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Paradigmas de Quebrada - Pegasus Produções

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL RÁDIO, TV E INTERNET

Beatriz Nunes Brandão Luis Phelipe Vasconcelos Pires Mikael Davi Santana

Paradigmas de quebrada Documentário


SÃO PAULO 2020


BEATRIZ NUNES BRANDÃO - 17726611 LUIS PHELIPE VASCONCELOS PIRES - 17720231 MIKAEL DAVI SANTANA - 19408285

Paradigmas de quebrada Documentário

Projeto Experimental apresentado ao curso de Rádio, TV e Internet como requisito parcial à obtenção do certificado de conclusão.

Orientador: Prof. Me. Alexandre Henrique Coorientador: Prof. Dr. Bruno Rogério Tavares


SÃO PAULO 2020


FOLHA DE APROVAÇÃO

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DEDICATÓRIA

Dedicamos esse projeto aos nossos pais, amigos, familiares e professores, que deram sentido ao curso e a todos os projetos atĂŠ aqui.


AGRADECIMENTOS PEGASUS PRODUÇÕES Gostaríamos de agradecer primeiramente a Deus, por nos dar a possibilidade de realizar esse projeto. Agradecer aos professores que nos guiaram até aqui, sempre nos mostrando os melhores caminhos, e tem um espaço enorme em nossos corações. Aos nossos familiares, que sempre nos deram o apoio necessário e força para chegarmos aonde estamos. Aos nossos amigos, pela conversas rotineiras e reuniões que nos fizeram ter a criatividade para produzir este projeto. Aos colegas de classe, pelos conhecimentos trocados e por tornar o ambiente universitário mais agradável.


EPÍGRAFE

A periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros. Sérgio Vaz


BRANDÃO, B. N.; VASCONCELOS, L. P.; SANTANA, M. D. PARADIGMAS DE QUEBRADA. Projeto Experimental (Bacharel em Rádio, TV e Internet) – Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, 2020.

RESUMO Este documentário tem como objetivo trazer a cultura periférica como forma de resistência, sobre um olhar de dentro da própria periferia. Mostrando três vertentes de manifestações artísticas presentes no Jardim São Luís, um bairro da Zona Sul de São Paulo. O futebol, a tatuagem e a moda, cada um representado por uma pessoa, pessoas que lutaram para ser o que são hoje e querem ser muito mais. Cada vertente com sua especificidade, mas todas ligadas umas às outras. PALAVRAS-CHAVE: CULTURA; PERIFERIA; ARTE; INTERVENÇÃO; ARTÍSTICA.


SUMÁRIO INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 12 1.PRODUTORA ................................................................................................................................ 14 1.1.MARCA DA PRODUTORA ..................................................................................................... 15 1.2.MISSÃO, VISÃO E VALORES ............................................................................................... 16 1.3.CARÔMETRO ........................................................................................................................ 17 1.4.MINICURRÍCULO ................................................................................................................... 18 1.5.ORGANOGRAMA................................................................................................................... 20 1.6.PORTFÓLIO ........................................................................................................................... 21 1.6.1.PEGASUS PRODUÇÕES ............................................................................................... 21 2.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU ESTADO DA ARTE .............................................................. 26 2.1.DOCUMENTÁRIO: “PROPONDO IDEIAS” ............................................................................ 27 2.1.2.CARACTERÍSTICAS DE UM DOCUMENTÁRIO ........................................................... 29 2.1.3.TIPOS DE DOCUMENTÁRIO ......................................................................................... 30 2.2.CULTURA: “MENTE VAZIA EM CONSTRUÇÃO” ................................................................. 33 2.2.1.CULTURA NA PERIFERIA ............................................................................................. 34 2.2.2.JARDIM SÃO LUIS ......................................................................................................... 36 2.3.ELEMENTOS.......................................................................................................................... 38 3.BÍBLIA DE CRIAÇÃO E PRODUÇÃO ........................................................................................... 39 3.1.TÍTULO ................................................................................................................................... 40 3.2.SINOPSE/APRESENTAÇÃO ................................................................................................. 42 3.3.OBJETIVOS ............................................................................................................................ 43 3.3.1.GERAL ............................................................................................................................ 43 3.3.2.ESPECÍFICOS ................................................................................................................ 43 3.4.CLASSIFICAÇÃO DO PROJETO .......................................................................................... 44 3.5.ARGUMENTO ........................................................................................................................ 45 3.5.1.VISÃO ORIGINAL ........................................................................................................... 45 3.5.2.PROPOSTA DE DOCUMENTÁRIO ................................................................................ 48 3.5.4.ELEIÇÃO E DESCRIÇÃO DOS OBJETOS .................................................................... 49 3.5.5.ELEIÇÃO E JUSTIFICATIVA PARA A ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM ................... 59 3.5.6.SUGESTÃO DE ESTRUTURA ....................................................................................... 61 3.5.7.SUGESTÃO DE ESTRUTURA DIANTE DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS . 62 3.5.8.EDIÇÃO ........................................................................................................................... 64 3.5.9.DESENHO DE PRODUÇÃO ........................................................................................... 66 3.6.REFERÊNCIAS ESTÉTICAS ................................................................................................. 71 3.7.PÚBLICO-ALVO ..................................................................................................................... 77 3.8.VEICULAÇÃO/DISTRIBUIÇÃO .............................................................................................. 78 3.9.REDES SOCIAIS .................................................................................................................... 79 3.10.JUSTIFICATIVA.................................................................................................................... 80 3.10.1.GÊNERO ....................................................................................................................... 80 3.10.2.TEMA............................................................................................................................. 81 3.10.3.TRILHA SONORA ......................................................................................................... 83 3.10.4.REFERÊNCIAS ESTÉTICAS ........................................................................................ 84 3.11.CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO ....................................................................................... 86 3.12.ORÇAMENTO PREVISTO ................................................................................................... 87 3.13.PRESTAÇÃO DE CONTAS ................................................................................................. 89 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................................. 90 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 97 ANEXOS .............................................................................................................................................. 101


INTRODUÇÃO Este documentário apresenta e esclarece os conceitos e efeitos do termo cultura

periférica,

um

termo

que,

segundo

Juliana

do

Carmo

Silve é um produto alternativo, produzido pelos moradores de periferia com suas características, como modo de falar, vestimentas, costumes etc. Para garantir o direito de fruição à arte e dar voz ao grupo social de origem. Além de entreter e causar bem-estar, ela vem carregada de “autoestima periférica”, sentimento de pertencimento e afirmação do estereotipo daqueles que ali estão inseridos. (SILVA, 2013)

Cultura periférica expressa a arte protagonizada pelos moradores e produzida para eles próprios, dando voz aos habitantes que produzem cultura para sua “quebrada”. Esse termo se refere a cultura produzida por aquele grupo de pessoas e carrega um significado muito grande, diversos fatores, entre eles a transformação social, no sentido de que independente dos problemas encontrados dentro da periferia, muitas vezes a pobreza, a violência, a infraestrutura, questões básicas que não são fornecidas aquela comunidade, os moradores também têm direito a fruição cultural. Os projetos ali produzidos, como por exemplo desfiles de moda, exposições de arte, campeonatos de futebol, campeonatos de dança, campeonato de música, exposições de fotos, saraus, etc. têm como meio de mensagem os códigos periféricos (modo de vestir, modo de falar, hábitos e rotinas) e mostram que independentemente da localidade, as pessoas que moram ali também têm direito a opções de lazer, fazendo com que todos se sintam incluídos na cultura local. A palavra marginal, na sociologia, tem um significado muito diferente da palavra na forma que se costuma atribuir, no sentido de “vagabundo” e em relação aos desrespeito às leis. Na sociologia e neste trabalho ela representa os povos que vivem as margens, que são considerados inferiores, “que são separados do resto da cidade pela divisão econômica de classes.” (SILVA, 2013). Esse documentário tem o intuito de informar, dando a oportunidade de conhecimento sobre assuntos de interesse social, como a política, para que cada um tenha sua posição como cidadão e possa debater para buscar melhoria para seu grupo social.


Nesse caso, as rotinas e dificuldades dos cidadãos são transformados em arte, criando assim um sinônimo de resistência, como por exemplo fazer uma música com uma história de vida, trazer uma denúncia em uma uma exposição de fotos, sempre buscando melhoria para a comunidade. Cultura periférica foi escolhido como tema deste documentário por ser sinônimo de inclusão, e muitas vezes servindo como influência para as pessoas, incentivando a ler, pesquisar, participar e etc. “Muita gente começou a escrever poemas por causa do sarau. Muita gente começou a ler por causa do sarau. Muita gente voltou a estudar por causa do sarau, e essa antologia é o resultado dessa luta incansável do ser humano simples contra as complexidades do dia-a-dia” (VAZ, 2004, p. 14).

Trazendo também o fato de que muitas vezes os moradores desconhecem ou não dão valor a essa cultura no seu próprio bairro. Produzido para as pessoas que moram em nas periferias de São Paulo, este documentário mostra que o bairro, independentemente de ser uma periferia, tem manifestações artísticas e inspiram os seus moradores a lerem, a participarem de exposições, a prestigiarem os artistas a se interessarem pela cultura em geral. Em especial apresentaremos a periferia do Jardim São Luís, bairro localizado na Zona Sul de São Paulo, com 3 vertentes, 3 manifestações artísticas, a moda, o futebol e a tatuagem, o que essas três coisas tem de especial, como as três manifestações são expressadas no bairro e como contribuem para o bairro ser um lugar onde os moradores podem ter acesso a cultura. Nos

tópicos

a

seguir

explicaremos

apresentaremos

a

produtora

e

explicaremos sobre o gênero e o tema escolhido, como fundamentação, argumento, referências e etc.


1. Produtora

PRODUTORA

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Neste tópico apresentamos a Pegasus Produções, bem como sua logomarca, missão, visão e valores e seus integrantes.

1.1. MARCA DA PRODUTORA

A Pegasus Produções é uma produtora audiovisual criada por 12 integrantes em 2017, atualmente com 3, para a criação de conteúdo no curso de Rádio, Tv e Internet da Universidade Cruzeiro do Sul durante o período letivo. O nome Pegasus traz como significado um cavalo alado símbolo da imortalidade e criatividade espiritual. A analogia surge onde a comunicação é vista como uma ferramenta que possuímos desde os primórdios, que vem evoluindo e se espalhando de diversas formas, assemelhando a comunicação a algo imortal e que permite o expressar do ser de várias formas.

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1.2. MISSÃO, VISÃO E VALORES

MISSÃO

Criar e divulgar conteúdo audiovisual visando atingir uma variedade de público independente dos ideais para unir toda a sociedade em pró de uma comunicação livre de alienação com conteúdo que respeite toda a nação.

VISÃO

Ser uma produtora que contribui para o fortalecimento de conteúdos audiovisuais e radiofônicos nacionais, produzindo documentários, programas de rádio, programas de TV e conteúdo para internet.

