UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL RÁDIO, TV E INTERNET – 4º/5ºSEMESTRE
PROJETO INTERDISCIPLINAR Documentário INVISÍVEL
SÃO PAULO 2020
PRODUTORA ROYALTY AUDIOVISUAL
INTEGRANTES
RGM
Gabriel Vitor Sant’Ana Bebiano
1924738-9
Gabriela Martins Pinheiro
1962183-3
Guilherme Fonseca Elias da Costa
1909536-8
Gustavo Cavalcante dos Reis Galvino
1877423-7
Gustavo Del Pezzo Pareschi
2013591-2
José Emerson da Silva
2026091-1
Letícia Ferreira Lacerda
1890482-3
Ricardo Rocha Matos
1882585-1
Yago Vinicius Garcia de Freitas
1889949-8
producoesroyalty@gmail.com
Professores Orientadores:
Prof. Me. Elisa Marconi Prof. Me. Ivani Falcão Prof. Me. Krishna Gomes Tavares
SÃO PAULO 2020
“Como transformar um assunto relevante relacionado as causas ou consequência do isolamento social em um documentário audiovisual autobiográfico?”
Sumário 1. PRODUTORA .............................................................................................. 6 1.1 – IDENTIDADE ORGANIZACIONAL ........................................................ 6 1.1.1 – MISSÃO ........................................................................................... 6 1.1.2 – VISÃO .............................................................................................. 6 1.1.3 – VALORES ........................................................................................ 6 1.2 – EQUIPE/CARÔMETRO ......................................................................... 7 1.3 – ORGANOGRAMA .................................................................................. 8 2 – PROJETO .................................................................................................... 9 2.1 – SINOPSE ............................................................................................... 9 2.2 – OBJETIVO ............................................................................................. 9 2.3 – PROPOSTA DO DOCUMENTÁRIO ...................................................... 9 2.3.1 – VISÃO ORIGINAL ............................................................................ 9 2.3.2 – PROPOSTA DO DOCUMENTÁRIO .............................................. 10 2.3.3 - ELEIÇÃO E DESCRIÇÃO DO OBJETO ......................................... 12 2.3.3 – SUGESTÃO DE ESTRUTURA ...................................................... 12 2.3.4 – LINGUAGEM ................................................................................. 13 2.3.5 – EDIÇÃO ......................................................................................... 13 2.4 – PÚBLICO ALVO ................................................................................... 14 2.5 – CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA ........................................................... 15 2.6 – VEICULAÇÃO/DISTRIBUIÇÃO............................................................ 16 2.7 – JUSTIFICATIVA ................................................................................... 17 2.7.1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO FORMATO/LINGUAGEM DO DOCUMENTÁRIO ..................................................................................... 17 2.7.2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO TEMA .................................... 18 2.8 – CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO E EDIÇÃO ..................................... 19 2.8.1 – ORDEM DO DIA ............................................................................ 19 3 – CONSIDERAÇÕES .................................................................................... 20 3.1 – RESPONDER AO DESAFIO................................................................ 20 3.2 – RELATO INDIVIDUAL DE COMO FOI A EXPERIÊNCIA DE REALIZAR O PROJETO INTERDISCIPLINAR. .............................................................. 21
4 – APÊNDICES............................................................................................... 26 4.1 – ROTEIRO ............................................................................................. 26 4.2 – FICHA DE CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA .......................................... 30 4.3 – JUSTIFICATIVA ÉTICA DO DOCUMENTÁRIO ................................... 31 5 – ANEXOS .................................................................................................... 33 5.1
– AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E SOM ............................... 33
6 – BIBLIOGRAFIA .......................................................................................... 36
1. PRODUTORA
1.1 – IDENTIDADE ORGANIZACIONAL 1.1.1 – MISSÃO O objetivo da Royalty é produzir conteúdo audiovisual visando levar entretenimento para o público da forma mais despojada e concreta possível.
1.1.2 – VISÃO Inspirada nas grandes produtoras, a Royalty pretende, dentro de 2 anos, deixar de ser apenas universitária e se tornar uma produtora independente, melhorando dia pós dia, tornando-se assim referencial em produção audiovisual.
