Projeto Primeiro Cliente: A Representação do Trabalho com Impacto Social nas Comunidades
AGÊNCIA VIA LÁCTEA ARIANE FARIA DA CUNHA SILVA - 17810744 BEATRIZ REGINA MOURA CORDEIRO - 17960771 DAVID DE JESUS DOS SANTOS - 17402531 GABRIELA COSTA CAVALETTI - 21405280 PATRICK GUSTAVO MELO - 17857694 ROBERTO ROCHA DE MELO – 17314453
Projeto interdisciplinar apresentado como requisito parcial de avaliação das disciplinas integrantes do 5º/6º semestre do Curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Cruzeiro do Sul.
SÃO PAULO, 2019
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Sumário
1. Introdução..............................................................................................................................6 2. Apresentação da Empresa....................................................................................................7 2.1 O que é Terceiro Setor? 2.2 Sobre a Fundação Tide Setubal.........................................................................................8 3. Apresentação do Cliente.......................................................................................................9 3.1 É bom te ver, Cidade!........................................................................................................10 4. Microambiente.....................................................................................................................12 4.1 Empresa 4.2 Cliente 4.3 Fornecedores 4.4 Públicos 4.5 Intermediadores/Parceiros. 4.6 Concorrentes 5. Macroambiente...................................................................................................................14 5.1 Ambiente Demográfico 5.2 Ambiente Político 5.3 Ambiente Tecnológico......................................................................................................19 5.4 Ambiente Econômico........................................................................................................21 5.5 Ambiente Sociocultural.....................................................................................................23 5.6 Ambiente Natural..............................................................................................................24 6. Análise SWOT....................................................................................................................26 7. Pesquisa.............................................................................................................................27 -Força -Fraquezas -Oportunidades -Ameaças 8. Planejamento de Campanha..............................................................................................36 8.1.1. Público-Alvo 8.1.2. Orçamento 8.1.3. Mercados Prioritários....................................................................................................37 8.1.4. Meios De Comunicação 8.2 Objetivo de Comunicação.................................................................................................38 8.3 Objetivo de Campanha 8.3.1 Estratégia da Campanha 8.3.2 Plano Tático 8.3.3. Ação..............................................................................................................................39 9. Mídia e Custos....................................................................................................................42 9.1 Mídia 9.2 Produção Gráfica..............................................................................................................43 10. Criação..............................................................................................................................49 10.2 Produção Áudio Visual....................................................................................................57 11. Refêrencias.......................................................................................................................58 12. Apêndice...........................................................................................................................59
1.
Introdução
A Via Láctea Comunicação é uma agência experimental acadêmica de Publicidade e Propaganda, que teve início em 2017. Mas por que esse nome? Quando pensamos o quanto o universo é infinito e, ainda assim, continua em expansão, logo lembramos a quão parecida é a mente do ser humano. Assim é também o potencial da equipe da Agência Via Láctea: universo de técnicas e ideias criativas sempre em expansão. Zelamos para oferecer como diferencial a capacidade de expandir e inovar nos trabalhos, garantindo aos nossos clientes mais que soluções de comunicação, mais perfeição e consolidação da marca para seus produtos e serviços diante de seus públicos. Nossa missão é transformar problemas e necessidade de comunicação em soluções criativas e eficientes. Por meio do conhecimento técnico e da capacidade de criação da equipe da agência, a imaginação é transformada em realidades positivas, com o intuito de proporcionar boas oportunidades para nossos clientes e forte identificação entre eles e seus públicos-alvo. Por isso, esse semestre temos como Projeto Interdisciplinar a elaboração de uma campanha para microempreendedores que são assessorados pela Fundação Tide Setúbal, uma ONG de origem familiar que atuam na região da Zona Leste de São Paulo. Eles estimulam e ajudam a promover o desenvolvimento das periferias e contribuem para o combate das desigualdades sociais da região. Esses microempreendedores escolhidos para a execução do Projeto são participantes do espaço “Galpão ZL”. Um polo incentivador e articulador de diferentes oportunidades para empreendedores da periferia, conectando seus usuários a diferentes iniciativas da região. Então nossa proposta será a criação de uma marca que possa gerar interesse em seu serviço, mostrando o diferencial da empresa conforme a demanda do seu público, fazendo com que a marca do cliente se torne mais competitiva diante de concorrentes com maiores capitais.
2.
Apresentação da Empresa
2.1. O que é Terceiro Setor? Terceiro setor é formado por associações e entidades sem fins lucrativos. A sociedade civil é dividida em três setores, primeiro, segundo e terceiro. O primeiro setor é formado pelo Governo, o segundo setor é formado pelas empresas privadas, e o terceiro setor são as associações sem fins lucrativos. O terceiro setor contribui para chegar a locais onde o Estado não conseguiu chegar, fazendo ações solidárias, portanto possui um papel fundamental na sociedade. Existem várias organizações que fazem parte do terceiro setor, como as ONGs (Organizações Não Governamentais) e OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). O terceiro setor é composto quase que, em sua totalidade, de mão-de-obra voluntária, pessoas que trabalham e não recebem remuneração para isso, e é mantido com iniciativas privadas e até mesmo incentivos do Governo, com repasse de verbas públicas. As entidades do terceiro setor têm como objetivo principal melhorar qualidade de vida dos necessitados, sejam eles crianças, adultos, animais, meio ambiente etc. As fundações, associações, instituições do terceiro setor estão muitas vezes envolvidas com obras de filantropia. É importante referir que as empresas que têm responsabilidade social também podem contribuir para uma sociedade mais equilibrada e justa. 2.2.
Sobre a Fundação Tide Setúbal:
Iniciado por sua inspiradora, na região de São Miguel Paulista, na zona leste da cidade de São Paulo. Há mais de 30 anos, ao liderar o Corpo Municipal de Voluntário de São Paulo, Tide Setúbal expressou a importância de despertar a consciência de que cada cidadão é responsável pela sua comunidade. Para ela, o trabalho integrado de todas as instituições e recursos de São Miguel seria capaz de criar condições para o despertar de toda a população MISSÃO: Fomentar iniciativas que promovam a justiça social e o desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e contribuam para o enfrentamento das desigualdades socioespaciais das grandes cidades, em articulação com diversos agentes da Sociedade Civil, de Instituições de Pesquisa, do Estado e do Mercado. As metrópoles brasileiras são profundamente desiguais. Ao mesmo tempo que acumulam riquezas de diversos tipos (econômica, política e cultural), possuem amplos territórios concentradores de pobreza, principalmente em suas periferias. É necessário mobilizar agentes locais e de outras regiões, da sociedade civil, do mercado, do Estado e dos institutos de pesquisa para atuar
conjuntamente, promovendo o desenvolvimento territorial por meio da afirmação de direitos e da ampliação das capacidades de ação dos sujeitos. Com mais de dez anos de atuação em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, a Fundação Tide Setúbal acredita que o desenvolvimento local não se realiza sem o empoderamento e a participação das comunidades envolvidas. É preciso uma comunidade atuante e a busca de soluções locais em direção à integração de políticas sociais fortes e consistentes. Após uma década de trabalho em São Miguel Paulista, a Fundação Tide Setúbal inicia, em 2017, um novo ciclo com a missão de fomentar iniciativas que promovam a justiça social e o desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e contribuam para o enfrentamento das desigualdades socioespaciais das grandes cidades, em articulação com diversos agentes da sociedade civil, de instituições de pesquisa, do Estado e do mercado. A experiência desenvolvida ao longo de uma década, orientada pelos princípios de inclusão social e redução das desigualdades, é o ponto de partida para a construção de novas pontes. A escuta permanente, o diálogo e o fazer com as comunidades, valores inegociáveis para a Fundação, geraram um conjunto de parcerias com potencial para ser ampliado e diversificado. Somado a isso, o interesse e a atenção de diferentes organizações para o tema da desigualdade social cresceram substancialmente nos últimos anos, o que gera oportunidades de articulação e de sinergia entre projetos e instituições de territórios distintos. O trabalho desenvolvido em São Miguel Paulista sempre teve como premissa olhar para os ativos e as potências da comunidade, buscando fazer com a comunidade e não para a comunidade. A escuta constante nos apoiou na construção de vínculos fortes que apoiaram a construção de metodologias que levam em consideração a realidade local, nos guiando sempre pela perspectiva de que o território importa. Importa não apenas para as atividades ali desenvolvidas, mas também para a influência na formulação de políticas públicas que, se criadas e implementadas de forma universal, deixam de lado especificidades e necessidades do contexto local. Acreditamos em um movimento de influência do local para o global, com conexão estabelecida por meio do diálogo e da construção conjunta de 3 eixos: Territórios, Conhecimento e Ação Macropolítica.
3.
Apresentação do Cliente O Galpão ZL, iniciativa da Fundação Tide Setubal, em parceria com a Sociedade Amigos do Jardim Lapenna, tem como objetivo ser um espaço com formações e ações que fomentem uma rede de inovação, transformação e empreendedorismo. Entre as novidades do Galpão ZL estão o espaço de coworking, que foi desenvolvido para abrigar empreendedores da região, e uma ampla programação voltado para o desenvolvimento do empreendedorismo na região. O foco do Galpão ZL é abrigar e fomentar iniciativas voltadas à criação de oportunidades para os cidadãos que vivem no entorno e potencializar a transformação da realidade do território. O Galpão ZL também é a casa do Inova ZL Inova ZL é um programa que pretende descentralizar e disseminar conceitos relacionados a empreendedorismo, tecnologia e negócios de impacto periférico para jovens da zona leste de São Paulo. É uma proposta para sensibilizar, engajar e mobilizar jovens para soluções inovadoras que combinem o empreendedorismo e o poder da tecnologia para resolução de problemas e desenvolvimento territorial. Todos os eventos são abertos e gratuitos, que acontecem toda semana na região central da cidade, e com o objetivo de eles também acontecerem na Zona Leste. Querendo inspirar pessoas a criarem seus próprios projetos e mostrar que todos são capazes. Ao mesmo tempo querendo propor soluções de problemas socioambientais do território por meio da criação de negócios de impacto e mobilizar diferentes atores para uma causa comum. Desta forma apoiando na construção de rede, apoio técnico/gestão/capital e acesso ao mercado a jovens empreendedores por meio da aceleração dos vencedores e mobilização da comunidade, estando dispostos a articular diferentes organizações que queiram juntar-se nesta jornada, para gerar diferentes oportunidades que possam estimular a criação de novos projetos, como capacitações, espaços de coworking, acesso a recursos financeiros, acesso a mercado, etc. 3.1. É bom de ver cidade! Um dos projetos escolhido pelo Inova ZL desse ano tem como principal idealizador Ciano, 21 anos, ativista as causas negras e LGBT, tem como proposito a educação alternativa. Foi expulso de casa aos 17 anos, mas nunca ficou desamparado. Conheceu muita gente nesse período, morando em Minas Gerais, Rio de Janeiro e outras cidades.
