UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL RÁDIO, TV E INTERNET ESCALERA AUDIOVISUAL
FERNANDA ALBUQUERQUE FRIAS ROCHA JOHN CLAYTON FERREIRA DE JESUS KELVIN DANTAS DA SILVA LEANDRO AQUINO MATOS LETICIA RODRIGUÊS DOS SANTOS LUCAS RODRIGUES RIBEIRO NATHAN GALVÃO DE SOUSA PAULO RODRIGUES SALES
CRIANDO CAMINHOS DOCUMENTÁRIO
SÃO PAULO 2021
FERNANDA ALBUQUERQUE FRIAS ROCHA- RGM: 2646708-9 JOHN CLAYTON FERREIRA DE JESUS - RGM: 1774837-2 KELVIN DANTAS DA SILVA - RGM: 1997274-1 LEANDRO AQUINO MATOS - RGM: 2115493-7 LETICIA RODRIGUÊS DOS SANTOS - RGM: 2600097-1 LUCAS RODRIGUES RIBEIRO - RGM: 1912656-5 NATHAN GALVÃO DE SOUSA - RGM: 1889070-9 PAULO RODRIGUES SALES- RGM: 11964606-2
CRIANDO CAMINHOS DOCUMENTÁRIO
Trabalho de Conclusão de Curso realizado como exigência final do curso deRádio, TV e Internet da Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Liberdade, sob orientação de Profa. Ma. Krishna Gomes Tavares e Prof. Me. Alexandre Henrique
SÃO PAULO 2021
FOLHA DE APROVAÇÃO
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Dedicamos este trabalho a nossos pais, amigos e familiares que nos incentivaram durante toda jornada acadêmica e contribuíram grandemente para realização desse projeto.
DEDICATORIA
Nós, da produtora Escalera audiovisual agradecemos primeiramente aos nossos familiares que estiveram sempre com a gente nos incentivando a chegarmos até aqui. Aos professores que nos proporcionaram todo o escopo necessário para trilharmos nossos caminhos acadêmicos nos fazendo chegar até aqui. Ao professor Alexandre Henrique mais conhecido como “Grego” por ter tido paciência e sabedoria para que pudéssemos seguir em frente com nosso TCC. A todos nossos colegas de classe que direta ou indiretamente fizeram parte dessa nossa caminhada. Agradecemos a todos que fizeram parte dessa nossa jornada, obrigado a todos por tudo e até uma próxima.
Não importa o que aconteça, continue a nadar. (Walter, Graham; Procurando Nemo, 2003)
RESUMO ROCHA, F. A.F; JESUS, J. C. F.; SILVA, K. D.; MATOS, L. A.; SANTOS, L. R.; RIBEIRO, L. R.; SOUSA, N. G.; SALES, P. S. CRIANDO CAMINHOS Projeto experimental (bacharel em Radio, TV e Internet) – Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, 2021. Esse documentário pretende mostrar a história de superação um homem que cresceu em uma infância difícil, porém sempre teve vontade de fazer do mundo um lugar melhor e ao receber ajuda de outras pessoas para criar seu filho portador de deficiência, decide criar um instituto para retribuir essa ajuda que lhe foi recebida e assim mudar vidas. Palavras-chave: Documentário. Superação. Deficiência. Instituto. Mudar Vidas. ABSTRACT This documentary seeks to show the story of overcoming a man who grew up in a difficult childhood, but always wanted to make the world a better place and when he received help from other people to raise his disabled son, he decided to create an institute to repay this help that was received and thus change lives. Keywords: Documentary. Resilience. Deficiency. Institute. Change Lives.
SUMÁRIO INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 8 1. A PRODUTORA .................................................................................................. 9 1.1. ESCALERA AUDIOVISUAL .................................................................................................................... 9 1.2. EQUIPE...............................................................................................................................................11 1.3. MINICURRÍCULOS ..............................................................................................................................12 1.4. ORGANOGRAMA .................................................................................................................................15 1.5. PORTFÓLIO ........................................................................................................................................16
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................................................... 18 2.1. O QUE É DOCUMENTÁRIO ..................................................................................................................18 2.1.1.Documentário Poético ..........................................................................................................23 2.1.2.Documentário Expositivo ....................................................................................................23 2.1.3.Documentário Observativo .................................................................................................24 2.1.4.Documentário Participativo ................................................................................................24 2.1.5.Documentário Reflexivo ......................................................................................................25 2.1.6.Documentário Performático................................................................................................26 2.2.TERCEIRO SETOR................................................................................................................................26 2.3. RESILIENCIA E SUPERAÇÃO ...............................................................................................................28
3. BÍBLIA DE PRODUÇÃO ................................................................................ 29 3.1. EXPLICAÇÃO DO TÍTULO ....................................................................................................................29 3.2. SINOPSE ............................................................................................................................................29 3.3. OBJETIVOS.........................................................................................................................................29 3.3.1. Geral ........................................................................................................................................29 3.3.2. Específicos ..............................................................................................................................30 3.4. CLASSIFICAÇÃO DO PROJETO ............................................................................................................30 3.5. ARGUMENTO ......................................................................................................................................31 3.5.1.Visão Original .........................................................................................................................31 3.5.2. Proposta do Documentário ................................................................................................31 3.5.3. Eleição e descrição dos objetos .......................................................................................32 3.5.4.Eleição e justificativa para estratégias de abordagem...............................................34 3.5.5. Sugestão de Estrutura ........................................................................................................35 3.5.6. Desenho de Produção .........................................................................................................36 3.6.REFERÊNCIA ESTÉTICA .......................................................................................................................39 3.7. PÚBLICO-ALVO...................................................................................................................................40 3.8. VEICULAÇÃO/DISTRIBUIÇÃO .............................................................................................................40 3.9. JUSTIFICATIVA ...................................................................................................................................41 3.10. CRONOGRAMA DE EDIÇÃO E PRODUÇÃO ........................................................................................42 3.11. ORÇAMENTO PREVISTO ...................................................................................................................43 3.12. ORÇAMENTO REAL...........................................................................................................................44
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................... 45 5. REFERÊNCIAS ................................................................................................. 51 6. APÊNDICES ...................................................................................................... 53
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INTRODUÇÃO
O Documentário Audiovisual “Criando Caminhos” visa mostrar o impacto da ação solidaria de uma pessoa motivada pelo nascimento de seu filho e como essa ação atingiu a de outras pessoas. Apresentaremos ao longo do documentário as motivações do Senhor Valdir Ferreira da Silva e de sua esposa Enedice Ferreira da Silva para criar um instituto do terceiro setor chamado “Viver Melhor” e como essa ação repercutiu nas pessoas próximas a ele e como isso criou novos caminhos na vida dessas pessoas. Este Trabalho de Conclusão de Curso está separado em três capítulos, sendo o primeiro capítulo uma breve apresentação da produtora, dos integrantes e dos projetos realizados pela mesma, o segundo capítulo apresentará a fundamentação teórica do tema documentário na qual servirá para aprofundarmos no formato audiovisual que será utilizado nesse TCC e por último o terceiro capítulo que exemplificará como funcionará a construção da obra audiovisual.