1.1.3 – VALORES • •
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Qualidade: As melhores produções com a melhor qualidade de imagem, som e conteúdo. Comprometimento: Sempre respeitando datas prédefinidas e bem estar de todos os integrantes da produtora, trabalhando em harmonia. Dedicação: Amor pelo trabalho, sempre dando o máximo de nós mesmos para levar o conteúdo mais dinâmico possível para o público. Respeito: Para que possamos atingir todos os públicos de forma aberta – respeito com todas as crenças, raças, gêneros e afins.
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1.2 – EQUIPE/CARÔMETRO GABRIEL VITOR 22 anos Produtor
GABRIELA PINHEIRO 23 anos Diretora
GUILHERME FONSECA 25 anos Roteirista
GUSTAVO CAVALCANTE 19 anos Editor
GUSTAVO PARESCHI 21 anos Produtor
JOSÉ EMERSON 21 anos Produtor
LETICIA LACERDA 20 anos Editora
RICARDO ROCHA 20 anos Roteirista Colorista
YAGO GARCIA 22 anos Roteirista
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1.3 – ORGANOGRAMA
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2 – PROJETO 2.1 – SINOPSE
Devido ao decreto de quarentena em todo o estado de São Paulo, a vida mudou drasticamente. O documentário INVISÍVEL mostra duas realidades diferentes, mas com os mesmos sentimentos: medo e solidão.
2.2 – OBJETIVO
O foco dessa produção é mostrar além do que todos vemos na televisão sobre a quarentena proveniente da COVID-19 – queremos mostrar as diferentes realidades de quem pode e de quem não pode ficar em casa num momento onde é essencial o isolamento social para que a curva de avanço da doença achate cada vez mais. Buscaremos mostrar a rotina de ambos os lados e, além disso, o sentimento de medo de quem tem de sair de casa – dados todos os fatos de mortalidade e contágio da doença – e a solidão de quem não tem contato com o mundo externo há dias e dias.
2.3 – PROPOSTA DO DOCUMENTÁRIO 2.3.1 – VISÃO ORIGINAL
Por ser um assunto extremamente atual, não esperado e por estarmos, até o momento de produção desse documentário, socialmente isolados, existem pouquíssimas produções documentais sobre o novo coronavírus – o qual abordam assuntos como a vida no epicentro da doença, Wuhan, e o impacto da pandemia sobre o mundo globalizado que vivemos hoje.
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A escolha do tema central foi feita pelos professores, dado o fato de que não podemos sair de casa para produzir documentários livres e externos. A nós, alunos, foi dada a liberdade de escolha de ramificações do tema principal e nós, da Royalty Audiovisual, decidimos abordar a vida de dois integrantes como personagens principais e mostrar a rotina de ambos, focando em seus sentimentos distintos, onde um não sai de casa há dias, e o outro é obrigado a sair para que não perca seu emprego. O documentário INVISÍVEL tem como principal objetivo abordar sentimentos e rotinas diferentes provenientes da quarentena, e não apenas o que é a COVID-19 e como chegamos no atual isolamento social. Relatar dois lados diferentes em relação ao distanciamento social, mas o mesmo medo: o de um inimigo não visível a olho nu. 2.3.2 – PROPOSTA DO DOCUMENTÁRIO
“INVISÍVEL” trará, de forma mais intimista, a vida de nossos personagens durante o isolamento social pelo novo coronavírus, descoberto em novembro de 2019 em Wuhan, na China, e notificado pela primeira vez no Brasil em fevereiro de 2020 diretamente em São Paulo, cidade onde os personagens vivem. Iniciaremos com um resumo sobre toda a história de descoberta do novo coronavírus na China até a chegada no Brasil e a instauração de quarentena coletiva no estado de São Paulo, para que assim possamos introduzir a vida isolada de nossos personagens. Para que o intuito de mostrar sentimentos seja atingido, não manipularemos o roteiro e a vida dos personagens, mas deixaremos em aberto para que possam mostrar sua rotina de forma fiél. Sabemos que, nessa fase, são pouquíssimas as pessoas que podem mudar suas rotinas e fazer algo diferente (o que não é o caso dos personagens), então
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mostraremos que, apesar do passar do tempo, as coisas que eles fazem são sempre as mesmas, a vida não muda. Com a impossibilidade de locomoção e aluguel de equipamentos por conta de nosso cenário atual, utilizaremos o que já temos ao nosso alcance: câmeras e microfones de celular, iluminação natural e artificial das casas de cada um dos personagens, e softwares de edição previamente adquiridos para uso pessoal. Começaremos o documentário com um breve resumo sobre a descoberta da COVID-19 na China até o decreto de quarentena pelo governador de São Paulo, João Dória. Para isso, utilizaremos imagens de arquivo
