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JORNALISMO sEM QUARENTENA

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL RÁDIO, TV E INTERNET

Dayana Orosco Pires de Morais Jean Robson da Silva

JORNALISMO sEM QUARENTENA Documentário

SÃO PAULO 2021


DAYANA OROSCO PIRES DE MORAIS - 1831087-7 JEAN ROBSON DA SILVA - 1902884-9

JORNALISMO sEM QUARENTENA Documentário

Trabalho

de

Conclusão

de

Curso

apresentado à banca final da Universidade Cruzeiro do Sul como requisito parcial à obtenção do título de bacharel em Rádio, TV e Internet.

Orientador Prof. Me. Alexandre Henrique. Orientador Prof. Dr. Bruno Rogério Tavares Orientadora Profª. Ma. Krishna Tavares

SÃO PAULO 2021


FOLHA DE APROVAÇÃO

______________________________________

______________________________________

______________________________________

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DEDICATÓRIA

Dedicamos profissionais

esse de

projeto

a

todos

comunicação

os que

diariamente batalham para levar informação à população.

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AGRADECIMENTOS

PRODUTORA PLAY OUT

Gostaríamos de agradecer a Deus e a todos envolvidos que nos apoiaram para realizarmos esse projeto.

Agradecer aos nossos familiares, amigos e colegas de classe, mesmo com todas dificuldades devido ao que estamos passando, nos motivaram a chegar até aqui.

Somos gratos a todos os profissionais envolvidos das empresas de comunicação, que cederam espaço, tempo e equipamentos para que esse documentário fosse realizado.

E também aos nossos professores que sempre nos orientaram e nos guiaram até aqui mostrando-nos o melhor caminho.

Nossas condolências a todas as pessoas que perderam entes queridos, vítimas da Covid-19.

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EPÍGRAFE

“Eu acredito que, lá na frente, vamos olhar para trás e lembrar desse período como um grande marco de mudança. E para melhor. E voltaremos a sorrir. E os planos adiados ganharão vida. Vai ficar tudo bem. Seja forte e mantenha a fé. Falta um dia a menos para a gente poder se abraçar apertado. E vamos seguir acreditando. Pensa comigo. Um vírus que foi transmitido de pessoa por pessoa conseguiu parar o mundo. Imagina quando for o amor.” Rafael Magalhães

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RESUMO

O presente documentário, realizou um estudo de casa na TV Diário, afiliada à Rede Globo de Mogi das Cruzes. Buscou-se trazer a realidade do dia a dia do jornalismo na pandemia com todas as alterações da rotina e a adaptação à realidade atual, mostrando processos de pré-produção, produção e pós produção, toda a rotina dentro da emissora, depoimentos dos jornalistas e as principais informações relacionadas à pandemia da Covid-19. PALAVRAS-CHAVE: Realidade; Jornalismo; Depoimentos; Pandemia. ABSTRACT This documentary carried out a home study on TV Diário, affiliated with Rede Globo de Mogi das Cruzes. We sought to bring the daily reality of journalism into the pandemic with all the changes in the routine and adaptation to the current reality, showing pre-production, production and post-production processes, the entire routine within the station, journalists' testimonies and the key information related to the Covid-19 pandemic. KEY-WORDS: Reality; Journalism; Depositions; Pandemic.

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SUMÁRIO INTRODUÇÃO

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1.PRODUTORA

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1.1. Sobre nós

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1.2. Logomarca

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1.3. Missão, Visão e Valores

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1.4. Funções

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1.5. Carômetro, Mini Currículo e Portfólio

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2.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA / ESTADO DA ARTE

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2.1. Documentário

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....................

2.2. Telejornalismo

...............

2.3. O Jornalismo

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...........

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2.4. Jornalismo Televisivo na Pandemia ...................................................................24 3. DOCUMENTÁRIO JORNALISMO sEM QUARENTENA ..............

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3.1. Explicação do Título

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..............

3.2. Sinopse/Apresentação 3.3. Objetivos

.............

33

..............

33

3.4. Classificação Indicativa............

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3.5. Argumento

36

3.5.1. Visão Original

............. .......................

3.5.2. Proposta de Documentário

........................

3.5.3. Eleição e Descrição do(s) Objeto(s)...................

36 36 37

3.5.4. Eleição e Justificativa para a(s) Estratégia(s) de Abordagem ............. ........ 40 3.5.5. Sugestão de Estrutura...................

41

3.5.6. Desenho de Produção

42

.......................

3.6. Referências Estéticas ........

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3.7. Público-alvo

..............

46

3.8. Veiculação/distribuição

...............

46

3.9. Justificativa

...............

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3.10. Cronograma do Projeto

..............

49

9


3.11. Cronograma de Produção

.............

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3.12. Orçamento Previsto

............

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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 4.1. Em grupo 4.2. Individual 5. REFERÊNCIAS

............... ................... ...........

..........

.......................................... ....................

52 52 52 54

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1. INTRODUÇÃO

Em sua origem remota, o jornalismo foi praticado por cartas, manuscritos, posteriormente por gazetas, depois periódicos, agências de notícias, até se consolidar como expressão monopolizada por empresas detentoras do meio de comunicação. Mesmo na sua incipiência, o jornalismo tem em sua essência a representação discursiva de fatos, ideias e na transmissão desses fatos à sociedade. É a essência do jornalismo a apuração, interpretação, construção e divulgação da realidade. A cada era se apresenta novos desafios de acordo com a realidade sociopolítica e cultural. As grandes empresas de comunicação foram por muitos anos as únicas detentoras de veiculação de informações, realidade cada vez mais afrontada no mundo moderno com a ascensão da internet. A era da informação dispõe de sites, blogs, plataformas, onde a produção e publicação de conteúdos se tornou cada vez mais democrática. Contudo, é a imprensa que continua a ser a maior provedora de representações na construção da visão do mundo. A maior característica do mundo atual é a enorme quantidade de informação que circula à disposição da humanidade por meio de diferentes e numerosas plataformas. Esta distribuição é realizada de forma imediata por meio das tecnologias de informação. As notícias são compartilhadas na mesma hora em que ocorrem os fatos, influenciando milhares de decisões em todo mundo. O grande número de informações veiculadas, produzidas por diferentes fontes com os mais diversos interesses, por vezes faz disseminar notícias falsas que vem a tomar proporções difíceis de serem contornadas. A falta de reflexão e de postura crítica na receptividade das informações ajuda a perpetuar interesses, que vão de encontro ao direito do cidadão de obter informações que o ajudem a construir uma visão da realidade social. O jornalismo e a saúde pública trabalham juntos para ampliar as fontes de informações de saúde, facilitar a compreensão pública da saúde e mobilizar apoio a favor ou contra as políticas de saúde pública. Este relacionamento é ampliado


durante as pandemias. A relação entre jornalismo e saúde pública tem sido explicada principalmente com base em papéis jornalísticos e enquadramento de notícias. Durante o H1N1 de 2009, por exemplo, os jornalistas mudaram de papéis de “vigilantes” para “cooperativos”. No documentário “Jornalismo Sem Quarentena” mostraremos a rotina dos jornalistas, apresentando relatos da vida profissional e pessoal em relação à pandemia da Covid-19. Como de costume, o jornalista costuma retratar a vida do telespectador, neste documentário, a vida dele será contada. O documentário busca aproximar o telespectador da realidade dos jornalistas televisivos além da imagem que é mostrada no ar. A diferenciação no mercado audiovisual seria pelo intuito de valorizar a profissão “jornalista” e qual sua importância ao transmitir informações. Ao retratarmos a vida das pessoas, contamos com a pluralidade de histórias, vivências, relatos, criações, raças e estudos. Isso possibilita uma exploração maior do interior de cada um, de maneira singular. A Bíblia de produção do documentário versa sobre como a área do jornalismo têm trabalhado e se adaptado durante a pandemia da Covid-19, apresentando para o público qual a rotina dos jornalistas, visando também mostrar a mudança que o vírus causou na vida desses profissionais. Com o intuito de aproximar o público da realidade, será mostrado momentos vividos dentro da empresa jornalística e de quem vai às ruas diariamente. A ideia de produzir este documentário originou-se após uma das integrantes da produtora dar a ideia de produzir o conteúdo em um lugar que é obrigada a frequentar diariamente, visto que mediante à pandemia, houveram diversas restrições do “Plano SP” sobre sair às ruas sem um motivo essencial. O “Plano São Paulo” é o programa de flexibilização de atividades imposto pelo governo do estado desde o início da pandemia. O Plano São Paulo está condicionado aos índices de novos casos, internações e óbitos por Covid-19 nas regiões do estado e permite a reabertura econômica das regiões de forma gradual.

