

Permaneça firme
Originally published in English under the title: Hold Fast: 365 Devotions for Men by Men © 2023 by Our Daily Bread Publishing. Translated and published by special arrangement with Our Daily Bread Publishing, 3000 Kraft Avenue SE, PO Box 3566, Grand Rapids, Michigan, 49512 USA. All rights reserved.
Edição traduzida para o português © 2026 por Publicações Pão Diário, Brasil. Todos os direitos reservados. Publicação feita sob acordo especial com a Our Daily Bread Publishing.
Exceto se indicado o contrário, as citações bíblicas são extraídas da Nova Versão Transformadora (NVT) © 2016, 2021 Tyndale House Publishers Inc.
Coordenação editorial: Adolfo A. Hickmann
Tradução e adaptação: Giovana Caetano, Rita Rosário
Revisão: Marília P. Lara
Coordenação gráfica: Rebeka Werner
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
BANKS, James et al.
Permaneça firme: 365 devocionais de homem para homem Tradução: Giovana Caetano, Rita Rosário, Curitiba/PR, Publicações Pão Diário
Título original: Hold Fast: 365 Devotions for Men by Men
1. Devocional 2. Vida cristã 3. Fé 4. Homens 5. Cristianismo
Proibida a reprodução total ou parcial, sem prévia autorização, por escrito, da editora. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998. Permissão para reprodução: permissao@paodiario.com
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Telefone: (41) 3257-4028
Código: U2869
ISBN: 978-65-5350-856-9
1ª edição 2026
Impresso na China
365 DEVOCIONAIS DE HOMEM PARA HOMEM Permaneça firme
Prefácio
O mundo precisa de homens! Homens de bravura, ousadia e intencionalidade, homens que oferecem abrigo para os fracos e vulneráveis, homens que reconhecem o bem nos outros e lutam contra o pecado e o mal, homens que estão dispostos a se sacrificar para que outros prosperem.
Sinto isso em meu interior e meu coração bate mais rápido enquanto escrevo estas palavras, mas a vida fácil é tentadora, o sofá e a TV me convidam a relaxar, e eu sou facilmente distraído. Sou como Paulo, em Romanos 7:
Assim, descobri esta lei em minha vida: quando quero fazer o que é certo, percebo que o mal está presente em mim. Amo a lei de Deus de todo o coração. Contudo, há outra lei dentro de mim que está em guerra com minha mente e me torna escravo do pecado que permanece dentro de mim. Como sou miserável! Quem me libertará deste corpo mortal dominado pelo pecado? (v.21-24)
Estar em guerra. A imagem é inescapável. Estamos enfrentando uma batalha. Paulo nos lembra de que esta batalha não é específica para mim; é parte da condição humana. É encorajador saber que temos companhia. De fato, todo homem que conheço, se é sincero, compartilha perceber esta batalha e a vergonha de suas derrotas quando escolheu o caminho fácil.
Então, qual é o remédio?
Aqui estão três passos para ajudá-lo a enfrentar essa luta:
1. Descubra a sua identidade em Cristo, não em seus sucessos ou fracassos. A Bíblia diz que, quando você decidiu seguir Jesus Cristo, você foi “crucificado com Cristo” para que você não vivesse mais para si mesmo, mas vivesse pela fé em Jesus, que o ama e morreu por você (Gálatas 2:20).
2. Apegue-se firmemente à Palavra de Deus. Existem várias palavras gregas diferentes para capturar a ideia de “apegar-se firmemente” que têm uma gama de significados: capturar, aderir, ligar, prender, agarrar, possuir. Essas palavras contêm conotações agressivas. No entanto, os escritores do Novo Testamento dão uma lista de coisas às quais devemos nos apegar: o que é bom (Romanos 12:9), o evangelho (1 Coríntios 15:2), a própria esposa (Efésios 5:31), a palavra da vida (Filipenses 2:16), Cristo (Colossenses 2:19) e a confissão da nossa esperança (Hebreus 10:23). Esta tarefa é árdua! E como você faz isso? Não acontece por acaso, mas isso acontece quando somos intencionais e nos apegamos firmemente à leitura da Palavra, refletindo e reagindo diariamente à mensagem da Bíblia.
