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Introdução à gramática e à sintaxe do Novo Testamento
Apresentação Wilson Porte Jr. Prefácio Diego dy Carlos
Robert L. Plummer
Rio de Janeiro, RJ
Bases do grego bíblico
Traduzido do original em inglês: Beginning with New Testament Greek
Copyright © 2020 Benjamin L. Merkle, Robert L. Plummer
Publicado originalmente por B&H Academic Nashville, Tennessee bhacademic.bhpublishinggroup.com
Todos os direitos em língua portuguesa reservados por PRO NOBIS EDITORA
Rua Professor Saldanha 110, Lagoa, Rio de Janeiro-RJ, 22.461-220
1ª edição: 2026
ISBN: 978-65-6178-025-4
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Proibida a reprodução por quaisquer meios, salvo citações breves, com indicação da fonte.
Direção executiva
Judiclay Silva Santos
Conselho editorial
Judiclay Santos
David Bledsoe
Paulo Valle
Gilson Santos
Leandro Peixoto
Helder Cardin
Wilson Porte Jr.
Coordenação editorial: Cesare Turazzi
Supervisão técnica: Wilson Porte Jr.
Tradução: Pro Nobis Editora
Revisão técnica do grego: Wilson Porte Jr.,
Melina Marinho
Preparação de texto: Gabriel Lago
Revisão de provas: Melina Marinho, Thalles de Araujo
Design da capa: Luis de Paula
Designer assistente: Wirley Corrêa
Diagramação: Wirley Corrêa
As opiniões representadas nesta obra são de inteira responsabilidade do autor e não necessariamente representam as opiniões e os posicionamentos da Pro Nobis Editora ou de sua equipe editorial.
o P r
N o b i s E d i t o r a ; a p r e s e n t a ç ã o W i l s o n P o r t e J r ; p r e f á c i o D i e g o d y C a r l o s - - 1 e d - - R i o d e J a n e i r o , R J : P r o N o b i s
E d i t o r a , 2 0 2 6
T í t u l o o r i g i n a l : B e g i n n i n g w i t h N e w T e s t a m e n t
g r e e k I S B N 9 7 8 - 6 5 - 6 1 7 8 - 0 2 5 -4
1 B í b l i a N T - E s t u d o 2 B í b l i a N TL í n g u a , e s t i l o 3 L í n g u a g r e g a ( B í b l i a ) - G r a m á t i c a I P l u m m e r , R o b e r t L I I P o r t e J r , W i l s o n
I V C a r l o s , D i e g o d y V T í t u l o
Índices para catálogo sistemático:
1 G r e g o b í b l i c o : N o v o T e s t a m e n t o : L i n g u í s t i c a 4 8 7 4
M a r i a A l i c e F e r r e i r a - B i b l i o t e c á r i a - C R B - 8 / 7 9 6 4
Infelizmente, o estudo das línguas originais tem sido escanteado em muitos seminários brasileiros. Porém, em Bases do grego bíblico, Benjamin Merkle e Robert Plummer mostram que o estudo do grego, em vez de ser tão árido quanto alguns fazem parecer, nos leva a uma leitura do Novo Testamento muito mais profunda, exata e recompensadora. Por meio de explicações didáticas e, ao mesmo tempo, precisas, os autores nos conduzem do nível zero a um grau de proficiência extremamente gratificante e proveitoso. Este material ainda fornece diversos recursos que facilitam e enriquecem grandemente o aprendizado, como aulas em vídeo, flashcards, listas de vocabulário e muitos exercícios. Não consigo pensar em uma gramática introdutória de grego mais didática e atualizada do que esta. Um verdadeiro presente à igreja brasileira!
André G. Soares, professor no Seminário Martin Bucer e no Israel Institute of Biblical Studies; editor de livros na Editora Fiel; pastor na Igreja Batista Bíblica em Valparaíso (Santo André, SP)
Como pastor e diretor acadêmico, não quero apenas ferramentas de ensino, mas meios de enxergar além. Este livro proporciona exatamente isto: o estudante é conduzido da imagem limitada de uma televisão em preto e branco para a nitidez de uma 8K. Merkle e Plummer não oferecem apenas regras, mas abrem janelas para a Palavra viva, onde cada letra carrega peso eterno. Em cada capítulo, mostram que aprender grego não é acumular vocabulário, mas ouvir a voz de Deus no idioma em que ele inspirou as próprias Escrituras. Para leitores iniciantes, em especial, será uma aventura inesquecível e uma ajuda valiosa.
Ari Langrafe Junior, diretor acadêmico da Escola Charles Spurgeon e pastor da Igreja Batista Calvário em Pinhais
Merkle e Plummer oferecem uma fonte excelente e inovadora da língua grega do Novo Testamento. As explicações claras em estilo conversacional, as ilustrações bíblicas de conceitos gramaticais e os recursos adicionais online fazem deste livro uma ferramenta imprescindível para todos. Além disso, a cada quatro capítulos os autores inserem orientação prática sobre aspectos importantes de exegese, como: crítica textual, comentários, diagramação, estudos de palavras e recursos digitais. Como professor de grego durante mais de 25 anos no Brasil, sempre almejei um texto como este em língua portuguesa.
Dá vontade de voltar a ensinar o grego elementar!
David J. Merkh, Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia (SP)
Quando já estava um pouco avançado em meus estudos de grego no seminário, descobri que o livro texto que utilizamos não tinha tudo o que precisávamos para um programa introdutório à disciplina. Por outro lado, o livro que trazia tudo o que diziam que precisávamos era um tanto prolixo e não muito amigável. Assim, é com alegria que recomendo Bases do grego bíblico, de Merkle e Plummer, como um livro que combina abrangência, concisão e praticidade — ou seja, tudo aquilo que um estudante de grego precisa no início da sua trajetória de estudos para aprender a ler, fazer exegese e interpretar o texto do Novo Testamento em seu idioma original de escrita.
Filipe C. Santos (PhD), autor e professor de estudos bíblicos e históricos no Seminário Bíblico Palavra da Vida
Bases do grego bíblico é exatamente o que os professores e alunos de hoje precisam. O layout é realista, a progressão através do material faz todo o sentido, e o uso de textos do NT é motivador. Os alunos se beneficiarão da experiência linguística de Merkle e Plummer, de sua pedagogia magistral e de seu amor pela Palavra de Deus. Os alunos podem ter certeza de que estão obtendo aqui o melhor da erudição a serviço da igreja. Recomendo Bases do grego bíblico com entusiasmo — um banquete abundante para a mente e o coração.
J. Scott Duvall, professor de Novo Testamento e J. C. e Mae
Fuller Chair de Estudos Bíblicos na Ouachita Baptist University
Merkle e Plummer têm uma forte reputação de serem professores claros e eficazes de grego do Novo Testamento. Em sua gramática, eles combinam seus conhecimentos de grego e sua pedagogia experiente para fornecer aos alunos iniciantes do grego do Novo Testamento um recurso valioso e claro, o qual os ajudará a desenvolver as habilidades necessárias para começar sua jornada de leitura e compreensão do Novo Testamento grego.
Jarvis J. Williams, professor associado de interpretação do Novo Testamento no The Southern Baptist Theological Seminary
O livro Bases do grego bíblico é uma gramática atualizada no que concerne aos estudos mais atuais da língua grega, sendo sensível também a contribuições recentes da didática de línguas. Ele usa linguagem acessível, conta com recursos eletrônicos e é escrito por dois professores de grego, cristãos evangélicos de boa estirpe, a partir de décadas de experiência em sala de aula. Merkle e Plummer têm como objetivo não somente ensinar a língua grega, mas empolgar os alunos com a possibilidade e utilidade de ler a Palavra de Deus em uma das línguas originais que o Senhor escolheu para se revelar. Assim, recomendo esta gramática com entusiasmo e parabenizo a Editora Pro Nobis pela iniciativa de trazê-la para o Brasil.
João Paulo Thomaz de Aquino (PhD), professor de Novo Testamento no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação
Andrew Jumper
Dr. Merkle e Plummer nos deram um excelente volume que serve de ponto de partida para o estudo do Novo Testamento grego. Embora este volume seja direcionado principalmente para aqueles que estão começando o estudo, ele também servirá como uma excelente atualização para aqueles de nós que estudam o grego do Novo Testamento há muitos anos. Recomendo este volume atual a todos os que estão começando e que continuam a estudar o inerrante Novo Testamento grego de Deus.
