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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL RÁDIO, TV E INTERNET - 2°/3° SEMESTRE
PRODUTORA OLIMPO
REVISTA ELETRÔNICA + PODCAST
Bíblia de Produção do Projeto Interdisciplinar II: Revista Eletrônica e Podcast , apresentado e produzido pela Produtora Olimpo, 2°/3° Semestre Noturno de Rádio, TV e Internet, da Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Liberdade.
SÃO PAULO 2020 2
INTEGRANTES: Flávio Silva Sales 2093483-1
Gabriel Gonçalves Lucena Campos 2128211-1
Guilherme Luccas Rodrigues Peixoto 2250437-1 Julianna Harsche Silva 2060958-2 Laís Caroline da Silva Nascimento 2072152-8
Luan Rodrigues Ribeiro 2294450-8
Lucas Adriano Dametto Salazar 2212578-7 Mateus Mendes de Souza 2124034-5
Natalha Nascimento Santos Leoncio 2061604-0 Pamela Rodrigues dos Santos 2302594-8 Thiago Vicente Santos 2092607-3
Vitor Dinis Fonseca 2334624-8
PROFESSORES ORIENTADORES: Prof. Me. Alexandre Henrique
Prof. Dr. Bruno Tavares Prof. Me. Elisa Marconi
Prof. Me. Krishna Tavares Prof. Dra. Maria Aparecida Ruiz Prof. Me. Patricia Assuf
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SUMÁRIO PRODUTORA OLIMPO MISSÃO VISÃO VALORES EQUIPE Flávio Silva Sales Gabriel Gonçalves Lucena Campos (Biel Lucena) Guilherme Luccas Rodrigues Peixoto Julianna Harsche Silva Laís Caroline da Silva Nascimento (Guel) Luan Rodrigues Ribeiro Lucas Adriano Dametto Salazar Mateus Mendes de Souza Natalha Nascimento Santos Leoncio Pamela Rodrigues dos Santos Thiago Vicente Santos (Blue) Vitor Dinis Fonseca ORGANOGRAMA
6 6 6 6 7 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
REVISTA ELETRÔNICA: POP SHOW SINOPSE OBJETIVOS DESCRIÇÃO CENÁRIOS PERFIL DOS APRESENTADORES PROGRAMAÇÃO DO EPISÓDIO PILOTO Reportagem sobre Serviços de Streaming: Storytelling “Girl Power no Cinema”: Indicações: Entrevista Rafael Castro: CURRÍCULO RAFAEL CASTRO PÚBLICO-ALVO VEICULAÇÃO
20 20 20 20 22 24 25 25 25 25 25 26 27 28
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PODCAST: THUNDERCAST SINOPSE OBJETIVO DESCRIÇÃO PERFIL DOS APRESENTADORES PROGRAMAÇÃO DOS EPISÓDIOS EP 1 - ADAPTAÇÕES AUDIOVISUAIS DE QUADRINHOS PELO MUNDO EP 2 – DIVERSIDADE NOS QUADRINHOS PÚBLICO-ALVO VEICULAÇÃO
29 29 29 29 30 30 30 30 30 30
CONSIDERAÇÕES RELATOS INDIVIDUAIS Flávio Gabriel Guilherme Julianna Laís Luan Lucas Mateus Natalha Pamela Thiago Vítor
32 32 32 32 33 34 34 35 35 36 36 36 36 37
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS WEBGRÁFICAS VISUAIS DE PROPOSTA
37 37 38 38 39
ANEXOS “ROTEIRO” E PESQUISA PODCAST ROTEIRO REVISTA ELETRÔNICA
40 40 50
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PRODUTORA OLIMPO
MISSÃO I.
Entreter e informar as pessoas de um modo claro e fácil.
II.
Produzir, de forma dinâmica e diversificada, conteúdos audiovisuais.
III.
Conscientizar e enfatizar o respeito mútuo entre colaboradores.
IV.
Prezar pela distribuição de produtos que possam efetivamente contribuir com a diminuição dos preconceitos.
VISÃO I.
Ser uma empresa inovadora e criativa no desenvolvimento de projetos, com o compromisso de promover a diversidade sob todos os aspectos sociais.
VALORES I.
Qualidade e inovação atendendo às expectativas e as necessidades do público.
II.
Valorização da diversidade.
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EQUIPE Flávio Silva Sales Ator, Cantor e Drag Queen Mais gosta de fazer: atuar e cantar.
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Gabriel Gonçalves Lucena Campos (Biel Lucena) Ator e atendente na Cruzeiro do Sul Mais gosta de fazer: Ir ao cinema e no teatro
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Guilherme Luccas Rodrigues Peixoto Ator, produtor cultural, compõe o time de harmonia de uma escola de samba (Unidos do Peruche) Mais gosta de fazer: Dançar e atuar
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Julianna Harsche Silva Estudante Mais gosta de fazer: ler mangás shoujo e dançar.
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Laís Caroline da Silva Nascimento (Guel) Ator Mais gosta de fazer: Ver anime, treinar dublagem, atuar.
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Luan Rodrigues Ribeiro Produtor Gráfico Mais gosta de fazer: Estudar e pesquisar tudo sobre o audiovisual.
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Lucas Adriano Dametto Salazar Office-Boy Mais gosta de fazer: Jogar e assistir futebol
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Mateus Mendes de Souza Ator e Estudante Mais gosta de fazer: Desenhar e ouvir música.
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Natalha Nascimento Santos Leoncio Analista de atendimento
Mais gosta de fazer: Ouvir música e tirar fotos
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Pamela Rodrigues dos Santos Mais gosta de fazer: Editar áudio
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Thiago Vicente Santos (Blue) Corretor de Seguros Mais gosta de fazer: Ouvir e criticar música.
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Vitor Dinis Fonseca Ator e operador de atendimento Mais gosta de fazer: Assistir novelas, filmes e séries.