Em 2017 morou em Ubatuda, cidade litorânea do Estado de São Paulo. Lá participou da ONG Gaiato como educador, levando crianças e adolescentes em excursões escolares, na maioria das vezes, para conhecerem quilombos e aldeias da região, propondo ensinar sobre a cultura, sustentabilidade, diversidade, juventude etc. Na prática essa ideia não era tão simples assim pois faltava uma estrutura melhor para atenderem os requisitos das escolas e afins. Ainda em 2017, vendo seu sobrinho jogando vídeo game o dia inteiro pensou: ‘O que seria interessante para os jovens saírem um pouco dessa rotina? ’. Foi daí que ele criou um jogo de tabuleiro, estilo RPG, chamado Segredo de Itan. A proposta dele era estimular os jovens a construírem ou inventarem “coisas” para a comunidade, dando de exemplo um dos participantes que mobilizou as pessoas da região para fazer a limpeza da praia e com os materiais reciclados montou um cinema ao ar livre. Em 2018 voltou para São Paulo e passou por um processo de reconhecimento, e por mais que tenha nascido e sido criado em periferia, não conhecia realmente a região onde morava. E dessa vez resolveu fazer diferente. Durante esse tempo em que viveu em ouros lugares o trouxe muitas experiências, e ele queria de alguma forma transpassar o que ele conhecia para as pessoas, principalmente jovens das comunidades, aqueles que não tem muitas oportunidades. Começou a frequentar coletivos, associações, vendo o que poderia fazer para ajudá-los, apoiá-los. Com isso conheceu algumas pessoas que queriam “montar” um coletivo com as mesmas ideias (Jade, Jazz, Guines e Salouro). A partir de então começaram a organizar eventos sobre compartilhamento de conhecimento, como festivais de saberes, encontros de liderança. Tudo aconteceu de forma fluida, então decidiram participar de editais para poderem expandir esse coletivo, e torná-lo mais bem estruturado. No início de 2019 foram aprovados pelo INOVA ZL, e no momento estão passando pelas primeiras fases do projeto de estruturação mas continuam os eventos em toda região de São Paulo, como bibliotecas, museus, espaços públicos onde conseguem desenvolver suas atividades, mesmo encontrando dificuldades e falta de “animo” pelos integrantes, já que eles trabalham em empresas privadas e acabam não dando toda a atenção que que eles queriam para o projeto. Uma de suas segmentações do coletivo é a Anatomia do Olhar, onde eles vão em empresas corporativas fazer uma palestra com o objetivo de falar sobre percepção de realidade, explicando sobre privilégios, e o que boa parte da sociedade não consegui enxergar de verdade, o que acontece em sua volta, na cidade em si por causa dos muros construídos por eles mesmo. Para ficar mais claro é feito uma interação do público com o jogo do Mérito, para que todos possam no final pensar em suas atitudes e mudá-las para melhor. Já a Jornada é uma aprendizagem autodirigida para jovens que queiram aprender ou fazer algo diferente, interessados em “construir” algo para si ou
para a comunidade. Acompanhando cada um e seu desenvolvimento até o final, com duração em média de 2 a 3 meses, os integrantes do coletivo motivam esses jovens a procurarem um tema que queira investigar e busquem maneiras de tornar possível e levem esse conhecimento para outras pessoas. E por último, os Festivais de Saberes tem o intuito de juntar essas duas segmentações para que o público de ambos trabalhos possa se encontrar e trocar experiências, conhecimentos e afins de formar prazerosa e acessível a todos. Missão: Fomentar a percepção social da sociedade trazendo estrutura e apoio para todos. E através da empatia criar os recursos múltiplos que facilitem a acessibilidade das comunidades, transformando cada ser em seu próprio protagonista. Visão: Ser um projeto de acolhimento, aonde todos poderão se sentir seguros e inclusos nesse ambiente e nas atividades, sendo assim uma conexão entre infinitas redes de todos os tipos e pensamentos, se tornando assim autossustentável e principalmente, ganhando a capacidade e demonstrando que é possível se expandir nos dias de hoje. Valores: Diversidade Acesso Representatividade Pertencimento a Cidade
4.
Microambiente:
4.1. Empresa – A Fundação Tide Setubal foi fundada em 1996, é uma organização não governamental que tem como missão formentar iniciativas que promovam a justiça social e o desenvolvimento sustentável nas periferias urbanas. Com o objetivo maior de reduzir as desigualdades através da inclusão. 4.2. Cliente – O projeto ‘É bom de ver, cidade! ’ é focado em gamificação, histórias em quadrinhos e metodologias lúdicas para uma educação direcionada buscando o engajamento e empoderamento de juventude na zona leste. O projeto promove encontros e debates envolvendo a comunidade periférica, tais debates disseminam o saber coletivo em prol a promover projetos e apoiar a realização de projetos de jovens da comunidade. 4.3. Fornecedores – O espaço do Galpão ZL, para serem realizados as atividades ou vendas de produtos artesanais. 4.4. Públicos – O projeto mira o engajamento de jovens da comunidade periférica na transformação social através de games, quadrinhos, e plataformas digitais. São jovens de 12 a 18 anos pertencentes em sua maioria as classes C e D. 4.5. Intermediadores/Parceiros – Não existe parceiros direto, apenas a assessoria da ONG, e da própria comunidade. 4.6. Concorrentes – Não existe concorrentes diretos pois é um serviço não governamental, sem fins lucrativos. Como concorrentes indiretos temos de principal projeto social a Casa1, uma organização localizada na região central da cidade de São Paulo e financiada coletivamente pela sociedade civil. Sua estrutura é orgânica e está em constante ampliação, sempre explorando as interseccionalidade do universo plural da diversidade. Contamos com três frentes principais: república de acolhida para pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) expulsas de casa por suas orientações afetivas sexuais e identidades de gênero, um centro cultural, o Galpão Casa 1 que conta com atividades culturais e educativas, que tem como
foco promover a diversidade cultural, fomentar a produção de conhecimento e cultura livre e constituir uma programação gratuita, inclusiva e de qualidade para seus diversos públicos. Em suas mais variadas propostas – oficinas, cursos, exposições, palestras, debates, exibições, etc.- o Centro Cultural se constitui como um espaço aberto e de diálogo, visando também a garantir um espaço seguro de criação e conhecimento para todas e todos. Já o terceiro eixo é a Clínica Social Casa 1, que conta com atendimentos psicoterápicos, atendimentos médicos pontuais e terapias complementares, sempre com uma perspectivas humanizadas e com foco na promoção de saúde mental, em especial da comunidade LGBT.
5.
Macroambiente
5.1. Ambiente Demográfico - De acordo com estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população da cidade de São Paulo cresceu de 10,9 milhões de habitantes, em 2007, para 12,1 milhões, em 2017. E desse total, aproximadamente quatro milhões de habitantes estão na zona leste, o que significada que só essa região tem mais habitantes que alguns países do mundo, como o nosso vizinho Uruguai, por exemplo. No entanto, apesar do número de habitantes serem maior do que em muitos países, as condições de vida não podem ser comparadas com eles. Segundo a versão 2017 do Mapa da Desigualdade, distritos como Vila Jacuí, Guaianases, Jardim Helena e São Miguel estão entre os 34 distritos da cidade de São Paulo que apresentaram os piores índices na maior parte dos itens pesquisados. Os pontos pesquisados são inúmeros, como Educação, Cultura, Saúde, mas alguns dos dados que mais chamam atenção são em relação à questão de emprego e renda. A pesquisa ‘Viver em São Paulo: trabalho e renda’, realizada pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, constatou que, no geral a renda pessoal dos paulistanos se manteve estável nos últimos 12 meses, porém 37% da população apontam que o rendimento diminuiu. A percepção de estabilidade na renda pessoal é maior na região Sul. As regiões que apresentaram aumento foram no Centro e na zona Oeste. E a região com maior diminuição foi a Leste. Dados divulgados em janeiro deste ano pela Fundação Seade mostraram ainda que Ermelino Matarazzo tem um dos maiores índices de desemprego em São Paulo. Ao lado de Itaquera, São Mateus, Itaim Paulista, Cidade Tiradentes, entre outras áreas da zona leste, revelando que 1,04 milhão estavam sem trabalho. Ainda de acordo com a pesquisa ‘Viver em São Paulo: trabalho e renda’, na Região Leste, 53% dos entrevistados residentes declaram não encontrar oportunidades onde moram e em função da escassez de empregos na comunidade, são eles os que mais demoram para realizar todos os deslocamentos diários, média de 3h26m. Já em relação às pessoas que se declaram ocupadas, a Zona Leste mantém o maior índice de todas as regiões cujo principal ocupação é ‘autônomo ou por conta própria’, 30%. Esse último dado mostra o quanto a população da Zona Leste busca formas de se manter e trabalhar na comunidade, porém, os demais constatam que ainda são necessárias iniciativas que gerem avanços no desenvolvimento da região Leste, tendo em vista a quantidade de desempregados e o tempo gasto em deslocamento para aqueles que exercem atividades em outras regiões, casos que se resolveria com o desenvolvimento econômico local, possibilitando também o aumento de renda para todos. 5.2. Ambiente Político - As Organizações Não Governamentais (ONGs) são entidades que não têm fins lucrativos e realizam diversos
tipos de ações solidárias para públicos específicos. Elas podem atuar nas áreas da saúde, educação, assistência social, economia, ambiente, entre outras, em âmbito local, estadual, nacional e até internacional. Apesar de não pertencer ao Estado, oferta serviços sociais, geralmente de caráter assistencial, que atendem a um conjunto da sociedade maior do que apenas os fundadores e/ou administradores da organização. De uma forma geral, as ONGs são associações civis, sem fins lucrativos, de direito privado, de interesse público e que têm as seguintes características, entre outras: - Agrupamento formal de pessoas em torno de interesses e objetivos comuns. - Realização de ações solidárias, de ajuda mútua e filantrópicas. - Autonomia, livre adesão e participação voluntária dos associados. - Iniciativas privadas não orientadas para o lucro. - Iniciativas na esfera pública não realizadas pelo Estado. - Atuação sociopolítica fundamentada nos princípios pactuados por associados. Características: Como uma ONG se enquadra juridicamente? Não há no direito brasileiro, no Novo Código Civil ou em outra lei qualquer, a figura da ONG. Usualmente, a forma jurídica de enquadramento das ONGs no Código Civil é como associação. E a partir de 2005 foram feitas regulamentações pela lei. Previsões estatutárias obrigatórias para as associações Algumas disposições estatutárias, genéricas e obrigatórias, elencadas nos itens abaixo, já eram exigidas das associações, em razão da Lei de Registros Públicos; outras, como a indicação das fontes de recursos para sua manutenção, se tornaram obrigatórias com a nova lei. Desta forma, a associação deve verificar se seu estatuto dispõe sobre: a) A denominação, os fins e a sede;
