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São Paulo Futebol Clube: Uma história de amor, uma década de incertezas - Bianca Candido Teixeira

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO

SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE: UMA HISTÓRIA DE AMOR, UMA DÉCADA DE INCERTEZAS

BIANCA CANDIDO TEIXEIRA

SÃO PAULO 2020


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Bianca CandidoTeixeira

SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE: UMA HISTÓRIA DE AMOR, UMA DÉCADA DE INCERTEZAS

Relatório de Fundamentação Teórica e Metodológica apresentado à Universidade Cruzeiro do Sul como parte do Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo sob orientação da Profa. Dra. Mirian Meliani Nunes.

SÃO PAULO 2020


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AGRADECIMENTOS Para a construção deste Trabalho de Conclusão de Curso e para todo essa jornada no curso de jornalismo, agradeço primeiramente a Deus e a todos os seres de luz, que me guiaram nesses anos de faculdade, apesar de todos os tropeços e tempestades durante o caminho. Quero agradecer meus pais, Natália e Altair, que me incentivaram em todas as escolhas que eu fiz na vida, e sempre acreditaram no poder da educação e como ela transforma. Eu amo vocês. Meus queridos irmãos, Vinicius e Kayky, que sem vocês minha vida seria monótona e sem graça, obrigada por serem tão legais. Meu sobrinho amado, Miguel, que chegou na minha vida em 2018 e deixou ela mais colorida e feliz. Grata por tanto, meu Sol. Grata a todas as pessoas que responderam à enquete e todos os entrevistados, que cooperaram na construção da reportagem. Agradeço aos colegas e amigos que fiz durante o curso, especialmente as minhas amigas da Tropa, que sempre fizeram das minhas manhãs mais divertidas, sem vocês eu teria desistido há muito tempo. Agradeço a todos os professores da Universidade Cruzeiro de Sul, que contribuíram para eu me tornar uma jornalista, particularmente a minha orientadora, professora Mirian, que me apoiou desde o começo deste projeto e não me deixou desistir. Ao meu time de coração, São Paulo Futebol Clube, por me fazer gostar de esporte, principalmente de futebol. Nação tricolor, dias melhores virão.


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FICHA TÉCNICA

Bianca Candido Teixeira: Aluna do 7º semestre de Comunicação SocialJornalismo, na Universidade Cruzeiro do Sul, campus Liberdade. Funções exercidas: pauteira, repórter, redatora e editora de texto e site.

Caraterísticas técnicas: Título: São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas Número de caracteres: 29.699 Formato: Reportagem extensa para o meio digital Sinopse: Após dez anos sem conquistar um título de expressão, o São Paulo Futebol Clube vive um período de seca e com pouca perspectiva de melhora. Mas quais foram os motivos para o clube chegar a esta situação? Disponível em: https://teixeiracbianca91.wixsite.com/historiaspfc

Fontes: Anderson Costa: Diretor de Marketing da Falange Tricolor, terceira maior torcida organizada do São Paulo. Bia Amorim: Coach e mentora de Gestores do Esporte. Cinthia Cotait: ex-coordenadora de comunicação e marketing do São Paulo. Grégori Maraccini Claro: jornalista esportivo e dono da página no Instagram São Paulo News que possui 715 mil seguidores. João Paulo Romero: Gestor esportivo e autor de diversos artigos em revistas e livros especializados em Gestão e Direito Desportivo. Pedro Alamino: jornalista esportivo e responsável pela página no Instagram SPFC Eternamente, que conta com mais de 9.000 seguidores. Rebeca Zani Paes: Psicóloga esportiva.


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RESUMO

A reportagem extensa São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas é uma análise dos últimos 10 anos do clube paulista. Período em que o time viu grandes rivais realizarem bons investimentos e conquistarem títulos. Na contramão disso, a equipe do Morumbi passou a ser coadjuvante nos campeonatos disputados. A reportagem aponta os principais erros cometidos pelo tricolor, como a má gestão, muitas trocas de técnicos, investimentos indevidos e desvalorização das categorias de base do clube. Sete entrevistados e a torcida deram o tom à matéria e ajudaram a contar a recente história do clube de forma clara, direta e mostrando possíveis caminhos para que o São Paulo saia deste hiato. Palavras-chave: São Paulo Futebol Clube. Gestão no Futebol. Salários de Atletas . Técnicos de Futebol. Futuro dos Clubes de Futebol.


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SUMÁRIO

1.

INTRODUÇÃO

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2.

OBJETIVOS

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3.

PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESES

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4.

JUSTIFICATIVA

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5.

PLANO ESTRATÉGICO

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6.

REFERENCIAL TEÓRICO

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7.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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8.

REFERÊNCIAS

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9.

CRONOGRAMA

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ORÇAMENTO

26

10.

APÊNDICES

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Apêndice I- Reprodução do projeto experimental

27

Apêndice II- Infográficos

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Apêndice III- Fotos montagem

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Apêndice IV: Entrevistas

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Apêndice V: Enquete Google Forms

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Apêndice VI: Relatório Pesquisa Google Forms

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Apêndice VII: Pré-Pautas

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DIÁRIO DE CAMPO

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ANEXOS

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1. INTRODUÇÃO Inicialmente, este projeto de pesquisa seria um livro reportagem sobre jornalismo nos cinemas e a influência que os filmes têm na profissão. Contudo, no segundo semestre de 2020, decidimos, com o aval da orientadora, que seria melhor mudar de tema e produto para um melhor desenvolvimento devido à pandemia de COVID-19. Então, a nova abordagem passou a ser o São Paulo Futebol Clube e o produto reportagem extensa para o meio digital. O São Paulo Futebol Clube (SPFC) é um dos clubes mais jovens da elite do futebol brasileiro. Foi fundado em 25 de janeiro de 1935 e é marcado por sempre ganhar diversos títulos, tanto nacionais quanto internacionais. O São Paulo é o único clube brasileiro a conquistar a Libertadores da América e Mundial três vezes, porém, nos últimos anos o SPFC vem galgando derrotas e eliminações em

diversas

competições. Desde 2010, não ganha um título de expressão, o último foi a Copa SulAmericana em 2012, quando venceu o Tigre da Argentina. De lá para cá, o clube fez escolhas infelizes em vários departamentos e isso foi sentido dentro de campo. Na grande reportagem, foi abortado o que aconteceu com o clube para estar nessas condições há tanto tempo e o que deu errado. De início, foi aberto um quadro de hipóteses para o time estar nesta situação, que foram: má gestão, muitas mudanças de técnicos, falta de investimento nas categorias de base e contratações contestáveis. No final da reportagem, todas essas hipóteses se mostraram corretas. Outra questão importante que envolveu esta reportagem extensa foi para ressaltar o reconhecimento necessário para o jornalismo esportivo, pois, muitas vezes, quando se fala desta editoria as pessoas têm uma certa resistência. Inicialmente, foram feitas pesquisas em diversos veículos de comunicação do meio esportivo, procurando notícias e matérias que falavam sobre o momento negativo que o São Paulo enfrenta. Feita essa análise preliminar, foi aberta uma enquete no Google Forms para os torcedores responderem diversas perguntas relacionadas à situação do clube, entre elas, sobre as mudanças de técnicos, sobre o presidente do clube e contratações de jogadores. No total, 122 pessoas responderam, e após foi possível determinar a melhor forma que a reportagem seria dividida e os subtítulos, que são: má gestão administrativa, mudanças de técnicos, investimento em jogadores que não deram o retorno desejado, a torcida e sua parcela de responsabilidade, falta de aproveitamento


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de atletas das categorias de base e o que o futuro reserva para o tricolor paulista. Essa ordem se deu para um melhor entendimento do conteúdo. Fora a enquete, foram feitas entrevistas com sete pessoas que ajudaram a contar essa história: dois jornalistas esportivos, que se dedicam a criar conteúdo sobre o São Paulo no Instagram, uma psicóloga esportiva, uma ex-coordenadora de marketing de comunicação do clube e dois gestores esportivos. Entrei em contato também com o próprio clube para que fosse concedida uma entrevista, contudo não houve retorno. O historiador do São Paulo, Michael Serra, concedeu diversas imagens que ajudaram na construção do conteúdo. Mais um fator importante que não poderia passar despercebido, que envolve o futebol, é a sua história e a saída do amadorismo para o esporte profissionalizado. Foi necessário entender a sua origem e a chegada ao Brasil, sem deixar de lado o São Paulo Futebol Clube. Com isso, como análise teórica, partimos do princípio de que a atividade envolve a indústria cultural, cujo precursores são Theodor Adorno e Horkheimer, da Escola de Frankfurt. A indústria cultural, segundo os autores, impõe o que você deve comprar, fazer e usar, ou seja, a cultura fornece as mercadorias a serem consumidas. Da mesma forma, acontece com o futebol e todos os produtos derivados, como as próprias notícias. Portanto, outro fator importante para essa reportagem extensa para o meio digital foi trazer um pensamento mais analítico para o jornalismo esportivo.


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2. OBJETIVOS

Objetivo Geral Entender quais são os motivos para que o São Paulo esteja em uma situação difícil, sem conquistar um título de expressão há 10 anos.

Objetivos Específicos ●

Fazer uma web reportagem sobre esse período do clube, com a reunião de

entrevistas e pesquisas sobre essa fase longa que o time enfrenta e encontrar possíveis soluções para que o SPFC volte aos tempos de glória. ●

Trazer uma análise crítica sobre a situação do clube e não ficar apenas nas

notícias curtas e rasas que muitas vezes norteiam o jornalismo esportivo. ●

Dar voz aos torcedores, jornalistas esportivos e gestores se expressarem e

entenderem o que aconteceu com o clube. ● Presença da mulher no jornalismo esportivo. Antigamente, a presença da mulher era nula, mas nos últimos anos as coisas mudaram um pouco e é possível ver mulheres sendo repórteres esportivas, contudo ainda existe um distanciamento e é preciso que cada vez mais portas se abram para mulheres trabalharem com jornalismo esportivo.


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3. PROBLEMATIZAÇÃO E HIPÓTESES O último grande momento que o São Paulo viveu no futebol foi o tricampeonato Brasileiro em 2006, 2007 e 2008 e apesar de ter ganho a Copa Sul-Americana em 2012, os problemas do clube começaram antes deste momento. Mas o que foi primordial para o clube estar nesta situação depois de muitos anos?

A partir da problematização, foram abertas quatro hipóteses de possíveis problemas para que o clube esteja nesta situação, que são: ●

Má gestão. Depois de Juvenal Juvêncio, passaram pelo São Paulo dois presidentes, Carlos Miguel Caster Aidar, que assumiu em 2014 para um mandato de 3 anos, porém renunciou após 18 meses, depois de várias denúncias envolvendo seu nome, e desde 2015 quem preside o clube do Morumbi é Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e seu mandato acaba no final de 2020, contudo, esses dois presidentes e a diretoria, pouco fizeram pelo clube e não priorizaram a sua história.

●

Desvalorização das categorias de base. O São Paulo é conhecido por ser celeiro de grandes atletas, porém nos últimos anos o clube mal deixou os garotos da base jogarem no profissional e logo foram vendidos para o exterior.

●

Péssimas contratações. Investimentos milionários em jogadores que pouco jogaram e não deram o resultado desejado ao clube.

●

Muitas trocas de técnicos. Foram 31 trocas de comandante durante esses anos, incluindo interinos, idas e voltas, e essas constantes mudanças não dão chance para o treinador trabalhar e montar uma equipe competitiva.


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4. JUSTIFICATIVA O tema sobre o São Paulo Futebol Clube (SPFC) permanecer sem títulos relevantes nos últimos anos foi escolhido porque há algo de errado quando um time que era visto por muitos como um dos grandes, passa a ser considerado mero coadjuvante em grandes competições, muitas vezes apontado como medíocre.. O tricolor carrega em sua história diversos sucessos, inúmeros títulos nacionais e internacionais, mas isso não é suficiente para se manter no topo, é preciso pensar no futuro para voltar a ser o tricolor que todos conhecemos. Quando se pensa no porquê desse hiato e as suas causas, diversos fatores vêm à tona, como má gestão, contratações milionárias que não deram o retorno desejado, falta de investimento na base e constantes mudanças de técnicos, e isso dá parâmetro para sucessão de problemas que o time vem sofrendo. O tema foi escolhido não apenas para ser direcionado a tricolores, mas também para amantes de futebol, que buscam respostas para anos de insucesso, mesmo com toda a estrutura que a equipe possui. O SPFC, hoje, vive de apresentações de jogadores que fizeram sucesso no passado com a desculpa de repeti-lo hoje, mas como todos sabem o futebol mudou e atitudes ultrapassadas precisam ser revistas.

Outra questão importante para a escolha temática voltada para o jornalismo esportivo, é que essa editoria apesar de se inovar constantemente perdeu um pouco da essência. As notícias são sempre muito rasas e não aprofundam adequadamente assuntos importantes relacionados ao esporte.


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5. PLANO ESTRATÉGICO Descrição do Produto

Para o desenvolvimento da reportagem extensa para o meio digital foi escolhido como referência para Estudo do Produto o site da Veja Placar, que é focada em jornalismo esportivo, mais precisamente em futebol. O site foi escolhido por ser um dos mais famosos e prestigiados do país. A Placar, originalmente, é derivada da revista que possui o mesmo nome, e foi criada na década de 70 pela Editora Abril. O site trabalha com título e linha fina longa e uma foto em destaque logo após. Contudo, apesar de ser referência no meio esportivo, a Placar possui falhas, entre elas, não possuir a mesma essência da revista que sempre priorizou grandes reportagens. O site possui algumas falhas e as matérias possuem textos curtos e superficiais. Nossa intenção foi ir além dessas limitações, de forma que a reportagem extensa para área digital foi escolhida para que mais torcedores tenham acesso ao material. A matéria contém sete entrevistas com especialistas do meio desportivo e uma enquete com torcedores do São Paulo, que opinam sobre o clube e situação do futebol no país. Além de entrevistas, enquetes e contextos históricos, a matéria conta com fotos e infográficos que ajudaram a contar sobre esse período do clube. Estratégias para definição de layout

Para a divulgação da reportagem, foi utilizada a plataforma Wix. Como possui inspiração na Veja Placar, ela não fugiu tanto da estética aplicada no site, que possui interface limpa, clara e utiliza cores neutras. No decorrer da reportagem, além de todo conteúdo, foram inseridos imagens e infográficos que dão embasamento ao conteúdo. Para uma melhor compreensão do leitor, a reportagem foi dividida em sete subtítulos, que são: má gestão administrativa, muitas mudanças de técnicos, investimento em jogadores que não deram o retorno desejado, a torcida e sua parcela de culpa, falta de aproveitamento de atletas das categorias de base e o que o futuro reserva para o tricolor paulista.