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ORGANOGRAMA
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REVISTA ELETRÔNICA: POP SHOW
SINOPSE O Pop Show é uma revista eletrônica em animação que aborda temas pertinentes em cultura pop, em diversidade e juventude. É um programa destinado ao público jovem-adulto e que traz notícias, entrevistas e indicações para os consumidores de cultura popular.
OBJETIVOS Entre seus principais objetivos, o Pop Show se configura como um programa de “infotenimento”, visando um aspecto jornalístico que tanto informe quanto divirta. Em seu artigo “A Notícia light e o jornalismo de infotenimento” para a Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade Anhembi Morumbi, Fabia Angélica Dejavite afirma este espaço de ‘infotenimento’ c omo um espaço para matérias que visam informar e entreter (pág. 2) e possui um caráter híbrido entre informação e entretenimento e narração e formato (pág. 3).
DESCRIÇÃO Para o projeto interdisciplinar deste semestre, nos foi proposta a produção do gênero televisivo “Revista Eletrônica”. Segundo Aronchi, em seu livro “Gêneros e Formatos na Televisão Brasileira” (2004), o gênero revista se caracteriza principalmente por sua variedade de formatos (o que, para ele, torna a idéia difícil em sua concepção, já que traria para programa um perigo de descaracterização deste gênero e confusão por parte do público). O próprio em seu livro, sugere: O gênero revista é uma tentação para desenvolver um programa com tudo que exista de formatos para preencher toda a duração com várias atrações. Isso constitui um perigo potencial, pois pode descaracterizar
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o gênero e confundir o público, que não sabe o que assistir no programa e, na dúvida, troca de canal. (ARONCHI, 2004, p. 129)
Dada tal dificuldade de não cruzar a limiar de confusão do telespectador, o projeto de
revista da produtora Olimpo teve como base utilizar a linguagem de infotenimento – unir informação e entretenimento - dada por Aronchi também como a ideal para atrair o público, já que segundo ele, a notícia passa a ser o espetáculo (ARONCHI, 2004). Marcondes Filho conceitua melhor a procura deste “jornalismo divertido” como forma de empatia do telespectador quanto à notícia: O real tem que se moldar aos modelos da ficção para ser ‘telejornalizável’ [...] é preciso tornar o acontecido (a verdade) em algo sedutor, pois uma verdade morna não atrai ninguém [...] se a TV consegue fazer com que eu me fixe a ela, se ela me prender e eu sentir ligação, emoção, envolvimento, eu me sentirei, então, ‘como se eu estivesse lá’. O telespectador busca na TV sentir as mesmas emoções que ele gostaria de poder viver no real, presenciando a coisa. Quando a TV lhe proporciona isso [...] ele sente internamente um conforto, o de ter participado vivamente do acontecimento. Isso lhe dá um valor de verdade e de autenticidade (MARCONDES FILHO, 2002, p. 85). Dado o embasamento teórico, nossa revista eletrônica teria como proposta englobar temas sobre a cultura pop atual, desde notícias, entrevistas e indicações, visando alcançar um equilíbrio entre as informações apresentadas e um aspecto de entretenimento tanto na linguagem quanto nos aspectos estéticos. Dito isso, essa tal estética estaria relacionada, principalmente na direção de arte e edição das cabeças com os quadrinhos da década de 60 e 70, ou seja: I.
Traria cores mais marcantes;
II.
Seria uma revista com as cabeças constituídas em animações, os personagens animados que seriam os apresentadores seriam dublados;
III.
Apresentadores Super-Heróis: Personagens que existem somente no contexto desse programa, para dar uma sensação lúdica à revista, mesmo que ela trate de notícias reais;
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IV.
Quadros, Entrevistas e Reportagens abordando temáticas reais, e com convidados reais que seriam entrevistados pelos personagens lúdicos.
CENÁRIOS
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Para os cenários da revista eletrônica foram referenciados os cenários base de programas de TV, mais especificamente de programas jornalísticos, além das influências de cenários em desenhos animados de super-heróis.
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PERFIL DOS APRESENTADORES Como dito anteriormente, iria ser usada para a Revista Eletrônica, a estética de quadrinhos de super-heróis dos anos 60 e 70, e para isso, resolvemos criar dois personagens, um masculino e um feminino, que seriam responsáveis por guiar o programa, no papel de apresentadores. As cabeças teriam certo teor narrativo e ficcional, como numa esquete, onde os personagens, com noção de que estariam apresentando um programa de TV sobre cultura pop, iriam lidar com o “cotidiano do herói”. Seriam os apresentadores dois super-heróis: Scoop e Câmeraman, os dois não teriam suas histórias aprofundadas e permaneceriam numa existência superficial, para que o programa não se deixe submergir totalmente pela narrativa ficcional.
CÂMERAMAN
SCOOP
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PROGRAMAÇÃO DO EPISÓDIO PILOTO 1.
Reportagem sobre Serviços de Streaming: Com o surto do vírus COVID-19 muitos eventos foram adiados desde a copa do mundo em Tóquio até a estréia de filmes nos cinemas, ou simplesmente bilheterias de filmes sendo extremamente mais baixas que o esperado como foi o caso de Dois Irmãos, mas será que alguém está lucrando com essa quarentena? Essa é a pergunta que pretendemos responder em nossa reportagem sobre como os serviços de streaming podem estar se beneficiando com o número maior de pessoas dentro de casa.
2. Storytelling “Girl Power no Cinema”: Em nosso segundo quadro teremos um storytelling narrado e com ilustrações sobre a trajetória que levou até podermos ter filmes como “Aves de Rapina” e uma protagonista
feminina em “ Star Wars”, indo desde o papel da mulher como “dama indefesa” ou a super sexualização até a revolução de Katniss Everdeen.