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1. A PRODUTORA
1.1. Escalera Audiovisual
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1.2. Equipe
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1.3. Minicurrículos
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1.4. Organograma
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1.5. Portfólio
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Neste
capítulo
iremos
desenvolver
características relevantes
do
gênero
documentário, sua linguagem e modos de produção. E abordaremos o tema escolhido para a narrativa do documentário 2.1. O que é documentário
Os primeiros registros cinematográficos feitos pelos irmãos Lumiere em 1895 foram documentários, pois eles registravam a realidade através da lente das câmeras como em: “A saída da fábrica”, “A chegada de um trem a estação” e “O almoço do bebê” (todos de 1895). Segundo Luis Carlos Lucena(2012),os Lumiere faziam, a princípio pequenos documentários porque filmavam o que era mais palpável no momento, ou seja,a Realidade. Porém em 1922 o explorador norte-americano Robert Flaherty recebeu a incumbência de gravar um filme que na época foi chamado de “Filme de viagem” na qual ele contava a história de esquimós que moravam no norte do Canadá, ele gravou três anos da vida desses esquimós que deram a origem ao primeiro longametragem de documentário chamado de “nanook, O esquimó” na qual estabeleceu alguns elementos que são usados no gênero até hoje. Olonga produzido por Flaherty redefiniu a visão a partir do cinema documentário como diz Luis Carlos Lucena (2012) o” Documentário passa a ser considerado a produção audiovisual que registra fatos,personagens,situações que tenham como suporte o mundo real (ou mundo histórico) e como protagonistas os próprios “sujeitos da ação”, levando isso em conta entendemos que o documentário foi e é utilizado até hoje para demonstrar fatos que realmente aconteceram em nossa realidade, porém como dito por Lucena os protagonistas dos documentários são sempre os sujeitos da ação, um documentário carrega também a visão de quem o produz e para entendermos como dar a nossa visão a um documentário vamos entender as etapas que precisam ser seguidas para produzirmos um documentário. Para iniciar precisamos encontrar sobre algo que queremos falar sobre e após isso nos aprofundarmos em pesquisas para construirmos uma narrativa na qual queremos contar em um documentário, precisamos começar observando a nossa volta.
19 As idéias nascem, portanto de observações do nosso entorno,do acompanhamento de noticiários de TV, da leitura de jornais que mostram pequenas historias e personagens que podem ser trabalhados em vídeo.Essasidéias surgem como pensamentos casuais, que normalmente estão relacionadas com a nossa vontade de documentar alguma situação ou personagem. Naverdade os melhores documentários são aqueles que nós queremos fazer. (LUCENA, 2012, p. 26)
Levando em consideração o que Lucena disse para criarmos um bom documentário precisamos encontrar algo na qual gostaríamos de produzir algo sobre aquele
determinado
acontecimento.
Ao
escolhermos
esse
assunto
na
qual
pretendemos produzir o documentário temos que colocar no papel essa ideia para que seja possível termos a noção se é uma ideia que possa ser concretizada. Para isso precisamos fazer algumas perguntas como: O que eu quero mostrar, Como eu quer mostrar, Por que eu quero mostrar, Quem é meu personagem, O que ele vai fazer e como ele vai agir. Tendo a resposta para todas essas perguntas podemos começar a desenvolver como contaremos essa história através de um documentário. Após definirmos a ideia que queremos tratar, precisamos aprofundar no que tange aquele objeto na qual será retratado na dela, precisamos entender o ambiente que esse objeto está inserido, Qual o contexto histórico, Que efeitos ele causa no meio que ele está inserido.Com essas pesquisas conseguimos aprofundar ainda mais no que queremos retratar e isso nos ajuda a encontrar uma voz própria para o documentário. O fato de os documentários não serem uma reprodução da realidade dá a eles uma voz própria. Eles são uma representação do mundo, e essa representação significa uma visão singular do mundo. A voz do documentário é, portanto, o meio pelo qual esse ponto de vista ou essa perspectiva singular se dá a conhecer. (NICHOLS, 2012, p. 73)
Nesse trecho acima Nichols cita que o documentário não é simplesmente uma reprodução da realidade e sim uma representação do mundo sendo assim ao produzilo é levado em conta a visão de quem o produz e é a partir dessa visão que encontramos a voz do documentário, que como citado anteriormente é o meio na qual servirá de guia par construção do mesmo. A voz do documentário pode defender uma causa, apresentar um argumento, bem como transmitir um ponto de vista. Os documentários procuram nos persuadir ou convencer, pela força de seu argumento, ou ponto de vista, e pelo atrativo, ou poder, de sua voz. A voz do documentário é a maneira especial de expressar um argumento ou uma perspectiva. (NICHOLS, 2012, p. 73)
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Ao decidirmos a ideia que queremos retratar e encontramos a voz do nosso documentário temos que iniciar a etapa da escrita da sinopse (o que é o filme) e do argumento (como será o filme) esses serão os textos que sintetizaram o que se quer passar através do documentário. A sinopse é a descrição sintética do documentário na qual é necessário em um número reduzido de linhas deixar claro ao leitor do que se trata aquela obra, segundo Lucena(2012) “Uma boa sinopse fará com que o leitor se interesse pelo projeto. Para isso é necessário ser o mais objetivo possível na apresentação da idéia na sinopse”. Após escrever a Sinopse damos início a criação do argumento que é o texto mais detalhado e específico, o argumento é um esboço documentário na qual descrevemos com ele será ou seja indicando a estrutura básica do filme. O argumento, seguindo sua função de mostrar como será o filme, deve apresentar uma breve descrição de seus personagens e/ou tema abordado, indicações de locação e ambiente, os tipos de imagem escolhidos, a forma de narrativa (narração em off ou depoimentos diretos, por exemplo). Também deve conter informações sobre os eventos a serem filmados, onde serão filmados, as pessoas ou tipos de pessoas a serem filmados. Deve definir o background do filme – os tipos de depoimento, as tomadas de cobertura, as imagens ou ilustrações de arquivo que serão usadas." (LUCENA, 2012, p. 31)
Para melhor desenvolvermos um argumento segundo Sergio Puccini (2007) devemos responder 6 questões: “O quê?,Quem?,Quando?,Onde?,Como? e Porquê?.” Essas perguntas nos ajudaram a entendermos melhor o texto na qual queremos retratar e dar uma maior profundidade ao nosso argumento. O “O que?” diz respeito ao assunto do documentário, seu desenvolvimento, sua curva de tensão dramática. O “Quem?” especifica os personagens desse documentário (os personagens sociais e, se por acaso houver, os de ficção muitas vezes criados para auxiliar a exposição do tema), além de estabelecer os papéis de cada um deles. O “Quando?” trata do tempo histórico do evento abordado. O “Onde?” especifica locações de filmagem e/ou o espaço geográfico no qual transcorrerá o evento abordado. O “Como?” especifica a maneira como o assunto será tratado, a ordenação de seqüências, sua estrutura discursiva, enfim, suas estratégias de abordagem. E o “Porquê?” trata da justificativa para a realização do documentário, o porquê da importância da proposta (a necessidade de uma justificativa é mais pertinente em projetos de filmes documentários do que em filmes de ficção). (PUCCINI, 2007, p. 93)
O argumento precisa ser claro para que qualquer pessoa que leia ele entenda do que se trata o documentário após terminado o argumento teremos a história clara em nossa mente e assim poderemos partir para a próxima etapa que é o roteiro. O roteiro é uma das partes mais importantes na concepção de um documentário, pois ele te ajudara a se guiar no processo de captação do material para o documentário
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porém diferentemente de um roteiro para um filme de ficção na qual você já escreve o que o ator irá atuar lá na hora da gravação em um documentário é diferente pois como ele é composto em sua maioria por entrevistas ou gravações de situações reais não existe uma atuação naquele momento,então um roteiro de documentário precisa ser pensado de uma maneira diferente a um roteiro de ficção. Se no filme de ficção a escrita do roteiro ocorre integralmente no período da pré-produção, no documentário essa escrita muitas vezes se manifesta de maneira diferente; trata-se de uma escrita em aberto, que se estende por todo o processo de realização do filme. (PUCCINI, 2007, p. 09)
No começo de um roteiro de documentário devemos expor o tema no qual será tratado indicando cenas que nos possibilitem apresentar bem esse tema, após isso criar maneiras de introduzir personagens e temas que farão parte dessa história indicando assim o rumo na qual o documentário vai seguir, devemos especificar em roteiro os personagens que participaram de nosso documentário e especificar a função daquele no mesmo porem não é possível determinar o que será dito pelo personagem pois diferente de um filme de ficção o documentário contará com depoimentos reais coisas que são impossíveis de se prever em um roteiro. Porém é bom delimitar os rumos que se quer tomar com o documentário no roteiro para se ter uma guia de como conduzir as entrevistas, filmagens e o andamento geral do projeto. Como citado anteriormente por Puccini o Roteiro de documentário está sempre em aberto pois coisas que são citadas durante a gravação do projeto podem acarretar mudanças no roteiro. O argumento do documentário é quase sempre aberto, porque filmar personagens reais, fatos e locações realistas envolve o acaso, um elemento sempre presente nesse tipo de produção. Ao fazer uma entrevista, mesmo sabendo o que vai perguntar, você pode se surpreender e obter respostas, ou novos fatos, que levem a caminhos totalmente diferentes dos previstos no seu argumento. (LUCENA, 2012, p. 40)
