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Metamorfose virtual
Metamorfose virtual a transformação da vida através dos meios digitais
Já pensou o que é ser humano em uma sociedade tão avançada tecnologicamente como a nossa? Ser humano em sua essência, de como viver em grupo era uma ação vital para a sobrevivência. Hoje nos comunicamos a distância, isolados em ambientes virtuais. Criamos nosso próprio ciclo social, estamos nos adaptando para a evolução. Porém devemos enxergar nosso consumo virtual com o olhar filosófico em seu desempenho em usabilidade, e a reprodução irrefreável de modelos atualizados de softwares, impactando a sustentabilidade do planeta e certa escravidão no ciclo compra uso e descarte. Como vivíamos antes de toda transformação, éramos mais independentes com a comunicação
Metamorfose virtual a transformação da vida através dos meios digitais
. Autora: Ingrid Gusmão dos Santos
Metamorfose virtual
.instituição: Universidade Cruzeiro do Sul
a transformação da vida através dos meios digitais
.Editor: Marcos Carriel
.Orientador: Luiz Vicente
Capa 13X18 couché papel Polém Bold Alta Gramatura páginas:51 Jornalismo - Universidade Cruzeiro do Sul - Bacharel Gênero: Filosofia , Ciências. Local: São Paulo. Ano: 2020. Classificação: Livre. Lingua: Português.
Ingrid Gusmão dos Santos
Metamorfose virtual a transformação da vida através dos meios digitais.
Sumário .Introdução .............................................5-7 .Capitulo 1 Sociedade cibernética ........7-15 .Capitulo 2 Viagem a pré-modernidade.15-28
Dissertação de grau superior apresentando os meios de comunicação da nossa atual sociedade, programa de TCC da Universidade Cruzeiro do Sul unidade liberdade, como parte dos requisitos para obtenção do título de bacharel em Jornalismo.
.Capitulo 3 Disputa de Interesses ........28-42 .Capitulo 4 Autonomia do eu pensante .42-49 .Conclusão ............................................ 42-51
São Paulo 2020
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Introdução Sociedade Cibernética Sociedade cibernética é uma visão sem vendas, de como vivemos o futuro que imaginávamos quando assistíamos filmes de ficção científica e ciborgues. A figura meio homem meio máquina parecia estar tão distante de nosso tempo, porém vivemos essa realidade em nosso tempo, no ano de 2020. Sempre almejamos que a tecnologia fosse a extensão do corpo humano, mas também somos extensão da tecnologia, que nos complementa. Agora que o corpo sempre tem a mente conectada ao sistema cibernético, não nos questionamos aonde começa o homem e aonde termina a máquina? Acredito que a nossa fusão já é um acontecimento natural na vida humana socialmente. O corpo biológico se tornou a máquina que executa o desempenho de terceiras. Ou seja, ele se tornou a peça que dá sentido à existência de outras. Refletindo, usamos a fusão homem mais máquina, para interpretar que não conseguimos viver sem as mesmas. Assim, nos tornamos híbridos dependentes da tecnologia. Viagem à pré-modernidade A raiz desse problema pode ser encontrada em uma rápida viagem à pré-modernidade. Quando se retoma essa questão, conclui-se que, não é mais possível viver sem a metamorfose virtual, que tem como base a cibercultura. Essa necessária viagem de volta trata de um pensamento não linear, de quando começamos a ter acesso à internet móvel em 2001, refazendo sua trajetória até 2020, evoluindo a internet móvel do 1G ao 5G, juntamente com o wifi. Nossa condição de acesso à rede aumentou a velocidade e a escala, no que diz respeito ao envio ou recebimento de uma mensagem, o que revolu-
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cionou o estilo de vida social. A evolução é um progresso, mas ao mesmo tempo, mostra seus males, quando esta se faz necessária nos torna dependentes, ainda que inconscientemente. Na corrida pela internet desviamos o olhar da falta de inclusão digital igualitária para todos, porque para vivenciar a cibercultura é necessário o capitalismo. Refletindo, o sistema capitalista foi o ponto de partida, antes da metamorfose. Toda nossa aceitação e submissão para com as novas tecnologias foram presentes da doutrina do capitalismo. Disputa de interesses Em disputa de interesses nos mostrará quem sai vitorioso, quando nos fundimos ao virtual e pensamos que estamos ganhando informações, conhecimento ou entretenimento. Porém quando navegamos para obter o que queremos, inconscientemente estamos sendo estudados pelo algoritmo da internet, estamos realizando uma suposta troca de informações, que seria concedida através de cadastros de login, interação dentro da rede e até possivelmente vazamento de bate papos caso esta rede não seja criptografada. Estamos perdendo pouco a pouco nossa privacidade. Equivalente a dados e até nossa vida particular, em troca de sermos inclusos na sociedade cibernética, não nos questionando se essas ações nos beneficiam no final das contas. Autonomia do eu pensante Autonomia do eu pensante é uma reflexão filosófica do ser humano como autônomo de seus pensamentos, dono do controle de suas ações, em vida social e virtual. Essa filosofia implica em pensar nos impactos da internet e das tecnologias na sua existência. Como trilhar um caminho sem alienação
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dentro das redes, em que você possa escolher seu método de navegação sem corrupção ou distrações no caminho que lhe roubem a atenção. Como ter ambientes virtuais mais saudáveis, onde a cultura do like não nos deprecie internamente, e que possamos optar por menores espaços de propagandas ou anunciantes. Produtos eletrônicos com uma longa duração de vida, para que possamos diminuir o consumo programado sempre que o modelo se torna obsoleto, seguido do descarte e acumulo desse lixo eletrônico em grande escala, prejudicial ao planeta, logo nos prejudicando. Contudo para que tais ações aconteçam é preciso enxergar as conseqüências da cibercultura, nos manifestando para vivermos em uma sociedade evoluída em que os custos não sejam a nossa dependência virtual. Metamorfose Virtual A transformação da vida atrás dos meios digitais Sociedade cibernética Já pensou o que é ser humano em uma sociedade tão avançada tecnologicamente como a nossa? Ser humano em sua essência, de como viver em grupo era uma ação vital para a sobrevivência. Hoje nos comunicamos a distância, isolados em ambientes virtuais. Criamos nosso próprio ciclo social, estamos nos adaptando para a evolução. Porém devemos enxergar nosso consumo virtual com o olhar filosófico em seu desempenho em usabilidade, e a reprodução irrefreável de modelos atualizados de softwares, impactando a sustentabilidade do planeta e certa escravidão no ciclo compra uso e descarte. Como vivíamos antes de toda transformação, éramos mais independentes com nossa comunicação?
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Devemos lembrar que todos os acontecimentos citados são conseqüência do fenômeno da cibercultura através da internet, cuja revolução mudou radicalmente nossa sociedade e estilo de vivência. O filósofo Pierre Lévy descreve a cibercultura como “um fluxo contínuo de idéias, práticas, representações, textos e ações que ocorrem entre pessoas conectadas por computadores”. ... Ao tratar do espaço virtual, acredita que ele é parte integrante do mundo real, e não um universo oposto. O movimento se originou nos anos 70, quando surgiram os microcomputadores e a informática. O nome cibercultura se dá pela composição das palavras cultura e ciber de internet, o mundo virtual. Mas somente se enraizou nos anos dois mil com a chegada das redes sociais, que se tornaram engrenagens da internet por sua grande popularização. As redes sociais são um fenômeno porque comportam mais de bilhões de usuários que acessam diariamente para ler informações, compartilhar, publicar, entre outra numeras ações... Elas nos possibilitaram a acessar lugares remotos em continentes longínquos, criando laços entre esses povos, como se fossemos um só no universo do ciberespaço. . O ciberespaço é a realidade intangível da qual visitamos ao acessar ambientes virtuais, não podemos tocar ou sentir, mas fazemos parte dele quando nos conectamos por computadores, a conexão é a chave para esse mundo ilimitado. Pierre Lévy nos diz a seguir... “O ciberespaço pode ser considerado uma virtualização da realidade, uma migração do mundo real para um mundo de interações virtuais.”. “O virtual não se opõe ao real; o conceito de virtual se contrapõe ao conceito do atual. ... A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização; consiste em uma passagem do “atual” ao “virtual”, em uma “elevação à potência” da entidade considerada.”.
