1
curadoria de
Alexandre Sá Daniela Castro João Modé
abre alas 9 3
Caro Público Gentil
4
Tá legal
6
Bet Katona
8
Bruno Baptistelli
10 Bruno Senise 12 Camila Soato 14 Fábia Schnoor 16 Frederico Filippi 18 Gabriel Secchin 20 Gustavo Torrezan 22 Ícaro Lira 24 Jaime Lauriano 26 Juan Parada 28 Leonardo Akio 30 Oscar Barbery 32 Patricio Gil Flood 34 Rafael Perpétuo 36 RG Faleiros 38 Silvio de Camillis Borges
2
Caro público gentil 9anos parar várias centro respeitável fantasia bumbo feira dúvida preceitos recusar nova cheiro inseguro leque celebração vizinho mãos cultura mercado gentileza arte estrelas micro energia referências criticar joãomodé danicastro sociedade iniciativa ávida contamina destino encontrar alma feliz carnaval redondo ondas vontade fora bem-vindos calor salões inaugural face dentro riscado fonte museu bumbumpraticundum esfera defeitos egos existir fonte abraços velhos novatos artistas salgadas sexo público alexandresá aproximar braços vocês deter-se 10anos circuito criticar modesto bandeira verão um bloco energia suor começo desejar prédio convidar olhos triste dança sarongue re-existir tamborim revés discutível bunda profundo bloco perder outros música ainda link nossos deles seu x desejam pandeiro cores beijos cotidiano Gentil desencontrar dia areia parede mercado hoje familiares brasileiros bloco gentil planetária candidatos amigos brilhantes apreciar gentil queridos cerveja desgostar recortes Carnaval momento ávido maravilhoso aniversário pinceladas queridas leilão presença ruim amargas participantes energia desfile apaixonar-se perfeitos distantes deleite rua peito pés ideias acaso pessoas acolá portifólios mercadão abraço limbo país CariocaBraTerraLeira pernas movimento crianças proximidade críticos diversão ideais obras curadores lugar mundo Abre prazer contas susto desejamos aqui jovens agradecer praia necessidade afortunados encher poder escolhidos graça figura bom trabalhos finalmente adora vídeos matéria invés bateria panfleto prêmios corpo adoraria divergência fora brasil deles todos nosso possíveis maisoumenos mirar tímidos boca Alas esvaziar baile estrangeiros galeria um samba trajetória funk combinatória agradecemos aos artistas, aos curadores e ao público sempre presente. A Gentil Carioca ps> mais palavras podem ser acrescentadas, ok?..... beijos
3
“ Tá legal Eu aceito o argumento Mas não me altere o samba tanto assim Olha que a rapaziada está sentindo a falta De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim Sem preconceito ou mania de passado Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar Faça como um velho marinheiro Que durante o nevoeiro Leva o barco devagar ” Paulinho da Viola
4
O Abre Alas é um carro alegórico que inaugura o desfile de uma escola de samba e que impressiona o público para que a atenção se estabeleça ao longo de todo o tempo. Também tem por objetivo ser o primeiro instante útil para a narrativa que será contada através de todos os seus componentes. É precedido apenas pela comissão de frente que, de maneira formal, apresenta a escola e abre os caminhos. Aqui nesta micro comissão de frente, somos três. Três integrantes que têm por objetivo se deslocar da posição por vezes autocrática de curadores para que possamos mergulhar em uma exposição que também fraturará alguma narrativa e tentará construir pequenas atmosferas poéticas esfaceladas e universos recônditos. Ao longo de alguns poucos encontros presenciais e de muito trabalho online, olhamos com cuidado os infinitos portfólios recebidos de todas as partes do Brasil e do exterior; e aos poucos, fomos conseguindo vencer a tarefa hercúlea de escolher alguns artistas para compor esta edição do Abre Alas de 2013. Tarefa