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Jornal da Serra - nº 37

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Jornal da Serra Informação - Cultura - Lazer Ano - 2 - Terras Altas da Mantiqueira - 23 de janeiro de 2015 - nº37 - R$ 2,00

Câmara Municipal de Passa Quatro da inicio aos trabalhos de 2015 Pág-04 Corrupção Enraizada Por Mário Fonseca

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Passa Quatro inicia obra de Sistema de Tratamento de Esgoto Pág-11

Abuso de autoridade registrado em vídeo

Um vídeo que circulou na internet nesta última semana ganhou notoriedade ao ser exibido na Rede Globo, pela afiliada EPTV, deixando os passaquatrenses perplexos com a falta de preparo e conduta Pág-03 dos policiais.

Esta edição do Jornal da Serra foi ilustrada com charges, para ficar registrado que a liberdade de expressão deve sempre prevalecer ” Je suis Charlie”


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Jornal da Serra Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

EDITORIAL Tempo quente - temperatura e ânimos... Estamos atravessando um dos famosos veranicos de janeiro, temperaturas elevadas e pouca ou nenhuma chuva, aqui nas Terras Altas da Mantiqueira estamos com apenas 30% das chuvas, em nossa região em média chovem 1.500mm por ano (1mm de chuva equivale a 1 litro de água em cada metro quadrado), acontece que em 2014 choveu em torno de 400mm, então temos uma falta de água enorme, 2015 está da mesma forma, e não estamos preparados para lidarmos com uma situação dessas, nos faltam hidrantes para frear o consumo, e profissionalismo político para implantação de um sistema que funcione a contento, até agora muita fala e pouca eficácia na implantação, lento demais. Podemos até culpar São Pedro pela má distribuição das águas, entretanto, não podemos creditar a ele nossa leniência em resolver o problema. Alguns municípios de Minas Gerais estão repensando, até mesmo cancelando, os festejos carnavalescos por falta de água, é uma saída, sem água não da para ter festa. Nossas cidades têm a população duplicada nos dias de folia. Inicio de ano conturbado em Passa Quatro, vários assaltos ocorreram, Supermercado Caracol, Sindicato Rural, Empresa da Heloísa e do Julio Ramiro, Joalheria Brasil, adolescentes armados nas ruas... A população está com medo, não está se sentindo segura como outrora, e não vemos nenhuma movimentação diferenciada das forças públicas para coibir tamanhos crimes com recursos e bens de cidadãos que pagam seus impostos, geram renda, empregos e serviços à população. Necessitamos de medidas urgentes, tais como atenção maior da Chefia da Policia Civil de Minas Gerais, dando mais condição de trabalho ao Delegado local( já ficamos até sem delegado por um longo período), é preciso mais gente para que possam ocorrer as investigações desejadas, para que os crimes cometidos possam ser melhor apurados e os responsáveis possam ser enquadrados na Lei vigente. Também se faz necessário a montagem do Posto Policial, permanente, no Alto da Serra, na Divisa com São Paulo, tal assunto já foi abordado inúmeras vezes em audiências públicas, em vários locais do Estado de Minas Gerais. Bom, os mineiros trocaram de comando, então esperamos que também as atitudes do Comando Geral, tanto da PMMG e da Polícia Civil/MG também mudem, é preciso dar mais estrutura, ter mais gente preparada. Não sabemos onde tirar ou renovar RG em nossa região, ta difícil! A inércia do Governo de Minas Gerais pode ser um atrativo aos meliantes de plantão. As prefeituras têm ajudado com gente e “convênios”, todavia, a responsabilidade é do Governo Estadual. Nesta Edição fazemos uma homenagem ao Charlie Hebdo, com várias charges do Paulo Fontes, execução de jornalistas é condenável, pois é uma tentativa de calar a opinião contrária, qualquer assassinato por si só é condenável. Entretanto, o Charlie não tem o bom hábito de respeitar a religião e o posicionamento de povos com cultura diferente da sua, de seus jornalistas. Como dizemos por aqui, “cutucou a onça com vara curta”. Deu no que deu.

Jornal da Serra - Expediente Alvaro Pinheiro Mascarenhas - ME Jornal da Serra - CNPJ:18.842.735/0001- 28 Registro Civil: ficha Livro B Reg.Of,Imp, Jornais, Per. e outros do Cart. Reg. Civil de PJ à fls-001 / Ordem- 002 - Passa Quatro -MG Jornalista Responsável: Eder Billota - MTB: 038316 Impressão: S. Billota e Billota LTDA - CNPJ: 06.304.064/0001-62 Lorena - SP. São Sebastião do Rio Verde - Pouso Alto - Marmelópolis

O turismo se perde na falta de informação

Nunca foi feita uma sinalização séria e voltada para o turista que aqui chega, ele procura por informações e não as obtêm com facilidade.

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região das Terras Altas da Mantiqueira é de uma grande beleza e atrai turistas de várias partes do Brasil e do exterior. Localizada nas partes altas da Serra da Mantiqueira os municípios são agraciados com um clima ameno, típico de regiões montanhosas, nos meses de inverno as temperaturas ficam próximas de 5°C em determinados locais, mudando a paisagem com as frequentes geadas. A região também tem inúmeras cacheiras e piscinas naturais que no verão, devido a calor, são um grande atrativo, turistas e visitantes das cidades as procuram com grande frequência. Contudo, um problema crônico, de longos anos, é a falta de sinalização dos pontos turísticos, como cachoeiras, mirantes, picos, entre outros. Nunca foi feita uma sinalização séria e voltada para o turista que aqui chega, ele procura por informação e não as obtêm, assim ele vai a postos de gasolina, e outros vários locais para se informar, com isso, não se sente seguro, pois as informações nem sempre são adequadas. As cidades não têm um balcão de informações que funcione com frequência. Faltam mapas explicativos e sinalizações, como placas bem elaboradas com intuito de orientar o turista e fazer com que ele chegue com segurança ao destino. Com a chegada do Portal que será construído na divisa entre São Paulo e Minas Gerais será montado uma central de informações, que ajudará a direcionar o turista, mas é pouco, as informações tem que estar dentro das cidades, cada ci-

dade deveria montar os postos de informações com acessibilidade, que oriente e dê apoio ao turista de forma que ele se sinta seguro para se deslocar até o ponto que deseja chegar, até mesmo oferecer o trabalho de guias previamente cadastrados para acompanhar. A questão é que estamos muito aquém de fornecer ao turista que vem a região das Terras Altas da Mantiqueira um roteiro bem sinalizado. Os moradores locais ainda não acreditam no potencial turístico que a região tem, em consequência os políticos ainda não se empenham para que as cidades possam se estruturar para receber esse turismo que cresce

por si só, pois a propaganda é feita pelo “boca a boca”, pousadas e hotéis, assim o turista que procura pelas belezas naturais da região muitas vezes voltam para casa frustrados, sem terem conhecido o que é realmente belo por aqui. A Associação das Terras Altas da Mantiqueira tem projetos para sinalizar adequadamente as cidades, estes foram projetados em conjunto com as Secretarias de Turismo de cada município, portanto o município deverá executar o seu já em 2015. Aguardamos ansiosos por essa conquista, primordial para o bom andamento do turismo na região.