VALORES

Valorização a diversidade cultural, respeito à diferentes grupos sociais, comprometimento com nossos clientes, qualidade e inovação no intuito de sempre inovar em conteúdos e sempre manter o amor à profissão com respeito ao próximo.

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1.3. CARÔMETRO

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1.4. MINICURRÍCULO

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1.5. ORGANOGRAMA O organograma da Pegasus Produções foi produzido com cores neutras lembrando a nossa logomarca. É organizado desta forma dando a entender que um depende do outro, assim, qualquer pessoa que faltar, irá fazer grande diferença para a evolução, sendo assim, todas as pessoas da produtora são extremamente importantes para a evolução do projeto.

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1.6.

PORTFÓLIO

Neste item apresentamos alguns dos trabalhos realizados durante o curso de Rádio, TV e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul, durante o período letivo pela Pegasus Produções.

1.6.1 PEGASUS PRODUÇÕES

HORA DA NOVELA Desde sempre a novela é um conteúdo de entretenimento para o brasileiro. Hora da novela tem como base o texto de Nilson Xavier que conta sobre os 4 períodos da teledramaturgia no brasil. A Novela brasileira sempre trouxe temas importantes, assuntos polêmicos e até quebra de tabus de forma dosada, engraçada e localizada para a sala do brasileiro que reserva um horário todos os dias para consumir tal conteúdo. O Programa resume os 4 períodos da teledramaturgia brasileira de uma forma divertida e atual. Hora da novela, o título não é uma escolha vaga, sabemos que as novelas assim como outros programas de TV pautam horários no cotidiano do brasileiro e que acaba sendo referência para algumas coisas “vamos nos encontrar depois da novela das 9” pode ser até uma desculpa para fugir de alguma tarefa “Agora não, ta na hora da novela”.

Assista através do link: https://youtu.be/opyI4D9qvG

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A BELEZA Adaptação da HQ “A beleza” para audiobook.

Escute através do link: https://youtu.be/qebZ9VRBn1A

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STREETWORLD TV A Streetword em parceria com a Pegasus Produções, desta vez, ultrapassa a barreira dos blogs com uma produção voltada para a simplificação da subcultura StreetWear e Footwear. No Piloto da revista eletrônica StreetWorld TV, Beatriz Nunes, Luis Phelipe e Rafael Rodrigues (fundador da StreetWorld), buscam comunicar sobre o estilo de vida das pessoas que vivem a moda StreetWear e FootWear. Para isso, diversos assuntos e curiosidades são apresentadas ao telespectador de forma simples e direta.

Assista através do link: https://youtu.be/Rp3aJQGVL3g

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PEQUENOS GRANDES DIREITOS ‘Pequenos grandes direitos’ é um documentário que fala sobre a importância e o funcionamento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Brasil. Mostrando e trazendo depoimentos de alguns mecanismos de participação como um Coordenador do Setor dos Conselhos de Direitos de Suzano (Carlos), um membro da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente (Cristiane Diniz), e a gestora do Programa Prefeito Amigo da Criança (Jeniffer Caroline), falando sobre a atuação desses mecanismos juntamente com o ECA para o benefício das crianças brasileiras. O objetivo desse documentário é conscientizar as pessoas de como acontece o funcionamento do Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil, de como os mecanismos de participação atuam juntamente a ele. É apresentar a produção de forma diferenciada para se destacar dentre tantos outros conteúdos que abordam esse assunto de extrema importância, trazendo relatos individuais e dados sobre esse tema.

Assista através do link: https://youtu.be/kixq4hMVJsc

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PERCEPÇÃO Percepção é uma série que retrata a vida de um jovem chamado Moisés, que mora em uma periferia de São Paulo, na Zona Sul chamada Favela do Fiozão. Moisés mora com sua mãe e sua irmã mais nova (Andressa, 10 anos) em uma casa simples e pequena. Moisés tem um transtorno chamado Teoria da mente, e na série esse transtorno será retratado conforme a facilidade dele de conquistar as mulheres que quer ficar. Esse transtorno que Moisés tem faz ele ter visões com as mulheres que te atraem, então quando ele encontra com a garota ele simplesmente paralisa no lugar que está e sua cabeça começa a produzir a tal visão. Nela, Moisés está sempre em um lugar sozinho com a garota e em um clima quente, mas nem todas as que aparecem em suas visões ficam com ele, e isso é ele quem vai decidir. No primeiro episódio Moisés não sabe que tem esse transtorno, e ao longo da primeira temporada seu melhor amigo Gordão o ajuda a descobrir que Moisés é dotado de um dom.

Assista através do link: https://youtu.be/aonAILUxa2o

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2. Fundamentação Teórica ou Estado da Arte

FUNDAMENTAÇÃO

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Neste item apresentamos os métodos necessários utilizados para produzir um documentário, a definição do gênero, além da explicação do conceito do tema escolhido para este projeto. 2.1. DOCUMENTÁRIO: “PROPONDO IDEIAS”

Documentário é um gênero de produção audiovisual. É um tipo de filme não-ficcional, feito sobre pessoas, animais, sentimentos, acontecimentos, emoções, entre muitas outras coisas. Se dá pela representação da realidade, “em primeiro momento é visto como um ato cinematográfico que registra o que acontece no mundo real” (LUCENA, 2012, p.10), do mundo em que vivemos, por trazer histórias verdadeiras. Mas, a partir do momento em que nos encontramos perante imagens num ecrã, essas imagens tornam-se uma matéria com autonomia própria, em que os objetos reais estão ausentes (PENAFRIA, 2009, p.4).

Desde que surgiu, os filmes documentário tiveram muitas mudanças. Os primeiros registros documentais foram feitos pelos irmãos Lumiére, que exibiam cenas cotidianas, ou seja, a realidade, e com “A chegada de um trem na estação” fizeram registros simples, e daí em diante vieram mais uma série de registros com situações semelhantes, como “A saída da fábrica”, entre outros. Nos anos 20 começa a se consolidar um conceito de documentário com “O Esquimó” de Robert Flaherty, que inclusive foi escolhido como o melhor documentário em 1964 no Festival de Mannheim (MORAIS, 2008). Apesar se ser o pioneiro, os registros de Flaherty estão diferentes do conceito que conhecemos hoje apesar de existirem documentários que fazem isso hoje em dia, já que já que parte das filmagens foram encenadas para a câmera, e não filmadas espontaneamente. Ainda em 1920, tínhamos Dziga Vertov, que desenvolvia obras mais voltadas para a política, apesar da poética e estética. E com “Homem da Câmara de Filmar” que Vertov produz o primeiro filme não ficcional, já que no

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começo do filme os créditos dizem que a produção foi feita sem recursos a cenários ou atores. No Brasil, o cinema chegou em 1896, primeiro no Rio de Janeiro e depois em São Paulo, mas as primeiras imagens do cinema nacional foram feitas no século 20, por fotógrafos e cineastas, como os irmãos Afonso e Paschoal Segreto, filmando a Baía de Guanabara a bordo do navio Brésil, chegando a Paris. Eram imagens documentais, que registravam fatos históricos, atos oficiais cerimônias e fazendas da elite. Até o fim da segunda guerra o Estado, empresários e coronéis já financiavam as produções e durante algum tempo sustentou a comercialização desses filmes. “Com a criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE) em1936, centenas de filmes foram realizados sob a direção do cineasta mineiro Humberto Mauro” (ZAGO, 2018). Em 1962, alguns cineastas brasileiros como Eduardo Escorel, Arnaldo Jabor, Luiz Carlos Saldanha, Antonio Carlos Fontoura, Alberto Salvá, Vladmir Herzog, Did Lufti, entre outros, tiveram o primeiro contato com equipamento completo de câmera 35mm, gravador Nagra e mesa de montagem, equipamentos portáteis até então inexistentes por aqui. Essa inovações trouxeram maior facilidade no set e gravação de som. Entre os anos 80 e 90 as produções ficaram mais práticas, pelas vantagens de equipamentos digitais em relação aos analógicos. Hoje, com toda tecnologia que é oferecida, é possível produzir um documentário quase sem necessidade de um treinamento especial. O final da década de 90 foi marcante para o gênero, já que a produção de filmes estava em “franco crescimento” (Lins e Mesquita, 2008), a atenção dos críticos para este tipo de produção era cada vez maior. Podemos dizer que o documentário foi se impondo enquanto gênero ao longo de sua história e tradição, mas ainda assim permanece em debate constante entre os teóricos, críticos e realizadores. Se a realidade pulsa no interior do filme documental, é devido a elementos estéticos tradicionais do gênero, pois trazem em si a memória dessa história de usos e sentidos, dão às obras valor documental e atestam sua aparente unidade enquanto realidade. (ZAGO, 2018)

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2.1.2 CARACTERÍSTICAS DE UM DOCUMENTÁRIO O gênero documentário surgiu 7 anos antes do gênero ficção, que apresenta “a construção de uma história, um mundo imaginário, ficcional” (LUCENA, 2012, p. 10). Um documentário, a princípio, é reconhecido logo de cara pelo seu modo de apresentar, registrar, mostrar para outras pessoas e até mesmo conhecer histórias reais, da vida real, exaltando a autenticidade do cotidiano e o ponto de vista do idealizador. Outra especificidade de produção é a “obrigatoriedade de um registro in loco” (PENAFRIA, 2009), ou seja, o documentarista ter que ir até o local onde as ações irão acontecer e onde os personagens estão. É envolvente por mostrar um ponto de vista pessoal sobre o assunto que se retrata, um novo modo de enxergar o que está prestes a ser exibido e mostrar o “uso criativo, mas, também, judicioso dos recursos cinematográficos” (PENAFRIA, 2009). Com o intuito de apresentar a metodologia e os procedimentos utilizados, trazendo um ponto de vista nunca visto antes, o documentário procura propor “ideias sobre o mundo real ao seu público” (RABIGER, 2011, p.7), seja dar visibilidade a questões que não são muito vistas pela sociedade, ou mostrar questões que tem visibilidade mas sobre um ponto de vista diferente, oferecendo uma “representação reconhecível do mundo” (NICHOLS, 2005, p.28). Independentemente do tema, sendo violência, temas sobre a natureza, sobre o ser humano, história, arte, etc. é fácil diferenciar o documentário de outros gêneros. Assim como um filme ficcional pode ter as características a serem citadas, um documentário não necessariamente precisa ter todas as características citadas. Por um lado busca uma grande qualidade estética, como escolha de planos, enquadramentos, iluminação, montagem, por outro lado busca a 29


proximidade com a realidade, por exemplo o registro in loco, não precisar dirigir os atores, uso de imagens que represente o real local, e não um cenário. Uma diferença entre o documentário e outros gêneros que é considerável é que a liberdade em construir um documentário é muito maior do que em outros gêneros. O documentarista pode (ou não): - usar a figura do locutor (on ou off); - construir o filme apenas em cima de depoimentos; - utilizar o recurso da reconstituição para contar a história; - criar personagens para dar maior dramaticidade à narrativa; - apresentar documentos históricos, etc. (MELO, 2002)