Um dos elementos citados anteriormente como determinante na criação de roteiros de documentários são as entrevistas que desde a popularização dos documentários no mundo é algo presente em grande parte desses filmes, elas são importantes para contextualizar o tema abordado, para introduzir os personagens na história e para expressar a opinião dos mesmos. A exploração do recurso da entrevista como principal ponto de sustentação da estrutura discursiva do filme vem a ser uma das características do
22 documentário, à qual filmes de ficção muitas vezes recorrem sempre que desejam possuir uma aparência documental (Cidadão Kane, (Citizen Kane, 1941), de Orson Welles, é talvez o melhor exemplo). Grosso modo, poderíamos dizer que a entrevista está para o documentário assim como a encenação está para o filme de ficção. (PUCCINI, 2007, p. 100)
A maneira como o autor lida com as entrevistas que vão estar presentes em seu filme mostra muito como será a construção daquele documentário levando em conta o tipo e a proposta daquele autor. Eduardo Coutinho é um exemplo de documentarista que tem como preocupação central em seus filmes a sua relação com o entrevistado, ele conta a história de seus filmes através da interação entre o entrevistador e o entrevistado para ele é crucial essa interação e já faz parte do seu estilo de trabalho documental. Porém já há outros autores que lidam constroem de maneira diferente suas entrevistas utilizando apenas a fala dos entrevistados e com isso criando a narrativa através das falas dos personagens e intercalando com inserções e transições de imagens, isso é algo que depende muito do tipo de documentário na qual esse autor quer trabalhar. Algo que é muito determinante na escolha do modelo de entrevista que o autor irá utilizar em seu filme é o tipo de documentário na qual o autor irá produzir a sua obra que segundo Nichols (2012) existem seis tipos de documentários: poético, expositivo, participativo, observativo, reflexivo e performático. Esses seis modos determinam uma estrutura de afiliação trouxa, na qual os indivíduos trabalham; estabelecem as convenções que um determinado filme pode adotar e propiciam expectativas específicas que os espectadores esperam ver satisfeitas. Cada modo compreende exemplos que podemos identificar como protótipos ou modelos: eles parecem expressar de maneira exemplar as características mais peculiares de cada modo. Não podem ser copiados, mas podem ser emulados quando outros cineastas, com outras vozes, tentam representar aspectos do mundo histórico de seus próprios pontos de vista distintos. (NICHOLS, 2012, p. 135-136)
Os tipos de documentários ajudam o cineasta a estruturar o seu filme, ou seja ajudam o autor a guiar a narrativa na qual ele quer contar em seu filme, porém ao escolher um modo de documentar não significa que o autor não possa utilizar características de outros modos, porém todo documentário terá um modo dominante. As características de um dado modo funcionam como dominantes num dado filme: elas dão estrutura ao todo do filme, mas não ditam ou determinam todos os aspectos de sua organização. Resta uma considerável margem de liberdade. (NICHOLS, 2012, p. 136)
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Para exemplificarmos melhor os modos de documentário apresentaremos uma breve explicação dos mesmos e também exemplos para ilustrar cada um deles. 2.1.1.Documentário Poético
O modo Poético é um tipo de documentário que valoriza mais a estética e imagens que transmitem emoções e causem impactos pelo visual do que pela defesa de algum argumento, nesse modo o visual é mais importante que o verbal. O modo poético é particularmente hábil em possibilitar formas alternativas de conhecimento para transferir informações diretamente, dar prosseguimento a um argumento ou ponto de vista específico ou apresentar proposições sobre problemas que necessitam solução. Esse modo enfatiza mais o estado de ânimo, o tom e o afeto do que as demonstrações de conhecimento ou ações persuasivas. O elemento retórico continua pouco desenvolvido. (NICHOLS, 2012, p. 138)
Um documentário que se encaixa nessa categoria é o curta metragem “Olhos de Ressaca” do ano de 2009 da diretora Petra Costa, o curta conta a história de Vera e Gabriel Andrade que são casados há 60 anos, o documentário mostra a história do casal desde os primeiros flertes até o envelhecer. Esse documentário se utiliza de imagens de arquivos pessoais que se misturam com imagens do tempo presente para transmitir as emoções presentes naquela história. 2.1.2.Documentário Expositivo
O modo expositivo é um tipo de documentário que diferentemente do poético prioriza mais o uso da linguagem verbal do que visual pois documentários expositivos se preocupam com a defesa de argumentos e se utilizam dos elementos do filme para manter a continuidade da argumentação. Os documentários expositivos dependem muito de uma lógica informativa transmitida verbalmente. Numa inversão da ênfase tradicional do cinema, as imagens desempenham papel secundário. Elas ilustram, esclarecem,evocam ou contrapõem o que é dito.O comentário é geralmente apresentado com o distinto das imagens do mundo histórico que o acompanham. Ele serve para organizar nossa atenção e enfatiza alguns dos muitos significados e interpretações de um fotograma. Portanto, presume-se que o comentário seja de ordem superior a das imagens que o acompanham. Ele provém de um lugar ignorado, mas associado a objetividade ou onisciência. Na verdade, o comentário representa a perspectiva ou o argumento do filme. Seguimos o conselho do comentário e vemos as imagens como comprovação ou demonstração do que é dito. (NICHOLS, 2012, p. 143-144)
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Um documentário que se encaixa nessa categoria é o longa metragem “Democracia em Vertigem” do ano de 2019 também da diretora Petra Costa, o longa conta a o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e também mostra a polarização política do Brasil e ascensão da extrema direita ao poder. Esse documentário se utiliza de um recurso chamado “voz de deus” para narrar alguns acontecimentos que ocorrem no filme aliando-os a entrevistas e imagens de acontecimentos que ajudam a estabelecer a argumentação da autora.
2.1.3.Documentário Observativo
O modo observativo é um tipo de documentário que procura capturar a realidade como ela realmente aconteceu, para isso acontecer o autor evita qualquer tipo de interferência, ele apenas captura os fatos, na edição do filme deve-se evitar trilha sonoras e narrações para que esses elementos não atrapalhem na contagem dos fatos, em um documentário observativo as imagens devem falar por si só. Com frequência, os modos poético e expositivo do documentário sacrificaram o ato específico de filmar as pessoas, para construir padrões formais ou argumentos persuasivos. O cineasta reunia a matéria-prima necessária e, com ela, em seguida, dava forma a uma reflexão, uma perspectiva ou um argumento. E se o cineasta apenas observasse o que se passa diante da câmera sem uma intervenção explícita? Não seria essa uma nova e convincente forma de documentação? (NICHOLS, 2012, p. 149)
Um documentário que se encaixa nessa categoria é o longa metragem “Juizo” do ano de 2007 da diretora Maria Ramos, o longa mostra a trajetória de jovens menores de 18 anos que foram presos, o filme mostra as audições dos menores com os juízes e momentos no local de reclusão dos mesmos. Esse filme mostra os processos depois da prisão desses jovens sem nenhuma interferência da autora do documentário. 2.1.4.Documentário Participativo
O modo participativo é um tipo de documentário na qual o autor é um sujeito ativo no processo de gravação, fazendo que o autor faça parte daquele meio na qual ele está documentando através de interações com o meio e com as pessoas na qual estão sendo entrevistadas. Quando assistimos a documentários participativos, esperamos testemunhar o mundo histórico da maneira pela qual ele é representado por alguém que nele
25 se engaja ativamente, e não por alguém que observa discretamente, reconfigura poeticamente ou monta argumentativamente esse mundo. O cineasta despe o manto do comentário com voz-over, afasta-se da meditação poética, desce do lugar onde pousou a mosquinha da parede e torna-se um ator social (quase) como qualquer outro. (Quase como qualquer outro porque o cineasta guarda para si a câmera e, com ela, um certo nível de poder e controle potenciais sobre os acontecimentos). (NICHOLS, 2012, p. 154)
Um documentário que se encaixa nessa categoria é o longa metragem “Edifício Master” do ano de 2002 do diretor Eduardo Coutinho, o longa mostra o cotidiano de pessoas que moram no edifício Master que fica localizado em Copacabana no Rio de Janeiro, para a gravação desse filme Eduardo Coutinho e sua equipe moraram três semanas nesse edifício para que com isso eles pudessem se ambientar ainda mais com aquele ambiente e conseguir transmitir isso em seu documentário, nas entrevistas o autor interage com os entrevistados criando assim um maior vínculo entre os dois.
