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#papelariatemtudo - Raimundo Rodriguez

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#papelariatemtudo raimundo rodriguez


#papelariatemtudo


Produção Janete Scarani | Sergio Gonçalves Texto Renata Gesomino Montagem Sergio Gonçalves | Coca Morales | Janete Scarani Assistentes Luisa Gomes Cardoso | Sabrina Travençolo Fotos da Abertura Christina Amaral Fotos do Catálogo Sandra Moraes Projeto Gráfico do catálogo Lin Lima Vendas Claudia Lancelotti | Luciana de Souza Assessoria de Imprensa Angela Falcão Design Gráfico Daniel Ventura

Agradecimentos Alexandre Murucci | Ana Durães | Chandra Santos | Christina Amaral | Claudia Hirsman | Daruiz Paranhos Deneir | Fabio Carvalho | Fernando Grosso | Gian Shimada | Horacio Ernani | Isis Quaresma | Janete Scarani Jorge Calfo | Julio Ferreira Sekiguchi | Lin Lima | Luisa Gomes Cardoso | Marcelo Oliveira | Marcia Bahia Marcia Zoé Ramos | Marcio de Oliveira Fonseca | Marcio Zardo | Mariana Carvalho | Mariza de Gusmão Mauricio Rubio | Osvaldo Carvalho | Paulo Almeida | Rafael Vicente | Raquel Baroni | Renata Gesomino Rogério Essin | Sabrina Travençolo | Sandra Moraes | Sergio Gonçalves | Video pontocom


#papelariatemtudo raimundo rodriguez

Quando Braque e Picasso ainda em 1912 aprofundavam as suas experiências cubistas a partir da colagem/assemblage, incorporando em suas obras tiras de jornal, papeis de parede e até mesmo objetos ordinários como maços de cigarro, retalhos de tecidos variados, entre outros, o campo das artes plásticas passava por uma verdadeira revolução, onde a presença ostensiva do mundo material se tornaria irreversível e pregnante. Salto quântico na questão formal, e é preciso lembrar que devemos amar a forma pelo que ela é, ou melhor dizendo, como ela se apresenta. A colagem ou o “Cubismo de colagem”, como “novo” recurso técnico, ponta de lança de novas conquistas, que invadiu o campo pictórico, ainda se apresentava, diante das aspirações modernistas, como síntese. Esta síntese que se quer incisivamente formal foi compreendida como um impulso teórico, como uma reflexão profunda, sequencia “natural” dos experimentos analíticos com a cor, a distorção e a planificação, e por fim, como uma pesquisa autocentrada. Pouco mais de cem anos depois, a colagem ou assemblage se afirma como um recurso vivo na arte contemporânea, angariando inúmeros sentidos, em boa parte, distanciando-se de seu cerne racionalista, de sua contraparte modernista. Uma mostra desta particularidade dos sentidos pode ser vista na exposição intitulada “Papelaria Tem Tudo”, do artista plástico Raimundo Rodriguez, através de um conjunto de obras em papel que são fruto direto de uma compilação de trabalhos que se iniciaram em 2007, e que se encontra em andamento o denominado work in progress. A experiência de manipular a vasta família dos papéis é sugerida de início pelo título da exposição. A ideia de uma papelaria que “tem tudo”, e, tudo inclui toda sorte de material artístico, está para o amante das artes assim como a livraria está para o amante das letras. Neste caso, um elo fortíssimo une os dois sensíveis amantes: o papel. Papel kraft, papelão, papel alumínio, papel celofane, papel canson, papel de


carta, papel ofício, papel mata-borrão, papel couchê, papel mate (fosco ou brilhante), papel duplex, papel artesanal, tríplex, entre tantos outros, cada um com sua própria poética, cada um com sua própria memória, ainda que em branco. O papel, suporte máximo das letras, também é o das cores e dos desenhos e, em última instancia, das pinturas – antes da pintura, aprioristicamente, ele é a tentativa (em papel jornal, preferencialmente), é o ensaio que chamamos de croquí. As imagens oníricas de tempos que se atravessam em platôs múltiplos são aglutinadas nos papéis da papelaria imaginária de Rodriguez por meio da assemblage. Colagens de fragmentos vivos encontrados em selos de cartas, fotografias, ingressos usados, folhas secas, páginas rasgadas, panfletos descartados, marcadores de livros, etc. que se assentam harmonicamente sobre uma superfície adesiva constituindo as obras na tensão permanente entre o figurativo, o abstrato e o gesto/conceito. É preciso aderir à forma pelo que ela é. Adesão simpática ou pura e simples empatia que evocará da língua alemã, contextualizada por teóricos como Worringer, o termo “Einfühlung”. Trata-se de projeção sentimental. É preciso ter empatia pelos papéis delicados que flutuam abaixo de finas camadas de verniz, cera, giz e tinta. Esses fragmentos de memórias afetivas estão em busca de uma unidade. Tais imagens são quase como cartas íntimas ressignificadas por códigos que não podem ser nem definidos como meramente figurativos, nem como apenas abstratos. Tais códigos convertidos em poéticas precisam ser sentidos, constantemente revividos, “lidos” pelo avesso. E é nesse avesso de uma projeção sentimental que se poderá amar a forma somente pelo que ela é. Renata Gesomino. Crítica de arte e curadora independente. Doutoranda pelo PPGAV-UFRJ. Professora de História da arte pela EBA-UFRJ e pelo Instituto de artes – UERJ.