E se não for possível registrar um acontecimento por ele estar no passado, é possível utilizar imagens de arquivo, reconstituir o acontecimento, ir até o local do ocorrido, colher depoimentos de pessoas que estiveram presentes, em função de se aproximar do fato. O documentarista não necessariamente precisa estar no terreno do acontecimento “aqui e agora”, como diz Melo. O que você mais precisa é de coragem, além de uma vontade apaixonada para resolver mistérios, e da persistência para transformar o que você coletou em uma história que explodirá na mente do público. (RABIGER, 2011, p.8)

2.1.3 TIPOS DE DOCUMENTÁRIO Segundo Nichols, cada documentário tem seu tipo de voz, o que faz disso sua marca, existem 6 tipos de documentários, são eles: poético, expositivo, participativo, observativo, reflexivo e performático. Iremos explicar o que cada modo tem de específico, e por questão de identificação, neste projeto ressaltaremos o modo participativo. - O modo poético é caracterizado mais pelo uso das imagens do que pela uso da narrativa, como por exemplo a estética do documentário, “recebe influência da vanguarda, extrai a matéria-prima de um contexto histórico sob uma nova visão” (OLIVEIRA E MARQUES, 2016), as imagens são organizadas

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de forma encantadora, e a música entra para cativar essas imagens. O documentarista pode ou não intervir com comentários ou encenação. - O modo expositivo tem como principal característica a defesa dos argumentos, assim deixando a estética um pouco de lado, é o modo certo para quem quer transmitir informações, expor ideologias para a sociedade sobre questões sociais, a voz over é uma característica que acaba dando um destaque para as informações. Neste modo o documentarista também tem a possiblidade de intervir com comentários ou encenação. John Grierson contribuiu bastante neste modo de voz documentário. Por meio dele foi que se conseguiram importantes investimentos do governo britânico. A finalidade do documentário era criar umsentimento de nacionalidade na população. (OLIVEIRA E MARQUES, 2016)

- O modo de documentário observativo iniciou nos anos 60 com a tecnologia para os equipamentos de gravação, é parecido com o modo participativo, mas sem a participação ativa do documentarista e sua equipe, e quase sem trilha sonora, ou seja, o documentarista só observa, e não participa, e por isso proporciona ao telespectador o sentimento de saber o tempo real de cada fato. - O modo participativo emerge em 1960, é reconhecido pela questão do documentarista precisar participar das atividades, habituar-se e depois mostrar o resultado, o que foi absorvido, por não precisar esconder a intimidade e interação que o documentarista tem com o seu tema, contando histórias como se não estivessem ali presentes. A filmagem acontece da forma mais direta possível, como em entrevistas. Apresenta a experiência do cineasta na participação dos acontecimentos. Nichols destaca que neste modo o cineasta corre o risco de ser evasivo demais. - O modo reflexivo é característico de 1980, e tem como objetivo a reflexão, fazer o telespectador se questionar sobre aquele assunto, fazer suposições, é comum a equipe de filmagem aparecer em cena para dar a entender que tudo aquilo é uma construção, Traz o realismo social na área psicológica e emocional para usar de técnicas como a montagem em evidência3 para causar o efeito de

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consciência, até de tencionar questionamentos do que está sendo proposto no documentário (OLIVEIRA E MARQUES, 2016)

- O modo performático é reconhecido pela preocupação com a parte estética, assim como a mistura de acontecimentos reais e imaginários e conduz o espectador através do emocional. Traz acontecimentos mal representados de subjetividade social, temas como homossexualidade, mulheres negras, minoria social e etc. mostra o lado dominante e o lado oprimido. O modo escolhido pela produtora Pegasus foi o modo participativo, onde o integrante da produtora, Luis, que na verdade já é um membro ativo nas três vertentes que serão apresentadas, vai estar ativamente presente durante todo o documentário, mas só será exposto ao final dele, fará o motovlog com sua moto e uma GoPro acoplada na câmera. O documentário não terá narrador, Luis será o intermediador entre os três participantes, fazendo o caminho de moto de um entrevistado para outro, será o entrevistador e ao final dará um depoimento sobre a sua vivência.

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2.2. CULTURA: “MENTE VAZIA EM CONSTRUÇÃO”

A palavra cultura no senso comum representa grande conhecimento de determinado assunto, ‘fulano de tal tem cultura’ é uma frase um tanto comum. Neste trabalho, apresentamos o significado de cultura em sociologia, já que essa palavra aborda muitos significados em diversas áreas. Na sociologia ou em ciências sociais, a cultura se trata do contato do ser humano com a sociedade, os aspectos que o ser humano aprende ao longo de sua convivência, possui aspectos tangíveis, como objetos e símbolos, quanto aspectos intangíveis, como ideias, crenças e etc. A cultura se produz através da interação social dos indivíduos, que elaboram seus modos de pensar e sentir, constroem seus valores, manejam suas identidades e diferenças e estabelecem suas rotinas. (BOTELHO, 2001)

Na concepção de modo de vida que caracterizam uma coletividade “a cultura é definida como um sistema de signos e significados criados pelos grupos sociais” (CANEDO, 2009, p.4) Em ciências sociais o termo se define como conjunto de pensamentos, ideias, práticas, etc. Segundo Laraia, significa um conjunto de hábitos, crenças ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos como membro de uma sociedade. As normas são conjuntos de regras criadas a partir de valores de uma cultura, para regular o comportamento dentro de cada cultura, por exemplo, uma pessoa que é honesta condena uma pessoa desonesta, pois isso faz parte da sua cultura, assim como uma sociedade pode ter divergências culturais dentro dela mesma, por exemplo em uma mesma sociedade, uma pessoa acreditar na religião e outra pessoa acreditar na ciência. Quando o ser humano nasce, sua mente é uma caixa vazia (LARAIA, 2009, p,25), e tudo o que está na mente dele hoje foi colocado por seus pais, durante a sua criação, e isso acabou formando o caráter que tem hoje. Ela é

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composta e definida pelo modo como cada ser humano é criado, cada família vem trazendo de geração em geração seus hábitos, costumes, cresças mais antigos na sua criação, fazendo com que isso defina o seu caráter e até mesmo o jeito como você vai tratar as pessoas ao seu redor, por exemplo. Existem muitas variações de culturas, em cada lugar do mundo existe uma cultura diferente, por exemplo, no Japão, falhar em uma prova escolar é uma vergonha, por causa de seus valores que dão a escolaridade. A cultura está em constante mudança, já que o mundo social também está em constante mudança. Ter contato com outras culturas também faz com que você acabe modificando a sua, como um processo de aculturação, o que é muito comum nos dias de hoje, já que estamos em contato com diversas culturas o tempo todo. Num geral é considerada um tipo de herança social da humanidade, que foi passada desde os tempos antigos chegando assim aos dias de hoje, modificada mas nunca perdendo sua essência.

2.2.1 CULTURA NA PERIFERIA

A expressão “cultura da periferia” é uma expressão que começou a ser utilizada muito recentemente, em pesquisas e movimentos sociais. Nos anos de 1980 ainda não era comum associar a palavra cultura a palavra periferia. Nos meados dos anos de 1990, com o crescimento do movimento hiphop, a periferia começou a ser vista por seus moradores como sentimento de orgulho, o que fez com que os jovens se preocupassem mais com a estética periférica, acompanhado por uma valorização da periferia, quando a TV procurava saber mais sobre os moradores dali, seus modos de vida e etc. Segundo Tommasi, os moradores dali já foram criados para serem pessoas que terminam o ensino médio, entram em uma universidade e trabalham em uma empresa de carteira assinada, isso é ser uma pessoa

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“normal”, e não para ser uma pessoa “fora da caixa”, o que significa seguir um outro caminho, ter ideias, investir nos seus sonhos. Aqui, periferia é um termo cheio de conotações significativas, tanto no âmbito dos estudos acadêmicos como do cotidiano. O estudo das formas de vida dos moradores da periferia, a contraposição periferia-centro, são temas importantes da tradição sociológica paulista. (TOMMASI, 2013, p, 14)

Com a esperança de ser mais que isso, muitos acabam se tornando artistas, sejam cantores, produtores, modelos, tatuadores, entre outros. E por falta de infraestrutura para essa arte, eles acabam se tornando seus próprios produtores e tornam essa arte um meio de sobrevivência, se considerarmos que eles só tem acesso a postos de trabalho com baixa remuneração. Segundo Silva, na periferia existe um modo de vida diferente dos outros, é onde os artistas que moram naquele lugar fazem arte e mostram seu trabalho para pessoas do seu próprio bairro, tentando criar um lugar de voz para ele e outros que também fazem parte daquele nicho, mas sempre tentando trazer pessoas de outras culturas para conhecer a diversidade, nunca restringindo aquela cultura somente aos moradores dali. Com criatividade e autogestão, o modelo hegemônico de criação, produção e distribuição de bens culturais é adaptado para a construção de uma cultura independente, fora do mercado de massa e televisivo, com características e linguagens próprias. (SILVA, 2013, p.6)

Hoje em dia, a comunidade não é mais vista pela mídia como um lugar onde existe muita marginalidade e violência, é visto como um lugar que produz cultura. As pessoas daquele lugar se sentem confortáveis e acolhidas para soltar suas vozes, mostrar seus talentos e mostrar para outras pessoas que tudo podem, independentemente de qualquer rótulo que te coloquem, você sempre é capaz de mudar isso. Em sociologia, segundo a matéria O que é marginalização, a marginalização está relacionada a exclusão social, representando as pessoas que vivem as “margens” da sociedade, excluídas, e esse processo aumenta 35


ainda mais as desigualdades vividas pelo povo da periferia, já que são pessoas que são pobres, negras e consideradas inferiores. A pesquisa de José de Jesus Sousa Lemos, de Abril de 2017, que fala sobre a exclusão social no Brasil, depois dos anos 50 quando foi implantada a taxa de urbanização no país a pobreza tanto nas áreas urbanas como nas áreas rurais cresceu. Uma parte pequena na população tem a qualidade de vida parecida com a das pessoas que vivem nas economias mais ricas do planeta, quando a maior parte vive em uma situação considerada não digna de seres humanos. Esse é um tema delicado e coerente, cada dia é mais comentado, cada dia é mais representado e diferente de como era nos tempos antigos. Tanto na dança, como na música ou na literatura, a academia ter aberto espaço para essa cultura foi muito importante, um marco cultural segundo a matéria “Cultura Periférica é uma das mais relevantes nos últimos 20 anos” (Caroline Aragak, Site Jornal da USP, 2019). A produção audiovisual começou a crescer na periferia em 2000, e começou a dividir o espaço com o hip-hop e o funk (SOUZA, 2012, p110), onde novas políticas culturais surgem e dão esperança para um tipo de produção que não tem espaço em centros culturais tidos como tradicionais.

