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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL Rádio, TV e Internet
Paloma Luiza da Silva Carneiro – 1926891-2 Gabriela Correia Henriques –1938098-4 Matheus Rodrigues de Souza – 2211079-8
GRAFITANDO: POR ELAS DOCUMENTÁRIO
São Paulo 2021 2
PALOMA LUIZA DA SILVA CARNEIRO – 1926891-2 GABRIELA CORREIA HENRIQUES – 1938098-4 MATHEUS RODRIGUES DE SOUZA – 2211079-8
GRAFITANDO: POR ELAS DOCUMENTÁRIO
Trabalho apresentado à banca examinadora da Universidade Cruzeiro do Sul, como requisito para a obtenção do título de bacharel no curso Rádio, TV e Internet.
Orientadora: Profª.Krishna Tavares Co – orientador: Profº Bruno Rogério Tavares
SÃO PAULO 2021 3
FOLHA DE APROVAÇÃO
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DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho a todos que colaboraram de alguma forma e acreditaram em nosso potencial. Em especial aos nossos pais, amigos e familiares que nos incentivaram durante toda jornada acadêmica e contribuíram grandemente para a realização deste projeto.
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AGRADECIMENTOS
FILMMOONS
Agradecemos aos nossos familiares e amigos pelo incentivo e apoio que nos deram durante todo o curso. Aos professores que sempre buscaram nos levar para um caminho repleto de conhecimento e aprendizagem que nos possibilitou um crescimento pessoal e profissional, quesitos importantes para termos chegado até aqui. Ao Professor Bruno, nosso coordenador, que sempre acreditou em cada um de nós, em nossa capacidade de fazer um ótimo trabalho e sermos pessoas melhores todos os dias.
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Gabriela Correia Henriques A vida é composta por etapas, onde jamais conseguimos avançar sozinhos. Estamos rodeados de pessoas que nos ajudam e nos auxiliam para que consigamos obter sucesso em nossa caminhada.
Agradeço primeiramente a Deus por me inspirar e me dar forças para concluir esse projeto, sem Ele nada teria sido possível.
Meus sinceros agradecimentos a minha mãe Márcia e toda a minha família, pela paciência e pela força, pois me motivaram e deram todo o apoio necessário para que eu seguisse em frente.
Agradeço a minha família da fé, que em um determinado momento onde me encontrava perdida, a ponto de jogar tudo para o alto e desistir, me encorajou a continuar correndo em busca dos meus sonhos.
Meus agradecimentos para todos os professores que me acompanharam ao longo desses 4 anos de curso, que com perfeição, me deram as diretrizes necessárias para crescer no âmbito profissional e pessoal, agregando com conhecimentos para a vida e nos mostrando novas perspectivas para o futuro próximo.
O meu obrigada para todos os meus colegas de classe que de alguma forma fizeram com que tudo isso fosse possível, dando sempre o seu melhor em cada trabalho solicitado e incentivando uns aos outros.
Por fim, a todos que fizeram parte diretamente e indiretamente desta pesquisa, muito obrigado.
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Matheus Rodrigues de Souza Na vida temos muitos sonhos e fico muito feliz de estar realizando o de fazer uma faculdade, ainda mais em uma área que eu tanto amo, os quatro anos se passaram muito rápido e não tenho do que reclamar ou me arrepender apenas tenho muita gratidão dos aprendizados e experiências vividas ao longo do curso. Sinto que evoluí muito como pessoa e profissional expandindo meus horizontes e tendo a certeza da carreira que pretendo seguir, tive infinitas possibilidades e oportunidades da área nas quais graças a Deus tive o privilégio de aproveitar e iniciar minha tão sonhada carreira profissional, agradeço ao meu pai por todo apoio e investimento em mim que sem minha família nada seria possível e ainda digo que tudo ainda é o começo. Agradeço aos professores pela paciência, pelo enorme valor agregado ao longo destes 4 anos e toda atenção aos alunos que mesmo com todos problemas recorrentes a pandemia, foram sempre muito prestativos e atenciosos, servindo como um belo exemplo de excelentes profissionais. Aos meus colegas de classe pela convivência pela troca de histórias risadas e experiências, mesmo eu sendo transferido de outra instituição fui sempre muito bem aceito por todos e só guardo lembranças boas. Tenho muito orgulho de ter estudado na Universidade Cruzeiro do Sul e tenho certeza que sentirei muita falta desta fase que termina, mais que se inicia muitos outros horizontes.
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Paloma Luiza da Silva Carneiro O tempo é como água que escorre pelas nossas mãos. Ao longo desses quatro anos, pude experimentar uma nova forma de olhar para a vida com mais senso crítico, mais criteriosa nas minhas ações como estudante de Radialismo. Quero agradecer primeiramente a mim por estar concluindo o curso. Me mantive focada e buscando absorver todas as experiências que o centro universitário me propõem. Mantendo a fé em mim e na minha Deusa que sempre carrego comigo. Estudar o que se tem paixão nos ajuda passar pelas dificuldades. Agradeço a minha mãe que mesmo com tantas dificuldades acredita na filha e incentiva-a todos os dias a buscar os seus sonhos e jamais desistir. Minha inspiração como mulher guerreira, que nunca desistiu dos seus sonhos mesmo com a vida dando tapas. Meu alicerce nos melhores e piores momentos. Aos meus colegas de classe, agradeço as nossas vivências juntos em nossos trabalhos acadêmicos desde a primeira até a última produtora que me mantive. Pude ter o privilégio de trabalhar com pessoas fora do meu ciclo social o que me ajudou em outras áreas da minha vida, por exemplo, me relacionar com elas sem medo de expor minhas ideias. O time de professores do curso de comunicação social e que eu tive a oportunidade de conhecer e aprender com vocês, obrigada por todo o conhecimento passado para nós, os alunos. Eu tenho um carinho por cada professor, e eu só agradeço por vocês terem tido paciência e amor pela profissão. A Universidade Cruzeiro do Sul me deu a oportunidade de fazer parte de uma instituição com professores capacitados que eu tenho muito orgulho, além de me propor um ambiente de ensino com equipamentos, atividades e laboratórios que ajudaram no meu desenvolvimento técnico e crítico. Foram quatro anos que eu vi escorrer pelas minhas mãos. Guardando o máximo de conhecimento possível, aprendendo com os professores, com os alunos, com as pessoas nas ruas. Conhecendo a cidade e aprendendo a andar nela. Trabalhando em projetos interdisciplinares que me ajudaram a ampliar o meu conhecimento técnico. O tempo passou que eu não me dei conta, e olhar para trás só me gera um sentimento de gratidão a vida. Obrigado a todos que fizeram parte da minha jornada. 9
EPÍGRAFE
. Entre o spray e o muro, há uma cidade que fala. Autor desconhecido
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RESUMO Este trabalho tem como objetivo dar voz às mulheres que se deparam diariamente em sua trajetória com o machismo estrutural dentro do movimento e mostrar a pressão que a grafiteira enfrenta na sociedade para validar o seu trabalho. Propõe-se, assim, apresentar histórias de mulheres reais e suas vivências, baseado no princípio de que não acreditamos que há diferença entre gêneros e todos merecem o seu espaço dentro daquilo em que acreditam serem pertinentes ao seu próprio futuro, de modo que, para essas mulheres específicas, o mais importante se encontra em ser valorizada de igual para igual. Sob essa ótica, o empoderamento e a luta igualdade de muro se sobressaem como forma de dar voz a algo que nunca é falado, e é sobre elas que o documentário busca resgatar.
Palavras-Chave: Grafite; Mulheres; Igualdade.
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ABSTRACT This work aims to give a voice to women who are faced daily in their trajectory with structural machismo within the movement and show the pressure that graffiti artists face in society to validate their work. It is proposed, therefore, to present stories of real women and their experiences, based on the principle that we do not believe there is a difference between genders and everyone deserves their space within what they believe to be relevant to their own future, so that, for For these specific women, the most important thing is to be valued as equals. From this point of view, empowerment and the fight for equality on the wall stand out as a way of giving voice to something that is never talked about, and it is about them that the documentary seeks to rescue.
Keywords: Graphite; Women; Equality.
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SUMÁRIO
Introdução............................................................................................................... 16 1. Produtora.............................................................................................................. 17 1.1. Produtora............................................................................................................ 18 1.2. Significado do nome........................................................................................... 18 1.3. Logomarca e referência estética........................................................................ 19 1.4. Missão, visão e valores...................................................................................... 19 1.5. Equipe................................................................................................................ 21 1.6. Organograma..................................................................................................... 23 1.7. Portfólio...............................................................................................................24 2. Fundamentação teórica.......................................................................................27 2.1. Documentário......................................................................................................29 2.1.1. Introdução........................................................................................................29 2.1.2. A jornada do documentário..............................................................................30 2.1.3. A importância do documentário........................................................................32 2.1.4. Questões éticas são fundamentais para o cinema documentário................... 33 2.1.5. A representação de ouro...................................................................................35 2.1.6. Montagem do documentário............................................................................. 38 2.1.7. Jovens documentaristas....................................................................................38 2.1.8. Modos do documentário....................................................................................39 2.2 GRAFITE.............................................................................................................. 46 2.2.1. Introdução ao grafite......................................................................................... 46 13
2.2.2 Grafite do Brasil................................................................................................47 2.2.3. Pichação ou Pixação? ....................................................................................48 2.2.4.Grafitex Pichação: são a mesma coisa?..........................................................48 2.2.5. Pixo e grafite ...................................................................................................49 2.2.6. O grafite e suas diferentes formas...................................................................51 2.2.7. Gírias no mundo do grafite ..............................................................................52 2.2.8. As mulheres no grafite................. ....................................................................53 2.2.9. O maior obstáculo.............................................................................................56 3. Documentário........................................................................................................58 3.1. Explicação do título..............................................................................................59 3.2. Sinopse............................................................................................................... .60 3.3. Objetivos............................................................................................................. 61 3.3.1. Objetivo Geral...................................................................................................61 3.3.2. Objetivos específicos....................................................................................... 61 3.4. Classificação do projeto...................................................................................... 62 3.5. Argumento.......................................................................................................... 63 3.5.1. Visão original....................................................................................................63 3.5.2. Proposta do documentário................................................................................64 3.5.3. Eleição e descrição dos objetos....................................................................... 65 3.5.4. Eleição e justificativas para estratégia de abordagem......................................69 3.5.5. Sugestão de estrutura.......................................................................................70 3.5.6. Desenho de produção...................................................................................... 71 3.6. Referências estéticas...........................................................................................73 3.7. Público-Alvo.........................................................................................................76 14
3.8. Veiculação e distribuição.....................................................................................77 3.9. Justificativa..........................................................................................................78 4. Cronograma de produção....................................................................................79 4.1. Orçamento previsto.............................................................................................83 5. Considerações finais...........................................................................................89 6. Referências Bibliográficas..................................................................................94 7. Apêndices.............................................................................................................98 7.1. Pauta...................................................................................................................98 7.1. Roteiro.................................................................................................................99 8. Anexo....................................................................................................................113 8.1.Autorização de imagem........................................................................................113
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INTRODUÇÃO O trabalho de conclusão de curso tem como um de seus objetivos fazer com que coloquemos em prática todo o conhecimento e experiência que foram adquiridos no decorrer do curso. Com isso, idealizamos o projeto documental Grafitando: por elas.
Escolhemos trabalhar como o gênero documentário por conta da familiaridade que a produtora possui com produções desse tipo. Em um projeto documental temos a oportunidade de apurar nossa visão de mundo real acerca de assuntos que são importantes, e que nós como comunicólogos, sentimos a necessidade de abordar o audiovisual.
O tema central do documentário foi escolhido através do desejo dos integrantes da produtora em levantar uma reflexão democrática a respeito do movimento do grafite e da mulher inserida nesse meio. Assim, a fim de descobrir suas vivências e qual o real papel que as mulheres têm dentro do movimento, elencamos personagens que vivem isso na pele diariamente nos trabalhos em que fazem.
Nos aprofundamos para trazer à tona, posicionamentos que contestam a nossa afirmação em relação a desigualdade de muro e machismo enfrentados, viés principal do projeto, são vistas sob a ótica e experiências das grafiteiras, e de que forma elas buscam ocupar o seu espaço. Toda pesquisa do projeto foi fundamentada por meio de livros, artigos científicos, lives, séries, eventos e documentários que levam ao tema escolhido.
Dividimos a bíblia de produção em oito capítulos: a primeira parte contém informações sobre a Filmmoons edições, a segunda consiste na fundamentação teórica e na terceira parte descrevemos todo o projeto documental em si.
Procuramos colocar nesse projeto todo o aprendizado adquirido e o sentimento que sempre nos motivou.
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1. PRODUTORA A produtora Filmmoons, foi criada pela aluna Paloma Luiza, para postagem de seus ensaios fotográficos e produções que posteriormente iriam surgir. Essa conta a princípio foi criada em uma rede social, especificamente no Instagram, sendo tratado como um diário visual relatando tudo através de sua lente. Em 2021, esse projeto individual passou a adentrar ao campus acadêmico e se tornou uma produtora - composta por 3 integrantes - para a realização do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Gabriela e Matheus, tinham por objetivo comum o foco voltado para a arte, então ao tomar conhecimento dos caminhos seguidos por Paloma para realização do trabalho, ambos entraram na produtora com o propósito de se aprofundar em novos caminhos.
1.2. SIGNIFICADO DO NOME O nome “Filmmoons” foi criado por dar sentido a duas coisas que a aluna gosta, filmes em geral e filmes que exploram o universo. A inspiração veio do filme “Viagem à Lua" (1902), considerado um clássico do cinema, com uma história mágica ao assistir. A lua que aparece é icônica, considerada a marca registrada do filme. Ela serviu como referência para o desenvolvimento da criação do logo.
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1.3. LOGOMARCA E REFERÊNCIA ESTÉTICA
O logo é uma junção de cores complementares que desperta o interesse do cliente ao procurar nossos serviços. O nome “moons edições” no logo é para deixar claro o tipo de trabalho que oferecemos (a princípio).
1.4. MISSÃO, VISÃO E VALORES
Missão Realizar produções audiovisuais de forma a retratar histórias reais e, por meio delas, surpreender de forma envolvente pela qualidade técnica e artística.
Visão Ser referência no cenário audiovisual brasileiro, com previsão de em até 10 anos, expandir o olhar para demais países. Destacar-se pela diversidade de temáticas no ramo documental, nos superando a cada produção com o intuito de inovar dentro do seu formato.
Valores 19
Temos como nossos valores:
Ética
Confortabilidade ao cliente
Comprometimento
Qualidade
Empatia
Excelência
Diversidade cultura
São os pilares fundamentais da nossa produtora que trabalha com todos as etnias, sem exceção.
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PORTFÓLIO
Gabriela Correia Henriques
Atuante na área da comunicação há aproximadamente 4 anos. Eu tenho minhas experiências dentro e fora do campo acadêmico. Minha expectativa é dentro de 1 ano e meio estar trabalhando no setor de produção de emissoras abertas. Minha formação acadêmica está sendo concluída na Universidade Cruzeiro do Sul, no qual, o meu curso de estudo foi reconhecido pelo MEC. Em minha primeira experiência com a Rádio, eu pude trabalhar como diretora do "Podcast para Boi dormir", um podcast educativo e icônico. Logo após, eu realizei a radionovela chamada "As hóspedes da casa 15", onde minha atuação central foi na operação de áudio. Assim, como em uma das minhas produções mais recentes, em 2020, onde operou o áudio já em um documentário "Quarentena: A rotina do isolamento". Na TV, eu tive a oportunidade de ser assistente de produção no Game Show "Batalha Intergaláctica", em que enfrentei uma série de desafios e aprendi a lidar com imprevistos. Afinal, o show tem que continuar. No final do ano passado (2020), atuei como câmera na websérie Entre Lados, que agora em 2021 ganhou em 1° lugar o prêmio da Intercom Sudeste.
