções em Designer Digital, atualmente Coordenador de Turno (operacional) na área de alimentação (Burger King) Funções executadas – Diagramador Cleber Lazo - Jornalista formado pela Universidade Mogi das Cruzes em 2008, hoje atua como assessor de comunicação da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), da Associação Gestora do Distrito Industrial de Taboão (AGESTAB) e do vereador de Suzano, Lisando Frederico. Funções executadas - Revisor
Características técnicas Título: Nova edição – Shalom Maná Número de páginas: 24 Formato: Revista Impressa Sinopse: A nova edição da Revista Shalom Maná traz uma releitura nesta primeira edição, cujo tema é a evangelização da comunidade como resposta para o homem de hoje, levando o leitor a uma reflexão e ao questionamento de como é a evangelização da Comunidade Católica Shalom. Uma revista para todos aqueles que desejam crescer na fé, no amor e no conhecimento de Deus, que traz uma formação doutrinária e humana, com matérias exclusivas, entrevistas, reportagens, testemunhos, notícias da Igreja e muito mais.
Fontes: Isabella Siqueira, 25 anos, advogada. Ex-membro da Comunidade Shalom. Eliane Pires, 40 anos, doméstica. Ex-membro da Comunidade Shalom Jefferson Lázaro da Silva, 35 anos, empresário. Músico da banda Sinal d’ Paz Diego Rodrigo, 36 anos, responsável local da missão de Cabo Verde. Lory Brito, 28 anos, bióloga marinha e participante da missão de Cabo Verde. Bruno Oliveira, 26 anos, ex-membro da Comunidade Católica Shalom e amigo do Erick Vieira.
O presente trabalho apresenta uma edição da revista Maná, com cunho jornalístico e religioso que traz a reflexão de temas sobre a vida missionária e os seus desafios. A escolha desse produto se deu pela pesquisa teórica realizada anteriormente, onde foi estudado que o público alvo tem uma grande ligação com a revista usando-a como fonte de estudo e reflexão, aproveitando assim da fama da revista refizemos uma nova edição tornando-a profunda em seus temas e levando o leitor a conscientização. Revelando os desafios enfrentados pelos membros da comunidade em sua vida pessoal, profissional e espiritual. A partir de entrevistas, histórias, fotos e elementos visuais é possível entender e contar a história de todos os personagens. Palavras-chave: Religião. Estilo de Vida. Missionários. Reflexão. Empatia.
SUMÁRIO 1.Introdução ............................................................................................. 9 2.Descrição dos Objetivos ...................................................................... 9 3.Problematização e Hipótese..................................................................9 4.Justificativa ......................................................................................... 10 5.Plano Estratégico ............................................................................... 11
Descrição do produto ..........................................................11 Linguagem ......................................................................... 12 Linha Editorial......................................................................12 Número de Páginas............................................................ 13 Tipografia.............................................................................13 Identidade Visual.................................................................13
6.Estratégias para definição...................................................................13 7.Público Alvo..........................................................................................13 8.Técnicas Atingidas...............................................................................13 9.Referencial Teórico..............................................................................14 10.Referências.........................................................................................15 11.Cronograma........................................................................................16 12.Orçamento...........................................................................................17 13.Apêndices...........................................................................................18 14.Diário de Campo.................................................................................45 15.Anexos.................................................................................................47
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1)
INTRODUÇÃO
Esta pesquisa e a revista impressa dela decorrente apresenta a vida de pessoas que estão e passaram pela Comunidade Católica Shalom como instituição religiosa, abordando suas vertentes de benefícios para essas pessoas e contradições em seu estilo de vida. A Comunidade Católica Shalom é reconhecida pela Igreja Católica como associação internacional para fiéis, tratando-se do que hoje a Igreja nomeia de “Novas Comunidades”. Sendo, então, Igreja a Comunidade Shalom serve em seus trabalhos por meio de uma consagração de vida dos seus membros. Até chegar-se a consagração de vida, o fiel vive em etapas formativas para entender a espiritualidade da comunidade e como é a maneira que os missionários vivem. Reconhecendo durante esse tempo se aquilo que os membros vivem é aquilo que eles falam. Por meio de entrevistas é possível mostrar as experiência e dificuldades de pessoas introduzida no meio religioso e levando ao leitor a uma reflexão do tema proposto na revista através da pesquisa-ação que analisou, estudou os personagens e suas particularidades, apresentando em uma nova edição da revista Maná apresente a realidade da instituição propondo novas formas de melhoria. 2) DESCRIÇÃO DOS OBJETIVOS
Objetivo geral A nova edição da Revista Maná leva o leitor a conhecimento de como se dá o discurso da comunidade Shalom e a sua prática na missão, e foi encontrada uma possível resposta a todas as incoerências encontradas durante a elaboração do trabalho.
Objetivo específico Esclarecemos, assim, como é o impacto social da missão na Comunidade, e revelado que no seio da mesma existem problemas tão relevantes quanto aqueles que são expressos no mundo afora.
3) PROBLEMATIZAÇÃO E HIPOTESES O problema desta pesquisa identifica como é o discurso do missionário da Comunidade Católica Shalom e como é a prática real na vivência da rotina, especialmente a intenção da evangelização e ajuda aos mais necessitados. Até onde o discurso do missionário atinge a realização daquilo que é falado em suas regras?
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Para responder a essa questão, reconhecemos duas hipóteses: 1. Abuso de autoridade na administração da comunidade e da Igreja impede o missionário de realizar a sua missão de evangelização e ajuda social. A pessoa missionária escolhe aderir a esse estilo de vida, porém, é barrado pelo parecer negativo que por vezes atinge suas propostas de evangelização. 2. A partir do momento em que se ingressa como membro da comunidade é deixado de lado vivências antigas a essa ação, desde os bens materiais, até ideias de mundo e características da personalidade. Essa renúncia de si mesmo pela adesão a esta vivência causa problemas de incapacidade física e até mesmo pressão psicológica que não são notados pela própria vida comunitária ao redor.
