





ESTUDO BÍBLICO
EM PROVÉRBIOS
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EM PROVÉRBIOS




Habitar no propósito. Realizar com papel.
Somos propositivos em viver uma vida fiel ao Senhor, administrando os recursos com maestria, em busca de sermos mordomos criativos com plena satisfação em Cristo, capacitados pelo Espírito Santo, para a honra e glória de Deus.
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ESTUDO BÍBLICO EM PROVÉRBIOS













é cristã, escritora e teóloga. É formada em Design de Moda (Univates) e Teologia (Faculdade Batista Pioneira) e pósgraduada em Teologia Sistemática e Aconselhamento Bíblico (FABAPAR). Em 2019, fundou o Vem e Vamos, uma comunidade focada em edificação e capacitação teológica de mulheres. Brasileira, hoje ela mora em Valência, na Espanha, com seu marido André.




Em parte, o que nos é revelado no livro de Provérbios nasce como resposta a um pedido feito em oração por Salomão. Em 1 Reis, capítulo 3, lemos que “o Senhor apareceu a Salomão de noite, em sonhos” (1 Rs 3.5). E o próprio Deus lhe disse: “Pede o que queres que eu te dê”. O rei Salomão reconheceu que havia sido o Senhor quem o estabelecera como rei no lugar de seu pai e admitiu não saber como governar um povo tão numeroso (1 Rs 3.7).
Diante desse reconhecimento, ele pediu entendimento para julgar o povo, discernir entre o bem e o mal e, assim, liderar com sabedoria (1 Rs 3.9).
O texto diz que o Senhor se agradou desse pedido e o atendeu, concedendo a Salomão uma sabedoria como nunca houve antes dele e como não haveria depois dele (1 Rs 3.10–11).

Com Salomão, aprendemos a ordenar nossos pedidos diante de Deus. Existe um pedido que se mostra mais excelente e urgente do que todos os outros: pedir entendimento para discernir o que é justo. Embora possamos levar ao Senhor todos os desejos do nosso coração — pois ele mesmo nos convida a apresentar a ele nossas orações e súplicas —, buscar sabedoria e entendimento é tarefa de primeira importância.
Uma vez que o livro de Provérbios nos foi dado, também podemos fazer coro ao pedido de Salomão e pedir sabedoria. E esse é um pedido que vem acompanhado de promessa: é possível conhecer a sabedoria e a instrução e entender as palavras que dão entendimento (Pv 1.2). É possível aprender os conselhos que o Senhor nos revelou em sua Palavra e viver de modo sábio, experimentando a alegria de glorificá-lo na vida comum.
Desejamos que, nesta jornada de aprendizado, este também seja o seu desejo: conhecer a sabedoria de Deus e sua instrução, compreendendo as palavras que dão verdadeiro entendimento. Não para parecer superior ou para ser visto como alguém “sábio e entendido”, mas por reconhecer que necessitamos do auxílio de Deus e que podemos pedir a ele, com humildade e reverência, a graça de viver de modo que o agrade.
Que, ao responder a esse pedido — e podemos nutrir essa esperança —, Deus fortaleça em você a convicção de que o maior ganho está em ter o seu conselho a nos orientar, não como uma palavra distante, mas como o Verbo vivo que caminha conosco todos os dias.








A jornada de estudo 10
Introdução ao livro de Provérbios 12
PARTE 1 // O CORAÇÃO DA SABEDORIA 19
Estudo dos capítulos 1 a 9
Cap 1 Conselhos de um pai 20
Cap 2 O tesouro da sabedoria 34
Cap 3 Os frutos da obediência ao Senhor 44
Cap 4 A sabedoria é o caminho 56
Cap 5 O perigo da lascívia e a beleza do casamento 68
Cap 6 Armadilhas a evitar 76
Cap 7 Sabedoria para vencer a sedução 90
Cap 8 A excelência e eternidade da Sabedoria 100
Cap 9 O convite da Sabedoria e da loucura 110
PARTE 2 // SABEDORIA NA VIDA COMUM 121
Estudos temáticos
Cap 10 Família 122
Cap 11 Casamento 132
Cap 12 Imoralidade 142
Cap 13 Amizades, vizinhança e perdão 152
Cap 14 Emoções 164
Cap 15 Palavras 174
Cap 16 Trabalho e preguiça 186
Cap 17 Riqueza, pobreza e generosidade 198
Cap 18 Decisões e planejamento 212
Cap 19 Pecados 222
PARTE 3 // A MATURIDADE DA SABEDORIA 235
Estudo dos capítulos 30 e 31
Cap 20 Observar e aprender 236
Cap 21 Conselhos de uma matriarca 246
Conclusão Sabedoria encarnada 256
Palácio da memória 258