Jerry Vines, pastor emérito da First Baptist Church, em Jacksonville (FL), e duas vezes presidente da Southern Baptist Convention
O domínio do grego bíblico é um processo que requer persistência e dedicação contínua. Não é algo que se aprende de uma hora para outra, mas sim com estudo e prática diária. Minha experiência com o grego foi moldada por meus mentores: Dr. Broadus D. Hale, que me introduziu à gramática morfológica, e Dr. Roberto Alves de Souza, que me guiou pelo estudo da sintaxe grega. Um conselho valioso que recebi foi estudar uma gramática grega por ano, estratégia que se revelou eficaz na minha vida acadêmica e pastoral. Agora, é com satisfação que apresento a tradução de ‘Beginning with New Testament Greek’, uma introdução à gramática e sintaxe do grego do Novo Testamento, dos professores Benjamin Merkle e Robert Plummer, publicada pela Editora Pro Nobis. Esta obra se destaca por sua apresentação clara, didática e atualizada, fruto de mais de duas décadas de experiência acadêmica na área bíblico-exegética. Após um intervalo de cinco anos desde seu lançamento original, esta gramática chega ao Brasil, oferecendo um recurso valioso para iniciantes e especialistas no estudo do grego bíblico. Ela permite que pastores, pregadores e acadêmicos aprimorem sua leitura do Novo Testamento grego, analisem versões brasileiras e interpretem a mensagem bíblica com maior precisão. Aguardo com expectativa futuras traduções de obras desses autores, que têm contribuído significativamente para a formação de novos acadêmicos na área do Novo Testamento.
Luiz Roberto dos Santos, mestre em teologia na área bíblico-exegética do Novo Testamento; pastor presidente da Igreja Batista Memorial da Tijuca (RJ); professor convidado do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil
Bases do grego bíblico representa um dos mais sólidos avanços recentes no ensino do grego do Novo Testamento. A obra combina rigor acadêmico e sensibilidade pedagógica, oferecendo ao estudante iniciante não apenas a estrutura fundamental da língua, mas também uma introdução gradual ao próprio texto bíblico e às ferramentas indispensáveis para sua interpretação. Desde o primeiro capítulo, a clareza didática dos autores permite que o aluno experimente o contato direto com o grego do Novo Testamento, fortalecendo a motivação e mostrando, na prática, a relevância do estudo gramatical para a exegese cristã. Para professores, este é um recurso que alia clareza, amplitude e profundidade, facilitando tanto o ensino em sala de aula quanto a leitura autodidata. Para alunos, é um convite a entrar no mundo do grego do Novo Testamento com segurança, motivação e amor pela Palavra de Deus. Por essas razões, recomendo com entusiasmo este livro: ele enriquecerá o ensino de grego em nosso contexto e servirá como ferramenta indispensável para aqueles que desejam ler o Novo Testamento em sua língua original.
Marcelo Berti, pastor da Igreja Batista Fonte São Paulo
Simples. Prático. Atualizado. Intuitivo ao leitor. Iniciantes em grego se beneficiarão desta introdução à linguagem do Novo Testamento. O texto transporta o aluno para as complexidades da língua com relativa facilidade, sempre dedicando tempo para tornar a gramática acessível e compreensível. O que é bom para o aluno também é bom para um ensino eficaz. Este novo trabalho de Merkle e Plummer é altamente louvável.
Mark A. Seifrid, professor de teologia exegética no Concordia Seminary
Merkle e Plummer mostram como começar com o grego do Novo Testamento sem se perder em uma língua antiga. Este livro explica o grego de uma forma que as pessoas que não são nerds da linguagem possam entender facilmente e, enfim, progredir para ler o Novo Testamento no grego original. Este livro é orientado por um bom conhecimento de linguística e pedagogia, mas não afoga os leitores em siglas, jargões acadêmicos ou detalhes técnicos. Há explicações muito boas sobre coisas como crítica textual e falácias de estudo de palavras que os alunos deveriam aprender em seus estudos de línguas.
Resumindo, este é um livro de que os alunos vão gostar e que os professores vão apreciar.
Michael Bird, reitor acadêmico e professor de teologia do Ridley College
Sobretudo no contexto da fé cristã, percebe-se um renovado interesse pelos estudos bíblicos. Naturalmente, ele se estende ao estudo das línguas nas quais Deus, em sua santa sabedoria, decidiu se dar a conhecer aos homens. No que respeita ao grego do Novo Testamento, as contribuições de Merkle e Plummer chegam em boa hora para o público de língua portuguesa. Elaborado de maneira didática, trata-se de um material bastante útil tanto para estudos pessoais quanto para instituições de ensino teológico. Recomendo!
Paulo Valle, professor de grego e Novo Testamento no Seminário Martin Bucer
Bases do grego bíblico é um presente para os que desejam não apenas aprender o grego do Novo Testamento, mas fazê-lo com profundidade. Merkle e Plummer unem sólida erudição à sensibilidade pastoral, oferecendo ao estudante do grego um material acessível, porém sem deixar de ser completo. Esse manual oferece recursos pedagógicos atualizados, exercícios extraídos diretamente das Escrituras e introduções práticas a temas como crítica textual, recursos lexicais e ferramentas digitais. Ao longo das páginas, percebe-se que o propósito não é apenas ensinar uma língua morta, mas formar intérpretes que amem e sirvam melhor ao Senhor por meio de uma leitura mais precisa da sua Palavra. Esta gramática é, sem dúvida, uma das melhores portas de entrada para o estudo do grego bíblico. A versão em português é bem-vinda! Recomendo a leitura com entusiasmo!”
Paulo Won (Me., Universidade de Edimburgo), pastor da Igreja Presbiteriana Metropolitana
Quem estuda ou ensina o grego do Novo Testamento sabe da insatisfação com os recursos disponíveis em português. Embora existam alguns livros bons, a maioria é insuficiente, incompleta, desatualizada em pesquisa, confusa na nomenclatura e pouco didática. A gramática Bases do grego bíblico, de Merkle e Plummer, é a resposta para essa necessidade. Com 24 capítulos, a obra se adapta perfeitamente aos semestres letivos no Brasil (13-15 aulas), permitindo que todo o conteúdo seja ensinado em dois semestres. Os exercícios, integrados ao final de cada capítulo, treinam o aluno desde o início na memorização, na compreensão de conceitos e na tradução do texto bíblico. Além disso, a pesquisa abrangente e bem selecionada dos autores oferece o que há de melhor na academia dos estudos da língua grega, de forma acessível e sem informações desnecessárias ou confusas. Como professor, é um privilégio para mim recomendar e usar este livro a fim de ajudar cada vez mais pessoas a ouvirem a voz de Deus no texto original do Novo Testamento.
Pedro H. Vercelino, professor de grego, exegese e teologia do Novo Testamento no Seminário Bíblico Palavra da Vida
Dois dos elementos mais importantes de uma experiência grega de primeiro ano visando ao sucesso do aluno são a apresentação metódica e o enriquecimento motivacional. Merkle e Plummer carregam este livro com material de primeira qualidade de ambos os tipos. Dois dos principais fatores motivacionais são a extensa interação direta com o texto real do Novo Testamento — tanto nos exercícios da lição quanto nas discussões exegéticas que mostram o valor de conhecer o grego — e o excurso apresentando aos alunos campos mais amplos de estudos e recursos gregos para ajudar em suas atividades exegéticas, tanto na versão impressa quanto online. A exposição regular a perguntas de ‘estado da discussão’ sobre os significados dos tempos verbais e a voz média contribuem ainda mais para garantir que essa gramática tenha um lugar duradouro como peso pesado no mercado.