3. Indicações:
O quadro de indicações sempre indicará filmes, séries, quadrinhos e álbuns musicais
dentro de seu tema semanal. Em nosso piloto iremos recomendar filmes nacionais que entraram para a lista do Oscar, contaremos sua sinopse e alguns detalhes mais técnicos, como por exemplo quem o dirigiu.
4. Entrevista Rafael Castro:
Para que a entrevista seguisse em uma linha baseada na realidade (sem envolver o
entrevistado na ludicidade dos apresentadores) resolvemos manter as perguntas sem relacioná-las muito com a temática mais irreal do programa:
I. II.
Como é ser um artista musical brasileiro nos dias de hoje, principalmente pela ascensão da música alternativa e independente? Quais são as suas influências musicais no Brasil? Que artistas você considera atemporais e necessários para a música nos dias de hoje?
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III.
Quais evoluções importantes pra você ocorreram com o tempo no cenário musical brasileiro?
IV.
Você tem indicações atuais? Qual sua opinião sobre o cenário da música brasileira hoje, você acha que é mais fácil outros gêneros além dos tradicionais fazerem sucesso?
V.
O que você ouve em relação à artistas internacionais? Você tem alguma diva pop preferida? Qual a importância hoje do audiovisual na música? A identidade visual de um projeto musical, desde clipe até fotografias de encarte são necessárias realmente ou podem ser deixadas em segundo plano?
VI.
➔ ➔ ➔ ➔ ➔
CURRÍCULO RAFAEL CASTRO Aulas de piano de 2014 até 2016; Lecionou Canto; Cantou no Coral de Música Clássica da Fundação do Teatro Municipal; Cantou no Coral do Coro Paulistano; Participou do Coral do Centro Cultural SP da Penha;
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PÚBLICO-ALVO Desde sua concepção, o Pop Show foi pensado como um programa que abordasse um nicho de cultura conhecido como “cultura pop”, que teve sua primeira grande e referência com a “Pop Art”, surgida no final da década de 50 no Reino Unido e nos Estados Unidos (SOARES, 2014). Em um artigo, o Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Midiáticas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Thiago Soares, define cultura pop como: [..] conjunto de práticas, experiências e produtos norteados pela lógica midiática, que tem como gênese o entretenimento; se ancora, em grande parte, a partir de modos de produção ligados às indústrias da cultura (música, cinema, televisão, editorial, entre outras) e estabelece formas de fruição e consumo que permeiam um certo senso de comunidade, pertencimento ou compartilhamento de afinidades que situam indivíduos dentro de um sentido transnacional e globalizante. (SOARES, 2014) Conforme este mesmo autor, este termo referia-se, no Brasil, ao que seria chamado de “popular midiático” ou “popular massivo”. Segundo pesquisas do site “ClienteSA”, que funciona como meio de informação da revista de mesmo nome (essa que, segundo ela própria se denomina “uma marca da Grube dedicada à geração e difusão de conhecimento na área de gestão de clientes através de suas mais variadas atividades, como mídia, produção de eventos, de premiações nacionais e internacionais, com uma grande rede de network.”) publicou, em 9 de Janeiro de 2017, uma matéria estatística sob o nome “Quem consome cultura pop?”, onde eles retiraram informações da quarta edição da revista G eek Power, realizada em parceria do Omelete Group e o IBOPE Conecta, chegando na conclusão de que os maiores expoentes de consumo deste tipo de segmento cultural são fãs entre 18 e 34 anos. Segundo a matéria: O fã de entretenimento tem de 18 a 34 anos (68%),mora no Sudeste (60%), tem ensino superior completo ou está cursando (65%), tem renda familiar entre 2 e 10 salários
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mínimos (64%) e 91% fazem compras online. (CLIENTESA, 2017) Nesta mesma pesquisa, é dada a informação de que ao menos 75% deste segmento adora histórias em quadrinhos, sendo destes 55% os que preferem edições físicas, 25% no computador e 12% para mobile. E é nesta informação que temos base para a criação da nossa Revista Eletrônica. Unindo o universo estético e visual dos quadrinhos e estes temas de cultura pop (já que no fim são consideravelmente para o mesmo alvo de público) indicaremos a programação de um episódio para esta massa consumidora, porém englobando também algumas idades anteriores aos 18 anos -no final, seria um programa jovem-adulto, com conteúdos de preferência etária dos 18 aos 23 anos, de classificação de 16 anos de idade, segundo o Sistema de Classificação Indicativa Brasileiro.
VEICULAÇÃO O Pop-Show teria uma periodicidade semanal no horário da tarde/começo da noite (18:30 - 18:45), e, com as normas do projeto, teria 13 minutos de duração ao total, sem contar com um intervalo de dois minutos para a programação comercial. Seria transmitido, por verossimilidade com o conteúdo, na MTV, que já possuía programas com propostas semelhantes (tais quais “Fudêncio e Seus Amigos”, e o “Infortúnio”).
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PODCAST: THUNDERCAST
SINOPSE O Thundercast é um podcast voltado para o público Geek ou Otaku para debater e comentar assuntos de ambas as culturas, desde quadrinhos, filmes e séries até mangás e animes, tudo com uma linguagem descontraída em forma de conversa. Além de trazer temas desde a diversidade, até adaptações cinematográficas.
OBJETIVO O objetivo principal se envolve principalmente em informar e ampliar os conhecimentos a respeito do universo dos quadrinhos, sendo eles ocidentais ou orientais. Além de incentivar a leitura e divulgar conteúdos menos conhecidos.
