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IDE - Jim Essian

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Rio de Janeiro, RJ

Traduzido do original em inglês: Send: Loving Your Church by Praying, Giving or Going

Copyright © 2024 Jim Essian

Publicado originalmente por The Good Book Company www.thegoodbook.com

Todos os direitos em língua portuguesa reservados por PRO NOBIS EDITORA, Rua Professor Saldanha 110, Lagoa, Rio de Janeiro-RJ, 22.461-220

1ª edição: 2026

ISBN: 978-65-6178-026-1

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Proibida a reprodução por quaisquer meios, salvo citações breves, com indicação da fonte.

Direção executiva

Judiclay Silva Santos

Conselho editorial

Judiclay Santos

David Bledsoe

Paulo Valle

Gilson Santos

Leandro Peixoto

Helder Cardin

Wilson Porte Jr.

Supervisão editorial: Cesare Turazzi

Tradução: Maiza Ritomy Ide

Preparação de texto: João Lago

Revisão de texto: Thalles de Araujo

Capa: Filipe Ribeiro

Diagramação: Marcos Jundurian

Nesta obra, as citações bíblicas foram extraídas da Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA), salvo informação em contrário.

As opiniões representadas nesta obra são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente representam as opiniões e os posicionamentos da Pro Nobis Editora ou de sua equipe editorial.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Essian, Jim

Ide: um chamado do Mestre/Jim Essian; tradução Maiza Ritomy Ide. – Rio de Janeiro: Pro Nobis Editora, 2026.

Título original: Send.

ISBN 978-65-6178-026-1

1. Evangelismo 2. Evangelização 3. Missiologia 4. Missões cristãs - História 5. Protestantes - Brasil I. Título. 26-351968.0

Índices para catálogo sistemático:

1. Missiologia : Cristianismo 266.001

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

www.pronobiseditora.com.br

CDD-266.001

Dedico à Heather, minha esposa, parceira de vida e do meu ministério.

Em um mundo que encontra esperança em qualquer coisa, menos em Jesus, Jim nos apresenta uma visão do reino, um convite tangível e um exemplo útil para qualquer discípulo e para toda igreja seguir. Este livro vai além do auxílio ao plantio de igrejas ou ao envio de missionários. Nos comoventes lembretes de Jim, creio que o leitor também encontrará o seu papel no plantio do evangelho e no envio da verdadeira esperança de Deus — seja para vizinhos ou nações — somente em Cristo.

Ben Connelly , Servant Leadership Team, Salt & Light Community; diretor do Plant Fort Worth and The Equipping Group

Uma página após a outra fui encorajado, edificado e tomado de alegria ao ver como Deus nos permite fazer parte de seus propósitos para o universo. Com uma escrita excelente, Jim nos mostra como Deus envia seu povo para cumprir a tarefa de edificar o reino. Achei neste livro uma explicação empolgante do porquê e de como Deus envia o seu povo. Eu o recomendo não apenas a plantadores de igrejas e missionários vocacionais, mas a todo cristão que deseja entender como Deus atua no cumprimento de seus propósitos por meio de seu povo.

Brian Howard, presidente da Atos 29

Jim Essian serviu à igreja de forma belíssima ao escrever este pequeno livro que causa um impacto enorme. Fundamentado no caráter do nosso Deus — a quem apraz enviar missionários — e em sua visão para o mundo, Jim nos chama, de maneira simples, a nos unirmos ao Altíssimo em seus planos soberanos. Este seria um excelente livro para cristãos ‘normais’ (como eu), que com facilidade perdem de vista o plano global de Deus para resgatar os perdidos ou a confiança no útil papel que podem desempenhar.

Dan Steel , presbítero da Magdalen Road Church; diretor de programas ministeriais, Yarnton Manor, Oxford Prático, profético e profundamente pastoral — este livro é um verdadeiro presente para a igreja de Cristo. Ide capta de forma belíssima a essência do

coração de Deus em favor dos perdidos e ressalta a urgência da igreja refletir sua missão redentora. Esta obra não deve ser lida apenas uma vez, pois é um recurso para ser estudado, interiorizado e incorporado à própria estrutura do nosso discipulado. À medida que nos envolvemos com sua sabedoria, somos levados a redefinir nossa postura diante da Grande Comissão, alinhando-nos novamente ao direcionamento do Espírito Santo em alcançar os perdidos.