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Público a ser atingido

A reportagem tem como principal público-alvo os apaixonados por esporte, mais precisamente pelo futebol brasileiro, jornalistas esportivos e estudantes de jornalismo que desejam atuar nesta área.

Técnicas utilizadas

Para a construção da reportagem, foram feitas pesquisas sobre a recente história do São Paulo Futebol Clube, análise de notícias sobre o clube. Com parte do conteúdo pesquisado e analisado, foi realizada uma enquete pelo Google Forms com torcedores do time. Logo após, foram feitas entrevistas com sete especialistas que deram um norte para o início da construção da reportagem.


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6. REFERENCIAL TEÓRICO Para dar fundamentação à reportagem extensa sobre o São Paulo Futebol Clube e esses últimos anos de insucesso, se fez necessário compreender inicialmente a história do esporte mais popular do mundo, o futebol, a sua origem, a sua vinda para o Brasil e a história do próprio clube, e entender como o esporte passou a fazer parte da cultura do país e sua influência no pensamento crítico.

A origem do futebol

O futebol como todos nós conhecemos teve origem na Inglaterra em outubro de 1863, data da fundação da Football Association, que deu origem às primeiras regras dos esporte no mundo. Contudo, os primeiros registros do esporte surgiram na China, em 2500 a.C. A história contada é que soldados chineses brincavam com crânios de inimigos decapitados. Os cientistas sociais Norbert Elias e Eric Dunning atribuíam a palavra futebol ao período medieval, da própria Inglaterra, pois para os pesquisadores o esporte está ligado a avanços da civilização. Em 1870, o futebol começou a ser praticado por membros das classes trabalhadoras e passou a ajudar no combate á delinquência nas populações mais carentes de Liverpool e Manchester. O futebol pode ser visto, nesse período em que o esporte deixava de ser um privilégio da aristocracia e da classe média endinheirada, como uma forma de recreação própria dos novos centros urbanos, que pouco a pouco ia se difundindo entre os distintos segmentos da sociedade britânica. Alguns historiadores consideram que o futebol obteve mais sucesso entre os operários não tanto por ser uma espécie de paleativo da brutalidade da vida industrial, mas em grande medida porque is trabalhadores industriais, ao contrário dos outros, tinham folga nos sábados à tarde.”(PRONI, 1998, p,139)

Porém a Football Association não ficou muito contente com o amadorismo atribuído ao esporte e lutou pela profissionalização do futebol.

Com a profissionalização, a maior parte das figuras filantrópicas e moralizadoras da elite nacional afastou-se, deixando a administração dos clubes nas mãos de negociantes e outros dignatários locais, que sustentaram uma curiosa caricatura das relações entre classes do capitalismo industrial pelos altos salários, pela oportunidade de ganhos extras antes da aposentadoria (partidas beneficentes), mas, acima de tudo pela oportunida de adquirir prestígio.” (HOBSBAWM, 1984, p. 297)

Em 1888, dirigentes de diversos clubes profissionais entenderam que seria


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necessário organizar melhor as competições, com isso o esporte passou a ser profissionalizado por volta de 1892, pela Football Association. [...] um modelo híbrido que incorporou valores modernos que transformaram o espetáculo esportivo em lazer das massas urbanas, mas preservando aspectos do ideário amador, hostil à mercantilização do esporte e favorável à hierarquização das equipes e dos níveis de poder[...] (PRONI,,1998, p,141)

O futebol no Brasil O futebol foi trazido para o Brasil por Charles Miller, em 1894, mas alguns estudiosos acreditam que o esporte já era praticado no interior de São Paulo antes de ser introduzido por Miller. No livro Jornalismo Esportivo, de Paulo Vinicius Coelho, ele fala como o futebol conquistou o país e já era paixão nacional em 1925. Coelho falou na publicação o momento exato de quando o brasileiro abraçou o futebol como cultura. [...]A população portanto, se apaixonou ainda mais pelo futebol depois da primeira conquista da Seleção Brasileira. Seleção que havia disputado seu primeiro jogo em 1914, em amistoso contra o Exeter City, modesto time inglês. Venceu por 4 X 0. Mas foi só a partir do começo dos anos 40 que o futebol ganhou os relatos apaixonados em espaços cada dia maiores[...] (COELHO,2006, p. 15)

O professor José Sebastião Witter escreveu um artigo chamado “Futebol, um fenômeno universal do século XX”, e nele o autor afirma que o futebol é o esporte mais democrático entre todas as categorias desportivas. No mesmo material, ele utiliza falas do psiquiatra e analista Carlos Byington, para explicar essa paixão brasileira. “O futebol sempre foi um jogo revolucionário por grandes razões. Por ser associado desde seu início ao Carnaval, festival, sabiamente ligado à liberação das emoções e instintos.”

São Paulo Futebol Clube

Fundado em 1935, o São Paulo é um dos clubes mais novos da elite do futebol brasileiro, porém o tricolor do Morumbi é um dos maiores campeões do futebol mundial, time que tem mais êxito em competições internacionais no Brasil. São inúmeros os títulos que o clube possui, entre eles estão seis campeonatos brasileiros, sendo três títulos consecutivos, três Libertadores da América e três Mundiais de Clubes. O clube possui torcedores em todos os cantos do país, tendo a terceira maior


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torcida do Brasil, ficando atrás apenas de Flamengo e Corinthians. Com seus 85 anos, viveu grandes momentos no futebol e duas eras de ouro, no início da década de 90 e começo dos anos 2000. Em 1992 o tricolor conquistava seu primeiro campeonato predileto, a Libertadores da América, a conquista veio após um jogo contra o Newell’s Old Boys, da Argentina. No ano seguinte repetiu o feito e se sagrou campeão a Universidad Católica, do Chile. Para esses anos ficarem melhores, o time venceu o Barcelona (92) e o Milan (93) e conquistou o Mundial Interclubes. No livro São Paulo FC, o supercampeão, os autores, Orlando Duarte e Márcio Vilela, falam da importância da primeira Libertadores para torcedores. “Para muito tricolor, essa continua sendo a mais emocionante de todas as jornadas do clube. A imagem que não se apaga: um mar de torcedores se derrama para o gramado até cobri-lo de branco, vermelho e preto, as novas cores do continente.” Com quatro conquistas importantes em 92 e 93, o São Paulo entrou de vez para história, sendo um dos times mais importantes do mundo. Como falado anteriormente, outra fase de ouro foi o início dos anos 2000, mais precisamente entre 2005 e 2008, só em 2005, foi conquistado o Paulistão, a Libertadores e o Mundial de Clubes, depois disso em, 2006, 2007 e 2008, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro.

Na tese de mestrado de Márcio Malard Mayer, o autor em 2010 fez um trabalho dedicado ao São Paulo, com o nome, “Futebol: o negócio por trás do jogo-estudo de caso do São Paulo Futebol Clube”. Naquela época, o autor falou que o clube tinha o objetivo de tornar o clube mais popular do Brasil até o final da década, o que não aconteceu. Outro ponto importante da dissertação é que o clube tinha o foco de ser tornar uma marca global, como Real Madrid, Barcelona, Manchester United e Milan. Para atingir seus objetivos, o Clube trabalha principalmente em duas vertentes: sucesso no campo e ações de marketing. A rigorosa gestão financeira é baseada na diversificação das fontes de receitas apoiada por atividades de marketing. Com a saúde nas finanças, o Clube pode competir para recrutar talentos no mercado de jogadores e manter mais tempo os atletas mais promissores e formados na base. A manutenção de um elenco competitivo é essencial para as pretensões do SPFC, e a competitividade do time é dependente de uma gestão de recursos eficiente. (MAYER, 2010)

Mayer também fala do marketing, que naquela época passava a mensagem para o torcedor de um clube vencedor e marca forte. “O clube se considera o maior


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exemplo de administração bem sucedida do futebol brasileiro. Sua atitude de vencedor vem dentro da organização para as arquibancadas.” Apenas com dois trechos é possível ver que tudo que foi idealizado em 2010 não foi concretizado e esse propósito de tornar uma marca global está cada vez mais distante.

O futebol como parte da indústria cultural

Com este contexto, pode-se afirmar que o futebol, depois de sua profissionalização, passa a fazer parte da indústria cultural, idealizada na Escola de Frankfurt, por Theodor Adorno e Horkheimer. Conforme os avanços do esporte se consolidavam, eram criadas exigências de um modelo imposto para a sociedade. Os dois autores são categóricos ao falar que a cultura virou um produto, o lucro orienta a produção, e para se ter lucro é preciso investir. No caso do São Paulo é preciso uma boa gestão, investimento em jogadores, valorização do trabalho do treinador e investimento na base, sem isso não é possível virar uma potência mundial. A mídia tem um papel crucial para formação de um torcedor, quando ela vende para seu público que determinado clube precisa sempre conquistar títulos, mas o momento dele é ruim, o público deixa de ter um pensamento crítico sobre a real situação e os desdobramentos políticos nos bastidores do futebol. “Através da ideologia da indústria cultural, o conformismo substitui a consciência: jamais a ordem por ela transmitida é confrontada com o que ela pretende ser ou com os reais interesses dos homens.” (ADORNO, 1987) Foi criado em torno do futebol brasileiro, principalmente sobre as grandes equipes, que o conceito de futebol popular, experiência cultural pura e simples,ficou para trás. O futebol é uma indústria que precisa gerar lucro, caso contrário qualquer grande clube está propenso ao fracasso.


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7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Todas as expectativas propostas no projeto experimental se concretizaram. Foi respondido o problema da pesquisa: “O que aconteceu com o São Paulo Futebol Clube nos últimos anos?”, e todas as hipóteses para esse problema se confirmaram. Foram colocados em prática os objetivos propostos, como compreender o que aconteceu com o São Paulo, que deixou de ser um clube que conquista muitos títulos para tornar-se exemplo de má gestão. A enquete no Google Forms e as entrevistas foram promissoras e serviram como base para a construção da reportagem. Todos os entrevistados foram objetivos nas respostas. Assim como as entrevistas e a enquete, os livros, artigos e notícias envolvendo o tema corresponderam às expectativas e deram embasamento ao que foi proposto. Com esse referencial, conseguimos unir o teórico e o metodológico da melhor forma. Após esse mergulho na história do São Paulo, foi possível compreender melhor o que acontece com o clube e afirmar que a melhor maneira para que saia desta situação é buscar profissionais sérios, que trabalhem para a melhora do clube dentro e fora de campo. Se não for assim, continuará vivendo apenas do passado.


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8. REFERÊNCIAS AGÊNCIA ESTADO- ESPORTES. São Paulo é o 14º clube que mais troca de técnico em todo o mundo. 2020. Disponível em: <https://esportes.r7.com/futebol/fotos/sao-paulo-e-o-14-clube-que-mais-troca-detecnico-em-todo-o-mundo-27052020#!/foto/1>. Acesso: 21 de set. 2020. BARROS, Adílson, LOZETTI, Alezandre, HAZAN, Marcelo e PRADO, Marcelo. Ganso assina contrato de cinco anos e, enfim, é jogador do São Paulo. Globo Esporte São Paulo. 2012. Disponível em: <http://globoesporte.globo.com/futebol/times/saopaulo/noticia/2012/09/ganso-assina-contrato-de-cinco-anos-e-enfim-e-jogador-dosao-paulo.html>. Acesso: 02 de out. 2020. BRANQUINHO, Rui e SERRA, Michael. Bíblia do São-Paulino. 2012.

BORGES, Murilo. São Paulo: Fernando Diniz supera barreira de 300 dias, bate recorde na gestão Leco e vira top 3 na década. ESPN. 2020. Disponível em: <https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/7196733/sao-paulo-fernando-dinizsupera-barreira-de-300-dias-bate-recorde-na-gestao-leco-e-vira-top-3-na-decada>. Acesso: 29 de ago. 2020. COELHO, Paulo Vinicius. Jornalismo Esportivo. 3ª Edição. Editora Contexto. 2006.

DUARTE, Orlando e VILELA, Mário. São Paulo FC. O Supercampeão. 2011. Enciclopédia SPFC. Disponível <http://www.saopaulofc.net/spfcpedia/enciclopedia>. Acesso em: 25 jul 2020.

em:

ESPORTE INTERATIVO. Com eliminação para o Mirassol, Era Leco vai terminar sem títulos no São Paulo. 2020. Disponível em: <https://www.esporteinterativo.com.br/futebolbrasileiro/Com-eliminao-para-oMirassol-Era-Leco-vai-terminar-sem-titulos-no-So-Paulo-20200729-0040.html>. Acesso: 20 de set. 2020. GABRIEL, João. Com Leco, São Paulo tem média de mais de três técnicos por ano. Folha de S. Paulo. 2019. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2019/09/com-leco-sao-paulo-tem-media-demais-de-tres-tecnicos-por-ano.shtml>. Acesso: 31 de ago. 2020. GAZETA ESPORTIVA.Veja todos os técnicos do São Paulo da gestão Raí. Disponível em: <https://www.gazetaesportiva.com/times/sao-paulo/veja-todos-ostecnicos-do-sao-paulo-da-gestao-rai/#foto=6>. Acesso em: 25 jul 2020. GAZETA ESPORTIVA. Conheça as promessas do São Paulo para a Copinha. 2020. Disponível em: <https://www.gazetaesportiva.com/times/sao-paulo/conhecaas-promessas-do-sao-paulo-para-a-copinha/>. Acesso: 25 de jul. 2020.


