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TRABALHADOR-19

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL

Rádio, TV e Internet – 4/5°C – Manhã

DOCUMENTÁRIO: TRABALHADOR-19

São Paulo - SP 2020 2


DOCUMENTÁRIO: TRABALHADOR-19

Airton Araujo Fagundes - RGM: 19443706 Camila Rocha da Costa - RMG: 19503270 Gabrielly Seravalli dos Santos - RGM: 20011318 Isabela Soares da Fonseca - RGM: 18799701 Mayara Dayane Procópio Araújo - RGM: 18635423 Naiara Vieira - RGM: 19175299 Natã Brito Rolim - RGM: 20048572 Rafaella Batista Bidin - RGM: 5921225893 Tiago de Souza Soares - RGM: 19413068 Thiago Almeida Berto - RGM: 19667213

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ORIENTADORES Profa. Me. Ivani Falcão Ética e Legislação para Rádio, TV e Internet

Profa. Dra. Maria Aparecida Ruiz Documentário

Profa. Me. Elisa Marconi Tecnologia em Rádio, TV e Internet

Bíblia de Produção apresentada como exigência para a conclusão do 4º/5º semestre do curso de Rádio, TV e Internet.

São Paulo - SP 2020 4


Sumário 1.

A PRODUTORA ..................................................................................................................................8

2.

LOGO ..............................................................................................................................................10

3.

IDENTIDADE ORGANIZACIONAL .....................................................................................................11

3.1.

Missão ........................................................................................................................................11

3.2.

Visão ...........................................................................................................................................11

3.3.

Valores........................................................................................................................................11

4.

EQUIPE 7 ILUSÕES ..........................................................................................................................12

5.

ORGANOGRAMA ............................................................................................................................16

O DOCUMENTÁRIO .............................................................................................................................. 17 6.

SINOPSE ..........................................................................................................................................18

7.

OBJETIVOS ......................................................................................................................................19 7.1

Objetivo geral .........................................................................................................................19

7.2

Objetivos específicos ..............................................................................................................19

8.

SUGESTÃO DE ESTRUTURA.............................................................................................................20

9.

PERSONAGENS ...............................................................................................................................21

10.

LISTA DE OBJETOS ......................................................................................................................23

11.

TIPOS DE DOCUMENTÁRIO ........................................................................................................24

11.1.

Modo Poético .........................................................................................................................24

11.2.

Modo Expositivo .....................................................................................................................24

11.3.

Modo Observativo..................................................................................................................25

11.4.

Modo Participativo .................................................................................................................25

11.5.

Modo Reflexivo ......................................................................................................................25

11.6.

Modo Performático ................................................................................................................26

12.

MATERIAL DE ARQUIVO .............................................................................................................27

13.

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA ..........................................................................................................28

14.

EDIÇÃO .......................................................................................................................................30

15.

PÚBLICO ALVO ............................................................................................................................31

16.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA .......................................................................................................32

17.

VEICULAÇÃO ...............................................................................................................................33

18.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................................................36

18.1.

Justificativa .............................................................................................................................36 5


18.2. Documentário ............................................................................................... 37 18.3. Documentário no Brasil ................................................................................ 39 18.4. Trabalho ....................................................................................................... 40 18.5. Emprego....................................................................................................... 41 18.6. Trabalho x Emprego ..................................................................................... 42 18.7. Trabalhador x Trabalho ................................................................................ 43 18.8. Tipos de trabalho ......................................................................................... 44 18.8.1. Autônomo.................................................................................................. 44 18.8.2. Voluntário .................................................................................................. 44 18.8.3. Freelancer ................................................................................................. 45 18.8.4. Assalariado ............................................................................................... 45 18.8.5. Empresário................................................................................................ 45 18.9.

Home Office ......................................................................................... 46

18.10. Trabalhador x Trabalho em meio a COVID-19 .......................................... 47 18.11. COVID-19 ................................................................................................. 49 18.12. QUARENTENA ......................................................................................... 50 18.13. Documentários de referência .................................................................... 51 18.13.1.

Fyre Festival: Fiasco no Caribe (2019) ............................................ 52

18.13.2.

Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar (2019) ............ 53

18.13.3.

Em Busca da Felicidade (2019) ............................................................. 55

19.

CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO .................................................................. 57

20.

CRONOGRAMA DE EDIÇÃO ......................................................................... 58

21.

PAUTAS .......................................................................................................... 59

22.

RESPOSTA DO DESAFIO .............................................................................. 66

23.

CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................. 68

Airton Araujo Fagundes | RGM: 19443706 ............................................................ 68 Gabrielly Seravalli dos Santos | RGM: 20011318 .................................................. 69 Isabela Soares da Fonseca | RGM: 1879970-1 ..................................................... 71 Mayara Dayane Procópio Araújo | RGM: 1863542-3 ............................................. 72 Naiara Vieira | RGM: 19175299 ............................................................................. 74 Natã Brito | RGM: 2004857-2 ................................................................................. 75 Rafaella Batista Bidin | RGM: 5921225893 ............................................................ 76 Thiago de Almeida Berto | RGM: 19667213 .......................................................... 77 6


Tiago de Souza Soares | RGM: 1941306-8 ........................................................... 78 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 79 APÊNDICES ............................................................................................................. 83 ROTEIRO ................................................................................................................. 84 RELATÓRIO DE JUSTIFICATIVA ÉTICA ................................................................ 91 ANEXOS ................................................................................................................... 98

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1. A PRODUTORA A produtora 7 ilusões foi criada na junção de duas produtoras a Seven Produções e a Illusion Filmes no início do 4° semestre do curso do Rádio, Tv e Internet no ano de 2019, atualmente a produtora conta com os 9 integrantes Airton Araújo, Camila Rocha, Gabrielly Seravalli, Isabela Soares, Mayara Dayane, Naiara Cardoso, Natã Brito, Thiago Berto e Tiago Soares.

Nossas produções audiovisuais buscam aplicar todos os conhecimentos adquiridos no curso com o maior nível de qualidade possível e maior diversidade em gêneros e assuntos para trazer uma futura reflexão ao espectador.

O nome da produtora surgiu com a união dos antigos nomes das produtoras aonde 7 vem da Seven Produções e o ilusões vem da tradução de Illusion, não colocamos no nome da produtora nenhuma característica do audiovisual pois buscamos trazer em nossos trabalhos somente nosso conceito e marca.

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2. LOGO A novo logo da produtora foi idealizada com base no carômetro da produtora, que tinha como conceito principal as luzes coloridas, o neon, trazendo uma atmosfera mais sombria com nuances inspirados na vida noturna, na cena “ball” LGBTQIA+ e na série “Euphoria” (HBO). As cores usadas na logo foram o branco, o preto e o laranja, representando a combinação de ambas as produtoras Illusion Filmes e Produções Seven, o branco e preto sendo as cores principais da Illusion, enquanto o preto e o laranja da Seven. Amarrando o conceito de cores representativas, o número sete da logomarca ficou em laranja, e o “ilusões” em branco, sendo complementado com uma elipse simbolizando a união das produtoras.

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3. IDENTIDADE ORGANIZACIONAL 3.1.Missão A 7 Ilusões tem como objetivo criar e produzir com qualidade conteúdos que entretenham, divirtam, informem e criem espaços de discussões entre as pessoas, que contribuam para mudanças sociais, beneficiando a vida desses indivíduos e a sociedade.

3.2. Visão Se destacar como uma produtora inovadora, que é vista como uma fonte de busca por cultura, diversão e informação.

3.3. Valores 

Buscamos respeitar e valorizar a diversidade, agindo com responsabilidade na criação e produção de nossos conteúdos.

Visamos também dar valor as competências e estudos científicos de cada área do conhecimento se comprometendo a não passar informações falsas, ofensivas ou inventadas sem nenhum repertório teórico.

Sempre levar em consideração os valores éticos nas produções.

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4. EQUIPE 7 ILUSÕES

Airton Araujo – 19 anos Estudante do 5º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

Camila Rocha – 19 anos Estudante do 5º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

Gabrielly Seravalli – 22 anos Estudante do 3º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

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Isabela Soares – 19 anos Estudante do 5º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

Mayara Dayane – 25 anos Estudante do 5º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

Naiara Souza Vieira – 22 anos Estudante do 5º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

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Natã Brito – 20 anos Estudante do 4º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

Raffaela Bidin –18 anos Estudante do 3º semestre de Relações Internacionais na Universidade Cruzeiro do Sul.

Thiago de Almeida – 20 anos Estudante do 5º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

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Tiago Soares – 26 anos Estudante do 5º semestre de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul.

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5. ORGANOGRAMA

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6. SINOPSE Trabalhador-19 atravessa a vida de quatro personagens e sua relação com o trabalho após a quarentena, em uma série de questionamentos mergulhamos na realidade dessas pessoas assim apresentando como diferentes profissões foram afetadas pelo mesmo problema que é o COVID-19. Em meio a relatos dos personagens, mostraremos os principais aspectos que mudaram em suas jornadas de trabalho e o quanto isso está os afetando, sempre tentando trazer uma reflexão ao espectador sobre como a pandemia está influenciando em novas formas de trabalho e rotinas para suas profissões.

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7. OBJETIVOS 7.1 Objetivo geral 

Produzir um documentário durante o isolamento social com finalidade de mostrar a realidade da relação dos personagens com seu trabalho no período da quarentena, com o intuito de destacar as mudanças na rotina, o efeito da pandemia em diferentes profissões e como lidam com a nova dinâmica em seu serviço.

7.2 Objetivos específicos 

Expor a visão das diferentes profissionais e dar uma reflexão sobre como cada profissão foi afetada pelo COVID-19.

Analisar as principais mudanças na rotina de trabalho de cada profissional devido a pandemia.

Apontar as maiores dificuldades encontradas no trabalho de cada profissional em meio a pandemia.

Levantar questões sobre a relação dos profissionais com as empresas onde trabalham.

Mostrar as maiores preocupações dos profissionais com seu trabalho.

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8. SUGESTÃO DE ESTRUTURA Título: Trabalhador-19 Roteirista: Isabela Soares Narrativa: Performático e Observativo Produtora: 7 Ilusões Tempo: 16’ 30” O

documentário

começa

com

uma

introdução

do

documentarista

sincronizando o áudio e tendo uma breve conversa com a personagem Clemência. Após isso uma série de inserts dos personagens no qual mostram suas rotinas antes de irem trabalhar e durante o trabalho também. Nele foi colocado uma trilha de fundo enquanto um voice over sobre trabalho essencial é tocado ao longo da introdução. Depois dos inserts a vinheta do documentário que consiste em cartões com o nome do documentário batendo ponto. A maquina de bater ponto foi trazida para enfatizar o titulo e ilustrar o mesmo mantendo a estética do assunto “trabalho”. Em seguida começam os relatos dos personagens em que é dado uma pequena introdução sobre como seus trabalhos sofreram uma mudança por causa da pandemia do COVID-19. Ao longo dos relatos dos personagens são intercalados inserts para ilustrar algumas das coisas que são faladas nas respostas. Para trazer uma maior conexão entre os personagens e seus depoimentos já que eles vem de trabalhos bem diferentes buscamos intercalar as respostas que estavam mais próximas para criar uma narrativa coerente e que não deixasse o espectador a deriva sobre o assunto tratado no decorrer do documentário.

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9. PERSONAGENS A escolha de personagens foi feita pensando na pauta também, tendo em vista que como já temos convivência com essas pessoas que fazem parte do documentário e temos conhecimento de sua profissão esse fundamento colaborou com as pesquisas do tema. Mas sendo que muitas informações mais específicas não são encontradas tão facilmente em artigos ou dissertações e também como o intuito é de optarmos pelo lado sentimental da narrativa, usamos o conhecimento que já possuíamos para elaborar as perguntas. Outro motivo dessa escolha específica de personagem foi que durante a escolha do tema nos deparamos com o fato de que no grupo temos uma diversidade de profissionais de diferentes áreas de trabalho, então com base nesse pensamento escolhemos explorar como cada profissão é afetada de forma diferente durante a pandemia e apresentar cada ponto de vista e essa nova realidade no seu serviço. ●

Estagiário

Thiago Berto, 20 anos, editor de vídeo. Com o atual situação da pandemia, a empresa do Thiago decidiu colocar seus funcionários e estagiários de home office, com isso eles criaram vários canais de comunicação por meio de aplicativos para conseguir fazer reuniões e estratégias para realização dos trabalhos. A empresa segue com pagamento normal de salário e de vale refeição e até mesmo vale transporte. Com isso Thiago se viu em meio a uma nova rotina, onde sua casa virou também seu ambiente de trabalho. ● Autônomo Larissa Soares da Fonseca, 22 anos, tradutora. Larissa já trabalhava em home office a cerca de 1 ano e grande parte do trabalho que faz são traduções de laudos médicos e por causa do Coronavírus houve a mudança em seu trabalho com um certo aumento de serviço por conta de cancelamentos de estudos, informativos sobre o COVID-19 entre outros. Antes da pandemia ela recebia em torno de 20 documentos por mês que não eram muito extensos, ultimamente recebe quase o dobro de documentos com uma maior 21


extensão. ●

Assalariado

Clemência de Almeida, 47 anos, auxiliar de limpeza. Clemência sendo auxiliar de limpeza se encontra na lista dos serviços essenciais, a empresa onde trabalha adotou as medidas estabelecidas pelo ministério da saúde, aonde ela vem trabalhando com máscara, luvas e álcool em gel, porém, o maior problema sobre a contaminação não se encontra no seu trabalho e sim no trajeto que Clemencia precisa fazer todos os dias para ir trabalhar onde pega ônibus e metrôs cheios, a empresa até o momento não fez nenhum tipo de alteração salarial, porém Clemência vive em um grande dilema, onde está na maior zona de contágio e não pode estar em quarentena pois precisa trabalhar para ter seu sustento. ●

Empresário

Marcelo dos Santos, 44 anos, empresário. Marcelo tem uma firma de pintura eletrostática, em meio a pandemia a grande parte dos seus clientes estão fechados e os poucos clientes que ainda estão abertos, não estão mandando muitos serviços, com a falta de serviço Marcelo precisou reduzir sua tabela de funcionários, onde demitiu 6 empregados e se encontra apenas com 4 empregados trabalhando, mesmo não tendo muito serviços, as contas não param de chegar em meio a maior crise que já enfrentou ele diz que se a situação continuar dessa forma a única solução que terá e de fechar as portas da firma.

