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Metamorforse!

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tempo atual configura-se cada vez mais como época das grandes transformações. Mudanças que mostram inegáveis avanços no mundo técnico, científico, humano e espiritual. Em sua pluralidade de visões, de manifestações, de culturas a raça humana revela sinais de uma capacidade impressionante de construir o bem, a fraternidade, a boa convivência em parcerias variadas. Bendito seja essa era das comunicações, das redes virtuais, das facilidades de transitar pelo planeta sem tantas dificuldades. Como não ficar feliz com tamanhas conquistas, com o esplendor das variadas novidades!

Todavia, ingênuo seria aquele que não reconhecesse as sombras, as dificuldades que amargam a vida em suas facetas mais variadas. A desigualdade certamente é uma das mais gritantes. Absurdo o que uns acumulam em detrimento de outros. A distância abissal entre ricos e pobres enfraquece qualquer projeto de crescimento e de paz. Difícil imaginar um bom futuro se o racismo é insistente. Mais difícil ainda é assistir as ilusórias campanhas, absolutamente passageiras, com ares de alegria porque milhões curtiram, em poucas horas, um gesto, uma foto. No outro dia? Sem nenhuma notícia, a exploração conti-

Expediente: Coordenação: Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R. Jornalista Responsável: Brenda Melo - MTB: 11918 Colaboração: Luiz Henrique Freitas - MTB: 16778 Projeto gráfico: SM Propaganda Ltda Impressão: Gráfica América Tiragem: 2.000 exemplares

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nua agressiva a espera de mais holofote que elege como digno de brilho alguma outra postura isolada. Cultura, atitudes não se mudam no final de um dia como se fosse a roupa do corpo. A conversão exige a lenta formação da consciência. É empenho de sempre porque o novo pede compromisso, um contínuo gastar a vida. Um estudioso que conjuga bem filosofia e religião chama esse cenário de caos-gênese. Momento complexo, entretanto positivo e que interpela o ser humano a dar novas respostas para seus problemas. Como a lagarta que, num processo lento, progressivo, paciente, encanta o

espaço com o vôo de uma linda borboleta, as mudanças grandes, no coração humano, não podem acontecer apenas na magia dos espaços virtuais. Elas exigem relações, presença, posturas existenciais. Necessitam investimento paciente, diário e a certeza de uma demora geradora. As apressadas promessas de felicidade que insistem em chegar por todos os lados não são compatíveis com as verdadeiras metamorfoses. O que os novos cenários parecem esperar é o encantamento pelo milagre que é a vida, um dom que merece respeito e cuidado. Pe. Vicente Ferreira, C.Ss.R. Superior Provincial

Aniversariantes Maio 15/05 ... Pe. José Geraldo de Souza, C.Ss.R. 20/05 ... Pe. Válber Dias Barbosa, C.Ss.R. 22/05 ... Pe. Nelson Antônio L. de Souza, C.Ss.R. 25/05 ... Pe. Ronaldo Divino de Oliveira, C.Ss.R. 28/05 ... Ir. Paulo Pereira de Melo, C.Ss.R. 30/05 ... Pe. Gabriel Teixeira Neves Filho, C.Ss.R. 31/05 ... Pe. José Augusto da Silva, C.Ss.R.

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Entrevista

Pe. Mário Antônio de Freitas, C.Ss.R. Há 170 anos, surgia no Brasil uma importante associação religiosa para a Igreja: a “Liga Católica Jesus, Maria, José”. O AKIKOLÁ conversou com o diretor da Federação de Juiz de Fora-Valença, Pe. Freitas, C.Ss.R., para falar um pouco mais sobre esse bonito trabalho que os Redentoristas abraçaram desde o início.

Como nasceu a Liga Católica? A Liga Católica Jesus, Maria, José entra na categoria de associação religiosa. Nasceu graças à iniciativa cristã do Capitão Henrique Belletable, em 1844, na Bélgica. Ao perceber o abandono espiritual dos homens, Henrique reuniu um grupo de companheiros para trazer os mais afastados novamente à prática religiosa. A estes encontros de oração e convivência, deu-se o nome de “Arquiconfraria da Sagrada Família”. Os Redentoristas abraçaram a causa; eles sabiam que ali nascia um instrumento para o retorno à

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Igreja daqueles homens que estavam distantes da vivência católica e santificação das famílias.