Randy Leedy, fundador do NTGreekGuy.com, e ex-professor de Novo Testamento na Bob Jones University
Este livro de Merkle e Plummer, com instruções precisas sobre o grego bíblico, passo a passo, me trouxe à memória os tempos idos da segunda metade do século passado, quando o meu companheiro de todas as horas no seminário era o livro do baluarte da fé cristã J. Gresham Machen: New Testament Greek. Machen me fez apreciar o estudo e a validade do koiné para o estudo mais aprofundado da Escritura e inovou, pois simplificou os extensos tratados que eram as bases da instrução do grego até então. Tenho certeza de que o mesmo sentimento acompanhará aqueles que farão deste Bases do grego bíblico o livro que os acompanhará no difícil mas gratificante estudo dessa língua. A grande vantagem e inovação adicional que este livro traz é a aplicação de comprovadas técnicas didáticas de vanguarda, o que torna ainda mais fácil a assimilação do grego. Com aceitação já comprovada nas nações de língua inglesa, temos o privilégio, agora, de possuir esta versão em português que enriquecerá, sem dúvida, todos que se interessam ou necessitam dominar essa língua original em que foi escrita a Palavra de Deus.
Solano Portela, autor, conferencista e professor de teologia sistemática e educação cristã
Incorporando pesquisas atualizadas e links úteis para recursos digitais, aqui está uma gramática introdutória abrangente escrita por professores experientes para o estudante sério do grego do Novo Testamento. Desenvolvimentos recentes na compreensão e significado do aspecto verbal, da voz média e da análise do discurso são discutidos e encadeados de forma abrangente através do estilo conversacional deste trabalho. Todos os exercícios de tradução e ilustrações de características gramaticais são direcionados para a leitura do significado do próprio Novo Testamento. Esses atributos, junto com os muitos materiais de apoio, tornam este um recurso valioso não apenas para a sala de aula, mas também para professores e acadêmicos que desejam atualizar ou aprofundar sua própria compreensão do grego koiné.
Sue Kmetko, professora adjunta de grego do Novo Testamento no Stirling Theological College
Nós realmente precisamos de outra gramática grega introdutória?
Merkle e Plummer nos mostram que a resposta é sim! O livro é escrito por dois veteranos do ensino de grego elementar, por dois mestres, e a clareza de seu ensino é evidente em cada página de sua gramática. O livro não é apenas acessível, mas também prático. Eles explicam com ilustrações úteis por que o estudo do grego faz a diferença.
Além disso, estão atualizados em estudos recentes sobre gramática grega. Quer discutam aspectos verbais ou verbos depoentes, alunos e professores podem ter certeza de que Merkle e Plummer conhecem o estado atual da questão. Recomendo este livro com entusiasmo.
Thomas R. Schreiner, professor James Buchanan Harrison de Interpretação do Novo Testamento, professor de teologia bíblica e reitor associado da School of Theology, The Southern Baptist Theological Seminary
Com linguagem acessível e de forma dinâmica, Merkle e Plummer introduzem os estudantes do grego bíblico aos elementos fundamentais para uma adequada leitura e compreensão do Novo Testamento em sua língua original. Desde o início, os estudantes são levados a interagir com o texto das Escrituras e a construir um conhecimento de gramática e vocabulário adequados para manejar bem a Palavra da Verdade (2Tm 2.15). Sem dúvida, essa obra é um enorme ganho para professores de teologia, seminaristas e pastores de língua portuguesa!
Tiago Abdalla T. Neto (PhD), Candidate in Biblical Studies — Puritan Reformed Theological Seminary; professor da área de estudos bíblicos no Instituto Missionário Palavra da Vida, no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, na Faculdade de Teologia Batista Equatorial e no Seminário Teológico Servo de Cristo
O primeiro grande ponto forte deste livro é que a abordagem foi testada em campo, em muitas aulas, por dois pedagogos talentosos. O segundo ponto forte é que o aluno consegue trabalhar rapidamente no grego real do Novo Testamento nos excelentes exercícios (desde o primeiro capítulo)! O terceiro ponto forte é algo único. Onde, em qualquer outro livro para iniciantes, o aluno também terá uma introdução aos textos críticos do Novo Testamento grego, aos recursos lexicais, bons comentários gregos, diagramação e recursos digitais disponíveis? Este livro me faz querer ensinar grego elementar novamente!
William C. Varner, professor de bíblia e grego na The Master’s University
Nota editorial à edição em português • 27
Abreviaturas • 31
Apresentação à edição em português
— Wilson Porte Jr. • 35
Prefácio à edição em português
— Diego dy Carlos • 41
À porta da sala de aula
— J. H. Moulton • 47
Agradecimentos • 49
Introdução • 51
1. O alfabeto grego • 55
1.1 Visão geral • 55
1.2 Relevância • 55
1.3 Alfabeto • 57
1.4 Pronúncia • 58
1.5 Vogais • 61
1.6 Ditongos • 62
1.7 Sinais de aspiração • 63
1.8 Acentos • 64
1.9 Pontuação • 66
1.10 Prática • 67
1.11 Vocabulário • 69
2. Substantivos de primeira declinação • 73
2.1 Visão geral • 73
2.2 Relevância • 73
2.3 Número • 75
2.4 Gênero • 75
2.5 Caso • 76
2.6 Paradigmas • 79
2.7 Morfologia • 80
2.8 O artigo • 82
2.9 Conjunções • 84
2.10 Análise • 85
2.11 Prática • 86
2.12 Vocabulário • 87
3. Substantivos de segunda declinação • 89
3.1 Visão geral • 89
3.2 Relevância • 89
3.3 Número • 91
3.4 Gênero • 91
3.5 Caso • 92
3.6 Paradigmas • 92
3.7 Morfologia • 93
3.8 Caso vocativo • 95
3.9 Nomes próprios • 96
3.10 Prática • 97
3.11 Vocabulário • 99
4. Os fundamentos dos verbos gregos • 101
4.1 Visão geral • 101
4.2 Relevância • 102
4.3 Pessoa e número • 103
4.4 Voz • 106
4.5 Modo • 109
4.6 Flexão/Tempo e aspecto • 109
4.7 Morfologia • 112
4.8 O presente do indicativo de εἰμί • 113
4.9 Prática • 115
4.10 Vocabulário • 118
Qual Novo Testamento grego impresso eu devo comprar? • 121
5. Verbos no presente do indicativo • 129
5.1 Visão geral • 129
5.2 Relevância • 129
5.3 Forma temporal e significado • 131
5.4 Voz • 132
5.5 Modo • 133
5.6 Paradigmas • 133
5.7 Morfologia • 134
5.8 Análise • 137
5.9 Prática • 138
5.10 Vocabulário • 140
6. Verbos no imperfeito do indicativo • 141
6.1 Visão geral • 141
6.2 Relevância • 141
6.3 Forma temporal e significado • 142
6.4 Voz • 144
6.5 Paradigmas • 144
6.6 Morfologia • 145
6.7 O uso de Οὐ • 148
6.8 Substantivos masculinos irregulares • 150
6.9 Prática • 150
6.10 Vocabulário • 153
7. Verbos contraídos • 155
7.1 Visão geral • 155
7.2 Relevância • 155
7.3 Morfologia • 157
7.4 Resumo das formas verbais contraídas • 161
7.5 O imperfeito do indicativo de εἰμί • 164
7.6 Casos de objetos diretos alternativos • 164
7.7 Prática • 165
7.8 Vocabulário • 167
8. Preposições • 169
8.1 Visão geral • 169
8.2 Relevância • 169
8.3 Significado • 170
8.4 Variações das formas • 173
8.5 Verbos compostos • 175
8.6 Uso • 176
8.7 Prática • 178
8.8 Vocabulário • 180
Posso ter certeza de que estou lendo as palavras dos apóstolos? • 181
9. Pronomes pessoais e relativos • 193
9.1 Visão geral • 193
9.2 Relevância • 193
9.3 Pronomes pessoais • 194
9.4 Paradigmas • 196
9.5 Morfologia dos pronomes pessoais • 197
9.6 O uso dos pronomes pessoais • 198
