Universidade Cruzeiro do Sul Rádio, TV e Internet
Aline Costa Queiroz – 2637108-1 Dagnan B Costa - 2157294-1 Dérick Rodrigues Volpi - 2327390-9 Francielle Cordeiro da Silva - 2044811-2 Jefferson Rodrigues do Nascimento - 2196436 - 0 Marcos Cesar Alves Giosa - 2124614-9 Pablo Vinicius Rosa Silqueira - 2085826-4 Wallace William de Andrade Lima - 2202474-3
Bíblia do Projeto Interdisciplinar Documentário PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos”
Projeto Interdisciplinar
São Paulo 2021
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Aline Costa Queiroz – 2637108-1 Dagnan B Costa - 2157294-1 Dérick Rodrigues Volpi - 2327390-9 Francielle Cordeiro da Silva - 2044811-2 Jefferson Rodrigues do Nascimento - 2196436 - 0 Marcos Cesar Alves Giosa - 2124614-9 Pablo Vinicius Rosa Silqueira - 2085826-4 Wallace William de Andrade Lima - 2202474-3
Bíblia do Projeto Interdisciplinar Documentário PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos”.
Projeto Interdisciplinar apresentado ao curso de Rádio, Tv e Internet, como parte dos requisitos necessários à transição do 5° semestre para o 6°.
Orientadores: Krishna Tavares Orientadores: Alexandre Henrique Bruno Rogerio Tavares Krishna Tavares Patricia Assuf Nechar
São Paulo 2021
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Lista de ilustrações Figura 1 – Logomarca......................................................................................06 Figura 2 – Carômetro.......................................................................................09 Figuras 3 ao 10 – Currículos........................................................................9 -11 Figura 11 – Organograma................................................................................11 Figura 12 – Classificação Indicativa.................................................................17 Figura 13 – Recortes de jornais: Ong mães da Sé..........................................23 Figura 14 – Divulgação desaparecidos em produtos/serviços........................23 Figura 15 – Rota do Tráfico de Bebês de Santa Catarina...............................25 Figura 16 – folder do dia Internacional da Pessoa desaparecida....................27 Figura 17 – RG - Número do Registro Geral...................................................28 Figura 18 –Cartilha de prevenção e enfrentamento ao desaparecimento......30 Figura 19 – Imagens de divulgação E4Vision.................................................38 Figura 20 – Edição do Projeto no Adobe Premiere.........................................40 Figura 21 – Edição Vinheta abertura – Movavi Plus.......................................40
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Sumário
Produtora..................................................................................................06 Identidade Organizacional........................................................................07 1. Sinopse.....................................................................................................12 2. OBJETIVOS..............................................................................................13 2.1 Objetivos Geral.......................................................................................13 2.2 Objetivos específicos..............................................................................13 3. Proposta do documentário........................................................................14 4. Público – alvo............................................................................................15 5. Classificação indicativa.............................................................................16 6. Veiculação/Distribuição.............................................................................17 7. Modo de apresentação..............................................................................18 8. Justificativa................................................................................................19 9. Fundamentação........................................................................................21 9.1 Fundamentação teórica sobre o gênero Documentário..........................21 9.2 Fundamentação sobre o tema................................................................21 9.2.1 – A importância das Organizações não Governamentais – Ongs.......22 9.2.2 – Tráfico de Seres Humanos...............................................................23 9.2.3 Direito a Proteção................................................................................25 9.2.4 Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado.............26 9.2.5 Prevenção e enfrentamento................................................................27
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10. Cronograma de Produção e Edição.......................................................31 10.1 Pesquisa...............................................................................................31 10.2 Trilha sonora.........................................................................................35 10.3 Vinheta Abertura...................................................................................36 10.4 Ações da Produtora..............................................................................36 10.4.1 Clipe...................................................................................................36 10.4.2 Divulgação Desaparecidos................................................................37 10.4.2 Preview..............................................................................................38 10.5 Edição e Pós Produção........................................................................38 11. Considerações........................................................................................41 12. Responder ao desafio.............................................................................42 13. Relatório individual..................................................................................43 Apêndices...............................................................................................48 Anexos....................................................................................................62
Bibliografia..............................................................................................70
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Produtora Figura 1 - Logomarca
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Identidade Organizacional A E4vision Audiovisual Company, nasceu em 25/03/19, da necessidade de criar uma produtora que cuidasse da criação e desenvolvimento em plataformas multimídias. Com o objetivo de trazer sempre bons resultados, 8 universitários se uniram nessa tarefa e fundaram a E4vision, uma produtora que visa trazer conceito e criatividade em suas produções sempre com qualidade.
Missão Nossa vocação é oferecer conteúdo com excelência, seja ele um filme publicitário, um vídeo institucional, conteúdo para internet, TV ou Cinema. Buscando o melhor em produção audiovisual, trazendo sempre nossa sensibilidade e o nosso olhar, que são a marca registrada da nossa empresa.
Visão Ser reconhecida como uma empresa de referência em qualidade nas suas produções conectando as empresas com seu público através do nosso trabalho.
Valores Trabalhar com ética e respeito, promovendo o desenvolvimento social.
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Figura 2 - Carômetro
Currículo
Aline Queiroz, determinada, proativa e criativa. Em seu currículo traz os cursos de: Auxiliar e técnico de enfermagem. Formação Acadêmica: Bacharelado em Rádio, TV e Internet pela Universidade Cruzeiro do Sul (cursando). Atividades extracurriculares: Diretora, locutora, roteiro e social mídia. Figura 3 - Aline
Figura 4 - Dagnan
Dagnan Brandão Costa, com espírito de equipe e boa comunicação. Formação Acadêmica: Ensino Superior em Gestão de Recursos Humanos, concluído no ano de 2011 pela Universidade Cruzeiro do Sul. Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Pessoas, concluído no ano de 2013 pela Universidade Cruzeiro do Sul. Ensino Superior em Teologia, concluído no ano de 2017 pela FAESP. Bacharelado em Rádio, TV e Internet pela Universidade Cruzeiro do Sul (cursando). Atividades extracurriculares: Diretor artístico, criador de personagens, editor e compositor musical.
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Dérick Rodrigues Volpi, Criativo, focado e determinado. No currículo traz os cursos de Inglês e Informática. Formação acadêmica: Ensino Superior, Bacharelado em Rádio, Tv e Internet na Universidade Cruzeiro do Sul (Cursando) Atividades extracurriculares: Pesquisa Netnografica, Direção de Podcast, Direção de programa de rádio. Figura 5 - Dérick
Franciele Cordeiro, focada, criativa, pontual em horários e em atividades que é determinada a realizar. Traz em suas bagagens os currículos em: Inglês, administração e informática. Formação Acadêmica: Bacharelado em Rádio, TV e Internet pela Universidade Cruzeiro do Sul (cursando). Atividades extracurriculares: Auxiliar de edição, atriz, locutora, dubladora e roteirista. Figura 6 - Franciele
Jefferson Rodrigues Do Nascimento: Criativo e Espirito De Equipe Formação acadêmica curso técnico de montagem e manutenção de computadores, Ex Cartorário Bacharelado em rádio tv e internet (cursando). Atividades extra curriculares: Ator, Locutor e pesquisador.
Figura 7 - Jefferson
Marcos Giosa, dedicado, criativo, espontâneo, preciso em tomada de decisões. Traz em seu currículo cursos como: edição em Photoshop CS6, Maquiagem artística e Inglês. Formação Acadêmica: Bacharelado em Rádio, TV e Internet pela Universidade Cruzeiro do Sul (cursando). Atividades Extracurriculares : edição, caracterização e filmagem. Figura 8 – Marcos
Pablo Vinícius Rosa Silqueira, criativo, determinado e com objetivo. Tem experiência em edições audiovisuais. Formação Acadêmica: Curso Técnico de Arte digital pela Escola SAGA. Bacharelado em Rádio, TV e Internet pela Universidade Cruzeiro do Sul (cursando). Atividades Extracurriculares: Editor e ator.
Figura 9 – Pablo
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Wallace Lima, focado, objetivo e concentrado. Cursou Equipamentos audiovisuais, photoshop, sony vegas, modelagem 3D e inglês. Formação acadêmica Bacharelado Rádio, TV e internet pela Universidade Cruzeiro do Sul (cursando) Técnico em Informática pela ETEC da Zona Leste. Atividades extracurriculares: Edição de vídeo e áudio e roteiro. Figura 10 – Wallace
Organograma
Figura 11 – Organograma
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Projeto Interdisciplinar Documentário PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos”
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1. Sinopse
O documentário traz o enredo do desaparecimento de pessoas, abordando possíveis causas, relatos de casos reais, e principalmente a “luta” de mães na busca por respostas do desaparecimento de seus filhos, trazendo através desse material toda força, resiliência e obstáculos que são enfrentados diariamente por essas mulheres e por tantas outras pessoas. Duração: O documentário completo terá a duração de quinze minutos, nos proporcionando pesquisas profundas, trazendo junto a elas maturidade e entendimento em base de fatos reais demonstrado em entrevistas e através de estatísticas.
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2. OBJETIVOS
2.1 Objetivos Geral Desenvolver o documentário: PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos”. Com o objetivo de transmitir ao telespectador conhecimento, empatia e conscientização por esse tema e gerar na sociedade um olhar mais amplo para aqueles que militam por essa causa.
2.2 Objetivos específicos
Através desse trabalho mostrar e conscientizar as pessoas sobre a relevância desse tema, a importância do apoio da sociedade, dos órgãos responsáveis, e de todas as esferas governamentais que permeiam por essas famílias que lutam por respostas, traremos assuntos como:
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A importância de ongs e pessoas voluntárias que militam por essa causa
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O descaso do poder público;
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Dificuldade nas Informações dos desaparecidos;
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Os danos que o desaparecimento causa nas famílias;
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A diferença da figura materna e paterna dentro desse cenário de buscas, entre outros.
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3. Proposta do documentário
O documentário abordará a questão de pessoas desaparecidas, dentro desse tema que tem uma vasta gama de abordagem, optamos em mostrar a resiliência de mães que passam a vida procurando por seus filhos desaparecidos. O objetivo do projeto é apresentar em um curta-metragem documental, casos de mães que tiveram seus filhos desaparecidos; aquelas que por algum motivo tiveram que doar seus bebês, mas que em um determinado ponto da vida começaram também por essa saga em encontrá-los. Histórias com contextos diferentes, mas ligadas pelo mesmo viés “a dor e a esperança de uma mãe em encontrar seu filho.” A produtora E4vision é constituída 80% por homens, que nunca serão “mães”, mas que querem através dessa produção ser a extensão das vozes dessas mulheres, trazer essa sensibilidade necessária para esta abordagem. O documentário não tem o objetivo de julgar nenhuma história, nem medir a dor dessas mães, mas de sensibilizar e trazer empatia por essa causa muitas das vezes ignoradas pela sociedade e órgãos responsáveis. Respeitando o isolamento social devido a pandemia da Covid-19, o produto será construído totalmente de maneira remota, contendo, causos, relatos, entrevistas, além de estatísticas e orientação dos primeiros procedimentos em caso de sumiço. O eixo de condução será transmitido através da resistência dessas mulheres que se identificam entre si.
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4. Público - alvo
Esse projeto tem como público alvo homens e mulheres entre 30 a 50 anos, da classe média – baixa, que se identificam com o tema, normalmente por ter ou conhecer alguém que passa por essa luta. Segundo a Agência Brasil, só em 2019 o número de pessoas desaparecidas ultrapassou 79 mil, para se ter uma idéia, esse número é 65% maior que o de assassinatos. A cada dia no ano de 2019, 217 pessoas desapareceram no país, enquanto outras 130 foram assassinadas, esse levantamento é feito pelo Anuário Brasileiro da Segurança Pública, que só começou a contabilizar os desaparecidos em 2017. Acredita-se com base nesses dados, que o documentário “PROCURA-SE” terá grande aceitação por parte desse público.