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10.

LISTA DE OBJETOS

Nas entrevistas com os personagens procuramos usar objetos que remetem a sua profissão e personalidade, por isso escolhemos para gravar em suas casas ou locais de trabalho com objetos em cena que representasse essa intenção de acentuar quem esses personagens são. Quando entrevistamos a personagem Larissa optamos por enquadrar sua mesa de trabalho com o notebook no fundo por serem itens que ela usa no trabalho. Já os livros na mesa são para remeter a profissão de tradutora e o boneco em cima dos livros remete a personalidade da entrevistada. No relato do Marcelo usamos como cenário seu escritório de sua firma para representar o seu trabalho, assim como todos os itens que ele usa no cotidiano em seu serviço enquadrados, como a trena que ele utiliza para medir as peças para ter um orçamento do seu serviço. Com Clemência escolhemos filmar em sua casa para remeter a sua personalidade além de trazer um fator de proximidade com quem aquele personagem é. Os itens enquadrados remetem aos gostos dela sendo eles as plantas no fundo. Gravamos também na área de serviço de sua casa para remeter a profissão de auxiliar de limpeza da personagem. Na entrevista com Thiago escolhemos gravar em sua casa para remeter ao home office que está fazendo atualmente. Os itens enquadrados também são para representar o lugar onde mora e coisas que ele usa em seu tempo livre para se distrair um pouco de ser trabalho.

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11.

TIPOS DE DOCUMENTÁRIO

De acordo com o livro “Introdução ao Documentário” de 2001, existem seis tipos diferentes de modo de linguagem de um documentário, sendo eles o poético, expositivo, participativo, observativo, reflexivo e performático. Esses modos representam o estilo que o documentário, como se fosse uma espécie de subgênero que define a voz única para cada obra. Cada documentário tem sua voz distinta. Como toda voz que fala, a voz fílmica tem um estilo ou uma “natureza” própria, que funciona como uma assinatura ou impressão digital. (...) No vídeo e no filme documentário, podemos identificar seis modos de representação que funcionam como subgêneros do gênero documentário propriamente dito: poético, expositivo, participativo, observativo, reflexivo e performático. (NICHOLS, 2001, p.135)

11.1. Modo Poético O modo poético que surgiu junto com o movimento modernista tem como característica trazer a realidade de forma abstrata, com impressões em fragmentos da realidade e preocupação excessiva com a estética. Esse tipo de documentário busca transmitir sentimentos através das imagens sem se importar muito em ter uma lógica, linearidade ou trazer fundamentos da realidade. Embora esse estilo poético possa parecer muito abstrato as vezes fazendo com que não tenha muito sentido ele segue seu objetivo de “emoção acima da razão”. O modo poético sacrifica as convenções da montagem em continuidade, e a ideia de localização muito específica no tempo e no espaço derivada dela, para explorar associações e padrões que envolvem ritmos temporais e justaposições espaciais. (NICHOLS, 2001, p. 138)

11.2. Modo Expositivo O tipo de documentário expositivo, ao contrário do poético, não tem a estética como uma grande preocupação e sim o argumento. Faz uso de voice over (voz de Deus) para apresentar a narrativa e garantir a objetividade do projeto. Por ser um estilo de documentário com finalidade informativa, as imagens são usadas como forma de ilustrar o que está sendo narrado, atuando como coadjuvantes. O problema de documentários assim é que podem se tornar didáticos em excesso. O modo expositivo dirige-se ao espectador diretamente, com legendas ou vozes que propõem uma perspectiva, expõem um argumento ou recontam a história. Os filmes desse modo adotam o comentário com voz de Deus (...) (NICHOLS, 2001, p. 142)

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11.3. Modo Observativo O modo observativo tem como finalidade observar a vida como ela é, sem nenhuma interferência do documentarista. A câmera funciona como uma extensão do olhar do cineasta, por isso os personagens interagem entre si como se não houvesse câmera presente. Por quer transmitir uma pretensão de naturalidade, esse tipo de documentário não faz uso de entrevistas, narrações e as vezes nem mesmo usam música de fundo. O lado ruim desse estilo de documentário é que ele pode ter uma história fraca e sem contexto. O modo observativo propõe uma série de considerações éticas que incluem o ato de observar os outros se ocupando de seus afazeres. (NICHOLS, 2001, p. 148)

11.4. Modo Participativo O modo participativo que surgiu por volta dos anos 60 conta com o documentarista presente vivenciando os eventos que estão sendo documentados. É possível vê-lo e/ou ouvi-lo ao longo da obra. Nesse estilo de documentário não é só algo observado, mas também vivido. No estilo participativo a câmera interfere nos acontecimentos em cena através das interações com os demais personagens em cena. O ponto negativo desse tipo de documentário é a confiança nas testemunhas que podem trazer uma história simplória, além de poder ser invasivo demais na vida do personagem. O pesquisador vai para o campo, participa da vida de outras pessoas, habitua-se, corporal ou visceralmente, à forma de viver em um determinado contexto e, então, reflete sobre essa experiência, usando os métodos e instrumentos da antropologia ou da sociologia. “Estar presente” exige participação; “estar presente” permite observação. (NICHOLS, 2001, p. 153)

11.5. Modo Reflexivo O tipo de documentário reflexivo tem um contato com o publico, questionando a veracidade da influencia do documentário na realidade. Está preocupado com o processo de representação do mundo exterior, mas ainda assim mostrando para o expectador que o que aparece na tela é apenas fruto de uma construção cinematográfica, por isso alguns documentários podem até mostrar a equipe, equipamentos e etc. Ele trabalha com a auto reflexão, querendo fazer também com que a consciência do público seja estimulada. O lado negativo é que documentários como este podem perder seu objetivo inicial durante o processo e tende a ser muito abstrato. 25


Em vez de seguir o cineasta em seu relacionamento com outros atores sociais, nós agora acompanhamos o relacionamento do cineasta conosco, falando não só do mundo histórico como também dos problemas e questões da representação. (NICHOLS, 2001, p. 162)

11.6. Modo Performático O modo performático dá ênfase nos relatos de experiências de vida dos personagens e suas características únicas. Tendo como objetivo a busca do elemento sentimental nos depoimentos que misturam realidade com imaginário sem se preocupar tanto com a lógica na narrativa. Por fazer uso de técnicas cinematográficas, também há uma preocupação com a estética visual nesse estilo de documentário. Por ser conduzido grande parte por depoimentos dos personagens, o lado negativo é que ele pode acabar perdendo seu objetivo ao longo da obra. O documentário performático sublinha a complexidade de nosso conhecimento do mundo ao enfatizar suas dimensões subjetivas e afetivas. (...) Os filmes performáticos dão ainda mais ênfase às características subjetivas da experiência e da memória, que se afastam do relato objetivo. (NICHOLS, 2001, p.169 - 170)

Após analisar cada estilo de documentário decidimos pela mistura do modo performático, modo observativo e modo participativo. Foi feita a escolha do modo performático por buscarmos dar destaque aos relatos dos personagens e buscar o lado emotivo nas entrevistas, então seguir esse tipo de narrativa parecia a mais apropriada. Já o observativo usaremos nos inserts dos personagens indo trabalhar, cenas dos comércios fechados na cidade e também para trazer um lado do realismo da situação que está sendo apresentada no documentário.

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12.

MATERIAL DE ARQUIVO

A faixa escolhida para a trilha sonora do documentário foi Breathing Planet por Doug Maxwell (2'19''), uma faixa branca retirada do Youtube Audio Library. Os termos de uso da plataforma são: 

Não disponibilize, distribua ou reproduza esses arquivos de música pela biblioteca separadamente de vídeos e conteúdos em que você tenha esses arquivos incorporados (por exemplo, a distribuição individual desses arquivos não é permitida).

Não usará os arquivos de música desta biblioteca de forma ilegal ou em conjunto com qualquer conteúdo ilegal.

A faixa está sobre a licença Creative Commons e foi atribuída como "CC BY" o que permite o compartilhamento e adaptação da mesma, desde que o autor seja devidamente creditado.

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13.

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

A fotografia da obra teve como modelo primário a representação dos planos médios elaborados das referências do documentário de Marcelo Gomes, Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, elas compreendem o enquadramento de cenas do cotidiano proletário e a fusão desse conceito no expediente de lazer dos personagens. Como seguem:

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A caráter de cenografia, a composição de cena fora elaborada com o propósito de atender as características pessoais dos personagens através do espaço situado e com isso, transmitir as condições de performance dos seus respectivos serviços.

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14.

EDIÇÃO

O material bruto do documentário fora capturado ao longo de três dias, sendo o equipamento, a câmera e acessórios, manipulado por apenas uma pessoa à cada locação. A decupagem, etapa primordial da edição, realizada com foco na pergunta central “A relação do trabalhador e seu trabalho em tempos de pandemia”. Os formatos manipulados na edição compreendem, entrevistas e inserts ambos capturados de forma autoral, com a respectiva recíproca de direito de imagem. A partir da reflexão da pergunta central, o esforço no processo de montagem fora estabelecer o ritmo do documentário, a atmosfera e a coesão narrativa. Os personagens narram sobre as adversidades de adequação a nova realidade transitória pandêmica, enquanto uma sucessão de cortes e inserts complementa e reforça o discurso de cada um.

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15.

PÚBLICO ALVO

A respeito do público alvo, optamos para a faixa etária entre 25 a 30 anos abrangendo ambos homens e mulheres, pois as pessoas destas idades estão sendo mais afetadas durante pandemia, mesmo quando estão em casa ou enquanto estão trabalhando. Focamos em atender o público de classe social B e C, onde está o perfil dos nossos personagens. Pode-se notar que ao decorrer dos meses da doença no Brasil houve um aumento de consumo de produtos audiovisuais, principalmente os conteúdos de gênero informativo. Segundo a pesquisa recente feita pelo Kantar Ibope Media mostra que a audiência de programas jornalísticos cresceu em 17%, salientando que a TV continua comprovando sua importância em acontecimentos deste tipo, mesmo com a internet. Nos programas jornalísticos o público pode acompanhar rapidamente a evolução dos casos de coronavírus e as orientações das autoridades públicas. Ainda segundo pesquisa recente feita pelo Kantar Ibope Media, no Brasil, comparando a média de segunda e terça-feira (16 e 17 de março), com a média das outras segundas e terças-feiras do ano, a audiência dos programas jornalísticos cresceu 17%. Na PlayTV o crescimento é ainda maior e a audiência dos programas jornalísticos quase dobrou quando comparados com a média destes programas no mês de março. A TV continua demonstrando seu poder em grandes acontecimentos como este, – os anunciantes podem se beneficiar dessa grande audiência, mas devem estar atentos ao ambiente e contexto em que estão anunciando. Como escolas e universidades foram fechadas como resultado da pandemia, muitos jovens estão consumindo TV. Dados mostram que os jornais batem recordes de audiência e todas as emissoras estão alterando sua grade de programação para manter os telespectadores bem informados sobre a pandemia. “Jovens de 15 e 34 anos o aumento foi de 27%. Para os maiores de 65 anos, o aumento foi de 9% – ainda quase duas horas a mais de exibição de TV do que entre os menores de 35 anos. Enquanto isso, na Espanha, os minutos médios vistos na semana passada aumentaram 80% entre o público de 13 e 24 anos em março, em comparação com 23% entre maiores de 65 anos. No Brasil, quando analisamos os dados de 18 de março, o crescimento do público de 12-17 anos na audiência é de 30%, e podemos observar, também, aumentos consistentes em todas as faixas etárias.” (BROWN, Andy. 2020)

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16.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA

Conforme todas as pesquisas que fizemos no decorrer da produção da Bíblia de produção, concluímos que a classificação indicativa é LIVRE para todas as idades, a opção mais indicada para o documentário, chegamos a conclusão a partir de uma análise dos critérios necessários. Segundo o Guia Prático de Classificação Indicativa (2012), a classificação é dividida entre os seguintes critérios: violência, sexo e drogas. 

Violência Livre: violência fantasiosa, presença de armas sem violência, mortes sem violência e ossadas e esqueletos sem violência;

Sexo e/ou Nudez Livre: nudez não erótica;

Drogas Livre: consumo moderado ou insinuado de drogas lícitas.

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17.

VEICULAÇÃO

Para a veiculação do documentário a produtora escolheu o Globoplay, uma plataforma digital de streaming desenvolvida pelo Grupo Globo lançada em Novembro de 2015 com o intuito de ampliar o alcance da grade linear da Globo para novos dispositivos, enriquecendo a experiência do público com os conteúdos. “Com as mudanças na rotina e novos hábitos de consumo, é natural o fortalecimento de nossa presença em todas as plataformas.” - explica Carlos Henrique Schroder, diretor geral da Globo.

Junto com a transmissão ao vivo da Rede Globo, o catálogo do Globoplay conta com produções clássicas da emissora como as novelas Avenida Brasil, Caminho das Índias, Malhação e Salve Jorge, além de filmes da Globo Filmes e as séries produzidas pelos Estúdios Globo. Essa grande presença e preocupação com o conteúdo nacional é um dos motivos pelo qual escolhemos a plataforma. “Segundo os dados coletados, no período de janeiro de 2015 a agosto de 2018, foram veiculadas 36 séries e minisséries em canais abertos de televisão brasileiros, dessas, apenas duas não foram exibidas na Globo.” (MUNGIOLI, Maria Cristina P.; IKEDA, Flavia Suzue de M.; PENNER, Tomaz Affonso. 2019, p.3)

Como outro fator para a escolha da plataforma, podemos apontar o grande aumento de popularidade da mesma, em virtude do sucesso das exibições especiais de séries como Arcanjo Renegado, The Good Doctor e The Handmaid’s Tale na Sessão Globoplay, assim como da vigésima edição do BBB. De acordo com o portal TechTudo, somente no terceiro trimestre de 2019, a plataforma cresceu 56% em comparação com o mesmo período do ano anterior, e segundo levantamento feito pela Folha F5, durante a quarentena o consumo aumentou em 46% na segunda quinzena de março em comparação com a quinzena passada. Ao levar o projeto para a plataforma teríamos a possibilidade de exibição do documentário na televisão aberta por meio da Sessão Globoplay, um programa especial da grade da TV Globo que inicialmente funcionava como uma prévia dos conteúdos exclusivos do serviço de streaming, atualmente o programa tende a exibir séries em sua totalidade em vez de apenas o primeiro episódio. A preocupação da Rede Globo com a propagação de informações importantes e atualizadas sobre a situação que estamos vivendo no momento 33


também foi de grande relevância quando estávamos decidindo a plataforma de veiculação do documentário, pois a credibilidade foi um dos principais fatores em mente durante o processo de criação do projeto. Atualmente a emissora possui até mesmo um programa dedicado ao coronavírus pelas manhãs, o Combate ao Coronavírus.