4) JUSTIFICATIVA
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2018, foi registrado um total de 15,2 milhões de pessoas consideradas extremamente pobres no Brasil, que se manifesta na qualidade de vida das famílias: fome, saúde, desemprego, baixa escolaridade, desestabilidade psicológica, entre outros. Observa-se, por vezes, que o Estado não consegue atingir o povo espalhado pelo país com as políticas públicas e ações para combater a desigualdade. Mesmo com ajuda de ONG’s, movimentos de caridade, entre outros, o número só continua a aumentar. O grupo de pessoas que vive a margem da sociedade é justamente aquele que está cercado pela religiosidade em seu maior número, crenças que começam no berço e perduram até o fim da vida. “Seja qual for o grau de dessacralização do mundo a que tenha chegado o homem que optou por uma vida profana não consegue abolir completamente o comportamento religioso” (ELIADE, 2018, p.27). Em um comparativo a esse número de pobreza, o Brasil é o País mais católico no mundo contabilizando 172,2 milhões de fiéis, segundo o Anuário Pontifício 2017 e o Anuário Estatístico da Igreja 2015. Já a Comunidade Católica Shalom tem um total de 37.176 de missionários espalhados pelo país que são enviados para a evangelização e ajuda social de todas as pessoas. A busca por respostas em meio ao desespero e o agradecimento quando se é propício se dá muitas vezes a Deus ou a deuses, segundo aquilo que se acredita. A partir daí a Igreja Católica acredita que pessoas com disponibilidade, sem nenhum apego físico e material são enviadas pelo país para alcançar os que precisam especialmente os mais pobres. A comunidade católica Shalom seria parte de uma resposta para as necessidades dessas pessoas, como um suporte físico, emocional, psicológico e
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espiritual. Não com o intuito apenas de converter a uma total vivência da espiritualidade cristã, mas também como outra saída da carência social. Além de mostrar como a Comunidade atinge a localidade ao seu redor, este projeto se justifica na ideia de que até mesmo uma comunidade cristã tem problemas que atingem os grupos inclusive os missionários. ”Tendemos a substituir a situação existencial olho no olho e face a face por um sistema classificatório abrangente, que consome vidas e personalidades humanas como dados empíricos e evidências ou estatísticas” (BAUMAN e DONSKIS, 2014, p. 26). Por muitas vezes, membros da comunidade sofreram por se encaixar em números e estatísticas que os impediram de viver sua missão como evangelizadores. Por problemas financeiros, psicológicos, falta de adesão, os próprios membros se tornaram a vítima ao invés de serem aqueles com uma resposta para a humanidade. Até onde as autoridades da comunidade percebem que esses também precisam de cuidado? Será um empecilho para uma ajuda da Igreja e da sociedade? De que forma apontar para ter um olhar sensível em todos, sem exceção ou distinção de pessoas? Portanto, este projeto de pesquisa investigou como é o discurso do missionário e como é a ação da missão. Identificou os problemas vividos no seio da comunidade que os impede de evangelizar, com o foco especial nos mais pobres. 5. PLANO ESTRATÉGICO 5.1 Descrição do produto A nova edição da Revista Shalom Maná com um conjunto de reportagens abordando o tema dessa pesquisa se utiliza de elementos gráficos levando o leitor para um melhor entendimento e mergulho no assunto, através de imagens reais de missionários da comunidade, infográficos ambientando o leitor no tempo espaço descrito, ilustrações para fixar o que foi debatido durante a revista, cores para auxiliar a organização visual do produto, áreas de descanso para tornar a reflexão do tema mais propício e uma tipografia própria para a nova linha editorial da revista. a)
Linguagem
Com profundidade no assunto, as reportagens disponibilizadas na revista são cercadas de entrevistas e fatos culminantes que aconteceram sobre o tema de escolha, a reportagem leva o leitor a encontrar a resposta para suas possíveis perguntas e leva-os a uma reflexão sobre o tema. Patricia Paixão do Portal Imprensa diz que “o gênero grande reportagem é um texto que se diferencia da reportagem comum, por envolver vasto tempo de
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produção, oferecendo excelente aprofundamento do fato narrado, além de refinado tratamento estético” (2017). O que se encaixa perfeitamente nesta revista, onde texto e estética conversarão para, de forma leve retratar o assunto, com uma linguagem jovem, porém usando a seriedade que o tema pede. Além de que, fotos, ilustrações, infográficos ajudarão na descrição da informação e tornando a linguagem mais acessível. b) Linha editorial A linha editorial dessa nova edição da revista Shalom Maná é baseada no nariz de cera, deixando para o final da matéria, assim como das páginas da revista os melhores furos, prendendo a atenção do leitor até o final do texto. Além, de tornar a revista com mais leveza levando leitor a um entendimento através de elementos gráficos espalhados ao longo da revista. Onde é dividida em sete seções, sendo elas: Maná Indica – Nessa edição indicamos a banda musical Sinal d’ Paz
que quebrou alguns paradigmas a respeito da música dentro da comunidade Shalom, e nessa editoria o objetivo é mostrar conteúdos diversos que a comunidade apresenta, seja de música, livros, formações e etc. Shalom
pelo mundo – Nessa edição contamos sobre a evangelização de Cabo Verde na África, seus desafios e potências levando o leitor a compreender como é a missão da Comunidade em outro país.
Fé e Versos – Com o objetivo de levar um respiro ao leitor, usamos de elementos gráficos para a leitura da revista se tornar mais leve, e nessa edição, foi escolhido um poema de Santa Teresa D’ Ávila, para complementar os outros assuntos tratados ao longo das matérias. Matéria principal – Nessa editoria, falamos sobre o assunto principal da revista, para o leitor compreender como é a missão Shalom de São Paulo, suas práticas e seus discursos. No meio da matéria usamos um infográfico para melhor entendimento do tema tratado. ◦
Nos bastidores – Finalizamos a revista contando sobre os bastidores do processo de realização da revista. ◦
Todas elas abordaram o discurso e a prática dos missionários, com o objetivo de refletir sobre o tema e levar a uma mudança humana, além da formação espiritual e doutrinária. c)
Número de páginas
13
