UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
CINEMA E EMOÇÕES: A IMPORTÂNCIA DOS CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS DURANTE O ISOLAMENTO SOCIAL
SÃO PAULO 2019
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL GRADUAÇÃO EM JORNALISMO
CINEMA E EMOÇÕES: A IMPORTÂNCIA DOS CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS DURANTE O ISOLAMENTO SOCIAL
Pedro Henrique Paz de Barros RGM.: 17838142
Relatório de fundamentação teórica e metodológica apresentado ao Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel. Orientadora: Meliani
SÃO PAULO 2019
Prof.
Mestra
Mirian
A todos jornalistas que se colocaram em risco durante a pandemia a fim de levar a melhor informação para todos.
1. Agradecimentos A instituição Cruzeiro do Sul que me acolheu e me presenteou com ótimos amigos e os professores que estiveram me apoiando, ensinando e aconselhando durante todo curso. Agradeço aos amigos que conheci nesta trajetória, em especial: Michael Dias, Wiliam Silvério, Victorya Nascimento, Roberto Araújo, Aline Maria e Caroline Amorim, que estiveram comigo neste período difícil e de muito aprendizado. Obrigado a todo o corpo docente da Universidade, no qual eu partilhei de uma troca intelectual sem precedentes. Por último, agradeço a minha família que sempre me incentivou e me deu forças para continuar acreditando no meu sonho.
Ficha técnica Nome do site: CineSpy Sinopse: O site é um portal de notícias e análises sobre a linguagem audiovisual de modo geral. O nome CineSpy vem da mescla das palavras “cinema” e “spy” (espião), fazendo uma alusão aos conteúdos do site que visam espionar as minúcias da sétima arte. A grande-reportagem extensa principal, traz uma reflexão em torno do consumo e produção de conteúdos audiovisual durante o isolamento social, através de entrevistas em formato de texto e em podcast. Formato: Digital. Área: Reportagem extensa para web. Pedro Henrique Paz de Barros Função: pauteiro, repórter, redator, editor de áudio e diagramador. Link da site: Link da reportagem:
Resumo O presente projeto foi elaborado com a finalidade de evidenciar o papel dos conteúdos audiovisuais durante o isolamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Estudos mostram que houve um aumento significativo dos casos de transtornos psicológicos desde o início do confinamento voluntário. Dessa forma, fez-se necessário a produção de uma reportagem extensa para web que, através de entrevistas e análises, tornou possível se aprofundar nas especificidades da linguagem cinematográfica e entender as reais necessidades do consumidor. O relatório aqui apresentado, parte de uma extensa pesquisa bibliográfica e coleta dados que comprovem a importância do audiovisual em tempos de pandemia, levando em consideração as novas tecnologias de distribuição digital.
Palavras-chave: Cinema – Pandemia – Isolamento – Saúde – Digital.
Abstract This project was designed with the purpose of highlighting the role of audiovisual content during social isolation due to the new coronavirus pandemic. Studies show that there has been a significant increase in cases of psychological disorders since the beginning of voluntary confinement. Thus, it was necessary to produce an extensive report for the web that, through interviews and analysis, made it possible to go deeper into the specifics of the cinematographic language and understand the real needs of the consumer. The report presented here, part of an extensive bibliographic search and collects data that prove the importance of audiovisual in times of pandemic, taking into account the new technologies of digital distribution. Key Words: Cinema – Pandemic – Isolation – Health - Digital.
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SUMÁRIO 1. Introdução ......................................................................................... 8 2. Justificativa ...................................................................................... 10 3. Objetivos ......................................................................................... 12 3.1 Geral ............................................................................................ 12 3.2 Específicos.................................................................................... 12
4. Problema de pesquisa e hipóteses ................................................. 13 5. Aspectos teóricos ............................................................................ 15 6. Aspectos metodológicos .................................................................. 19 7. Referências ..................................................................................... 22 8. Cronograma geral............................................................................ 24 Apêndice ............................................................................................. 25 1. Projeto experimental........................................................................ 26 1.1 Título provisório ....................................................................... 26 1.2 Área e formato ......................................................................... 26 1.3 Sinopse ................................................................................... 26 1.4 Descrição do projeto................................................................. 26 1.4.1 Características do projeto ............................................................26 1.4.2 Linha editorial ................................................................