Texto bíblico
A base do estudo.
Esse é o primeiro poema instrucional do livro de Provérbios, iniciando com o pai advertindo seu filho a ouvir suas instruções e não desprezar o ensino de sua mãe (v. 8). A menção à mãe é de extrema importância: ambos os pais são vozes autoritativas e referência para os filhos. Ensinar e instruir é responsabilidade tanto do pai quanto da mãe. Obedecer e honrar os pais um princípio que aparece constantemente na Bíblia. Em Provérbios, torna-se evidente a importância de escutar o ensino dos pais. Porém, muitos separam o papel dos filhos do contexto bíblico e acabam incentivando comportamentos tolos, inconsequentes e até pecaminosos. Por isso, precisamos responder: o que deve embasar o ensino dos pais?
Em Provérbios 1.7, lemos que “o temor do Senhor é o princípio do conhecimento”. Não existe sabedoria sem temor ao Senhor, assim como não existe sabedoria à parte da verdade bíblica. Os pais devem instruir seus filhos na Palavra e nos caminhos do Senhor.
Da mesma forma, os filhos honram seus pais ao obedecerem à Palavra, não por fazerem tudo o que eles desejam ou suprirem seus caprichos, mas por temerem ao Senhor.
As palavras proferidas pelo pai em Provérbios estão baseadas no temor do Senhor e na sabedoria espiritual, não na sabedoria humana. É por isso que seu ensino e instrução são um enfeite para a cabeça e um adorno para o pescoço (v. 9), imagem simbólica sobre os benefícios da sabedoria: vitória, poder e vida. O pai adverte o filho a não se deixar influenciar por quem rejeita o temor do Senhor e não ceder à sedução dos maus (v. 10). Essas pessoas têm idade semelhante à do filho, mas não possuem os mesmos valores nem temor, e seus crimes estão relacionados a buscar riqueza de maneira imediata e fora dos limites da lei.
Estudo bíblico
Estudo guiado e pautado no texto bíblico.
Este estudo possui 21 capítulos organizados de forma linear, sendo que os capítulos de 1 a 9, 20 e 21 abordam capítulos inteiros de Provérbios, enquanto os capítulos de 10 a 19 são temáticos e tratam de tópicos variados e de suma importância dentro do livro de Salomão, como família, amizade e pecados variados.
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Perguntas
Questões para aplicação e reflexão. Palavras de Jesus
Como os princípios de Provérbios reverberam na vida e nas palavras de Cristo.