infinita porque para além da quantidade absoluta de portfólios, a qualidade dos trabalhos era a mais plural possível. Em virtude do desejo de expor em uma galeria renomada, o conjunto do material recebido era enorme e, obviamente, nem sempre conseguia considerar as prerrogativas para a produção de um trabalho de arte. E como talvez já não haja mais um conglomerado de prerrogativas para a produção contemporânea, conseguimos nos aproximar da melhor parte do processo de seleção: a liberdade. A diversidade excêntrica de propostas terminou nos eximindo de uma responsabilidade absoluta de coerência sisuda. E eis o nosso samba. O resultado na quarta-feira de cinzas? Ainda não sabemos. Estamos escrevendo no começo de janeiro e embora já tenhamos escolhido os artistas e as obras, a montagem só acontecerá daqui a quinze dias e será lá, através do diálogo, contágio e contaminação que poderemos saber (ou sentir talvez?) se as apostas foram justas e se a escola realmente desfilou com alguma honra na avenida. Por outro lado, sabemos que diante de uma cidade historicamente caótica e assumidamente desordenada, diante de janeiros inundados e algumas histórias de assassinato, diante de uma tradição assumidamente política de hipocrisia de representação, não haveria como não sermos banguelas, como não sambarmos descalços e quase nus de vergonha, como não explorarmos a arquitetura manca (e não menos sedutora) de um espaço em eterna desconstrução. E é na marcação silenciosa do nosso surdo mais surdo que comporemos nossa doce desarmonia. Então que venha mais suor, cerveja e caos. Alexandre Sá, Daniela Castro e João Modé
5
Bet Katona
sem título, 2010 / acrílica sobre tela / 90x130cm
6
FOTOGRAFIA JAIME ACIOLI
Trabalho na pintura abordando as questões da história da arte e representações do cotidiano. Os temas poéticos das imagens são as memórias de lugares. As imagens que produzo são formas extremamente sintéticas, quase iconográficas e geometrizadas. São grandes planos de cor lado a lado. Anulo a pincelada e o gesto. Praticamente não uso sombreado. A “luz e a sombra” são induzidas para serem formadas pelo cérebro do observador. As formas dos objetos, das figuras e a imagem dos locais, são essenciais, são mínimas possíveis para a sua identificação. Os lugares que pinto instigam a memória do observador. Neste momento começa um diálogo silencioso do olho, da imagem e da memória.
Bet Katona vive no Rio de Janeiro e trabalha como artista visual profissionalmente desde 2009. Sua formação se deve aos cursos livres da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
7
Bruno Baptistelli
Dependendo da sua disponibilidade, desenvolver um trabalho específico para a mostra.
Palavras- chave: memória presença família forma pai conteúdo 8
amigos apresentação amor
saudade situação expectativa
espaço centro zona sul
2013 eu nós
Reorganizações Urbanas - Santander, 2010 / ação / dimensões variáveis
Bruno Baptistelli (Beba) é formado em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, entre os anos de 2007-2010 formou com gustavoprafrente a dupla Bebaprafrente e atuaram como artistas visuais com o uso de diversas mídias. Atualmente vive e trabalha solo na cidade de São Paulo. Beba trabalha com a criação e evidenciação de espaços, tomando como base o espaço e as relações mediadas pela imagem na sociedade.
9
Bruno Senise
Ming, 2012 / óleo sobre tela / 84 x 66 cm Entre Diálogos, 2011 / óleo sobre tela / 80 x 110 cm
g
Bruno Senise nasceu no Rio de Janeiro em 1987, onde vive e trabalha. Se formou em design na Puc-Rio em 2011, atuando como freelancer no seu primeiro ano de formado. Na metade de 2012 co10 meçou a se dedicar integralmente ao seu trabalho como artista.