DESCRIÇÃO Os apresentadores irão apresentar o podcast com o formato de uma conversa entre amigos só que aberta ao público, comentando sobre os assuntos pré-determinados para cada episódio do programa, tudo com uma linguagem mais descontraída e jovem. Nosso podcast aborda conteúdos não muito abordados em podcasts, por isso, achar uma referência que se parecesse com o que tínhamos em mente não foi exatamente fácil. Para montarmos nosso podcast tiramos como referência dois podcasts de cultura Geek o Nerdcast e o 4coisas ambos abordando temas parecidos com os nossos, mas além deles tiramos como referência o programa do youtube intitulado OmeleTV para nos basearmos na dinâmica de apresentação, claro que como o OmeleTV é um programa audiovisual e não só em áudio muito precisou ser adaptado, mas chegamos a um equilíbrio que nos agradou. O mundo Geek é dominado pela maioria de homens brancos cis e héteros assim como o resto do mundo, mas para subverter esse padrão que se encontra até nos
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programas que apresentam esse tipo de conteúdo escolhemos apresentadores que entendam do assunto sem fazerem parte dessa maioria.
PERFIL DOS APRESENTADORES Julianna Harsche, perita em cultura asiática, mangás, animes e adaptações live action dessas obras, ela se focará em transmitir seus conhecimentos sobre essa cultura não só para o público, mas também para o seu co-apresentador Theo Mendes que não é muito familiarizado com essa parte da
cultura Geek, mas tem seus conhecimentos focados em quadrinhos, filmes e séries norte-americanas que serão seu foco de apresentação.
PROGRAMAÇÃO DOS EPISÓDIOS EP 1 - ADAPTAÇÕES AUDIOVISUAIS DE QUADRINHOS PELO MUNDO Este episódio abordará as diversas adaptações audiovisuais de quadrinhos pelo mundo além das mais conhecidas como Avengers, Liga da Justiça, Batman, Capitão América, entre outros. Os formatos a serem discutidos serão HQ’s, mangás, Manhwa (histórias em quadrinhos produzidas na Coréia do Sul), Manhua (histórias em quadrinhos produzidas na China) e Webtoons (manhwas publicados apenas online). EP 2 – DIVERSIDADE NOS QUADRINHOS Este episódio trará a diversidade existente no universo dos quadrinhos, diversidade a qual está aos poucos sendo cada vez mais e mais representadas pelos seus heróis e vilões favoritos.
PÚBLICO-ALVO O público alvo, tanto do podcast quanto o da revista eletrônica, giram em torno da cultura pop em geral, e jovens adultos, entre 18 e 23 anos.
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VEICULAÇÃO Após algumas discussões dentro da produtora decidimos que o melhor veículo para postarmos nosso conteúdo seria o Spotify, o Spotify ainda é um dos aplicativos mais usados para ouvir músicas e podcasts, ainda mais pelo público mais jovem (que seria nosso público alvo) considerando o tema e a linguagem do podcast. Thundercast é para todas as idades, mas o nosso foco é alcançar os jovens é por isso é bom estarmos onde eles estão.
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CONSIDERAÇÕES
RELATOS INDIVIDUAIS Flávio Iniciei o semestre com altas expectativas de aprendizado e trabalho, visto que esse era um semestre por mim cobiçado devido às disciplinas a serem ministradas (fotografia e roteiro para TV, por exemplo) e o semestre anterior ter sido importante para o meu processo acadêmico. A pandemia e todo o impacto em nossas vidas atrapalhou esse resultado almejado. A necessidade da quarentena, forçando a instituição a transmitir o conteúdo online, comprometendo consequentemente a absorção do mesmo, fez com com a sensação de que foi um ano perdido surgisse, o que perdurou por todo semestre, somado aos anseios pessoais alheios em consequência do momento que vivemos. Não considero um semestre válido, necessitarei correr atrás desse prejuízo. Devido a essa frustração contribui pouco para a execução dos projetos, a não ser na sugestão da idéia e concepção original que desencadeou no produto final.
Gabriel O projeto interdisciplinar desse semestre foi algo realmente interessante, não só por termos que produzir uma revista eletrônica e um podcast, que são plataformas criativas e áreas onde realmente podemos trabalhar no futuro, mas também por tudo o que foi acontecendo durante o processo de planejamento e a própria produção em si, tanto do projeto, quando do andamento do semestre estudantil como um todo. Todo esse caos e situação trazida pela pandemia que nos encontramos acabou modificando tudo que foi planejado no início e, especialmente para mim, acabou trazendo sentimentos agridoces em relação ao curso propriamente dito. No final, acredito que nosso grupo fez o melhor que poderíamos termos feito na situação em que estávamos inseridos, e fiquei até surpreendido com o quão satisfeito
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fiquei com o resultado, mas, por outro lado, me encontro um pouco decepcionado em como a universidade e a reitoria lidou com o nosso projeto e plano de ensino de forma geral. Claro que sei que não é culpa de ninguém, muito menos dos nossos professores que nos auxiliaram de forma gratificante, principalmente falando de mim, que iria inclusive trancar o semestre, mas fui auxiliado por todos eles que me instruíram nos demais projetos apresentados, mas acredito que a universidade deveria ter tido mais tato com o planejamento imediato do nosso ensino, que acabou sendo infinitamente prejudicado, e sinto que o projeto acabou se tornando apenas algo para poder apresentar e receber nota, do que propriamente um processo de aprendizado e de produção, como foram nos semestres anteriores. Referente ao podcast, fiquei muito satisfeito com meus colegas que fizeram a apresentação e edição, não sou uma pessoa que costumo ouvir esse tipo de conteúdo, mas ainda assim fiquei extremamente empolgado com a perspectiva de talvez continuar com esse trabalho no futuro, além de orgulhoso por eles terem feito uma apresentação extremamente profissional. Já quanto à revista eletrônica, que tive mais contato no processo geral, o resultado foi um sucesso muito bem trabalhado por todos nós. A ideia que trazemos de um programa animado, visto que não teríamos recursos e condições para fazer o que foi inicialmente planejado, foi de extrema criatividade e dedicação de todos nós para que pudesse dar certo. Agradeço infinitamente também à todos que, de fora e de certa forma, ajudaram na realização desse trabalho, e também ao nosso convidado entrevistado Rafael Castro. No geral, acredito que foi mais um trabalho realizado com êxito pela Produtora Olimpo, onde mostramos que além de sermos um grupo preenchido de criatividade, sabemos contornar qualquer obstáculo que nos apareça.