3. Finalmente, reúna-se com outros homens que o encorajarão e o ajudarão na batalha. Estes textos devocionais podem ser o primeiro (ou o nonagésimo primeiro) passo na jornada vitalícia de conhecer e amar a Deus e o Seu povo. Não fomos feitos para vivermos sozinhos nesta vida.
Se você leu até aqui, gostaria de convidá-lo a dar o próximo passo. Comece a ler diariamente, mas não pare por aí.
Convide dois ou três outros homens para se juntarem a você e encontrem-se ou se conectem semanalmente para compartilhar como Deus o está transformando enquanto você se engaja nesta batalha. O mundo precisa de você, seus colegas de trabalho precisam de você, sua família precisa de você, outros homens precisam de você. Estou torcendo por você — na verdade, todos nós estamos torcendo por você.
Matt Lucas Presidente e CEO
Ministérios Pão Diário
1 º DE JANEIRO
Águas profundas
Isaías 43:1-7
Quando passar por águas profundas, estarei a seu lado… (v.2)
Em Nova Iorque, a bola cai. Em Londres, badala o Big Ben. Na Austrália e no Rio de Janeiro, queimam-se os fogos de artifício. Cada cidade tem sua celebração e recebe, com emoção, o novo ano e o recomeço que ele traz. No Dia de Ano-Novo, somos impelidos para novas águas. Quais amizades e oportunidades encontraremos?
Isso é empolgante, mas pode ser perturbador, pois não sabemos o que o futuro pode nos trazer. Muitas tradições de Ano-Novo refletem tal preocupação: os fogos de artifício foram inventados na China para, supostamente, afastar espíritos malignos e trazer prosperidade. Os babilônios faziam resoluções e votos de Ano-Novo para apaziguar seus deuses, pois queriam tornar o futuro ainda desconhecido em algo mais seguro.
Quando os babilônios não estavam fazendo os seus votos, estavam conquistando povos, inclusive Israel. Porém, Deus enviou aos judeus escravizados a mensagem: “Não tema […] Quando passar por águas profundas, estarei a seu lado” (Isaías 43:1,2). Jesus disse algo semelhante quando Ele e os discípulos navegaram numa violenta tempestade. Antes de ordenar que as águas se acalmassem, Jesus lhes perguntou: “Por que vocês estão com medo?” (Mateus 8:23-27).
Iniciamos uma nova jornada em direção a águas novas e profundas. O que quer que enfrentemos, Ele está conosco e tem o poder de acalmar as ondas. Sheridan Voysey
2 DE JANEIRO
Resoluções
Neemias 10:28-31
[Eles] prometeram obedecer […] a todos os mandamentos, estatutos e decretos do Senhor… (v.29)
Em 1722, o pregador e teólogo Jonathan Edwards elaborou uma lista de 70 resoluções e dedicou-se a viver em harmonia com Deus e com os outros. Suas resoluções atestam a seriedade com que Edwards abordava o seu relacionamento com Deus. Ele resolveu:
• Fazer tudo o que pudesse para a glória de Deus;
• Cumprir o seu dever, para o bem da humanidade em geral;
• Jamais fazer algo que temeria fazer se aquela fosse a sua última hora de vida;
• Estudar as Escrituras de forma constante, contínua e frequente;
• Perguntar-se a si mesmo, no final de cada dia, semana, mês e ano, se poderia ter feito melhor;
• Até a sua morte, não agir como se fosse dono de si mesmo, mas pertencer inteira e totalmente de Deus.
Em Neemias 10, o povo de Deus fez um juramento, prometendo seguir todos os mandamentos, leis e regulamentos do Senhor. Esse juramento era tão sério que eles estavam dispostos a aceitar a maldição de Deus se não os cumprissem.
Nossas resoluções não precisam ser tão sérias quanto as de Jonathan Edwards. No entanto, qualquer resolução de seguir a Deus não é uma promessa inconsequente. Muito ao contrário: é uma declaração solene e séria de que, com a ajuda do Espírito Santo, podemos ser renovados pelo Senhor todos os dias. Marvin Williams
Como permanecer firme
Judas 1:24-25
Toda a glória seja àquele que é poderoso para guardá-los de cair… (v.24)
Era um dia frio e congelante de inverno, e eu pensava apenas em sair do carro depressa e entrar noutro lugar quentinho. Quando dei por mim já estava no chão, com os joelhos virados para dentro e as pernas viradas para fora. Eu não havia quebrado nenhum osso, mas sentia muita dor. E ela piorava à medida que o tempo passava; e demorariam semanas até que eu me recuperasse completamente.