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Matheus Rodrigues de Souza
Atuante na área da comunicação há aproximadamente 4 anos. Eu possuo experiências em âmbito acadêmico e profissional. Minha expectativa é crescer ainda mais dentro do meu ramo de atuação. Minha formação acadêmica tem sido realizada na Universidade Cruzeiro do Sul, com conclusão prevista para 2021, me tornando assim um Bacharel em Rádio, TV e Internet. Quero destacar minhas experiências mais enriquecedoras dentro da comunicação, no qual atuei como produtor do programa “Vou te contar” da Rede TV, em que literalmente tive que fazer a coisa acontecer. Já no “Encrenca”, um programa humorístico, eu fiz parte do elenco e pude trabalhar do lado de pessoas fundamentais que me ensinaram muito e agregaram para minha profissão. Fui participando do Cinelab Aprendiz, da Warner Channel, onde aspirantes que sonham em ser grandes cineastas competem em provas em que precisam produzir e gravar efeitos especiais práticos com poucos recursos e em pouco tempo. Além disso, fui diretor e roteirista do médiametragem produzido de forma independente para comemoração de 70 anos da cidade de Cerquilho, exibido no Teatro Municipal.
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Paloma Luiza da Silva Carneiro
Atuante na área da comunicação há aproximadamente 4 anos. Eu tenho experiências tanto dentro como fora da Universidade, realizando produções acadêmicas e pessoais. Nas produções em que participei, eu tive a parceria de algumas produtoras, como Abelhas Produções, 7 illusões e Ilusion Filmes. Em minha produção mais recente, eu atuei como diretora artística aplicando meus conhecimentos em toda parte estética, na websérie Entre Lados (2020). Além disso, ainda em 2020, realizei a produção do documentário "Vozes da Quarentena". No programa de TV "Flashback Show", eu tive a oportunidade de fazer toda a produção musical do game show com músicas sucesso da época dos anos 80, além disso realizei a operação do teleprompter nesta mesma obra. Já na "Sociedade do Espetáculo" estive como atriz e na revista eletrônica "Claquete" fui apresentadora. Provando assim, que posso estar tanto atrás como na frente das câmeras. Também já fui videomaker do Making Off do MC Bonna.
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2.1. Documentário 2.1.1. Introdução O cinema documentário nasceu na União Soviética e sua importância é reconhecida por todos até os dias de hoje. Na época em que viviam, os primeiros anos da revolução, registrar os acontecimentos históricos de forma documental, emocionou e emociona a muitos ainda, principalmente os que vivenciaram aqueles momentos.
“Ele viu os acontecimentos emocionantes da época da guerra civil e dos primeiros anos de construção socialista, com novas condições de trabalho, a emancipação da mulher, os solenes dias de festa, as tempestuosas manifestações das massas em protesto contra os inimigos internos, contra a contrarrevolução internacional. Na tela apareceram os contemporâneos desses acontecimentos, pessoas soviéticas reais, e isso era o mais emocionante.” (CHUB, Esfir. A verdade de cada um. São Paulo: 2015, p. 26)
O gênero documentário tem uma característica muito distinta dos demais gêneros audiovisuais. Os cineastas possuem uma frequência assídua de empregarem a pena, antes, durante e depois de empunharem a câmera. Claro que, isso não dispensa a dedicação a parte escrita, mas uma proporção muito maior está por trás de tudo isso, e se compararmos eles aos seus colegas dedicados à animação ou à ficção, consegue de longe identificar o porquê o documentário se torna tão diferente. Segundo John Grierson (2015, p,13), “o documentário é uma descrição desajeitada, mas deixe de estar”. Desajeitada, porque não existe a maneira correta de fazer, existe a forma como o olhar do diretor vê e como ele traz para a realidade do público que os assiste. Isso, porque, as pessoas gostam de lutas, embates e questões físicas que é usado como um elemento padrão em muitos casos. Não que seja uma forma ousada de abordar certos temas, afinal não se sabe se os elementos da natureza como o desabrochar de uma flor ou até mesmo instintos da caça, representam os campos de apreciação mais civilizados. Mas, as pessoas, por sua vez, querem sentir suas histórias transmitidas por meio de personagens reais ou ao menos adquirir algum conhecimento.
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O documentário é uma obra que retrata uma determinada realidade. Além de mostrar uma realidade subjetiva, tem o ato de levar informação e educar aqueles que assistem a narrativa contada. O cineasta busca apresentar uma visão real daquilo que ele está querendo retratar, assim como o fato a ser retratado espera uma obra fiel. O cineasta ao fazer um documentário quer provar uma ideia que acredita utilizando de uma oratória que reuni documentos e imagens documentais (recortes de jornais) como provas para dar voz ao fato, buscando fora do filme confirmações sobre a sua história. A observação é um recurso indispensável para a construção da narrativa, assim como tais ferramentas: linguagem, formatos e estilos, que devem estar presente na construção da história. A voz no documentário apresenta um argumento que busca persuadir o seu espectador a fim de defender seu ponto de vista. A voz no documentário é a maneira especial de expressar um argumento ou uma perspectiva (NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 72). A principal característica que diferencia o documentário da ficção, é a sonorização da obra, no caso da ficção, o diálogo entre os atores em discurso direto possibilita o coroamento de um antigo projeto de imitação da vida. Já no caso do documentário, o som possibilita a substituição dos letreiros pelo comentário em voz off endereçado diretamente ao espectador tendo sua total atenção no ato. (Silvio Da-Rin, 2004, p.131). O documentário não se deve a achismos de termos sobre um conhecimento detalhado ou alguma compreensão estrondosa da nossa realidade. A força do documentário não está somente nas filmagens dos fatos da vida, é algo que vai muito além, ela está presente na escolha dos acontecimentos (qual caminho queremos seguir), na habilidade de selecionar aquilo que particularmente é capaz de emocionar os espectadores e, na relação com o que foi filmado, conforme a nossa compreensão. Com isso, então, podemos afirmar que o documentário por sua vez precisa ser uma obra completa e acabada. Acima de tudo, o mais importante é:
“Transmitir não apenas os acontecimentos dos nossos dias, mas também imagens vivas de pessoas. (...) Isso é o mais importante e o mais emocionante.” (CHUB, Esfir. São Paulo: 2015, p. 27). 29
Podemos enxergar no cinema documental vivacidade, ou seja, a maneira como manuseamos a câmera e utilizamos corretamente a objetiva, que determinará o êxito de nosso trabalho. É preciso se atentar aos detalhes de tudo o que acontece a nossa volta, para que possamos humanizar e criar uma dinamicidade, para os nossos produtos audiovisuais. A maneira certa dos objetos de filmagem consiste em capturar. Contudo, segundo o cineasta Esfir Chub, ainda não aprendemos a filmar nossos contemporâneos de uma maneira nova, o que nos leva a pensar onde estaria o erro de todos aqueles que fizeram documentário, eles simplesmente fizeram uma obra documental ou realmente quiseram inovar e emocionar as pessoas? Não sabemos a resposta dessa pergunta, mas uma coisa é fato, apenas isso seria capaz de alterar a monotomia dos documentários, não variando nem alterando absolutamente nada, impedindo que o leitor se emocione ou fique impressionado. Então, a lição deixada por nossos companheiros de trabalho, é que não devemos ficar presos ao formato, como se não pudéssemos pensar fora da caixa, inovar e variar, afim de criar novas emoções. Afinal, a pessoa que assiste uma peça documental deseja sentir o que as pessoas convidadas sentem. Uma forma de inovação, mas pouco interpretada como o tal, são aqueles programas de auditório que realizam alguns quadros contando histórias de pessoas que estão há anos sem ver um ente querido ou vivem uma vida de superação. No fim das contas, eles apresentam algumas características fortemente similares ao de uma obra documental. Não seria aquilo um formato diferente para documentário?! Pessoas emocionadas, relatos de pessoas próximas ou que vivem a mesma realidade, enredos que prendem e emocionam o público, recortes apenas em momentos chaves e que transmita aquela determinada mensagem... aí está um exemplo de inovação e diversidade que tanto buscamos documentário após documentário. Pode até não ser, mas faz todo sentido, não é verdade?!
2.1.2. A jornada do documentário
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É muito fácil vermos uma peça documental pronta e considerá-la como uma obra de arte, não é verdade?! Mas a jornada que nós, documentaristas, temos até chegar ao resultado, poucos imaginam. A primeira coisa que passa na cabeça da grande maioria é se seremos capazes de contar a história que queremos contar, uma vez que uma série de questionamentos se levantam, como por exemplo: “Seremos capazes de exprimir com o material que temos o que realmente queremos passar ao espectador? Que eventualidades posso encontrar durante a filmagem? Quais terei que provocar? Os personagens, de fato, são interessantes o suficiente? O que queremos mudar no mundo com nosso documentário?”, entre outros pensamentos.
“O documentário, tal como o vejo, é antes de tudo um movimento que vai do não conhecer ao conhecer.” (GOLDOVSKAIA, Marina. A verdade de cada um. São Paulo, 2015, p. 79)
A princípio temos uma vaga ideia de por onde devemos seguir e dos personagens como um esboço do nosso tema. Uma vez decidido as características fundamentais da obra documental e respondida todas as nossas perguntas, começamos a pesquisa em busca da descoberta do novo.
“Ao longo do caminho, aprendo algo novo, faço revelações e encontro novo combustível para minha curiosidade. Este é provavelmente o traço distintivo do documentário. Ele lida com a realidade viva, a qual eu mesma tenho que entender antes de exibi-la a um público.”(GOLDOVSKAIA, Marina. A verdade de cada um. São Paulo, 2015, p. 79)
Diante de qualquer nova criação de uma peça audiovisual, aprendemos algo novo, isso porque não existe alguém que saiba 100% sobre o assunto por mais bem instruída que a pessoa seja, sempre haverá algo inusitado a se aprender. O que diferencia o documentário é exatamente isso, descobrir a realidade viva de determinados a assuntos 31
de nossas preferências, entender o conceito e transmitir uma mensagem que emocione e ao mesmo tempo ensine ao espectador o novo, que muitas das vezes irá realizar uma descoberta juntamente a nós, como afirma a Marina.
“O aspecto mais importante é quando essa descoberta acontece no processo do filme, e o público a testemunha junto com o cineasta, e descobrimos juntos algo novo, importante e emocionante.” (GOLDOVSKAIA, Marina. A verdade de cada um. São Paulo, 2015, p. 79)
Além do novo, também precisamos estar prontos para situações inesperadas que surgem quando filmamos. Quando isso acontece, temos que procurar saídas sem se afastar do conceito original. Após isso, começamos o processo de montagem que é ordenar o material e desfazer-se de tudo o que não funciona, apresenta baixa qualidade técnica. E pronto, estamos prontos para lançar nosso documentário mundo afora.
2.1.3. A importância do documentário
“Um país que carece de documentário é como uma família que carece de álbum de fotografias.” (GUZMÁN, Patricio. A verdade de cada um. São Paulo: 2015, p. 90)
O documentário é isso: registrar histórias e momentos importantes para um determinado grupo de pessoas (sejam amigos, vizinhos, familiares ou apenas conhecidos), que será lembrado por gerações e gerações. Nem sempre iremos lembrar de tudo o que vivemos nos mínimos detalhes, é por isso que existe um álbum para retomar a nossa memória sobre tal acontecimento naquela época. A mesma coisa é o documentário, registros de fatos históricos, sociais, culturais, políticos e pessoais da sociedade em determinado período ou época. Sem eles, é como se nada nunca tivesse acontecido. Tanto que apareceram inúmeros documentários sobre qualquer atividade realizada pelo ser 32
humano sobre pintura, música, arte, esportes, literatura, biografias, medicina... Demonstrando que esse gênero era útil para registrar qualquer aspecto da sociedade sem nem sequer sair do seu próprio bairro.
“Assim começou a surgir o chamado “documentário de autor”, que até hoje consiste em mostrar qualquer atividade humana, por mais simples que seja, mas sempre do ponto de vista pessoal do cineasta.” (GUZMÁN, Patricio. A verdade de cada um. São Paulo: 2015, p. 91)
O mais importante do documentário de autor eram as narrativas, ou seja, a maneira de contar as histórias, expondo cada tema com senso maior de relato, sem se apoiar apenas no off do narrador, dinheiro ou técnica, mas nos personagens e utilizando melhor a linguagem cinematográfica. Uma curiosidade revelada por Patricio, é que esse novo tipo de documentário elevou a categoria do gênero.
2.1.4. Questões éticas são fundamentais para o cinema documentário? Segundo Bill Nichols (2001), todo filme é um documentário, e por sua vez, estão divididos em duas classificações: (1) documentário de satisfação de desejos e (2) documentário de representação social. Ambos contam uma história, mas essas narrativas, são diferentes. 1 - Documentário de satisfação de desejos: chamados de ficção. Esses filmes expressam de forma clara nossos desejos e sonhos, ou também nossos pesadelos e temores, fazendo com o que os frutos da nossa imaginação se tornem concretos (visíveis ou audíveis). Filmes que transmitem uma verdade que podemos adotar como nossos ou rejeitar, oferecendo um mundo a ser explorado ou contemplado, nos causando satisfação por termos possibilidades infinitas. 2- Documentário de representação social: chamados de não ficção. Esses filmes expressam de forma clara aspectos de um mundo em que já ocupamos e compartilhamos, tornando visíveis e audíveis distintamente, de acordo com a seleção e 33
a organização realizadas pelos cineastas, mostrando então nossa realidade e o que poderá vir a ser, proporcionando novas visões de um mundo comum, para que exploremos e compreendamos.
“Como histórias que são, ambos os tipos de filme pedem que os interpretemos. Como “histórias verdadeiras” que são, pedem que acreditemos neles. A interpretação é uma questão de compreender como a forma ou organização
do
filme
transmite
significados
e
valores.”(NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 26)
Ou seja, podemos acreditar nas verdades de ambos os tipos de filmes, tanto ficção quanto não ficção. Esse é o poder do documentário, nos dar o direito de escolher em que vamos acreditar ou não, afinal eles nos dão a capacidade de ver questões apropriadas que necessitam de atenção. O documentário engaja-se no mundo por sua representação e isso acontece de três maneiras. 1 – Oferecem um retrato ou uma representação reconhecível do mundo Essa característica nos fornece uma base a crença, afinal vemos o que está diante da câmera e se está lá então deve ser verdadeiro.
“Nos
documentários,
argumentos,
evocações
encontramos ou
histórias
descrições,
que
ou nos
permitem ver o mundo de uma nova maneira. A capacidade da imagem fotográfica de reproduzir a aparência do que está diante da câmera compele a acreditar que a imagem seja a própria realidade reapresentada diante de nós, ao mesmo tempo em que a história, ou o argumento, apresenta uma maneira distinta de observar essa realidade.” (NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 27) 34
Mas vale considerar que existe uns contrapontos, mesmo não podendo subestimar o poder da imagem fotográfica, também estamos sujeitos a essas duas restrições: uma imagem não consegue dizer tudo o que gostaríamos de saber sobre o ocorrido e as imagens podem ser alteradas (durante e até mesmo após os fatos).
2 – Os documentários significam ou representam os interesses de outros Basicamente, os documentaristas assumem o papel de representantes públicos visto que, eles falam em favor de outros, tanto dos sujeitos tema do filme quanto da agência patrocinadora de sua obra.
3 – Os documentários podem representar o mundo da mesma forma que os advogados Um advogado representa os interesses de seu cliente, defendendo um determinado ponto de vista ou uma determinada interpretação de provas. A mesma coisa acontece em relação aos documentários, que defende qual é a natureza do assunto, para conquistar consentimento ou influenciar opiniões, o que é muito mais do que defender simplesmente os outros representando-os de maneira que eles próprios não poderiam.