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1. PRODUTORA

1.1. Sobre nós A produtora "Playout" foi criada em dezembro de 2020, quando 2 (dois) alunos do curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Cruzeiro do Sul, situada em São Paulo, resolveram sair de seu antigo grupo de trabalho e formar dupla para fazer o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) com a intenção de criar um documentário sobre a pandemia. Todas as funções foram distribuídas entre a dupla, sem contratações adicionais e as reuniões foram realizadas pela internet por causa da pandemia e para que todo conteúdo fosse criado com agilidade, sem a necessidade de locomoção. 1.2. Logomarca

Fonte: Autoria Própria (2021).

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O nome “PlayOut”, de significado “jogar fora”, surgiu através de um dos equipamentos do jornalismo, do qual é chamado de “exibidor” ou “playout”, que é onde é feito uma playlist com todo conteúdo que será exibido no jornal: VTs, bancadas, notas cobertas e imagens de passagem de bloco. A letra “A” de “PLAY” é substituída por um triângulo, símbolo do botão “Play” e a letra “O” de “Out” possui um quadrado branco, fazendo referência ao botão de “Stop”. 1.3. Missão, Visão e Valores

Missão Desenvolver conteúdos audiovisuais autorais e criativos, sendo reconhecidos pela qualidade, proporcionando aos nossos clientes satisfação e se tornando referência no mercado.

Visão Tornar-se uma referência pela versatilidade, habilidade técnica, criatividade e ética profissional, entregando

conteúdos à TV, streaming e outros meios de

comunicação, se destacando no mercado de vídeos como uma das melhores e mais desenvolvidas produtoras do país, com capacidade de produzir conteúdo de qualidade para pessoas, empresas, publicidade e entre outras.

Valores Criatividade: inovando, ousando e buscando recursos com determinação; Autenticidade: valorizando as individualidade com autenticidade; Excelência: ação profissional, relacionamento fiel com colaboradores, clientes e fornecedores; Transparência: comunicação de forma clara e aberta, mesmo com problemas de soluções difíceis e Humanismo: Valorizando ao máximo a relação humana.

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1.4. Funções Direção: Dayana Morais e Jean Backer Direção de Arte: Jean Backer Roteiro: Dayana Morais Produção: Jean Backer Produção Executiva: Jean Backer Operadores de Câmera: Dayana Morais e Jean Backer Técnico de Som: Jean Backer Edição e Finalização: Dayana Morais Agradecimentos: Prof. Me. Alexandre Henrique; Prof. Dr. Bruno Tavares; Profª. Ma. Krishna Tavares; RTV Filmes; TV Diário. 1.5. Carômetro, Minicurrículo e Portfólio

DAYANA MORAIS 22 anos Mogi das Cruzes, São Paulo (11) 9776-1194 dayana.morais19@gmail.com @daymmorais

Trabalha como Editora de Imagens e Diretora de TV em duas empresas de comunicação, atuando na área do jornalismo, entretenimento e comercial, com experiências também em operação de gc, operação de playout e operação de câmera de estúdio.

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Academicamente atuou em diversas áreas, sendo as principais: - Locutora do podcast “Cerulean” (2018) - Apresentadora, diretora de imagem, roteirista, editora, finalizadora e produtora do documentário Jornalismo sem quarentena (2020). - Atriz, roteirista, operadora de câmera, editora e finalizadora na websérie “Ster” (2020)

JEAN BACKER 29 anos São Paulo, São Paulo (11) 95912-0376 jeanbacker023@gmail.com @jean.backer

Trabalha como produtor e diretor de conteúdo de mídias sociais em uma produtora com experiências também em direção de arte, produção de objetos, criação, prestação de verbas, coordenação de produção, assistente de produção de tv, assistente de programa de auditório e externa.

Academicamente atuou em diversas áreas, sendo as principais: - Repórter, roteirista e produtor na revista eletrônica “Tá no Mapa” (2018) - Repórter e produtor no programa de TV ‘Infanto e Juvenil” (2019) - Produtor no documentário Jornalismo Sem quarentena (2020) - Assistente de direção, produtor, produtor executivo, operador de áudio e cenógrafo na websérie “Ster” (2020)

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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA / ESTADO DA ARTE 2.1. Documentário Documentário é um gênero cinematográfico com o objetivo de explorar a realidade, tendo direção voltada principalmente pelo olhar do documentarista, com fácil identificação devido ao título informativo, com abordagens de temas com grande importância histórica, sócio-cultural, filosófica, ambiental, política, econômica e do cotidiano. Pode-se dizer que em seu conceito, não há um parâmetro de objetividade ou intervenção. O termo de não-ficção também não se adequa ao produto, pois “ficção” e “documentários” não são opostos. O documentário é a representação da realidade através de um meio, sendo a câmera o principal. Já a ficção é a representação com um objetivo em si. A câmera é capaz de captar tudo com uma perspectiva limitada, que é o que o campo de visão de uma lente é capaz. O documentário não é um filme com convergência especial da realidade, mas através de suas vozes e estilos, fala sobre o mundo o que o torna especial para quem assiste. Em Dezembro 1895 foi fundado o documentário “L’Arrivée d’un Train à La Ciotat” (A Chegada do Trem à Estação) pelos irmãos Auguste e Louis Lumière que marcou a história e o nascimento do documentário, mas o gênero foi realmente reconhecido na década de 1920 no formato que conhecemos atualmente. O escritor Michael Rabiger relata em seu livro “Direção do Documentário” (2009), questões éticas relacionadas à responsabilidade moral que todo cineasta deve ter antes de exibir seus filmes. Além de cumprir suas obrigações morais com a autorização de imagem assinada pelo seus personagens, deve-se atingir o principal núcleo de seu trabalho: o ser humano. Disso, decorre a acentuada preocupação de Rabiger em destacar a relação que se firma entre o cineasta e os sujeitos que põe em cena em seus filmes, ao produzir um documentário. É insistindo nesta relação que o autor se refere às questões de ordem mais prática que constituem, a seu ver, uma conduta ética por parte do realizador. Entre outras questões levantadas pelo

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autor, parece razoável destacar a do "consentimento informado", ao qual Rabiger se refere quando trata da relação entre cineasta e o sujeito/objeto de seu filme. Segundo ele, cabe ao cineasta, e somente a ele, proteger a integridade da imagem daqueles que lhe servem como tema no filme, uma vez que, será pautado pelo modo como os sujeitos do filme são exibidos que o público os julgará. "[...] é sua responsabilidade proteger aqueles que confiam em você contra as consequências que você, não eles, pode

ver

que

são

possíveis."

(RABIGE,2009, p.354.).

Para Rabiger (2009), essas pessoas são expostas a perigos que podem implicar desde o físico ou jurídico, ou até mesmo o de sua reputação. É por esta razão que o autor se preocupa em destacar que a autorização assinada de um colaborador do filme não basta para isentar o documentarista de outros cuidados que deve ter no processo de elaboração de seu filme. Robert Flaherty e Dziga Vertov são os cineastas conhecidos como “os pais dos filmes documentários”, ambos concordavam que era crucial que as imagens deveriam transmitir o que existe fora do filme, fazendo assim o cineasta deixar o estúdio e assim registrar as comunidades no seu cotidiano, mas ambos divergiam em relação ao papel do objeto. Dziga pretendia captar imagens do cotidiano sem que as pessoas notassem. Já Robert, gostava que as pessoas se posicionassem/se manifestassem em frente à câmera, assim representando a si mesmos. Os dois consideravam primordial que esse material recolhido fosse feito uma análise, se tornando assim a “montagem”. Considerando que ao manipular essas imagens, os cineastas dão um novo significado à realidade e o filme deixa de ser apenas um espelho. O termo “Documentário” agrega inúmeras formas de como representar a realidade. Essas transformações de conceito, procedentes de uma linguagem a qual o documentário vem passando, revela que qualquer gênero textual discursivo não é

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mais estático. Com essas modificações sócio-históricas e tecnológicas, geram a reconfiguração do próprio gênero. O documentário é um campo instável no qual a única característica comum a todos, segundo Bill Nichols, em “Introdução ao Documentário”, é a falta de unidade do grupo de filmes assim conceituados. Se não há definição exata do que é documentário, a negação da existência poderia ser feita, já que o tema se sustenta em bases irreais e subjetivas. O documentarismo, porém, tem uma estrutura de práticas que constroem a heterogeneidade e podem ser citadas como parte da composição do gênero.