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Entrevista

Dom Serafim, arcebispo emérito de Belo Horizonte, declarou que a Liga Católica desenvolve uma verdadeira Pastoral Familiar Popularizada. Através de visitas domiciliares, meditação do Terço, apoio discreto às famílias, simplicidade de vida, solidariedade aos pobres, fazem-se agentes da Pastoral Familiar. Deixe uma mensagem para que mais pessoas se motivem a participar da Liga Católica.

Qual a relação, nos dias atuais, dos Redentoristas com a Liga A inspiração inicial da Liga CaCatólica? tólica foi a Sagrada Família de Nazaré na conjunção harmonioOs Redentoristas, padres e irsa de Oração e Trabalho. Este é mãos, continuam a ser os monio lema dos liguistas: “Ora et latores espirituais das Ligas Catóbora” (“Orai e trabalhai”), na alelicas, herança preciosa deixada gria do espírito de fé e confianpelos antepassados holandeça. O católico encontra na Liga ses e brasileiros. uma boa opção para progredir no conhecimento de Jesus Qual a importância de uma Liga Cristo, através de seu EvangeCatólica para a Igreja? lho e na busca de santificação da família. Esta pergunta foi lançada num encontro da Diretoria da Liga Católica. Todos os presentes foram unânimes em afirmar que Luiz Henrique Freitas a Liga tem uma enorme imporJuiz de Fora, MG tância para a Igreja. O Cardeal

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Grandes momentos de fé e devoção marcaram a VIII Romaria Nacional das Ligas Católicas ao Santuário de N. Sra. do Perpétuo Socorro

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oi realizada no dia 27 de abril a VIII Romaria Nacional das Ligas Católicas JMJ no Santuário Redentorista de N. Sra. do Perpétuo Socorro, em Campos dos Goytacazes/ RJ, unidos à Igreja do mundo inteiro e ao Papa Francisco, onde no Vaticano era celebrada a canonização dos papas João XXIII

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e João Paulo II. Já no calendário litúrgico da Igreja, no 2º Domingo da Páscoa, foi instituída a Festa da Divina Misericórdia de Jesus, pelo hoje Santo João Paulo II. Foram fortes momentos de bênçãos e graças, um domingo pra lá de especial! Os liguistas romeiros começaram a chegar por volta das

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04h30 no Santuário. Nove Federações se fizeram presentes com suas ligas: Rio de Janeiro/ RJ, Duque de Caxias/ RJ, Nova Iguaçu/ RJ, Campos Norte/ RJ, Campos Noroeste/ RJ, Cachoeiro do Itapemirim/ ES, Vitória/ ES, Santo André/ SP e São Paulo/ SP. Mais de mil liguistas participaram desse encontro: 13 ônibus, 6 vans, fora o que chegou sem termos visto. A Federação do Rio de Janeiro, que peregrinou com o Ícone de abril/ 2013 a abril/2014, o entregou à Confederação Nacional, que passou à Federação de Santo André/ SP para a peregrinação abril/ 2014 a abril/2015. Agradecemos muito a essas duas federações por não medirem esforços nessa missão a vocês confiada. A programação foi bem diferenciada este ano: louvor, novena, terço da misericórdia e mariano, adoração e benção do Santíssimo, procissão encerrando com a Santa Missa presidida pelo Pe. Nelson Linhares, C.Ss.R. (Reitor do Santuário) e concelebrada pelo nosso querido coordenador Pe. José Carlos Campos C. Ss.R. Nossa grati-

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dão a eles, pela paternalidade, acolhida e carinho a nós dispensados na Romaria. Lemos também a carta do presidente Laércio, que este ano não pôde estar presente por motivos de saúde. A cada ano, o Santuário tem algo novo. Muitos investimentos de infraestrutura estão sendo feitos para receber melhor os romeiros e seus paroquianos. Está muito bonito! Na pessoa do Alamir Ribeiro, agradecemos a todos os liguistas que trabalharam, se dedicaram e abraçaram a causa dessa Romaria. Gratidão também a tantas pessoas que viajaram 05, 07, 10 ou 12 horas para manifestar sua fé e devoção à Mãe do Perpétuo Socorro. Dela, todos irão receber as merecidas bênçãos. É muito bom saber que a semente plantada pelo Padre José Carlos, há 8 anos atrás, germinou, cresceu e está dando muitos frutos, contando com a animação e pregação do Pe. Nelson. Deus se alegra com tudo isso!