Guilherme Esse período de quarentena tem sido desafiador em todos os sentidos e para todas as pessoas. Quando optei pelo curso presencial, foi justamente por não apostar que comigo as aulas EAD pudessem dar certo, sempre tive dificuldades para armazenar ensino a distância. Acho que a proposta manter as atividades na prática, mesmo com a Pandemia, foi bem legal mas, não ter estrutura e equipamentos que teríamos presencialmente, diminuiu o ritmo e também a expectativa.
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Tentei abrir a mente para me adaptar ao processo atual em que vivemos, apostando que a distância daqui alguns anos ganhará força e que também temos muitas coisas a nosso favor porém, não consegui desenvolver o quanto gostaria. Mesmo entendendo que esse período chegou como uma experiência nova para os professores, acho que, hierarquicamente, os alunos sofreram muito mais para filtrar e aprender. Quando soube o que seria o trabalho do interdisciplinar, criei muita expectativa. Ter contato com podcast que eu não consumia muito foi bem especial, ampliei minha percepção e muito, por conta dos meus amigos da Olimpo que entendiam um pouco mais e deram todo o suporte. Tecnicamente, as edições e ferramentas que tínhamos para trabalhar, ao meu ver resultou num trabalho positivo. Nossa revista eletrônica também, pois os conteúdos que escolhemos é o reflexo do que gostamos e temos afinidade. Houveram muitas adaptações por conta do formato das aulas e com certeza nos obrigaram a cumprir o trabalho de uma maneira distante do que imaginávamos. Eu particularmente me frustrei; parece que pensar na nota e em como faríamos, preocupou mais do que o processo de aprendizagem.
Julianna Este trabalho foi um grande desafio, não apenas pessoal, mas também dentro da produtora de produzir um trabalho de qualidade dentro da situação em que nos encontramos. O auxílio dos professores e o trabalho em grupo foi crucial para que conseguíssemos concluir tanto nossa revista eletrônica, quanto o podcast. Desde o início trouxemos propostas de temas que nós fossemos público e que gostássemos de falar, para assim trazer um conteúdo de qualidade e ao mesmo tempo nos divertíssemos produzindo. Mesmo à distância cada um cumpriu seu papel trazendo pesquisa, alternativas de gravações que fossem de acordo com a quarentena, gravações de áudio e até mesmo as animações que usamos no trabalho como forma de mesmo de longe poder ter nossos dois apresentadores no mesmo ambiente. Apesar da dificuldade este foi um trabalho extremamente recompensador de se fazer.
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Laís Fazer este semestre foi algo bem desafiador, alguns momentos o desânimo acabava consumindo a mim e alguns de meus colegas de produtora, mas sempre tentávamos nos manter firmes com idéias futuras, palavras de conforto e positividade. Apesar de não contribuir muito com as atividades propostas me dava orgulho de ver cada conquista de meus colegas e o alívio de mais uma tarefa cumprida, que tudo volte ao normal logo para os semestres futuros serem melhores que esse.
Luan Durante a realização do Projeto Interdisciplinar, assumimos o desafio de desenvolver um projeto, único, inovador e muito criativo. Acredito que as dificuldades que Passamos ao Longo desse processo, serviram para Destacar as nossas qualidades individuais e coletiva, fomos capazes de Reestruturar todo um projeto que já estava encaminhado, as Barreiras que essa Pandemia nos colocou, serviram para a evolução da nossa Produtora. Não foi Fácil chegar Até aqui, mas nós conseguimos. Agradeço a oportunidade de trabalhar com pessoas tão Maravilhosas, me faltam palavras
para enaltecer o quanto foram
Fundamentais para que tudo isso fosse possível. Me sinto privilegiado por Fazer parte de um grupo tão unido e Dedicado, a OLIMPO é muito mais que uma Produtora, somos uma Família. E não poderia de Deixar de Agradecer aos Professores, que se reinventaram e se esforçaram ao Máximo para entregar o melhor Possível da suas Disciplinas. Mas com tudo isso que Passamos ao longo dessa etapa, nos trouxe outra visão e nos fez refletir na Área de atuação que escolhemos para a nossa vida. Aprendemos muitas coisa ao Longo desse processo, posso afirmar que estamos mais preparados para o nosso Futuro próximo, e seremos Profissionais que vão se destacar, seja qual for a área de atuação no Mercado Audiovisual.
Lucas Infelizmente não foi o semestre dos sonhos, foi na contramão do que todos imaginavam e prejudicou não só nós universitários, mas também familiares, amigos e desconhecidos. Poucos tem culpa do rumo que a coisa tomou, porém, todos podem e devem ajudar a solucionar o problema ou amenizá-lo.
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Ainda assim tivemos aulas... remotas, pobres de conhecimento, difícil acesso. Os professores assim como nós se esforçaram, procuraram ajudar da melhor forma possível, uns mais outros menos, mas todos nos superamos. De uma forma ou de outra aprendemos muito com esse semestre, voltaremos (nem todos) com ideias mais bem formuladas e experiências inigualáveis que a quarentena nos proporcionou. Infelizmente algumas “coisas” não tem volta como as aulas e acho que esse é o melhor ensinamento que adquirimos nesse período.
Mateus Sinceramente esse foi de longe meu pior semestre na faculdade, as limitações por estar em isolamento social na maior parte dele com certeza foi o motivo principal pelo qual eu tive tantas dificuldades, por ser alguém com muita dificuldade de manter o foco, ter aulas por um computador foi basicamente impossível para mim, apesar de ter me esforçado ao máximo para cumprir com o que era pedido sinto que não atinge nem 20% do que poderia ter feito. Apesar das muitas dificuldades gostei do resultado do nosso trabalho, mas com certeza teria feito diferente em uma situação diferente.
