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RELATÓRIO METODOLÓGICO - LUANA CHRISTINA DE OLIVEIRA

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE JORNALISMO

LUANA CHRISTINA DE OLIVEIRA

REALIDADE DESENHADA NO BISTURI

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

São Paulo - SP 2019


LUANA CHRISTINA DE OLIVEIRA

REALIDADE DESENHADA NO BISTURI

Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentado ao Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, como requisito para obtenção do titulo de bacharel em Jornalismo. Orientador: Prof Mes. Antonio Lucio Assiz.

São Paulo 2019


DEDICATÓRIA A Deus, que me criou e foi criativo nesta tarefa. Seu fôlego de vida em mim foi sustento e me deu coragem para questionar realidades e propor sempre um novo mundo de possibilidades. A minha família pelo apoio desde o começo da graduação até aqui; ao meu namorado pela paciência e incentivo; aos professores pela inspiração e dedicação na formação de novos jornalistas.


AGRADECIMENTOS Agradeço, primeiramente, a Deus pelo dom da vida e por ter dado saúde e força para superar as dificuldades. A esta Universidade, seu corpo docente, direção e administração que oportunizaram a janela que hoje enxergo um horizonte superior, impulsionada pela confiança no mérito e ética aqui presente. Aos meus professores, pelo suporte, correções e incentivos. Aos meus pais, pelo amor e apoio incondicional que sempre deram à minha educação. Aos meus irmãos, pela paciência e amor nos momentos difíceis. Ao meu namorado, por sempre celebrar as minhas conquistas. A todos colaboradores pelo empenho e disponibilidade na participação deste projeto e por acreditarem na ideia. E a todos que direta ou indiretamente, fizeram parte da minha formação, o meu muito obrigado.


“Talvez não tenha conseguido fazer o melhor, mas lutei para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas graças a Deus, não sou o que era antes.” (Marthin Luther King)


FICHA TÉCNICA Título: Realidade desenhada no bisturi Sinopse: O estereótipo de corpo perfeito sempre existiu, mas a modernidade potencializou um desejo nas imagens construídas pelas indústrias e com o aumento da obesidade, a forma que a mídia revela o padrão de beleza leva as pessoas a tomarem decisões no próprio corpo. Este documentário mostra os sentimentos herdados pelos pacientes de Cirurgia Bariátrica e como a mídia aborda esse assunto. Formato: Documentário HD 1920 x 1080 Duração - 00:16:01 Colorido Som Estéreo Roteiro e Direção: Luana Christina São Paulo / Brasil 2019


Resumo O objetivo dessa pesquisa é expor e debater a abordagem da mídia sobre a cirurgia bariátrica e os principais motivos que levaram as pessoas a optarem por esta prática, procurando entender os riscos no pós-operatório. Utilizamos pesquisas sobre capas de revistas e reportagens que ajudam na imposição do corpo perfeito, auxiliando na procura da intervenção clinica por estética. O documentário, produto final desta pesquisa, focou em três depoimentos de pacientes para entender os sentimentos obtidos após a realização da cirurgia e um amparo clínico de um cirurgião e um psicólogo para ilustrar o ponto de vista médico e terapêutico. Palavras-chave: Cirurgia Bariátrica; Comunicação; Mídia; Obesidade; Saúde.


SUMÁRIO Página Desenvolvimento do Projeto de Pesquisa 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.

Introdução...............................................................................8 Descrição dos Objetivos.........................................................10 Problematizações e Hipóteses...............................................11 Justificativa.............................................................................12 Plano Estratégico....................................................................13 5.1 Descrição do Produto.......................................................13 5.2 Publico Alvo......................................................................14 Referencial Teórico................................................................15 Referências............................................................................19 Cronograma...........................................................................22 Tabela de Gastos...................................................................23

Apêndices 10.1 Diário de Campo.................................................................25 10.2 Pautas.................................................................................27 10.3 Roteiro.................................................................................37 10.4 Transcrição das Entrevistas................................................47 10.5 Direitos de Imagem..............................................................62 Anexos 11.1 Anexo I.................................................................................68 11.2 Anexo II................................................................................70 11.3 Anexo III...............................................................................71


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1. Introdução Este trabalho foi desenvolvido para compreender como a mídia divulga a informação sobre a cirurgia bariátrica como método de emagrecimento rápido e eficaz e, também, identificar o argumento das pessoas que optaram por esse método. A procura pelo corpo perfeito torna-se recorrente e a mídia, juntamente com a sociedade, impõe padrões que as pessoas levam em conta em suas decisões na busca da perfeição. Hoje, olhar e ser olhado é o que as pessoas querem nas redes digitais e não ser magro eleva alguns sentimentos negativos nos indivíduos que fazem buscas por tratamentos rápidos, como por exemplo, a cirurgia bariátrica. A pesquisa realizada pela SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica) também apontou que a população elegível à cirurgia bariátrica no Brasil é de 4,9 milhões de pessoas. Pessoas com diabetes mellitus Tipo dois (DM2), com Índice de Massa Corporal entre 30 Kg/m2 a 35 Kg/m2, e ausência de resposta ao tratamento clínico podem ter indicação para a cirurgia bariátrica. Já os pacientes com IMC maior que 35, com doenças associadas à obesidade ou acima de 40, considerada obesidade mórbida – também é elegível a cirurgia bariátrica. (BATTISTELLI, 2018)

Entre os anos de 2012 a 2017, o aumento da cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago elevou a 46,7% no Brasil, mostrando assim, uma procura maior das pessoas que querem emagrecer. A questão é se as pessoas optam por esse tipo de procedimento invasivo por saúde ou beleza. Os sentimentos que podem ser adquiridos após a cirurgia e os efeitos dela nem sempre são positivos e isso é pouco mostrado em programas televisivos, online e mídia impressa, porque o procedimento foi desenvolvido para o tratamento de redução de peso e doenças associadas à obesidade, ou seja, não para atingir o belo e sim o saudável. Em artigo para o site do Instituto de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, a jornalista Simone Figueiredo fala sobre o avanço do interesse por procedimentos variados. O fato de haver políticas para a prevenção da obesidade no País sendo implementadas desde 2003, algumas até antes disso, e da classe médica e demais profissionais da saúde intensificar seu discurso e práticas voltadas para a contenção e tratamento da obesidade, taxas de sobrepeso e obesidade continuam aumentando. A grande repercussão do tema na mídia, principalmente nas revistas femininas, também não tem sido suficiente para barrar o avanço do aumento de peso da população


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brasileira. A corrida desenfreada por academias de ginástica, o consumo de remédios para emagrecer (inibidores de apetite são os mais comuns), cirurgias plásticas e outros tratamentos estéticos, podem apresentar resultados no nível individual, mas para a população como um todo, esses procedimentos parecem não estar surtindo efeito. (FIGUEIREDO, 2010)

Podemos identificar que a procura por diversos procedimentos são adquiridos pela população, porém, muitos proporcionam um resultado mais demorado e a cirurgia bariátrica desenvolve um método de emagrecimento mais rápido. Na citação acima, Figueiredo fala sobre isso dando ênfase que os demais procedimentos, a sociedade não vê os resultados que esperava, precisando se doar muito mais e sacrificar alguns prazeres sobre a comida. As razões que levam as pessoas optarem por essa prática nem sempre são objetivas. Ocorre que após a cirurgia a pessoa volta a engordar porque a mente ainda não esta preparada para continuar no processo de emagrecer ou manter aquele corpo magro por conta da interrupção de alguns alimentos. Os meios de comunicação, quando retratam a cirurgia bariátrica, utilizam corpos magros como imagens, levando a sociedade a imagina-la como uma solução para ser magro de forma eficaz. Isso leva às pessoas um estimulo de mudança de vida, porém, visando mais a parte estética do que a saúde, aquilo que deveria ser o verdadeiro foco do desenvolvimento da cirurgia.


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2. Descrição dos objetivos  Objetivo Geral A partir do olhar de pessoas que realizaram a cirurgia bariátrica e de profissionais da saúde, o objetivo é investigar como a mídia divulga a cirurgia bariátrica como o caminho ao emagrecimento e essa informação faz com que o paciente desenvolva sentimentos de acordo com o objetivo que o fez realizar a cirurgia.  Objetivo Especifico Entender o quanto a mídia influencia as pessoas em ter o corpo perfeito ao ponto do paciente desenvolver sentimentos negativos após a realização da cirurgia bariátrica. Estudar até que ponto o material jornalístico produzido pela grande mídia esclarece os prós e contras da cirurgia. O documentário tem como proposta mostrar as decisões e métodos adquiridos sobre a Cirurgia Bariátrica relacionada aos sentimentos dos pacientes.


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3. Problematização e hipótese Os problemas de pesquisa identificados para construção desse trabalho dizem respeito aos sentimentos dos pacientes adquiridos depois da cirurgia e como a mídia representa isso. São eles:  O aspecto psicológico dos pacientes está preparado para a dieta e consumo de líquidos e alimentos leves? Até que ponto as reportagens programas televisivos que divulgam a cirurgia como caminho viável para emagrecimento são claros e objetivos na condução da informação para grande público?

o e o o

 Quais os sentimentos que as pessoas possuem quando identificam a dificuldade para permanecer com alimentação regulada ou retornam com o corpo que tinham antes da cirurgia? Para responder a essas questões, consideramos duas hipóteses:  Os programas televisivos mostram o estereotipo de como é ter corpo perfeito, levando informações sobre métodos práticos de emagrecimento. Com o grande índice de obesidade, a abordagem da cirurgia bariátrica é feita superficialmente.  Quando o assunto é bariátrico, as mídias utilizam imagens que demonstram pessoas magras levando ao entendimento do leitor de que a cirurgia é a forma de obter o corpo dos sonhos. Assim, pessoas que não estão satisfeitas com seu corpo, se direcionam ao centro cirúrgico para se sentirem realizadas.


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4. Justificativa As mídias estão sempre mostrando quais seriam os padrões de beleza e o corpo perfeito e a sociedade, também, impõe essa visão estética levando as pessoas a tomarem decisões sobre o próprio corpo. Identificando o alto índice de obesidade, hoje muitos programas televisivos e reportagens mostram que a melhor forma para emagrecer rápido é realizar a cirurgia bariátrica. O fenômeno do projeto de pesquisa reside em compreender o papel da mídia sobre obesidade e como o jornalismo atua para levar as informações ao público sobre os métodos de emagrecimento, passando a investigar os sentimentos que as pessoas têm de adquirir o corpo perfeito, encarando o que vier pela frente, isto é, se elas optam pela cirurgia por saúde ou por beleza. Esse aumento da procura pela cirurgia bariátrica e outros tratamentos faz parte de um processo chamado de medicalização, que se estabelece quando um comportamento ou condição física - que poderia passar despercebida - adquire o status de doença. Torna-se, então, um problema médico, recebendo atenção dos profissionais da saúde, sujeito a diagnóstico e tratamento médicos. Envolvem, em diferentes níveis, diversos atores além do profissional médico, como outros profissionais da saúde (enfermeiros, nutricionistas, psicólogos), a indústria de produtos farmacêuticos e hospitalares, autoridades ligadas à área da saúde e até mesmo profissionais da área de comunicação - relações públicas, publicitários e jornalistas. (FIGUEIREDO, 2010)

O medo que as pessoas têm de se tornarem gordas, leva a procura de diversas formas de emagrecer e os meios de comunicação têm um papel importante nisso. Não necessariamente as revistas femininas e de saúde, mas também programas e até mesmo jornais diários impõem um padrão de beleza e leva a popularização da cirurgia bariátrica, reforçando a ideia de que o avanço da obesidade está cada vez maior. Existe uma necessidade de informações confiáveis para uma compreensão melhor sobre os riscos e conhecer os obstáculos, os reais motivos para a realização da cirurgia. Nos dias atuais, a redução de estômago se tornou um dos métodos mais usados e as reportagens colaboram para esse aumento, identificando como forma mais eficaz de tratar a obesidade, sendo, muitas vezes, que as pessoas submetem seu corpo a escolhas para atingir certo padrão e que no final, chega à mesma conclusão: o emagrecimento.


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5. Plano Estratégico Descrição do produto O documentário tem como proposta representar o novo, ou seja, é preciso esclarecer que ele transmite elementos da realidade e tais representações estão dependentes ao seu produtor. Para isso, destaca-se o objeto de pesquisa e, a partir dele, se produz um documento. De acordo com Fernão Pessoa Ramos (2000) no artigo ‘O que é documentário?’ o autor informa que é visto como um campo tradicional, com regras a serem seguidas. O ponto de vista contrário à possibilidade de definição do campo documentário costuma trazer em seu âmago outro argumento caro ao pensamento contemporâneo: a questão da reflexividade do discurso cinematográfico. Em geral, o discurso que tem na reflexividade seu ponto de fuga ético, é sustentado pela negação da possibilidade de uma representação objetiva do real. Encontramos, no horizonte, novamente a preocupação do pensamento contemporâneo em frisar a fragmentação da subjetividade que sustenta a representação. A reflexividade, na realidade, é a saída, no vetor ético, do discurso que gira em volta do posicionamento subjetivo estilhaçado. Podemos detalhar esta ideia. (RAMOS, 2000)

Em muitos aspectos, o documentário se mostra um importante instrumento para exibir o objeto de pesquisa deste projeto. Os critérios noticiosos, quando usados, mostram que a tendência da realidade do documentário tem um potencial para exibir o tema abordado. A proximidade com o objeto de estudo é um dos argumentos para que essa realidade seja contada de forma documental, demonstrando a realidade. O documentário é visto como um campo tradicional, com regras a serem seguidas. Extrapolar estas fronteiras é um atestado de inventividade e criatividade. O logro que uma narrativa ambígua, eventualmente, pode pregar no espectador, serve como modelo. (RAMOS, 2000) A responsabilidade ética de quem dirige é um aspecto que se distingue da ficção, isso porque se trata de cenas reais. No ficcional, as cenas são planejadas, enquanto no documentário, pode haver novos horizontes e descobertas. O documentário é importante para demonstrar a realidade do tema abordado, identificando os sentimentos das fontes e a abordagem da mídia em relação à cirurgia bariátrica.