2.1.5.Documentário Reflexivo
O modo reflexivo é um tipo de documentário que através da participação de seu autor no documentário tenta fazer com que o seu expectador reflita sobre o tema apresentado, mostrando que aquilo é algo que está sendo documentado e não simplesmente uma filmagem do que está acontecendo, causando assim uma dúvida no expectador e fazer com que ele tire uma conclusão sobre o assunto ali levantado. Se, no modo participativo, o mundo histórico provê o ponto de encontro para os processos de negociação entre cineasta e participante do filme, no modo reflexivo, são os processos de negociação entre cineasta e o espectador que se tornam o foco de atenção. Em vez de seguir o cineasta em seu relacionamento com outros atores sociais, nós agora acompanhamos o relacionamento do cineasta conosco, falando não só do mundo história como também dos problemas e questões da representação. (NICHOLS, 2012, p. 162)
Um documentário que se encaixa nessa categoria é o curta metragem “Filosofando com minha avó” do ano de 2017 do diretor Eduardo Ximenes, o curta mostra o diretor conversando com a sua avó sobre a vida dela e como ela se sente, e intercalando com isso o diretor coloca imagens de galáxias intercalado com falas dele sobre qual o sentido da vida, causando assim uma reflexão no espectador ao se questionar sobre o sentido da vida olhando pelos nossos olhos e pelo olhar da avó do diretor.
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2.1.6.Documentário Performático
O modo performático é o tipo de documentário que caracterizam-se pela subjetividade que traz o autor para o centro do filme, o autor tem controle sobre o que é contado, geralmente esses documentários se utilizam de “voz over” em primeira pessoa e estimula a auto reflexão do autor. Estaria o conhecimento mais bem descrito como algo abstrato e imaterial, baseado em generalizações e no que é típico, na tradição da filosofia ocidental? Ou estaria ele mais bem descrito como algo concreto e material, baseado nas especificidades da experiência pessoal, na tradição da poesia, da literatura e da retórica? O documentário performático endossa esta última posição e tenta demonstrar como o conhecimento material propicia o acesso a uma compreensão dos processos mais gerais em funcionamento na sociedade. (...)Um tom autobiográfico compõe esses filmes, que têm semelhança com a forma de diário do modo participativo. Os filmes performáticos dão ainda mais ênfase às características subjetivas da experiência e da memória, que se afastam do relato objetivo. (NICHOLS, 2012, p. 169-170)
Um documentário que se encaixa nessa categoria é longa metragem “Diário de uma Busca” do ano de 2011 da diretora Flavia Castro, o longa mostra a Diretora em busca de respostas sobre o possível assassinato de seu pai Celso Castro no ano de 1984, a diretora ao longo do filme reconstitui a história de vida e morte de seu pai, ela encontra pessoas e visita lugares afim de entender a vida e a morte de seu pai. Para se fazer um documentário é necessário ter em mente sobre o que se quer falar,pesquisar sobre o assunto para que se possa aprofundar nele e assim saber que rumo tomar naquele documentário, descobrir o tipo de documentário que se encaixa melhor em sua proposta, desenvolver sinopse e argumentos para poder exemplificar aquilo que se quer ser trabalhado, roteirizar para saber que rumo seguir na obtenção das imagens para o desenvolvimento da obra e após isso entrar de fato na obtenção da imagens e pós produção e assim desenvolver uma obra de documentário. 2.2.Terceiro Setor A primeira vista, devemos entender o como o conceito “terceiro Setor” toma forma no mundo, chega no Brasil, quais seus propósitos e transformações desencadeadas
para
que
chegássemos
ao
cenário
atual.
O
termo sessentista,"nonprofit sector", a princípio surgiu nos Estados Unidos e apontava para as instituições que miravam filantropia. Pode-se dizer que o "terceiro Setor é composto de organizações sem fins lucrativos, criadas e mantidas pela ênfase na participação voluntária, num
27 âmbito não-governamental, dando continuidade às práticas tradicionais de caridade, da filantropia e do mecenato e expandindo o seu sentido para outros domínios, graças, sobretudo, à incorporação do conceito de cidadania e de suas múltiplas manifestações na sociedade civil"(1997:27)
Visando solucionar o embate ideológico entre socialismo e liberalismo e percebendo que tanto o estado quanto o mercado agem de forma ineficiente às necessidades e demandas da sociedade, surge o terceiro setor. Um modelo fruto da “interdependência de nação e comunidade” com interesses e valores coletivos que se ajustam ao seu tempo e espaço(Giddens, 2001, p 52). A Fundação Ford, segundo Falconer(1999), e outras organizações europeias e americanas, deram força para o conceito no Brasil,inclusive, um dos primeiros indícios nacionais foram as Santas Casas de Misericórdia. Ao mesmo tempo que no Brasil o terceiro setor era relacionado a ONGs e movimentos sociais, foi também uma resposta ao autoritarismo do estado que teve origem nas décadas de 60, 70 e 80, quando a ditadura militar ameaçava a democracia(Liesenberg, 2004, p 18). Essa resposta foi o que fez surgir inúmeras organizações que lutam (e até hoje lutam) pelos direitos e transformações sociais, o que na década seguinte transfigura o Terceiro Setor com uma “grande promessa”, no sentido de emancipação, como escreveu Falconer. (...)Na década de noventa, o Terceiro Setor surge como o portador de uma nova e grande promessa: a renovação do espaço público, o resgate da solidariedade e da cidadania, a humanização do capitalismo e, na medida do possível, a superação da pobreza. Uma promessa realizada através de atos simples e fórmulas antigas, como o voluntariado e filantropia, revestidas de uma roupagem mais empresarial. Promete-nos, implicitamente, um mundo onde são deixados para trás os antagonismos e conflitos entre classe e, se quisermos acreditar, promete-nos muito mais.(Falconner, 1999, p. 3)
Garante Falconer (1999, p 2), que as atitudes que dão nome ao terceiro setor são as que de alguma forma fazem bem para a sociedade num todo. Vê-se também uma mudança de direção do jeito em que o cidadão participa do universo público. (...) Terceira Via se refere a uma estrutura de pensamento e de prática política que visa a adaptar a social democracia a um mundo que se transformou fundamentalmente ao longo das últimas duas ou três décadas. É uma Terceira Via no sentido de que é uma tentativa de transcender tanto a social democracia do velho estilo quanto o neoliberalismo. (Giddens, 2001, p. 36)
Este modelo de setor se transforma em uma espécie de ferramenta de poder comunitário, uma organização civil que quando recebe apoio garante o crescimento da comunidade em diferentes aspectos.Em 2006, segundo dados do IBGE(2006), cerca de 519 milhões totalizavam o número de atuantes e colaboradores em todo o Brasil.