b) Os requisitos para admissão, demissão e exclusão de associados(as); c) Direitos e deveres dos associados(as); d) Fontes de recursos para sua manutenção; e) O modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos; f) As condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução da entidade; g) A forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas; h) Os critérios de eleição dos(as) administradores(as). i) Modo de representação ativa, passiva, judicial e extrajudicialmente; j) Se os membros respondem ou não subsidiariamente pelas obrigações sociais; k) Destino do patrimônio em caso de dissolução; l) Forma e quórum para convocação da assembleia geral. É necessário observar, também, que algumas determinações legais passam a prevalecer sobre normas estatutárias que dispõem em contrário. O Estatuto Social, portanto, deve estar de acordo com as normas que seguem: • Competência privativa da Assembleia Geral para: destituir os(as) administradores(as) e alterar o estatuto; • Para destituir os(as) administradores(as) e alterar o estatuto é exigida deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido no estatuto. • O estatuto deve prever a forma de convocação dos órgãos deliberativos, garantido a 1/5 (um quinto) dos(as) associados(as) o direito de promovê-la. • Só é possível exclusão do associado havendo justa causa, obedecido o disposto no estatuto, o qual deverá conter procedimento que assegure direito de defesa e de recurso. Classificação das pessoas jurídicas O Novo Código Civil define os cinco formatos de pessoas jurídicas privadas existentes no direito brasileiro: as associações e fundações (formatos jurídicos das ONGs), organizações religiosas, partidos políticos e as sociedades. As sociedades, caracterizadas pelos fins econômicos e partilha dos lucros entre
os(as) sócios(as), podem assumir diversos formatos, como sociedades cooperativas, sociedades limitadas e sociedades anônimas. Apesar de não haver previsão expressa no Novo Código, é mais adequado, para as associações sem fins lucrativos que se denominam estatutariamente como “sociedades civis”, o uso do termo “associação”. Como consequência, também se faz mais coerente o uso da expressão “associados(as)” no lugar de “sócios(as)”. Definição de associações Mesmo sem uma definição no Código Civil de 1916, outras leis identificam uma associação pela sua finalidade não lucrativa, que se define pela não distribuição de parcelas do patrimônio a associados(as) e dirigentes, com aplicação integral das receitas à realização do objeto social. O texto novo, que define associações como “união de pessoas para fins não econômicos” causou preocupação para as organizações com atividade econômica (comercialização de produtos ou serviços). No entanto, finalidade é diferente de atividade – uma associação pode exercer atividades econômicas de forma suplementar e não exclusiva. Assim, não econômico pode trazer, na prática, os mesmos efeitos legais da habitual expressão não lucrativo. Para evitar problemas de interpretação, porém, recomendamos que o estatuto faça referência as duas expressões: “é uma associação civil de direito privado sem fins lucrativos ou econômicos”. Isto porque, apesar de o Novo Código trazer a expressão “não econômicos”, grande parte da legislação, como as normas tributárias, ainda fala em fins não lucrativos. Limitação de constituição de novas fundações O Novo Código restringe a constituição de novas fundações: somente para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência. Embora a restrição possa ser considerada um retrocesso, as categorias são bastante amplas e imprecisas, de modo que uma interpretação extensiva do texto pode abranger outras finalidades não expressamente indicadas na lei. Por se tratar de uma restrição a constituição de novas fundações, não se faz necessária adaptação estatutária àquelas fundações já constituídas. Normas Gerais e Societárias a) Legislação Declaração Universal dos Direitos Humanos – Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 – Artigo 20 garante a liberdade de reunião e associação pacífica Constituição Federal – O artigo 5º, nos incisos XVII a XX, tratam da plena liberdade de associação para fins lícitos e da vedação da interferência estatal
nas atividades desenvolvidas pelas associações, excetuando-se a possibilidade de suspensão de atividades por decisão judicial. Código civil – Lei No 10.406, de 10 de Janeiro de 2002 – Os incisos I e III do artigo 44 da norma tratam as associações e fundações, respectivamente, como pessoas jurídicas de direito privado. As associações são disciplinadas no artigo 53 e seguintes e as fundações: o artigo 62 e seguintes. Lei 5.764 de 12 de Dezembro de 1971 – Define a Política Nacional de Cooperativismo e institui o regi¬me jurídico das Cooperativas. Lei nº 9.532 de 10 de Dezembro de 1997 – Lei do Imposto sobre a Renda, em seu art. 12 traz a definição de entidades sem fins lucrativos a entidade que destine eventual superávit, integralmente, à manutenção e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais. Leis de incentivo vigentes A Lei 11.196/05, que passou a ser conhecida como “Lei do Bem”, cria a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizarem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica. Sabe-se que o crescimento dos países passa pelo investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. O governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), utiliza esse mecanismo para incentivar investimentos em inovação por parte do setor privado. Além disso, busca aproximar as empresas das universidades e institutos de pesquisa, potencializando os resultados em P&D. Pré-requisitos da Lei do Bem Existem alguns pré-requisitos para obter os incentivos fiscais da Lei do Bem, são eles: • • • •
Empresas em regime no Lucro Real, Empresas com Lucro Fiscal, Empresas com regularidade fiscal (emissão da CND ou CPD-EN), Empresas que invistam em Pesquisa e Desenvolvimento. Lei 8.685/1993 – Lei do Audiovisual Se o seu projeto social ou ONG está vinculado à promoção de atividades artísticas voltadas à produção
audiovisual, essa é uma lei que pode ser adequada. Projetos que sejam específicos dessa área, que envolvam desde a produção até a distribuição cinematográfica. Eles devem ser credenciados no Ministério da Cultura para a viabilização das atividades por meio do uso dos incentivos fiscais. Por exemplo, produções cinematográficas independentes, se aprovadas pela Ancine, podem se valer deste fundo de financiamento.
A dedução determinada por essa lei é de 3% do IR devido, seja para pessoas físicas ou jurídicas. Lei 8.313/1991 – Lei Rouanet Criada logo após a redemocratização brasileira, esta lei de incentivo público instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). O Pronac funciona através de três mecanismos: Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart), Fundo Nacional da Cultura (FNC) e o Incentivo a projetos culturais. As ONGs, cooperativas, fundações e instituições filantrópicas podem apresentar projetos que visem facilitar o acesso da população à fontes de cultura. As propostas devem estar bem estruturadas, com planejamento, orçamento, etapas de execução, plano de divulgação, entre outros aspectos. O valor do recurso concedido será com base no orçamento, devendo atender à realidade do mercado para aprovação. Os projetos não enfrentam concorrência, sendo necessário apenas uma avaliação seguida de habilitação para conformidade com a Lei. Em caso de pessoas físicas, a lei deduz do imposto de renda devido o correspondente à 80% das doações e 60% do valor dos patrocínios. Para pessoas jurídicas, a lei prevê a dedução de 40% para doações e 30% para patrocínios. A lei recebeu uma última atualização em 2008, por meio da Lei 11.646. Lei n.º 11.438/2007 – Lei de Incentivo ao Esporte Por meio dessa lei, tanto pessoas físicas como jurídicas podem deduzir de seu imposto de renda devido, em formato de patrocínio ou doação, aos projetos desportivos e paradesportivos (para pessoas portadoras de deficiências) previamente aprovados pelo Ministério do Esporte. ONGs que realizam atividades educativas por meio do esporte, para receberem o incentivo público, devem regulamentar suas atividades com o ministério e demonstrar interesse. Esses e outros incentivos públicos para captar recursos podem transformar o funcionamento de uma ONG. 5.3. Ambiente tecnológico - Graças aos avanços tecnológicos e com o meio de maior influência atual a Internet, as pessoas conquistaram um novo rumo, com infinitas possibilidades. Desse modo, as pessoas possuem uma maior facilidade para encontrar novas ferramentas de aprendizagem. O intuito conquistado através dessa inovação, foi a possibilidade de ser desenvolvido o É bom de ver, cidade! que utilizou a criação de jogos, para ensinar os jovens que possuem poucas condições, a se desenvolverem com esse meio de atração inovadora, e trazendo uma interação com o progresso tecnológica. Foi em 2011 que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou publicamente que o acesso à internet deve ser enxergado como um direito humano. De acordo com ela, a rede mundial de computadores “permite que indivíduos busquem, encontrem e compartilhem informações de todos os tipos,
de uma forma instantânea e barata”, além de “impulsionar o desenvolvimento econômico, social e político das nações, contribuindo para o progresso da humanidade como um todo”. Hoje em dia, todo mundo sabe que a web é uma poderosa ferramenta para exercer a democracia e garantir seus direitos como cidadão. Redes sociais e outras plataformas digitais vêm sendo usadas há tempos para dar voz àqueles que nunca puderam falar, disseminar culturas alternativas, tornar a educação mais acessível e servir como ponto de encontro para discussões construtivas. A internet também se provou o melhor meio de expressar suas ideias e opiniões, e é justamente por isso que ela vem sofrendo tantas tentativas de censura ao longo dos últimos tempos, especialmente em países politicamente conturbados. Mesmo sendo tão importante para a vida de qualquer pessoa, apenas um dentre três cidadãos ao redor do mundo tem acesso à web. No Brasil, de acordo com um relatório desenvolvido pela própria ONU, 42% da população está desconectada — e somente 11,5% dos brasileiros possuem banda larga. Nosso país ainda sofre com graves deficiências em sua infraestrutura de telecomunicações, e o alto custo dos planos de dados atualmente oferecidos impedem sua contratação por parte dos menos favorecidos. A situação é simples: por mais que vejamos infinitas novidades tecnológicas surgindo diariamente ao redor do mundo, poucas delas efetivamente chegam na vida de toda a população brasileira. Os dispositivos móveis, por exemplo, só se popularizaram recentemente, com o lançamento de modelos com um melhor custo-benefício e a inauguração de incentivos fiscais como a Lei do Bem. Mesmo assim, as novas tecnologias continuam longe do cotidiano de indivíduos de classe baixa. Projetos estão sendo desenvolvidos para mudar esse cenário e como as comunidades carentes utilizam as novidades tecnológicas para melhorar sua qualidade de vida em áreas como educação, emprego, saúde e comunicação. De acordo com um estudo divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de municípios brasileiros que oferecem redes WiFi gratuitamente para seus cidadãos cresceu 83,2% no último ano. São Paulo dispara no topo do ranking com um total de 207 prefeituras ofertando tal serviço, sendo seguido por Minas Gerais (155) e Rio Grande do Sul (116). Apesar disso, apenas o Distrito Federal disponibiliza internet sem fio em 100% de seu território — outras unidades federativas têm cobertura de, no máximo, 46,7% de suas terras. Embora tais números apresentem um salto impressionante em relação aos anos passados, ainda falta muito para que o Brasil tenha uma infraestrutura de telecomunicações sem fio pública de alta qualidade — apenas 1.457 municípios de um total de 5.570 em todo o país estão devidamente conectados. A expectativa é que, com a ajuda de incentivos como o programa Cidades Digitais, esse cenário mude com maior agilidade a partir de 2016.