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18. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

18.1. Justificativa Devido à pandemia da Covid-19 que se originalizou na China e foi se alastrando para o resto do mundo matando milhares de pessoas em diversos países, vimos à necessidade de avaliar o tema para contemplar os estragos que uma pandemia pode gerar, tendo em vista que a pandemia mais recente que ocorreu no Brasil foi a gripe Suína, mais conhecida como H1N1, em 2009. E mesmo com os meios de comunicação recheados de informações, decidimos destacar em um Documentário o dilema de pessoas que tiveram que se adaptar a essa onda de quarentena, home office e ir trabalhar. Com os noticiários visando à tragédia que ocorre em todo o mundo e a importância de respeitar a quarentena e sobreviver em meio a uma pandemia, vimos a necessidade de expor e documentar esse momento tão caótico, desanimador e triste mostrando as dificuldades encontradas por todos nós, e sobre como está sendo para enfrentar a pandemia ir trabalhar e para alguns ficar em casa de home office.

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18.2. Documentário Um gênero do cinema, um documento não-ficcional que explora um lado da realidade. Importante ressaltar que não necessariamente traduz a verdade ou a realidade, mas sim o ponto de vista que quem o documentou. Segundo Bill Nichols em seu livro “Introdução ao Documentário”, não é tarefa fácil definir o que é ou não um documentário, já que é muito fácil o gênero se confundir com a ficção. “(...) a fidelidade está tanto na mente do espectador quanto na relação entre câmera e o que está diante dela”. (NICHOLS, 2012, p.19). O grande documentarista brasileiro Eduardo Coutinho, por exemplo, afirma que a verdade não importa, mas sim aquela que é falada por seus personagens, como diz em seu filme póstumo “Últimas Conversas”: “(...) Vou te fazer várias perguntas normais sobre a vida, e você pode responder com verdades ou mentiras, dá na mesma. Eu já não sei se a verdade existe (...)”. O gênero documentário não entra em estereótipos de outros gêneros do cinema, por isso às vezes é difícil identificar seu estilo. Mesmo assim, o documentário possui particularidades que o diferenciam de produções ficcionais, como afirma Rondelli (1998, p.29) “No caso da televisão, os telejornais e documentários deveriam ser o reino dos discursos sobre o real, enquanto as telenovelas e seriados, o lugar da ficção. Entretanto, esses gêneros além de não serem puros no modo como narrativamente constroem suas representações, convivem com uma série de outros gêneros que transitam entre dois pólos sem nenhum compromisso de serem fiéis ou coerentes com a realidade ou com a ficção, e que ficam mergulhados numa região cinzenta”

Essa espécie de relação ambígua entre documentário e ficção por vezes se confundem. Os documentários atuais da Netflix, por exemplo, como “Don’t F*ck With Cats” ou “A Mente de Um Assassino: Aaron Hernandez” usa de narrativas e estilos quase ficcionais, confundindo a cabeça de muitos espectadores, que por vezes procuram um documentário simples e sem rodeios. É claro que isso vem sendo feito desde muito tempo. A presença de elementos de ficção em um documentário, não invalida o gênero, assim como vários filmes de ficção são repletos de documentos que reforçam sua trama. Como afirma Penafria (1999): “(...) no documentário, a perfectibilidade do filme dialoga com a imperfectibilidade dos ‘intérpretes’”. Ele ainda diz que o documentário é o “argumento encontrado” (Penafria, 1999, p.109). Segundo Nichols, a tecnologia do mundo atual é extremamente responsável tanto 37


pela discussão entre verdade e mentira, como pela confusa inter-relação entre documentário e ficção, ele diz: “Há uma especificidade no vídeo e no filme documentário que gira em torno do fenômeno de sons e imagens em movimentos gravados em meios que permitem um grau notavelmente elevado de fidelidade entre a representação e aquilo a que ela se refere. A forma digital de representação soma-se aos vários meios que satisfazem esses critérios. Alguns verão uma expansão do documentários em mídias como o CD-Roms ou websites interativos dedicados às questões históricas e organizados segundo convenções de representação documental. Vejo aí algo mais próximo da polinização cruzada do que uma expansão literal ou uma continuação direta, já que as mídias correlatas intercambiam convenções e tomam emprestadas técnicas umas das outras (NICHOLS, 2012, p.23)

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18.3. Documentário no Brasil O documentário criou vida no final do século passado, sendo assim um gênero antigo que veio junto com o cinema, sendo um dos primeiros gêneros produzidos. Suas primeiras produções eram documentar cerimônias públicas e privadas da elite, atos oficiais, cinejornais e cinema institucionais, acontecimentos históricos, etc. Os cineastas Afonso e Paschoal Segreto, Silvino dos Santos, Major Luís Thomás Reis, entre outros, são os nomes mais conhecidos da época, e foram responsáveis pelos primeiros registros do acervo do cinema brasileiro, que hoje em dia quase não se encontra. Há também imagens perdidas do cinema mudo, que deram referência para o cinema documental, realizados em outras épocas no cinema brasileiro. Como destaca Bernardet (1990, p. 191) em estudo do cinema brasileiro em suas primeiras décadas. [...] deve partir não do longa-metragem de ficção, que é o sonho, a vontade, o “verdadeiro” cinema, mas exceção - sim dos documentários de curtametragem e dos jornais cinematográficos, pois é este tipo de cinema que durantes décadas foi o sustentáculo da produção e comercialização dos filmes brasileiros”.

Naquela época os filmes eram financiados pelo estado, por empresários e coronéis fazendeiros, que estavam sob comando da classe detentora do poder político e assim sendo, destruídos para promoção da elite. Ao analisar documentários e cinejornais que foram produzidos nas duas primeiras décadas do século XX, pode se dizer que a câmera do documentarista era a câmera do poder. Ainda assim, alguns filmes chegaram ao sucesso, mas já na década 20 ocorre a primeira crise na produção nacional, com a baixa de telespectadores nas produções nacionais. Não era segredo pra ninguém que os norte-americanos dominavam a cena com 80% do território nacional, e o restante ficava para as produções europeias.

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18.4. Trabalho A palavra trabalho vem do latim tripalium, sendo formada pela junção de duas palavras como tri, que significa “três”, e palum, que quer dizer “madeira”. Tripalium era o nome de um instrumento de tortura feito de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum em tempos remotos na região europeia. Desse modo, originalmente, "trabalhar" significava “ser torturado”. Pois pessoas que não tinham condições de pagar os impostos eram vítimas de tortura do Tripalium, prazendo assim o viés de trabalhar como ser torturado e dar entendimento não só ao fato de tortura em si, mas também, por extensão, às atividades físicas produtivas realizadas pelos trabalhadores em geral: camponeses, artesãos, agricultores, pedreiros etc. Ao decorrer dos séculos a palavra “trabalho” veio sofrendo algumas alterações de sentido, vindo do latim, o vocábulo passou para o francês como travaille, que significa “sentir dor” com o passar do tempo significou ‘’fazer um trabalho duro, exaustivo”, apenas no século XIV começou a ter um entendimento genérico como "proveito das forças e habilidades para atingir um determinado fim”.

Na linguagem cotidiana a palavra trabalho tem muitos significados. Embora pareça compreensível, como uma das formas elementares de ação dos homens, o seu conteúdo oscila. Às vezes, carregada de emoção, lembra dor, tortura, suor do rosto, fadiga. Noutras, mais que aflição e fardo, designa a operação humana de transformação da matéria natural em objeto de cultura: É o homem em ação para sobreviver e realizar-se, criando instrumentos, e com esses, todo um novo universo cujas vinculações com a natureza, embora inegáveis, se tornam opacas. (ALBORNOZ,pg 8.1988)

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18.5. Emprego A palavra emprego, da língua inglesa, tem sua origem em 1400 d.C. Até o início do século XVIII, se refere a afazeres ou tarefas. A partir do século XIX, passou a ser entendida como o trabalho realizado nas fábricas, empresas entre outros. O emprego por volta do século XIX não era de caráter fixo e sim de fluxo.

"Seus empregos não eram supridos por uma organização, mas pelas exigências de suas condições de vida, pelas exigências de um empregador e pelas coisas que precisavam ser feitas naquele momento e lugar" (BRIDGES: 1995, p.38)

A partir do século XX, algumas empresas foram estabelecendo um fluxo decorrente de trabalho e precisando de mão de obra continua, com isso foi criado os empregos fixos, onde as pessoas poderiam receber tanto por dia, semana, quinzena ou mês. Atualmente o trabalho tem exercido grande influência sobre as pessoas, milhões de trabalhadores vão ao serviço todos os dias, milhares de empregos diferentes, grandes oportunidades para crescer na vida e apesar de várias coisas boas trazidos por ele, há também várias consequências. Algumas pessoas não têm boas condições de trabalho, trabalham mais de oito horas por dia, em ambientes precários, sem higiene e ainda sim ganham pouco, menos de um salário mínimo grande parte das pessoas trabalha muito, saem às seis horas da manhã de casa para regressar ao lar somente às seis horas da tarde, devido ao trânsito e a necessidade de ganhar dinheiro para sobreviver. Porém com o alto nível de automatização em empresas a mão de obra humana vem se tornando cada dia mais dispensável. "Agora que a mercadoria valor do trabalho humano está se tornando cada vez mais tangencial e irrelevante, em um mundo cada vez mais automatizado, novas maneiras de definir o valor humano e os relacionamentos sociais precisão ser exploradas" (RIFKIN: 1995, p.41).

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18.6. Trabalho x Emprego Algumas pessoas se confundem a respeito da diferença entre trabalho e emprego e acabam misturando os dois conceitos, porém o trabalho é um afazer que não

necessariamente

trará

uma

recompensa

financeira

ao

trabalhador,

diferentemente do emprego onde o trabalhador vai ser recompensado pelo seu trabalho (físico ou mental) em uma empresa ou instituição. A concepção de emprego é muito mais nova do que ao trabalho, ela surgiu por volta da Revolução Industrial e se propagou com a evolução do capitalismo. “(...) racha irreparável” dentro da sociedade capitalista no metabolismo entre a humanidade e a Terra – “um metabolismo prescrito pelas leis naturais da própria vida” – exigindo sua “restauração sistemática como uma lei reguladora da produção social”. Na industrialização da agricultura, sugeriu ele [Marx], a verdadeira natureza da “produção capitalista” foi revelada como sendo a de que “só se desenvolve minando simultaneamente as fontes originais de toda a riqueza – o solo e o trabalhador” (Foster, 2013, s.p.)

O emprego é a ocupação que lhe dá remuneração financeira, e ele é foi pensado e feito somente para esse fim. Você não gosta do que faz, porém se sente na obrigação de fazer para poder ter dinheiro todos os meses. Toda atividade que não te agrada, e é desempenhada exclusivamente para render lucro financeiro. O trabalho, em contraponto, é algo que é construído a partir de um ideal, um crescimento, uma contribuição para o mundo. O trabalho não tem valor financeiro, mas pode ser remunerado.

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18.7. Trabalhador x Trabalho A caracterização de relação de trabalho consiste no elo entre empregador e empregado, ordenados por meio de um contrato de trabalho. Porém, é frequente que tenha confusão entre os termos "relação em emprego" e "relação de trabalho", tento algumas diferenças entre essas duas denominações. A relação de trabalho se trata de uma ligação jurídica pela qual uma pessoa vai exercer uma obra ou um serviço para alguém e ganhar um pagamento por isso. Já a relação de emprego, também é estabelecido dessa forma, porém, são necessárias algumas exigências que a relação de trabalho não possui. Dessa forma, a relação de emprego é um gênero dentro da espécie que é a relação de trabalho. Ou seja, pode-se dizer que toda relação de emprego é uma relação de trabalho, porém nem toda relação de trabalho é uma relação de emprego, uma vez que a relação de emprego exige alguns requisitos.

A atividade profissional constitui fonte de satisfação, se for livremente escolhida, isto é, por meio de sublimação, tornar possível o uso de inclinações existentes, de impulsos instintivos (pulsionais) persistentes ou constitucionalmente reformados. No entanto, como caminho para a felicidade, o trabalho não é altamente prezado pelos homens. Não se esforçam em relação a ele como o fazem em relação a outras possibilidades de satisfação. A grande maioria das pessoas só trabalha sob pressão da necessidade, e esta aversão humana ao trabalho suscita problemas sociais extremamente difíceis. (Freud, 1974).

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18.8. Tipos de trabalho Os diferentes tipos de trabalho são classificados de acordo com seus contratos, legalidade (ou não) e formalidade. Trabalho e profissão são termos inerentes a todos nós. De alguma forma todos trabalham, já trabalharam ou irão trabalhar. Ter uma profissão e exercer um trabalho dignamente é um desejo cada vez mais comum e um direito que todos deveriam ter. Com isso temos dois tipos de trabalhos o formal e informal, o formal que é o mais popular, consiste no emprego que garante ao empregado assinatura na carteira de trabalho de acordo com a CLT e benefícios como vale alimentação, transporte, férias, 13º salário e outros. Já o trabalho informal é aquele que ocorre quando

o

empregado

não

possui

registro

na

carteira

de

trabalho

e,

consequentemente, também não recebe os benefícios determinados pela CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), como licenças, férias, aposentadoria, segurodesemprego, FGTS e outros. Dentro desses dois tipos de trabalho, existe algumas classificações como:

18.8.1. Autônomo O trabalhador autônomo é aquele que presta serviços por conta própria e garante a sua renda mesmo sem qualquer tipo de vínculo empregatício (seja ele formal ou informal). O profissional autônomo geralmente é especializado em algum segmento do mercado e atua por conta própria. Muitos autônomos, inclusive, optam por se tornarem MEI – Micro Empreendedor Individual, já que assim podem recolher tributos simplificados de modo legalizado.