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Através de nossa fusão com os computadores se fez imperceptível nossa nova aparência perante a sociedade. Tornamo-nos o que desejávamos finalmente? Quando realizada a fusão, ocorreu a metamorfose dentro de nossas mentes, logo nos transformando em ciborgues da era virtual. De certa forma os computadores e maquinários são regidos pela inteligência humana, uma vez conectada, esses dois componentes, homem e maquina são a carência um do outro. A figura biológica do homem é visível, mas em suas funções ele vive o sistema hibrido, a imersão no mundo virtual possibilitou novas fronteiras na história da comunicação, nos expandindo. A autora Donna na obra Manifesto ciborgue nos explica... As máquinas do final do século XX tornaram completamente ambígua a diferença entre o natural e o artificial, entre a mente e o corpo, entre aquilo que se autocria e aquilo que é externamente criado, podendo-se dizer o mesmo de muitas distinções que se costumavam aplicar aos organismos e às máquinas. Nossas máquinas são pertubadoramente vivas e nós mesmos assustadoramente inertes. (HARAWAY, 2000, p. 46). A metamorfose para a espécie humana significa um processo de modificação interior e diferencial para a vivência. Pois, vivenciar mudanças, requer esforços, sacrifícios, renúncia, doação, entrega e equilíbrio. A metamorfose da espécie está na maioria das vezes ligada à evolução dos meios de comunicação, desde as primeiras invenções estamos sempre incrementando, nos modernizando para aceita-las em prol da melhoria do meio e mensagem. Entretanto não é como se tivéssemos a opção de negá-las uma vez que já alteraram a ordem natural da sociedade. Negá-las nesse processo é o mesmo que ser atropelado por turbilhões de veículos numa estrada somente de ida. Haraway argumenta em favor dos ciborgues como ficção
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que mapeia nossa realidade social e biológica, também como uma metáfora, em seu livro “Cibernética, ciborgues e ciberespaço: Notas sobre as origens da cibernética e sua reinvenção cultural” Ho Kim nos integra... Os robôs e computadores são antigos personagens do nosso imaginário e, de certa forma, mais antigos que a própria cibernética. Mas há entre o homem de lata mecanizado e o corpo humano, ou entre uma máquina de calcular programável à válvula e a mente humana, descontinuidades gigantescas, de tal forma que eles dificilmente passam de representações caricaturadas do homem, chegando, em muitos casos, a reafirmar a oposição das categorias que separam o humano da máquina. Nesse sentido não são, ainda, “cibernéticos”, pois a principal característica enunciada pela “cibernética” é a de que não existe descontinuidade entre máquinas e organismo. O futuro cibernético implica uma nova ordem do real, porque, enfim, a intercambialidade é apenas uma questão de compatibilidade funcional. (HO KIM, 2004, p. 207). Os ciborgues são um ser de corpo híbrido, metade homem metade máquina, seu sistema biológico funciona com partes robóticas de aço. A parte robótica pode substituir órgãos internos ou membros, o primeiro órgão a receber acoplamento foi o coração, em 1958, o cirurgião Ake Senning e o engenheiro Rune Elmquist implantaram o primeiro marca passo da história, vejamos... Como nos lembra Pyle (apud 2000, p. 125, tradução Joo Ho Kim), “quando fazemos ciborgues – ao menos quando os fazemos nos filmes – também fazemos e, nessa ocasião, desfazemos nossas concepções sobre nós mesmos”. Produto do pensamento utilitarista aplicado sem limites (se é que há algum limite para esse tipo de pensamento) à carne e ao aço, o ciborgue anuncia a imagem de um homem “melhorado” com a
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acoplagem da tecnologia e cada vez mais além das limitações de desempenho ditadas pela natureza: a “performance” é a noção fundamental para a reformulação da imagem do ser humano na direção da imagem do “pós-humano”. Certamente os significados do homem pós-humano foram determinados sobremaneira pelos resultados e promessas da ciência e da tecnologia, sem os quais o ciborgue não seria sequer inteligível. (HO KIM, 2004, p. 209-210) [...]. O coração é um dos objetos mais emblemáticos – tanto pela sua importância fisiológica como pelo seu valor simbólico – dos esforços científicos em superar os limites do homem com máquinas. Não por acaso, o coração foi um dos primeiros órgãos – talvez o primeiro – a receber o acoplamento definitivo de uma máquina. Em outubro de 1958, o cirurgião cardíaco Ake Senning e o engenheiro eletrônico Rune Elmquist implantaram o primeiro marca-passo interno em um ser humano. Esse implante inaugurou um bem sucedido progresso na área de próteses e implantes cardíacos, desde válvulas até bombas auxiliares, além de gerações de marca-passos cada vez mais eficientes e práticos. E, apesar dos enormes riscos envolvidos e dos insucessos, o sonho de se construir um ser humano no qual zune um coração totalmente artificial continua. Ao contrário de seus antecessores da década de 1980 – tais como o Jarvik-7, que mantinha o paciente ligado a um compressor externo – o coração modelo Abiocor é uma máquina que mimetiza praticamente todas as funções mecânicas do coração natural, e é totalmente implantável. Em testes desde julho de 2001, o Abiocor é, sem dúvida, uma evolução, mas ainda possui problemas que o impedem de ser considerado um sucesso. (Ho Kim, 2004, p. 210)
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Em resposta às críticas acerca dos problemas que seus protótipos têm apresentado David Lederman, o engenheiro fundador da Abiomed, produtora do Abiocor, afirmou que “o coração artificial continuou funcionando em situações que poderiam ter lesado ou destruído um coração natural, como insuficiência de oxigênio no sangue e uma febre de 41,5º C” (apud Ditlea, 2002, p. 39). Da forma como Lederman colocou, o ponto não é apenas se o Abiocor um dia substituirá ou não o coração humano, mas que, apesar das inconveniências apresentadas, o coração artificial já supera o original em alguns aspectos. O desenvolvimento de próteses também está intimamente ligado à superação de limites. Originalmente tais limites eram os impostos àqueles cuja natureza do corpo fora mutilada, por nascença ou acidente. Mas hoje, acoplados em próteses de competição, os para-atletas velocistas agregam muita tecnologia. E eles são capazes ultrapassar, e muito, a velocidade das pessoas comuns e chegam próximo às de recordistas mundiais olímpicos [...]. (apud Ho Kim, 2004, p.210211.). Verificamos que a figura ciborgue não faz mais parte da ficção dos filmes antigos, superamos a imaginação dos cineastas, porque a tecnologia nos permitiu não apenas nossa extensão virtual, no universo do meio e a mensagem. Contudo a tecnologia das máquinas nos permite melhorar a natureza do corpo biológico humano, possibilitando prolongar a vida do mesmo, e operar interferências no futuro finito da vida do homem moderno. Assim como a roda é a extensão do homem para comunicação, o martelo, a lança são a extensão do corpo, a roupa é a extensão da pele, nos define como ciborgues antes mesmo do mundo moderno. Nesta pesquisa, o homem não será desconsiderado ciborgue por não ter seu corpo metade máquina, pois aqui
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consideramos o homem como a primeira máquina que opera as máquinas tecnológicas. Os computadores, micro computadores como nossos aparelhos celulares, tablets, ipad, notebooks. O homem moderno mecanizou a si mesmo, seus pensamentos, ações, emoções e vontades em sua imersão nos meios digitais. A mecanização revolucionou os maquinários das indústrias com trabalhadores operários em 1983. Agora as máquinas desempenham as funções dos trabalhadores, conseqüentemente cortando a mão de obra, gerando naquele setor o desemprego. Pois com o advento das novas tecnologias, o dono de uma fabrica lucra mais ao pagar uma máquina que fará o serviço de um grupo de operários, do quê para manter essa equipe com seus salários mensais. Trabalhadores que necessitavam de emprego começaram a enxergar a tecnologia do novo mundo como sua inimiga. Com a chegada do Wi-Fi nos anos dois mil, com aparelho roteador que permite a conexão entre outros sem fios, já começávamos a caminhar para o acesso móvel. E por volta do ano de dois mil e oito, se popularizava o sistema Android, devido a tais avanços os usuários começaram a preferir o acesso móvel por aparelhos de smartphone. Com a modernização do aparelho celular, as redes sociais se integraram cada vez mais naturalmente ao nosso cotidiano. As facilidades eram vantajosas, o envio de mensagem era e é imediato, seu circulo social de amigos interagindo sobre publicações, curtindo, comentando ou compartilhando, entre outras funções da rede social, sem falar em incontáveis informações Após mais de dez anos desde então, que estivemos conectados com as tecnologias vivendo a sociedade hibrida, o virtual e o real. Como ciborgues da atualidade, independentes com a inteligência coletiva, entre tantos recursos de informação, nos cegamos nesse mundo para os malefícios da me-
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tamorfose virtual. Pois para acompanhar a essa evolução o homem teve de se moldar para fazer parte da transformação. Não se questionaram se os novos meios tecnológicos e hábitos eram benéficos. Veremos na obra Os meios de comunicação como extensões do homem... Os novos meios e tecnologia pelo qual nos ampliamos e prolongamos constituem vastas cirurgias coletivas levadas a efeito no corpo social com o mais completo desdém pelos anestésicos. Se as intervenções se impõem, a inevitabilidade de contaminar todo o sistema tem de ser levada em conta. Ao se operar uma sociedade com uma nova tecnologia, a área que sofre a incisão não é a mais afetada. A área da incisão e do impacto fica entorpecida. O sistema inteiro é que muda. O efeito do rádio é visual, o efeito da fotografia é auditivo. Qualquer impacto altera as rádios de todos os sentidos. O que procuramos hoje é controlar esses deslocamentos das proporções sensoriais da visão social e psíquica - quando não evitá-los por completo. Ter a doença sem os sintomas é estar imune. Nenhuma sociedade teve um conhecimento suficiente de suas ações a ponto de desenvolver uma imunidade contra suas novas extensões ou tecnologias. Hoje começamos a perceber que a arte não pode ser capaz de promover tal imunidade. (MCLUHAN, 1969, p. 84.). Nossa espécie pode ter criado a tecnologia que nos impulsionou para o futuro, entretanto que cada invenção oferece seus riscos, mesmo não sendo evidentes no inicio, assim como a internet no seu período de ascensão nos anos 2000, quando não tínhamos uma população de jovens deprimidos com sua estética e baixa auto-estima por se espelharem em padrões famosos estereotipados. Incluindo a alienação por massa através dos meios, as fake news que nos indaga a sermos céticos com tudo que lemos, recebemos, e compartilhamos. Elas são nada mais que mentiras que, circulam nos meios digitais ganhando apoio do público que não checam
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sua veracidade, no mundo virtual. Acredito que tenhamos uma explicação pertinente no passado histórico do ser humano que justifique essas ações do homem moderno, facilmente sugestionável quanto aos seus pensamentos. Devemos voltar antes e rever os processos que desencadearam no presente da sociedade cibernética, visitando o período pré-moderno. Visita à pré-modernidade Antes de se modernizar, o homem sempre viveu em grupo na sociedade, para garantir sua sobrevivência, para atingir seus objetivos, usando a força grupal como uma corrente fortificada por cada elo interligado. Desde o período pré-histórico vivia em grupos para a caça, reprodução, defesa contra animais selvagens. Civilizações antigas como Egito, Incas, Maias, Grécia antiga criaram modelos sociais de governos que conhecemos até hoje. Criaram modelos de construções, arquiteturas únicas que entraram par a história da arte, como referenciais, nos mostraram a independência como civilização de viver da sua própria agricultura e recursos naturais. Formavam-se os primeiros grupos sociais, o homem tinha como convívio grupal sua religião, pois acreditava em sua união, era sua fé comprovada. Existindo também a união de grupos para religião em santos, deuses, entidades que fortaleceram ainda mais o conceito de convívio grupal na formação do modelo de sociedade civil. Podemos interrogar-nos sobre um outro aspecto da potência popular. O do “divino social”, termo com que E. Durkein designou esta força agregadora que está na base de qualquer sociedade ou associação. Poderíamos, também, dizer “religião”, aquilo que nos une como uma comunidade. Trata-se
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menos de um conteúdo, que é da ordem da fé, do que um continente, quer dizer, de algo que é matriz comum, que serve de suporte para “o ser/estar junto”.* Nesse sentido vou retomar uma definição de Simmel: “o mundo religioso mergulha suas raízes na complexidade espiritual da relação entre o individuo e seus semelhantes ou um grupo de semelhantes (...) essas relações constituem os mais puros fenômenos religiosos no sentido convencional do termo.” (MAFFESSOLI, 1998, p. 56.). A fé do homem serviu de alicerce emocional, refugio do homem para descanso do mundo, para que pudesse fortalecer seu espírito, assim como quem fortalece os músculos corporais. Com a formação desses grupos, a civilização foi se criando, composta de diferentes tribos ligadas por suas afinidades, sendo elas culturais, musicais, esportivas, turísticas ou religiosas. Transformaram o individualismo do homem em uma nova cultura. Esclareço que se o “divino” humano ou social (a partir de Feuerbach e depois através de Comte ou de Durkheim) é uma preocupação do pensamento social, podemos, entretanto, estabelecer um paralelo com uma certa tradição mística na qual aquilo que tem de ser alcançado é a perda no “grande todo”. Tal atitude remete, por um lado, ao naturalismo de que falamos, e, ao mesmo tempo, serve de fundamento à constituição de pequenos grupos (comunhão, fusão erótica ou sublimada, seitas, congregações etc.) o que não deixa de ter relação com o que podemos observar hoje em dia. (MAFESSOLI, 1998, p.59.). Passado tais acontecimentos originários de nosso social, separou-se o rural do urbano, a construção de zonas urbanas nos separou de florestas, rios, fazendas, animais silvestres, etc...