2.2.2 JARDIM SÃO LUIS A zona sul de São Paulo, nos anos 90 era considerada pela ONU o lugar mais violento da Terra, é o que diz a introdução do clipe “Voz Ativa” gravado na favela da felicidade, no Jardim São Luís e lançada no dia 21/08/2020. A música foi escrita e gravada em 1992, e até agora pouca coisa mudou, e por isso a música foi regravada por novos artistas, dando esperança para o jovens da nova geração. Jardim São Luís é um bairro localizado na Zona Sul da cidade de São Paulo, criado em setembro de 1938, além das margens do rio Pinheiros. Um bairro localizado a uma hora do centro de São Paulo, saindo da Praça da Sé,

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passando pela Avenida 23 de Maio, Avenida Ibirapuera, Avenida Vereador José Diniz, Avenida João Dias e finalmente chegando a famosa Avenida Maria Coelho de Aguiar, maior avenida do bairro. Próximo ao Terminal João Dias, estação de metrô Giovanni Gronchi, da linha lilás, e a estação de trem Santo Amaro, próximo à favela da felicidade.

Fonte: Pinterest Segundo o Censo de 2010, a população do Jardim São Luís era de 267.871, e segundo a matéria “Endereço é fator de risco na Covid-19 (Márcia

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De Chiara, O Estado de S. Paulo, 10 de julho de 2020)” a renda média mensal no Jardim São Luís é de 983 reais. Ou seja, um dos bairros que concentram um número de famílias em extrema pobreza mais de 200 vezes maior que os distritos de Barra Funda, Alto de Pinheiros, Jardim Paulista e Moema.

Em

2003 eram 109 favelas no distrito. A cidade de São Paulo possui 1.705 favelas com mais de 460 mil moradias. Levantamento do Tribunal de Contas do Município mostra que o número de famílias beneficiadas pelo programa habitacional de urbanização de favelas despencou nos últimos anos até zerar em 2017. Os investimentos na área também diminuíram. Em 2013, foram 1.319 famílias beneficiadas; em 2014, 1.717; em 2015, 413 famílias; em 2016 caiu para 369 famílias e em 2017 nenhuma. No ano passado, a Prefeitura tirou R$ 272 milhões previstos para urbanização de favelas e remanejou o dinheiro para outras áreas. (GLAUCCO, G1, 2019)

2.3. ELEMENTOS

Neste documentário mostraremos três pontos sobre esse bairro que representam a arte local. Traremos um campeonato de futebol, mostrando a união e esperança de uma comunidade, um desfile de moda, mostrando superação e a quebra de paradigmas e um tatuador trazendo a tatuagem como forma de expressão, dando enfoque às pessoas responsáveis por essas manifestações artísticas no bairro. Um integrante da produtora que já faz parte dessas três vertentes irá apresentar a vida e luta de um jogador do bairro, que luta para jogar em um time grande, a vida e rotina do tatuador mais famoso do bairro, sua experiência com a manifestação artística que é a tatuagem e a vida e luta de um jovem negro que largou tudo o que tinha para entrar pro mundo da moda e hoje, dos três, é o que mais tem espaço da ponte pra lá.

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3. Bíblia de Criação e Produção

BÍBLIA DE CRIAÇÃO

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3.1. TÍTULO

A palavra paradigma segundo Thomas Kuhn, é um conjunto de conceitos, métodos, que servem de modelo. É comparado a uma teoria. O título “Paradigmas de quebrada” refere-se aos paradigmas que muitas vezes são impostos pela sociedade as pessoas que habitam na periferia, ao ser considerado um teoria de como os habitante dali deveriam viver, como por exemplo a questão da escolaridade, como diz a matéria Centro e periferia: desigualdades educacionais, de Amanda Polato, 2017, quando você tem mais dificuldade de acesso aos estudos, e está fadado a ter um baixo desempenho do que uma pessoa que mora em um bairro nobre. Você tem menos chance de entrar em uma universidade se você é morador de periferia, justamente por ter um baixo desempenho na escola, por não ter professores e estrutura. A consequência disso é a menor chance de ser contratado por um emprego com alta remuneração. Segundo uma pesquisa do IPEA, quanto menor o nível de escolaridade da mãe, o nível de alfabetismo dos filhos é baixo e a probabilidade de exercer trabalho remunerado. Outro fato a se levar em conta é o fato de estar mais longe do centro, onde tem mais oportunidades, segundo o Portal CUT, estando sempre sujeito aos cargos com os menores salários. O título também se refere a quebra de paradigmas que será mostrada no documentário, uma vez que os personagens investiram ou estão investindo nos seus sonhos mesmo sendo

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moradores dali e sabendo que a chance de dar certo era pouca. Hoje em dia têm um lugar de fala e encorajam outras pessoas a fazerem o mesmo que eles, lutar pelo sonho independente da chance de dar certo, é preciso tentar. Com as palavras chaves ‘paradigma’, ‘quebra’ e ‘quebrada’ surgiu uma junção dos três, e formou-se “Paradigmas de quebrada”.

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3.2. SINOPSE/APRESENTAÇÃO

Contando histórias reais, um documentário participativo que mostra a vida de três jovens moradores do Jardim São Luís, bairro localizado na Zona Sul da cidade de São Paulo. Cada um representando um tipo de manifestação artística, o futebol, a moda e a tatuagem, com seus diferenciais e como vivências que inspiram outras pessoas a dar e ser voz para a cultura periférica.

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3.3.OBJETIVOS

3.3.1 GERAL

- Criar um documentário sobre a cultura da periferia da Zona Sul da cidade

de

São

Paulo,

mostrando

3

tipos

diferentes

de

manifestações culturais: o futebol, a moda e a tatuagem,

3.3.2 ESPECÍFICOS

- Representar a arte produzida na periferia do Jardim São Luis; - Mostrar que a cultura periférica tem voz; - Mostrar a periferia em si, a partir de um olhar cultural, um ponto inovador sendo o olhar estético e audiovisual; - Trazer a luta, a coragem, a união, a resistência daquela gente como forma de inspiração para a arte local;

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3.4. CLASSIFICAÇÃO DO PROJETO

A Classificação Indicativa deste projeto é não recomendado para menores de 12 anos, pois segundo o Guia Prático de Classificação Indicativa contém Diálogos, narrações ou cartelas gráficas que apresentem palavras chulas ou de baixo calão.

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3.5. ARGUMENTO

3.5.1.VISÃO ORIGINAL

“Paradigmas de quebrada” é um documentário que mostra a realidade “alternativa” de 3 jovens moradores do bairro Jardim São Luís, localizado na Zona Sul da cidade de São Paulo. Cada um desses três jovens representa uma palavra, união, habilidade e audacidade. Um quarto jovem presente na realidade desses três tem o objetivo de mostrar que nada é impossível, que tudo é fruto de dedicação e luta contra a oposição que dificulta a realização dos sonos, pela realidade na “quebrada” e o preconceito por suas escolhas. O futebol entra nesta produção para representar a união, onde mostraremos a realidade do time “Meninos da Particular” e principalmente do jogador Henrique de 15 anos que sonha em se tornar um jogador profissional. Além de mostrar os sonhos do garoto, apresentaremos a união do time, que vai além do futebol, e é algo que só tem na “quebrada”. Ideias, gírias, resenhas, são coisas que todos se identificam, gostam e não são julgados, pelo contrário, além de união mostra a resistência perante a sociedade, pois é uma rotina que a maioria das vezes é criminalizada e isso é uma das barreiras que impedem os jovens da periferia de correr atrás do sonho. Henrique está na luta para alcançar seu sonho, e como todo “moleque” que sonha em ser jogador está em busca de ajudar a família, mostrar que é possível sim, um “favelado” ter seu valor e irá levar consigo esse tipo de manifestação artística que é o futebol da “quebrada”. A tatuagem vai representar a habilidade, falaremos sobre o tatuador Willian Putzel, o tatuador mais famoso do bairro, a trajetória até onde está hoje e um pouco sobre o sonho de todo tatuador que é ter seu próprio estúdio. A realidade dele não é como a de Henrique, apesar de já ter morado em outros bairros, mas voltar para o Jardim São Luís. Will já teve oportunidade de se formar, mas por conta do sonho teve que abandonar a faculdade, a demanda nas suas tatuagens estava aumentando e já não estava dando conta de continuar a graduação. E quando falamos de Arte na Periferia já vem em nossa 45


mente grafite, pixo, hip-hop, funk; (artes que fazem parte da cultura periférica que também são criminalizadas) porém a tatuagem já é uma arte valorizada, exige muito estudo, dedicação, habilidade e a “luta” por espaço. O preconceito em relação a tatuagem não é você ser tatuador e sim tatuado, e durante a trajetória de Will outra objeção foram seus pais, pois foi algo totalmente fora da realidade deles. Mesmo que você não faça parte da periferia essa prescrição para ser “alguém na vida”, que é ter que terminar o Ensino Médio, fazer faculdade e trabalhar registrado em uma boa empresa, está presente em grande parte da sociedade. A moda será apresentada como a quebra de paradigmas, a audacidade. Um jovem negro de 21 anos que nasceu e cresceu nesse bairro, sempre com o sonho de se tornar alguém na vida e dar uma vida melhor para a mãe, que é a única pessoa que ele tem. Rafael Rodrigues terminou o ensino médio e partiu para uma faculdade, que era o que achava certo, trabalhava em uma empresa de carteira assinada, quando decidiu largar tudo e ir atrás do seu sonho que era trabalhar com moda. Saiu do seu emprego, foi trabalhar como assistente de uma fotógrafa, conheceu muitas pessoas, adquiriu contatos e hoje trabalha como modelo, produtor de desfiles, criador de editoriais, etc. Rafa sofreu muito preconceito, primeiramente por ser negro e depois por ser da periferia, muitas pessoas não acreditavam no seu potencial até conhecerem a força de vontade. Hoje, dos três, Rafa é o que mais tem espaço da “ponte pra lá”, conhece mais gente influente, e ele mesmo acabou se tornando influente, mas nunca esquecendo do lugar onde veio, o Jardim São Luís. Isso tudo é um reflexo do que é a “quebrada”. A maioria das pessoas são pobres, a falta de educação acarreta em empregos com salários pequenos (quando tem um emprego, que sempre está em falta), quem tem emprego sobrevive e quem não tem, tem que fazer bico, quando chegamos na calamidade, o crime. Se comparar a educação com saúde o final é a mesma coisa, a ausência do Estado na periferia nas questões básicas cria todo esse enredo. 46


Se nos basearmos nesse ciclo a maioria pobre já estava na miséria quando criança, morrendo de fome, arriscado a vida tentando viver fora da lei ou lutando. Sempre fui sonhador, é isso que me mantém vivo Quando pivete, meu sonho era ser jogador de futebol Vai vendo! Mas o sistema limita nossa vida de tal forma E tive que fazer minha escolha, sonhar ou sobreviver (Racionais Mc’s – A vida é desafio) Não nos dão oportunidade e nos deixam a mercê da morte, por isso, quando alguém consegue “rasgar” esse roteiro que desde sempre foi escrito para os menos favorecidos, vira exemplo para mostrar que mesmo com toda a dificuldade, dedicação, luta e audacidade um “favelado” pode realizar seu sonho.