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5. Classificação indicativa
Atendendo às recomendações da tabela de classificação indicativa estabelecid o pelo Ministério da Justiça e disponível no link abaixo, o documentário não será recomendado para menores de 10 anos, pelo fato do documento ter um parágrafo que se refere a “Angústia” “- Conteúdos que possam provocar desconforto no espectador, tais como a apresentação de discussões ríspidas, personagens em depressão ou tristeza intensa, acidentes e destruições, morte de pais ou de pessoas ou animais com vínculos fortes com o personagem”. (Classid pg.11, 2018)
Figura 12 – Classificação Indicativa
O pedido de Classificação segue em apêndices desse documento, devidamente preenchido.
Link tabela de classificação indicativa :
https://www.justica.gov.b r/seus-direitos/classificacao/guia -pratico/guiapratico.pdf
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6. Veiculação/Distribuição O mesmo poderá ser comprado por diversas plataformas como: Netflix, Globoplay, Amazon entre outras. Segundo uma reportagem dada ao site Uol em 2020, a gigante de streaming Netflix, busca investir nos próximos anos mais de US$1 bilhão em novas produções, a informação foi dada por Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma. Ted afirmou que o objetivo do dinheiro é criar conteúdo originais e comprar filmes, séries e documentários já produzidos. Ele termina a matéria afirmando que com o surgimento de novas plataformas de streamings no mercado, a empresa se vê na obrigação de apostar em novos conteúdos de outros países, citando o Brasil como um deles.
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7. Modo de apresentação Entende-se que todo documentário segue um “modo” como estrutura, e são pelas características apresentadas no projeto que identifica-se o modo utilizado pelo diretor do documentário. Em PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos”, o modo utilizado foi o “Expositivo”, o documentário expositivo facilita as generalizações e argumentação abrangente, é o modo ideal para transmitir informações ou mobilizar apoio dentro de uma estrutura preexistente. Nele agrupam-se fragmentos de histórias reais dirigindo-se ao espectador diretamente, nesse caso expondo sobre o tema do desaparecimento e argumentando pontos específicos, que foram planejados pela equipe.
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8. Justificativa Muitas vezes se vê em jornais ou até mesmo em redes sociais, nas ruas cartazes espalhados com fotos de pessoas desaparecidas, chega a ser surpreende o número alto de desaparecidos, como no ano de 2017, segundo dados levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicado em seu site, registra-se mais de 82 mil casos de desaparecidos, um aumento considerável de mais de 10 mil desaparecimentos comparado com o ano anterior sendo mais de 71 mil casos de pessoas desaparecidas. Ainda sobre esses dados o site traz os números de alguns Estados tendo São Paulo o número de 24.366, Rio Grande do Sul 9.090, Minas Gerais 8.594, Paraná 6.952 e Rio de Janeiro 4.619. Em termos relativos, considerando a taxa de desaparecimento por 100 mil habitantes, os maiores índices são do Distrito Federal sendo de 84,5%, Rondônia 75%, Roraima 70% e Paraná 61%. Ainda segundo o levantamento, de 2007 a 2018, as estatísticas somam 858.871 casos. Considerando esse período, a média é de 71,5 mil registros de pessoas desaparecidas por ano. Já no ano de 2018 foram 24,3 mil desaparecimentos, sendo 8,5 mil de crianças e adolescentes, infelizmente a sociedade não tem noção do quão grande é esse número, isso acontece por não ter uma repercussão devida. De fato, só quem sabe a dor que tem esse tema, são as famílias que tem que passar por essa situação e principalmente as mães, por não ter o amparo necessário das autoridades que deveriam dar suporte imediato ao caso ocorrido, causando assim, desespero, insegurança ou até mesmo gerando um luto antecipado por não saberem se, seu parente está a salvo em algum lugar ou simplesmente sem vida considerado com um indigente. Segundo o dicionário Michaelis, entende-se como indigente a pessoa que vive em condições de extrema pobreza, ainda se pode encontrar adjetivos como miserável, necessitado ou até mesmo desgraçado. Os desaparecidos são ordenados em três estruturas: •
Voluntário: fuga do lar normalmente devido a desentendimentos familiares, violência doméstica ou outras formas de abuso dentro de casa.
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Involuntário: Que é o afastamento do cotidiano por um evento sobre o qual não se possui controle, como acidentes ou desastres naturais.
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Forçado: Popularizado como sequestros.
Dentre essas três estruturas consideravelmente o desaparecimento forçado, é o que traz uma das maiores preocupações há família, por não saber o que pode acontecer dentre tantas maldades que há no ser humano, também sem notícias o psicológico fica muito abalado, tanto de quem é levado, quanto de quem os espera.
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9. Fundamentação A Fundamentação apresenta as referências nas quais se baseia uma pesquisa, é a procura pela informação que não se tem, que não se sabe, mas que se faz necessário saber. Para isto o trabalho científico precisa de fontes fidedignas, é preciso conhecer as fontes e os métodos de buscas.
9.1 Fundamentação teórica sobre o gênero Documentário No artigo “O documentário como gênero audiovisual” publicado em 2013 por Cristina Teixeira Vieira de Melo, mostra uma definição ampla do que se entende por Gênero Documentário, “Tendo a sua principal marca o caráter autoral, definido como uma construção singular da realidade, um ponto de vista particular do documentarista em relação ao que é retratado.” Alguns elementos evidenciam esse caráter autoral: a maneira como se dá voz aos outros, a presença de paráfrases discursivas e um efeito de sentido monofônico. Ainda destacam a criatividade usada no processo de edição e montagem como um importante índice de autoria. Seguindo essas características pode-se apontar quais elementos constitutivos do documentário são capazes de diferenciá-los de outros gêneros audiovisuais, como o filme de ficção e a reportagem jornalística na TV. 9.2 Fundamentação sobre o tema
O tema do desaparecimento no Brasil durante muito tempo foi ignorado tanto pela sociedade, quanto pela mídia e principalmente pelo poder público. Para se ter uma idéia, somente em 1995 com o enredo de uma mãe que procurava por seu filho desaparecido na novela “explode coração” veiculada pela emissora da Rede Globo, é que o assunto conseguiu ganhar força para ser discutido nos meios de comunicação, o que resultou o início da Ong mães da Sé.
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Figura 13 - Imagem do acervo: Ong mães da Sé
9.2.1 – A importância das Organizações não Governamentais - Ongs As Ongs fazem parte do terceiro setor, grupo que abarca todas as entidades sem fins lucrativos e tem um papel muito importante quando se fala na causa do desaparecimento. Desde o ano de 1995 até os dias atuais, elas lutam por direitos e por justiça para essa causa, a ong “Mães da Sé” foi uma das pioneiras no país, ganhando visibilidade nos veículos de comunicação e levantando essa luta em debates públicos, nos apêndices, está disponível uma lista com links de Serviços Úteis que auxiliam na busca de Desaparecimento no Brasil. Desde o começo do trabalho da Mães da Sé, as fotos foram elementos cruciais para as buscas, as imagens eram divulgadas por meio de parcerias com empresas privadas que as estampavam em produtos como caixas de leite, palitos de dentes ou acordos com organizações de trânsito que publicavam as denúncias em tickets de pedágios entre outros.
Figura 14 - Imagem retiradas da internet
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A Ong Mães da Sé nasceu da iniciativa na busca de duas mães de crianças desaparecidas, Dona Ivanise Esperidião da Silva e Vera Lúcia Gonçalves, porém foram surpreendidas pela repercussão de uma entrevista dada a um telejornal da época, convocando outras mães que também buscavam por seus filhos. Originalmente a ong surgiu para atender a uma demanda restrita a crianças desaparecidas em São Paulo, mas ampliou seu foco de atuação ao longo de sua existência. Atualmente, atende à demanda de familiares e amigos de pessoas desaparecidas em todo o país, independentemente da faixa etária. Em 1997 também foi fundada a “ASSOCIAÇÃO DESAPARECIDOS DO BRASIL”, uma importante ong que milita por essa causa e tem por missão contribuir para a melhoria das questões referentes às crianças e adultos desaparecidos, visando o contínuo acompanhamento das leis, no sentido de garantir aos familiares dos desaparecidos amplo apoio psicológico e meios para obtenção de ajuda legal. Desde então iniciou - se o movimento e não parou mais de crescer, são milhares de casos cadastrados dentro do site criado pela associação, entre eles de 15 a 20% dos casos são relacionados a vítimas de tráfico humano, um assunto muito delicado de se falar, mas que infelizmente faz parte do contexto quando o assunto é desaparecimento. No ano de 2011 foi iniciada a “Rota do Tráfico de Bebês de Santa Catarina e Paraná”, dando partida a uma custosa busca pelos traficados do ano de 1980 a 1990 a fim do resgate dos seus direitos perdidos. O trabalho efetuou uma grande repercussão nacional na imprensa impressa e televisiva.
9.2.2 – Tráfico de Seres Humanos - Rota do Tráfico de Bebês de Santa Catarina e Paraná Estimativas da ONU – Organização das nações Unidas do Departamento de Estado dos Estados Unidos e de Organizações Internacionais da Sociedade Civil especializadas em Direitos Humanos afirmam que o tráfico de seres humanos atinge o número de 2 milhões de pessoas, em sua grande maioria mulheres e crianças, a informação está divulgada no site Desaparecidos do Brasil. Infelizmente as rotas de tráfico se espalham por vários estados brasileiros e têm ramificações em diversos países, isso porque existem poucas notícias divulgadas
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pela imprensa como nos inquéritos e processos instaurados pela Justiça brasileira. Algumas fontes que preverem não revelarem suas identidades, afirmam que os países de destino mais frequentes das vítimas de tráfico são: Espanha, Alemanha, Suíça e Israel. O tráfico de seres humanos no Brasil configura-se em direção à exploração sexual de mulheres e meninas, adoção internacional ilegal, turismo sexual e trabalho forçado. Segundo dados do Escritório da ONU para o Controle de Drogas e Prevenção do Crime são movimentados, anualmente, valores que giram em torno de 12 bilhões de dólares. Estimativas internacionais apontam o Brasil como um dos principais países da América Latina a contribuir para o tráfico internacional. O País ainda não conta com legislação específica sobre o tema, não obstante algumas formas de exploração de pessoas estejam contempladas na legislação penal, em relatório, o Brasil é considerado “fonte de mulheres e crianças para prostituição forçada no país e no exterior além dos trabalhos forçados”. O Brasil não tem dados concretos ou números específicos de vítimas do tráfico de pessoas, quando se fala em tráfico de bebês para adoção internacional irregular, os dados oficiais são nulos, mas jornais de outras décadas falam em milhares de crianças exportadas por várias quadrilhas em vários estados brasileiros. A Rota do Tráfico de Bebês de Santa Catarina e Paraná foi um longo trabalho de pesquisas em jornais antigos da década de 80 e 90, realizado com o objetivo de fazer um levantamento da rota das quadrilhas do tráfico de bebês ocorridos em larga escala, nos estados do Sul, mais exatamente em Santa Catarina com o propósito de fazer esses encontros tantos desses bebes, quanto das famílias que na época denunciaram os sequestros.
Figura 15 – Recortes de imagens da Internet
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A coordenadora do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico e Desaparecimento de Pessoas Vanessa Lima, afirma que a impunidade para traficantes de pessoas é uma das causas para que o crime cresça. “Muitas vezes quem faz o trabalho é o Ministério Público do Trabalho. Já que a impunidade dos traficantes é quase uma regra” afirmar ela em discurso na Câmara dos Deputados e divulgado no site do governo. É preciso dar uma resposta satisfatória para a sociedade, não existe punição para quem trafica pessoas, existe uma dificuldade de integração entre os órgãos que lidam com a questão, os dados não são enviados para quem está na ponta, na execução e na proteção. Pode se afirmar que não há conversas entre instituições e sim uma briga por protagonismo. A invisibilidade e a falta de políticas públicas colaboram para que um crime tão antigo seja tão desconhecido, afirma Renata Braz Silva, da Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça, as quadrilhas têm grande facilidade de movimentação, não existem fronteiras para elas.