Jornal da Serra

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Abuso de autoridade registrado em vídeo Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

Segundo o comando da Polícia Militar, um inquérito policial militar foi instaurado para investigar o caso m Passa Quatro ocorreu um fato que pode ser classificado como

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Em edição passada o JS denunciou outros fatos em uma reportagem polêmica que teve

uma prática abusiva e dessa vez a prova é incontestável.

uma grande repercussão co minando numa sindicância in-

terna realizada pela PMMG, cujas primeiras informações dão conta de que as vítimas já foram procuradas pela PM e ouvidas em depoimento. Agora as provas foram fornecidas pelos próprios autores dos abusos. Um vídeo que circulou na internet nesta última semana ganhou notoriedade ao ser exibido na Rede Globo, pela afiliada EPTV, deixando os passaquatrenses perplexos com a falta de preparo e conduta dos policiais. A gravação registrada no vídeo pelos próprios policiais é a prova do abuso de poder e desrespeito com o ser humano, e principalmente a desobediência à conduta orientada pela PMMG. O vídeo gravado, possivelmente por um celular, mostra três jovens fazendo flexões de braço e orientados pelo policial a fazerem elogios à polícia de Passa Quatro e a eles próprios. O vídeo teria sido gravado em outubro do ano passado. No áudio, é possível ouvir que eles são obrigados pelo policial a fazerem exercícios para serem liberados. Para o Subco-

mandante da PM da região, a atitude dos militares foi totalmente desnecessária. Mais uma vez estamos vendo “alguns” policiais usando de forma errada a autoridade recebida, causando intranquilidade na comunidade, justamente quem deveria ser protegido e guardado por eles. A atitude dos jovens de estar possivelmente usando drogas naquele local, não foi comprovada, pois não foi feito ocorrência e nem um registro do caso, somente um vídeo, mas no mesmo, o que se vê e ouve são jovens se exercitando sob o comando de um sargento. Uma das vítimas disse que ele e os amigos tiveram que obedecer aos policiais para serem liberados. Segundo o jovem, ele está com vergonha de sair da casa devido à repercussão do vídeo nas redes sociais. Segundo o comando da Polícia Militar, um inquérito policial militar foi instaurado no mês de novembro do ano passado para investigar as irregularidades do caso e já foi encaminhado para a Justiça. A Polícia Civil também vai investigar

um possível abuso de autoridade na ação dos militares. Conforme a PMMG, participaram da abordagem um sargento e um cabo da PMMG. Informações da PMMG: O JS conversou com o major da PMMG Paulo Márcio de Assis Jacinto que disse “A atitude deles não observou as técnicas policiais. Toda técnica nossa tem o pressuposto do respeito aos direitos humanos e a dignidade das pessoas. Ali não há nenhuma observação desses princípios. A conduta dos policiais envolvidos é repudiada pela PMMG e será investigada com base na lei. Os policiais já estão respondendo pelas suas atitudes. A PMMG não deixa de investigar qualquer fato acerca do comportamento negativo cometido por seus servidores. A partir do momento em que passa a ter conhecimento do problema, esse fato será tratado com o mesmo rigor legal que norteia a conduta ética da Polícia Militar de Minas Gerais, que é uma instituição séria, que conta com 239 anos de bons serviços prestados aos mineiros e ao Brasil”.

PM suspeito de atirar em surfista deve responder por homicídio doloso do G1 Suspeito já respondeu a outros processos criminais e foi absolvido, diz PM. Ricardo dos Santos, de 24 anos, morreu por volta das 13h de terça-feira. O policial militar Luis Paulo Mota Brentano, de 25 anos, suspeito de ter disparado três tiros no surfista Ricardo Santos, 24 anos, que morreu na tarde desta terça-feira (20), já respondeu por outros processos criminais e foi absolvido em todos, conforme a PM. Segundo o delegado responsável pela investigação do caso, Marcelo Arruda, ele solicitará a mudança da tipificação do crime de tentativa de homicídio para homicídio doloso qualificado, alteração

que ainda deve ser analisada pela promotoria de Justiça. Em paralelo, o PM também responderá a um inquérito militar, pelo mesmo crime. PM já foi investigado por outros crimes Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o policial já respondeu a outros processos criminais e ações penais militares. A comunicação da Polícia Militar esclarece que ele foi absolvido em todos os casos anteriores. Conforme os arquivos processuais do MP, em janeiro de 2011, a 19ª Promotoria de Justiça de Joinville recebeu um auto de prisão em flagrante por crimes de abuso de autoridade contra ele. De acordo com o Juizado Especial de Crime da cidade,

o juiz julgou improcedente a acusação, por um ato cometido em novembro de 2010. Outros processos e inquéritos foram movidos entre 2010 e 2014. A tenente-coronel Claudete Lehmkuhl, afirma que o soldado possui “muitos elogios na corporação” e presta há mais de seis anos serviço em Joinville, no Norte do estado. Versões conflitantes O soldado está preso no batalhão da Polícia Militar de Florianópolis por tempo indeterminado. Na segunda-feira (20), ele alegou em depoimento que reagiu em legítima defesa, já que a vítima estaria com um facão. No entanto, segundo o delegado Marcelo Arruda, responsável pelo caso, os policiais militares que atenderam

a ocorrência não apreenderam nenhum facão no local dos disparos. Já a arma do policial, assim como o veículo dele, foi

encaminhada para o Instituto Geral de Perícias (IGP).


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Jornal da Serra

EM FOCO Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

Câmara Municipal de Passa Quatro da inicio aos trabalhos de 2015 ENQUANTO ISSO NA CÂMARA MUNICIPAL DE PASSA QUATRO...