A edição da revista consta com 24 páginas obedecendo a regulação do trabalho de conclusão de curso. Tipografia Usado a tipografia de Calibri, para que através dessa fonte os leitores encontrem uma facilidade maior para a leitura. e) Identidade Visual Usamos palhetas de cores que são próprias da comunidade Shalom laranja, azul, preto e branco para que o olhar do leitor logo já reconheça que é uma revista com mesma identidade de todos os meios de comunicação da mesma. Alguns elementos visuais, como o gráfico central, foi usado tons de rosa e azul para destacar-se nas informações. Sem descartar cores especificas para maior fixação do tema e tornando o tema empático para todos. Para dialogar com o texto usamos mosaicos de fotos, infográficos tornando assim o entendimento do assunto mais claro, além de áreas de respiro que ajuda a permitir que todos os principais elementos da revista tenham a chance de respirar, dando assim, um melhor equilíbrio. 6. ESTRATEGIAS PARA DEFINIÇÃO Para definição do produto da revista, foi observado que no meio da comunidade muitos membros sentiam falta de um veículo de comunicação impressa para momentos de oração e lazer. A partir disso, definimos que a nova edição da revista Shalom Maná tem como missão atingir o leitor de forma rápida e objetiva. 7. PÚBLICO A SER ATINGIDO O público alvo da Revista Shalom Maná são os próprios membros da comunidade, sendo eles homens e mulheres de 20 a 50 anos, além de jovens entre 14 a 19 anos. Buscamos atingir também o público de fora da comunidade, que não conhece a Igreja e nem o estilo de vida que a ela apresenta. 8. TÉCNICAS ATINGIDAS Empregou-se a técnica de entrevista semiestruturada, baseada no diálogo, a fim de que o entrevistado ganhasse protagonismo durante a entrevista jornalística. Durante as entrevistas aconteceu a captação do áudio utilizando o aplicativo: gravador de voz do próprio celular. Para as fotos foi utilizado a câmera Canon EOS SL2, nos enquadramentos de plano máximo, plano médio, close e plano americano. Os infográficos e elementos visuais foram criados pelo Corew Draw x8 Buscamos referências de layout através das ultimas edições de julho da TPM buscando inovação e criatividades, além de leituras de revistas diversas
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como VEJA e ÉPOCA para entender a linguagem de revista impressa, buscando criar uma identidade própria através disso. Lemos e estudamos as ultimas três revistas das edições Shalom Maná, reconhecendo os potenciais e as limitações que a revista trazia quando era publicada. Criamos três infográficos para melhor captação do tema proposto nessa edição. O primeiro se destaca na matéria com a banda Sinal d’ Paz para identificar quais os integrantes da banda e suas funções. O segundo destaca a matéria sobre Shalom em Cabo Verde, na África para informar sobre os serviços e estrutura do local que é citado no texto. E por fim, o gráfico central conta com informações relevantes para iniciar a matéria com mais peso na revista, que é a matéria principal dessa pesquisa. O gráfico conta com a opinião de jovens espalhados pelo Brasil, visto que dentro da comunidade Shalom os jovens é a grande prioridade de cuidados e evangelização. Para a redação de texto, buscamos ser o máximo possível de profundidade e simplicidade na palavra, preferindo colocar uma quantidade menor de texto e uma maior elaboração de elementos visuais de fotos, gráficos e etc para que o entendimento do público alvo fosse absoluto. Além de utilizar formulário do Google para uma pesquisa com jovens de 14 a 25 anos com perguntas sobre o que eles gostam da comunidade Shalom e o que eles gostariam que mudasse, para que através das respostas o gráfico central da revista fosse elaborado. 9. REFERENCIAL TEÓRICO Para a pesquisa conhecemos a história da Comunidade Shalom, suas regras e como é vivida a espiritualidade e para isso usamos o livro: ‘Escritos, Comunidade Católica Shalom’ de Moyses Louro de Azevedo Filho (2018). A leitura de ‘O sagrado e o profano: a essência das religiões’, de Mircea Eliade (2018), por sua vez ajudou a compreender melhor o estudo da religiosidade, e fazer um comparativo sobre o homem profano e o homem sagrado e sua análise de mundo. O autor diz que o homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra como algo absolutamente diferente do profano (ELIADE, 2018). E, assim, nos fez refletir sobre a vivência da sacralidade da vida missionária abordada neste projeto. Zygmunt Bauman e Lonildas Doskis (2014) nos levaram a entender alguns sistemas em que a sociedade está mergulhada, além de debater a frequência na insensibilidade diária diante do sofrimento do outro, na incapacidade ou recusa de compreendê-lo. “Coisas transformadas em rotina não encantam ninguém – é preciso tornar-se uma vítima para atrair algum tipo de atenção de sua própria sociedade” (BAUMAN e DONSKIS, 2014, p.49).
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Entende-se, portanto, que um dos problemas vividos no seio da Comunidade Religiosa seria a falta de encantamento na rotina missionária e causando um comodismo naquilo que decidiram viver. Tornar-se em vítima seria a opção para voltar ao encantamento religioso? Entramos aí no estudo de compreender a sociedade segundo as suas trocas e relações sociais entre os indivíduos e os grupos no paradigma funcionalista pragmático, mais especificamente nos estudos da Escola de Chicago e suas premissas “A cidade como ‘laboratório social’, com seus signos de desorganização, de marginalidade, de aculturação, de assimilação; a cidade como lugar da mobilidade: tal é o terreno de observação privilegiado pela Escola de Chicago” (História das teorias da comunicação, MATTELART e ARMAND, 2014, p. 30). Onde observamos que a troca de relações acontece no grupo específico de estudo desse projeto, compreendemos como é utilizado as premissas citadas pela escola de Chicago e como isso atinge também o meio religioso, seus simbolismos e manipulações. Portanto, reconhecemos a Comunidade Shalom como um laboratório social de estudos para entender as relações dos missionários e suas trocas simbólicas, e até onde isso atinge a evangelização para melhoria ou impedimento dessa ação. Três elementos definem uma comunidade: uma população organizada em um território, em maior ou menor medida nele enraizado, cujos membros vivem numa relação de interdependência mutua de caráter simbólico. Nessa ‘economia biológica’ - termo que Park utiliza por vezes como sinônimo de ecologia humana –, é a ‘luta pelo espaço’ que rege as relações interindividuais. (MATTELART e ARMAND, 2014, p.31)
10. REFERÊNCIAS ARMAND, Mattelart.; ARMAND Michèle. Histórias das teorias da comunicação. 16. São Paulo: Loyola , 2014. BALDISSERA, Adelin. Pesquisa-ação: uma metodologia do “conhecer” e do “agir” coletivo. Revista Sociedade em Debate, n. 2, agosto. 2001. BAUMAN, Zygmunt.; DONSKIS, Leonildas. Cegueira Moral: A perda da sensibilidade na modernidade liquida. 01. São Paulo: Zahar, 2014. CÂMARA MONTE, T. M. A religião e sua função social. Revista Inter-Legere, n. 5, 7 dez. 2013. ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: A essência das religiões. 01. São Paulo: Martins Fontes, 2018. FILHO, Azevedo de Louro Moyses. Escritos: Comunidade Católica Shalom. 01. Aquiraz: Edições Shalom, 2018.