Rodrigo Trotta Moreira 1º Vice- Presidente Nacional

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Espiritualidade

AINDA BEM QUE FOI ASSIM

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ou dizer das coisas acontecidas e que seguem acontecendo. Foram e são vários rumos. Concerto de vozes. Uma luz, uma presença, um impulso eram e são incessantes: a missão. Aprender a ser discípulo e ser enviado. A missão começa a partir de dentro de nós. Jesus é a fonte e a estrada. Ele é o Amor-eixo em torno do qual todos nós giramos. Jesus desencadeou na História humana uma revolução de valores. Ele não veio de Escola alguma. Não veio de tronos nem de alguma família sacerdotal judia. Foi o Pai que enviou este seu Filho amado. Veio para ressuscitar a vida afim de que ela seja eterna: história de salvação. Veio do Alto, sem poder e majestade, no pequeno tamanho da vida diária, com o peso e os conflitos inerentes à história pessoal e coletiva. Nascido de mulher. Veio, situando-se em seu povo de fé, a partir da Galileia, verde e fértil, rebelde. Veio da insignificante aldeia de Nazaré, a que se prestava a deboches. Jo 1,46; 7,52. E os chamados primeiros a segui-lo eram também galileus. Ainda bem que foi assim que tudo começou. UMA NOVA ALIANÇA O movimento que Jesus desencadeia desarticula e cria deslocamento de perspectivas. Desata e ata. Há força e fúria contra. Há intensida-

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de e arrebatamento. A efervescência se alastra pós-ressurreição. O inédito da Esperança se firma. Uma Promessa de quem é fiel. Pentecostes impulsiona a boa notícia do Reino de Deus qual fermento, sal e luz: eis a força irradiadora da nova aliança. Requer uma transmutação de valores e atitudes. Aconteciam crises no contexto judaico, no império romano, na cultura grega. Eram tempos de mudanças. Foi esta a brecha para a proposta cristificadora. Este fenômeno religioso, com sua autonomia relevante, palpita de atualidade: deslegitima modos de existir, legitima uma real igualdade de chances de vida em Deus, cria a “família de Deus” (Mc 3, 31-35), pois eterna será a vida com Deus. Um estilo de ser e praticar a crença. A Nova Aliança vai efetivada no “Reino de Deus”. Já e ainda não. Pensaram que fosse logo... Descobrem tormentosamente que o Reino é uma visão de horizontes e uma prática de vida redimida e redentora, que envolve os simples e os pequenos, os necessitados e sofredores que conhecerão, no concreto, seus direitos, seus lugares, sua alegria de ser-com e ser-para, no correr dos tempos. Em casa, na cidade, sem fronteiras. Reinado existirá onde o Deus de Jesus for Senhor e Pai, simultaneamente. O senhorio de Deus congrega: Pai

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ITINERANTES Os anunciadores desta boa nova, (arautos do evangelho de Jesus), eram pregadores itinerantes do Reino e não dependiam de “poder, prestígio, riqueza, educação”. Eram pessoas agraciadas com o dom do Espírito: a profecia, o testemunho, a cura, o discernimento. Como Paulo, o protótipo da missão junto aos gentios. De aldeia em aldeia, de uma cultura a outra, passando por cidades, percorrendo estradas e encruzilhadas, sem posses. Lc 9,1-6; Mc 6,7-13. Sabedores eram de que o Pai deles cuida como dos lírios do campo. Sabem valer mais que os lírios. E têm poder qual Salomão. Mt 6, 25ss. E eles reiteram: - Benditos os que constroem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Mt 5,9. E convocam: - Amai os vossos inimigos e intercedei pelos que vos perseguem para que sejais filhos de vosso Pai nos céus. Mt 5,44. Efetivar tratações de paz, ser generoso com os inimigos não eram tarefas próprias de governantes e príncipes? “Ser filho de Deus”, eis uma doce soberania. É que o Pai (abbá, querido e bom) atua (governa?) com bondade. É misericórdia total. É acolhida sem condições prévias. E atua através de seus enviados. São coisas da inversão revolucionária, próprias ao movimento de Jesus. Os pequenos entregues à faina do Reino estão aptos a