9.2.3 Direito a Proteção
Por meio do decreto n°8.767, de 2016 foi aprovado no Brasil a proteção de todas as pessoas contra o desaparecimento forçado. No texto decreta:
Art. 1º Fica promulgada a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado, concluída em 20 de dezembro de 2006 e firmada pela República Federativa do Brasil em 6 de fevereiro de 2007, anexa a este Decreto.
Art. 2º São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional atos que possam resultar em revisão da Convenção ou que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional, nos termos do inciso I do caput do art. 49 da Constituição.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. (Brasília, 11 de maio de 2016; 195º da Independência e 128º da República).
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O desaparecimento forçado foi definido no artigo da Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado como “prisão, detenção, sequestro ou qualquer outra forma de privação de liberdade que seja: obra de agentes do Estado, ou por pessoas ou grupos de pessoas agindo com a autorização, apoio ou aquiescência do Estado, seguido da recusa em reconhecer tal privação de liberdade ou a ocultação do destino ou paradeiro da pessoa desaparecida, retirando-a da proteção de a lei”. De acordo com o direito internacional dos direitos humanos, a prática generalizada ou sistemática de desaparecimento forçado constitui um crime contra a humanidade.
9.2.4 Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado Desde 2011, o dia 30 de agosto foi instituído pela (ONU) Organização das Nações Unidas como o “Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado”. Ele foi criado para destacar o direito das vítimas e da sociedade em geral de saber a verdade sobre as circunstâncias do desaparecimento forçado, a evolução e resultados da investigação, o destino ou paradeiro da pessoa desaparecida, ao mesmo tempo, recorda que é necessário implementar políticas e medidas adequadas para a sua prevenção, reparação das vítimas e punição dos responsáveis, para que essa grave violação dos direitos humanos não fique impune.
Figura 16 – folder do dia Internacional da Pessoa desaparecida
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Em 2012 foi criado o fórum que associa amplas entidades com atuação na Baixada Fluminense, com altos índices de violência e de violações de direitos humanos. É urgente a tipificação e a disponibilização dos dados referentes a essa categoria nos bancos de dados e registros públicos é o básico para um país que reconhece o crime de desaparecimento forçado como um crime contra a humanidade. É fundamental para um diagnóstico mais próximo da realidade que serviria como instrumento para a elaboração de políticas públicas específicas para esses casos”. De acordo com dados apresentados no fim do ano de 2019 em audiência pública na Assembleia Legislativa do estado do Rio (Alerj), de janeiro a agosto a Delegacia de Descobertas e Paradeiros (DDPA) registrou 1.427 pessoas como desaparecidas somente na capital, do total, 1.157 foram encontradas, 20 foram encontradas mortas e 250 casos não tinham sido solucionados. 9.2.5 Prevenção e enfrentamento
Mesmo com a falta de comunicação entre os órgãos e os serviços públicos como SUS e Poupatempo, desde 2014 os RGs - Número do Registro Geral, emitidos no Estado de São Paulo contam com a tecnologia de reconhecimento de impressões digitais, possibilitando o cruzamento de dados do portador do documento com os eventuais dados dos desaparecidos. Os documentos que possuem essa tecnologia contêm a numeração vermelha, se o documento foi emitido posteriormente ao ano citado e não possui a numeração vermelha, é aconselhável prover um novo documento o quanto antes, abaixo segue ilustração do documento com essa tecnologia.
Figura 17 – RG - Número do Registro Geral
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Em relação a prevenção no desaparecimento de crianças é preciso conscientizar a sociedade sobre o grande índice que existe e como agir durantes as primeiras horas do desaparecimento. É extremamente importante orientar as famílias em relação a nunca deixar a criança andar ou brincar sozinha na rua; ficar de olho no comportamento dos adolescentes, que podem dar pistas de que algo errado está acontecendo com eles; saber o que a criança faz na internet (com quem conversa, em quais páginas está acessando); ensinar a criança a memorizar dados importantes, como nome completo, endereço de casa e telefone; ficar sempre em alerta e nunca deixar de prestar atenção na criança em locais movimentados. Mas se infelizmente mesmo tomando todas essas precauções, ainda assim o caso de desaparecimento acontecer, as primeiras horas são cruciais tanto para a investigações quanto para facilitar a procura. A primeira coisa é comunicar o desaparecimento para a polícia, não é necessário esperar 24h para fazer registro, qualquer delegacia de polícia pode registrar o boletim, é possível registrar também no Departamento Estadual da Criança e do Adolescente – Deca; divulgar o desaparecido (cartazes, rádios, televisão, redes sociais, amigos, parentes e vizinhos e nas ONGs especializadas), tentar deixar alguém no local onde a criança sumiu, porque ela pode voltar ao lugar e no caso do sumiço dentro da própria casa, ou algum lugar especifico, não deixar ninguém mexer pois podem existir vestígios com pistas sobre o desaparecimento da criança ou do adolescente. Segue abaixo um guia de passo a passo retirado da Cartilha de prevenção e enfrentamento ao desaparecimento, criado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo o MPSP, que implantou em 2013 o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos.
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Figura 18 – Imagem retirada da pág. 07 da Cartilha de prevenção e enfrentamento ao desaparecimento
1º PASSO: É extremamente importante ir imediatamente a uma delegacia de polícia fazer o boletim de ocorrência e detalhar o máximo que puder sobre os últimos passos do desaparecido, assim de alguma forma facilitará a busca para as autoridades. Atualmente temos a facilidade do boletim de ocorrência online, que também pode auxiliar no que fazer. 2º PASSO: Além da polícia militar, podemos contar com o auxílio na busca do desaparecido com demais órgãos públicos, como a polícia civil do estado de São Paulo, prefeitura municipal, o ministério público e a prefeitura municipal, facilitando e ampliando a esperança em encontrar o ente perdido. 3º PASSO: Nunca deixa o pensamento negativo dominar a esperança de encontrar a procura do ente sumido. A angústia é uma das maiores inimigas, e faz o pensamento admitir a possibilidade do falecimento do desaparecido. Para eliminar essa hipótese, é necessário checar as unidades do Instituto Médico Legal (IML) e do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) de sua cidade. 4º PASSO: É importantíssimo a checagem em hospitais ou em pronto-socorro. Talvez o paradeiro do desaparecido possa estar em um desses locais, pois a chances do mesmo não ter passado bem e ser socorrido a um desses locais. 5º PASSO: A propagação pela sociedade é imprescindível, pois quanto mais pessoas souberem do ocorrido, facilitará ainda mais a procura do desaparecido. A ajuda dos
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amigos, familiares, pessoas que convivem com o indivíduo a divulgar e espalhar a informação ajudará bastante na busca, fazendo cartazes, mostrando fotos. Hoje em dia a internet pode ser uma bela aliada nessa divulgação, como em redes sociais, sites e aplicativos, temos esses recursos a disposição, podemos e devemos utilizar isso ao favor da busca. 6° PASSO: Assim que a pessoa for encontrada, é necessário realizar um BO de encontro de pessoa, esse ato pode ser realizado tanto pessoalmente, tanto online pelo site www.ssp.sp.gov.br, para solicitar o desbloqueio do documento de identidade do indivíduo encontrado, além de informar aos outros órgãos públicos, para encerrar a procura de alguém já encontrado.
Tenha acesso a Cartilha completa do MPSP apontando a câmera do seu celular para o QR Code
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10. Cronograma de Produção e Edição Com a missão de produzir um documentário, a produtora após algumas reuniões de maneira remota optou por produzir sobre o tema de crianças desaparecidas, abordando mais especificamente as jornadas das mães que passam a vida buscando uma resposta. Nessas reuniões, foram atribuídas às funções de cada membro da equipe e assim os prazos de entrega dos materiais.
10.1 Pesquisa A largada da pesquisa começou pela internet, em sites que falavam sobre esse assunto, por meios de vídeos e redes sociais que tinham esse viés com o tema, a princípio pela busca de perfis que vivenciaram essa causa, pois antes da produtora falar sobre esse tema, ela precisava entender o tema, sendo assim, depois dessa pesquisa chegou-se à seguinte conclusão, seria abordado a figura feminina das mães, na busca por seus filhos. Para falar com propriedade sobre esse tema, o documentário contou com a participação fundamental de três mães que viveram e ainda vivem esse mundo do desaparecimento e que encontraram em suas próprias histórias um caminho para ajudar outras pessoas, sendo elas Ivanise, Vera Lucia e Lindalva Matos:
Ivanise Esperidião da Silva Presidente da ONG Mães da Sé, Dona Ivanise, através de uma entrevista relata toda sua trajetória na busca de sua filha que dura mais de 25 anos e como se tornou fundadora de uma das Ongs mais conhecidas no Brasil quando o tema é desaparecimento. Sua história e luta se fundi com a da ong e diante de tantas dificuldades encontradas, ela se torna uma voz potente para outras mães que assim como ela, lutam diariamente por respostas. Ao longo dos anos Dona Ivanise conseguiu muitas parcerias e voluntários que também se mobilizassem por essa causa, ela relata que desde a fundação da Ong até agora foram encontradas 5.032 pessoas, dentre essas, cerca de 10% infelizmente sem vida. Em entrevista dada ela nos conta suas fragilidades, suas guerras e a fé que a mantém de pé para lutar todos os dias.