Passa Quatro - MG

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Câmara Municipal de Passa Quatro teve um episódio lamentável em sua última Sessão, uma vereadora e um vereador partiram para as vias de fato, ou seja para a agressão física. Ora, por mais que existam diferenças de opiniões, a violência física entre os ocupantes de cargos do Legislativo não é saudável e nem desejável que ocorra, pois isso fere de morte o decoro parlamentar, e sendo assim tal fato deve ser punido. Os vereadores envolvidos devem rever seus procedimentos. Vale lembrar que foram eleitos pelo voto popular, esses mesmos vereadores foram reeleitos no último pleito, o que mostra que a população esperava muito deles, discutindo as Leis municipais, os projetos, requerimentos, enfim, representando a população passaquatrense. Não a violência física e sim ao diálogo franco e respeitoso, conforme recomenda a boa educação. Estamos passando por um período mundial turbulento, onde diferenças de opiniões, diferentes pontos de vista religiosos estão sendo castigados com morte a alguns e violência física a outros, por isso quando acontece violência física entre ocupantes de cargos públicos, vereadores, ficamos surpresos e preocupados com o andamento das discussões vindouras, estão esses vereadores preparados para um embate mais duro, ou vão sempre apelar para a briga de rua?


Jornal da Serra

OPINIÃO - CELSO MOTA Blog: www.passfour-city.blogspot.com

Estes esquecidos

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ia desses, na sala do Centro de Atenção Psicossocial – Caps, mantido pela Prefeitura Municipal, o dirigente da entidade que atua na recuperação de dependentes químicos (crack, álcool e entorpecentes) e os acompanha periodicamente às consultas, enquanto aguardava a chamada do medico Psiquiatra, comentava com a Assistente Social que a mãe de um deles, no desespero, pedira que cuidasse do filho, pois, se voltar a consumir drogas será morto pelos traficantes por causa de uma dívida de drogas consumidas e não paga. O dirigente diz também estar preocupado com a manutenção da entidade, já que os recursos financeiros são cada vez mais escassos para atender as despesas diárias com alimentação, remédios e transporte dos albergados, e que está tentando junto a Prefeitura e a Câmara de

Vereadores, neste inicio de ano, uma verba do orçamento municipal para conseguir manter funcionando o único atendimento aos viciados em drogas existente no Município. Em outro ponto da cidade, o cidadão pára junto de outras pessoas que observam um pequeno cão que sofre com graves sintomas. O homem não vacila, recolhe o animal nos braçose atravessa a rua em direção a uma casa de produtos veterinários ali perto. Já no interior do estabelecimento, decepcionado, descobre que o telefone do Veterinário não atende, e que na cidade não há posto de controle e proteção animal para cuidar dos doentes e abandonados. Estas narrativas ilustram bem o cotidiano de algumas pessoas da comunidade, quer sejam credenciados ou como voluntários, se dispõem a estes tipos de atividades, ora em beneficio de seus semelhantes, outras em busca de

atendimento aos “animais não humanos”. Os caninos são o maior contingente entre os animais domésticos e de rua. Considerado “o melhor amigo do homem”, há um ditado sobre amigos não muito leais, que diz: “prefiro um cachorro amigo, a um amigo cachorro”. O momento é oportuno para indagar o que tem feito a administração publica para conter o avanço do numero de dependentes do crack e outras drogas. Também sobre o controle populacional dos animais de rua – ou SRD (sem raça definida), onde os técnicos em serviço de vigilância sanitária propõem que a Prefeitura faça um mutirão para castração coletiva de cães e gatos, como medida emergencial. A falta de verbas não deve livrar as Prefeituras da responsabilidade por implantação de sistema de tratamento e controle destes males que evoluem a cada dia, de conseqüências graves para a saúde

publica. No caso do dependente químico a família é a mais afetada. Em se tratando dos animais de rua, reflete no turismo e no meio ambiente urbano e rural, contaminando o solo e as águas com a urina e fezes, além de propiciar doenças transmissíveis entre as próprias espécies, incluindo os animais domésticos. As associações e organizações não governamentais (ong’s) que apresentam projetos nesse sentido, vistos como uma esperança e motivação da luta contra as drogas, e de alento para com os animais de rua, acusam a Prefeitura e a Câmara de Vereadores por inoperância na criação e falta de apoio para programas e incentivos de âmbito municipal objetivando o controle e a prevenção destas anomalias. Na esfera estadual, o “Cartão Aliança para a Vida” - programa criado no governo Aécio Neves, pode ser desenvolvido em parceria com comunidades terapêuticas, que estabelece o valor de R$ 45 diários para o tratamento de cada dependente químico (o valor é sacado diretamente pelo responsável da

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clínica). No campo do controle e proteção animal, tramita na Assembléia Legislativa de Minas Gerais o Projeto de Lei (PL) 1197/11, de autoria do Deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), que cria um código voltado para a espécie; o projeto já passou em primeiro turno pelas comissões de Constituição e Justiça, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e Fiscalização Financeira e Orçamentária, seguindo agora para votação em primeiro turno do plenário da Casa de Leis. Deus criou o homem com inteligência para optar pela melhor qualidade de vida; foi dado a natureza e os animais não humanos na beleza, vigor e presteza peculiar a cada espécie, nos cabendo a responsabilidade pela sua proteção e preservação.


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Jornal da Serra Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

Passa Quatro precisa priorizar parcerias para investir em qualificação de mão de obra O profissional que atende o turista no comércio é, muitas vezes, o cartão de visita da cidade. Por Petterson Rodrigues

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m um mundo cada vez mais globalizado e digital, mão de obra qualificada para atividades consideradas manuais, “menos tecnológicas”, está cada vez mais restrita e deficiente. É o que acontece, por exemplo, em cidades pequenas como Passa Quatro e em atividades para atendimento ao público no comércio. Na edição passada do Jornal da Serra, dei meu testemunho em situações inoportunas vividas recentemente na cidade. Sou filho de Passa Quatro e meu relato é no intuito de contribuir com a melhoria local, e que, com isso, alcancemos um “lugar ao sol” no campo do ecoturismo. Passa Quatro possui todas as condições naturais, o que é mais difícil, para ser uma cidade TOP no que diz respeito ao ecoturismo. É privilegiada pelas belas paisagens, formações da natureza e o clima, o que atrai cada vez mais pessoas para cidade. O que Passa Quatro perde para outras cidades relevantes no ecoturismo nos quesitos natureza, beleza e clima? Porém, não se consegue dar um salto como “cidade turística” porque falta estrutura e preparo profissional. E será ainda que falta vontade e apoio político?