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O homem criou as metrópoles, centros urbanos com infinitas construções de prédios, edifícios, residências, centros econômicos, galerias, comércios, entre outros. Nesse novo modelo social o capitalismo imperava mais do que nunca. Pois a criação do relógio fora um divisor de águas na rotina trabalhista. Em sua definição econômica e social ele é o sistema baseado na legitimidade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro, sistema social em que o capital está em mãos de empresas privadas ou indivíduos que contratam mão de obra em troca de salário. O tempo se torna o senhor do homem combinado ao capitalismo, o homem precisa submeter-se ao tempo seja lucrando com mão de obra ou sendo ele a mão de obra. Sem isso na sociedade moderna ele é desvalorizado. Partindo dessa premissa o homem teve seu tempo racionado pelos ponteiros do relógio, seu trabalho terá horário, não que não houvesse antes, pois o tempo poderia ser medido, pelo nascimento e pôr do sol, ampulhetas que cronometrassem seu período de trabalho, se encerrando quando todo o grão de areia se despejasse, entre outras invenções de antigas civilizações, para controlar a carga horária trabalhista. Em outras civilizações era carga horária à mão de obra escrava. O quê não é indiferente em nossa sociedade moderna, o que difere nessa era, é que o homem escolhe ser escravizado pelo capitalismo, e aprisionado pelo senhor tempo. O que “une” o precariado, integrando esse agregado muito variado numa categoria coesa, é a desintegração, a pulverização e atomização extremas. Qualquer que seja sua proveniência ou denominação, todos os precariados sofrem - e cada qual sofre sozinho, o sofrimento de cada individuo é uma punição individual merecida pelos pecados individualmente cometidos pela sagacidade insuficiente ou déficit de dedicação. Os sofrimentos nascidos no plano individual são
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semelhantes. Induzidos por uma pilha crescente de contas de luz, de água, gás e mensalidades da faculdade; pela mesquinharia de salários, superada pela fragilidade de empregos disponíveis e pela inacessibilidade dos que são sólidos e confiáveis; pela nebulosidade da maior expectativa de vida; pelo espectro inquietante da redundância e/ou degradação – tudo isso se traduz numa incerteza existencial, aquela apavorante mistura de ignorância e impotência, fonte inexaurível de humilhação. (BAUMAN, Donskis, 2014, p.79.). Pode o homem moderno lutar contra o sistema capitalista? A não ser que ele nasça afortunado, necessitando administrar os bens dos quais herdou, para que estes não lhe faltem ou se esgotem no decorrer de sua vida, no entanto o homem não afortunado necessita se incluir no sistema, senão não sobreviverá na sociedade moderna. Ele precisa quitar suas contas de consumo alimentar, de residência, de consumo de energia como luz, aquecimento da água, energia que manterá suas tecnologias como radio e televisão conectada à energia. O emprego sistemático da razão, do livre exame da realidade – traço que caracterizava os pensadores do século XVII, os chamados racionalistas - , representou uma grande avanço para libertar o conhecimento do controle teológico, da tradição, da “revelação” e, conseqüentemente , para a formulação de uma nova atitude intelectual diante dos fenômenos da natureza e da cultura. Diga-se de passagem que o progressivo abandono da autoridade, do dogmatismo e de uma concepção providencialista, enquanto atitudes intelectuais para analisar a realidade, não constituía um acontecimento circunscrito apenas ao campo cientifico ou filosófico. (Martins, 2002, p.18.).
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A sociedade aos poucos moldou os indivíduos em grupo para que pudessem se apoiar em ambos como pilares de sustentação. Entretanto formada nossa sociedade fora dividida em massas baseadas nas classes sociais, e mais uma vez o homem fez distinção entre seus semelhantes, para entendermos a transformação da sociologia, explica Martins (2002). A formação da sociologia é constituída de acontecimentos complexos, concorrendo com inúmeras circunstâncias, históricas e intelectuais, manifestando o pensamento moderno. Coincidem com momentos cruciais da desconstrução da sociedade feudal e da consolidação da civilização capitalista, novas mudanças existenciais em curso. O século XVIII tem um marco importante para a história e surgimento da sociologia, transformações econômicas, políticas e culturais em curso acelerado no ocidente europeu, constituindo o que conhecemos como sociologia. Os meios de comunicação como a prensa gráfica de Gutenberg no século XV, até a chegada da televisão, tiveram como função expandir o homem como meio e entregar a mensagem. A invenção do telégrafo/telefone nos permitiu a extensão de nossa voz, para o homem que nasceu com o dom da fala, entretanto para o homem deficiente da fala teria que prosseguir com mensagens escritas como cartas e o fax. O rádio e a televisão tinham o poder de passar informações públicas, para o público em massa, multidões, milhões como um país por exemplo. O radio e a televisão tem muito em comum, apesar da televisão a caixa de pandora, reproduzir/exibir a imagem, e o som ao mesmo tempo, seja ao vivo ou gravado, o radio tem esse poder, programas de entretenimento, novelas, musicas, propagandas, e o horário político por lei. Vemos que migramos
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as funções radiofônicas para a televisão e aprimoramos seu sentido com o poder da visão. Hitler só teve existência política graças ao radio e aos sistemas de dirigir-se ao publico. Isto não significa que estes meios tenham retransmitido de fato seus pensamentos ao povo alemão. Seus pensamentos eram de curto alcance. O radio propiciou a primeira experiência maciça de implosão eletrônica, a reversão da direção e do sentido civilização ocidental letrada. Para os povos e tribais para aqueles cuja existência familiar, o rádio continuará a ser uma experiência violenta. Sociedades altamente letradas, que há muito subordinaram a vida familiar à ênfase individualista nos negócios e na política, têm conseguido absorver e neutralizar a implosão do rádio sem revolução. Mas o mesmo não acontece com as comunidades que ainda não possuem senão uma breve e superficial experiência e cultura letrada. Para estes, o rádio é absolutamente explosivo. (MCLUHAN, 1969, p.337.). Observa-se que o rádio assim como a televisão sofria e sofre intervenção política, porém antigamente dos governantes de um país que quisesse instaurar a visão dele, para que os habitantes tivessem a mesma visão e pensamento, implantados através dos meios de comunicação de massa como radio e televisão. Pois esse governante poderia saber noticias do exterior, ocultar informações e até distorcer ao seu favor. Assim como Hitler fez com a Alemanha. A chegada da televisão a caixa de pandora nos anos 50, trouxe inovação e novamente a revolução por ser o novo meio de comunicação. Como evolução do rádio, a televisão transmitia imagens de programas de entretenimento familiar, filmes, gravações, telejornais, programas de competições mu-
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sicais que davam audiência. Podendo esses programas ser exibidos ao vivo. Cada emissora com sua grade de exibição, com os horários programados ao longo do dia, diferenciando a programação aos fins de semana. Para entreter os telespectadores da classe trabalhadora que repousavam do trabalho aos fins de semana. Assim como o rádio é a extensão da voz do homem, a televisão seria a voz, visão e audição ampliada. Passou-se algum tempo até que o óbvio se manifestasse: a TV é um meio frio participante. Quando aquecida por dramatizações aguilhoadas, seu desempenho decrescente, porque passa a oferecer menos tempo de participação. O rádio é um meio quente. Quando intensificado, seu desempenho é melhor. Não convida seus usuários ao mesmo grau de participação. O rádio pode servir como cortina sonora ou como controle do nível de ruído: é assim que o adolescente o utiliza para desfrutar de uma certa intimidade. A TV não funciona como pano de fundo. Ela envolve. É preciso estar com ela. (Esta frase se tornou corrente com o advento da TV.). (MCLUHAN, 1969, p.350.).