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se portarem como soberanos. Está em Atos 20,35: = há mais felicidade em dar do que em receber. E não é que tal dito e tal postura são máxima de comportamento de reis? Pois os pregoeiros do Reino participam do reinado de Deus, no poder divino atuam, são filhos de Rei. Lc 6,20. Os itinerantes, caminheiros pelo Reino porque seguidores de Jesus ressuscitado, ampliam o movimento desta revelação: uma revolução de valores para dentro das culturas romana e helênica. E mais adiante... Tratações de paz (reconciliações), convivência no amor ao outro (próximo), fraternização que no culto celebra a comunhão. Assim é que um novo mandamento se enraíza em culturas recheadas de desafetos e desamores. Esta novidade seduz e polemiza. Aquele diálogo pedagógico de Jesus com um erudito nas Escrituras (Mc 10,42-45) aclara. Ainda bem...

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nosso. = Pai, teu nome seja santificado. Teu reino venha. (Prece em “tu”, linguagem da intimidade). Que bom que tenha sido assim.

REVOLUÇÃO DE VALORES Que bom que tenha sido assim: = Quem quer ser grande entre vós, seja vosso servo. Mc 10,43. Chocante para um mundo de animosidades e malquerenças, quando não de aversão recíproca entranhada. Que sedutora humildade! Cfr. Mc 10,4245. Estavam em um mundo de impérios e povos submetidos, dominados. Estamos na medula luminosa da revolução de valores. Esses valores do movimento de Jesus, evangelión, são como uma estratégia de contraponto à imposição do poder, à agressão, ao sen-

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timento de inferioridade dada certa maneira submissa de viver, à culpabilidade ante a majestade soberana de um deus onipotente e guerreiro. Os pregoeiros itinerantes do Amor que ressuscita a vida vão acordando carismas diversificados e operando a transição do cristianismo judaico a um cristianismo sem fronteiras. Herança e novidade. Israel como raiz da Promessa a nossos Pais. A Igreja como árvore que vai estendendo seus ramos. Como sabem viver esta tensão! Ainda bem que foi assim antes de se impor uma espécie de “patriarcalismo do amor”, antes que as autoridades religiosas locais das novas agremiações em igreja se efetivassem em órgãos colegiados primeiro, para depois, a partir do século III, prevalecer um jeito monoepiscopal. O que se deu quando cristãos não judeus, romanos e helenistas, passaram a ser socialmente mais bem situados. E NÓS HOJE? Ainda bem que os primórdios foram como vimos e podem no agora de nossos embates serem inspiradores. Vivemos plena efervescência de muitas crenças (e crendices) e pouca busca da verdade do crer; muitas devoções e raro estilo de vida ressuscitador de caminho novo. Raras são as alternativas ao descrer e ao desmerecer nossa Igreja e a pessoa de Jesus revelador e redentor. As trilhas dos começos são substanciosas, pois enquanto fenômeno religioso autônomo, disseminaram, contagiando, uma alternativa a crenças e crendices, um real crer na Verdade