Uma das principais parceiras do governo brasileiro nesse quesito é a Ruckus Wireless, uma empresa multinacional especializada em prover soluções WiFi de desempenho superior. De acordo com a companhia, há uma tendência global em criar cidades inteligentes que utilizam redes de comunicação sem fio para melhorar as operações municipais, impulsionar o desenvolvimento econômico local e prover melhorias significativas em áreas como educação, saúde, transporte e segurança. Isso deixa claro que o futuro está nos dispositivos móveis, cada vez mais acessíveis e com opções para todas as classes sociais. Porém, de nada serve um celular sem conexão com a web. E é por isso que a Prefeitura de São Paulo está disposta a expandir a cobertura do programa WiFi Livre em 2016 e até mesmo abriu uma consulta pública para que os próprios paulistanos possam sugerir as próximas localidades que devem receber hotspots gratuitos nos próximos meses. 5.4. Ambiente Econômico - A Zona Leste de São Paulo, representa uma grande porção do território paulistano, encontrasse nelas territórios da periferia onde atualmente destaca duas tipologias: as periferias consolidadas – algumas das quais acompanhadas pelo surgimento aleatório de focos de estruturação do comércio varejista globalizada e monopolista e poder de consumo, e novas áreas de expansão das fronteiras periféricas – marcadas por altíssimos graus de exclusão territorial, ambas derivadas dos aspectos econômicos atual. Cerca de 60% da economia da região depende do pequeno comerciante, mas, mesmo assim, a área é uma das que mais cresce e valoriza na cidade. Pesquisas de diversas entidades e instituições de todos os segmentos de nossa economia mostram que a Região Leste é uma das mais emergentes da cidade. Lançamentos imobiliários, novos corredores de transporte, nascentes polos industriais e melhorias na infraestrutura local apontam para um crescimento positivo e constante. Todos esses são fatores que fazem da Região Leste uma das áreas com mais oportunidades da cidade e com maior potencial de negócios. Apesar disso, segundo levantamentos, a economia local depende muito do comércio. A principal atividade econômica da região ainda é dominada pelos pequenos comerciantes. Com exceção do Tatuapé, bairro em franco crescimento e cuja economia já é baseada no setor de serviços, o comércio ainda é a atividade central dos pequenos empresários. Dados da Associação Comercial de São Paulo, em 2006, na Penha, por exemplo, cerca de 60% dos associados do bairro eram do comércio, 35% das empresas estão ligados a prestação de serviços e o restante à indústria. A Mooca apresenta situação estabilizada como a Penha, com a diferença de que o setor de serviços já teve um bom crescimento e divide com o comércio o
primeiro lugar na atividade econômica. Já os bairros do Brás – que também tem um comércio forte – e do Belenzinho concentram a maioria das indústrias próximas. No tocante ao setor imobiliário, a Mooca a é considerada um bairro estabilizado, que cresce verticalmente, mas de forma gradual. Em São Miguel, no extremo da cidade, a predominância do pequeno comércio é ainda maior. Aproximadamente 80% da economia são movimentados por comerciantes que, essencialmente, abastecem a população local. Os prestadores de serviço, em geral atrelados ao comércio, são apenas 15% - as indústrias, os outros 5%. Mas o bairro deve mudar positivamente nos próximos anos, em virtude da instalação da USP-Leste nas redondezas do bairro. O efeito de sua instalação já começou a ser sentido com o surgimento de bares e novos empreendimentos em seu contorno. O bairro do Tatuapé é o único que foge à regra da falta de mudanças e do predomínio do comércio. Lá, os prestadores de serviço já são 70% dos associados da distrital da ACSP e a região está em franco crescimento há cerca de cinco anos. A porcentagem de indústrias também é maior, 10%. Um exemplo desse desenvolvimento é o Jardim Anália Franco, de alto padrão, considerado o Morumbi da Zona Leste. Os vários shoppings instalados na região, como o Metrô Tatuapé, o Anália Franco e o Sílvio Romero, também contribuíram com esse quadro. O Tatuapé ainda tem muitos espaços para a construção de novos empreendimentos imobiliários em razão de seus espaços vazios não serem tomados por favelas ou outras ocupações irregulares e se transformaram em condomínios de luxo de casas e apartamentos. Mesmo com essas características que poderiam, à primeira vista, ser um fator negativo e que afastaria quaisquer investidores, a Zona Leste tem se mostrado a região que mais cresce e chama a atenção das incorporadoras e construtoras na cidade. A economia, de modo geral, está em um momento propício – mesmo para os comerciantes de bairro – e as facilidades de se obter um financiamento estão maiores. Isso, aliado à intenção da Prefeitura em facilitar a chegada de empresas na região, sem dúvida, trará resultados positivos nos próximos anos. A Zona Leste é considerada uma das regiões mais promissoras para investimentos de incorporadoras na cidade. A região é a maior do município de São Paulo, se considerada somente a área urbana. Nos bairros mais próximos do Centro, como Mooca, Tatuapé, Belém e Penha, se destacam os lançamentos para a classe média e média-alta, enquanto nos bairros mais afastados, como Itaquera, Itaim Paulista e Guaianases, aumentam os projetos para as faixas de renda média-baixa e popular. O setor imobiliário calcula que os imóveis nos bairros da Mooca e do Belém devem ter uma das maiores valorizações em 2008. Destacam-se também terrenos que pertenciam a indústrias e onde existem galpões nas regiões da Mooca, do Ipiranga e da Vila Prudente, que estão entre os mais procurados pelas incorporadoras. A região da Rua Borges de Figueiredo e da avenida Presidente Wilson, no bairro da Mooca, é uma das que chama a atenção das empresas. A região de Itaquera possui 1.633.433 habitantes, com cerca de 250
empresas de pequeno, médio e grande porte; perto de 1.100 estabelecimentos comerciais, com 2 Shopping Centers e uma renda per capita: média de 6,12 salários por chefe de família. 5.5. Ambiente Sociocultural - Enquanto são construídos muros – visíveis e invisíveis – nas metrópoles, a cultura parece criar túneis, atalhos para conectar territórios. Nesse sentido, a juventude, que muitas vezes é em si um espelho da sociedade como um todo, reinventa conceitos, cria moda e novas formas de explorar a cidade. Contudo, apesar da queda de algumas barreiras – quando o rap de Mano Brawn e Emicida invade os bairros nobres e grifes pop chegam à favela -, as desigualdades materiais e simbólicas ainda são uma marca social de nosso país. É muito claro que o brasileiro aprecia a música, cinema, teatro e a literatura, visto que temos uma cultura riquíssima em livros, letras de música e cinematografia. Na atual realidade brasileira, porém, vivemos um paradoxo complexo, pois se olha com preconceito certas áreas da cultura, e ainda por cima, o profissional que trabalha com cultura além de informal é descreditado pela maioria. Quem nunca pensou em viver de música, ou se tornar um romancista, ou até mesmo dirigir ou atuar em um filme? O problema é que essas áreas são só aplaudidas, mas não incentivadas. Nem todos que moram na periferia são pobres. Mas, na cultura de periferia, tratar da pobreza e das precárias condições de vida é uma forma de relacionar arte-vida, como se apontou acima. Há que se diferenciar estar na periferia e estar na cultura de periferia. Para quem mora na periferia e produz arte de periferia, fica difícil perceber tal diferença. Porém, nem todos os artistas que residem na periferia comungam com esse tipo de arte, como, por exemplo, aqueles que fazem uma arte decorativa. Da mesma forma, um morador do centro pode identificar-se com essa arte periférica, muito por conta de sua condição socioeconômica ou étnica. Desde as letras de rap, as poesias marginais, até os vídeos populares etc., denunciar a desigualdade social e apontar os modos de vida cotidianos dentre os pobres tornou-se conteúdo quase que obrigatório nesse tipo de arte. Contudo, vale ressaltar que, mesmo não se reconhecendo como arte pela arte, a cultura de periferia também não se identifica, a priori, com essa ou aquela ideologia. Sua atitude é política, mas não doutrinária. A questão de classe citada anteriormente assume muito mais um caráter simbólico de afirmação indenitária do que necessariamente um discurso mais elaborado de uma dada ideologia política. Em relação ao local de moradia, associar o bairro, a localidade, a uma categoria mais ampla chamada periferia, como o fez o movimento hip-hop, tornou os limites geográficos e territoriais do bairro algo menos delimitado e possibilitou certa cumplicidade entre os jovens moradores de diferentes bairros periféricos da cidade. Afirmar ser morador da periferia, nesse contexto, significa
ultrapassar os limites territoriais da vila ou do bairro comuns na identidade de gangues e galeras, por exemplo. A metamorfose semântica da palavra periferia também cumpriu um papel importante no fortalecimento de redes de articulação dos coletivos de diferentes lugares da cidade, para além de seus bairros de origem. Ao se assumir como um coletivo de arte periférica, o grupo estabelece uma conexão quase automática com outros coletivos de outras regiões. E esse é um aspecto muito apontado pelos próprios coletivos, de que há uma movimentação cultural mais ampla, para além de uma ou outra experiência pontual, identificada aí como arte ou cultura de periferia na cidade. Além das experiências de produções literárias e saraus, nesse movimento periférico há coletivos que se reúnem em torno de produções ou ações com audiovisual, blogs, sites, danças populares, samba de raiz, grafite etc. Uma das iniciativas de visualização em forma de movimento desses diferentes coletivos, com linguagens diversificadas e de distintas localidades da cidade (e da região metropolitana), deu-se através da Agenda Cultural da Periferia, publicada mensalmente pela ONG Ação Educativa de São Paulo. Nessa cidade, muitas dessas experiências de arte periférica vão encontrar abrigo em políticas públicas como o Programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura) ou no Centro Cultural da Juventude. Um crescente circuito de atividades culturais e políticas está fruindo nas periferias de São Paulo, tendo os jovens como atores e espectadores privilegiados, com uma intensa programação de conteúdo periférico. Essas expressões têm se constituído como nova forma de atuação juvenil em diferentes espaços da cidade nos últimos anos e têm se configurado como um forte movimento social em torno, sobretudo, de bandeiras como o direito à cultura 5.6. Ambiente Natural – A cidade de São Paulo por ser a mais rica do país deveria ser o modelo para o Desenvolvimento sustentável destes pais, no entanto não é o que vemos e vivemos a cada dia. Temos nesta cidade muitos problemas em relação ao transporte coletivo, descarte do lixo, saúde pública e saneamento básico por exemplo. O transporte coletivo é um entrave na vida das pessoas que ocupam esta cidade, alguns perdem o emprego por causa de atrasos, outras oportunidades de evolução em sua carreira. Em São Paulo temos mais de dez problemas técnicos no Metro e no trem, embora os dados oficiais sejam menores, nós usuários sabemos, por exemplo, que os problemas técnicos ocorrem pontualmente no período da manhã entre 7