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Para a captação das imagens, foi utilizada uma HDSRL câmera da marca Canon T5I conjunto com uma lente de EFS 18-55 mm e EFS 50 mm. Os principais enquadramentos do documentário foram o plano médio curto e plano médio para as entrevistas. Para captação dos áudios, utilizamos o microfone lapela para que as vozes dos entrevistados saíssem mais limpas e sem ruídos e a iluminação fora feita de forma ambiente. Aplicamos, por fim, uma trilha sonora branca de cunho livre denominada Blue Macaw criada por Quincas Moreira, Epic Hybrid criada por Tybercore, e Lil Cookie criada por William Rosati, disponibilizadas na biblioteca do Youtube e não possui restrição de direitos autorais, sendo assim, apropriada para o projeto. A edição audiovisual foi realizada numa máquina Mac Mini de sistema OSX utilizando-se do programa Final Cut, ao total foi um mês para a captação total do material visual, 07 dias para a transcrição e decupagem do material, 04 dias para a produção do roteiro e 17 dias para finalizar com a edição. Público a ser atingido Voltado para o publico de saúde, cirurgiões e comunicólogos, cuja proposta inicial é identificar a relação da mídia em promover a cirurgia bariátrica e os sentimentos que os pacientes herdam após a realização através do ponto de vista das fontes.


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6. Referencial Teórico Para que o presente projeto tenha amparo teórico é necessário conhecer um pouco da história da Cirurgia Bariátrica; os motivos pelos quais se deve optar pela cirurgia; os métodos que são realizados; como a obesidade é retratada pela mídia que leva as pessoas a escolherem a bariátrica para emagrecer, entre outros temas. Sobre a Cirurgia Bariátrica, nos remetemos aos autores Isabel do Carmo, Maria João Fagundes e José Camolas (2008) no artigo ‘Cirurgia Bariátrica’, da Revista Portuguesa de Cirurgia, que retrata as mudanças que ela traz e porque escolhem reduzir o estômago para emagrecer. Para algum observador externo poderá parecer paradoxal, ou mesmo bizarro, que em metade do mundo cerca de 700 milhões sofrem com a fome e que na outra metade do mundo se tenha que “afunilar” o estômago para que não entrem mais alimentos. E, no entanto, não é assim tão estranho. Segundo a Organização Mundial de Saúde, na metade do mundo que vive em estado de insuficiência proteico calórica, à medida que houver disponibilidade de alimentos, os indivíduos entrarão diretamente (alguns já estão a entrar) na obesidade e dentro desta uma parte terá obesidade grave ou mórbida. As razões para esta mudança direta de um estado para o outro são a seleção genética da resistência à fome, os baixos custos da disponibilidade alimentar hipercalórica e os custos altos da alimentação menos calórica e com maior valor nutricional. (CARMO; FAGUNDES; CAMOLAS, 2008, p. 43). Referente ao Brasil, utilizamos o artigo ‘Cirurgia Bariátrica no Brasil’ (2011) da revista de Ciências Médicas, dos autores Luzia Jaeger Hintze, Cheila Aparecida Bevilaqua, Evy Benito Pimentel e Nelson Nardo Junior. Apontam os resultados da Cirurgia Bariátrica e revelam a necessidade de outros estudos sobre a cirurgia bariátrica no Brasil. Nos últimos anos, no Brasil, estudos que investigaram os resultados da Cirurgia Bariátrica (CB) têm aumentado e abrangido diferentes temáticas, mesmo assim ainda existem muitas lacunas. A concentração de estudos sobre essa temática está nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, e a maioria deles apontou para melhoras promovidas pela CB. [...] Os resultados apontam a necessidade de outros estudos e tempo de acompanhamento maior para que a compreensão sobre os resultados da cirurgia seja mais ampla. (HINTZE; BEVILAQUA; PIMENTEL; NANDO JUNIOR, 2011).


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Daí entende-se que a cirurgia bariátrica deve ser realizada no caso de saúde e não pelo simples motivo estético de ser magro porque a mídia impõe um padrão de beleza para ser seguido, fazendo com que as pessoas optem por esse método e acabem adquirindo sentimentos negativos. No artigo de Simone Pallone de Figueiredo (2013) ‘Abordagens da obesidade na mídia e a construção de ideia de epidemia’, a autora mostra que as mídias retratam a obesidade como epidemia, levando as pessoas a procura de métodos rápidos e eficazes de emagrecimento, assim, como à cirurgia bariátrica. A análise das matérias publicadas tentou provar, em primeiro lugar, que há uma insistência da imprensa em divulgar o tema obesidade no jornal, pelas mais variadas razões: interesse público, interesse do grupo de atores envolvidos na indústria da saúde em divulgar a questão ou pelo interesse do veículo em atrair a atenção dos leitores e vender mais jornais, e de atrair mais anunciantes e ampliar suas relações com os dois grupos. Também faz parte dos objetivos saber se a obesidade foi veiculada e tratada como doença/epidemia, mesmo que o veículo trate de aspectos variados sobre a questão - causas, consequências (efeitos físicos, psicológicos, econômicos), tratamentos, pesquisas, novos medicamentos, mercado. Por último, se as fontes procuradas para tratar do tema pertenciam às mesmas áreas científicas, permanecendo no âmbito das ciências da saúde, enfatizando, desta forma, o discurso predominante, que reforça a autoridade do campo científico da medicina, reafirmando a legitimidade da autoridade médica para tratar do assunto. (FIGUEIREDO, 2013). Portanto, as mídias estão sempre levando informações sobre aquilo que a sociedade está vivendo e, além do alto índice de obesidade, existe uma grande imposição da mídia em relação ao corpo perfeito. Aqui lembramos o que Figueiredo considerou na construção da própria pesquisa: Nesse frenesi pelo emagrecimento, os meios de comunicação têm exercido um papel importante, incentivando a adoção de comportamentos que levem ao emagrecimento. E sua atuação nesse campo não se resume às revistas femininas e de saúde. O jornal diário traz em diversas seções um significativo número de notícias e reportagens que tratam desse tema. Tratamentos eficazes adotados por celebridades, pesquisas científicas que desvendem mecanismos fisiológicos - que tanto podem ajudar no ganho de peso, como na perda - e estudos que aproximam os cientistas de possíveis drogas ou tratamentos mais eficazes para o emagrecimento são alguns dos assuntos tratados. (FIGUEIREDO, 2013)


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Além da questão da obsessão com o corpo perfeito, há a especificidade do corpo feminino. No jornalismo feminino, há o enquadramento de modo particular indicando características, estipulando categorias, valorações e indicações sobre ele. No artigo de Adriana Braga (2015), ‘Jornalismo Feminino: corpo, agendamento e discurso’ a autora mostra que o corpo é um tema, uma representação preferencial nas matérias e reportagens das publicações femininas. Esta tematização do corpo lida mais com processos simbólicos que com processos naturais ou fisiológicos, no conceito que o corpo é um complexo de comparações. Este sistema típico está presente em qualquer conduta social em relação ao corpo, mesmo quando o corpo está ausente. O “acontecimento” do jornalismo feminino parece ser a própria atualização dos corpos, modas e costumes que passam a ser notícia. O corpo, assim, é o efeito produzido por um trabalho peculiar da estratégia enunciativa da imprensa feminina, resultante do investimento em estratégias discursivas, nas relações de tensão ou cumplicidade entre operações que constituem a “topografia” das revistas, instituindo certo corpo de mulher no âmbito de uma agenda cultural, sazonal no Brasil. (BRAGA,2015).

As noticias encontradas nos materiais de jornalismo feminino dizem de um corpo especifico de um tempo e um contexto, por exemplo, o corpo ideal para habitar as praias, o que leva ao padrão de beleza. Em cada ambiente, as representações que restauram o corpo discursivo se encontram em harmonia com uma definição social influente a respeito do corpo feminino na atualidade. A autora Adriana Braga (2015) ainda afirma que a estratégia utilizada pelas revistas femininas tem características próprias, que parecem se distinguir dos discursos jornalísticos de uma maneira geral. A noticiabilidade do jornalismo feminino é uma decorrência de uma préagenda que vem sendo urdida e cuja previsibilidade é do conhecimento do processo editorial. Dessa forma, a agenda da imprensa feminina se relaciona com um calendário cultural que se articula com o imaginário das mulheres, configurando uma agenda circular, previsível. Assim, fragmentos de um corpo feminino específico aparecem nas formas de temas dominantes nos discursos de algumas regiões desta mídia. Dessas operações, consideradas em seu conjunto e pela sua repetição, resulta uma agenda midiática que se volta para ao menos duas finalidades: a instituição de um ideal corporal e o incentivo ao “melhoramento” do corpo da leitora


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atravĂŠs de procedimentos comportamentais, cirĂşrgicos e cosmĂŠticos. (BRAGA, 2015)


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7. Referências ARAUJO, Lidiane Silva et al. Preconceito frente à obesidade: representações sociais veiculadas pela mídia impressa. Arq. bras. psicol., Rio de Janeiro, v. 70, n.1, p.69-85, 2018. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180952672018000100006 Acesso realizado em 08/04/2019 BARROS, Lívia Moreira; FROTA, Natasha Marques; MOREIRA, Rosa Aparecida Nogueira; ARAÚJO, Thiago Moura de; CAETANO, Joselany Áfio. Avaliação dos resultados da cirurgia bariátrica. Rev. Gaúcha de Enferm. 2015 mar; 36 (1): 21-7. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/16435/1/2015_art_lmbarros.pdf Acesso realizado em 09/03/2019 BRAGA, Adriana. Jornalismo Feminino: corpo, agendamento e discurso. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. XXXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Rio de Janeiro, RJ – 4 a 7/9/2015 Disponível em: http://portalintercom.org.br/anais/nacional2015/resumos/R10-2950-1.pdf Acesso realizado em 13/05/2019 BORDALO, Livia Azevedo; TEIXEIRA, Tatiana Fiche Sales; BRESSAN, Josefina; MOURÃO, Denise Machado. Cirurgia Bariátrica: como e porque suplementar. Revista de Associação Médica Brasileira. Vol. 57, Jan-Fev 2011, p. 113-120. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0104423011703025#kwd00 10 Acesso realizado em 09/03/2019 CARMO, Isabel do; FAGUNDES, Maria João; CAMOLAS, José. Cirurgia Bariátrica. Revista Portuguesa de Cirurgia, [S.l.], n. 4, p. 43-50, mar. 2008. SSN 2183-1165. Disponível em: https://revista.spcir.com/index.php/spcir/article/view/264 Acesso realizado em 09/03/2019 DE PAULA, Thaís Silva Mariano; PACÍFICO, Soraya Maria Romano. Um (re)corte do/no corpo: Sentidos de beleza e saúde da cirurgia bariátrica pelo viés midiático. Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, Ilhéus, n. 13, jan/jun.2017. Disponível em: http://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/1370 Acesso realizado em 08/04/2019 FIGUEIREDO, Simone Pallone de. Abordagens da obesidade na mídia e a construção de ideia de epidemia. ComCiência, Campinas, n. 145, fev. 2013.


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Disponível http://comciencia.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151976542013000100011&lng=e&nrm=iso&tlng=pt Acesso realizado 08/04/2019

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FIGUEIREDO, Simone Pallone de VELHO, Léa. Cirurgia bariátrica na mídia: o caso da Folha de S. Paulo. BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.), São Paulo, v. 12, n. 1, abr. 2010. Disponível em: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151818122010000100011&lng=es&nrm=iso Acesso realizado em 08/04/2019 GODOY, Arilda Schmidt. Introdução a pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Rev. De Administração de Empresas São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63 Mar./Abr. 1995 . Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rae/v35n2/a08v35n2.pdf Acesso realizado em 21/05/2019 HINTZE, Luzia Jaeger; BEVILAQUA, Cheila Aparecida ; PIMENTEL, Evy Benedito; NARDO JUNIOR, Nelson. Cirurgia Bariátrica no Brasil. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 20(3-4): 87-98, maio/ago., 2011. Disponível em: file:///F:/TCC/PESQUISAS/585-1194-1-SM.pdf Acesso realizado em 09/03/2019 NASCIMENTO, Carlos Alberto Domingues do; BEZERRA, Simone Maria Muniz da Silva; ANGELIM, Ednalva Maria Sampaio. Vivência da obesidade e do emagrecimento em mulheres submetidas à cirurgia bariátrica. Estudos de Psicologia, 18(2), abril-junho/2013, 193-201. Disponível em: https://www.redalyc.org/html/261/26128209004/ Acesso realizado em 09/03/2019 RAMOS, Fernão Pessoa. O que é documentário? (2000), Estudos de Cinema – Socine, Porto Alegre: Editora Sulina. Disponível em: http://www.bocc.uff.br/pag/pessoa-fernao-ramos-o-que-documentario.pdf Acesso realizado em 21/05/2019 TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. Documentário Transformação; 2004. São Paulo: Summus.