Natalha Esse semestre sem dúvidas foi o mais difícil e desafiador que tivemos, realizar um interdisciplinar somente com ferramentas que tínhamos, entregas, prazos, consumiram totalmente nossa mente. Reuniu tristeza, desânimo e vontade de desistir. Mas também deu orgulho de ver que todos nós conseguimos entregar o trabalho, seja de qual modo fosse. Esperamos que tudo volte ao normal, para que possamos desfrutar do próximo semestre.
Pamela Esse semestre foi o meu primeiro cursado na faculdade Cruzeiro do Sul e eu tive a sorte de encontrar uma produtora cheia de pessoas talentosas que deram o máximo para a realização da revista eletrônica e podcast. Foi um semestre difícil, mas descobrimos novos potenciais a serem explorados ao sairmos da área de conforto e espero evoluir cada vez mais.
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Thiago O começo do ano prometia muito, e realmente foi bem complicado quando as coisas começaram a desabar, várias das nossas idéias e expectativas iniciais tendo de ser reformuladas nova e novamente, o afastamento que tivemos de ter da faculdade e a quantidade dobrada de trabalho para entregar algo aproveitável no final, de longe. Não sinto que esse semestre foi um avanço para mim, mesmo com a experiência de apresentador que eu tive novamente, nem que eu tenha perspectivas novas sobre assuntos que eu me interessava nas matérias, muito menos de que evoluí em quaisquer quesitos, porém, de fato, mais um trabalho foi concluído. Espero sinceramente que tudo melhore.
Vítor O ano de 2020 começou cheio de expectativas, encontrei um trabalho e fiz a matrícula na universidade, entrei na Cruzeiro do Sul muito animado, mas ao mesmo tempo cheio de medo e insegurança, pois fazia três anos que tranquei o curso na Universidade São Judas Tadeu. O universo conspirou ao meu favor e fui acolhido pela Produtora Olimpo, que já tinha uma ideia formada sobre o projeto da Revista Eletrônica, embarquei na ideia deles e começamos a produzir, mas fomos barrados pelo elemento surpresa, a Covid-19. O isolamento social prejudicou bastante nossa produção e meu aprendizado, obviamente foi uma novidade para todos, tanto alunos como professores, dentro das adequações possíveis realizamos um bom semestre e absorvi o máximo possível. A Produtora Olimpo trabalhou duro para entregar um conteúdo de qualidade e divertido e na minha humilde opinião realizamos a missão. Agradeço a todos os mestres e os membros da Olimpo que me ajudaram nesse semestre.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DE SOUZA, José Carlos Aronchi. Gêneros e formatos na televisão brasileira. Summus Editorial, 2015. MARCONDES FILHO, Ciro. Dicionário da comunicação. Pia Sociedade de São Paulo-Editora Paulus, 2014. SOUSA, Adão; BESSA, Fátima. Podcast e utilização do software Audacity. AA Carvalho, Manual de Ferramentas da Web, v. 2, p. 41-56, 2008.
WEBGRÁFICAS DEJAVITE, Fabia Angélica. A notícia light e o jornalismo de infotenimento. In: Congresso Brasileiro de Ciências
da
Comunicação.
2007.
Disponível
em:
<http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R1472-1.pdf> / Acesso em 26 de Abril de 2020. SOARES, Thiago. Cultura pop: interfaces teóricas, abordagens possíveis. In: Trabalho apresentado ao DT Comunicação, Música e Entretenimento do XXXVI Intercom–Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, na Universidade Federal do Amazonas, Manaus, de. 2013. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2013/resumos/R8-0108-1.pdf> / Acesso em 26 de Abril de 2020. CLIENTE
S.A.
Quem
consome
cultura
pop?
Disponível
em
<https://www.clientesa.com.br/estatisticas/63370/quem-consome-cultura-pop> / Acesso em 27 de Abril de 2020
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VISUAIS Figura 1: Marvel Origens - A Década de 1970 -, página 57. Nossa principal referência para o caráter visual da revista eletrônica eram os quadrinhos dos anos 70/80, a estética colorida e figurinos
extravagantes
dos
super-heróis.
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DE PROPOSTA Figura 2: Infortúnio com Funérea, programa da MTV Brasil. Derivado do desenho “Fudêncio e seus Amigos”, onde Funérea toma o papel de apresentadora de um talk-show. Relacionando-o com o pop-show, a proposta implícita do programa é de entrelaçar o real com o animado, já que as entrevistas são feitas com personalidades reais (em sua maioria), mas a Funérea é um personagem irreal e dublado conforme um roteiro.