2.2.Telejornalismo Prestar serviço público é uma característica inerente ao jornalismo desde seus primórdios, tendo como exemplo mais antigo a Acta Diurna, quando em 59 a.C o imperador romano Júlio César a criou com o objetivo de informar ao público, acontecimentos sociais e políticos daquela época (FERREIRA, 2012). Jornalismo Utilitário foi a classificação dada por Melo (2012) para definir o gênero jornalístico brasileiro que presta serviço à população. Suas características fundamentais (atualidade, periodicidade e interesse) fazem com que o gênero trate de assuntos que envolvem o dia a dia e que tenham relevância pública, tendo como exemplos mais comuns a previsão do tempo, os roteiros, os guias culturais, que colaboram com a vida das pessoas de forma social. Mesmo diante de todas as transformações ocorridas desde esta classificação, o jornalismo utilitário tem se mantido firme, levando prestação de serviço à população e interferindo de forma direta na vida e nas decisões a serem tomadas pelas pessoas. Os veículos de comunicação têm exercido uma função muito importante na sociedade, por prestar serviço e possibilitar de diversas formas a execução do gênero utilitário. Para discorrer sobre o gênero utilitário é preciso fazer uma abordagem ampla do que são os gêneros jornalísticos. Gênero é a classificação dada a um texto de acordo com as características da linguagem e do conteúdo. E em meio à diversidade

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de produtos, no jornalismo não poderia ser diferente, o gênero define a tipologia da informação. O pernambucano Luiz Beltrão foi o primeiro pesquisador a teorizar sobre os gêneros jornalísticos no Brasil. Para Beltrão, os gêneros são divididos em três: informativo, interpretativo e opinativo. Em seguida Melo deu sua contribuição na categorização de novos gêneros. “Gênero jornalístico é a classe de unidades da Comunicação massiva periódica que agrupa diferentes formas e respectivas espécies de transmissão e recuperação oportuna de informações da atualidade, por meio de suportes mecânicos ou eletrônicos (aqui referidos como mídia), potencialmente habilitados para atingir audiências anônimas, vastas e dispersas.” (MELO, 2007, p.49)

Com isso, podemos definir os gêneros como métodos de comunicação utilizados por jornalistas, por meio de veículos de comunicação, para alcançar diferentes tipos de público. Dentro do universo dos gêneros jornalísticos, Melo (1980) trata dos gêneros informativos e opinativos, obtidos por uma classificação básica. Entre os formatos mais comuns desses gêneros estão: notícia, reportagem, nota, entrevista, comentário, artigo, editorial, caricatura, coluna, resenha, crônica e carta. “Em revisão recente, o autor amplia esta classificação, e acrescenta os gêneros interpretativo, utilitário e diversional” (VAZ,212, p. 04). O serviço à sociedade está associado ao jornalismo desde sua gênese. O jornalismo utilitário se caracteriza por relatar informações que venham ajudar ao público em algum aspecto da vida cotidiana. Prestação de serviço é a denominação deste tipo de prática no meio jornalístico. Atualmente, vivemos em uma sociedade em que os cidadãos estão cada vez mais necessitados de ajuda e orientação para tomar decisões, e esta prática tem sido bastante comum nas mídias, pelos principais meios de comunicação, como um suporte à população, como por exemplo, quando um telejornal apresenta informações sobre serviços à disposição de seu público. Embora a prestação de serviço faça parte da essência do jornalismo desde seu surgimento, José Marques de Melo, em seus estudos sobre os gêneros jornalísticos,

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destacou o gênero utilitário como aquele que se sustenta de forma independente. (VAZ, 2012). Com isso, Melo (2007) afirma que o gênero utilitário no Brasil surge no século XX, não se limitando a informar e opinar, mas manter uma relação com a população, expressando uma utilidade à sociedade. Para este autor (2007) o gênero utilitário se configura pelos seguintes formatos: indicador, cotação, roteiro e serviço. Indicador: muito presente em reportagens que indicam tendências e resultados de caráter permanente, como por exemplo, números do mercado financeiro, ou de caráter temporário como os resultados de pesquisas políticas. Cotação: presente nos cadernos de economia, este formato trata de dados que correspondem ao mercado financeiro, levando o leitor/telespectador a conhecer os dados relacionados à bolsa de valores, aos fundos públicos e valores do mercado. Roteiro: mais comuns nos cadernos de cultura, os roteiros são apresentados com informações levando o leitor a consumir bens futuramente, como por exemplo, lançamentos de filmes. Serviço: aparece quando o jornal traz ao leitor ou telespectador a resposta para uma dúvida ou reclamação. Outra forma em que o serviço se apresenta é no oferecimento de informações sobre novidades do mercado,

apresentando

informações

como preço, onde e como comprar

determinado produto. A classificação dada por Melo (2007) possibilita identificar quando e como as mídias se apropriam do gênero, como diz Vaz (2012). “É preciso observar a finalidade daquela informação, aliando a forma como ela se apresenta ao conteúdo oferecido pela mídia veiculada. Para entendermos os gêneros, é preciso entender a intencionalidade da mensagem e os tipos da produção jornalística.” (VAZ 2012, p.3)

Além de noticiar fatos e traduzi-los para o público, a prestação de serviço é um dos papéis fundamentais do jornalismo. Na atualidade, o jornalismo de serviço tem sido empregado em grande parte dos conteúdos jornalísticos, principalmente na TV, veículo de comunicação mais presente na vida da população brasileira É fato que a sociedade necessita constantemente de informações essenciais para o seu dia a dia e, por meio do “serviço” prestado pela TV em sua programação, as pessoas

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conseguem encontrar respostas para seus eventuais problemas. Desse modo, o jornalismo de serviço ajuda na tomada de decisões, seja a curto ou longo prazo. Isso ocorre, por exemplo, com a busca de solução para problemas sociais ou até mesmo por meio de quadros relacionados à saúde. Para Martins (2009), muitas vezes o que é veiculado pela emissora causa visibilidade a alguns assuntos, define pautas e comportamentos na sociedade, além de mobilizar a opinião pública acerca de algum tema abordado em seus programas. A TV possui o poder de construir e transformar a realidade por meio da imagem, expondo os acontecimentos e seus personagens como eles são. Partindo disso, a população vê a televisão como um ponto de apoio para evidenciar sua realidade e buscar soluções para problemas do dia a dia. No ponto de vista de Melo e Paula (2015) a população, ao “sugerir” pautas e participar mais efetivamente da produção de notícias, exige mais evidência aos problemas que fazem parte da sua realidade. Nessa perspectiva, Coutinho e Mata (2010) vêm reforçar a ideia de que a TV possui um importante papel na sociedade no processo de construção do meio social por meio da representatividade 2.3. O Jornalismo

Estimativamente, há cerca de dois séculos, o jornalismo foi visto profissionalmente. A área jornalística é essencial na vida das pessoas, pois dá voz à população e vai atrás de informações sobre o que está acontecendo no mundo e no que está a sua volta. Com o desenvolvimento tecnológico e o surgimento de diversas plataformas de difusão, o jornalismo pôde ser transmitido de diferentes formas. Tudo começou pelo rádio, passou para a televisão e hoje se desenvolve cada vez mais na internet. Antes de uma notícia ir ao ar, é necessário fazer a apuração: ver se o que está sendo dito é verdadeiro, se há alguma lei envolvida no assunto e buscar personagens para dar entrevista sobre o que está sendo desenvolvido. Tudo isso para que a matéria seja estruturada com começo, meio e fim. Em caso de denúncias, só pode ir para o ar aquilo que está registrado na justiça através de

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processos ou boletim de ocorrência, assim evitando “furos” de reportagem, quando se é noticiado algo sem fundamentações verdadeiras. Todos os tipos de jornais são necessários: desde os nacionais, até os regionais. É de extrema importância sabermos o que está acontecendo no mundo, mas principalmente ao o que está acontecendo à nossa volta. Diante de tantas informações, o jornalismo está presente em diversos veículos de informações, para que a maior quantidade de público seja atingida.