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8. Cronograma

FASES

J

F

M

A

M

J

J

A

S

O

N

D

A

E

A

B

A

U

U

G

E

U

O

E

N

V

R

R

I

N

L

O

T

T

V

Z

Busca de Referências

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Leitura de X

Influências Fichamento

X

X

Redação Projeto de Pesquisa Contato com fontes

X

X

Entrevistas

X

X

Edição

X X

X

X

X

X

X

Relatório Final Revisão Banca

X

X


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9. Tabela de Gastos VALOR UNITÁRIO ITEM

QUANTIDADE

(EM MÉDIA)

TOTAL

2

R$4,30

R$29,92

(Uber/Táxi)

4

R$12,00

R$ 89,13

Alimentação

4

R$60,00

R$100,00

Micro SD

1

R$ 69,90

R$ 69,90

de Janeiro

4

R$120,00

R$484,00

Pilhas

4

R$8,00

R$17,00

Pen drive

1

R$30,00

R$30,00

Edição/Design

1

R$280,00

R$ 280,00

Impressão

91

R$1,00

R$42,00

Encadernação

4

R$73,00

R$79,00

Dvd’s

10

R$1,20

R$55,95

Capas de DVD

10

R$3,50

R$35,00

Couchê

10

R$1,10

R$11,00

Transporte (Metrô/Ônibus) Transporte

Passagem – Rio

R$1.322,90


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APÊNDICES


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10.1 Diário de Campo Após a conclusão do projeto de pesquisa, iniciamos o contato com as fontes escolhidas para a realização do documentário. Após contatos e pré-entrevistas, foram escolhidas três fontes que realizaram a cirurgia bariátrica, uma fonte da área da medicina e uma fonte da área da psicologia para melhor percepção do tema escolhido. A pesquisa das fontes se deram através pesquisas no Google e contato com amigos que indicaram pessoas conhecidas que se encaixavam com o tema escolhido. As pré-entrevistas consistiram em identificar as fontes, quanto tempo de cirurgia, como a mídia aborda/trata a cirurgia bariátrica e as dificuldades que foram encontradas ao passar do tempo. Por se tratar de um depoimento pessoal sobre a visão do próprio corpo, a maior dificuldade foram às fontes conseguirem falar de forma aberta e direta sobre o tema abordado. Escolhemos três pessoas que fizeram a cirurgia bariátrica e com olhar bem diferente em relação ao tema – sendo uma das fontes jornalista que efetuou a cirurgia há 18 anos, outra fonte uma mulher com 1 ano e meio de cirurgia e outra fonte um homem que fez a cirurgia há 5 anos -, com o propósito de compreender os prós e contras de cada depoimento. Os contatos com as fontes foram feitos por e-mail, redes sociais como o Instagram onde foram identificadas e receberam o convite para entrevista e, mais tarde, algumas delas se sucederam para o aplicativo de mensagens WhatsApp. Luiza Zveiter, repórter da Rede Globo, realizou a cirurgia bariátrica há 18 anos e conta como foi e continua sendo o percurso do pós-operatório porque operou nova quando a cirurgia ainda não era tão popular como nos dias atuais. Andreia Ferreira, mãe e do lar, realizou a cirurgia bariátrica há um ano e meio também fala sobre os desafios antes de operar e que ainda precisa enfrentar no pós-operatório, trazendo também os motivos que a levou realizar a cirurgia. Marcos José, autônomo, realizou a cirurgia bariátrica há cinco anos e, não diferentes das outras fontes, fala o que precisou enfrentar antes de realizar a cirurgia e quais os sentimentos que adquiriu depois que operou. A primeira captação de imagens foi do médico/cirurgião bariátrico Dr. Arthur Garrido que explica sobre a cirurgia bariátrica no seu consultório do Instituto Garrido. Através de uma pesquisa na internet, encontrei o Instituto Garrido especializado em cirurgia bariátrica desde 1993 e o Dr. Arthur como pioneiro desses estudos. O contato se deu através de um e-mail do site que, depois de três envios e duas ligações, foi repassado a ele e combinamos um primeiro encontro para explicar melhor sobre o projeto, até que marcamos a entrevista. A luz do ambiente estava boa e mesmo com o médico dando algumas pausas, a conversa foi natural e atendeu todas as expectativas.


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Com a Andreia Ferreira, o contato foi bem rápido por morar no mesmo bairro que eu e marcamos num sábado a gravação em sua casa mesmo para mostrar a realidade que vive. Mesmo com um pouco de dificuldade com a iluminação do ambiente, entrevista foi muito boa, ela se mostrou um pouco nervosa, mas depois ficou bem confortável. Necessitou de muitos contatos com Luiza Zveiter para colher seu depoimento para o documentário. Quando decidi o tema, pensei em alguém que estivesse na mídia que tivesse realizado a cirurgia e depois de alguns contatos fracassados com atores, através de uma pesquisa na internet, encontrei a Luiza falando sua experiência em uma reportagem e decidi entrar em contato. Enviei um e-mail que não deu certo, mas enviei uma mensagem pelo Instagram que, para minha surpresa, ela respondeu no dia seguinte e pude explicar melhor o projeto. Ela, por ser repórter da Globo, se mostrou muito disposta a ajudar, porém, ela mora no Rio de Janeiro e depois de, exatamente, um mês de contato, no dia sete de setembro fui até o Rio de Janeiro para a captação da entrevista. Mantendo todo o contato através do Instagram, marcamos de nos encontrar na Praia de São Conrado, próximo ao seu apartamento. Gravamos em um banco no calçadão e mesmo com o vento na ponta da praia, o áudio foi bem captado e a luz do dia estava ótima nas imagens. Para entrar em contato com o Psicólogo Pedro Belarmino, precisei enviar um e-mail para o Instituto Garrido que rapidamente me respondeu, diferente do contato com o Dr. Arthur, passando o numero pessoal para conversar. Através do Whatsapp, expliquei novamente o projeto e na primeira mensagem se mostrou um pouco duro informando que não poderia atender a todas as questões que eu tinha, porém, informei que seria a explicação da importância do psicólogo na preparação e depois da realização da cirurgia, então marcamos a entrevista. A captação das imagens foi no próprio consultório do Instituto Garrido, uma sala pequena, mas com boa iluminação e o áudio bem captado, porém, no final da entrevista, as pilhas do microfone lapela acabaram e não foi gravada mais a voz. Encontrei uma dificuldade em explicar sobre o microfone porque Pedro deixou o fio aparente e em cima da mesa, porém, foi bem simpático e sua fala superou as expectativas. O contato com Marcos José começou dia 19 de setembro e a gravação se deu no dia 22 de setembro, através do Whatsapp. Foi tudo bem rápido porque a fonte que tinha antes, não me respondeu mais e ele, ficou a disposição para ajudar. A captação das imagens foi na cada dele mesmo, a luz estava boa e o áudio também, a dificuldade foi em conseguir toda entrevista que era necessário. Marcos se mostrou muito tímido, fui fazendo diversas perguntas para incentiva-lo, porém, falou o que era necessário para ele.


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10.2 Pautas PAUTA

NOME DO VEÍCULO O que a mídia revela sobre a cirurgia bariátrica

EDITORIA

TEMA/ASSUNTO: O que a mídia revela EDIÇÃO sobre Cirurgia Bariátrica e os motivos que levaram aos pacientes optarem por essa prática.

HISTÓRICO As mídias estão sempre mostrando quais seriam os padrões de beleza e a sociedade, também, impõe essa visão estética levando as pessoas a tomares decisões sobre o próprio corpo. Com o aumento da obesidade e da busca pelo corpo perfeito, muitas pessoas optam pela Cirurgia Bariátrica por ser um método rápido de emagrecimento. Entre os anos de 2012 a 2017, o aumento da cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, elevou 46,7% no Brasil. A procura por procedimentos variados cresceu, mas as pessoas não estão dispostas a esperar e procuram por processos rápidos, com efeitos em curto prazo. Nos dias atuais, a redução de estômago se tornou um dos métodos mais usado, sendo por qualidade de vida ou por estética. FONTE Andreia Ferreira Costa Silva Contato: (11)99463- 1441 PERGUNTAS a) O que te motivou a realizar a cirurgia bariátrica? b) Quais os desafios que precisa enfrentar no pré e pós-operatório? c) Você acredita que sua autoestima mudou após a realização da cirurgia? d) Hoje, quando você se olha no espelho, o que enxerga? e) A abordagem da mídia sobre obesidade ajuda as pessoas optarem pela cirurgia?


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OBSERVAÇÃO PAUTEIRA (O)

REPÓRTER

Luana Christina

Luana Christina


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PAUTA

NOME DO VEÍCULO O que a mídia revela sobre a cirurgia bariátrica

EDITORIA

TEMA/ASSUNTO: O que a mídia revela EDIÇÃO sobre Cirurgia Bariátrica e os motivos que levaram aos pacientes optarem por essa prática

HISTÓRICO As mídias estão sempre mostrando quais seriam os padrões de beleza e a sociedade, também, impõe essa visão estética levando as pessoas a tomares decisões sobre o próprio corpo. Com o aumento da obesidade e da busca pelo corpo perfeito, muitas pessoas optam pela Cirurgia Bariátrica por ser um método rápido de emagrecimento. Entre os anos de 2012 a 2017, o aumento da cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, elevou 46,7% no Brasil. A procura por procedimentos variados cresceu, mas as pessoas não estão dispostas a esperar e procuram por processos rápidos, com efeitos em curto prazo. Nos dias atuais, a redução de estômago se tornou um dos métodos mais usado, sendo por qualidade de vida ou por estética. FONTE Luiza Zveiter - Repórter Contato: luiza.zveiter@tvglobo.com.br PERGUNTAS a) O que te motivou a realizar a cirurgia bariátrica? b) Quais os desafios que precisa enfrentar no pré e pós-operatório? c) Você acredita que sua autoestima mudou após a realização da cirurgia? d) A abordagem da mídia sobre obesidade ajuda as pessoas optarem pela cirurgia? OBSERVAÇÃO


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PAUTEIRA (O)

REPÓRTER

Luana Christina

Luana Christina


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PAUTA

NOME DO VEÍCULO O que a mídia revela sobre a cirurgia bariátrica

EDITORIA

TEMA/ASSUNTO: O que a mídia revela EDIÇÃO sobre Cirurgia Bariátrica e os motivos que levaram aos pacientes optarem por essa prática

HISTÓRICO As mídias estão sempre mostrando quais seriam os padrões de beleza e a sociedade, também, impõe essa visão estética levando as pessoas a tomares decisões sobre o próprio corpo. Com o aumento da obesidade e da busca pelo corpo perfeito, muitas pessoas optam pela Cirurgia Bariátrica por ser um método rápido de emagrecimento. Entre os anos de 2012 a 2017, o aumento da cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, elevou 46,7% no Brasil. A procura por procedimentos variados cresceu, mas as pessoas não estão dispostas a esperar e procuram por processos rápidos, com efeitos em curto prazo. Nos dias atuais, a redução de estômago se tornou um dos métodos mais usado, sendo por qualidade de vida ou por estética. FONTE Marcos José Alves Contato: (11) 96231-1981 PERGUNTAS a) O que te motivou a realizar a cirurgia bariátrica? b) Quais os desafios que precisa enfrentar no pré e pós-operatório? c) Você acredita que sua autoestima mudou após a realização da cirurgia? d) Hoje, quando você se olha no espelho, o que enxerga? e) A abordagem da mídia sobre obesidade ajuda as pessoas optarem pela cirurgia? OBSERVAÇÃO


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PAUTEIRA (O)

REPÓRTER

Luana Christina

Luana Christina


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PAUTA

NOME DO VEÍCULO O que a mídia revela sobre a cirurgia bariátrica

EDITORIA

TEMA/ASSUNTO: O que a mídia revela EDIÇÃO sobre Cirurgia Bariátrica e os motivos que levaram aos pacientes optarem por essa prática

HISTÓRICO As mídias estão sempre mostrando quais seriam os padrões de beleza e a sociedade, também, impõe essa visão estética levando as pessoas a tomares decisões sobre o próprio corpo. Com o aumento da obesidade e da busca pelo corpo perfeito, muitas pessoas optam pela Cirurgia Bariátrica por ser um método rápido de emagrecimento. Entre os anos de 2012 a 2017, o aumento da cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, elevou 46,7% no Brasil. A procura por procedimentos variados cresceu, mas as pessoas não estão dispostas a esperar e procuram por processos rápidos, com efeitos em curto prazo. Nos dias atuais, a redução de estômago se tornou um dos métodos mais usado, sendo por qualidade de vida ou por estética. FONTE Arthur B. Garrido Jr. – Cirurgião Bariátrico Contato: (11) 3286-2529 – Instituto Garrido E-mail: abgarrido@uol.com.br Endereço: Rua Maesteo Cardim, 560 conj. 54 Paraíso – São Paulo – SP. PERGUNTAS a) Como é feita a análise do paciente para realizar a cirurgia bariátrica? b) Qual é o método mais utilizado? Pode explicar os procedimentos?