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3.5.2. PROPOSTA DE DOCUMENTÁRIO

Nesta produção serão apresentados 4 personagens, mostrando a cultura do bairro, suas vivências, rotinas e hábitos, 1 deles será o integrante da produtora que intermediará a relação entre o outros 3. O personagem Henrique vai falar sobre sua trajetória no futebol do bairro, quais as especificidades que esse futebol tem. Willian falará sobre sua trajetória na tatuagem, como ele conquistou tudo o que tem hoje e o que a tatuagem representa na sua vida. Rafael vai trazer seus projetos de moda como forma de superação, falando também sobre sua história antes da sua vida mudar totalmente. Os 3 personagens serão apresentados para mostrar a resistência do povo da periferia, trazendo 3 manifestações artísticas diferentes e como eles lidam com as dificuldades de ser da “quebrada”.

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3.5.4. ELEIÇÃO E DESCRIÇÃO DOS OBJETOS

Henrique Melo 15 anos, jogador do Jardim São Luis, sonha em ser jogador de um time grande, junto com o time representará a união do povo do bairro dentro do documentário. Fala sobre o caminho até aqui, como conseguiu entrar no time de futebol, o que mudou em sua vida e o que está fazendo para alcançar seu sonho.

Foto cedida por Henrique

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Willian Putzel 29 anos, tatuador no bairro Jardim São Luís, dono do estúdio mais famoso do bairro, apresentará a tatuagem como uma forma de expressão. Fala sobre sua experiência, sobre como chegou onde está hoje, sobre a diferença do Jardim São Luís para outros bairros que já morou. Willian representará a habilidade neste documentário.

Fotos tiradas por Beatriz Nunes na Putz Tattoo

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Rafael Rodrigues 21 anos, modelo, produtor e criador de conteúdo do bairro, um garoto que largou tudo o que tinha para ganhar reconhecimento que nunca achava que iria ter, por conta do lugar onde mora e por conta também da sua cor. Traz a moda que promove dentro do bairro como manifestação artística, fazendo com que a comunidade tenha mais opções de lazer. Representará a quebra de paradigmas no documentário.

Fotos tiradas por Beatriz Nunes para o editorial Brothers, da ID Prod.

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Luis Phelipe 21 anos, tatuador, morador do bairro. Um garoto que está presente nas três vivências que serão apresentadas no documentário, fará a intermediação entre uma manifestação artística e outra.

Fotos tiradas por Beatriz Nunes, a esquerda na Puz Tattoo e a direita para o editorial Brothers, da ID Prod.

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Jardim São Luís Distrito da Zona Sul de São Paulo, pertence administrativamente à subprefeitura de Santo Amaro, ganhou autonomia com o plano diretor de 13 de setembro de 2002. A história conta que o bairro era caminho dos padres que buscavam índios para serem catequizados, depois a região foi tomada por fazendas, sítios e chácaras que foram transformados e loteamento. Um dos bairros mais densamente povoados na capital paulista. Em 2003 eram 109 favelas no distrito.

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Fotos tiradas por Beatriz Nunes, Mikael Santana e tiradas do projeto “A fotografia como concepção histórica (Fatorelli)

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Campo do CDM Campo de futebol onde acontece o jogo com o entrevistado Henrique. Luis Phelipe estรก no jogo, mas sรณ serรก mostrado no final.

Fotos tiradas por Beatriz Nunes e Mikael Santana 56


Putz Tattoo Estúdio de tatuagem do Willian Putzel, onde acontece a entrevista do tatuador. Luis Phelipe também trabalha nesse estúdio, será apresentado tatuando no final do documentário.

Fotos tiradas por Beatriz Nunes e Mikael Santana

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Desfile Desfile de moda produzido pelo Rafael, onde apresentamos o personagem. Luis Phelipe estรก no desfile, mas sรณ serรก mostrado no final.

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3.5.5. ELEIÇÃO E JUSTIFICATIVA PARA A ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM

Henrique Melo Será apresentado como primeira entrevista, em movimento, em um plano médio, durante a caminhada até o campo, com a câmera na mão. Serão utilizadas imagens do garoto caminhando até o campo, com som ambiente e trilha sonora, e imagens da entrevista

Willian Putzel Será apresentado como segunda entrevista, com a câmera no tripé, em primeiro plano e plano médio, com a câmera na altura do olhar do entrevistado. Serão utilizadas imagens do tatuador durante uma tatuagem, imagens da entrevista, com som ambiente e também trilha sonora.

Rafael Rodrigues Terceira entrevista, câmera no tripé e câmera na mão, em primeiro plano e em movimento. Serão utilizadas imagens do desfile com som ambiente e trilha sonora, e imagens da entrevista.

Jardim São Luis Inserts de ruas do bairro, com a câmera na mão, em plano aberto. Com trilha sonora.

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Campo Imagens do jogo de futebol e inserts do campo, com câmera no tripé e câmera na mão, em plano aberto, com trilha sonora e som ambiente.

Putz Tattoo Imagens da entrevista e inserts do estúdio, com a câmera no tripé e câmera na mão, em primeiro plano e close, com trilha sonora.

Desfile Imagens da entrevista e inserts do desfile, com a câmera no tripé e câmera na mão, em primeiro plano e plano aberto, com trilha sonora e som ambiente.

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3.5.6. SUGESTÃO DE ESTRUTURA

O documentário começa com cenas paradas de inserts de lugares característicos do Jardim São Luis, até começar a citação do Mano Brown e Ice Blue na música “Fim de semana no parque” na apresentação ao vivo na TV Gazeta de 1995 dizendo “paz ao Promorar, Jardim São Luis, paz ao Grajaú, paz ao Jardim Ibirapuera, paz a Zona Norte, paz a Ermelino Matarazzo, paz ao JB, paz a Brasilândia, paz a Zona Oeste, paz a Itaquera, paz a Zona leste, eu disse paz, a toda comunidade pobre da Zona Sul” enquanto passam fotos a cada vez que ele cita um bairro. Quando começa a batida da música, passam cenas de inserts de movimentação, como pessoas no ponto de ônibus, pessoas andando, motos passando. O take final da introdução será relacionado ao personagem Henrique, sobe o nome “Paradigmas de quebrada” na tela, dando início ao documentário e entrando na primeira entrevista. Henrique fala sobre sua vida, mostra um pouco da sua realidade, sua casa e sua família. Em seguida, ele caminha para chegar ao campo de futebol onde irá jogar, enquanto conversa sobre as dificuldades de conquistar o seu sonho. Imagens de Henrique jogando, mostrando a relação entre os jogadores além do futebol, com som ambiente. Henrique fala sobre sua situação atual na sociedade. Imagens de inserts de motovlog saindo do campo, passeando pelo bairro, mostrando um pouco da realidade, de como é o bairro visualmente e chegando ao estúdio Putz Tattoo. Willian fala um pouco sobre si, sobre sua trajetória e sobre o que é a tatuagem como manifestação artística, qual a importância desse trabalho. Enquanto faz uma tatuagem conversa sobre como era a convivência quando morava no Brooklin, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo. Em seguida, mostraremos um pouco da estrutura da Putz Tattoo. Imagens de inserts de motovlog saindo do estúdio, passeando e mostrando mais um pouco do bairro e chegando ao local do desfile. 61


Rafael dá entrevista e fala sobre sua vida e trajetória. Imagens de uma GoPro instalada em Rafael mostrarão a dinâmica dele na produção do desfile, com som ambiente. Imagens do desfile, modelos e passarela, com som ambiente. Rafael fala sobre aonde está hoje e suas motivações e dificuldades. Luis Phelipe, ao final da fala de Rafael, entra em cena e lhe dá um abraço, dando início a sua participação no documentário. Um barulho de fita cassete rebobinando começa e a cena volta ao campo de futebol, onde Luis estava jogando, mas agora é mostrado em destaque. Luis em cima da moto grava as cenas do motovlog, enquanto faz o caminho para o estúdio, sendo gravado por outra câmera, chega ao estúdio. Imagens de Luis tatuando enquanto Willian também tatuava, mas agora Luis é mostrado em destaque e conversando espontaneamente. Faz o caminho de moto do estúdio até o local do desfile, sendo gravado por outra câmera que não seja a do motovlog. Luis participava do desfile como modelo, mas agora é mostrado em destaque. Ao final, dá um depoimento motivacional sobre a quebra de paradigmas. Imagens de making off passam enquanto sobem os créditos, acaba o documentário.

3.5.7. SUGESTÃO DE ESTRUTURA DIANTE DA PANDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS

Diante da pandemia do novo coronavírus, a Pegasus Produções criou uma nova proposta de gravação, onde faremos uma versão mais curta da versão original. Nessa proposta faremos da seguinte maneira, a produção começa com a citação da versão ao vivo da música Fim de Semana no Parque do Racionais Mcs, trazendo como referência para a introdução o clipe de Favela Vive III, as cenas vão mudando conforme a batida da música, e são mostradas várias cenas de movimentação no bairro, como ônibus passando na rua, motos empinando, pessoas andando, etc.

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Quando a citação acaba é o momento que o cantor fala “paz” e ai começa a batida da música, nesse momento Luis coloca o capacete e sai de moto andando pelo bairro, indo em direção a casa de Henrique, localizada na Rua Particular. Chegando na rua da casa de Henrique, Luis desliga a moto e corta para a entrevista. Sendo filmando com a câmera no tripé em um plano médio e depois em primeiro plano, Henrique fala sobre sua trajetória no futebol, o que faz para realizar seu sonho de ser jogador de um time grande, e sobre como o coronavírus afetou a prática do futebol. Enquanto

Henrique

fala,

passam

algumas imagens cedidas por ele e gravadas para produtora, jogando futebol. Quando Luis termina a entrevista, sobe na moto e segue para o estúdio Putz Tattoo, enquanto Luis anda de moto a música toca, e alguns cortes são feitos para a cena não ficar muito cansativa. Quando Luis desliga a moto corta para a entrevista. Sendo filmado com a câmera no tripe em plano médio, Willian fala sobre sua trajetória até ter seu próprio estúdio, o que a tatuagem representa na sua vida e como o coronavírus afetou os trabalhos. Enquanto Willian fala, passam algumas imagens dele montando a bancada para atender o cliente, preparando para começar a tatuagem. Ao final da entrevista Luis sobe a moto e segue para a casa de Rafael, enquanto ele anda de moto a música toca, e alguns cortes são feitos para a cena não ficar muito cansativa. Luis desliga a moto e corta para a entrevista. Sendo filmado com a câmera do tripé em um plano médio e também em primeiro plano, Rafael fala sobre como foi para sua família quando ele decidiu investir no seu sonho, fala sobre ser da periferia e ter um grande sonho e fala sobre como o coronavírus afetou todos os planos que ele tinha. Enquanto ele responde mostramos algumas imagens de arquivo cedidas por ele, takes do lugar onde mora. Luis sai da casa de Rafael, vai pra casa e desliga a moto. Começa o making off, sobem os créditos e um fade in de logo da produtora, o nome do documentário e fim. Não colocaremos nenhuma imagem de arquivo de Luis para induzir o público a assistir o documentário completo, para ver como ele participa das três vertentes ativamente. 63