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HELLER, Eva. Psicologia das cores: como as cores afetam a emoção e a razão. 01. São Paulo: Editoria Gustavo Gili, 2014. NICOLARE, Freitas Roseane. O sentido da Comunidade Católica Shalom entre os carismáticos de Fortaleza. Revista Ciências Sociais, n. 01. 2006. PAIXÃO, Patricia. Opinião: Cinco grandes reportagens que vão aumentar o seu amor pelo jornalismo. Portal Imprensa. São Paulo. Setembro, 2017. Disponível em <http://portalimprensa.com.br/noticias/opiniao/79561/cinco+grandes+reportagens+ que+vao+aumentar+o+seu+amor+pelo+jornalismo> Acesso 22 mai. 2019 ll PAULO, João Papa. Mensagem aos participantes no seminário de estudos sobre os movimentos eclesias e as novas comunidades. Vaticano Liberia Edituice Vaticana. Junho, 1999. Disponivel em <https://w2.vatican.va/content/johnpaul-ii/pt/messages/pont_messages/1999/documents/hf_jpii_mes_19990618_laity.html>. Acesso em: 14 abr. 2019. SILVA, Munakata Takeshi Sandro. Teorias da Comunicação nos estudos de relações públicas. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. VILHENA, Angela Maria. A religiosidade Popular: Á luz popular do Concílio Vaticano ll. 01. São Paulo: Paulus, 2015. 11. CRONOGRAMA
FASES
Leitura de referências/influê ncias Realização de entrevistas Apuração de informações Redação da revista Revisão da revista Diagramação da revista Impressão Da revista
A G O
S E T
O U T
N O V
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
D E Z
X
X
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12. ORÇAMENTO
ITEM
QUANT
VALOR
TOTAL
Impressão da revista
4
R$ 60,00
R$ 240,00
Impressão de relatórios
3
R$ 49,50
R$ 148,50
Revisor
1
ZERO
ZERO
Diagramador profissional
1
R$150,00
R$150,00
TOTAL
R$388,50
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APÊNDICES
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APÊNDICE A – Pauta Isabella Siqueira Nome do Veículo: Shalom Maná – Nova Edição Edição: 2019 Tema: Como a comunidade atinge a vida psicologica de seus membros? Histórico Nos últimos 2 anos a Comunidade Católica Shalom tem sofrido uma grande perca de membros por não saber lidar com problemas psicológicos, como a depressão, ansiedade e crises. Pessoas que adquiriram essa doença corre risco de não conseguir cumprir com as propostas apresentadas pela comunidade. Perguntas: - O que fez você sair da comunidade? - Você acha que aquilo que os missionários falam, eles fazem? Se não, por que? - Você acha que existe abuso de autoridade dentro da comunidade? - Você percebe que a mudança radical de vida atinge a vida psicológica das pessoas que vivem dentro da comunidade? - Você acredita que a comunidade Shalom é a resposta para a humanidade de hoje? - Como a comunidade pode responder a essa crescente onda de suicido, depressão, ansiedade entre tantas outras coisas que está acontecendo ao redor do mundo? - Como você vê a comunidade agora que está fora dela? Fontes - Isabella Siqueira, advogada e ex-membro da Comunidade Shalom. Com a rotina dentro da comunidade acabou descobrindo a depressão a partir disso. Alinhamento editorial: - Entrevista via whatsapp, visto que a entrevistada mora em Goiás. Observações Pauteira: Queila Lazo Repórter: Queila Lazo
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APÊNDICE B – Pauta Membros Inativos Nome do veículo: Shalom Maná Edição: 2019 Tema: Qual a visão dos membros inativos da Comunidade? Histórico Mesmo com todos aqueles que desistem da vida da missionariedade, observando que esse estilo de vida não traz, muitas vezes, a plena felicidade. Os membros que saíram da comunidade ainda são marcados pelos ensinamentos e ideologias apresentadas pela comunidade. O tema proposto torna-se relevante, pois pretende mostrar o quanto essas pessoas ainda têm marcas nas suas vidas trazidas pela Comunidade Shalom. Fonte: Bruno Oliveira, ex-membro da comunidade Shalom que participa ainda dos eventos organizados pela mesma. Eliane Pires, ex-membro da comunidade que percebeu que o estilo de vida apresentado não condiz com aquilo que ela acredita. Perguntas: - Qual foi o motivo de você sair da comunidade? - O que você acha que precisa ser melhorada dentro da comunidade como um todo? - Você acha que existe abuso de autoridade dentro da comunidade? - Você percebe que a mudança de vida atinge a vida psicológica das pessoas que vivem dentro da comunidade? - As pessoas de dentro da comunidade cuidam uma das outras? - Você acredita que a comunidade Shalom é a resposta para a humanidade de hoje? - Como você vê a comunidade agora que você está de fora? Alinhamento editorial - Entrevistas feitas pessoalmente. Observações Pauteira: Queila Lazo Repórter: Queila Lazo
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APÊNDICE C – PAUTA MÚSICA Tema: Evangelização pela música Nome do veículo: Shalom Maná Edição: 2019 Histórico A música sempre foi muito presente na comunidade, é um dos ‘carros chefes’ da evangelização, onde pessoas se sentem atraídas pelo Carisma através disso. Visto que hoje novas bandas têm aparecido ao redor do mundo, é notável que algumas dessas bandas quebram padrões dentro da própria Comunidade. Fontes: Jefferson Lazaro, integrante da banda. Perguntas: - Como nasceu o sinal da paz? - Como a evangelização pela música potencializa o nome da comunidade? - O que você acha que precisa ser mudado na comunidade a respeito dessa área musical? Alinhamento editorial - Entrevista feita pelo whatsapp, visto que o Jefferson mora no Rio de Janeiro. Observações Pauteira: Queila Lazo Repórter: Queila Lazo
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APÊNDICE D - Shalom em Cabo verde Tema: Como funciona a Comunidade Shalom no continente Africano Nome do Veículo: Shalom Maná Edição: 2019 Histórico Há três anos o Shalom chegou à cidade da praia em Cabo Verde na África, sabendo das dificuldades que o continente vive como é para a comunidade se adequar a cultura e promover o nome de Deus dando suporte aos mais necessitados; Fontes: - Diego Rodrigo, Responsável local pela missão de Cabo Verde. - Lory Brito, cabo-verdiana participante das ações da missão Cabo Verde. Perguntas: PARA O BRUNO - Como é a forma de evangelização ai em Cabo Verde? - Como está a missão hoje em dia? Quais as atividades e ministérios? Quantos membros da Comunidade e membros da Obra? - Quais as maiores dificuldades e desafios na evangelização? PARA LORY - Como você conheceu a comunidade Shalom? - O que você mais gosta dentro da comunidade? Os ministérios, o carisma, etc? - O que você mudaria na comunidade Shalom? Alinhamento Editorial - Entrevistas feitas pelo Whatsapp, visto que os entrevistados moram na África Observações Pauteira: Queila Lazo Repórter: Queila Lazo
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APÊNDICE E – Suicídio do Erick Tema: Jovem se suicidou dois anos após desligamento da comunidade Nome do veículo: Shalom Maná Edição: 2019 Histórico Erick Vieira, jovem de 22 anos se suicida dois anos após seu desligamento da Comunidade Católica Shalom. A comunidade tem como missão cuidar e proteger todos aqueles que ela abraça, sendo essa pessoa presente ou não nos compromissos da comunidade. Sabendo disso, o Erick não recebeu cuidados e ninguém percebeu que ele estava doente mesmo conhecendo sua história de vida. Fontes: Bruno Oliveira, amigo do Erick. Perguntas: - Você conhecia o Eric? Como era o relacionamento dele dentro da comunidade? - O que o fez sair da comunidade? - Você acha que a comunidade cuidou dele após ele ter saído? - Você acha que a comunidade podia ter feito algo para impedir a ação dele? - Como a comunidade pode responder a essa crescente onda de suicido que está acontecendo ao redor do mundo? Alinhamento editorial - Entrevista feita pessoalmente. Observações Pauteira: Queila Lazo Repórter: Queila Lazo
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APÊNDICE F – Pesquisa sobre opinião dos jovens da Comunidade Qual sua idade? 20 respostas
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15 16 17
20 22
O que você mais gosta na Comunidade? 20 respostas
Artes Carisma Radicalidade
Alegria
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O que você mudaria na Comunidade Shalom? 20 respostas
Músicas Zelo litúrgico Olhar crítico Estrutura física Não mudaria nada
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APÊNDICE G – FOTOS
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APÊNCIDE H – Entrevista Isabella Siqueira