Mas para saltar, precisamos dar um passo de cada vez. É uma crítica pontual, de reflexão. Seria dar um passo na melhora no atendimento ao consumidor / turista. E por que não atendê-lo da melhor forma possível? Com seriedade, educação, respeito, ciente de que ele é o cliente, que faz o seu negócio rodar, ir para frente. E enrolar o cliente é muito pior do que falar a verdade, mesmo que essa verdade gere um descontentamento, mas a verdade gera confiança, mesmo que essa verdade não seja a de melhor agrado. É isso que precisa mudar. Se o atendente, o funcionário

têm o mesmo problema. Basta observar. E não vai ser assim que haverá evolução. Não é assim que atrairá e reterá clientes, turistas, chamará a atenção da mídia, mostrando que Passa Quatro é uma cidade diferenciada. E mesmo com toda dificuldade, nossa linda cidade consegue atrair público e negócios como as recentes gravações do filme Quase Memória, além de séries e propagandas. Esse é um indicador de que essa aconchegante cidade do Sul de Minas tem muito potencial para o turismo em geral. Não se quer aqui dizer que está

informa para o cliente que tal prato ficará pronto em 30 minutos, tem que ser em 30 minutos e não 40 minutos ou 1 hora. E é o que se vê em muitos estabelecimentos em Passa Quatro, já que ao informar o cliente, o que se quer é apenas “ganhar tempo” para atender todos os pedidos. Essa situação parece corriqueira e tratada com muita naturalidade em vários estabelecimentos. E que fique claro, isso não é isolado a Passa Quatro, outras cidades

tudo errado, mas sim propor que se dê um passo. E daqui alguns anos, décadas, poder sentir que foram dados vários passos, ou seja, um belo salto. E para melhorar no atendimento (o salto proposto) é preciso investir em treinamento, fazer parcerias com instituições e profissionais que possam agregar e melhorar a mão de obra local. O profissional que atende o consumidor e/ou turista é, muitas vezes, o cartão de visita da cidade. Atendendo

“O que Passa Quatro perde para outras cidades relevantes no ecoturismo nos quesitos natureza, beleza e clima?”

mal, esse profissional cria uma barreira muitas vezes intransponível, ou seja, ele vai embora e é quase certo que não volta. Aí deve entrar as parcerias: Sebrae, Associação Mineira dos Municípios, FIEMG, Associação Comercial de Passa Quatro, Sindicatos, Prefeitura Municipal, enfim, há diversas maneiras de se tentar construir uma realidade diferente e buscar melhorias. Quer refletir mais de como é possível atender melhor? Veja algumas dicas de Ricardo M. Barbosa, especialista e diretor executivo da Innovia Training & Consulting sobre atendimento. 1 - Ser rápido e solícito com o cliente é uma necessidade para cativar o consumidor. O profissional deve ser treinado para atender a cada cliente como ‘o cliente dele’; 2 - O colaborador deve conhecer a fundo todos os detalhes do produto ou serviço que está oferecendo ou que o cliente está pedindo; 3 - É fundamental ter em mente que nunca é perda de tempo fazer demonstrações e prestar informações detalhadas; 4 - É importante que se crie identificação, assim, deixe que o cliente conheça a sua empresa, fazendo com que se tenha entendimento do que se está oferecendo; 5 - Ser verdadeiro é fundamen-

tal, tenha isso como preceito básico e exercite o perguntar mais do que falar; 6 - Todo cliente tem seu tempo, se ele estiver com pressa, seja ágil, se for moroso, mantenha-se tolerante, paciente e calmo; 7 - Só prometa prazos, horários e outros se realmente puder cumprir; 8 - Seja ético, íntegro e sincero com todos os tipos de clientes e conquiste para sempre sua confiança; 9 - Evite deixar o cliente esperando, se observar que irá demorar, pare por um instante o que está fazendo para dar um posicionamento pela demora; 10- Evite amadorismo e erros grosseiros de linguagem, isso vale tanto com atendimento pessoal como por telefone, busque reconhecer qual o estilo do cliente e adapte sua linguagem, se atente para nunca ser vulgar ou inconveniente; 11 - Cuidado com os valores ou mesmo produtos que serão apresentados, se o cliente sentir que estão tentando enrolar ou tirar vantagem na negociação ficará muito mais difícil; Petterson Rodrigues é jornalista, com MBA em Gestão Empresarial. Presta consultoria e treinamento na área empresarial e em Recursos Humanos. Fundador e editor do site: www.sulminas146.com.br

O Jornal da Serra estará disponivel

CAMINHÕES E ULTILITÁRIOS

on-line a partir desta edição no site:

www.mineiradosul.com.br

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Jornal da Serra

Corrupção Enraizada

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o ano passado, após terminarem as eleições presidenciais, assistimos estarrecidos o governo federal enviar projeto de lei ao Congresso Nacional para revogar a determinação da lei de diretrizes Orçamentária de 2014 que estipulava que a União deveria fazer uma economia de 116 bilhões de reais para que o governo pudesse cumprir com suas obrigações constitucionais. E, pior ainda, foi ver que concomitante a este descalabro legislativo, a Presidente da República enviou um decreto onde deixava claro que se aprovado a emenda a LDO, em compensação repassaria a cada um dos 594 congressistas (513 deputados federais e 81 senadores), a quantia de 444,7 milhões de reais para fazer face as emendas orçamentárias, o que foi entendido por algumas mentes mais avivadas, que cada parla-mentar brasileiro no congresso nacional vale somente R$ 748.000,00, esse é o preço de cada um segundo a lógica da Presidente da República. Em nossos municípios esse

Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

por Mário Fonseca

“

O prefeito ou ex-prefeitos não desviaram recursos para seus bolsos, mas, administraram mal as finanças do município”

mesmo tipo de suborno acaba ocorrendo, quando o prefeito municipal quer que uma lei de sua competência deva ser aprovada, é só fazer uns “mimos” a alguns vereadores que lá vai a violação dos princípios morais e da ética que deve reger o poder legislativo municipal. Por muitas vezes parte dos vereadores votam porque são do “lado político”, não

importa se o projeto de lei é favorável à população, a quem ele realmente representa, mas vota favorável porque é do lado ou vota contra, porque é da oposição e os caciques com seus asseclas estão de plantão, caso não procedam de forma contrária, não se elegerão nas próximas eleições, que se danem os princípios. Não quero dizer aqui, que os políticos de-