11
Camila Soato
12
Em sua obra, Camila associa a tradição da pintura a óleo figurativa, envolta em uma usual seriedade, com temáticas relacionadas e abarcadas em um tipo de humor que se apresenta em situações esdrúxulas. São recortes de imagens que fragmentam e narram momentos bizarros. Dessa maneira são estabelecidos, por intermédio de construções ambivalentes, questionamentos acerca das possibilidades de produzir pinturas figurativas e inseri-las no campo contemporâneo da produção artística. Essas imagens, permeadas de fortes narrativas, associam situações - aonde algo ocorre de maneira quase falha - à qualidade da pintura aplicada, com pinceladas fugidias e características do processo do trabalho (borrões, manchas e escorridos). Descuidos assumidos como índices visuais que enriquecem as obras. Atenção! Veja! Jogo. Busca. A artista oferece percursos de participação na obra que se inicia na tensão dos detalhes e desemboca na contemplação do todo e da particularidade narrada pelo evento. As imagens, apropriadas, pela artista, da internet ou de publicações, criam um diálogo direto entre as pinturas (independente do formato ou suporte pelo qual elas são apresentadas) e o descuido que estas promovem no fruidor.
De que forma você, aqui representado, participa desta fulerage? Bia Medeiros e Moisés Crivelaro
Santa Curiosidade, 2012 / óleo sobre toalha de mesa / 100 x 140 cm
Camila Soato é mestranda na linha de Poéticas Contemporâneas em Artes Visuais pelo Programa de Pós-graduação em Artes na Universidade de Brasília. Possui a pesquisa prática voltada para pintura em campo ampliado. É coordenadora do projeto Vira-Latas Tecnológicos contemplado pela Bolsa Funarte de Incentivo à Criação e Produção. É integrante do Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos, aonde desenvolve trabalhos em composição urbana, videoarte, performance e fuleragem. Prêmios em 2012: “64o Salão Paranaense de Arte Contemporânea” – Curitiba (PR) e Salão de Arte do Mato Grosso do Sul - (Campo Grande – MS). Principal exposição individual: “O DESCUIDO VIRA-LATAS, FULERAGE E BUNDAS, Galeria Espaço Piloto (Brasília DF), Curadoria Bia Medeiros e Moisés Crivelaro. Exposição Coletiva: ““Espelho refletido — o surrealismo e a arte contem13 porânea brasileira”, Centro de Arte Hélio Oiticica – (Rio de Janeiro RJ), Curadoria: Marcus Lontra
Fábia Schnoor Traças, pontos e linhas
O trabalho surge de um antigo livro sobre animais que fora comido por traças. Os furos feito pelos bichos nas páginas do livro servem como uma matriz, para marcar, em outro papel estes mesmos furos, pontos de onde surge o desenho geométrico. Alguns vetores não se fecham nos volumes, mas nos levam de um plano ao outro no percurso do olhar do espectador. Os traços refazem possíveis trajetos das traças, gerando outro corpo, outra ocupação gráfica, que se relaciona com a da página do livro.
Formação: 1996 Oficina em 3D – João Carlos Goldberg 1997/2006 Formação diversa em cerâmica 2007 Modelo Vivo Gianguido Bonfati 2007 Video Arte - Ateliê da Imagem 1996/1999 História da Arte – IAB, UNIRIO 2010 Gravura – Tereza Miranda 2009/2011 Análise e Inserção na Arte Contemporânea - Iole de Freitas - EAV 2012 Selecionada para Projeto Pesquisa – Glória Ferreira e Luis Ernesto - EAV Exposições e outros: Participa de exposições desde 2003. Em 2010 faz sua primeira individual na galeria Largos das Artes. Em 20011 e 2012 participa de diversas coletivas dentre elas : Residual Benefits – Phoenix Institute of Contemporary Art (phICA)EUA, ainda em 2012 faz assitência do artista Antony Gormley - CCBB-RJ. Entre 2009 e 2011 faz a Intervenção Urbana “Hand-Made” em diversas cidades do Brasil e da Europa. Fábia Schnoor tem o trabalho representado por 14 Martha Pagy e pelo selo multimídia TAL- Tech ArtLab.