2.1.5. A representação do outro
“Quanto desses aspectos da representação entra em cena varia de filme para filme, mas a ideia de representação é fundamental para o documentário.” (NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 29)
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Fundamentais porque as representações significam os pontos de vista de indivíduos, grupos ou instituições. Seja elas auditivas ou visuais, todas partem do mundo histórico, elaborando argumentos e estratégias, convencendo-nos a aceitar opiniões. Segundo Bill (2001), o conceito de representação é aquilo que nos leva a formular a pergunta “por que as questões éticas são fundamentais para o cinema documentário?”, a resposta é simples: pedimos que façam o que queremos. Isso quando se trata da ficção, pois as “pessoas” são tratadas como atrizes, dado que o indivíduo estabelece uma relação contratual para atuar o filme; o diretor tem o direito, e a obrigação, de obter uma performance adequada. Já no caso da não ficção, as pessoas são tratadas como atores sociais: continuam levando a vida como fariam se não estivessem na presença de uma câmera. O valor não está relacionado na relação contratual, mas no que a própria vida dessas pessoas incorpora.
“O direito do diretor a uma performance é um “direito” que, se exercido, ameaça a atmosfera de autenticidade que cerca o ator social.” (NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 30)
Um diferencial do cinema de não ficção é a reflexão ética que é feita em relação a responsabilidade do cineasta em representar outros em vez de retratar personagens inventados por ele mesmo. Mediante isso, existe uma série de perguntas para abordar de melhor maneira sem pré-julgar ao outro de maneira ofensiva, agressiva ou irônica, ridicularizando a sua história. A ética regula a conduta dos grupos nos assuntos em que regras inflexíveis, ou simplesmente leis, não bastam. Temos a obrigação de dizer as pessoas filmadas por nós que elas correm o risco de serem julgadas de maneira negativa ou serem taxadas como bobas, isso porque os efeitos que um documentário pode ter sobre os que estão representados nele. A ética tem esse dever, de tentar minimizar os efeitos prejudiciais.
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Existe cineastas que escolhem observar os outros sem intervir diretamente, correm o risco de alterar comportamentos ou acontecimentos; outros tem intenção de representar pessoas que não conhecem para falar sobre um assunto de interesse, correndo risco de explorá-las; entre outras situações. Então, vem o papel da ética que se torna uma medida de como as negociações sobre a natureza entre o cineasta e o tema tem consequências tanto para aqueles que estão representados no filme como para os espectadores. O “consentimento informado” é um princípio ético que consiste em falar aos participantes de um estudo das possíveis consequências de sua participação. Tudo isso precisa estar apresentado aos envolvidos de forma extremamente clara, para que a pessoa aceita ou não consciente de suas escolhas. Um exemplo para ilustrar, é quando uma pessoa é convidada para participar de uma experiência médica com novos componentes químicos, e o fazem sem informar que ela tem efeitos colaterais perigosos, viola a ética médica. Da mesma forma, quando não avisamos dos efeitos que o documentário possa ter na vida do participante, estamos violando a ética documental.
“Levando em consideração que a maioria dos cineastas age como representante das pessoas que são filmadas ou da instituição patrocinadora, e não como membro da comunidade, frequentemente surgem tensões entre o desejo do cineasta de fazer um filme marcante e o desejo dos indivíduos de ter respeitados seus direitos sociais e sua dignidade pessoal.”(NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 37)
O conflito entre o interesse dos cineastas e as pessoas que ele filma, é inevitável.
“Desenvolver fundamental
respeito da
ético formação
passa
a
ser
parte
profissional
do
documentarista.” – conclui Bill Nichols. (Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 39)
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2.1.6. Montagem do Documentário
“Tudo deve ser feito com uma capacidade artística de persuasão.” (CHUB, Esfir. A verdade de cada um. São Paulo, 2015)
O documentário deve ser montado de maneira simples e conceitualmente clara, sem muitos efeitos, como na maioria dos filmes que vemos por aí. Por isso, exige uma necessidade de transmitir ao espectador os acontecimentos e as pessoas de maneira tão aclarada que os leve a memorizar aquilo que se vê. Em razão disso, a capacidade artística de convencimento e de fazer com que alguém acredite ou passe a acreditar nos nossos argumentos será de extrema necessidade, pois o que irá fazer os espectadores assistirem e recomendarem a outros, será a maneira a qual vendermos e persuadirmos a cada um. Desse modo, fica claro o porquê no documentário os grandes efeitos não importam, mas sim o conjunto em um todo, de emocionar desde os acontecimentos da vida daquela pessoa até a mensagem que estamos querendo exprimir. Temos falado muito sobre emocionar os espectadores e, um dos modos para isso é por meio da montagem. Em vista disso, um diretor de documentário deve saber montar. É necessário renunciar àquilo que considerarmos supérfluo e filtrar muitas das vezes até o que já foi selecionado, por isso que o processo de montagem não deve estar na responsabilidade de um assistente, mas exclusivamente do diretor.
2.1.7. Jovens documentaristas No livro “A verdade de cada um” um dos autores, Alberto Cavalcanti, mais um cineasta, deixou principalmente aos documentaristas ingressantes notas importantíssimas, que se aplicada corretamente, alcançaremos resultados maiores do que imaginamos. Em formato de tópico, iremos mencionar alguns deles: Não tratar de temas gerais, escrever sobre um assunto específico. 38
Não esquecer dos aspectos social, poético e técnico Não devemos negligenciar o nosso roteiro Não esquecer que cada tomada pertence a uma cena e que cada cena faz parte de um todo Não inventar truques de câmera se não têm razão de ser Medir a intervenção da música Não exagere nos efeitos de sincronização sonora Não alinhem muitos efeitos óticos complicados Não façam grandes planos em demasia Não tenham medo de abordar o homem Não percam o fio da argumentação Não percam a chance de fazer experiências
“Foi graças à experimentação que o cinema ficou reconhecido.
Sem
experimentação,
o
cinema
documentário não teria sentido. Sem experimentação, não
haveria
mais
o
cinema
documentário.”
(CAVALCANTI, Alberto. A verdade de cada um. São Paulo, 2015, p. 36)
2.1.8. Modos de documentário
Modo Poético O documentário poético compartilha um terreno comum com a vanguarda modernista. O modo poético sacrifica as convenções da montagem em continuidade, e a ideia de localização muito específica no tempo e no espaço derivada dela, para explorar associações e padrões que envolvem ritmos temporais e justaposições espaciais. (Introdução ao documentário, pág. 137). As imagens são usadas com mais expressividade sobre um discurso verbal. Enfatizam o uso visual e estético a fim de provocar sensações, afetos, emoções e impressões ao invés de apenas apresentar um argumento. Sendo falado por suas ações e pouco verbalizado. 39
“A vida em outros planetas” (2020) é uma série documental apresenta fatos e argumentos para levantar hipóteses sobre como seria a vida em outros planetas.
Figura 1 – A vida em outros planetas
Fonte: Site oficial da Netflix, 2020
Modo Observativo O cineasta se apresenta como invisível e não participativo. Propõe uma série de considerações éticas sobre o ato de olhar e observar os outro, trazendo a reflexão de até que ponto não é invasivo. Geralmente, é conversado com o sujeito sobre ideias e propostas e depois apenas o observa, como reage a situações. O isolamento do cineasta na posição de observador pede que o espectador assuma um papel mais ativo na determinação da importância do que se diz e faz (Introdução ao documentário, pág.147). O filme “Dança dos pássaros” (2019) pode ser um exemplo, onde Os animais estão em seu habitat natural e a câmera não interfere em seu meio, apenas é mostrado sua vida real acontecendo e o papel do cineasta é apenas observar.
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Figura 2 – Dancing with the Birds
Fonte: Wikipedia, 2019
Modo Participativo No documentário participativo, o mundo histórico é apresentado por ter alguém ativamente no processo da narrativa. Buscando mostrar a verdade de uma entrevista do encontro entre alguém que filma e quem é filmado, estando presente nas filmagens.
“Há discursos que só nascem porque eu estou lá filmando. Todo documentário é extraordinário por causa disso.” (BARBOSA, Neusa. Revista Cineweb, 2004).
Um exemplo desse modo é o documentário “Democracia em vertigem” (2019). A cineasta participa da narrativa do filme, conversa com os entrevistados e relaciona sua história de vida com a política Brasileira.
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Figura 3 – Democracia em vertigem
Fonte: Site oficial da Netflix
Modo Expositivo Uma representação da realidade que narra os fatos em voice over e busca julgar as ações sem se envolver, mantendo uma neutralidade dos fatos apresentados. O recurso “VOZ DE DEUS” ficou conhecido nesse modo porque o locutor não é visto em cenas, mas ouvidos por seus espectadores. Além de letreiros para defender seus argumentos e uma postura de autoridade é fincada para ver e ouvir em cena.
“O documentário expositivo facilita a generalização e a argumentação abrangente. As imagens sustentam as afirmações básicas de um argumento geral em vez de construir uma ideia nítida das particularidades de um determinado canto do mundo. Esse modo também propicia
uma
economia
de
análise,
já
que
as
argumentações podem ser feitas, de maneira sucinta e precisa, em palavras. O documentário expositivo é o modo ideal para transmitir informações ou mobilizar apoio dentro de uma estrutura preexistente ao filme.” 42
(NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: 2001, p. 143)
O documentário “A Marcha dos pinguins” (2005) pode ser caracterizada como Expositivo pelo recuso “VOZ DE DEUS” e não existir nenhum tipo de interação com o que está sendo filmado, além por mobilizar seu expectador com os acontecimentos ao longo do filme.
Figura 4 – Marcha dos Pinguins
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Fonte: Adoro Cinema, 2005
Modo Performático Traz uma abordagem subjetiva, colocando o documentarista como protagonista da obra. Geralmente são usados discursos em primeira pessoa, voice over, para levantar questões de autorreflexão, com imagens arquivadas para muitas vezes serem usadas na construção de uma crítica social a determinada situação. Em Super Size Me: A Dieta do Palhaço (2004). O próprio diretor do documentário decide ser a cobaia de uma experiência: se alimentar apenas com alimentos da rede de fast food McDonald's, para entender efeitos físicos e mentais que os alimentos deste tipo de restaurante provocam nas pessoas.
Figura 5 - Super Size Me: A Dieta do Palhaço
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Fonte: Cinema em Cena, 2004
Modo Reflexivo Ligado ao processo de representação do mundo exterior do que em dar algo para o público. Autorreflexivo, olhando para si na hora da construção narrativa. Leva o questionamento ao espectador, buscando não o alienar com imagens, mas sim, deixando no ar a dúvida do que se vê. Para Bill Nichols, no documentário reflexivo “a representação da realidade é contestada com a realidade da representação”. Um exemplo são os documentários feministas que fornece uma visão clara das obras que questionam as convenções sociais. O documentário “Um Homem com uma câmera” (1929) ficou conhecido por retratar a realidade de sua época intercalando com os bastidores da produção do documentário. O filme também pode ser considerado como a representação prática da teoria do cinema-verdade.
Figura 6 - Um Homem com uma câmera
Fonte: Cinema Livre, 1929 45
2.2. GRAFITE 2.2.1. Introdução ao grafite Grafite, grafito ou grafiti é uma palavra de origem italiana “graffiti”, plural de “graffito”, é nome dado às inscrições feitas em paredes. Mais precisamente, de acordo com o dicionário, grafite significa “escrita feita com carvão”. Ainda mais especificamente, o Aurélio afirma que são inscrições gravadas ou desenhadas pelos antigos nas paredes das cidades e monumentos. Agora vem a pergunta: por que “pelos antigos”? Acho que muitos já conhecem a controvérsia que existe sobre o surgimento do grafite e, apesar da grande maioria ter chegado em consenso de que ele era praticado na Roma Antiga, tudo indiretamente começou na pré-história. “Desde a pré-história, o homem come, fala, dança e graffita.” (Maurício Villaça)
Naquela época, era comum os povos pintarem as paredes das cavernas. Eles utilizavam como base prima de suas pinturas sangue ou urina de animais, além de substância que eles extraiam de plantas e vegetais.
“Hoje, usamos tintas em spray e não pintamos cervos e bisões, mas sim ideias que passam a compor o visual urbano.” (GITAHY, Celso. O que é graffiti. São Paulo, 2002, p. 12)
Não podemos dizer ao certo que levou aqueles homens a fazerem tal coisa, mas vemos que por trás de cada imagem tinha uma linguagem e simbolismo próprio. Então, chegamos à conclusão de que a pintura feita sobre paredes é uma técnica antiga e suas gravuras rupestres podem ser consideradas os primeiros exemplos de grafite que encontramos na história. Claro, isso é apenas uma maneira de pensar, mas como
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naquela época as coisas eram diferentes e não havia o mesmo entendimento que adquirimos com os anos, fica como uma reflexão a se pensar. Como havíamos mencionado que existem muitos relatos dessa arte desde o Império Romano. Mas seu surgimento na Contemporaneidade se deu na década de 70, em Nova York, nos Estados Unidos. Um grupo de jovens começou a deixar suas "marcas'', se é que podemos assim dizer, nas paredes da cidade… A princípio esse movimento foi considerado por muitos como ato de vandalismo, pois ao invés de ver como arte, eles viam paredes sujas. Essas paredes sujas, hoje conhecemos e chamamos de pichação, que são vistas apenas como diversão para provocar as pessoas. O grafite traz consigo diversos movimentos, em especial, o Hip Hop. Esse movimento surgiu na expectativa de dar voz aos jovens menos favorecidos, das zonas periféricas da cidade, como forma de expressar toda opressão em que nossa sociedade vive. O grafite tem um significado importante: ele reflete a realidade das ruas.
2.2.2. Grafite no Brasil Aqui no Brasil, o grafite tem repercussão a partir dos anos 70, em São Paulo. Já chega contestando o regime militar, um movimento ligado diretamente às periferias das grandes metrópoles do país e a população oprimida, o grafite já chega criminalizado e marginalizado. Sua primeira aparição foi em formato de Stencil, trazido pelo artista Alex Vallauri, um etíope enraizado no Brasil. Naquela altura, a liberdade de expressão estava sendo observada e procurada pela ditadura militar, pois não havia tanta liberdade como se a hoje. Portanto, o grafite era considerado crime. Tanto que algumas das obras de Alex eram vistas mais pelo lado político do que pela arte, o que faz todo sentido, porque o grafite se tornou uma manifestação artística, aproveitando os espaços para fazer uma crítica social. Então, por conta dessa Ditadura Militar, que estava no Brasil, a arte foi limitada, por conta da censura. Com o passar dos anos, os artistas foram tomando outros espaços e cidades por todo o país. 47
Não contentes com o grafite americano, os brasileiros começaram a incrementar a arte com um toque especial, do nosso próprio país. “Definido por Norman Mailler como” uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial” e, por outros, como “violação, anarquia social, destruição moral, vandalismo puro e simples”, o Grafite saiu do seu gueto – o metrô – e das ruas das galerias e museus de arte, instalando-se em coleções privadas e cobrindo com seus rabiscos e signos os mais variados objetos de consumo.”
Hoje, o movimento vem crescendo cada dia mais e, devido a isso, passou a ser reconhecido como uma manifestação legítima. “O que está dentro fica, o que está fora se expande.” (GITAHY, Celso. O que é graffiti. São Paulo, 2002, p. 74)
2.2.3. Pichação ou Pixação?
O antropólogo Alexandre Barbosa Pereira, professor do curso de ciências sociais da Universidade Federal de São Paulo, explicou em um dos seus projetos para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que os integrantes do movimento diferenciam o conceito de pixação (com “x”) de pichação (com “ch”). Enquanto a palavra grafada com “ch” se refere a frases e inscrições legíveis, o vocábulo com “x” diz respeito à grafia que é entendida apenas pelos integrantes do movimento.