9.7 Pronomes relativos • 201
9.8 Morfologia dos pronomes relativos • 202
9.9 Uso do pronome relativo • 203
9.10 Prática • 205
9.11 Vocabulário • 208
10. Verbos no futuro do indicativo • 209
10.1 Visão geral • 209
10.2 Relevância • 209
10.3 Forma temporal e significado • 210
10.4 Voz • 211
10.5 Paradigmas • 213
10.6 Morfologia • 214
10.7 Variações nos radicais • 216
10.8 O futuro do indicativo de εἰμί • 218
10.9 Prática • 218
10.10 Vocabulário • 221
11. Verbos no primeiro aoristo do indicativo • 223
11.1 Visão geral • 223
11.2 Relevância • 223
11.3 Forma temporal e significado • 224
11.4 Voz • 225
11.5 Paradigmas • 226
11.6 Morfologia • 227
11.7 Variações nos radicais • 230
11.8 Prática • 231
11.9 Vocabulário • 233
12. Verbos no segundo aoristo do indicativo • 235
12.1 Visão geral • 235
12.2 Relevância • 235
12.3 Forma temporal e significado • 236
12.4 Paradigmas • 237
12.5 Morfologia • 237
12.6 Segundo aoristo passivo • 241
12.7 Segundo aoristo ativo de γινώσκω • 242
12.8 Grafia alternativa do segundo aoristo • 243
12.9 Prática • 243
12.10 Vocabulário • 246
Como posso ter certeza do significado das palavras gregas? • 249
13. Verbos líquidos • 259
13.1 Visão geral • 259
13.2 Relevância • 260
13.3 Futuros líquidos • 260
13.4 Aoristos líquidos • 263
13.5 Resumo das formas do verbo líquido • 264
13.6 Prática • 264
13.7 Vocabulário • 267
14. Substantivos de terceira declinação • 269
14.1 Visão geral • 269
14.2 Relevância • 269
14.3 Gênero e caso • 270
14.4 Paradigmas • 271
14.5 Morfologia • 271
14.6 O “quadrado de paradas” • 275
14.7 Variações dos substantivos de terceira declinação • 276
14.8 Prática • 277
14.9 Vocabulário • 279
15. Verbos no indicativo perfeito e mais-que-perfeito • 281
15.1 Visão geral • 281
15.2 Relevância • 281
15.3 Significado do tempo perfeito • 282
15.4 Paradigmas • 285
15.5 Morfologia • 285
15.6 Variações de reduplicação • 288
15.7 Formas irregulares • 290
15.8 Significado e forma do tempo mais-que-perfeito • 292
15.9 Prática • 293
15.10 Vocabulário • 296
16. Adjetivos e advérbios • 299
16.1 Visão geral • 299
16.2 Relevância • 299
16.3 Paradigmas • 300
16.4 Morfologia • 301
16.5 Usos adjetivos • 303
16.6 Graus • 307
16.7 Advérbios • 310
16.8 Prática • 311
16.9 Vocabulário • 314
Quem pode me ajudar a entender e aplicar textos bíblicos? • 317
17. Particípios presentes • 321
17.1 Visão geral • 321
17.2 Relevância • 321
17.3 Definição e descrição • 322
17.4 Paradigmas • 324
17.5 Morfologia • 326
17.6 Usos do particípio • 329
17.7 Vozes do particípio • 332
17.8 Particípios e aspectos • 333
17.9 Prática • 335
17.10 Vocabulário • 338
18. Particípios aoristos • 339
18.1 Visão geral • 339
18.2 Relevância • 339
18.3 Paradigmas • 342
18.4 Morfologia • 345
18.5 Formas do segundo aoristo • 347
18.6 Usos do particípio • 348
18.7 Negação do não indicativo • 350
18.8 Numerais • 351
18.9 Prática • 353
18.10 Vocabulário • 356
19. Particípios perfeitos • 359
19.1 Visão geral • 359
19.2 Relevância • 359
19.3 Paradigmas • 360
19.4 Morfologia • 363
19.5 Particípios irregulares perfeitos • 364
19.6 Genitivos absolutos • 364
19.7 Particípios perifrásticos • 365
19.8 Particípios futuros • 366
19.9 Prática • 367
19.10 Vocabulário • 371
20. Outros pronomes • 373
20.1 Visão geral • 373
20.2 Relevância • 373
20.3 Pronomes demonstrativos • 375
20.4 Pronomes reflexivos • 378
20.5 Pronomes recíprocos • 379
20.6 Pronomes interrogativos • 380
20.7 Pronomes indefinidos • 381
20.8 Adjetivos pronominais • 382
20.9 Prática • 383
20.10 Vocabulário • 387
Como posso ver a estrutura de um texto? • 389
21. Infinitivos • 395
21.1 Visão geral • 395
21.2 Relevância • 395
21.3 Definição e descrição • 396
21.4 Paradigmas • 398
21.5 Morfologia • 399
21.6 Uso • 401
21.7 Infinitivos e aspecto verbal • 405
21.8 Verbos irregulares • 407
21.9 Prática • 408
21.10 Vocabulário • 411
22. Subjuntivos • 413
22.1 Visão geral • 413
22.2 Relevância • 413
22.3 Paradigmas • 416
22.4 Morfologia • 417
22.5 Usos do subjuntivo • 420
22.6 Orações condicionais • 423
22.7 Subjuntivo e aspecto verbal • 424
22.8 Prática • 424
22.9 Vocabulário • 428
23. Imperativos e optativos • 429
23.1 Visão geral • 429
23.2 Relevância • 429
23.3 Paradigmas • 431
23.4 Morfologia • 432
23.5 Usos do imperativo • 434
23.6 O subjuntivo como imperativo • 436
23.7 Imperativos e aspecto verbal • 437
23.8 Modo optativo • 439
23.9 Prática • 440
23.10 Vocabulário • 444
24. Verbos Mι • 445
24.1 Visão geral • 445
24.2 Relevância • 445
24.3 Formas indicativas • 446
24.4 Partes principais • 448
24.5 Formas não indicativas • 449
24.6 Outras formas • 450
24.7 Prática • 451
Como posso estudar o Novo Testamento grego no meu smartphone, tablet ou computador? • 457
Apêndice técnico • 461
Paradigmas • 461
Gabarito • 485
Vocabulário • 543
Glossário terminológico • 557
Índice de referências bíblicas • 573
Índice onomástico • 585
Sobre os autores • 587
Aobra que o leitor tem agora diante de si — em português — é, sem dúvida, fruto de um esforço editorial imenso. Um esforço hercúleo, se quisermos aproveitar as figuras do grego. E todo esse labor é justificado por diversos fatores.
Em primeiro lugar, é muito importante enfatizar que esta é uma tradução de um manual originalmente em língua inglesa (Beginning Greek with New Testament). Isso significa que, em cada uma destas páginas, o leitor testemunha um duplo trabalho de tradução: do grego para o inglês, do inglês para o português. Enquanto os autores originais tiveram de se preocupar “unicamente” com a pertinência da tradução inglesa a partir do grego, a Pro Nobis Editora teve o cuidado de buscar, com rigor técnico, as melhores traduções possíveis em português, que fizessem jus tanto ao grego bíblico quanto ao inglês do livro didático.
Nesse sentido, quanto às traduções bíblicas utilizadas, o manual original valeu-se da CSB ( Christian Standard Bible ) como padrão, mencionando outras versões nos contextos em que pareciam mais adequadas, a exemplo da ESV (English Standard Version), NIV (New International Version) e NKJV (New King James Version). Já em português, consideramos que o melhor padrão seria empregar a tradução ARA (Almeida Revista e Atualizada), sem prejuízo, quando necessário, de outras versões devidamente mencionadas, como ARC (Almeida Revista e Corrigida), NAA (Nova Almeida Atualizada), NVI (Nova Versão Internacional) etc., além de traduções livres onde julgamos que o leitor obteria mais proveito segundo a intenção da obra original. Vale acrescentar também que o próprio manual menciona diferentes
manuscritos bíblicos empregados como fonte a depender do contexto, como a Septuaginta e o Antigo Testamento em grego antigo.
Ao longo do livro, procurando resguardar a fidelidade ao original, e considerando que é praticamente impossível haver materiais idênticos, ainda quando se trate de uma tradução, optamos por manter os conteúdos extras, exercícios e materiais de apoio mencionados em inglês, o que inclui, por exemplo, manuais, sites, aplicativos e programas de computador. Preferimos, por prudência, não incorrer no risco de recomendar qualquer recurso que os autores em inglês não recomendaram explicitamente, ainda mais por se tratar de um estudo em que são essenciais fatores como fidelidade ao original, precisão técnica, atenção ao contexto e capacidade didática.