Você acha que aquilo que os missionários falam eles vivem? Por quê? Eu fui percebendo muitas incoerências principalmente dentro dos meus irmãos da comunidade de vida e eu acho que isso tem a ver com a restrição que eles vivem que é muito difícil mesmo, eu entendo, mas ao mesmo tempo eu não concordo, porque a partir do momento que você deu a sua vida você sabia qual eram as consequências que viveriam ali, você tem que aceitar uma vida pobre. E o que eu fui percebendo é que as pessoas ali não querem saber de pobreza, não querem saber de renunciar os bens, muito pelo contrário, elas supervalorizam muito, e tem a questão da famosidade, existe a questão de querer status. Então isso vai roubando o coração dos membros da comunidade daquilo que é proposto por Deus, que é a pobreza, a obediência e a castidade. E eu vejo isso como uma resposta da vida restrita que eles têm, porque eles não podem nada então quando ele vem uma coisinha a mais, eles meio que se encantam, e vão ambicionando aquilo ali e querendo sempre mais. Já vi missionário fazendo amizade com pessoas mais ricas para ir a lugares melhores, gente que se apega a iphone e ficam inventando coisas pra não perder o celular, coisas que vão completamente contra aquilo que é pregado. Você acha que existe abuso de autoridade dentro da comunidade? Hoje eu tenho certeza que formador não é psicólogo e existe uma distorção nas autoridades e naquilo que é pregado. É muito falado que existe uma imaturidade muito grande dentro das ovelhas, dos postulantes, que não tem capacidade de decidir o que é melhor para você mesmo e você entrega tudo na mão da autoridade, e muitas vezes a autoridade ela é meio que desviada, não decide aos olhos de Deus, decide em prol da própria vontade e isso se torna incoerente. O postulante está entregando com certa inocência, a vida dele nas mãos de alguém que seria voz de Deus pra ele, e muitas vezes não é isso que acontece, é a voz da própria autoridade e isso complica a vida da pessoa. E eu falo isso, porque foi o que aconteceu comigo porque eu chegava desesperada na minha formadora, dizendo que eu não sabia o que fazer com a minha vida profissional, que eu precisava de ajuda, e enquanto eu tinha tempo de ir aos compromissos da comunidade, e tendo dinheiro de dar minha comunhão de bens, foda-se entendeu? Se eu não estava indo bem na minha profissão, e como comunidade de aliança eu não via esse respaldo. E as vezes eu acho que formador acha que tem mais voz que o papa, e cresce o peito, e se você não faz o que eles querem tudo complica. Eu mesma, quando fui falar pra minha formadora que eu queria sair da comunidade, uma das minhas autoridades mudou completamente, ela não rezou por mim, não falou comigo direito, me ignorou durante três meses e por quê? Porque eu não estava fazendo o que ela queria, eu acredito que se ela tivesse rezado ela veria o quanto eu estava precisando de ajuda e ela não me ajudou, ela
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virou simplesmente as costas pra mim e ‘tanto faz a Isabella, ela quer sofrer que sofre, eu lavo as minhas mãos’. E foi isso que eu percebi depois que sai da comunidade, e enquanto eu fazia terapia percebi que eu tinha muita dificuldade de perdoar a comunidade, porque o meu pós-desligamento foi muito pior do que eu estava sofrendo antes de me desligar, porque as pessoas simplesmente lavaram as mãos pra mim, e cadê minha família shalom? Cadê os laços no Espirito que são mais fortes do que os laços de sangue? Meu tio se matou e não teve um irmão da comunidade que falou assim ‘Isa, rezei uma Ave Maria por você’, não vi ninguém no velório, não vi ninguém na missa de 7° dia, não vi ninguém me mandando mensagem e não só isso depois que eu saí da comunidade, eu não vi ninguém, com exceção da minha formadora comunitária, e meus amigos. Se eu não vou ao Shalom e falo com eles, ninguém está nem aí. Se eu estou viva ou não ninguém sabe. Você percebe que a mudança radical de vida atinge a vida psicológica das pessoas que vivem na comunidade? Hoje eu vejo que muitas pessoas vão para a comunidade porque tem a necessidade de se adequar a um meio, a necessidade de pertencer a um grupo e isso caracteriza tanto a pessoa que ela perde a personalidade, perde a identidade e em longo prazo isso deixa a pessoa fica perdida e sem sentido, e foi um pouco do que aconteceu comigo, e é um pouco do que eu vejo. Eu vejo que o Shalom é um mundo tão fechado só nele, e as vezes eles acham que a comunidade é maior que a própria Igreja, então fica tão fechado no mundo dele que vai entrando em uma forma, um padrão de rezar, um padrão de pensar, um padrão de se vestir, um padrão de responder a Igreja de alguma forma, e isso perde a identidade da pessoa, e ela vai meio que perdendo quem ela é, e a gente sabe que existe uma santidade própria pra cada pessoa ainda que ela esteja no mesmo lugar, por exemplo, Santa Teresinha e Santa Teresa D’Avilla, elas eram carmelitas, mas as duas vivam espiritualidades e um relacionamento com Deus completamente diferentes, mas, me parece que no Shalom você tem que ser um cearense, muito parecido com o Moyses, muito parecida com a Emmir pra você ser um santo Shalom, e isso afeta a questão psicológica, pela questão da perda da identidade, pela forma que você responde, por exemplo, não é fácil pra toda pessoa rezar duas horas por dia, uma pessoa que é ansiosa, uma pessoa que é dispersa, aquilo ali é uma tortura. E eu também acho que a questão da rotina atrelada a quem vive a comunidade de aliança, e a cobrança por não corresponder, vai gerando no coração um sentimento de frustação. E quando eles exaltam os famosinhos, as lideranças, vai criando aquilo ali um modelo para ser seguido e você não olha pra pessoa de forma particular, de forma específica, do que ela vive, do que ela consegue e não consegue oferecer, ofertar, até onde ela consegue crescer ou não e isso gera na pessoa frustação.
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Hoje eu perdi completamente o meu animo e a minha esperança de viver alguma coisa assim, e eu acredito que esse é o fruto de uma vida apertada. Me apertaram tanto que eu escapuli e hoje eu não consigo ir mais. Se eu vou a missa de domingo é uma vitória, porque isso acontece um domingo sim e outro não.
APÊNDICE I – Entrevista Sinal d’ Paz Como nasceu o Sinal d’ Paz? O sinal d’paz tem a missão de evangelizar aqueles que fazem a banda e os irmãos da comunidade, ele nasceu através dos intervalos do retiro de carnaval chamado reviver onde toda vez juntávamos um grupo de pessoas e faziam pagode com musicas próprias da comunidade e consequentemente fazíamos isso em todos os anos, só que na época não tinha nome, era só um grupo de amigos que ouvia musica secular, gosta do samba e pagode, e estavam se confraternizando e se divertindo. Até que os cantores perceberam que esse movimento dava muito certo, e começaram a pensar em colocar isso de uma forma mais séria com mais compromisso, talvez gerar um ministério, uma banda, mas nada com muita pretensão, ficava apenas na ideia e nos desejos. Até que chegou o momento certo, onde os corações dos músicos foram sendo conquistados por Deus e a banda nasceu e se tornou realidade. O sinal d’ paz começou a criar um corpo e uma estrutura, foi dado o nome da banda até que tocamos a primeira vez no Reviver do Rio de Janeiro. Como vocês acreditam que o sinal d’ paz pode alcançar na evangelização? Precisava evangelizar de uma forma diferente e que o Sinal d’ paz tivesse uma cara e uma estrutura diferente e assim a comunidade também tivesse uma cara diferente. Através do pagode e do samba e da estrutura, do profissionalismo, dos músicos. A nossa evangelização também acontece com os músicos presentes na banda, que não tem contato com a comunidade e nem com a Igreja, mas que quando tocam conosco sentem muito felizes, realizados e cheios de paz. Nós somos exigentes demais, nos cobramos demais, Deus também nos cobra e por ser um sonho de Deus, hoje podemos colher frutos e alcança muita gente. O que você acha que precisa ser mudado na comunidade acerca da área musical? Já mudou! A questão do samba na comunidade Shalom é muito nova, e colocar esse gênero, abraçar nossa ideia e comprar nossa briga, comprar nosso projeto já é uma grande mudança. Acredito que a comunidade shalom ainda poderia ter uma flexibilidade e um acompanhamento melhor, para que os músicos possam se sentir melhor, dar mais e cair de cabeça no projeto.