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c) Como é o acompanhamento no pré e pós-operatório? OBSERVAÇÃO O INSTITUTO GARRIDO tem a cirurgia bariátrica como principal atividade desde 1993, ano em que os métodos cirúrgicos modernos para tratamento da obesidade ganharam reconhecimento no ambiente de clínicos e cirurgiões. Isto foi possível depois de 20 anos de iniciativas pioneiras desenvolvidas principalmente no Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, graças aos destacados esforços do professor Arthur Garrido. Obtivemos, em 2009, pela primeira vez no Brasil, o Certificado de Excelência em Cirurgia Bariátrica concedido pela “Surgical Review Corporation”. Nosso grupo de trabalho, constituído por cirurgiões, endocrinologistas, gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos, endoscopistas, anestesiologistas, fisioterapeutas e outros profissionais especializados, tem colaborado para a boa prática e a divulgação em âmbito nacional e internacional da cirurgia bariátrica e metabólica no mais alto padrão. Oferecemos tratamento clínico, endoscópico e cirúrgico da obesidade e das doenças associadas, de acordo com as características de cada pessoa. Já realizamos mais de 20 mil operações bariátricas. Considerando os tratamentos clínicos, os balões gástricos por endoscopia, o preparo préoperatório e os acompanhamentos pós-operatórios, atendemos em nossos consultórios mais de 100 clientes por dia. Entre essas consultas incluem-se também as de gastroenterologia e cirurgia do Aparelho Digestivo. Temos convênios com grande número de planos de saúde. Nossos funcionários da recepção e da administração estão preparados para atender e orientar da melhor maneira as pessoas que nos procuram. Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), gradou-se em 1966 em medicina e é livre docente em cirurgia do aparelho digestivo. Introdutor da moderna cirurgia bariátrica no Brasil, Dr. Garrido é fundador, presidente honorário e membro do Conselho Consultivo e Fiscal da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Foi presidente e membro do Conselho Fiscal da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSOMD). Presidiu e foi membro do Conselho Consultivo do Capítulo Latino-Americano da IFSOMD. Também é membro da American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (ASMBS) e dos Centros de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Hospital São Luiz e do Instituto Garrido, em São Paulo, certificados pela Surgical Review Corporation (SRC). Editou o livro “Cirurgia da Obesidade”, publicado em 2002 pela editora Atheneu. PAUTEIRA (O)

REPÓRTER

Luana Christina

Luana Christina


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PAUTA

NOME DO VEÍCULO O que a mídia revela sobre a cirurgia bariátrica

EDITORIA

TEMA/ASSUNTO: O que a mídia revela EDIÇÃO sobre Cirurgia Bariátrica e os motivos que levaram aos pacientes optarem por essa prática

HISTÓRICO As mídias estão sempre mostrando quais seriam os padrões de beleza e a sociedade, também, impõe essa visão estética levando as pessoas a tomares decisões sobre o próprio corpo. Com o aumento da obesidade e da busca pelo corpo perfeito, muitas pessoas optam pela Cirurgia Bariátrica por ser um método rápido de emagrecimento. Entre os anos de 2012 a 2017, o aumento da cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, elevou 46,7% no Brasil. A procura por procedimentos variados cresceu, mas as pessoas não estão dispostas a esperar e procuram por processos rápidos, com efeitos em curto prazo. Nos dias atuais, a redução de estômago se tornou um dos métodos mais usado, sendo por qualidade de vida ou por estética. FONTE Dr. Pedro Belarmino Garrido – Psicólogo Contato: pbgarrido@hotmail.com / (11) 99636-5810 (11) 3286-2529 – Instituto Garrido E-mail: pbgarrido@hotmaill.com Endereço: Rua Maesteo Cardim, 560 conj. 54 Paraíso – São Paulo – SP. PERGUNTAS a) No aspecto psicológico, quais os motivos que levam as pessoas optarem a cirurgia


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bariátrica? b) Como é feito o tratamento no pré e pós-operatório? OBSERVAÇÃO O INSTITUTO GARRIDO tem a cirurgia bariátrica como principal atividade desde 1993, ano em que os métodos cirúrgicos modernos para tratamento da obesidade ganharam reconhecimento no ambiente de clínicos e cirurgiões. Isto foi possível depois de 20 anos de iniciativas pioneiras desenvolvidas principalmente no Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, graças aos destacados esforços do professor Arthur Garrido. Obtivemos, em 2009, pela primeira vez no Brasil, o Certificado de Excelência em Cirurgia Bariátrica concedido pela “Surgical Review Corporation”. Nosso grupo de trabalho, constituído por cirurgiões, endocrinologistas, gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos, endoscopistas, anestesiologistas, fisioterapeutas e outros profissionais especializados, tem colaborado para a boa prática e a divulgação em âmbito nacional e internacional da cirurgia bariátrica e metabólica no mais alto padrão. Oferecemos tratamento clínico, endoscópico e cirúrgico da obesidade e das doenças associadas, de acordo com as características de cada pessoa. Já realizamos mais de 20 mil operações bariátricas. Considerando os tratamentos clínicos, os balões gástricos por endoscopia, o preparo préoperatório e os acompanhamentos pós-operatórios, atendemos em nossos consultórios mais de 100 clientes por dia. Entre essas consultas incluem-se também as de gastroenterologia e cirurgia do Aparelho Digestivo. Temos convênios com grande número de planos de saúde. Nossos funcionários da recepção e da administração estão preparados para atender e orientar da melhor maneira as pessoas que nos procuram. Além de psicólogo clínico graduado pela Faculdade de Psicologia da Universidade de São Paulo, Dr. Pedro Garrido é psicanalista, formado pelo Instituto Sedes Sapientiae – Departamento Formação em Psicanálise. Atua no Instituto Garrido desde 2004. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. PAUTEIRA (O)

REPÓRTER

Luana Christina

Luana Christina


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10.3 Roteiro Título: Realidade desenhada no bisturi Duração - 00:16:01 Tempo

Tipo

Áudio/Texto

0’01” – 0’09”

Dados

Realidade Desenhada no Bisturi

0’10” – 0’17”

Dados

0’18” – 0’26”

0’27” – 0’36”

Sonora

0’37” - 0’47’’

Sonora

0’48’’ – 01’02’’

Sonora

O número de cirurgias bariátricas cresceu 84,73% entre 2011 e 2018, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e foram realizados no período aproximadamente, 424 mil cirurgias da obesidade no país. Em todo o ano de 2018, foram realizadas 63.969 cirurgias bariátricas, sendo 49.521 pela saúde suplementar (planos de saúde), conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 11.402 cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 3.046 cirurgias particulares. O que me motivou a realizar a cirurgia bariátrica foi estar acima do peso e eu já tinha tentado fazer várias dietas, nada tinha dado resultado. Então acho que é difícil assim a decisão de operar e como eu operei muito nova, eu acho que na verdade eu não estava preparada ainda. Alimentação porque quando você vai fazer tem que dar uma reduzida no peso e tal, então achei bastante difícil essa parte de reduzir a comida.

Vídeo/Imagem Música Blue Macaw – Quincas Moreira + Título Música Blue Macaw – Quincas Moreira + Dados sobre o aumento da cirurgia bariátrica

Música Blue Macaw – Quincas Moreira + Dados sobre o aumento da cirurgia bariátrica

Andreia Ferreira

Luiza Zveiter

Marcos José Alves


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01’03’’ – 03’12’’

Sonora (Entrevista /Arquivo da Internet)

É o seguinte, você não vai chegar aso 60 e eu notei doutor, eu sou muito mais velho que você, estou do outro lado da carreira, 27 anos de cirurgia, eu notei uma, eu vou falar bem sério, você me conhece, sou super honesto, o ser humano tem quase construído nele um elemento de suicídio então, quando eu falo para as minhas pacientes, eu cansei de falar pra elas, olha você vai morrer mais cedo, vai ter problema de coração, diabete, ela na verdade não liga, mas a sensualidade, eu estou vendo a sua esposa lindíssima aqui do lado, a sensualidade dela é mais importante para ela. Então gente, me deixa esclarecer bem ao ponto, quando seu esposo olha para você no restaurante, na verdade, ele esta olhando por cima do seu ombro para aquela menina linda que esta atrás de você; o seu cabelo, o androgênio criado, em palavras mais simples, criado pelas células de gordura não só vai dar câncer no seu seio, ela vai fazer o seu cabelo cair, ela vai mudar sua voz, você vai, na verdade, começar a criar uma barba, a célula de gordura cria um hormônio que é endógeno, androgênico, ela vai, você vai ficar cheia de furinho, cheia de estrias. Então, quando eu falo que vai ficar o problema no coração, a paciente ela desligou, mas quando eu falo você vai ter zero libido, o seu marido vai olhar em cima do seu ombro para a menina atrás de você, quando eu falar pra você vai perder o seu cabelo, no

Música Epic Hybrid - Tybercore

Reportagem sobre cirurgia bariátrica no programa Brilhando do cirurgião plástico Dr. Rey + Capas de revistas sobre cirurgia bariátrica


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ônibus, na próxima vez, você esta de pé a menina esta sentada, olha ali a menina gordinha ela esta ficando careca gente, então doutor, não só pro razões, porque o senhor usa um pouquinho mais, uma posição mais elegante, não só por razões de saúde, mas gente eu apelo a nação mais linda do mundo, esse androgênio que vem da gordura ela vai deixar você um homem, então gente vamos cuidar da nossa saúde, chegou a hora do Brasil... De que Brasil ele fala?

03’13’’ – 03’15’’

Sonora 03’16’’ – 03’40’’

03’41’’ – 04’31’’

Sonora

Acho que essa coisa de falar que tem que operar, enfim, que tem cirurgião que fala porque se não você não vai ser feliz, isso e aquilo, acho que isso é uma bobeira, você tem que estar se sentindo bem com teu corpo, você tem que ter saúde antes de tudo. Então, acho que você tem que ouvir mais de um medico e acho que tem que esquecer a mídia, sabe, conversar com gente que operou, que passou por isso. A cirurgia bariátrica destina-se a tratar os pacientes com obesidade grave de grandes proporções porque nessa situação a obesidade causa vários problemas para a saúde física, emocional e social, e piora a qualidade de vida. Além disso, nesse grau, quando chega a um grau muito importante a obesidade dificilmente se resolve sem tratamento cirúrgico, como tratamentos clínicos convencionais, medicamentos, dietas, exercício, apoio psicológico.

Pergunta sobre a fala anterior

Luiza Zveiter

Dr. Arthur Garrido – Cirurgião Bariátrico


40

04’32’’ – 05’18’’

Sonora

05’19’’ – 05’33’’

Sonora

05’34’’ – 06’22’’

Sonora

No aspecto psicológico, existia uma necessidade de obter uma avaliação psicológica ou psiquiátrica porque, então, as pesquisas estavam sendo feitas, mas existia um questionamento se os quadros psiquiátricos ou psicológicos se agravariam, o que aconteceria com esses pacientes, então não tinha uma visibilidade ainda muito clara. De forma, geral hoje se Dr. Pedro Belarmino tem uma visibilidade que o - Psicólogo quadro geral psicológico ou psiquiátrico tem uma melhora, de forma geral, mas não é o que acontece assim com todo mundo, então tem algumas coisas muito explicitas assim, nessa situação, muito fácil de perceber, então seu paciente fez a cirurgia, perdeu o peso que tinha que perder, entre cinco e dez anos, ele voltou a ganhar... Ah, que já ganhei assim, um sobrepeso, dá um arrependimento porque passei Marcos José Alves por uma situação bem drástica + fotos de como era de cirurgia e tudo, agora estou antes de realizar a deixando voltar a engordar de cirurgia bariátrica novo né, então não achei muito legal não. Eu pesava 136 kg, eu nunca tive depressão, eu sempre fui a mais popular da escola, sempre fui gordinha desde criança, então eu era gorda no colégio, era popular, nunca tive depressão, nunca deixei de fazer nada, então eu achava que eu era feliz, só que assim, tinham situações que eu lembro que me chateavam que era, sei lá, Luiza Zveiter + fotos você vai num teatro você não de como era antes sabe se vai caber na cadeira, de realizar a cirurgia então eu tinha que pensar bariátrica antes, ficava assim “caramba,


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06’23’’ – 06’48’’

Sonora

06’49’’ – 07’11’’

Sonora

07’12’’ – 07’21’’

07’22’’ – 07’40’’

Sonora

Sonora

eu vou ficar presa naquela cadeira” ; restaurante que a cadeira tivesse braço; umas coisa pequenas do dia a dia; e nunca tinha namorado, enfim, nenhum menino olhava para mim, então eu convivi, como eu nasci gorda, eu convivia bem com isso, eu aprendi a ser a gordinha popular e simpática, alegre, então eu era feliz. Eu enxergo pouca diferença, eu emagreci 25 kg, então eu enxergo assim que eu desinchei, não emagreci. Eu Andreia Ferreira + esperava da cirurgia era, de fotos de como era repente, ficar magra, isso não antes de realizar a aconteceu, então vejo assim, cirurgia bariátrica eu me olho no espelho hoje eu vejo que eu desinchei, que eu já não estou inchada de gorda como estava antes né, então... Um paciente que tinha, por exemplo, transtorno comer compulsivo periódico, ele continuou compulsivo, no começo, ele até perdeu peso, lentamente ele foi se Dr. Pedro Belarmino adaptando, foi comendo - Psicológo alimentos calóricos que entravam tipo chocolate, sorvete, muito carboidrato, comida mesmo sempre cabe pouco, voltar a ganhar o tal do peso. Eu durante 10 anos emagreci e voltei a engordar, eu ganhei mais de 20 kg então assim, a cirurgia depois vai para o lixo, Luiza Zveiter gasta uma fortuna, você fica com uma coisa para o resto da vida. Às vezes, constrange né, a pessoa vê, tipo uma bermuda de tactel que eu gostava e geralmente não tinha para Marcos José Alves mim, eu queria usar a bermuda de tactel e não tinha meu número né.