2.4. Jornalismo na Pandemia e o combate à desinformação (Fake News)

Dentre todos os gêneros televisuais, pode-se dizer que o telejornal é um dos tópicos mais difíceis de abordar, visto ser uma instituição mediadora entre público e informação, transmitindo o máximo de informações possíveis de forma leiga para entendimento de todo público. “Pandemia”, “Coronavírus” e “Covid-19” são os assuntos mais abordados nos telejornais desde o início de 2020, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou estado de calamidade no mundo, por causa de um vírus que foi originalizado no final de 2019 na cidade de Wuhan, na China. Os primeiros casos confirmados surgiram através de um pequeno número de pessoas que frequentaram um mercado onde eram vendidos vários tipos de animais selvagens vivos e essas pessoas fizeram o consumo inapropriado, ficando doentes e transmitindo o vírus para outras pessoas através de gotículas de saliva. O auge da cobertura da imprensa foi em meados de março de 2020, pela convicção da gravidade do vírus e a importância de alertar seus espectadores. As principais pesquisas na internet eram relacionadas a “O que é pandemia?”, “O que é coronavírus?”, “O que é covid-19?” “Como pegar covid-19?”, pois não era um assunto abordado nos veículos de comunicação, já que a última pandemia havia acontecido entre 1918 e 1920 durante a Primeira Guerra Mundial, por uma gripe espanhola. O consumo de notícias continuou grande após 2 anos de pandemia, já que as pessoas buscavam notícias sobre o fim do vírus e quais medidas restritivas deveriam seguir em sua cidade atual, principalmente após a OMS (Organização

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Mundial da Saúde) aprovar a distribuição de vacinas produzidas em diferentes laboratórios, garantindo que, quem fosse vacinado, a chance de ficar em estado grave por causa do vírus, seria pequena. Por causa do novo coronavírus, a recomendação era que todas as pessoas ficassem em isolamento social o máximo de tempo possível, então a tecnologia tem sido aliada nesse novo normal, pois através dela as informações são transmitidas. A maioria dos profissionais que dependiam apenas do computador para trabalhar, tiveram que se adaptar ao home-office (trabalho feito à distância de casa), evitando a circulação nas ruas e o possível contágio e transmissão do vírus. Isso fez com que as empresas vissem a verdadeira importância do profissional, mas em muitos casos houveram cortes como estratégia para redução de custos. Os profissionais necessitam se expor ao vírus para trabalhar, tiveram que adotar medidas para se prevenir Com a maioria das população em casa (visto-se que quem estivesse na rua seria apenas para situações imprescindíveis), o jornalismo teve que se adaptar a diversas situações, sendo uma delas a gravação de entrevistas por vídeo-chamadas ou em caso de gravações presenciais, com distanciamento de 1 metro e meio, uso de álcool gel, máscara antiviral e microfones individuais. Records de audiência e ganho de confiança são os prêmios para a mídia que se consolidou como a fonte confiável de notícias nos momentos decisivos. Mesmo com diversas fontes confiáveis, muitas pessoas eram alvos de fake news (notícias falsas) de diferentes maneiras. Enquanto profissionais da área da Saúde buscavam compreender a real gravidade do vírus Covid-19, pessoas leigas se fundamentam em seus “achismos” e publicar informações falsas, deixando algumas pessoas preocupadas de diferentes maneiras e outras acabam banalizando o novo coronavírus, não sabendo a real gravidade sobre o mesmo. De acordo com o percentual de uma pesquisa global feita pelo Instituto Reuters em Junho de 2020, mostra que homens e mulheres de diferentes países estavam evitando consumir notícias sobre a pandemia, a não ser surgissem fatos que representassem descontrole sobre a pandemia.

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Toda essa busca por notícias reflete o sentimento de desespero, insegurança e medo por não ter controle da situação e não saber como ou quando isso irá acabar.O NER (Núcleo de Estudos de Rádio) propôs uma reflexão sobre valores centrais que precisam ser trabalhados dentro dos veículos de comunicação internamente por empresários, gestores e produtores de conteúdo.

Flexibilidade: Adaptação fácil a novos cenários, sem abandonar aquilo que realmente é essencial: a transmissão da informação.

Responsabilidade: Reconhecer seu papel e exercê-lo obedecendo parâmetros éticos e técnicos para sua realização.

Parceria: União baseada na solidariedade, dialogando e aproveitando diferenças para o exercício da complementaridade focada na consecução de objetivos comuns.

Coragem: É preciso demonstrar força e reação positiva frente à adversidade mesmo estando diante de situações complicadas, acima de tudo, tendo que ser criativo, persistente e resistente. "Como todos sabemos, vivemos um momento no qual todos temos responsabilidade uns com os outros. Seja por uma simples ajuda, por um simples gesto, seja pela informação precisa dentro da programação. Afinal, somos a ponte de informação, nessa crise sem precedentes que estamos vivendo. Por isso, todas as áreas estão envolvidas para fazer o melhor. É assistindo à programação da TV Diário, que conseguimos conectar o telespectador e o informar para que essa crise não se agrave. Mudamos nossa rotina e nossa programação para que isso cada vez se torne uma realidade mais presente. Nosso objetivo, mais do que nunca, é informar.” (PINHO, 2020).

A partir de análises feitas do que é transmitido na televisão, medidas foram adotadas para que os produtos audiovisuais continuassem sendo exibidos, sem colocar em risco a saúde dos profissionais e dos personagens entrevistados.

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Grande parte das entrevistas foram feitas através de videochamadas e os materiais necessários para cobrir matérias, geralmente cedidos pelos próprios entrevistados. Esse crescimento do uso de imagens e cobertura foi consequência da falta de uma segunda câmera durante uma entrevista, já que a maioria das entrevistas são captadas de forma brutal por uma câmera de computador, sem o auxílio de um profissional para fazer essas imagens. Desse modo, podemos observar que a necessidade de realizar entrevistas não diminuiu, mas foi preciso ser reinventada, sempre que possível, realizada à distância, recursos que antes da pandemia já estavam disponíveis, mas não eram tão utilizados. Com a necessidade de limitar a quantidade de gravações externas, muitas emissoras decidiram reprisar programas, fazendo com que a programação não fosse prejudicada. Mesmo que haja a necessidade de informar, após 2 anos de pandemia, muitas pessoas estão cansadas de ouvir notícias de tragédias sem poder fazer algo que possa acabar com o vírus, além da prevenção. Diante disso, o jornalismo teve que se mostrar ainda mais presente. Mesmo que o assunto para muitos tenha se tornado massivo, foi preciso considerar que a sociedade necessita ser informada a todo instante, não podendo abandonar o assunto, já que a pandemia provoca danos irreversíveis para o mundo. Diversas notícias e informações relacionadas a COVID-19 foram postadas e compartilhadas nas mídias sociais desde o início da pandemia, sem estudos que comprovem sua veracidade, criando uma série de informações falsas denominadas “Fake News”. O impacto dessas notícias falsas reflete de forma negativa nas medidas adotadas pelas organizações governamentais e autoridades de saúde para combater o avanço da doença, levando a uma massa populacional carente de informação a acreditar em ideias e adotar medidas que podem ser perigosas. Metaforicamente, pode-se dizer que as “Fake News” atuam como um vírus que contamina a informação, provocando contrariedade às orientações fidedignas em vários aspectos (MERCEDES; NETO et al., 2020). Sabe-se que a disseminação de notícias falsas causam prejuízo tanto a quem a absorve quanto quem é vítima de alguma alegação pessoal inverídica. Dessa forma, a pergunta de pesquisa do trabalho é: Qual o impacto das Fake News nas mídias sociais durante a pandemia