Não obstante, embora tenhamos mantido listados ao longo da obra os recursos adicionais em inglês, oferecemos ao fim do livro um QRCode para acessar e baixar esses mesmos materiais (e possivelmente outros) traduzidos, os quais devem ser aproveitados unicamente no contexto dos estudos, sendo proibida a sua comercialização. Convém notar, todavia, que estes materiais de apoio serão disponibilizados aos poucos. Por isso, pedimos e já de antemão agradecemos a paciência (e a oração!) do leitor.
Também por fidelidade ao original e para obter a melhor compreensão possível em cada exemplo e lição, mantivemos, em alguns pontos específicos, certos exemplos e macetes em inglês, seja por falta de equivalente satisfatório em português, seja para preservar a sonoridade, a ordem das palavras e outras especificidades próprias do inglês e úteis ao presente estudo, de modo a não forçar traduções artificiais ou insatisfatórias. Ainda assim, em tais casos, procuramos desenvolver a ideia de maneira a propiciar o melhor entendimento também para aqueles que não falam inglês. É o caso, por exemplo, do jogo de palavras “ hammer-tea ” (“martelo-chá”), sugerido pelos autores para auxiliar na pronúncia do vocábulo grego ἁμαρτία. Em português, até poderíamos adaptar com algo como “amar-tia”, porém
a tradução não alcançaria todo o propósito do esquema original, tendo em vista que o exemplo em inglês é negativo e diz respeito ao pecado. Assim, neste e em contextos similares, preservamos o jogo de palavras em inglês.
Evidentemente, a Pro Nobis Editora procurou oferecer a melhor tradução possível em língua portuguesa, do início ao fim, para este manual de tamanha relevância e proveito para o estudante do grego em nosso vernáculo.
Esperamos e oramos que este riquíssimo manual, agora em língua portuguesa, sirva muito bem a todos os estudantes e estudiosos interessados de nosso idioma.
presente pres imperfeito impf futuro fut aoristo aor perfeito perf mais-que-perfeito mqp
ativa at passiva pass média méd
indicativo ind particípio ptc subjuntivo sub imperativo imp infinitivo inf optativo opt
DRA
PESSOAS
primeira 1ª
segunda 2ª
terceira 3ª
masculino masc
feminino fem neutro neut
CASOS
nominativo nom
genitivo gen dativo dat acusativo ac vocativo voc
singular sg plural pl
Traduções bíblicas em inglês
Douay-Rheims 1899 American Edition
ESV English Standard Version
GW
GOD’S WORD Translation
ISV International Standard Version
KJV
NABRE
NASB
NET
NIV
NKJV
NLT
NRSV
King James Version
New American Bible
New American Standard Bible
NET Bible
New International Version
New King James Version
New Living Translation
New Revised Standard Version Bible
YLT Young’s Literal Translation
A21
Almeida Século 21
ACF Almeida Corrigida Fiel
ARA
ARC
NAA
NTLH
NVI
NVT
Almeida Revista e Atualizada
Almeida Revista e Corrigida
Nova Almeida Atualizada
Nova Tradução na Linguagem de Hoje
Nova Versão Internacional
Nova Versão Transformadora
Por séculos, o estudo do grego do Novo Testamento tem sido não apenas um exercício intelectual, mas um ato de reverência. Compreender a língua original das Escrituras Sagradas é desejar ouvir a voz de Deus com maior nitidez, buscando precisão, profundidade e fidelidade na leitura do texto inspirado. Para aqueles que amam a Palavra de Deus e almejam compreendê-la em seu idioma original, todo instrumento confiável, claro e pastoral é um tesouro. É neste contexto que apresentamos ao leitor de língua portuguesa esta obra singular: Bases do grego bíblico, de Benjamin L. Merkle e Robert L. Plummer.
Embora já existam manuais de gramática e sintaxe do grego bíblico em português — muitos deles valorosos e bem utilizados em seminários e institutos teológicos —, esta nova obra enriquece sobremaneira o panorama didático por diversas razões que procurarei destacar nesta apresentação. Trata-se de uma gramática completa, moderna, prática e profundamente conectada à realidade pedagógica das salas de aula, fruto da longa experiência dos autores como professores do Novo Testamento em instituições teológicas de excelência.
Um livro forjado em sala de aula
Merkle e Plummer não são apenas estudiosos do grego; são, acima de tudo, professores apaixonados. A obra nasceu do trabalho compartilhado de ambos no ensino do curso introdutório de grego (a famosa
“22400”) durante seus anos no Southern Baptist Theological Seminary, onde também concluíram seus doutorados. O livro, portanto, reflete décadas de experiência didática, de interação com estudantes reais, de erros corrigidos, de estratégias refinadas. Cada lição, cada estrutura de capítulo, cada exercício foi pensado não apenas com base no conhecimento linguístico, mas a partir da prática viva da educação.
Essa característica torna Bases do grego bíblico especialmente útil a professores e alunos no contexto brasileiro. É um livro que conversa com o iniciante e o conduz com segurança — como um bom guia conduz um peregrino por trilhas desafiadoras. Os autores reconhecem as dificuldades do aprendizado inicial e oferecem uma proposta acessível, sistemática e motivadora.
Por que esta obra é relevante?
A publicação de mais uma gramática grega só se justifica quando ela traz algo novo, útil e necessário. Esta cumpre os requisitos. Dentre as principais contribuições deste volume, destaco:
1. Atualização linguística e integração com estudos recentes
Nas últimas décadas, houve significativos avanços na linguística do grego do Novo Testamento, especialmente nas áreas de aspecto verbal, voz média e análise do discurso. Muitos manuais ainda em uso, embora valiosos, não incorporam plenamente essas descobertas. Merkle e Plummer não apenas conhecem essas discussões como as introduzem com equilíbrio e clareza, sem jargões excessivos. O estudante brasileiro (de língua portuguesa em geral) terá, portanto, acesso a uma gramática que reflete o melhor da erudição contemporânea, com sólida base tradicional.
2. Didática testada e comprovada
A organização da obra foi cuidadosamente construída para ser eficaz em contextos formais de ensino. Cada capítulo inclui:
• Um texto bíblico que mostra a relevância da lição gramatical.
• Apresentação clara do conteúdo.
• Exercícios específicos para fixar habilidades.
• Frases retiradas exclusivamente do Novo Testamento grego.
• Um vocabulário gradual, conectado aos capítulos seguintes.
• Chaves de respostas ao final do livro.
Essa estrutura favorece tanto o aprendizado individual quanto o ensino em sala, com flexibilidade para adaptações.
3. Integração com recursos digitais
O livro vem acompanhado de uma rica plataforma online em inglês ( www.beginninggreek.com ), com miniaulas em vídeo, pronúncias gravadas, PDFs, flashcards, apresentações em PowerPoint e muito mais. Essa integração com o ambiente digital é um diferencial importantíssimo para o público de hoje, que aprende também visual e auditivamente.
4. Abordagem pastoral e espiritual
Ao contrário de manuais excessivamente técnicos ou “secos”, Bases do grego bíblico é escrito com coração pastoral. Os autores não escondem sua convicção: ensinar grego é servir à igreja de Cristo. Cada lição é uma oportunidade de mergulhar no texto inspirado, e o livro inteiro exala o desejo de que os leitores não apenas conheçam melhor uma língua, como também amem mais profundamente a Palavra de Deus.
A obra é permeada de exemplos exegéticos, reflexões espirituais e incentivo ao discipulado bíblico.
5. Recursos complementares valiosos
Além do conteúdo gramatical, o livro inclui introduções breves — mas substanciais — aos seguintes temas:
• Edições críticas do Novo Testamento grego.
• Crítica textual.
• Léxicos e estudos de palavras.
• Comentários exegéticos.
• Diagramação (sentence diagramming).
• Ferramentas digitais.
Essa inserção torna o manual não apenas uma gramática, mas também um guia introdutório completo ao estudo do Novo Testamento em sua forma original.
O que o leitor encontrará
A obra é composta por 24 capítulos, seguidos de apêndices úteis (respostas de exercícios, glossário, vocabulário, índices). O conteúdo é organizado de forma progressiva, iniciando com o alfabeto e pronúncia, passando por declinações, verbos, pronomes, partículas, tempos verbais, particípios, infinitivos, modos, voz média e voz ativa, até verbos irregulares e formas mais complexas.