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“Convivo com essa realidade há 23 anos e desde que comecei meu trabalho na ONG, já conheci casos de quadrilhas que tinham até UTI pré natal com médicos, nas casas para onde levavam as crianças roubadas. Mas para os governos, nossos filhos são invisíveis. O maior exemplo é o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, lançado em 2013. Na lista estiveram sempre as mesmas 371 crianças, nunca foi atualizado. Até que, em janeiro de 2018, tiraram o cadastro do ar. Como levar a sério um Estado que trata as coisas deste jeito? A saída é agir por conta própria. Como a própria mãe que foi negociar a liberdade da filha que estava refém num bordel em Madrid”, relato de Ivanise. Vera Lúcia Ranu Assim como a Dona Ivanise, Vera Lúcia Ranu também foi Co-Fundadora da Ong Mães da Sé, as histórias de ambas se fundem, quando ambas são chamadas para uma participação especial pela autora Glória Perez, em uma novela chamada “Explode Coração” em 1995, cujo o tema era sobre a busca de uma mãe por seu filho, ambas procuram suas filhas que sumiram de uma forma misteriosa e que até hoje não se obtiveram respostas e como mais uma coincidência da vida, as filhas de ambas se chamavam Fabiana. Vera Lucia, apesar de enxergar toda a sua importância dentro da ong mães da sé no auxílio dessas mães que também buscam por respostas, se viu na obrigação de fazer mais e foi assim que ela fundou uma nova ong, a ONG Mães em Luta. A ong Mães em Luta, vem com uma proposta não só no auxílio da busca, mas como papel fundamental na sociedade de prevenção do desaparecimento, com muita propriedade no assunto, Vera, traz ao documentário a importância de cuidar das famílias daqueles que buscam algum parente desaparecido. Lindalva Matos Como resultado de toda pesquisa feita pela produtora, nota se que existe mais de um único motivo quando se fala de desaparecimento e também em sua busca, Lindalva Matos é um desses casos, diferente das nossas outras duas histórias, Lindalva não buscava por um filho que desapareceu de casa, mas por um filho que ela havia doado, ainda recém-nascido quando engravidou na adolescência, e se
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vendo sem apoio algum de sua família, mas orientada por um médico, doou o seu bebe. Já adulta e na condição de buscar por respostas, ela conta que a sua busca não era pelo reencontro de fato, mas por notícias, queria saber se sua filha estava bem, se havia sido bem tratada, depois de quase 25 anos de busca, Lindalva finalmente encontra o paradeiro de sua filha, porém depois de tantos anos de busca, ela encontra na sua resposta sua missão de vida. Lindalva se torna uma voluntária na busca de desaparecimentos de pessoas no Brasil, usando suas redes sociais, fontes seguras em alguns setores públicos, já foi entrevistada por vários meios de comunicação, ela conta que em sua jornada já encontrou mais de 7 mil pessoas durante todos esses anos. Nos três casos acima o primeiro contato foi via telefone, longas conversas para entender sobre o assunto e também para explicar o motivo do nosso contato, do projeto que seria desenvolvido e a importância da fala delas nesse trabalho. Pois elas serviriam como âncoras, como protagonistas para o nosso enredo. Depois de ouvir as histórias, tinha chegado a hora de coletar todas essas falas e sagas, para isso foi oferecido para as participantes duas maneiras de coleta, entrevista por meio de alguma plataforma, onde seria novamente relatado toda aquela vivencia, lutas e obstáculos enfrentados, ou poderia gravar um vídeo e nos enviar (nesse caso formulávamos algumas perguntas para que fossem respondidas também). O resultado de toda essa preparação, foi um material de quase 2 horas de duração, que seria dali pra frente, visto e revisto dezenas de vezes para a melhor construção do projeto, pois todo aquele acervo de material adquirido, seria reduzido a 15 minutos, mas trazendo começo, meio e fim ao nosso telespectador. Abra-se um parágrafo especial para falar sobre uma produtora a Take Uam, que produziu um documentário em 2018, disponível no Youtube chamado “Desaparecidos: Em Busca de uma resposta", seu diretor o Sr. Marcos Cariolano, foi um facilitador para nossas buscas, foi através dele que conseguimos 80% de nossos contatos, pois com toda a pandemia tendo o seu maior pico de infectados durante
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esse período, nossas buscas ficavam restritas a meios virtuais, além de autorizarem as imagens produzidas pelos mesmos. Após ter feito as pesquisas e esses contatos, foram apontados os pontos que teriam ênfase durante o documentário e para isso era necessário trazer algumas participações fundamentais, especialistas que trariam fundamentação para os assuntos citados. Assim, o documentário também conta com o auxílio do psicólogo Eduardo Mota, da Promotora do Ministério Público - SP, Dra. Eliana Vendramini e da Assistente Social Maria José Placeres. Com o consentimento e autorização do diretor Marcos e sem a possibilidade de novas gravações por parte do psicólogo Eduardo e da promotora Eliana, o documentário “Procura-se” traz recortes de entrevistas dada ao documentário “Desaparecidos: Em Busca de uma resposta", ambos depoimentos também tiveram autorização dos participantes. Já a Assistente Social Maria José Placeres, gravou uma participação inédita, relatando ações importantes que acontecem na ong Mães da Sé e o papel da assistência social em prol dessas famílias. Durante a elaboração do projeto, surgiu uma importante questão que permeia a vida de quem vive o desaparecimento de pessoas, a participação da figura paterna, esse ponto ficou tão em evidencia quando se ia produzindo, que optou-se por falar mais sobre o assunto, o que ocasionou a participação do Sr. Sandro Andrade, que milita a mais de 5 anos nessa causa em busca de seu filho Samuel Gustavo, sumido em 2017. O documentário conta também com imagens retiradas da internet e legalmente creditadas, assim como imagens dos acervos das ongs apresentadas, trazendo ao espectador mais intimidade com o tema abordado.
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10.2 Trilha sonora: Em um documentário é extremamente importante a escolha da trilha sonora, pois ela ajudará a trazer o ritmo da abordagem que o diretor quer transmitir através desse material. Inspirados em alguns curta metragem, como o BAO da Disney, o documentário traz uma trilha sonora, no ritmo chamado pop-melódico, que tem sua principal característica, o compasso da música mais leve, pode se considerar que é uma trilha mais branca, pois como o documentário traz muitas falas, existiu a preocupação de não trazer uma trilha que “brigasse” com os relatos, mas que complementasse essas falas, no sentido de enriquecer os depoimentos dados pelas mães. Algumas músicas utilizadas também, foram as Bensound-relaxing, Better Days, Slow Motion, New Dawn, Ofelia's dream e Birth of a Hero disponível gratuitamente
e
também
dada
os
devidos
créditos
ao
site
https://www.bensound.com. Elas foram escolhidas por trazerem uma certa dramatização na melodia construída. Quando se ouve essas músicas pode se sentir todo o crescimento harmônico que elas trazem por causa dos acordes escolhidos pelos compositores das canções. Para enriquecer ainda mais o documentário, foi criada uma música inédita, o integrante da produtora e diretor do projeto Dagnan escreveu uma letra de música que retrata a saga de pessoas que estão à procura de alguém desaparecido. Com o auxílio do Maestro Jonatas Viana, foi criado um arranjo especial para essa música. Depoimento: Depois de ter feito as pesquisas, ter acesso a alguns dados, estatísticas e principalmente depois das entrevistas com essas mães, que não só entendem, mas vivem na pele esse dilema de ter um filho desaparecido, eu me senti inspirado a escrever essa canção. “Eu vou te achar” é exatamente a extensão das vozes dessas mulheres, ou qualquer outra pessoa que luta para encontrar alguém desaparecido, é como um grito que quer ser escutado a milhas de distância, mas ao mesmo tempo ela serve como um alento para a alma dessas pessoas que além de toda luta externa que se enfrenta, existe uma guerra interna que se faz necessário vence-la todos os dias. Espero que essa canção realmente consiga transmitir todos esses sentimentos pela qual ela foi criada.
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A letra da música, veio como se estivesse pronta dentro da minha cabeça, então me tranquei no quarto durante algumas horas comecei a escrever em um caderno e a solfejar algumas notas. Solfejar é um exercício de leitura cantada das notas musicais de uma partitura. O solfejo é regularmente usado em aulas de teoria musical, pois facilita o aprendizado e aprimora a leitura de partitura. Então depois de ter essa base de como a música seria, chamei meu cunhado, o maestro Jonatas Viana, para desenvolver esse arranjo musical, devido a pandemia, nossos únicos recursos eram os equipamentos que tínhamos em casa, utilizamos um software para captar o som do teclado e da voz. Dentro desse projeto criamos várias “tracks”. Tracks traduzida para o português como “Trilhas”, nada mais é do que a estrutura, o corpo de uma melodia, elas são captadas separadamente para melhor resultado, assim quando se erra alguma parte da música, só se faz necessário regravar aquela determinada parte. Para essa canção, utilizamos várias tracks tanto para o teclado (trazendo a harmonia e os arranjos), como para a voz principal (a do cantor) e por fim as vozes do back vocal (nesse caso feito por uma única pessoa, que cantava a mesma parte, porem em diversas tonalidades da música, criando assim o que chamamos de harmonia). Durante o documentário, utilizamos a base melódica dessa música criada, para auxiliar a construção do enredo contado pelas mães. 10.3 Vinheta Abertura A versão da Música criada “Eu vou te achar” ganhou uma versão reduzida de 30 segundos para ser a base da vinheta de abertura, utilizemos imagens do acervo do site Pexels.com autorizadas, para a construção desse enredo, e aproveitamos a abertura para fazer todos os créditos do documentário.
10.4 Ações da Produtora. 10.4.1 Clipe Engajada pelo tema desaparecimento, a produtora lançou em Maio um clipe em seu canal do YouTube chamado Eu vou te achar, com uma letra autoral, e vinculada em nossas redes sociais, como incentivo de divulgação dessa causa.
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Aponte a câmera do seu celular e assista ao clipe da canção Eu vou te achar - inédita
10.4.2 Divulgação Desaparecidos Em parceria com a ong Mães da Sé, nossa produtora começou desde o mês de abril a divulgar em nossas redes sociais, fotos/ materiais de divulgação de pessoas que estavam sendo procuradas além de informações, workshoping entre outros. Entendemos que a internet tem um poder de alcance muito forte e que pequenas ações como essas podem ter muita eficácia na busca por respostas, o Jornal Correio Brasiliense, traz uma matéria exclusiva que fala da importância da contribuição das redes socias na divulgação dos desaparecidos, a matéria pode ser lida através do link disponível na bibliografia deste documento.
Figura 19 – Material de divulgação E4Vision
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10.4.2 Preview No dia 10 de maio, faltando quase uma semana para o lançamento do curtametragem documental “Procura-se” lançamos nas mídias socias da produtora um trailer de 60 segundos, contendo cenas do curta, além de informações da data de estreia e a plataforma que estará disponível. Durante essa ação os participantes da produtora ficam incumbidos de publicarem também em suas redes particulares no intuito de ter maior alcance de visualizações.
Aponte a câmera do seu celular e assista ao trailer do documentário – Procura-se.
10.5 Edição e Pós Produção
Todo material coletado para um documentário, seja ele um recorte de matérias, entrevistas ou artes criadas para uma exposição, são editadas de alguma forma para a construção do mesmo. “Um filme é feito assim de centenas de fragmentos cuja continuidade lógica e cronológica nem sempre é suficiente para tornar o encadeamento compreensível para o espectador. Para constituir as articulações do enredo, o cinema é obrigado a recorrer a ligações ou transições, tanto visuais como sonoras e que pode ser comparada à pontuação na linguagem escrita. O objetivo das transições é assegurar a fluidez da narrativa e evitar os encadeamentos errôneos.”(Dulce Márcia Cruz 2009)
Em relação ao projeto “PROCURA-SE”, seguindo a teoria de Eisenstein, nos arriscamos em falar que utilizamos, ou ao menos ela “pende” a ser uma montagem Atonal ou Harmônica, pois em sua construção entendemos que existe uma união das montagens métrica, rítmica e tonal para construir o significado dos temas abordados.
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A métrica pode ser identificada, nas cenas das três histórias das protagonistas (se assim podemos chama-las), para cada temas, trazemos as falas das três mulheres e tentando ao máximo trazer o mesmo tempo de fala para cada uma. Podemos também dizer que é rítmica pois, existe uma continuidade, não de cenas, por todo o fato de gravarmos em meio a uma pandemia, e estarmos limitados, mas uma continuidade de falas, que se completam, se entrelaça representando e identificando os conflitos de forças encontrados nessas histórias, toda construção não está relacionada com o ritmo da música, mas sim o conteúdo emocional da sequência. E por fim a Tonal, pois todas as inserções de imagens, foi literalmente colocada, para trazer toda emoção que queríamos passar durante o documentário, o tom emocional da cena muda durante a sequência. O projeto em si, apresenta uma linguagem harmônica para que o espectador possa compreender a totalidade do projeto. Na pós-produção montados a maior parte do projeto através do software Adobe Premiere Pro CC 2019, e pequenos trechos foram primeiros tratados no editor de vídeo Movavi Plus 2020. Montagem é uma atividade de síntese, ou seja, pegasse todo o material gravado e vê o que se encaixa, o que faz sentido e o que está coerente com o que será transmitido. A edição foi planejada através das instruções das aulas de edição que nos indicaram sobre as questões da habilidade, técnica e arte. A edição foi feita após o recebimento das entrevistas das mães que participaram do enredo do documentário. A narrativa da edição é pensada através do tempo dramático, os recortes das cenas são compilados nas ações mais relevantes para que haja entendimento do começo, meio e fim do projeto apresentado.