e 9 horas, a entre 11 e 13hs e no período das 04h30minhs às 19h00minhs, mas infelizmente os gestores de transporte ainda não perceberam este fato; o próprio presidente do metro admitiu em entrevista que o metro possui um índice de falhas dentro dos padrões mundiais, quando deveria possuir um índice de qualidade. Quanto ao descarte de lixo, a coleta seletiva simplesmente quando existente perde sua eficácia, pois quando o “lixo” chega ao aterro é descartado todo misturado. Talvez ainda não tenham percebido que pelo menos uma vez ao mês um depósito de material reciclado pega fogo ocasionando a poluição do ar e consequentemente afetam a saúde da população. O Saneamento básico é inexistente em parte da cidade a própria Companhia de Saneamento admite isso. O fato é que hoje a maioria de pacientes com problemas respiratórios são as crianças menores que ainda não possuem seu sistema imune formado. Com relação à proteção do meio ambiente o que dizer de uma secretaria que não tem gente suficiente para auxiliar nas podas regulares, permitindo assim uma falha no gerenciamento, quantas vezes neste ano vimos notícias referentes à queda de arvores de grande porte e a poda irregular de arvores em extinção realizada por terceiros ligados a administração pública. Enfim não adianta distribuir sementes e plantas de arvores de grande porte para população sem dar orientação de onde estas podem ser plantadas, melhorias poderiam ser feitas com o plantio de espécies de pequeno porte. Nossos rios ainda são esgotos a céu aberto, portanto infelizmente ainda não podemos definir o Desenvolvimento Sustentável baseando-se nas políticas públicas existentes nesta grande metrópole.
6. Análise SWOT
Diagnostico: É notável que ausência da identidade e posicionamento para a marca será tratada como prioridade, essa primeira etapa acompanha as demais pontuações feitas nesse diagnóstico. A análise retrata também um baixo aproveitamento e utilização de mídias sociais, espaço de constante movimento do público jovem. A falta da apresentação de espaço físico específico não coopera para uma organização por parte dos atuais e futuros frequentadores. Prognóstico: Com a elaboração de marca e posicionamento, propomos a ativação das mídias com um resultado imediato e de alto impacto, podemos reforçar esse resultado justamente por conta do atual cenário que não é favorável para o coletivo, onde hoje a ausência é vista como uma fraqueza viva. Essa primeira ação trabalhará em conjunto com o aumento de informações, proporcionando um maior dinamismo e interação digital com conteúdo atualizado e manutenção semanal. Pretende-se definir uma agenda com horários e locais específicos, essa mudança irá refletir positivamente na organização de suas tarefas e, trará clareza e segurança para os frequentadores.
7.
Pesquisa
Segundo o Manual da Juventude da Cidade de São Paulo (2014), a educação é um dos mais importantes mecanismos para a promoção social e o desenvolvimento pleno das pessoas para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. A educação é entendida como parte das políticas sociais, além de ser um elemento estratégico para o desenvolvimento econômico e social. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, organizou a educação em níveis, etapas e modalidades educativas. Os níveis são: educação básica e educação superior. A educação básica se subdivide em três etapas: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Aos municípios compete a oferta de educação infantil e, sobretudo, do ensino fundamental, sua responsabilidade prioritária. Os estados são responsáveis pela oferta prioritária do ensino médio e pela garantia do ensino fundamental, em conjunto com os municípios, devendo a União prestar assistência técnica e financeira aos estados e municípios. A educação superior, que pode ser oferecida tanto pelo setor público, quanto pelo setor privado, envolve responsabilidades e incumbências dos entes federados, sobretudo da União. Nos últimos dez anos, o orçamento do Ministério da Educação cresceu mais de 200%, passando de R$ 33,3 bilhões em 2003 para R$ 101,9 bilhões em 2013. O orçamento do estado de São Paulo e o da sua capital, em 2014, alcançaram R$ 27 bilhões e R$ 9 bilhões, respectivamente. Avanços significativos nesse campo podem ser observados no período recente, com destaque para a ampliação do acesso a todos os níveis e modalidades educacionais, chegando à universalização de acesso ao ensino fundamental. As informações dos dois últimos censos demográficos (2000 e 2010) indicam uma melhora significativa no conjunto dos indicadores ligados à educação. A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais caiu de 13,6% para 9,6%, essa queda ocorreu para ambos os sexos: de 13,8% para 9,9% entre os homens e de 13,5% para 9,3% entre as mulheres. Da mesma forma, o percentual de pessoas que não frequentam escola na população de 15 a 17 anos caiu de 22,6% para 16,7%. Em 2010, do total de jovens entre 15 e 17 anos, 81% estavam matriculados no ensino médio, ao passo que 27% dos jovens entre 18 e 24 anos estavam matriculados no ensino superior. Por sua vez, a média de anos de estudo da população brasileira com 15 anos ou mais vem crescendo lentamente: passou de 5,7 anos em 1996 para 7,7 anos em 2011 (nesse ano, os jovens com idade entre 20 e 24 anos tinham, em média, 9,8 anos de estudo completo, enquanto na faixa entre 25 e 29 anos a média era de 9,7 anos). Entretanto, persistem muitos desafios. Segundo a PNAD de 2013, o analfabetismo ainda atinge 8,3% dos brasileiros com 15 anos ou mais de idade, ao passo que 17,8% podem ser considerados analfabetos funcionais.
Considerando a população com pelo menos 15 anos de idade, a escolaridade média ainda é inferior a 8 anos de estudo. Um dos maiores desafios do ensino fundamental é garantir que o processo de alfabetização das crianças ocorra na idade certa. Em 2012, o Brasil estabeleceu o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Trata-se de um compromisso formal, assumidos por todos os entes federados, visando assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental. A taxa de escolarização líquida, que se refere ao número de matrículas de estudantes que se encontram na idade recomendada para cada um dos níveis e/ou etapas de educação em relação à população total da mesma faixa etária, apresenta resultados bastante expressivos e que devem ser objeto constante de reflexão por parte dos gestores públicos. Conforme dados divulgados para 2011 pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), o ensino médio (idade recomendada entre 15 e 17 anos) apresenta uma taxa de escolarização líquida de 51,6%, ainda bem abaixo do ensino fundamental (6 a 14 anos), cuja taxa é de 91,9%. Ou seja, muitos adolescentes, provavelmente movidos pela necessidade de ingressarem no mercado de trabalho de forma prematura, não conseguem concluir o ensino médio antes dos 18 anos. De fato, continua muito elevado o percentual de jovens com idade entre 20 e 24 anos que não completaram ou sequer frequentaram o ensino médio. O Censo Escolar e o Censo da Educação Superior (ambos do INEP) mostram que, em 2013, o país registrou um total de 79.470.020 alunos matriculados em alguma modalidade de ensino regular (incluindo a educação de jovens e adultos). No estado de São Paulo havia 15.585.286 alunos matriculados e na cidade de São Paulo eram 3.785.418. Contudo, ainda que tenha crescido a oferta de vagas escolares e venha aumentando o número de jovens que continuam estudando após o término da adolescência, as condições educacionais são muito desiguais, seja do ponto de vista regional, seja na comparação entre área rural e área urbana, seja no contraste entre diferentes segmentos sociais. Níveis de instrução da população jovem Primeiro, é preciso analisar os resultados relativos à distribuição da população jovem por níveis de instrução no município de São Paulo calculados para o ano de 2010 no gráfico abaixo:
No outro extremo estão os distritos que concentram jovens com elevada escolaridade. Considerando que entre os jovens com superior completo a média para o município é de 12,9%, sete se sobressaem: Alto de Pinheiros (37,4%), Itaim Bibi (44,6%), Moema (47,4%), Perdizes (39%), Pinheiros (38,9%), Saúde (38,9%) e Vila Mariana (43,7%). Trata-se de distritos localizados na região central da cidade, com maior renda e acesso a infraestrutura. Há um maior equilíbrio entre os distritos quando o nível de instrução é médio completo e superior incompleto (a participação varia entre 32% e 49%). Apenas dois distritos estão abaixo de 30%: Vila Leopoldina (28,2%) e Vila Andrade (24,8%), no entanto, no primeiro o percentual com nível superior (31%) é 3 vezes maior que no segundo (11,9%). Alfabetização da população jovem Ocorreu uma queda no percentual de analfabetos nas três faixas analisadas entre 2000 e 2010. De 1% para 0,8% na faixa entre 15 e 19 anos; de 1,7% para 0,9% na faixa entre 20 e 24 anos e de 2,3% para 1,6% na faixa entre 25 e 29 anos. Para o ano de 2000 a média de analfabetismo para o município de São Paulo, considerando apenas a população analisada, era de 1,6%. Esse percentual se reduziu para 0,9% em 2010. Em praticamente todos os distritos houve aumento do índice de alfabetização, exceto em dois onde esse índice caiu: Belém passou de 99,6% para 98,9%; e Vila Prudente, de 98,2% para 97%. Em alguns distritos que apresentaram percentuais elevados de analfabetismo em 2000 houve redução significativa: em Marsilac, passou de 5,1% para 2,1%; em Parelheiros, de 2,6% para 1,9%; e em Vila Leopoldina caiu de 4,1% para 1%. Outros se destacaram pelo percentual próximo de zero, a exemplo de Perdizes, Pinheiros, Itaim Bibi, Casa Verde, Alto de Pinheiros, Consolação, Moema, entre outros.