sem título | 2013 técnica mista | 60 x 46 cm


sem título | 2013 técnica mista | 60 x 46 cm


sem título | 2013 técnica mista | 60 x 46 cm


sem título | 2013 técnica mista | 60 x 46 cm


sem título | 2013 técnica mista | 60 x 46 cm


sem título | 2013 técnica mista | 60 x 46 cm


sem título | 2013 técnica mista | 60 x 46 cm


2013 #papelariatemtudo - Exposição Individual - Sergio Gonçalves Galeria, RJ; SP Arte 2013 - Sergio Gonçalves Galeria - “O Jardim das Delícias - Reflexões sobre questões materiais e transitórias ou simplesmente uma obra em processo”, SP; O Cavalo de São Jorge - Comissão de Frente da Beija Flor de Nilópolis,RJ. 2012 Pinta Art Fair - Sergio Gonçalves Galeria - New York-EUA; SP Arte 2012 - Stand 84 - Sérgio Gonçalves Galeria, São Paulo, SP; Moto-Contínuo - Exposição coletiva - Sérgio Gonçalves Galeria, Rio de Janeiro, RJ; O que é Quanto custa Onde pode ser encontrado - Direção do documentário sobre o grupo Imaginário Periférico; Página da Caza - Criação e Curadoria da página semanal - Caderno Artes do Jornal do Comércio, RJ; Obras Inéditas - Exposição Individual - Caza Arte Contemporanea, Rio de Janeiro, RJ. 2011 Pop e Popular - Exposição Coletiva - Parque das Ruínas - Santa Tereza, Rio de Janeiro, RJ; Latifundio - Exposição Individual - SESC Ramos, Rio de Janeiro, RJ; Sonhos - Exposição Individual - SESC Tijuca, Rio de Janeiro, RJ; A Água e seu Papel - Direção de Arte do Projeto e Exposição - Caza Arte Contemporânea, RJ; Caza Arte Contemporânea - Criação e curadoria da galeria - Lapa - Rio de Janeiro, RJ; O Farol e o Mar - Instalação - SESC Rio Noites Cariocas - Rio de Janeiro, RJ. 2010 Eterno Labirinto - Exposição Individual - Galeria Espaço Imaginário, Rio de Janeiro, RJ; Contemporâneo Popular - Exposição Coletiva - SESC São Gonçalo RJ; Salve Jorge - O Intrépido Santo do Povo - Direção de Arte e Figurinos para peça teatral, Nova Iguaçu e Nilópolis, RJ. 2009 Show das bandas Beirut e Manacá - Cenografia do show no Via Funchal - São Paulo, SP; Galeria Espaço Imaginário - Criação e curadoria da galeria - Lapa - Rio de Janeiro, RJ. 2008 Intervenção Urbana - Criação de Murais Artísticos - Praça da Imperatriz, Nova Iguaçu, RJ; Capitu - Direção de arte e Cenografia da microssérie para Rede Globo - Direção Luiz Fernando Carvalho; Intervenção Urbana – Via Light - Nova Iguaçu, RJ. 2007 A Pedra do Reino - Direção de arte da microssérie para Rede Globo - Direção Luiz Fernando Carvalho; Sonhos - Exposição individual - Galeria 90 Arte Contemporânea, Rio de janeiro, RJ. 2006 Elza Soares - Show Beba-me - Direção de Arte e Cenografia do show e gravação do DVD SESC Vila Mariana, São Paulo, SP; Reciclasa – Novos Usos para Antigos Materiais - Exposição Itinerante pelo Brasil Projeto de Renato Kamp para IBM Brasil. 2005 Latifúndio - Exposição Individual - Galeria do Poste, Niterói, RJ; Território em Trânsito - Exposição coletiva - Centre International d’Art Contemporain, Château de Carros, França; Hoje é dia de Maria - 2ª jornada - Artista Plástico responsável pelo núcleo de arte da microssérie para Rede Globo - Direção Luiz Fernando Carvalho. 2004 Hoje é dia de Maria - 1ª jornada - Artista Plástico responsável pelo núcleo de arte da microssérie para Rede Globo - Direção Luiz Fernando Carvalho; Campo de Imantação - Exposição coletiva - Galeria UFF, Niterói, RJ.


2002 Imaginário Periférico - Fundador do grupo que atua na pesquisa artística no contexto sócio-cultural contemporâneo. 2001 Murais Urbanos - Criação e Coordenação do projeto Falando às Claras Light Serviços Elétricos, Andaraí, RJ. 2000 Casa da flor - Responsável pela restauração - São Pedro da Aldeia, RJ; Sobras do Mundo - Exposição individual - Galeria de Arte Toulouse, RJ. 1999 Arte na Linha - Criação de 18 murais em 18 estações de trem da Supervia. 1998 Murais Urbanos - Criação do projeto que tem por objetivo humanizar de forma artística e educativa os espaços públicos. 1995 Fabulário de Crença Popular - Exposição individual - Maison de France Rio de Janeiro, RJ; Santos Arcanos - Exposição individual - Bookmakers Rio de Janeiro, RJ. 1994 Agnus Dei - Exposição individual - Bookmakers, RJ. 1992 Embaixada do Lixo - Rio 1992 - Celebração da Terra - Rio de Janeiro; Expresso 2222 da Central do Brasil - Exposição coletiva - Nova Iguaçu, RJ. 1991 Escultura de Pão - Performance - Largo da Carioca, Rio de Janeiro, RJ; Mostra Povo Arte Central - Exposição individual - Central do Brasil, Rio de Janeiro, RJ; Exposição individual - ECT Galeria de Arte, Distrito Federal. 1986 Exposição Individual - Galeria Itaú, Higienópolis, SP. 1985 2º Salão Pirelli de Pintura Jovem - MASP, SP. 1978 Salão do Artista Jovem - Planetário da Gavea, Rio de Janeiro, RJ.

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