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Figura 20 – Edição do Projeto no Adobe Premiere
Figura 21 – Edição Vinheta abertura – Movavi Plus
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11. Considerações O tema do desaparecimento é abrangente, envolve diversos aspectos, motivos e causas, é um assunto extremamente delicado e visivelmente ignorado pelo poder público. Se faz necessário mais leis de proteção, iniciativas de prevenção, orientações tanto para as famílias que passam por essa situação, quanto para parte dos órgãos que irão atender essas famílias. O desaparecimento forçado, é um crime, que precisa urgentemente de uma lei mais rigorosa e presente no dia a dia da sociedade, ao produzir esse documentário, pode se notar a dificuldade e temor das pessoas em falar sobre o tráfico de pessoas, o tráfico de órgão ilegais, que parece ser algo infelizmente muito grande dentro dessa causa. O documentário PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos” pretende contribuir com essa causa, através dos relatos dessas mães principalmente, mostrar todos os obstáculos que se enfrentam, a vulnerabilidade e fragilidade que é um fator que desestabilizam toda família, mostrar a importância das ongs, o serviço que prestam para auxiliar essas famílias, e todo o esforço na busca por respostas. Mas principalmente esse projeto mostra a importância da solidariedade, da empatia, e da resiliência dessas pessoas, que tem sua maior parte constituídas por mães. Mães que choram e que emprestam seus ombros para que outras mães também chorem as perdas de seus filhos, mães que gritam pelos seus filhos e ao mesmo tempo se unem em uma única voz, vibrando quando alguma mãe encontra seu filho, mães que optaram não morrer na dor que as consomem dia após dia, mas lutar e como uma fênix renascer das cinzas todos os dias, renascer sim, pois como muitas nos relataram, suas vidas pararam no tempo, a partir do momento em que seus filhos sumiram. A todas essas mulheres, mães, pais, esposas, filhos, enfim, a todas essas pessoas que militam nessa causa do desaparecimento, o nosso respeito, cumplicidade e principalmente nossa fé, fé na esperança que um dia possam reencontrar com seus entes perdidos.
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12. Responder ao desafio
A princípio era apenas um documentário (algo que por si só já era muito desafiador) mas se tornou ainda mais difícil quando percebemos a delicadeza que precisávamos ter pra falar sobre esse assunto, não queríamos fazer algo que já se tem no youtube, ou outras plataformas, mas queríamos achar o nosso olhar dentro dessas falas, queríamos ser a extensão das vozes dessas mulheres e isso não foi nada fácil. Foi inevitável não se envolver nas histórias dessas famílias, foram semanas, meses pesquisando, entrevistando, colhendo informações e consumindo esse tema que sim, suga uma carga emocional muito grande, porque para desenvolver um documentário é preciso de alguma forma se fazer parte do contexto, se colocar no lugar, conviver com essas pessoas, enfim, no nosso caso, todo o contato foi remotamente, mesmo assim, o vínculo existiu e está presente na torcida por cada pessoa que busca por um ente que desapareceu. Diante de todo o nosso esforço e dedicação, podemos dizer que sim! Estamos entregando um projeto que sinceramente nos doamos durante esse semestre, mais uma vez nos reinventamos, enfrentamos os obstáculos, corremos atrás dos objetivos traçados e por fim estamos apresentando um trabalho a qual nos orgulhamos em produzir. “Não é o desafio que define quem somos nem o que somos capazes de ser, mas como enfrentamos esse desafio; podemos incendiar as ruínas ou construir, através delas e passo a passo, um caminho que nos leve à liberdade”. Richard Bach
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13. Relatório individual Dagnan Brandão Costa Mais um semestre de muito aprendizado, desafio e acima de tudo, de muita realização pessoal, poder produzir todos esses trabalhos ao longo desse curso, tem sido uma grande descoberta de um potencial que durante muito tempo eu deixei de lado, mas que em determinado ponto da vida, eu me reconectei comigo mesmo e vim em busca desses sonhos e objetivos. Apesar de ter uma formação em gestão de pessoas e de fato gostar de lhe dar com pessoas, confesso que me senti deslocado na tribo de RTVI, mas como a vida é uma eterna escola, a cada dia que se passa, é uma nova oportunidade para enxergar o próximo e de deixar que as pessoas te vejam também, mais que isso, que elas te conheçam, não como o mesmo olhar que talvez te julgaram, mas uma oportunidade para que através do seu comportamento e atitudes possam de fato conhecer quem você é. Dentro da E4Vision, esse semestre pude novamente atuar como diretor desse projeto e assim buscar sempre a comunicação interna, tentar ajudar as dificuldades que surgem pelo caminho e também poder aprender novas técnicas e métodos dentro do mundo audiovisual. Posso dizer que nesse projeto pude participar de todas as etapas, tanto com o núcleo de pesquisas, como o de artes, a parte da edição, desenvolvimento da bíblia e principalmente a experiencia de produzir um documentário, desde as entrevistas, até você enxergar o produto pronto... tem sido muito gratificante (mas vale lembrar que cada vez que eu vejo o documentário da vontade de mudar alguma coisa kkkkkkkkk). Enfim, nessa reta final de mais um semestre, onde tive tantos obstáculos (inclusive infectado com o vírus em circulação, o coronavírus) me sinto feliz em poder vencer esses obstáculos e seguir em busca dos meus sonhos e de pouco em pouco descobrir o caminho que de fato quero continuar percorrendo na minha jornada. “O homem não é nada sem seus sonhos. Portanto, não importa a sua idade, não desista. Enquanto você respirar, você pode fazer o que quiser.” Autor desconhecido
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Aline Costa Queiroz Santana Esse semestre como os outros nesse último ano para mim tem sido difícil, tanto academicamente como pessoalmente, mas, mesmo com todas as dificuldades conseguimos desenvolver um trabalho incrível sobre pessoas desaparecidas, mães que perdem seus filhos e dedicam a suas vidas a procura-los é um tema que sem dúvida nos faz refletir sobre nossas vidas. Apesar da distância conseguimos nos reunir segundas e quartas para conversar e nos organizar para que esse trabalho e outros saíssem, pude atuar tanto com as ideias como com as redes sociais divulgando não só esse trabalho, mas, também a rádio Cruz Credo que amei participar das transmissões, receber os áudios do WhatsApp. Acredito que conseguimos chegar aos dois extremos esse semestre, trabalhamos um pouco com a comedia e informação na rádio Cruz Credo e trouxemos a emoção e solidariedade no Desaparecidos. Esse semestre foi muito rico em conteúdo e aprendizados e fico feliz de poder participar de tais trabalhos mesmo com as dificuldades que a pandemia nos trouxe conseguimos executar o ótimo trabalho.
Dérick Rodrigues Volpi Para as minhas considerações finais, eu diria que foi mais satisfatório o que já era de se esperar. A ideia para o tema do documentário foi de acordo com toda a produtora, e seu resultado final foi excepcional, embora tivemos uma falha de minha parte para entrar em contato com algumas pessoas que seriam de grande ajuda para a produção do documentário, ocorreu tudo certo como se não fosse preciso a presença de tal pessoa. Todos os integrantes da tiveram uma participação por mais pequena que tenha sido serviu de grande ajuda ao meu ver.
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Francielle Cordeiro Um trabalho acadêmico como um documentário requer muita atenção, pesquisa e também responsabilidade com o tema abordado, é rico em cada cena, com diversos detalhes trazendo junto a eles emoção e reflexão! Fazer parte do mesmo a sensação é de dever cumprido, fazendo com que nós como alunos aprenda sempre um com o outro, uma experiência nova e satisfação por participar do mesmo, temas foram discutidos e a meta era sair de dentro da caixinha. Acredito que o trabalho foi muito bem elaborado e com muita determinação para que ele fosse concluído com sucesso e como esperávamos.
Marcos Giosa Meu relatório desse semestre começa com o agradecimento, aprendizado e apoio de alguns participantes da equipe E4VISION. Esse semestre tive como responsabilidade a construção da bíblia de produção, fiquei com esse processo criativo como superação de um obstáculo pessoal, pois tenho muita dificuldade em construção teórica como por exemplo a construção de roteiros. De início acreditei que ia conseguir, pois sempre consigo desenvolver desafios práticos e criativos nas atividades acadêmicas, sempre me auto superei, mas não foi assim que aconteceu com este semestre, nessa função. Tive muita dificuldade em desenvolver a bíblia de produção, pedi ajuda para a Francielle Cordeiro, no começo foi bom, pois consegui coletar informações para alimentar o documento, particularmente gosto muito de trabalhar com ela, pois sempre nos ajudamos em vários aspectos acadêmicos. Mas para a minha decepção eu não consegui desenvolver a escrita, nada de ideias vinham na minha cabeça, li outras bíblias de produção no site NUCOM indicada pelos próprios professores da faculdade. Mesmo assim não foi como eu esperava, fiquei realmente desesperado por falhar, pois eu queria conseguir, mas não foi o que aconteceu. Felizmente na nossa equipe temos uma pessoa que sempre está disposta a nos ajudar e não foi diferente comigo. Pedi auxilio para o Dagnan Brandão, e como sempre ele foi solidário e competente. Fora a conexão criativa que temos juntos em trabalhos posteriores dentro e fora do curso de RTVI. O mesmo tomou a frente do
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processo criativo da construção da bíblia de produção. O desenvolvimento e clareza das palavras dele foram perfeitas para o crescimento do documento. Sinto que não mereço os créditos nessa parte do projeto. Entretanto auxiliei em outras partes do projeto como preenchimento do roteiro do documentário junto a Francielle Cordeiro e do Derick Volpi, além de acrescentar sugestões e críticas construtivas a esse projeto. Acredito que ao ler a bíblia de produção criada pelo Dagnan Brandão, absorvi mais informações e conhecimento para futuramente conseguir superar esse obstáculo. Minha sensação pessoal infelizmente não é satisfatória igual aos outros semestres, pois consegui concluir vários processos criativos práticos que fui responsável. Mas nem sempre as coisas saem como o planejado.
Jefferson Nascimento
Poder estar desenvolvendo este trabalho de documentário foi algo muito diferente do que nos da equipe estamos acostumados a produzir, começando pelo fato de estarmos produzindo muito mais do que só um trabalho de faculdade, ou ate mesmo uma edição de vídeos como a Professora Krishna fez questão de deixar bem claro. Toda parte de criação foi pensado em algo que realmente demonstrasse sentimento, algo bem diferente do comum. Quando nos reunimos virtualmente para poder decidir que tema iriamos abordar, a gente pensou em trazer um tema pouco comentado e de extrema importância, e da minha parte dizendo este tema Pais e mães que tem filhos desaparecidos é algo muito marcante, por que é muito difícil você encontrar alguém que já passou por esta situação, ai vem a questão termos 100% de empatia com a pessoas que trouxemos como convidados para o documentário, pois é um sentimento muito forte que essas pessoas tem da perda de um filho Falando de uma forma geral poder produzir trouxe pra mim, maneiras diferentes de pensar sobre o assunto, e trouxe muito um sentimento de empatia e de esperança por todas as historias compartilhadas conosco da produtora.
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Pablo Vinicius Rosa Silqueira
Com esse documentário, foi importante fazer mais pesquisas que o normal, fazendo essas pesquisas se aprende muito, pois se trata de desaparecidos, que é um assunto bastante escondido e mascarado pela mídia. Nesse trabalho tive oportunidade de aprender a importância de que é preciso trabalhar mais nesse caso, ONGs como a Mãe da Sé, nos mostra a realidade, assim como alguns aplicativos de estatísticas. Participei do Núcleo de Artes, que foi uma enorme satisfação, não só pelo tema Desaparecidos, mas também porque é minha parte preferida nos trabalhos. A oportunidade foi incrível, agradeço a toda a E4 Vision por todos os esforços e trabalhar tão bem, agradeço demais, a produtora na qual trabalhei desde o primeiro semestre. Também agradeço aos professores, que são ótimos e sempre nos incentivam, sempre nos ensinando e supervisionando nosso trabalho.