Nós fazemos parte da nova narrativa humana que no passado assumiu as formas do épico, da saga ou do romance, e agora se apresenta nas telas de TV e nos monitores dos PCs. A nova narrativa é criada no espaço virtual. Por isso, unificar pensamento e ação, abertura pragmática e ética, assim como razão e imaginação, se torna um desafio para o jornalismo, exigindo não apenas estratégia sempre autorrenovada de representar e elaborar o mundo, aprender e debater os problemas, promover o diálogo – mas também um tipo de escrita que não crie barreiras onde estas deixaram de existir há muito tempo. O desafio é uma busca de sensibilidade, de novas formas de agir de maneira adequada aos seres humanos, busca que, em escrita com a colaboração com as ciências humanas e sociais, cria um novo campo global de compreensão mútua, crítica social e autointerpretação. Sem a emergência desse tio de campo, não fica claro o que está à espera da filosofia, da literatura e do jornalismo. Se eles caminharem juntos, vão sobreviver e se tornar mais importantes que nunca. Caso se separem ainda mais, todos nos tornaremos bárbaros. (BAUMAN, DONSKIS, 2014, p.13.).
Refletindo sobre o texto do autor podemos discernir a diferença da televisão para o rádio, pois o rádio não nos impede de realizar outras tarefas sem estar diante do aparelho. A televisão, entretanto nos convida a participar de seu universo, porque a mesma retém nossa atenção visual, o que nos impede de deixar o ambiente, nos prendendo naquele ambiente, enviando todo o tipo de informação da qual não conseguimos refutar contra a mesma, do modo como fazemos atualmente em ambientes virtuais. Principalmente nesse período antes da revolução digital, que só podia se ver TV ao vivo, ligada à fontes de energia elétrica. De certo modo a televisão já causava o efeito hipnose no homem o conduzindo com os conteúdos que lhe preferisse.
Hoje em dia temos muita democracia graças aos meios digitais que nos permitem comentar, criticar e debater sobre um assunto ou ação tanto para mal quanto para o bem. Temos a opção de criticar tudo o que consumimos visualmente, através dos nossos teclados nos manifestando, através da escrita mostramos nossa voz ativa. Porque no mundo moderno que vivemos, não somos mais telespectadores, fadados a só receber a mensagem dos meios de comunicação de massa, somos jornalistas do nosso tempo, ao nos deparar com a notícia queremos torná-la pública imediatamente. O homem nunca foi dominado, ou hipnotizado pela televisão, na verdade ela é hipnótica, porém ele sempre teve a opção de
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controlar a tela de tubo pelo controle, e se guiar para escolher o que lhe agradasse ou simplesmente desligar. Ele permitiu que cultura da TV entrasse cada vez mais em seu cotidiano, a ponto de se tornar o eletrodoméstico essencial do lar de um individuo. Retornando para a linha de pensamento, pense em como participávamos do ambiente que TV nos ofertava a cada canal, aquilo já era o ciborgue à frente de seu tempo, que escolhia o ambiente que quisesse acessar pelo controle remoto. Agora não somos ciborgues apenas participantes, somos participantes e falantes porque a televisão tem sua tela e funcionalidade para transmissão de conteúdo, nós temos nossa própria tela, sendo elas através de nossos computadores móveis ou não. Transmitimos conteúdo da mente para virtualidade. Vemos que o homem nos primórdios das civilizações superou a individualidade, para que pudessem viver a vida como uma corrente unida através de pequenos elos. Mas em todas os modelos de civilização o homem sempre procurou hierarquizar, hierarquizar seus semelhantes, atribuindo valor pessoal pelo o que continham ou pelo o que faziam. Não seria diferente em nosso modelo de sociedade, onde os mais afortunados estão no topo da pirâmide, trabalhadores no centro e não afortunados no final. Numa era de tecnologias e capitalismo não demorou muito para que um novo conceito fosse criado para analisar e estudar as massas como clientes de venda, não pelo conceito cultural, mas visando seu lugar na pirâmide e sua classe social Em seu estudo sobre os programas musicais no rádio, Adorno criticara o estatuto da musica, rebaixando ao estado de ornamento da vida cotidiana, denunciando o que ele cha-
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ma de “felicidade fraudulenta da arte afirmativa”, ou seja, uma arte integrada ao sistema. Suas analises do jazz são indicativas de sua posição extrema, na qual alguns logo viram um etnocentrismo europeu característico. Rejeitando toda analise puramente estética em prol de uma critica psicossociológica, Adorn afasta com desprezo todas as pretensões do jazz a exprimir a libertação. Segundo ele, sua função social primordial é reduzir a distancia entre o individuo alienado e a cultura que favorece não o que Deveria afirmar - a saber, a resistência -, mas, pelo contrario, a integração do status quo. (MATTELART, 1999, p. 76-77.). A divisão das massas instaurada era resultado da indústria cultural. A indústria cultura está ligada aos meios de comunicação, que são seu meio para vender cultura para atingir o publico ou nicho de pessoas específicas, cujo conhecimento se dá pelas divisões de classes. Por exemplo, se o individuo está definido como consumidor da cultura superior, midcult ou masscult será destinado à ele publicidade e propagandas no rádio ou na televisão de produtos culturais, relacionados ao seu universo especifico. Ou seja, cada público receberia o produto alvo de seu meio. Em meados dos anos 40, Adorno e Horkheimer criam o conceito de indústria cultural. Analisam a produção industrial dos bens culturais como movimento global de produção da cultura como mercadoria. Os produtos culturais, os filmes, os programas radiofônicos, as revistas ilustram a mesma racionalidade técnica, o mesmo esquema de organização e planejamento administrativo que a fabricação de automóveis em serie ou os projetos de urbanismo. Previu-se algo para cada um a fim de que ninguém possa escapar. Cada setor da pro-
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dução é uniformizado e todos são em relação aos outros. A civilização contemporânea confere a tudo um ar de semelhança. A indústria cultural fornece por toda parte bens padronizados para satisfazer às numerosas demandas, identificadas como distinções às quais os padrões da produção devem responder. (MATTELART, 1999, p.77.). A indústria cultural estuda seu publico através das massas, as culturas são nomeada tais como: A cultura superior é a cultura direcionada á burguesia da alta sociedade, que lhe são oferecidos produtos eruditos, como músicas clássicas, idas à ópera, ao teatro assistir peças artísticas, consumo de produto de pinturas do século renascentista, arquitetura gótica com arcos e grandes vidrarias artísticas. A cultura média (midcult) como seu nome já lhe apresenta, tem como objetivo atingir indivíduos da classe média de pequenos burgueses, que consomem arte de rua cujo artista é o próprio vendedor independente, sua exposição é na praça aos fins de semana. Bandas que cantassem temas filosóficos ou literários, podendo ser nacionais ou internacionais. A cultura de massa conhecida como masscult ou cultura pop de popular, tem seu direcionamento para o que denominam como público de “massa” é soma de valores tradicionais do povo, mas em forma artística como músicas, crenças, objetos, danças, produtos relacionados à exibição ou circulação na TV. A cultura pop é referenciada como a cultura do não questionamento. Criando a idealização de um grupo inconsciente e altamente sugestionável que consumiria o que lhe fosse ofertado, verdadeiras marionetes humanas de consumo no mercado da indústria cultural. O que deveríamos nos perguntar é se devemos denomi-
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ná-la como, indústria cultural ou como “indústria da alienação” por implantar divisões na sociedade que não definem o homem, o não escolheu ser catalogado no mercado industrial, isto lhe foi imposto como uma etiqueta de fabricação. O homem precisa sair desse pensamento engessado e errado da indústria cultural, mostrando seus valores, autonomia e consciência, ele pode consumir o produto de qualquer classe ou valor, que ele tem o livre arbítrio de optar que não seja sugestionada por ninguém, sua iniciativa individual que lhe guiou até seu destino no universo capitalista. Assim como os dias atuais em que nossas telas de smartphones, computadores e microcomputadores se tornaram a nova vitrine do capitalismo, e passam imperceptíveis como sugestões que nos induzem a comprar com um clique, saindo do nosso foco. Essas sugestões são baseadas pelo nosso consumo virtual, e conteúdos de preferência do usuário, ligado ao mapeamento de suas navegações e até palavras que ele digite em uma conversa ou em uma pesquisa, assim como a indústria cultural o homem vira refém de suas ações quando busca por entretenimento ou informação na internet.