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ANEXOS
“ROTEIRO” E PESQUISA PODCAST PODCAST EPISÓDIO 1: Dos quadrinhos para as telas. O DOUTRINADOR Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de Doutrinador envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos. Diretor: Gustavo Bonafé Estreia: 01/11/2018 Baseado nos quadrinhos de Luciano Cunha Crítica por OmeleTV: A política, atualmente, é um tema que tem dividido o Brasil e o diretor Gustavo Bonafé decidiu criar um filme que tocasse nesse tema, mas não tomasse partido. Ao contrário de outras produções, é impossível ligar os personagens do filme aos principais nomes políticos do país e, com isso, ele cria um
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filme que tenta agradar todos os públicos e visa apenas o entretenimento, evitando causar qualquer tipo de reflexão no espectador. O Doutrinador está ali para acabar com corruptos – e é isso que ele vai fazer. As cenas de ação são algumas das melhores já feitas no cinema brasileiro. A coreografia e a edição dão um dinamismo que realmente empolga em alguns momentos. Tudo isso aliado a fotografia, que explora muito bem a noite e cria cenas belas ao longo da produção, e a trilha sonora, que abre o filme em alto nível com “Brasil com P”, do Gog. O filme consegue equilibrar bem os elementos visuais caricatos dos quadrinhos com a realidade, mas tropeça no roteiro. Um dos grandes problemas do longa é a necessidade de mostrar o quanto os políticos corruptos são maléficos. A todo o momento eles aparecem caçoando do povo, dando grandes e “malvadas” risadas junto com frases de efeito vazias. Com isso, a produção reforça sem necessidade que eles são os verdadeiros vilões – algo que o espectador entendeu desde a primeira cena. Ao mesmo tempo, o filme tropeça no início na relação do herói com sua filha e sua ex-mulher, onde literalmente não há conflito. A necessidade de mostrar que ele era um pai perfeito dá um ao filme uma sensação de “comercial de margarina”, onde a felicidade da família parece forçada. Toda a transformação do herói parece apressada para caber em um filme e, com isso, perde-se a chance de explorar os verdadeiros sintomas da corrupção tocando apenas a ponta do iceberg. Além disso, Miguel parece ser um homem preparado pra tudo e, com o mínimo de ajuda de Nina, a hacker vivida por Tainá Medina, consegue invadir qualquer complexo e realizar qualquer missão ao mesmo tempo que a polícia comete erros bestas e perde pistas óbvias para impedi-lo. No próximo ano, haverá uma série baseada na história – o que deve favorecer a obra, uma vez que com mais capítulos os roteiristas serão capazes de dar mais camadas e complexidade aos personagens.
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TURMA DA MÔNICA LAÇOS E LIÇÕES O Floquinho desaparece. Para encontrar seu cachorro de estimação, Cebolinha conta com os amigos Cascão, Mônica e Magali e, claro, um plano infalível. Estreia: 27/07/2019 Diretor: Daniel Rezende Baseado nos quadrinhos de Lu e Victor Cafaggi Com os personagens de Maurício de Souza. Crítica: O alvoroço coletivo criado na internet com o anúncio de um filme em live action de Turma da Mônica foi real. É realmente empolgante ver, nas telas do cinema, algo que acompanhamos durante nossas infâncias e que está presente na rotina do brasileiro por mais de 30 anos. As adaptações dos gibis de Maurício de Sousa já ganharam as telonas com filmes animados da turminha, além das vezes em que a turma já ganhou vida em espetáculos, shows globais de fim de ano, Crianças Esperanças, e por aí vai. Mas interpretados por atores mesmo, de verdade, é a primeira vez. Turma da Mônica: Laços estreia no fim do mês, mas o Fale de Cinema já assistiu.
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A trama é adaptada da HQ (sim, HQ, e não gibi) de mesmo nome, de Vitor e Lu Cafaggi, lançada em 2013 pela Panini. Floquinho, o cachorrinho de estimação do Cebolinha (Kevin Vechiatto) desaparece misteriosamente, assim como outros dogs do bairro do Limoeiro. Determinado a ter seu companheiro de volta, Cebolinha conta com a ajuda de Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) em uma aventura repleta de desafios e superações para encontrar os animais desaparecidos. Pontos positivos Bem, vamos lá. Se você é daquelas pessoas que espera ver aquele conteúdo mega colorido das páginas no cinema, parabéns, esse filme é uma ótima pedida para você. A direção de arte mandou muito, mas muito bem. Em Laços, fez-se a opção de seguir a linha visual do gibi, e não da HQ que originou a história. O filme consegue transportar toda aquela ambientação dos gibis para o filme: realmente enche os olhos a forma como o bairro do Limoeiro é representado. As casas, carros, figurinos e locações te fazem lembrar da época que você sentava e lia, sem parar, os quadrinhos da turma da mônica. A Turma, em si, é bem parecida, principalmente Magali, Mônica, Cascão e Cebolinha (nessa ordem). Causa um certo estranhamento ver esses dois últimos com tanto cabelo, visto que eram os mais… carequinhas, por assim dizer. Os personagens secundários, como Titi, Aninha, Jeremias, os pais da turma (com exceção do sr. Cebola, que também entra nessa de ser cabeludo), os vendedores ambulantes… é tudo muito bem escolhido e apresentado. É show. É caprichado, beira à perfeição. A boa notícia é que isso não demora a aparecer! Vem logo um pacotão de memórias afetivas nas primeiras cenas. E realmente o filme começa muito bem. A sequência de ação inicial é muito bem construída, por ser justamente aquilo que o fã espera: um plano “infalível” que dá errado, uma perseguição e coelhadas. Cena de “Laços”, HQ que inspirou o filme de Daniel Rezende.
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A participação do Louco (Rodrigo Santoro) é, para mim, um dos destaques do filme. Sério, é maravilhosa. E nesse esforço de inserir todos os personagens, conseguimos ter um gostinho até da Turma do Penadinho, com a aparição do que eu acredito ser o Cranicola. Pode ser só uma tremenda coincidência, mas mesmo assim é bem legal. Dado o desenrolar do filme, talvez fique claro o porquê da escolha dos diretores de brindar o público logo de cara com essas cenas extremamente bem adaptadas: o desenvolvimento da história e o plot deixam um pouco a desejar. E é aí que surgem minhas principais críticas para Laços. Pontos Negativos Se você esperava um filme de emoção, para chorar copiosamente lembrando da sua infância, eu arrisco dizer que esse objetivo pode ficar comprometido. A parte que deveria ser sensível… Não é. E eu não consegui entender o porquê, já que o filme tem quase uma hora e meia de duração. Da metade do filme para o fim, que é justamente nas cenas que os personagens enfrentam conflitos sentimentais, essa abordagem da atuação é deixada de lado. E isso é perceptível. E não critico os atores, crítico a direção que falhou nesse aspecto, de deixar transparecer a sensação de “fala decorada” e sem emoção em determinados trechos. São coisas, por exemplo, que idealmente deveriam ser ditas com entonação alta e expressão facial bem marcada, mas são ditas naturalmente, como se um script estivesse sendo lido pela primeira vez. O longa também dá umas vaciladas nas interações entre os personagens. Cebolinha e Cascão, por vezes, não tem a química característica dos melhores amigos. E mesmo que mais apagada nas histórias, senti que perderam a chance de dar mais destaque para a Magali, que, na minha opinião, tem histórias divertidíssimas nos almanaques e gibis. E isso foi o que mais me incomodou, porque me frustrou. Essas falhas acontecem justamente no momento que seria o gatilho para o fã na poltrona chorar desesperadamente. Eu esperava ter chorado nesse filme, mas o máximo que esbocei foram alguns olhos marejados.