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9. CRONOGRAMA

Fonte: Elaborado pelo autor FASES DO TCC

Leitura de referências

Elaboração de pautas

FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

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Entrevistas Decupagem

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Redação da Reportagem Escolha de Subtítulos Escolha da Plataforma

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Seleção de conteúdo para web reportagem Edição

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Seleção de imagens Vinculação da pesquisa no Google Forms Revisão

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Finalização do projeto

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Entrega do TCC

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Banca

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10. ORÇAMENTO

Todo o trabalho foi feito de maneira remota, as entrevistas foram feitas por email e Whatsapp, portanto o único gasto feito foi na aquisição de seis livros que ajudaram na construção da reportagem, ao todo o valor deles fo, R$ 154,24.


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APÊNDICES Apêndice I- Reprodução do projeto experimental

São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas Como um clube que sempre prezou por títulos, gestão e valorização de atletas viu tudo desmoronar nos últimos anos e passou a ser coadjuvante no futebol brasileiro

Por Bianca Candido Teixeira

Último título oficial do São Paulo, a Copa Sul-americana de 2012/ Imagem cedida pelo SPFC/ Crédito: saopaulofc.net

Quando ganhou a Copa Libertadores da América em 2005, o Mundial de Clubes no mesmo ano e o tricampeonato Brasileiro em 2006, 2007 e 2008 tudo parecia perfeito para a equipe do São Paulo Futebol Clube. O tricolor foi eleito o segundo melhor time do século XXI (2001 a 2011) na América do Sul, pelo ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). O São Paulo era motivo de exemplo para clubes brasileiros e internacionais, mas muita coisa mudou nos últimos anos, e o clube que antes era visto como destaque de todas as


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competições e passou a ser mero coadjuvante e viu rivais como Corinthians, Palmeiras e Flamengo começarem a ganhar títulos e investir pesado em contratações importantes que deram resultados dentro e fora do campo. A equipe do Morumbi viu tudo que era motivo de orgulho, como, a gestão, o time, a gana por títulos ficar de lado. Em enquete realizada com 122 torcedores são-paulinos,105 responderam que acreditam que o maior problema do clube seja a má gestão administrativa. Na opinião deles é preciso transparência, amor à camisa e ética no trabalho, para que assim o time volte às glórias. O último título da equipe foi na Copa Sul Americana em 2012, em uma final de apenas 45 minutos contra o Tigre, naquela ocasião a equipe argentina não voltou para o segundo tempo, por que segundo eles a Polícia Militar os ameaçaram com armas de fogo no vestiário, e após 30 minutos de espera para início da 2ª etapa da partida a arbitragem decretou o fim do jogo e anúncio o tricolor como campeão por 2 x 0, daquele que seria o último título oficial da equipe. Muitos são os questionamentos para que o clube esteja nesta situação, entre elas, muitas trocas de técnicos, só entre 2009 e 2019 passaram pelo tricolor 20 treinadores. Outro questionamento é a gestão da atual diretoria comandada por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e também o gasto excessivo em contratações que pouco acrescentaram ao São Paulo. A saída do atual presidente em dezembro faz com tricolores fiquem com esperança de algo melhor para os próximos anos, tanto que 108 pessoas que responderam a mesma enquete acreditam que tudo possa melhorar quando ele deixar o clube. Na visão do jornalista esportivo e dono da página no Instagram SPFC News, Grégori Maraccini Claro, mesmo com a saída do Leco o time não irá mudar de um dia para o outro. É preciso ver quem entrará no lugar dele, a equipe que trabalhará no clube, para que assim comece um trabalho novo. Se permanecer os mesmos não adiantará nada. “Acho que o São Paulo pode começar a pensar em uma renovação, mas essa renovação leva tempo, resta saber qual tempo para gente voltar a conquistar títulos.” Para Anderson Costa, diretor de marketing da Torcida Organizada Falange Tricolor o clube tem muito dinheiro e pouco profissionalismo, é preciso vestir a camisa como antigamente, é necessário os atletas terem garra e disposição para jogar.


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Má gestão administrativa

O último presidente do São Paulo a ganhar títulos foi o já falecido Juvenal Juvêncio, que conquistou na última passagem pelo clube os campeonatos brasileiros de 2006, 2007 e 2008 e a Copa Sul-Americana em 2012. Depois passou pelo clube Carlos Miguel Caster Aidar, que assumiu em 2014 para um mandato de 3 anos, porém renunciou após 18 meses. Desde 2015 quem preside o clube do Morumbi é Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, seu mandato acaba no final de 2020. Para o tricolor Pedro Alamino da SPFC Eternamente vários fatores foram primordiais para esses anos de insucesso, mas atual gestão do Leco e a diretoria são os principais culpados por esse fracasso do São Paulo. Antes de Leco assumir há 5 anos a entidade São Paulo Futebol Clube passou pela maior crise política da história do clube, que culminou na renúncia do então presidente Aidar e após acusações do ex-vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro e mediante acusações outros membros da diretoria também pediram desligamento. No início deste ano o Ministério Público de São Paulo encontrou movimentações bancárias consideradas suspeitas feitas pelo ex-presidente. A Folha de S. Paulo teve acesso à quebra de sigilo bancário do período de 17 meses, de 2015 a 2016. O MP achou suspeito os depósitos em dinheiro em contas de Aidar, depois do São Paulo pagar R$ 1 milhão ao Monte Cristo, de Goiás, após a venda do zagueiro Maidana para a equipe tricolor. Segundo documentos analisados Aidar movimentou cinco contas durante o período. Outras polêmicas da sua gestão era empregar familiares, a exemplo sua filha, Mariana Ferri Aidar, que ele nomeou assessora da presidência. A entrada do atual presidente Leco em 2015 nada mudou a atual situação do clube. Só na sua gestão foram feitas 10 trocas de técnicos, incluindo os interinos. Fernando Diniz o atual técnico do clube é o que está a mais tempo, depois da era Muricy, ele fez um ano agora em setembro comandando a equipe do Morumbi. Com o Leco na presidência o São Paulo disputou 19 campeonatos e não venceu nenhum. A última oportunidade de Leco ganhar um título como presidente foi com o Campeonato Paulista 2020, contudo a equipe foi eliminada em pleno Morumbi, pelo time do Mirassol, por 3 x 2. Ele teria mais uma chance com Campeonato


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Brasileiro, entre tanto, esse campeonato será finalizado apenas em 2021 devido à pandemia de COVID-19. Em 2020 o time foi eliminado também da Libertadores da América e da Copa Sul-Americana. Outro quesito importante que a gestão peca é na questão das dívidas. Em julho deste ano o Itaú BBA fez uma análise do clube e o São Paulo chegou a um déficit de R$526 milhões em 2019, apesar de terem arrecadado R$550 milhões com vendas de jogadores. Um dos motivos que atrapalharam essa questão das dívidas é o fato do clube ter ficado muito tempo sem um patrocinador máster. Foram dois anos após a saída da Semp Toshiba, para que uma nova empresa (Prevent Senior) estampasse seu logo na camisa do tricolor.

Diretoria do São Paulo. No centro o atual presidente Leco, e em sentido horário, Guilherme Palenzuela, diretor de comunicação, Eduardo Monteiro, diretor de infraestrutura, Elias Barquete Albarello, diretor financeiro e Raí, executivo de futebol/ Imagens da internet/ Montagem: Bianca Candido Teixeira

A ex-coordenadora de marketing e comunicação do São Paulo, Cinthia Cotait disse em entrevista que patrocinadores consideram vários fatores para que sua marca fica vinculada a algum clube, entre eles, o extracampo, o momento, o público e se há alguma estrela no elenco.


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“Se um grande clube não está na sua melhor fase, vem a desvalorização. As propostas tendem a baixar e valores idem. Tudo é considerado quando se trata de patrocínio.” Os gestores esportivos Bia Amorim e João Paulo Romero compartilharam da mesma opinião quando foram perguntados se uma má gestão pode atrapalhar o desempenho na equipe em campo. Ambos falaram que o todo precisa estar em boa sincronia. O administrativo, as finanças, o psicológico dos atletas e o marketing. É uma junção de fatores para que um clube entregue aquilo que ele promete. Alguns clubes podem servir de inspiração no quesito, gestão, na enquete foi questionado quais equipes do futebol nacional podem servir de inspiração para grandes feitos, nas opções estavam o Flamengo, Palmeiras, Athletico-PR, Grêmio e Corinthians, e 67 pessoas elegeram a equipe carioca como inspiradora. Só em 2019 eles ganharam o campeonato carioca, o Brasileirão e a Libertadores da América. O Flamengo apostou em um técnico português, desconhecido dos brasileiros, mas que deu certo a curto prazo. O gestor João Paulo apontou o clube Athletico-PR como inspirador, com um olhar mais crítico ele diz que, a equipe nos últimos cinco anos teve uma grande evolução em todos os quesitos, tanto econômico/financeiro, quando dentro das quatro linhas. Cinthia Cotait, também afirmou em entrevista que as coisas são dificultadas no Brasil e não faltam bons profissionais, mas faltam forças para mudar o sistema que segura a evolução do esporte no Brasil. “O sucesso de uma gestão não está em uma fórmula ou regra. Mais que qualquer exemplo é preciso estudar a sua realidade, criar as suas oportunidades e encontrar seus próprios caminhos.”

Muitas mudanças de técnicos

Depois da era Muricy Ramalho que foi de 2006 a 2009, quando o São Paulo foi tricampeão brasileiro, o clube trocou de técnico 31 vezes, contando interinos, idas e voltas. O técnico que mais tempo está à frente do cargo é, Fernando Diniz, que completou um ano agora em setembro. O time do Morumbi é um dos clubes que mais tem rotatividade de técnico. Uma


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pesquisa do Observatório de Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esportes, o CIES, fez um levantamento com 766 equipes de futebol no mundo e o São Paulo é 14º com maiores trocas de treinadores. Só entre 2016 e 2019 foram 12 trocas.

Últimos 20 técnicos do SPFC, Muricy Ramalho, Milton Cruz, Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani, Adílson Batista, Emerson Leão, Ney Franco, Juan Carlos Osorio, Paulo Autuori, Edgardo Bauza, Doriva, André Jardine, Pintado, Rogério Ceni, Dorival Júnior, Diego Aguirre, Vagner Mancini, Cuca e Fernando Diniz/ Imagens da Internet/ Montagem: Bianca Candido Teixeira

No questionário feito 120 torcedores apontaram que trocas constantes atrapalham o desempenho da equipe em campo. No olhar de Anderson Costa o clube age de maneira errada quando faz isso, pois a instituição São Paulo Futebol Clube vê que o profissional precisa de tempo para desenvolver o trabalho, mas mesmo assim o demite porque não está vindo o resultado imediato. O diretor de marketing acredita que não é preciso jogar bem, fazendo um bom trabalho está de bom tamanho. Durante essas inúmeras alternâncias alguns técnicos saíram sem deixar boas lembranças, entre eles está André Jardine, que 26 torcedores apontaram como o pior treinador que passou pleno clube nesses últimos anos. Ele saiu do comando da equipe no início de 2019, após perder na fase Pré-Libertadores, em uma partida contra o Talleres. No tricolor ele fez 19 partidas, sendo sete vitórias, dois empates e nove derrotas, com um aproveitamento de 36,8%. Grégori Claro tem o mesmo pensamento que a massa, para ele, André, foi um monstro nas categorias de base, mas quando foi efetivado para o profissional as coisas não deram certo, foram quatro meses horríveis.


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“É diferente você treinar Cotia e treinar o futebol profissional, muitos jogadores sentem muito o impacto.” Indo na contramão deste pensamento Pedro Alamino acredita que o pior técnico que passou pelo São Paulo foi Doriva, que comandou a equipe em apenas sete jogos, perdeu quatro, ganhou dois e empatou um. Para o mesmo o desempenho do técnico era muito ruim. As inúmeras trocas podem atrapalhar tudo, inclusive uma temporada inteira de clube, com o São Paulo não é diferente, para os torcedores a temporada 2017 foi para esquecer. 59 pessoas a elegeram a pior na contagem entre 2009 e 2019. Naquele ano a equipe teve três técnicos (Rogério Ceni, Pintado e Dorival Júnior) e foi eliminada de três competições em uma semana, Copa do Brasil, primeira fase da Copa SulAmericana e a eliminação na semifinal do Paulistão contra o Corinthians. No Brasileiro a equipe ficou 14 rodadas na zona de rebaixamento, mas com a chegada de Hernanes que “salvou” o time do inédito rebaixamento e terminou em 13º a competição. Pedro acredita que muitos fatores foram primordiais para aquele ano de fracasso, entre eles, colocar um ídolo como Rogério Ceni no comando da equipe precocemente. O medo do rebaixamento é comum para vários clubes, tanto que Grégori Claro mencionou que 2013 foi a pior temporada do clube. A equipe quase caiu para a 2ª divisão naquele ano, mas com a chegada de Muricy Ramalho, o mais querido conseguiu subir de posição e terminou na nona colocação. O dono da SPFC News disse que foi um ano nervoso, beirando o rebaixamento. Apesar de 82 tricolores pesquisados falaram que Fernando Diniz mudou o clube para melhor, Grégori é crítico sobre o trabalho do atual técnico do São Paulo. “Fernando Diniz para mim é o Calazans dos treinadores. O cara não ganha um título. É um cara que inventa, até tem uma proposta de jogo, mas não é uma proposta vitoriosa. Você olha o jogo os caras estão perdidos, então ele já está fazendo hora extra”. Pedro é mais otimista em relação ao técnico, ele quer que Fernando fique bastante tempo no clube e que sua filosofia de trabalho dure bastante tempo. O ponto ápice dessas constantes trocas de técnicos, foi o clube ter colocado o recém aposentado Rogério Ceni como técnico do clube em 2017. Não deu certo. O clube foi eliminado de três competições importantes logo no início do ano no comando dele. Apesar desse fracasso como treinador do São Paulo 116 torcedores acreditam