INTRODUÇÃO
O livro de Provérbios nos convida a aprender a viver. Mais do que oferecer conhecimento ou princípios abstratos, ele nos conduz a uma vida marcada por discernimento, prudência e temor do Senhor. Suas palavras nos ajudam a perceber que a sabedoria bíblica não se limita ao que pensamos, mas se manifesta na maneira como caminhamos, falamos, trabalhamos e nos relacionamos.
Ao longo de suas páginas, encontramos conselhos, advertências e encorajamentos que iluminam a vida cotidiana. Provérbios nos ensina que viver bem diante de Deus envolve escolhas concretas — escolhas que refletem um coração moldado pela sabedoria que vem do próprio Senhor.
Título
O título do livro surge logo em seu primeiro versículo: “Provérbios de Salomão[…]”. A palavra “provérbio” refere-se a ditos breves e marcantes que expressam verdades sobre a vida. São ensinamentos formulados de maneira memorável, pensados para serem lembrados, repetidos e transmitidos de geração em geração.
Autor
O livro de Provérbios reúne ensinamentos de diferentes sábios. Entre eles está o rei Salomão, amplamente conhecido nas Escrituras pela sabedoria que recebeu de Deus. No entanto, o livro não foi escrito por um único autor. Ao que tudo indica, esses provérbios foram reunidos e organizados posteriormente por alguém cujo nome não foi registrado.
Assim, o que temos em mãos é uma coletânea de sabedoria, preservada e organizada para instruir o povo de Deus.
Data
Da mesma forma, o conteúdo do livro foi produzido em períodos distintos.
Muitos dos provérbios provavelmente surgiram durante o reinado de Salomão, no século X a.C., enquanto outras partes parecem ter sido registradas ou reunidas posteriormente.
Isso significa que Provérbios reúne reflexões de sabedoria acumuladas ao longo do tempo, cuidadosamente preservadas para orientar o povo de Deus.
Características literárias
Provérbios pertence à literatura sapiencial das Escrituras. Seu propósito é formar pessoas sábias — pessoas que aprendem a viver de maneira justa, prudente e agradável a Deus.
O livro foi escrito em forma poética. Em alguns momentos, encontramos discursos mais longos, especialmente no início da obra. Em outros, aparecem afirmações curtas e diretas, que frequentemente colocam lado a lado dois caminhos ou dois tipos de pessoas.
Por meio desses contrastes, o livro nos convida a discernir entre:
1. Sabedoria e insensatez;
2. Justiça e maldade;
3. Diligência e preguiça;
4. Prudência e imprudência.
Os provérbios foram formulados para serem facilmente memorizados. Por isso, os autores utilizam imagens fortes, expressões marcantes e recursos literários que tornam a mensagem clara e inesquecível.
Tema
O tema central de Provérbios é a sabedoria. Logo no início do livro, fica evidente que seu propósito é conduzir o leitor a viver de maneira sábia. Entretanto, a sabedoria apresentada aqui não nasce apenas da experiência humana. Ela começa com algo mais profundo: o temor do Senhor. Deus estabeleceu uma aliança com o seu povo, e Provérbios ensina como aqueles que pertencem a ele devem viver. Assim, a verdadeira sabedoria não é simplesmente inteligência ou habilidade para resolver problemas, antes, começa com uma postura correta diante de Deus.
O que é sabedoria na Bíblia?
Na perspectiva bíblica, sabedoria não é algo distante da vida real. Pelo contrário, ela se revela nas decisões mais comuns do dia a dia. Ser sábio significa aprender a discernir o caminho que agrada a Deus e escolher caminhar por ele. É viver de maneira alinhada com a vontade do Senhor em cada área da vida — nas palavras, nos relacionamentos, no trabalho e nas escolhas do coração.
Versículo-chave
Há um versículo que resume de maneira clara o ensino central do livro: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento” (Pv 9.10). Essa afirmação nos lembra que toda verdadeira sabedoria começa com uma relação correta com Deus.

Contrastes
O livro frequentemente apresenta contrastes. Um dos mais marcantes é o da diferença entre sabedoria e insensatez, mas também encontramos oposições entre justo e ímpio, prudente e tolo, diligente e preguiçoso… esses contrastes ajudam o leitor a enxergar com mais clareza os dois caminhos apresentados ao longo do livro.

Provérbios apresenta verdades gerais sobre a vida, e não promessas categóricas ou garantias absolutas.
Por serem declarações breves, os provérbios não devem ser entendidos como fórmulas universais aplicáveis a toda e qualquer situação possível. Eles descrevem tudo aquilo que normalmente acontece quando certos caminhos são seguidos.
A sabedoria de Provérbios se manifesta na vida cotidiana. O livro trata de temas muito concretos: palavras, relacionamentos, trabalho, dinheiro, disciplina, decisões e caráter.
Para reforçar sua mensagem, os autores utilizam diversos recursos literários, como contrastes, paralelismos e expressões intensas.
Os provérbios foram formulados para serem memoráveis. Eles não procuram explicar todos os detalhes de uma verdade, mas destacá-la de maneira clara e marcante.

Os textos apresentam princípios amplos sobre a vida. Eles mostram o que geralmente acontece quando alguém escolhe determinado caminho, convidando o leitor a viver com discernimento.
Muitas vezes, os provérbios utilizam linguagem figurada, imagens e metáforas. Nem todas as expressões devem ser interpretadas de forma estritamente literal.
O livro deve ser lido como uma coletânea de sabedoria. Cada provérbio possui valor próprio, mas todos fazem parte de um conjunto maior que comunica uma visão de vida diante de Deus.