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1.5 Pré-pauta ................................................................................ 28
2. Cronograma geral............................................................................ 30 3. Investimento .................................................................................... 31 4. Finalidades ...................................................................................... 32 5. Resultados parciais – Google Forms............................................... 33
Anexo .................................................................................................. 36 1. Ficha de inscrição do TCC ............................................................. 37
1. Introdução Este trabalho abordou o papel do audiovisual durante o isolamento social, em decorrência do novo coronavírus, iniciado no final de 2019, em Wuhan, na China (HO et al., 2020). O projeto se comprometeu em reunir informações que reforcem a reflexão do impacto social da linguagem cinematográfica, trazendo componentes da história do cinema, referências no campo da psicologia e estudos sobre o momento de pandemia. O isolamento social proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no final de 2019, como forma de desacelerar o avanço do coronavírus, trouxe consigo problemas para além do campo da virologia, que são os problemas neuronais. Essa medida é uma forma de tirar as pessoas de circulação para conter o contágio. A ausência de contato com amigos e familiares juntamente ao bombardeio de informações sobre o vírus, ocasionam transtornos mentais que, em muitos casos, sequer possuem diagnóstico. No Brasil, o excesso de informações somadas à quebra das rotinas, agrava o aumento de casos de ansiedade e depressão. Portanto, entendeu-se que mesmo sendo comprovadamente eficaz a adesão do isolamento social, muitas sequelas podem ocorrer com a sociedade mesmo no pós-pandemia. Para que não haja divergência entre as nomenclaturas, vale ressaltar que neste projeto a linguagem audiovisual e cinematográfica foram concebidas como sendo sinônimas por partilharem da mesma estrutura comunicacional, contendo aspectos em comum como: fotografia, imagem-movimento, montagem e som. O presente projeto, discorreu a partir da apuração de conteúdos que tratam da junção do audiovisual com a saúde mental, tendo como base a coleta de relatos de um especialista em psicoterapia através do cinema que aprofundou a discussão em questão. Filmes, séries e afins, foram algumas das soluções encontradas pelas pessoas para ocupar a mente. Isso ocorre por causa dos avanços das tecnologias que facilitam o acesso à catálogos de mídias. Por mais que salas de cinema tenham sido fechadas, os serviços de streaming, tecnologia criada para tornar as conexões mais rápidas e dinâmicas, durante a crise se tornaram um dos recursos de maior acessibilidade entre as opções de lazer para se fazer em casa. Desse modo, uma das questões levantadas foi: a quão valiosa é a
acessibilidade ao audiovisual, diante do afastamento social? Por fim, com essa pesquisa tornou-se possível um maior entendimento documental sobre a importância da linguagem cinematográfica durante o período de pandemia, que já é histórico dada as consequências irreversíveis. Este registro se desenvolveu a partir da análise minuciosa de autores e teóricos que abordam as particularidades da linguagem cinematográfica, transtornos psicológicos e acesso às novas tecnologias, sem perder o teor jornalístico acerca do tema.
2. Justificativa O cinema é um recurso audiovisual que a partir de seu conteúdo desperta estímulos sensoriais e cognitivos do ser humano, ou seja, pode influenciar nas emoções e auxiliar no tratamento de transtornos mentais. Assim, se tornou em 2020, após avanço do coronavírus, principal ferramenta de entretenimento para se fazer em casa. Dado o alto índice de transmissibilidade do vírus, os canais de mídia abordam, na maioria das vezes, somente formas de se prevenir da infecção. Entretanto, fez-se necessário compreender também as consequências psicológicas de quem se submete voluntariamente ao isolamento social e se priva de exercer algumas funções que antes faziam parte de sua rotina. Brooks et al. (2020), reuniu estudos que trazem o impacto psicológico de surtos virais anteriores como o SARS, Ebola e H1N1. A partir dessa pesquisa, ficou evidente o motivo pelo qual os números de casos de depressão e ansiedade aumentaram durante a pandemia do novo coronavírus. Logo, tomar conhecimento de métodos que mesclem saúde mental e entretenimento, se fez necessário, tanto pela comodidade quanto pela acessibilidade. Conforme anteriormente, o acesso aos conteúdos audiovisuais é fator determinante para que as produções cheguem à grande massa. Melhor dizendo, foi de suma importância para a pesquisa apresentar dados que evidenciem o crescimento de tecnologias de acessibilidade a fim de discutir seus impactos no contexto atual. Uma pesquisa realizada pela Conviva (2020) revela que a audiência dos serviços de streaming de audiovisual aumentaram consideravelmente durante a pandemia, dada a adoção do isolamento social. Fica evidente que isso ocorre pelo fato das pessoas ficarem mais tempo em casa e precisarem de algum entretenimento durante o confinamento. Desse modo, vale detalhar nesse projeto como esses veículos de mídia corroboram para a construção social e como esses meios podem servir de auxílio quanto a frustração e o tédio. A ideia é trazer ao debate público não só uma nova funcionalidade da linguagem cinematográfica, mas fomentar a discussão em torno das consequências neuronais que estão acontecendo paralelamente à pandemia. Portanto, a escolha do produto reportagem extensa pra web, se dá pela
necessidade de se aprofundar nos depoimentos de especialistas mas mantendo a interação com o público que só a internet proporciona.
3. Objetivos 3. 1. Objetivo Geral: Evidenciar
de
maneira
descritiva
a
relevância
da
linguagem
cinematográfica durante o isolamento social, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Esta análise, pretende observar tanto as particularidades da linguagem cinematográfica, quanto o contexto histórico, neste caso a pandemia, em que essa linguagem está inserida. 3. 2. Objetivos Específicos: Os objetivos específicos deste projeto de pesquisa foram: identificar o padrão de consumo de conteúdos audiovisuais durante a pandemia; analisar estudos que evidenciem a causa de transtornos psicológicos no período em questão; ampliar as funcionalidades da linguagem cinematográfica para além do campo do entretenimento; verificar dados que exemplifiquem o papel dos serviços de streaming no momento atual. Portanto, ao final do estudo foi-se elaborado uma reportagem extensa pra web, visando conduzir o leitor a refletir sobre a papel do audiovisual como sendo um dos métodos mais rentáveis de distração, durante o confinamento voluntário em decorrência da situação de pandemia. O produto escolhido teve a finalidade de expor a questão dos transtornos psicológicos, que evoluem conjuntamente ao surto viral.