Condição de estudante e rede de ensino frequentada pela população jovem O gráfico abaixo informa a porcentagem dos jovens que não estudam e, entre os que frequentam, a distribuição entre a rede de ensino pública e a rede privada, mostrando a mudança ocorrida entre 2000 e 2010.
Para os jovens na faixa entre 15 e 19 anos o peso dos matriculados em escola pública é bastante significativo (mais de 50%) e apresenta pequena alteração na década, o percentual praticamente se manteve. A participação da escola pública cresce nas demais faixas, entretanto, esse movimento também pode ser observado em relação a matrículas em instituições particulares, certamente por efeito dos programas desenvolvidos na última década como o PROUNI. Portanto, o que reduz ao longo da década, para todas as faixas, é o percentual de jovens que não estudam. Os resultados por distrito estão indicados na tabela 3.4. Em alguns deles cresceu o percentual de jovens que não estuda, entretanto, como se refere a regiões com distintas realidades, podese supor que na faixa entre 15 e 19 anos muitos já concluíram o ensino médio e estão ingressando no mercado de trabalho, da mesma forma em relação as demais faixas entre 20 e 29 anos muitos já concluíram a universidade. A escola pública é a principal via de acesso à educação, são 24,1% das matrículas, já entre as escolas privadas o percentual é de 14,7%. A distribuição dos estudantes matriculados por rede de ensino expressa uma forte segmentação por distrito, nas regiões mais pobres e vulneráveis o peso da escola pública é maior, enquanto nos bairros mais próximos a região central e tradicionalmente de maior renda, a rede privada predomina. Da mesma forma
se observa que algumas regiões que alteram seu perfil na última década, também cresceu a presença de escolas privadas, a exemplo de alguns bairros da zona leste do município de São Paulo. Condição de estudante e rede de ensino frequentada pelos jovens por raça/cor Em 2010 cerca de 59,0% dos jovens brancos e 64,8% dos jovens negros não frequentavam nenhuma rede de ensino. Entre os que frequentavam tem-se 19,6% de jovens brancos e 7,1% de jovens negros em redes de ensino privadas, enquanto nas redes públicas os jovens negros são maioria com 28,1% e os jovens brancos com 21,5%. Na comparação com o ano de 2000 a queda entre os que não frequentavam nenhuma rede ensino, na comparação com 2010 foi de 4,7% para os jovens brancos e de 5,7% para os jovens negros. O resultado mais significativo se deu entre os jovens negros em redes de ensino privadas que passou de 3,9% para 7,1% no período analisado. Uma das possíveis causas é o acesso ao PROUNI. A análise desagregada por distritos permite identificar as regiões que concentram o maior número de jovens que não frequentam a rede de ensino. Entre os jovens brancos, os distritos são: Anhanguera (67,3%), Cidade Tiradentes (65,4%), Lajeado (64,9%), Marsilac (66,9%), São Miguel (67,0%) e Sapopemba (65,7%). Entre os jovens negros as maiores ocorrências entre os que não frequentam a rede de ensino estão concentradas nos seguintes distritos: Alto de Pinheiros (82,4%), Belém (77,4%), Morumbi (78,1%), Parelheiros (77,5%), Vila Prudente (73,9%), Vila Formosa (71,8%). É interessante observar que entre os jovens negros os distritos citados apresentam realidades muito distintas, diferentemente dos jovens brancos que apresentam maior uniformidade. Os maiores contrastes estão na Vila Pudente, Morumbi e Alto de Pinheiros, por outro lado entre os distritos com maior deficiência em termos de recursos e acesso a serviços é mais equânime a distribuição dos jovens brancos e negros entre aqueles que não frequentam a rede de ensino. Nesse caso, o contraste entre brancos e negros é mais nítido. É importante esclarecer que, no conjunto do Município, 17,8% dos jovens brancos estava matriculada no ensino superior, em 2010, contra 5,1% dos jovens negros. Nos distritos com maior grau de vulnerabilidade socioeconômica essa porcentagem é bastante baixa e a diferença entre brancos e negros é pequena (por exemplo, em Cidade Tiradentes: 3,8% e 2,6%, respectivamente). No polo oposto, as porcentagens são bem acima da média (no Jardim Paulista, 48,6% e 30,0%; em Moema, 48,4% e 44,2%). O contraste entre distritos é maior para a população branca.
Nível de ensino frequentado pelos estudantes No período compreendido entre 2000 e 2010 a distribuição dos estudantes por faixa etária e nível de ensino que frequenta apresentou uma evolução positiva, aproximando o curso que frequenta a faixa etária correspondente. Para a faixa etária entre 15 e 19 anos ocorreu uma queda dos estudantes matriculados no ensino fundamental de 28,2% para 20,3%, entre os dois períodos do censo, e um correspondente crescimento de matriculados no ensino médio, mas principalmente no ensino superior, cujo percentual praticamente dobrou, passando de 7,8% para 13,3%. Na faixa entre 20 e 24 anos em que se espera que a maior parte dos matriculados estejam cursando ensino superior, o percentual passou de 60% (2000) para 71,5% (2010) e queda entre os matriculados no ensino fundamental e médio. Já na faixa que compreende a idade dos 25 aos 29 anos o percentual dos matriculados em ensino superior é ligeiramente inferior ao da faixa etária anterior (19-24 anos), 68,2%; da mesma forma que é significativo o percentual de matriculados no ensino fundamental (10,3%) e ensino médio (21,6%). Provavelmente, isso se deve à decisão de retornar à escola e concluir os estudos em condições mais favoráveis de acesso ao emprego. Os dados relativos à distribuição dos estudantes por faixa etária, desagregados por subprefeituras. Os matriculados no ensino fundamental passaram de 22,8% para 14,9% no período compreendido entre os dois censos. No ensino médio o percentual passou de 51,7% para 44,7% e o ensino superior cresceu de 25,4% para 40,3% para o mesmo período. De uma forma geral os dados são positivos uma vez que se espera que um jovem de 15 a 19 anos já estejam cursando o ensino médio ou superior. Os resultados por subprefeitura apresentam uma redução dos matriculados no ensino fundamental, para essa faixa etária, em todas as regiões. Em algumas das subprefeituras a queda se deu de forma mais significativa, enquanto outros 160 persistem percentuais elevados como Campo limpo, Cidade Tiradentes, freguesia do Ó, Parelheiros, São Mateus e M´Boi Mirim embora em todas essas regiões a redução da participação do ensino fundamental tenha caído em média 30% entre as duas décadas. Entretanto, o dado mais relevante se refere ao acesso ao nível superior cuja participação passou de 25,4% para 40,3% entre os dois períodos analisados. Em praticamente todas as subprefeituras do município essa participação dobrou, com destaque para Cidade Ademar (87%), Cidade Tiradentes (282%), Itaim Paulista (157%), M´Boi Mirim (162%), Parelheiros (297%) e Perus (226%). Vale destacar que a despeito desses bons resultados, todos estes estão bastante abaixo da média, das 32 subprefeituras, 17 ao todo.
Nível de ensino frequentado pelos estudantes por raça/cor e por sexo A distribuição dos jovens entre os níveis de ensino que frequenta aponta para diferenças significativas quando o quesito é raça/cor. Enquanto entre os brancos cerca 48,4% frequentam o ensino superior, entre os negros o percentual é de 24,8%. Em termos percentuais os negros estão em maior número no ensino fundamental e médio. A comparação com 2000 sugere um aumento significativo do acesso dos jovens negros ao ensino superior, passando de 7,8% para 24,8%, crescimento de 217%. Entre os brancos a evolução foi mais modesta, 52%, contudo ainda assim bastante significativa. As regiões em que se identifica a menor presença de jovens negros frequentando o nível superior são: Cidade Tiradentes (15,2%), Parelheiros (12,4%), São Miguel (16,4%), Guaianazes (16,7%). Entre os jovens brancos temos: Capela do Socorro (35,2%), Cidade Tiradentes (18,3%), Guaianazes (24,7%), Itaim Paulista (27,6%), M´Boi Mirim (32,0%), Perus (29,6%), Sapopemba (30,7%), São Mateus (30,3%) e São Miguel (31,5%). Mesmo assim o percentual de jovens brancos é bastante superior ao dos jovens negros. Em um conjunto de subprefeituras o percentual de jovens negros que estão frequentando o ensino superior é expressivo, quais sejam: Pinheiros (64,2%), Santana (41,6%), Sé (47,4%), Vila Mariana (49,3%), Penha (36,3%), Lapa (35,6%), Aricanduva (39,1%) e Mooca (36,9%). Em todas as subprefeituras, quando se analisa o nível de ensino frequentado por sexo, há uma superioridade feminina. Enquanto no ensino fundamental o percentual de homens é superior ao das mulheres, no nível superior ocorre o inverso, de modo recorrente em todas as subprefeituras. O que varia é a distância: nas subprefeituras mais carentes como Cidade Tiradentes, Perus, Itaim Paulista e Capela do Socorro, a distância entre homens e mulheres frequentando nível superior pode variar de 100% a 400%. No ensino médio há maior equilíbrio. A faixa entre as mulheres com nível superior oscila entre 11,3% e 71,4%. Já entre os homens a variação é de 2,7% a 62,7%. No Município como um todo, 23,8% dos estudantes do sexo masculino estavam matriculados no ensino superior, em 2010; entre as mulheres estudantes, essa porcentagem era de 37,6%. Os contrastes entre distritos no que se refere às proporções dos estudantes com idade entre 15 e 29 anos matriculados no ensino superior (em relação ao total dos jovens que são estudantes), distinguindo entre brancos e negros. Distribuição dos estudantes por condição de atividade econômica A condição dos jovens que estão estudando e, ao mesmo tempo, estão economicamente ativos. Em 2000, na faixa entre 15 e 19 anos, 50% dos estudantes estavam ativos; em 2010 esse percentual aumentou para 70,5%.