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De um lado, portanto, estão os que acreditam, como Adorno e Horkheimer (os primeiros, na década de 1940, a utilizar a expressão “indústria cultural” tal como hoje a entendemos), que nessa indústria desempenha as mesmas funções de um Estado fascista e que ela está, assim, na base do totalitarismo moderno ao promover a alienação do homem, entendida como um processo no qual o indivíduo é levado a não meditar sobre si mesmo e sobre a totalidade do meio social circundante, transformando-se com isso em mero joguete, afinal, em simples produto alimentador do sistema que o envolve. Do outro lado, os que defendem a idéia segundo a qual a indústria cultural é o primeiro processo democratizador da cultura, ao colocá-la ao alcance da massa – sendo, portanto, instrumento privilegiado no combate dessa mesma alienação. (COELHO, 1980, p.28.). O homem deveria ver seus semelhantes como vê a si mesmo sem fazer distinções, julgamentos, e divisões com o referencial ao período de regime totalitário seja ele de território nacional ou internacional, essa ideologia não nos traz benefícios, pois não há a democracia de escolha, sendo que nossa sociedade moderna já é constituída de políticas democráticas e sócias. Acompanhando toda trajetória do homem até a formação da sociedade moderna, vimos que os processos de alienação por meios de comunicação não é de exclusividade da internet através das redes sociais e aplicativos de bate papo. O homem foi ingênuo ao pensar que por vivermos tempos modernos como a vida digital onde sua vida se expande, e ele sempre estão lado a lado com as tecnologias, pela fusão como um só organismo operante, por ser o comandante dessa máquina ele pensa ser incorruptível, quando na verdade isso o faz mais o corruptível ainda pelo seu longo convívio
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tecnológico de conexão inconscientemente. A internet como tudo na vida tem seu preço, assim como a frase “um peso e duas medidas”, sempre temos que pagar por algo ou alguém que faça o que não podemos fazer, no caso da internet é possível que nós, ínvidos, sejamos a própria moeda de troca neste universo que criamos. Disputa de interesses A cada invenção criada pelo homem leva anos para que uma quantidade significativa da sociedade pudesse ter acesso considerado acessível, como o próprio computador PC’s, por exemplo que levaram mais de 30 anos até se popularizarem, levando em grande consideração sua conversão para tecnologias móveis que uniu o celular, até então usado para ligações e SMS, se transformou em aparelhos smartphones os novos computadores da nossa época, dispositivos móveis que podemos carregar dentro de um bolso da roupa, e cabe na palma da mão. Essa conversão do aparelho permitiu que as pessoas tivessem mais condições para adquirir esse aparelho compacto e acessar a internet e se incluir no mundo digital que começara a revolucionar a vida social do individuo. Sem que nos esqueçamos das propostas do mundo virtual de digitalizar todos dados e conteúdos que possuímos, através de backups e drives, que estariam presentes em formato digital facilitando a rapidez de portar o item ou tê-lo ali à sua disposição em qualquer ambiente que ele fosse, ou de enviar através de uma mensagem excluindo arquivos tangíveis, diminuído acervos de papel e preservando muito mais o meio ambiente e a matéria-prima.
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Além dessas inovações a chegada das redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, Instagram, Myspace fizeram que vivêssemos nosso em ciclo social potencialmente, essas redes sociais carregam populações de diversos países dentro de si, imagine cada perfil como uma agenda e ao mesmo tempo diário virtual pessoal e cada pessoa em um lugar do mundo diferente em que podemos achar numa barra de pesquisa, apenas digitando seu nome ou localidade. A aldeia global que conecta todos nós. Nossos vizinhos estariam lá, a família, entidades famosas, celebridades, anônimos, todos navegando na mesma rede social, seja qual fosse o seguimento da rede. Interagindo uns com os outros, nos comunicando e compartilhando nossa rotina com amigos virtuais ou seguidores. As interações são sempre através de botões de engajamento como o curtir, comentar e compartilhar. Como comentado toda invenção tem seu revés negativo mesmo que ele demore décadas para se mostrar presente, o homem foi ingênuo ao pensar que a internet seria uma faca de apenas um gume, a ferramenta tem muitos benefícios á nos oferecer posso admitir que tem mais a oferecer do quê nos prejudicar, é sua função, facilitar a vida humana. [...] O próprio Butler, pelo menos indicará que o homem dera às máquinas poderes delegados de reprodução, tendo em vista o impacto que elas depois causariam aos próprios corpos que as haviam criado. Por extensão. A resposta à energia e à velocidade crescente de nossos corpos prolongados gera sempre novas extensões. Toda tecnologia cria novas tensões e necessidades e a nova resposta tecnológica nascem do abrangimento da tecnologia já existente – e assim por diante, num processo incessante. (MCLUHAN, 1969, p.209.).
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As redes sociais como toda invenção tem seus pós e contras, no início não se imaginava como essas interações impactariam nossa convivência social. Há quase 20 anos após a consolidação das primeiras redes sociais, surgiram inúmeros casos de usuários das redes com diagnosticados com doenças psiquiátricas, devido ao vicio de estar consumindo e produzindo dentro das redes intensamente, pessoas que são viciadas em produzir para as redes querem cada vez mais se padronizar esteticamente, a imagem daqueles quem tem como influenciador digital, para alcançar aquele tipo de perfeição, quando este padrão não é natural é implantado. Sofrem pela interação nas redes, a competição de likes e expectativas de popularidade lhe tornam dependente também das interações de outros usuários para com você, querendo que lhe dêem atenção e recompensas pelo o que você faz ou compartilha. Você fica mecanizado, fadado aquele ambiente virtual como se ele fosse seu local físico predileto, porém é o local predileto da sua mente. E você inerte já está distante socialmente. Finalmente, você observa “em nossa era narcisista obcecada com consumo, intensidade, busca de atenção, auto-exposição e sensacionalismo, é difícil que um individuo intelectual deixe de cair no esquecimento se não se tornar vitima ou celebridade”. Uma vez mais, você está certo. Desde que C. Wright Mills exigiu, meio século atrás, em nome dos intelectuais, que a mídia fosse “devolvida” a “nós, a quem ela pertence por direito”, quanta água rolou sob as pontes do Potomac. A mídia, nas garras do mercado plenamente envolvida em impiedosas guerras de audiência, estabeleceu-se firme no espaço que separa a formação das idéias de sua distribuição, recepção e retenção. Esse espaço é crucial do ponto de vista estratégico: quem
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o ocupa assume a emissão de vistos de entrada e saída; e, para todos os fins e propósitos práticos, controla a circulação de idéias em sua totalidade. (BAUMAN, p.2014, 85.). Vivemos a era do narcisismo, onde o que mais importa é a visão do nosso estilo de vida, induzindo outras a ser como nós e cada vez mais multiplicar a cultura narcisista do homem ciborgue, sem mencionar a existência da proliferação de noticias falsas as fake news. O homem não checa a fonte de uma noticia suspeita, apenas vê e compartilha. Entrevistas a profissionais de tecnologia da informação e arquitetos de softwares nos mostraram como são desenvolvidos os sites das redes e quem sai vitorioso na disputa de interesses. Vejamos seus conhecimentos trabalhando com as tecnologias. Lucas como desenvolvedor de sistemas nos explica os conceitos de criação de uma rede ou site (LUCAS, 2020). A prioridade durante o desenvolvimento de um software, site ou até mesmo de uma rede social varia de situação para situação. Ela é determinada por uma série de fatores. Porém, a idéia que, geralmente, está por traz de um software é um problema ou alguma necessidade que foi identificado pela equipe responsável e que esta ferramenta tecnológica seja capaz de resolver ou saciar. Nem sempre essa ferramenta desenvolvida será a solução para um problema ou necessidade nova.Pode ser aplicado para um caso em que já exista outra ferramenta atuando, porém que foi identificado uma forma mais eficiente de lidar com o problema ou necessidade do usuário final. E para isto, é necessário criar um software ou fazer melhorias em um já existente. A saúde mental de um usuário como um fator durante o desenvolvimento, a manutenção ou as melhorias de um sof-
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tware, é um tema bem recente. É um tema em que as empresas de tecnologia e redes sociais ainda estão em processo de análise e de identificação de possíveis soluções ou melhorias que possam ser incorporados a seus produtos de forma que ajude a não impactar negativamente na saúde mental do usuário. “Atualmente, são raros os cenários em que a saúde mental do usuário é levada em conta pela equipe do projeto, seja durante um novo projeto ou mesmo durante a manutenção e melhorias de um já existente.”. As estratégias de marketing voltadas ao retorno lucrativo variam de rede social para rede social, dependem de características como público-alvo e recursos que a plataforma oferece. Porém, algumas estratégias são mais comuns entre as empresas. A estratégia mais utilizada pelas redes sociais é deixar um espaço na interface vazio, para poderem colocar anúncios e avisos de parceiros comerciais ou que tenham adquirido algum tipo de plano que permite divulgar suas mensagens e propagandas para milhares de usuários, baseados em seus perfis e comportamentos. Uma segunda estratégia muito utilizada, presente nas redes sociais que visam gerar um retorno lucrativo com os influenciadores digitais, é a criação de um plano de negócios para aumentar o alcance das publicações, apresentando-as para pessoas que não fazem parte da sua rede ou que não te seguem. Geralmente, essas publicações são sinalizadas como patrocinadas logo acima da publicação. Uma última estratégia muito utilizada é o desenvolvimento de certas funcionalidades na rede social, que traz alguma vantagem para os usuários em relação aos demais e somente liberar essas funcionalidades para usuários que adquirirem certo plano comercial. Pode também ocorrer de mais de uma dessas estratégias serem utilizadas como uma só, em um tipo de estratégia híbrida. (GABRIEL, LUCAS. Entrevista concedi-
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da a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 15 nov. 2020.). Lucas nos informa sobre como combater a fake news uma vez que a mesma já está circulando em grande proporção na rede: As fake news vem se fortalecendo bastante nos últimos anos. E para saber como combatê-las de forma eficaz, é necessário primeiro identificar o que as tornam tão perigosas. E um cenário que nos ajuda a identificar isto, são os períodos eleitorais. Nas últimas eleições, tanto brasileiras quanto estadunidenses, nós nos deparamos com um gigantesco movimento nas redes sociais com milhares de eleitores tentando convencer os demais a votarem no seu candidato preferido, tentando argumentar que ele era a melhor opção. E, uma das armas utilizadas pelos eleitores, e até mesmo pelos políticos, foi tentar espalhar notícias falsas a respeito dos concorrentes pela internet. E devido a esse grande movimento nas redes sociais, essas notícias falsas se espalharam com uma rapidez como nunca visto antes. Milhares de eleitores deixaram as falsas notícias influenciarem seu voto, sem nem ao menos questionar a fonte da notícia. Portanto as fake news foram elementos decisivos nos resultados destas últimas eleições. E o que percebemos deste cenário é que o grande perigo por traz das fake news é que elas conseguem se espalharem pela sociedade muito rapidamente. Portanto, para conseguirmos combater as fake news, de forma eficiente, é necessário conseguir inibir a sua rápida proliferação. E existem algumas formas de fazer isto, que inclusive estão sendo utilizadas atualmente. Uma delas, que pode ser feita até mesmo sem o uso de tecnologia, é a conscientização das pessoas a respeito do impacto das notícias falsas em nossas vidas, e nas eleições. Quanto mais pessoas tiverem a noção do que as notícias falsas podem causar, mais vão verificar a fonte das notícias