Diferentemente de alguns métodos tradicionais que se concentram inicialmente em paradigmas sem muito contexto, este manual prioriza a aplicação prática desde o início. O estudante, mesmo nas primeiras lições, já é levado a traduzir partes reais do Novo Testamento. Isso cria motivação e senso de propósito, pois o aluno percebe que não está estudando estruturas mortas, mas que está sendo habilitado para ler e compreender o texto sagrado.
Outro destaque é a proposta de aprendizagem gradual de vocabulário. Em vez de apresentar longas listas de palavras em cada capítulo, os autores fornecem pequenas porções estrategicamente posicionadas, a fim de não sobrecarregar o aluno. Isso permite que ele foque na assimilação gramatical sem se perder na memorização mecânica de termos.
Esta obra será extremamente útil para:
• Estudantes iniciantes de grego bíblico, em seminários, faculdades ou cursos livres.
• Professores que buscam um livro didático atualizado e bem estruturado.
• Pastores e líderes que desejam retomar o estudo do grego após anos sem uso.
• Autodidatas que desejam aprender com apoio de exercícios e recursos online.
• Igrejas que promovem grupos de estudos bíblicos mais aprofundados.
Por sua clareza, pelo ritmo gradual e pela fidelidade ao texto bíblico, o livro será bem-vindo tanto para iniciantes quanto para leitores experientes que desejam revisitar fundamentos e atualizar sua compreensão da gramática grega.
Nota técnica sobre traduções bíblicas e traduções livres
Em geral, as citações bíblicas presentes nesta obra seguem a tradução Almeida Revista e Atualizada (ARA), por ser uma das versões mais difundidas e utilizadas no Brasil. Quando o tradutor entendeu que outra tradução em português comunicava de modo mais claro a intenção do texto original, optou por essa versão alternativa, indicando o nome da tradução logo após a referência da passagem bíblica. Em alguns casos específicos, para preservar com maior precisão o sentido do original, o tradutor empregou uma tradução livre, sempre com o objetivo de manter a fidelidade ao conteúdo e à ênfase do texto bíblico.
A publicação de Bases do grego bíblico em português é um marco editorial. É mais um fruto do crescente desejo de aprofundamento
exegético e da valorização do texto original das Escrituras no contexto teológico brasileiro.
Como professor de exegese e línguas bíblicas há anos, posso afirmar que este livro responde exatamente à necessidade de uma nova geração de estudantes: desejosa de aprender, mas nem sempre familiarizada com métodos clássicos mais rígidos. Esta gramática oferece uma ponte entre tradição e inovação, entre erudição e piedade.
Minha oração é que muitos leitores, ao utilizarem este manual, experimentem algo do que J. H. Moulton expressou em sua oração ao abrir a porta da sala de aula: que olhos brilhem diante das maravilhas das Escrituras e que corações ardam de amor pela Palavra de Deus em seu idioma original.
Que o Senhor use esta obra para formar leitores mais atentos, mestres mais fiéis e servos mais dedicados a proclamar com clareza e verdade o evangelho de Cristo.
Wilson Porte Jr., pastor e professor de grego
Em um breve livro, intitulado The Minister and His Greek New Testament [O ministro e seu Novo Testamento grego], o renomado estudioso da língua grega Archibald T. Robertson destaca que, apesar de não ser esperado que todos possuam conhecimento técnico das Escrituras, “é imprescindível que o pregador detenha uma compreensão precisa do Novo Testamento. Por se tratar da obra que será objeto de sua exposição, constitui seu campo de especialidade e, por isso, é fundamental que ele a domine, independentemente de outros conhecimentos que possua”.1 Um século depois, e ao sul do Equador, essas palavras ressoam como uma advertência profética a pregadores, pastores e seminários brasileiros.
A exposição diligente das Escrituras constitui a principal responsabilidade do ministro cristão em qualquer período. Na sua última carta, 2Timóteo, Paulo parece contemplar o limiar da era pós-apostólica e a necessidade de formar uma nova geração de líderes espirituais para a igreja. Ao passar o bastão ao seu protégé Timóteo, ele o exorta solenemente a que “pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, corrija, repreenda, exorte com toda a paciência e doutrina” (2Tm 4.2, NVI). Essa é a última exortação de Paulo a Timóteo, sendo também sua última exortação escrita, e representa o clímax da epístola ao resumir o papel do fiel ministro da Palavra (v. 1-8). Paulo sabia que a maior necessidade da igreja, e consequentemente do mundo, é
1 Archibald T. Robertson, The Minister and His Greek New Testament (Nova York, George H. Doran Company: 1923), p. 19. Isso se estende igualmente ao hebraico e aramaico, as línguas em que o Antigo Testamento foi escrito.
a proclamação da Palavra de Deus. Mas como pregarão bem, se não manusearem bem as Escrituras?
Há uma relação direta entre a pregação fiel e a interpretação adequada do texto, entre a exposição precisa das Escrituras e a exegese bíblica. Para transmitir de maneira correta os fundamentos da fé cristã, é imprescindível, primeiramente, compreender o conteúdo escrito por meio de uma análise rigorosa e sistemática do texto sagrado, examinando cada palavra e frase em seus pormenores.
Assim sendo, esta não é uma tarefa secundária no exercício do ministério pastoral, mas sim o critério determinante pelo qual o ministro de Deus será julgado e receberá sua aprovação ou reprovação final. Anteriormente na epístola, Timóteo é instruído a empenhar-se para “apresentar-se a Deus como um obreiro aprovado”, isto é, “alguém que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (2Tm 2.15, NVI). A responsabilidade do obreiro consiste no ensino das Escrituras, atividade pela qual prestará contas perante o próprio Deus. Por isso, tal ensino deve ser exercido com zelo e diligência, evitando qualquer traço de negligência. Ao agir assim, não haverá razão para constrangimento diante do tribunal divino. De modo similar, pregadores e mestres cristãos cairão ou ficarão de pé pelo critério do manuseio das Escrituras. Ministros que não levam a sério o imperativo de 2Timóteo 2.15 fariam bem em evitar o imperativo de 2Timóteo 4.2 (cf. Tg 3.1). Mas como manusearão corretamente as Escrituras, se não conhecerem as línguas originais?
Nesse contexto, quero ressaltar dois benefícios do estudo do grego bíblico que o tornam fundamental para o ministro que busca interpretar e pregar adequadamente a Palavra da verdade.
Em primeiro lugar, ler o Novo Testamento em sua língua original oferece a vantagem de evitar possíveis distorções interpretativas. Apesar de termos boas traduções da Bíblia em português — pelo que somos gratos a Deus —, toda tradução apresenta limitações inerentes que podem restringir a exegese bíblica. Nenhuma tradução, por melhor que seja, consegue capturar com exatidão todas as nuances de significado
entalhadas nas estruturas gramaticais, figuras de linguagem, jogos de palavras, domínios semânticos e outras particularidades da língua original. São justamente esses elementos linguísticos específicos que nos ajudam a compreender melhor o real sentido do texto. Além disso, durante a tradução, o tradutor precisa tomar diversas decisões sobre como adaptar questões gramaticais, sintáticas e semânticas, o que influencia inevitavelmente o significado original. É por esse motivo que se diz, com razão, que toda tradução é em si mesma uma interpretação. Assim, aquele que interpreta a Bíblia apenas por meio de traduções estará sempre realizando uma interpretação indireta, mediada por terceiros. Outro fator limitador nas traduções é o chamado “deslocamento semântico”, um fenômeno linguístico em que palavras e expressões sofrem alteração de significado ao longo do tempo, tornando indispensável a revisão periódica das traduções para assegurar sua precisão e atualidade. As línguas hebraica, aramaica e grega, por sua vez, foram as escolhidas por Deus para o registro inspirado da revelação divina de forma inerrante. Sendo assim, o pregador que preza pela exatidão em sua interpretação e exposição precisa consultar as línguas originais.