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que ele pode fazer sucesso no comando da equipe do Morumbi. O jornalista da SPFC News afirmou durante nossa conversa que o ex camisa 01 teve olho grande, mas acredita que tem possibilidade do técnico voltar e ser sucesso. Pedro tem o mesmo pensamento que Grégori e a torcida sobre o sucesso que o ídolo fará no São Paulo no futuro e ao falar de Rogério, o jornalista deixou a emoção falar mais alto. “O que o Rogério Ceni é para o São Paulo e para o futebol, nem dá para colocar no papel de tanta coisa que ele é. Ele é um fenômeno.” Mesmo com as várias mudanças de técnicos no clube alguns treinadores que fazem ótimos trabalhos em outras equipes podem chegar e fazer um bom trabalho dentro de campo. Os jornalistas da SPFC News e da SPFC Eternamente citaram durante o diálogo que Luxemburgo, Felipão, Sampaoli e Renato Gaúcho podem fazer um bom trabalho na equipe do Morumbi, e trazer grandes trunfos para o clube. “O São Paulo precisa de um treinador que bata de frente e põe a cabeça desses garotos e da equipe como um todo para a vitória.” Investimento em jogadores que não deram o retorno desejado

Na atual gestão o São Paulo faturou mais R$600 milhões com vendas de jogadores. O clube vendeu joias promissoras a preços altos, a exemplo disto está Éder Militão que foi vendido ao Porto de Portugal pelo valor R$17,3 milhões e David Neres que foi negociado por R$ 50 milhões em 2017 para o Ajax da Holanda. Apesar de ser um bom negociador na hora de vender suas estrelas, o mesmo não pode se dizer quando o clube investe alto em jogadores que não dão o retorno desejado dentro das quatro linhas e acabam virando um grande problema para a instituição. Nos últimos anos alguns jogadores foram exemplos desse fracasso, alguns deles são, Alexandre Pato, que foi comprado por R$ 35 milhões que iriam ser pagos ao longo dos três anos de contrato, que acabaria em 2022, porém o jogador já não faz mais parte do elenco do clube. Em 2012 Paulo Henrique Ganso, assinou contrato com o tricolor, depois do Santos aceitar o valor de 23,9 milhões. As inúmeras lesões foram primordiais para afetar o desempenho do atleta em campo. Quando vendeu Lucas Pratto para o River Plate em 2018, o time do Morumbi


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comemorou o lucro de R$ 9 milhões na venda do atleta, porém quando foi comprado em 2017 pelo valor de R$ 23,9 milhões do Atlético-MG, se esperava mais do jogador, todavia o mesmo só fez 48 jogos e marcou 14 gols. Outro que não deu o retorno desejado apesar do lucro na venda foi o zagueiro Maicon, que foi contratado em definitivo após passar pelo clube por empréstimo e salvar o time de uma precoce eliminação na fase de grupos da Libertadores da América. O atleta assinou um contrato por quatro anos e os valores da negociação ultrapassaram a casa dos R$ 20 milhões, contudo o atleta fez apenas 47 pelo clube. O meia-atacante Ricardo Centurión foi um desejo do técnico Muricy Ramalho, que queria um jogador driblador para equipe, então em 2015 o clube comprou o atleta do Racing da Argentina por R$ 12,7 milhões, porém ele só marcou oito vezes nas 80 partidas disputadas pelo São Paulo. Clemente Rodríguez custou para o tricolor “apenas” R$3 milhões, contudo o lateral esquerdo entrou em campo três vezes, em dois anos na equipe. O meia Jadson chegou em 2012 com status de estrela e recebeu a camisa 10 do ídolo Raí, entretanto o que se viu dentro de campo não compensaram os R$ 8,6 milhões investidos no atleta, embora o jogador tenha feito bons jogos na equipe. Em 2014 o São Paulo anunciou a contratação de Alan Kardec por R$ 14 milhões, que estava emprestado ao Palmeiras, mas pertencia ao Benfica de Portugal. Kardec segue o mesmo exemplo de Jadson, embora tenha feito bons jogos se esperava mais do atleta, das 99 partidas jogadas, o mesmo marcou 25 vezes, por ser centroavante se espera mais de quem atua nessa posição. Esses atletas são apenas alguns exemplos de maus investimentos que o clube fez na última década.


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Na enquete realizada, 35 pessoas indicaram Alexandre Pato como contratação cara que deu prejuízo aos cofres do clube, ou seja, os R$ 35 milhões investidos não surtiram efeito dentro de campo, logo atrás de Pato, 34 pessoas indicaram a contratação de Centurión “furada”. Durante a entrevista com Pedro Alamino ele disse que o São Paulo contrata jogadores com salários astronômicos e eles não entregam nada dentro de campo. No primeiro momento durante a conversa ele não conseguia indicar apenas um nome que deu prejuízo ao clube, porque para ele são vários, contudo ele indicou Alexandre Pato como a pior contratação, e explicou essa escolha, o mesmo disse que o tricolor contratou o jogador de um time da China e o atleta estava parada há bastante tempo, ganhava quase R$1 milhão por mês e não entregava nada dentro de campo, não tinha um bom desempenho. Sem especificar mais nenhum outro atleta ele completou a fala dizendo que vários jogadores do São Paulo não entregam nada para o futebol. O jornalista esportivo Grégori Claro mencionou o lateral esquerdo Clemente Rodriguéz, como um dos piores investimentos feitos pelo clube, disse que o clube pagava R$ 400 mil por mês para o atleta não jogar. “Prejuízos atuais você pode botar que está pagando R$ 1 milhão para Hernanes ficar no banco, fora o Jucilei, um baita prejuízo e o São Paulo até hoje paga R$ 300 mil por mês e vai pagar por mais dois anos e ele não está mais no clube.” Ele completa a fala dizendo que a diretoria do clube precisa pensar bem antes de contratar esses atletas. Todas as contratações feitas pelo São Paulo nos últimos anos têm o comando do ex meia Raí, que o ocupa o cargo de Executivo de Futebol desde 2017. Algumas dessas contratações deram certo, porém outras não, o que pôde ser visto durante as entrevistas é que o profissional não é uma unanimidade. Anderson Costa falou que contratação não é a vocação dele. O diretor de Marketing disse que o mesmo contrata vários jogadores por milhões e não utilizada, a exemplo disso tem o Pato. O torcedor também fala das trocas que algumas vezes não dão certo, ele finaliza dizendo que esse tipo de jogada é arriscar na sorte. Grégori fala que o trabalho do Executivo é 8 ou 80, pois teve contratações de jogadores importantes, mas que não deram certo por um motivo ou outro, por exemplo, Pato, Daniel Alves e Pablo. Outros jogadores, como, Kieza, Calazans e Everton Felipe que o jornalista considera como erros. Para ele Raí fez várias


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contratações erradas. “É isso que eu critico o São Paulo, não pode ficar brincando de futebol manager, jogar o dinheiro em qualquer jogador e tchau.” O dono da SPFC Eternamente vai mais longe quando o assunto é Raí, ele disse durante o papo que o profissional está muito mal, e falou que ele está sendo muito criticado pela torcida, jornalistas e manchando a imagem do São Paulo, ele também desaprova a postura do executivo diante derrotas. “Depois da derrota contra o Mirassol só deu entrevista dois dias depois, isso não é uma atitude de um coordenador técnico do São Paulo Futebol Clube.”

A torcida e sua parcela de culpa

A torcida do São Paulo é conhecida por acompanhar a equipe em todos os lugares do Brasil e da América do Sul, para empurrar o time em rumo a vitórias em todos os campeonatos que disputa. Contudo, muitas vezes esse amor todo acaba passando dos limites e várias vezes um jogador que poderia ser essencial para o sucesso do clube acaba sendo sufocado pela torcida. Alguns atletas que passaram pelo clube nesta última década são odiados pelos torcedores, entre eles, o zagueiro Lúcio, em 2013 foi contratado para resolver os defensivos, contudo teve muitos erros dentro de campo e torcida não perdoou, o estopim foi uma expulsão em um jogo da Libertadores contra o Atlético-MG no mesmo 2013. Michel Bastos é um jogador que teve vários momentos ótimos com a camisa do tricolor, todavia no final de 2015 e começo de 2016 caiu de produção e foi outro jogador cobrado, mas o atleta não deixou barato em uma partida contra o Sport em 2016 após fazer o gol pediu para os torcedores fazerem silêncio. Um dos casos mais sérios que aconteceu foi envolvendo o meio campista Oscar, que é formado nas categorias de base do time, e saiu depois de uma disputa judicial em 2010, e desde então o mesmo é chamado de Judas pela galera. Em outubro de 2020 depois de empatar com o Coritiba uma das organizadas do clube foi em frente ao CT da Barra Funda protestar e os mais cobrados foram o presidente Leco, o técnico Fernando Diniz, o executivo de futebol Raí e os jogadores Arboleda e Daniel Alves. Apesar de ter sido um protesto pacífico algumas partes do


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protesto saiu um pouco do tom e ofenderam diretamente profissionais. "Ô Daniel, quebra meu galho, vai tocar samba lá na casa do c..." "Ô Arboleda, toma vergonha, sai do São Paulo e vai jogar lá na Colômbia" Essas foram alguns das frases proferidas pela torcida tricolor nos últimos tempos. Muitas vezes esses protestos começam pela falta de transparência entre clube e torcedor, a profissional de marketing Cinthia Cotait foi enfática ao falar durante a conversa que essa é a melhor falha do futebol moderno, pois agora todos têm acesso a todos os tipos de informação e não tem como esconder nada de ninguém. “Antes o torcedor era comandado, hoje ele comanda. O processo se inverteu e muitos gestores ainda não perceberam. Não existe espaço para mentiras.” No diálogo também foi falado em como pode ser mudada a imagem de um jogador que foi massacrado, ela disse que é um trabalho em equipe, que envolve muitos profissionais desde psicólogos a comunicação social. Cotait tinha alguns mecanismos quando trabalhava no São Paulo, por exemplo, não usava a imagem de jogador fragilizado após uma derrota, mas em oportunidades positivas fazia questão de usar o atleta como imagem. “Temos que dar tempo ao tempo e entender que tudo tem o momento certo para trabalhar a imagem dele.” A psicóloga esportiva Rebeca Zani explicou como esses ataques dos torcedores mais prejudicam do que beneficiam os atletas em campo. Ela diz que o jogador precisa entender que a torcida é importante e faz parte do dia a dia do clube, contudo ela não pode definir o quão bom ele é dentro de campo. “A atleta precisa entender as suas emoções e pensamentos para que não seja prejudicado em campo e pela torcida.” Em outro ponto do bate-papo ela fala sobre ódio que muitos torcedores espalham pela internet e que profissional do futebol precisa conversar com um psicólogo e com a comissão técnica para falar o que está acontecendo. “O atleta precisa ser visto e entendido como um ser humano, e não apenas como uma máquina de resultados ou super-heróis.”


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Falta de aproveitamento de atletas das categorias de base

O Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel, conhecido como CT Cotia é conhecido como celeiro de craques, de lá saíram grandes jogadores que hoje fazem sucesso em grandes equipes do Brasil e da Europa. Rodrigo Caio, Fábio Santos, Casemiro, Hernanes, Oscar, Kaká e Lucas Moura são alguns exemplos de crias da casa.

CT Cotia, celeiro de craques/ Imagem cedida pelo SPFC/ Créditos: saopaulofc.net

Embora grandes nomes do futebol mundial tenham passado pelo tricolor nos últimos anos muitos atletas que poderiam ajudar na recente história do clube, nem sequer tiveram a chance de ajudar o time dentro de campo e foram vendidos para equipes europeias. O atacante Luiz Araújo, começou em 2013 na base no São Paulo e em 2016 foi campeão e artilheiro da Copa Libertadores da América Sub-20. Estreou na equipe principal no Brasileirão do mesmo ano em um jogo contra o Cruzeiro. Pelo clube fez apenas 51 partidas e marcou nove vezes e em junho de 2017 foi vendido para o Lille da França. David Neres chegou ao Morumbi ainda criança com apenas 10 anos, em 2007. Seu primeiro jogo pelo profissional aconteceu quase 10 anos depois, em 2016,


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também pelo Campeonato Brasileiro. O ponta jogou oito partidas e marcou três gols e logo foi vendido para o Ajax da Holanda por R$ 50 milhões. Agora o atleta já fez mais 120 jogos pelo Ajax e marcou 36 gols e é frequentemente convocada para jogar na seleção brasileira. Lyanco Evangelista é um exemplo de atleta que poderia ajudar mais na equipe, já que um dos principais problemas do clube é a parte defensiva. O zagueiro pouco teve oportunidade no time de cima, em quase dois anos fez só 25 jogos e em 2017 foi vendido por R$ 20 milhões ao Torino da Itália. Outro atleta chamado muitas vezes por Tite para vestir a camisa verde e amarela é Éder Militão. O jogador ficou entre 2012 e 2017 nas categorias de base e em 2017 subiu para o principal, contudo jogou apenas uma temporada e em 2018 foi vendido para o Porto de Portugal. Hoje, o zagueiro faz parte do elenco do Real Madrid, uma das maiores equipes do futebol mundial. Em 2019 o São Paulo vendia o zagueiro Morato por R$ 27,3 milhões ao Benfica de Portugal, essa foi a venda mais cara que o clube fez de um zagueiro nos últimos 10 anos, e o que foi mais impactante na transação é que o atleta ao menos fez uma partida pelo profissional do São Paulo. Este ano de pandemia de COVID-19 poderia servir de exemplo para a valorização de atletas do CT Cotia, e uma das esperanças para o time conquistar títulos em 2020 era o ponta direita Antony, porém depois nove anos na base e uma temporada no principal o atleta foi vendido para Ajax, por valores que chegam a R$ 134 milhões, que inclui R$ 74 milhões pelo atleta, R$ 28 milhões por metas cumpridas e R$ 32 milhões de revenda futura. Na enquete 66 dos 122 torcedores apontaram que atleta é o que mais faria sucesso no internacionalmente e despontaria mais fácil.