Na faixa entre 20 e 24 anos os ativos representavam 77%, tendo aumentado para 88%. Já na faixa entre 24 e 29 anos, aquela em que o percentual de ativos é mais elevado, essa condição representava 84% em 2000 e 89,5% em 2010. Por outro lado, diminuiu a porcentagem dos jovens que se dedicavam apenas ao estudo. Provavelmente, isso se deve ao fato de que um número maior de jovens paulistanos tem conseguido conciliar trabalho e estudo, em especial entre aqueles com menos de 25 anos de idade, assim como ao fato de ter diminuído o desemprego juvenil. A distribuição dos estudantes de 15 a 29 anos por condição de atividade e distritos – as áreas em que se concentra o maior número de jovens que apenas estudam. É importante destacar que ocorreu uma redução significativa nessa última década (2000 e 2010) em que os jovens que apenas estudam passaram de 36,1% para 16,4%. Essa redução ocorreu em todos os distritos. Os maiores percentuais estão concentrados nas seguintes regiões: Cidade Tiradentes (24,9%), Guaianazes (23,7%), Iguatemi (23,6%), Parelheiros (23,5%), Jardim Angela (21,1%), Perus (21,4%), Raposo Tavares (24,6%), Vila Jacuí (22,9%), São Domingos (21,2%) e Vila Curuçá (21,2%), mesmo nessas regiões o percentual caiu pela metade na comparação com o período anterior. Nos bairros de maior poder aquisitivo os percentuais dos que apenas trabalham é inferior à média do município. Nível de instrução e acesso ao emprego formal O nível educacional é um parâmetro importante para o tipo de inserção dos jovens no mercado de trabalho, uma vez que os bons empregos excluem os trabalhadores com baixa escolaridade. O gráfico 3.8 se refere à distribuição da população de 15 a 29 anos empregada com vínculo formalizado, segundo o grau de instrução, de acordo com as informações da Relação Anual de Informação Social – RAIS referentes a 31 de dezembro de 2013. Entre os jovens ocupados em um emprego com carteira assinada costuma ser requerido, pelo menos, o diploma do ensino médio (predominava o ensino médio completo ou superior incompleto, com 61%, sendo que outros 17,0% tinham o ensino superior completo). Por outro lado, apenas 5% dos jovens empregados com o registro do vínculo não tinham concluído o ensino fundamental. A distribuição da população de 15 a 29 anos por distritos indica uma elevada concentração de jovens com baixa escolaridade empregados formalmente em regiões economicamente mais vulneráveis, como Vila Formosa (16,1%), Itaim Paulista (14,8%), Pedreira (12,8%), Artur Alvim (10,9%) e Capão Redondo (10,9%). Trata-se de distritos localizados nas regiões Sul e Leste da cidade.
Entretanto, em praticamente todos os distritos, a maior concentração está entre os jovens com ensino médio completo e superior incompleto, somando mais de 2/3, exceção para os distritos de Brasilândia (52%), Campo Limpo (55,6%), Capão Redondo, (53,3%) e Pedreira (54,6%). Os empregados mais escolarizados, com diploma de nível superior, trabalham nas regiões que correspondem aos distritos com maior poder aquisitivo, como Itaim Bibi (28,4%), Jabaquara (28,7%), Saúde (36,9%) e Alto de Pinheiros (23,5%); exceção para o distrito de São Rafael, localizado na periferia da Zona Leste, onde há uma elevada concentração de jovens empregados com carteira assinada que concluíram o nível superior (43,4%). Portanto, embora não seja um processo homogêneo, há uma relação entre a vulnerabilidade socioeconômica e a qualidade dos empregos existentes, expressa pelos níveis de instrução.
8.
PLANEJAMENTO DE CAMPANHA
8.1.1. PÚBLICO-ALVO Jovens entre 12 a 18 anos – Classe C/D É bom de ver, cidade! deseja atingir jovens da periferia da Zona Leste de São Paulo, utilizando ferramentas de gamificação como jogos, histórias em quadrinhos e metodologias para uma educação mais autodirigida. O intuito é fazer com que os jovens tenham a oportunidade de aprender algo novo e sentir-se incluído na sociedade de forma cultural e deixando a ideia de desigualdade. Com base em nossas pesquisas e informação, nosso público-alvo foi definido em jovens de 12 a 18 anos da classe C/D nascidos entre 2000 a 2007, que são públicos que estão transição escolar e universitária, sabendo que nesta fase os jovens buscam lugares para conhecer, atividades que os agradam e tragam conhecimento para que até os ajudem a se encontrarem em futuras profissões. Como sabemos esta é a fase que os jovens estão se moldando na sociedade, sendo muito importante para todos que vivem em periferias tenham projetos especiais que sejam voltados a eles, pois muitos acabam sentindo o peso da desigualdade social e é preciso mostrar a estes jovens que eles possuem espaço na sociedade, principalmente nos dias de hoje que vemos muito o tema da exclusão, do preconceito em relação a sua classe social. Sempre existiu, mas com as redes sociais e tecnologias no geral, isso fica mais explícito na visão de todos. Mostrar a diversidade é um fato interessante, pois não só a diversidade de gênero, também como a diversidade cultural vem mudando muito, incluindo desses jovens fazem com que tenham uma grande visibilidade. O trabalho do É bom de ver, cidade! mostra com base nos jogos, histórias em quadrinhos uma visão bem ampla de recursos didáticos que atrai o aprendizado e traz interação que é a chave principal para convívio, dando a oportunidade que muitas crianças não têm de forma mais fácil. É nesse ambiente que os jovens aprenderão a se virar de verdade para resolver problemas com independência, checando e ampliando o conhecimento, ouvindo, negociando, cedendo, participando, cooperando, perseverando, respeitando. Aprende a ser solidário e consciente de seus direitos, deveres e responsabilidades. Em outras palavras: ganha a chance de tornar-se um cidadão do futuro. 8.1.2. ORÇAMENTO: - Permuta - Em publicidade, designa negociação de espaço ou de tempo de um veículo, em troca de produtos ou serviços do anunciante, dinheiro ou
mediante acordo prévio entre as duas partes, sendo seu valor calculado com base no preço líquido da mídia e nos preços do produto ou serviço sem as margens de lucro do comércio. Artigo 533 do código civil. - Patrocínio - É a provisão de recursos financeiros, humanos ou físicos por uma organização diretamente para um evento ou atividade em troca de uma associação direta com o mesmo. Tem ganhado espaço no mundo dos negócios por ser uma estratégia de investimento que busca tanto o retorno financeiro como institucional para as instituições envolvidas, empresas e universidades. O patrocínio à atividade artística e/ou cultural tem como maior incentivador a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991) conhecida por Lei Rouanet – criada por Sérgio Paulo Rouanet, secretário de Cultura da Presidência da República (SEC/PR) na época –, sendo seu ponto importante a política de incentivos fiscais tanto às empresas (pessoa jurídica) quanto aos cidadãos (pessoa física) para aplicarem parte do IR (imposto de renda) devido em ações culturais. 8.1.3. MERCADOS PRIORITÁRIOS (zona territorial): Cidade de São Paulo, nas áreas periféricas, principalmente da Zona Leste, onde possui a maior população do Município, com aproximadamente 4,6 milhões de habitantes.
8.1.4. MEIOS DE COMUNICAÇÃO: Redes Sociais (Instagram, Facebook, Linkedin e YouTube) Jornal do Bairro (Desenvolve Itaquera e Nosso Bairro SP) Radio (Rádio Cultura e Rádio Mix)
8.2.
OBJETIVO DE COMUNICAÇÃO
Vender a imagem do projeto como sendo uma boa empresa para se investir Mudar hábitos do público-alvo Comunicar algum acontecimento especial Criar o conhecimento da marca do projeto Construir uma imagem de marca Gerar conhecimento e aceitação da marca visando abertura de novos mercados
8.3.
OBJETIVO DE CAMPANHA
Institucional - Tem como objetivo divulgar a empresa como um todo, sem focar em um produto ou serviço específico. Sua principal característica é conceituar a empresa, procurando fixar sua imagem junto ao seu segmento de atuação com o objetivo de obter reconhecimento para a sua marca. Visando melhorar a exposição da marca. 8.3.1. Estratégia da campanha: • • • • • • •
Marketing Social Marketing de Conteúdo Publicidade; Marketing Direto; Relações públicas; Marketing Digital; Social Media.
8.3.2. Plano Tático: Divulgação por mídias online (Redes Sociais) e offline (Rádio e Jornal) Divulgação em eventos relacionados (Anatomia do Olhar, Jornada e Festivais de Saberes)
Conceito: Incentivar e Desconstruir Paradigmas Sociais Paradigma social é o conjunto de conceitos, valores, percepções e práticas compartilhadas por uma comunidade e que produz uma maneira particular de ver a realidade, dando base para que esta se organize. Com base nisso, nosso conceito é que todos se interessem a mudar, que comece a enxergar além dos muros construídos pela sociedade em que vive. Que o coletivo possa mostrar que a comunidade também tem muito o que ensinar para, não só os adolescentes, mas também para adultos que vive aquela realidade a muito mais tempo. Tema: Desconstruir para Aprender Com a ideia do conceito, o desconstruir tem o intuito de fazer cada um para de olhar apenas para si e começar a enxergar o que está além da sua volta. De notarem as diferenças sociais, enxergar as pessoas invisíveis e abrir os olhos para a margem da sociedade que dificilmente são vistas, e aguçar a gentileza e a generosidade.
8.3.3.
Ação:
Campanha Apresentação Animado O que? Um vídeo com animação estilizada para representar uma criança desenhando e apresentando o coletivo de forma interativa, atrativa e com qual eles consigam se identificar. Por quê? O intuito desse comercial é convidar os jovens que não tenham conhecimento do projeto a fazerem parte do coletivo. Onde? Youtube, Instagram, Facebook Quando? Indefinido, dependendo exclusivamente do coletivo. Quem? Um narrador, que irá apresentar os detalhes do vídeo por meio de uma animação.