42

07’41’’ - 08’16’’

Sonora

Depois da cirurgia foi questão de adaptação mesmo, de se adaptar a comer menos, a estar nos ambientes e saber que não era só a comida, só ficar comendo o tempo todo que eu podia conviver, conversar com as pessoas, então o maior desafio foi esse, mudar o hábito de estar sempre com a comida, então diante de uma festa, algum evento onde tinha comida e pessoas eu tive que me adaptar, conversar mais, a me enturmar mais com as pessoas do que ficar só presa a comer a festa toda. No pré-operatório existem duas preocupações, a primeira é se esta indicado ou não fazer a operação, já conversamos sobre isso. A segunda é garantir que a pessoa tenha o mínimo de risco ao ser operado e operada. Então, que o coração esteja bom, que os pulmões estejam funcionando bem, que a química do organismo não impeça uma boa cicatrização, por exemplo, se a pessoa esta muito diabética cicatriza mal, enfim, ela precisa ser controlada quando ela tem doenças que são muito comuns nas pessoas muito obesas. Então, o préoperatório olha para esses dois aspectos, selecionar se tem cabimento operar e segundo garantir o máximo de segurança para a operação do ponto de vista de risco, de ter alguma complicação grave com a operação. Então são feitos exames de todos os tipos, um checape geral para garantir o mínimo de risco. Com tudo isso, logo depois da

Andreia Ferreira


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08’17’’ – 11’24’’

Sonora

11’25’’ – 12’37’’

Sonora

operação, existe risco de ter complicações graves mesmo Dr. Arthur Garrido – nas pessoas que foram bem Cirurgião Bariátrico preparadas e bem operadas porque a reação do organismo pode não ser, exatamente, a que a gente espera. Hoje, nós fizemos um levantamento no ano 2017, de 5.000 operados nós tivemos uma única morte por complicação no pós-operatório imediato que deu 0,002%, 2 em cada 10.000, pode ser pouco se não é com a gente né, para aquela família que perdeu é uma tragédia, para a equipe, para todos envolvidos, enfim, são procedimentos cirúrgicos de grande porte feitos em pessoas que podem ter problemas de saúde e que podem ter risco, isso é uma mensagem que tem que ser transmitida para todos, é uma preocupação que esta sempre presente quando se atende antes da operação, é de levar isso em conta quando se recomenda a operação e quando se prepara o paciente e de informar o paciente desses aspectos, tem que ter ciência disso. A nossa preocupação é identificar a vulnerabilidade desse paciente do ponto de vista psíquico em relação as pesquisas que a gente tem e oferecer para aqueles que não estão sendo tratados, tratamento alguns casos exigi, outros casos fortalecer, outros casos disponibilizar porque assim, não é todo paciente Dr. Pedro Belarmino que é obeso mórbido que tem - Psicólogo como principal determinante associada ao grande peso fenômenos compulsivos, impulsivos, tem diversos


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12’38’’ - 12’56’’

Sonora

12’57’’ – 13’17’’

Sonora

outros fatores que estão associados ao grande peso excessivo, genético, a questão cultural então tem muitas pessoas aqui que passam quatro horas por dia dentro da condução...Acabam comendo o que da né e vive uma vida muito sedentária, então isso também auxilia, os alimentos de maior valor nutricional são muito caros, então o que se vê são valores dos alimentos também crescendo a população vai ficando mais vulnerável desse ponto vista também, mais caro comer comida de qualidade hoje em dia. Acho que hoje, mais do que nunca, as pessoas estão sendo aceitas obesas, então acho que tem que se pensar na saúde, não acho que é correto afirmar que as pessoas têm que operar. A cirurgia mudou a minha vida porque eu realmente tinha tentado tudo, mas acho que você tem que tentar um monte de coisa antes de operar. Eu cheguei no peso que eu queria, no peso ideal e aí depois comecei a engordar um pouco e fiquei meio, você vai ficando meio querendo ficar dentro de casa de novo, não querer sair de novo, mas eu sou bem tranquilo e vou para qualquer lugar, não tenho vergonha não. No meu caso, influenciou bastante um programa chamada Mama June que era uma moça, mais ou menos da minha idade bem obesa, então ela parecida ser bem mais velha do que era e com estilo de vida bem sedentário, comendo muitas coisas

Luiza Zveiter

Marcos José Alves


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13’18’’ – 14’20’’

14’21’’ – 14’39’’

Sonora

Sonora

14’40’’ – 15’01’’

Sonora

15’02’’ – 15’19’’

Sonora

gordurosas e a primeira parte do programa falava isso, sobre a vida dela com a família e essa vida sedentária que ela levava. Depois, teve um outro programa, uma continuação, que ela fez a cirurgia bariátrica e toda mudança de vida dela, então eu vi que ela se transformou numa outra pessoa, rejuvenesceu, ficou mais ativa e isso foi o que me influenciou na mídia em optar a fazer porque reportagens mesmo pouco tem, pouco se fala, mas esse programa de ver o antes e depois da vida dessa moça foi o que me influenciou. Me sinto bem, sinto que eu não fiquei magra então eu não fugi do meu padrão, daquilo que eu sou, daquilo que eu estou acostumada já com meu corpo né, então esses 25 kg que eu perdi, eu vi que desinchei e passei a estar bem. A gente se sente mais jovem, se sente mais capaz de fazer alguma atividade, coisas de subir em uma escada, em um telhado, então você se sente mais apito né. Quando você está com sobrepeso você fica meio inibido né de querer subir e passar vergonha e não conseguir né, esses tipos de coisa. Acho que é errada essa coisa de dizer que se você não operar você não vai ser feliz. E hoje as pessoas estão sendo tão aceitas gordas, cada hora mais gorda, meio que é cool ser gordo, hoje as pessoas estão achando que é legal ser muito gordo, então acho que a questão não é estética mesmo, é saúde.

Andreia Ferreira

Andreia Ferreira

Marcos José Alves

Luiza Zveiter


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15’20’’ – 15’31’’

Música Lil Cookie por William Rosati Direção e Roteiro Luana Christina

Fotos dos entrevistados

Imagens Luana Christina Reportagem Luana Christina Edição Vinicius Cardoso Luana Christina 15’32’’ – 16’01’’

Agradecimentos Andréia Ferreira Luiza Zveiter Marcos José Alves Dr. Arthur Garrido Jr Dr. Pedro Belarmino Instituto Garrido Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo Orientação Prof. Ms. Antonio Assiz Universidade Cruzeiro do Sul Nov/2019

Sobe créditos com fotos dos entrevistados ao lado


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10.4 Transcrição das Entrevistas Andreia 00:04 a 01h:11 – O que me motivou a realizar a cirurgia bariátrica foi estar acima do peso e eu já tinha tentado fazer várias dietas, nada tinha dado resultado. Eu tinha tomado remédio para emagrecer, fiz acompanhamento com endócrino por mais de dois anos, emagreci bastante, mas depois recuperei todo peso de novo e então por isso decidi fazer a cirurgia porque eu vi como um meio, assim, que fosse resolver o excesso de peso que já estava me atrapalhando com relação a comprar roupas, com relação até passar na roleta do ônibus eu já tinha dificuldade, sentia muitas dores no joelho e, devido ao sobrepeso também, acontecia os atrasos no ciclo menstrual, então isso atrapalhava muito na questão de engravidar que acaba se tornando infértil devido ao atraso nos ciclos. Tudo isso devido ao aumento do peso. 01:18 a 02:21 – No pré-operatório não teve desafio nenhum, acho que o maior desafio foi tomar a decisão de fazer por medo de alguma intercorrência na cirurgia, de não dar certo de acabar vir a falecer por conta da cirurgia, então o maior desafio foi tomar a decisão de fazer, mas, fora isso, não teve nada de desafiador além de tomar decisão. E depois da cirurgia foi questão de adaptação mesmo, de se adaptar a comer menos, a estar nos ambientes e saber que não era só a comida, só ficar comendo o tempo todo que eu podia viver, conversar com as pessoas, então o maior desafio foi esse, mudar o hábito de estar sempre com a comida, então diante de uma festa, algum evento onde tinha comida e pessoas eu tive que me adaptar, conversar mais, a me enturmar mais com as pessoas do que ficar só presa a comer a festa toda. 02:26 a 02:48 – Mudou, mudou bastante. As roupas começaram a servir, você se ente mais disposta, senti menos dores na questão do joelho e a roupa que você coloca cai bem, não fica te apertando e te incomodando, então isso melhora muito na autoestima. 02:56 a 03:46 – Eu enxergo pouca diferença, eu emagreci 25 kg, então eu enxergo assim que eu desinchei, não emagreci. Eu esperava da cirurgia era, de repente, ficar magra, isso não aconteceu, então vejo assim, eu me olho no espelho hoje eu vejo que eu desinchei, que eu já não estou inchada de gorda como estava antes né, mas, me sinto bem, sinto que eu não fiquei magra então eu não fugi do meu padrão, daquilo que eu sou, daquilo que eu estou acostumada já com meu corpo né, então esses 25 kg que eu perdi, eu vi que desinchei e passei a estar bem, não que eu tornei uma pessoa magra com isso. Segundo vídeo: 00:37 a 01:39 – No meu caso, influenciou bastante um programa chamada Mama June que era uma moça, mais ou menos da minha idade bem obesa, então ela parecida ser bem mais velha do que era e com estilo de vida bem sedentário, comendo muitas coisas gordurosas e a primeira parte do programa falava isso, sobre a vida dela com a família e essa vida sedentária que ela levava. Depois, teve


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um outro programa, uma continuação, que ela fez a cirurgia bariátrica e toda mudança de vida dela, então eu vi que ela se transformou numa outra pessoa, rejuvenesceu, ficou mais ativa e isso foi o que me influenciou na mídia em optar a fazer porque reportagens mesmo pouco tem, pouco se fala, mas esse programa de ver o antes e depois da vida dessa moça foi o que me influenciou.


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Luiza Zveiter 00:16 a 01:10 - Eu sempre fui obesa, desde criança, nasci obesa. Perdi minha mãe, fui morar na Austrália, perdi minha mãe com 17, com 18 fui morar na Austrália e lá eu li sobre a cirurgia. Estou com 36, então isso já tem 18 anos, vai fazer 18 anos em novembro que eu operei. E ai, eu já tinha o endócrino, fiz dieta a vida toda e quando cheguei no Brasil, eu fui nesse endócrino, fui sozinha e falei da cirurgia, ele já me acompanhava, já era meu médico. E ai ele disse que eu tinha o histórico para fazer e me indicou um cirurgião, enfim. E ai, acabei levando meu avô, falei bom vou levar meu avô comigo e levei meu avô no médico comigo, ele explicou para o meu avô, o médico explicou e ai eu resolvi operar, meio contra vontade do meu pai, mas foi assim. 01:21 a 03:15 – Bom, no pré-operatório você tem que fazer um monte de exame, tem que ir em um psicólogo, enfim, realmente ter a certeza você esta em condições de operar porque, hoje, que já passou tanto tempo, eu não sei se eu tinha cabeça para operar na época assim, porque, tanto que eu voltei a engordar e aí que eu mudei a minha cabeça, então a cirurgia não é um milagre. Então acho que é difícil assim a decisão de operar e como eu operei muito nova, eu acho que na verdade eu não estava preparada ainda. E o pós-operatório é um mês que você passa tomando liquidozinho, é uma coisa bem restritiva, mas já tem tanto tempo, que é igual dizem a dor do parto né, você esquece que eu esqueci assim, mas eu lembro que era, eu tinha uma amiga lá em casa eu tinha que ficar tomando aquele liquidozinho. Eu, na época, não se fazia por laparoscopia, então eu abri e tinha um corte muito grande, então era mais isso o corte, aquela coisa de se mexer, eu tinha que dormir com a cama assim, não podia me esticar então é um pós-operatório de uma grande cirurgia e o comer pouquinho, mas depois os alimentos vão sendo reintroduzidos. E ai, eu tenho um anel que hoje em dia não se coloca, então assim, até hoje eu passo por situações que eu entalo se eu não mastigo, que as pessoas hoje que não tem o anel não passam, mas então até hoje eu tenho que conviver com esse pós-operatório né que foi a cirurgia que eu escolhi e fiz na época, hoje ela esta mais moderna, então até hoje eu passo por isso. As pessoas falam porque você não tira o anel, porque eu acho que vai ser mais um perrengue ai pra passar mais eu até hoje sofro ainda um pouco com a cirurgia. 03:19 a 05:09 – Sem duvidas, eu nunca tive, eu pesava 136 kg, eu nunca tive depressão, eu sempre fui a mais popular da escola, sempre fui gordinha desde criança, então eu era gorda no colégio, era popular, nunca tive depressão, nunca deixei de fazer nada, então eu achava que eu era feliz, só que assim, tinham situações que eu lembro que me chateavam que era, sei lá, você vai num teatro você não sabe se vai caber na cadeira, então eu tinha que pensar antes, ficava assim “caramba, eu vou ficar presa naquela cadeira” ; restaurante que a cadeira tivesse braço; umas coisa pequenas do dia a dia; e nunca tinha namorado, enfim, nenhum menino olhava para mim, então eu convivi, como eu nasci gorda, eu convivia bem com isso, eu aprendi a ser a gordinha popular e simpática, alegre, então eu era feliz. E ai, depois que você opera que você emagrece que você vê que você não era 100% feliz, então eu falo assim, com propriedade pras pessoas que são extremamente obesas, não são 100% felizes. Beleza que hoje em dia tem que