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antes de compartilhá-las, e assim diminuir a quantidade de fake news que navegam pela internet, que, por sua vez, vai diminuir o impacto e poder delas na sociedade. As empresas de tecnologia, principalmente as grandes redes sociais do momento, vêm optando pela utilização de ferramentas tecnológicas, que utilizam algoritmos de inteligência artificial, como forma de combater as fake News. Redes sociais, como Facebook e Twitter, devido ao fato de serem o local por onde elas se alastram rapidamente, e por estarem sofrendo uma grande pressão da comunidade, estão investimento bastante na criação e desenvolvimento de ferramentas para ajudar no combate as notícias falsas. O Facebook, por exemplo, está utilizando um algoritmo de busca para localizar possíveis notícias ou fatos sem comprovação cientifica que estejam sendo anunciados através da plataforma, e exclui eles automaticamente e informa o anunciante sobre o ocorrido. O Twitter, além de deletar automaticamente mensagens que, por exemplo, estejam contrariando recomendações das autoridades sanitárias locais ou fatos comprovados cientificamente, colocam alertas em publicações que sejam identificados como possíveis notícias falsas ou sem fonte ou comprovação cientifica, algo que aconteceu bastante nas publicações do candidato à presidência Donald Trump, durante as eleições dos Estados Unidos de 2020. Além disso, o Whatsapp vem tentando combatê-las limitando o número de pessoas ou grupos em que um usuário pode compartilhar mensagens e imagens de uma só vez. Os desenvolvedores do sistema também colocaram uma notificação de alerta em mensagens e imagens que estão sendo muito compartilhadas pela plataforma. (GABRIEL, LUCAS. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 15 nov. 2020.). A LGPD lei geral de proteção de dados começou a atuar
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no Brasil em 2020 essa lei nos protege contra vazamentos de dados sem nosso consentimento. Por mais que esteja implícito nos termos de autorização de toda rede social posteriormente da criação de conta naquela rede. Continuaremos com as explicações dos especialistas... A Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD), que começou a valer oficialmente em Agosto de 2020 em todo o território brasileiro, é uma lei que causa uma grande transformação no formato em que as empresas, sites e até mesmo redes sociais devem tratar os dados dos seus usuários. A fiscalização em relação as violações da LGPD ficará a cargo da Autoridade Nacional de Proteção de Dados(ANPD), que apesar de estar aprovada e formalmente criada em lei, ainda está em processo de criação, e portanto ainda não está atuando oficialmente. Vale lembrar que as punições referentes as violações à LGPD só começarão a serem aplicadas a partir de agosto de 2021. A maior mudança que essa lei traz para as redes sociais, que no fim acaba não mudando nada na experiência final do usuário, é que para processar e manter os dados, será necessária informar os dados que estão sendo mantidos e pedir permissão para os usuários. Na prática, é necessário apenas que as redes sociais adicionem essas informações e o pedido de autorização nos termos de uso da plataforma e liberá-la ao usuário. Caso o usuário não concorde com esses termos, o que o restará é desativar sua conta na rede. Em relação à parte de vazamentos de dados, primeiro a LGPD obriga as empresas que mantém um banco de dados pessoais a criarem e manter, caso ainda não tenham, um setor para administrar os riscos e as falhas envolvendo esses dados. Na prática, todas as empresas precisam redigir normas de governança, adotar medidas preventivas de segurança, replicar boas práticas e certificações existentes no mercado, elaborar planos de contingência, fazer auditorias,
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resolver incidentes com agilidade e vários outros processes para garantir a devida segurança desses dados. No caso específico de um vazamento, a lei diz que a ANPD e todos aqueles que tiverem seus dados violados, devem ser informados imediatamente. Além disso, aplicará multas de até 2% do faturamento anual da empresa, em um limite de R$ 50 milhões, para cada vazamento ou falha identificada. A ANPD ainda não criou uma tabela oficial que classifica os valores das multas pelo nível de gravidade do vazamento ou falha. (GABRIEL, LUCAS. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 15 nov. 2020.). Em relação ao termo “vitrines” quando eu digo que a internet nos apresenta novas vitrines, me refiro aos anúncios, propagandas e publicidade inseridas sutilmente nas redes sociais, que acabam nos atraindo e tirando do foco da navegação, quando o que pensamos anteriormente era consumir conteúdos de nossa preferência, quando nos deparamos com essas vitrines sutilmente localizadas entre nosso feed ou stories. As redes contem propagandas e anúncios publicitários porque naturalmente faz parte de seus objetivos que seria o retorno lucrativo, das diretrizes da empresa, entre outras estratégias que vão gerar lucro encima dos usuários para a empresa que é a rede social além de tudo. Marketing tem espectro amplo, se considerarmos somente fonte de receita, e se for uma rede já consolidada, sem dúvidas a venda de anúncios deve ser por um bom tempo a vedete, basta fazer um paralelo com mídia impressa, rádio ou TV aberta, a audiência é obrigada a consumir publicidade se quiser ouvir, ler ou assistir um jornal. Por outro lado, usuários mais esclarecidos, usam bloqueadores de publicidade, streaming, TV paga, notícias sob demanda, neste cenário, que, imagino ser mais duradouro o “Conteúdo” é o rei. Com a GDPR na zona do Euro e agora a LGPD no Bra-
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sil, o usuário passa a ser dono de seus dados e escolhe com quem e como compartilhar, quanto a experiência e possíveis “bolhas de informação” infelizmente eu penso que muitas pessoas não estão preparadas para lidar com opiniões contrárias, logo temos novamente uma demanda por “silos e bolhas de conteúdo”, todas as redes sociais tem termos de uso e ajustes de privacidade. (MIRANDA, EDUARDO. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 20 nov. 2020.). Acredito que quando se trata de redes sociais a estratégia segue uma dinâmica própria, muito diferente de links patrocinados ou mesmo SEO. A grande questão é estar presente no Twitter, Facebook, Instagram, oferecendo uma experiência mais intimista e efetiva junto ao cliente, fortalecendo a marca através de produtos ou serviços que realmente façam sentido para ele. Isso gera retorno, mas é preciso paciência, pois há um período de maturação. A nova lei geral de proteção de dados (LGPD) vem justamente também para regulamentar essa questão, muitas vezes quando criamos um perfil em qualquer rede social, é importante ficar atento quanto aos dados que concordamos em ser divulgados, caso contrário não prossigamos. A grande questão é ficarmos atento quanto a essas questões e lembramos que “Não existe almoço grátis.”. (MORIYASU, ALCIR. coordenador de governança em T.I. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 11 nov. 2020.). A vigilância está posta. Por lucro ou por qualquer outra coisa, não há mais para onde escapar. Nossas informações, individualmente, custam cerca de sete centavos, mas o montante de informações de todas as pessoas vale uma fortuna. Enquanto indivíduos perderam. Algoritmos verificam nossas preferências, nossos acessos, e isso pode ser ponto
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determinante para uma contratação ou não numa empresa. Tudo o que assistimos o que lemos, o que acessamos tudo é contabilizado e parametrizado. As empresas supostamente selecionam melhor com base nessas informações, e, assim, elas saem vitoriosas. Por outro lado, nada garante que o cruzamento de informações de um algoritmo retorne dados reais e suficientes sobre nós, indivíduos. Navegação anônima, buscadores sem rastreamento, navegadores com bloqueadores, nada disso adianta muita coisa mais. Quem sai vitorioso é o sistema, a corporação, os governos, e toda força que porventura queira monitorar pessoas como se fosse um contexto diatópico, conforme descrito por Orwell, Huxley e outros. (OLIVEIRA, ACÁSSIO. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 20 nov. 2020.). As estratégias de marketing voltadas ao retorno lucrativo variam de rede social para rede social, dependem de características como público-alvo e recursos que a plataforma oferece. Porém, algumas estratégias são mais comuns entre as empresas. A estratégia mais utilizada pelas redes sociais é deixar um espaço na interface vazio, para poderem colocar anúncios e avisos de parceiros comerciais ou que tenham adquirido algum tipo de plano que permite divulgar suas mensagens e propagandas para milhares de usuários, baseados em seus perfis e comportamentos. Uma segunda estratégia muito utilizada, presente nas redes sociais que visam gerar um retorno lucrativo com os influenciadores digitais, é a criação de um plano de negócios para aumentar o alcance das publicações, apresentando-as para pessoas que não fazem parte da sua rede ou que não te seguem. Geralmente, essas publicações são sinalizadas como patrocinadas logo acima da publicação. Uma última estratégia muito utilizada é o desenvolvimento de certas funcionalidades na rede social, que traz alguma van-
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tagem para os usuários em relação aos demais e somente liberar essas funcionalidades para usuários que adquirirem certo plano comercial. Pode também ocorrer de mais de uma dessas estratégias serem utilizadas como uma só, em um tipo de estratégia híbrida. (GABRIEL, LUCAS. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 15 nov. 2020.). Todos profissionais do setor de tecnologia nos apontam estratégias de marketing, relevantes para a criação de interfaces das redes sociais. Relembrando que usarmos as redes sociais teria um custo/valor de qualquer forma já que não pagamos para acessar. Então já deveríamos esperar efeitos posteriores, pois se não há valor a pagar por esse serviço logo o usuário é a moeda de barganha. E como é um aplicativo/site gratuito terá a sua popularização de usuários sempre elevada, pois não há nada que faça o usuário mudar de idéia antes de estar navegando ali. Agora, um site pago já faria o usuário mudar de idéia antes de se logar naquele ambiente, migrando naturalmente para redes gratuitas como Facebook e Instagram. Pois estes querem lucrar de forma menos explicita, sorrateiramente, de modo natural que não incomode o usuário, o modo de extrair confortavelmente o desejado.
experiência útil, utilizável, desejável, acessível, localizável e confiável. Ou seja, o foco não é o design “embora faça parte” e sim gerar valor e/ou resolver algum problema de forma natural. Creio que questões relacionadas a saúde mental estão mais relacionadas ao conteúdo. (MIRANDA, EDUARDO. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 20 nov. 2020.).