Série Traças, pontos e linhas / Living Animals #1, 2012 / 54 x 84 cm / página de livro comido de traças e desenho
15
Frederico Filippi Vídeo instalação produzida a partir das performances dos profetas de rua em busca de gregários no centro da cidade de São Paulo. A montagem sem áudio e a repetição se dão como método análogo de um transe irrelevante. A força perturbadora das demonstrações do protesto religioso contra a falta de sentido não pede um deus transigente, ao contrário, cria uma condição como se ali lhes fosse forçado parecer um animal mágico, por um estado de torpor, enfraquecimento ou delírio[1]. No entanto, estas manifestações, reduzidas ao oportunismo financeiro ou à loucura, já fazem parte do cenário onde tomam lugar, caracterizando a dialética de caos e ordem da ‘normalidade,’ onde convivem o fim do mundo e o expediente paralelamente sem conflitos.
Os Humanos [Protótipo I], 2011 / video instalação: monitor 9”, aparelho de DVD e estrutura de metal. 1’ loop.
Frederico Filippi é graduado em Comunicação Social, cursou o mestrado no MAC-USP no Programa de Estética e História da Arte e na Faculdade Santa Marcelina em Práticas Experimentais, sem defender a tese em nenhum deles. Entre as principais exposições estão o Salão do Museu de Arte de Ribeirão Preto - MARP, Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (SAC) e participou 16 das residências Red Bull House of Art em 2011 e Ateliê Aberto #6 da Casa Tomada em 2012.
17
Gabriel Secchin
18
Gabriel Secchin nasceu em 1989 no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Atualmente, cursa Design na Puc-Rio. Sua pesquisa pictórica discute diferentes atitudes técnicas considerando, a partir da história do meio, possíveis relações com a contemporaneidade, através do universo imagético/grotesco de filmes, desenhos animados, videogames e o lado mais obscuro da internet.
19
À sua própria imagem e semelhança, 2011 / óleo sobre tela / 120 x 165 cm
Gustavo Torrezan
Devir ‡‡3, 2009 / fotografia / 110x75cm / tiragem 1/10
20
Devir ‡‡3 aponta um dispositivo em constante devir, conceito retirado pelo artista da obra do filósofo Gilles Deleuze; O rio, de mesmo nome da cidade, Piracicaba, produz no trabalho a alusão ao conto “A Terceira Margem do Rio”, de Guimarães Rosa enquanto metáfora da condição humana.
Gustavo Torrezan nasceu em Piracicaba - São Paulo, 1984. Vive e trabalha entre Campinas e Piracicaba - SP. Mestre, Bacharel e licenciado em Artes pela Universidade Estadual de Campinas Unicamp. É pesquisador associado do Laboratório de Estudos Audiovisuais - OLHO - da Faculdade de Educação da Unicamp. Possui trabalhos premiados no 14o Salão de Arte Contemporânea de Campinas, 43o e 44o Salão de Piracicaba e 64o 21 Salão Paranaense.
Ícaro Lira
22
Não podemos compreender de imediato coisas que são feitas para serem compreendidas indefinidamente. Francis Ponge
Ao encontrar em seu caminho uma estrutura que parece um aglomerado de materiais sem sentido lógico no sistema dos objetos que tem propósitos funcionais, Richard Tuttle pergunta-se: “Porque isto não é nada?” 1. O que existe naquela superfície que captura o olhar? O que falta para que o olhar lançado sobre isto que nomeamos de nada, pela simples falta de habilidade ou de necessidade de um nome, possa concretizar-se como um ato artístico? As propostas de Ícaro Lira parecem surgir dessa mesma necessidade de domesticar o olhar diante dos fragmentos incompreensíveis, das relações inexplicáveis e do enigma presente no cotidiano. Para tanto é necessário dedicar-se as coisas como se dedica a um animal de estimação, nos tornar disponíveis a elas para que se tornem dóceis. Neste sentido, o ato de expor pode ser entendido em suas recentes proposições como a adaptação de um espaço interno para que algo externo sobreviva ali. Este é o caso da mostra recente “Meu Corpo, Minha Embalagem, Tudo Gasto na Viagem” no SESC Cariri (2012) onde apresenta uma coleção de fragmentos apreendidos durante uma viagem de bicicleta pelo Ceará, entre eles estão fotografias, pequenas pedras, roupas e demais utensílios utilizados na viagem, etc. Ao revelar as pequenas brechas do espaço percorrido por meio destas inusitadas escolhas apresentadas, Ícaro Lira cria um espaço de cumplicidade, mas também nos faz recordar que o essencial está em qualquer parte e deve ser perseguido para além do espaço expositivo antes que este se torne uma jaula para nossos animais cativos. Luciana Paiva 1 Fala retirada do vídeo Richard Tuttle: Never Not an Artist. Dir: Chris Maybach. Twelve Films, 2005.