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vam se reger apenas por seus princípios, na democracia é fundamental ser alinhado com o partido político que representa, que é formado por um conjunto de pessoas. Há uma votação em especial que nos parece totalmente imoral e sem nenhuma responsabilidade com o cargo que o vereador exerce representando a população do seu município,

exemplo: quando as contas do prefeito são rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, que é um órgão fiscalizador e emite seus pareceres fundamentados em bases técnicas contábeis, e 2/3 dos vereadores (que são do lado político) votam de acordo com sua posição e não de acordo com princípios técnicos, os quais, neste caso, devem prevalecer, muitas vezes o prefeito ou ex-prefeitos, não desviaram recursos para seus bolsos, mas, administraram mal as finanças do município, assim como a “Presidenta que foi incompetenta” em sua administração. Voltando aos municípios, os eleitores de ditos vereadores acabam por aprovar suas atuações antiéticas e imorais e assim se inicia o ciclo deste mal que corroe a nação, que é a corrupção, onde o dinheiro que seria para investir em desenvolvimento, educação, saúde e segurança, é mal gasto ou vai para o bolso dos corruptores e corrompidos e os maus administradores estão por aí alimentando este mal dando-lhe raízes, para que dentro das proporções administrativas, sejam municipais, estaduais ou federais ela continue a existir.

Itamonte MG


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Jornal da Serra Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

Filme resgata histórias por trás das fotografias de Sebastião Salgado fonte: www.dw.de

Juliano Ribeiro Salgado, filho de Sebastião, fala sobre a parceria com Wim Wenders e a experiência de realizar um filme sobre um dos maiores fotógrafos do Brasil. “Pude compreender melhor as experiências que ele teve.” Brasil vai estar representado na 67ª edição do Festival de Cannes com um filme sobre a vida e a obra do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, de 70 anos. Participante da mostra Un Certain Regard, a produção The salt of the earth é dirigida pelo filho do fotógrafo, Juliano Ribeiro Salgado, e pelo cineasta alemão Wim Wenders. Em entrevista à DW, Juliano explica como surgiu a ideia de realizar o filme sobre seu pai, como foi trabalhar com Wim Wenders e a influência dos projetos Exodus e Genesis na vida de Sebastião Salgado. O filme, ainda sem título oficial em português, não tem previsão de ser lançado no Brasil. De acordo com Juliano, a proposta do filme foi resgatar os 40 anos de trabalho fotográfico de Sebastião Salgado, que conseguiu explorar com um olhar único tragédias humanas e, também, as pessoas, a natureza e o mundo animal. “E, como as fotografias registram um instante, e não a vida dessas pessoas que passaram pelo caminho de Sebastião, havia então um espaço para fazer um filme no qual ele poderia contar coisas que poucos sabem e relatar situações que poucos vivenciaram”, disse. DW – Como surgiu a ideia de realizar um documentário sobre a vida de Sebastião Salgado? Juliano Ribeiro Salgado – Havia uma distância entre mim e meu pai. Cada um estava seguindo o seu caminho, até o dia em que o Sebastião insistiu muito que eu o acompanhasse numa de suas viagens, pois, além de ter a oportunidade de passar mais tempo com ele, eu poderia registrar cenas de como ele trabalhava, o que era uma coisa que ninguém até então havia feito. E, por conta disso, com o convite, passei alguns dias com o meu pai na Amazônia, quando ele foi visitar o povo indígena Zo’é. E, de repente, tivemos a oportunidade, durante a viagem, de ter um diálogo muito legal, de pai para filho. E isso meio que abriu a porta para outras viagens. E como o cineasta Wim Wenders apareceu na história? Ao mesmo tempo que o diálogo entre mim e meu pai estava se intensificando, a ideia de realizar um filme sobre a vida do Sebastião foi se instalando. Nesse mesmo período, Wim Wenders,

que admira muito o trabalho do Sebastião, apareceu no nosso universo e demonstrou interesse em também realizar um filme sobre meu pai. E o passo decisivo foi que, por sermos pai e filho, existem coisas sobre as quais você não consegue falar com seu pai. E eu precisava encontrar alguém que tivesse uma visão neutra, de fora, uma pessoa de cinema, com a qualidade de poder entender imagens. O Wim era o candidato ideal, e ele queria participar do filme. Qual foi a abordagem que vocês utilizaram? Wenders, Lélia Wanick e Sebastião Salgado: casal fundou em abril de 1998 o Instituto Terra Durante os 40 anos do trabalho do Sebastião, devido ao trabalho de repórter fotográfico, ele explorou lugares de tensões e situações difíceis, como guerra e fome. Com o seu jeito único de trabalhar, ele sempre teve muita empatia com as pessoas que ele encontrava. E, como as fotografias registram um instante, e não a história de vida dessas pessoas que passaram pelo caminho de Sebastião, havia então um espaço para fazer um filme no qual ele poderia contar coisas que poucos sabem e relatar situações que poucos vivenciaram. Esse foi então o enfoque que eu e Wim resolvemos dar: acompanhar a carreira do Sebastião para entender como ele tinha se transformado no fotógrafo que é hoje, como o olhar dele permitiu que ele virasse o artista que é. Até o momento em que sua trajetória o levou para Ruanda, país onde presenciou dramas terríveis durante o genocídio. Nessas viagens para a Ruanda, meu pai presenciou situações muito pesadas, tanto que num dado momento ele não conseguiu mais fazer fotografias e teve que

se transformar. E, junto com a minha mãe [Lélia Wanick Salgado], com quem ele sempre planejou as reportagens que iria fazer, decidiu fundar o Instituto Terra e reflorestar uma grande área com mais de 2,5 milhões de árvores plantadas [em Aimorés-MG]. Wim e eu achamos essa história muito bonita e resolvemos contá-la. Wim realizou várias entrevistas com Sebastião para ouvir as histórias que ele vivenciou como fotógrafo, enquanto eu filmei Sebastião durante várias viagens dele. Também havia imagens antigas de momentos da história de nossa família. E o resultado foi que passamos um ano e meio juntos na sala de edição para conseguir transformar todos esses registros da história de Sebastião num filme. Como foi trabalhar com o cineasta Wim Wenders? Foi um aprendizado maravilhoso. É um dos diretores mais criativos e sensíveis. Ele, muito gentilmente, aceitou entrar nessa história entre pai e filho, e nos deu um presente lindo ao aceitar participar do filme. Pessoalmente, foi uma experiência enriquecedora trabalhar com ele. Sebastião Salgado sempre viajou muito e você não tinha tanto contato com ele. Durante e depois do projeto, o que você conseguiu aprender sobre seu pai? Eu descobri muita coisa sobre ele e a gente se aproximou muito. Ele passou por experiências muito complicadas, e todo esse universo, que é muito importante para a história de vida dele, eu não conhecia. Hoje vejo a história de Sebastião de maneira mais completa, não apenas como meu pai, mas também pude observá-lo de fora, como um personagem de um filme, o que me permitiu compreender melhor as experiências que ele teve.