Quem nunca levou um tombo? Não seria maravilhoso ter algo ou alguém que nos mantivesse de pé o tempo todo? Embora não existam garantias de segurança no sentido físico, há Alguém que está pronto para nos ajudar em nossa busca por honrar a Cristo nesta vida e nos preparar para entrarmos em Sua presença com alegria na próxima.
Todos os dias, deparamo-nos com tentações (e até falsos ensinamentos) que intentam nos desviar, confundir e enredar. Mesmo assim, não é pelos nossos próprios esforços que permanecemos de pé ao caminhar por este mundo. Inspira confiança saber que, quando mantemos a paz ao sermos tentados a falar com raiva, quando optamos pela honestidade ao invés do engano, quando amamos ao invés de odiar e escolhemos a verdade ao invés do erro, provamos o amor de Deus que nos mantém de pé (v.24). E quando formos aprovados na volta de Cristo, o louvor que entoamos hoje por Sua graça ecoará pela eternidade (v.25). Arthur Jackson
Morrer para viver
Mateus 16:21-28
Se tentar se apegar à sua vida, a perderá. Mas, se abrir mão de sua vida por minha causa, a encontrará. (v.25)
A parte oeste de Michigan, EUA, é atormentada por invernos com muita neve, e é necessário colocar sal nas ruas, para se poder viajar com segurança. O problema é que o sal corrói o metal dos carros, por isso, lavar os carros frequentemente é um hábito no inverno.
Recentemente, eu estava num “lava-car” e, quase no final do processo, a máquina começou a pulverizar todo o carro com um líquido especial. A placa dizia que se tratava de um “agente de secagem”, mas isso me pareceu estranho. Molhar algo, para secá-lo, parece ser contraditório. No entanto, é exatamente isso o que fazem esses produtos químicos. O conceito parece ilógico —um paradoxo.
Jesus também lidou com formas de pensar pouco lógicas, quando apresentou a mensagem de Seu reino aos Seus seguidores. Em Mateus 16:25 Ele disse: “Se tentar se apegar à sua vida, a perderá. Mas, se abrir mão de sua vida por minha causa, a encontrará”. Isso não parece estar correto. Para salvar sua vida, você tem que perdê-la? Isso soa como dizer: “Para secar algo, você precisa molhar!” Porém, isto é absolutamente correto. Somente quando morremos para nós mesmos, confiando a propriedade de nossa vida a Cristo, podemos aprender o que significa viver de verdade. “Morrer para viver” pode parecer algo ilógico, mas é o ponto vital da experiência cristã. Bill Crowder
Outra chance
Filemom 1:8-19
Revistam-se da nova natureza e sejam renovados à medida que […] se tornam semelhantes a ele. (Colossenses 3:10)
Por quase 100 anos, um enorme pedaço de mármore de Carrara com defeitos ficou no pátio de uma catedral em Florença, Itália. Então, em 1501, um jovem escultor foi convidado a fazer algo com ele. Ele mediu o bloco e observou suas imperfeições e em sua mente, imaginou um jovem pastor.
Durante três anos, ele esculpiu e moldou o mármore com habilidade. Finalmente, quando a imponente figura de Davi, com quase 6 metros de altura, foi revelada, seu aluno exclamou para Michelangelo: “Mestre, só falta uma coisa: a fala!”.
Onésimo era como aquele mármore imperfeito. Ele era um servo infiel quando fugiu de seu senhor Filemom. Mas, enquanto fugia, ele conheceu o Escultor-Mestre. Como homem transformado, ele serviu a Deus fielmente e foi inestimável para o ministério de Paulo. Quando Paulo o enviou de volta a Filemom, elogiou-o como alguém que “não lhe foi de muita utilidade no passado, mas agora é muito útil para nós dois” (1:11). Ele pediu a Filemom que recebesse Onésimo de volta como “um irmão amado” (v.16).