Meu Corpo, Minha Embalagem, Tudo Gasto na Viagem, 2012 / pregos, agulha de tatuagem, tecido, linha de costura, espinho de madeira e anzóis de pesca / dimensões Variáveis.
Ícaro Lira nasceu em Fortaleza, Ceará, em Fevereiro de 1986.
23
Jaime Lauriano
Jaime Lauriano nasceu em São Paulo em 1985. Graduado em artes visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo. Desenvolve trabalhos em vídeo, fotografia, performances, intervenções urbanas, instalações e textos literários, tendo as complexas estruturas envolvidas na constituição do espaço 24 público como seu principal foco de pesquisa e discussão.
Encruzilhada, 2008 / vídeo / 3’24”
25
FOTOGRAFIA LECO DE SOUZA
Juan Parada
26
Juan Parada trabalha com instalações, esculturas, intervenções urbanas e inserções espaciais. Desenvolve pesquisas sobre tridimensionalidade, relações de tempo-espaço e diálogos arquitetônicos. Experiencia a interseção entre circuitos de arte, e cria trabalhos que operam tanto em circuitos próprios, como em espaços institucionais, galerias, museus etc. O caráter múltiplo de sua pesquisa é resultado do cruzamento de diversos campos, como o do design, da botânica e da arquitetura. Seus trabalhos não se encerram em si, estabelecem relações com o contexto e transbordam para o mundo, sugerindo processualidade, impermanência e instabilidade, e buscam situações paradoxais em sua própria linguagem.
Quando eu vi já estava assim, 2010 / cerâmica pintada com tinta acrílica, tinta spray e galho de árvore / 47cm X 29cm X 46cm
Juan Parada é formado em Escultura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em 2002. Começou a pesquisar cerâmica em 2003 e foi um dos membros fundadores do coletivo Interluxartelivre, que agitou o meio artístico da capital paranaense na década passada. Entre as últimas mostras realizadas em Curitiba, destacam-se a exposição coletiva 9, exibida no Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná (MUSA) em 2012; A Memória da Matéria, projeto contemplado pelo edital Bolsa Produção 5 e apresentado no Museu da Gravura da Cidade de Curitiba – Solar do Barão em 2012; e O Estado da Arte, realizada junto com o coletivo Interluxartelivre no Museu Oscar Niemeyer, em 2010. Atualmente vive e trabalha em Curitiba (PR), sua 27 cidade natal.
Leonardo Akio Um menino pergunta ao seu pai: - Pai, quem fez o céu? O pai pego de surpresa pela simplicidade e complexidade da pergunta do filho, leva atenção para outro assunto e se desfaz da resposta. A pergunta perdera seu tempo. O menino tornou-se pai, e agora, diante de seu filho é contemplado com a mesma dúvida: - Pai, quem fez o céu? O menino que agora é pai sorri e responde ao filho: - Fui eu meu filho. Foi nesse momento, frente a consciência de seus limites, que o homem teria respondido com a invenção do sorriso e do ato criativo. Ouvi essa pequena história há algum tempo de um grande amigo e artista chamado Lucas [Bêda]. Recentemente ela me veio à memória após ler uma entrevista do Waltercio Caldas em que ele fala sobre o livro O nascimento da arte, onde Georges Bataille sugere que a arte e o sorriso teriam nascido na mesma época e pelo mesmo motivo - no espanto do homem ao se perceber mortal. Na história contada pelo Lucas, não existia a informação sobre o sorriso, mas fiz questão de adicioná-la pois esse gesto ilustra a leveza da resposta...