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Hoje ainda falta noção dos reais impactos da desestabilização econômica causada pela pandemia e de como a bipolarização política afeta este setor. O governo antigo se baseava no bem estar passivo - pagamentos de transferência, serviços burocráticos e planejamento social. O novo governo precisa gerar bem-estar ativo - empregos comunitários, aprendizado vitalício e delegação social. A terceira via deseja reavaliar o Estado de bem-estar do pósguerra; não desmantelá-lo, mas resgatá-lo. (Giddens, 2001, p. 54)
O Terceiro Setor também tem buscado o fortalecimento comunitário, isso hoje tem se mostrado cada vez mais necessário, não é a toa que para Giddens (2001, p. 51), além da construção de uma política de bem estar social, a terceira via é “... a crença de que uma economia e uma sociedade fortes se revigoram mutuamente”. Com essa visão, a Terceira via vem se desenvolvendo fortemente no que diz respeito ao patrimônio social, de acordo com Ronalda Barreto (2001, apud Gohn 1998) “o terceiro setor tem sido caracterizado como uma área estratégica na economia, a economia social, movimentando recursos, gerando empregos, fazendo-se presente na área da economia informal e formal, por meio de cooperativas de produção que atuam em parceria com programas públicos e demandas terceirizadas das próprias empresas, atuando, também, no âmbito da requalificação de trabalhadores, a exemplo de cursos desenvolvidos com recursos do Fundo de Apoio ao Trabalhador — FAT.” Podemos observar, portanto, que o Terceiro Setor já se tornou parte fundamental da caixa de ferramentas da sociedade quando o assunto é a luta pela igualdade. É cada vez mais comum vermos institutos educando e formando profissionalmente pessoas do grupo em áreas que vão ao encontro de seus próprios interesses, já que entendem melhor as necessidades e vontades da comunidade na qual estão inseridos muito melhor do que primeiro e segundo setor.
2.3. Resiliencia e Superação Na psicologia superação é mais conhecido como resiliencia que segundo Guttenberg A resiliência pode ser definida como uma capacidade universal que possibilita a pessoa, grupo ou comunidade prevenir, minimizar ou superar os efeitos nocivos das adversidades, inclusive saindo dessas situações fortalecida ou até mesmo transformada, porém não ilesa (Grotberg, 2005).
Ou seja, é a força que precisamos para superar as adversidades que convivemos em nossa vida, porem de onde vem essa força?,é uma boa pergunta para se fazer pois resiliencia não é só suportar a adversidade e sim conseguir supera-la e seguir em frente mesmo em meio as dificuldades. “A resiliência é muito mais que o fato de suportar uma situação traumática, consiste também em reconstruir-se, em comprometer-se em uma nova dinâmica de vida.” 8 (Vanistendael e Lecomte, 2004, p. 91)
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Quando se vive em um pais como o Brasil como uma desigualdade social tão grande é bem necessário praticarmos a resiliencia é ai que entra o terceiro setor para auxiliar de fato que precisa de uma ajuda para superar as dificuldades do dia a dia.
3. BÍBLIA DE PRODUÇÃO
3.1. Explicação do título O nome do documentário “Criando Caminhos” surgiu depois de uma conversa da produtora Escalera com o presidente do instituto Viver Melhor o Sr. Valdir Ferreira da Silva. Ele explicou que ao ter um filho deficiente e passar por muitas dificuldades, ele decide criar um projeto para ajudar pessoas que estão em situação parecida. Escolhemos esse nome, pois ele remete a duas coisas que vamos mostrar em nosso documentário a história de Valdir que foi criando caminhos para ele se tornar essa pessoa que é hoje, e a porta que ele abre a outras pessoas através de seu instituto, e como a gratidão dessas pessoas criam caminho para elas próprias e para diversas outras. 3.2. Sinopse O documentário “Criando Caminhos” apresenta a história de superação de Valdir órfão criado em um abrigo, decide criar um instituto para mudar vidas inspirado pelo seu filho portador de deficiência chamado Ayrton Senna. Criando assim uma rede de solidariedade de todos ali envolvidos.
3.3. Objetivos
3.3.1. Geral
Produzir um documentário que fale sobre superação, mostrar que em meio a dificuldades é possível crescer e usar esse crescimento com exemplo para outras pessoas e atingir assim a vida delas.
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3.3.2. Específicos
Mostrar o que motivação de alguéma querer ajudar o próximo. Mostrar como um amor de pai pode ser impactante na vida de alguém. Mostrar como a vida de alguém pode mudar através da solidariedade. Mostrar o que motiva alguém a querer repassar um conhecimento adquirido para frente.
3.4. Classificação do Projeto
A classificação indicativa foi sancionada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com o fundamento na Constituição Federal de 1988, junto com o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), a Lei n°8.069, de 13 de julho de 1990,que visa adequar o tipo de conteúdo que é exibido pelo maior veículo de comunicação em massa, a televisão. A princípio, a classificação indicativa leva o equilíbrio de duas concepções: o direito a liberdade de expressão e o dever de proteção a criança e ao adolescente. Tendo isso em vista, temos duas vertentes que devemos seguir: o dever e os efeitos. As empresas de streaming e emissoras de TV tem o dever de criar conteúdo de alta relevância, transmitindo a informação e entretenimento para todos os públicos. A partir do momento que a emissora de TV ou serviços de streaming passa a reproduzir esse conteúdo cinematográfico na sua grade horaria, é obrigatório acatar as leis estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Secretaria Nacional de Justiça em relação aos horários de exibição do conteúdo.
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Por se tratar de uma obra audiovisual que não apresenta nenhum conteúdo potencialmente prejudicial a alguma faixa etária a classificação do Documentário “Criando Caminhos” é Livre para todos os públicos.
3.5. Argumento
3.5.1.Visão Original
Relatar a história de um homem que cresceu em um orfanato, com o passar do tempo se casou com uma mulher e eles tiveram um filho deficiente. A partir da chegada desse filho a vida desse homem muda, essa família passou por várias dificuldades para conseguir se manter, educar o seu filho e cuidar dele. E essas dificuldades levaram esse homem a criar um instituto e ajudar outras vidas. Como ações de uma pessoa pode mudar direta e indiretamente a vida de outras, em nossa fundamentação teórica abordamos como plano principal a superação que é o sentimento que une os personagens apresentados em nosso documentário.
3.5.2. Proposta do Documentário
A proposta do documentário é apresentar a história de superação de Valdir que ao crescer em um orfanato sempre teve o sonho de ser pai para poder ser para alguém a pessoa que ele nunca teve presente em sua vida, porém ao ter esse filho descobre que ele possui uma deficiência e isso demandava ajudas externas que com o esforço
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de Valdir foram atendidas isso causou nele a vontade de retribuir essa ajuda a outras pessoas. O documentário será dividido em cinco núcleos na qual cada um deles contará histórias únicas que se conversam entre si mostrando os caminhos criados por cada um através de Valdir e seu instituto.
3.5.3. Eleição e descrição dos objetos
Casa do Valdir Apresentar a casa onde Valdir mora e utilizá-la como plano de fundo para contar a históriado mesmo.
Imagens de Arquivo de Valdir Ilustrar eventos da vida de seu Valdir e mostrar seu filho na qual inspirou a criação de seu instituto.
Animações Gráficas Animações computadorizadas utilizadas para ilustrar a historia que é contada.
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Instituto Viver Melhor Imagens dos ambientes do instituto para introduzi-lo na história.
Valdir Ferreira da Silva Fundador do Projeto e de quem contaremos a história do mesmo no documentário.
Enedice Maria Ferreira da Silva Esposa de Valdir e Co-fundadora do Instituto “Viver melhor”.
Rosa Aparecida dos Santos Advogada e Professora de Costura do Projeto.
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Sonia Maria dos Santos Aluna de costura do projeto quer teve sua vida mudada através da costura.
João Carlos (Mestre Zizo) Professor de capoeira e representante do Centro Cultural Aruandê de capoeira.