Dr. Doug Logan Jr., presidente do Grimké Seminary; diretor de desenvolvimento de plantadores de igrejas urbanas, Send Network

A mobilidade é um elemento essencial na missão da igreja. Sem ela, estaríamos nadando em sentimentalismo e dançando com a desobediência. Este livro não apenas apresenta uma visão bíblica da missão do evangelho, mas também sabedoria e orientação de um pastor e de uma igreja que oram, contribuem e partem em missões. Com toda a certeza o leitor desejará aprender com Jim. Estas páginas são um testemunho do que Deus fez — e do que pode fazer por nós. Se desejamos ver membros enviados e igrejas plantadas em nome de Jesus, este é o livro certo para isso.

J. A. Medders, coautor do livro The Soul-Winning Church; diretor de teologia e conteúdo, Send Network

Não falta graça no tratamento de Ide quanto à radical missão da igreja de magnificar a Cristo na Grande Comissão. De maneira completa, porém concisa, Jim Essian nos apresenta uma obra imensamente encorajadora que tanto informa quanto inspira.

Jared C. Wilson, professor assistente de ministério pastoral do Midwestern Seminary; autor do livro The Gospel-Driven Church

Este livro é excelente para todos nós que somos tentados a nos acomodar em nossa igreja. Seremos tomados por um novo entusiasmo por nossa missão majestosa e despertados a enxergar o papel que podemos desempenhar.

Jonty Allcock, pastor na The Globe Church, Londres; autor do livro Impossible Commands

Em Ide , Jim faz um convincente chamado para que as igrejas recuperem uma cultura de envio missionário em defesa da causa de Cristo. Com clareza e fidelidade bíblica, Jim nos mostra um caminho para que as igrejas se multipliquem localmente por meio do plantio estratégico de outras igrejas e de missões locais, enquanto, ao mesmo tempo, alcançam o mundo com um engajamento dinâmico em missões transculturais. Este é um livro que despertará a alma do leitor, ampliará a sua perspectiva e o impulsionará à uma alegre obediência enquanto trabalhamos juntos pelo dia em que a glória de Deus cobrirá a terra como as águas cobrem o mar.

Matt Carter, vice-presidente da Mobilization, Send Network, North American Mission Board

Sumário

Prefácio

Enquanto escrevo, a igreja que tenho a alegria de pastorear, a The Church of Eleven22, está prestes a completar 12 anos. Olhando para o passado, vejo muitos rostos e muitas histórias, algumas milagrosas e outras de partir o coração. Lembro-me de quando entendemos que Deus estava nos chamando para inaugurar nosso segundo local, em 2015. Recordo-me de ter sido confrontado, em janeiro de 2020, com a possibilidade de estarmos perdendo uma grande oportunidade de discipular pessoas on-line, e de termos lançado esse ministério apenas uma semana antes do mundo entrar em lockdown por causa da covid. É impressionante refletir sobre esses 12 anos nos quais buscamos a Deus e descobrimos que ele é melhor do que eu jamais poderia ter imaginado.

Antes de plantarmos a Eleven22, eu estava sentado à mesa da cozinha orando com minha esposa, Gretchen, perguntando a Deus se aquilo era a próxima missão que ele tinha para nós. Deveríamos plantar ou eu deveria aceitar um cargo em uma igreja já estabelecida, na qual pudesse me integrar ao que o Senhor já estava fazendo?

Como pagaríamos as contas? E se não desse certo? Gretchen, com sua confiança em Deus e em mim, é a verdadeira razão pela qual demos aquele passo para fora do barco em 2012. Não havia como

sabermos, naquela época, o que sabemos hoje: que mais pessoas adoram a Deus nas igrejas que plantamos ao redor do mundo do que conosco em um fim de semana. Com certeza, passamos por momentos dolorosos e difíceis, mas também experimentamos o poder e a presença de Deus de maneiras que vão além da compreensão.

Muitas vezes me perguntam qual é o segredo da Eleven22.

Tenho uma única resposta para compartilhar, a qual acredito que Jim desenvolve de forma tão poderosa neste livro: nós respondemos ao evangelho. Ouvi a mensagem do evangelho aos 16 anos, em um momento bastante doloroso da minha vida, e nunca mais me recuperei. Não consigo superar a boa notícia de que Jesus viveu a vida que eu não consegui viver, morreu a morte que eu merecia e ressuscitou dos mortos para que eu pudesse viver eternamente com ele. Uma notícia dessa exige uma resposta!