Vargem Alegre em Virgínia realiza a primeira Festa da Ameixa por José Afonso

Foi realizada de 31 de dezembro a 04 de janeiro a primeira Festa da Ameixa no bairro da Vargem Alegre em Virgínia. Na abertura da festa foi celebrada uma missa com o padre Robson e a noite um grande show com queima de fogos, saudando a entrada de 2015. O bairro Vargem Alegre sai na frente dos demais povoados de nosso município pois, organizou a festa que sempre foi um sonho de toda a população virginense. Temos que mostrar ao mundo o que temos de bom e do que somos capazes de fazer e organizar. Os sonhos devem se tornar realidade. Parabéns a toda a população deste progressista povoado. A festa foi um sucesso! Receita de Bolo de Ameixa Ingredientes: 5 ovos 3½ xícaras (chá) de açúcar 3½ xícaras (chá) de farinha de

trigo 1 xícara (chá) de leite 1 xícara (chá) de margarina 10 cravos 3 canelas em pau 2 colheres (sopa) de fermento 800 g ameixa Nata batida a gosto (cobertura) Modo de Preparo: Bater as gemas com duas xícaras de açúcar e a margarina até formar um creme. Torrar e moer o cravo e a canela e adicionar ao creme. Cozinhar as ameixas com 1½ xícaras de açúcar. Amassar metade das ameixas cozidas e misturar ao creme. Acrescentar ao creme, o leite e a farinha de trigo e bater. Bata as claras em neve e adicione ao creme. Leve ao forno para assar. Depois de assado e frio, cobrir com nata batida e enfeitar com o restante das ameixas. Bom apetite e não esqueça de me convidar para comer um pedaço


Jornal da Serra Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

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Ponto de Vista

Feminino Saia da condição de vítima

Por Alexey Dodsworth , pelo www.contioutra.com Eu passei grande parte da pela pessoa errada, ainda asminha vida escutando a frase- sim temos escolhas. Temos a feita que mais sucesso faz escolha, por exemplo, de não no universo maravilhoso das querer contato. Temos a escocrenças falsas: não escolhe- lha de, mesmo apaixonados mos por quem nos apaixona- por quem não deveríamos esmos. É verdade, não escolhe- tar, racionalizarmos minimamos. Podemos nos apaixonar mente o processo de modo a por gente que não vale um não nos colocarmos à mercê miligrama do que come. É de quem nos faz mais mal do mais assustador ainda consi que bem. Não estou falanderar que nós mesmos po- do de eventuais sofrimentos. relacionamento demos ser estas pessoas na Qualquer vida de outro alguém que saudável tem sua cota de sotambém sofre por nós. Mas frimento. Estou falando de em qualquer um dos casos, eu apaixonar-se por alguém sou inclinado a concordar que, que, por diversas razões, se de fato, não escolhemos por revela destrutivo para sua vida. quem nos apaixonamos. Pai- Há muitas razões para isso: a xão, como o nome diz, vem do pessoa pode ser comprometida grego pathos, o mesmo termo e ficar te enrolando infinitaque dá origem a “patológi- mente; a pessoa pode mentir co”. A paixão é prima-irmã da tanto que nem sabe mais disdoença. E ninguém escolhe se cernir o que é verdadeiro do apaixonar, tanto quanto não que é falso; a pessoa pode ter escolhemos ficar gripados ou um ciúme digno de figurar numa peça teatral de Shakepegar caxumba. Acontece. Epa! Mas então por que será speare (e, acredite, o ciúme que eu digo que isso faz parte shakesperiano não tem nada do universo das crenças fal- de bonito). Em suma, não irei sas? Ora, não é preciso mui- aqui dizer o que é uma pessoa to esforço para perceber que que nos faz mal. Nós sabemos por mais que não escolhamos quando uma pessoa nos faz por quem nos apaixonamos, mal. E ela pode nos fazer mal esta “condição de vítima”, mesmo sendo uma boa pessoa. esta “condição passiva” não Basta que a paixão não seja é de forma alguma fatídica correspondida. E, convenhaou determinante. Se percebe- mos, ninguém tem culpa de mos que nos apaixonamos não se apaixonar pela gente,

não é mesmo? Acontece. PAIXÃO E FANTASIA A paixão é um veneno da mente. Por conta dela, ampliamos a imagem de uma pessoa, tornando-a mais importante do que ela realmente é. Esta pessoa por quem nos apaixonamos não é ela mesma. Não passa de uma perspectiva projetada de nossas fantasias. Para 99,99% da humanidade, a tal pessoa não tem importância alguma. E é tão relevante para o ser apaixonado, mas não tem relevância além daquela criada pelos mecanismos da fantasia. E é por isso que a paixão sempre estará abaixo do amor e nunca lhe chegará aos pés. Porque a paixão trata de fantasia, e o amor, de realidade. Porque apaixonar-se é sempre por causa de: por causa da beleza do outro, por causa de sua inteligência ou de várias características sedutoras que o outro apresenta. E amar, ao contrário, é sempre apesar de. Amamos alguém apesar de seus defeitos, apesar de conhecermos seus lados mais sombrios. O amor enxerga, e muito bem. Quem sofre de cegueira é a paixão. Apaixonar-se é absolutamente natural, e mais natural ainda é que esta paixão dê lugar ao amor na medida em que o

O Jornal da Serra estará disponivel on-line a partir desta edição no site:

www.mineiradosul.com.br

Tel(35)3371-3000

Arte Karol Bak tempo passe e aquela pessoa perfeita se converta naquilo que ela efetivamente é: uma pessoa. Isso quando a paixão é correspondida e é saudável. Insistência em paixões disfuncionais, apego por quem nos faz sofrer, essas coisas não têm nada de amor e têm tudo de imaturidade ou, em alguns casos, têm a ver com desejo de autodestruição. Não escolhemos por quem nos apaixonamos. Mas escolhemos dar corda para isso. E quando a paixão se revela destrutiva como uma doença, o tratamento é evidente: afastar-se do que nos causa mal é prerrogativa inicial básica para o retorno a um estado centrado. Em seguida, procurar trazer as projeções e expectativas passionais à luz da análise pode ajudar a mudar nosso gosto, permitindo que

nos apaixonemos por pessoas melhores. Gosto é uma coisa que se refina com o tempo e com boa vontade. Assim é na música, na literatura, na culinária, e nos relacionamentos humanos não é diferente. A paixão é uma parte nossa, mas não somos nós. E jamais, nunca deveria ser a força mais poderosa a nos guiar a vida. Aliada à paixão devem vir as considerações racionais. E quem acha que uma coisa exclui a outra ou ainda está na adolescência, ou precisa de uma educação para a vida, de uma efetiva educação filosófica que lhe permita ir além deste falso cenário em que as coisas ou são da paixão ou são da razão. Afinal, é do contraste e da dança paixão-razão que brota a vida em sua forma mais plena e bem vivida.