PARTE 1
CAP 1 A 9
ESTUDO CAPITULAR DE PROVÉRBIOS 1 A 9.
ACESSE A
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Neste primeiro ato, duas vozes se levantam: a da Sabedoria e a da insensatez. Ambas convidam. Ambas prometem. Mas conduzem a destinos opostos. Ao longo dos capítulos, um pai instrui seu filho a escolher o caminho da sabedoria, um caminho que precisa ser buscado, guardado e vivido. A decisão é clara: vida ou destruição.
Leremos e meditaremos nos capítulos 1 a 9 de Provérbios, a fim de compreender o contraste entre a tolice, que devemos rejeitar, e a sabedoria, que almejamos.
Qual voz tem guiado suas escolhas? Assista ao primeiro conteúdo extra no QRCode ao lado e enxergue com clareza o caminho proposto pela sabedoria.

capítulo 1

Provérbios 1.1–7
1 Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, 2 para conhecer a sabedoria e a instrução; para entender as palavras que dão entendimento; 3 para instruir em sábio procedimento, em retidão, justiça e equidade; 4 para dar prudência aos simples, e conhecimento e bom senso aos jovens. 5 Que os ouçam também o sábio, para que aumente seu conhecimento, e o que entende, para que adquira habilidade 6 para compreender provérbios e parábolas, as palavras dos sábios e seus enigmas. 7 O temor do Senhor é o princípio do conhecimento. Os insensatos, porém, desprezam a sabedoria e a instrução.
Depois do autor Salomão apresentar suas intenções com esta coletânea de conselhos — instruir e cultivar virtudes e sabedoria, admoestando-nos ao crescimento em conhecimento acerca do Senhor —, Provérbios 1.8 inicia a primeira coleção de provérbios do livro, composta por uma série de lições cuidadosamente estruturadas de um pai.
Consistindo em sua maior parte em admoestações, há um claro contraste entre a sabedoria e a insensatez.

Provérbios 1.8–19
⁸ Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. ⁹ Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço. ¹⁰ Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda! ¹¹ Se disserem: “Venha conosco; fiquemos de tocaia para matar alguém, vamos divertir-nos armando emboscada contra quem de nada suspeita! ¹² Vamos engoli-los vivos, como a sepultura engole os mortos; vamos destruí-los inteiros, como são destruídos os que descem à cova; ¹³ acharemos todo tipo de objetos valiosos e encheremos as nossas casas com o que roubarmos; ¹⁴ junte-se ao nosso bando; dividiremos em partes iguais tudo o que conseguirmos!” ¹⁵ Meu filho, não vá pela vereda dessa gente! Afaste os pés do caminho que eles seguem, ¹⁶ pois os pés deles correm para fazer o mal, estão sempre prontos para derramar sangue. ¹⁷ Assim como é inútil estender a rede se as aves o observam, ¹⁸ também esses homens não percebem que fazem tocaia contra a própria vida; armam emboscadas contra eles mesmos! ¹⁹ Tal é o caminho de todos os gananciosos; quem assim procede se destrói.
Esse é o primeiro poema instrucional do livro de Provérbios, iniciando com o pai advertindo seu filho a ouvir suas instruções e não desprezar o ensino de sua mãe (v. 8). A menção à mãe é de extrema importância: ambos os pais são vozes autoritativas e referência para os filhos. Ensinar e instruir é responsabilidade tanto do pai quanto da mãe.
Obedecer e honrar os pais é um princípio que aparece constantemente na Bíblia. Em Provérbios, torna-se evidente a importância de escutar o ensino dos pais. Porém, muitos separam o papel dos filhos do contexto bíblico e acabam incentivando comportamentos tolos, inconsequentes e até pecaminosos. Por isso, precisamos responder: o que deve embasar o ensino dos pais?
Em Provérbios 1.7, lemos que “o temor do Senhor é o princípio do conhecimento”. Não existe sabedoria sem temor ao Senhor, assim como não existe sabedoria à parte da verdade bíblica. Os pais devem instruir seus filhos na Palavra e nos caminhos do Senhor.
Da mesma forma, os filhos honram seus pais ao obedecerem à Palavra, não por fazerem tudo o que eles desejam ou suprirem seus caprichos, mas por temerem ao Senhor.
As palavras proferidas pelo pai em Provérbios estão baseadas no temor do Senhor e na sabedoria espiritual, não na sabedoria humana. É por isso que seu ensino e instrução são um enfeite para a cabeça e um adorno para o pescoço (v. 9), imagem simbólica sobre os benefícios da sabedoria: vitória, poder e vida.
O pai adverte o filho a não se deixar influenciar por quem rejeita o temor do Senhor e não ceder à sedução dos maus (v. 10). Essas pessoas têm idade semelhante à do filho, mas não possuem os mesmos valores nem temor, e seus crimes estão relacionados a buscar riqueza de maneira imediata e fora dos limites da lei.