28 Leonardo Akio nasceu em 1990. É natural de
Bragança Paulista. Vive em São Paulo.
Sorte, 2010 / ? x 50 x 50 cm / porta faca magnético e faca k Arma simples, 2011 / 10 x 30 x 1,5 cm (cada arma) / madeira, pregos e elásticos g
FOTOGRAFIABARBARA HOFFMANN
29 FOTOGRAFIA LUCAS BÊDA
Oscar Barbery In a conservative, unreceptive, poor, shy, tasteless, numb, lost and sleepwalking cultural scenario (not to say: catatonic): Oscar Barbery BLOWS IN, INTERRUPTS, BURSTS FORTH, IN and AT (who said I can’t invent words?) with fresh, topical, mysterious, smart and ambiguous proposals: Photographs of the simple, of the daily life, of the known, yet involving something that incites me to perceive and feel the unusual, the awkward, the perversity that resides in the mind of every person, all of us, Muslims and Christians, the others and oneself. Images that trigger my subconscious. They stimulate my imagination. They make me think. Roberto Valcárcel, 2012
Oscar Barbery is a visual artist and photographer. He was born in Cordoba -- Argentina. He studied at the National University of Córdoba. In 2008 and 2010 he was granted with the Honorable Mention in the International Biennial of Santa Cruz de la Sierra, and in 2009 he won the Prize “Bolivia” in the International Art Biennale SIART. 30 Currently he lives in the city of Santa Cruz de la Sierra, Bolivia.
Support 2, 2010 / Patio Series: Late Self-portraits / 100 x 70 cm / digital photography, direct capture
31
Patricio Gil Flood “Me interesa pensar al artista como alguien que se desvanece en su hacer, es alguien que usa su tiempo, su época. Me gustan mucho las obras que muestran algo en común con los demás, que van contra un sentido restrictivo para convertir un método de representación en un acto continuo, en presente. Son señales que funcionan gracias a esa presencia fantasmal, como una practica artistica que se esfuma de manera reversible entre presencia y ausencia... ...Creo que allí hay atisbos de abolir distinciones, algo queda suspendido, un montaje que intentaría denotar ecos de la vida social misma, como lo frágil de los vinculos que la componen. Es todo lo invisible, una suma de momentos, son los hilos por donde seguir generando conversaciones, son los recorridos posibles.” Patricio Gil Flood, fragmentos de entrevista. Catálogo Incidental, Barcelona, Octubre-Noviembre 2011
Patricio Gil Flood (1977 - Argentina) es Licenciado en Arte de la Universidad Nacional de La Plata. En 2006 fue becado para la Clínica de Artes Visuales CC Rojas-UBA y en 2012 para el programa del CIA Centro. Realizó residencias en la Universidade de Verao en Capacete, Rio de Janeiro (2013); en el Ciclo Perspectivas Latinoamericanas, Barcelona, España (2011); en FAC Montevideo, Uruguay (2009); y en la Fundación Llopys en Panamá (2007). En el 2008 obtuvo la Beca de Creación en Artes Plásticas del FNA Trabaja multidisciplinarmente en formatos gráficos, instalaciones y de manera colectiva. También ha cumplido 32 tareas pedagogicas, y en 2012 fue seleccionado como curador en el proyecto Patio ITAU.
Señal, 2011 / fake de zapatillas colgando de un cable / versiones variables / edicion ilimitada
33
RAFAEL PERPÉTUO
34
Respiração consiste em introduzir ar, filtrar elementos e depois descartar os desnecessários. Assim também percebo a aquisição de conhecimento: ao abrir um escrito ou outro instrumento qualquer, posso reconhecer onde, de fato, uma tragada pode conduzir minha experiência à uma linha de pensamento que transcende e leva a uma genealogia do pensamento, que perpassa apreensão, compreensão, difusão, devaneio.