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Nas entrevistas com Bia Amorim e João Paulo Romero eles seguiram a mesma linha de raciocínio sobre contratações externas ou aproveitar jogador formados pelo clube. Os dois afirmaram que para um resultado a longo prazo e baixo custo é preciso investir nos jovens atletas criados na equipe, mas eles são enfáticos e disseram que esse é um trabalho longo, demorado e precisa de paciência de todas as partes desde a diretoria até a torcida, porém se o clube é imediatista e não pensa no depois investimentos em jogadores já rodados é a maneira mais viável de títulos. Anderson Costa acredita que o clube precisa valorizar os atletas da base, para ele existem jogadores muito bons em Cotia e que precisam ser mais valorizados. “O aproveitamento de um jogador que é nascido e criado no clube é outro. É diferente.” Pedro Alamino falou na entrevista que o clube tem a melhor base do Brasil, com jogadores que fazem sucesso na Europa, mas ultimamente o São Paulo não está administrando muito bem, principalmente na gestão do Leco. O jornalista deu alguns exemplos de atletas que poderiam ser aproveitados no principal, mas nunca jogaram, como, Gustavo Maia e Morato. “São jogadores que poderiam dar glórias ao São Paulo Futebol Clube no elenco principal. As promessas são boas, mas atual diretoria não valoriza.” Grégori Claro é mais crítico com os atuais jogadores prata da casa. O jornalista não vê ninguém se destacando, os pontos negativos vão para Igor Gomes, Helinho, Paulinho Boia e Lizieiro. Para o jornalista muitas vezes o atleta sobe cru para o principal e sem o menor preparo, por pressão de empresário. “O São Paulo usa mais os garotos como uma vitrine de vendas, do que peças que possam ajudar o São Paulo a conquistar títulos e isso é extremamente falho na gestão, mas é a única forma que eles olham para tentar diminuir as dívidas.”

O que o futuro reserva para o tricolor paulista

A partir de 2021 o clube terá um novo presidente e possivelmente uma nova diretoria, que precisará o olhar e fazer com que o São Paulo volte para as glórias, mas é preciso trabalho pesado e responsável. Na enquete muitos torcedores falaram que é preciso pessoas dentro do clube que amem o São Paulo de verdade e que façam um trabalho bem feito, sério e responsável. A maioria também falou ser preciso mudar


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a gestão administrativa e com transparência é possível fazer um tricolor melhor para o futuro. Pedro é otimista sobre o futuro, contudo disse que para voltar a ser o São Paulo que todos nós conhecemos ele acredita que demorará uns três anos, mas com a saída do Leco ele confia que o caminho será mais fácil. “O que eu quero e desejo para o futebol do São Paulo é que mais rápido possível e da melhor forma volte a conquistar os títulos que o São Paulo sempre conquistou e volte a ser o clube que todo mundo conhece.” Grégori também vê que é preciso uma gestão séria, profissional, que pensa no clube, mas ele diz que é preciso primeiro arrumar a casa, para que depois isso seja visto dentro de campo. “O clube precisa a ser o que era antes, um modelo de gestão que todos se inspiravam e um time vitorioso. Desejo que o clube volte a conquistar títulos, para que a paz volte a reinar no Morumbi.” Disponível em: https://teixeiracbianca91.wixsite.com/historiaspfc


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Apêndice II- Infográficos


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Apêndice III- Fotos montagem

Foto montagem: Bianca Candido Teixeira

Foto montagem: Bianca Candido Teixeira


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Apêndice IV: Entrevistas Entrevista I: Anderson Costa

A diretoria vem tratando a torcida organizada com respeito? Somos a terceira maior torcida do São Paulo Futebol Clube, existente desde 1990. O São Paulo nunca quis saber da torcida, mas sempre fomos respeitados.

Pela visão da organizada o que precisa mudar para o clube voltar as glórias? A Falange Tricolor sempre apoiou e irá apoiar o São Paulo seja qual for a situação. Seja na derrota ou na vitória, mas o que precisa ser mudado, não é só o técnico, mas a parte financeira, a estrutura, diretoria, presidente. Tudo isso mostra visão de corrupção. É muito dinheiro e pouco profissionalismo. Falta vestir a camisa como antigamente. Esse ano de pandemia pode ter atrapalhado na possível conquista de títulos nesse ano? Creio que não. Os atletas tiveram um bom tempo para se preparar, isso não é desculpa. Você ganha milhões para chegar no dia de jogo e não saber cobrar uma falta, não saber cobrar um escanteio, marcar o adversário. Falta disposição, garra.

Vocês acreditam que com a saída do Leco tudo pode melhorar? Pode ser Leco, Marco Aurélio Cunha, entre outros, e qualquer um que entrar vai continuar a mesma coisa. Eu vejo uma gana muito grande. É tampar o Sol com a peneira. Quando tivermos um são-paulino por dentro como presidente, pode mudar.

E as contratações do Raí (Executivo de futebol) o que vocês estão achando? Raí na minha opinião para ser executivo de futebol em contratação não é a vocação dele, exemplo, contratou o Pato, mas foi pouco utilizado, gastou milhões e depois vendeu o atleta. Às vezes troca por outro como aconteceu com a troca entre Everton e Luciano, que estava no Grêmio. É arriscar na sorte. Qual técnico é desejo de vocês? Se estivesse vivo seria o Telê, em seguida o Muricy, mas quem for conduzir o


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bem o time, está de bom tamanho.

E as promessas, acredita que o clube valoriza ou precisa melhorar? São Paulo precisa melhorar 100%. São Paulo não valoriza o jogador, não valoriza o técnico e também não valoriza a torcida. É muito diz-que-me-disse. É pouco futebol, não joga pelo amor à camisa, joga pela ganância. Para você foi primordial para esses anos de insucesso? Foi tudo. O grito de campeão está entalado na garganta há muito tempo.

Valorizar crias da casa ou contratar de outros clubes? Claro valorizar, sem dúvidas. Existem moleques bons no CT de Cotia. Ter nome em si eu vejo que não é tão importante. O aproveitamento de um jogador que é nascido e criado no clube é outro, é diferente. Qual título seria o seu desejo no momento? Todo mundo que sabe que a gente quer é Mundial. É o primordial.

O que você acha do técnico Fernando Diniz? Eu particularmente não gosto do jeito dele, do jeito que ele conduz o time. O futebol tem que ser 70% ofensivo e 30% defensivo. Ele joga para se manter e isso no Brasil está ultrapassado. Uma coisa que eu gosto no estilo dele é a bola no chão.

Qual jogador na sua visão deu mais prejuízo ao clube nesses últimos 11 anos? Tem o Lúcio que ninguém sabe porque saiu e deu prejuízo, tem o Pato, esses que eu me lembro, mas foram muitos.

O que você acha das muitas mudanças de técnicos? Se o funcionário não está dando resultado a gente demite, pode ser o técnico que for e não pode ser assim. Não precisa jogar bem, fazendo um bom trabalho está de bom tamanho.


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Entrevista II: Bia Amorim Você̂ acredita que de que maneira uma má́ gestão possa atrapalhar o time em campo? Acredito que a má gestão influencia diretamente no campo, porque o desempenho esportivo depende da estrutura da organização. Quando a gestão é mal feita, ela prejudica o planejamento, as finanças, o marketing, o relacionamento (entre equipe, profissionais atletas, patrocinadores, etc), entre outros fatores que acabam deixando os atletas inseguros e, consequentemente, limitando sua performance. Clubes de futebol conseguem separar o emocional do administrativo na hora de comandar a equipe? É difícil generalizar, porque alguns gestores entendem bem a importância de separar a paixão pelo futebol do trabalho profissional. Mas, a grande maioria dos gestores ainda toma decisões baseadas, muitas vezes, em aspectos emocionais. Pra você̂ qual clube de futebol internacional ou nacional possa servir de inspiração no quesito gestão? Acredito que os principais clubes europeus sejam as maiores referências no momento, ainda que precisem melhorar em muitos aspectos. Investir em jovens da categoria de base é melhor do trazer jogadores de outros clubes? Acredito que depende do objetivo do clube. Se objetivo é construir um projeto perene, que pensa em formação de atletas, baixo investimento e resultados no longo prazo, sim. Se o objetivo for resultados imediatos, não. Na sua visão em que os clubes brasileiros pecam na gestão e o que eles podem aprender com times europeus? Na visão ultrapassada que não visa a gestão e sim, as conquistas imediatas.


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Entrevista III- Cinthia Cotait

Patrocinadores levam em conta o momento da equipe para querer patrocinar? Sem dúvidas. Patrocinadores levam em conta muitas coisas, inclusive o tão importante extracampo: o momento; o público (existe alcance entre os torcedores? Qual o retorno?); como o Clube se comunica com o torcedor; campeonatos que o time vai participar (e sua exposição); se existe alguma estrela no time (sua marca será vista com ele); a questão financeira do Clube, entre outros. Se um grande Clube não está na sua melhor fase, vem a desvalorização, as propostas tendem a baixar e valores idem. Tudo é levado em conta quando se trata de patrocínio. Clubes de futebol conseguem separar o emocional do administrativo na hora de comandar a equipe? Sim. Porém, acho que hoje o emocional é mais amplo que apenas o administrativo. Claro que o administrativo influencia, positivo e negativamente. Um time em fase de sucesso, saúde financeira, pagamentos em dia, etc, gera um ambiente super favorável. No oposto, gera crise, e esses atritos são refletidos em campo, mas acredito que antigamente se tinha mais controle do emocional de uma equipe. Hoje, com o mundo globalizado, redes sociais e o mundo externo tão próximo de todos, é mais delicado. É difícil segurar informações administrativas, por exemplo, que chegam na equipe de algum jeito. Um ponto bastante relevante no emocional é a rede social, onde muitos atletas sofrem ataques virtuais após um jogo ruim, eliminação, etc, eles lêem, e se desestabilizam. Muitas coisas mexem com o emocional e é preciso tentar estar atento a todas as interferências. Para você qual clube de futebol internacional ou nacional possa servir de inspiração no quesito gestão? Gostaria de responder com um pensamento. Muitos Clubes podem servir de exemplo e serem admirados. Sempre devemos admirar bons feitos, mas é importante ressaltar que gestão vai além do departamento de futebol, e devemos medir num todo. Alguns exemplos: Bayern e Benfica com números de sócios-torcedores, Barcelona com sua amplitude de marca, Real Madrid que mantém seu nível de gestão tão constante há anos.


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Porém, cada clube é um universo, com sua história, consumo, dívidas, prioridades, públicos e realidades. Acho que se tentarmos seguir exatamente o mesmo caminho de um clube internacional, corremos o risco de não dar certo no mercado nacional. Funciona para eles, no mercado deles. Muitas coisas são dificultadas no Brasil. Não faltam bons profissionais por aqui, faltam forças para mudarmos o sistema que segura a evolução do esporte no Brasil. É aí que entra meu pensamento: o sucesso de uma gestão não está em uma fórmula ou regra. Mais que qualquer exemplo, é preciso estudar a sua realidade, criar as suas oportunidades e encontrar seus próprios caminhos.

Por que muitas vezes a empresa não é transparente com o torcedor? Está aí uma grande falha. Talvez, a maior falha do futebol moderno. Acho que essa questão vai de encontro com o que disse ali em cima: globalização. O torcedor tem acesso a informações de um jeito ou de outro. Antes, o torcedor era comandado...hoje, ele comanda. O processo se inverteu e muitos gestores ainda não perceberam. Não existe espaço para mentiras. O que pode ser feito para mudar a imagem de um jogador que muitas vezes é “massacrado” pela torcida? É um trabalho em equipe, que poucos veem por ser interno, e que vai desde a comissão, o psicólogo, comunicação oficial, etc. Enquanto Coordenadora de Comunicação, me atentava muito a esse ponto. Pós derrota, não usava a imagem do jogador fragilizado. Em oportunidades positivas, lá estava a imagem dele. É um trabalho

que

envolve

muita

dedicação,

responsabilidade

e

atenção.

Não forçar a barra com o “torcedor x jogador” é importante. A ânsia de fazer tudo acontecer logo pode piorar a situação. Temos que dar tempo ao tempo, e entender que tudo tem o momento certo para se trabalhar, a imagem dele, inclusive.


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Entrevista IV: Grégori Maraccini Claro

Qual foi o pior técnico do SPFC nesses 11 anos? Creio que tenha sido o André Jardini, na categoria de base o cara foi um monstro, mas quando foi efetivado para o profissional não deu certo, tanto que foi eliminado precocemente da Libertadores, ficou menos de 4 meses horríveis. É diferente você treinar Cotia e treinar o futebol profissional, muito jogador sente muito o impacto.

Com o fim do mandato do Leco você acredita que o time poderá voltar as glórias? O Leco vai sair no final do ano, não vai mudar da água para o vinho, do dia pra noite, isso não existe, a gente tem que ver quem vai entrar, se vai ser o Cazares, o Natel, depende muito da equipe que vai estar na gestão, que vai estar em volta deles, por que não adianta sair o Leco e entrar Cazares e ser as mesmas pessoas que estão fazendo a gestão do clube hoje, então se não transformar em algo mais profissional, isso não vai mudar. Acho que o São Paulo pode começar a pensar em uma renovação, mas essa renovação leva tempo, resta saber qual tempo para gente voltar a conquistar título.