de
reportagens e
notícias televisivas
sobre
todos
esses
acontecimentos (com legendas mostrando as datas), intercalando com informações sobre a produção do documentário. Ao final das imagens de arquivo, começaremos a mostrar a vida dos personagens – sendo assim, não detalhamos o que cada um fará para que não se prendam a um roteiro, mas mostrem com clareza o que fazem nesses dias de isolamento. Haverão cenas comuns e repetidas, para que assim mostremos que os dias se repetem – quer queiram, quer não. Ao final da história de três dias distintos da quarentena, os personagens contarão, em formato de “vlog”, seus sentimentos e o que esperam para o Brasil e o mundo depois que essa fase ruim passar. Ainda após o fim do vlog dos personagens, inseriremos uma narração resumindo tudo o que aconteceu até o momento de finalização dessa produção, com estatísticas de casos confirmados e óbitos em todo território mundial, e o alerta para que a população continue cuidando de si e dos seus. Para encerrar, a tela ficará preta com a hashtag que tomou o Brasil em poucos dias: #FicaEmCasa.
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2.3.3 - ELEIÇÃO E DESCRIÇÃO DO OBJETO
1. Personagens principais: Letícia e Yago, ambos integrantes da Royalty Audiovisual, porém com rotinas diferentes na quarentena. Enquanto Letícia, Estagiária de Checking de 20 anos, trabalha em home office, Yago, Analista de Recuperação de Crédito de 22 anos, se mantém in loco devido a não adesão do isolamento social por parte da empresa em que trabalha. 2. Materiais de arquivo: Utilizaremos notícias e reportagens que mostram o descobrimento do novo coronavírus em Wuhan, na China, a chegada do vírus no Brasil, a instauração da 1ª quarentena pelo Governador de São Paulo João Dória, e a instauração da 2ª quarentena pelo mesmo. Com essas imagens, pretendemos ilustrar melhor a linha do tempo para o telespectador, visto que nosso documentário será linear. 3. Casa do Yago: Apesar de ainda sair de casa, Yago mostrará sua rotina antes e depois do trabalho, totalmente dentro de casa, além de seu tempo em transporte público, visto que sua empresa não permite gravação dentro da mesma. 4. Casa da Leticia: Como não sai de casa há dias, Letícia terá apenas um local para gravar: sua casa. Nesse momento de isolamento social, sua casa também é seu escritório. Sendo assim, todas as imagens dela serão internas, mostrando sua vida antes, durante, e após seu horário de expediente. 2.3.3 – SUGESTÃO DE ESTRUTURA
O documentário terá uma estrutura bem definida para que não haja fuga do gênero. Iniciaremos com imagens de arquivo que ilustrarão o tema desde a descoberta do novo coronavírus na China, até sua chegada ao Brasil e a
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instauração de quarentena prolongada, para que possamos dar continuidade com a história dos personagens, que mostrarão, no decorrer da produção, sua rotina e seus sentimentos. Ao final do documentário, teremos relatos de Leticia e Yago resumindo toda essa experiência (até o momento de finalização das gravações), e um breve resumo com um alerta de que a doença não é fraca, é altamente contagiosa, e pode custar muitas vidas. Para fechar, utilizaremos a hashtag do momento: #FicaEmCasa. Os temas abordados serão descoberta do novo coronavírus; chegada do vírus ao Brasil; instauração e prolongamento de quarentena no estado de São Paulo (onde nossos personagens vivem); sentimentos dos personagens; rotina dos personagens. 2.3.4 – LINGUAGEM
Sabendo que INVISÍVEL trará a realidade de dois integrantes da Royalty Audiovisual, a linguagem do documentário será autobiográfica com narrativa, onde mostraremos a realidade de Letícia enquanto trabalha em home office, e a realidade de Yago enquanto trabalha in loco. Além das imagens reais, captaremos narrações e vídeos em formato de daily vlog, com ambos os personagens contando seus dias, sentimentos, etc. Além das narrações dos mesmos, teremos um narrador observador, que não fará parte do documentário como personagem. 2.3.5 – EDIÇÃO
A produção documental da Royalty Audiovisual teve dois editores e dois momentos distintos para cada um. Para a primeira parte da edição do documentário, foi utilizado o software Sony Vegas Pro 11, onde foi feita a parte de decupagem e montagem, com imagens originais e de arquivo. 13
Para a segunda parte de edição do documentário foi utilizado o software Adobe Premiere Pro CC 2018 com o auxílio de outras plataformas (como YouTube Áudio Library) e sites diversos para baixar efeitos sonoros específicos. Esta parte de edição consistiu em inserção de novos takes faltantes, áudios de narração, BGs e afins, créditos finais e correção de cor.