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Uma outra coisa que foi meio deixada de lado foi a causa, o motivo que leva o vilão a fazer o que faz. Claro, mostra o que é, e você subentende que é por aquela razão, mas é literalmente coisa de segundos. É algo que poderia ter sido melhor explorado no tempo que o filme tem. Outros pontos As referências aos gibis e também à esse fenômeno das adaptações live action são muito bem feitas em Laços. Tem uma cena com um plot ótimo sobre a questão dos sapatos, já que Cebolinha é o único da turma que está sempre usando tênis, enquanto os outros personagens não. É sutil, mas quem acompanhou os gibis vai sacar na hora. Quem esperava uma cameo do Maurício de Sousa, à lá Stan Lee, também vai ser agraciado como uma participação sen-sa-cio-nal do criador de tudo aquilo. Além disso, temos Leandro Ramos, o Julinho da Van, de Choque de Cultura, também em participação especial muito divertida. Turma da Mônica: Laços é um filme bem adaptado de histórias em quadrinhos, feito para agradar o público com memória afetiva e também às crianças que estão conhecendo a história, mas que desliza em certos pontos de roteiro e direção. OS GUARDIÕES Em plena Guerra Fria, uma organização secreta chamada Patriota recrutou um grupo de super-heróis russos com o objetivo de defender o país de ameaças sobrenaturais. Diretor: Sarik Andreasayan Estreia: 03/08/2017
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Crítica: É como se a Rússia entrasse numa espécie de “Guerra Fria” do mercado de cinema com 17 anos de atraso. Desde 2000, quando X-Men foi lançado, a arrecadação das bilheterias dos filmes de super-heróis cresceu em progressão geométrica. A ponto do subgênero (não é segredo), hoje hegemônico, se tornar o mais lucrativo entre todos. A esse período, já duradouro, acompanhou-se, também, em diferentes níveis, um aumento da sofisticação dos roteiros desse tipo de filme. No intuito de surfar essa onda - e faturar algum -, uma produtora do país europeu desenvolveu (ou comprou) um software para caprichar nos efeitos visuais. Mas se esqueceu do texto. E o resultado é Os Guardiões, uma espécie de versão russa para Os Vingadores (ou Quarteto Fantástico, não importa), que mais parece uma paródia de um filme de super-heróis do que uma produção do gênero, propriamente. Só que, depois de quase duas décadas de exposição a superpoderes na tela, o público não é mais inocente. “Então quer dizer que eu tenho 15 dias para percorrer toda a Rússia e montar um time de super-heróis para combater um supervilão?”, pergunta a agente responsável por unir o grupo. Para além da resposta óbvia, o caráter vago e genérico da frase da personagem resume bem a sinopse de Zashchitniki (no original). Dirigido por Sarik Andreasyan, o longa, que se passa, ironicamente, no contexto da Guerra Fria, conta a história de quatro cobaias que ganharam poderes extraordinários depois de passarem por experimentos genéticos e são reunidos para combater o cientista desertor que os criou (e agora quer dominar o mundo). É, você já viu esse filme.
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Alguém pode até argumentar que essa é a gênese de nove (dez?) entre dez super-heróis dos quadrinhos da Marvel-DC, que se trata do clássico conflito do bem vs. mal - e essa pessoa não estaria de todo errada. Mas não há qualquer contexto para o surgimento dos personagens, que são um somatório de todos os clichês do gênero, de modo que é impossível estabelecer alguma empatia. Na verdade, até há a tentativa. Mas o tiro sai pela culatra. Cada um dos quatro personagens centrais têm o seu “momento Kodak”, em que abrem o coraçãozinho para a oficial que os recruta - o que é uma estratégia do roteiro de tentar humanizá-los, claro. O resultado da combinação do texto artificial com as atuações sofríveis é o ridículo. Em alguns momentos, a agente chega a tirar os óculos escuros para mostrar o esforço da lágrima que ela tenta verter, enquanto a trilha, pesada e cafona, faz questão de sublinhar que se trata de um momento emotivo. Verdade seja dita, os efeitos especiais - o grande investimento do filme -, embora estejam longe de serem perfeitos, até convencem, ao se levar em conta que trata-se de uma produção de fora das colinas de Hollywood - uma cópia cara que tem até cenas pós-crédito. Mas com um texto infantil e uma narrativa que mais lembra uma novela mexicana, Os Guardiões é uma paródia involuntária que tem a cara de pau de se levar a sério demais. Do contrário, você vai rir como nunca. Tomara que os russos tenham, também, sua própria versão para o Framboesa de Ouro PODCAST EPISÓDIO 2: Diversidade nos quadrinhos. Tempestade - Negra/Bissexual Ms Marvel (Kamalah Khan) - Muçulmana.
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Nova (Sam Alexander) - Latino Hulkling & Wiccano - gay América Chavez - lésbica/Latina/Negra Loki - Pansexual/genderfluid Xavi - Pansexual/Genderfluid Nico Minoro - Bisexual/asiática Karolina Dean - Lésbica Homem de gelo - gay Mulher Maravilha - Bisexual Batwoman - Lésbica Reed Richards - TEA (Transtorno do espectro Autista) Crazy Jane - TDI (Transtorno dissociativo de identidade)
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