Wallace William de Andrade Lima
O desafio de desenvolver um documentário este semestre foi algo que nós encaramos com muito entusiasmo, com a proposta de causar em todos um choque emocional abordado um assunto pouco visto em nosso dia-a-dia, o tema de desaparecimento foi o escolhido dentro de alguns outros temas que nossos integrantes da produtora haviam sugeridos.
O que não imaginávamos era como a história além de tocar nos espectadores também nos tocaria como produção, foi muito prazeroso fazer parte da realização do projeto contribuindo com ideias, identidade visual, dicas, opiniões, e também com a parte da edição do documentário, que era algo que eu já tinha um pouco de intimidade, mas com esse novo desafio de fazer um documentário eu pude aprender um pouco mais sobre, todas as orientações e mentorias dos professores foram extremamente essenciais para que tudo ficasse nos conformes.
Estou muito orgulhoso do resultado, sei que cada integrante doou seu máximo esse semestre para podermos entregar o melhor resultado possível, e isso me deixa muito feliz não só comigo, mas sim com o restante do grupo.
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Apêndices
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ROTEIRO PRODUÇÃO E4VISION
VÍDEO
PROCURA-SE VÍDEO
DATA
TEMPO
17/05/2021
15’
ÁUDIO
NARRAÇÃO ENTREVISTADAS + IMAGENS DA INTERNET LINDALVA MATOS: A MINHA BUSCA COMEÇOU A VINTE ANOS ATRÁS, A BUSCA MESMO NÉ PORQUE ANTES DISSO IAMOS ATE O HOSPITAL, MAS O HOSPITAL NÃO EXISTIA MAIS E EU QUERIA IR LÁ SÓ PARA TENTAR LEMBRAR, EU NÃO SABIA O NOME, NÃO SABIA NADA DELA.
IMAGENS DA INTERNET – REPÓRTE RECOR INVESTIGAÇÃO
VERA LUCIA: DEPOIS DE ENFRENTAR TANTAS E TANTAS BUROCRACIAS, TANTAS E TANTAS PORTAS FECHADAS EU COMECEI UMA MILITANCIA, NÃO SÓ PARA MIM ENCONTRAR MINHA FILHA MAS PRINCIPALMENTE PARA AJUDAR OUTRAS FAMILIAS COMO EU, QUE TAMBEM TINHAM E TEM FILHOS PERDIDOS.
IVANISE ESPERIDIÃO: NA HORA QUE ELA SAIU EU NÃO ESTAVA EM CASA, HAVIA SAIDO E QUANDO EU CHEGUEI, E PERCEBI QUE ELA NÃO ESTAVA EM CASA, EUJ LOGO PERGUNTEI PARA MINHA OUTRA FILHA CAÇULA, CADE A FABIANA? VT+ABERTURA+CLIPE MÚSICA: EU VOU TE ACHAR
VÍDEO TERCEIRA ENTREVISTADA
LINDALVA MATOS: COM DEZESSEIS OU DEZESSETE ANOS EU FIQUEI GRÁVIDA E COM MUITO MEDO DA MINHA FAMILIA MEU PAI ERA MUITO BRAVO E EU NÃO SABIA O QUE FAZER EU ESTAVA PERDIDA NO FINAL PERCEBI QUE O MELHOR ERA DOAR MINHA FILHA NÃO TINHA COMO VOLTAR PARA A CASA COM ELA, EU TINHA ESCONDIDO O PARTO E NO FINAL DE TUDO QUANDO ACABOU EU SÓ VI ELA UMA VEZ
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VÍDEO QUARTA ENTREVISTADA VERA LUCIA: MEU NOME É VERA LUCIA RANU, MÃE DE FABIANA RENATA GONÇALVES DESAPARECIDA DIA DOZE DE NOVEMBRO DE MIL NOVECENTOS E NOVENTA E DOIS COM TREZE ANOS A MINHA FILHA SAIU ESSE DIA POR VOLTA DAS QUARTOZEE TRINTA PARA IR A ESCOLA, NÃO CHEGOU A ESCOLA E NUNCA MAIS VOLTOU PARA CASA, SÃO VINTE E OITO ANOS DE BUSCA PELO PARADEIRO DA MINHA FILHA VÍDEO QUINTA ENTREVISTADA
IVANISE ESPERIDIÃO: BOM A MINHA FILHA DESAPARECEU NO DIA VINTE E TRES DE DEZEMBRO DE MIL NOVECENTO E NOVENTA E CINCO, ELA SAIU DE CASA POR VOLTA DAS VINTE HORAS E FOI VISITAR UMA COLEGA QUE ESTUDAVA NA SALA DE AULA, NAQUELA ÉPOCA NÃO TINHAMOS ESSES MECANISMO, NÃO TINHAMOS ESSAS TECNOLOGIAS PARA AJUDAR, NÃO TINHAMOS TELEFONE CELULAR, SÓ QUEM TINHA TELEFONE CELULAR A VINTE E CINCO ANOS ATRAS ERA QUEM TINHA UM CERTO PODER AQUISITIVO, EU VIM COMPRAR UM TELEFONE CELULAR MUITO TEMPO DEPOIS QUE MINHA FILHA DESAPARECEU. IMAGENS CEDIDAS PELO DOCUMENTÁRIO “DESAPARECIDOS: EM BUSCA DE UMA RESPOSTA”
EDUARDO MOTA (ENTREVISTADO): SÃO MUITOS OS MOTIVOS QUE UMA PESSOA PODE DESAPARECER, UM DOS PRINCIPAIS É, A GENTE PODE DIVIDIR EM DESPARECIMENTO VOLUNTARIO E DESAPARECIMENTO INVOLUNTÁRIO, MAS A GENTE TAMBEM TEM OUTROS MOTIVOS COMO SEQUESTRO, TRÁFICO DE ORGÃOS, EXPLORAÇÃO SEXUAL, TRÁFICO DE SERES HUMANOS, ADOÇÃO ILEGAL TAMBÉM, ACONTECE MUITO INCLUSIVE INTERNACIONALMENTE.
VÍDEO TERCEIRA ENTREVISTADA
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LINDALVA MATOS: CONHECI O MEU MARIDO DEZ ANOS DEPOIS, NOS CASAMOS E EU FALEI PARA ELE DO MEU SONHO, DA MINHA DOAÇÃO DA MINHA FILHA CONVERSEI COM ELE E ELE ACEITOU E FOI ASSIM PARA MIM FOI UM PASSO MARAVILHOSO PORQUE EU SABIA QUE TERIA UM ALIADO VÍDEO QUARTA ENTREVISTADA VERA LUCIA: O MEU MARIDO ELE NOS PRIMEIROS MOMENTOS, ELE PROCUROU, AJUDOU, FOI PARCEIRO MAS COM O TEMPO ELE FOI ENTRANDO NUMA SITUAÇÃO COMPLICADA, ABANDONOU EMPREGO, NÃO CONSEGUIU MAIS TRABALHAR, SE ISOLA DA SOCIEDADE, NÃO GOSTA DE FALAR SOBRE O ASSUNTO E COM ISSO OCORREU A NOSSA SEPARAÇÃO, UMA FAMILIA QUE TEM FILHO DESAPARECIDO, ELA PRECISA DE TOTAL APOIO, ELA PRECISA DE ORIENTAÇÃO, ELA PRECISA DE ACOMPANHAMENTO SOCIOPSICOLOGICO, ELA PRECISA SER OUVIDA, E DEIXAR FALAR SOBRE SUA SITUAÇÃO E SEUS SENTIMENTOS.
IMAGENS CEDIDAS PELO DOCUMENTÁRIO “DESAPARECIDOS: EM BUSCA DE UMA RESPOSTA”
EDUARDO MOTA (ENTREVISTADO): ACHO QUE UM DOS PRINCIPAIS SENTIMENTOS QUE ESSES FAMILIARES TÊM É DE AGUSTIA, FICAR SEMPRE PAIRANDO AQUELA DÚVIDA, QUE ACONTECEU, ONDE TA O MEU FILHO OU MEU IRMÃO, MEU PAI, MINHA MÃE ONDE TA ESSA PESSOA DESAPARECIDA, COMO QUE ELA TA
VT: INICIO DA SAGA + OFF
COMO ELA ESTA?
52 VERA LUCIA: LOGO QUE MINHA FILHA DESAPARECEU, EU BUSQUEI AS AUTORIDADES PRA PODER ME AJUDAR A ENCONTRAR MINHA FILHA, E ELI EU JÁ PERCEBI QUE A MINHA JORNADA SERIA MUITO DIFICIL, TALVEZ POR FALTA DE CONHECIMENTO DA EPOCA, TALVEZ PORQUE POUCO SE FALAVA VT: ARTE FOTOS E JORNAIS COM INFORMAÇÕES DOS DESAPARECIDOS DA
EM DESAPARECIMENTO NA EPOCA EM 1992, ERA UM TEMA ASSIM, MUITO POUCO CONHECIDO.
PALAVRA ‘’EPOCA’’ ENCERRA NA PALAVRA ‘’CONHECIDO’’ IVANISE ESPERIDIÃO: EU NUNCA TINHA IDO NUMA DELEGACIA DE POLICIA. EU ACHAVA QUE QUANDO EU CHEGASSE NA DELEGACIA, EU IA SER TRATADA, IA SER ACOLHIDA, TRATADA COM RESPEITO E COM DIGNIDADE, NÉ. E QUE A POLICIA IA TOMAR PROVIDENCIA,
E
PRA
MINHA
SURPRESA
O
DELEGADO OLHOU PRA MIM MUITO CALMAMENTE E DISSE ASSIM: ‘’VOLTA PRA CASA MÃE, ISSO É COISA DE ADOLESCENTES, EU JÁ ESTOU ACOSTUMADO COM ESSE TIPO DE OCORRENCIA’’. E AI EU DISSE PRA ELE: ‘’UMA MÃE QUE DA LIBERDADE PARA UM ADOLESCENTE DE 13 ANOS FICAR NA RUA ATÉ ESSA HORA NA MADRUGADA, NÃO VEM ATÉ A SUA DELEGACIA PEDIR AJUDA’’. E AINDA ELE FALOU ASSIM: ‘’AINDA MAIS AS MENININHAS DE HOJE‘’.
DRA. ELIANA VENDRAMINI: ESSE TEMPO É UMA LENDA POPULAR, MUITO BEM DINFUNDIDA PELÇAS AUTORIDADES POLICIAIS. ‘’ESPERA UM POUCO’’, PRA QUE? ‘PORQUE EU PRESUMO QUE ELE É UM RESPONSAVEL E
53 VOLTARÁ’’,
OU
‘’QUE
VOCÊS
BRIGARAM
E
VOLTARÁ’’, OU SEJA, O PROBLEMA É SEU! NUNCA HOUVE ISSO, E A GENTE NÃO CONSEGUE DELETAR ESSE VERBO, PORQUE ATÉ HOJE A GENTE ATENDE CASOS QUE PEDEM PRA MÃE ESPERAR O NATAL E O ANO NOVO PORQUE ELE VAI VOLTAR. VT: ARTE VIDEO LEI Nº 8.069 INICIA NA PALAVRA ‘’ ENTÃO’’ E ENCERRA NA PALAVRA ‘’SUCESSO’’
ENTÃO VINTE E QUADRO, OU QUARENTA E OITO, FESTAS, CARNAVAL, É TUDO ENROLAÇÃO DE VITIMA. QUANTO MAIS TEMPO VOCÊ CORRE, AINDA QUE SEJA PRA DIZER ‘’QUE BOM, ELE ESTÁ BEM’’, MAIS O SUCESSO OCORRE, E MENOS TRABALHO A SEGURANÇA GASTA, INCLUSIVE EM DINHEIRO, QUE É UMA COISA MUITO IMPORTANTE PARA QUE GERE A VERBA PUBLICA.