18.8.2. Voluntário O trabalho voluntário é aquele em que a pessoa presta os seus serviços (em tempo integral ou parcial) livremente, sem receber dinheiro ou outra forma de remuneração em troca. Geralmente esse tipo de trabalho é prestado para instituições sem fins lucrativos, igrejas, ONGs ou organizações que apoiam alguma causa social. Resumidamente, esse tipo de trabalho mobiliza pessoas e não é 44


remunerado. 18.8.3. Freelancer O trabalho freelancer, consiste na prestação de serviços do profissional para a empresa por um período ou para um projeto temporário. Neste caso considera-se a prestação de serviços para mais de uma empresa o que não configura um vínculo trabalhista. Ele é mais comum em algumas atividades como nas artes, comunicação, tecnologia da informação e outros. Normalmente o freelancer cobra por serviço prestado ou job, como é mais comum neste meio. Atualmente a atividade conhecida como home-office é a principal forma de trabalho deste tipo de profissional.

18.8.4. Assalariado É a principal atividade de trabalho no país, onde uma pessoa presta seus serviços a uma empresa ou a outra pessoa, com a finalidade de receber remuneração pelo trabalho prestado. Este tipo de atividade está regulamentado pela CLT que é a Consolidação das Leis Trabalhistas no Brasil. O empregado tem direito ao registro na carteira profissional e a todos os direitos e garantias que a lei estabelece.

18.8.5. Empresário Muitas pessoas podem até achar estranho, mas ser empresário é também uma forma de trabalho, afinal, ele presta seus serviços à sua própria empresa e como tal também é remunerado por isso. No caso do empresário o seu salário é conhecido como pró-labore e funciona como um salário comum, inclusive com recolhimento de INSS para fins de aposentadoria. Além do pró-labore, ele ainda goza dos lucros e dividendos proveniente do desempenho da empresa.

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18.9. HOME OFFICE O conceito de home office é adotado por pessoas que trabalham em suas próprias casas ou em espaços alternativos, como cafés e locais de coworking. Geralmente, trata-se de um método usado por profissionais freelancers, autônomos ou que atuam em empresas que permitem isso. Dessa forma, os escritórios caseiros são excelentes alternativas para aquelas pessoas que estão começando seus próprios negócios e buscam por um modelo que fuja da fórmula tradicional utilizada por grande parte das empresas, o que traz uma nova concepção para o setor empresarial e ajuda a estimular a economia. Além disso, quem sabe como funciona o trabalho home office tira várias vantagens dele, como algumas empresas que podem contar com colaboradores que não precisam estar inseridos no escritório central para desenvolverem suas tarefas.

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18.10. Trabalhador x Trabalho em meio a COVID-19 O mundo passa por uma situação extrema e de disseminação muito rápida de uma enfermidade que pode ser fatal. De certo, na história da humanidade já houve outras doenças que assustaram, mas nunca houve tanto pânico como no caso do Covid-19, antes a velocidade com que se alastra e atinge a grande maioria dos que esbarram com o vírus em seu caminho. O COVID-19 atingiu a todos com muita surpresa e espanto, de modo que todas as relações interpessoais vêm passando por repentinas mudanças necessárias para pausar a expansão do vírus. Como o mundo, o Brasil vai cruzar um momento de observação no que se diz respeito às relações de trabalho, pois há muitas incertezas no que refere aos direitos dos empregados e os empregadores nesse cenário suspenso dos meios de produção e de consequente crise econômica. Compreendendo

que

as

questões

relacionadas

ao

trabalho

estão

compreendias nos direitos sociais da Constituição Federal (artigo 6°) e parágrafo XXII artigo 7° da CF/88 determina, entre outros direitos dos trabalhadores rurais e urbanos, "a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança". Entende-se que o empregador deverá sempre atentar pela saúde

e

segurança do empregado, com prevenções prescritas pela medicina e segurança do trabalho, a qual se baseia em disposições previstas na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), mas necessariamente nos artigos 154 e seguintes nos quais são estabelecidas condições de segurança e salubridade, além de outras condições tendentes a assegurar o conforto do trabalhador. Sabemos que o isolamento é uma medida que vem sendo adotada

por

grande parte dos patrões, com o regime de "home-office". Porém, quando não é possível atender ao sistema do trabalho em casa, deve o empregador disponibilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) (luvas, máscaras, álcool gel, etc.) necessários para a ocasião, sob pena de ensejar rescisão indireta pelo empregado prejudicado.

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Por outro lado, o empregado que se recusar a usar os EPIs poderá ser punida com advertência, suspensão e, até mesmo, dispensa por justa causa. Quando o governo reconheceu estado de calamidade pública (decreto, legislativo 6/20) e o Ministério da Saúde decretou emergência de saúde pública de importância internacional, nos termos da lei 13.979 de 2020. Em alerta à crise sem precedentes instaurada, tornou- se necessária a geração de diversas medidas de urgência para enfrentar o problema e para adaptação à nova rotina de isolamento e quarentena recomendada pelo OMS. Houve então, uma série de Medidas Provisórias, vindo do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, essas medidas foram necessárias para flexibilizar regras estabelecidas pela Consolidação das Leis de Trabalho durante o período de calamidade pública. Como determina o art. 3º da MP 927/20, o seu objetivo é a preservação do emprego e da renda, propiciar que sejam adotadas para esse período algumas medidas como teletrabalho, antecipação de férias coletivas, aproveitamento e antecipação de feriados, banco de horas, além de férias coletivas aos empregados sendo notificados 48 horas antes da mesma e o home office está sendo adotado como uma das principais medidas.

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18.11. COVID-19 A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID- 19). Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os sintomas da COVID-19 podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Sendo os sintomas mais comuns como: febre, tosse, coriza, dor de garganta, dificuldade para respirar. A transmissão do vírus pode ser realizada de uma pessoa infectada pra outra ou por toque do aperto de mão, gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc. Algumas formas de se proteger do vírus, são: Lave com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienize com álcool em gel 70%, ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos, evite tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas, mantenha uma distância mínima de cerca de 2 metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando, evite circulação desnecessária nas ruas, utilize máscaras caseiras ou artesanais feitas de tecido em situações de saída de sua residência.

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18.12. QUARENTENA A quarentena é um período em que pessoas saudáveis, mas que possam estar expostas a uma doença transmissível, seja por meio de contato com um doente, seja por estar em um local de surtos epidêmicos, tem sua liberdade de ir e vir limitada. Embora o nome remeta a um período de quarenta dias, a duração da quarentena é determinada com base no período de incubação da doença, ou seja, o tempo que a doença leva para se manifestar. Essa medida de saúde pública busca, assim, controlar a disseminação da doença. No Brasil a quarentena foi decretada por alguns estados a partir do dia 26 de março de 2020, onde se declarou estado de calamidade pública devido o avanço do COVID-19, com isso ocorreu o fechamento de escolas, comércios, shoppings, atividades ou eventos com público. Os únicos estabelecimentos que podem abrir são conhecidos hoje como serviços essenciais como: hospitais, mercados, farmácias, telemarketing, bancos e serviços financeiros, entre outros. Vale sempre ressaltar que cada estado está decretando uma lei de quarentena, isolamento e serviços essenciais diferente, pois elas são criadas pelo o desenvolvimento do Covid-19 no estado.

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18.13.

Documentários de referência

18.13.1.

Fyre Festival - Fiasco No Caribe (2019- Netflix)

Fyre Festival – fiasco no caribe é uma produção documental sobre a história de Billy McFarland e suas empresas em especial o Fyre Festival que foi um festival de música feito por ele e seu amigo e rapper Ja Rule que ocorreu em uma ilha nas Bahamas e que foi vendido ao público como o mais luxuoso e exclusivo festival e com presenças das maiores celebridades do momento, porém tudo não passou de uma grande fraude financeira feita pelo Bily McFarland em seus investidores e público. As narrativas escolhidas para o documentário foram o modo observativo e performático com alguns poucos trechos em modo participativo. O modo observativo foi usado na construção dos personagens, onde o documentarista usou filmagens do cotidiano dos personagens nas construções das empresas, festival e do público que iria para o festival para dar sentido e muitas vezes até ilustrações as entrevistas. O modo performático foi usado na interpretação das respostas dos entrevistados com o contexto das imagens e gravações do próprio Bily McFarland, um exemplo: um personagem falava como o Bily era super positivo e persuasivo e uma forma de ilustrar essa fala foi colocar um trecho de um make off de uma reunião onde ele falava com o personagem e sempre se mostrava positivo sobre todos os problemas encontrados na produção do festival e mesmo com todos esses problemas ele falava que tudo ia dar certo pois ele tinha o melhor time para fazer isso acontecer e não duvidava da capacidade do seu time. Isso mostrava também na questão da pergunta central que ao meu ver era como o Bily conseguiu conquistar a confiança cega dos seus empregados e manipular tudo ao seu favor sempre sem muitos questionamentos da parte deles. O modo participativo foi usado nas últimas duas entrevistas, onde o documentarista entra na história para fazer algumas perguntas para os personagens, perguntas essas que não teriam muito sentido nas respostas se as 51


perguntas em si não aparecessem, como esses personagens só apareceram no final e não tinham ligação com os demais, essa foi a forma usada para fazer a ligação e costura na narrativa. A análise da pauta foi muito bem elaborada, pois pelas respostas dava para saber as perguntas feitas sem elas serem faladas pelo o personagem, digo até que a pauta foi a melhor parte do documentári por motivos o, já que devida a ela que foi feita a ligação entre os personagens e assunto principal, o trabalho de pesquisa foi otimo, por que na pauta eles conseguiram mostra a relação que eles tinham com o Bily McFarland sem se alto mencionar. A escolha do cast foi interessante, visto que eles conseguiram trazer uma pessoa de cada departamento importante das empresas e também do festival para explicar cada fato do ocorrido com detalhes. A sequência de montagem foi feita basicamente com making of de reuniões, gravações de updates do festival, vídeos gravados pelo público no festival, banco de imagens e de notícias e as entrevistas dos personagens. A questão central foi como uma pessoa consegue conquistar a confiança cega de outras pessoas e a manipularem ocultamente. A forma que colocamos em pratica a narrativa escolhida foi nas entrevistas, onde na pauta colocamos perguntas que fizessem os personagens refletir sobre o tema escolhido, que era a relação do trabalhador com seu trabalho e entender melhor as mudanças no seu trabalho. Hoje em dia é muito difícil fazer as pessoas se abrirem para contar suas histórias publicamente dependo do assunto, então percebi que além de escolher um personagem que seja apenas ligado aos fatos, precisamos escolher o que criaram sentimentos pelos acontecimentos, pois essas pessoas sempre estarão muito mais dispostas a falar mesmo que seja um assunto mais delicado. Acho que a grande sacada da pauta é você pesquisar bastante sobre o assunto, pelo documentário Fyre Festival se percebeu que teve uma pesquisa de campo muito grande para poder criar a linha de narração da história e personagens que fariam o maior sentido para narrar essa história, quando se percebe isso o desenrolar do documentário fica muito mais fácil para construção. 52


18.13.2. Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar (2019) A obra documental de Marcelo Gomes, conta a história da cidade de infância do autor, no agreste Pernambucano, chamada Toritama ou como é conhecida popularmente, a capital do jeans. Toritama assume papel de personagem no enredo da obra, a partir da relação “patronal” entre seus moradores e o modelo de negócios estabelecido na região. Por meio dessa impressão, uma das dinâmicas estabelecida pelo documentarista fora a atmosfera do ambiente coletivo dos cidadãos de Toritama, a partir das sequências de montagem, da linha de produção, que compõem a confecção dos segmentos do jeans. O modo expositivo de Nichols se manifesta na forma como as entrevistas são conduzidas em ambiente “formal” de trabalho, no caso das “facções” de produção, delibera sobre as condições de trabalho à que os moradores se expõem diariamente, assumindo papéis de destaque do próprio negócio, utilizando das transições como espaços de respiro, na rotina mecânica de Toritama, para narrar passagens e expor reflexões. A obra retrata o modo observativo a partir da montagem das sequências, Marcelo

Gomes

estende

o

tempo

de

determinadas

entrevistas

para

o

aproveitamento dos momentos de introspecção dos personagens servirem como pausas enfáticas de reflexão sobre as mensagens dos mesmos, e amplia as sequências de transição, para capturar os momentos de produção das “facções” de Toritama, à demonstrar a rotina laboriosa dos manipuladores do tecido jeans. A obra apresenta o modo participativo a partir das sequências interativas do documentarista com os personagens de estudo, por meio desse contato e através da voz, Gomes estabelece um vínculo presencial com o espectador a partir das reações dos entrevistados. A pauta elaborada gira em torno da relação laboriosa entre Toritama, a capital do jeans, e os seus “empreendedores”. A partir dessa exposição Gomes introduz questionamentos de reflexão, como, a finalidade, as condições, o custo-benefício, a carga horária e a coletividade na linha de produção. Os moradores passam a assumir um papel simbiótico com as casas de produção, como é concebido a partir do paralelo elaborado por Gomes sobre o som repetitivo das máquinas e como a 53


partir de um tempo se revela perturbador, para os trabalhadores de Toritama, produtividade é sinônimo de dignidade social. O autor elabora a montagem, do macro panorama de Toritama à chegada dos personagens, o ritmo obedece em determinados momentos um padrão tonal obedecendo uma ordem mecânica, por aproximação do regime industrial de produção dos derivados do jeans, enquanto em momentos de realce introspectivo dos personagens ele se arrasta, abrindo espaço para

a

absorção

do

impacto

da

mensagem

54


18.13.3.