Cyro dos Anjos leitor de Nietzsche, 2012 / série Respiração / livro Abdias de Cyro dos Anjos, tabaco moeda e papel de seda com impressões de Genalogia da Moral de Nietzsche / 21 x 14,8 x 5 cm (fechado)
Rafael Perpétuo nasceu, vive e trabalha em Belo Horizonte. Faz parte da banda Pussy Hunter e seria convicto metaleiro se não tivesse morado em Niterói e conhecido Zé da Velha. Bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard/UEMG, recentemente recebeu o Prêmio Rede Nacional da FUNARTE para realização de projeto com o grupo INDIGESTÃO, que mistura cozinha, áudio e video. Principais exposições: “Orientações” Palácio das Artes (2008), e as coletivas “Vs.” – Galeria de Arte da Copasa; “Jogos de Guerra”- Memorial da América Latina e Caixa Cultural/RJ(201011) curadoria de Daniela Name; “O Peso do Branco” – EEP Guarulhos(2011) curadoria Efrain Almeida; “Novíssimos” – Galeria de Arte do IBEU (2010); “Urban Jealousy”, Bienal de Terrã/ Irã (2008). Realizou residências na pelo CEIA na FUNARTE(BH), NUVEM media lab (Mauá), 35 SESC Palladium (BH) e Projeto Pedregulho (RJ) com o coletivo Kaza Vazia.
RG Faleiros
Lady Incentivo & Dj estátua, 2013 / performance musical
36
FOTOGRAFIA MARIUS WANG
Criminal (Britney Spears) Criminoso (RG_Faleiros)
He is a hustler, he’s no good at all Tava em casa eu moro no Jardins He is a loser, he’s a bum-bum-bum-bum Foi quando o chefe ligou pra mim He lies, he bluffs, he’s unreliable Era missão de desapropriar He is a sucker with a gun-gun-gun-gun Na cracolândia eu fui trabalhar
O Duo RG_Faleiros, formado pelas artistas Rafael RG e Fabiana Faleiros, atua no campo da Arte Contemporânea desde 2009. Grande parte da produção artistíca da dupla se desdobra em intervenções sociais em relação com comunidades locais, sempre alinhados com um certo humor apolítico.
37
Silvio de Camillis Borges
Matula, 2012 / Marmita de alumínio, pó de ferro, madeira e pano de prato / 0,10m x 0,50m x 0,30m
38
Silvio de Camillis Borges é formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e vem participando de exposições e frentes de estudo na arte contemporânea e em seu meio desde 2005. Desenvolve a pesquisa poética dos seus trabalhos a partir das práticas do sustento humano em seu cotidiano. Procura ampliar o campo de pesquisa da sua produção, debruçando-se sobre aflições e soluções corriqueiras, elegendo o ordinário como ponto de partida; buscando estabelecer relações primitivas – no sentido cru do gesto - no embate com a matéria que opera e no meio onde ocorrem 39 os trabalhos, na tentativa de aproximar universos de gestos e produções de outros seguimentos da sociedade, com a arte contemporânea.
coordenação editorial
A Gentil Carioca equipe da galeria A Gentil Carioca diretores Ernesto Neto, Laura Lima, Márcio Botner produção Tatiana Bührnheim assistentes de produção Gabi Joppert e Rebeca Brandão administração Fabiola Neves assistente de serviços gerais Inacio Ferreira da Silva manutenção e montagem Gerardo Silva Filho projeto gráfico e diagramação
Liliane Kemper revisão
Thais Medeiros
Publicado pela A Gentil Carioca por ocasião da exposição Abre Alas 9, realizada entre 26/01 e 16/03/2013 na galeria A Gentil Carioca, com curadoria de Alexandre Sá, Daniela Castro e João Modé.
42