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ter aceitação, eu concordo que ninguém tem que estar no padrão, nada disso, mas uma pessoa que pesa, sei lá, como eu pesava e hoje eu vejo muito na rede social, essa pessoas tipo ela não são 100% felizes, Hoje ainda é muito mais fácil achar roupa, na minha época não, então eu tinha que ir na costureira, eu achava um porre, tudo eu tinha que mandar fazer, eu não tinha, tive que passar minha adolescência inteira mandar fazer roupa, então assim, hoje ainda compra mas você não consegue fazer certos movimentos que a obesidade de impede, não saber se você vai dar em uma cadeira porque as cadeiras continuam do mesmo tamanho, hoje no cinema você tem uma, pelo menos aqui você tem uma cadeira para obeso, mas e ai, tem varias pessoas obesas. Então assim, a autoestima muda completamente, eu sou outra Luiza. 06:02 a 8:15 – Eu acho que as pessoas estão operando mais por estética, não acho que é por causa de qualidade de vida. Eu já vi um monte de gente “ ah, eu vou engordar para operar”, está cheio de médico operando sem a pessoa ter um histórico para operar porque uma pessoa obesa mórbida, que era o meu caso; uma pessoa que tem problema de saúde não é tão obesa mas tem problemas decorrentes da obesidade e ai indica-se a cirurgia mas esta cheio de cirurgião operando sem a pessoa ter que operar pela estética. Acho que hoje, mais do que nunca, as pessoas estão sendo aceitas obesas, então acho que tem que se pensar na saúde, não acho que é correto afirmar que as pessoas têm que operar. A cirurgia mudou a minha vida porque eu realmente tinha tentado tudo, mas acho que você tem que tentar um monte de coisa antes de operar, eu já conversei com mais de uma pessoa que ia fazer a cirurgia para falar tudo que a gente passa e é isso, se você não mudar a cabeça, eu durante 10 anos emagreci e voltei a engordar, eu ganhei mais de 20 kg então assim, a cirurgia depois vai para o lixo, gasta uma fortuna, você fica com uma coisa para o resto da vida, como eu tenho o anel, enfim, e intolerância a alguma coisa, o teu corpo, você acaba, tem gente que não come bem arroz, então cada organismo responde de uma forma a cirurgia e você volta a engordar, então acho que você tem que pensar muito antes de fazer. Acho que essa coisa de falar que tem que operar, enfim, que tem cirurgião que fala porque se não você não vai ser feliz, isso e aquilo, acho que isso é uma bobeira, você tem que estar se sentindo bem com teu corpo, você tem que ter saúde antes de tudo. Então, acho que você tem que ouvir mais de um medico e acho que tem que esquecer a mídia, sabe, conversar com gente que operou, que passou por isso, psicólogo, tem um monte de reunião, pelo menos na época que eu fiz era assim, você tinha que ir nas reuniões antes de operar, conversar com pessoas que já tinham operado, acho que é mais por esse lado, acho que é errada essa coisa de dizer que se você não operar você não vai ser feliz. E hoje as pessoas estão sendo tão aceitas gordas, cada hora mais gorda, meio que é cool ser gordo, hoje as pessoas estão achando que é legal ser muito gordo, então acho que a questão não é estética mesmo, é saúde.


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Marcos 00:42 a 00:44 – A parte de estética. 00:52 a 01:07 – A alimentação porque quando você vai fazer tem que dar uma reduzida no peso e tal, então achei bastante difícil essa parte de reduzir a comida. 01:23 a 01:44 – A gente se sente mais jovem, se sente mais capaz de fazer alguma atividade, coisas de subir em uma escada, em um telhado, então você se sente mais apito né. Quando você está com sobrepeso você fica meio inibido né de querer subir e passar vergonha e não conseguir né, esses tipos de coisa. 01:49 a 02:03 – Atividade física, voltar a fazer né, que eu não tinha costume, agora peguei um pouco de atividade física, achei bacana; natação, comecei a fazer também e gostei também. 02:23 a 02:42 – Eu cheguei no peso que eu queria, no peso ideal e aí depois comecei a engordar um pouco e fiquei meio, você vai ficando meio querendo ficar dentro de casa de novo, não querer sair de novo, mas eu sou bem tranquilo e vou para qualquer lugar, não tenho vergonha não. 02:48 a 03:02 – Ah, que já ganhei assim, um sobrepeso, dá um arrependimento porque passei por uma situação bem drástica de cirurgia e tudo, agora estou deixando voltar a engordar de novo né, então não achei muito legal não. 03:43 a 03:45 – Acho que é mais por questão de estética. 03:49 a 04:06 – Eu acho assim, porque o padrão é da pessoa magra, bonita, então é mais pela vaidade né, pela roupa também quando você chega em alguma loja, às vezes, você pede alguma numeração e não tem o seu número. 04:14 a – Às vezes, constrange né, a pessoa vê, tipo uma bermuda de tactel que eu gostava e geralmente não tinha para mim, eu queria usar a bermuda de tactel e não tinha meu número né.


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Dr. Arthur Garrido Junior – Cirurgião Bariátrico 00:48 a 01:48 – A cirurgia bariátrica destina-se a tratar os pacientes com obesidade grave de grandes proporções porque nessa situação a obesidade causa vários problemas para a saúde física, emocional e social, e piora a qualidade de vida. Além disso, nesse grau, quando chega a um grau muito importante a obesidade dificilmente se resolve sem tratamento cirúrgico, como tratamentos clínicos convencionais, medicamentos, dietas, exercício, apoio psicológico. 01:40 a 05:57– Como se seleciona? Qual é o limite para se definir que uma, a obesidade de uma pessoa é tão grave que a melhor opção de tratamento seja a cirurgia? Isso foi uma longa discussão, durante muito tempo, do começo da cirurgia bariátrica que foi lá pela segunda metade do século passado até, mais ou menos, a década de 1990 quando houve um consenso internacional que gira em torno de um valor do índice de massa corpórea. Calcula-se o índice de massa corpórea de uma pessoa dividindo o peso em quilos pela altura em metro ao quadrado, por exemplo, quando essa conta da entre 19 e 25 considera-se que ela está num peso normal, uma proporção entre peso e altura normal; quando está entre 25 e 30, considera-se que ela está acima do peso normal; quando isso vai acima de 30, aí ela já está classificada como obesa; entre 30 e 35, a gente diz que a pessoa está no grau 1 de obesidade; entre 35 e 40, no grau 2 e de 40 para cima, grau 3. Em função da experiência que se acumulou durante décadas, chegou-se à conclusão de que é justificável um tratamento cirúrgico quando a pessoa está no grau 2 ou no grau 3, no grau 3 é indiscutível mesmo se a pessoa não tenha ainda doença nenhuma, não tenha infecção nenhuma em decorrência da obesidade sabe-se que inevitavelmente ela vai ter problemas graves, então justifica-se tratamento cirúrgico pela proporção da obesidade; no grau 2, entre o índice de 35 e 40, também se justifica se a pessoa já tem alguma daquelas doenças graves que acometem as pessoas muito obesa, tipicamente, pressão alta de controle muito difícil, diabetes também de controle muito difícil e aumento de colesterol e tliguiceres que são gorduras no sangue que vão entupindo as artérias que causam infarto do miocárdio, que causam acidente vascular cerebral, por exemplo, então, quando já existem doenças no grau 2 de obesidade, também, as entidades que controlam exercício da medicina no mundo inteiro, também no Brasil, reconhecem que é valido fazer tratamento cirúrgico e assim, que se indica a cirurgia para um cliente que vem e procura um tratamento para o seu caso de obesidade. 06:05 a 08:26 – Existem muito métodos, como eu disse, a cirurgia da obesidade, as primeiras tentativas começaram na segunda metade do século passado, 1960 por aí, mas esses primeiros métodos não eram bons, foram tentados e foram abandonados e se sucederam vários métodos não satisfatórios. A partir dos anos 80/90 passaram a surgir as técnicas consideradas mais adequadas e várias delas permanecem o uso até hoje, mas não todas. Mesmo hoje, com frequência, há sugestões de novas técnicas que ainda não estão aprovadas, vamos dizer, por essas entidades que controlam o exercício da medicina. Para que elas sejam comprovadamente oficializadas, é preciso que existam evidencias que elas causam muito mais benefícios do que inconvenientes e isso acontece hoje, principalmente em duas técnicas que são muito utilizadas no Brasil e no mundo inteiro, uma se


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chama Bypass Gástrico e a outra se chama Sleeve Gástrico ou Gastrectomia em Manga, Manga Gástrica, essas são as mais utilizadas. 10:06 a 13:53 – Das duas técnicas mais utilizadas, a primeira que surgiu e mais utilizada até hoje, chama-se Bypass Gástrico ou desvio do estomago em Y. Nessa técnica, o estomago é reduzido, ele é recortado. O estomago é uma câmara que recebe os alimentos que nos engolimos, ele é um órgão elástico, uma espécie de uma bexiga, capaz de receber uma grande refeição ou até um litro 1,5 litros de alimento, imagine o dia que a gente come uma grande feijoada. Pois bem, nesta técnica o estomago é recortado e reduzido drasticamente, o espaço disponível para receber alimento que a gente engole e desce pelo esôfago, fica reduzido a uma camarazinha, onde cabe de cada vez, 20 a 30 ml de comida, isso é o volume que cabe, por exemplo, em meia xícara de café. Esse pedaço é separado do restante do estomago, restante 1 litro, 1,5 litro de capacidade, essa parte grande vai ficar de lado e não vai ser mais utilizada como reservatório. Então, quando a gente engole o alimento preenche essa camarazinha, na pratica, é uma grande garfada, meia xicara de café, é uma garfada grande, quando esse alimento distende essa câmara, essa distinção é transferida pelos nervos para o cérebro como a sensação que o estomago esta cheio, a sensação de saciedade. É claro que não vai durar muito, essa câmara fica fechada ai, ela é emendada no intestino para dar uma saída se não a pessoa morreria porque não iria passar nada para o intestino absorver, então, esse desvio que se faz da pequena câmara para o intestino delgado, Bypass que em inglês quer dizer desvio, então a gente secciona o intestino delgado logo no seu inicio, o intestino delgado inteiro tem mais ou menos, tem em media, 5, 6 metros de comprimento, nós seccionamos logo no começo e a parte de baixo é levada e emendada naquela camarazinha e mais abaixo, onde foi cortado, é feita uma nova emenda lateral no intestino delgado um metro abaixo da emenda do pedaço do estomago. 13:58 a 23:23 – Essa emenda em que uma parte vai lá e emenda no intestino e a outra desembola aqui, é chamada emenda em Y porque se você olha a figura disso parece um Y, por um braço desce a comida, por outro braço vem a bilio pancreático do duodeno, dai pra baixo, isso se mistura e é feita a digestão e a absorção, nos seguintes 4 a 5 metros de intestino delgado. Muito bem, essa operação, persiste até hoje, ela começou nos anos 80 a ser usada com mais intensidade, ela persiste até hoje como uma das mais utilizadas porque ela é eficiente e ela não causa grandes problemas inconvenientes, isso acontece, a eficiência, porque ela não só depende da restrição do espaço para caber alimento quando a gente engole porque você da uma garfada, causa sensação de saciedade mas a comida segue, você da outra garfada mas depois de meia hora você esta satisfeito porque isso te da cada vez sensação de saciedade. Esse é um mecanismo, o outro é que, como há um desvio dessa câmara direto para o começo do intestino, sem regulagem desta passagem do estomago para o intestino, se você comer determinados alimentos especialmente muito concentrados como açúcar concentrado pé de moleque, doce de leite, isso pode causar um mal-estar pela chegada de substancias muito concentradas no intestino delgado que esta acostumado a receber comida que foi previamente diluída no estomago inteiro, essa sensação, que se chama síndrome de dumping, limite o excesso de ingestão de açúcar pelas pessoas e muitas pessoas são obesas só


