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São Francisco de Assis:

grão puro no celeiro do sumo Rei Meu irmão e minha irmã, Paz e Bem!

O

s companheiros de São Francisco, sejam os da primeira como os da segunda hora, aprenderam a admirá-lo como mestre-irmão e pai-companheiro de uma fraternidade, cujo claustro tem a dimensão do mundo, desse mundo-universo que brotou da gratuidade do Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor. Assim, cada um dos irmãos, especialmente os biógrafos do Santo de Assis, a partir do que viu e ouviu, formulou um conceito vital e fundamental acerca desse Homem de Deus. Neste ano, em preparação à Solenidade de São Francisco, reli uma das biografias que encontramos nas Fontes Franciscanas. Trata-se da Vida de São Francisco escrita pelo frade músico, cantor e poeta, Frei Juliano de Espira. De Frei Juliano de Espira aprendi a VER o Pai Seráfico com a sensibilidade da alma, própria de uma pessoa próxima aos companheiros da primeira hora e, ao que tudo indica, participou do translado dos restos mortais e da canonização do Poverello de Assis. Frei Juliano de Espira me fez VER Francisco desde a sua vida abastada “de bens passageiros” e de como “a misericórdia divina” o colocou num crescendo espiritual até o dia em que seu corpo,

qual grão “livre da palha, entrou como grão puro no celeiro do sumo Rei” (n.70). Nesta trajetória, Francisco tornou-se o “mercador evangélico que vai à procura de boas pérolas, até encontrar uma preciosa”. E ao encontrar esta “pérola no campo do Senhor, foi vender todos os seus bens para comprar o tesouro, junto com o campo”. Por ser este “mercador evangélico”, Francisco de Assis é aos olhos desse frade companheiro: o humilde desprezador de si mesmo; o servo de Deus, o pai companheiro, o santo homem, o homem de Deus, o fidelíssimo observante da pobreza, o homem católico e todo apostólico, o homem glorioso, o santo confessor de Cristo, o semeador da palavra divina, o homem impregnado de simplicidade columbina, o glorioso pai, o valente soldado de Cristo, o apóstolo de Cristo, enfim, o glorioso santo... Que nesta Solenidade, “este homem católico e todo apostólico” nos anime na nossa vocação evangélica e missão evangelizadora! Que este “grão puro no celeiro do sumo Rei”, morto para a vida mortal e “unido ao Pão Vivo, possa nos saciar no celeiro da pobreza” para que nunca desfaleçamos no caminho da nossa itinerância evangélica e assim, fazer bem feito a nossa parte. Que o Senhor lhe abençoe e lhe guarde! Frei Fidêncio Vanboemmel, ofm

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