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Análise Swot do Parque Américo Renê Giannetti

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Belo Horizonte - 2011


Inaugurado no dia 26 de setembro de 1987, antes mesmo na nova capital mineira, o Parque Municipal Américo Renê Giannetti é o patrimônio ambiental mais antigo de Belo Horizonte. Projetada no final do século XIX pela comissão construtora encarregada de planejar a nova capital de Minas Gerais, o parque localiza-se no hiper-centro, região mais adensada da cidade. O parque foi projetado em estilo romântico inglês, pelo arquiteto paisagista francês, Paul Vilon, para ser o maior e mais bonito parque urbano da América Latina. Antes da implantação, o espaço abrigava a Chácara Guilherme Vaz de Mello, conhecida como Chácara do Sapo. O local serviu de moradia para o próprio Paul Villon e para Aarão Reis, engenheiro chefe da Comissão Construtora, encarregada de planejar e construir a nova capital de Minas Gerais.

Casa da Chácara do Sapo, local onde seria criado o parque

No início do século XX, o Parque Municipal e a Praça da Liberdade tornam-se as principais referências da cidade para a realização de eventos. Em janeiro de 1989, é inaugurado o Velo Club que passa a promover grandes festas esportivas com corrida de bicicleta, velocípede e a pé.


Na década de 50, o prefeito Américo Renné Giannetti realiza a primeira grande obra de reforma do parque com tratamento de água, recuperação dos jardins, asfaltamento das alamedas, implantação de uma fonte luminosa e uma “Concha Acústica” para apresentação de concertos ao ar livre. Nessa época, o local recebe o nome de Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em homenagem ao prefeito, que faleceu em 1954. Entre os anos 60 e 70, são inaugurados o Orquidário Municipal e o Palácio das Artes, e substituída a iluminação de lâmpadas incandescentes por de mercúrio. Em 1975, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) realiza o tombamento de todo o conjunto paisagístico e arquitetônico do parque, por meio do Decreto n 17.086/75 que proíbe novas construções no local. Em 1977, as grades de ferro voltam a contornar o parque. Lagoa dos barcos

Em 1992, realiza-se a segunda grande obra de reforma do parque, com plantio de novas espécies arbóreas, implantação de sistemas de irrigação, repavimentação das alamedas, instalação de novos portões de entrada e aparelhos de ginástica, além da construção de uma pista de caminhada com aproximadamente dois mil metros.


Em janeiro de 2005, o Parque Municipal Américo Rennê Giannetti passa a ser administrado pela Fundação de Parques Municipais. Vinculada à Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, FPM foi criada pela Prefeitura de Belo Horizonte com a finalidade de administrar e manter os parques da cidade.

Chafariz na lagoa dos Barcos

Em 2010, o Parque ganhou mais uma cascata, a quinta, batizada com o nome Cascata dos Barcos. Junto com sua construção, seu entorno recebeu novo paisagismo. Em uma área de 3.100 m² foram plantadas, além de grama, diversas espécies de flores, como bromélias, azaléias, lírios-do-brejo, latânias, camarás, entre outras

Fonte: Fundação de Parques Municipais Prefeitura de Belo Horizonte


Swot (strenghts, weakness, opportunities and threats) pode ser traduzido para o português como: forças, oportunidades, fraquezas e ameaças da organização. A avaliação estratégica realizada a partir da matriz Swot é uma das ferramentas mais utilizadas na gestão estratégica competitiva. Nesta análise, relaciona-se as oportunidades e ameaças presentes no ambiente externo com as forças e fraquezas mapeadas no ambiente interno da organização. Uma série de características deve ser observada na análise da matriz Swot de uma organização.

Vista aérea do Parque

Os quatro quadrantes servem como sinalizadores da situação da organização. No primeiro , tem-se a alavancagem na capacidade ofensiva, que representa as forças e as capacidades da organização para aproveitar as oportunidades identificadas. O quadrante da crise representa a fraqueza da organização para lidar com as ameaças, podendo sinalizar uma frase de vulnerabilidade e declínio da organização. Na posição do quadrante de capacidades defensivas identificam-se as forças da organização que formam barreiras às ameaças do ambientes externo. Já no quadrante de restrições ou debilidades, as fraquezas da organização impedem ou dificultam o aproveitamento das oportunidades.