Essas observações não visam menosprezar as traduções bíblicas. Martinho Lutero, por exemplo, dedicou-se a oferecer aos alemães uma tradução das Escrituras em sua própria língua. Contudo, isso não implicava que ele julgasse dispensável o domínio das línguas originais pelos ministros da Palavra. Pelo contrário, afirmou:
Embora a fé e o evangelho possam ser proclamados por pregadores simples, sem o conhecimento das línguas, essa pregação é insípida e sem vida; os homens acabam se cansando e se desgostando, e a mensagem cai por terra. Porém, quando o pregador é versado nas línguas, seu discurso possui frescor e força, toda a Escritura é abordada, e a fé se renova constantemente por uma variedade contínua de palavras e obras.2
2 Hugh Thomson Kerr (ed.), A Compend of Luther’s Theology (Filadélfia: The Westminster Press, 1943), p. 148.
Segundo o reformador alemão, o domínio das línguas originais era essencial até mesmo para a preservação do evangelho:
E fiquemos certos disto: não conseguiremos preservar o evangelho por muito tempo sem as línguas [originais]. As línguas são a capa na qual esta espada do Espírito está envolta; são o baú onde esta joia está resguardada; são o recipiente que contém este vinho; são a prateleira onde este alimento é guardado; e, como o próprio evangelho indica, são as cestas que guardam estes pães e peixes e pedaços.3
Na realidade, a Reforma Protestante do século 16 foi, sobretudo, um movimento de retorno às Escrituras e às fontes primárias. Esse movimento permitiu que os reformadores identificassem, entre outras questões, as discrepâncias entre a tradução da Vulgata Latina, interpretações alegóricas e tradições eclesiásticas de um lado, e os textos bíblicos originais do outro.4 Portanto, o princípio Sola Scriptura só foi possível porque houve um resgate das línguas originais. Por isso, imagino que, se João Calvino visitasse um de nossos seminários hoje, certamente recomendaria que os futuros ministros da Palavra dedicassem menos tempo à leitura das Institutas e mais ao estudo das Escrituras em suas línguas originais — talvez seja essa a melhor forma de honrar o legado dos reformadores.
Em segundo lugar, ainda que o conhecimento do grego bíblico seja fundamental para a exegese, sua aplicação deve ir além de uma abordagem utilitária voltada apenas para a elaboração de sermões, servindo também como um recurso devocional. A leitura na língua original enriquece nossa experiência devocional ao permitir um
3 Martinho Lutero, “To the Councilmen of All Cities in Germany That They Establish and Maintain Christian Schools”, em: The Christian in Society II (Ed. Walther I. Brandt; trad. Albert T. W. Steinhaeuser e rev. Walther I. Brandt); Luther’s Works 45 (Filadélfia: Muhlenberg, 1962), p. 360.
4 Veja Alister E. McGrath, Reformation Thought: An Introduction (4. ed., West Sussex: John Wiley & Sons Ltd, 2012), p. 94.
contato direto com a Palavra inspirada. Dirk Jongkind compara o contato direto com a língua original à experiência de estar diante de uma obra-prima, como a Mona Lisa, do pintor renascentista Leonardo da Vinci. Ele ressalta que o estudo do Novo Testamento grego é valioso “não apenas porque aprender grego significa ‘estar na mesma sala’ que a obra-prima original, mas também porque nos proporciona uma exposição mais rica e imediata à Escritura […] [aprender o grego bíblico] nos oferece o lugar mais privilegiado para ouvir a voz do nosso Senhor”.5 Qual mensageiro não escolheria sentar-se o mais próximo possível do Rei?
Portanto, A. T. Robertson está justificado ao afirmar que o estudo do grego bíblico é imprescindível para os ministros da Palavra. No cenário brasileiro, marcado pelo crescimento acelerado das igrejas evangélicas nas últimas décadas, a necessidade de pregadores e mestres competentes no manuseio da Palavra da verdade se torna ainda mais urgente — caso queiramos uma igreja profunda e relevante, e não apenas numerosa e barulhenta. O foco precisa ser mais no conteúdo e menos na performance. Para tanto, pregadores e mestres precisam de mais que simplesmente coragem e sinceridade: é fundamental terem uma formação adequada para interpretar e expor as Escrituras com precisão, o que requer domínio do grego bíblico. Mas como dominarão as línguas originais, se não forem treinados? Portanto, é imprescindível que os seminários deem prioridade em seus currículos ao ensino das línguas originais. Diminuir ou tornar facultativo o ensino de línguas visando atrair mais alunos — especialmente na era da valorização da instantaneidade das redes sociais — implica em negligência do orare et labutare necessários para um ministério aprovado (cf. Cl 1.29).
5 Dirk Jongkind, “A Case for Learning Biblical Greek”. Disponível em: https://www.crossway.org/articles/a-case-for-learning-biblical-greek/. Acesso em: 1ª de dezembro de 2025.
A boa notícia é que o Brasil agora dispõe de uma nova ferramenta para o estudo do Novo Testamento em grego. Seja você um iniciante ou alguém que está apenas “enferrujado” no estudo da língua grega, Bases do grego bíblico, de Benjamin L. Merkle e Robert L. Plummer, foi desenvolvido pensando em você. Em minha opinião, este livro é atualmente a principal referência de gramática básica de grego bíblico em língua portuguesa. Atualizada com as pesquisas mais recentes sobre o Novo Testamento grego e desenvolvida por autores experientes no ensino da matéria, a obra é uma grande adição também para professores de grego e seminaristas.
Minha oração é para que esta gramática se torne uma porta de acesso à grandiosa obra-prima do Novo Testamento, beneficiando tanto ministros da Palavra quanto estudiosos das Escrituras em geral.
Diego dy Carlos, PhD, professor-pesquisador em Novo Testamento no Seminário Martin Bucer
Senhor, à tua voz se abre a porta, Chamando o mestre e o aluno a te ouvir; Abre-se o Livro, onde a mão que conforta Pensa alto, e línguas mortas faz vir.
Grande demais o peso desta estrada, Tão alto é o dever que impões a mim! Ai! se ao cair minha ideia mal lançada Toldar teu verbo, e não te ouvirem, enfim!
Dá-me tua voz, teu ouvido atento, Tua mente a sondar o mistério em ti; Então pulsará meu peito em sentimento, E meus olhos brilharão com o que revelas aqui.
Bangalore, Índia
21 de fevereiro de 1917
Os autores deste livro são amigos há muitos anos. Na verdade, os primeiros anos de nossa camaradagem foram forjados na experiência compartilhada de ensinar grego elementar (classe 22400) quando concluímos nossos programas de doutorado no Southern Baptist Theological Seminary . Naqueles primeiros anos, ambos usamos o New Testament Greek Primer de S. M. Baugh, que é um modelo de pedagogia cuidadosa e escrita clara. Assim, creditamos ao Dr. Baugh a inspiração de nossa divisão de exercícios práticos para enfocar conjuntos de habilidades específicas.
Também aprendemos muito com muitos outros professores e colegas — tanto pessoalmente quanto por meio de seus escritos — e procuramos errar por excesso de citações quando somos capazes de lembrar onde encontramos pela primeira vez uma explicação gramatical útil ou uma forma específica de apresentar o material. A todos esses irmãos e irmãs — vivos e falecidos —, uma grande nuvem de testemunhas, agradecemos. Também queremos agradecer aos amigos, alunos e revisores que corrigiram muitos de nossos erros: alunos do Southern Seminary na classe 22400A do outono de 2019, alunos do Southeastern Seminary na classe GRK5110D do outono de 2019, Elijah Hixson, Rod Elledge, Gregory Wolff, Mike Borland, Chris Jones, Kelly Nall, Simon DeAngelo, Philip Owen e Mike Merritt. Queremos agradecer especialmente a Audrey Greeson por sua hábil supervisão editorial deste livro. É um produto muito melhor por causa das suas sugestões e correções.
Finalmente, às nossas amadas famílias — às nossas esposas (Marian e Chandi) e aos nossos filhos (Brandon, Mariah, Jaden e Cameron; Sarah Beth, Chloe e Anabelle) —, agradecemos por nos apoiar no trabalho para o qual Deus nos chamou. Nós amamos vocês.
Benjamin L. Merkle
Robert L. Plummer
Pentecostes, 2020
Se você é um aluno que recebeu este livro, oramos para que ele ajude a incutir em você a paixão pela leitura do Novo Testamento grego. Afinal, o que é mais emocionante do que ler as próprias palavras que Deus inspirou? Nosso conselho para você neste ponto é seguir cuidadosamente o conselho do seu instrutor. Se você estiver usando este livro para estudo individual, comece cada capítulo assistindo ao breve vídeo de visão geral por meio dos links fornecidos. Depois disso, leia o capítulo, estude o material e teste seu domínio fazendo os exercícios práticos no final do capítulo. As respostas aos exercícios são encontradas no final do livro. Materiais adicionais gratuitos em inglês estão disponíveis para você em: beginninggreek.com.