MARIA JOSÉ PEDRO PLACERES: QUANDO EU VIVI MINHA BUSCA SOZINHA EU QUASE MORRI, FOI COM ELAS QUE EU APRENDI A CONVIVER COM ELA DOR, COM ESSE LUTO OFF MARIA JOSÉ PEDRO PLACERES - ARTE
INACABAVEL. QUANDO AS MULHERES BATEM NA
VIDEO DE CARTAZES DE VITIMAS
MINHA PORTA, ELAS JÁ PASSARAM POR TODO
DESAPARECIDAS NA ESCADARIA DA SÉ.
TIPO
DE
HUMILHAÇÃO,
DE
ABANDONO,
DE
CONSTRANGIMENTO. AQUI É O ULTIMO FIO DE ESPERANÇA QUE ESSAS MÃES DEPOSITAM NO MEU TRABALHO.
LINDALVA MATOS: PASSADO ESSE TEMPO, EU TINHA APRENDIDO MUITA COISA, EU TINHA APRENDIDO VARIAS SITUAÇÕES
DE
COMO
BUSCAR,
DE
COMO
PROCURAR E DE ME COLOCAR NO LUGAR DE OUTRAS MÃES, E NA VERDADE COMO MÃES SOLTEIRAS, COMO PESSOAS QUE DOAM SEUS FILHOS, ELAS SEMPRE DOAM POR AMOR, ELAS NÃO DOAM PORQUE ELAS QUEREM DOAR COMO
54 EU OUVI UM DIA, ALGUEM ME DISSE QUE EU DOEI COMO SE FOSSE UM CACHORRO.
VT ARTE VIDEO DE MULHERES COM CARTAZES DE VITIMAS DESAPARECIDA
VERA LUCIA: O DESAPARECIMENTO PRA MIM ELE É UM CRIME SOCIAL, PORQUE NÃO SÓ É A PESSOA QUE ESTÁ DESAPARECIDA QUE FAZ COM QUE A GENTE FICA DESESPERADA, MAS TAMBEM OS CONFLITOS FAMILIARES SÃO MUITO COMPLICADOS PRA GENTE APRENDER A LIDAR COM ELES:
EDUARDO MOTA (PSICOLOGO): EXISTEM VARIOS MOMENTOS ONDE A PESSOA COMEÇA A FICAR MAIS DEPRESSIVA, OU PERDER A ESPERANÇA, E A GENTE VAI CONVERSAR COM ELA, E AGENTE VE QUE ELA QUER ENCONTRAR O FILHO
DESAPARECIDO,
O
FAMILIAR
DESAPARECIDO, MAS ELA TA NUM MOMENTO MAIS DEPRESIVO, ENTÃO ELA PRECISA DE APOIO. MARIA JOSÉ PEDRO PLACERES: NESSA OCASIÃO PROCURAMOS OUVI-LOS COM ATENÇÃO, ORIENTA-LOS QUANTO A QUESTÕES JURIDICAS E ADMINISTRATIVAS. INICIANDO ASSIM UM PROCESSO DE ACOLHIMENTO, AUXILIANDO VT ARTE FOTO ONG MÃES DA SÉ, INICIA NA PALAVRA ‘’ INICIANDO’’ E ENCERRA NA PALAVRA ‘’ VIVENCIADA’’.
DESTA
FORMA
A
ENCONTRAR
RECURSOS
PROPRIOS PARA QUE POSSAM ENFRENTAR A SITUAÇÃO VIVENCIADA.
LINDALVA MATOS: FORMALMENTE NAS MINHAS HISTÓRIAS, TANTOS CASOS QUE EU JÁ LOCALIZEI, EU SEMPRE VEJO AS MÃES BUSCANDO PELOS FILHOS, NUNCA OS
55 PAIS, NUNCA NÃO. NORMALMENTE OS PAIS QUANDO ESTÃO MAIS IDOSOS, QUANDO VOCÊ ESTÁ MAIS IDOSO VOCÊ VOLTA NO TEMPO, E DEREPENTE ELES CHEGAM NO FINAL DA VIDA COMO SE ALGO TIVESSE FALTANDO. VT ARTE VIDEO DE MULHERES E HOMENS COM CARTAZES DE VITIMAS DESAPARECIDA IVANISE ESPERIDIÃO: ENTÃO NESSES 25 (VINTE E CINCO) ANOS EU NÃO TIVE DEZ HOMENS QUE FOSSE MILITANTE, QUE ACOMPANHACEM A ESPOSA OU PAI QUE É ELE QUE PROCURA, ENTENDEU? QUE AS VEZES A MÃE, ELA FICA EM UM ESTADO DE FRAGILIDADE, EM UM ESTADO DE DEPRESSÃO MUITO GRANDE QUE ELA SE QUER CONSEGUE SE LEVANTAR DA CAMA NOS PRIMEIROS DIAS IAE É O PAI QUE VAI PROCURAR ISSO É MUITO RARO. […] A DESCULPA QUE MUITO DOS PAIS DÃO É QUE ELES TEM QUE TRABALHAR. […] NÓS TEMOS SERCA DE 62% (SESSENTA E DOIS POR CENTO) DAS MÃES QUE PROCURAM PELOS SEUS FILHOS SÃO MA~ES SOLOS.
VERA LUCIA: SEMPRE
SÃO
AS
MÃES
QUE
CORREM
A
PROCURA, SÃO AS MÃES QUE ALEM DAS SUAS FORÇAS BUSCANDO… SUPERANDO TODOS OS LIMITES PARA PODER ENCONTRAR, OS PAIS ELES SÃO
SEMPRE,
MUITAS
VEZES,
NÃO
DIGO
INSENCIVEIS, NÃO É QUE SÃO INSENCIVEIS MAS ELES
SÃO
ENFRENTAR
MAIS, A
TALVEZ
SITUAÇÃO
FORTES OU
SÃO
PARA MAIS
RACIONAIS PARA ENFRENTAR A SITUIAÇÃO, AS MÃES NÃO, AS MÃES BUSCAM A ONDE FOR PRECISO, ELA CORRE, ELA FAZ O QUE PRECISA E
56 MUITAS
VEZES
NESSA
SITUAÇÃO
ACABAM
FICANDO SOZINHAS. […] NESSA MINHA CAMINHADA POUCOS PAIS EU VI JUNTO COM ESSAS FAMILIA, QUE CONTINUAM LUTANDO POR BUSCA DE SEUS FILHOS UM EXEMPLO DISSO É O SANDRO, UM PAI ASSIM QUE, BUSCA SEU FILHO DESESPERADAMANTE, MOVE, VAI E SUPERA TODOS OS LIMITES PARA PODER TER
UMA
RESPOSTA
DISSO,
MAS
ISSO
É
POUQUISSIMO, É RARIDADE… VT FOTOS DE SANDRO ANDRADE COM SEU FILHO DESAPARECIDO E SEU CARTAS.
SANDRO ANDRADE: EXERCER
A
FUNÇÃO
DE
UM
PAI
EM
UM
MOMENTOS DESSE E ASSUMIR AS REDIAS, SE NÃO PODER FAZER SOZINHO, MAS ALGUEM DA FAMILIA ESTEJA AO LADO DA ESPOSA NESSA CAMINHADA, NESA LUTA TÃO DOLOROSA QUE É. DESDE
AS
PRIMEIRAS
HORAS
DO
DESAPARECIMENTO, SEMPRE ME EMPENHEI NAS BUSCAS E DIVULGAÇÕES DO MEU FIHO. […] NOS TEMOS QUE TEM FORÇA, TEMOS QUE TER DETERMINAÇÃO VT ESCRITO: O REENCONTRO
E
OBJETIVO
PARA
SER
ALCANSADO, QUE É PARA O BEM DA FAMILIA.
LINDALVA MATOS: A 5 (CINCO) ANOS ATRAS EM ENCONTREI A MINHA FILHA. FOI O DIA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA, PORQUE TIVE A SENSAÇÃO DE ALI ENCERRAVA U7MA FASE PARA MIM, ERA UM FASE DE BUSCA, UMA FASE DE TRITEZA, UMA FAZER DE NÃO SABER COM ELA ESTAVA, COM QUEM ELA ESTAVA, SE ELA TINHA SIDO AMADA, PORQUE EU AMEI ELA MINHA VIDA INTEIRA. […] A PIOR HISTORIA É VOCÊ TER UM FILHO QUE VOCÊ NÃO PODE CHORAR A MORTE DELE E NEM A VIDA DELE. VERA LUCIA:
57 EU PROCURO COM A MINHA DOR AJUDAR OUTRAS FAMILIAS DE TODAS AS MANEIRAS QUE VT VERA LUCIA BUSCANDO OS ARQUIVOS E FOTOS DE DESPARECIDOS; INFORMANDO AS PALAVRAS: INVISÍVEIS E NOSSOS FILHOS.
ME FOR POSSIVEL E ISSO ME DA UMA FORÇA PARA CONTINUAR A MINHA CAMINHADA, PARA CONTINUAR A MINHA LUTA EM BUSCA DA MINHA FILHA E DESSAS OUTRAS FAMILIAS QUE TANTO QUANTO EU SÃO TÃO INVISIVEIS AO PODER PUBLICO, TÃO INVISIVEIS A SOCIEDADE COMO NOSSO PROPRIOS FILHOS.
IVANISE ESPERIDIÃO: VT ARTE VIDEO DE MULHERES E HOMENS COM POR QUE TE DIAS QUE A GENTE… QUE VOCÊ FICA CARTAZES DE VITIMAS DESAPARECIDA; MOSTRANDO AS PALAVRAS: IMPOTÊNCIA, DESAIMADA, NÉ? BATE UMA SENSAÇÃO DE… NÃO INCAPACIDADE. É DESANIMO, É UM SENSAÇÃO DE IMPOTENCIA DE INCAPACIDADE PORQUE POR TUDO QUE VOCÊ JA FEZ AINDA NÃO FOI O SUFICIENTE, POIS SE TIVESSE SIDO, JA TERIA ENCONTRADO UMA RESPOSTA. VT COM A PALAVRA RESPOSTA VERA LUCIA: EU NÃO ENCONTREI A MINHA FILHA AINDA, TALVEZ
NÃO
TENHO
CERTEZA
SE
VOU
ENCONTRAR, MAS A GENTE PRECISA ACREDITAR, PRECISA ACREDITAR PARA PODER CONTINUAR A SOBREVIVER PORQUE NA VERDADE NÓS SÓ SOMOS SOBREVIVENTES, NOSSO FILHOS SÃO PEDAÇOS DE NÓS QUE NOS FAZEM FALTA, SÃO UMA FERIDA QUE NÃO SE FECHA UMA DOR QUE VT ARTE DAS PALAVRAS: SOBREVIVENTE, FERIDA, DOR, VIVA E FINALIZANDO EM JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.
NÃO TEM EXPLICAÇÃO, SÓ QUEM PASSA POR ISSO É QUE SABE.
IVANISE ESPERIDIÃO: MAS A ESPERANÇA É O CONBUSTIVEL QUE NOS MANTEM
VIVA
NA
CERTEZA
DE
UMA
REENCONTRO UNICO, MESMO SEM SABER O DIA E A HORA QUE ELE POSSA ACONTECER. PORQUE JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.
58
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA NACIONAL DE JUSTIÇA DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA, CLASSIFICAÇÃO, TÍTULOS E QUALIFICAÇÃO
1. Natureza de Análise: marque apenas 1 opção:
X ANÁLISE COMUM Marque esta opção caso seja a primeira classificação da obra. Versão editada de obra já classificada, seja com acréscimo ou supressão de cenas, também é considerada “nova obra”. Portanto, este campo deve ser marcado.
FICHA TÉCNICA DE AUDIOVISUAL
RECLASSIFICAÇÃO Marque esta opção apenas caso a obra tenha classificação indicativa atribuída antes de julho de 2006 e agora é submetida a uma nova análise sob a luz dos novos critérios de classificação.