3.5.4.Eleição e justificativa para estratégias de abordagem
Procedimento Geral: A proposta é Contar a Vida do Valdir através de entrevistas dele e de sua esposa, e de pessoas que fazem parte do projeto que ele criou, para isso faremos visitas ao instituto “Viver Melhor” para gravarmos imagens das oficinas ministradas neles e utilizá-las como inserts no documentário, utilizaremos animação gráfica para ilustramos em alguns momentos o que é falado pelos entrevistados, e assim contar a história do Valdir e como ele impactou direta e indiretamente as pessoas ao seu redor Lugares e paisagens: Os lugares escolhidos para ambientar o documentário são a casa do Valdir localizado no Bairro de Sapopemba na Zona Leste da cidade São Paulo e no instituto “Viver Melhor” localizado no Bairro de Itaquera também na Zona Leste da cidade de São Paulo. Gravaremos na casa do Valdir para inserirmos a vida dele no documentário e ela servirá como plano de fundo para as entrevistas do Valdir e da sua Esposa, Já as Gravações no Instituto servirá para introduzir o fruto do trabalho do Valdir e Gravarmos com os professores e alunos que foram impactados por ele.
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Entrevista Valdir e Esposa: Utilizaremos as entrevistas para Conhecermos a Vida do Casal e as motivações para quererem criar um instituto. Entrevistas no Instituto: Utilizaremos as entrevistas com as pessoas do instituto para entendermos o impacto direto e indireto do Valdir na Vida dessas pessoas. Aulas de Costura e Arquivos Pessoais: Utilizaremos imagens da Aula de costura e de arquivos pessoais para ilustramos as falas apresentadas no documentário.
3.5.5. Sugestão de Estrutura
1° Núcleo Valdir apresenta sua historia de vida e como constituiu sua família. 2° Núcleo Rosa conta sua ligação com o instituto e a motivação dela fazer parte dele 3° Núcleo Valdir e Enedice contam as dificuldades de se ter um filho especial e as motivações que os levaram a criar o instituto. 4° Núcleo Mestre Zizo conta sua ligação com a capoeira e como isso mudou sua perspectiva de vida e como através da capoeira conheceu Valdir. 5° Núcleo Sonia uma mulher que trabalhou 30 anos infelizes em uma mesma empresa e encontrou na costura uma renovação de vida tendo assim um caminho criado através do instituto do Valdir.
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3.5.6. Desenho de Produção
ETAPA DE PREPARAÇÃO1
DESENHO DEPRODUÇÃO
Pesquisa A definição do formato, documentário, é definida pela equipe antes mesmo da definição do tema. A partir daí ocorre a pré-pesquisa, onde em um grupo de Whatsapp compartilhávamos referencias de notícias, artigos, entrevistas e Sites. Através de webmeetings a equipe lapidou ideias até chegarmos em uma voz comum, a de falar sobre instituições que defendem o bem e interesses da comunidade. Tendo isso em mente, demos início a busca de instituições do terceiro setor, algumas foram cogitadas até que chegássemos ao “Instituto viver melhor” como definitivo para o projeto. Atado o compromisso com o presidente do Instituto, em uma entrevista online realizada com o produtor e o diretor da produtora, foi repassada para toda a equipe não só as visões individuais sobre a organização, mas também documentos próprios do instituto que desceriam mais a fundo em seu propósito no trabalho realizado. Assim, a produtora se inteirou sobre o propósito do projeto social e partir daí foi definida uma estratégia de abordagem estrutural de roteirização.
Pré-Produção
Escolha das personagens
Formulação de perguntas guia para cada personagem
Tratamento/roteiro
Criação do cronograma de gravação ETAPA DE FILMAGEM2
DESENHO DE PRODUÇÃO
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Objetos da abordagem Serão três os pontos focais:
A vida do presidente do instituto
A Criação do instituto
Pessoas impactadas pelo projeto
Detalhes da Abordagem As gravações ocorrerão em ambientes internos e externos, priorizando os personagens em seus espaços de convívio. Providências e Infra-estrutura de Produção Será essencial seguirmos os protocolos de segurança no trabalho audiovisual no âmbito da pandemia covid-19;Preparação de autorizações de uso de imagens. Equipe de gravação Direção - Kelvin Dantas Assistente de direção – Paulo Sales Produção-Lucas Ribeiro Assistente de Produção: Fernanda Albuquerque Cinegrafia e som: John Clayton e Som – Leandro Aquino Direção de arte: Leticia Rodriguês
Equipamento de Vídeo 1-Câmeras Dslr Canon T5i Equipamento de Áudio 1- Microfone Direcional 2- Gravador Zoom H5 3- Vara para Microfone direcional Boom
Dias de gravação Por conta, principalmente, da agenda dos membros da Produtora as gravações ocorreram nos dias 14,15 e 17 de Julho de 2021.
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Horas de Gravação por dia Utilizamos nesses dias, 8 horas de gravação, divididas em insertos e depoimentos.
ETAPA DE EDIÇÃO3
DESENHO DE PRODUÇÃO
Infra-estruturapara Edição Será utilizado um computador pessoal com o programa de edição PremiereCC.
Montagem-Manipulação de Sons e Imagens Todas as imagens serão originalmente feitas pela produtora; as fontes dos textos serão da mesma famíliatipografica, tanto para Gc´s, quanto para as partes que precisarem de legendas. Para as músicas e trilha sonora, optamos por utilizar trilhas brancas, por conta da variedade existente. Nesta parte do projeto também ocorre a sincronização do áudio com vídeo.
Equipe Nathan Galvão e Kelvin Dantas serão os responsáveis pela montagem, edição e finalização do Projeto.
ETAPA DE FINALIZAÇÃO4
DESENHO DE PRODUÇÃO
Pós-Produção
Para o vídeo
Buscaremos a correção/afinação das cores
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Estabilizaçãodos takes
Produção e inserção de GC’s e vinhetas
Para o áudio
Alinhar DB das pessoas entrevistadas
Reduzir ruídos
Masterização
3.6.Referência Estética O Documentário “Criando Caminhos” será ambientado no instituto “Viver Melhor” que fica localizado na Zona Leste da Cidade de São Paulo-SP, um documentário que mostrará a história de superação de um homem que cresceu sem família, e ao constituir a sua precisa de ajuda de pessoas próximas para cuidar de seu filho portador de deficiência e isso desperta a vontade de criar um instituto para retribuir toda essa ajuda que lhe foi proporcionada. Para introduzirmos essa historia utilizaremos animações gráficas mescladas com as entrevista tendo como referencia a serie documental “Losers” do diretor Mickey Duzyj, o documentário conta a historia de atletas que sofreram derrotas e como eles fazem para essas derrotas se transformarem em experiências positivas, utilizamos esse elemento da serie para demonstrar o momento de superação de Valdir.
Losers (Reprodução: Netflix,2021)
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Como referência estética para a parte das entrevistas utilizaremos o documentário chamado “Edifício Master” do diretor Eduardo Coutinho mostra o cotidiano de pessoas que moram no edifício Master que fica localizado em Copacabana no Rio de Janeiro, nas entrevistas do documentário é mostrado muitas vezes o fundo do cenário para que aquilo faça parte também do que é contado e utilizaremos isso como referência nas entrevistas de nosso documentário.
Edifício Master (Reprodução: Globo Play,2021)
3.7. Público-alvo
O público-alvo são adultos de 25 a 35 anos, da Classe C e D, levando em consideração dados disponíveis pelo Youtube essa faixa etária passa 40 % do tempo em redes sociais como o Youtube, e procuram por conteúdos mais elaborados então por isso e pela temática do Documentário delimitamos a essa faixa de público-alvo. 3.8. Veiculação/Distribuição
O Youtube é um dos maiores sites de compartilhamento de vídeos,ocupando o segundo lugar entre os maiores buscadores da internet; atrás apenas do Google; o YouTube já conta com mais de 1,5 bilhão de usuários ativos todos os meses. Estimase que cada um dos usuários passe em média, uma hora e 15 minutos assistindo a vídeos na plataforma todos os dias. O site foi criado em 2004, por Chad Hurley, um ex-funcionário da PayPal. A ideia surgiu quando ele encontrou dificuldades para compartilhar um vídeo que gravou entre amigos. Tempo depois Hurley se juntou a outros dois colegas da PayPal, Steve Chen e Jawed Karim, e em 14 de fevereiro de 2005, o trio inaugurou o domínio youtube.com.