3.5.8. EDIÇÃO

Criação de GC (After Effects)

Coloração do material (Da Vinci Resolve)

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Montagem e Decupagem (Premiere)

Projeto Finalizado (Premiere)

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3.5.9. DESENHO DE PRODUÇÃO

Primeira etapa: Pré–Produção 1. Idealização 1.1 Reunião com os integrantes da produtora para definição do gênero a ser produzido, definição do gênero documentário por questões financeiras e pela quantidade de integrantes; 1.2 Reunião com os integrantes da produtora para definição do tema a ser produzido, definição do tema como cultura periférica; 1.3 Reunião com os integrantes da produtora para definição dos locais de gravação e dos itens a serem gravados, definição como Jardim São Luis, vertentes em tatuagem, futebol e moda; 1.4 Definição da ordem cronológica das gravações. 2. Pesquisa 2.1 Fundamentação

do

gênero

documentário,

com

pesquisa

aprofundada em artigos; 2.2 Fundamentação do tema cultura periférica, com pesquisa aprofundada em artigos, abrindo o leque para pesquisas sobre a arte da periferia, vida na periferia, voz na periferia, cultura, sociedade, etc. 2.3 Pesquisa dos possíveis personagens para entrevistas, que tenham ligação com os assuntos a serem abordados, fechando em pessoas que moram no bairro e que sejam ativas nas vertentes a serem apresentadas, Henrique, Willian e Rafael; 2.4 Pesquisa dos possíveis locais para gravação das entrevistas, que tenham ligação com os assuntos e personagens a serem

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abordados, fechando em inserts do bairro todo, estúdio de tatuagem, campo de futebol, desfile de moda; 2.5 Pesquisa das estratégias de abordagem; 2.6 Criação do cronograma de gravação com base no cronograma letivo.

Segunda etapa – Filmagem 1. Personagens e locais 1.1 Os personagens participantes do documentário são amigos ou conhecidos dos integrantes da produtora e moradores do bairro, tendo uma ligação uns com os outros indiretamente; 1.2 Os locais escolhidos são localizados no Jardim São Luis e tem ligação direta com os personagens e com os integrantes da produtora, sendo o local de moradia de todos. 2. Abordagem 2.1 A abordagem das entrevistas será praticamente igual para todos os personagens, cada um com suas particularidades, modo de falar e interagir, mas a forma de entrevistar será a mesma, todas as entrevistas e inserts serão captados durante o dia, por questão de iluminação; 2.2 Os locais do bairro serão gravados em plano aberto, com inserts e movimentação das pessoas no próprio bairro. 3. Captação 3.1 A captação visual do documentário será feita com duas câmeras, uma T5 e uma T6i, sendo que serão intercaladas cenas com a câmera na mão, com a câmera no tripé e também no estabilizador;

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3.2 A captação sonora será específica para cada item, sendo que para as entrevistas usaremos uma microlapela Logitech e para os outros itens um microfone externo boom. 3.3 Tudo deverá ser organizado com antecedência, tanto os locais, personagens, quando os equipamentos para transporte até o local de gravação. 4. Equipe 4.1

Beatriz Nunes será encarregada da organização, impressão das autorizações, controle financeiro, controle de horário, organização de itens a serem gravados e decupagem ao final da gravação;

4.2

Luis Phelipe será o diretor, responsável pela direção de imagens, pelos enquadramentos, operação de aúdio, gravação das imagens na moto e decupagem das imagens ao final das gravações;

4.3

Mikael Davi será responsável pelas câmeras, seguindo as orientações do Luis para captar as imagens no plano certo, e decupagem ao final das gravações;

5.

Cronograma 5.1 Serão necessários 2 dias para as gravações das entrevistas contando com os eventos, 1 dia para gravações de inserts e movimentações no bairro e 5 para folga caso tenhamos que gravar algo novamente; 6 horas por dia de gravação.

Terceira etapa – Seleção do material 1. Inserts

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1.1 Subir os arquivos gravados somente para inserts, para o programa de edição, fazendo uma pré-seleção das gravações que ficaram inutilizáveis;

1.2 Integrantes se reúnem para a escolha dos inserts que serão realmente utilizados, deixando o restante como material de arquivo, caso precise;

2. Entrevistas

2.1 Subir os arquivos gravados somente para as entrevistas, para o programa de edição, fazendo uma pré-seleção das gravações que ficaram inutilizáveis;

2.2 Integrantes se reúnem para a escolha em conjunto dos takes a serem utilizados, deixando o restante como material de arquivo, caso precise futuramente;

3. Trilha Sonora

3.1 Escolher em conjunto as possíveis músicas a serem utilizadas como trilha sonora, selecionais também músicas que podem servir como plano b, caso necessite;

3.2 Subir as músicas a serem utilizadas para o programa de edição, deixando tudo junto para facilitar na hora da edição;

4. Imagens

4.1 Subir para o programa de edição todas as fotos tiradas, fotos de making off, montagem do título, quadros produzidos pela produtora que serão utilizados na montagem do vídeo.

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Quarta etapa – Montagem 1. Gravações

1.1 Montar a introdução do documentário;

1.2 Montar em ordem cronológica as entrevistas e os inserts;

1.3 Montar os créditos do documentário.

2. Coloração

2.1 Editar a coloração dos inserts de acordo com a opinião dos integrantes; 2.2 Edição da coloração das entrevistas de acordo com a opinião dos integrantes.

Quinta etapa – Finalização 1. Organização da linha do tempo do programa de edição, deixando tudo pronto para exportar o documentário.

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3.6. REFERÊNCIAS ESTÉTICAS As principais referências estéticas utilizadas no documentário é o filme Cidade de Deus e o videoclipe Voz Ativa, de 2020. Do filme usaremos como referência a forma de direção, brincando um pouco com a ordem cronológica dos acontecimentos, traremos também como referência desse filme o ambiente de filmagem, mostrando toda a convivência real de um bairro.

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Comparação da referência estética utilizada com a foto tirada pela produtora Do videoclipe usaremos os enquadramentos e planos utilizados na filmagem, já que o videoclipe foi gravado no mesmo bairro onde será gravado o documentário, e mostra muito bem esteticamente os núcleos do bairro.

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Comparação da referência estética utilizada e a foto tirada pela produtora Outra referência que traremos é o videoclipe “Favela Vive 3”, onde a fotografia é muito importante para o videoclipe. Traremos essa referência na introdução do documentário, a última foto mostrada é no local que começará a primeira entrevista.

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Comparação da referência estética utilizada com a foto tirada pela produtora A referência estética que usaremos para o motovlog é o youtuber Hugo MilGrau, que utiliza a GoPro acoplada junto ao capacete para dar a sensação de primeira pessoa.

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Comparação da referência estética utilizada e a foto tirada pela produtora. Para o nome, usaremos como referência estética o lambe lambe, famoso nos postes de São Paulo, as vezes com a estética mais padronizada, mas as vezes trazendo a impressão de colagem, uma referência simples, mas urbana e popular.

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3.7. PÚBLICO-ALVO

O público-alvo deste documentário são pessoas na faixa etária de 18-35 anos, principalmente os jovens universitários e pessoas em geral que se identificam com o perfil dos personagens, que vivem essa realidade no seu dia a dia, que se enxergam nessas vivências ou passam por coisas parecidas. Pessoas nessa faixa etária são as que mais se interessam por assuntos atuais, como por exemplo a cultura periférica, retratada neste projeto, buscando nunca oprimir outro perfil de público, já que esse assunto pode atrair diversas faixas etárias.

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3.8. VEICULAÇÃO/DISTRIBUIÇÃO

A TV Cultura foi fundada em 20 de setembro de 1960 pelos Diários Associados e reinaugurada em 15 de junho de 1969 pela Fundação Padre Anchieta, uma entidade sem fins lucrativos que atualmente mantém a emissora com recursos públicos, privados, através de propagandas, apoios culturais e doações. É uma rede que exibe diversos programas para todas as idades. Tendo hoje a disponibilidade por satélite na Claro TV, Sky, Vivo TV, Oi TV, Algar TV, e Intelsat 11, e a cabo na NET, Vivo TV, TVN, BVCi, CaboNNet, entre outras, em 2015 o instituto de pesquisa britânico Populus divulgou que a TV Cultura é o segundo canal de maior qualidade do mundo, atrás apenas da BBC One. Este documentário será exibido na TV Cultura no horário alternativo, quarta às 23h15, dentro do programa Campus em Ação, que é um programa dedicado a apresentar trabalhos acadêmicos de alunos e professores, levando em consideração a classificação indicativa e a linguagem utilizada no documentário. A Pegasus Produções escolheu esse canal por ser um canal que exibe programas educativos, assim, o conteúdo deste documentário servirá de complementação para a grade da emissora, seguindo o pensamento de que a TV Cultura é uma emissora de caráter educativo e cultural.

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3.9. REDES SOCIAIS O documentário “Paradigmas de Quebrada” será veiculado em todas as redes sociais da Produtora Pegasus, além da TV Cultura, com o intuito de deixar a produção disponível para ser assistida a qualquer hora, em qualquer lugar.

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3.10. JUSTIFICATIVA

3.10.1. GÊNERO

Para a escolha do gênero a ser produzido fizemos uma reunião para o brainstorm, pensando em todos os trabalhos e produções que fizemos até aqui durante todo o período letivo. O gênero que mais nos identificamos foi o documentário, já que na reta final nos dedicamos muito (financeiramente) a outros projetos, nos limitando muito nesse último, por ser uma produção de baixo orçamento e contando também com o pequeno número de integrantes, pensando que o documentário é um gênero que não necessita de muitos postos, e uma pessoa pode exercer mais de uma função. Nos chama atenção do gênero documentário a parte de mostrar a realidade como principal característica, e já que sempre quisemos uma oportunidade de exaltar as formas de arte que existem nos bairros. Outra característica forte no documentário é relação que os integrantes devem ter com os personagens e estar por dentro do tema escolhido, uma coisa que estamos em vantagem. Segundo Rabiger, os filmes despretensiosos e naturais trazem uma coisas profundas, eles podem dar visibilidade a um país periférico, explorar relacionamentos íntimos e improváveis. Os documentaristas aprendem a valorizar qualquer sentimento, a mergulhar no assunto a ser retratado, vivendo a vida mais profundamente. Dentro deste eixo comum, podemos afirmar que o documentário é uma narrativa basicamente composta por imagens-câmera, acompanhada muitas vezes de imagens de animação, carregadas de ruídos, música e fala (mas, no início de sua história, mudas), para as quais olhamos (nós espectadores) em busca de

asserções sobre o mundo que

nos é exterior, seja esse mundo coisa ou pessoas. Em poucas palavras, documentário é uma narrativa com imagens-câmera

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que

estabelece

asserções

sobre

o

mundo, na medida em que haja um espectador que receba essa narrativa como narrativa sobre asserção sobre o mundo (RAMOS, 2008, p. 22).