4. Problematização e Hipóteses O aumento do consumo dos serviços de streaming audiovisuais revela que as pessoas, para permanecerem em suas casas, precisavam se apegar a algo. O entretenimento caseiro passou a ser a melhor alternativa e a linguagem cinematográfica cumpriu um papel fundamental no dia-a-dia de quem respeitou o confinamento. Desse modo, o problema de pesquisa deste projeto é referente a linguagem cinematográfica, que se trata de uma forma de comunicação que agrega recursos auditivos com imagens para passar determinada mensagem, presumindo que o espectador conheça os signos expressados. Dessa forma, levantou-se o seguinte questionamento: como a comunicação audiovisual pode auxiliar na saúde mental do ser humano, neste momento de isolamento social? Com base nesta problemática foram criadas algumas hipóteses: Existem particularidades na linguagem cinematográfica que justificam o impacto social dessa expressão artística. Entre elas, destaco a possibilidade de fazer com que o consumidor se identifique com diferentes histórias, sejam elas reais ou não; O processo de identidade entre o público e cinema se deve à imersão em determinados conteúdos, com base na estrutura da obra. Fotografia, imagemmovimento e som, são alguns dos recursos utilizados que tornam a experiência audiovisual extremamente complexa, em termos de produção, contudo, inteligível para o público; As plataformas de streaming, por serem acessíveis, ajudam na democratização do cinema, fazendo com que mais pessoas consigam ter acesso à conteúdos de suas casas. Dessa forma, utilizar o audiovisual como lazer durante o isolamento social, não só cumpre a rigor a recomendação das autoridades, como também ocupa a mente de quem teve sua rotina interrompida.
5. Aspectos Teóricos Para melhor construção teórica desta pesquisa, fez-se necessário o entendimento prévio sobre a história do cinema, sobre o panorama de transtornos psicológicos no Brasil e sobre o impacto das tecnologias de comunicação na saúde mental. A compreensão de especificidades da história do cinema é importante para o aprofundamento na relevância da linguagem audiovisual. Esta, em questão, é uma linguagem que permite a criação de diversas narrativas, fictícias ou não, que através do áudio e da imagem-movimento, une um conjunto de signos
capazes
de
influenciar
o
modo
de
pensar
do
consumidor.
O cinema teria surgido com a invenção do cinematógrafo, dos Irmãos Lumière, em 1895. Mas a máquina feita pelos franceses, não representava a princípio a dimensão do que viria a ser o cinema. Contudo, a invenção revolucionou não somente os estudos sobre a imagem, mas também, sobre o homem e sua visão do mundo. O cinema mostra o processo de penetração do homem no mundo e o processo inseparável de penetração do mundo no homem. Esse processo, primeiramente, é de exploração. Ele começa com o cinematógrafo, que põe ao alcance da mão, ou do olho, o mundo desconhecido. O cinema prossegue e desenvolve a obra exploradora do cinematógrafo. (...) E muito mais, esse novo olhar, teleguiado, dotado de todas as potências da máquina, vai além das paredes ópticas que o olho físico não podia transpor. (MORIN, 1956, p.243)
Edgar Morin (1956), além diferenciar o cinema do cinematógrafo, assume que a linguagem audiovisual transcende o que o ser humano entende como palpável. E, além do mais, desenvolve a perspectiva do cinema como sendo um recorte do mundo. Mais que um recorte, o cinema funciona como um espelho do contexto em que está inserido, entretanto, ao mesmo tempo é uma máquina que cria tomadas de cenas e de projeção (MORIN, 1956, p.251). O movimento, presente no audiovisual, possui duas faces que se complementam. Subjetivamente, seria o que se passa entre o objeto ou entre as partes de uma obra cinematográfica. E, ao mesmo tempo, representa a duração ou o todo (DELEUZE, 1985). Logo, a possibilidade de animar diferentes momentos cotidianos, evidencia que o cinema se trata de uma forma de arte diferente das demais.
As definições feitas por Morin e Deleuze, auxiliam a compreensão do cinema dentro de um contexto antropológico e ampliam as reflexões sobre seus impactos sociais. E são justamente esses impactos que reforçam os objetivos centrais desse estudo, que se trata da influência do audiovisual no psicológico de quem o consome. O presente projeto de pesquisa é amparado pela teoria do imaginário, conforme proposta pelo então filósofo e professor francês Gilbert Durand (1994), que entrega algumas possibilidades de explicar a importância das narrativas criadas pelo homem para sua construção social. E mais, já aprofundava que o entendimento da funcionalidade das imagens como somente entretenimento, conforme era visto no ocidente, não significava com exatidão a magnitude do que esses produtos poderiam representar. Como a imagem sempre foi desvalorizada, ela ainda não inquietava a consciência moral de um Ocidente que se acreditava vacinado por seu iconoclasmo endêmico. A enorme produção obsessiva de imagens encontra-se limitada no campo do “distrair”. (...) A imagem mediática está presente desde o berço até o túmulo, ditando as intenções de produtores anônimos. (DURAND, 1994, p.33)
A reflexão sobre o imaginário e o cinema, permite a compreensão do motivo pelo qual as imagens animadas se conectam diretamente como o emocional do público. O ser humano se identifica com o material em apreciação e, seja a mensagem positiva ou negativa, os signos transmitidos pelo cinema, provocam reações físicas e psicológicas em quem a assiste. Portanto, existe identificação do público tanto com o semelhante quanto com o desconhecido. As ficções, em especial, permitem a possibilidade de acompanhar uma jornada que, por mais que irreal, traz como recompensa o bem-estar e a satisfação. O parecer dessa identificação, deixa claro que as produções audiovisuais conversam com diferentes públicos e diferentes grupos sociais, ou seja, poderia ser entendido como uma ferramenta que não distingue minorias de maiorias. Edgar Morin (1956), em sua obra “O Cinema ou o Homem Imaginário”, ressalva que a força de participação no cinema, gera comoção até aos desprezados, ignorados e odiados de uma sociedade. Assim, conteúdos audiovisuais poderiam ser enxergados tanto como um meio democrático para alguns, quanto um refúgio para outros.