2.2.4. Grafite x Pichação: são a mesma coisa? O grafiteiro e pichador, Diego Rodrigo, em uma entrevista dada ao Blog Universitag fala sobre a arte que faz, e quando se compara grafite com pichação, ele não hesita. “Não vejo muita diferença não”. 48
Afinal, a diferenciação entre os dois termos é mais conceitual do que prática, uma vez que existem pichadores que fazem grafite e grafiteiros que fazem pichação. Uma coisa tem tudo a ver com a outra. Resumidamente, pichações são caligrafias urbanas, que foram inventadas em São Paulo e que tem uma influência inicial com o movimento punk. Essas são as modalidades, que podem ser das mais diferentes técnicas, como Bomb, Piece, Wildstyle, Freestyle, Throw-up, entre outras. “A pichação tem tudo a ver com grafite. Os primeiros grafiteiros de São Paulo se envolveram com a pichação, que começou a se espalhar e criar uma caligrafia urbana própria” (OLIVEIRA, Sérgio. Grafite e grapixo, cores e valores. São Paulo, 2016)
2.2.4. Pixo e grafite - realidades paralelas “O maior símbolo do grafite brasileiro é a pixação” (FONE, Fredone. A Febre. São Paulo, 2016)
A pixação com X mesmo (como explicamos em um dos tópicos acima), essa que se vê na rua, nos muros, nos prédios, nos espaços públicos e privados. Essa que recebe a reprovação do governo, da sociedade e da mídia. Essa pixação que é vista como feia, suja e violenta. Contudo, esse tipo de pixação não foi feita para parecer agradável, bonita ou comportada. A pixação é subversão, questionamento social. E separar pixação de grafite é coisa de leigos na área, desentendidos do que é o movimento do grafite. E quem está falando isso não somos nós, mas sim os integrantes do movimento, que pode ser constatado na série “A Febre”.
“No Estado a galera que faz o trampo que é visto como bonito pelo povo é a mesma galera que pixa. Não existe essa separação do que é pixo e do que é grafite – como vemos tão explicitamente em São Paulo, por exemplo. 49
Existem grafiteiros daqui que o próprio governo paga para fazer um mural, fornece todo o material e, aquela mesma lata utilizada para fazer um trabalho que é aceito socialmente, também é usada para pixar a cidade depois. Essas duas intervenções andam juntas.” (CARVALHO, Kika. Série - A Febre. Espírito Santo, 2017)
O pixo interfere clandestinamente na cidade, não pede licença e é uma marca visual daqueles que ficam sempre invisíveis. Seu objetivo não é a decoração, tão pouco sujar a cidade. É um manifesto à impossibilidade de se comunicar cotidianamente criando formas de expressão no limite do grito visual, assumindo-se assim como uma ação transgressora.
O poder financeiro é que define quem pode ou não ter o direito a colocar alguma marca na cidade e, assim, o que vai ser visto como algo aceitável ou vandalismo.
É nesse contexto que o simples ato de assinar o próprio nome em um muro, escrever uma frase ou desenhar algo em locais considerados proibidos, torna-se transgressor (o grande ponto que une o grafite e o pixo). Caminhar pela cidade hoje é perceber uma rede simbólica de vozes que anseiam por fala. As paredes, quase todas elas, falam ao estampar tags, alertas e as famosas letras que se mostram incógnitas para a sociedade – talvez porque não é para que a sociedade entenda mesmo, mas apenas veja, mesmo que seja na forma de vandalismo. “Algumas formas de vandalismo precisam existir, são necessárias para o questionamento do sistema”. (CARVALHO, Kika. Série - A Febre. Espírito Santo, 2017)
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2.2.5. O grafite e suas diferentes formas
Atualmente o grafite é representante da Street Art e tem transformado a cidade em uma galeria a céu aberto. Para que isso aconteça de fato, diferentes termos são usados para definir as formas de se fazer grafite.
Stencil: é o grafite feito através de um molde. Esse molde é recortado em radiografias ou qualquer outro material rígido. Usando essa arte, o spray é feito por cima, deixando o desenho na parede. Por isso, ele é caracterizado pela rapidez com que pode ser feito e pode ser encontrado repetidas vezes em repetidos lugares.
Bomb: é o nome que eles dão ao grafite que é feito às pressas durante a noite, pois são proibidos. Um dos mais comuns em São Paulo. São feitos em paredes, vagões de trem, portas de garagem, entre outras superfícies, mas tudo de forma ilegal.
Wild Style: O estilo nasceu em Nova Iorque nos anos 70 e domina os muros. Entre letras e setas, um grafite bem colorido e quase indecifrável.
ThrowUp: Essa forma do grafite consiste em desenhar somente as formas vistas no “Bomb”, sem preenchimento.
3D: Apesar de ser um tanto quanto auto explicativo, pode-se dizer que esse formato que tenta dar a impressão de algo tridimensional é relativamente novo no grafite.
Personagem ou Boneco: Aquele grafite muito realista que retrata alguém ou forma um personagem.
Lambe-lambe: não é grafite, mas faz parte da cena de arte urbana. As artes são feitas em papel e coladas com cola branca ou goma.
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Grapixo: a união de duas técnicas, o grafitti e o picho, que resulta em letras de picho preenchidas com cores, sombras etc. Dando um aspecto mais “trash” e “sujo”.
Sticker: são adesivos geralmente deixados em placas de trânsito, lixeiras públicas e afins.
Handstyle: conhecido como tags, é um estilo de mão, ou melhor, de caligrafias. Geralmente é feito com uma squeezer que escorre.
2.2.6. Gírias do mundo do grafite
WRITER - Grafiteiro, praticante da arte de graffiti, escritor urbano.
BITER – Aquele que copia o desenho ou até mesmo o estilo dos outros writers.
PIECE – Graffiti feito por um writer, onde se usa mais de 3 cores.
MURAL, PRODUÇÃO – Feita por um writer ou uma crew. Envolve no mínimo 2 pieces e alguns bonecos.
CREW – Grupo de grafiteiros.
TOY - Expressão utilizada para indicar um principiante ou alguém que grafita apenas por moda.
TAGGING UP - Taguear algum lugar difícil.
BOMB- Throw Up com utilização de mais cores
BOMBER - Quem faz o bomb.
BOMBING - Sair para fazer grafite ilegal.
FREE STYLE - Trabalho livre, improvisado.
STICKERS - Adesivos colado em espaços públicos.
THROW-UP - Vomito, estilo simples de letra, usado nos bombs. Geralmente feito em uma cor.
GOING OVER - Fugir, correr da polícia.
BACK TO BACK - Muro preenchido de ponta a ponta.
WHOLE CAR - Um lado do trem ou carro pintado completamente.
INSIDES - Bombardear os trens, ônibus etc. por dentro. 52
WINDOW DOWN - Piece feito pela janela de um trem ou ônibus.
BUFF - Termo usado quando se remove o piece ou bomb.
BONECO - desenho que representa figura humana.
PIECEBOOK - Sketchbook com desenhos do writer.
OUTLINE - Desenho feito em piecebook, sketch.
CAP - Parte cima do spray, o pino que é removível.
FAT - Linha grossa, feita com Fat Cap.
MARKER - Marcador, pincel atômico.
ALL CITY - é considerado aquele que escreve por toda cidade, ou pelo país. Pode se referir a um writer individualmente ou uma crew.
ROLL CALL - Assinar o nome de todo mundo da crew depois de ter feito uma produção.
WILDSTYLE - Um estilo complicado, com letras entrelaçadas entre si. É considerado um dos estilos mais difíceis de fazer.
BACKGROUND - Fundo de um piece ou de uma produção.
FILL - Preencher, pintar o piece.
TAG - É a assinatura do "writer" ou grafiteiro. A tag é o nome do artista, que aparece próximo da arte no muro.
2.2.7. MULHERES NO GRAFITE
Percorremos até aqui, de forma sucinta, a história do grafite. Mas nota-se, que boa parte, quase toda para sermos mais exatos, dessas inscrições nos muros conhecidos como grafite, não tem contado com a voz ativa de metade da população mundial: as mulheres. A cada dia que passa a mulher tem conquistado o seu espaço, porém, infelizmente, ainda são vários os nichos que, por escolha, estão escassos da representatividade feminina, considerados hoje como ambientes preconceituosos. A mulher possui igualmente, ou até, mais perigosas tarefas do que os homens e ainda sim são mal remuneradas pelos seus serviços. Elas têm sido absorvidas pelo capitalismo e o seu mercado de trabalho, o que tem levado a desvalorização profissional proporcionalmente a desvalorização enquanto cidadã.
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“O homem é o sujeito, o absoluto: ela é o Outro.” (BEAUVOIR, Simone. A velhice. 1970, p.10)
E, é aí onde queremos chegar, pois a arte de rua é um desses espaços.
Soubemos recentemente que há alguns anos vem sendo discutido no mundo acadêmico a questão da mulher na arte, principalmente no grafite (MATSUNAGA, 2006; HAMANN et al., 2013; SILVA, 2008). Essas autoras vem trazendo à tona discussões sobre a resistência que ainda existe no grafite em relação às mulheres e sobre a busca que elas têm travado por igualdade de muro, ou seja, querer se inserir nesse espaço. “Experiência de meninas que transgridem, ocupam o espaço fincada pela bandeira do macho, tentam construir outros corpos de mulher no espaço urbano da periferia, estruturado e cristalizado naturalmente - mas como possibilidade estratégica de reivindicar um lugar no mundo, ser reconhecida como ser que se expressa, cria, vivencia em seus sentidos, modula sua própria voz - seja aguda, dissonante ou desafinada. Elas marcam presença nas ruas, pelas cores que são grafitadas nos muros, e que revelam a elas próprias sua identidade no transitar pelo espaço público, mostrando a existência vivida, do preto e branco às cores.” (MAGRO, Viviane Melo de Mendonça. Meninas do grafite: Adolescência, Identidade e Gênero nas Culturas Juvenis Contemporâneas. Campinas, 2004, p. 109).
Claramente vemos as mulheres presentes nesse movimento, de uma forma um pouco tímida ainda, visto que até então, continua sendo um ambiente predominantemente masculino.
A grafitagem e seu universo serve de instrumento para as mulheres utilizarem como um meio de se expressar e formar identidades. Esse tipo de manifestação artística, principalmente a praticada pelas mulheres que são os alvos em questão, está associada à emergência de novos movimentos sociais e essa busca de inserir de forma social, os menos favorecidos. O grafite auxilia na expressão de sentimentos, compartilhamento de experiências (o que pode unir e levar mulheres grafiteiras a criarem grupos femininos
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de grafite), redefinição de identidades de gênero para quebrar os estereótipos. Uma alternativa de reinventar esse ser mulher para muitas é através da arte. “Considerado uma forte expressão da arte de rua, o graffiti presente nos muros urbanos apresenta elementos correspondentes à comunicação não verbal, ressaltando a importância da imagem ao registrar fenômenos que fogem à fala.'' (MARESCA, 1995).
Como dito por Maresca, o grafite quando feito registra fenômenos que fogem a fala, ou seja, são expressões de opiniões e sentimentos, o que vai muito além de simples palavras.
Um exemplo claro disso vemos na grafiteira brasileira, Mag Magrela, que em entrevista citou que questiona a cidade através de suas artes. Seus grafites não apresentam apenas uma forma de embelezamento ou uma poética visual ou até mesmo algo supérfluo, mas ela procura promover o acesso a partes da cidade desconhecidas pela maioria, então expressa em arte sua experiência sobre a cidade. Movimentos com temas sobre sexualidade, corpo, igualdade de gênero, feminismo, empoderamento, por exemplo, são realizados nos muros por elas. “A mulher grafiteira rompe uma dupla dicotomia. A de que existe arte masculina e arte feminina e, a da rua e da casa. O que está em questão aqui em todo tempo é uma disputa na construção de discursos e sentidos. Sempre
um
sentido
institucionalizado
e
um
anticapitalista.” (MARQUES, Camila Silva. Rio de Janeiro, 2018)
Como o feminino enfrenta o machismo ainda presente na sociedade atual? No grafite, até então, o lugar da mulher era ao lado do seu marido, namorado, amigo ou qualquer outro homem. Mas elas passaram a reivindicar o direito de ocuparem o espaço público e, ao demonstrar suas vivências no urbano, fez com que elas deixassem de ser meramente companheiras afetivas dos grafiteiros e encontrassem a sua voz na arte.
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Visando essa perspectiva, as mulheres ao ir em busca dos seus direitos, rompem duas vezes a ordem normativa do machismo e sexismo. Afinal, elas acabam quebrando estigmas como o processo de invisibilidade (ganhando seu reconhecimento) e a desigualdade, demonstrando seu protagonismo na criação e produção cultural, bem como na transformação social.
Uma mulher grafiteira, 21 anos depois houve uma grande multiplicação, todas com suas latas de spray nas mãos como uma arma potente contra discriminação.
Resumidamente, romper barreiras por meio dos muros, mostra que a rua também pode ser e, é da mulher, por direito, é uma das maiores potências da arte e do grafite. “A arte nos leva a lugares que a gente nunca imaginou: a rua é o principal deles, mesmo ainda sendo perigosa para nós. Mas não vamos sós. Muitas mulheres me influenciaram a começar, lá em 2008, e ouço muito o feedback de meninas que começaram a pintar ao me verem” (RIBEIRO, Alexsandra. Diário do Nordeste, 2019)
2.2.8. O MAIOR OBSTÁCULO
Vale destacar que nem todas passam pela mesma situação, mas todas que de fato assumiram o risco, passaram por barreiras tais como: preconceito, desigualdade de gênero, machismo, invisibilidade, desvalorização, desrespeito, entre tantos outros. Mas queremos relatar algo que ainda não foi descrito em nenhum momento até aqui, que é a dificuldade em sair às ruas.
Isso se dá ao fato de que, é comum os grafites serem feitos no período noturno. Dificilmente vemos as pessoas fazendo suas obras pela manhã ou à luz do dia, tanto que às vezes passamos por um determinado local todos os dias e de uma hora para outra, está lá, mas uma arte de rua. Infelizmente, muitas ruas são perigosas, ainda mais pela noite, o que dificulta a maioria das grafiteiras. Afinal, mulheres sozinhas em um
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horário deserto podem sofrer assaltos, além de correrem o risco de serem estupradas ou acontecer algo pior. Por isso, há muita resistência. "Começamos a perder o medo de sair sozinhas, mas ainda é difícil, tem um pouco de resistência. A gente acaba saindo na rua mais no coletivo, porque é um tanto tranquilo. Porém, acredito na mudança. Até os festivais estão pensando sobre uma
organização
que
seja
igualitária".
(DEQUINTA, Tereza. Diário do Nordeste, 2019)
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3.1. EXPLICAÇÃO DO TÍTULO Para aliar e estabelecer um título que engloba a proposta desse documentário procuramos por algo que transmitisse as concepções do grafite e a mulher. O nome partiu de uma das integrantes da Filmmoons, Paloma Luiza, que ao longo de suas relações com mulheres já englobadas nessa área que a demonstração acerca da temática do projeto, consolida a realidade das experiências vividas por elas mediante a luta por igualdade de muro. Sendo a fundamentação do tema embasada em focar no trabalho das mulheres grafiteiras, agregar ao título que remetesse mais diretamente a proposta, de modo que houvesse um complemento para o que o documentário audiovisual busca tratar. A partir disso, em conjunto com os estudos realizados sobre grafite, notamos que “Grafitando: por elas” diz com clareza que as mulheres estão adentrando nesse espaço masculino e reivindicando seus direitos. Afinal, hoje em dia é comum a criação de crews por mulheres, e só com mulheres. Além da criação de eventos pensados para as mães artistas, que antes da união dessas mulheres, era um empecilho para a mãe sair e grafitar. O que observamos é uma união delas por elas, sempre fortalecendo o movimento de outras mulheres e inspirando as que querem pintar as ruas com suas artes e mensagens. Portanto, a titulação Grafitando: por elas, representa a concepção obtida com base nas experiências vividas acerca da mulher inserida no grafite, ao longo dos processos de estudos realizados para a fundamentação e produção do projeto.
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3.2. SINOPSE Mulheres, de diferentes etnias, encontram no universo do grafite uma oportunidade de se expressar por meio da arte. Mas se deparam com os grandes desafios de inserção social diante de um espaço masculinizado. Preconceito, desigualdade de gênero, machismo, invisibilidade e desvalorização, são apenas alguns obstáculos enfrentados na luta por espaço público. Trama vivido por experiências reais, Grafitando: por elas captura a realidade das grafiteiras e procura resgatar a voz dessas mulheres.