2.4 – PÚBLICO ALVO
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O público alvo de INVISÍVEL vai da faixa dos 18 aos 24 anos de idade, sem distinção de sexo ou raça, visto que são pessoas dessa idade que estão mais focadas em conscientizar a população sobre os riscos da COVID-19, procurando saber mais sobre o novo coronavírus desde sua descoberta até o atual momento de isolamento social, onde a maioria das pessoas está sofrendo com o distanciamento e o medo. A Royalty Audiovisual tenta, ao máximo, centralizar o público alvo de seu documentário, mas com tamanha repercussão de notícias e dados sobre a doença, sabemos que o interesse não se centraliza em apenas um público específico. Sendo assim, traremos uma linguagem de fácil entendimento para todos.
2.5 – CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
Com base na ética e legislação, que cabe as seguintes leis: Portaria MJ nº 1.200/2007 E SNJ Nº 14/2009 – Obras audiovisuais destinadas à televisão e Constituição Federal, no Estatuto da criança e do adolescente, nas portarias MJ nº 1.100/2006 e nº1.220/2007 e no Manual de classificação indicativa.
Livre Não expõe crianças a conteúdos potencialmente prejudiciais. Exibição em qualquer horário. Em meio à crise de COVID-19 que está abalando o Brasil e o mundo, entende-se que o projeto de documentário tem sua classificação indicativa livre para todos os públicos. Ele retrata a pandemia em pleno século XXI, que está
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causando grandes danos à vida (dada a letalidade do vírus) e ao compartilhamento de momentos, pela questão do isolamento social para evitar que a doença continue se espalhando. O documentário, por sua vez, é livre não só pelo fato de retratar uma doença, mas por seu objetivo de informar a sociedade sobre o impacto da doença no corpo humano e no sistema de saúde do país, que prevê colapsos em todos os estados pela alta demanda de pacientes não só pela COVID-19, mas também outros fatores ligados à saúde no geral. Reforça-se sua classificação livre por, futuramente, poder ser utilizado como importante documento audiovisual para contar às futuras gerações o que foi a pandemia do século XXI causada pelo novo coronavírus, cujo nome da doença é COVID-19. Diretrizes que foram seguidas: 1. Educação para Classificação Indicativa. Pelo cunho pedagógico para as futuras gerações, seu conteúdo pode ser utilizado para o uso de conhecimentos técnicos para a aplicação nos locais acadêmicos sobre o que foi uma pandemia em pleno século XXI, e seus cuidados pelo mundo para que o mesmo não se repita novamente. 2. Pesquisas. Analisando diversos conceitos de audiovisual para que o conteúdo seja compreendido pelos jovens-adultos diante dos efeitos produzidos e relacionados ao material.