Como
mencionado
anteriormente,
a
amplitude
da
linguagem
cinematográfica é entendida como válvula de escape para muitos. O vasto acervo de histórias e diferentes jornadas, permitem que o consumidor tenha a sensação de preenchimento e de bem-estar. O entretenimento, uma das funções do cinema, passa a cumprir um papel que vai além do campo da distração, isto é, a saúde mental. Desta forma, levantou-se o questionamento: a linguagem audiovisual, poderia ter um papel importante em tempos de crise? Em 2019, o novo coronavírus (COVID19) se espalhou pelo mundo. O vírus causa uma infecção respiratória e possui alta transmissibilidade (GUO et al., 2020). Como medida provisória imediata diante o estado de pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu às nações o isolamento social, que se trata do confinamento voluntário para conter o avanço da doença. No Brasil, o primeiro caso registrado ocorreu em 26 de fevereiro de 2020 (BRASIL, 2020). A partir disso, a população foi orientada a ficar em casa sem contato com outras pessoas além das que são de seu convívio (VASCONCELOS et al., 2020). Contudo, a pandemia pode ocasionar transtornos psicológicos causados pelo isolamento socia (HO et al., 2020). Estresse, ansiedade e até mesmo depressão, se tornaram um problema oculto atrás da preocupação viral. Por mais que a adoção do isolamento seja de forma voluntária, por prevenção ou receio, muitos brasileiros a adotaram. O deslocamento passou a ser somente quando necessário, qualquer tipo de aglomeração passou a ser visto como risco iminente e a rotina no Brasil, assim como no restante do mundo, teve que se adequar aos efeitos da pandemia. Em sua obra Sociedade do Cansaço, o professor e filósofo coreano Byung-Chul Han (2010), explica alguns motivos que levam uma sociedade ao esgotamento mental. Segundo Han (2010): “As enfermidades psíquicas como a depressão ou burnout são a expressão de uma profunda crise de liberdade. [...] A repressão cede lugar à depressão.” (p.117). No contexto das informações, pode-se concluir que o confinamento em que vive o mundo durante a pandemia, é compreendido como uma dessas crises de liberdade, por inibir algumas relações pessoais. Em síntese, meios que pudessem aliviar o estresse estimulados por esse enclausuramento conjunto e que, além disso, fossem acessíveis de casa, ganharam força durante o isolamento social. É o caso dos serviços de streaming
que, de acordo com um estudo realizado pela Conviva (2020), empresa de monitoramento de streaming, a audiência desses serviços voltados para o audiovisual cresceu 20% desde o início da pandemia do novo coronavírus. Com as salas de cinema fechadas, a alternativa encontrada para o consumo de conteúdos audiovisuais foram esses serviços, que representam a comodidade do acesso às tecnologias eletrônicas. Segundo Manuel Castells (2001, p.79): A essência do negócio eletrônico está na conexão em rede, interativa, baseada na Internet, entre produtores, consumidores e prestadores de serviços. Aqui, mais uma vez, a rede é a mensagem. É a capacidade de interagir, recuperar e distribuir globalmente, de maneira personalizada, que está na fonte da redução de custo, da qualidade, eficiência e satisfação do comprador.
Castells (2001), conforme citado anteriormente, afirma que um dos motivos para tamanha acessibilidade é a redução de custo, ou seja, serviços de streaming audiovisuais, além de entregarem um acervo de possibilidades de diferentes conteúdos, o fazem de forma barata. Logo, o cinema em casa passou a ser a alternativa mais rentável e segura, encontrada pelo público como forma de se ocupar durante a pandemia. Para destrinchar de forma precisa e se aprofundar em exemplos práticos, deve-se compreender como as teorias e discussões aqui apresentadas se aplicam no cotidiano de quem realmente viveu esses impactos. Portanto, foi escolhido como produto experimental a reportagem extensa pra web, que permite, além de detalhar os aspectos específicos que cercam o tema, maior interação com o público. Por fim, o projeto se comprometeu elucidar, com base em relatos de especialistas da psicologia e do audiovisual, a importância desse meio durante o momento histórico de pandemia causado pelo coronavírus.
6. Aspectos metodológicos O presente estudo se desenvolveu inicialmente através do levantamento bibliográfico sobre os principais tópicos que cercam o tema: o cinema, o desgaste psicológico de uma sociedade e o engajamento tecnológico do consumidor. A pesquisa foi feita por meio da análise de portais da internet, banco de dados e artigos científicos. Como procedimento metodológico, foram adotados os modelos de pesquisa quantitativas e qualitativas. Este primeiro para o levantamento de dados a fim de traçar um panorama geral sobre a temática, já o segundo visa trazer informações que descrevem a discussão a partir de diferentes perspectivas. Uma vez encerrado o estudo bibliográfico, será realizado como técnica de pesquisa, entrevistas com pessoas que respeitaram o isolamento social, entretanto, tiveram consequências na parte psicológica. Além do mais, haverá a coleta de relatos de especialistas em linguagem audiovisual que possam estreitar a relação do cinema com as emoções humanas. Outro passo que também é de caráter descritivo, é a utilização da pesquisa participante, em que o observador é parte do grupo a ser estudado. Desse modo, é possível expor as características do consumidor do audiovisual durante a pandemia, analisando de dentro para fora. Em seguida, será realizada uma análise de conteúdo a partir da observação do discurso de alguns autores, que exemplificam de forma qualitativa a ascensão das tecnologias eletrônicas de acesso às mídias. Por fim, os dados, entrevistas e análises coletadas, serão utilizados para a produção de um livro-reportagem, com enfoque no impacto da linguagem cinematográfica no atual momento de pandemia.