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3.3. Objetivos 3.3.1 Objetivo Geral A produtora Filmmoons tem como objetivo geral o de produzir uma obra documental que possa retratar a vivência das mulheres no grafite, mostrar as dificuldades que ela encontra ao se expressar e muitas vezes a necessidade de se impor para que haja um mínimo de respeito e espaço no cenário atual.
3.3.2. Objetivos específicos: - Mostrar quais são as situações e dificuldades que a mulher enfrenta para que haja o reconhecimento feminino através dos muros. - Entender quais as atitudes que a mulher precisa tomar para que haja o mínimo de espaço e de respeito a sua arte, sem qualquer tipo de interferência ou opinião. - Levantar questões como o machismo, algo atualmente muito presente no cenário. - Incentivar a ocupação feminina na arte de rua, rompimento de barreiras, estimular o empoderamento e a auto aceitação.
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3.4 Classificação do projeto A classificação indicativa do documentário não é recomendada para menores de 12 anos, pois consiste em uma classificação onde é permitida a linguagem imprópria, agressão verbal e consumo de drogas no qual pode haver uma influência psicológica negativa na criança.
Figura 7 – Classificação indicativa
Fonte: Secretaria Nacional de Justiça, 2018
A escolha dessa classificação tem como base a maneira que o documentário retratar a vivência das mulheres no grafite. Por se passar na rua, é comum encontrar situações como: violência verbal, palavras impróprias e consumo de drogas no cenário inserido.
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3.5. ARGUMENTO 3.5.1. Visão original A visão original do projeto consiste em mostrar a realidade enfrentada por mulheres no grafite, sua luta por igualdade de muro e a quebra de estigmas, além de entrar em alguns detalhes sobre como funcionam a criação dos eventos e qual a sua importância, na visão de uma organizadora.
Temos no tema do documentário a originalidade necessária para um trabalho de conclusão de curso, ao trazer pro público um assunto tão crescente no meio artístico em nossa sociedade, com foco principal em permitir que as personagens usem sua própria voz para contar suas vivências. Trazendo à tona a personalidade distante, mas tão semelhante, no que diz respeito à luta por igualdade de gênero. Além disso, o nosso diferencial consiste em trabalhar com artistas e obras vandal, algo pouco visto e explorado ainda em documentários com a temática.
Nossa fundamentação consiste em bibliografias já existentes que tratam dos respectivos assuntos: mulher e grafite, a fim de buscarmos uma coesão em nossa linha de documentário.
Para a construção técnica da produção, tivemos como base os conhecimentos de uma das integrantes da produtora, que tem acompanhado de perto, devido seu início no mundo do grafite, as dificuldades enfrentadas pelas mesmas. Mulheres que utilizam de inscrições em muros, tendo estrutura de histórias em suas entrevistas, tem como diferencial a parte estética e qualidade visual. Os eventos e obras espalhadas pelas ruas de São Paulo trazem um ambiente intimista em sua execução.
Em Grafitando: por elas, a ideia parte exatamente do princípio de dar voz a essas mulheres e buscar a forma de fazer com que elas sejam ouvidas, mostrando para o público, a importância da valorização do feminino no movimento. Algo pouco abordado 63
pela mídia, se tornou algo do nosso interesse, que nos últimos anos apresentou um grande crescimento em discussões e instituições acadêmicas.
Além de abordar a ideia de transformar a produção da temática, abordamos também toda a parte estética, como forma de alguém interessado em falar e ser ouvido. Com isso, mostramos como se movimenta essas mulheres e todas as ferramentas que podem ser utilizadas para mudar esse cenário, por meio da fala.
3.5.2 Proposta de Documentário O documentário tem como proposta nos contar como as mulheres grafiteiras enfrentam o machismo dentro do movimento para ganhar respeito nas ruas e nos fazer refletir sobre o assunto abordado. Vamos falar especificamente sobre o throw up – bomb. Um estilo de grafite predominantemente masculino e, quando se ver uma mulher nessa especialidade, muitos desacreditam. A imagem feminina está atribuída ao grafite de personagens com traços finos e delicados, com a utilização de cores denominadas feminina. No início, nossa vinheta vai utilizar de imagens das grafiteiras nas ruas fazendo sua arte, cenas de passagens nas ruas e grafites espalhados pela cidade. Usando a música da Erykah Badu “Love of my life” de fundo para dar ênfase ao amor pelo grafite, pela arte, pelo hip-hop. Coletando entrevistas com um estilo informal, intercalando com imagens dos grafites que elas fazem e, mostrando a nossa cidade metropolitana com suas artes urbanas variadas. Traremos discussões sobre machismo estrutural, suas dificuldades quanto mulher e grafiteira, o perigo de muitas vezes você sair sozinha a noite ou até mesmo sobre os assédios e, falando sobre a modalidade do throw-up e como ela é associada ao pixo muitas vezes. Relatos de mulheres que tem o seu movimento invalidado, sofrem opressão de todos os lados ao sair para pintar com homens. Uma discussão sobre o que é o grafite hoje em dia na percepção delas e, como outras mulheres podem se inserir sabendo que tem um caminho árduo pela frente.
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3.5.3. Eleição e Descrição dos Objetos Ao abordar o tema mulher e grafite, naturalmente o documentários Grafitando: por elas se ambientará em sua maioria em ruas públicas ou locais privados, buscando assim a familiarização e experiência dos personagens com o tema proposto.
Locações
Jundiaí O registro da entrevista das personagens Ane e Luna foi realizado em Jundiaí, interior do estado de São Paulo. Ambas foram filmadas pelas ruas do munícipio. O cenário de Ane é composto por uma parede verde e com uma movimentação nas laterais, que cedeu entrevista durante um evento realizado apenas para mulheres grafiteiras e simpatizantes do movimento. Com o intuito de contar um pouco a sua vivência e experiências adquiridas ao longo dos anos, Ane se mostra bem familiarizada com o espaço em que se encontra presente. Já no caso de Luna, o cenário foi composto por um muro grafitado, no qual podemos assimilar com o tema proposto do documentário. Conseguimos acompanhar o seu trabalho de perto por um dia e conhecer um pouco da sua história. Barra Funda O depoimento da personagem Vênus foi registrado nas proximidades da Barra Funda, localizado na região Oeste de São Paulo. Em volta, um terreno baldio. Inserts da personagem foram feitos em uma tarde, onde ela fez alguns de seus grafites. Manaus A entrevista das personagens Chermie e Rosie aconteceram em suas respectivas residências em Manaus. Os depoimentos foram gravados remotamente.
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Personagens
Nome: Lia
Nome: Sarah Regina
Nome artístico: Vênus
Nome artístico: Chermie
Idade: 27 anos
Idade: 33 anos
Profissão: Publicitária e Agente Cultural
Profissão: Artista Urbana
Figura 8
Figura 9
Imagem de acervo pessoal
Imagem de acervo pessoal
66
Nome: Danielle
Nome: Mariane
Nome artístico: Luna
Nome artístico: Ane
Idade: 23 anos
Idade: 31 anos
Profissão: Designer de Animação
Profissão: Tatuadora
Figura 10
Figura 11
Imagem de acervo pessoal
Imagem de acervo pessoal
67
Nome: Rosiane Nome artístico: Rose Idade: 31 anos Profissão: Tatuadora
Figura 12
Fonte: Acervo pessoal
68
3.5.4. Eleição e justificativas para estratégia de abordagem
Procedimento geral: A produtora Filmmoons escolheu trabalhar com o documentário performático. Caracterizado pela subjetividade e pelo padrão estético adotado, utilizando as técnicas cinematográficas de maneira livre. Diante disto, a estratégia é ir a campo com a equipe de filmagem para registrar com os equipamentos de vídeo e áudio, os eventuais movimentos de muro, procedentes de cada uma das personagens. Tal estratégia tem como objetivo mostrar a atuação da mulher dentro do grafite, assim como a coleta de imagens para inserts, serão utilizadas como cenário para as entrevistas com as personagens. Lugares/paisagens: Os lugares e paisagens escolhidos para ambientar o documentário são, em sua maioria, lugares considerados pontos turísticos, totalmente voltados ao exercício da arte urbana, com características similares mas também distintas, que retratam as diferentes obras. O que não impede a transição com leveza de tais lugares. Entrevistas individuais: As entrevistas individuais são realizadas com o objetivo de conhecer melhor cada personagem, assim como suas vivências dentro do grafite, com um olhar voltado para a igualdade de muro. Dentro do preito de cada personagem, explorar todo o contexto de como a mulher é vista nesse meio, quais são os seus maiores desafios, o que a leva a lutar pela igualdade de muro, amor pela sua profissão, entre outros assuntos. Personagens reais: As personagens serão apresentadas objetivando assim o empoderamento, igualdade de muro e a importância da mulher no grafite. Histórias ou casos: As histórias serão baseadas na vivência das personagens dentro do grafite. Questões como a importância da mulher no grafite, empoderamento, igualdade de muro, estarão em voga, trazendo assim como a imagem feminina é vista no ponto de vista das próprias mulheres praticantes dessa arte.
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3.5.5. Sugestão de estrutura Começando com os significados dos termos usados no grafite e, em seguida a vinheta. No início mostramos imagens da cidade para introduzir as entrevistas das personagens. A música de fundo “Love of my life” – Erykah Badu”, vai compor e dar ênfase a essas passagens. Em seguida, dividiremos as cenas por capítulo/perguntas e vamos juntar as respostas com imagens da participação dos movimentos feitos por elas. Vamos procurar captar imagens com essas mulheres saindo para grafitar e mesclar com as entrevistas. Trazendo um modo mais dinâmico ao mostrar as cenas a ser apresentadas. No final, passar fotos de mulheres grafitando pelo Brasil afora, mostrando como a cena está crescendo pelos cantos do Brasil.
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3.5.6. DESENHO DE PRODUÇÃO
DESENHO DE PRODUÇÃO – ETAPA 1 – PRÉ PRODUÇÃO
1. Pesquisa e material de arquivo A temática foi escolhida por meio de uma conversa entre os documentaristas Paloma, Gabriela e Matheus, no qual nasceu a ideia de contar a história de vida relacionadas ao seu cotidiano e assuntos que os mesmos consideravam interessantes de ser abordado em nossa sociedade. A pesquisa foi realizada por meio de artigos da internet, documentários com temática similar e com livros, tanta na questão do gênero audiovisual quanto na descrição do tema.
2. Contratações Três documentaristas que irão desempenhar todas as funções conforme a necessidade, mas principalmente de direção. produtor, cinegrafista e operador de áudio.
DESENHO DE PRODUÇÃO – ETAPA 2 – PRODUÇÃO
1. Objetos de abordagem Cinco histórias de vida similares com depoimentos. Cada personagem trará seus arquivos como fotos, portfólios e afins. Duas de modo remoto e três de forma presencial. Os documentaristas irão apresentar perguntas delicadas e impactantes para os personagens com o intuito de despertar esse desejo de ter seus direitos reivindicados e serem tratadas como iguais em sua profissão.
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2. Detalhes da abordagem Gravações internas nos depoimentos; Gravações externas nos melhores locais de grafite de São Paulo; As gravações externas acontecem durante o dia. As gravações internas durante a tarde e noite.
4. Providências e infraestrutura Transporte para os documentaristas; Autorização de uso de imagem e voz para todos os convidados do documentário.
5. Equipe de produção Documentaristas Direção Produtor Operador de áudio e microfone Operador de câmera
6. Dias de gravação 15 dias de gravação dividido para os três documentaristas
7. Horas de gravação 6 horas diárias.
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3.6. REFERÊNCIAS ESTÉTICAS
Figura 13 – Filme Cidade Cinza
Fonte: Adoro Cinema, 2012
Cidade Cinza O documentário é a maior referência para o nosso projeto, “Grafitando: Por elas”. Trazendo uma linguagem que nos permite embarcar nas narrativas que cada arte tem nos encantando com as imagens junto ao som. Buscando se inspirar na fotografia e na abordagem que o diretor tem com os seus entrevistados, assim como é mostrado a cidade e sua história com o grafite. O documentário foi gravado durante 6 anos acompanhando as mudanças da metrópole. Entrevistas com Os Gêmeos, Nina e Nunca, falam sobre a cena do grafite em São Paulo e, comentam sobre seus trabalhos ao longo dos anos. O Criolo junto com Daniel Ganjaman, criaram a música “Doum” como tema que acompanha o ritmo das filmagens. Trazendo uma diversidade de estilos de grafite.
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Love Of My Life (An Ode To Hip Hop)
Figura 13 – Videoclipe Love Of My Life
Fonte: Youtube Brasil O clipe de Erykah Badu ft Common - Love Of My Life (An Ode To Hip Hop), conta a história do seu amor pelo hip-hop. O Grafitando: Por elas! Usa o clipe como referência nas montagens de cenas, além dos elementos e o empoderamento que Erykah Badu nos passa ao assistirmos. Ela é uma das maiores referência no hip hop, pelos seus beats e letras. A música será usada como trilha no nosso documentário.
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The Get Down
Figura 14 – The Get Down
Fonte: Adoro Cinema, 2016
“Grafitando: Por elas”, não podia deixar de lado essa serie documental fictícia. A história é de amigos que cresceram no Bronx, e por destino, Shaolin Fantastic e Ezekiel atras de um mesmo vinil se conhecem e logo se tornam amigos. Shaolin dj e Ezekiel mc. Ao decorrer da história eles passam a criar um grupo de hip hop para batalhar. A serie conta a história do começo do hip hop e a formação dos quatro elementos, além de mostrar como os jovens saiam para grafitar. A narrativa é uma referência para nossa criação das imagens. Com uma fotografia que consegue através das lentes nos fazer sentir naquela época.
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3.7. PÚBLICO-ALVO É impossível e, chega a ser algo sem sentido, produzirmos um conteúdo sem procurar conhecer o público para o qual o trabalho será produzido. Portanto, em busca de definirmos
um
público
alvo
adequado,
realizamos
diversas
pesquisas
que
fundamentassem o perfil que consumiria o documentário: “Grafite: por elas”, de acordo com sua temática. Nosso primeiro ponto de partida na escolha do público alvo está inteiramente ligado à temática que iremos abordar, afinal o documentário fala sobre mulheres que através do grafite se empoderam e lutam por igualdade de muro. Mediante isso, escolhemos que o nosso gênero será feminino, apesar de também termos a pretensão de que o sexo masculino assista. Uma vez decidindo o gênero de nosso público, o segundo ponto a pensar foi em relação a classe social. Surgiram as seguintes perguntas: “Quem vive de grafite? Quem consome esse tipo de arte?”. Com base nisso e na história do grafite no Brasil, que surgiu nas periferias de São Paulo, decidimos que o nosso documentário atingiria a classe social C. Em terceiro, começamos a analisar qual seria a faixa etária coerente conforme a linguagem verbal (que no nosso caso será informal) e visual (conforme as cenas que serão mostradas), além disso também foi pensada a questão de quem são as maiores grafiteiras do Brasil e qual o público que as acompanha. Baseados em nomes como Vênus, Chermie e Luna, adotamos para o nosso documentário a faixa etária de 17-25 anos de idade. Apoiamos-nos também no fato de ser a idade em que muitas tem seu primeiro contato com o grafite e interesse em aprofundar-se sobre o assunto. Por fim, pensamos também em um fator determinante para o público que é a veiculação e distribuição, além claro da classificação indicativa do nosso documentário. Chegamos à conclusão que quando se trata da nossa temática, são as mesmas idades que procuram o produto audiovisual, facilitando assim ao ponto xeque de nossa decisão. Portanto, nosso público alvo são mulheres de 17-25 anos de idade pertencentes a classe social C.
76
3.8 . VEICULAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
Fundado por Reed Hastings e Marc Randolph, em 1997, a Netflix inicialmente foi fundada para funcionar como uma locação online de filmes. Atualmente, a Netflix é uma das principais plataformas de streaming com serviços online de entretenimento no mundo. A empresa estima que já tenha aproximadamente 200 milhões de assinantes espalhados por diversos países. Assinantes dos quais podem assistir filmes, séries e documentários por meio de dispositivos móveis desde que com acesso à internet, em qualquer lugar e onde quiser, qualquer conteúdo com qualquer temática.