Em Busca da Felicidade (2019)

Observativo é usado em momentos em que os membros da banda estão conversando sobre momentos do passado da banda e acompanhando gravações de músicas. Performático é usado nos relatos dos personagens em que possui um lado mais emocional através das lembranças de determinados momentos. Na pauta desse documentário é possível perceber que as perguntas foram elaboradas com intenção de despertar o lado da emoção, e elas trouxeram respostas que construíram uma fluidez ao longo da obra. O documentário passa por diversas fases da vida deles, começando da infância indo até o sucesso da banda e terminando na reconciliação da banda nos dias atuais. Ele pode ser dividido em 4 atos. O primeiro ato fala sobre a infância e a vida antes da fama, e ele é composto grande parte por vídeos caseiros e relatos dos membros da banda e da família, além de cenas deles visitando a casa da infância e bairro onde moraram. Nesse ato o modo performático é muito presente principalmente por ser sustentado pelos relatos das memórias e lembranças deles desse período. O segundo ato já fala sobre o inicio da banda e o sucesso que tiveram, e nele continuam com os relatos da família e dos membros da banda, mas agora com entrevistas de pessoas que trabalharam com eles ao longo da carreira, nesse ato são intercaladas cenas de shows, fãs esperando na frente do hotel em que estavam gravações de vídeos clipes, entre outras cenas que remetem a esse período da vida deles. O terceiro ato é sobre os problemas que começaram a surgir na banda e a separação. Nessa parte do documentário são colocadas cenas atuais dos membros em que eles conversam sobre seus arrependimentos do passado e sobre como a separação os afetou, isso intercalado com cenas e relatos de suas vidas após a banda. O quarto e último ato é composto na maior parte por conversas entre os membros da banda intercalado com entrevistas individuais em que falam sobre os planos para a banda após a reconciliação. Nesta parte do documentário é usado o 55


observativo em maior frequência principalmente por acompanhar as conversas mais pessoais entre os membros da banda. observativo em maior frequência principalmente por acompanhar as conversas mais pessoais entre os membros da banda. Como nosso documentário também será observativo e performático ele serve de referência na montagem, por dividirmos em 3 atos. O primeiro como introdução do personagem e seu trabalho, o segundo sobre a relação do personagem com seu trabalho e por último sobre os efeitos da pandemia em seu trabalho.

56


19.

CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO

1° 30.04 - Gravação Larissa Soares + inserts 2° 03.05 - Gravação com Clemencia de Almeida e Thiago Berto + inserts 3° 05.05 - Gravação com Marcelo dos Santos + inserts

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20.

CRONOGRAMA DE EDIÇÃO

1° 06.05 - Decupagem do Material 2° 07.05 - Primeiro Corte 3° 08.05 - Segundo Corte 4° 09.05 - Terceiro Corte (Final)

58


21.

PAUTAS

Nome: Thiago de Almeida Berto Idade: 20 anos Ocupação: Estagiário

BLOCO 1 – Trabalhador e seu trabalho Qual seu nome e idade? Com o que você trabalha? A rotina do seu trabalho foi afetada pelo vírus? Se sim, como mudou? Você ficou com medo da empresa onde você trabalha demitir os estagiários?

BLOCO 2 – Trabalho em tempos de COVID Você se achava mais produtivo no escritório? Você acha melhor trabalhar presencialmente porque você tem contato com outras pessoas que podem te ajudar?

BLOCO 3 – Adaptação ao novo tipo de trabalho Como você está lidando com o home office? Sua família entende que você está em casa trabalhando? Por estar em casa isso trás bloqueios criativos? Se sim, como lida com isso? Você acha que depois da pandemia sua rotina vai voltar ao normal? Como você acha que vão ser as coisas no seu trabalho depois da pandemia?

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Nome: Larissa Soares da Fonseca Idade: 22 anos Ocupação: Autônoma

BLOCO 1 – Trabalhador e seu trabalho Qual seu nome e idade? Com o que você trabalha? A rotina do seu trabalho foi afetada pelo vírus? Se sim, como mudou? Como você não trabalha registrada, se sua empresa parasse de mandar trabalhos para você, como iria fazer para se manter? Você acha melhor trabalhar presencialmente porque você tem contato com outras pessoas que podem te ajudar? Você mencionou que trabalhava já em home office, fazendo com que você já não tivesse tanto convivo com outras pessoas, quais foram as maiores dificuldades que você encontrou por trabalhar em casa no início? Qual foi a sua maior dificuldade de conciliar seu tempo social com seu tempo de trabalho?

BLOCO 2 – Trabalho em tempos de COVID Você se achava mais produtiva no escritório? A quantidade de informação que você tem acesso te deixa ansiosa? Como você acha que é a relação das pessoas que tiveram que mudar a dinâmica de trabalhar fora para ter que trabalhar em casa? 60


BLOCO 3 – Adaptação ao novo tipo de trabalho Antes da pandemia você já trabalhava de home office, como o fato de não poder sair de casa afetou você? Como você já trabalhava em casa e muitas vezes sair para rua era uma forma de se desprender por conta do seu serviço estar na sua casa, como você faz isso agora por causa da quarentena? Você teria dicas para as pessoas que tem que trabalhar em casa pelo fato de você já

ter

essa

vivência

de

home

office?

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Nome: Clemência de Almeida Idade: 47 anos Ocupação: Assalariada

BLOCO 1 – Trabalhador e seu trabalho Qual seu nome e idade? Com o que você trabalha? A rotina do seu trabalho foi afetada pelo vírus? Se sim, como mudou? Você acha que para a sua empresa você é além de mais um número, que eles valorizam o seu trabalho e sua saúde?

BLOCO 2 – Trabalho em tempos de COVID Hoje em dia pelos jornais vemos que os casos de COVID-19 estão aumentando, como você se sente assistindo esses casos e tendo que trabalhar todos os dias e sabendo que pode tanto pegar o vírus quanto transmitir para sua família? Em algum momento você achou que iria perder seu emprego? Você acha que sua relação com o seu trabalho ou com o patrão foram fortalecidas por causa do COVID-19? Em termos do seu patrão ter que se preocupar com sua saúde, ou você acha que muitas vezes eles colocam as normas do Ministério da Saúde mas não se importam com o funcionário?

BLOCO 3 – Adaptação ao novo tipo de trabalho Em algum momento você achou que teria que decidir se era melhor ir trabalhar e garantir um sustento para sua família ou ficar em casa e manter sua família segura 62


desse vírus? Qual a maior dificuldade que você encontra hoje em realizar o seu trabalho? (Tanto na locomoção como no seu próprio serviço), você acha que o COVID-19 impactou alguma coisa em relação do seu trabalho?

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Nome: Marcelo dos Santos Idade: 44 anos Ocupação: Empresário

BLOCO 1 – Trabalhador e seu trabalho Qual seu nome e idade? Com o que você trabalha? A rotina do seu trabalho foi afetada pelo vírus? Se sim, como mudou? Se essa pandemia não acabar nos próximos 3 meses, você vai ter recursos para continuar aberto?

BLOCO 2 – Trabalho em tempos de COVID Você teve que demitir algum funcionário? Como você se sentiu em dar a noticia pro seu funcionário que ele seria demitido? Em algum momento o senhor parou pra pensar que para o seu funcionário chegar a empresa ele pode estar exposto ao COVID-19, você já considerou soluções para que ele chegue em segurança ao trabalho? Em algum momento um funcionário mostrou estar receoso por ter que continuar a trabalhar e expor sua família ao risco?

BLOCO 3 – Adaptação ao novo tipo de trabalho Nesse momento de crise devido a diminuição de trabalho você está conseguindo arcar com os custos? Se não você tem uma forma alternativa de arcar com os 64


custos? Como você se sentiu ao ver que os comércios deveriam fechar? Devido ao que está acontecendo por causa da pandemia precisamos nos adequar a novas regras de higienização. Hoje o senhor traz isso para seus funcionários um suporte nessa higienização? Por exemplo, máscaras, álcool em gel, etc. Em sua opinião qual a parte mais preocupante nessa pandemia?

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22.

RESPOSTA DO DESAFIO

O documentário Trabalhador-19 foi construído em meio a um cenário de pandemia e isolamento nacional, o documentário iria relatar por meio de depoimentos de personagens a nova relação criada pelos trabalhadores com seu trabalho depois da chegada do COVID-19. A produção do documentário foi de um nível de complexidade muito grande, pois não estávamos acostumados a fazer tudo de forma online e sem todos os equipamentos profissionais que éramos familiarizados, porém como tínhamos membros da produtora que possuem alguns equipamentos profissionais como câmera DSLR e gravador em partes as gravações foram mais tranquilas. porém a parte mais complicada foi conseguir estabelecer uma rotina de reuniões para a produtora por questões de agenda e novas rotinas dos membros e a realização do tema

e

pauta

do

documentário

que

nos

trousse

imensas

duvidas

e

questionamentos do que se poderia falar em um período tão complicado e delicado como a pandemia e isolamento. Com isto, vemos que o desafio do documentário foi realizado com sucesso, onde contamos com inúmeros aprendizados e lições importantes para a construção de um projeto audiovisual nesses tempos de isolamento, foi de extrema importância a realização do documentário para que conseguíssemos ver na pratica que o audiovisual não é somente feito de bons equipamentos e sim de ótimas pessoas.

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67


23.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Airton Araujo Fagundes | RGM: 19443706 Esse projeto foi certamente um dos mais desafiadores até agora, não apenas pela quarentena, mas também pela complexidade que o documentário apresenta durante sua produção. A mudança de temas em consequência da pandemia do Covid-19 pegou o grupo de surpresa e nos deixou sem um centro por certo tempo, dar o pontapé inicial no desenvolvimento do projeto, em especial a pauta, foi certamente a maior dificuldade geral. Mesmo tendo sido a maior dificuldade do grupo, participar de todas as reuniões de produção da pauta me deixou ainda mais interessado no processo de criação do documentário, e me preparou para os desafios futuros que vieram durante todo o restante da produção. Não encontrei tantas dificuldades na parte que foi dirigida a mim na bíblia de produção, pois as aulas da professora Ivani foram o suficiente para eu saber onde e como achar as informações necessárias para completar a mesma, além da ajuda dos meus colegas de grupo Gabrielly, Isabela, Naiara e Thiago que foi essencial para superar os momentos difíceis. No geral, acho que cumpri o desafio, aprendi mais do que esperava e me surpreendi com a nossa capacidade de produzir um conteúdo audiovisual tão complexo quanto um documentário em meio a não somente uma quarentena mas também a vários problemas pessoais.

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Gabrielly Seravalli dos Santos | RGM: 20011318 Bom, esse semestre sem sobra de dúvidas foi o mais conturbado e desafiador até momento, eu fui a diretora do documentário e com isso veio uma imensa responsabilidade, pois todos os processos e cargos dependiam das minhas decisões para seguir com o projeto. No início, eu optei por ser diretora pois iriamos gravar um documentário sobre “Assédio sexual contra mulheres em transportes públicos” e esse sempre foi um assunto que tinha imenso interesse em explorar, por saber o país que vivemos e o quanto isso ainda é um tabu entre todas as mulheres, porém com o avanço do Covid-19 e o isolamento sendo aplicado, ficou totalmente inviável o seguimento do projeto, com isso fomos instruídos para iniciar o projeto novamente porém com uma nova temática que seria falar sobre o covid-19, pandemia, isolamento ou quarentena, sendo muito honesta me senti muito perdida no começo, pois todo o trabalhado que já tinha sido feito foi descartado e com isso me senti presa em assuntos que ao me ver naquele tempo não eram interessantes para explorar, porém eu nunca estive tão errada, pois seguir esse projeto me fez ver que mesmo saindo de uma zona de interesse eu consegui achar formas de continuar sendo criativa e até um pouco inovadora. O tema do documentário agora é Trabalhador-19, vamos explorar nesse documentário a nova relação que foi criada pelos trabalhadores pelo seu trabalho depois da chegada do Covid-19, não foi fácil chegar nesse tema e foi muito complicado o desenvolvimento da pauta, escolher as narrativas e trabalhar sem todos os equipamentos profissionais que somos acostumados para fazer um vídeo profissional, porém a parte mais difícil ao meu ver foi conseguir lidar com todos os integrantes da produtora a distância, pessoas são difícil por si só porém pessoas desanimadas e desinteressadas devido a esse momento difícil de isolamento e quarentena é ainda pior, porém graças ao empenho de metade da produtora, inúmeras chamadas de vídeo até as 3:00 horas da manhã para resolver pautas, abordagens, narrativas, montagem, corte e bíblia eu vejo que esse esforço que não foi pouco para essas cinco pessoas valeu muito a pena. Com isso posso dizer sem sobra de dúvidas que esse trabalho foi de 69


enorme enriquecimento profissional para mim, onde me vi sendo diretora, câmera, produtora de cast, produtora geral e ainda pesquisadora sem ter os melhores equipamentos e condições e mesmo assim dando meu melhor em todas as funções para não deixar minha produtora na mão, esse trabalho me fez ver que ser comunicóloga não é apenas trazer uma mensagem ao público com o melhor produto audiovisual é você trazer essa mensagem ao público com o melhor que você pode fazer do audiovisual e mesmo assim ficar bom, pois mesmo em tempos de quarentena o audiovisual encontra formas de ser inovador e produtivo. Gostaria somente de finalizar essa consideração final dizendo que o desafio foi comprido com sucesso, graças as orientações da Prof° Maria Ruiz e dos meus amigos de produtora Isabela, Airton, Thiago Berto e Nayara que nunca desistiam e lutaram até o fim para o comprimento do documentário Trabalhador19, a todos eles um muito obrigada.