7. Referências PENA, F. Jornalismo Literário. ed. Rio de Janeiro: Contexto, 2006. LIMA, Edvaldo Pereira. O livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura: Jornalismo literário. 4. ed. Barueri: Manole, 2009. WEISE, Angélica. Para entender o jornalismo literário. Observatório da Imprensa. 22 de jan. de 2013. Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/diretorioacademico/_ed730_para_compreender_o_jornalismo_literario/>. Acesso em: 13 de maio de 2020. GUO, Y.; CAO, Q.; HONG, Z.; TAN, Y.; CHEN, S.; JIN, H.; TAN, K.; WANG, D. e YAN, Y. The origin, transmission and clinical therapies on coronavirus disease 2019 (COVID-19) outbreak – an update on the status. Military Medical Research, 2020. HO, C. S.; CHEE, C. Y.e HO, R. C. Mental Health Strategies to Combat the Psychological Impact of COVID-19 Beyond Paranoia and Panic. Annals of the Academy of Medicine, 2020. BROOKS, S. K.; WEBSTER, R. K.; SMITH, L. E.; WOODLAND, L.; WESSELY, S.; GREENBERG, N. e RUBIN, G. J. The psychological impact of quarantine and how to reduce it: rapid review of the evidence. The Lancet, 2020. Disponível em: <https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS01406736(20)30460-8/fulltext>. Acesso em: 8 de junho de 2020. SANTOS, I. A. e NASCIMENTO, W. F. As medidas de quarentena humana na saúde pública: aspectos bioéticos. Revista Bioethikos. 2014. OLIVEIRA, Arthur. Coronavírus: saibam quais serviços tendem a crescer com a quarentena. Suno Research, São Paulo, 5 de abril de 2020. Disponível em: <https://www.sunoresearch.com.br/noticias/coronavirus-servicos-tendenciacrescer/>. Acesso em: 11 de jun. de 2020. PRISCO, Luiz. Audiência de streaming cresce 20% durante a pandemia do novo coronavírus. Metrópoles, 11 de maio de 2020. Disponível em: <https://www.metropoles.com/entretenimento/audiencia-de-streaming-cresce20-durante-pandemia-do-coronavirus>. Acesso em: 11 de jun. de 2020. CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. HAN, Byung-Chul. Sociedade do Cansaço. 2ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2015. DELEUZE, Gilles. Cinema 1: a imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1985.
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8. Cronograma
Desenvolvimento do projeto de pesquisa
Abr
Mai
X
X
Jun
Desenvolvimento do projeto experimental
X
Obtenção de bibliografia de referência
X
X
Leitura da bibliografia escolhida
X
X
Aplicação de inquéritos – primeira fase Análise de inquéritos – primeira fase
Jul
X
Ago
Set
Out
Nov
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Aplicação de inquéritos Segunda fase
X
Análise de inquéritos – Segunda fase
X
Desenvolvimento do trabalho teórico
X
Captação de relatos para o livro reportagem
X
X
Desenvolvimento do livro reportagem
X
X
Entrega da pesquisa e do produto final
Dez
X
APÊNDICES Página Inicial:
Sobre nós:
Transcrições: Transcrição – Bruno Ramos Pauta: Impacto da pandemia na produção audiovisual independente.
1- Inicialmente, Bruno, gostaria que você se apresentasse mencionando sua formação e sua trajetória no audiovisual, se possível. R: Meu nome é Bruno Ramos, ainda a caminho de me formar em Audiovisual pelo Senac Santo Amaro e não posso dizer que tenho uma trajetória, mas tenho tentado colaborar com pessoas com quem me alinho de maneira geral na vida afim de perseguirmos um trajeto de um cinema que nos importa. Nesse sentido, participei de alguns filmes, como o Ainda Se Morre na Fila do Hospital de 2015, dirigido por Lucas Guerra, e no qual atuei na Produção e como assistente de direção. E o mais recente é o curta-metragem Estado de Neblina. Neste eu escrevi o roteiro e dirigi. Atualmente estou escrevendo um roteiro para um novo curta-metragem abordando um aspecto da luta de classe na pele de um motoboy precarizado.
2- A pandemia afetou a indústria cinematográfica como um todo. O produtor de conteúdos audiovisuais independente também é lesado financeiramente nesse período? Se sim, de que forma? R: Acho que, em geral, quem produz de forma independente está sempre atrás. Pode ser atrás de dinheiro de edital, atrás de financiamento privado ou socialmente atrás mesmo. A não ser que o indivíduo seja herdeiro, ele precisa se ocupar em primeiramente não morrer de fome e depois em desenvolver um projeto. Mas isso tudo era na época de políticas públicas, agora está bem pior, mas o pensamento de organização coletiva para produzir não fenece nem nas condições atuais. 3- É possível produzir e dirigir um filme remotamente? Se sim, qual a maior dificuldade? R: É possível, a dificuldade maior provavelmente é operacional, mas existe também a dificuldade estética. Porque o processo precisa ser pensado dentro das condições materiais impostas e fica tudo muito mais limitado dentro de qualquer proposta de cinema, seja documentário ou ficção. Talvez só não mude nada para quem faz animação e filmes com imagens de arquivo. 4- O cenário político no país não incentiva a cultura de modo geral. Eu gostaria que você discorresse sobre a importância (se é que você acha que exista) do incentivo estatal, para que artistas independentes consigam se manter em momentos de crise. R: O incentivo e investimento na cultura é algo totalmente assimilado dentro da democracia liberal burguesa. É um princípio "universal", digamos assim. Mas o liberalismo - ou seus arautos - é apaixonado pela "letra da lei" e ignora as condições materiais do mundo, a realidade; tanto que, políticas públicas de incentivo à cultura, quando existem, são ineficientes e beneficiam mais as grandes produtoras do que a maioria que faz a correria de fazer um filme
com muito rigor, raça e um baixíssimo orçamento. Então incentivo estatal já é algo dado e assimilado, já é um princípio integrado à noção de Democracia, mas a diferença de aplicação desse princípio entre um governo liberal e autoritário é a politicagem que altera quem faz parte da minoria benificiada, o grupelho escolhido.