Na Eleven22, termino todo sermão da mesma forma, chamando as pessoas a responderem ao evangelho de uma entre três maneiras — nós louvamos, nós entregamos e nós oramos. Creio que é isso que Jim também está fazendo neste livro. Ele está chamando você, leitor, a responder ao evangelho com a sua vida.

Nós louvamos : a resposta apropriada à mensagem da vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus é adorar a Deus! Quando entendemos que estávamos mortos espiritualmente — éramos pecadores miseráveis e de coração endurecido — e que Jesus trocou a sua retidão perfeita e santa por nós, como não louvar? Como não responder com uma gratidão transbordante? O evangelho é boa notícia porque é impossível sermos reconduzidos ao Pai de qualquer outra forma. Por estarmos longe de Jesus, nos encontramos no domínio das trevas. Mas Deus… ele fez o que não podíamos

fazer. Abriu um caminho onde não havia; pagou a dívida que nós devíamos. Isso nos leva a louvá-lo de todo o coração:

Quando eu medito em Teu amor tão grande

Que ofereceu Teu Filho sobre o altar

Maravilhado e agradecido venho

Também minha vida Te ofertar

Então minha alma canta a Ti, Senhor

Grandioso és tu, Grandioso és tu.

E quanto a você, leitor? Quando foi a última vez que respondeu à gloriosa mensagem da cruz e do túmulo vazio com brados de louvor e declarou somente a ele como digno?

Nós entregamos: a resposta apropriada ao coração generoso de Deus, que enviou o seu Filho unigênito por nós, é devolver-lhe aquilo que ele nos deu. Isso está enraizado em duas verdades. Primeiro, tudo o que temos vem dele; não há nada que tenhamos que não tenha vindo da mão de Deus. Segundo, damos as nossas primícias e o nosso melhor porque ele deu as suas primícias e o seu melhor. Não estamos dando gorjeta a Deus; nós lhe entregamos as primícias de tudo o que ele nos confiou como um ato de adoração, porque aprendemos isso com ele.

Do transbordar do amor perfeito que existiu eternamente na Trindade, todas as coisas foram criadas. Do transbordar do amor perfeito que existe no coração de Deus, o Filho foi enviado. De forma simples, 1João 4.19 nos diz: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”. O teólogo John Stott expressa isso da seguinte forma: “Deus não nos ama porque Cristo morreu por nós; Cristo morreu por nós porque Deus nos ama”. Deus amou e Deus entregou. E quanto a nós? Entregaremos àquilo que amamos. É a missão e o reino divinos que

capturam o nosso coração, moldam os nossos sonhos e determinam a maneira como administramos o que temos?

Nós oramos: a resposta apropriada ao evangelho é correr para Deus. Oramos porque temos um Pai celestial bondoso o qual deseja que nos aproximemos dele. Temos livre acesso ao trono! Lemos em Mateus 27.51 que, quando Jesus foi crucificado, o véu do templo que protegia o Santo dos Santos se rasgou de alto a baixo. Isso indica que foi o próprio Deus quem rasgou o véu — é Deus quem nos deu acesso ao seu trono por meio de Cristo. Amo esta citação de Tim Keller: “A única pessoa que ousa acordar um rei às três da manhã para pedir um copo d’água é um filho. E nós temos esse tipo de acesso”. Você é filho amado do Senhor; tem acesso ao trono de Deus. E o que você faz com esse acesso?

Se respondermos ao evangelho, este avançará. O reino de Deus floresce quando agimos diante dos desafios que Jim apresenta neste livro. O apóstolo Paulo diz: “Porque fostes comprados por preço.

Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.20). Nossa resposta deve ser ir aonde quer que ele nos chame e entregar a nossa vida por ele, para que outros conheçam as boas novas.

Joby Martin

Pastor da The Church of Eleven22

A visão de Deus para o mundo

Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar. (Hc 2.14)

Você está no meio de um movimento global.