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do novo coronavírus? É importante saber distinguir fatos de fakes, para não consumir e repassar informações, notícias ou postagens duvidosas, tendo em vista a crítica e precária situação em que o Brasil se encontra, em virtude do novo coronavírus. A relevância desse estudo é trazer clareza e domínio dos fatos, estimulando o combate à desinformação no âmbito da saúde pública. No momento em que surgem novas doenças, do mesmo modo aparecem rumores a respeito delas. E não foi diferente com o Novo Coronavírus. Perante a este fato, todos os dias surgem novas notícias a respeito do novo coronavírus, doença essa que inicialmente foi notificada na cidade de Wuhan, na China. Em meio a tantas notícias, existem as que são verdadeiras e as que são falsas, hoje popularmente denominadas Fake News, que por sua vez dispõem de um alto potencial de disseminação através das mídias sociais, por exemplo aplicativos de mensagens instantâneas (BRASIL, 2020). Além disso, convém considerar que as Fake News são passageiras para certas questões, mas constantes. Atraindo aos seus disseminadores quando existe relevância, porém possuem breve sobrevida, tal como fazem os agentes de comunicação, até surgir outra notícia de maior interesse para o comércio das informações, tendo em vista os leitores na criação de opiniões públicas e os usuários das redes sociais (MERCEDES; NETO et al., 2020). As informações falsas espalhadas pelas mídias digitais ligadas ao Novo Coronavírus são capazes de manipular a conduta da população, ameaçando a aceitação do cidadão aos métodos e precauções cientificamente fundamentados (GALHARDI et al., 2020). De acordo com Galhardi et al. (2020), os resultados quantitativos de sua pesquisa, apontam que a divulgação de notícias falsas a respeito da cura e ou prevenção no âmbito do COVID-19, sem que haja fundamento científico, são elaboradas ou por desconhecimento ou com o intuito de desinformar e incitar o sujeito a realizar erros nas medidas adotadas e precauções a sua saúde (GALHARDI et al., 2020). Galhardi et al. (2020), destacam em sua pesquisa que as principais fake news propagadas nas redes sociais entre 17 de março a 10 de abril de 2020, apontam que 65% das pessoas entrevistadas receberam Fake News de métodos caseiros para prevenir o contágio da Covid-19.

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E 20% dos participantes receberam Fake News de Métodos caseiros para curar a Covid-19, 5,7% dos participantes receberam Fake News informando que a Pandemia era um golpe bancário, 5% receberam fake news de Golpes/arrecadações – instituições pesquisa, e 4,3% dos entrevistados receberam fake news informando que a Covid-19 é uma estratégia política. Mediante o risco das Fake News no que se refere ao novo coronavírus, os resultados obtidos na pesquisa anterior apontam um alto número de cidadãos que já receberam em suas redes sociais notícias de caráter duvidoso ou não originadas das autoridades de saúde pública. Ainda assim, o alto índice de informações falsas recebidas reflete de forma negativa nas medidas impostas pelos órgãos de saúde, no que diz respeito aos cuidados e prevenção para a população que consome essas informações. No que compete aos pesquisadores deste estudo, os resultados apontam que apesar da maioria dos participantes receberem Fake News relacionadas ao novo coronavírus em suas mídias sociais, a maioria não compartilhou as informações recebidas sem checar a veracidade ou origem da notícia. Dessa forma, o presente estudo traz uma forte contribuição para a enfermagem, atuando como forma de educação em saúde e auxiliando a população na percepção e entendimento das Fake News nas mídias sociais, combatendo diretamente a desinformação no âmbito da COVID-19.

3. O DOCUMENTÁRIO JORNALISMO sEM QUARENTENA

A comunicação é muito importante ao ser humano de um modo geral, pois, através dela os indivíduos interagem com outros semelhantes e com o meio ao qual estão inseridos. De acordo com Joaquim Paulo Serra (2007) a tomada de consciência da importância dos “meios” – os media, os signos – acabou por levar, no espaço de cerca de um século, à tomada de consciência da importância dos “fins”: a própria existência da sociedade humana.

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“A ‘comunicação’ assumiu um lugar tão central nas nossas sociedades que se tornou corrente a afirmação de que vivemos em plena “sociedade da comunicação”; uma tal expressão tornou-se mesmo tema de Congressos dos cientistas da comunicação. Porque é que a nossa sociedade se tornou uma sociedade de tal forma “conquistada pela comunicação” que, quer individual quer coletivamente, nos encontramos submetidos a uma verdadeira “obrigação de comunicação”? Uma primeira resposta, mais evidente, a esta pergunta – uma resposta que todos os dias, a todas as horas, nos entra, literalmente, pelos olhos e ouvidos adentro – é a de que as chamadas “tecnologias da informação e comunicação” assumiram, nas nossas sociedades, um papel tão decisivo que é praticamente impossível passar (e pensar) sem elas.” (SERRA, 2007, p.1).

Não só a comunicação verbal, mas a não verbal, que vai além da escrita, ou do próprio diálogo, mas do toque, do olhar, dos gestos faciais e corporais, do sorriso, do abraço, saber ouvir e escutar, também são importantes e muitas vezes mais eficazes do que palavras. O ato de comunicar é transmitir uma mensagem e, eventualmente, receber outra como resposta. No entanto, entender a comunicação como transmissão de uma mensagem de um emissor para um receptor é um fato garantido e não problemático. De acordo com Niklas Luhman (1998, pag 141), ao se referir sobre a comunicação, aponta que sem ela não existem relações humanas nem vida propriamente dita. Entender a comunicação como algo constitutivo do ser humano, já resume o conceito amplo que ela tem, pois se trata de toda relação social e formas de organização que estão presentes nos processos produtivos. A comunicação muitas vezes está relacionada com um problema de convivência social, pois vivemos em uma sociedade que está sempre em movimento e evolução constante, além de interatividade, liberdade e igualdade. O Jornalismo é uma forma de transmitir a realidade observada, de entregá-la tal como ela é. Pode ser caracterizado como uma forma de construir a realidade. No entanto, o Jornalismo é, hoje em dia, não apenas uma forma de construir a mediação comunicacional, mas também gerar sentidos e percepções.

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“O jornalismo, independentemente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos: leitores, telespectadores ou ouvintes. Uma batalha geralmente sutil e que usa uma arma de aparência extremamente inofensiva: a palavra, acrescida, no caso da televisão, de imagens”. (CLÓVIS ROSSI, 1980, p.8).

Christofoletti em sua obra lançada em 2008, Ética no jornalismo lembra que o jornalista não deve omitir sobre os fatos, pois as pessoas acreditam nesses homem e mulheres que foram designados pra relatar os fatos para a sociedade. “O jornalismo não combina com ilusão ou mentira. Por princípio, ele é contrário a isso. Desde que passamos a considerar o jornalismo como uma prática de caráter social voltada para o coletivo, vinculamos as atividades jornalísticas à verdade e à fidelidade dos atos e versões. (...) Voltamos nossos sentidos aos meios de comunicação como se estes funcionassem como extensão de nossos próprios corpos. As lentes das câmeras são os nossos olhos à distância: os microfones e gravadores, nossos ouvidos; tomamos como referências pessoais as impressões olfativas, tácteis e do paladar, captadas pelos repórteres. Enfim, acreditamos nos homens e mulheres que se dedicam a apurar os fatos e traduzi-los à sociedade, e contamos no aparato tecnológico que dá suporte a esta atividade. Consciente ou inconscientemente, firmamos um pacto de confiança com a mídia, porque acreditamos que o jornalismo é uma forma de narrativa do presente que tem correspondência com o que entendemos por realidade.” (CHRISTOFOLETTI, 2008, p.27).

O jornalismo, cotidianamente, contribui para a construção da realidade social, através da construção discursiva de uma pequena parte dos acontecimentos. A mídia estabelece parâmetros para delimitar os efeitos que cabe considerar como acontecimentos, através do modo de produção da notícia, um processo que envolve 12 a produção, o consumo e a circulação da informação. Noticiar, então, é tornar acontecimentos visíveis, determinando um sentido e impedindo que sentidos indesejáveis circulem (MARIANI, 1998). Na comunicação de desastres e crises, o jornalismo serve como um canal para comunicações de funcionários e especialistas para o público em geral - que é conhecido como o papel facilitador do jornalismo. Os jornalistas concebem e operam sua função de acordo com a necessidade de seu público. Por exemplo, uma pesquisa mostrou que os jornalistas atuam no papel de contadores de histórias ao