5- A linguagem audiovisual no século XXI, é um tanto maleável dada a variedade de tecnologias disponíveis. Hoje em dia novos formatos surgiram, como por exemplo os “Desktop Films”, que são obras cinematográficas mostradas integralmente ou parcialmente através de uma tela de computador. Você acha que esse tipo formato pode ganhar força neste momento delicado? Se sim, por quê?
6- Em sua opinião, qual vertente ou função dentro de uma produção independente foi mais afetada durante a pandemia? Em termos financeiros, quem produz (pensando em cinema, especificamente) de forma independente foi afetado primeiro pelo (ou pela falta) do trabalho que lhe sustenta, aí vem a solidariedade, organização pelo ganha pão, e então, pensando num contexto de produção audiovisual mesmo, creio que não haja tanta diferença, a não ser operacional, repensar produção, planejar outras formas de captação, etc.
Transcrição – Dr. Paulo Valzzachi Ola , meu nome é Paulo Valzacchi, sou biomédico, trabalho na área da saúde a 40 anos, sou especializado em saúde emocional, com formação em PNL, eneagrama, reiki, hooponopono, e muitos outras terapias alternativas. Comecei a realizar palestras aos 25 anos de idade, e a desenvolver ferramentas terapêuticas, sempre trabalhei com medicina diagnostica e estive bem próximo a muitos pacientes, o que me possibilitou de perto reconhecer as necessidades emocionais de cada um e também o sofrimento imposto , assim me especializei no tema , e hoje sou escritor e professor nessa área. Um filme tem três partes bem particulares que sensibilizam diretamente nossas emoções, os recursos áudio , visual e a construção de uma historia em particular, como sabemos nosso canal de entrada do mundo exterior é pelos sentidos, e esse canal realiza profundas neuroconexões. A exemplo disso, toda a sonoplastia dos filmes quando bem estruturada tem a capacidade de alterar e trazer a tona uma series de emoções, bem como as imagens que são verdadeiros arquétipos, ou modelos de interação emocional, sem contar que uma boa historia pode nos sensibilizar e nos levar em minutos a extremos emocionais, como raiva e risos, a manipulação do conteúdo áudio visual e da linguagem, nos remete a uma extraordinária viagem emocional, graças a identificação que nos desperta. No período de pandemia nos vemos de certa forma invadidos pelo medo , insegurança, onde a ansiedade age diretamente em nosso cotidiano, por vezes existe um bombardeamento da idéia de morte iminente, e nosso sistema emocional de sobrevivência acaba saturando,
causando vários transtornos, porem no momento que você se dispõe a buscar uma válvula de escape, eu acredito que os recursos audiovisuais são a formula exata e de boa relevância, pois de certa forma nos desligamos daquela realidade e nos transportamos para uma historia paralela, diminuindo assim o impacto constante dos problemas, não como uma fuga, mas sim como um equilibrador, Cineterapia nada mais é que a utilização de recursos áudio visuais e de uma boa estrutura de historia para levar as pessoas a uma percepção mais profunda sobre varias questões, providenciando uma identificação, e um vasto trabalho no conteúdo emocional e de percepção do cliente, tudo isso promovendo vários insights , ressignificações e crescimento. No meu ponto de vista pessoal eu acredito que o poder da cineterapia não se resume apenas em assistir um vídeo por exemplo, mas num debate aberto com varias pessoas , em vista que quando assistimos um vídeo por exemplo, existe um manancial de riqueza de interpretações no momento que todos debatem, dessa forma eu acredito que de certa forma a pessoa sozinha pode ter muitos insights e novas percepções, porém é num debate de grupo, onde dezenas ou centenas de novas reformulações podem surgir, a interação é necessária com as chances maiores para que criemos uma flexibilidade. No caso não somente a intervenção profissional ajuda, mas também a integração do grupo. O Streaming é uma formula positiva e agradável de se ter em mãos um conteúdo de boa qualidade, e acredito que esse é um caminho para diminuir as pressões impostas pelo momento, de forma equilibrada pode até nos auxiliar de forma impactante na resolução de nossos problemas mais íntimos, como um processo de reformulação do momento. No final deparamos com a palavra saudável e os limites disso tudo. Muito bem, toda ferramenta que temos em mãos deve ser utilizada de forma ponderada, atualmente verificamos isso constantemente através do uso dos vídeo games por exemplo, onde o uso indiscriminado vem gerando problemas sociais de grande impacto, no que se refere aos filmes, é preciso realizar boas escolhas, e entender que dentro desse universo existem vários tipos diferenciados de temas, em tempos de pandemia, podemos rir um pouco, ou buscar conforto em filme motivadores, outros de fé, alguns mais filosóficos e profundos, em fim, todo o cuidado é necessário, não cabe apenas ao produto, mas sim ao consumidor, usar os recursos com bom equilíbrio.