Escolhemos essa plataforma de streaming como principal e, a princípio, meio de divulgação do nosso projeto documental. A escolha se deu por três questões básicas:
1º A plataforma tem seu acervo com diversas produções independentes, que é o nosso caso. 2º Existem muitas produções relacionadas a arte e com temáticas iguais ou similares do nosso projeto, que elencamos com um viés voltado para inserção social, igualdade de gênero, empoderamento e machismo. 3º Baixo custo na assinatura, causando uma maior acessibilidade para quem é da classe média.
O streaming além de se encaixar com o público que queremos atingir, nos dá a opção de conversar diretamente com a nossa proposta de produção. Um documentário menos amplo e mais específico sobre um universo pouco falado, com uma beleza estética, e originalidade necessária, compatíveis com as que a plataforma já vem apresentando.
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3.9 Justificativa O direito de expressar através da arte é algo que sempre foi presente na humanidade e de extrema importância para o indivíduo, sendo na Música, Teatro e outras artes. O grafite é uma arte muito presente nos muros do Brasil, muito apreciada e nem sempre valorizada, sendo muitas vezes vítimas de preconceito. A arte no Brasil por si só já é um tabu, neste cenário que acabada sendo predominantemente masculino, as mulheres acabam tendo ainda mais dificuldades e enfrentando questões problemáticas para que seu espaço no grafite seja respeitado. O documentário tem como responsabilidade retratar através de depoimentos das mulheres o que sentem, o que fazem para que seu trabalho seja respeitado e experiências que já levaram a situações extremas, ou seja, mulheres que sentem o preconceito ao expressar sua arte que mesmo com excelência em seu trabalho elas precisam encarar barreiras como o machismo muito presente na área, interferências desnecessárias, opiniões negativas ou “superiores” que acaba dificultando o seu direito de se expressar. Com isso acreditamos que seja importante falar e debater sobre o assunto para encorajar outras mulheres que se identificam, a tornar a ocupação feminina ainda crescente nas ruas, incentivar o empoderamento de sua arte, sua presença, visão e autoconhecimento.
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4. Cronograma de produção
CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO
Definição da equipe
23/fev
Escolha do gênero e formato
28/fev
Definição do tema
05/mar
Troca na equipe
11/mar
Formulário de inscrição
17/mar
Orientação
25/mar
Reunião da produtora
28/mar
Reunião da produtora
05/abr
Entrega da fundamentação teórica do gênero
05/abr
Entrega da fundamentação do tema
19/abr
Entrega da Versão corrigida da fundamentação do gênero
24/abr
Reunião da produtora
27/abr
79
Orientação
28/abr
Entrega da primeira versão da Bíblia
03/mai
Banca examinadora
1/jun
Busca de personagem
7/jun
Alterações da Bíblia
10/jul
Retirada de equipamentos
13/jul
Gravação
15/jul
Descarrego de material
16/jul
Retirada de equipamentos
13/ago
Orientação
19/ago
Reunião da produtora
25/ago
Orientação
02/set
Orientação
09/set
Agendamento para retirada de equipamentos
13/set
Envio do projeto ao Nucom
14/set
80
Orientação
16/set
Retirada de equipamentos
17/set
Gravação
25/set
Gravação
26/set
Decupagem
27/set
Orientação
30/set
Início das edições
05/out
Criação da Vinheta
06/out
Alteração da vinheta
07 e 08/out
Orientação
14/out
Edição (Montagem)
20/out
Orientação
21/out
Reunião
25/out
Edição
26/out
Edição
27/out
81
Orientação
28/out
Gravação dos inserts
29/out
Decupagem
30/out
Gravação dos inserts
01/nov
Decupagem
03/nov
Orientação
04/nov
Coleta das autorizações de imagem
05/nov
Edição
06/nov
Edição
08/nov
Correções
10/nov
Finalização
15/nov
82
4.1. ORÇAMENTO PREVISTO
Preço de mercado: Orçamento – Grafite: por elas
1. PRÉ PRODUÇÃO 1. EQUIPE Item
Descrição
Quantidade
Semanas
Valor unitário R$ 3.184,00
Valor total
1.1
ROTEIRISTA
1
1
R$ 3.184,00
1.2
PESQUISADOR
2
2
R$ 3.266,00
R$ 6.532,00
1.3
PAUTEIRO
1
2
R$ 2.700,00
R$ 5.400,00
1.4
PRODUTOR
1
3
R$2.764,00 R$ 8.292,00
1.5
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
1
3
R$1.840,00 R$ 5.520,00
SUBTOTAL: R$28.928
2. EQUIPAMENTOS
2
2
1
1
R$ 99,00
R$99,00
2.3
CANON EOS REBEL T100 MICROFONE DE LAPELA GRAVADOR
Valor unitário R$ 2.399,00
1
1
R$319,00
R$319,00
2.4
SOFTBOX
2
2
R$ 180,14
R$360,28
Item 2.1 2.2
Descrição
Quantidade
Unidade
Valor total R$4.798,00
83
2.5
TRIPÉ
2
2
R$ 158,00
R$316,00
2.6
REFLETOR
1
1
R$ 50,00
R$50,00
2.7
KIT FILTROS DE LENTE
1
1
R$150,00
R$150,00
SUBTOTAL: R$6.092,28
3. MATERIAIS SENSÍVEIS Item
Descrição
Quantidade
Unidade
Valor unitário
Valor total
3.1
Cartão SD
4
4
R$75,00
R$300,00
3.2
DVD
3
3
R$12,70
R$38,10
SUBTOTAL: R$338,10
SUBTOTAL ETAPA DE PRÉ-PRODUÇÃO: R$35.358,38
2. PRODUÇÃO 1. EQUIPE
Item 1.1
Descrição DIREÇÃO GERAL
Quantidade 1
Semanas 2
Valor unitário R$ 6.256,00
Valor total R$12.512,00 84
1.2
ASS. DIREÇÃO
1
2
R$ 3.015,00
R$6.030,00
1.3
DIRETOR DE PRODUÇÃO
1
2
R$ 6.380,00
R$12.760,00
1.4
DIRETOR DE FOTOGRAFIA
1
2
R$ 2.578,00
R$5.156,00
1.5
CINEGRAFISTA 2
2
R$ 2.072,00
R$8.288,00
1.6
OPERADOR DE 1 ÁUDIO
2
R$ 1.914,00
R$3.828,00
1.7
PRODUTOR
2
R$ 2.764,00
R$11.056,00
2
SUBTOTAL: R$59.630,00
2. EQUIPAMENTOS – COMPRADOS NA PRÉ PRODUÇÃO
Item 2.1
Descrição
2.3
CANON EOS REBEL T100 MICROFONE DE LAPELA GRAVADOR
2.4
SOFTBOX
2.5
TRIPÉ
2.6
REFLETOR
2.7
KIT FILTROS DE LENTE
2.2
Quantidade
Unidade
Valor unitário
Valor total
3. PRODUÇÃO 85
Item
Descrição
Quantidade
Semanas
Valor unitário
Valor total
3.1
TRANSPORTE
3
15
R$20,00
R$900,00
3.2
ALIMENTAÇÃO 5
15
R$25,00
R$1.875,00
SUBTOTAL: R$2.775,00
SUBTOTAL ETAPA DE PRODUÇÃO: R$62.405
3. EDIÇÃO E FINALIZAÇÃO 1. EQUIPE Item 1.1
Descrição
Quantidade
DIRETOR GERAL EDITOR
1.2 1.3.
Semanas
1
4
1
4
COMPOSITOR 1 DE MÚSICA/TRILHA SONORA
1
Valor unitário R$ 6.256,00 R$ 3.910,00 R$R$ 3.707,09
Valor total R$25.024 R$15.640 R$3.707.09
SUBTOTAL: R$44.371,09
2. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS Item 2.1
Descrição ESTÚDIO DE SOM
Quantidade 1
Horas 8h
Valor unitário R$80,00
Valor total R$640,00
86
SUBTOTAL: R$640,00
3. MATERIAIS SENSÍVEIS
Item 3.1
Descrição HD EXTERNO
Quantidade 1
Unidade 1
Valor unitário
Valor total
R$329,99
R$329,99
SUBTOTAL: R$329,99
4. PRODUÇÃO
Item
Descrição
Quantidade
Semanas
Valor unitário
Valor total
4.1
TRANSPORTE
3
4
R$8,60
R$103,20
4.2
ALIMENTAÇÃO 3
4
R$25,00
R$375,00
SUBTOTAL: R$478,20 SUBTOTAL ETAPA DE EDIÇÃO E FINALIZAÇÃO: R$45.819,28
4. ADMINISTRAÇÃO
Item
Descrição
Quantidade
Unidade
Valor unitário
Valor total
87
4.1
TINTA DA 4 IMPRESSORA
1
R$50,00
R$200,00
4.2
PCT DE 2 FOLHA SULFITE (500 FOLHAS) IMPRESSORA 1
1
R$20,00
R$40,00
1
R$1.200
R$1.200
4.3
SUBTOTAL ETAPA ADMINISTRAÇÃO: R$1.440,00
RESUMO DO ORÇAMENTO TOTAL POR ETAPA ETAPA DE PRÉ-PRODUÇÃO
R$35.358,38
ETAPA DE PRODUÇÃO
R$62.405,00
ETAPA DE EDIÇÃO E FINALIZAÇÃO
R$45.819,28
ADMINISTRAÇÃO
R$1.440,00
TAXA DA PRODUTORA
R$14.357,00
TAXA DE IMPOSTO
R$9.000,00
TOTAL: R$168.379.66
88
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Gabriela Correia Henriques - 19268912 Ao longo do meu período acadêmico obtive muitas experiências enriquecedoras, aprendendo de forma detalhada sobre cada estilo de conteúdo sonoro e audiovisual, que agora deveriam ser transmitidas através do TCC. A escolha da temática do projeto foi um período complicado, onde tivemos que sair da nossa zona de conforto e expandir os horizontes para entregarmos um material diferente de todos os demais semestres, um produto único com um tema dificilmente visto sendo abordado o tornando original. Fazer parte desse processo criativo foi um pouco difícil, mas com a ajuda dos nossos professores conseguimos seguir por um caminho inspirador para esmiuçar, pesquisar e transformar no então documentário. No primeiro semestre produzimos a Bíblia de Produção, um pouco complicado quando a única maneira de reunir a sua produtora é de forma remota. Mas um tanto quanto enriquecedor, pois conseguimos um excelente material e pudemos descobrir diversos segmentos para o assunto que poderíamos nos basear para construir a nossa linha narrativa. Após definirmos o tema, conseguimos desenvolver tanto a parte teórica quanto a audiovisual do projeto. Foi uma forma de colocar tudo o que aprendemos ao longo do período acadêmico em prática para, de uma certa forma, nos aperfeiçoarmos e aprendermos até novas funções que não havíamos tido a oportunidade de executar em grupos maiores no decorrer dos anos. Uma dificuldade que tivemos foi de encontrar mulheres que topassem participar, já tínhamos algumas em mente, mas devido as suas rotinas elas demoravam dias para retornar as mensagens ou até mesmo não encaixavam com nossos horários disponíveis para gravação. Algumas delas também são bem reservadas nas suas identidades então falam o menos possível sobre certas questões. Tivemos alguns problemas com o clima também, pois o tempo em São Paulo não estava seguindo as estações e nem a previsão muita das vezes, então teve dias que estava 89
tudo certo para irmos gravar e de repente começava uma tempestade. Como por exemplo, o dia que fui gravar com a Luna em Jundiaí, viajei por mais de 2h para chegar lá. Quando cheguei na estação de trem, sentei para esperar os demais integrantes chegarem e começou uma chuva fortíssima, e aí tivemos que cancelar a gravação. Foi bem complicado! Além também da dificuldade com os equipamentos devido a pandemia. Como a faculdade não estava podendo liberar e não possuímos equipamentos próprios, foi muito difícil algumas gravações. Nem sempre as pessoas estavam disponíveis para emprestar e tínhamos que nos virar nos trinta para resolver. Mas mesmo diante das dificuldades, no final vemos tudo fluir como era para ser. Fizemos todo o processo e o resultado foi bom! Uma experiência única e que vai ficar marcado, pois um dia entrei estudante e hoje finalizo como uma profissional.
Paloma Luiza da Silva Carneiro – 19268912 Já se passaram quatro anos desde que comecei a cursar Rádio, TV e Internet. Obtive experiências tanto na parte das produções dos projetos interdisciplinares, quanto em mudança de produtora trabalhando com pessoas fora do meu nicho de amizade. No último ano, me senti perdida porque a produtora que eu fazia parte, decidiram retirar todo mundo e ficar com apenas três alunas. Quando passei para a noite, não tive oportunidade de conhecer outros colegas de classe pois estávamos entrando em lockdown. Decidi montar uma produtora nova para a realização do tcc. Trouxe um projeto meu individual e inseri na área acadêmica, puxando comigo mais dois alunos que também estavam sem produtora. Na produção da bíblia foi encontrado algumas dificuldades que logo foram esclarecidas e ajustada. Acredito que a junção final dessa parceria está trazendo bons resultados para a produção da nossa bíblia. O nosso tema é um assunto de suma importância para ser debatido. Não ouvimos falar sobre quem são essas grafiteiras e por conta dessa problemática, decidimos em conjunto dar voz as mulheres que se inserem na cena do grafite sem medo de se arriscar. 90
A nossa proposta do tcc foi produzir um documentário do qual falássemos sobre as mulheres grafiteiras, olhando pela sua ótica. Dessa vez, eu fiquei na direção geral. Entrei em contato com as grafiteiras que já tinha em mente e elas toparam participar.
São referências para muitas meninas que estão começando ou que já estão na cena há um tempo. Conheci cada uma pessoalmente. Conversamos sobre o graffiti, sobre a importância das mulheres ocupar os espaços nos muros, a luta pelo reconhecimento e respeito, entre outras pautas que foram para o documentário.
Além disso, nas gravações junto com o Matheus, escolhemos o melhor ângulo, enquadramento, passagem de som. Tivemos problema com a câmera e uma solução rápida foi tomada para não prejudicar no desenvolvimento do documentário. Na pósprodução, junto com o Matheus iniciamos a edição. Um mini roteiro foi criado por mim para auxiliá-lo na edição. Também editei em casa alguns takes que foram enviados para o Matheus acrescentar no produto final.
A experiência na direção me fez pensar em como posso trabalhar com as pessoas, como eu me comporto em momentos de conflito, em resolução de problema e como eu posso melhorar ao dirigir um produto audiovisual. Quero seguir na carreira, mas não na direção geral e sim como diretora de arte. O trabalho deixou mais claro o que já estava obvio para mim.
Pensamentos rondaram a minha mente para trancar a faculdade pois achei que não daria conta. Mas aos poucos tudo foi se ajeitando e eu consegui me impor nas horas que era necessário.
Quero agradecer primeiramente a mim por estar concluindo ao curso. Me mantive focada e buscando absorver todas as experiências que o centro universitário me propões. Mantendo a fé em mim e na minha Deusa que sempre carrego comigo. Estudar o que se tem paixão nos ajuda passar pelas dificuldades.
Agradeço a minha mãe que mesmo com tantas dificuldades acredita na filha e 91
incentiva-a todos os dias a buscar os seus sonhos e jamais desistir. Minha inspiração como mulher guerreira, que nunca desistiu dos seus sonhos mesmo com a vida dando tapas. Meu alicerce nos melhores e piores momentos.
Aos meus colegas de classe, agradeço as nossas vivencias juntos em nossos trabalhos acadêmicos desde a primeira até a última produtora que me mantive. Pude ter o privilégio de trabalhar com pessoas fora do meu ciclo social o que me ajudou em outras áreas da minha vida, por exemplo, me relacionar com elas sem medo de expor minhas ideias.