2. Segmento de Mercado: marque o segmento no qual a obra será exibida inicialmente. Uma vez que tenha recebido a classificação definitiva pelo Ministério da Justiça, desde que não tenha sofrido alterações, a obra audiovisual está apta para qualquer outro segmento de mercado, sem necessidade de novo pedido de classificação ou aviso prévio ao Ministério. CINEMA COMERCIAL HOME VIDEO (DVD, Blu-ray, streaming, etc)
MOSTRAS/FESTIVAIS DE CINEMA TELEVISÃO (veja texto abaixo)
X
2.1. Obras inéditas para televisão podem ser autoclassificadas pelo requerente OU classificadas por análise prévia pelo Ministério da Justiça. Contudo, você não tem esta escolha no caso obras editadas para televisão que já receberam classificação anterior igual ou superior a 12 anos: estas devem ser classificadas por análise prévia. Marque a forma de classificação desejada para televisão:
x AUTOCLASSIFICAÇÃO
ANÁLISE PRÉVIA
3. Categoria da obra: marque apenas 1 opção;
X Curta-metragem (até 30’’) Longa-metragem (70’’ ou mais) Média-metragem (31’’ a 69’’) Episódio de série Conjunto de episódios de série Programa de TV Show Musical
Trailer Novela Outra_____________
Ficha Técnica de Audiovisual 4. Identificação e conteúdo da obra 1. Título no Brasil:
PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos”.
2. Título original:
PROCURA-SE! “A saga de mães por seus filhos desaparecidos”.
3. Título da série:
PROCURA-SE!
4. Ano da temporada: 2021
5. Ano de produção: 2021
7. País de origem: Brasil
8. Distribuidor: Produtora E4Vision
10. Diretor: Dagnan Brandão Costa
11. Elenco principal: Ivanise Esperidião, Vera Lucia Ranu e Lindalva Matos
12. Cor:
13. Tempo de duração: Preto e branco 00:15 Minutos 15. Mídia enviada para análise: 16. Gênero:
17. Data prevista de exibição:
Drama Romance Comédia Faroeste
9. Produtor: Produtora E4Vision
14. Classificação pretendida:
X Colorido
DVD/Blu-ray Arquivo digital X Link de internet 35 mm Cinema digital Outro________
6. Número do(s) episódio(s): 1 um
Livre Aventura
X 10 anos
X Documentário Suspense Infantil
18. Emissora (obras para TV):
17/05/2021
12 anos
Terror Guerra Cultura Policial
14 anos Ação Animação Erótico
16 anos
18 anos
Musical Ficção científica Outro_________
19. Praça de Exibição (obras para TV):
X Rede Nacional
Regional:____________
20. Violência: marque todos os itens que aparecem na obra Armas Ato Violento Cenas que Assustam Crueldade
X Dor ou Sofrimento Estupro Exposição de Cadáver Ferimentos
Morte / Assassinato Mutilação Sangue Suicídio
X Temas Angustiantes Tortura Violência de Forte Impacto Violência Fantasiosa
21. Conteúdo Sexual: marque todos os itens que aparecem na obra Nudez Velada Nudez
Linguagem Chula Linguagem de Conteúdo Sexual
22. Drogas: marque todos os itens que aparecem na obra
Insinuação Sexual Relação Sexual
Relação Sexual Explícita Prostituição
59 Consumo de Álcool ou Cigarro Consumo de Moderado de Álcool ou Cigarro
Consumo de Drogas Ilícitas Consumo Medicinal de Drogas Ilícitas
Tráfico de Drogas Menção a Drogas
5. Interessado 1. Nome (pessoa ou empresa):
2. CPF/CNPJ (ou equivalente estrangeiro):
Dagnan Brandão Costa 5. Endereço:
Trav. Porto de Pedras, 51 9. Email:
10. Telefone/Fax:
dagnancosta@hotmail.co m
6. Cidade:
7. Estado:
8. CEP:
São Paulo
SP
08230205
11. Local e data:
12. Assinatura:
São Paulo, 27 de abril de 2021
13. Observações:
Campos de Justificativa de Autoclassificação Preencha o restante apenas se você marcou autoclassificação para TV no item 2.1 da página anterior. Para os demais casos, não é necessário enviar ao Ministério esta página nem a próxima. 1.
Sinopse: caso este espaço seja insuficiente, apresente a sinopse em documento à parte:
O documentário traz o enredo do desaparecimento de pessoas, abordando possíveis causas, relatos de casos reais, e principalmente a “luta” de mães na busca por respostas do desaparecimento de seus filhos, trazendo através desse material toda força, resiliência e obstáculos que são enfrentados diariamente por essas mulheres e por tantas outras pessoas. Duração: O documentário completo terá a duração de quinze minutos, nos proporcionando pesquisas profundas, trazendo junto a elas maturidade e entendimento em base de fatos reais demonstrado em entrevistas e através de estatísticas.
2. Finalidades específicas: preencher apenas nos casos em que a obra apresente a finalidade. Deixe em branco se não apresentar. 2.1. Educativas: 2.2. Artísticas: 2.3. Culturais: 2.4. Informativas: Conteúdo Informativo 2.5. Respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família:
CONTEÚDO Assinale todos os itens presentes no conteúdo da obra. Para mais informações e descrições específicas de cada item, consulte o Guia Prático de Classificação Indicativa, disponível em português e inglês no Portal Online da Classificação Indicativa. FAIXA
Violência
Sexo
Drogas
60 Violência Fantasiosa Presença de Armas sem Violência Mortes sem Violência Ossadas e Esqueletos sem Violência Presença de Armas com Violência Medo/Tensão X Angústia Ossadas e Esqueletos com Violência Atos Criminosos sem Violência Linguagem Depreciativa Ato Violento Lesão Corporal Descrição de Violência Presença de Sangue Sofrimento da Vítima Morte Natural ou Acidental Violenta Ato Violento contra Animais Exposição ao Perigo Exposição à Humilhação Agressão Verbal Obscenidade Bullying Exposição de Cadáver Assédio Sexual Supervalorização da Beleza Física Supervalorização do Consumo
Consumo Moderado ou Insinuado de Drogas Lícitas
Conteúdos Educativos sobre Sexo
Descrições Verbais do Consumo de Drogas Lícitas Discussão sobre Tráfico de Drogas Uso Medicinal de Drogas Ilícitas
Nudez Velada Insinuação Sexual Carícias Sexuais Masturbação Linguagem Chula Linguagem de Conteúdo Sexual Simulações de Sexo Apelo Sexual
Violência
Sexo
Estupro Exploração Sexual Coação Sexual Tortura Mutilação Suicídio Violência Gratuita Aborto, Pena de Morte, Eutanásia Violência de Forte Impacto Elogio/Glamurização/Apologia à Violência Crueldade Crime de Ódio Pedofilia
Consumo de Drogas Lícitas Indução ao Uso de Droga Lícitas Consumo Irregular de Medicamento Menção a Drogas Ilícitas
Insinuação do Consumo de Drogas Ilícitas Descrições Verbais do Consumo e Tráfico de Drogas Ilícitas Discussão sobre descriminalização de drogas ilícitas
Nudez Erotização Vulgaridade Relação Sexual Prostituição
Morte Intencional Estigma/Preconceito
FAIXA
Nudez não Erótica
Drogas
Produção ou Tráfico de Qualquer Droga Ilícita Consumo de Drogas Ilícitas Indução ao Consumo de Drogas Ilícitas
Relação Sexual Intensa
Sexo Explícito Situação Sexual Complexa / de forte impacto
Apologia ao Uso de Drogas Ilícitas
ATENUANTES Composição de Cena Atenuante Baixa Relevância Pouca Frequência
Contexto Esportivo / Histórico / Artístico / Cultural ou Científico Contexto Irônico ou Cômico / Caricato Contexto Fantasioso
Insinuação / Simulação / Tentativa Motivação Justificada Contraponto Conteúdos Positivos
AGRAVANTES Composição de Cena Agravante Alta Relevância Alta Frequência
Interação com o Expectador Valorização de Conteúdo Negativo Motivação
Conteúdo Inadequado com Criança ou Adolescente X Contexto de Impacto
61
Links de Serviços Úteis que auxiliam na busca de Desaparecidos no Brasil
Site Nacional - Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas www.desaparecidos.mj.gov.br
Associação Desaparecidos do Brasil http://www.desaparecidosdobrasil.org/quem-somos Agência Brasil – Cartilha Nacional de orientação em caso de desaparecimentos https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-03/cartilha-orienta-o-que-fazerem-casos-de-desaparecimento Portal do Governo/SP – Pagina Pessoas Desaparecidas http://www.ssp.sp.gov.br/servicos/pessoas_desaparecidas.aspx
Catálogo Gratuito de Pessoas Desaparecidas no Brasil https://www.procurarpessoas.net/
DHPP - Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa https://bit.ly/2QJNV6w Ong – Mães da Sé http://www.maesdase.org.br/ Projeto Volta pra casa – Iniciativa de unificar o maximo de Ongs em um único aplicativo https://voltapracasa.com.br/
Ong – Mães em Luta https://www.facebook.com/maesemlutaONG/
62
Anexos
63
Autorização de uso de imagem
64
65
66
67
68
69
70
Bibliografia
PORDEUS, Lucas. Número de desaparecidos no Brasil em 2019 ultrapassou os 79 mil. Radio agência nacional, Brasília, 27/10/2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/seguranca/audio/202010/numero-de-desaparecidos-no-brasil-em-2019-ultrapassou-os-79mil#:~:text=O%20n%C3%BAmero%20de%20desaparecidos%20no,enquanto%20out ras%20130%20foram%20assassinadas. Acesso em: 05/04/21
Netflix vai buscar US$ 1 bilhão para investir em novas produções. Redação NT, 23/04/2020. Disponível em: https://natelinha.uol.com.br/mercado/2020/04/23/netflix-vai-buscar-us-1-bilhao-parainvestir-em-novas-producoes-144069.php. Acesso em 13/04/21
NITAHANA, Akemi. Organizações lembram o Dia das Vítimas de Desaparecimento Forçado. Agência Brasil, Rio de Janeiro, 30/08/2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2020-08/organizacoeslembram-o-dia-das-vitimas-de-desaparecimento-forcado. Acesso em: 24/04/2021
http://www.desaparecidosdobrasil.org/quem-somos. Acesso em: 24/04/2021
INDIGENTE. In. MICHAELIS. Editora Melhoramentos Ltda, 2021. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/indigente. Acessado em 30/04/2021 Acesso em: 24/04/2021
Mães da Sé lança app com inteligência artificial para ajudar a encontrar pessoas desaparecidas. Brasil país digital, 29/10/2020. Fonte: Microsoft. Disponível em: https://brasilpaisdigital.com.br/maes-da-se-lanca-app-com-inteligencia-artificial-paraajudar-a-encontrar-pessoasdesaparecidas/#:~:text=Sobre%20a%20M%C3%A3es%20da%20S%C3%A9&text=A tualmente%2C%20atende%20%C3%A0%20demanda%20de,montante%2C%205.01 6%20casos%20foram%20solucionados. Acesso em 30/04/21
71
ESTATÍSTICAS, Fórum Brasileiro de segurança pública, 2018. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/estatisticas/. Acesso em 30/04/21
DESAPARECIDOS E ESQUECIDOS. Câmara dos deputados, 04/12/2018. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoespermanentes/cdhm/noticias/desaparecidos-e-esquecidos. Acesso em 30/04/21
COMPARTILHAMENTO EM REDES SOCIAIS AJUDA NA BUSCA POR PESSOAS DESAPARECIDAS. Correio Braziliense, 09/04/2013. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/tecnologia/2013/04/09/interna_tecn ologia,359298/compartilhamento-em-redes-sociais-ajuda-na-busca-por-pessoasdesaparecidas.shtml Acesso em 03.05.21
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