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de um Deus vivo e apaixonado por nossa humana condição a ser redimida e libertada já agora, nem que seja em segmentos, parceladamente, dada nossa vulnerabilidade. Cabe-nos experimentar o Deus de Jesus, o Cristo, eclesialmente, acolhendo o mistério que encerra. É missão nossa evangelizar buscando uma experiência eclesial realista e alegre, afeitos mais ao Evangelho e a um experienciar Deus nos caminhos da vida, a serviço. Estamos desafiados a um estilo de vida que se torne maneira outra, nova, de levar a vida contente. Na liberdade dos filhos de Deus. É próprio do Espírito de Jesus germinar em nós a alegria do evangelho, tecida de confiança inédita diante da vida e praticada como fraterna solidariedade libertadora. Pois, para nós que cremos, a vida é feita de bondade e reciprocidade ressuscitadas a cada momento. Continuaremos a revolução de valores iniciada no movimento de Jesus para estes nossos tempos. Fica a pergunta: - Em quê o Evangelho é para nós uma novidade? Jesus traz consigo... conflitos, e a nós importam as escolhas. Afinal, como passar adiante a fé neste Jesus de Nazaré, o Cristo, se não sabemos mais muito bem porque crer e nele apostar o viver? À procura do sentido perdido... Do senhor é a Salvação. Que desça sobre nós sua benção. Ele é a força que nos impulsiona e desafia. Pe. Dalton Barros, C.Ss.R. Belo Horizonte, MG

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Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa do Pe. Macedo, C.Ss.R.

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o domingo em que celebramos a Divina Misericórdia (27/04), tivemos a alegria de celebrar o Jubileu Áureo de Profissão Religiosa do Padre José Antero Barreto de Macedo, C.Ss.R., completado no dia 25/01. Eis o que nos diz o Missionário Redentorista:

Caros amigos, ao comemorar meus 50 anos de Profissão Religiosa, quero dizer o seguinte: a Vida Religiosa é uma consagração total a Deus. Esta consagração se caracteriza pelos votos de Pobreza, Castidade e Obediência. Assim, o religioso se obriga a seguir os conselhos evangélicos que Jesus propôs. Ele não ordenou como mandamento, mas deixou um convite para aqueles que querem segui-lo mais de perto. Não significa que o leigo não o siga de perto, de forma alguma. Mas entende-se que pelos votos religiosos, aquele que os fazem tenha desejo e intenção de seguir os passos de Jesus com radicalidade. E nós, redentoristas, temos por carisma e finalidade nos dedicarmos aos mais abandonados espiritualmente, também às paróquias e outros meios de evangelização como santuários, missões, etc. Eu, após os votos, vivi como toda a Igreja, um período muito tumultuado depois do Concílio Vaticano II. Trabalhei em várias cidades de Minas Gerais e do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, estou em Coronel Fabriciano (MG), na Paróquia de São Sebastião. Que você louve comigo o Santíssimo Redentor, Divina Misericórdia, a Virgem Maria, São José e Santo Afonso, nosso fundador. Coloco aos pés de Deus as alegrias e as lágrimas bendizendo-lhe em tudo.

Missionários Redentoristas - Turma de 1964.

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Atualização Teológica

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om o tema “Questões da sexualidade na confissão”, aconteceu na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG), do dia 1º ao dia 03 de abril, a Atualização Teológica da Província do Rio. O assessor, Pe. Elismar Alves dos Santos, C.Ss.R., psicólogo e doutor em Teologia, apresentou aspectos importantes da sexualidade que devem ser conhecidos pelo confessor para que esteja em condições de ajudar o penitente no sacramento da reconciliação. À luz da tradição redentorista, ele apresentou a misericórdia e a capacidade de acolhida como elementos cruciais para que a confissão ajude o cristão no seu processo de conversão, às vezes longo e marcado por vários con-

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dicionamentos. O conhecimento do que as ciências do homem dizem sobre a sexualidade, mormente a psicologia, traz para o confessor segurança no exercício do seu ministério e lhe oferece dispositivos para os devidos encaminhamentos. O encontro aconteceu num clima muito fraterno, no qual os participantes puderam levantar questões pertinentes e esclarecer dúvidas. O Pe. Elismar demonstrou muita competência em suas exposições e aportou uma contribuição significativa para os confrades presentes.