Gostaríamos de poder fornecer dezenas de citações ou histórias inspiradoras, conselhos sobre hábitos de estudo e muitas técnicas eficazes de memória. Na verdade, fornecemos este “personal trainer em brochura” para sua jornada no grego em nosso volume Greek for Life: Strategies for Learning, Retaining, and Reviving New Testament Greek (Baker, 2017).1 Nós encorajamos você a lê-lo junto com o presente volume.
Agora, voltamo-nos para abordar um público mais amplo — especialmente os professores que podem adotar este livro para uso em sala de aula. “Não há limite para fazer livros” (Ec 12.12). A observação do sábio bíblico é especialmente verdadeira para as gramáticas do Novo Testamento grego escritas em inglês. Mais de 100 gramáticas gregas introdutórias foram publicadas no século passado. Por que mais uma?
1 A ser publicado pela Pro Nobis Editora. (N. R.)
• Os avanços na tecnologia agora permitem a produção de um livro-texto perfeitamente integrado com outros recursos pedagógicos, melhorando significativamente o aprendizado do aluno. (Observe os links da web ao longo do livro por meio dos quais os alunos podem assistir imediatamente a miniaulas e ouvir a pronúncia do vocabulário grego.) Recomendamos que você verifique imediatamente beginninggreek.com para ver muitos outros recursos gratuitos preparados para alunos (flashcards de vocabulário, PDFs de arquivos do PowerPoint, links para vídeos e para outros recursos etc.) e professores (testes, questionários, arquivos do PowerPoint, programas de estudos etc.).
• Os alunos iniciantes em grego precisam ser informados de maneira precisa e envolvente a respeito do crescente consenso entre os estudiosos gregos sobre o aspecto verbal, as funções dos tempos do discurso e a voz ou deponência média. Décadas recentes de análise linguística ajudaram os estudiosos do grego a falar de maneira mais precisa e objetiva sobre os padrões que os melhores gramáticos gregos observaram durante séculos. Temos esperança de que os alunos que usam nosso livro jamais irão vagar pelo deserto da confusão nesses tópicos.
• Embora a maioria das gramáticas introdutórias não discuta crítica de texto, comentários, edições críticas do Novo Testamento grego, diagramação, estudos de palavras gregas ou recursos digitais, incluímos um breve ensaio introdutório para cada um desses tópicos. Um professor pode escolher cobrir todos, parte ou nenhum desses assuntos em sala de aula, mas os alunos terão recebido informações precisas e atualizadas sobre assuntos críticos — com recomendações de recursos adicionais para explorar mais os tópicos.
• As listas de vocabulário no final de cada capítulo fornecem vocabulário para trabalhar nos capítulos seguintes. Este ajuste simples e inovador para o método tradicional de aprendizagem de vocabulário grego permite que os alunos se concentrem em novos conceitos gramaticais sem a distração de aprender muitas palavras novas ao mesmo tempo.
• Sem sacrificar a precisão ou detalhes essenciais, este livro simplifica e consolida a gramática grega essencial em 24 capítulos — dando aos professores flexibilidade máxima na escolha de cobrir o material em um ou dois semestres.
Embora não seja original em nossa gramática, também acreditamos que os seguintes recursos ajudam a aumentar sua eficácia pedagógica:
• Cada capítulo começa com uma seção de “relevância” — examinando um texto específico do Novo Testamento grego que ilustra a recompensa do significado da nova classe gramatical que está sendo introduzida.
• Os capítulos contêm vários exercícios de prática que isolam novas habilidades específicas antes de aplicá-las à tradução de frases.
• Todas as frases de tradução vêm diretamente do Novo Testamento grego — um grande incentivo para os alunos que estão aprendendo grego a fim de ler a Bíblia com mais fidelidade. Se você achar que os exercícios no final do capítulo estão demorando muito para os alunos, fique à vontade para aplicar apenas uma parte deles.
• Uma chave de resposta é fornecida no final do livro, permitindo que os alunos verifiquem seu trabalho imediatamente.
Nós amamos ver estudantes ardendo de paixão para ler, compreender, crer, obedecer, desfrutar e ensinar o Novo Testamento grego. Nossa oração e esperança é que este livro didático ajude a acender esse fogo em muitos corações.
1.1 Visão geral1
Neste capítulo de abertura, apresentaremos o alfabeto grego e ensinaremos como pronunciar as várias letras e combinações de letras. Também explicaremos as marcas de aspiração, marcas de acento e marcas de pontuação. Esses termos são completamente novos para você? Não se preocupe. Estamos aqui para orientá-lo. Sua alegre jornada de leitura do Novo Testamento grego está prestes a começar!
1.2 Relevância
Neste capítulo, você aprenderá as letras do alfabeto grego. Você sabia que uma única letra grega pode fazer diferença na interpretação?
O texto grego de Tiago 2.14 é assim:
Na tradução para o português (Almeida Século 21), lemos:
Meus irmãos, que vantagem há se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Essa fé poderá salvá-lo?
A letra grega em negrito é um eta (ἡ). É muito parecida com a letra “n” em português. Essa palavra de uma letra é o artigo grego (semelhante a “o, a” em português), mas também tem outras funções. Uma das funções é chamada de “artigo de referência anterior”. Ou seja, em alguns contextos, pode servir para marcar uma referência anterior
1 Para uma aula em vídeo deste capítulo, acesse: beginninggreek.com.
ao mesmo substantivo (que normalmente aparece pela primeira vez sem um artigo).
Observe acima como a primeira (sublinhada) ocorrência de fé (πίστιν) não tem um eta na frente dela, mas o segundo uso (também sublinhado) da palavra (π ίστις ) tem. Esse uso de eta permite ao escritor dizer, com efeito, “o tipo de fé que acabei de mencionar”.
Observe a tradução adequada da A21 acima (“essa fé”). Claro, as interpretações baseadas em observações gramaticais gregas devem sempre ser posteriormente apoiadas pelo contexto circundante, como é esta interpretação. Não traduzir o substantivo “fé” com um marcador explícito para referência anterior (por exemplo, “tal” ou “aquela”) realmente introduz distorção teológica significativa. Observe como a versão Douay-Rheims (DRA)2 apresenta esse erro:
What shall it profit, my brethren, if a man say he hath faith, but hath not works? Shall faith be able to save him?3
Esta tradução erroneamente dá a impressão de que a fé não pode salvar. Na verdade, Tiago diz que uma falsa fé caracterizada por uma profissão verbal vazia (“essa fé”) é incapaz de salvar. Uma letra grega pode fazer uma diferença significativa na interpretação.
2 Tradução do século 16 a serviço da Igreja Católica Apostólica Romana. (N. R.)
3 Tradução livre: “De que aproveitará, meus irmãos, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Acaso a fé poderá salvá-lo?”.
Minúsculas Maiúsculas Nome da letra Pronúncia erasmiana
α Α Alfa Pai
Pronúncia do grego koiné reconstruído5 Pronúncia moderna
β Β Beta Bola Cave Cave
γ Γ Gama Gato
δ Δ Delta Dedo
ε Ε Épsilon Eco
som de R leve (caro) ou de Y palatal (yogurt)
D gutural e fricativo como em “this” (em inglês).
som de R leve (caro) ou de Y palatal (yogurt)
D gutural e fricativo como em “this” (em inglês).
ζ Ζ Zeta Zebra Zoológico Zoológico
η Η Eta Pedro Pedro Vida
θ Θ Teta Thin (em inglês)
ι Ι Iota Vida
κ Κ Capa Casa
λ Λ Lambda Lado
μ Μ Mi Mãe
ν Ν Ni Navio
4 Para instruções sobre escrever as letras gregas, acesse: bit.ly/greeklecture1. Para ouvir a música do alfabeto grego, acesse: bit.ly/greekalphabetsong ou beginninggreek.com.
5 Isso é uma adaptação de Randall Buth, Notes on the Pronunciation System of Koine Greek : https :// www. biblicallanguagecenter. com / wp - content / uploads/2012/08/Koine -Pronunciation-2012.pdf.