Qual campeonato gostaria que SPFC ganhasse de imediato? O Campeonato Paulista é o start para o São Paulo começar a ganhar corpo e poder pensar numa Copa do Brasil, Brasileiro, obviamente qualquer campeonato é campeonato, mas o Paulista é para o São Paulo um pouco mais fácil e acessível, mas o São Paulo precisa colocar a cabeça no travesseiro e entender que clássico a gente precisa ganhar. Qual foi a pior temporada? 2013, quando o São Paulo estava quase caindo para 2ª divisão, ao o Muricy Ramalho chegou e conseguiu subir o São Paulo até a nona colocação, mas a gente passou por um momento de zona de rebaixamento nervoso. Qual jogador você acredita que deu mais prejuízo neste período?


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Teve alguns. Acho que o Clemente Rodriguez, que foi um jogador que o São Paulo contratou, jogou 3 jogos pelo São Paulo, foi expulso de dois, ficou muito tempo no clube parado, só que o São Paulo pagava R$ 400 mil por mês para ele, era muito dinheiro, um dos maiores prejuízos que a gente teve. Prejuízos atuais, você pode botar que está pagando R$ 1 milhão para Hernanes ficar no banco, para Pato ficar no banco é realmente um baita prejuízo, fora o Jucilei, um baita preju e o São Paulo até hoje para R$ 300 mil por mês e vai pagar por 2 anos e ele não está mais no clube. São jogadores que a diretoria tinha que pensas antes de contratar.

O que você acha do técnico Fernando Diniz? Fernando Diniz para mim é o Calazans dos treinadores, o cara não ganha um título, é um cara que inventa, até tem uma proposta de jogo, mas não é uma proposta vitoriosa, então é complicado. O futebol não é só passe de bola, futebol é bola a rede, então se o cara não fizer o básico, que é ter uma defesa compactada e ter um ataque efetivo não adianta. Hoje o São Paulo não tem um estilo de jogo, você olha o jogo os caras estão perdidos, então ele já está fazendo hora extra. O São Paulo já tinha que trocar de treinador agora.

O ídolo Rogério Ceni pode fazer sucesso como técnico do SPFC? Quanto ao Rogério Ceni infelizmente ele teve olho grande, o Leco numa forma de se reeleger presidente convidou ele para ser treinador, foi eliminado em 3 campeonatos em menos de 1 semana, foi para o Fortaleza ganhou títulos, acho que tem a possibilidade de voltar para o São Paulo e fazer sucesso. Qual jogador ou quais jogadores foi o melhor dos últimos anos do SPFC? O São Paulo não tem jogadores que se destacam tanto assim. Tem Calleri, que chegou e jogou bem e animou o torcedor. Teve alguns jogadores num curto espaço de tempo que jogaram bem, eu gostei bastante do Calleri e do Pratto. Esse ano de pandemia pode ter atrapalhado na possível conquista de títulos nesse ano? A pandemia prejudicou o São Paulo, mas prejudicou também todo mundo, não é uma desculpa. A culpa não é da pandemia somente porque a pandemia prejudicou


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todo mundo, a culpa é dos jogadores e do treinador.

E as contratações do Raí (Executivo de futebol) o que vocês estão achando? Ele é 8 ou 80, teve contratações como a do Daniel Alves, Hernanes, Pato e Pablo que são jogadores que tem nome, um ou outro não deu cerro como esperado, mas isso acontece depois de contratado. Teve contratação também como Kieza, Calazans, Everton Felipe que são erros, então não é um, dois ou três, são vários, é isso que eu critico o São Paulo, não pode ficar brincando de futebol menager, jogar o dinheiro em qualquer jogador e tchau.

Qual técnico seria seu desejo? Eu iria no estilo Luxemburgo e Felipão, numa pegada mais nervosa, mas obviamente que o Sampaoli está se destacando, seria meu principal desejo, mas obviamente não viria por questão do custo, mas acho que Felipão e Luxemburgo são dois caras que eu apostaria uma vez na minha vida para ver se vai dar certo ou não. Acho que o São Paulo precisa de um treinador que bata de frente e põe a cabeça desses garotos e da equipe como um todo para a vitória.

E as promessas, acredita que o clube valoriza ou precisa melhorar?

O São Paulo investe muito nas categorias de base, tem alguns jogadores que se destacam, como Lucas, David Neres e Anthony e o São Paulo consegue ter uma boa venda, mas tem muito jogador que a gente não sabe nem o nome que saem do clube de graça, isso é um grande problema. Atualmente não vejo nenhum jogador se destacando, Igor Gomes está super mal, Helinho e Paulinho Boia para mim péssimos, horríveis, Liziero nem se fala, erra todos os passes. Então assim o jogador jovem no São Paulo ele sobre cru, por falta de um elenco, por pressão de empresário. O São Paulo usa mais os garotos como uma vitrine de vendas, do que como peças que possam ajudar o São Paulo a conquistar títulos, isso é extremamente falho na gestão, mas é a única forma que eles olham para tentar diminuir as dívidas.

O que foi primordial para esses anos de insucesso?


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São vários, futebol não é só dentro de campo, futebol é fora também, para mim o ponto mais importante pelo insucesso é a gestão do clube, a presidência a gente vai ramificando para outros setores, então é presidência, diretoria de futebol, contratação, questão de marketing, questão de comunicação, é tudo falho. A gente passou anos com brigas políticas dentro do clube, com roubo, gerente de marketing, então a gestão é o ponto mais importante pelo insucesso do clube nesses últimos anos e isso reflete dentro de campo. Se fosse escolher um jogador para ser contratado com seria? Eu escolheria um atacante rápido e matador, o futebol brasileiro está muito preso no camisa 9 e o futebol acho que mudou um pouco. O São Paulo precisa mudar um pouco dessa formação quadradinha, que tem o futebol brasileiro e pensar em um nome para ajudar mesmo o clube e dar uma pouco mais de dinamismo, por que o São Paulo tem um time muito pesado. Para você o que motivou o time estar nessas condições? Diretoria, a parte política do São Paulo, problemas internos, a parte financeira que hoje já passa de R$ 500 milhões de dívidas e isso reflete obviamente na parte de gestão, raramente mantém uma base de time, isso influência ano a no e o São Paulo está em uma seca de títulos, mas isso é tudo é refletido de uma péssima gestão que o São Paulo tem no comando do Leco, mas que já teve também no comando do Aidar, Juvenal e agora está refletindo dentro de campo, então precisa mudar essa questão política e isso começa a bater numa reformulação dentro de campo. O que você espera e deseja para o futuro do São Paulo? Espero um São Paulo com uma gestão séria, profissional e pensando no clube, e não em si próprio. Arrumar a casa é o primeiro passo para começar a se arrumar também dentro de campo. O São Paulo tem 90 anos de muita tradição e de muitas conquistas e o clube precisa voltar a ser o que era antes, um modelo de gestão que todos se inspiravam e um time vitorioso. Desejo que o clube volte a conquistar títulos, para que a paz volte a reinar no Morumbi.


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Entrevista V: João Paulo Romero

Você acredita que de que maneira uma má gestão possa atrapalhar o time em campo? Com certeza. A parte diretiva como administrativa deve estar totalmente ligada e caminhar em todas suas áreas na mesma sinergia, ou seja, o nível de evolução devem ser os mesmos. Desta forma temos que quaisquer problemas relacionados na gestão de uma entidade de prática desportiva, ainda mais caso seja exteriorizado o problema, todos os responsáveis direto pelo time dentro de campo serão afetados. Lembramos que todas as pessoas têm um mapa mental diverso um do outro, sendo certo que o cada um da comissão técnica ou jogadores absorveram de uma forma diferente as informações e as emoções serão administradas de formas diversas. Ato contínuo, caso forem informações negativas a absorção também será negativa dentro de campo. Clubes de futebol conseguem separar o emocional do administrativo na hora de comandar a equipe? Em continuidade a resposta anterior, temos que as gestões dos clubes devem estar ligadas diretamente a um coaching esportivo ou uma pessoa da área da psicologia comportamental. Assim temos nesse ponto que uma boa leitura da personalidade das pessoas dos departamentos administrativos deve estar com sua confiança, autoestima, credibilidade e um dos pontos mais importantes a empatia em dia com o restante da equipe teremos uma ótima relação entre a administração da equipe em campo. Após esta análise, entendo que os clubes de futebol dificilmente conseguem separar o emocional do administrativo com a equipe que comanda, devido a várias variáveis psicológicas.

Para você qual clube de futebol internacional ou nacional possa servir de inspiração no quesito gestão? Nacionalmente temos o Athletico-PR, como uma equipe para se espelhar, haja vista que vemos nos últimos 05 anos uma grande evolução em todos os quesitos, tanto econômico/financeiro como dentro das 04 linhas. A estatística do clube é muito boa relacionada a outras grandes equipes como Corinthians, por exemplo.


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Investir em jovens da categoria de base é melhor do trazer jogadores de outros clubes? Devemos ter em consideração alguns aspectos ao pensar em utilização de jogadores da base em face a jogadores contratados de outros clubes. Temos que ter em mente que hoje a grande fonte de renda após a publicidade e quotas televisivas são a formação de atletas de base e venda dos mesmos em um futuro. O segundo ponto é o que o clube pretende, por exemplo em um campeonato, se quiser títulos com certeza irá que ter jogadores mais rodados e experientes para alcançar o êxito. Caso o clube queira se manter em uma determinada divisão, pode usar mais jogadores das categorias de base. Portanto, tudo depende neste ponto ao meu entendimento. Na sua visão em que os clubes brasileiros pecam na gestão e o que eles podem aprender com times europeus? Os clubes brasileiros existem um outro padrão de administração, haja vista que os clubes europeus em praticamente sua totalidade têm “donos”, e estas pessoas como proprietárias não podem perder dinheiro, tendo uma administração técnica em todos seus departamentos. Não sabemos até que ponto vamos dizer os clubes empresa são realmente a saída para os clubes nacionais, haja vista que temos clubes empresa os quais pioraram a sua gestão em comparação ao clube associativo anterior, tomamos por base o Botafogo de Ribeirão Preto/SP. O principal ponto que vejo é a seriedade em realizar um trabalho técnico não voltado somente na questão financeira, mas na questão de material humano dentro das organizações, sendo aplicada práticas e técnicas para um melhor ambiente interno, promovendo o bem estar dos participantes de toda a equipe de trabalho juntamente com o conhecimento técnico utilizado para uma boa gestão.


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Entrevista VI: Pedro Alamino

Qual foi o pior técnico do SPFC nesses 11 anos? Para mim, foi o senhor Doriva, o treinador Doriva, que se eu não me engano comanda o Santo André ou algum clube do interior de São Paulo. Ele treinou o São Paulo no ano de 2015, acho que ele fez 7 partidas, perdeu 4, ganhou 2 e empatou 1, mas o desempenho dele era muito ruim, tanto que ele foi demitido muito precocemente.

Com o fim do mandato do Leco você acredita que o time poderá voltar as glórias? Acho que sim, com essa mudança, com a saída do Leco e dessa diretoria atual toda sua chapa, etc. Com a entrada do Julio Cazares, por exemplo, sim o São Paulo consegue voltar as glórias, é uma coisa benéfica, vai ser um empurrão, por que vai mudar tudo principalmente no marketing, eu acho que quando muda o marketing, que o Julio Cazares já foi diretor de marketing no São Paulo, ele fez vários projetos muito bons, que são reconhecidos até os dias de hoje, estão funcionando muito bem no São Paulo. O São Paulo é um clube que tem um marketing muito fraco, o Julio Cazares melhorando o marketing e principalmente falando do desempenho para voltar glórias, colocando o São Paulo em primeiro lugar, que é uma coisa que o Leco não faz, se o presidente for o Julio Cazares, o Marco Aurélio Cunha ou o Roberto Natel, claro que vai não vai ser de imediato provavelmente, pois sim o São Paulo consegue e pode ser um time das glórias, aí conquistar muitos campeonatos e ser o São Paulo Futebol Clube que é reconhecido mundialmente. Qual campeonato gostaria que o SPFC ganhasse de imediato? O campeonato que eu gostaria de ganhar é a Copa Libertadores, CONMEBOL Libertadores , mas qualquer título seria bom, desde um Paulista até Copa do Brasil, Brasileiro, mas o título que eu gostaria que o São Paulo ganhasse agora assim de imediato é a Libertadores.