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porque gostam muito de açúcar, então ajuda a emagrecer mais e um terceiro mecanismo, é o mecanismo de hormônios que existem e são produzidos no estomago e no intestino delgado e que, por causa da alteração do caminho do alimento, tem sua estimulação mudada de tal forma que o apetite diminuiu, o estimulo de hormônios para aumentar o apetite lá nas células do cérebro que controlam o apetite numa região chamada hipotálamo e quem tem essa operação tem menos apetite. Então, são três fatores que leva a essa operação até uma eficiência bastante grande em média, uma pessoa que faz essa operação perde em torno de 1/3 do seu peso e uma pessoa que esteja muito obesa, suponhamos que você tenha 150 quilos, se perder 50 faz muita diferença, você passa a respirar melhor, passa a ter sua pressão controlada mais facilmente, se você tem diabetes em geral você se livra do problema, e assim por diante. Essa é uma técnica, ela é perfeita? Não, nenhuma técnica é perfeita. E depois nós vamos falar dos problemas que as técnicas podem ter. Nesta aqui, como nós já tocamos no aspecto eficiência, ela é eficiente porque quando a gente vai ver, 5 a 10 anos depois da operação, se a pessoa que perdeu peso com essa operação como ela esta, a gente encontra que 10% dos operados voltaram a engordar tudo que tinham perdido, quando foram analisados 5 a 10 anos depois, então, como é possível que com tantos mecanismos, se reduzindo tanto o estomago, a pessoa ainda seja capaz de engordar de novo? É possível quando ela se dispõe a comer mais energia sob forma de comida, mais calorias do que seu organismo é gasto, a imaginação humana é infinita, então se você decidir que você quer comer mais, ingerir mais calorias, do que você gasta, você consegue. Como? Com todos esses mecanismos? Por exemplo, tomando líquidos que contem muitas calorias né, milk shake, por exemplo, você toma esse passa rápido, depende porque tem uma passagem fácil, passara porque o açúcar é absorvido rapidamente, a pessoa aprende uns truques para não ter aquele mal-estar chamado síndrome de dumping e consegue comer um monte de açúcar, engordar tudo de novo. Ou bebida alcoólica que também passa fácil e tem um efeito que anula os mecanismos de ação dessa operação todos eles voltados para reduzir o apetite ou aumentar a saciedade, mas se você tomar bebida alcoólica, você aumenta o apetite, então não adianta você fazer uma operação dessa e tomar duas doses de cachaça antes de almoçar que você vai ter fome, acaba achando um jeito de comer, entendeu? Então, se você voltar a engordar, você volta a situação inconveniente de ser obeso grave como se era antes, então, esse é um dos possíveis problemas, voltar a engordar, outro possível problema é ao contrario, você opera porque você esta enorme de obeso e depois de um tempo você fica desnutrido, o pior tipo, desnutrição quer dizer, você esta ingerindo menos nutrientes e não existe só um nutriente, são muitos nutrientes, do que o seu organismo precisa para funcionar normalmente, nutrientes principais são carboidratos, proteínas e gorduras, mas a gente precisa também de vitamina, sais minerais e tal. Então, pior desnutrição é quando por falta de proteína, se a pessoa come pouca proteína e a melhor proteína é a proteína animal, principalmente carne vermelha, se ela come pouca proteína, ela fica doente, fica fraca, fica inchada, com anemia, com carência de vitaminas, principalmente, complexo B, então você sai de um problema e vai para o outro. Para que não aconteça nenhuma dessas duas grandes encrencas, depois de um tempo de operado, nem recuperar o peso que perdeu e nem ficar desnutrido, a pessoa precisa ser acompanhada por uma equipe multiprofissional especializada


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que incluí não só o cirurgião, mas clínicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas para o longo da vida não deixar que aconteçam distorções que atrapalhem a evolução boa do tratamento que começou com a operação. 23:32 a 23:44 – Outra grande técnica, muito utilizada hoje no mundo inteiro, chamase Sleeve Gástrico ou Manga Gástrica. 23h48 a 25:12 – O estomago é cortado verticalmente e uma parte dele é retirada, sobre um tubo que se você olhar com boa vontade, pode parecer uma manga, manga de camisa que em inglês se diz Sleeve. Também, nessa operação, é diminuído o espaço para caber o alimento e altera-se um dos hormônios que controla o apetite, a pessoa tem menos apetite, com isso ela vai comer menos e vai emagrecer. A média de perda de peso com essa operação um pouco menor do que com Bypass, ao invés de ser 1/3 de perda de peso, em média é ¼ mas perder ¼ de peso ajuda muito para uma pessoa muito obesa. Ela tem a vantagem de que o caminho do alimento, diferente do Bypass que vai por um desvio como expliquei que parece um Y, esse não, é o mesmo caminho só que o estomago que ficou com uma forma diferente. Segundo vídeo. 00:01 a 01:33 – Controlar a anemia dessa pessoa, com essa operação não existe esse problema porque o ferro vai ser absorvido normalmente no duodeno. Ela tem um problema por ter uma restrição mecânica maior quando a gente come, então se uma pessoa tem, porque a saída do estomago é controlada como é no estomago normal, só que no estomago normal que abre a passagem do intestino quando a comida já esta diluída, ele é muito elástico e nessa operação, a gente tirou a parte mais elástica do estomago, ficou uma parte mais rígido, então se a pessoa come e a passagem não abre a pressão dentro fica maior e se ela tem tendência a refluxo de suco gástrico do estomago para o esôfago, essa tendência vai piorar. Então, você esta vendo que nenhuma das técnicas é perfeita, uma é melhor para uma coisa e pior para outra e vice versa, por isso, a seleção do tipo de operação tem que ser individualizada de acordo com cada pessoa. 01:42 a 01:53 – No pré-operatório existem duas preocupações, a primeira é se esta indicado ou não fazer a operação. 01:57 a 04:27 – A segunda, é garantir que a pessoa tenha o mínimo de risco ao ser operado e operada. Então, que o coração esteja bom, que os pulmões estejam funcionando bem, que a química do organismo não impeça uma boa cicatrização, por exemplo, se a pessoa esta muito diabética cicatriza mal, enfim, ela precisa ser controlada quando ela tem doenças que são muito comuns nas pessoas muito obesas. Então, o pré-operatório olha para esses dois aspectos, selecionar se tem cabimento operar e segundo garantir o máximo de segurança para a operação do ponto de vista de risco, de ter alguma complicação grave com a operação. Isso é feito, claro, com consultas com os especialistas vários, mas entre eles, é muito importante avaliação de um endocrinologista porque as doenças endócrinas, diabetes, aumenta colesterol, trigliceres, etc, são muito comuns nos obesos;


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consulta com cardiologista para ver se o coração não vai ter uma complicação no meio da operação ou logo depois e assim por diante, então são feitos exames de todos os tipos, um checape geral para garantir o mínimo de risco. Com tudo isso, logo depois da operação, existe risco de ter complicações graves mesmo nas pessoas que foram bem preparadas e bem operadas porque a reação do organismo pode não ser, exatamente, a que a gente espera. Então, por exemplo, para você ter ideia, no ano 2000 nós avaliamos complicações graves que aconteciam... 04:29 a 05:18 – Nas primeiras cirurgias uma ou duas semanas depois da operação e encontramos em torno de 3% de complicações muito graves que exigiram não dois, três dias de internação mas 15 dias, um mês, necessidade UTI e risco de vida. Então, desse grupo até o ano 2000 nós tivemos uma taxa de mortalidade no pósoperatório imediato... 05:25 a 05:32 – 0,04%, 4 de cada 1.000 pacientes operados morreram.. 05:36 a – Essa era a preocupação na época de todos os grupos do mundo inteiro que faziam cirurgia bariátrica, as complicações. Com o tempo, a tecnologia e melhor entendimento foram corrigindo isso com adventos especialmente da cirurgia vídeo laparoscopia as complicações diminuíram muito. Hoje, nós fizemos um levantamento no ano 2017, de 5.000 operados nós tivemos uma única morte por complicação no pós-operatório imediato que deu 0,002%, 2 em cada 10.000, pode ser pouco se não é com a gente né, para aquela família que perdeu é uma tragédia, para a equipe, para todos envolvidos, enfim, são procedimentos cirúrgicos de grande porte feitos em pessoas que podem ter problemas de saúde e que podem ter risco, isso é uma mensagem que tem que ser transmitida para todos e é uma preocupação que esta sempre presente quando se atende antes da operação, é de levar isso em conta quando se recomenda a operação e quando se prepara o paciente e de informar o paciente desses aspectos, tem que ter ciência disso.


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Dr. Pedro Belarmino - Psicológo 00:47 a 02:06 – A cirurgia começou a se desenvolver, o Dr. Arthur deve ter falado isso, no Hospital das Clinicas, final da década de 70 e começo da década de 80. Era experimental a cirurgia, ele (Doutor Arthur Garrido) que desenvolveu essa pesquisa lá no HC, vinculado a Universidade de São Paulo e a USP tem/tinha como princípio trabalhar doenças especificas de uma maneira multidisciplinar, então paciente que era muito obeso lá, passava com o Dr. Arthur que era cirurgião especialista em gastrocirurgia e com o clinico do aparelho digestivo, nutricionista, psicólogo, psiquiatra, então essa concepção multidisciplinar tem origem na própria Universidade de São Paulo. Eram pacientes, até porque eram super obesos, + obviamente com questões psicológicas. A psiquiatria, até porque se fundamenta mais os referenciais dela em diagnostico, tem lá o sid, SM etc, as pesquisas psiquiátricas mostram que tem uma incidência maior dentro dos obesos mórbidos e pacientes psiquiátricos, em relação a população geral. 02:08 a 02:25 – De início, tinha muito essa questão né, de não saber, ia operar, o que ia acontecer, os quadros psicológicos ou psiquiátricos se agravariam ou não, então nesse campo de pesquisa tinham ali diversas áreas trabalhando em conjunto. 02:30 a 03:01 – Então, a coisa foi se desenvolvendo, a cirurgia foi se desenvolvendo, os resultados melhoraram muito no ponto de vista médico, então a pessoa que estava para morrer, poderia enfartar a qualquer momento, tinha um problema de esteatose, fígado grave, etc, mudou a saúde geral dessa pessoa com uma sobrevida maior, então tivemos aí um resultado interessante pensando no critério médico biológico de sobrevida e com uma melhor qualidade nessa sobre vida. 03:06 a 03:36 - Bom, em 2001 o Ministério da Saúde legitimou a obesidade mórbida como uma doença e, portanto, o SUS (Sistema Único de Saúde) era obrigado a pagar, então só fazia a cirurgia bariátrica ou na USP, no HC, nenhum outro Hospital Público se fazia porque lá foi o centro da pesquisa ou na clínica, que não tinha aqui, era um embrião do Instituto Garrido. 04:12 a 05:14 – A partir de então, o SUS passou a cobrir cirurgia no Brasil todo com dificuldades próprias do Sistema Único de Saúde do nosso país e se criou uma legislação que os convênios, também, passaram a seguir. E no aspecto psicológico, existia uma necessidade de obter uma avaliação psicológica ou psiquiátrica porque, então, as pesquisas estavam sendo feitas, mas existia um questionamento se os quadros psiquiátricos ou psicológicos se agravariam, o que aconteceria com esses pacientes, então não tinha uma visibilidade ainda muito clara. De forma, geral hoje se tem uma visibilidade que o quadro geral psicológico ou psiquiátrico tem uma melhora, de forma geral, mas não é o que acontece assim com todo mundo, então tem algumas coisas muito explicitas assim, nessa situação, muito fácil de perceber, então seu paciente fez a cirurgia, perdeu o peso que tinha que perder, entre cinco e dez anos, ele voltou a ganhar... 05:22 a 05:51 – Então, ficou explicito que tinha ali uma situação não anatômica, não cirúrgica que colaborou para uma perda daquele benefício, ela era de que natureza?


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Psicológica. Um paciente que tinha, por exemplo, transtorno comer compulsivo periódico, ele continuou compulsivo, no começo, ele até perdeu peso, lentamente ele foi se adaptando, foi comendo alimentos calóricos que entravam tipo chocolate, sorvete, muito carboidrato, comida mesmo sempre cabe pouco, voltar a ganhar o tal do peso. 05:59 a 10:42 – Isso acontece a cada dez pacientes operados, entre um ou dois voltam a ganhar peso de forma significativa em cinco e dez anos, então, não são poucos. A gente não tem uma estatística precisa, mas a gente tem uma experiência clínica com pacientes que passaram a ingerir muita bebida alcoólica, alguns até ficaram alcoólatras depois da cirurgia. Então, assim, o peso é fácil, você vê na balança, está lá, se o cidadão está ingerindo muito álcool ou não, já é uma questão que depende de ele dizer ou não, para nós e as vezes, não diz é a família que liga para nós, etc, a gente tem que ter uma conversa em família e tal. As situações de observações clinicas de pacientes que em situações, aí já estamos entrando em uma situação de, digamos assim, não dramática porque não envolve, necessariamente, o risco de vida eminente do paciente, a gente está pensando no pressuposto médico, de vida e morte, de longevidade, de qualidade de vida no ponto de vista fisiológico e biológico. Do ponto de vista, psicológico, esse paciente ficaria vulnerável a esse ponto? De, por exemplo, aumentar o índice de suicídio dos pacientes que fizeram a cirurgia em relação aos que não fizeram, que são obesos? Surgiu uma pesquisa que o Dráuzio Varela até divulgou dizendo que tinha um índice de aumento de acidentes ou suicídios, mas eu depois fui ver a pesquisa, não sei de onde o Dráuzio tirou aquela interpretação, mas assim, foi o único lugar de pesquisa que mostrou um aumento disso, mas, também, não tem nenhuma pesquisa que eu tenha visto que mostrou uma diminuição, mas na minha experiência, estou aqui há 15 anos, eu acompanhei um caso de uma pessoa que tentou o suicídio, tinha toda uma dinâmica familiar que justificava que aquilo é possível, teoricamente, você justificar que a pessoa não tinha mais o recurso da comida para lidar com angustia e ai, ela buscou uma ação concreta e com pouco recurso simbólico para dar conta dessa angustia e o caso através da injeção e de um monte de medicação, mas tinha toda uma cena familiar, afetiva, violência familiar em volta dessa situação. Eu acompanhei, faz mais de 10 anos isso, trabalhando junto com psiquiatra, agora, tivemos um caso de paciente que era psiquiátrico, que fazia acompanhamento psiquiátrico e se matou, foi um caso explicito disso que a gente teve até aqui e justamente foi no momento em que a psiquiatra tinha tirado ele da internação, enfim, é uma questão absolutamente psiquiátrica, difícil correlacionar diretamente a questão da cirurgia até porque o paciente estava sendo tratado. Então, de forma geral, o paciente tem melhoria, inclusive, uma última resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) eles colocam que depressão, se o paciente sofre de depressão, o paciente obeso mórbido, ele deve ser indicado a fazer cirurgia. Não tem muita explicação aí, mas obviamente está fundamentada em pesquisa que mostra que houve melhoria do quadro depressivo dos pacientes obesos mórbidos que fizeram a cirurgia bariátrica perderam peso em relação aqueles que optaram por não fazer, de forma geral, diminuiu a sintomatologia depressiva. Razão, pela qual, é indicado então, mas não dá para você chegar a uma conclusão logica de que então vamos tratar a depressão do paciente com neurocirurgia, a coisa mais louca do