Nesse documentário, diferentemente do outro produzido pela Pegasus “Pequenos Grandes Direitos”, não vamos ter a mesma quantidade de integrantes, não vamos ter a mesma estrutura técnica, não vamos ter as mesmas fontes, a mesma produção e edição, mas vamos apresentar personagens e itens aos quais temos contato, não só para a produção, mas na vida cotidiana.3

3.10.2. TEMA

Para a escolha do tema fizemos outra reunião, e já que dois dos integrantes da produtora moram em um mesmo bairro, pensamos que seria mais fácil a organização de uma pessoa se deslocar do que duas pessoas se deslocarem. Pensamos em que poderíamos mostrar sobre um bairro, sobre o lugar onde moramos, as pessoas que conhecemos, “o que há de diferente que pode chamar a atenção do público” foi o nosso principal questionamento. Cultura periférica foi o tema que mais se encaixou na questão de mostrar o bairro, trazendo o que há de arte na periferia e que a periferia não é somente o que se lê em matérias na internet, que resume em violência e marginalidade. Os bairros populares, situados às margens da cidade, não eram chamados de periferia. O batismo ocorreu inicialmente na sociologia urbana para designar um espaço de carência, marginalidade, violência e segregação. Daí o termo foi adotado pelos movimentos culturais para, em seguida, ser incorporado pelas políticas públicas que visam à inclusão social - inclusão, diga-se, restrita à participação no mercado de bens de consumo. (FREDERICO, 2013)

A cultura em si é um tema muito importante, levando em consideração que hoje ainda há muitas pessoas que não tem acesso a qualquer tipo de lazer, pessoas que nunca foram ao cinema ou a uma peça de teatro, e só tem 81


acesso à cultura do seu bairro, muitas vezes gratuita e educativa. Uma matéria do Jornal Nacional de dezembro de 2019 revela que o acesso à cultura e lazer está relacionado ao bairro e também à cor da pele. A cultura periférica é um tema que, como dito antes, vem se expandindo e dando voz a muitas pessoas, um tema que tem extrema importância para a sociedade em que vivemos hoje, sendo que antigamente a periferia era vista como um lugar incapaz de produzir algo e hoje é o lugar que produz sua própria cultura para seus moradores e para outras pessoas também. A periferia deve ser explorada, muitas pessoas não sabem que na sua comunidade existem manifestações artísticas e não procuram saber, já que os eventos são pouco divulgados. Trazemos esse assunto até para essas pessoas, para que procurem saber sobre a arte presente em suas comunidades e divulguem mais o trabalho de amigos e conhecidos artistas. O que queremos deixar claro neste documentário é que existe um movimento natural, um paradigma criado pela sociedade onde a periferia deve ser somente um lugar passageiro, onde você deve lutar a sua vida inteira para sair dali e ficar cada vez mais perto do centro, onde há mais oportunidades, mais disponibilidade de locomoção e etc. quando hoje em dia ela é vista como um local de permanência, sinônimo de orgulho de morar ali. A matéria Acesso à cultura eleva autoestima de jovens da periferia, de 2015, diz que o acesso à cultura é fundamental para os jovens que moram ali, essa é a fase em que estão em desenvolvimento, e por morar em periferia tem sua autoestima prejudicada, acaba sendo influenciado pelo mal da mídia, querendo ter aquilo que não tem dinheiro para comprar e se vendo como um fracasso. Os programa sociais do governo para a entrada desses jovens nas universidades ajudaram a conscientizar sobre ser periférico, o que levou a lutar pelos seus ideais. Esses jovens formam coletivos em vários segmentos da arte, puxando outros jovens que gradualmente se juntam a esses grupos ou formam outros. Essa prática tem melhorado a autoestima do jovem periférico.

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Vemos na periferia uma verdadeira corrente do despertar da consciência da nossa humanidade e da nossa capacidade de por ela lutar. (LAYS, 2015)

Quem diz isso é a mãe de Criolo, um grande cantor de rap, nascido e criado na favela das Imbuias, periferia da Zona Sul de SP, mãe que administra o Caps localizado no Grajaú. Criolo diz que o incentivo de sua mãe ao acesso à cultura foi essencial para se tornar o que é hoje. "A certeza, na favela, é que eu não seria nada" diz.

3.10.3. TRILHA SONORA

As músicas que serão utilizadas no documentário serão de artistas independentes do bairro, já que é menos burocrático para conseguir autorizações e já que iremos falar sobre a cultura do bairro, é interessante colocar isso de todas as formas, inclusive na trilha sonora. Para a introdução usaremos a música “Fim de Semana no Parque” do Racionais Mc’s, por ser uma música que na apresentação ao vivo, diz paz ao jardim são luis que será o bairro onde iremos gravar. É importante ressaltar que o Racionais Mc’s são grandes artistas e foram extremamente importante para a história das periferias da zona sul, já que foi por causa deles e de suas músicas falando sobre as vivências, histórias e situações que passaram durante suas vidas que a mídia começou a se interessas pelo que se passava na periferia e com os habitantes dali. O Racionais Mc’s é um grupo de rap que está na ativa desde 1988. Figuram entre os principais responsáveis por colocar o rap nacional numa posição de honra diante de toda a variedade da música brasileira (RIBEIRO, 2012)

Com o nome inspirado no disco Racional de Tim Maia, o grupo sempre fez jus a black music gringa ao retratar a realidade das periferias urbanas de

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São Paulo, com um ter político, mas não tão radical, tratando de temas como a pobreza, racismo, violência policial e etc. A importância de trazer o Racionais Mc’s como mais importante e famosa parte da trilha sonora do documentário é trazer um peso cultural e além disso um importante símbolo de resistência da periferia, inspirando outros jovens.

3.10.4. REFERÊNCIAS ESTÉTICAS

Para a arte do título utilizamos a referência estética do lambe lambe, um papel que é famoso nos postes de São Paulo, com informações de leitura de cartas, búzios, trago seu amor de volta, etc. Alguns deles são bem padronizados, mas alguns tem uma estética mais diversificada, e assim trouxemos o logo com cada letra com sua estética, trazendo também o fato de os integrantes da produtora serem diferentes, os entrevistados serem diferentes e cada pessoa do mundo ser diferente, ninguém é igual a ninguém, e por isso trouxemos esse logo, cada letra com seu estilo, mas juntas completam uma palavra, uma frase ou uma expressão. Para a estética das gravações, utilizaremos a referência do filme Cidade de Deus por ser uma estética mais acinzentada, e assim queremos mostrar o Jardim São Luis, já que é um bairro de São Paulo. Para as intermediações (caminho entre um local e outro) usaremos uma câmera acoplada no capacete gravando todo o trajeto, mostrando a realidade das ruas do bairro, a referências será o youtuber Hugo Milgrau, que também usa uma câmera acoplada no capacete. Para os inserts do bairro, usaremos a estética do clipe Favela Viva III, onde também mostra uma estética mais fria, azulada e acinzentada, mas conforma o ritmo da música as imagens vão trocando, faremos isso com a introdução da música “Fim de semana no parque” citada anteriormente.

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Também para os inserts, usaremos o clipe Voz Ativa, gravado no próprio Jardim São Luis, onde são mostradas cenas do bairro, como as favelas, os postes com muitos fios, pessoas simples, etc. No geral será um documentário com muitas referências estéticas de periferias, mostrando realidades e vivências, histórias do cotidiano.

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3.11. CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO

Planejamento 1ª etapa

Data

Apresentação do regulamento aos alunos

03/02 a 11/02

Reunião para definição do gênero

22/2

Reunião para definição do tema

29/2

Entrega da ficha de inscrição com sinopse

11/03/2020

Aprovação das propostas

25/03 a 29/03

2ª etapa

Data

Apresentação dos resultados de pesquisa

01/04 a 17/04

Fundamentação do gênero e do tema

23/04 a 09/05

Delegação de funções

23/04 a 09/05

Definição dos personagens

23/04 a 09/05

Estruturação da bíblia de produção

23/04 a 09/05

Entrega para a Banca de Qualificação

21/05/2020

Bancas de Qualificação Férias da produtora

31/06 a 01/08

3ª etapa

Data

Reunião para retomada dos projetos

01/08 a 14/08

Alterações na Bíblia de Produção

14/08 a 10/11

Gravações

06/11 a 09/11

4ª etapa

Data

Reunião com os orientadores para finalização

28/09 a 19/10

Definição das Bancas Finais

26/10/2020

Entrega dos exemplares

19/11/2020

Bancas Públicas

26/11 a 11/12

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3.12. ORÇAMENTO PREVISTO

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3.13. PRESTAÇÃO DE CONTAS

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CONSIDERAÇÕES FINAIS A produtora Pegasus tem muito orgulho de todos os trabalhos acadêmicos produzidos até aqui, mas por conta do número de integrantes no presente momento da produtora, essa produção exigiu muito mais de todos nós. Desde a apresentação de proposta pela Universidade percebemos que não iria ser fácil, ainda mais com um Trabalho de Conclusão de Curso. A escolha como documentário deixou todos nós mais tranquilos, levando em conta a questão de que o integrante Luis é mais criativo, Beatriz gosta de escrever e Mikael gosta da parte de produção. Da escolha do gênero até a escolha do tema tivemos algumas sugestões de todos, aliás é muito difícil escolher um só tema quando se quer falar de muitos. Mas fomos sempre fazendo uma peneira do tema que seria mais coerente pra nós e para quem queríamos mostrar, e já que nos últimos projetos não conseguimos fazer as nossas devidas vontades, produzir do nosso jeito por muitas desavenças antigas na produtora, outros integrantes tinham mais voz ativa e muitas vezes deixávamos de dar nossa opinião, decidimos que nesse projeto somente nós três seriamos o suficiente para o projeto. E concluímos no tema cultura periférica. Depois do tema o próximo quesito a ser discutido era as estratégias de abordagem, como iriamos gravar. Luis deu as ideias das referências estéticas e todos concordaram, como queríamos mostrar um bairro periférico as referências tinham tudo a ver com o que queríamos que o público visse no nosso documentário. A maior parte das ideias foi dada pelo Luis, sempre com sugestões de todos, um ajuste aqui, outro ali. Quando tínhamos concluído a parte de idealização, partimos para a parte de pesquisa, que foi a mais tensa de todos os projetos, pois é um projeto de muito peso e precisa estar bem fundamentado, confessamos que estávamos com medo, assustados, o TCC parecia um monstro em nossa frente que tínhamos que enfrentar, não tinha jeito.