O time de professores do curso de comunicação social e que eu tive a oportunidade de conhecer e aprender com vocês, obrigada por todo o conhecimento passado para nós, os alunos. Eu tenho um carinho por cada professor, e eu só agradeço por vocês terem tido paciência e amor pela profissão. A Universidade Cruzeiro do Sul me deu a oportunidade de fazer parte de uma instituição com professores capacitados que eu tenho muito orgulho, além de me propor um ambiente de ensino com equipamentos, atividades e laboratórios que ajudaram no meu desenvolvimento técnico e crítico.
Foram quatro anos que eu vi escorrer pelas minhas mãos. Guardando o máximo de conhecimento possível, aprendendo com os professores, com os alunos, com as pessoas nas ruas. Conhecendo a cidade e aprendendo a andar nela. Trabalhando em projetos interdisciplinares que me ajudaram ampliar o meu conhecimento técnico. O tempo passou que eu não me dei conta, e olhar para trás só me gera um sentimento de gratidão a vida. Obrigado a todos que fizeram parte da minha jornada
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Matheus Rodrigues de Souza Silva - 22110798
Ao longo do curso conseguimos aprender muito sobre a área de comunicação e entender seu universo, suas funções e se realmente seria nossa área de atuação. O TCC é a oportunidade de colocar todo nosso conhecimento em prova, temos em mãos um tema importante e pouco discutido, algo que eleva ainda mais nosso grau de responsabilidade.
No início do desenvolvimento por ser algo pouco discutido e não fazer parte do nosso cotidiano foi algo complicado entender sua vivência, mas com o nosso comprometimento, com trabalho e com a ajuda dos orientadores está tudo em um ótimo andamento.
A Bíblia de produção está sendo um processo difícil para entender sua linguagem e colocar pensamentos e pesquisas de uma forma clara e formal, mas por outro lado acaba sendo algo enriquecedor para qualquer aluno além de ser uma fase de extrema importância do curso.
Estar trabalhando no projeto de forma remota acaba sendo um desafio a mais, não somente pelos problemas tecnológicos existentes como também a disciplina que precisa ser total para que as datas sejam cumpridas, a experiência no geral está sendo algo muito positivo e que com certeza nos dará muitos aprendizados.
A locomoção e a preocupação com a saúde foram um ponto a mais, além da pesquisa para acertar os enquadramentos, o áudio em espaços urbanos, edição e por não termos equipamentos profissionais acabou sendo um desafio a parte, e por consequência uma experiência mais intensa.
O documentário foi de grande valor, onde o improviso e a agilidade são de extrema importância, acredito que todo aprendizado irá me ajudar muito nos trabalhos do mundo profissional.
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA LABAKI, Amir. A verdade de cada um: 1. ed. São Paulo: Cosac & Naify, 2015 GITAHY, Celso. O que é graffiti: Primeiros Passos: 1. ed.
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ABREU, Gilberto. As garotas do grafite. Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: <http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/artigos/3424-asgarotas-do-grafite>. Acesso em: 24 de jun. de 2021.
DOMINGUES, Renata Gomes. O grafite na galeria. São Paulo, 2009. Disponível em: <http://celacc.eca.usp.br/?q=pt-br/celacc-tcc/240/detalhe>. Acesso em: 8 de jul. de 2021. PERCÍLIA, Eliene. Grafite: A arte do grafite. São Paulo, 2020. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/artes/grafite.htm>. Acesso em: 8 de jul. de 2021.
O
que
é
Grafite?
São
Paulo,
2021.
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7. Apêndices
7.1. Perguntas de Pauta - Qual foi o seu primeiro contato no graffiti? - O que você já está enfrentou dentro da cena por ser mulher? - O que é o graffiti para você? - Você já sofreu algum tipo de abuso policial em enquadro? - Como é o seu processo criativo? - O grafite é uma forma de expressar reivindicações comuns ao universo feminino como igualdade de gênero, respeito ao corpo e às diversidades. Agora me diz, o que você quer expressar com a sua arte/com os muros que você faz? - O fortalecimento da presença feminina em um espaço majoritariamente masculino tem sido gradual. Como você vê esse cenário? - Atualmente você trabalha com a sua arte? E quais portas ela já te abriu? - A arte nos leva a lugares que a gente nunca imaginou. Onde a sua arte já te levou?
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7.2. Roteiro VÍDEO
ÁUDIO
CENA 1
VENUS ENTREVISTA COM A PERSONAGEM VENUS, ELA CONTA SOBRE SUA MODALIDADE E SUA EXPERIÊNCIA
COMO A MINHA MODALIDADE É O BOMB QUE É O QUE EU MAIS SEI FAZEREU TENTO FAZER OUTROS TIPOS ARTE TENTO NÃO, FAÇO. MAS EU NÃO FAÇO COMO EU FAÇO O BOM QUE É REALMENTE O MEU LIFESTYLE E TAL. EM CONTRASTE DE COMO ERA NO COMEÇO QUE EU TINHA MUITA ATITUDE IA PRA RUA E TUDO MAIS. HOJE EU SOU MUITA MAIS TRANQUILA MUITAS CALMA. É PRA PINTAR NO CENTRO SÓ SE FOR UM ROLÊ MUITO CERTO QUE EU SAIBA QUE NÃO VA CORRER TANTOS RISCOS PORQUE EU NÃO POSSO MAIS RODAR. NÃO É AGRADAVEL. O PROCESSO DE ASSINAR É NÃO É LEGAL POR MAIS QUE VOCE NÃO SEJA PRESO POR CAUSA DISSO VOCE TEM QUE IR NO FORUM AS VEZES PRECISA ASSINAR TODOS OS MESES POR TRES ANOS DEPENDENDO DOS PROCESSOS QUE VOCE TEM. ENTÃO HOJE EM DIA EU SOU MUITO MAIS TRANQUILA. EU GOSTO MUITO DE PINTAR NO INTERIOR PASSEI A VIAJAR BASTANTE PRA PINTAR. ENTÃO SE TORNOU PARTE DO MEU ROLE O GRAFITE.
CENAS DO TREM MUSICA DE FUNDO
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LUNA MEU PROCESSO CRIATIVO COMEÇA A PARTIR DE FILME, DESENHOS. EU OBSERVO TUDO NA RUA MEU MAIOR PROCESSO CRIATIVO ASSIM DE PRODUZIR DE PEGAR REFERENCIAS A PARTIR DE PERSONAGENS, LETRAS GOSTO MUITO DE PINTAR EM AQUERELA FAZER UNS QUADROS FAZER ANIMAÇÕES DE PRODUZIR DE ESTAR NUM AMBIENTE MAIS CALMO COM UMA MUSICA TRANQUILA DEIXAR ROLAR A NOITE PRODUZINDO
CENA VENUS NA COZINHA GRAFITE NA RUA VENUS
VENUS
NO PRIMEIRO CONTATO DE VERDADE NO GRAFITE, FOI PERTO DA MINHA CASA. FUI FAZER UM BOMB COM TRÊS AMIGAS MINHAS E EU LEMBRO QUE MINHAS AMIGAS ME AJUDARAM A PINTAR, ACABOU A TINTA A GENTE PINTOU COM LÁTEX. MINHA AMIGA ATE FALOU VAMOS PINTAR COM A MÃO MESMO PORQUE NÃO TINHA ROLINHO MAS AI EU FUI DO OUTRO LADO DA RUA E TIA UMA OFICINA ABERTA PEDI UM ROLINHO EMPRESTADO E ESSE ROLE ESTA ATE HOJE NO LAVINHO. EU QUERO EXPRESSAR QUE EU POSSO QUE EU TAMBEM EXISTO. MANO É UMA EXTENSÃO DO QUE EU SOU NO GRAFFITI ENTÃO É SO 100
MAIS UM BRAÇO DAS MINHAS FORMAS DE EXPRESSÃO.
CENAS DA VENUS PINTANDO NO CADERNO E NA PAREDE IMAGEM DA PAREDE E DEPOIS TREM PASSANDO. COMEÇA COM VOICE OVER E DEPOIS PARA A CHERMIE
CHERMIE
EU COMECEI A GRAFITAR TEM UNS 17 18 ANOS ALGUMA COISA ASSIM NA VERDADE EU SEMPRE TIVE ESSE CONTATO COM A PICHAÇÃO E O GRAFITE PORQUE EU SOU AMAZONENSE E EM MANAUS QUE É ONDE QUE EU MORO NA ZONA NORTE SEMPRE TEVE UMA CONCENTRAÇÃO MUITA GRANDE DE PICHAÇÃO ENTÃO EU SEMPRE TIVE ESSE CONTATO COM OS PICHADORES NA EPOCA QUANDO EU COMECEI A PINTAR TINHA POUCAS MULHERES PINTANDO E EU ACREDITO QUE O GRAFITE SEMPRE FOI UMA DISPUTA DE ESPAÇO DE TERRITORIO QUE A GENTE VIVE UMA SOCIEDADE TOTALMENTE TUDO QUE A GENTE FAZ É UMA POLITICA E UMA DISPUTA MAS NÃO NA FORMA NEGATIVA MAS UMA DISPUTA DE ESTAR NOS ESPAÇO ENTÃO NESSE PERIODO EU COMECEI A PINTAR TINHA POUCAS MULHERES DISPUTANDO ATÉ POR CONTA DE QUE O GRAFITE NÃO É MOSTRADO PARA A GENTE ASSIM E SIM PARA OS HOMENS E EU FAZIA PARTE DE UM COLETIVO CHAMADO 101
POIANRARPOIA QUE SIGNIGICA LEVANTA MULHER QUE É O PRIMEIRO COLETIVO DE MULHERES AUTO ORGANIZADO POR MULHERES DENTRO DO HIP HOP NA REGIÃO NORTE ACABA QUE É UMA GERAÇÃO DE GRAFITEIRAS EM MANAUS QUE VEM UMA ONDA DE GRAFITEIRAS BASTANTE DEPOIS VI UMA OUTRA ONDA E NESSA EPOCA ESSA ONDA TAVA BAIXO E EU COMECEI A GRAFITAR PRA ISSO PRA INCENTIVAR OUTRAS MULHERES E ACABEI QUE TOMEI GOSTO E TO AI NOS 18 ANOS
IMAGEM COM UMA PERGUNTA “ONDE ESTÃO AS MULHERES NOS EVENTOS DE GARFFITI¿”
ROSIE A GENTE ESTA SEMPRE EM MINORIA A GENTE TA SEMRPE EM DESFAVOR DA GENTE OS EVENTOS FEITOS POR HOMENS NUNCA SÃO PENSADOS PARA AS MULHERES MAS SIM PARA ELES MESMOS DÃO SEMPRE PRIORIDADE PARA OS AMIGOS SEMPRE ROLA DE VARIAS GRAFITEIRAS SUPER TALENTOSAS QUE DEVERIAM ESTAR QUE MERECIAM ESTAR ALI PARTICIPANDO DE UM DETERMINADO EVENTO DETERMINADO PROJETO E FICAM DE FORA E ACABA PARTICIPANDO CARAS QUE NEM MERECIA ESTA ALI QUE NEM TEM TANTA HABILIDADE QUANTO ALGUMAS MULHERES MAS A GENTE VE QUE MULHERES ACUPA ESPAÇO MAIS PRA PREENCHER A COTA MESMO NÉ AH TEM QUE TER MULHER VAMOS CHAMAR UMAS DUAS AI A GENTE VE ACONTECNDO EVENTOS SE DESENVOLVENDO E EXECUTADOS COM VINTE HOMENS 102
E UMAS DUAS OU TRES MULHERES TENTO OUTRAS MULHERES NA PRODUÇÃO TAMBEM ENTÃO QUANDO A GENTE QUER OCUPAR UM ESPAÇO MESMO A GENTE TEM QUE FAZER POR NOS MESMAS A GENTE TEM QUE FAZER ACONTECER UM EVENTO FEMININO PROJETO QUE SEJA PENSADO VOLTADO SÓ PARA AS MULHERES PORQUE NÃO TEM COMO A GENTE CONTAR COM APOIO MASCULINO NESSE ROLE NÃO ANE
ENTRADA DA ANE FALANDO
O IDEAL DE QUANDO EU VOLTEI A PINTAR EU ATE FALEI PRO MEU NOIVO QUE QUANDO EU VOLTASSE A PINTAR EU QUERIA UNIR AS MINAS NÃO SÓ EM JUNDIAI NÉ LA EM SÃO PAULO JÁ TEM BASTANTE MINA QUE PINTA JUNTO E TAL AQUI AINDA ROLA MUITO UMA PARADA NÃO PANELINHA MAS AFINIDADE NÉ UMA ACABA TENDO MAIS AFINIDADE COM A OUTRA E TAL E QUANDO EU FIZ O EVENTO EU QUERIA FAZER TIPO JUNTAR TODO MUNDO NÉ E FAZER NOVAS AMIZADES NUNCA TEVE UM EVENTO ASSIM AQUI EM JUNDIAI SO MINA PINTANDO NA PAREDE TEVE OUTRAS QUE NÃO CONSGUIRAM VIR DAQUI DE JUNDIAI E DE SÃO PAULO MAS A GENTE VAI ESTAR SEMPRE FAZENDO PRA UNIR A GALERA AS MINA NO ROLE COMO NUNCA TEVE UM EVENTO ASSIM 100% FEMININO O QUE EU QUIS TRAZER É PREGAR A UNIÃO DESMISTIFICAR ESSA PARADA DE QUE AS MULHERES PRECISAM COMPETIR NÉ UMAS COM AS OUTRAS POQUE A GENTE MANA NUM MOVIMENTO A GENTE É MENOS DE 20% ENTÃO A GENTE PRECISA DE UNIR MESMO OCUPAR OS LUGARES E SEMPRE JUNTAS OU NÃO SEMPRE OCUPAR OS LUGARES AS VEZES AQUI NUM EVENTO 103