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O que dificulta na evangelização do Sinal d’ Paz? As pessoas valorizarem o trabalho do ministério seja elas membros da comunidade ou não. Hoje muita gente nos chama para tocar, mas quando entramos no mérito de ajuda financeira respondem com: eu não tenho, não posso, está caro, deixa para outra vez. E isso dificulta muito nossa evangelização. Hoje nosso objetivo é construir uma estrutura para bater de frente com o meio secular, oferecer para as pessoas uma outra opção, queremos que as pessoas vá para o sinal d’paz e pensem ‘cara, eu fui pro show de pagode de uma banda católica e eu não vi nada de diferente na qualidade musical de uma banda secular famosa’. Para a galera se atrair por isso, e não perdemos para banda secular. E para isso acontecer o evento precisa ter uma estrutura bacana, valorizar nosso trabalho, porque gastamos muito dinheiro com foto, ensaio, artes, roupa, etc. Gastamos muito para levar ao publico uma coisa diferenciada, não é simplesmente tocar em uma caixa de som amplificada. Se eu sou uma pessoa que já se sente atraído para viver uma espiritualidade, eu chego a um show da banda e está tudo uma bagunça, eu me desinteresso completamente. APÊNDICE J – Entrevista Eliane Pires Como você conheceu a comunidade? Eu conheci a comunidade através de um amigo, ainda tive uma resistência porque eu vim de uma paróquia carismática e a comunidade é mais voltada para a RCC, de tanto ele me encher eu respondi: ‘se no domingo eu conseguir terminar o almoço antes da missa, eu irei’, e naquele dia, por incrível que pareça, terminei tudo no horário e fui a Missa no Shalom. Então comecei a ir toda semana para as missas lá, o que me chamou atenção foi que nos grupos de oração existe o caminho da paz e isso é incrível! A vida de oração que é diferente da paróquia, então foi bem atrativo. Por que você saiu da comunidade? Fiz dois vocacionais, um três anos de postulantado. Depois de todo esse tempo percebi que aquilo não era pra mim, eu queria fazer parte da Igreja Católica não importa onde! Porque quando estamos na comunidade é um apaixonamento como se não existisse coisa melhor! Mas fui vendo que não é bem assim, existem os grupinhos de amigos que não se envolvem com outros irmãos. Tanto que eu sai e hoje quase ninguém fala comigo, se eu chego lá hoje pareço um ET, mas pra mim que a comunidade tem de bom é essa formação humana, no qual, eu cresci muito.
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A pior fase da minha vida eu vivi dentro da comunidade, os meus pais morreram no primeiro ano que ingressei como membro da comunidade, então através desse cuidado humano eu consegui aguentar esse tempo. Mas, fui percebendo que eu acabei indo pra comunidade por causa dos amigos. Existe abuso de autoridade dentro da Comunidade Shalom? Existe sim o abuso de autoridade, a questão de que ser amigo do formador tem privilégios a mais, ‘pra ser shalom você tem que engolir um lago inteiro não só um sapo’. É a questão de bater de frente, não concordar com ideias e posicionamentos me levou em alguns momentos questionar a legibilidade da comunidade. Quais os problemas que você identifica que existe na comunidade? A interpretação é um problema dentro da comunidade, as autoridades explicam como é o estilo de vida dentro da vocação e a pessoa entende como ela quer e acaba gerando conflitos. As pessoas, às vezes, ficam mais preocupadas com as roupas do que com o coração do homem que é no nosso foco. Sempre existiam esses comentários ‘nossa, fulano está com a roupa apertada’, mas ninguém questionava ‘nossa, será que fulano está bem? Está triste?’, mais preocupados com externo do que com o interno. A pessoa estava bonita, mas ela está morrendo por dentro e ninguém percebe. O que você mudaria na Comunidade Shalom? Eu mudaria esse pensamento de que a comunidade Shalom é um caminho de e para a felicidade, porque falam isso sem explicar que você precisar se moldar mesmo. Existem coisas na comunidade que são protestantes demais, como a comunhão de bens, formações só sobre isso. Às vezes eu não tinha dinheiro para ir à comunidade, e ainda assim eles cobravam minha comunhão de bens, porque parece que você está traindo Deus se você não consegue devolver a comunhão de bens. As cobranças a respeito do vestiário, eu também mudaria ‘ ah porque seu esmalte é vermelho demais, seu decote está muito grande, seu brinco está desse jeito errado’, precisam entender quando a pessoa fez uma experiência com o amor de Deus, ela vai mudando sozinha! As que eram arrumadas demais sofriam porque reclamavam que estava arrumadas demais, as que estavam mais ‘normais’ sofriam porque estavam ‘normais’ demais, não existia meio termo. Se preocupar com o externo! Pra mim, o que impede a comunidade de crescer é o olhar de critica sobre os irmãos sobre tudo!