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Isabela Soares da Fonseca | RGM: 1879970-1 O documentário foi até agora o interdisciplinar mais desafiador que já participei. Sendo que no início tínhamos em mente fazer um documentário sobre assédio sexual contra mulheres em transportes públicos, que já considerei um tema complicado e também foi no momento que percebi que por estar responsável pelo roteiro que fazer uma pauta era mais difícil do que parecia que não eram apenas perguntas que seriam respondidas, mas sim buscar com que a pessoa compartilhe conosco suas experiências de vida e que flua de uma forma natural e não robótica. Com a chegada da pandemia e a realidade de ter que começar um novo projeto do zero foi bem complicado. No inicio tive muita dificuldade em desenvolver a pauta e parecia impossível a ideia sair do papel como queríamos. Nos sentimos muito empacados e com bloqueios sobre como seguir com o documentário, até que em várias vídeo-chamadas com alguns membros do grupo fizemos uma pauta que finalmente nos agradou e deu um certo ânimo sobre ver que as coisas estavam se encaminhando. Após as pautas serem finalizadas tivemos que começar as gravações em um período muito apertado de tempo, e como um membro do grupo tinha uma câmera profissional nos revezamos para gravar e entregar a câmera para a próxima pessoa que gravaria. E antes das gravações conversamos sobre ideias de enquadramento e sempre consultando uns aos outros sobre como seria melhor durante a gravação e quanto material precisaríamos para inserts. No geral essa foi uma experiência que agregou bastante, principalmente por saber como desenvolver um projeto sem ter todo o equipamento profissional e ainda fazer o melhor que você pode para produzir um documentário. Outro desafio foi o desenvolver da pré-produção que se mostrou bem mais complicada do que imaginei, mas com a colaboração de parte do grupo conseguimos fazer algo que no final nos agradou bastante e que considero que consegui adquirir bastante conhecimento mesmo dentre a complicada situação que estamos passando.

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Mayara Dayane Procópio Araújo | RGM: 1863542-3 Neste trabalho interdisciplinar foi produzido um documentário, com a pauta central, como a pandemia afetou o trabalho das pessoas, gostaria de ressaltar que o tema foi totalmente modificado mudando assim também a estrutura do documentário, sendo que depois de muita pensar tínhamos decidido que iriamos documentar sobre o abuso sexual nos transportes público contra mulheres, pautas levantas entrevistadas tinha sido escolhidas, porem uma pandemia mudou todos nossos planos, me vi de mãos atadas, confesso que pensei que não iria ser possível fazer absolutamente mais nada com todo a situação que íamos enfrentar dali pra frente, mais com apoio dos professores e do nosso coordenador que sempre falavam coisas positivas dizendo para nós que seria possível fazer um documentário de casa mesmo em quarentena, tenho que dizer que aquelas palavras dos professores são soava positividade na minha cabeça por algumas horas e o desespero e a ansiedade tomava conta de novo, achando que não seria possível, mesmo não estando sozinha e com o apoio dos meu colegas de produtora o desespero batia o tempo todo. Vi que as coisas estavam caminhando para algo mais concreto, algo palpável, começaram nossas gravações, tudo já via sido separado por funções e a minha seria trabalha na parte escrita da bíblia de produção, comecei minhas pesquisas, busquei artigos científicos para começar a fazer a justificativa. Mas é muito estranho fazer as coisas tudo online, eu sei que está perto deste semestre acabar mais para mim parece está tudo tão distante do fim. Enfim a experiência valeu, foi algo bem diferente de tudo que já fizemos em questão de forma de produção e está tudo bem também, no fim das contas foi produtivo e bom de fazer, e é até bom passar por experiências como estas pois nós como estudantes de comunicação social, e eu em especial pude perceber que não importa a circunstância como o país esteja o que as pessoas precisam é de entretenimento elas não vivem sem, a arte e a cultura precisa ser alimentada e que as pessoas precisam desse incentivo é como se fosse um gás pra viver, nos tempos que estamos hoje requer muita saúde mental e a comunicação social, o entretenimento, arte e cultura ajudam as pessoas, e eu fico muito feliz em ser 72


estudante de rádio, tv e internet sei que meu maior objetivo na minha profissão é trazer alegria, lazer e entretenimento pra todos e que tenho um papel muito grande na sociedade alias como qualquer outra profissão, o que mais me deixa feliz é ter uma utilidade no meio de tanto sofrimento e eu acredito que todos nós saímos diferentes desse projeto.

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Naiara Vieira | RGM: 19175299 Bom, esse foi o maior desafio que eu encarei durante a faculdade. Produzir um documentário durante a quarentena não foi fácil. Aliás, nada nesse semestre foi fácil. Tive muita dificuldade de me adaptar ao modo EAD, estava super desmotivada vendo alguns colegas desistindo do curso, o cansaço físico (sim, eu estou trabalhando durante a quarentena) e o psicológico, noites mal dormidas para eu poder dar o meu melhor nos trabalhos, enfim... Sobre a Bíblia, eu gostei muito de fazer a parte do relatório de ética, isso fez com que tivesse bastante interesse em pesquisar leis. Como eu disse no início, esse foi o maior desafio da faculdade, mas não posso escrever que o meu objetivo desse interdisciplinar foi 100% concluído. Porque não foi.

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Natã Brito | RGM: 2004857-2 Fazer esse documentário foi realmente um desafio, muito por conta da situação triste que estejamos passando, até às mudanças e adaptações que tiveram que ocorrer durante o processo, mas com tudo isso aprendemos que podemos nos adaptar, que temos que superar obstáculos quando postos no caminho, foi bem complicado, pois no começo é estranho, difícil lidar com trabalhos com muita gente em casa, e tempo para fazer as coisas. Porém foi ótimo aprender e perceber que se algum imprevisto dessa grandeza apareça temos que estar preparados para isso e nos adaptar e essa é realmente a palavra chave para tudo isso, adaptação! Outra coisa que nos ajudou e impulsionou bastante, foram as ajudas e palavras de incentivo dos professores e coordenação, em tudo depois desse ocorrido, pois eles também tiveram que se adaptar e com isso mostraram pra gente que sempre tem um jeito!

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Rafaella Batista Bidin | RGM: 5921225893 Curso: Relações Internacionais – terceiro semestre Ao decorrer do semestre pude presenciar as teorias de se produzir um documentário e estive presente na atribuição da pesquisa onde fui capaz, além de, me aperfeiçoar no tema, examinando matérias, reportagens, análises e proporcionando-me um entendimento para compreender a questão central proposta pelo grupo, assim como tive a oportunidade de observar como deve ser feita uma pauta e uma bíblia bem executada, o que na realidade é uma tarefa realmente complexa. Por não fazer desse curso não tive muito potencial para amparar a equipe com mais afinco, mas não posso negar que foi uma experiência única e agradável de participar.

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Thiago de Almeida Berto | RGM: 19667213 Durante o período de pós-produção do projeto ficou evidente a volatividade conceptiva pela qual o documentário atravessa até a chegada de um roteiro definitivo, mesmo que aberto. Com a chegada da pandemia decorrente da disseminação do vírus Covid-19, a dúvida sobre o progresso do documentário pairava sobre a mente, a transição das aulas presenciais para recursos EAD foram mais um acréscimo ao sentimento de impotência à realização da obra, porém com o passar das aulas e reflexão sobre o papel do profissional de radiodifusão em meio a crises, de conectar, alcançar e criar espaços democráticos de dircurso, a ambição de proceder com o projeto, mesmo em meio a diversas dificuldades logísticas e de produção, retornou com maior disposição. A grande dificuldade na realização do documentário fora o tempo de habilitação da ideia, o amadurecimento da pauta e a coerência narrativa precisam caminhar de forma sincronizada, muitas das perguntas dirigidas e discursadas pelos personagens tem como objetivo abrir caminho pelo raciocínio lógico ou emocional e fazer transparecer a opinião pessoal do locutor. Na ala da montagem, a permanência do foco referente a pergunta central se mostrou desafiadora, por causa do volume de material disponível, em diversas vezes as falas fugiam do ponto estabelecido e era necessário reavaliar o caminho da narrativa percorrida. Porém, contudo, no entanto, todavia, a experiência de produção da obra foi engrandecedora, e a cada desafio superado, o caminho até o status profissional toma forma.

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Tiago de Souza Soares | RGM: 1941306-8 Na ideia original do documentário optei pelo áudio, por ser algo com qual já tenho afinidade, e ao mesmo tempo vontade de aprender mais. Seria interessante ir às externas e lidar com outras pessoas comandando o projeto. Infelizmente com uma pandemia mundial isso não foi possível. Acabei ficando responsável por uma parte da Bíblia, a Fundamentação Teórica do Formato (Documentário) e o Cronograma de Produção/Edição. Não foi possível ter qualquer experiência adquirida em gravações, já que todas aconteceram remotamente. Mesmo assim o grupo enviava a ideia do projeto e sempre atualizava os integrantes sobre tudo, principalmente a Edição, mostrando os primeiros cortes. Já vi muitos documentários, mas a sensação de ler e aprender mais sobre a origem e desenvolvimento de um gênero do cinema tão único, foi renovadora.

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REFERÊNCIAS ALBORNOZ, Suzana. O que é trabalho. 3.ed. São Paulo: Brasiliense, 1988. BARIFOUSE, Rafael. Como o Brasil foi afetado pela pandemia de H1N1, a 1ª do século 21?. BBC News Brasil. 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52042879>. Acessado em: 06 de Maio de 2020 BRANDÃO, Lucena Lilian, FAGUNDES, Marina Aidar de Barros, PAULA, Lucas Gentir Impacto da covid-19 no Direito do Trabalho – Análise das Medidas Provisórias 927, 928 e 936 de 2020, 2020. Disponível em: <migalhas.com.br/depeso/323900/impacto-da-covid-19-no-direito-do-trabalhoanalise-das-medidas-provisorias-927-928-e-936-de-2020> Acessado em 30 de abril de 2020 BROWN, Andy. Cinco maneiras em que o Coronavírus está mudando nossos hábitos de consumo de vídeo – e o significado disso para os anunciantes. Kantar Ibope Media. 2020. Disponível em: <https://www.kantaribopemedia.com/cinco-maneiras-em-que-o-coronavirusesta- mudando-nossos-habitos-de-consumo-de-video-e-o-significado-dissopara-os- anunciantes/>. Acessado em: 04 de Maio de 2020. CARVALHO, Matheus, Diferentes Tipos de Trabalho, 2019. Disponível em: <https://www.passeidireto.com/arquivo/62556551/diferentes-tipos-de-trabalho> Acessado em 01 de maio de 2020. Conceito de emprego, 2011. Disponível em: <https://conceito.de/emprego> Acessado em 30 de abril de 2020. Coronavirus: O que é, sintomas e como se prevenir do Covid-19, 2020. Disponível em: <https://dasa.com.br/coronavirus> Acessado em 01 de maio de 2020 COVID- 19. 2020. Disponível em: <https://coronavirus.saude.gov.br/> Acessado em 01 de maio de 2020. FELTRIN, Ricardo. Quarentena: Brasileiro passa quase 8 horas por dia diante da TV. Disponível em: <https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/ooops/2020/04/20/quarentena-brasileiropassa-quase-8-horas-por-dia-diante-da-tv.htm>. Acessado em: 04 de Maio de 2020. FONTES, Virgínia Capitalismo em tempos de uberização: do emprego ao trabalho Marx e o Marxismo v.5, n.8, 2017. FREUD, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago. XXI. PP. 174. 1984 G1. Qual é a origem do novo coronavírus?. G1 Bem Estar. 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/02/27/qual-e-a80


origem-do- novo-coronavirus.ghtml. Acessado em: 06 de Maio de 2020 Globo Play: a programação da Globo ao vivo ao alcance de um 'play'; saiba. Rede Globo. 2015. Disponível em: <http://redeglobo.globo.com/novidades/noticia/2015/10/globo-play-programacaoda- globo-ao-vivo-ao-alcance-de-um-play-saiba.html>. Acessado em: 30 de Abril de 2020. Home office: o que é e como implementar na sua empresa? Disponível em: <https://blog.solides.com.br/home-office/> Acessado em 02 de maio de 2020. LIMA, F.. Uma Breve História Sobre o Cinema Documentário Brasileiro. CES Revista, Juiz de Fora. Pág. 61 a 73, 2010. LOUBAK, Ana Letícia. O que é Globoplay? Saiba tudo sobre o serviço de streaming. TechTudo. 2020. Disponível em: <https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/01/o-que-e-globoplay-saiba-tudosobre- o-servico-de-streaming.ghtml>. Acessado em: 30 de Abril de 2020. MALDI, Daniel Qual é a diferença entre relação de emprego e relação de trabalho?, Mafra, Santa Catarina, 2017. Disponível em: <https://danielmaidl.jusbrasil.com.br/artigos/405083084/qual-e-a-diferencaentre- relacao-de-emprego-e-relacao-de-trabalho> Acessado em 30 de abril de 2020. MUNGIOLI, Maria Cristina P.; IKEDA, Flavia Suzue de M.; PENNER, Tomaz Affonso. Estratégias de streaming de séries brasileiras na plataforma globoplay no período de 2015 a 2018. In: III Jornada Internacional GEMInIS (JIG 2018) - São Paulo-SP, 2019. Disponível em: <https://www.doity.com.br/anais/jig2018/trabalho/82395>. Acessado em: 30 de Abril de 2020. NICHOLS, Bill. Introdução ao Documentário. São Paulo, 2001. PADIGLIONE, Cristina. Com BBB no topo, audiência do Globoplay cresce 46% após início da quarentena. Folha F5. 2020. Disponível em: <https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/cristina-padiglione/2020/04/com-bbb-notopo- audiencia-do-globoplay-cresce-46-apos-inicio-da-quarentena.shtml>. Acessado em: 01 de Maio de 2020. RIFKIN, Jeremy. O fim dos empregos: o declínio inevitável dos níveis dos empregos e a redução da força global de trabalho. São Paulo: Makron Books, 1995. SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "O que é quarentena?"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e81


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ROTEIRO

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VÍDEO

DATA

TEMPO

Isabela Soares

Trabalhador-19

10/04/2020

15’

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ÁUDIO

Logo da Universidade Cruzeiro do Sul Trilha Sonora

Clemencia aparece tendo uma breve conversa com o documentarista enquanto ele sincroniza o áudio.

Thiago: Sabe por que eles usam a claquete, mãe? Pra sincronizar os áudios. A gente não tem claquete então vai fazer assim... Clemencia: Já, falando Thiago: Não, calma, calma

Uma série de inserts com os personagens se preparando para trabalhar ou trabalhando são mostrados um após o outro.

Voice over: O que é o serviço essencial? É o essencial para o empregador? É o essencial para a economia? O essencial para a população? Essencial para mim mesmo? É essencial por que não podemos viver sem esse serviço ou por que é algo cômodo e não consideramos nos adaptar a uma forma de viver sem ele? É essencial pro trabalhador ir ter que trabalhar e não ficar sem o seu salario? Em tempos de pandemia essa é a pergunta que mais vem a cabeça. O que é o essencial? Vale a pena colocar vidas em risco na linha de frente todos os dias para atender aos outros? É essencial até que ponto? A ponto de colocar os serviços de outras pessoas a cima do seu? Ou é por que esse serviço realmente tem uma extrema importância? Até que ponto tudo isso é essencial, é essencial para sobreviver ou essencial para você viver?