DESSES A GENTE PODE CONHECER ALGUMA MENINA QUE BATA A SINTONIA JUNTAS E NÃO PRA TODO MUNDO VIRAR MELHOR AMIGA QUE ISSO NÃO EXISTE MAS PRA GENTE SABER QUE OH TEM TAL MINA LA VAMOS CHAMAR ELA PRO EVENTO ATE MAIS PRA GENTE SE CONHCER E MANTER UMA UNIÃO FEMININA ESTAVEL DAQUI PRA SÃO PAULO ROSIE MAS A GENTE VEM FAZENDO ACONTECER A GENTE VE MULHERES PARTICIPANDO DE PRJETOS IMPORTANTES COMO OS GRAFITES NO VIADUTO QUE É UMA COISA NOVA AQUI TAMBÉM A MONA TA VINDO PRA CA ESSA CULTURA DAS EMPENAS QUE JÁ É UMA COISA BEM AMPLA BEM DIFUNDIDA NO SUDESTE E QUE AQUI AGORA QUE ESTA COMEÇANDO A FAZER ISSO FALTA MULHER TAMBÉM PARA ESSES TIPO DE ESPAÇO PARA FAZER ESSE TIPO DE TRABALHO É ANTES POR SEM CONVIDADA NÉ ALGUM CARA ENFIM OS CARAS PRIORIZAM MUITO ELS MAS EU PENSO QUE PRA QUANTIDADE DE QUE NÓS SOMOS E PARA A RESPONSABILIDADE QU NÓS TEMOS COMO MULHER MAE TRABALHADORA A GENTE CONSEGUE OCUPAR UM ESPAÇO BACANA ASSIM DE REQUERER ESSE POSSO LUGAR MAS A GENTE PODERIA ESTAR BEM MAIS ALEM SE TIVESSEMOS AJUDA DOS CARAS NÉ PORQU É O GENERO PREDOMINANTE NA CENA PRA CADA 20 CARAS TEM DUAS GRAFITEIRAS LUNA DENTRO DA CENA POR SER MULHER OLHA MUITAS COISAS TANTO AGRESSIVAS ASSIM DA RUA ASSIM 104
CORTA PARA A LUNA PRETO E BRANCO
DE CARA ARMADO SÓ PORQUE ESTAVA FAZENDO UMA TAG O CARA MO GRANDE AI VOCE FALA O CARA MO GRANDE NÃO TEM NECESSIDADE DE VIR APONTAR UMA ARMA NA SUA CARA SABE AI OUTRA VEZ PINTANDO TAVA UM CARA QUE ACHOU QUE EU ESTAVA SOZINHA TINHA UMA BANCA E UMA PORTA E ELE CONSEGUIA ME ENCURRALAR ALI AI ELE ME JOGOU ALI FALANDO O QUE VOCE ESTA FAZENDO SO QUE AI NO OLHO DELE EU SENTI A MALDADE SABE FALEI NOSSA AINDA BEM QUE O MEU AMIGO ESTAVA LA TEM ALGUMAS COISAS AI QUE SER MULHER E TA NA RUA É MUITO DIFICIL A GENTE NÃO TEM MUITA SEGURANÇA TAMO AI PARA TODO TIPO DE COISA
VENUS
CORTA PARA A VENUS PRETO E BRANCO
UMA SITUAÇÃO NO DIA QUE EU ASSINEI UM PROCESSO O CARA FOI MO LEGAL POLICIA MO GENTE BOA SABE PENSEI NOSSA QUE BOM QUE EU PEGUEI UMA POLICIA GENTE BOA PASSOU MO PANO PRA NOS MAS QUANDO CHEGOU NA DELEGACIA ELE ME PUXOU PARA UM CANTO EU ESTAVA COM O MEU AMIGO ME PUXOU SOZINHA E FALOU ENTÃO A HISTORIA QUE VOCE VAI TER QUE CONTAR PARA O DELEGADO É ESSA MAS VOCE ACHA QUE EU QUERIA ESTAR ATE AQUI ESSAS HORAS POR MIM EU ESTARIA EM ALGUM CANTO TE DANDO BEIJO NA BOCA O CARA ERA MO TIOZINHO CASA TA LIGADO EU ESTAVA MO DESSARUMADA EU SO OLHEI E FALEI PRA ELE SEM MALDADE NÃO ME FAZ DESACREDITAR DE FATO DESSA INSTITUIÇÃO PORQUE ATE AGORA EU ESTAVA TE ACHANDO GENTE 105
BOA AI NO FINAL VOCE ME VEM DAR UMA DESSA MANO AI É FODA
FUNDO PRETO COM A FRASE PESQUISA DIVULGADA SOBRE ASSÉDIO
CORTA PARA A ROSIE PRETO E BRANCO
ROSIE EU ACHO QUE A GENTE PODERIA TER CHEGADO MAIS LONGE SE A GENTE TIVESSE UNIÃO RESPEITO DOS CARAS PELAS AS MULHERES SE NÃO PENSASSEM QUE A GENT NÃO É CAPAZ DE PARTICIPAR DO MESMO PROJETO QUE ELES POR FALTA DE HABILIDADE QUE INCLUSIVE JÁ FOI COMENTADO AQUI QUANDO QUESTIONARAM A POUCA PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NOS EVENTOS UM DOS ORGANIZADORES RESPONDEU QUE OS TRAMPOS DAS MULHERES DAQUI NÃO ESTAVAM ALTURA DE UM EVENTO NACIONAL ACABOU QUE CHAMARAM UMA OU DUAS MULHERES SÓ CHAMARAM BASTATE GENTE DE FORA ANO PASSADO TAMBEM ROLARAM BASTANTE EVENTOS COM A LEI AUDIOVAN COM SECRETARIA DE CULTURA E TUDO MAIS A PARTICIPAÇÃO FEMININA FOI MINUSCULA OU MUITO PEQUENA MAS AI ACONTECEU TAMBÉM O FESTIVAL VOLTADO SÓ PARA MULHERES NÉ EM PRESIDENTE FIGUEREDO E A GENTE VE QUAL QUE É A REALIDADE DA GENTE PRECISAR TA ALI SO PRA ARTICULAR COISAS A FAVOR DE NOS MESMAS PRA PODER TER VISIBILIDADE PROTAGONISMO DE ALGUMA FORMA PRA GENTE SER VISTA SER LEMBRADA NÉ SENTIR 106
QUE A GENTE TEM IMPORTANCIA E RELEVANCIA PARA A CENA
RUA DE SÃO PAULO COLANDO UM STICKER CORTA PRA ANE
ANE IMAGENS DELA PINTANDO VOICE OVER
QUANDO EU COMECEI EM 2004 2005 FAZENDO UMAS TAGS NA ESCOLA AQUI NO BAIRRO QUE É ONDE EU CRESCI ONDE ESTA ROLANDO O GRAFFITI AI EU CONHECI A GALERA FAZI PICHAÇÃO E TAL DEIXAVA O BAGULHO MUITO DOIDO AI EU COMECEI A FAZER UNS ROLES ALEATORIOS ATE OS CARAS ME ACEITAREM NO TRAPACEIROS QUE É A CREW QUE EU FAÇO PARTE HOJE EM DIA NÉ NÃO FAÇO MAIS PICHAÇÃO MAS SÃO DA CREW ATÉ HOJE AI LÁ PRA 2009 2010 FOI QUANDO EU COMECEI A TER CONTATO COM O GRAFITI DIRETAMENTE O BOMN NA VERDADE THROW UP AI FOI QUANDO EU COMECEI A VER OUTRAS OPORTUNIDADES DENTRO DA PICHAÇÃO NÉ VANDAL ALGUNS MUROS AUTORIZADOS E TAL MAS FOI AI QUE EU COMECEI A PROCURAR OUTROS HORIZONTES E BUSCAR UMA PRADA QUE EU ME INTERESSAVA E DESDE O ANO PASSADO EU VOLTEI A PINTAR COM O INTUITO DE REUNIR AS MINAS NO EVENTOS DEIXAR NOSSAS MARCAS E TAL E FOI ASSIM QUE EU VOLTEI NÉ
CENA DE TRANSIÇÃO VIELA 107
CHERMIE
CENAS DA CIDADE CORTA PRA LUNA
POR CONTA DO GRAFFITI EU ORGANIZEI UM ENCONTRO DAS MULHERES ESTUDANTES ONI QUE TEVE MAIS DE 13 MIL MULHERES E A ARTE DA ONI FOI UMA ARTE MINHA ENTAO 13 MIL MULHERES DA AMERICA LATINA VIRAM A MINHA ARTE. O GRAFITE ME FEZ TER ESSA VIVÊNCIA E VÁRIAS OUTRAS VIVÊNCIAS BEM LEGAIS. COMO O POVO DO MARANHÃO, DA OFICINA SESC, PARA O ENCONTRO DE HIPHOP QUE TEM LÁ NO SESC. E AS DUAS COISAS PRINCIPAIS QUE O GRAFITE ME LEVOU FOI TER CONHECIDO O PAI DOS MEUS FILHOS. EU TENHO DOIS FILHOS, UMA É A PIETRA DE 14 ANOS E UNIRA DE 8. E A SEGUNDA COISA IMPORTANTE QUE EU PENSEI QUE NUNCA IA CONSEGUIR FAZER, MAS O GRAFITE ME PROPORCIONOU FOI, EU CONSEGUI COMPRAR UM APARTAMENTO PARA MINHAS FILHAS. ENTÃO EU ACHO ESSAS COISAS, DE TUDO QUE EU CONQUISTEI NO GRAFITE, ESSAS COISAS BEM IMPORTANTES PARA MIM E TAMBÉM CONSIGO SUSTENTAR AS MINHAS FILHAS ATRAVÉS DO GRAFITE, POR CONTA DO GRAFITE. E TAMBÉM USO COMO UMA FERRAMENTE DE LUTRA CONTRA A VIOLÊNCIA DAS MULHERES, NO QUAL EU JÁ SOFRI VIOLÊNCIA NÉ. A PROGRESSÃO DE UM EX-COMPANHEIRO MEU, E O GRAFITE ME FORTALECEU NESSA LUTA, DE LUTAR E USAR ESSA FERRAMENTE DO GRAFITE, ACHO ESSA UMA DAS COISAS MAIS IMPORTANTES QUE O GRAFITE ME PROPORCIONOU. 108
EU RECEBIA MUITAS PESSOAS EM CASA QUANDO EU MORAVA EM SANTOS. E NOSSA, EU RECEBI GENTE DO MUNDO INTEIRO...MUNDO INTEIRO! EU NEM FALAVA INGLÊS, COLOU UM AMERICANO LÁ, A GENTE NEM SE COMUNICAVA DIREITO, ERA SÓ TIPO... NEM CONSEGUIA CONVERSAR. COLOU CHILENOS, UMA GALERA DA EUROPA E AÍ ISSO ME INCENTIVOU A QUERER VIAJAR TAMBÉM SABE, EXPANDIR. AÍ MEU PRIMEIRO LUGAR FOI PARA O CHILE E ACHO QUE FOI EM 2016, EU FIQUEI UNS 15 DIAS LÁ SÓ PINTANDO, A MADRUGADA INTEIRA, TODAS AS NOITES. DORMIA O DIA INTEIRO, MINHA MÃE FALAVA “MENINA, QUE VOCÊ ESTÁ VENDO AÍ ESTÁ CONHECENDO”, E EU SÓ TAVA PINTANDO, AÍ EU TINHA QUE PARAR NA FRENTE DE QUALQUER IGREJA E TIRAR UMA FOTO PRA MANDAR PRA ELA E ELA PARAR DE FICAR FALANDO, E FALAR “Ó, VIM CONHECER ESSE LUGAR AQUI”. MAS FOI BEM LEGAL, FOI UMA EXPERIÊNCIA INCRÍVEL. CONSEGUI PINTAR ALGUNS MUROS E APRENDI O ESPANHOL. LÁ FOI ONDE APRENDI UMA NOVA LÍNGUA, PORQUE É MUITO RUIM CONHECER PESSOAS QUE GOSTAM DO QUE VOCÊ GOSTA E VOCÊ NÃO CONSEGUIR SE COMUNICAR, É MUITO FRUSTRANTE. COMECEI A OUVIR UMAS MÚSICAS E APRENDI, AÍ DEPOIS DISSO EU FUI PARA O MÉXICO, ACHO QUE EM 2018 (SE NÃO ME ENGANO). AÍ FIQUEI UM MÊS LÁ TAMBÉM SÓ PINTANDO, E O MÉXICO É MAIS DISTANTE DO QUE TIPO CHILE, ARGENTINA, ENTÃO MUDA BASTANTE A ARQUITETURA. MAS FOI BEM LEGAL ASSIM, O IMPACTO DE ESTAR EM OUTRO PAÍS ASSIM SABE, PARA PINTAR TAMBÉM 109
É MUITO BOM. PARECE QUE OS LUGARES FORAM FEITOS PRA SUBIR ASSIM, É FOI DAORA. AÍ DEPOIS EU COLEI NA ARGENTINA, EU FUI DUAS VEZES PARA LÁ, EM 2019/2018 TAMBÉM E LÁ EU PINTEI O MEU PRIMEIRO METRÔ, MINHA PRIMEIRA AÇÃO. ENTÃO EU TENHO UM CARINHO MUITO GRANDE POR ESSA CIDADE E A CENA LÁ É BEM DAORA TAMBÉM, TEM UMA GALERA BEM FORTE.
CORTA PARA CHERMIE
O GRAFITE PARA MIM SE TORNOU UMA VÁVULA DE ESCAPE, UMA FUGA DA REALIDADE COTIDIANA. FOI DIFÍCIL, ESTÁ SENDO DIFÍCIL AINDA PORQUE ESTOU UM POUCO DISTANTE DAS RUAS, ESPERANDO A SEGUNDA DOSE DA VACINA POR MEDO DE INFECTAR. MANAUS APESAR DE TER TIDO TOQUE DE RECOLHER E TUDO MAIS, A GALERA QUE NÃO SEGUIU A RISCA, ENTÃO EU FIQUEI BEM APAVORADA ASSIM COMO VOCÊ. E O GRAFITE ELE TEM ESSE PAPEL PARA MIM, DE TIRAR UM POUCO ESSES PENSAMENTOS CAÓTICOS EM RELAÇÃO A SOCIEDADE QUE A GENTE VIVE E OS TEMPOS QUE A GENTE VIVE. QUANDO A GENTE ESTÁ COM UM PROBLEMA, A GENTE VAI GRAFITAR E AQUILO FAZ BEM PRA CARAMBA. SABE, AQUILO AJUDA NA NOSSA SAÚDE MENTAL, A GENTE MANTER A NOSSA SAÚDE MENTAL OK. PELO MENOS COMIGO É ASSIM, GOSTO BASTANTE DE SENTIR QUE EU TÔ FAZENDO ALGO LEGAL PARA A SOCIEDADE, SENTIR QUE EU TÔ MOSTRANDO PARA SOCIEDADE E PARA MINHA CIDADE, PRO PAÍS PRO BRASIL QUE EU EXISTO, QUE EU TENHO VOZ, QUE EU TENHO TALENTO E QUE EU SEI MANIFESTAR MEU TALENTO FAZENDO ALGO 110
RELEVANTE PARA A CIDADE. EU ACHO IMPORTANTE GRAFITE NA CIDADE PORQUE É A NOSSA VOZ, É O QUE A GENTE SABE FAZER, É A NOSSA MANEIRA DE COLABORAR PARA UMA CIDADE MAIS BONITA, UMA CIDADE COLORIDA, PRA UMA ARTE SER MAIS ACESSÍVEL ATÉ PARA A GALERA QUE NÃO TEM ACESSO ALI A UM MUSEU, A GALERIA... QUE NÃO PODE ESTAR ALI SE DESLOCANDO PARA A GALERIA DE ARTE. A GENTE LEVA A ARTE PRA ELAS, NA GALERIA A GENTE VÊ QUE A CRIANÇADA FICA LOUCA: FICA FELIZ, QUER FAZER IGUAL, QUER APRENDER PERGUNTA, SE INTERESSA E ISSO É GRATIFICANDO PRA CARAMBRA, POIS A GENTE SE SENTE ÚTIL E BEM. A GENTE SAI DE UM ROLÊ FELIZ, SATISFEITO. NÃO IMPORTA SE É UM ROLÊ VANDAL OU SE É BEM PRODUZIDO, SE É UM BOMB SIMPLES OU UM PIERCING DE TRÊS MESES COM VINTE CORES DIFERENTES, A SATISFAÇÃO É SEMPRE A MESMA. QUANDO VOCÊ ESTÁ OCUPANDO UM LUGAR, VOCÊ ESTÁ LEVANDO O SEU NOME, A SUA ARTE, MOSTRANDO QUE VOCÊ EXISTE, QUE VOCÊ TEM VOZ, TEM DIREITO DE OCUPAR AQUELE LUGAR SABE. EU ACHO QUE QUEM AMA GRAFITE MESMO FICA FELIZ COM ISSO ASSIM, INDEPENDENTE RETORNO FINANCEIRO, DE FAMA... ISSO SÃO CONSEQUÊNCIAS. A GENTE FAZ POR AMOR MESMO.
CORTA PARA LUNA
O GRAFITE É A MINHA VIDA! É ATÉ CLICHÊ FALAR ISSO, MAS NOSSA EU AMO MUITO. EU ME SENTO TENTO VIDA MESMO PINTANDO, FAZENDO, PRODUZINDO, PINTANDO, SABE?!
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CORTA PARA VENUS
O GRAFITE É A OPORTUNIDADE QUE A VIDA ME DEU DE SER ALGUÉM, DE ME EXPRESSAR, DE NÃO FALAR SÓ POR MIM MAS POR MUITA GENTE, MUITAS PESSOAS QUE SE IDENTIFICAM COMIGO E COM AS MINHAS IDEIAS. FOI A FORMA QUE EU ENCONTREI DE NÃO PASSAR BATIDO MESMO NO MUNDO. E ALÉM DISSO, TAMBÉM É UM NEGÓCIO BEM LEGAL DE ESTILO, DE LETRAS, DE ATITUDE. VAI MUITO ALÉM TAMBÉM DE ARTE, NÃO É SÓ ARTE, GRAFITE É ESTILO E ATITUDE.
FINALIZAÇÃO
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8. ANEXOS 8.1. AUTORIZAÇÃO DE IMAGEM
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