Pe. Paulo Carrara, C.SS.R. Belo Horizonte, MG

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A SEXUALIDADE, OS CAMINHOS E A CONFISSÃO Em janeiro desse ano, o Pe. Dalton entrou em contato comigo para saber se poderia conduzir os três dias de estudo da Província do Rio. Sugeriu a temática sexualidade e confissão. Aceitei o convite e logo comecei a pensar na forma de sistematizar a reflexão. Porém, logo descobri que há uma carência de produção escrita sobre o assunto. Com isso, procurei sistematizar um roteiro reflexivo em vista de conjugar os três conceitos que formam o tema: sexualidade, caminhos e confissão. Para nós presbíteros, logo surge um desafio: como orientar as pessoas que nos procuram em decorrência do sofrimento sexual? Que caminho propor a tais pessoas? O tema é complexo e exige uma visão geral do ser humano. Para isso, torna-se necessário estabelecer um profundo diálogo entre Teologia Moral e Psicologia. Descobre-se que a sexualidade pertence à ordem do mistério e não da definição. A mesma é ambivalente e sempre escapa da possibilidade de defini-la. Essas duas áreas do saber, sobretudo, nos últimos anos tem

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insistido que é preciso olhar para o outro que sofre, especificamente, na dimensão da sexualidade, e considerá-lo não a partir de seus atos, mas como pessoa. Essa pessoa, por sua vez, precisa ser concebida como alguém relacional. Então, ela é mais que seus próprios atos. Assim, insistimos na importância de conjugar “pessoa” e “sexualidade”. Como compreender, por exemplo, “prazer” e “sexualidade”? O que dizer a uma pessoa homossexual que procura o sacramento da confissão? Como Redentoristas, sabemos que Santo Afonso, em sua Teologia Moral, insistiu no princípio da Benevolência. Independente do pecado, cabe ao Redentorista usar da misericórdia em vista de aliviar o sofrimento de quem procura o sacramento da confissão. Nesse contexto, a Exortação Apostólica Evangelli Gaudium do Papa Francisco (2013, n.44), ressalta: “aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível”.

Pe. Elismar Alves dos Santos, C.Ss.R.

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Retiro Vocacional Redentorista

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oze jovens vocacionados dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro participaram entre os dias 16 e 20 de abril do Retiro Vocacional da Semana Santa, no Seminário da Floresta, em Juiz de Fora (MG). O encontro coordenado pelo promotor vocacional, Padre Edson Alves da Costa, C.Ss.R., contou com oração, palestras temáticas, muita espiritualidade e também com momentos de convivência e lazer. Com esse formato dinâmico do encontro, os vocacionados puderam partilhar os anseios e o que traziam no coração participando da Via Sacra, da Vigília Pascal, da confraternização e da Missa de Encerramento. Este foi o primeiro contato do ano com os vocacionados, dando início ao acompanhamento. Os jovens com idade entre 14 e 23 anos demonstraram alegria em poder participar de um momento que tem como objetivo ajudar na reflexão do caminhar durante o processo de discernimento do que Deus quer de cada um. Após finalizar o encontro, padre Edson fez um balanço e deixou também um convite àqueles que se sentem chamados: “Tempo fecundo e com certeza de muita alegria, pois, à Luz do Mistério Pascal, vivenciamos dias de descobertas e aprofunda-

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mentos fortes que marcaram a trajetória dos vocacionáveis. A certeza de uma caminhada realizada com muito esforço deixa-nos com o coração esperançoso e, neste Ano da Promoção Vocacional Redentorista, com uma certeza: Jovem, o Redentor te espera para juntos sermos fortes e alegres na fé! Semeadores de esperança! Agora, o próximo passo será a realização dos encontros vocacionais. Muitos dos participantes já disseram estar ansiosos para a próxima etapa. E você, jovem, dileto seguidor de nossos meios de comunicação, já pensou em fazer o acompanhamento vocacional conosco? Estamos de coração aberto e esperando que muitos jovens também façam a gratificante experiência do discernimento vocacional! A todos, a alegria da Ressurreição e Feliz e abençoada Páscoa!”. SM Propaganda Juiz de Fora, MG

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Semana Santa e Páscoa foram celebradas na Província do Rio com uma grande participação dos fiéis. Além das Paróquias e Santuários, algumas outras cidades de Minas, Rio e Espírito Santo acolheram os Missionários Redentoristas para essa experiência de fé.

Alfredo Chaves - ES

Coronel Fabriciano - MG

Belo Horizonte - MG

Frei Gaspar - MG

Curvelo - MG

Juiz de Fora - MG

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Aconteceu na Província

Celebrações de Semana Santa e Páscoa na Província

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