Análise do Ambiente Interno

Análise do Ambiente Externo

FORÇAS

FRAQUEZAS

Diversidade de Fauna e Flora; Localização central de fácil acesso; Clima tranqüilo e agradável; Imagem de patrimônio histórico da cidade; Opções de Esportes (Quadras, Equipamentos de ginástica, Pista para caminhada); Opções de Lazer e Cultura (Teatro, Espaços para Yoga, Artes Plásticas, Concertos, Brinquedos, Monumentos Históricos); Produtos e serviços com preços acessíveis; Lixeiras disponíveis em locais variados.

Poluição visual com concentração de visitantes deitados nas gramas e jardins; Falta de funcionários treinados para receber os visitantes; Concentração de animais transmissores de doenças (Gatos e Pombos); Falta de divulgação e comercialização da imagem do Parque (Produtos e Serviços); Prédios sem manutenção (IMACO, Administração), e obsoletos (Banheiros, Lanchonete); Falta de comunicação visual sobre as atrações do Parque e normas de conduta interna (Campanhas de conscientização e preservação); Brinquedos com tecnologias ultrapassadas.

OPORTUNIDADES

AMEAÇAS

Alto volume de pessoas e veículos que passam ao redor do Parque; Integração ao redor do Parque em: Órgãos Públicos (Prefeitura Municipal, Ministério da Fazenda), Teatros e Museus (Palácio das Artes, Conservatório UFMG, Automóvel Clube), Hotéis (Othon Palace), Empresas (Belotur, Correios, ArcelorMittal), Bancos (HSBC, Santander), Hospitais (Semper, Previdência, Hemominas), Comércios (Carrefour, Livraria Brasileira, Pastelândia), Feira Hippie aos domingos; Espaços nas calçadas para divulgação das atrações e eventos do Parque.

Estilo de vida agitado da população; Elevada busca da população por Shoppings; Degradação das calçadas, canteiros e grades do Parque; Concentração de Pedintes e Flanelinhas ao redor do Parque; Ausência efetiva de Polícia Militar e Guarda Municipal ao redor do Parque; Aumento da poluição em ruas e ar. Barreiras de regulamentação pública adversa a regulamentações privadas externas para casos de integração e parcerias.


Com o objetivo de assegurar vantagens competitivas no mercado onde o Parque atua, e assim, avaliar as ações ofensivas, debilidades, capacidades defensivas e vulnerabilidades, apresentamos a seguir estratégias passíveis de implementação para o Parque Municipal Rennê Giannetti. Soluções FRAQUEZAS Proibição de pisar ou deitar nas gramas e jardins do Parque, com respaldo da Guarda Municipal; Parceria com Belotur para ter funcionários especializados em Turismo para prestar apoio aos visitantes e turistas; Remanejamento dos gatos para abrigos e campanhas de conscientização aos visitantes sobre os danos para alimentação errada aos animais; Criação de peças publicitárias para divulgação das atrações, normas, campanhas de conscientização e preservação, além de comercialização de produtos relacionados à marca do Parque; Reforma dos prédios sem manutenção, criação de oficinas e projetos culturais para jovens no prédio do IMACO, além de construção de novos banheiros e lanchonetes em diferentes espaços do Parque; Instalação de brinquedos com novas tecnologias. AMEAÇAS Valorizar a tranqüilidade, paz, harmonia, diversão e saúde que o Parque proporciona aos visitantes que possuem estilo de vida agitado; Reformar as calçadas, canteiros e grades ao redor do Parque e expor que estas áreas também fazem parte do Parque; Proibição de pedintes e flanelinhas ao redor do Parque, com o apoio da Polícia Militar e Guarda Municipal; Implantação de guaritas da Polícia Militar em pontos estratégicos nas calçadas do Parque; Necessidade de regulamentação para a participação de empresas privadas para comercialização de produtos e serviços de novas tecnologias; Criação de campanhas sobre a importância da vegetação do Parque para o ar da região Centro-Sul de Belo Horizonte.


Sugestões OPORTUNIDADES Poucas opções de lazer, cultura, esporte e saúde em praças e locais privados próximos ao Parque; Folga dos cidadãos em feriados nacionais, finais de semana, além do trânsito de turistas em eventos no centro; Conscientização e mudança de comportamento da população sobre a preservação ambiental; Administrado pela Fundação de Parques de Belo Horizonte, vinculados a Secretaria Municipal de Políticas Urbanas. PONTOS FORTES Disponibilidade de recursos financeiros públicos; Posicionamento privilegiado no centro de Belo Horizonte para visitantes e turistas; Lealdade dos funcionários, prestadores de serviços e comerciantes do Parque; Deslocamento de logística acessível para distribuição de produtos e serviços.


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Análise Swot do Parque Américo Renê Giannetti by Rafael Mariani - Issuu