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mitigar a cobertura de eventos perigosos .Um papel enriquecedor ao tentar servir de forma distribuída uma comunidade particular, e um papel de disseminador ao tentar manter a objetividade em um espaço cultural volátil. No papel de facilitador, o objetivo do jornalista é monitorar, ou observar, o ambiente para "informações relevantes sobre eventos, condições, tendências e coletores" e é operado em resposta a uma necessidade percebida de colaboração. O papel facilitador baseia-se no entendimento de que o jornalista é responsável pela sociedade e talvez contribua para a tomada de decisão do público em uma crise. Muitas vezes observa-se uma dificuldade para definir de maneira consistente e geral o que pode ser chamado e considerado um filme documentário. Mas levando em consideração que o principal critério para classificar um filme como documentário seria começando com o que é “real”, ou seja, as informações reais e verdadeiras que compõem a obra, a materialização da realidade. O documentário é o formato de produção audiovisual que lida com a verdade, mostra fatos reais ou não imaginários, o que normalmente chamamos de “não ficção”. Aborda um tema ou assunto em profundidade a partir da seleção de alguns aspectos e representações auditivas e visuais. Segundo Fernão Pessoa Ramos (2008,p. 22), o documentário pode ser entendido como “uma narrativa com imagens câmera que estabelece asserções sobre o mundo, na medida em que haja um espectador que receba essa narrativa como asserção sobre o mundo”, entende-se que mesmo havendo um respeito a liberdade criativa levada por uma época de experiências, há um limiar que diferencia a ficção do documentário. Este está direcionado para o mundo histórico. O documentário traz como características em primeiro lugar a intenção de fazer um documentário; em segundo a inserção da voz over, de entrevistas ou depoimentos, utilização de imagens de arquivo, rara presença de atores profissionais. Em terceiro, câmera na mão, imagem tremida, improvisação, uso de roteiros abertos. Dando possibilidades de uma maior liberdade onde pessoas, espaços e situações juntos possam ultrapassar os limites de uma geografia física. (RIBEIRO, p.11). Uma de suas características importantes é a profundidade com que o assunto é tratado, assim como o documentário a grande reportagem jornalística também busca ir além no assunto abordado. Jean-Jacques Jespers, na sua obra

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Jornalismo Televisivo, diferencia uma grande reportagem de um documentário destacando que o documentário “fala na primeira pessoa, confessa a sua subjetividade, enquanto a grande-reportagem ou o inquérito escondem esta subjetividade sob uma pretensão à universalidade” (JESPERS, 1998, p.175). O documentário resulta de um olhar pessoal sobre determinado fato, acontecimento, assunto ou tema, baseado no ponto de vista do documentarista. O vídeo documentário foi feito de modo participativo, ou seja, é prevista a intervenção do cineasta de fornecer ao telespectador, a sensação de como é estar em determinada situação. De acordo com Bill Nichols, “estar presente” exige participação, “estar presente” permite observação, os registros funcionam como fragmentos da realidade e só se constituirão documentário se conduzidos por uma narrativa capaz de dar conexão ao que se quer abordar. “Quando assistimos a documentários participativos esperamos testemunhar o mundo histórico de maneira pela qual ele é representado por alguém que nele se engaja ativamente, e não por alguém que observa discretamente, poeticamente ou monta argumentativamente esse mundo.” (NICHOLS, 2005, p.154).

Existem regras para a escolha do conteúdo que será exibido em um telejornal, mas em documentário, não existem limitações nesse sentido, cabendo ao documentarista decidir o assunto ou tema que lhe seja conveniente. A escolha do tema para um documentário é de muita relevância pois será a partir dele que se pode orientar as ideias e construir uma proposta coerente, imposta no projeto.

3.1. Explicação do Título

Jornalismo Sem Quarentena tem o objetivo de retratar como o jornalismo se faz presente na vida pessoal dos jornalistas e quais suas adaptações durante a pandemia da Covid-19, além da rotina dos jornalistas dentro de uma emissora de televisão.

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3.2. Sinopse/Apresentação

O coronavírus têm sido a maior pauta do jornalismo televisivo e, ao mesmo tempo, a maior crise. O Jornalismo, apesar de não ser considerado linha de frente, teve que enfrentar diariamente o vírus invisível nas ruas para transmitir o máximo de informações possíveis para a população. Em uma realidade cada vez mais convergente, o comunicador (jornalista e/ou radialista), atuando como mediador, precisou adaptar sua rotina. Neste documentário, apresentaremos a rotina dos jornalistas e depoimentos de profissionais envolvidos nessa área falando sobre os impactos na sua vida pessoal e profissional. Este documentário trata-se de um trabalho feito em meio a um processo de consequências ainda imprevisíveis e em andamento. Atualizações, correções e revisões poderão ser necessárias no futuro.

3.3. Objetivos

Esse documentário tem o intuito de mostrar alguns momentos da rotina dos jornalistas, como o jornalismo conseguiu se adaptar a uma pandemia e transmitir informações que possam ajudar a população evitar a disseminação do vírus, além de causar comoção com histórias reais da vida pessoal e profissional dos jornalistas. 3.4. Classificação Indicativa A classificação indicativa é uma informação prestada à sociedade em relação à faixa etária, o qual as obras audiovisuais não recomendam. São classificados produtos para o mercado de vídeo e cinema, televisão, documentários, DVDs, jogos eletrônicos e aplicativos. A Classificação não substitui os cuidados dos pais - é de extrema importância que essa responsabilidade seja dos tutores, onde essa ferramenta pode ser usada pelos pais com as crianças e adolescentes no que devem ver/assistir, então a classificação serve para advertir sobre o que tem naquele conteúdo e não proibir,

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por isso é recomendado que os responsáveis pelo menor assistam e os orientem sobre os temas e conteúdos abordados na mídia. De acordo com informações do Ministério da Justiça: A atividade de Classificação Indicativa é exercida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com fundamento na Constituição Federal de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Atualmente, a Portaria MJ nº 1.189 de 2018 reúne todas as instruções atuais sobre a Classificação Indicativa. A classificação indicativa do documentário "Jornalismo sEm Quarentena" é livre.

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Fonte: Midializado (2012).

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3.5. Argumento 3.5.1. Visão Original O documentário "Jornalismo sEm Quarentena" falará sobre como a área do jornalismo têm trabalhado e se adaptado durante a pandemia da Covid-19, apresentando

para

o público quais mudanças foram feitas na área de

produção,visando também mostrar o impacto que ocorreu na vida desses profissionais da área do jornalismo. Com o intuito de aproximar o público da realidade, será feito um acompanhamento do dia-a-dia dos jornalistas que ficam dentro da empresa e de quem vai às ruas diariamente, com imagens de bastidores e making off. 3.5.2. Proposta do Documentário A proposta inicial era abordar uma profissão ou área que foi impactada pela pandemia, como hospitais, comércios, escolas que são algumas que mais tiveram visibilidade nessa situação. Um dos integrantes trabalha na área do jornalismo e através disso, percebemos que essa área que tem a responsabilidade de levar informações para o mundo, então decidimos dar visibilidade aos profissionais da área do jornalismo, e pensando que as gravações seriam feitas em um lugar onde há presença obrigatória diária, ambiente familiar e contato direto com pessoas da área. Partindo deste ponto, buscamos estudar a situação durante a pandemia do novo Coronavírus. Será mostrado o lado “racional” e “emocional” de todo processo do dia-a-dia desses profissionais. Mesmo que o vírus ainda esteja circulando durante a produção do documentário, será abordada a situação do momento, visto que poderá sofrer alterações de acordo com o avanço de estudos, vacina, entre outras prevenções para a volta do “normal”. A narrativa será construída através da rotina desses profissionais ao sair de casa arriscando-se todos os dias em busca de informações para o público, com respostas obtidas de depoimentos dos personagens, aderindo

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ao modo reflexivo para fazer as pessoas pensarem sobre o assunto abordado e participativo para criar intimidade ao telespectador. A ideia central do tema deste trabalho surgiu a partir da grande divulgação pela mídia na pandemia global que o novo coronavírus causou. Dessa forma, percebemos a oportunidade de abraçar um tema que poderia ser aprofundado de diferentes formas. A proposta é analisar os sites e jornais sobre os efeitos do novo Coronavírus em Mogi das Cruzes, como a população e os empresários reagiram ao vírus e ao isolamento social. Importantes dados foram mostrados como as estatísticas de pessoas infectadas e o número de vítimas registradas, além do número do desemprego e do faturamento das lojas. Para a criação da reportagem, começamos a elaborar a pauta, que é o ponto de partida e onde nasceu a reportagem. Durante a produção, começamos a definir os entrevistados, fontes oficiais e personagens envolvidos no tema. Marcamos as entrevistas com fontes e personagens, redigimos o texto dos offs e gravamos o vídeo. O enfoque do projeto foi dado nos efeitos colaterais causados pela pandemia Na parte escrita do trabalho, foram encontradas algumas dificuldades como a falta de referencial, por exemplo. O tema abordado é muito recente, existe pouca literatura sobre o novo coronavírus, então foi preciso recorrer a outros meios de referência. Utilizou-se sites oficiais, matérias e artigos jornalísticos. 3.5.3. Eleição e Descrição do(s) Objeto(s) Para realizar um projeto, no caso, um documentário, devemos pensar com cuidado na mensagem que queremos transmitir. A escolha errada pode influenciar no feedback do telespectador. Diante disso, a escolha dos personagens, locais e objetos é de extrema importância, tanto para o visual, quanto para a narrativa. Todos os profissionais vivenciam a pandemia diariamente a cada pauta criada.