VINHETA DE ABERTURA

A personagem Clemencia fala sobre como está sendo a nova rotina em seu trabalho e as novas preocupações que ela tem enfrentado.

Clemencia: A rotina do meu trabalho foi alterada pela COVID... A atenção ficou maior, e assim, aquela coisa que a gente não tinha tanta preocupação de ficar passando produto de limpeza em tudo quanto é lugar, em tudo quanto é local ao mesmo tempo, agora a gente tem. E também... como posso dizer... a gente não deve se preocupar só com a gente, a gente tem que se preocupar com os demais, que são no caso os condôminos, os visitantes que frequentam o local, a gente não quer que que alguém entre e saia com o COVID, a gente quer que todos


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DATA

TEMPO

Isabela Soares

Trabalhador-19

10/04/2020

15’

VÍDEO

ÁUDIO entrem numa boa e saiam também numa boa.

A personagem Larissa fala sobre a adaptação de ter que trabalhar em home office. Alguns inserts dela jogando videogame aparecem ao longo em que ela fala sobre balancear trabalho com vida pessoal.

O personagem Thiago fala sobre como está sendo a nova vivencia de trabalhar em Home Office numa profissão do audiovisual. Inserts sobre o site de banco de dados aparecem quando ele fala sobre o novo meio de adaptar seu trabalho.

Larissa: Trabalhar em casa no começo é difícil porque é uma nova rotina, antes era acordar de manhã e sair de casa, etc. Então é ter que se adaptar a uma nova rotina que você mesmo cria, que é difícil, ter que balancear tudo, não só ficar o tempo inteiro no trabalho, é saber estabelecer um cronograma especifico e se ater a seguir ele com certeza, e manter um nível de organização muito grande pra poder seguir com o trabalho porque quando as coisas estão desorganizadas só adiciona ao estresse então piora bastante. Thiago: Muito do que eu faço é captura de imagem. Captura de imagem você precisa ir pra rua pra fazer, então sim, porém como a minha chefe trabalha com formatos diferentes de animação, minha chefe que é animadora, ela encontrou meios da gente trabalhar em casa com vídeos de banco de imagens.

Marcelo: O meu forte no meu segmento de O personagem Marcelo fala sobre como seu pintura eletrostática é trabalhar na área de comércio foi afetado pela pandemia. merchanding, então o segmento ao qual a minha empresa executa a prestação de trabalho foi bastante afetado porque a maioria dos trabalhos que a minha empresa executa vai pra área de comercio de portas abertas então afetou bastante sim. Thiago: Minha família entende, por incrível que O personagem Thiago fala sobre como sua pareça minha família entende que eu tô família lida com seu trabalho em home office e trabalhando. Porque antes de ser estagiário eu sua experiência passada com trabalho consegui, assim não é uma vaga porque quando freelancer. você faz freelancer não tem vaga, você trabalha em cima de um projeto. Mas eu consegui fazer parte da, vamos dizer assim, folha de pagamento de uma empresa fixa como freelancer, e ai naquela época eu falei pra minha


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DATA

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Isabela Soares

Trabalhador-19

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15’

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ÁUDIO mãe o que é um freelancer, como ele trabalha, e aí eu comecei a trabalhar como freelancer nessa empresa que eu não sei se pode falar o nome mas eu não vou falar, e aí, bom minha mãe que é a mais preocupada com meu futuro em casa ela se habituou com esse estilo de trabalho que é o freelancer e isso veio pro home office agora né. Então sim, a minha família se acostumou bastante com o home office.

Larissa: Ah, afetou bastante as coisas no meu trabalho no sentido de ter aumentado bastante a A personagem Larissa fala sobre a mudança na quantidade de arquivos que eu recebo não só quantidade de trabalho que está recebendo por relacionado ao COVID, mas também de causa do COVID-19. empresas que decidiram antecipar algumas coisas por conta da pandemia, e também por conta de vários funcionários indo trabalhar em home office, algumas discontinuaram o andamento, do funcionamento não só dos estudos mas também do trabalho em geral então a quantidade de serviço aumentou bastante. Clemencia: As minhas formas de fazer as A personagem Clemencia fala sobre como acha coisas... Eu nunca tinha pensado nisso não, vou que as coisas vão mudar após a pandemia e começar a pensar a partir de agora. Eu acho que sobre a visão que ela possui sobre a importância vai continuar cada dia mais melhorando mais do seu trabalho. porque trabalhar com limpeza não é só falar assim “ah eu trabalho com a limpeza”. Porque a limpeza consiste em higiene tanto pessoal quanto o local que você trabalha, porque você quer sempre ver as coisas mais limpas, mais higienizados, com mais cuidados, claro porque o que você não quer pra você, você não quer pra mais ninguém. Marcelo: Quando começou a pandemia e teve o O personagem Marcelo fala sobre a difícil processo de quarentena quando o governo do decisão de demitir funcionários por causa da estado anunciou, eu ainda tava com bastante diminuição de trabalho. Alguns inserts dos serviço só que eu tava em média com 15 funcionários trabalhando são mostrados ao funcionários dentro da minha empresa, só que a


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TEMPO

Isabela Soares

Trabalhador-19

10/04/2020

15’

VÍDEO longo do relato.

ÁUDIO empresa ainda tava com bastante trabalho como eu falei, só que ai depois eu não tive mais nenhuma entrada pra tomar a decisão do processo de demissão dos funcionários foi muito complicado porque praticamente 95% dos funcionários da minha empresa são pais de família, então como que você faz pra numa situação dessa você demitir pais de família ao qual dependem desse trabalho e tem outras pessoas envolvidas que dependem de um sustento que esse pai leva pra dentro de casa é meio complicado, você tem que fazer a demissão foi um processo muito dolorido mas eu tive que fazer a demissão de 10 funcionários, então isso pra mim doeu muito, entendeu, doeu muito por dentro porque são colaboradores da empresa só que a qual eu conversei com eles, eu expliquei a situação a qual o país tava passando e que a empresa também iria passar e infelizmente eu tive que fazer a demissão de 10 funcionários esperando essa situação passar e se as coisas voltarem a sua normalidade eu vou procurar recontratar todos novamente.

Clemencia: Eu me sinto impotente e ao mesmo A personagem Clemencia fala sobre o tempo eu cobro das pessoas que poderia sentimento de impotência sobre a magnitude contribuir mais, porque assim, no meu jeito de dos eventos da pandemia. ver eu acredito que se as pessoas em volta precisa sair pra trabalhar fora como eu, como por exemplo, meu filho que precisa sair para trabalhar, ficassem em casa a gente já teria saído disso. Mas o brasileiro é um pouco teimoso demais na conta, que eles não põem na cabeça deles que nessa teimosia de querer ficar saindo, de não cumprir aquilo que é determinado eles estão meio que prejudicando quem ta na linha de frente. O personagem Marcelo fala sobre as opções Marcelo: Se a minha empresa pensou em fazer que tem para o futuro da sua empresa se a uma redução de jornada de trabalho, de redução


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VÍDEO pandemia se prorrogar por muito tempo.

ÁUDIO de salário. Eu ainda não pensei, não fiz porque ainda não houve a necessidade disso, dos funcionários e colaboradores que eu tenho dentro da empresa ainda estão trabalhando em horário integral porque nós ainda estamos tendo serviço pra isso e o salário continua 100% ainda, não pensei na verdade nem quero pensar ainda nessa possibilidade, isso ai seria um caso muito extremo pra você fazer, de você buscar um auxilio no governo, de redução de jornada de trabalho ou até redução salarial pra empresa poder arcar com uma parte do salário e o governo com a outra, ainda não pensei nessa possibilidade não, e nem quero pensar na verdade.

Clemencia: Porque assim a relação entre patrão A personagem Clemencia fala sobre a relação e empregado é aquela coisa de “ah, eu sou seu de patrão e empregado e como ela foi impactada patrão, mas você é meu empregado”. Só que pela pandemia. somos nós que mantemos a empresa dele funcionando. Então assim, através da nossa colaboração, de todos nós e de uma equipe inteira em geral fortaleceu sim, porque eles sabem que eles podem contar com nosso apoio. Larissa: O fato de ter que ficar em quarentena A personagem Larissa fala sobre como é a afetou bastante porque como a gente trabalha relação de sua casa se tornar seu novo em casa, o único alivio que a gente tem de todo escritório e como é a diferença de trabalhar em o trabalho é pelo fato de sair de casa que vira home office e presencialmente. nosso escritório, então não poder sair de uma maneira adiciona ao estresse. Não tem aquele tempo pra você sem pensar no trabalho e etc, então estressa bastante porque é ficar no mesmo ambiente do trabalho 24 horas por dia, então apesar de já ser a maneira que a gente trabalhava antes é mais estressante. Eu era bem mais produtiva no escritório, eu acho que por conta de trabalhar em casa tem muito mais distração do que escritório onde você ta focado ali só no trabalho, e em casa tem vários fatores que adicionam pra sua vida cotidiana, bem mais coisa pra se pensar, e no escritório é


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ÁUDIO focar só no serviço então eu eram bem mais produtiva lá.

Thiago: Eu me acho mais produtivo no escritório O personagem Thiago fala sobre as distrações eu tenho certeza, porque em casa eu tenho que tem ao trabalhar em home office que não várias coisas pra me distrair, eu tenho internet, tinha em um trabalho no escritório. eu tenho livro, eu tenho o ukelele que eu toco as vezes, eu tenho, sei lá, bola de basquete. Tenho várias coisas que eu posso me distrair e no ambiente de trabalho, no escritório eu tô focado, só tenho meus monitores, meu gabinete, as pessoas do lado pra pedir opinião mas eu tô 100% focado no meu trabalho. Larissa: Porque não é só você que ta passando por aquilo, você tem outras pessoas ao seu A personagem Larissa fala sobre como trabalhar redor que não só podem te auxiliar mas que no escritório com outras pessoas da mesma também estão passando pelo mesmo que você, profissão é de grande vantagem e isso é perdido então ajuda bastante não só na questão de pedir ao trabalhar em casa. ajuda em algumas questões mas de apoio um com o outro, então é uma coisa que perde bastante trabalhando em casa.

A personagem Clemencia fala sobre a ansiedade que usar mascara trás para ela, mas que é algo necessário. São mostrados alguns inserts sobre placas de uso obrigatório de máscaras em estabelecimentos.

Clemencia: A grande dificuldade hoje em dia é usar mascara, porque pensa numa coisa que incomoda, aquilo vai faltando ar, aquilo vai dando um desespero que você quer respirar e ao mesmo tempo você tem que manter a calma. Você foca em outras coisas, em dizer “não, isso tudo é passageiro, tudo isso esta acabando, tudo isso esta no fim”. Ai eu acabo até me acostumando durante o dia, mas que é difícil é. A gente tem que pensar nos nossos entes queridos, no caso filhos, família, que a gente vai voltar pra casa no final do dia e saber que a gente fez a nossa parte.

Larissa: Ah, pra se distrair do trabalho e também do COVID, eu acho importante manter a A personagem Larissa fala sobre os hobbies que mente ocupada, mas com coisas que te mantem durante a quarentena para evitar a acalmam, por exemplo, pra mim é escrever, ler, ansiedade. ouvir música, assistir filme, série e fazer curso também ajuda, ainda mais que tem tantas


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ÁUDIO instituições distribuindo ele de graça. Então acho que o importante é se manter ocupado mas não só com trabalho, com hobbies e com coisas que

O personagem Marcelo fala sobre preocupações durante a quarentena.

Créditos do documentário Logo da produtora 7 Ilusões

Marcelo: O que me preocupa na verdade na pandemia é que muitos não vão voltar, porque nós vivemos num país de dimensões suas continentais, entendeu, a qual o país não tem estrutura e não tem leito suficientes, entendeu, pra receber os seus doentes e isto está sujeito, só que isso não aconteceu agora, isso já acontece á séculos no país, porque cada governante que entra pra governar promete uma coisa a qual não se faz, aí hoje será que eles pensaram só que hoje eles teriam que disponibilizar dinheiro pra saúde. Sem saúde você não tem nada, você pode ter rios e rios de dinheiro, só que se você não tiver saúde o que você vai fazer com seu dinheiro.


RELATÓRIO DE JUSTIFICATIVA ÉTICA PRODUTORA 7 ILUSÕES: Airton Araujo Fagundes - RGM: 19443706 Camila Rocha da Costa - RGM: 19503270 Gabrielly Seravalli dos Santos - RGM: 20011318 Isabela Soares da Fonseca - RGM: 18799701

Mayara Dayane Procópio Araújo - RGM: 18635423 Naiara Souza Vieira - RGM: 19175299 Natã Brito Rolim - RGM: 20048572 Rafaella Batista Bidin - RGM:5921225893 Tiago de Souza Soares - RGM: 19413068 Thiago Almeida Berto - RGM: 19667213

1. INTRODUÇÃO A ÉTICA PROFISSIONAL EM RADIODIFUSÃO

Nesse relatório apresentaremos as justificativas para certas decisões tomadas durante a produção do projeto Trabalhador-19, nessa breve introdução falaremos sobre a ética que nós como futuros profissionais de radiodifusão temos que conhecer e seguir, como por exemplo, o conteúdo do Artigo 35 do Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4117/62). Ao longo das aulas de Ética e Legislação para Rádio, TV e Internet começamos a entender mais sobre o código ético que engloba nossa área assim como as entidades e organizações que estabelecem esses códigos, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a ANATEL, a CONAR, etc. Mantemos nossa ética ao seguir o Artigo 35 do Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4117/62), que diz:

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Art. 53 - Constitui abuso, no exercício de liberdade da radiodifusão, o emprego desse meio de comunicação para a prática de crime ou contravenção previstos na legislação em vigor no País, inclusive: (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968) a) incitar a desobediência às leis ou decisões judiciárias; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

b) divulgar segredos de Estado ou assuntos que prejudiquem a defesa nacional; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

c) ultrajar a honra nacional; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

d) fazer propaganda de guerra ou de processos de subversão da ordem política e social; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

e) promover campanha discriminatória de classe, côr, raça ou religião; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

f) insuflar a rebeldia ou a indisciplina nas forças armadas ou nas organizações de segurança pública; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

g) comprometer as relações internacionais do País; (Redação dada pelo DecretoLei nº 236, de 1968)

h) ofender a moral familiar, pública, ou os bons costumes; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

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i) caluniar, injuriar ou difamar os Poderes Legislativos, Executivo ou Judiciário ou os respectivos membros; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

j) veicular notícias falsas, com perigo para a ordem pública, econômica e social; (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

l) colaborar na prática de rebeldia desordens ou manifestações proibidas. (Incluído pelo Decreto-Lei nº 236, de 1968)

Parágrafo único. Se a divulgação das notícias falsas houver resultado de êrro de informação e fôr objeto de desmentido imediato, a nenhuma penalidade ficará sujeita a concessionária ou permissionária. (Partes mantidas pelo Congresso Nacional)

2. CRIAÇÃO O documentário Trabalhador-19 é uma produção original da 7Ilusões para o Projeto Interdisciplinar IV, logo temos totais direitos autorais sobre a obra, para evitar problemas com esse assunto capturamos todos os inserts usados no projeto por conta própria. Nosso único uso de obras de terceiro foi para a trilha sonora do documentário, uma faixa branca retirada do Youtube Audio Library (dados sobre a faixa no capítulo “Material de Arquivo”). Os termos de uso da plataforma são: 

Não disponibilize, distribua ou reproduza esses arquivos de música pela biblioteca separadamente de vídeos e conteúdos em que você tenha esses arquivos incorporados (por exemplo, a distribuição individual desses arquivos não é permitida).