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mundo, mas o que eu quero dizer, essa pesquisa revela que ao contrário, para alguns pacientes até tem melhoria do quadro psicológico ou psiquiátrico. A nossa preocupação é identificar a vulnerabilidade desse paciente do ponto de vista psíquico em relação as pesquisas que a gente tem e oferecer para aqueles que não estão sendo tratados, tratamento alguns casos exigi, outros casos fortalecer, outros casos disponibilizar porque assim, não é todo paciente que é obeso mórbido que tem como principal determinante associada ao grande peso fenômenos compulsivos, impulsivos, tem diversos outros fatores que estão associados ao grande peso excessivo, genético, a questão cultural então tem muitas pessoas aqui que passam quatro horas por dia dentro da condução.. 10:44 a 12:01 – Acabam comendo o que da né e vive uma vida muito sedentária, então isso também auxilia, os alimentos de maior valor nutricional são muito caros, então o que se vê são valores dos alimentos também crescendo a população vai ficando mais vulnerável desse ponto vista também, mais caro comer comida de qualidade hoje em dia. Então, tem fatores extra psiquismo também associados ao grande peso, então a ideia é avaliar né, qual a incidência desses determinantes psicológicos no quadro da obesidade mórbida quando o paciente procura a cirurgia e uma maneira bastante ética, conversar com o paciente a respeito disso, identificar os determinantes e transmitir o que a gente pensa, o que a gente pensa? A gente pensa que é importante ter um trabalho multidisciplinar de acompanhamento no pósoperatório, se começar antes melhor, então alguns pacientes já vem com acompanhamento psicológico ou psiquiátrico e outros que estão tendo a primeira oportunidade de conversar com um psicólogo, a gente não vive num país que as pessoas têm culturalmente e a tendência de fazer psicoterapia. 12:13 a 14:07 – Passa também, por estigma, preconceitos, então, às vezes não é que a pessoa tem algum transtorno psiquiátrico ou psicológico, precisa da palavra tratamento. Às vezes, a pessoa esta passando por um momento de muita angustia, vamos dizer, perdeu um ente querido, esta com dificuldade de viver aquele luto, no momento, de angustia passou dois, três anos, a pessoa ganhou 30 kg num momento de travessia de um luto que é feito às vezes com muita dificuldade, a gente chama de melancolia ou situações da vida, separação, adoecimento, desemprego, as pessoas vão ficando angustiadas, aflitas, vão tendo pouco recurso simbólico e psíquico para lidar com essas situações e isso tem, para algumas pessoas né, uma certa canalização dessa tensão por uma forma de aliviar essa tensão por aparelho psíquico por comida, as vezes é bebida, as vezes é cigarro, droga, games, esses trecos aqui (celular), então o empobrecimento do aparelho psíquico torna a pessoa mais vulnerável a ter ganho de peso, a ter uma das questões das patologias atuais, não vou nem dizer psíquico patologias atuais mas, obesidade mórbida, entre outras, depressão uma serie de coisa, então a ideia da psíquico terapia é oferecer maior recurso psicológico e simbólico para o paciente lidar com as suas questões de angustia, com isso, a pessoa vai ter menos escapes concretos, portanto, não simbólicos, não mentais para dar conta das suas angustias, sejam de natureza comportamentais, comer, beber, fumar ou ate psíquico somáticos.


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14:11 a 18:16 – Então, é um pressuposto nosso ético, a gente sabe que alguns pacientes vão ter dificuldade, isso esta dado, é óbvio, sempre apareceu dificuldade do paciente, esta sempre claro para um cirurgião que não é psiquiatra e nem psicólogo, que tem questões associadas psicológicas reais e que precisa de um cuidado, agora alguns pacientes, a gente com mais ênfase indica uma psíquico terapia, um acompanhamento com o psiquiatra, para outros pacientes com menos ênfase, depende do determinante associado ao quadro que o paciente apresenta aqui. A maior parte deles dispara tendo uma questão relevante associada a ansiedade, angustia que faz comer muito mesmo que não seja compulsivo, enfim, que atrapalhe a vida alimentar a pessoa e tem alguns, vamos dizer, uns 20% que a gente precisa cuidar com mais carinho e certificar de que de fato estão fazendo o tratamento psiquiátrico, o acompanhamento psicológico. Então, é um trabalho inicial essencialmente ético da nossa parte, existe no conceito da psicologia e da saúde de forma geral, um conceito chamado bioética em que o fato de eventualmente reaver uma questão psíquica relevante que do ponto de vista de um psicólogo, qualquer que seja ele, ele pensa como sendo questionável beneficio que a cirurgia pode gerar para aquela pessoa, considerando aspectos psicológicos apenas, existe dentro desse conceito de bioética, a autonomia de um médico falar “olha, ok, eu entendo psicólogo que você esta dizendo isso, mas o cardiologista esta dizendo que este paciente tem 6 meses a um ano de vida”, então eu vou através da ética medica sustentar a cirurgia e indicar um tratamento psicológico, por exemplo. Ou pacientes que até tem lá na resolução, paciente sofre de, daquela de 2001, que o Serra criou uma legislação, junto com um grupo medico que lida com isso, existia essa questão, por exemplo, se o paciente apresentava algum quadro psicótico grave que não necessariamente era indicados cirurgia bariátrica para essa pessoa, mas se o paciente que sofre de esquizofrenia, recentemente atendi um paciente assim, esta sendo tratado pela equipe do psiquiatra, esta fazendo psicoterapia, esta no momento estabilizado, a equipe de psiquiátrica entende que não há contraindicação e o sujeito com mais de 180 kg, com o cardiologista dizendo “olha, ele não vai ter muito tempo de vida” , quer dizer, me parece obvio né, que a indicação ela é saudável para aquele paciente, ele esta amparado. Então algumas coisas de resolução elas estão fundamentadas ainda no momento histórico mais precoce que não levou em consideração outras pesquisas e tal, e ai a gente trabalha com uma ética com diferentes abordagens, então tem a ética da psicologia e dentro da psicologia é linhas e disciplinas distintas, então a psicanalise tem sua ética, cognitiva comportamental, outra. Então, entramos ai num de dialogo entre disciplinas em que existe linguagem ética, da medicina, ética cirúrgica, clinica, endocrinológica, tem a nutricionista, que também tem a sua visão fundamentada numa ética própria e a ideia que a equipe faça um diálogo estruturado para pensar a melhor solução para este paciente. Então, uma vez definida cirurgia, a ideia que esse paciente siga o acompanhamento médico, nutricional e psicológico. 18:35 a 19:03 – Então, não da para falar agora você vai fazer psicoterapia, se não eu não te opero, o cara vai faz duas semanas de psicoterapia, opera e fala um abraço porque ele foi condicionado a. Então a ideia é abrir espaço para isso, a gente montou um serviço, grupo de apoio psicológico, no pós-operatório, é gratuito. Aqui a gente trabalha com convenio, então tem pessoa que tem mais recursos financeiros,


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pessoas que tem menos, entĂŁo pelo menos uma vez por mĂŞs tem um grupo de apoio.


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10.5 Direitos de Imagem


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ANEXOS


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12.1 Programa Brilhando - Dr. Rey fala com médico Cirurgião Bariátrico Thiago Patta ***Não tem off, passagem e sobe som na reportagem*** 02:03 a 02:52 - Dr. Rey fala com o cirurgião bariátrico com uma abordagem sensacionalista, dando ênfase nas frases que mostram as consequências em ser gordo. Em seguida, ele fala sobre as cirurgias que o médico Thiago Patta realizou e mostrando força nas palavras ao dizer das “meninas” que ficaram com os corpos magros e os homens que viraram até modelos, dizendo que os dois estão na mesma página, ou seja, esta caminhando ao lado das cirurgias plásticas é a procura pela perfeição e não por qualidade de vida. 04:36 a 09:49 - Dr. Rey pergunta ao cirurgião se as comidas industrializadas também ajudam na procura porque através disso tem o aumento de peso. O médico Thiago Patta dá diversos exemplos que são conhecidos sobre o desenvolvimento dos alimentos e como as pessoas gostam de adquirir, porém, um ponto interessante é quando fala sobre a comercialização. Nesse ponto, encara como uma forma que chama atenção do publico para procurar por esses tipos de alimentos, por exemplo, fast food. 13:18 a 14:09 - Aqui o cirurgião informa que o fracasso é mais comportamental do que técnico, dizendo também como evitar engordar novamente. 17:16 a 17:29 - Dr. Rey informa que quer “martelar” o fato da mortalidade as pessoas que não procuram pelo cirurgião após a cirurgia, ou seja, a pessoa sabe que precisa do acompanhamento, mas aqui ele impõe o medo sobre as pessoas, medo de perder a vida sendo que já se sabe de todos os riscos. Ele afirma, novamente, sobre a idade de vida que podem chegar os pacientes, dando ênfase que não chegarão nem aos 70 anos. 18:47 a 23:29 - Dr. Rey pergunta ao médico Thiago sobre a pessoa que tem obesidade, pede para que não esconda nada e mais uma vez, fala até que idade a pessoa vive com obesidade. Sim, sabemos os riscos que a saúde de uma pessoa obesa tem, mas por ser um cirurgião plástico, Dr. Rey da ênfase nesse assunto para que as pessoas procurem pelo corpo perfeito e sejam magras e não pelo simples fato de “QUALIDADE DE VIDA”. O médico Thiago informa sobre dados que foram feitos de pessoas que não chegam aos 60 anos e fala sobre o impacto maior que causa das mulheres, as que mais procuram os meios de emagrecimento. Informam também que a cada quilo que é perdido, aumenta a vida e quanto mais engorda, a vida diminui. Isso é fato, porém, a forma que é abordada chega a assustar as pessoas que estão nessa porcentagem de 50% acima do peso, acima dos 100kg. Dr Rey fala também sobre a forma que as pessoas vão olhar, ou seja, não vão admirar pessoas gordas, vão olhar para outras que tem o corpo magro, corpo bonito aquilo que a sociedade impõe. Ele diz, ainda que não é só por qualidade, mas que ele apoia a “população mais linda do mundo” que, na verdade, se você quer ser bonita, precisa ser magra. 21:17 a 23:25 – É o seguinte, você não vai chegar ao 60 e eu notei doutor, eu sou muito mais velho que você, estou do outro lado da carreira, 27 anos de cirurgia, eu


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notei uma, eu vou falar bem sério, você me conhece, sou super honesto, o ser humano tem quase construído nele um elemento de suicídio então, quando eu falo para as minhas pacientes, eu cansei de falar pra elas, olha você vai morrer mais cedo, vai ter problema de coração, diabete, ela na verdade não liga, mas a sensualidade, eu estou vendo a sua esposa lindíssima aqui do lado, a sensualidade dela é mais importante para ela. Então gente, deixa eu esclarecer bem ao ponto, quando seu esposo olha para você no restaurante, na verdade, ele esta olhando por cima do seu ombro para aquela menina linda que esta atrás de você; o seu cabelo, o androgênio criado, em palavras mais simples, criado pela células de gordura não só vai dar câncer no seu seio, ela vai fazer o seu cabelo cair, ela vai mudar sua voz, você vai, na verdade, começar a criar uma barba, a célula de gordura cria um hormônio que é endógeno, androgênico, ela vai, você vai ficar cheia de furinho, cheia de estrias. Então, quando eu falo que vai ficar o problema no coração, a paciente ela desligou, mas quando eu falo você vai ter zero libido, o seu marido vai olhar em cima do seu ombro para a menina atrás de você, quando eu falar pra você vai perder o seu cabelo, no ônibus, na próxima vez, você esta de pé a menina esta sentada, olha ali a menina gordinha ela esta ficando careca gente, então doutor, não só pro razões, porque o senhor usa um pouquinho mais, uma posição mais elegante, não só por razões de saúde, mas gente eu apelo a nação mais linda do mundo, esse androgênio que vem da gordura ela vai deixar você um homem, então gente vamos cuidar da nossa saúde, chegou a hora do Brasil...


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12.2 Cirurgia bariรกtrica cresce 84,73% entre 2011 e 2018


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12.3 Capas de Revistas


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