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Objeto 1 - William Tanida - Apresentador e Chefe de Reportagem

William reside em Mogi das Cruzes e trabalha na TV há mais de 10 anos. Atualmente é o chefe responsável por toda a produção jornalística. Não só chefe de reportagem, também atua como produtor, repórter, editor de texto e apresentador. William foi uma das vítimas da COVID-19, mas teve boa recuperação. Durante o período de contágio, precisou ficar em observação por alguns dias no hospital para utilizar aparelhos respiratórios. Objeto 2 - Dino Rodrigues - Gerente do Jornalismo

Dino Rodrigues atualmente mora em Mogi das Cruzes e trabalha na TV Diário há 20 anos, sendo seu atual cargo de gerente de jornalismo, responsável por toda a empresa, apenas abaixo do dono. Durante uma apresentação do Diário TV 1ª Edição, teve um ataque de pressão alta, que é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial e teve que deixar o estúdio durante o intervalo comercial para ir ao hospital. Após alguns exames, descobriu que ficou sequelado com problemas neurológicos. Diante disso,

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se questiona que seu raciocínio ficou mais lento, não deixando-o seguro para trabalhar sob a pressão. Por esse motivo, atualmente não está apresentando o jornal. Objeto 3 - Débora Carvalho - Apresentadora e repórter

Débora trabalha há anos na área da comunicação, mas atualmente exerce a profissão de repórter e apresentadora de telejornal. Durante a pandemia, trabalhou presencialmente todos os dias e sempre tomou cuidado redobrado para que não fosse contaminada. Objeto 4 - Vinicius Silva - Repórter Cinematográfico

Vinicius é um dos repórteres cinematográficos da TV Diário. Para que toda matéria vá ao ar, é necessário que um cinegrafista faça as imagens para que a notícia seja passada visualmente. Mas para que tudo seja feito com êxito, é necessário haver comunicação com o repórter para que as imagens “casem” com o texto que o repórter irá escrever, para que não haja conflito de falar sobre algo que não foi capturado dentre as imagens.

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Objeto 5 - Cleber Soares - Editor de Imagem e Operador de Sistemas

Cleber faz parte da produção como operador de áudio durante as operações ao vivo e pela pós-produção, sendo responsável pela edição e finalização de uma matéria. Durante a pandemia, trabalhou presencialmente todos os dias e apenas ficou em casa em quarentena quando foi infectado pelo novo Coronavírus. Objeto 8 - Yasmin Castro - Repórter do G1 Yasmin é repórter do G1 e desde que foi decretada a pandemia, trabalhou de casa. Para suas entradas ao vivo durante o jornal, teve que haver um investimento de materiais para que não tivesse problemas com a transmissão. Para uma comunicação mais rápida, os jornalistas têm grupos no WhatsApp para que qualquer tipo de atualização seja feita entre todos os profissionais ao mesmo tempo. 3.5.4. Eleição e Justificativa para a(s) Estratégia(s) de Abordagem O documentário terá uma mesclagem de entrevistas e sobe-sons. As entrevistas serão feitas dentro do estúdio jornalístico, mostrando a bancada de apresentação de fundo. Os sobe-sons serão feitos nas ruas, com comentários de repórteres comentando o que será feito e dando orientações para os entrevistados. No switcher, terá profissionais se preparando para entrar ao vivo e mostrando todo procedimento realizado antes de entrar no ar.

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3.5.5. Sugestão de Estrutura O documentário será produzido em ambientes internos e externos. Dentro da emissora, como principais cenários estão: estúdio, switcher, ilha de edição e redação. Para melhor captação de áudio, as entrevistas serão feitas no estúdio. Em ambientes externos, as principais abordagens serão dentro do carro com os repórteres e na rua (onde ocorrerão as entrevistas). O documentário, se transmitido pela emissora, será divido em 3 blocos. A estrutura do documentário é frequentemente determinada pelo assunto do filme, mas em geral um documentário é composto do início, do meio e do fim, às vezes referido como a "estrutura de três atos". O início do documentário precisa captar a atenção do público. É aqui que você define o tom de todo o filme e cria curiosidade na mente do espectador para fazê-lo querer continuar assistindo. Você quer criar algum tipo de conflito, problema ou situação incomum que mantenha o público hipnotizado com a história e querendo saber mais. O começo é mais ou menos um teaser de todo o filme. Ele define as perguntas que o resto do filme responderá. Tradicionalmente, o "Ato Um" é onde os personagens são apresentados e então confrontados com um desafio ou obstáculo que o impede de alcançar seu objetivo. Essa é a essência da sua história. A seção intermediária é dividida em várias cenas que se complementam para revelar sua história. Esses segmentos não necessariamente seguem em ordem cronológica. "Voltar no tempo" é uma técnica eficaz de cinema que pode manter o público em dúvida. Cada cena geralmente tem seu próprio começo / meio / fim. Essas mini-cenas, remendadas juntas, criam sua história. Tradicionalmente, o Ato Dois é onde o protagonista tenta resolver o (s) problema (s) e se depara com vários obstáculos - muitas vezes enfrentando uma situação cada vez pior. É aqui que a tensão aumenta e o público se pergunta como o protagonista vai resolver os

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problemas / desafios que têm pela frente. Neste momento, iremos fazer o link das entrevistas com o histórico de Covid 19 em Mogi das Cruzes. O final do documentário costuma trazer algum tipo de resolução para as dúvidas e conflitos estabelecidos no início do filme. Muitas vezes, é útil, ao escrever o roteiro do documentário, considerar como o documentário terminará antes de tentar escrever o início e o meio. Será realizada uma reflexão acerca da atuação do jornalismo em seu dia a dia em período pandêmico.

3.5.6. Desenho de Produção Reunião via videoconferência com os integrantes da produtora para definir o gênero documentário, gênero para produzir e planejar como seria feito entre os dois integrantes da produtora.Reunião via videoconferência com os integrantes da produtora para definir o tema a ser produzido, a definição do tema de jornalismo; Reunião via videoconferência com os integrantes da produtora para a definição do local e os itens a serem gravados, decidido na TV Diário - Afiliada da Globo - Mogi da Cruzes. Definição da ordem cronológica das gravações. Pesquisa Fundamentação do gênero documental com a pesquisa dos artigos; Personagens e locais Os personagens que participarão do documentário são colegas de trabalho de uma integrante da produtora, tendo ligação direta uns com os outros. O local escolhido é localizado em Mogi das Cruzes e não tem ligação direta com todos os integrantes da produtora, porque será gravado na emissora que fica localizada no local escolhido.

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Etapa de Filmagem Abordagem - A abordagem dos depoimentos serão basicamente iguais com todos os personagens, mudando apenas o local que será no espaço de trabalho de cada personagem, mas com a mesma forma de entrevistar e o local da gravação será feito em plano médio, aberto e americano, com inserts e movimentos das pessoas na emissora. Detalhes da abordagem - Os inserts serão captados durante o dia, devido a ser uma empresa, e que é necessário ser feito em horário comercial. Infraestrutura de Produção Tudo será organizado com antecedência, devido à disponibilidade da emissora e dos personagens, e em relação aos equipamentos também, e o transporte todos terão acesso ao local com autorização do gerente do jornalismo. Equipe de gravação Teremos diretora, assistente de direção, diretora de fotografia, diretor de arte, cinegrafista, diretor de produção, produtor executivo, coordenador de produção, produtor, decoupage, microfonista e editor/finalizador. Equipamento de Vídeo A captação visual do documentário será feita por duas câmeras, uma T5i e um IPhone 11 PRO, intercalando cenas com a câmera no tripé, monopé e na mão. Equipamento de Áudio A captação sonora será específica para cada item, onde usaremos lapelas nos entrevistados e microfone boom para captar o ambiente geral.