Qualquer pessoa que facilite a desobediência a Deus não deve nos influenciar. Não importa o quão atraente uma oferta possa parecer: se for contrária à Palavra de Deus, o resultado será a desgraça.
Os insensatos agem motivados pela ganância, amando tão profundamente as riquezas que usam as pessoas para alcançá-las.
O livro de Provérbios não se opõe às riquezas materiais. Não é pecado ter dinheiro. O pecado acontece quando o amor ao dinheiro nos governa, levando-nos à desobediência, a desumanizar as pessoas, a agir com violência e egoísmo. A verdadeira sabedoria é a maior riqueza que alguém pode ter. Ninguém é tão pobre quanto quem somente possui dinheiro.

Devemos observar qual caminho estamos trilhando e com quais pessoas andamos. O justo afasta os seus pés do caminho daqueles que correm para fazer o mal (v. 15). Seguir os passos dos maus é compartilhar o mesmo destino de destruição que os aguarda.

Até a ave do céu evita cair na armadilha ao saber da existência dela; os sábios são chamados a fazer o mesmo (v. 17). Ao desobedecer ao Senhor e fazer mal a outras pessoas, construímos uma armadilha para nós mesmos. O caminho dos pecadores não é somente errado, também é tolo (v. 18).
O pecado gera consequências. O ganancioso busca saciar sua sede insaciável por ter sempre mais, vivendo para satisfazer a si mesmo sem nunca encontrar satisfação. Seu desejo o domina e, ao buscar riquezas a qualquer custo, destrói a si mesmo.

Provérbios 1.20–33
²⁰ A sabedoria clama em voz alta nas ruas, ergue a voz nas praças públicas; ²¹ nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso: ² “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência?
Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? ²³ Se acatarem a minha repreensão, eu lhes darei um espírito de sabedoria e lhes revelarei os meus pensamentos. ²⁴ Vocês, porém, rejeitaram o meu convite; ninguém se importou quando estendi minha mão! ²⁵ Visto que desprezaram totalmente o meu conselho e não quiseram aceitar a minha repreensão, ²⁶ eu, de minha parte, vou rir-me da sua desgraça; zombarei quando o que temem se abater sobre vocês, ²⁷ quando aquilo que temem abater-se sobre vocês como uma tempestade, quando a desgraça os atingir como um vendaval, quando a angústia e a dor os dominarem. ²⁸ Então vocês me chamarão, mas não responderei; procurarão por mim, mas não me encontrarão. ²⁹ Visto que desprezaram o conhecimento e recusaram o temor do Senhor, ³⁰ não quiseram aceitar o meu conselho e fizeram pouco caso da minha advertência, ³¹ comerão do fruto da sua conduta e se fartarão de suas próprias maquinações. ³² Pois a inconstância dos inexperientes os matará, e a falsa segurança dos tolos os destruirá; ³³ mas quem me ouvir viverá em segurança e estará tranquilo, sem temer nenhum mal”.
Essa passagem é a primeira de muitas em que a sabedoria é personificada como uma mulher chamando ao arrependimento, retratada de maneira semelhante a um profeta ao erguer sua voz em praça pública e advertir para escutarem suas palavras (v. 20, 21).
Claramente, trata-se de uma ficção literária, não de uma história literal. Isso, porém, não diminui o valor do seu ensino, mas orienta a forma como devemos compreender seu conteúdo. A sabedoria aqui não utiliza uma delicada persuasão; pelo contrário, ela grita, suplica, repreende e até ri. A intensidade de seus atos e palavras revela a gravidade da advertência.
É na porta da cidade, lugar público e simbólico onde os anciãos se encontravam para aconselhar e julgar, que a sabedoria fala — também local de negociações, ambiente movimentado e cheio de gente.
Ela vai ao encontro das pessoas, pois a verdade que proclama é destinada a todos, não somente a uma pequena parcela da sociedade.
A sabedoria se dirige a três tipos de pecadores: os inexperientes (insensatos), os zombadores e os tolos. Em comum, já estão em idade de possuir sabedoria e prestar contas de suas escolhas, evidenciado pela expressão “até quando” (v. 22).
São convidados ao arrependimento e a deixar seus maus caminhos, mas rejeitam o convite, não acatam a repreensão e não recebem um espírito de sabedoria (v. 23, 24). A oportunidade rejeitada não se limita a adquirir sabedoria, mas envolve uma escolha entre dois destinos: o caminho que leva à vida e o que leva à morte. A rejeição à sabedoria é, em última instância, rejeição ao próprio Deus.
São pessoas ingênuas, facilmente influenciadas, que acreditam sem ponderar. Vivem desconectadas da realidade, não conhecem nem respeitam os limites da vida (físicos, emocionais, morais ou financeiros). Ignoram as consequências de suas ações e vivem como se fossem imunes às suas próprias escolhas.
São aqueles que tratam a sabedoria com desprezo, riem das coisas de Deus, rejeitam a correção dos sábios e não se submetem a ninguém. O orgulho os impede de aprender, e sua arrogância revela a falta de sabedoria que os levará à ruína.
São pessoas que ignoram a verdade e são indiferentes ao Senhor. O problema está na falta de desejo de aprender e conhecer a Deus. São incapazes de receber instrução, mas facilmente manipuláveis por ideias enganosas.