Termos de uso de depoimento:
Diário de Campo – 1° Semestre Eu comecei a faculdade de jornalismo já pensando no audiovisual, eu sempre fui apaixonado por documentários e televisão, entretanto, cinema para mim sempre foi mero entretenimento. Entretanto, como o passar do tempo comecei a me interessar cada vez mais por jornalismo cultural e tive a certeza de que meu TCC seria sobre a sétima arte. Em 2019 eu havia pensando em abordar o uso do cinema como ferramenta psicoterapêutica, entretanto, a visita indesejada do novo coronavírus fez com que eu elevasse o grau de relevância do meu tema e se tornou “A importância do audiovisual durante o isolamento social” e, para mim, só seria possível construir essa narrativa através de um livro-reportagem. A pesquisa teórica foi a mais prazerosa do processo, pois nela aprendi muito sobre cinema dentro do campo da filosofia e da antropologia. Edgar Morin foi praticamente um padrinho, fazendo com que seu livro “O Cinema ou o Homem Imaginário” se tornasse meu livro de cabeceira. Eu passei enxergar o cinema para além do entreter, passei a vê-lo com a alma. No mesmo período já comecei a pensar nas fontes, fui bem ambicioso, gostaria de ter em meu projeto grandes referências do audiovisual para dissertar. Tentei contato com diversas pessoas, inclusive profissionais da saúde e recebi uma resposta ou outra. Quase no prazo de entrega eu me senti muito mal de saúde, estava com coriza, dores no peito, sem olfato e paladar e tive até faltas de ar, no dia 17/06/20 fiz o teste para COVID e deu positivo. Eu entreguei o meu projeto já com a doença e a sensação que era pra ser de alívio acabou se tornando um dos piores momentos da minha vida.
Diário de Campo – 2° Semestre Durante as férias eu não consegui produzir, o COVID não era tão forte no meu corpo, mas era extremamente forte na minha mente. Ansiedade e resquícios de depressão pairaram sobre mim, contudo, no início de julho consegui vencer a doença. E para recuperar o tempo perdido resolvi tentar uma bolsa em um curso gratuito de cinema, onde eu poderia criar contatos e, quem sabe, alguém disposto a ser uma fonte no meu TCC. Continuei mandando e-mail para as fontes, mas muitas sem êxito. Eu iniciei o curso de cinema, e conhece pessoas de dentro do audiovisual, como o Bruno Ramos, produtor audiovisual independente que me cedeu uma entrevista contando um pouco sobre como esse tipo de profissional é mais lesado durante a pandemia do que as grandes indústrias. No final de agosto eu me deparei com as sequelas deixadas em meu corpo pelo vírus, eram fortes dores enxaquecas e extrema sensibilidade à luz, o que me impedia de ficar no computador e sequer pegar no meu celular por um tempo. Até pensei ser um raro caso de reinfecção, mas realizei um exame no dia 21/08 e constou negativo. Essas sequelas, duraram dois meses e meio em que fui afetado em termos de produção do TCC e no curso de cinema, que servia de apoio para a execução do meu projeto. Expliquei minha situação para minha orientadora, Professora Mestra Mirian Meliani, e disse que era impossível eu entregar um livro-reportagem como havia planejado. A solução encontrada foi eu trocar o meu produto às pressas e focar minhas energias na execução de
uma reportagem extensa para web, tendo em vista que ao menos a sensibilidade à luz já havia passado. Foi o que eu fiz, entrei em contado com algumas fontes que haviam me respondido meses antes e consegui duas entrevistas, uma como o Dr. Paulo Valzacchi (psicoterapeuta) e o Paulo Gustavo Pereira (jornalista e crítico de cinema), para completar, entrei entrevistei também minha professora de cinema, Eliana Fonseca, que contou sobre o curso e sobre os objetivos desse projeto que incentiva jovens a produzirem cinema durante a pandemia e, com esse relato, montei um podcast para me ater à característica multimídia do meu produto. Em novembro eu comecei a pensar sobre
1. Projeto Experimental 1. 1. Título: CineSpy 1. 2. Área e Formato: Área: Digital.. Formato: o formato escolhido será a reportagem extensa em web, que cede ao observador a possibilidade de descrever detalhadamente o objeto de estudo através da característica multimídia. Além do mais, permite o aprofundamento em particularidades que em outras mídias seriam limitadas. 1. 3. Sinopse A reportagem possui uma narrativa que destaca o papel da linguagem cinematográfica durante a pandemia. A estrutura é construída a partir de entrevista com especialistas e análise de dados que integram os impactos da pandemia no audiovisual e na saúde mental das pessoas. 1. 4. Descrição do projeto 1. 4. 1. Características do projeto A escolha da reportagem extensa pra web além de garantir a profundidade dos relatos, rompe os limites burocráticos do jornalismo tradicional permitindo a possibilidade de o leitor percorrer pelas referências e conferir os dados através da internet. A reportagem tem uma linguagem simples e de fácil compreensão. Parte de uma narrativa não-ficcional baseando-se em depoimentos, dados e comparações bibliográficas. O público alvo, dada a linguagem, abrange diferentes tipos de pessoas justamente por ser um tema tão atual.
1. 4. 2. Linha Editorial A premissa estabelecida como linha editorial desta reportagem se compromete em: apurar todas informações recebidas; dar voz às partes comprometidas; esclarecer o vínculo do audiovisual com a saúde mental; preservar a importância do isolamento social, mesmo apresentando
consequências em decorrência do mesmo. Em vista disso, entende-se como missão, visão e valores deste projeto os seguintes itens: A missão do produto é servir como retrato documental da pandemia analisando a perspectiva do audiovisual. A visão é que esse projeto seja utilizado como registro referencial do momento de pandemia. Já os valores aqui empregados se tratam da importância do debate do público de consequências que não possuem apelo midiático devido. Além disso, também é de grande valia o compromisso com as pessoas que já sofreram, ou sofrem, algum tipo de transtorno psicológico.