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Dias de gravação Serão realizadas duas diárias para gravações dos depoimentos, mas devido a situação da covid19, se for necessário teremos uma terceira diária, devido realizar as gravações nos intervalos da emissão do jornal. Horas de gravação por dia Serão realizadas diárias de 6 horas, respeitando as normas da covid19. Etapa de Edição Infra-estrutura para edição Será realizada a edição do documentário na ilha do editor contratado. Montagem - Manipulação de Sons e Imagens Apenas BG (Background) e trilhas brancas. Equipe Teremos um editor/finalizador. Etapa de Finalização Na finalização do documentário, utilizaremos uma paleta de cores quentes, com contraste médio para destacar. Todas as trilhas utilizadas serão de uso livre, para que não haja necessidade de pagamento de direitos autorais. 3.6. Referências Estéticas Título Original: Não tá tudo bem, mas vai ficar Duração: 39 min Direção: Jennifer Skipp, Jorge Espírito Santo, Marcelo Outeiral, Nunuca Vieira

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O documentário “ Não tá tudo bem, mas vai ficar” fala sobre a depressão entre adultos e adolescentes. Dentre os adultos, estão os profissionais da comunicação.

O

documentário,

estéticamentamente

falando,

aproxima

o

telespectador mostrando cenas por trás das câmeras. As imagens serão feitas através de câmeras semi-profissionais e do celular, visando uma proximidade ainda maior, causando a impressão mais “humana” da coisa, como se aquilo tivesse sido gravado sem roteiro. Imagens do documentário “Não tá tudo bem, mas vai ficar”

Fonte: Globoplay

Para que pudéssemos ter ideias de enquadramento, usamos o documentário "Não tá tudo bem, mas vai ficar" como referência. Vendo algumas capturas de tela, tivemos facilidade em montar o cenário de gravação. 3.7. Público-alvo O público alvo deste documentário é destinado para as pessoas na faixa etária de 21-35 ANOS, com foco nos jovens e adultos que são os que mais

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acompanham jornais e estão no dia-a-dia trabalhando com contato diário com o vírus, não tendo a opção de escolha em ficar em casa, pois precisa do trabalho para o sustento da família, entre outros motivos. 3.8. Veiculação/Distribuição TV Diário é uma emissora de televisão brasileira sediada em Mogi das Cruzes, cidade do estado de São Paulo. Fundada em 2000, é a única emissora geradora de canal aberto do Alto Tietê. Seus estúdios estão localizados no distrito César de Sousa e sua antena de transmissão está no alto da Serra do Itapeti. Opera no canal 19 UHF digital e é afiliada da Rede Globo e sua cobertura abrange 10 municípios da Região do Alto Tietê. Os donos do jornal O Diário de Mogi venceram a outorga de concessão feita pelo Ministério das Comunicações. A concessão da emissora segue com as novas regras de carga horária mínima para programação local estabelecida nos editais de licitação, e contava com o maior número de programas locais/regionais que as outras afiliadas da Rede Globo no estado de São Paulo, e até das afiliadas espalhadas pelo Brasil. Na grade de programação da TV Diário, estão incluídos 6 programas locais, levando informação, entretenimento, esporte, aventura e respeito à natureza. Bom dia Diário Média 51 mil telespectadores Segunda a Sexta-Feira,das 8:00 às 8:30

Diário TV 1ª Edição Média 126 mil telespectadores Segunda a Sábado, das 12:00 às 13:00

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Diário TV 2ª Edição Média de 170 mil telespectadores Segunda a Sábado, das 19:20 às 19:45

Compartilha Média de 83 mil telespectadores Sábado, das 14:00 às 14:33

Mais Diário Média de 84 mil telespectadores Sábado, das 14:35 às 15:00

Diário Comunidade Média de 35 mil telespectadores Domingo, das 7:25 às 7:45

Este documentário tem o intuito de ser exibido na TV Diário no horário alternativo, sábado às 14:35, após o programa “Compartilha”, no lugar do programa “Mais Diário”, que é uma alternativa da própria emissora para exibições especiais. 3.9.Justificativa

O jornalista tem como principal função informar a população com grande responsabilidade sobre o que está sendo transmitido, sempre apurando os fatos para que a informação seja a mais atualizada possível. Conforme o avanço da tecnologia, o acesso à informação ampliou-se, principalmente através do celular, objeto que está sempre na palma da mão das pessoas. No jornalismo televisivo, diariamente são impostos desafios semelhantes à cobertura de uma guerra, pois isso afeta a sobrevivência do profissional diante tanta exposição. É necessário estar sempre perto de onde tudo acontece para narrar as

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ações e os acontecimentos com as maiores atualizações possíveis. Com a possibilidade de contaminação e a necessidade de continuar produzindo conteúdo, as empresas tiveram que fazer sua parte protegendo os profissionais como manda o protocolo da OMS (Organização Mundial da Saúde), sendo eles: distanciamento entre pessoas de um metro e meio, uso de máscaras, luvas e álcool fator 70%. Através desse documentário, é mostrada a importância desses profissionais da Comunicação.

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3.10. Cronograma do Projeto

Fonte: Autores (2021).

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3.11. Cronograma de Produção

Fonte: Autores (2021)

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3.12. Orçamento Previsto

1 Valores profissionais calculados de acordo com site Filmmakers c2021. Página inicial em notícias.

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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 4.1. Em grupo Foi um grande desafio escrever um texto acadêmico à distância, tendo que levar em consideração que estamos vivenciando uma pandemia e ficar totalmente dependente da internet para realizar a comunicação entre os integrantes do grupo. Tivemos facilidade em gravar um dentro de uma emissora de televisão, já que é o local de trabalho de um dos integrantes da produtora e além disso, tivemos apoio total com o empréstimo de equipamentos, tornando nosso trabalho algo com qualidade. Tivemos dificuldade em poder marcar uma data para as gravações, visto que temos uma longa carga horária profissional e não podíamos cruzar horários. Nada disso seria possível sem o apoio da emissora. Por fim, ficamos felizes que conseguimos nos adaptar e entregar parte de um projeto que promete ser sucesso. 4.2. Individual Dayana Por mais que eu trabalhe na área do jornalismo, colocar tudo o que vivenciamos em um texto acadêmico foi desafiador. Fez com que eu valorizasse mais cada matéria editada no dia a dia, visto que tudo é construído por vários profissionais e finaliza ali, na edição de imagem, levando até o consumidor final (telespectador). Tive o apoio dos meus dois locais de trabalho e sou imensamente grata. Na TV Diário tivemos a autorização de usar todo o local para gravações e pegamos equipamentos emprestados. Na RTV Filmes usei a ilha de edição, o que é parcialmente responsável pela entrega do produto, pois com uma ilha de edição boa, consegui editar o documentário com muito mais rapidez. Além disso, meu chefe Mario Theo fez empréstimo de equipamentos, o que fez com que o material fosse captado com maior qualidade visual e sonora. Ter que lidar com o cansaço físico e psicológico é o que mais tem sido difícil, considerando a rotina profissional e acadêmica, que mesmo vendo diariamente a morte de milhares de pessoas, somos

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obrigados a sermos produtivos. Fazer reuniões através de ligações tem me desanimado, pois muitas vezes meu foco é desviado por causa de ruídos e pessoas que estejam à minha volta. Mesmo que difícil, fazer tudo à distância foi necessário não só para minha proteção, mas de todos que me rodeiam. Fomos obrigados a nos adaptar. Nos adaptamos.

Jean Fazer parte de um documentário sobre jornalismo tem sido um grande desafio, pois nunca tive experiência dessa área, pois só trabalhei com produção de programa de TV, produção em área publicitária e hoje em produção na área de mídias sociais. Estou tentando lidar com a pandemia, trabalhar e estudar, e como sabemos, trabalhar com produção não temos horário limite para trabalhar, então tem sido muito cansativo, tanto físico quanto psicológico, mas acredito que a experiência nesse TCC será de grande aprendizado, eu quero vivenciar e ver como é o dia-a-dia dos funcionários. eu precisei me adaptar em ter que ficar em casa e fazer tudo à distância, que foi e ainda continua muito difícil, mas precisamos pensar num todo, pois ainda temos uma longa jornada pela frente.

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