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Pequena crônica matinal por Alípio Soares

“ Je suis Charlie Hebdo”

O mundo ficou estarrecido com o acontecimento trágico ocorrido em Paris, contra o jornal Charlie Hebdo. Onze pessoas foram massacradas

barbaramente, em nome de um radicalismo total e irascível. Todos nós fomos ofendidos por esta violência sem limites. O poeta Jonh Donne dizia:_ Nenhum homem é uma ilha, se um torrão de terra vai para o mar, a Europa fica um pouco menor. Quando morre um homem a humanidade fica também um pouco menor. Hoje todos nós que trabalhamos com as letras, as gravuras, com a voz, nos sen-

timos um pouco solitários, pois alguém em nome de alguma coisa que tenho certeza não é Deus e nem ensinamentos do profeta Maomé, aden-

traram a um jornal no centro de Paris e cometeram um dos grandes massacres do século. A humanidade se levanta em profundo pesar e luto por esta perda. E estamos também muito assustados com o caminho ou descaminho que grupos, na maioria jovens, tem tomado em nome não sei de quê. Não conheço nenhuma religião ou seita, ou seja lá o que for, que pregue tanto ódio. Milhões de pessoas se levantaram em sinal

de protesto e caminharam pelas ruas de Paris, em solidariedade as vítimas, pois não sabemos, diante de tal fato, o que fazer ou a quem nos reportar sobre tão horroroso acontecimento; e nem a quem consolar. A violência esta aí na nossa cara e se apresenta de várias formas. E nos assusta por que não sabemos o que fazer e nem onde buscar armas para lutar contra estes lamentáveis acontecimentos. Eu vejo o caso Charles como uma luz de alerta, para a violência nossa de cada dia. Policiais matam simplesmente por que um carro desobedeceu ao sinal de parada. Negros e moradores de rua são cotidianamente desrespeitados, em função de sua condição social. A intolerância social, religiosa e politica vai ceifando vidas das mais variadas formas. A corrupção desmedida não deixa que o dinheiro público cumpra sua real missão. E não entendo como políticos, homens públicos na ânsia de riquezas, desviam dinheiro do povo para paraísos fiscais. São quantias tão grandes, que nem sua terceira geração dará conta de gastar, em detrimento de nossa saúde, educação e moradia, atrasando nosso desenvolvimento e nos envergonhando perante o mundo. Por esta e outras e em solidariedade ao mundo, também digo:- Je suis Charlie.

Av. Ari Carneiro, 225 - Vila Maria Itanhandu MG

A GÊNESE – Segundo o Espiritismo. por Vandenberg Roberto da Silva Cap. 36 Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade. Assim de acordo com o nosso comentário, nada fica diferente do quê veio nos trazer Jesus Cristo. Sendo Ele a prova da Reencarnação, não se deve questionar o que vem de Deus. Cap. 37 Tirai ao homem o Espírito livre e independente, sobrevivente à matéria, e fareis dele uma simples máquina organizada, sem finalidade, nem responsabilidade; sem outro freio além da lei civil e própria a ser explorada como animal inteligente. Nada esperando depois da morte, nada obsta a que aumente os gozos presentes; se sofre, só tem a perspectiva do desespero e o nada como refugio. Com a certeza do futuro, com a de encontrar de novo aqueles a quem amou e com temor de tornar a ver aqueles a quem ofendeu, todas as suas idéias mudam. O Espiritismo, ainda que só fizesse forrar o homem à dúvida relativamente à vida futura, teria feito mais pelo seu aperfeiçoamento moral do que todas as leis disciplinares, que o detêm algumas vezes, mas que o não transformam. Comentário: Assim podemos observar o que realmente nos acontece após nossa desencarnação. Voltamos para aprender e rever nossos erros. Cap. 38 Sem a preexistência da alma, a doutrina do pecado original não seria somente inconciliável com a justiça de Deus, que tornaria todos os homens responsáveis pela falta de um só, seria também um contra-senso, e tanto menos justificável quanto, segundo essa doutrina, a alma não existia na época a que se pretende fazer que a sua responsabilidade remonte. Com a existência, o homem traz, ao renascer, o gérmen das suas imperfeições, dos defeitos de que se não corrigiu e que se traduzem pelos instintos naturais e pelos pendores para tal ou tal vicio. É esse o seu verdadeiro pecado original, cujas conseqüências naturalmente sofre, mas com diferença de outrem; e com a outra diferença, ao mesmo tempo consoladora, animadora e soberanamente equitativa, de que cada existência lhe oferece os meios de se redimir pela reparação e de progredir, quer despojando-se de alguma imperfeição que adquirindo novos conhecimentos e, assim, até que suficientemente purificado, não necessite mais da vida corporal e possa viver exclusivamente a vida espiritual, eterna e bem-aventurada. Nossos comentários: “como poderemos nos aperfeiçoar se morrendo e não tendo como reparar nossos defeitos? Aqui reparamos nossos erros totais, encarnaremos o quanto for necessário para viver a Plenitude”.