Um movimento que avança em toda cultura e lugar, ao longo dos milênios — um povo cheio do Espírito Santo e armado com o evangelho, que não vai parar nem sequer desacelerar até rompermos as portas do Inferno e acolhermos o nosso Rei e o seu reino. Nós não perderemos, porque ele já venceu. É um movimento de graça e verdade, de palavra e ação, e, no temor do Senhor, a sua igreja se multiplica.

E você foi convidado a fazer parte disso.

Não tememos nada nem ninguém; buscamos a glória de Deus e o bem de todas as pessoas. O evangelho nos impulsiona adiante com ousadia e coragem. Podemos ser o povo mais ousado, corajoso e destemido. Por quê?

Porque Jesus foi vitorioso. Porque o reino está vindo em sua plenitude.

Tudo isso é verdade. Mas nem sempre parece ou sequer se apresenta como tal. Então, deixe-me mostrar que tudo isso termina

em glória. E, se conseguirmos ver a linha de chegada, talvez isso nos ajude a enxergar como o Espírito Santo nos conduzirá até lá e como podemos nos unir a ele em sua missão.

No deserto

O mundo está corrompido. Devastado pelo pecado, dilacerado por conflitos, fragmentado. A tecnologia transmite cada uma dessas fissuras e a envia diretamente para o nosso celular. Mais do que qualquer geração antes de nós, somos inundados por informação, e grande parte dela desmoraliza o coração e devasta a alma. Sabemos mais do que deveríamos.

A ansiedade (pelo menos nos Estados Unidos) está atingindo níveis recordes,1 enquanto a esperança se encontra no fundo do poço. Como em um mercado econômico em baixa, a situação parece grave e a confiança dos investidores é pequena. Estamos sacando todo o nosso dinheiro e o escondendo debaixo do colchão — este com certeza não é o momento certo para plantar igrejas, começar novas iniciativas e pensar em multiplicação. Mal conseguimos manter nossos amigos na igreja, ou mesmo na fé, ao que parece.

O profeta Habacuque sentiu o mesmo em seu tempo, há bem mais de dois milênios:

Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?

Gritar-te-ei: Violência!

E não salvarás? (Hc 1.2)

1 Disponível em: www.news.gallup.com/poll/505745/depression-rates-reach-new-highs.aspx. Acesso em 12 de fevereiro de 2024.

Para Habacuque, o mundo era um deserto. O conhecimento da glória de Deus secou. Habacuque viveu em uma época em que o povo de Deus estava em uma situação terrível. A Assíria assumiu o controle, deportando a maior parte do povo de Deus e dominando aqueles que permaneceram em Jerusalém. O povo de Deus não vinha seguindo a ele fielmente. Havia violência e destruição, contenda e injustiça, conflitos, escândalos e ganância. Todos estavam buscando o “sonho assírio ” e seguindo o próprio coração para onde quer que ele os levasse. As coisas estavam ficando muito ruins.

Os profetas do Antigo Testamento em geral falavam de tempos tumultuados, cheios de maldade e injustiça, quando o povo de Deus tentava descobrir como se situar no mundo. Talvez seja por isso que, muitas vezes, eles soassem como uma música melancólica . Às vezes, só dá vontade de abraçar Jeremias ou Habacuque. E, ainda assim, eles estavam cheios das promessas de Deus. Habacuque não era um falso otimista. Ele olhou ao redor, abatido e deprimido, e clamou a Deus: “Até quando, Senhor, clamarei eu […]?” (v. 2). Deus, quanto tempo isso vai levar? Habacuque queria respostas e suplicou para que Deus fizesse alguma coisa. O Senhor de fato lhe respondeu, porém não da maneira como o profeta gostaria. Ele disse que faria algo a respeito, mas que primeiro as coisas iriam piorar antes de melhorar (v. 5-11).

Deus é grande o suficiente?

Então Habacuque orou novamente: “Não és tu desde a eternidade […]?” (v. 12). Em português, essas palavras não necessariamente soam confrontadoras, mas, no hebraico original, trata-se de uma pergunta retórica. Ele estava clamando a Deus e dizendo: O que estás fazendo?!

Habacuque olhou para todo o mal e as ruínas ao seu redor e disse: Eu achava que tu eras eterno; eu achava que tu eras grande e poderoso — por que não estás fazendo nada, Deus?

Você já orou assim? Não sei se alguma vez fui tão audacioso diante do Senhor — porém isso me comove.