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Eles têm o foco e o pensamento de cuidar muito bem daqueles que estão chegando agora, os que já estão na comunidade são de certa forma ignorados, como se vivêssemos por si próprios. Os postulantes e discípulos vivem de forma mais rígida, agora os consagrados já são mais largados, não cumprem muito aquilo que é pedido. Eventos que precisavam estar presentes, os consagrados só uma pessoa marcava presença, pessoas consagradas são aquelas que cobram e não dá o exemplo. Porque ir a um evento da comunidade que não ter nenhum consagrado é feio demais! Se a primazia é os jovens tem que estar todos no evento para os jovens. O que a comunidade trouxe de bom pra sua vida? O que a comunidade me trouxe foi o autoconhecimento, no ser mulher. Hoje uma das coisas que não quero na minha vida é essa indiferença na hora de tratar o outro, de achar que só shalom é bom, acolher o outro não por títulos, mas por ser simplesmente uma pessoa. APÊNDICE K – Entrevista Diego Rodrigo
Como é a forma de evangelização ai em Cabo Verde? Para evangelização dos jovens universitários, a diocese que chamou a comunidade. A maior parte da evangelização é kerigmatica, com oito grupos de oração, porta a porta, convidados a dar formação, fazer animação, e a comunidade vai se tornando um referencial de evangelização e organização de eventos. A missão existe a três anos, e nós como comunidade fazemos o acamps, que foi realizado pela primeira vez no continente africano, fizemos o renascer retiro de carnaval e mesmo não sendo um pais culturalmente muito carnavalesco, o evento deu certo. Como está a missão hoje em dia? Quais as atividades e ministérios? Quantos membros da Comunidade e membros da Obra? 100 membros na obra, nosso centro de evangelização é tudo, casa dos missionários e casa para os eventos. Precisamos de mais missionários. Temos quatro ministérios sendo ele evangelização, primeiro anuncio pastoreio, arrecadação. Além de 6 membros da comunidade de vida e 1 aliança missionária. Quais as maiores dificuldades e desafios na evangelização? Santiago de cabo verde é a diocese primária da África. É um pais muito católico, e ajuda na evangelização, é um povo muito aberto a fé e tem muita sede de Deus. Só que a Igreja é uma Igreja mais tradicional, e o Carisma Shalom é mais novo para eles, nossa forma de animação, nossa forma de rezar muitas vezes os assusta. E se perguntam “como é que vocês dançam no momento de oração, e vocês batem palma?” Eles se assustam, mas se atraem. O maior desafio é a secularização, onde pensam que a Igreja é um lugar que não é para ele. Famílias
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desestruturadas, crianças sem pai, pais com mais de uma esposa. E aquilo que é uma dificuldade torna-se uma oportunidade para evangelizar. E muitas vezes somos confundidos com missionários protestantes, por ser essa novidade na evangelização. Mas, apesar disso, a Igreja local nos acolhe muito bem. Porque às vezes pensamos que a África é alegria o tempo todo, tambores, musica, mas lá as missas são sempre com coral, órgão, mais tradicional. Moramos por dois meses no seminário diocesano e isso nos fez ter uma visibilidade respeito da Igreja local e dos padres. Com os eventos a obra vem tomando corpo e rosto do Carisma. Quando pensamos na África, pensamos na promoção humana, pobreza e tal. Mas no Cabo Verde o nosso foco não é a promoção humana, e isso não é um mérito e nem um demérito. É que entendemos que o grande pobre é aquele que não tem Deus, queremos trabalhar com os pobres materiais, porém, hoje nosso maior foco é aquele que não conhecem a Deus. E temos limites materiais de evangelização, não temos carro, os ônibus param de rodar às 20h.
APÊNDICE L – Entrevista Lory Brito Como você conheceu a comunidade Shalom? Conheci o Shalom em 2018, no verão, onde eles faziam a divulgação de um acampamento que iria ter só que eu não podia participar porque já tinha compromisso, só que no final do mesmo ano eu procurei a eles de novo para conhecer o trabalho que eles faziam, porque eu não conhecia. Comecei a participar de fato esse ano de 2019, onde fiz meu seminário de vida no Espirito Santo e dês de então eu fiquei engajada em grupo de oração, atividades, eventos e hoje sou vocacionada da comunidade. O que você mais gosta dentro da comunidade? Os ministérios, o carisma, etc? Pra mim a comunidade trouxe algo de muito novo para além de ter uma intimidade com Deus, porque para mim Deus era só uma pessoa que eu me relacionava aos domingos e eu aprendi com o Shalom a ter uma intimidade com Ele no dia a dia mesmo, de poder conversar com Deus a todo o momento e saber que ele está presente, e por causa disso, do meu reencontro com Deus eu me engajei em todos os eventos e faço parte do ministério do pastoreio, e foram
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essas coisas que me conquistaram no carisma, de aprender a louvar e adorar a Deus. E nesse novo eu consegui tocar no amor de Deus através dos jovens, através da evangelização e poder sentir que Deus me resgatou, e também sinto que Ele me escolhe e me elege para ser a próxima a anunciar o amor. Por que da mesma forma que Ele me resgatou, Ele pode resgatar vários jovens e isso que para mim é o carisma. E é impressionante porque mesmo sabendo que o carisma nasceu no Brasil, já não pertence só ao Brasil, pertence ao mundo e chegou aqui no Cabo Verde no país de África, e isso me tocou. Hoje sou uma vocacionada que toca no carisma, e sentir a ação de Deus em minha vida concretamente, ver os feitos de Deus, viver da providência, aprendi a fraternidade, a vivência em comunidade, viver da pobreza, ser obediente e isso foi me formando e é o que mantem engajada aqui em Cabo Verde até hoje. O que você mudaria na comunidade Shalom? Eu não mudaria nada no Shalom, eu vejo que ele se adequa muito bem no país e no lugar onde está vai respondendo as necessidades desse local. É muito versátil e consegue abranger vários ares, e eu não vejo a necessidade de mudar.
APÊNDICE M – Entrevista Bruno Oliveira Qual foi o motivo para você sair da comunidade? Eu vivi um tempo muito turbulento dentro da comunidade, com vários discernimentos. Isso me bagunçou um pouco e estava realmente cansado da rotina dentro da comunidade, fora as crises que passei. Isso me fez decidir pedir desligamento. O que você acha que precisa ser melhorado dentro da comunidade Shalom? Em relação ao Carisma, nada! Porque ele é Santo. Quem precisa mudar é as próprias pessoas. Você acha que existe abuso de autoridade dentro da comunidade? Existe sim e precisa ser combatido! Não é porque você recebeu uma responsabilidade maior dentro da comunidade que você tem que ser igual a um ditador. É preciso ter equilíbrio, porque querendo ou não as autoridades são irmãos iguais aos outros. E a vida na comunidade é uma grande roda gigante,
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não sabemos o dia de amanhã. Então é preciso ter responsabilidades e humildade nessa questão de ser autoridade. Você percebe que a mudança radical da vida dos missionários atinge o psicológico das pessoas que vivem como o tal? Eu acho que atinge quem não tem o carisma e insiste em viver uma coisa que não é. Mas claro que ao longo da vida comunitária você precisa tomar alguns cuidados porque somos seres humanos e não cometer exageros. Acho que tudo tem sua hora e momento, no próprio evangelho diz que temos uma hora para tudo aqui na terra. A radicalidade faz parte da comunidade então é preciso viver, mas sem exageros. Você acha que as pessoas de dentro da comunidade cuidam uma das outras? Poderíamos ser melhores. Isso eu me incluo mesmo sendo obra. Eu passei por um momento muito difícil esse ano que foi a perca do Erick. Quando eu me lembro disso me vem à cabeça que pouco ou nada fizemos por ele. Precisamos parar de lamber nossas próprias feridas e olhar para os outros que estão morrendo ao nosso lado e não enxergamos. A morte do Erick nos serviu de alerta para isso. Você acredita que a comunidade Shalom é a resposta para a humanidade de hoje? Sim acredito! O carisma é santo, só precisa usá-lo na evangelização. Como você vê a comunidade Shalom agora que está de fora? Eu vivi um tempo diferente quando eu estava dentro, vivi com um pessoal antigo, pensamentos antigos, velhos. Mas hoje a missão Guarulhos que é a que participo cresceu muito em questão dos jovens, vários rostos novos, nova reformulação da missão. Hoje vejo a comunidade mais jovem! Quais os frutos que a comunidade trouxe na sua vida? Vários! Hoje eu cresci em uma espiritualidade pessoal, não olho as coisas apenas pelo natural, mas também pelo sobrenatural, já é automático. Me fez crescer como homem nas minhas decisões, vejo o mundo com um outro olhar. Ganhei um presente que é a minha noiva Mariana, feliz por estar caminhando com ela para selar o para sempre em nossas vidas, além das diversas amizades que conquistei quando estive na comunidade. A gratidão por ter vivido com o Erick isso tudo dês do começo, vivi muitas coisas com ele que se eu falar tudo aqui dá um livro de comédia, drama e suspense tudo junto. E também o maior de todos os frutos que é a amizade com Deus, isso eu sou muito grato. Aliás, foi Ele que me deu tudo