Não usará os arquivos de música desta biblioteca de forma ilegal ou em conjunto com qualquer conteúdo ilegal.

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3. REGISTRO DA OBRA A obra não foi registrada.

4. ADEQUAÇÃO DA OBRA AO PÚBLICO TELESPECTADOR Para a classificação indicativa do documentário, usamos o Guia Prático de Classificação Indicativa (2012), chegando a conclusão que o documentário se encaixa na categoria “Livre” (mais detalhes no capítulo “Classificação Indicativa”). E finalizamos o processo de classificação preenchendo a ficha técnica de classificação indicativa (para isso cheque a sessão “Anexos”). O documentário Trabalhador-19 foi inicialmente pensado para o serviço de streaming Globoplay, porém como dito no capítulo “Veiculação”, ao estar na plataforma o projeto pode chegar até a televisão aberta pensando nisso usamos o Código de Ética da Radiodifusão Brasileira (1993) como fator para a escolha da classificação indicativa livre, já que ao ser classificado como livre, o documentário poderá ser exibido em qualquer horário, como diz o Artigo 15 do Capítulo II: Art. 15 - Para melhor compreensão, e, consequentemente, observância dos princípios acima afirmados, fica estabelecido que: 1) São livres para exibição em qualquer horário, os programas ou filmes: a)

que não contenham cenas realistas de violência , agressões que resultem em

dilaceração ou mutilação de partes do corpo humano, tiros a queima roupa, facadas, pauladas ou outras formas e meios de agressão violenta com objetos contundentes, assim como cenas sanguinolentas resultantes de crime ou acidente; não tratem de forma explícita temas sobre estupro, sedução, seqüestro, prostituição e rufianismo; b)

que não contenham em seus diálogos palavras vulgares, chulas ou de baixo

calão; c)

que não exponham ou discutam o uso e o tráfico de drogas, notadamente as

alucinógenas e entorpecentes, não apresentem de maneira positiva o uso do fumo e

do

álcool; 94


d) que não apresentem nu humano, frontal, lateral ou dorsal, não apresentem visíveis os órgãos ou partes sexuais exteriores humanas, não insinuem o ato sexual, limitando as expressões de amor e afeto a carícias e beijos discretos. Os filmes e programas livres para exibição em qualquer horário não explorarão o homossexualismo; e) cujos temas sejam os comumente considerados apropriados para crianças e pré adolescentes, não se admitindo os que versam de maneira realista sobre desvios do comportamento humano e de práticas criminosas mencionadas nas letras "a" , "c" e "d" acima; Parágrafo único - as emissoras de rádio e televisão não apresentarão músicas cujas letras sejam nitidamente pornográficas ou que estimulem o consumo de drogas.

5. Veiculação/Distribuição Com a veiculação do documentário sendo inicialmente pensada para o Globoplay, teríamos que assinar um contrato e seguir termos exclusivos da plataforma, logo não temos o acesso aos mesmos tornando impossível a exposição dos termos e normas legais do serviço de streaming.

6. Participantes e Entrevistados Em função da pandemia, nós da 7 Ilusões fomos liberados de ir atrás das autorizações de imagem das pessoas. Mas nós sabemos que existe a lei de direito a personalidade que consiste em: Artigo 20 do Código Civil. Lei - 1040/2002. Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se 95


lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815) Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. Artigo 05 da Constituição de 1988, Artigo 5º. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: V - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,

independentemente

de

censura

ou

licença.

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REFERÊNCIAS ABERT. Código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Brasília, DF. 1993. Dísponível e m: <http://www.sinjope.org.br/docs/leis/codigo_de_etica_da_radiodifusao_brasileira.pdf > Acesso em: 06 de Maio de 2020. JUSBRASIL. Art. 53 do Código Brasileiro de Telecomunicações - Lei 4117/62. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4117.htm> Acesso em: 06 de Maio de 2020. PLANALTO. Art. 20 Código Civil LEI 1040/02. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm> Acesso em: 07 de Maio de 2020 PLANALTO. Art. 05 da Constituição Federal de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm> Acesso em: 07 de Maio de 2020

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9MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA NACIONAL DE JUSTIÇA

DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA, CLASSIFICAÇÃO, TÍTULOS E QUALIFICAÇÃO

0091. Natureza de Análise: marque apenas 1 opção: ANÁLISE COMUM Marque esta opção caso seja a primeira classificação da obra. Versão editada de obra já classificada, seja com acréscimo ou supressão de cenas, também é considerada “nova obra”. Portanto, este campo deve ser marcado.

FICHA TÉCNICA DE AUDIOVISUAL

RECLASSIFICAÇÃO Marque esta opção apenas caso a obra tenha classificação indicativa atribuída antes de julho de 2006 e agora é submetida a uma nova análise sob a luz dos novos critérios de classificação.

2. Segmento de Mercado: marque o segmento no qual a obra será exibida inicialmente. Uma vez que tenha recebido a classificação definitiva pelo Ministério da Justiça, desde que não tenha sofrido alterações, a obra audiovisual está apta para qualquer outro segmento de mercado, sem necessidade de novo pedido de classificação ou aviso prévio ao Ministério. CINEMA COMERCIAL HOME VIDEO (DVD, Blu-ray, streaming, etc)

MOSTRAS/FESTIVAIS DE CINEMA TELEVISÃO (veja texto abaixo)

2.1. Obras inéditas para televisão podem ser autoclassificadas pelo requerente OU classificadas por análise prévia pelo Ministério da Justiça. Contudo, você não tem esta escolha no caso obras editadas para televisão que já receberam classificação anterior igual ou superior a 12 anos: estas devem ser classificadas por análise prévia. Marque a forma de classificação desejada para televisão: ANÁLISE PRÉVIA

AUTOCLASSIFICAÇÃO

3. Categoria da obra: marque apenas 1 opção; Longa-metragem (70’’ ou mais) Média-metragem (31’’ a 69’’) Curta-metragem (até 30’’) Episódio de série Conjunto de episódios de série Programa de TV Show Musical

Trailer Outra:

Novela

4. Identificação e conteúdo da obra 1. Título no Brasil: TRABALHADOR- 19 2. Título original: TRABALHADOR- 19 3. Título da série: TRABALHADOR- 19 4. Ano da temporada: 2020

5. Ano de produção: 2020

7. País de origem: BRASIL

8. Distribuidor: PRODUTORA 7 ILUSÕES

10. Diretor: GABRIELLY SERAVALI

11. Elenco principal: MARCELO DOS SANTOS, CLEMENCIA DE ALMEIDA, THIAGO BERTO E LARISSA SOARES

12. Cor: Colorido

Preto e branco

13. Tempo de duração: 16 MIN

15. Mídia enviada para análise: DVD/Blu-ray 35 mm Cinema digital

9. Produtor: ISABELA SOARES

14. Classificação pretendida: Livre

10 anos

12 anos

14 anos

16 anos

18 anos

16. Gênero:

Arquivo digital Link de internet Outro________

17. Data prevista de exibição:

6. Número do(s) episódio(s): 1

Drama Romance Comédia Faroeste

Aventura Documentário Suspense Infantil

Terror Guerra Cultura Policial

18. Emissora (obras para TV):

Ação Animação Erótico

Musical Ficção científica Outro_________

19. Praça de Exibição (obras para TV): Rede Nacional

19 DE MAIO DE 2020

Regional:____________

20. Violência: marque todos os itens que aparecem na obra Armas Ato Violento Cenas que Assustam Crueldade

Dor ou Sofrimento Estupro Exposição de Cadáver Ferimentos

Morte / Assassinato Mutilação Sangue Suicídio

Temas Angustiantes Tortura Violência de Forte Impacto Violência Fantasiosa

Insinuação Sexual Relação Sexual

Relação Sexual Explícita Prostituição

21. Conteúdo Sexual: marque todos os itens que aparecem na obra Nudez Velada Nudez

Linguagem Chula Linguagem de Conteúdo Sexual

22. Drogas: marque todos os itens que aparecem na obra Consumo de Álcool ou Cigarro Consumo de Moderado de Álcool ou Cigarro

Consumo de Drogas Ilícitas Consumo Medicinal de Drogas Ilícitas

Tráfico de Drogas Menção a Drogas

5. Interessado 1. Nome (pessoa ou empresa):

2. CPF/CNPJ (ou equivalente estrangeiro):

5. Endereço: 9. Email: 13. Observações:

10. Telefone/Fax:

6. Cidade:

7. Estado:

8. CEP:

11. Local e data:

12. Assinatura:


Campos de Justificativa de Autoclassificação Preencha o restante apenas se você marcou autoclassificação para TV no item 2.1 da página anterior. Para os demais casos, não é necessário enviar ao Ministério esta página nem a próxima. Sinopse: Trabalhador -19 atravessam a vida de quatro personagens e sua relação com o trabalho após a quarentena, em uma série de questionamentos mergulhamos na realidade dessas pessoas assim apresentando como diferentes profissões foram afetadas pelo o mesmo problema que é o COVID-19. Em meio a relatos dos personagens, mostraremos os principais aspectos que mudaram em suas jornadas de trabalho e o quanto que isso está os afetando, sempre tentando trazer uma reflexão ao espectador sobre como que a pandemia está influenciando em novas formas de trabalho e rotinas para suas profissões.

2. Finalidades específicas: preencher apenas nos casos em que a obra apresente a finalidade. Deixe em branco se não apresentar. 2.1. Educativas: 2.2. Artísticas: 2.3. Culturais: 2.4. Informativas: Apresentar como a quarentena mudou a rotina dos nossos personagens. 2.5. Respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família:

CONTEÚDO Assinale todos os itens presentes no conteúdo da obra. Para mais informações e descrições específicas de cada item, consulte o Guia Prático de Classificação Indicativa, disponível em português e inglês no Portal Online da Classificação Indicativa. FAIXA

Violência

Sexo

Drogas

Violência Fantasiosa Presença de Armas sem Violência Mortes sem Violência Ossadas e Esqueletos sem Violência

Nudez não Erótica

Consumo Moderado ou Insinuado de Drogas Lícitas

Presença de Armas com Violência Medo/Tensão Angústia Ossadas e Esqueletos com Violência Atos Criminosos sem Violência Linguagem Depreciativa

Conteúdos Educativos sobre Sexo

Descrições Verbais do Consumo de Drogas Lícitas Discussão sobre Tráfico de Drogas Uso Medicinal de Drogas Ilícitas

Ato Violento Lesão Corporal Descrição de Violência Presença de Sangue Sofrimento da Vítima Morte Natural ou Acidental Violenta Ato Violento contra Animais Exposição ao Perigo Exposição à Humilhação Agressão Verbal Obscenidade Bullying Exposição de Cadáver Assédio Sexual Supervalorização da Beleza Física Supervalorização do Consumo

Nudez Velada Insinuação Sexual Carícias Sexuais Masturbação Linguagem Chula Linguagem de Conteúdo Sexual Simulações de Sexo Apelo Sexual

Consumo de Drogas Lícitas Indução ao Uso de Droga Lícitas Consumo Irregular de Medicamento Menção a Drogas Ilícitas


Morte Intencional Estigma/Preconceito

FAIXA

Insinuação do Consumo de Drogas Ilícitas Descrições Verbais do Consumo e Tráfico de Drogas Ilícitas Discussão sobre descriminalização de drogas ilícitas

Nudez Erotização Vulgaridade Relação Sexual Prostituição

Violência

Sexo

Estupro Exploração Sexual Coação Sexual Tortura Mutilação Suicídio Violência Gratuita Aborto, Pena de Morte, Eutanásia Violência de Forte Impacto Elogio/Glamurização/Apologia à Violência Crueldade Crime de Ódio Pedofilia

Drogas

Produção ou Tráfico de Qualquer Droga Ilícita Consumo de Drogas Ilícitas Indução ao Consumo de Drogas Ilícitas

Relação Sexual Intensa

Sexo Explícito Situação Sexual Complexa / de forte impacto

Apologia ao Uso de Drogas Ilícitas

ATENUANTES Composição de Cena Atenuante Baixa Relevância Pouca Frequência

Contexto Esportivo / Histórico / Artístico / Cultural ou Científico Contexto Irônico ou Cômico / Caricato Contexto Fantasioso

Insinuação / Simulação / Tentativa Motivação Justificada Contraponto Conteúdos Positivos

AGRAVANTES Composição de Cena Agravante Alta Relevância Alta Frequência

Interação com o Expectador Valorização de Conteúdo Negativo Motivação

Conteúdo Inadequado com Criança ou Adolescente Contexto de Impacto


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