No desenvolvimento arquitetura é prioridade sim pelo fato da performance que o site deve apresentar e sua sustentação sendo utilizado por muitas pessoas, outro ponto importante é a UX (User Experience ) a experiência do usuário como o mesmo se sente confortável e qual é de fácil usabilidade, quanto a saúde mental não consigo afirmar. (MORIYASU, ALCIR. coordenador de governança em T.I. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 11 nov. 2020.).
Seria possível a criação de ambientes mais humanizados onde não dependêssemos, ou competiríamos pela atenção como uma necessidade mental para satisfazer o ego narcisista do homem moderno, formado pela sociedade? Acredito que as redes sem os botões de interação não teria a força que tem hoje. Por mais que Instagram foi primeiro a pensar em nossa saúde e tomar atitudes. Atitudes que não serão tão graves para eles, pois ainda existe o like, basta passar o cursor do mouse encima e ele mostrará a quantidade, a diferença é que esses números não estão mais explícitos.
Gosto muito da abordagem baseada em experiência do usuário “UX”, pois trata de entregar valor por meio de uma
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Quando entramos em quesitos de usabilidade, confiabilidade, conforto, estabilidade, sensibilidade do usuário em relação aquela interface, para que ele se sinta seguro e estável de poder acessar aquele ambiente novo. Traçamos uma das questões mais importantes em ambientes virtuais, a saúde mental daquele usuário, que vemos que podem adoecer com o convívio publica com outros indivíduos. Já se perguntou se esses ambientes tão arquitetados para a mente navegar, pensam, pautam sua saúde mental quando desenvolvem o software? Ou se somos tratados como meros algoritmos da computação. Em que efeitos colaterais refletidos em nós, não sejam problema ou a prioridade dessas gigantescas empresas.
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Ao meu ponto de vista quando falamos de rede social, inevitavelmente é necessária interação, pois sem ela a mesma perde o sentido. Em sites mais estáticos onde as empresas, simplesmente reforçam sua presença on-line não há interação, é uma experiência “Fria”. No meu ponto de vista a saúde mental está relacionada ao quanto à pessoa se aceita a si mesma e a sua realidade, focando sempre em “SER” e não em “TER”, muitas das questões de saúde mental estão focadas no ditado “A grama do vizinho é sempre mais verde...” até perceber-se que ela é de plástico, ai já é tarde. (MORIYASU, ALCIR.coordenador de governança em T.I Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 11 nov. 2020.). Inclusive existem, hoje, redes sociais que não utilizam essas funcionalidades que buscam aumentar o engajamento e interação entre os usuários. Dentre os exemplos, podemos citar o Whatsapp e o Messenger, do Facebook. Essas Redes Sociais têm como único objetivo permitir que as pessoas possam se comunicar e trocarem arquivos, a qualquer hora e em qualquer lugar, desde que tenham acesso à internet. A utilização ou não dessas funcionalidades de engajamento dependem muito do projeto e da idéia por traz do sistema, do público-alvo e até mesmo da equipe de especialistas em T.I. Encarregada de produzi-lo. Essas interações de engajamento são funcionalidades inovadoras de redes sociais como Orkut e Facebook, não havia nenhuma experiência previa referente a elas que pudessem indicar o tipo de efeito que poderiam trazer para seus usuários. Portanto é importante que novas redes sociais, e até mesmo as redes sociais atuais, comecem a realizar estudos mais dos impactos que elas podem causar nos usuários e pensar em soluções mais eficazes para estes impactos. O Instagram, pensando nesse problema, removeu a opção
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de visualizar o total de interações que as publicações de terceiros conseguiram, buscando evitar que haja um sentimento de competição entre os membros e acabe se tornando um agravante ainda maior na saúde mental dos usuários. O Twitter vem estudando fazer o mesmo desde o segundo semestre de 2019, porém até o momento não realizaram nenhuma mudança oficial na plataforma em relação a isto. (GABRIEL, LUCAS. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 15 nov. 2020.). Acredito que o homem não pode desfazer as invenções tecnológicas, pois essas engrenagens já estão ajustadas na vida do homem moderno, fingir ou omitir a existência de tais peças seria como desconstruir o futuro e a evolução. Se o homem sabe que as tecnologias não se importam com ele, basta que ele se policie se priorize mentalmente, se imponha e que imponha seus valores éticos e morais acima de qualquer conexão interativa, ele deve ter autonomia, a autonomia do eu pensante. Autonomia do eu pensante
O homem deve sempre pensar e prezar na sua autonomia, ele é comandante do seu destino deve ter consciência de seus atos e ações no mundo virtual e fora dele. Quando ele se rende as tecnologias e abraça esse mundo, ele sabe que está trilhando o caminho do distanciamento social. Ele se dá liberdade para mecanizar seus sentimentos, pois nada será como antes depois que se robotizar. Seu contato com o mundo será artificial, porque nunca poderemos ser verdadeiros através das telas como um genuíno momento ao vivo legitimo. O outro individuo por trás da tela não receberá a mensagem com a
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mesma intensidade e originalidade. Como fazer o uso consciente das tecnologias, se elas se fazem presentes todo instante, de certa forma nos escravizando pela sua necessidade? Professor Acássio de computação nos disserta... A equação entre uso consciente e uso necessário das ferramentas de tecnologia nos coloca numa linha tênue entre estarmos no controle e nos tornarmos cada vez mais reféns desse ferramental. A definição de & quot; uso consciente & quot; da tecnologia torna-se subjetiva e, portanto variável de pessoa para pessoa. A meu ver, maneira mais eficaz para que alcancemos um nível razoável e próximo de uso consciente – dentro das variações do que vem a ser isso de pessoa para pessoa- seria por meio da mitigação e minimização de uso dessas ferramentas para o que seja apenas o extremamente necessário. O problema - em se tratando dessa definição de & quot; extremamente necessário & quot; - é a subjetividade em torno disso. Assim, para que consigamos fugir dessas definições e nos concentremos no cerne peremptório da questão, mais do que uso consciente, devemos nos concentrar em & quot;tempo de uso& quot; consciente. Chegamos a um ponto em que não podemos mais negar as benesses a tecnologia, cabendo-nos uma melhor gestão do tempo, já que, este sim, tornou-se bem escasso e pode ser fonte de riqueza (não financeira) quando bem aproveitado. (OLIVEIRA, ACÁSSIO. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 20 nov. 2020.). De quem é a culpa pelo narcisismo virtual do homem? As tecnologias que o permitem registrar seu dia publicamente como em um diário, como celulares smartphones com câmeras fotográficas com qualidade cada vez mais próximas das
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profissionais. Ou a redes sociais que sugestionaram ao homem publicar sua vida em seu perfil virtual e social com amigos e desconhecidos? Quando os indivíduos começaram a se assumir especialistas de um tema de um nicho de pessoas, essas pessoas ganharam visibilidade e se tornaram o conhecemos hoje como influenciadores e até blogueiros. Dentro desse universo que está nas redes sociais, criou-se a categoria “life style” que significa estilo de vida no inglês. O estilo de vida se baseia em basicamente acompanhar a vida de uma pessoa famosa na rede, onde ela nos mostra sua rotina, trabalho, alimentação, família, moradia, parcerias e etc... A socióloga, antropóloga, jornalista Flora Dutra nos mostra sua visão sobre o narcisismo do homem. Acho bem subjetivo porque a cultura do narcisismo é reproduzida na academia, quando falam dos influenciadores, mas na realidade existem outros caminhos, existe um estereótipo que engloba essa categoria que só porque as pessoas tiram selfie elas são narcisistas quando na realidade as questões subjetivas dizem muito mais sobre a cultura que essa pessoa esta inserida, é uma questão de semiótica. (DUTRA, FLORA. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 04 ago. 2020.). O individuo fez com que se proliferasse a cultura do estilo de vida nas redes sociais, os influenciadores são pessoas famosas na internet de um nicho especifico que nos ensinam ou mostram métodos de com se fazer algo. Talvez por eles estarem no topo da cadeia de popularidade virtual, as pessoas que os admiram tentam se espelhar neles, e ser como eles, a tentativa de criar algo que alguém já produz pode confundir a
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mente de uma pessoa sobre suas próprias preferências. Comunicações de massa estão defasadas ou não existe mais, o que existe agora são pessoas produzindo conteúdos na rede online, pessoas produzindo totalmente de graça. Os meios de comunicação eles foram totalmente alterados eles não são mais meios, mas sim redes, redes sociais, redes de sustentabilidade, redes de solidariedade enfim não acredito mais em meios, mas sim em redes, existem autores fantásticos que trabalham com esse assunto como Bruno Latour, Donna Haraway, vários autores que trabalham com assuntos como pós-verdade. (DUTRA, FLORA. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 04 ago. 2020.). A cibercultura nos leva a aspectos novos em questões mercadológicas, como ciborgues modernos sempre temos que atualizar nossos hardwares. Que cada vez mais rápido se aposentam para que tenhamos que comprar novos modelos de aparelhos eletrônicos com as novas funções. Isso gera um ciclo de utopia com três fases: a compra, o uso, o descarte. Alguns acreditam que seja por questões capitalistas imprimindo a teoria de obsolescência programada. Essa teoria é dada quando uma marca produz um produto eletrônico para que ele tenha um curto tempo de vida, assim o consumidor dessa marca voltará a comprar novamente em menos tempo de consumo. O fazendo lucrar duas vezes mais. Obsolescência programada é uma visão de mercado que faça o usuário comprar sempre a versão mais nova determinado produto, onde nada mais é feito para durar, mas para gerar lucro constante. Talvez não haja saída par isso, de modo que caberá a cada um de nós escolhermos produtos que ofereçam, hoje, um pouco mais do que nossas necessidades atuais precisam, de modo que determinado produto
