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Projeto Sentidos - Agência Crewtive

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

PROJETO SENTIDOS 2019: A IMAGEM DA MULHER NA COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA

Agência Crewtive

São Paulo 2019


UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

PROJETO SENTIDOS 2019: A IMAGEM DA MULHER NA COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA

Agência Crewtive RGM: 2072584-1 RGM: 2139957-3

Ana Carolina Souza, Christian Slater Santana Vieira, Erick de Oliveira Garcia, Filipe Pedro Januário Maria Clara Petroni, Michele dos Santos Silva, João Vitor de Oliveira Yoshiuki Amano,

RGM: 208437-4 RGM: 2086320-9 RGM: 2222222222 RGM:,2124593-2 RGM:222222222

São Paulo 2019


RESUMO A heterogeneidade na participação de classes minoritárias começou a ser debatida a partir do início do século XX quando, com a formação do movimento sufrágista em resposta a ideias retrógradas e conservadoras. O pouco espaço que a mulher tinha em publicidades e propagandas normalmente eram associado a atividades domésticas ou sexualização para satisfação masculina. E a luta por direitos básicos, bem como, concorrer a cargos públicos e propriamente dito o voto, eram privilégios masculinos. A propaganda antisufragista aparece para advertir a sociedade e principalmente os homens sobre as possíveis ameaças de “suas” mulheres passarem a pensar por si mesmas.

PALAVRAS-CHAVE: sufragismo, propaganda; objetificação da mulher; história da publicidade.

MULHER NA PUBLICIDADE Nas décadas de 10 a 30 a publicidade era focada na realidade da época, logo os anúncios costumavam mostrar suas imagens em situações cotidianas de uma família patriarcal. Davam ao homem o poder total sobre a situação do lar e costumavam mostrar a mulher como um objeto do homem. Essas campanhas não tinham pudor na hora de retratar a mulher como alguém menor que o homem, as mesmas mostravam mulheres sendo comparadas com objetos e até mesmo sendo agredidas. A mídia sempre influenciava a mulher a ser uma “boa esposa”, estar sempre arrumada e seguir sempre os padrões que essas publicidades mostravam. Isso gerava uma cobrança muito forte nas mulheres da época, qualquer uma que saísse dos padrões de beleza e vestimenta dessas décadas seriam reconhecidas como feias, indecentes, acabadas, mal amadas, sendo até obrigadas a ouvir frases como: “Essa não é para casar”. Com o surgimento do movimento sufragista, não demorou muito para elas serem satirizadas pela mídia que surpreendente atingia a população da época com mensagens machistas, dizendo que a mulher não mereceria o seu poder e autonomia. Desde os mais novos que já possuíam entendimento da situação, até os mais velhos que interfiriam de várias maneiras, positivas ou negativas, nas decisões, todos achavam esse tipo de mensagem comum. A coleção de cartazes criados pela Barton & Spooner Co., por exemplo, atingia o público usando a imagem infantil. A ideologia antisufragista era implantada desde cedo, homens e mulheres eram representados por crianças, como se ensinados que o sufrágio era algo ruim. Aqui podemos encontrar alguns exemplos dessas propagandas que se davam ao trabalho de ridicularizar as sufrágistas na época:


“A Woman’s Place is in Her Home” The Suffrage Postcard Project, Barton & Spooner Co; 1906, New Jersey- USA

A primeira imagem está representados de forma infantil, mulher e homem que são colocados em uma situação que seria cotidiana entre crianças. A brincadeira de "casinha" que restringe a mulher á imagem de administradora do lar e o papel de cuidar dos filhos e tarefas domésticas. A criança do sexo feminino está usando um “figurino sufragista”, com direto a calças, faixas e bandeira. É interessante observarmos que a bandeira tem uma escrita que diz “Wimmen” em vez de “Women”, que seria o correto tendo em vista a língua inglesa. Em uma análise rápida podemos concluir que esse erro no contexto publicitário foi na verdade intencional, pois a propaganda tinha como objetivo ridicularizar o movimento sufragista da época e erros linguísticos, no geral, são vinculados a falta de inteligência de um individuo. Também é possível notar o cenário com bonecos, brinquedos largados ao chão, como se a garota, desde já largasse seu papel de mulher doméstica e por isso, sendo repreendida pela figura masculina, a brincadeira agora seria lutar por seus direitos, no caso, o direito ao voto para mulheres. Para finalizar, a frase "O lugar da mulher é na casa dela" que estampa o cartaz, reforça a crítica que o mesmo traz como se a casa fosse o único lugar da mulher. Que é só mais um dos muitos pensamentos equivocado desse cartaz.


“Will we get’em?”. The Suffrage Postcard Project, Barton & Spooner Co; 1906, New Jersey- USA

"Vamos pega-las?", a frase de destaque remete ao fato da figura feminina estar protestando por ”querer calças”, considerando ao fato de que calças eram sinal de masculinidade, e consequentemente, de poder. A ideia do cartaz é a de que, quando mulheres usassem roupas consideradas masculinas, elas seriam iguais aos homens. Logo os direitos, como o voto, por exemplo, seriam os mesmos. Vale ressaltar também o erro gráfico que se repete nas ilustrações de bandeiras da coleção de cartazes que representa o quando a sociedade da época subestimava a inteligência das mulheres que lutavam por seu direito de voto.


“I May be Your Leader Some Day” The Suffrage Postcard Project, Barton & Spooner Co; 1906, New JerseyUSA

A figura feminina tem uma postura prepotente, como se estivesse impondo algo, um ar de superioridade, algo que não era visto com bons olhos na época. "Eu vou ser sua líder um dia", frase do cartaz, ironiza a figura da mulher na época, onde não era comum quando uma mulher tinha um cargo ou posição de destaque ou liderança. Além de cuidar da casa e dos filhos, a mulher não liderava mais nenhuma outra área que não tivesse relação com as questões domésticas. A liderança não era algo que conferia ao sexo feminino, visto que o homem tinha uma imagem superior.

CONCLUSÃO

Conclui-se que o papel da mulher na publicidade é, na maioria das vezes, envolvido em depreciação de imagem, sátiras, esteriótipos ou então sexualização. A maioria das mulheres consideram que as marcas fazem seus anuncios dirigidos aos homens. Mesmo sendo as mulheres as mais responsáveis por 80% das decisões de compra no mercado. O surgimento de movimentos anti-sufragistas foram como resposta à esse empoderamento da mulher, e sempre os movimentos contra a luta de minorias vêm


repleta de esteriótipos desagradáveis e com uma visão deturpada e sem muito conhecimentos sobre suas pautas.

REFERÊNCIAS Associação Nacional Americana de Sufrágio Feminino, 1910

https://old.agenciamoustache.com.br/o-papel-da-mulher-na-publicidade/ RAMOS, P. Bem vindo de volta, Lucky Luke. Blog dos Quadrinhos. Publicado em: 19 nov. 2014. Disponível em <http://blogdosquadrinhos.blog.


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