Quando observo o cenário da minha cidade, Fort Worth, no Texas, vejo prosperidade, crescimento e desenvolvimento e, mesmo assim, como ainda tem problemas. Tudo isso é tenuemente encoberto por sucesso, dinheiro, beleza, prédios novos e mais uma cafeteria — mas tão pouca glória. Não interessa que o campus e os estudantes da nossa universidade local sejam bonitos e organizados. Todos os anos ministramos às ruínas daquele campus: transtornos alimentares, questões de identidade, dúvidas, estupro.

Não interessa que as nossas igrejas sejam grandes ou que os nossos prédios sejam bonitos se, muitas vezes, eles estão simplesmente cheios de membros entediados e sermões sem evangelho, oferecendo pouco mais do que um tapinha nas costas e um versículo bíblico.

Não interessa que os nossos programas ou ministérios sejam excelentes se há um secularismo crescente na cidade. As pessoas não apenas deixam de dar crédito a Jesus; elas sequer consideram crível o ethos do cristianismo. Nossas iniciativas já não atendem a uma necessidade sentida.

Eu moro no bairro mais liberal do norte do Texas. Há muitas coisas boas nisso, e muitas com as quais também concordo. Contudo, no meu bairro, você é mais aceito se for uma bruxa do que se for um pastor. Estamos cercados por toda essa ruína e pecado, e a terra parece árida; como uma seca de glória e graça. Será que a igreja depende o suficiente de Jesus, é capacitada o suficiente pelo Espírito Santo e está segura o suficiente no amor do Pai? Estamos

desesperados o bastante para orar o suficiente para que a glória e a graça de Jesus encham nossas igrejas, nossas comunidades e nosso coração?

Em um grande estudo realizado nos Estados Unidos, intitulado

The Great Opportunity [A grande oportunidade], os organizadores constataram que “entre 28 e 42 milhões de jovens criados em lares que se identificam como cristãos optarão por abandonar uma vida com Cristo ao longo dos próximos trinta anos. Essa é a maior perda geracional isolada da história do nosso país”.2 E por quê?

Descobriu-se que grande parte dos jovens que deixam a igreja não só não fez um estudo intelectual profundo acerca das alegações de verdades, como também chegou a uma discordância teológica do cristianismo. A maioria simplesmente acha que uma vida com Jesus não importa. [Ênfase minha.]3

A ideia que eles têm de Deus é pequena demais. Nós o tornamos “ignorável”.4

Alguns de nós crescemos em grupos de jovens e igrejas que apenas nos disseram como Deus queria que vivêssemos e como ele poderia nos ajudar a ter uma vida muito boa. Sabe como é, apenas não faça sexo antes do casamento e seja legal. E talvez poucos de nós tenham sido ensinados que o Senhor é a própria vida — que Jesus é suficiente. Que a grandeza e a beleza de Deus valem a entrega da nossa vida.

2 The Great Opportunity: The American Church in 2050, PDF, p. 9.

3 Disponível em: www.thegospelcoalition.org/article/study-americas-greatest-gospel-opportunity-lives-in-your-house. Acesso em 12 de fevereiro de 2024.

4 Sermão de Ray Ortlund em 12 de agosto de 2012 na Immanuel Church.

A Pro Nobis Editora nasceu da visão de servir à igreja brasileira mediante a literatura cristã de qualidade.

O ministério da Pro Nobis tem por alvo especial ajudar os batistas brasileiros na missão de edificar a igreja e anunciar o Evangelho ao mundo. Para tanto, o conhecimento de suas raízes históricas e herança teológica é fundamental. Existem excelentes editoras evangélicas no Brasil, com as quais juntamos forças nesse trabalho de servir ao povo de Deus.

Mas por que Pro Nobis? Trata-se de uma expressão em latim que significa POR NÓS. Na tradição cristã, essa expressão se relaciona com a obra de Jesus Cristo em nosso favor. A cruz é o símbolo maior e mais sublime da fé cristã, o coração do Evangelho. O Deus Trino fez uma aliança de redenção em favor de seu povo eleito, salvo pelo sangue do Cordeiro. Nosso alvo é edificar a igreja para que ela prossiga na missão de proclamar “o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8).

Acesse o site e acompanhe nosso ministério: www.pronobiseditora.com.br

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