Os que a rejeitam riem dela, mas chegará o dia em que ela rirá deles (v. 26). Esse riso não expressa crueldade, mas expõe o absurdo da insensatez de quem rejeita seu chamado. A sabedoria ri quando o justo triunfa sobre o injusto, e quem escolhe o caminho da insensatez colherá os frutos de suas escolhas. Chegará o dia da tempestade — símbolo frequente do julgamento de Deus —, quando os que desprezam o conhecimento e o temor do Senhor serão dominados pela dor e angústia (v. 27).
Ao perceberem que deveriam ter escutado a sabedoria, os insensatos a invocarão, mas ela não responderá. Ninguém pode zombar dos dons de Deus e esperar o seu favor. Os incrédulos colherão o que semearam, em contraste com a promessa de segurança e paz recebida por quem ouve a sabedoria (v. 31–33).
Os insensatos temerão ao perceberem que eram sábios somente aos seus próprios olhos e causaram sua própria destruição. Aqueles que temem ao Senhor, porém, não precisam temer mal algum, pois possuem o Deus criador do universo como Pai.
1. Quais são os pecados e erros que o texto aponta?
2. Você tem vivido para satisfazer a si mesmo?
3. Você está andando pelo caminho da desobediência?
deu início à jornada!
4. Você está colhendo frutos de insensatez em alguma área de sua vida?
Palavras de Jesus
“POIS, QUE ADIANTA AO HOMEM GANHAR O MUNDO

INTEIRO E PERDER A SUA ALMA?”
Mc 8.36
“TODO AQUELE, POIS, QUE ESCUTA ESTAS MINHAS
PALAVRAS, E AS PRATICA, ASSEMELHÁ-LO-EI AO

HOMEM PRUDENTE, QUE EDIFICOU A SUA CASA SOBRE
A ROCHA; E DESCEU A CHUVA, E CORRERAM RIOS, E
ASSOPRARAM VENTOS, E COMBATERAM AQUELA CASA, E NÃO CAIU, PORQUE ESTAVA EDIFICADA SOBRE A ROCHA. E AQUELE QUE OUVE ESTAS MINHAS PALAVRAS, E NÃO AS CUMPRE, COMPARÁ-LO-EI AO HOMEM INSEN-
SATO, QUE


EDIFICOU A SUA CASA SOBRE A AREIA; E DESCEU A CHUVA, E CORRERAM RIOS, E ASSOPRARAM
VENTOS, E COMBATERAM AQUELA CASA, E CAIU, E FOI
GRANDE A SUA QUEDA.”
Mt 7.24–27

“Escolhe, pois, a vida”
Deuteronômio 30.19
“Escolhei hoje a quem sirvais”
Josué 24.15



“Vinde, e arrazoemos […]”
Isaías 1.18
“Vinde, todos os que têm sede”
Isaías 55.1-3
“Provai e vede que o Senhor é bom”
Salmo 34.8
“Clama a mim […]”
Jeremias 33.3



“Vinde a mim […]”
Mateus 11.28-30
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”
João 7.37
“Eu sou a porta”
João 10.9
À perseverança até o fim
“Eis que estou à porta e bato”
Apocalipse 3.20
“O Espírito e a noiva dizem: Vem!”
Apocalipse 22.17






O CORAÇÃO DA SABEDORIA
A SABEDORIA NA VIDA COMUM
A MATURIDADE DA SABEDORIA
A SABEDORIA ENCARNADA