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Escolhemos esta plataforma por ser um site de streaming e compartilhamento de fácil acesso e com altos índices de visualização, onde é possível encontrar vídeos com diferentes gêneros e categorias como também outros documentários, aumentando assim as nossas chances de visibilidade para o assunto: terceiro setor, ongs e educação. Também será disponibilizado o Vídeo em DVD para melhor distribuição e reprodução. O streaming possibilita que através de uma conta (que pode ser gratuita ou paga, depende da plataforma), é possível ter acesso a um acervo de filmes, séries, vídeos, músicas e outros conteúdos que seriam mais difíceis de acessar legalmente de forma individual, com os custos de cada mídia física separadamente como CDs e DVDs, sendo uma ferramenta antipirataria.
3.9. Justificativa No início do projeto nos reunimos a fim de decidir qual projeto audiovisual iríamos produzir e chegamos ao consenso do grupo levando em consideração o que já foi produzido pela produtora que iríamos produzir um documentário, escolhemos o documentário pela dinâmica que ele possibilita para nós contarmos uma históriae também analisando as possibilidades de construção audiovisual em meio a uma pandemia. Utilizando os conhecimentos adquirido ao longo do curso começamos a planejálo e com isso vem o primeiro questionamento de qual história queríamos contar e em meio a várias sugestões que foram discutidas em diversas reuniões chegamos a conclusão que queríamos contar uma história de Solidariedade, Queríamos contar o que motiva alguém a iniciar um projeto do terceiro setor. Após isso entramos em contato com diversas instituições até que encontramos o “Instituto Viver Melhor” que é gerido pelo Sr. Valdir Ferreira da Silva, em nossos contatos com o Sr. Valdir ele nos contou sua história e o que o motivou a criar o seu instituto. Levando em consideração tudo que foi conversado com o Sr. Valdir começamos a criar a narrativa do documentário e após isso decidimos que o rumo seria contar o que motiva alguém a querer ajudar o próximo e qual impacto isso tem nas pessoas ao seu redor. A importância de criar um documentário com essa temática é mostrar ao espectador que adversidades fazem parte da vida e o que importa é a maneira na qual reagimos a ela, mostraremos como surgiu a vontade de criar um projeto do terceiro setor e como foi criado e mudou a vida de diversas pessoas incluindo o criador dele.
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3.10. Cronograma de Edição e Produção
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3.11. Orçamento Previsto
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3.12. Orçamento Real
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
4.1. Fernanda Albuquerque Frias Rocha
No começo do ano (2021) me mudei para a instituição Cruzeiro do Sul, fui recebida pela produtora ESCALERA e começamos a conversar sobre o TCC. Eles já tinham em mente que seria feito um documentário, mas, até então não havia sido decidido o tema, conversamos e decidimos procurar/pesquisar ONG’S e instituições de 3° setor que tivessem uma boa história para nos contar. Pesquisamos diversas ONG’S com diferentes segmentos e encontramos a "Viver Melhor", entrei em contato com o responsável para explicar sobre nosso projeto e como seria, muito solícito o Sr.Valdir adorou a ideia e desde o início já se mostrou interessado a participar e acrescentar no nosso trabalho. Conversamos bastante com ele por meio de ligações para que ele pudesse nos contar toda sua trajetória e história até que chegasse na criação desta instituição. Marcamos para conhecer o local e iniciar as gravações, infelizmente não pudemos ir todos por questões de horário de cada integrante do grupo, com certeza senti falta dessa parte que pra mim é a mais satisfatória e também importante, pois, agrega e facilita a realização do produto escrito. Realizar o TCC em meio a uma pandemia realmente foi desafiador, pois, não pudemos ter um contato maior com os professores pessoalmente o que dá toda diferença e também o próprio grupo não pôde se reunir presencialmente. É estranho terminar o trabalho sem ter conhecido os colegas e os professores, mas de qualquer forma fizemos o melhor diante de toda a situação. Agradeço aos orientadores e ao grupo por todo aprendizado nestes dois semestres de produção que com certeza levarei para sempre.
4.2. John Clayton Ferreira de Jesus
Finalmente consegui, a ficha aos poucos vai caindo de que finalizei o curso de Radio TV. Sempre foi meu sonho trabalhar com televisão, acredito que nada na nossa vida acontece por acaso tudo tem um propósito, e o curso não será diferente. Aqui aprendi um pouco de cada função de um projeto televiso, sem contar que me ajudou também na desinibição porque essa área não é só um sonho como também um desafio.
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Confesso que o curso não foi fácil, os primeiros semestres me incentivaram a apostar nesse sonho, depois o negócio só foi complicando rs’ Mas foi uma experiência incrível, onde levarei pessoas, projetos, professores, a própria universidade no coração. Quanta gente criativa e inteligente que jamais se não tivesse entrado pro ramo conheceria, foi um prazer estar com todas essas pessoas todos esses anos, ah cada semestre um aprendizado novo. Só tenho a agradecer todos pelo acolhimento e apoio. O nosso TCC sobre a instituição foi mais uma experiência sem igual, onde podemos ver que não é só a gente que temos problemas, por que as vezes parece que só é com a gente e não, existe gente de diferentes tipos que estão batalhando a cada dia, cada um com seu jeitinho, obstáculo, dificuldade e traumas. A história do projeto viver melhor foi mais um incentivo, uma motivação pra todos pensarem como o sr Valdir e ver um “problema” de uma forma diferente, positiva que agregue de alguma forma na vida de outras pessoas. Agradeço ao meu grupo Escalera que tive o prazer de conhecer nesse último ano, são pessoas incríveis que merecem tudo que a de melhor nesse mundo, muito obrigado pelo acolhimento e carinho. E aos professores principalmente Bruno e Grego que estão marcados sem dúvida nenhuma na minha história. Agora entrego minha jornada nas mãos de Deus, muito Obrigado Pai sem você não seria possível, ele sabe o que é melhor pra cada um, dos altos e baixos que temos que passar pra conseguir cada coisinha na nossa vida, espero poder trabalha no ramo de alguma forma, e quem sabe não encontro alguns de vocês em algum momento da vida novamente, Gratidão. 4.3. Kelvin Dantas da Silva
Foi o primeiro documentário onde faço a função de diretor, uma grande responsabilidade. Aprendi a confiar e entender a capacidade dos outros integrantes da produtora para a produção do trabalho. Entendi que para o trabalho ser finalizado precisamos nos dedicar ao máximo. Infelizmente neste período de produção e finalização algumas pessoas ficaram mais sobrecarregadas do que outras. Porém todo o esforço valeu a pena, mesmo com a pandemia e dificuldades nós conseguimos finalizar e entrar um documentário com uma boa qualidade.
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4.4. Leandro Aquino Matos
Parece que foi ontem que havíamos começado essa faculdade, esse curso. E quando menos esperamos ou percebemos, acaba, termina. Tudo próximo do fim. Com toda certeza sentiremos falta de muitas coisas, trabalhos em equipe, aprendizados diferentes com cada um, alguns puxões de orelhadosprofessores, etc. Acho que não só eu, como a maioria, todos nós imaginávamos um final de conclusão de curso de forma diferente. Mas por conta da pandemia e infelizmente uma doença que tirou muitos parentes de suas famílias, tivemos que agir e fazer da forma que no momento seria o mais propício. De imediato, acho que em um geral todos nós pensamos:
“Como
vamos
fazer?
Estudamos
um
curso
que
se
trata
de
desenvolvimentos presencias" E com isso, já com essa frase, já se iniciava nosso TCC. Por que cursar Rádio e Tv é isso, ter idéias que ninguém ainda teve, e elaborar projetos da forma que formos propícios no momento. No nosso documentário: " Criando Caminhos", acabou sendo uma experiência em equipe bem mais diferente do que imaginava. Mas como sempre, cada dificuldade, um aprendizado. Minha conclusão com base nas pesquisas, perguntas e forma como agimos em forma do projeto, só me fez ver e sempre rever como funcionamos em termos de motivações. A instituição que fomos as perguntas feitas e forma como nossos entrevistados falaram de suas vidas, da instituição de terceiro setor e projetos de vida,foi tudo muito gratificante de se ouvir. E frisar ainda mais, que dificuldades fazem parte da vida, mas é nossa escolha como acatar. E a forma como foi a idéia inicial pra tudo referente a instituição, foi tudo muito gratificante de se ouvir e poder fazer parte desse projeto e trabalho de conclusão de curso.