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isso e permitiu viver cada momento. Enfim, eu amo a comunidade Shalom, é um carisma que irá salvar a muitos. Assim como me salvou. Como você percebia que o Erick era quando estava na comunidade? Você sabe o motivo dele ter saído? Então o Erick era muito feliz dentro da comunidade nós vivemos quase tudo juntos e ele foi feliz cresceu muito na comunidade. Só que ele sempre foi bem discreto com respeito da vida dele, vida pessoal. Nunca disse muitas coisas sobre, isso explica a depressão que ele teve. Ninguém nunca conseguia tirar muita cosia dele acho que nem os formadores. Ele sempre transpareceu para mim aquele semblante de felicidade, é claro que quando ele não estava bem dava para perceber porque ele se isolava de tudo. Eu acho que ele não deveria ter saído. Querendo ou não a comunidade iria estar mais próxima dele nesses momentos que ele teve de dificuldade. Mas Deus sabe o que faz. O que você acha que a comunidade Shalom poderia ter feito para impedir o que aconteceu com o Erick? Eu não digo a comunidade, mas no geral todos aqueles que o conheciam deveríamos estar mais próximo dele trazer ele para perto. Acho que no fundo ele sentiu falta disso, dos amigos. Poderia ter sido evitado, mas Deus sabe o coração de cada um e se ele tirou o Erick tão precoce assim foi porque ele viu que perto dele o Erick estaria melhor. Eu tive a oportunidade de conversar com irmã dele e entrar mais na história deles. Foi uma infância difícil para ele foram várias coisas que acarretaram a depressão nele, um cara muito jovem levando um fardo gigante nas costas. Ele teve que amadurecer cedo, sempre morou sozinho e isolado. Enfim acredito que Deus sempre faz a melhor coisa. A comunidade (formadores, célula) era presente na vida dele depois que ele saiu? Bom, algumas pessoas sim outras não. Mas no final não tinha ninguém com ele nem mesmo eu, foi por isso que ele se matou. Porque sozinho e com uma dor gigante ninguém aguenta. Dentro de mim ainda existe um sentimento de impotência por não ter feito nada e impedido de ir atrás dele, de não deixar ele findar com a própria vida. Teve erros de formadores sim! Como você acha que a comunidade pode responder a essa crescente onde de suicídios que está acontecendo? Eu acho que depois da morte do Erick a comunidade irá com toda certeza responder a isso. Foi um alerta que mexeu com todos, eu tenho certeza disso. APÊNDICE N – Páginas da revista
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1 - Capa e última folha
2 – Contracapa e penúltima folha
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3 – Índice e expediente
4 – Primeira Editoria: Maná indica Sinal d’ Paz
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5 – Maná indica
6 – Segunda editoria: Fé e Versos com Poema de Santa Teresa D’ Avila e Inicio da editoria Shalom pelo Mundo
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7 – Shalom pelo mundo: Cabo Verde
8 – Shalom pelo mundo: Infográfico
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9 – Gráfico
10 – Terceira editoria: Matéria Principal
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11 – Matéria Principal
12 – Quarta editoria: Bastidores
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13. DIÁRIO DE CAMPO AGOSTO Primeira Semana – Nessa primeira semana, conhecemos o orientador Prof° Nivaldo Ferraz onde ele nos deu dicas importantes para elaboração de entrevistas, nos ensinando a torna-las mais humanas. Ele também nos mostrou o calendário de prazos do trabalho. Segunda Semana – Nessa semana comecei a entrar em contato com as fontes para marcar entrevistas. Enviei e-mail para a assessoria de imprensa do Bispo de São Paulo, porém, nenhuma resposta obtive. Entrei em contato com a família do Erick, e me apresentei perguntando pra eles qual a melhor data para entrevistalos, porém, eles não quiseram dar entrevista. Terceira Semana – Fiz uma lista de fontes, e me organizei para divisão de entrevistas e realizei as pautas com possíveis perguntas. Quarta Semana – Fiz uma pesquisa sobre a linguagem que seria adotada, e buscando referências em outras revistas para ter uma base em como começar a escrita. Nessa semana também realizei a primeira entrevista com a Eliane exmembro da comunidade em Mauá, para entender sua experiência e acrescenta-la em meu trabalho. SETEMBRO Primeira semana – Fiz um possível boneco da revista, refiz algumas pautas e cobrei os entrevistados para marcar as entrevistas. Aconteceu também a entrevista com o Jefferson, músico da banda Sinal d’ Paz. Segunda Semana – Foi realizada a terceira entrevista, com a Isabella, ex-membro da comunidade, via WhatsApp, para iniciar o processo de escrita da matéria principal. Comecei a pesquisar e me informar sobre a crônica e entender como é escrito, visto que nunca fiz uma, pedi ajuda do professor Nivaldo e do revisor Cleber Lazo. Terceira Semana – Escrevi a crônica com base nas entrevistas realizadas e depois percebi que o melhor jeito de escrevê-la é contando sobre os bastidores da elaboração da revista, percebendo que é uma maneira de envolver o leitor do processo criativo que ocorreu durante esse tempo. Quarta Semana – Escrevi a matéria do Sinal d’ Paz, e cobrei mais uma vez os entrevistados para marcar entrevistas. Nessa semana o Bruno (amigo do Erick) desmarcou a entrevista e disse que não vai conseguir se reunir comigo, que é melhor a entrevista ser feita via whatsapp. Comecei a elaboração gráfica do boneco da revista, dispondo de forma real os elementos gráficos e assim passar para o diagramador, algo mais certo. Também comecei a escrever o relatório.
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OUTUBRO Primeira Semana- Encaminhei para o professor o relatório com alguns conteúdos finalizados. Elaborei um formulário Google Docs para jovens que participam da Comunidade Shalom responderem e colaborar para a elaboração do gráfico central. Fiz a entrevista com o Bruno. Segunda Semana- Finalizei as entrevistas com o Diego de Lory de Cabo Verde e finalizei a matéria da editoria ‘Shalom pelo Mundo’ com a pauta da missão de Cabo Verde. Encaminhei para correção e comentários do professor. Realizei a sessão de fotos para complementar a matéria principal e foto de capa. Terceira Semana – Finalizei a matéria principal e o relatório, encaminhando todos os conteúdos para o diagramador e ele finalizar o layout da revista. Quarta Semana – Elaboração do Layout da revista e revisão das matérias. NOVEMBRO Primeira Semana – Continuei a elaboração do layout com o diagramador e finalização do relatório, no meio da semana levei a revista para a gráfica junto do relatório.
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ANEXOS
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ANEXO A – Fotos banda Sinal d’ Paz
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ANEXO B – Fotos Shalom Cabo Verde
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