Jornal da Serra Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

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Prefeitura Municipal de Passa Quatro inicia obra de Sistema de Tratamento de Esgoto

Passa Quatro foi contemplada no ano de 2014 com recursos para a construção da estação de tratamento de esgoto no município, cuja obra encontra-se em franco andamento. Como é sabido, hoje, a maior parte do esgoto produzido em Passa Quatro é lançado diretamente no leito do rio sem tratamento. O objetivo da obra é captar, tratar e remover os principais poluentes residentes nas águas, sem afetar sua qualidade. Nessa linha, a Estação de Tratamento de Esgoto, é a unidade operacional do sistema de esgotamento sanitário que através de processos físicos, químicos ou biológicos removem as cargas poluentes do esgoto, devolvendo ao ambiente o produto final, efluente tratado, em conformidade com os padrões exigidos pela legislação ambiental. A importância dessa obra é gigantesca, uma vez que a falta de tratamento dos esgotos (residenciais e, especialmente, industriais) e condições adequadas de saneamento podem contribuir para a proliferação de inúmeras doenças parasitárias e infecciosas além da degradação do meio ambiente e, evidentemente, do leito e margens dos rios que cortam

a cidade, em especial o nosso Rio Passa Quatro. A disposição adequada dos esgotos é essencial para a proteção da saúde pública. Cólera, disenterias, hepatite infecciosa e inúmeros casos de verminoses são algumas das doenças que podem ser transmitidas pela disposição inadequada dos esgotos, sendo responsáveis por elevados índices de mortalidade em países do terceiro mundo. As crianças são suas vítimas mais freqüentes, uma vez que a associação dessas doenças à subnutrição é, geralmente, fatal. Outra importante razão para tratar os esgotos é a preservação do meio ambiente. As substâncias presentes nos esgotos exercem ação perigosa nos corpos de água: a matéria orgânica pode causar a diminuição da concentração de oxigênio dissolvido provocando a morte de peixes e outros organismos aquáticos, escurecimento da água e exalação de odores desagradáveis, como é o caso, hoje e, infelizmente,

do Rio Passa Quatro, potencializado pela grave estiagem que vem assolando toda a Região Sudeste. Cumpre realçar que, no Brasil, apenas 20% do esgoto passa por tratamento. O restante é despejado em rios e córregos, contribuindo para aumentar a sujeira, as enchentes e as doenças. Diante disso, evidente que Passa Quatro, com a efetivação deste tão importante projeto, dá um passo à frente quanto a preservação do meio ambiente, seus rios e mananciais. Cabe sublinhar, a título de informação, que, em Passa

CNA - FAEMG - SENAR

SINDICATO RURAL DE ITAMONTE TEL:(35)3363-1221

PRAÇA DA BÍBLIA, 117 - CENTRO - ITAMONTE - MG.

Quatro, algumas empresas, excepcionalmente, já possuem suas respectivas estações de tratamento de esgoto, fato que já vem contribuindo com a proteção ambiental. Desta feita, a preservação do meio ambiente e o cuidado com a saúde da população são fatores de suma relevância no que concerne ao saneamento básico. É isso que o projeto da construção do sistema de tratamento de esgoto no município de Passa Quatro busca: cuidado com a saúde e preservação do meio ambiente, além dos evidentes reflexos no desen-

volvimento social, turístico e econômico de nossa cidade. O JS conversou com o engenheiro responsavel pela obra, o Sr Marcio ressaltou a importancia da obra para o minicípio, com grandes beneficios na area da saúde, tendo em vista que o esgoto coletado em uma rede apropriada diminui a infestação de baratas e ratos, entre outros benefícios como a redução do mal cheiro em épocas de pouca água, como agora. Concluiu dizendo que a obra será realizada em sua totalidade no prazo máximo 15 meses.


12 Anderson Silva tem licença aprovada para UFC 183; McCarthy será árbitro

Jornal da Serra

Sexta -feira, dia 23 de janeira de 2015

pelo sportv.globo.com/

Comissão Atlética do Estado de Nevada autoriza luta do brasileiro contra Nick Diaz e aponta veteranos D’Amato, Trowbridge e Rosales como juízes O retorno de Anderson Silva ao octógono está aprovado. A Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC) aprovou nesta segunda-feira por unanimidade a concessão de uma licença de lutador ao excampeão dos pesos-médios para enfrentar Nick Diaz no evento principal do UFC 183, no próximo dia 31 em Las Vegas. Além disso, a entidade apontou os árbitros e juízes do combate: o veterano “Big” John McCarthy será o árbitro central, e Sal D’Amato, Marcos Rosales e Glenn Trowbridge serão os juízes laterais. A solicitação de licença para lutar de Anderson Silva era o primeiro item da agenda da reunião da NSAC nesta segunda-feira, mas o atleta, que não

estava presente fisicamente à audiência, não respondeu por telefone nas duas primeiras vezes em que foi convocado. Na terceira tentativa, seu empresário, Ed Soares, intercedeu e conseguiu conectálo - ele esclareceu que foram problemas técnicos que estavam impedindo a conexão. Em seguida, os comissários questionaram Spider sobre seu regime de treinos e sua recuperação da lesão na perna esquerda, sofrida em luta sob

regulamentação da entidade no UFC 168, em Las Vegas, em dezembro de 2013. - Estou muito bem, estou muito feliz. (Meu dia de treinos não é) Nada demais, vou à academia, vou correr por uns 30 minutos, e quando termino faço treino de sombra (de boxe), movimentos de jiu-jítsu e volto pra casa. (A perna) Está boa, mais forte, mais rápida - disse Anderson Silva, em inglês, pelo telefone.

CBF diz que vai dialogar com governo sobre dívida dos clubes Da FOLHAPRESS pelo “Jornal O Tempo”

A previsão do governo federal é que haja uma nova Medida Provisória com a inclusão de contrapartidas que os clubes dariam pelo refinanciamento das dívidas O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, disse nesta quarta-feira (21) que a CBF não se sentiu derrotada com o veto da presidente Dilma Rousseff ao artigo da Medida Provisória 656, que aprovaria imediatamente o refinanciamento da dívida dos clubes de futebol com o governo federal. “Nós queremos que seja aprovado, o quanto antes. Para isso estamos batalhando. Agora o importante é conversar com todas as partes, com o grupo de estudo, para chegar a um entendimento”, disse José Maria Marin, que na manhã desta quarta participou de um evento na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), em São Paulo, sobre o desenvolvimento do futebol feminino. A CBF defendia a aprovação imediata, sem as contrapartidas de melhoria de gestão financeira dos clubes, que a entidade defende que sejam controladas por ela no Regulamento Geral das Competições. Entre essas medidas estão a perda de pontos e até rebaixamento de clubes que não arcarem devidamente com o pagamento das dívidas e de salários de jogadores. O governo federal decidiu vetar o artigo 141 da MP 656 e criar um grupo interministerial, formado por representantes dos ministérios do Esporte, da Fazenda, da Justiça, da Previdência Social e pela Casa Civil. A previsão é que haja uma nova Medida Provisória com a inclusão de contrapartidas que os clubes dariam pelo refinanciamento da dívida. O Bom Senso FC, grupo formado por jogadores que defendem mudanças na administração do futebol, defendia o veto. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), os clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais defendiam a aprovação. Para o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, é importante que os clubes comecem do zero. O Bom Senso acha pouco e pede regras mais rígidas para o fair play financeiro, inclusive com responsabilização dos dirigentes.

Tel:3371-1120


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