Qual foi a pior temporada? Eu vou falar o ano de 2017, pelo fato de que foi o ano que quase o São Paulo


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caiu para segunda divisão do Campeonato Brasileiro. No segundo semestre o jogador que ainda é do elenco atual do São Paulo, que retornou no ano passado, o Hernanes chegou no meio de 2017 no time do São Paulo e salvou o São Paulo de um suposto rebaixamento, então para mim, foi 2017 pior ano, pelo fato do primeiro semestre o clube ter ido muito mal, o desempenho no Campeonato Brasileiro, estava muito atrás na tabela. O Hernanes salvou muito do rebaixamento no segundo turno, e também pelo fato de 2017 o primeiro semestre o Rogério Ceni era treinador então maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube estava sendo treinador, é um negócio muito legal, mas estava indo muito mal, então para mim toda essa junção de fatos negativos foi 2017 o pior ano para mim. Qual jogador você acredita que deu mais prejuízo neste período? Nesse período, nesses últimos anos, que o São Paulo está numa seca de títulos, vários jogadores, idem técnicos. O São Paulo troca muito de técnico, tem uma média de três em três meses demitindo e contratando novo treinador, idem jogadores que são contratados ganham salários astronômicos e não entregam nada dentro de campo para o São Paulo Futebol Clube, eu não sei especificar um jogador, citar um nome, por que são vários, vários mesmos, daria para falar mais de 20 aqui. Vai, vou citar o Alexandre Pato agora do elenco atual, foi comprado por R$ 35 milhões de um time da China, ele estava parado não sei quanto tempo, já é uma contratação arriscada. Ele ganha quase R$ 1 milhão e não entrega nada em campo, não tem um bom desempenho, idem vários outros jogadores nesses últimos anos, que são contratados por preços muito alto e salários astronômicos e não entregam nada para o futebol. O que você acha do técnico Fernando Diniz? O Fernando Diniz é o atual técnico do São Paulo, ele foi contratado pelo tricolor em setembro do ano passado, foi um pedido após a demissão do Cuca, dos próprios jogadores, como Daniel Alves, Hernanes, Pato, esses jogadores se juntaram e pediram para diretoria o Fernando Diniz, que era o nome favorito deles. A diretoria foi atrás e fez a contratação do técnico, o Fernando Diniz não é técnico de expressão, ele é um técnico novo em comparação aos outros, ele não tem uma idade elevada, não tem uma grande experiência. Treinou o Audax no ano de 2016, que fez um bom


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trabalho, treinou o Atlético-PR, Fluminense, então não é um técnico de expressão, ele tem esse outro perfil, outra forma de pensar sobre o futebol, ele fala que o futebol é bem jogado e às vezes ele prioriza o jogo bem jogado, se é bonito, se tem bastante passe, do que propriamente a resultado, que ele fala que precisa de tempo, mas a torcida do São Paulo fica um pouco impaciente com ele por que vai fazer um ano agora em setembro, muitos brincam que todo jogo parece que é o primeiro jogo do treinador, ele fica inseguro, ele não tem muita reação na beirada do campo e também ele prioriza o jogo bonito, jogo bem jogado, futebol com bastante passe, bastante movimentação, do que propriamente o resultado, então isso é uma coisa que afeta muito os torcedores, porém como torcedor são paulino otimista eu quero que o Fernando Diniz fique no São Paulo por bastante e essa filosofia que tem duração de tempo que ele precisa de uma estabilidade dentro do clube, união dos jogadores realmente se concretizem que certo e o São Paulo volte as glórias.

O ídolo Rogério Ceni pode fazer sucesso como técnico do SPFC? Sim e claro, o Rogério Ceni é dado como o maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube pelo fato de ter essa grande identificação, forma 25 anos de sua carreira jogando somente no São Paulo Futebol Clube. O Rogério Ceni que é para São Paulo, para o futebol, nem dá para colocar no papel de tanta coisa que ele é, é um fenômeno. Ele foi técnico em 2017, ele fez um curso da CBF, curso na Europa, também com alguns clubes europeus renomados da Champions League e foi técnico do São Paulo em 2017, não deu bem na minha opinião, por que sofreu uma grande pressão da torcida, então ele não foi bem, foi uma passagem péssima, os resultados e também essa briga com o atual presidente Leco. Então o Rogério Ceni eu tenho certeza que nos próximos anos, nessa década ainda o Rogério Ceni vai voltar a ser o treinador do São Paulo Futebol Clube e dar certo no São Paulo, vai fazer sucesso como treinador do São Paulo Futebol Clube. Qual jogador ou quais jogadores foi o melhor nos últimos anos do SPFC? Eu vou de Hernanes, por tudo que ele fez no ano de 2017 mesmo chegando nos últimos 6 meses, no 2º turno do campeonato brasileiro, que o São Paulo estava muito mal, era dado como favorito para rebaixamento e Hernanes foi protagonista dessa reação positiva do São Paulo Futebol Clube. Eu vou de Hernanes por tudo que


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ele fez, por todo a identificação que ele tem com o São Paulo Futebol Clube, eu sou muito fã do Hernanes, ele é um ídolo muito grande para mim e tenho certeza para todos jogadores do São Paulo. Esse ano de pandemia pode ter atrapalhado na possível conquista de títulos neste ano? Sim, tanto como torcedor do São Paulo, como jornalista esportivo, fazendo uma comparação do início do ano até março, a época que aconteceu a paralisação do futebol, por conta da pandemia, estava engrenando, era dado como favorito para conquista do campeonato Paulista 2020, porém todos sabem o campeão paulista foi o Palmeiras. O futebol voltou no final de julho e parece que o São Paulo se transformou depois dessa paralisação do futebol. A resposta é sim para essa pergunta esse ano de pandemia atrapalhou muito.

E as contratações do Raí (executivo de futebol) o que você está achando? Então é uma questão muito polêmica, o Raí como coordenador técnico está muito mal, está sendo muito criticado pela torcida, pelos jornalistas esportivos, manchando o nome da instituição São Paulo Futebol Clube, ele é odiado por muitos torcedores. As contratações são boas, como muitos jogadores, vou citar o Daniel Alves, Juanfran são jogadores que o Raí contratou e vários outros, porém ele está fazendo uma má administração. Depois da derrota contra o Mirassol só deu entrevista 2 dias depois, isso não é uma atitude de um coordenador técnico do São Paulo Futebol Clube. Qual técnico seria seu desejo? O técnico desejado por mim, seria os treinadores da Europa, que treinam os clubes que disputam a Champions League, mas são fora da realidade do São Paulo Futebol Clube, porém falando dos treinadores atuais do Brasil eu tenho 2 nomes, Sampaoli, ele é treinador muito bom, ele é meio maluco, pede contratações mesmo quando o time está bem, banca jogadores em que não estão em ótima fase, e eu também vou de Renato Gaúcho, tem uma grande personalidade, que faz o time jogar, assim como o Sampaoli, um treinador muito ofensivo, que faz o time jogar.


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E as promessas, acredita que o clube valoriza ou precisa melhorar? Eu creio que o São Paulo é dado por muitos jornalistas esportivos como a melhor base do Brasil, muitos jogadores estão fazendo sucesso na Europa, eles são vendidos por preços milionários, mas eu acho que as promessas o São Paulo não está administrando muito bem, principalmente nesta gestão atual do Leco, tem muitos jogadores que se quer jogaram pelo profissional do clube, os dois últimos, Gustavo Maia que foi vendido por R$ 25 milhões para o Barcelona sequer jogou no profissional do clube, o Morato foi vendido ao Benfica por R$ 27 milhões, são jogadores que poderiam dar glórias ao São Paulo Futebol Clube no elenco principal, então as promessas são boas, mas a atual diretoria não valoriza. O que foi primordial para esses anos de insucesso? Eu acho que para mim não é só diretoria, não é só o treinador, não é só os jogadores, nem a torcida. É tudo, toda essa junção, parece que tem uma superstição, então acho que esse insucesso vem de tudo, mas vou citar principalmente a atual gestão do Leco e a diretoria são os principais culpados por esse insucesso do São Paulo.

Se fosse escolher um jogador para ser contratado qual seria? Eu vou de Soteldo, jogador do Santos Futebol Clube, é um jogador muito bom, um jogador que pode jogar tanto de meia-atacante, ponta, ele é um jogador muito habilidoso, dribla muito bem, passa muito bem, corre, é rápido, veloz e tem um chute muito bom.

Pra você o que motivou o time estar nessas condições? Acho que o motivo foi todo esse conjunto, de diretorias, atletas, com torcida, treinadores, então acho que esse pessimismo que tem dentro do São Paulo Futebol Clube tem que sair, tem que acabar, acho que saindo essa gestão do Leco, pode melhorar, mas acho que tudo começa pelo presidente, o Leco não ama o clubee eé preciso colocar o clube em primeiro lugar.

O que você espera e deseja para o futuro do São Paulo? Eu sou um torcedor muito otimista, eu sempre acredito que o São Paulo Futebol


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Clube vai dar a volta por cima. Com a saída do Leco no final desse ano acho que vai dar uma melhorada, mas para voltar as glórias acho que vai demorar uns anos, uns 3 no mínimo, porém isso é um fato mais fácil de acontecer. O que eu quero e desejo para o futebol do São Paulo é que mais rápido possível e da melhor forma volte a conquistar os títulos que o São Paulo sempre conquistou, volta a ser o São Paulo que todo mundo conhece.


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ENTREVISTA VII: Rebeca Zani Paes

Falta de apoio psicológico a atletas pode atrapalhar em campo? Sim, pois em campo os atletas podem ter diversos pensamentos em relação a sua performance e capacidade de conquistar o título/medalha da competição. Esses pensamentos podem aumentar o nível de ansiedade de atleta. Lembrando que a ansiedade é uma emoção natural dos seres humanos e o seu nível é individual. Você acredita que atletas jovens que são vendidos rapidamente para times do exterior tem estrutura mental para encarar tudo que futebol proporciona? Tantas coisas boas e ruins? Para haver tal ação, os jovens precisam de conhecimento. Eles precisam entender as razões de sua "venda", o contexto da situação, além de precisarem de um suporte emocional, já que precisarão ficar longe dos familiares. Preparar os jovens atletas para uma nova realidade seja pequena ou grande é de extrema importância para a qualidade de vida.

Quando um atleta é hostilizado pela torcida, o que deve ser feito para que ele permaneça não só fisicamente saudável, mas também psicologicamente? Mostrar a ele que a torcida é importante, ela traz animação e estimula o atleta, mas ela não diz sobre a capacidade de ser um bom jogador ou que o time não irá conquistar os devidos títulos. O atleta precisa entender as suas emoções e pensamentos para que não seja prejudicado em campo e pela torcida. Você acredita que atletas no geral tem medo de expor o que suas angústias? Essa é uma realidade dos seres humanos, por não termos, desde cedo, uma educação emocional somos capazes de acreditar que não precisamos nos expor emocionalmente. Algumas pessoas usam as redes sociais para espalhar ódio, no caso de atletas o que ele pode fazer para que esse ódio não afete seu rendimento? Sempre ter em mente que a sua capacidade não está relacionada ao uso das redes sociais e de pessoas as quais não estão dispostas a ver o nosso melhor. Dessa


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forma, é fundamental o trabalho com o Psicólogo e um suporte da comissão técnica, pois ambos irão mostrar como o atleta precisa seguir diante essas situações. Pra você um bom acompanhamento psicológico faz toda diferença na vida do atleta? Total diferença. O profissional auxilia o atleta da identificação dos seus pensamentos e emoções com uso de ferramentas validadas pela ciência. O que o atleta deve fazer para não se deixar levar pelo emocional em campo? Conhecer as suas emoções, entender a importância de cada uma elas e conhecer as origens dos seus pensamentos da vida como um todo. O atleta precisa ser visto e entendido como um ser humano e não apenas como uma máquina de resultados ou super-heróis.

Como lidar com a pressão, vinda da torcida, imprensa, família, amigos e clube? Apenas com os cuidados necessários relacionados à saúde mental. Claro, não podemos esquecer que a família e a comissão técnica são fontes de apoio para os atletas dentro e fora do campo.


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Apêndice V: Enquete Google Forms


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Apêndice VI: Relatório Pesquisa Google Forms A pesquisa no Google Forms sobre o São Paulo Futebol Clube foi disponibilizada para os torcedores responderem entre os dias, 25 de julho de 2020 e 30 de agosto de 2020, ao todo 122 tricolores deram opiniões sobre o clube. A primeira pergunta era qual foi o pior técnico do São Paulo nos últimos 12 anos, esse questionamento foi feito por que o time do Morumbi não manteve um trabalho de técnico por muito tempo nesse período. Com um total de 21,3% dos votos os torcedores apontaram André Jardine o pior de todos. Jardine foi demitido do clube após a eliminação na fase pré-Libertadores em uma partida contra o Talleres da Argentina. O segundo questionamento vai de encontro com o primeiro e foi perguntado se muitas trocas de técnicos atrapalha o time em campo, 98,4% responderam que sim, o atual técnico Fernando Diniz irá completar 1 ano no cargo em setembro, porém a média de trocas da equipe é de 6 meses. Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco deixará a presidência do São Paulo no final de 2020, ele está no cargo desde outubro de 2015, mas durante esses 5 anos o único título que o clube conquistou foi o torneio amistoso, Copa Flórida, ou seja, não deixará saudades, então quando foram perguntados se o time voltará as glórias quando ele sair, 108 pessoas afirmaram positivamente. Para voltar a ter confiança é preciso ganhar títulos e para 44,3% dos tricolores a Copa Libertadores da América é o título mais desejado para que o tricolor ganhasse de imediato, apesar do campeonato ser um dos mais difíceis, porém como a equipe tem tradição o seu torcedor deseja um novo título, que não conquista desde 2005. Nesta pergunta 34,4% votaram na Copa do Brasil, caso a conquistasse seria um feito inédito para a equipe do Morumbi. Outras equipes do futebol nacional podem servir de inspiração para grandes feitos, na pergunta feita qual seria ela, entre as opções estavam o Flamengo, Palmeiras, Atlético-PR, Grêmio e Corinthians e 55,4% elegeram a equipe carioca como inspiradora. Eles ganharam só em 2019 o campeonato carioca, o Brasileirão e a Libertadores da América. O Flamengo apostou em um técnico português, que fez grandes feitos na Europa e deu certo, as vezes é preciso arriscar mais para obter resultados melhores. 86,1% dos votantes apontaram a gestão administrativa como o pior problema para esse período de insucesso. O São Paulo foi uma das equipes que mais


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investiram, porém, não teve o retorno desejado, agora o clube acumula um déficit de R$ 156 milhões. A temporada 2017 foi para esquecer, 59 pessoas a elegeram a pior na contagem entre 2009 e 2019. Naquele ano a equipe foi eliminada de 3 competições em 1 semana, Copa do Brasil, primeira fase da Copa Sul-americana e a eliminação na semifinal do Paulistão contra o Corinthians. No Brasileiro a equipe ficou 14 rodadas na zona de rebaixamento, mas com a chegada de Hernanes que “salvou” o time do inédito rebaixamento o time terminou em 13º a competição. Quando foi contratado em 2019 por R$ 35,9 milhões se esperava que o jogador Alexandre Pato chegasse ao São Paulo e fizesse a diferença na equipe, mas isso não ocorreu. Em sua segunda passagem peço clube ele fez 35 jogos e marcou apenas 9 gols e seu vínculo que seria até 2022 foi encurtado e o atleta já não faz mais parte do elenco. Para os votantes (28,7%) da pesquisa ele é das contratações mais caras que deu mais prejuízo. Oitenta e dois pessoas votaram que o técnico Fernando Diniz mudou a equipe para melhor, apesar de não ganhar títulos ainda. Diniz já disse inúmeras vezes que o futebol precisa ser bonito e bem jogado. Assim que se aposentou em 2015 Rogério Ceni passou a investir na carreira de técnico, começou a fazer cursos no exterior e com grandes equipes que disputam a Champions League, então em 2016 o presidente Leco como uma forma de se reeleger presidente do clube contratou Ceni para comandar a equipe principal, não foi uma passagem bem-sucedida, já que o tricolor foi eliminado de 3 competições em 1 semana, todavia para 95,9% dos torcedores que votaram na pesquisa ele pode fazer sucesso no Morumbi. Grande promessa das categorias de base do São Paulo, para 57 torcedores Lucas Moura foi o melhor jogador dos últimos anos do clube, ele fez 128 jogos, marcou 33 gols e ajudou na conquista da Copa Sul-Americana em 2012. O atleta foi vendido para o PSG no mesmo ano, pelo valor de R$ 108 milhões. Anthony foi eleito por 54,1% como promessa que pode despontar na carreira internacional mais fácil. O jogador de 20 anos pouco atuou pela equipe principal do São Paulo e já foi vendido para o Ajax da Holanda. Para finalizar a pesquisa foi pedido para que os torcedores dessem opinião sobre o que podia melhorar para o time voltasse as glórias, 67 pessoas opinaram e a


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grande maioria apontou ser preciso mudar a gestão administrativa do clube. Este relatório serviu de apoio para realização da reportagem digital sobre o São Paulo Futebol Clube.