2.6 – VEICULAÇÃO/DISTRIBUIÇÃO
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Dado o fato de que o documentário da Royalty Audiovisual tem classificação indicativa livre, a escolha de horário não precisa ser, especificamente, na parte da noite. Sendo assim, escolhemos o Discovery Channel como canal televisivo para veicular INVISÍVEL. Acreditamos que o horário de domingo à noite às 18h35min é o melhor para este canal, visto que, às 18h52min no mesmo dia inicia-se Largados e Pelados, um dos programas de maior audiência do canal escolhido. Além disso, o canal escolhido começou, em época de quarentena, a campanha Eu Fico em Casa, o que definitivamente tem a ver com o tema proposto em nosso documentário. Ademais, domingo é o dia onde mais pessoas assistem TV à noite, e como não há programas populares passando neste horário (como novelas e afins), nosso público-alvo estará mais aberto a novos programas. Após a exibição no Discovery Channel, acreditamos que a forma mais viável de manter INVISÍVEL no ar é o disponibilizando em canais de streaming como Netflix e Youtube Premium, para que haja também monetização para a Royalty Audiovisual.
2.7 – JUSTIFICATIVA 2.7.1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO FORMATO/LINGUAGEM DO DOCUMENTÁRIO
O gênero Documentário tem como propósito central o foco na realidade, o que faz com que o estudo sobre o tema seja de extrema importância – para que não haja fuga do mesmo. Em 1913, Robert Flaherty gravou a terceira expedição de Sir William Mackensie e, 10 anos depois, “Nanook of the North” surgiu com estética própria e linguagem capaz de manter uma linha narrativa. Porém, apesar da obra ter
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saído das câmeras de Flaherty, foi John Grierson quem começou a formalizar e normatizar o documentário como produto. Sua primeira formalização foi o documentário clássico. Já a linguagem autobiográfica não tem registro histórico certo de quando começou, mas sabemos que, segundo o professor e ensaísta Lejeune (considerado especialista em autobiografia), a necessidade de leituras autobiográficas começou no século XIX, dando espaço para cada vez mais obras surgirem. Juntando ambos, temos o Documentário Autobiográfico, onde a realidade é mantida à risca e os personagens contam sua história de forma pessoal e mais intimista, visto que é exatamente o que vivem e que tem propriedade para falar sobre. 2.7.2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO TEMA
Nosso tema principal é, inevitavelmente, o novo coronavírus – visto que não podemos sair de casa para gravar nosso tema inicial devido ao isolamento social imposto em nosso estado. O vírus, descoberto em novembro de 2019 em Wuhan, na China, e notificado pela primeira vez no Brasil em fevereiro de 2020 diretamente em São Paulo, teve sua evolução através de morcegos – animal que tem grande potencial de transmitir doenças perigosíssimas a seres humanos. O novo coronavírus é uma variação, nomeada como SARS-CoV-2, e foi inicialmente notificado pela OMS como uma misteriosa pneumonia extremamente contagiosa. Atualmente, o nome da doença é COVID-19. Até o presente momento de produção deste documentário, são mais de 3 milhões de infectados e 200 mil óbitos mundialmente.
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2.8 – CRONOGRAMA DE PRODUÇÃO E EDIÇÃO
31/03 e 01/04 – Planejamento de gravação. 02, 06 e 12/04 – Gravações. 17/04 – Decupagem do material bruto, pronto para edição. 17/04 à 20/04 – Edição da primeira versão. 22/04 – Revisão da primeira versão. 27/04 à 03/05 – Edição da segunda versão com acertos e ajustes necessários. 05/05 – Colorização e ajustes finais na locução. 17/05 – Entrega final.
Sabendo que INVISÍVEL é um documentário autobiográfico, não diferimos os roteiros de gravação do roteiro de edição, para que os personagens não se prendessem a uma rotina específica. Pedimos, apenas, que gravassem, ao final dos dias escolhidos de gravação, seus sentimentos. Sendo assim, o roteiro dessa produção audiovisual está no item 4.1.
2.8.1 – ORDEM DO DIA
Dado o fato de que nosso documentário tem como linguagem principal a autobiografia, deixamos nossos personagens livres de cronograma de gravação regrado – visto que o intuito da Royalty Audiovisual é trazer a naturalidade da rotina de cada um. Sendo assim, o roteiro de edição de INVISÍVEL é o mesmo roteiro de gravação, que fora escrito de forma subjetiva para que os personagens pudessem se basear nele para a gravação de sua rotina sem manipulação de quaisquer fatos relatados nessa obra audiovisual.