1. 5. Pautas Pedro Henrique Paz de Barros
PAUTA CineSpy PRODUTO: Reportagem extensa para web
TEMA/ASSUNTO: A produção audiovisual independente durante a pandemia
DATA DA ENTREVISTA:
HISTÓRICO As grandes indústrias cinematográficas, mesmo diante da maior crise da história conseguiu respirar com o auxílio das plataformas digitais de distribuição. Entretanto, o mesmo não ocorre com a produção audiovisual independente que não possui o amparo devido para continuar produzindo. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Iremos fazer um acompanhamento dos relatos de pessoas que foram afetadas psicologicamente por causa do isolamento social, a fim de discutir as alternativas encontradas por elas que auxiliaram na saúde mental. Desse modo, o direcionamento aqui empregado pretende alcançar a linguagem audiovisual como sendo uma das válvulas de escape, encontradas pelo consumidor para se entreter durante a pandemia. Além do mais, cabe abordar breve o aumento de consumo dos serviços de streaming
durante o confinamento, com o propósito de elucidar a importância da acessibilidade ao audiovisual no atual momento. POSSÍVEIS PERGUNTAS - A pandemia afetou a indústria cinematográfica como um todo. O produtor de conteúdos audiovisuais independente também é lesado financeiramente nesse período? Se sim, de que forma? - É possível produzir e dirigir um filme remotamente? Se sim, qual a maior dificuldade? - Em sua opinião, qual vertente ou função dentro de uma produção independente foi mais afetada durante a pandemia? FONTES - Bruno Ramos – Produtor Audiovisual Independente EQUIPAMENTOS
REPÓRTER Pedro Henrique Paz de Barros
Pedro Henrique Paz de Barros
PAUTA CineSpy PRODUTO: Reportagem extensa para web
TEMA/ASSUNTO: O cinema e sua ligação com o emocional humano
DATA DA ENTREVISTA:
HISTÓRICO Em 2020, houve um aumento significativo de transtornos psicológicos durante a adoção do isolamento social em decorrência do coronavírus. Prevenir-se contra o vírus é a prioridade, contudo, paralelamente ao surto, problemas neuronais ocasionados pelo confinamento, passaram a ser recorrentes. Uma das medidas encontradas pela população para entreter-se diante da situação, foram os conteúdos visuais. Além de entregarem a comodidade ao público, passaram a ser a alternativa mais acessível da grande massa, devida a ascensão dos serviços de streaming. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Coletar o relato um psicólogo que possa elucidar a ligação do cinema com o emocional humano, além de traçar um panorama do sobre os casos de transtornos psicológicos durante a pandemia.
POSSÍVEIS PERGUNTAS O que é cinematerapia? A que se deve o aumento de transtornos psicológicos durante a pandemia? FONTES - Dr. Paulo Valzacchi – Psicólogo, terapeuta, professor e escritor. EQUIPAMENTOS
REPÓRTER Pedro Henrique Paz de Barros
Pedro Henrique Paz de Barros
PAUTA CineSpy PRODUTO: Reportagem extensa para web
TEMA/ASSUNTO: A produção audiovisual durante a pandemia
DATA DA ENTREVISTA:
HISTÓRICO Em 2020, houve um aumento significativo de transtornos psicológicos durante a adoção do isolamento social em decorrência do coronavírus. Prevenir-se contra o vírus é a prioridade, contudo, paralelamente ao surto, problemas neuronais ocasionados pelo confinamento, passaram a ser recorrentes. Uma das medidas encontradas pela população para entreter-se diante da situação, foram os conteúdos visuais. Além de entregarem a comodidade ao público, passaram a ser a alternativa mais acessível da grande massa, devida a ascensão dos serviços de streaming. ENFOQUE/ANGULAÇÃO Trazer para a reflexão o projeto cultural intitulado “É Nois Na Fita” que visa integrar jovens sem condições financeiras a produzir cinema de forma remota.
POSSÍVEIS PERGUNTAS Quais eram os objetivos iniciais do “É Nóis Na Fita”? O que te fez criar um projeto cultural para jovens da periferia? FONTES - Eliana Fonseca – atriz, roteirista, diretora e idealizadora do curso. EQUIPAMENTOS
REPÓRTER Pedro Henrique Paz de Barros
2. Cronograma
Desenvolvimento do projeto de pesquisa
Abr
Mai
X
X
Jun
Desenvolvimento do projeto experimental
X
Obtenção de bibliografia de referência
X
X
Leitura da bibliografia escolhida
X
X
Aplicação de inquéritos – primeira fase Análise de inquéritos – primeira fase Aplicação de inquéritos Segunda fase
Jul
X
Ago
Set
Out
Nov
X
X
X
X
X
X
X X
Dez
Análise de inquéritos – Segunda fase
X
Desenvolvimento do trabalho teórico
X
Captação de relatos para a reportagem
X
X
Desenvolvimento da reportagem
X
X
Entrega da pesquisa e do produto final
X
X
3. Investimentos I NVESTIMENTOS
X
GASTOS (REAIS)
Material Referencial
R$ 250,00
Identidade Visual
R$ 100,00
Revisão
R$ 100,00
TOTAL
R$ 450,00
4. Finalidades Um projeto de caráter digital possui a possibilidade de analisar informações e discutir perspectivas por meio da galáxia que é a internet. Tanto o projeto de pesquisa quanto o produto aqui descrito, tiveram como finalidade retratar um recorte de um dos momentos mais tristes do século XXI. A ótica escolhida é o efeito que a pandemia pode causar para além do impacto viral. Portanto, esse relatório somado à reportagem extensa de web são documentos de estudo para futuros pesquisadores compreenderem como a linguagem audiovisual serviu de amparo a quem não podia sair de casa por medo. Além do mais, faz-se necessário a produção de materiais que reforcem a importância do jornalismo durante crises, essencialmente no Brasil, onde há movimentos sócio-políticos que ferem a liberdade de imprensa. Por fim, há também como finalidade a publicação e divulgação desse material, para tornar público esse estudo com o propósito de ajudar quem já passou por problemas semelhantes.
ANEXO 1. Ficha de Inscrição