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consiga durar um pouco mais frente à migração tecnológica da nova necessidade de um próximo momento. (OLIVEIRA, ACÁSSIO. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 20 nov. 2020.). A obsolescência programada é uma prática presente em várias indústrias, como a dos automóveis, dos hardwares, dos celulares, dos consoles de jogos eletrônicos etc. Através dessa política, esses mercados têm encontrado uma taxa de consumo alta durante quase todo o ano, e em alguns períodos até mesmo um aumento e quebra de recordes em volume de vendas. E isto também traz um aumento enorme para a geração de lixo produzido, pois esses produtos se tornam obsoletos e são descartados em poucos anos. E se não houver políticas de reciclagem que acompanhem este aumento, podemos ter sérios problemas ambientais nos próximos anos. Apesar de trazerem esse grande agravante para o meio ambiente, é uma prática extremamente difícil de combater, pois ele torna os mercados muito competitivos, e fazem as empresas terem receitas anuais gigantescas. Apoiados pela Lei de Moore, as empresas buscam constantemente melhorar seus produtos, com as mais novas tecnologias existentes no momento, para não ficaram atrás dos concorrentes. E para combater essa prática nesse cenário em que vivemos há muitas décadas, é necessário que milhares de empresas mudem suas políticas de venda e produção de seus produtos e, possivelmente, abrir mão de grande parte de suas receitas anuais, para a produção de produtos mais resistentes e que demorem mais tempo para se tornarem obsoletos. (GABRIEL, LUCAS. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 15 nov. 2020.). A obsolescência programada não vai parar, porque é um processo grupal, não individual, entre o mundo das marcas
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tecnológicas demorar para lançar novos modelos é como ficar para trás nessa grande competição industrial. Basicamente nenhuma dará o braço a torcer, a maneira menos poluível para o planeta é confiarmos mais uma vez na autonomia humana, para frear esse processo por si só. Utilizando por mais tempo seus hardwares, apesar de suas necessidades. Para que pense no meio ambiente, não para si mesmo, mas para as gerações futuras. E que possamos nos reeducar. Antes de encerrarmos, gostaria de aqui registrar uma vitória dos tempos modernos da cibercultura. No ano 2020, estourou a pandemia da Covid-19 OU Corona Vírus. Essa doença respiratória se prolifera com o contato do vírus através da porta de entrada que são as mucosas do corpo humano. E graças às tecnologias digitais podemos nos comunicar a distancia apesar de toda saudade de amigos e familiares. A evolução dos meios digitais nos permitiu estar seguros em ambientes protegidos, os meios de comunicação foram nossos aliados na quarentena. Muitas pessoas perderam seus entes queridos, e o homem moderno mecanizado se solidarizou em prol de seus semelhantes, essa crise abriu a mente de nossos ciborgues para que voltassem nosso olhar para a vida em sociedade grupal. O homem moderno não tem o coração de titânio, o que torna o um ciborgue são suas mecanizações emocionais e vontades. Nossa espécie voltou aos pensamentos de comunidade unificada, fazendo com que milhões de pessoas participassem de ações solidárias.
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Eu acho que a pandemia gerou m senso, embora claro, com toda dificuldade política de má administração do governo federal, estamos dois, três meses sem um ministro da saúde, todo discurso que eu avalio do nosso presidente, que ele foi péssimo na gestão da pandemia, então o que restou pela administração do Governo Federal, e cada governador estadual, inicialmente São Paulo que foi uma guerra travada desde o começo com o Governo Federal e o estado de São Paulo. E eu acho que as pessoas embora muito pouco no Brasil elas se deram conta da consciência de si contaminar, você pode contaminar sua família, contaminar pessoas que estão próximas de você e enfim... Essas redes de solidariedade de pessoas querendo ajudar pessoas tiveram um laço muito forte com a pandemia e ela pode cair um pouco com a pró-atividade dessas redes, mas não irá chegar ao ponto que era antes, vamos supor assim. Chris Anderson fala dos big hits, a internet é na crista da onda, e as redes de solidariedade vão continuar por um bom tempo. Até porque eu acredito que seja parte de engajamento de filosofia empresarial também. Uma tendência pós-pandemia. Eu acho que as pessoas não enxergaram, porque por mais que regiões inteiras tenham sofrido um caso grave, eles não abdicaram dos valores econômicos, de atividades econômicas e restringidas, e mais pelos discursos dos lideres, do governo enfim, que toda hora privilegiavam informações da economia e não em relação a pandemia. E a contenção do vírus, porque hoje se temos cem mil mortes foram porque tivemos uma margem. Não acredito que houve conscientização, e as pessoas enxergaram o bem é a saúde. Estão sentindo falta de sair, de coisas banais do cotidiano, do consumismo. Não sou otimista em relação à conscientização da população, porque a pandemia era uma coisa que a humanidade deveria ter enfrentado junto. E vêem-se que os países que se deram melhor foram os orientais, e os países ocidentais, grandes
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nações, Brasil comandado por uma extrema direita, não geriu uma crise e muitas centenas de pessoas morreram. Brasil e EUA. Os lideres bombardeiam de fake news, toda uma manipulação que gera ainda uma audiência para essa pessoa. As pessoas estão cada vez mais distantes, vivemos a pós-verdade, e é difícil identificar quando não se não estudam isso. (DUTRA, FLORA. Entrevista concedida a Ingrid Gusmão dos Santos. São Paulo, 04 ago. 2020.). Observação: Acompanhado todos esses fatos históricos até hoje, podemos dizer que o homem é seu salvador e seu próprio inimigo, por ser vitimas de suas invenções tecnológicas. É complexo como o homem se inventa, se destrói, para depois se reinventar novamente. Conclusão O presente trabalho foi baseado e inspirado em obras das teorias da comunicação. Tais como: “Cegueira moral”, autor Zygmunt Bauman e Leonidas Donskis, “História das teorias da comunicação”, autor Armand e Michèle Mattelart, “Os meios de comunicação como extensões do homem”, autor Marshall Mcluhan, “Manifesto ciborgue” autora Donna Haraway, “O que é indústria cultural” autor Teixeira Coelho, “O que é sociologia”, autor Carlos Benedito Martins, “O tempo das tribos” autor Michel Maffesoli entre outras. Ao contrário do quê muitos possam pensar ao ler este trabalho, é que as tecnologias são nosso apocalipse, embora não podemos negar elas são apocalípticas, mas se olharmos para trás das tecnologias vê que o homem é o grande responsável pela criação das mesmas. Se a espécie humana foi capaz de tal criação deve ser a sua dominadora e não dominada.
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Os primeiros capítulos nos abrem os olhos para o futuro cibernético que já vivemos desde a virada do século, mas ao revisitar o passado vemos que já éramos ciborgues não por nossa tecnologia, mas sim pelas ferramentas que nos expandiam em questões de trabalho manual, o martelo facilitava a vida do homem para que ele não machucasse sua pele contra impactos, a roda como invenção de mobilidade teve seu papel na expansão da comunicação, todas as invenções que nos ajudaram a construir a vida social são pilastras da história da comunicação. Esse é um tema complexo e filosófico que é destinado ao publico internauta, para todos que estão ligados aos meios digitais. O mais importante esse tema é para as pessoas que usam a tecnologia todos os dias e não percebem que estão se escravizando no universo digital, estão cada vez tão distantes dos conceitos de humanidade, elas estão se robotizando, e não percebem. Olham com os olhos de uma máquina fria para um individuo semelhante que precisa de ajuda, como se ele fosse invisível, não nos surpreendemos com tragédias ou fatalidades por estarmos sempre anestesiados pelas telas de celulares. Passamos a amar mais nossos bens tecnológicos do quê a vida biológica, enquanto a vida artificial nos consome, não vemos a vida real passar, e infelizmente estão perdendo para a realidade artificial, perdendo tempo, perdendo momentos, perdendo recordações, estamos perdendo a essência humana. É muito prático não nos socializar, difícil é reaprender como socializar e recuperar laços afetivos com aqueles que nos importamos. O livro é um apanhado das histórias da comunicação do homem, para mostrar que sempre que nossa espécie se unia se tornava mais forte e autônoma, claramente o homem se perdeu em seu propósito devido às evoluções dos meios de comunicação, isso não engloba todos, mas a grande maioria
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da sociedade. Não podemos esperar sentados de pernas cruzadas que as tecnologias só tenham um viés positivo para nós, porque como vimos é muito difícil, beirando o impossível que elas alterem suas naturezas uma vez que foram criadas assim. Então é nossa função nos manifestar contra seus males, a mudança deve começar por nós, sem temer, porque a vida do homem sempre está em processo de metamorfose.
“Quero primeiramente agradecer a Deus, ao meu orientador Luiz Vicente e ao editor e capista Marcos Carriel , a minha família e amigos pelo apoio, e você leitor que chegou até aqui, muito obrigada”. -Ingrid Gusmão dos Santos
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metamorfose virtual
a transformação da vida pelos meios digitais Já pensou o que é ser humano em uma sociedade tão avançada tecnologicamente como a nossa? Ser humano em sua essência, de como viver em grupo era uma ação vital para a sobrevivência. Hoje nos comunicamos a distância, isolados em ambientes virtuais. Criamos nosso próprio ciclo social, estamos nos adaptando para a evolução. Porém devemos enxergar nosso consumo virtual com o olhar filosófico em seu desempenho em usabilidade, e a reprodução irrefreável de modelos atualizados de softwares, impactando a sustentabilidade do planeta e certa escravidão no ciclo compra uso e descarte. Como vivíamos antes de toda transformação, éramos mais independentes com a comunicação?