Paulo sabia o que significava receber outra chance após ter cometido erros no passado (Atos 9:26-28). Ele conhecia pessoalmente a transformação que Deus pode realizar. Agora ele via isso acontecer na vida de Onésimo. O Senhor pode esculpir Sua imagem em nossa vida imperfeita e nos tornar belos e úteis também. Albert Lee
6 DE JANEIRO
Conte!
Marcos 5:1-20
Então o homem partiu e começou a anunciar pela região das Dez Cidades quanto Jesus havia feito por ele. (v.20)
Era o ano de 1975, algo importante acabara de me acontecer. Eu precisava encontrar meu amigo Francisco, com quem compartilhava vários assuntos pessoais, e conversar. Encontrei-o em seu apartamento, apressando-se para sair, mas eu o fiz desacelerar. Pela maneira como me olhou, ele deve ter percebido que eu tinha algo importante a lhe contar. “De que se trata?”, perguntou. Então, simplesmente lhe disse: “Ontem eu entreguei minha vida a Jesus!”. Francisco olhou para mim, deu um grande suspiro e disse: “Tenho sentido o desejo de fazer o mesmo há muito tempo”.
Ele me pediu para compartilhar o que havia acontecido, e eu lhe contei como, no dia anterior, alguém tinha explicado o evangelho a mim e como eu pedi a Jesus para entrar em minha vida. Ainda me lembro das lágrimas em seus olhos, quando ele também orou para receber o perdão de Jesus. Sem pressa, conversamos longamente sobre o nosso novo relacionamento com Cristo.
Após curar um homem possuído por um espírito maligno, Jesus lhe disse: “Volte para sua casa e para sua família e conte-lhes tudo que o Senhor fez por você e como ele foi misericordioso” (Marcos 5:19). O homem não precisava pregar um sermão poderoso; simplesmente precisava compartilhar sua história. Seja qual for a nossa experiência de conversão, façamos o que aquele homem fez: “começou a anunciar […] quanto Jesus havia feito” (v.20). Lawrence Darmani
Todas as coisas novas
Apocalipse 21:1-7
…aquele que está em Cristo se tornou nova criação. […] e uma nova vida teve início! (2 Coríntios 5:17)
Os ferros-velhos me intrigam, pois gosto de trabalhar com carros. Por isso frequento um que há perto de nossa casa. Nesse lugar solitário, o vento sopra entre as carcaças que um dia pertenceram a alguém. Umas destruídas, outras sem utilidade. Ao andar entre as fileiras, às vezes, um carro chama a minha atenção, e pergunto-me sobre as aventuras que ele teve durante sua “vida”. Como um portal para o passado, cada um tem uma história para contar sobre o anseio humano pelo último modelo e da passagem inevitável do tempo.
Mas sinto particular alegria ao encontrar uma nova vida para uma peça antiga. Sempre que posso usar algo descartado e dar-lhe nova vida num veículo restaurado, parece-me uma pequena vitória contra o tempo e o declínio.
Às vezes, isso me traz à mente as palavras de Jesus no final da Bíblia: “faço novas todas as coisas!” (Apocalipse 21:5). São palavras que se referem à renovação da criação por Deus, que inclui os cristãos. Todos os que receberam Jesus são uma “nova criação” nele (2 Coríntios 5:17).
Um dia viveremos com Jesus (João 14:3). O envelhecimento e a doença não existirão, e continuaremos a aventura da vida eterna. Quais histórias cada um de nós terá para contar? Histórias do amor redentor e da infinita fidelidade de nosso Salvador. James Banks
O teste
Gênesis 22:1-3, 6-12
Algum tempo depois, Deus pôs Abraão à prova. (v.1)
A primeira vez que levei meus filhos para uma caminhada, numa montanha de aproximadamente 450 m de altura, eles ficaram nervosos. Eles conseguiriam? Estavam à altura do desafio? Meu filho caçula parou várias vezes para descansar. “Pai, não consigo mais”, disse repetidamente. Mas eu acreditava que aquele teste seria bom para eles e queria que confiassem em mim. A um quilômetro e meio do pico, meu filho, que insistiu que não podia ir adiante, tomou fôlego e chegou ao cume antes de nós. Ele estava tão feliz por ter confiado em mim, mesmo com medo.