Como? Vai ser exibido um vídeo com foco na apresentação do coletivo, que se encontrara em diferentes redes sociais, para instigar o público a conhecer o coletivo, e se identificar com o mesmo Quanto? R$200,00 (se for produzido por terceiros) Campanha Spot Poetizada O que? Um áudio de modo poético apresentando o projeto, de forma mais solene e atrativa, para tornar mais simples o entendimento e mais fácil a adesão. Por quê? O intuito principal desse spot é atrair o interesse dos jovens a fazerem parte do coletivo “É bom de ver cidade!”. Onde? Rádios FM de São Paulo Quando? De Fevereiro a Julho de 2020 Quem? Vai ser apresentada a narração de duas pessoas, uma do sexo masculino e outra do sexo feminino. Como? O áudio vai ser exposto nos intervalos comerciais da programação de algumas estações de rádio. Quanto? R$150,00 (se for produzida por terceiros) Campanha Redes Sociais O que? Peças publicitarias focadas no tema do coletivo em todas as principais redes, conseguindo ampla divulgação e conquistando engajamento através de comentários e compartilhamentos. Por quê? Para aumentar a visibilidade do projeto em si, concedendo assim um maior engajamento em suas redes sociais. Onde? Instagram, Facebook e LinkedIn. Quando? Indefinido, dependendo exclusivamente do coletivo. Quem? Os membros do coletivo podem fazer as peças e as postagens.
Como? Através de diversas postagens nas redes sociais, comentários e debates sobre o assunto, gerando engajamento. Quanto? De graça, feito pelos próprios membros.
Campanha Caderno Personalizado O que? Um caderno personalizado com o logo do coletivo de brochura, com a estrutura A6 (148 x 105 mm). Por quê? Apresentar uma cara nova, desse modo tornando a interação com o caderno um pouco mais cativante. Onde? Será distribuído para os participantes do coletivo e vendido para afins nos locais de encontros do grupo, que normalmente ocorrem em centros culturais de São Paulo. Quando? Indefinido, determinado pelo próprio representante do coletivo. Quem? Alguns representantes do coletivo irão fazer a distribuição e a venda dos produtos. Como? Será feita uma estruturação pelos membros do próprio coletivo, para que os cadernos sejam entregues de uma forma adequada. Quanto? O custo é de R$2.835,00. Campanha Lambi-Lambi O que? Impressos de baixo custo financeiro com temática atrativa de acordo com proposta da campanha e marca, montando um mural onde todos poderão tirar fotos e fazer postagens marcando o Instagram do coletivo. Por quê? Buscamos atrair o público que se identifica com o tipo de cultura e arte desenvolvida, e o público que ainda não conhece o meio mas pode se interessar e querer interagir com a causa. Onde? Onde acontecem os encontros: Centros Culturais, no Galpão ZL, praças Quando? Indefinido, dependendo exclusivamente do coletivo.
Quem? A montagem do mural será feita pelo próprio coletivo. Como? Será indicado uma divisão de grupos para as ações semanais onde cada integrante fará a aplicação em um setor especifico. Quanto? A produção dos lambi-lambis será de 17,50 a cada 50 unidades. A montagem do mural não terá custo.
9.
Mídia e Custos
9.1 Mídia Período de Campanha: de fevereiro a julho de 2020 - MEIOS SELECIONADOS – MEIOS PRINCIPAIS: Mídia Digital (Instagram, Facebook, YouTube) MEIOS DE APOIO: Jornal de Bairro (Jornal Desenvolve Itaquera e Jornal Nosso Bairro SP) e Rádio FM (Rádio Cultura e Rádio Mix) 1-
CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DOS MEIOS: sexo, idade e classe social
9.2 Produção Gráfica Ficha técnica dos materiais impressos de campanha do projeto ‘’É Bom de Ver Cidade!’’. Flyer Formato: A5 (210 x 148mm) Cores: 4x4 Papel: Couchê Fosco 150g Acabamento: Refile Quantidade: 100 Unidades Valor Unitário: R$2,30 Valor Total: R$230,00 Caderninhos Formato: A6 (148 x 105 mm) Cores: Preta Papel: Reciclato 180g Capa dura com brochura Quantidade: 150 unidades Valor Unitário: R$18,90 Valor Total R$2.835,00 Camisetas Tamanhos: P, M,G, GG e EG (10 de cada tamanho) Cores: Verde, Laranja, Preta e Branca (50 de cada cor) Material: 100% Algodão, Malha Fria Quantidade: 200 Unidades Valor Unitário: R$19,08 Valor Total R$3.816,00
Mochila Sacola Formato: Sport (37 x 41 cm) Capacidade: 3 Kg Tipo de Impressão: Silk 1 cor Substrato: Non Woven 80g Cor: Branco (Sport) e Preto (Sport) Área de Impressão: 20 x 28 cm Compartimento: 1 Compartimento Quantidade: 200 (sendo 100 brancas e 100 pretas) Valor Unitário: R$6,50 Valor Total: R$650,00 Bonés bordados Medidas: 58 cm de Circunferência (com Regulador de 3 cm) Profundidade: 14 cm Diâmetro: 18cm Aba: Largura 18 cm, Valor Unitário R$ 7,80 Valor Total R$ 390,00
Lambe Lambe Formato: A4 (297 x 210 mm) Impressão: Frente Cores: 4x0 (colorido) Papel: Offset 90g Acabamento: Refile Quantidade: 50 Unidades Valor Unitário: R$ 0,35 Valor Total R$ 17,50
Midias digitais
Jornal
Rรกdio
Flow
Cash Flow
10. criação - Logo
No logo, elementos como prédios, ruas e aviões estão presentes em formato de Doodle para retratar a cidade de um modo descontraído e juvenil. A fonte escolhida foi Don Graffiti - Don Marciano que remete o Grafitti, um estilo urbano utilizado para deixar marcas nas paredes da cidade expressando a opressão em que a sociedade vive por meio de desenhos.
-Manual de Identidade
A identidade visual usa do laranja como cor de fundo principal, a escolha por tal cor tem como justificativa o fato da mesma ser fácilmente notada em materiais gráficos, tanto online quanto offline, além de contrastar com os dois modos de usar o logo (preto e branco / branco e preto). Como background de capas, e posteres nos quais evidenciam o logo do projeto, é usado um padrão de grafite no fundo da peça, também acompanhado na maioria das vezes pelo laranja ou outra cor também forte. Nas redes sociais um design em linhas retas é usado como layout, tal design pode ser usado em laranja ou outra cor forte acompanhando a paleta de cores da peça
Caderno Esse caderno tem como coloração a cor preta e também é personalizado com o logo do coletivo ”É BOM DE VER CIDADE”, além de apresentar um pequeno espaço para colocar o nome do futuro dono.
Redes Sociais “EMPODERAMENTO PERIFÉRICO NAS REDES SOCIAIS” Essa peça tem como principal foco apresentar o empoderamento nas redes sociais, além de gerar um atrativo com essa sua fonte de letra personalizada, e outro elemento é apresentação da logo do coletivo que está se destacando bem.
Redes Sociais “#ÉBOMDEVERCIDADEDISCUTE” Essa peça tem como principal foco apresentar o ilustrador, com o seu atrativo de personalização alaranjado e curvo, além de ter o destaque do logo do coletivo de forma agradável.
Flyer “DESCONSTRUIR PARA APRENDER” Essa peça tem como principal foco convidar e apresentar a desconstrução e os seus benefícios, esse flyer também gera um atrativo com suas cores vibrantes e a representação da desconstrução na face da modelo, e outro elemento é apresentação da logo do coletivo.
Cartaz “CIDADE DE COR” Essa peça tem como principal foco evidenciar a diversidade que se encontra na cidade, por isso foi escolhido abordar um sistema de coloração, buscando dar ênfase a variedade social através de cada uma das cores que se encontra nessa arte e no título “CIDADE DE COR”, outro fator é o destaque da logo marca do coletivo se encontra visível na peça.
Cartaz “SEJA O HERÓI!” Essa peça que busca retratar o estilo de vida quadrinesco, tem como principal foco evidenciar a herói que se encontra dentro de cada um, por isso foi escolhido abordar uma cidade na versão do estilo de vida dos quadrinhos, e foi somando com o título "Seja o Herói!", outro fator é o destaque da logo marca do coletivo se encontra visível na peça.
Cartaz “SEJA A HEROÍNA!” Essa peça que busca retratar o estilo de vida quadrinesco, tem como principal foco evidenciar a herói que se encontra dentro de cada um, por isso foi escolhido abordar uma cidade na versão do estilo de vida dos quadrinhos, além de também somar com o título “SEJA A HEROÍNA!”, outro fator é o destaque da logo marca do coletivo se encontra visível na peça.
Cartaz “A ARTE DA PALAVRA” Essa peça tem como principal foco evidenciar a arte musical da expressão vocal, por isso foi adotada a figura de um artista com seu microfone, e é enaltecido o valor da palavra através do título denominado “A ARTE DA PALAVRA”, outro fator é o destaque da logo marca do coletivo se encontra visível na peça.
Cartaz “A ARTE DA POESIA” Essa peça tem como principal foco evidenciar a arte de compor ou escrever versos, por isso foi adotada a figura de uma jovem tento seu momento poético, e é enaltecido o valor da poesia através do título denominado “A ARTE DA POESIA”, outro fator é o destaque da logo marca do coletivo se encontra visível na peça.
10.2 Produção Audio Visual
-Storyteller https://drive.google.com/drive/ folders/1wQMaG-6My1KmT4UOk7_RW_C3KmTBn97a?usp=sharing
-Peça Campanha https://drive.google.com/drive/ folders/1wQMaG-6My1KmT4UOk7_RW_C3KmTBn97a?usp=sharing -Video Institucional https://drive.google.com/drive/ folders/1wQMaG-6My1KmT4UOk7_RW_C3KmTBn97a?usp=sharing
-Spot https://drive.google.com/drive/ folders/1wQMaG-6My1KmT4UOk7_RW_C3KmTBn97a?usp=sharing
11. RefĂŞrencias
http://www.vermelho.org.br/noticia/164138-1 https://fundacaotidesetubal.org.br/ https://www.spjornal.com.br/2017/10/23/zona-leste-e-regiao-de-sp-que-mais-cresceu-nosultimos-dez-anos/ http://www.encontrodeempresarios.com.br/mercado.php https://www.tecmundo.com.br/tecnologia/102284-comunidades-carentes-usando-tecnologiafavor.htm https://ceapg.fgv.br/sites/ceapg.fgv.br/files/u60/ mapa_da_juventude_da_cidade_de_sao_paulo.pdf https://ambientedomeio.com/2012/04/22/desenvolvimento-sustentavel-na-cidade-de-sao-paulo/ https://www.printi.com.br/homemobile
12. ApĂŞndice
- roteiro do vĂdeo
-Roteiro Spot