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3 – CONSIDERAÇÕES 3.1 – RESPONDER AO DESAFIO
“Como transformar um assunto relevante relacionado as causas ou consequência do isolamento social em um documentário audiovisual autobiográfico?” A pandemia causada pelo novo coronavírus pegou todos de surpresa – não apenas nós, alunos. A vida mudou drasticamente de um dia para o outro, e tivemos de nos adaptar em todas as esferas em que vivemos: a social, a acadêmica, e a profissional. Desde o início, não foi fácil assimilar todas as informações, e felizmente tivemos o apoio dos professores não só dentro dos projetos da universidade, mas também em nossa vida pessoal (caso precisássemos). A produção de um documentário em isolamento social foi um desafio desde o momento de suspensão das aulas – estávamos todos com medo, com a cabeça cheia de tantas informações, e com muitas perguntas sem respostas. Talvez o maior desafio foi esse: nos acalmarmos para produzir da melhor forma, como se estivéssemos um perto do outro. Nosso tema central foi “sentimento dentro do isolamento social”. Deixamos os personagens livres para gravar suas rotinas sem manipulação ou interferência da produtora, passando a naturalidade que esperávamos passar. Para isso, as novas tecnologias foram essenciais e indispensáveis para a realização desse documentário, pois eram as únicas formas de contato para reuniões, envio de arquivos, edições, etc. Mantivemos a calma e realizamos reuniões práticas de planejamento, produção de roteiro, produção da Bíblia, entre outros, em plataformas de chamadas conjuntas tanto em áudio apenas, quanto em áudio e vídeo em conjunto. O contato rápido e em qualquer local (de casa, obviamente) tornou a realização muito mais fácil. Além de nos ajudarmos com toda a
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produção dessa obra, nos ajudamos em nossas vidas pessoais, nos organizamos e nos entendemos perfeitamente bem.
3.2 – RELATO INDIVIDUAL DE COMO FOI A EXPERIÊNCIA DE REALIZAR O PROJETO INTERDISCIPLINAR.
GABRIEL VITOR Em meio à pandemia de COVID-19 no mundo, nos foi dada a missão de cumprir com a realização sobre um documentário retratando a doença e como ela se manifesta nos ambientes em que ocorre a sua disseminação. A relação e como afetou a humanidade é o assunto de mais relevância que foi retratado através da bíblia de produção para explicação no texto técnico e a finalização no viés do audiovisual sobre a construção de imagens e as trilhas sonoras. Sobre a produção em relação aos pedidos da diretora, buscamos imagens da internet sobre cenas de Jornalistas e matérias que retratavam o assunto para que o editor de imagens pudesse editar ao contar a história sobre os meios visuais. E desenvolvemos estratégias de gravação para os personagens que trabalhavam presencialmente em suas respectivas empresas, captarem outras imagens do mundo e o que ocorria durante os seus trajetos por São Paulo. Fui produtor. Contudo a construção do projeto foi desafiadora mais suprimos todas a necessidades que o momento exigia em meio a pandemia de COVID-19. GABRIELA PINHEIRO A experiência de dirigir e narrar um documentário sobre o novo coronavírus foi complexa. Um desafio e tanto para o aprendizado de todos nós, pois não esperávamos viver algo tão grande nos dias atuais – e ter que documentar isso em uma produção audiovisual. Acredito que, além de desafiadora, foi uma experiência incrível para todos nós, apesar dos pesares, pois soubemos nos
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adaptar ao cenário atual – e é isso que nossa profissão faz. Se adapta e não abaixa a cabeça em dificuldades. Só precisamos, inicialmente, de um tempo para assimilar (e chorar meia horinha, eu diria), para depois pegar com força total o projeto e termina-lo da melhor forma. Conforme dito acima, fui Diretora e Narradora de INVISÍVEL. GUILHERME FONSECA Uma palavra para descrever o que foi fazer esse documentário é, DESAFIO. Tínhamos uma ideia totalmente diferente do que íamos fazer, e infelizmente apareceu esse vírus para destruir nossos planos e de todo o mundo. Apesar