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Primeiro pesquisamos livros, artigos e matérias de jornais e revistas que falassem algo relacionado com o nosso tema, sendo cultura ou periferia. Depois de pesquisar muito sobre esses dois temas, partimos para a busca de cultura periférica, ou arte periférica, onde os dois assuntos se ligam, chegando no ponto que queríamos, abrindo também um leque de outros assuntos que estão relacionados a esse que não tínhamos conhecimento, mas que serviu de complemento para a construção de tudo. Não tivemos nenhuma dificuldade em encontrar fontes, tanto antigas como atuais para a fundamentação do texto, na fundamentação do gênero utilizamos bastante as leituras complementares da Profª Krishna, que nos orientou na matéria. A parte de pesquisa, apesar do medo que estávamos, foi bem tranquila levando em conta que tínhamos bastante tempo para pesquisar, ler, selecionar o que queríamos usar e colocar tudo nessa bíblia, a questão de planejamento de gravação, orçamento e calendário letivo não tivemos nenhum problema, já que não muda muita coisa de um projeto para outro, e já que fizemos muitos projetos durante o curso não foi difícil essa parte. O cenário que vivemos hoje, com o coronavírus nos impediu de seguir o cronograma que havíamos planejado, pois não podemos fazer as gravações se não estivermos em um cenário de segurança, para não colocar os integrantes da produtora e os participantes do projeto em risco, a única parte positiva disso é que aperfeiçoamos ainda mais a parte escrita, já que é o que nos resta nesse momento. Na parte de gravação tivemos muita dificuldade levando em conta que planejamos duas datas para as gravações, e 5 dias antes das gravações Luis e Beatriz testaram positivo para Covid-19, sendo necessário cancelar o planejamento feito, ficando em cima da hora para realizar as gravações. Nas gravações em si não houve nenhuma dificuldade a não ser o fato de não conseguirmos gravar o projeto por completo, mas correu tudo bem, apesar de ter ficado um pouco em cima da hora da entrega do projeto.

CONSIDERAÇÃO FINAL – BEATRIZ NUNES

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Sou muito grata por ter chegado até aqui, de ter conseguido realizar todos os projeto solicitados. Entrei na faculdade sem saber de absolutamente nada do que sei hoje, e isso mostra que cada projeto me fez aprender mais, exercer funções que eu não queria, mas também dar ideias e assumir papeis que eu gosto. Esse projeto em si foi e vai ser um marco para a Produtora Pegasus, pois tivemos uma conexão nunca tida antes, não sei se por causa do número de integrantes ou pela personalidade dos integrantes. Essa conexão foi importante para alinhar as ideias e todos imaginarem o documentário passando pela cabeça, os três enxergando a mesma coisa. Pra mim e para o Luis vai ser muito mais importante e significante do que para o Mikael, já que apresentamos o bairro que moramos, trazendo para o nosso lado acadêmica pessoas que são importantes para a comunidade. Mesmo sendo pessoas que não são famosas isso se tornou muito importante para elas, só de saber que você foi escolhido para participar de um documentário (que não foi possível realizar), mas saber que dentre tantas pessoas que moram ali, você foi o escolhido para representar aquela vertente dentro do bairro, imagino que tenha sido muito gratificante. Não tive nenhuma dificuldade na parte de pesquisa, o apoio do professor Bruno foi essencial já que ainda não tínhamos um orientador fixo. Ele nos encaminhou perfeitamente para onde a gente queria chegar, abrindo nossos olhos, dando ideias, conselhos e sugestões que talvez sem ele nós não enxergaríamos. Nos deu instruções de onde encontrar os artigos, nos mandou artigos que não encontramos, documentários que poderíamos usar como referência, entre outras coisas essenciais que fariam muita falta sem ele. A partir do momento que soubemos que nosso orientador seria o professor Alexandre, ficamos muito animados, ele é descontraído e isso facilita muito o entendimento, a explicação, apresentação das ideias. Não posso deixar de agradecer aqui por todos os conselhos, todas as risadas, todas as broncas que nos deu, por querer tanto que a gente fizesse o documentário completo, pena que não foi possível, mas um dia ainda iremos te enviar uma surpresa e você vai lembrar de tudo isso. 92


Foi incrível trabalhar com Mikael e Luis, criamos uma sintonia e uma amizade que nunca vamos perder e sempre vamos lembrar, de como era divertido e aliviador estar ali em um momento difícil com pessoas incríveis que nos deixava confortáveis, e depois de tudo era satisfatório saber que no próximo semestre estaríamos juntos novamente, isso tornou todo o período letivo mais leve e mais aconchegante. Em relação a bíblia, que foi o que eu fiquei mais responsável, foi muito gostoso começar do zero e ver até onde eu cheguei, que sou muito mais capaz do que eu imaginei. Um TCC é o bicho papão de todas as pessoas que fazem faculdade, mas um dia ele chega e eu posso falar que apesar de tudo que um dia eu pensei sobre essa parte, foi tudo muito bom. Quando você tem as pessoas certas do seu lado é tudo muito mais fácil.

CONSIDERAÇÃO FINAL – MIKAEL DAVI SANTANA É uma imensa conquista para mim chegar até o final do curso pois infelizmente tive que parar por um tempo, tinha começado em 2012, mas infelizmente por problemas financeiros precisei interromper o curso e já não tinha mais a esperança de voltar novamente, já tinha pensado na possibilidade de começar outro curso, mas como já tive a vivencia na área em 2018 decidi retornar novamente do semestre em que parei. Na retomada do curso retornei para uma turma do primeiro semestre onde peguei um pouco de parte teórica, voltei para o primeiro semestre pois não tinha ideia de que poderia retornar de onde tinha parado, mas com uma breve conversa com meu Coordenador de curso consegui concluir o primeiro semestre eliminei algumas matérias da instituição de ensino anterior e ir para o 4 semestre onde tive daí em diante o enorme prazer de participar de projetos como a produção de um programa de TV, programa de rádio, documentário e uma série, todos eles foram extremamente importantes para a execução de nosso Trabalho de Conclusão de Curso pois o conhecimento obtido na execução dos trabalhos anteriores ajudaram muito em nosso projeto.

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A apreensão é muito grande quando começou a se falar no TCC pois seria o nosso último trabalho, o projeto que praticamente definiria a nossa aprovação ou não no curso, no início do 07 semestre ficou decidido entre eu e mais dois integrantes da produtora em que participava em seguir juntos com o Projeto TCC, cada um deu uma ideia e decidimos prosseguir com a ideia do Documentário Paradigmas de Quebrada, o nome mesmo só veio algum tempo depois de escolhermos o tema em que iriamos abordar que seria trazer a cultura periférica como uma forma de resistência sendo assim abordando três temas que são eles a Moda, o futebol e a Tatuagem, logo em seguida conseguimos os personagens que participaria do nosso documentário participativo quer seria com o nosso integrante de produtora Luís Phelipe. Neste projeto TCC diferente dos outros anteriores tivemos um imenso obstáculo que foi a Pandemia por conta do COVID-19 sendo assim a nossa proposta de TCC, aulas e orientações foram todas online. No 8º semestre que seria o início dos preparativos da execução do Projeto a Cidade São Paulo ainda estava na fase Vermelha que foi um modo de restrição das atividades na cidade para melhor controlar a pandemia, nesta fase não podíamos fazer nenhuma atividade externa por conta do risco então prosseguimos para finalizar a bíblia. Por conta do nosso tema escolhido mesmo com as coisas voltando “ao normal” tivemos grande empecilhos por conta da Pandemia pois o que tínhamos planejado em fazer não seria fácil pois os eventos planejados para gravação do Documentário envolviam muitas pessoas e espaços e neste tempo estava meio que impossível por conta do risco, iriamos gravar em um desfile de moda, estúdio de tatuagem e jogo de futebol, mas infelizmente não foi possível. Sendo assim optamos por fazer apenas um teaser que seria uma breve apresentação de nosso tema escolhido para o documentário enfatizando as partes que seriam abordados da melhor forma. Um segundo obstáculo que enfrentamos foi onde dois dos integrantes de nossa produtora, o Luís Phelipe e a Beatriz acabaram sendo infectados pelo vírus sendo assim necessário adiarmos mais um tempo o início das gravações. Enfim conseguimos marcar a data de gravação, mas somente algumas partes 94


que queríamos abordar, mas infelizmente sem o desfile e o jogo de futebol planejado, as gravações foram bem tranquilas e procuramos tomar o máximo de cuidado com o contamino do vírus pois mesmo estando na fase verde ainda não tínhamos uma vacina. Uma das minhas funções na execução da bíblia foi cuidar do orçamento onde tive que me aprofundar mais e tomar mais conhecimento sobre orçamento, para este projeto decidimos fazer o orçamento com produção de baixo custo. Essa para mim foi uma experiência e tanto na verdade o curso todo pois me deu a certeza do que eu realmente quero para minha carreira, como disse antes infelizmente não conseguimos gravar o documentário todo mas esperamos que em breve quando tudo normalizar possamos ter a chance de gravar o documentário completo, pois o tema é de extrema importância para quem mora na “quebrada” e poderá conhecer mais sobre as oportunidades e até mesmo do bairro em que vive.

CONSIDERAÇÃO FINAL – LUIS PHELIPE A inspiração para esse projeto veio da convivência que eu senti falta em lugares que eu não me encaixava, até querer fazer uma análise sobre isso com pessoas que tiveram alguma experiência parecida, isso na minha visão, e procurar entender se isso tinha relação direta com o ambiente de convívio. Esse foi o conceito inicial, ao passar do tempo tentamos deixar mais comunicativo e ser fiel ao núcleo do no nosso documentário, sendo mais fácil a comunicação com o público da nossa “quebrada” e consequentemente com outras milhares regiões periféricas. Esse foi o melhor projeto que fiz em todos anos na faculdade, onde tive uma evolução nítida em direção e consegui deixar as ideias mais claras, até ajudando o pessoal da produtora entender melhor minhas ideias. Em meio à pandemia tudo veio por água abaixo, a essência do documentário estava toda em eventos que eram impossíveis de fazer em meio a essa crise.

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Pensamos muitas formas de adaptação e mesmo assim não iríamos chegar nem 50% do conceito do nosso documentário. Conforme o tempo foi passando a vida voltava para o seu novo normal, nos ajudou, porém ainda muito limitado, conseguimos nos adaptar conforme essa situação e apesar de não entregar 100% eu estou feliz demais, e com certeza quero levar o conceito desse documentário pra frente e se sentir mais realizado. Apesar dos problemas que tivemos, estou muito satisfeito pelo trabalho e melhor ainda por saber o quanto aprendi é o quanto evolui.

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Disponível Acesso

em: em:

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ANEXOS ROTEIRO

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ORDENS DO DIA

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AUTORIZAÇÃO DE USO DE OBRA

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AUTORIZAÇÃO DE USO DE OBRA

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AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM

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113


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ALIMENTAÇÃO

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TRANSPORTE

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IMPRESSÃO BIBLÍA

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