Fico maravilhado com a confiança que Isaque tinha em seu pai enquanto subiam o monte. E ainda muito mais maravilhado com a confiança que Abraão teve em Deus quando ergueu a faca sobre o filho (Gênesis 22:10). Mesmo confuso e entristecido, Abraão obedeceu. Felizmente, um anjo o deteve dizendo: “Não toque no rapaz” (v.12). O propósito de Deus nunca foi que Isaque morresse.
À medida que, com cautela, traçamos paralelos dessa história com a nossa, é crucial observar a frase inicial: “Deus pôs Abraão à prova” (v.1). Por meio dessa provação, Abraão aprendeu o quanto confiava em Deus e descobriu Seu coração amoroso e Sua imensa provisão.
Em nossa confusão, escuridão e provações, aprendemos verdades sobre nós mesmos e sobre Deus. Descobrimos que as provações nos levam a confiar mais nele. Winn Collier
Fio desencapado
Marcos 9:2-10
Vimos com os próprios olhos seu esplendor majestoso. (2 Pedro 1:16)
A professora Holly Ordway reagiu ao poema Santo Santo 14, de John Donne, dizendo: “Senti como se tivesse tocado num fio desencapado. Há algo nessa poesia. O que será? ”. Ordway recorda desse momento em que sua cosmovisão ateia lhe permitiu a possibilidade do sobrenatural. Em tempo, ela creu na realidade transformadora do Cristo ressuscitado.
“Um fio desencapado.” Deve ter sido algo assim que Pedro, Tiago e João sentiram quando Jesus os levou ao topo da montanha onde testemunharam uma transfiguração dramática. As “Suas roupas ficaram brancas e resplandecentes” (Marcos 9:3) e Elias e Moisés apareceram. Hoje sabemos que foi a Sua transfiguração. Jesus lhes disse para não contarem a ninguém o que tinham visto até que Ele tivesse ressuscitado (v.9). E eles nem sequer sabiam o que Jesus queria dizer com “ressuscitar dos mortos” (v.10).
Os discípulos não compreendiam Jesus completamente e não podiam conceber um destino que incluísse Sua morte e ressurreição. No entanto, suas experiências com o ressuscitado transformariam totalmente a vida deles. Pedro descreveu esse encontro com a transfiguração de Cristo como o tempo em que os discípulos foram os primeiros a verem com “os próprios olhos seu esplendor majestoso” (2 Pedro 1:16). Quando encontramos o poder de Jesus, algo acontece! O Cristo vivo nos toca. Tim Gustafson
Uma razão para cantar
Salmo 121
Aquele que guarda Israel não cochila nem dorme. (v.4)
Para um homem que vive por uma lei ou código, por assim dizer, parecia um grande fracasso. O que eu deveria fazer? Bem, adormeci. Nossos filhos têm um toque de recolher quando saem à noite. Eles são bons filhos, mas eu os espero até ouvir suas mãos virarem a maçaneta da porta. Quero certificar-me de que estão seguros em casa. Não preciso agir assim; é minha escolha. No entanto, uma noite acordei com a minha filha me dizendo com um sorriso: “Pai, estou em segurança. Você deveria ir para a cama”. Apesar de nossas melhores intenções, às vezes os pais dormem em seus postos de espera. Foi muito humilhante e, também, muito humano.
Mas isso nunca acontece com Deus. O Salmo 121 é uma canção reconfortante sobre como Ele é o guardião e o protetor de Seus filhos. O salmista declara que o Deus que cuida de nós “não cochilará” (v.3). E, para ênfase, ele repete essa verdade: O Senhor “não cochila nem dorme” (v.4).
Você pode imaginar? Deus nunca dorme no Seu posto. Ele está sempre nos vigiando — os filhos e filhas, tias e tios, mães e até pais. Não é que Ele tenha que fazer isso, mas o Senhor o faz por causa do Seu grande amor. Ele escolhe fazê-lo. Essa promessa é definitivamente motivo de júbilo. Sabemos que isso não significa uma vida sem problemas, mas, sim, uma vida cercada por Seu amor e presença. John Blase