de abatido, triste por tudo que está acontecendo no mundo, fazer Invisível foi transmitir o que muita gente está sentindo no momento, saudade de abraçar as pessoas, sair com os amigos, beijar, fazer coisas que eram hábitos. Eu, como roteirista, tentei explorar ao máximo o sentimento dos personagens em questão. Queria que eles mostrassem como estava seu dia a dia nessa pandemia devastadora, e acho que o sentimento de todos é de tristeza – porém não podemos parar a vida, temos que viver, trabalhar, estudar, fazer tudo com adaptações, pelo menos por enquanto não estamos seguros com esse vírus. Acho que no documentário conseguimos passar o que desejamos, que era o sentimento de cada personagem. No documentário "Invisível" fui um dos roteiristas. GUSTAVO CAVALCANTE Realizar o documentário foi um tanto difícil, exigiu bastante da gente, porém não pude ficar mais feliz com o resultado que tivemos. O começo foi a parte mais difícil, escolher um tema que agradasse a todos os membros do grupo e conseguirmos manter o tema e fazê-lo durar suficiente e prender as pessoas durante 15 minutos é desafiador, porém com as
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reviravoltas da vida, tivemos que deixar nosso tema escolhido, por conta do COVID-19, e partirmos para algo que respeitasse nossas limitações nesse momento. Mesmo com todas as dificuldades tenho certeza que realizamos um documentário espetacular, em meio a tantas dificuldades, conseguimos driblar a maioria e focar nas gravações e edições, o que rendeu um grande orgulho para a produtora e para cada indivíduo em si que tenho certeza que teve suas tarefas feitas com total carinho e atenção. No documentário INVISÍVEL, fui editor junto da Letícia. GUSTAVO PARESCHI A experiência que fica é que o mundo através de uma doença mudou totalmente sua forma de viver. O desafio lançado para nós “produzir um documentário dentro da sua própria casa e em grupo”, foi cumprido com excelência, graças a o trabalho coletivo da produtora, isso foi desafiador, fiquei responsável pela produção e pesquisa do documentário, nessa função o desafio foi trazer o máximo de informações verdadeiras, já que o tema se trata de algo tão novo e complexo. A experiência de fazer um documentário totalmente em casa, mostra que conseguimos nos adaptar e entregar o nosso melhor nessa produção, novamente o trabalho em equipe foi fundamental. Conforme dito acima fui produtor e pesquisador do documentário.
JOSÉ EMERSON
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Ter sido um dos produtores em um documentário sobre o novo coronavírus foi uma tarefa surpreendente e ao mesmo tempo assustadora. Estávamos com outra ideia de documentário e do nada vem esse boom do coronavírus que fez o mundo virar de cabeça para baixo e mudar a rotina de todos. A produtora em si conseguiu se adaptar à nova tarefa e trabalhar em conjunto de uma forma na qual eu senti que estávamos todos na mesma sintonia para a entrega do trabalho, a cada dia uma nova notícia sobre essa doença e isso foi o que mais me assustou, a proporção que tudo isso tomou o número de infectados, mortes e tudo que estamos acompanhando e vivenciando até hoje. Fui produtor do documentário INVISÍVEL. LETÍCIA LACERDA Para mim, a experiência de ser personagem no documentário ajudou muito, já que também fiz parte da edição e as duas partes se complementam. Enquanto gravava, já tinha uma noção de como montar as cenas na edição, o que me trouxe uma experiência diferente dos outros interdisciplinares, podendo fazer parte de diferentes áreas. Além disso, foi tudo muito natural pois é uma situação em que estamos de fato vivendo. RICARDO ROCHA A experiência de fazer o documentário inicialmente foi um choque pra nós. Depois do decreto da pandemia muita coisa teve que mudar, como roteiro e tema. Em seguida, desenvolvemos muito rápido um novo tema e, como consequência, um novo roteiro. O documentário foi pra um tema totalmente focado em relatar o dia a dia de nossos personagens em meio a pandemia. Há um confronto, visto que, Letícia está em quarentena e o Yago teve que trabalhar in loco.