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Apêndice VII: Pré-Pautas PRÉ-PAUTA

PRODUTO: Reportagem extensa para o meio digital

São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas TEMA/ASSUNTO: Jornalismo esportivo

DATA DA ENTREVISTA: 31/07/2020

HISTÓRICO Desde 2008 quando conquistou o título do campeonato brasileiro daquele ano o SPFC vem galgando derrotas e eliminações em diversas competições. O último título oficial foi a SulAmericana de 2012, porém os problemas internos começaram antes. Outra questão desses anos foi a troca de técnicos, ao todo contando com interinos foram 31 trocas fazendo com que nenhum trabalho desse continuidade. Tudo isso tem como base uma má gestão que só preza por dinheiro e não pensa mais no time, sua história e nos seus torcedores que vivem de glórias passadas. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Conversar com administrados/ gestores de desportos para entender a questão da administração e como isso interfere no time em campo. POSSÍVEIS PERGUNTAS 1- Patrocinadores levam em conta o momento da equipe para querer patrocinar? 2- Clubes de futebol conseguem separar o emocional do administrativo na hora de

comandar a equipe? 3- Pra você qual clube de futebol internacional ou nacional possa servir de inspiração no

quesito gestão? 4- Por que muitas vezes a empresa não é transparente com o torcedor? 5- Profissionais sem a devida formação técnica pode atrapalhar na administração de um

clube? 6- O que pode ser feito pra mudar a imagem de um jogador que muitas vezes é

“massacrado” pela torcida? FONTES Entrevista com Cinthia Cotait, publicitária, graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, aperfeiçoou-se ao cursar MBA em Marketing Esportivo, pela ESPM. Detentora de cases de sucesso em sua passagem pelo São Paulo Futebol Clube, nas áreas de Comunicação e Marketing. EQUIPAMENTOS REPÓRTER Entrevista feita por email Bianca Candido Teixeira


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PRÉ-PAUTA

PRODUTO: Reportagem extensa para o meio digital

São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas TEMA/ASSUNTO: Jornalismo esportivo

DATA DA ENTREVISTA: 06/08/2020 e 10/08/2020

HISTÓRICO Desde 2008 quando conquistou o título do campeonato brasileiro daquele ano o SPFC vem galgando derrotas e eliminações em diversas competições. O último título oficial foi a SulAmericana de 2012, porém os problemas internos começaram antes. Outra questão desses anos foi a troca de técnicos, ao todo contando com interinos foram 31 trocas fazendo com que nenhum trabalho desse continuidade. Tudo isso tem como base uma má gestão que só preza por dinheiro e não pensa mais no time, sua história e nos seus torcedores que vivem de glórias passadas. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Entrevista com administrados/ gestores de desportos para entender a questão da administração e como isso interfere no time em campo. POSSÍVEIS PERGUNTAS 1- Você acredita que de que maneira uma má gestão possa atrapalhar o time em campo? 2- Clubes de futebol conseguem separar o emocional do administrativo na hora de

comandar a equipe? 3- Pra você qual clube de futebol internacional ou nacional possa servir de inspiração no

quesito gestão? 4- Investir em jovens da categoria de base é melhor do que trazer jogadores de outros

clubes? 5- Profissionais sem a devida formação técnica pode atrapalhar na administração de um

clube? 6- Na sua visão em que os clubes brasileiros pecam na gestão e o que eles podem

aprender com clubes europeus? FONTES João Paulo Romero: Executivo em Gestão Aplicada ao Esporte pela Trevisan Escola de Negócios de São Paulo/SP Bia Amorim: Coach e mentora de Gestores do Esporte. Formada em educação física e saúde pela USP e fez pós graduação em Gestão Empresarial pelo Senac. EQUIPAMENTOS

REPÓRTER

Entrevistas feitas por e-mail e Whatsapp

Bianca Candido Teixeira


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PRÉ-PAUTA

PRODUTO: Reportagem extensa para o meio digital

São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas TEMA/ASSUNTO: Jornalismo esportivo

DATA DA ENTREVISTA: 16/08/2020 e 17/08/2020

HISTÓRICO Desde 2008 quando conquistou o título do campeonato brasileiro daquele ano o SPFC vem galgando derrotas e eliminações em diversas competições. O último título oficial foi a SulAmericana de 2012, porém os problemas internos começaram antes. Outra questão desses anos foi a troca de técnicos, ao todo contando com interinos foram 31 trocas fazendo com que nenhum trabalho desse continuidade. Tudo isso tem como base uma má gestão que só preza por dinheiro e não pensa mais no time, sua história e nos seus torcedores que vivem de glórias passadas. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Entrevista com jornalistas esportivos que falma sobre o São Paulo POSSÍVEIS PERGUNTAS 1- Qual foi o pior técnico do SPFC nesses últimos anos? 2- Com o fim do mandato do Leco você acredita que o time poderá voltar as glórias? 3- Qual campeonato gostaria que SPFC ganhasse de imediato? 4- Qual foi a pior temporada? 5- Qual jogador você acredita que deu mais prejuizo neste período? 6- O que você acha do técnico Fernando Diniz? 7- O ídolo Rogério Ceni pode fazer sucesso como técnico do SPFC? 8- Qual jogador ou quais jogadores foi o melhor dos últimos anos do SPFC? 9- Esse ano de pandemia pode ter atrapalhado na possível conquista de títulos nesse ano? 10- E as contratações do Raí (Executivo de futebol) o que vocês estão achando? 11- Qual técnico seria seu desejo?


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12- E as promessas, acredita que o clube valoriza ou precisa melhorar? 13- O que foi primordial para esses anos de insucesso? 14- Se fosse escolher um jogador para ser contratado com seria? 15- Pra você o que motivou o time estar nessas condições? 16- O que você espera e deseja para o futuro do São Paulo? FONTES Grégori Maraccini Claro, jornalista esportivo, dona da página do Intagram São Paulo News, maior intagram não oficial do São Paulo no Brasil, com mais de 700 mil seguidores e notícias diárias e fotos exclusivas do clube. Pedro Alamino, dono da página do Instagram SPFC Eternamente, página que possui mais de 7 mil seguidores e é focado em notícias e informações diárias do São Paulo. EQUIPAMENTOS REPÓRTER Entrevistas feitas por Whatsapp Bianca Candido Teixeira


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PRODUTO: Reportagem extensa para o meio digital

São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas TEMA/ASSUNTO: Jornalismo esportivo

DATA DA ENTREVISTA: 19/08/2020

HISTÓRICO Desde 2008 quando conquistou o título do campeonato brasileiro daquele ano o SPFC vem galgando derrotas e eliminações em diversas competições. O último título oficial foi a SulAmericana de 2012, porém os problemas internos começaram antes. Outra questão desses anos foi a troca de técnicos, ao todo contando com interinos foram 31 trocas fazendo com que nenhum trabalho desse continuidade. Tudo isso tem como base uma má gestão que só preza por dinheiro e não pensa mais no time, sua história e nos seus torcedores que vivem de glórias passadas. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Conversar com um psicólogo esportivo, que fala em como um psicológico abalado atrapalha o atleta em campo. POSSÍVEIS PERGUNTAS 1- Falta de apoio psicológico a atletas pode atrapalhar em campo? 2- Você acredita que atletas jovens que são vendidos rapidamente para times do exterior tem estrutura mental para encarar tudo que futebol proporciona? Tantas coisas boas e ruins? 3- Quando um atleta é hostilizado pela torcida, o que deve ser feito para que ele permaneça não só fisicamente saudável, mas também psicologicamente? 4- Você acredita que atletas no geral tem medo de expor o que suas angústias? 5- Algumas pessoas usam as redes sociais para espalhar ódio, no caso de atletas o que ele pode fazer para que esse ódio não afete seu rendimento? 6- Pra você um bom acompanhamento psicológico faz toda diferença na vida do atleta? 7- O que o atleta deve fazer para não se deixar levar pelo emocional em campo? 8- Como lidar com a pressão, vinda da torcida, imprensa, família, amigos e clube? FONTES Rebeca Zani Paes, psicológa clínica e do esporte EQUIPAMENTOS

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PRODUTO: Reportagem extensa para o meio digital

São Paulo Futebol Clube, uma história de amor, uma década de incertezas TEMA/ASSUNTO: Jornalismo esportivo

DATA DA ENTREVISTA: 19/08/2020

HISTÓRICO Desde 2008 quando conquistou o título do campeonato brasileiro daquele ano o SPFC vem galgando derrotas e eliminações em diversas competições. O último título oficial foi a SulAmericana de 2012, porém os problemas internos começaram antes. Outra questão desses anos foi a troca de técnicos, ao todo contando com interinos foram 31 trocas fazendo com que nenhum trabalho desse continuidade. Tudo isso tem como base uma má gestão que só preza por dinheiro e não pensa mais no time, sua história e nos seus torcedores que vivem de glórias passadas. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Diálogo focado na torcida organizada, que muito faz para o clube, que acompanha nas vitórias e nas derrotas e tem uma visão clara do que acontece lá dentro. POSSÍVEIS PERGUNTAS 1- Pela visão da organizada o que precisa mudar para o clube voltar as glórias? 2- Esse ano de pandemia pode ter atrapalhado na possível conquista de títulos nesse

ano? 3- Vocês acreditam que com a saída do Leco tudo pode melhorar? 4- E as contratações do Raí (Executivo de futebol) o que vocês estão achando? 5- Qual técnico é desejo de vocês? 6- E as promessas, acredita que o clube valoriza ou precisa melhorar? 7- O que foi primordial para esses anos de insucesso? 8- Valorizar crias da casa ou contratar de outros clubes?

FONTES Anderson Costa, diretor de marketing da Falange Tricolor, terceira maior torcida organizada do São Paulo EQUIPAMENTOS

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Bianca Candido Teixeira


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DIÁRIO DE CAMPO Inicialmente, o projeto experimental seria um livro reportagem e o tema seria jornalismo nos cinemas, porém, devido à pandemia de COVID-19, os planos mudaram e para realizar um melhor trabalho decidimos mudar de tema e produto. O novo tema passou a ser jornalismo esportivo, mais precisamente a última década do São Paulo Futebol Clube sem títulos relevantes e o produto escolhido é reportagem extensa para a web. Depois de decidida a mudança durante as férias de julho foi preciso ir atrás de fontes para contar o porquê um clube que era campeão de praticamente tudo passou a ser coadjuvante nas competições, e a melhor fonte para contar essa história são os próprios torcedores. Decidi então abrir uma enquete pelo Google Forms entre os dias 25 de julho e 30 de agosto de 2020 e perguntar para os torcedores quais foram os fatores principais para esses anos de insucesso e 122 pessoas responderam e deram base para projeto. No mesmo mês, entrei em contato com as outras fontes que ajudaram a contar a história, que são Grégori Maraccini Claro, jornalista esportivo responsável pelo Instagram São Paulo News, Pedro Alamino, também jornalista esportivo e dono da página SPFC Eternamente, Anderson diretor de marketing da torcida organizada Falange Tricolor, a ex coordenadora de marketing e comunicação Cinthia Cotait, a psicóloga esportiva Rebeca Zani Paes e os gestores esportivos Bia Amorim e João Paulo Romero. O São Paulo Futebol Clube não cedeu ninguém para conceder entrevista, porém o historiador do clube Michel Serra enviou diversas fotos que ajudaram na matéria. No final de agosto, finalizei as entrevistas e as decupagens e comecei a escrever a matéria, então decidi como seriam as divisões da reportagem e a plataforma que seria utilizada. O mês de setembro foi intenso, focado somente na escrita da matéria e nas divisões de quais partes das entrevistas entrariam de fato no conteúdo. Outubro seguiu a mesma linha do mês anterior, mas com um adendo: no mês foram escolhidas as imagens que compõem a matéria e foram feitos os infográficos essenciais para o projeto. Também no mês de outubro foi finalizada a redação da reportagem e ficando apenas o acabamento do conteúdo. Em novembro foi realizada a finalização do site e do RFTM.


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ANEXOS

Imagem cedida pelo SPFC

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Imagem cedida pelo SPFC e usada no Slide show do site

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São Paulo Futebol Clube: Uma história de amor, uma década de incertezas - Bianca Candido Teixeira by Rede Código - Issuu