4.5. Letícia Rodriguês dos Santos
Ao iniciarmos nossa jornada de produção do TCC, começamos a debater um tema, que girava em torno de outro universo que até então tinha algumas partes a ver com a pandemia que estamos vivendo. Mas o tema anterior era muito complexo e procurávamos algo que tivesse a ver com a pandemia, mas que estivesse ligado com as nossas necessidades e dia a dia. Então resolvemos falar sobre a costura, pois todos nós estávamos usando máscaras e este assunto estava diretamente ligado ao terceiro setor e as ONGs, com
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isso decidimos abordar em nosso documentário a instituição Viver Melhor e contar a sua história, mostrando como ela impactou na sociedade com seus cursos preparatórios; sendo um deles o de costura e muitos outros como o de panificação e informática, e como estes mudaram a vida de muitas pessoas, e além disso como é a vida das pessoas que trabalham nesta instituição do terceiro setor. Pensando nisso buscamos trazer o tema de uma forma que o telespectador pudesse entender como é a criação e como funciona uma instituição do terceiro setor, como a vida das pessoas envolvidas pode ser transformada por meio da educação e o que motiva alguém a querer compartilhar este conhecimento com outras pessoas. Como uma das integrantes da produtora Escalera, fiquei responsável pela escrita da parte de distribuição, expliquei onde seria postado o documentário, neste caso o Youtube, e um breve resumo de como esta plataforma surgiu e como ela funciona, além de produzir as considerações finais e contribuir em outras partes do trabalho. Foi uma longa jornada até aqui, por conta da pandemia realizamos as gravações com a equipe reduzida, realizamos as reuniões de orientação com os professores por meio de plataformas virtuais, levando em consideração também que ainda não conheci meus colegas pessoalmente pois entrei na turma ao final do curso quando já estávamos em pandemia. Esperamos com tudo alcançar as expectativas de todos que acompanharam e aos que irão assistir a produção final, agradeço com imensa gratidão aos professores orientadores, a banca e a toda a universidade.
4.6. Lucas Rodrigues Ribeiro
Chegamos ao momento mais esperado do Curso, o TCC, que é algo que carrega um misto de sentimentos, alegria por um ciclo que está se encerrando, medo do que está por vir e realização de ter cumprido o seu papel nessa fase da vida. O processo de Criação desse TCC foi bem complicado pelo motivo de estarmos em meio a uma pandemia e não pudermos nos reunir pessoalmente para decidir os rumos que iríamos tomar e isso nos causou diversos percalços como decidir o tema,formato e funções, fizemos diversas reuniões e analisamos as possibilidades e decidimos criar um documentário , com essa escolha tivemos que decidir o tema e ai complicou mais ainda pois cada um queria falar de um assunto e fizemos da maneira mais democrática possível uma votação entre os membros do grupo para escolhermos o tema e nessa conversa foi decidido que falaríamos da história de alguém que é
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responsável por uma instituição do terceiro setor após isso delegamos funções, eu fiquei com a função de produtor e tive que me esforçar muito para que tudo ocorresse da melhor maneira possível espero ter conseguido exercer essa função. Concluo essa graduação com sentimento de dever cumprido e de um sonho que se realiza, agradeço a todos que fizeram parte dessa minha jornada, fico muito feliz com esse ciclo que se encerra aqui e levarei as vivencias aqui adquiridas para o resto de minha vida.
4.7. Nathan Galvão de Sousa
Primeiramente, gostaria de agradecer a todos os envolvidos nesse projeto e todos que acompanharam e me apoiaram durante toda minha trajetória acadêmica nesses oito semestres. Esse semestre foi sem dúvidas o mais complexo de toda a minha jornada acadêmica. Todas as etapas para o desenvolvimento do projeto, apesar de já terem sido praticadas em outras atividades, me causavam muita insegurança, pois, era a hora de colocar em prática todo o conhecimento adquirido durante esses quatro anos. Apesar de nem sempre poder estar presente nas reuniões de orientação, o que me guiava e me fazia sentir mais seguro das nossas escolhas eram as orientações com o Professor Grego, que acabava dando um norte para o nosso caminho. Fui responsável pela montagem e edição final do projeto e apesar de já ter exercido essa função previamente, foi um grande desafio dar o ritmo e a estética que tínhamos em mente para o documentário. Apesar de todas as barreiras encontradas, conseguimos finalizar o projeto de maneira que rendesse orgulho a todos os integrantes e gerasse uma boa peça para exibir em nossos portfólios.
4.8. Paulo Rodrigues Sales
Antes de mais nada gostaria de começar agradecendo todas as pessoas que de alguma forma participaram e estiveram presentes durante esse período universitário, foi sem dúvidas parte fundamental em minha jornada de modo que as mesmas pessoas são o de mais valoroso que imagino poder levar de alguma forma.Depois de passar por várias produtoras com as mais inusitadas formações, me vejo concluindo o ciclo com a Escalera, que como uma escada tem seus lugares altos e baixos. Não me sinto só quando digo que a pandemia afetou irreversivelmente muitas coisas dentro de mim, as aulas online foram sem sombra de dúvidas um dos maiores desafios a serem superados, reaprender a aprender, se relacionar, ouvir e ver através do virtual
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pode não ser uma tarefa tão fácil para todos, mas vemos que, mesmo com as formas não tradicionais conseguimos entregar o que de melhor podia ser feito. Para o projeto de Documentário, inicialmente estava bem ligado na construção de tema, a primeira ideia era falar sobre a própria produção audiovisual, depois partimos para o tema psicanálise para enfim cair em uma questão que acompanhou a grande maioria dos integrantes da produtora, o terceiro setor. Nas reuniões busquei mediar os insights para que conseguíssemos direcionamento, uma idéia a ser contada, portanto, um ponto focal no qual fiz parte foi na lapidação da ideia apresentada e do conceito de direção de fotografia. Logo a função escolhida para o projeto foi a de Assistente de direção, pude ao longo da pré-produção afinar diversos pontos com as equipes de como seriam realizadas as entrevistas prévias, visitas ao local principal da gravação (instituto viver melhor), roteirizar perguntas e também focar na construção da argumentação teórica.Durante a produção, auxiliei também não só em aspectos técnicos como a captação do som e luz, mas também em entrevistas inteirascomomediador. Já na finalização, pude ver de perto o polimento final para que o que uma vez fora um projeto de um imaginário coletivo se tornar real.
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5. REFERÊNCIAS
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PUCCINI, Sérgio. Documentario e Roteiro de Cinema. 2. ed. São Paulo: Unicamp, 2007. 239 p.
IBGE.As entidades de assistência social Privadas sem fins lucrativos no Brasil 2007. Rio de Janeiro: IBGE. 2006.
FALCONER, Andres Pablo.A Promessa do Terceiro Setor: Um estudo sobre a construção do papel das Organizações Sem fins Lucrativos e de seu campo de gestão. Dissertação de mestrado. São Paulo: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP-SP. 1999
GIDDENS, A. A terceira via: reflexões sobre o impasse político atual e o futuro da social-democracia. Rio de Janeiro: Record, 2001.
GIDDENS, A. O debate global sobre a terceira via. São Paulo: UNESP, 2007.
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SILVA, Ronalda Barreto. Educação comunitária: além do estado e do mercado?. Cad. Pesqui., São Paulo , n. 112, p. 85-97, Mar. 2001 .
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GROTBERG,Edith.Novas Tendências em Resiliencia.Porto Alegre:Artes Medicas, 2005. 15 p. ,VANISTENDAEL, S. e Lecomte, J. Resiliencia y sentido da vida. Buenos Aires,Paido 2004. 91 p.
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6. APÊNDICES
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