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A experiência se enriquecesse quando, por uma escolha pessoal, fui parar no roteiro. Nunca havia feito roteiro em nenhum dos outros interdisciplinares. Nesse projeto fiz a função de roteiro e colorização do nosso documentário. YAGO GARCIA Como fui um dos personagens, fiquei encarregado de retratar minha rotina durante esta quarentena, no caso como estava sendo a minha rotina fora de casa, pois a empresa na qual eu trabalho não aderiu a quarentena e nos fez trabalhar de forma presencial sem a adesão do home office, fazer a filmagem da minha rotina, como acordar, pegar o ônibus, ir ao trabalho, voltar pra casa e até mesmo mostrar minha rotina dentro de casa foi algo que não imaginei fazer, e de certo modo foi interessante, pois depois de ver todo o processo finalizado e ver como é como telespectador as perspectivas mudam drasticamente. Além de personagem, fui um dos roteiristas.
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4 – APÊNDICES 4.1 – ROTEIRO
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4.2 – FICHA DE CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
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4.3 – JUSTIFICATIVA ÉTICA DO DOCUMENTÁRIO
INTRODUÇÃO Apesar dos profissionais da comunicação estarem vivendo um momento de repressão devido às falas e atitudes do atual presidente da república Jair Bolsonaro, onde muitos dos seus seguidores estão literalmente agredindo fisicamente e verbalmente muitas empresas midiáticas seja pessoalmente ou até mesmo online, temos que manter nosso código de conduta que é ser imparcial, lutar pela liberdade de pensamento, de expressão e pelo livre exercício da profissão. Devemos defender a soberania nacional em seus aspectos políticos, econômicos e sociais além de, claro, ter compromisso com a comunidade. NOSSO DOCUMENTÁRIO INVISÍVEL contará a história de duas pessoas que estão vivendo suas vidas de formas opostas, devido à quarentena que está acontecendo em São Paulo. Enquanto um tem que sair de casa para trabalhar pois sua empresa não parou, a outra pessoa, por decreto de sua empresa, está trabalhando de casa. Ambos mostrarão seu dia a dia nessa quarentena. DIREITO DE IMAGEM Nesse documentário o foco principal será dois integrantes da produtora Royalty Audiovisual. Os direitos de imagem solicitados são apenas da família (a única que apareceu no documentário) de uma personagem. Sendo assim, com a autorização desses indivíduos, estamos cumprindo a Lei da Constituição Federal de 1988, Artigo 5°. Porém, conforme informação da coordenação do curso, não seria necessário anexar nenhuma autorização de imagem em documento devido à pandemia e à quarentena, pois não temos onde imprimir as vias para serem assinadas. Contudo, a Royalty procurou algum aplicativo ou site que permitisse
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que fizéssemos uma assinatura online, e conseguimos achar uma plataforma que nos possibilitou anexar essas autorizações de imagem. GRAVAÇÃO EM LOCAIS PÚBLICOS Todo cidadão tem direito de fazer fotos ou vídeos em locais públicos conforme Lei 6171/16. Sendo assim, outro personagem do nosso documentário, por não ter sido liberado pela sua empresa na quarentena, mostrará sua ida e volta do trabalho, na rua, nos ônibus, etc. Infelizmente não conseguimos autorização da empresa em que ele trabalha para gravações internas, e para não desrespeitarmos a lei de direitos de imagens em empresas privadas, não haverá nenhuma imagem do mesmo em seu horário de trabalho. IMAGENS DE ARQUIVO No documentário INVISÍVEL, utilizaremos algumas reportagens de emissoras informando sobre o COVID-19. Respeitando a Lei nº 10.695, de 1º de julho de 2003, todos os vídeos e matérias serão creditados a seus devidos autores. REGISTRO E DISTRIBUIÇÃO DA OBRA INVISÍVEL será registrado no nome dos nove colaboradores que compõem a Royalty Audiovisual pois, por ser uma produtora acadêmica, não possui CNPJ por enquanto. Os locais que provavelmente registraríamos a obra seria Ancine e Biblioteca Nacional (RJ), por terem poucas burocracias para os registros. O documentário seria divulgado pelas redes sociais da produtora Royalty Audiovisual, pelos componentes da produtora e pelo site da produtora, e seria distribuído primeiramente através da plataforma YouTube, buscando parcerias para, quem sabe, não conseguir distribuição em alguns streamings pagos como Netflix, GloboPlay, etc, ou até mesmo parcerias com algumas emissoras que são conhecidas por transmitir documentários como Discovery Channel.
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5 – ANEXOS 4.1 – AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM E SOM
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6 – BIBLIOGRAFIA
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